Archives 2022

Uniformes com cara de alta costura levam grife paranaense para Europa

Curitibana Symmetry investe R$ 1,4 milhão em expansão e cresce 35% no semestre

Dentro do Brasil, existem acordos sendo costurados principalmente com empresas do ramo da gastronomia interessadas em distribuição exclusiva de uniformes para os setores de hotelaria e gastronomia do Rio Grande do Sul

Marca brasileira criada e desenvolvida para dar mais vida ao mercado de uniformes para empresas, principalmente as do setor gastronômico e hoteleiro, a Symmetry Uniforms está comemorando crescimento de 35% nas receitas e a expansão para o mercado externo com base em uma ousadia: trazer para o mundo formal dos uniformes tecidos e design típicos da alta costura.

“Fazemos uniformes fora do padrão utilizado no Brasil e isso vira objeto de desejo, usamos peças de alta costura, estamos inovando sempre. Usamos pied de poule, poá, xadrez e paletas atemporais. São peças que podem ser usadas tranquilamente fora do ambiente de trabalho”, afirma Rosemary Alves, CEO e fundadora da Symmetry Uniforms. “Em março passamos a atender a comunidade europeia, via Lisboa, e em julho inauguramos a sede de Orlando, que abastece os Estados Unidos, México e o Canadá, além de uma subsidiária em Porto Rico, responsável por toda a operação das Ilhas caribenhas”, acrescenta, informando que o investimento na expansão foi de R$ 1,4 milhão e as novas unidades já correspondem a 30% dos rendimentos mensais da Symmetry.

Em franca expansão, a empresa é brasileira, com sede em Curitiba, mas tem DNA espanhol, país de origem do sócio de Rosemary Alves, Francisco Javier Vara, e de seu irmão, o estilista Juan Vara, colaborador da marca que acumula uma trajetória de 45 anos trabalhando com grandes grifes. Com toda a produção feita no Brasil, a empresa tem uma logística de envio eficiente para as outras sedes, onde atende por e-commerce e warehouses. “Para a Europa ou para os Estados Unidos as encomendas levam entre cinco e seis dias para chegar, independentemente do volume do pedido”, acrescenta Rosemary.

Expansão em escala industrial
Para 2022, a previsão de envio de peças é calculada em US$ 1 milhão para os Estados Unidos, US$ 650 mil para o Canadá e US$ 500 mil para o México. Portugal tem uma previsão de remessas de 600 mil euros e os mercados árabes trabalham com uma expectativa de US$ 1 milhão.

Dentro do Brasil, existem acordos sendo costurados principalmente com empresas do ramo da gastronomia interessadas em distribuição exclusiva de uniformes para os setores de hotelaria e gastronomia do Rio Grande do Sul. “Estudamos também ter mais presença para o público consumidor final. Por que não, já que nossas roupas são bem cortadas? Pensamos em ter um corner em um shopping ou dentro de uma loja, muito em breve”, adianta a CEO da marca.

Tendo a consciência ambiental como um dos valores principais da empresa, que trabalha com o algodão orgânico em muitas de suas peças, a Symmetry Uniforms conquista os públicos mais exigentes. “Hoje o consumidor valoriza quem se preocupa com o meio ambiente em todas as etapas do processo produtivo”, entende Rosemary.

“Viemos para fazer a diferença em um mercado marcado pelo tradicionalismo, com cores opacas. Ainda vão ouvir falar muito da gente”, diz Rosemary, ao contar que enviou 8 mil peças enviadas por mês para warehouse de Lisboa. Ela ainda antecipa que pretende abrir uma loja física da Symmetry Uniforms em Madri até o final do ano.

Curitibana Symmetry investe R$ 1,4 milhão em expansão e cresce 35% no semestre

Vende quem pode…

…compra quem (não) tem juízo?

Bem-vindo ao conceito de “marketing da oferta”, aquele praticado por empresas que podem ignorar a opinião do consumidor na hora de conceber um produto ou serviço

Que tal uma bolsa em formato de lata de tinta? Ou outra, pequeninha, do tipo clutch, que imita uma pomba? Talvez você tenha muitos objetos para carregar, então o melhor seja uma sacola maior, parecida com um… saco de lixo, perfeita para combinar com um par de tênis que já vem detonado de fábrica. Se você achou estranhos ou quase ofensivos os produtos acima, saiba que eles existem e custam caro, bem caro: R$ 15 mil, R$ 5 mil, R$ 9 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

Daí você tenta entender por que uma empresa tem coragem de lançar produtos de estética tão duvidosa e, principalmente, por que consumidores dispendem pequenas fortunas neles.

Bem-vindo ao conceito de “marketing da oferta”, aquele praticado por empresas que podem ignorar a opinião do consumidor na hora de conceber um produto ou serviço. O motivo? Simplesmente não estão interessados nela: mais do que atender aos desejos da clientela, eles são responsáveis por forjá-los.

A razão reside num privilégio que conquistaram ao longo de uma trajetória de sucesso. São marcas tão prestigiadas que exercem seu fascínio por meio de uma espécie de “abuso de poder”: permitir-se fazer o que querem. Tal como artistas consagrados que deixam de se importar com crítica, público ou empresário e passam a seguir os próprios instintos. E graças ao seu histórico vencedor, geralmente são tratados com certa bonomia, mesmo que desviem da rota esperada – seja a do bom gosto ou a do bom senso.

No mercado de luxo, no qual as empresas citadas na abertura deste post atuam, produtos extravagantes são especialmente importantes para reafirmar o simbolismo de uma marca. Numa era de acessibilidade, em que virtualmente quase todo mundo pode ter um item de luxo, lançamentos assim permitem conectá-las a consumidores que almejam exclusividade e que desempenham o papel de formadores de opinião.

Esses consumidores, aliás, fazem da aquisição desses objetos um indicador de aptidão. Ao exibi-los, passam o recado de que têm dinheiro suficiente para gastar num item para lá de inusitado, e personalidade de sobra para não se importar com os comentários alheios. Uma demonstração simultânea de elitismo e altivez.

E de falta de juízo, poderiam dizer alguns – mas o que seria do marketing se dependesse apenas daquilo que costumamos chamar de racionalidade?

…compra quem (não) tem juízo?

Workshop do Google vai selecionar projetos de inteligência artificial para apoio financeiro

O Google anunciou a prorrogação para as inscrições da terceira edição do AI for Social Good para projetos de Organizações Não Governamentais (ONGs) e de pesquisadores acadêmicos, em projetos que utilizam inteligência artificial (IA) em soluções nas áreas de sustentabilidade, clima e de Oportunidade Econômica.

O objetivo central do workshop é reunir trabalhos com alto potencial de impacto, com foco no avanço da equidade e da justiça racial. Será uma oportunidade para acadêmicos e organizações mostrarem seus projetos e compartilharem experiências.

Uma equipe de especialistas do Google analisará cuidadosamente cada proposta, e os selecionados estarão qualificados para financiamento e suporte adicionais do Google, que podem incluir colaboração de pesquisadores, engenheiros, gerentes de programas e produtos do Google e o acesso a créditos do Google Cloud.

As iniciativas selecionadas, após a participação no workshop, receberão aportes de US$ 75 mil (ONGs) e US$ 30 mil (Acadêmicos) do Google. org, braço filantrópico do Google, para a execução das propostas, além de suporte operacional para dar vida às ideias.

O Google anunciou a prorrogação para as inscrições da terceira edição do AI for Social Good para projetos de Organizações Não Governamentais (ONGs) e de pesquisadores acadêmicos, em projetos que utilizam inteligência artificial (IA) em soluções nas áreas de sustentabilidade, clima e de Oportunidade Econômica. …

Google Play e PicPay lançam parceria para compras de apps para ajudar aqueles sem cartão de crédito

Aplicativos, jogos, filmes, músicas e livros do Google Play agora podem ser adquiridos com o PicPay como opção de pagamento.

O novo modelo oferece aos usuários sem cartão de crédito uma alternativa para fazer compras no Google Play, utilizando o saldo da conta na carteira PicPay.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a integração entre o Google Play e os aplicativos de pagamento facilita o acesso a diversos serviços e conteúdos, e oferece uma alternativa para brasileiros que ainda não possuem conta bancária – mais de 34 milhões.

A novidade está sendo lançada para todos com um dispositivo Android e uma conta PicPay.

Para comprar saldo no app Google Play e pagar com PicPay, basta adicionar dinheiro na carteira do app de pagamentos. Na tela de início do app, clique em ‘carteira’ e ‘adicionar dinheiro’. É possível adicionar dinheiro via Pix, Ted, Boleto, entre outros.

Ao fazer uma compra na Google Play em apps e serviços como YouTube Music, Play Store, Google Play Livros e Google Play Filmes, basta selecionar a opção PicPay na hora de finalizar a compra.

Além de poder pagar com saldo, o usuário pode pagar com qualquer outro meio disponível na carteira do PicPay, como cartão de crédito PicPay Card ou de outras instituições financeiras, agilizando a hora de pagar.

Aplicativos, jogos, filmes, músicas e livros do Google Play agora podem ser adquiridos com o PicPay como opção de pagamento. O novo modelo oferece aos usuários sem cartão de crédito uma alternativa para fazer compras no Google Play, utilizando o saldo da conta na carteira …

Android 13 ganha versão estável para Pixel; conheça as novidades

O Google anunciou o lançamento da versão estável da próxima iteração do Android, o Android 13.

Como no ano passado, a versão mais recente do sistema operacional Android não virá com nenhum nome de sobremesa (embora “Tiramisu” tenha sido o codinome). 

O Google lançou o código-fonte do Android 13 para o Android Open Source Project (AOSP).

A versão estável do Android 13 está sendo lançada para dispositivos Google Pixel e, ainda este ano, o Android 13 será lançado para mais dispositivos da Samsung, Asus, Nokia, iQOO, Motorola, OnePlus, Oppo, Realme, Sharp, Sony, Tecno, vivo, Xiaomi e muito mais.

Se você está atualmente inscrito no programa Android Beta, receberá a versão final do Android 13 e permanecerá inscrito para receber atualizações Beta contínuas para lançamentos de recursos do Android 13, que começarão ainda este ano. 

Você pode desativar as atualizações Beta sem precisar limpar seu dispositivo visitando o site do Android Beta e selecionando a opção de desativação assim que obter a versão final do Android 13 e antes de fazer a primeira versão beta do Android 13.

Atualização do Android 13: dispositivos Google Pixel qualificados

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Esta é a lista de dispositivos Google Pixel qualificados para o Android 13 beta.

Recursos do Android 13

O Android 13 oferece uma aparência e um estilo que se baseia no Material You. Material You agora vai além do aplicativo do Google para todos os ícones, permitindo que os usuários optem por ícones que herdam a tonalidade de seu papel de parede e outras preferências de tema. 

Você também pode definir o idioma por aplicativo sem afetar o idioma global do sistema. As configurações podem ser acessadas indo para Configurações > Aplicativos > Todos os aplicativos > <selecione qualquer aplicativo> > Idioma.

O Android 13 apresenta um media player atualizado que adapta sua aparência com base na música ou podcast que você está ouvindo. Um novo painel de Segurança e Privacidade foi adicionado às configurações. 

O novo recurso de seletor de fotos no Android 13 permite que os usuários compartilhem fotos e vídeos de forma segura com outros aplicativos. O selecionador trará fotos locais e baseadas em nuvem com segurança. Quanto aos blocos rápidos, o Google adicionou o código QR e o modo de uma mão.

O Android 13 agora suporta o gesto de retorno preditivo, que permite que os usuários visualizem o destino ou outro resultado de um gesto de retorno antes de concluí-lo completamente, permitindo que eles decidam se continuam ou permanecem na exibição atual.

O Google anunciou o lançamento da versão estável da próxima iteração do Android, o Android 13. Como no ano passado, a versão mais recente do sistema operacional Android não virá com nenhum nome de sobremesa (embora “Tiramisu” tenha sido o codinome).  O Google lançou o …

BRDE e Fiesc discutem movimento em prol do Fundo Sul

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os únicos estados que ainda não têm acesso a recursos de fundos constitucionais ou royalties

O fundo orçamentário em prol do desenvolvimento dos três estados do Sul seria gerido pelo BRDE

O diretor financeiro do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Eduardo Pinho Moreira, esteve com o presidente da Fiesc, Mário Cezar Aguiar, na semana passada, para tratar do Fundo Sul. A ideia é retomar a pauta e mobilizar entidades de classe para um grande movimento, articulando estratégias junto a bancada parlamentar federal, governadores e o setor produtivo da região. A reunião contou com a participou do secretário executivo do Codesul, Gustavo Salvador Pereira e o diretor jurídico da Fiesc, Carlos José Kurtz.

“A região mais desenvolvida do Brasil também enfrenta grandes gargalos em infraestrutura que afetam o desenvolvimento. Além disso, temos um grande conjunto de municípios com elevadas taxas de pobreza, que formam uma área com acentuada desigualdade de renda. Portanto, investimentos públicos são necessários e devem ser realizados também em regiões com economias de aglomeração e não apenas em regiões subdesenvolvidas”, comentou Moreira.

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os únicos estados que ainda não têm acesso a recursos de fundos constitucionais ou royalties. Apesar do destaque nacional, os Estados apresentam sérias deficiências de infraestrutura que limitam o desenvolvimento sustentado, comprometem a comercialização de produtos e insumos entre produtores e fornecedores de outras regiões, reduzindo sua competitividade.

Em consonância com a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), estabelecida pelo Decreto 9.810 da Presidência da República, de 30 de maio de 2019, a proposta do movimento consiste na estruturação do Fundo Constitucional do Sul (FCSul), que seria criado por Proposta de Emenda Constitucional e contaria com uma parcela de recursos tributários da União. O fundo orçamentário em prol do desenvolvimento dos três estados do Sul seria gerido pelo BRDE.

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os únicos estados que ainda não têm acesso a recursos de fundos constitucionais ou royalties

Top Of Mind 2022 na íntegra

Assista novamente a premiação das marcas que não saem da mente dos gaúchos 

Evento de premiação das empresas mais lembradas e mais amadas pelos gaúchos. Fique por dentro do Top Of Mind – Rio Grande do Sul 2022. 

Assista novamente a premiação das marcas que não saem da mente dos gaúchos 

Grupo Hugo Boss terá primeira loja em Santa Catarina

Balneário Camboriú receberá quarta unidade da região Sul

A abertura está prevista para o mês de outubro

O grupo Hugo Boss chega à Santa Catarina com a primeira loja da BOSS, no Balneário Shopping. A abertura está prevista para o mês de outubro. É a 29ª loja no Brasil do grupo, e será aberta em um dos pontos mais badalados da América Latina, em Balneário Camboriú. Essa será a quarta unidade na região Sul.

“A chegada da BOSS, principal marca do grupo Hugo Boss, ao mix do Balneário Shopping traz ainda mais sofisticação, qualidade e exclusividades para os clientes”, comenta Elizângela Cardoso, superintendente do Balneário Shopping, em nota.

Também estão chegando no próximo mês, no Balneário Shopping, as primeiras lojas da Ray-Ban e Sephora, em Santa Catarina. Além das marcas inéditas no estado também irão abrir suas lojas no mix do shopping a Oakley, Body for Sure, Quiksilver, Luiza Barcelos, Life by Vivara e Paquetá Esportes. “Estamos sempre buscando marcas que tragam as tendências e tenham qualidade para o mix do Balneário Shopping”, conta Elizângela.

Balneário Camboriú receberá quarta unidade da região Sul

Mercado financeiro reduz estimativa de inflação para 6,8% neste ano

Foi a oitava redução seguida na projeção para o IPCA

A cotação do real na comparação com o dólar apresenta estabilidade nas projeções para este e para os próximos anos

A projeção do mercado financeiro para a inflação de 2022 caiu pela oitava semana seguida. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, caiu de 7,02% para 6,82%, em uma semana. Há quatro semanas, as expectativas do mercado eram de um IPCA em 7,3%, neste ano. O Boletim Focus é uma publicação semanal que reúne a projeção de cerca de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos do país.

A expectativa para o PIB está em 2,02% para de 2022. Há uma semana, a projeção do mercado financeiro era de que o ano fecharia com um PIB em 2%; e há quatro semanas era de 1,93%.

Permanecem estáveis as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, tanto para 2022 (13,75% ao ano) como para os anos seguintes: 11% ao ano, em 2023; 8% ao ano, em 2024; e 7,5% ao ano, em 2025. A cotação do real na comparação com o dólar também apresenta estabilidade nas projeções para este e para os próximos anos. A expectativa do mercado financeiro é de que a cotação da moeda norte-americana chegue a R$ 5,20 tanto ao final de 2022 como de 2023.

Com Agência Brasil

Foi a oitava redução seguida na projeção para o IPCA

O que falta para universalizar o saneamento?

A situação atual revela ainda o quanto estamos atrasados em regulação e o quanto temos a aprender

O novo Marco Legal do Saneamento Básico deve ser celebrado por seu objetivo principal: universalizar e qualificar a prestação desse serviço tão fundamental para a vida

Os dois anos do novo Marco Legal do Saneamento Básico foram intensos: a atualização legislativa gerou momentos de euforia, rediscussão, surpresa, incerteza e, principalmente, aprendizado. Com a entrada da iniciativa privada na prestação de serviços do setor, muitos estados e suas companhias estatais responderam às mudanças tentando a todo custo manter sua posição privilegiada e, assim, prejudicando o serviço à população. Da mesma forma, a regionalização — que deveria ser uma solução adequada — acabou se tornando um instrumento na mão dos governos para darem uma sobrevida às suas empresas.

Os desafios não se encerram por aí. Nos últimos 25 anos, o governo federal, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), vem apresentando grandes dificuldades para levar soluções aos estados. Um problema marcante e que segue até hoje. Vejam que o programa de desestatização do BNDES iniciou em meados da década de 1990, mas somente agora conseguiu a adesão de três Estados: Rio de Janeiro, Alagoas e Amapá.

O obstáculo à universalização também ocorre nas comunidades locais. Não há ainda consciência dos municípios de um fato central: a responsabilidade pelo saneamento é deles — e não mais dos estados, que há cinco décadas vêm se apossando dessa atribuição. Tanto os governadores como os prefeitos valorizam muito mais as outorgas, em detrimento das tarifas e dos investimentos em universalização. Essa postura caracteriza uma visão de curto prazo, focada em um mandato de quatro anos, e não em deixar um legado para o futuro. Infelizmente, de um modo geral, o programa político tem se mostrado eleitoreiro, e não resultado de uma concepção estadista.

Dificuldade também há entre os bancos públicos e privados para implementar o modelo de project finance adequado à realidade do saneamento. E detalhe: essas discussões iniciaram em 2007 com o novo marco regulatório. Não se trata de algo recente, que deveria gerar surpresa. A situação atual revela ainda o quanto estamos atrasados em regulação e o quanto temos a aprender. A tendência é de sempre buscar reinventar a roda, e não de aproveitar os avanços e lições já consolidados. Na gestão pública, foi desenvolvida muita expertise em controlar, fiscalizar e paralisar, em prejuízo à capacidade de executar. Por fim, no setor de saneamento, há muito discurso com pouco conhecimento e, ao mesmo tempo, poucas soluções com muito conhecimento. Um desequilíbrio que gera uma série de efeitos nocivos.

Todo esse aprendizado deve nos levar a corrigir as dificuldades e destravar as soluções reais — que passam, obrigatoriamente, por consolidar a responsabilidade e a regionalização municipal, ao invés da responsabilidade e regionalização estadual. Também é urgente priorizar as tarifas e a universalização, e não a outorga. Promover a visão de estadista de médio e longo prazo, e não de política eleitoral. Avançar na regulação a partir do aprendizado consolidado. Parar de discutir e rediscutir, focando na implantação do project finance.

E, finalmente, juntar todos — governos federal, estaduais e municipais, lideranças políticas, órgãos de controle e a sociedade — na implementação de soluções de saneamento voltadas para o interesse comum, e não o individual. Afinal, o novo Marco Legal do Saneamento Básico deve ser celebrado por seu objetivo principal: universalizar e qualificar a prestação desse serviço tão fundamental para a vida.

*Presidente da Cristalina Saneamento, de Porto Alegre

A situação atual revela ainda o quanto estamos atrasados em regulação e o quanto temos a aprender

A saúde do futuro

Um dos marcos do processo de inovação do Hospital Moinhos de Vento foi a criação do Centro de Inovação Atrion

O Atrion segue um modelo de ecossistema de inovação para promover a colaboração entre diferentes grupos e comunidades

Um dos marcos do processo de inovação do Hospital Moinhos de Vento (HMV) foi a criação, no ano passado, do Centro de Inovação Atrion, que segue um modelo de ecossistema de inovação para promover a colaboração entre diferentes grupos e comunidades, procurando transformar a saúde do futuro. “O nosso objetivo é gerar e ampliar novas possibilidades na área da saúde a partir de tecnologias, serviços, produtos e insumos”, explica Melina Moraes Schuch, gerente de estratégia, inovação e marketing do HMV.

O processo de inovação está baseado em três pilares. O primeiro é o Atrion Inside, que incentiva iniciativas internas ao apoiar ideias que possam gerar negócios sustentáveis ou propor melhorias para os processos já existentes. O segundo, Atrion Connections, busca novidades e melhorias para atender às demandas atuais e futuras a partir de conexões com startups. E por fim, o Atrion Labs faz a conexão com grandes empresas.

“Na nossa percepção, o momento mais crítico é quando precisamos tornar viável para o mercado as nossas ideias e soluções, o que exige dedicação e agilidade para alinhar a ideia interna com as expectativas dos usuários finais”, avalia Melina. O hospital tem utilizado a metodologia MVP (sigla em inglês para Minimum Viable Product) para testar soluções na prática e realizar adaptações de forma ágil e eficiente. Outra iniciativa importante do Hospital Moinhos de Vento é sua relação com a Johns Hopkins Medicine International. A parceria, iniciada em 2013, busca desenvolver especialidades, monitorar e ampliar as melhores práticas assistenciais, além de expandir a atuação em educação e pesquisa. Também facilita a troca de conhecimento entre os médicos brasileiros e os colegas da instituição de Baltimore, nos Estados Unidos.

O hospital gaúcho destaca duas ações com seu parceiro norte-americano, uma focada em medicina e a outra em pesquisa. O Double Medical Care é o programa de segunda opinião médica. Com isso, o paciente, junto com o seu médico do HMV, tem a possibilidade de buscar o ponto de vista de um segundo especialista, do Hospital Johns Hopkins, para esclarecer dúvidas sobre diagnóstico, tratamentos e exames. O médico daqui também pode sugerir que o paciente realize o seu tratamento nos Estados Unidos, dando todo o suporte na tradução de documentação, por exemplo.

Em relação à pesquisa, o objetivo é avançar no conhecimento sobre características da população brasileira e criar oportunidades de desenvolver métodos inovadores para o rastreamento e detecção precoce de doenças. “Estamos conduzindo um projeto de mapeamento do perfil genético da população brasileira jovem e saudável por meio de coleta de amostras de saliva. Isso vai permitir o desenvolvimento de diversas soluções aplicadas, como biomarcadores específicos para algumas doenças”, conta Melina.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

Um dos marcos do processo de inovação do Hospital Moinhos de Vento foi a criação do Centro de Inovação Atrion

L8 Energy leva usina de hidrogênio verde para a Intersolar South America

Solução é uma das principais tendências mundiais para produção sustentável de energia

A produção de hidrogênio exige um alto consumo de eletricidade e a solução apresentada pela empresa alia a geração de energia solar ao processo, consumindo eletricidade produzida pelo próprio sistema fotovoltaico

A produção de hidrogênio verde a partir de usinas solares será uma das inovações apresentadas na Intersolar South America, entre 23 e 25 de agosto, em São Paulo. Pela quarta vez participando da feira, a paranaense L8 Energy, empresa especializada na industrialização e distribuição de sistemas fotovoltaicos, levará ao evento a maquete de uma usina de hidrogênio verde integrada a um sistema fotovoltaico. A solução é considerada uma das principais tendências mundiais para atender à demanda crescente de energia no futuro.

De acordo com Leandro Kuhn, CEO da L8 Group, a produção de hidrogênio exige um alto consumo de eletricidade e a solução apresentada pela empresa alia a geração de energia solar ao processo, consumindo eletricidade produzida pelo próprio sistema fotovoltaico. “É uma alternativa ambientalmente sustentável, com utilização de fonte renovável e que não gera resíduos ao longo da produção. Ao ser aplicado como fonte de energia, o hidrogênio não emite gases poluentes como o gás carbônico, apenas vapor de água, o que também contribui para minimizar o aquecimento global”, explica.

Além das inovações envolvendo o hidrogênio verde, a L8 Energy apresentará na Intersolar South America todo o seu portfólio de produtos e soluções de geração solar, como inversores, módulos, telha solar, filmes finos flexíveis, luminária solar e carregador elétrico veicular, por exemplo.

“A Intersolar South América é a principal e maior feira do setor fotovoltaico na América do Sul. O evento apresenta a cadeia produtiva de energia solar completa e levaremos ao público as principais tendências do mercado. É um evento importante para conhecer os principais fabricantes e distribuidores do setor e estreitarmos nosso relacionamento com os clientes”, afirma Guilherme Nagamine, diretor da L8 Energy.

Mercado em expansão
A demanda por sistemas fotovoltaicos vem crescendo significativamente no Brasil nos últimos anos e, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica (Absolar), a geração de energia solar em residências deve dobrar ainda neste ano. De acordo com Guilherme Nagamine, muitos consumidores já perceberam as vantagens de investir em sistemas fotovoltaicos. Entre os fatores que impulsionam o setor, ele destaca o apelo ambiental e de sustentabilidade, com mais pessoas buscando fontes renováveis, aliado aos benefícios econômicos. “Com a energia elétrica cada vez mais cara no Brasil, mais famílias estão investindo em geração própria, para reduzir os custos. Há ainda o incentivo fiscal previsto no Marco Legal de Geração Distribuída que isenta os impostos até 2045 para quem instalar um sistema fotovoltaico até 7 de janeiro de 2023”, destaca.

A geração de energia solar no país alcançou em junho 16.414 MW de potência instalada, o equivalente a 8,1% de toda a matriz energética brasileira, conforme informações divulgadas no início de julho pela Absolar. Com isso, o setor fotovoltaico passou a ser o terceiro maior gerador de eletricidade no país, atrás apenas da energia hídrica, que representa 53,9% e da eólica, com 10,8%.

Solução é uma das principais tendências mundiais para produção sustentável de energia

Google destaca Cláudia Celeste, a primeira atriz transexual, em sua busca

O Google está promovendo um logo especial para Cláudia Celeste, a primeira travesti a aparecer em uma novela brasileira.

“O Doodle de hoje celebra a vida de Cláudia Celeste, a primeira atriz transexual a aparecer em novelas brasileiras. Ela ganhou e organizou muitos concursos de beleza, e também foi cantora, dançarina, diretora, produtora e autora”, publicou a empresa.

“Apesar dos obstáculos e desafios que enfrentou, Celeste se tornou uma figura inspiradora que abriu as portas para futuras gerações de talentos transgêneros e LGBTQ+ no Brasil”.

“Neste dia de 1988, foi a primeira vez que Cláudia apareceu no papel de uma mulher abertamente trans no episódio de abertura de ‘Olho por Olho’”.

Cláudia Celeste

Cláudia Celeste nasceu no Brasil em 1952. Começou a explorar sua identidade e talentos enquanto estava no exército. Depois de servir, ela se formou em beleza e se tornou cabeleireira em Copacabana, Rio de Janeiro, aos 20 anos.

Segundo ela, o dia a dia trabalhando no salão inspirou sua decisão de fazer a transição. Nesse mesmo ano, ela acompanhou um amigo a uma audição de teatro e foi escolhida para se apresentar também. Estreou-se como bailarina no palco do Beco de Garrafas.

Em 1973, um teatro no Rio de Janeiro chamado Teatro Rival tornou-se o primeiro a obter uma licença do governo para apresentar “O mundo é das Bonecas”.

Celeste foi convidada como protagonista ao lado de outros atores transgêneros conhecidos. Após o sucesso do show, outras produções reconheceram seus talentos e proporcionaram oportunidades para dançar em várias casas noturnas do Brasil.

Em 1976, Celeste decidiu concorrer no concurso Miss Brasil Pop e venceu o concurso. Um ano depois, ela foi convidada para atuar em uma novela chamada “Magic Mirror” depois que seu diretor viu uma de suas apresentações no Teatro Rival.

Ninguém no elenco ou na equipe sabia que ela era transgênero, e as manchetes chamaram atenção negativa para as notícias após sua primeira cena. O show foi cancelado logo depois, e ela se mudou para a Europa para buscar outras oportunidades.

Ao retornar ao Brasil, Celeste fez o teste para estrelar uma novela chamada “Olho por Olho” e ganhou o papel de mais de 200 outros. Seu compromisso com a personagem foi inigualável, constantemente dando sua valiosa opinião sobre o roteiro e a narrativa.

Embora tenha enfrentado discriminação ao ser expulsa do elenco quando sua identidade trans foi “descoberta” por minha gestão, ela avançou em novas oportunidades para o resto de sua carreira, consolidando seu legado como pioneira que lutou pelos direitos de artistas transgêneros e LGBTQ + em toda parte.

O Google está promovendo um logo especial para Cláudia Celeste, a primeira travesti a aparecer em uma novela brasileira. “O Doodle de hoje celebra a vida de Cláudia Celeste, a primeira atriz transexual a aparecer em novelas brasileiras. Ela ganhou e organizou muitos concursos de …

Fechar aplicativos faz seu telefone Android trabalhar mais

Quem nunca fechou aplicativos para liberar recursos e permitir que outros aplicativos sejam executados mais rapidamente?

Essa percepção, no entanto, tem sido refutada por muitos especialistas. O fato é que você não precisa fechar aplicativos em seu telefone ou tablet Android com frequência.

Na verdade, fechar aplicativos em seu dispositivo Android pode deixá-lo mais lento em vez de melhorar seu desempenho.

O Android foi projetado para reduzir os recursos utilizados por aplicativos e processos em segundo plano quando não estão em uso. Isto está presente desde o Android Marshmallow.

Ao fechar aplicativos, isso não fará com que seu aparelho funcione mais rápido ou melhor. Na verdade, fechar aplicativos com frequência pode forçar seu telefone a trabalhar mais .

Com o lançamento do Android 6.0 Marshmallow em setembro de 2015, o Google adicionou um recurso chamado Doze.

De acordo com sua descrição na página da Web do Google Developers , Doze “tenta economizar bateria restringindo o acesso dos aplicativos à rede e serviços de uso intensivo da CPU. Também impede que os aplicativos acessem a rede e adia seus trabalhos, sincronizações e alarmes padrão”.

Quando você fecha um aplicativo com a intenção de liberar RAM, o mesmo aplicativo pode consumir mais recursos para iniciar – na verdade, pode até levar a uma inicialização mais lenta do que o normal e deixar seu telefone mais lento.

Se mesmo assim você ainda deseja liberar algum espaço no seu dispositivo Android ou ainda está lutando com um aplicativo que está com defeito ou inoperante, tente limpar o cache do aplicativo específico.

Quem nunca fechou aplicativos para liberar recursos e permitir que outros aplicativos sejam executados mais rapidamente? Essa percepção, no entanto, tem sido refutada por muitos especialistas. O fato é que você não precisa fechar aplicativos em seu telefone ou tablet Android com frequência. Na verdade, …

CNI registra confiança disseminada na indústria em agosto

Recuperação da economia tem feito com que otimismo avance

Todos os setores industriais registraram melhora na avaliação das condições atuais da economia brasileira

O Índice de Confiança do Empresarial Industrial por setor (ICEI – resultados setoriais) subiu em 26 de 29 setores industriais avaliados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na passagem de julho para agosto de 2022. Mesmo os três setores nos quais que a indicador caiu entre um mês e outro também seguem otimistas em relação à economia, pois a queda não foi suficiente para reverter a confiança acumulada nos meses anteriores. Foram entrevistadas 2.251 empresas, sendo 883 de pequeno porte, 832 de médio porte e 536 de grande porte entre 1º e 9 de agosto.

Larissa Nocko, economista da CNI, explica que todas as segmentações da indústria perceberam melhora das condições atuais da economia brasileira em agosto. “A melhora da confiança do empresário está associada a dois fatores: a recuperação da economia, que vem se apresentando desde o primeiro semestre, e as desonerações que ocorreram em itens que afetam amplamente os setores industriais e vinham pressionando os custos de produção, como energia e combustíveis, dando algum alívio para essa pressão de custos que já vem atrapalhando a indústria brasileira há algum tempo”, afirma.

As maiores variações positivas na confiança ocorreram nos setores: Couro e artefatos de couro (+7,1 pontos), Biocombustíveis (+4,6 pontos) e Produtos de metal (+4,2 pontos). Os três setores que registraram queda foram: Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-2,5 pontos), Produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (-1,8 ponto) e Máquinas e equipamentos (-0,3 ponto). Todos os setores industriais registraram melhora na avaliação das condições atuais da economia brasileira e 20 deles fizeram uma transição de uma percepção de piora da economia brasileira na comparação com os últimos seis meses, em julho, para uma percepção de melhora da economia, em agosto.

Recuperação da economia tem feito com que otimismo avance