Archives 2022

Abrir – e manter – um negócio é um desafio

É importante alguns cuidados para aumentar o fluxo de entradas do seu negócio

Durante a pandemia, cerca de 716 mil PMEs fecharam as portas

A gestão de pequenas e médias empresas pode ser difícil. As pequenas e médias empresas (PMEs) respondem por 99% das companhias existentes, são responsáveis por 27% do PIB e por 62% dos empregos de carteira assinada do país, de acordo com dados do Sebrae. Durante a pandemia, cerca de 716 mil PMEs fecharam as portas. Mas, mais de 4 milhões de empresas foram abertas em 2021, de acordo com o Mapa de Empresas do Ministério da Economia. Por isso, é importante alguns cuidados para aumentar o fluxo de entradas do seu negócio. Confira.

Mais formas de pagamento 

A variedade de formas de pagamento é importante, pois oferece liberdade ao cliente, ao passo que ele pode optar por diferentes maneiras de efetuar suas compras de acordo com o que achar melhor para o momento.

Novas tecnologias

Investir em novas tecnologias permite um trabalho mais eficaz, bem como a utilização correta dos recursos, o que pode acabar levando a uma redução de custos. 

Renda recorrente

Aumentar o retorno sobre o capital investido na empresa é o que todo empreendedor deseja. Isso se torna possível ao investir em assinaturas mensais ou anuais, vendas de produtos e serviços agregados ao seu negócio, mentorias e consultorias. 

Criação de novos negócios

Tenha produtos que possibilitem entrar em novos mercados, gerando assim novos negócios potenciais para a empresa e mapeando oportunidades. Assim, você pode personalizar fluxos financeiros e se preparar para variações de receitas que possam ocorrer no seu negócio. 

É importante alguns cuidados para aumentar o fluxo de entradas do seu negócio

Piccadilly chega ao sudeste com primeira franquia em São Paulo

Até 2025, a gaúcha pretende inaugurar mais 100 unidades em todo o Brasil

Com a produção de 32 mil pares de sapatos por dia, a Piccadilly tem investido no franchising com o objetivo de aumentar a visibilidade da marca

A gaúcha Piccadilly, uma das maiores calçadistas feminina do país, deu mais um passo em direção à expansão da marca dentro do franchising e está prestes a inaugurar sua primeira unidade na região Sudeste do país, no estado de São Paulo. A loja, localizada no Shopping Ibirapuera, faz parte do plano agressivo da calçadista, que visa a abertura de 15 franquias em diferentes regiões do país até o final de 2022; até 2025, serão mais 100 inaugurações. A marca já tem próximos destinos no Sudeste e irá inaugurar, em breve, unidades no Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Com a produção de 32 mil pares de sapatos por dia, a Piccadilly tem investido no franchising com o objetivo de aumentar a visibilidade da marca, melhorar a experiência das consumidoras, conhecer mais seu público-alvo e oferecer um grande mix de produtos em um único lugar. “As franquias são uma oportunidade de nos aproximarmos ainda mais de nossas consumidoras locais, atendendo suas necessidades e oferecendo um atendimento personalizado”, comenta Marcos Finokiet, head de franquias da empresa. Com foco na omnicanalidade, a empresa atua em vários canais de distribuição, além das franquias, como o e-commerce e lojas multimarcas, em que está presente em mais de 14 mil pontos de venda.

Em 2021, a rede de franquias da Piccadilly dobrou de tamanho e ocupou importantes territórios. Atualmente, a marca possui 16 unidades espalhadas em todo o país e já conta com lojas em estados como o Rio Grande do Sul, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Pará, Paraíba, Piauí e Distrito Federal.

Um cenário positivo 

A Pesquisa Trimestral de Desempenho do setor de franquias referente a janeiro a março deste ano, realizada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), demonstra um comportamento de estabilidade e crescimento, já que as redes de franquias cresceram 8,8% em faturamento no 1º trimestre frente a igual período do ano passado, com uma receita que passou de R$ 39,881 bilhões para R$ 43,380 bilhões. Na comparação com o 1º tri de 2020, quando o faturamento registrado foi de R$ 41,537 bilhões, o avanço foi de 4,4%. Já quanto à receita das franquias no período acumulado de 12 meses, o crescimento foi ainda maior, com uma variação de 13,9% e um faturamento que avançou de R$ 165,5 bilhões para R$ 188,5 bilhões – um patamar equivalente ao período pré-pandemia. Inclusive, este é o quarto trimestre seguido de alta do setor.

Outro sinal positivo para o varejo são os dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista do Estado de São Paulo (PCCV) e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP); de acordo com o levantamento, o faturamento do comércio varejista do estado de São Paulo teve um crescimento significativo, atingindo um valor de R$ 988,3 bilhões em 2021, um crescimento de 10,2% em comparação ao ano anterior.

Até 2025, a gaúcha pretende inaugurar mais 100 unidades em todo o Brasil

Meus dados vazaram. E agora?

A vítima pode buscar os responsáveis para reparação de danos

Troque todas as suas senhas e de preferência para opções com mais de um fator de autenticação para evitar problemas futuros

Iniciemos esse post imaginando que todas as suas medidas de segurança falharam e seus dados foram vazados na internet. E agora? O primeiro passo é averiguar se é possível saber quais informações foram vazadas e se elas representam algum risco físico ou financeiro para você. Recentemente, por exemplo, uma gigante japonesa teve mais de 300 mil registros de cartão de crédito vazados na internet, o que pode apresentar um enorme risco financeiro para diversas pessoas. Do outro lado do mundo, algumas companhias no setor de convênios de saúde nos Estados Unidos estavam disponibilizando o endereço de seus clientes por meio de buscas simples em seus websites, o que fez com que diversas pessoas, vítimas de violência doméstica, fossem encontradas por seus agressores.

Se esse tipo de informação sensível foi vazado, é essencial que você possa alterá-las com grande urgência, entrando em contato com as instituições financeiras competentes. Em caso de informações que não possam ser modificadas e possam apresentar riscos físicos para a integridade da pessoa, é importante comunicar a polícia sobre qualquer pessoa que possa representar perigo e contar com a ajuda de amigos e familiares. Esses dois casos, é claro, representam extremos e não são os únicos problemas que podem ocorrer. No caso de números de documentos vazados, é necessário fazer um boletim de ocorrência para evitar que fraudes sejam realizadas em seu nome.

Medidas emergenciais tomadas, a vítima pode buscar os responsáveis pelo vazamento de dados para reparação de danos resultantes da divulgação não autorizada de dados sensíveis. Esse tópico envolve a LGPD e é necessário o auxílio de profissionais especializados para que se possa prosseguir. As violações das disposições da LGPD podem acarretar multas e sanções pesadas para uma empresa.

Com os fatores mais sensíveis resolvidos, também é preciso sanar o problema com a sua vida virtual. Primeiro, é essencial utilizar um computador limpo, por isso, escolha uma máquina diferente ou formate sua máquina regular. Feito isso, troque todas as suas senhas e de preferência para opções com mais de um fator de autenticação para evitar problemas futuros. No caso das redes sociais, procure informar qualquer pessoa que possa ter recebido mensagens ou links suspeitos partindo das suas contas, uma vez que eles também possam ser vítimas de ataques virtuais por parte de alguém que tenha conseguido acesso aos seus dados.

Contenção e prevenção
É complexo prever se uma empresa terá suas informações vazadas na rede, o que torna muito difícil uma reação imediata ao incidente, uma vez que só vamos descobrir que somos vítimas quando algum dano já tiver sido causado. Nesse caso, as medidas de contenção que abordamos aqui tornam-se essenciais para evitar que os problemas se espalhem.

Existe também a possibilidade de que suas informações sejam vazadas por você mesmo! Isso ocorre quando você voluntariamente passa seus dados para fontes duvidosas, como um cadastro online ou uma chamada telefônica. É importante ressaltar que a maioria dos roubos de informação é feita com técnicas de persuasão e não com tecnologia. Por isso, é importante ter consciência de onde você está preenchendo esses dados.

A vítima pode buscar os responsáveis para reparação de danos

Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano

BC interrompeu ciclo de alta, após um ano e meio de reajustes seguidos

A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano

A queda da inflação fez o Banco Central (BC) interromper o ciclo de alta dos juros após um ano e meio de reajustes seguidos. Por 7 votos a 2, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Em comunicado, o Copom informou que continuará a monitorar a economia e poderá voltar a subir a taxa Selic caso a inflação não caia como esperado. “O comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”, destacou o texto.

A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a primeira pausa nas elevações após 12 altas consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

De março a junho do ano passado, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro do ano passado até fevereiro deste ano. O Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto.

Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

Com Agência Brasil 

BC interrompeu ciclo de alta, após um ano e meio de reajustes seguidos

Floripa Conecta gerou cerca de R$ 15 milhões para a economia da cidade

As mais de 60 atrações que integraram o hub de eventos reuniram um público aproximado de 65 mil pessoas em agosto

Os 60 eventos que fizeram parte desse movimento atingiram um público estimado de 65 mil pessoas — se considerar também quem participou de atividades online

A segunda edição do Floripa Conecta deixou um saldo positivo para a economia da Capital. Em agosto, justamente um dos meses menos agitados para o turismo da cidade, o hub de eventos movimentou a cena criativa com mais de 420 horas de atrações. Os 60 eventos que fizeram parte desse movimento atingiram um público estimado de 65 mil pessoas — se considerar também quem participou de atividades online, em mais de 30 lugares diferentes. Para a economia da Capital, o resultado foi significativo. Em valores, o número estimado foi de R$ 15 milhões, mostrando o quanto a indústria criativa é potente, gera renda e emprego.

O cálculo foi baseado no impacto no turismo da cidade a partir da movimentação do público nesses mais de 60 eventos. Foram 17,8% a mais na rede hoteleira se comparado a 2019, na primeira edição do Floripa Conecta. Além dos números, o sucesso do projeto foi medido a partir das conexões que surgiram entre grandes e pequenos produtores, a descentralização de atividades e a possibilidade de moradores e visitantes, conhecerem a produção cultural, de tecnologia e a cena empreendedora de Florianópolis.

Passados dois anos de espera, o Floripa Conecta 2022 marcou a retomada da Indústria Criativa de Florianópolis. Thaynan Mariano, executivo do projeto, destaca que nesta segunda edição foi possível conectar a Ilha e o Continente, empreendedores e clientes, a comunidade e o centro da cidade. “Fica claro que é em Florianópolis que nos encontramos em agosto quando queremos explorar o nosso potencial criativo”, diz Mariano.

Ele também ressalta o engajamento de moradores, turistas e dos próprios agentes criativos. Esse engajamento pode ser medido a partir dos resultados de mídia: as redes digitais do Floripa Conecta tiveram aumento de 250% em número de seguidores, mais de 200 mil pessoas alcançadas e mais de 500 mil impressões, mostrando que o projeto contribui para dar visibilidade principalmente para os pequenos produtores. 

Floripa Conecta 2023 

A expectativa é que em 2023 o projeto seja ainda maior. O evento do próximo ano ocorrerá de 18 a 27 de agosto. Uma das novidades anunciadas nesta edição são as Rodadas de Negócios SEBRAE SC entre produtores, agitadores culturais, empreendedores e entidades pós-evento. Essas rodadas estão marcadas para outubro e têm o propósito de promover e facilitar colaborações e cooperações entre quem atua na área.

A segunda novidade são workshops de capacitação para produtores sobre como captar recursos via leis de incentivo e concorrer em editais. As oficinas serão em novembro deste ano. “A ideia é apoiar produtores de eventos a passar de nível e conectá-los com fornecedores da cidade”, afirma Mariano.

As mais de 60 atrações que integraram o hub de eventos reuniram um público aproximado de 65 mil pessoas em agosto

A Dell está preparada para o futuro

A empresa amplia ainda mais seu ritmo de inovação

“Temos mais de 90 startups em nosso portfólio e investimos aproximadamente US$ 100 milhões anualmente em áreas de tecnologia”, conta Diego Puerta, líder da Dell Technologies no Brasil

Nos últimos anos, a Dell consolidou sua posição de liderança no mercado brasileiro em segmentos prioritários para a empresa como servidores, storage, HCI e PCs. A empresa é líder no mercado brasileiro em desktop, notebook, workstation, servidor, storage e hiper convergência. Entre seus sucessos estão equipamentos como o PowerStore, que a Dell anuncia como a mais moderna solução de armazenamento midrange do mercado, e o Alienware m15, apresentado pela companhia como o mais poderoso notebook gamer disponível hoje no mercado nacional. “Esses são exemplos claros de nosso contínuo investimento para oferecer o melhor da tecnologia ao mercado brasileiro”, ressalta Diego Puerta (foto), líder da Dell Technologies no Brasil.

A Dell está ampliando ainda mais seu ritmo de inovação, despejando anualmente US$ 4,5 bilhões a partir de 17 centros globais de Pesquisa e Desenvolvimento que priorizam inovações tecnológicas que resolvam problemas dos clientes e os ajudem a expandir negócios por meio da transformação digital.”Expandimos e capacitamos nosso time para auxiliar nossos clientes a tomarem as decisões de tecnologia necessárias para a sua realidade, de forma customizada”, afirma Puerta.

A relação direta e próxima da Dell com clientes e parceiros também permite que a empresa enxergue as necessidades de hoje e se prepare para as novas tendências do futuro. A partir deste aprendizado, desenvolve soluções para essas necessidades, sempre levando em conta o estágio em que os clientes estão e como podem adotar as novas tecnologias sem enfrentar problemas ou riscos.

“Sabendo da importância do impacto social e do poder da tecnologia, perguntamos constantemente como nós – junto com nossos clientes, parceiros e fornecedores – podemos ter um impacto profundo e positivo na sociedade e no planeta”, conta Puerta. Para ajudar a responder a essa pergunta, a companhia lançou o Progress Made Real, um plano ambicioso que envolve inovação e sustentabilidade. Para cada produto que um cliente compra, por exemplo, a companhia se compromete a reutilizar ou reciclar um produto equivalente. Outra providência será fazer com que todas as embalagens sejam feitas de material reciclado ou renovável.

A Dell Technologies Capital, braço de empreendimentos corporativos, tem o objetivo de investir em startups inovadoras e fazer parcerias para fornecer soluções de tecnologia aos clientes. “Na verdade, temos mais de 90 startups em nosso portfólio e investimos aproximadamente US$ 100 milhões anualmente em áreas de tecnologia que estão alinhadas com a estratégia da nossa empresa – incluindo nuvem, segurança, IA/ML e IoT”, reflete Puerta.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

A empresa amplia ainda mais seu ritmo de inovação

Almadén inaugura enoturismo no Sul

Investimento de R$ 3 milhões impulsiona turismo na Campanha Gaúcha

A estrutura inclui museu, deck panorâmico nos vinhedos, torres, passarela sobre tanques, salas de degustação e o primeiro free shop de vinhos do Brasil em uma vinícola

Nasce uma nova era na Campanha Gaúcha. Às vésperas de completar 50 anos no Brasil, a Vinícola Almadén inaugura o Roteiro Enoturístico Almadén, em Santana do Livramento, um novo atrativo que vai acelerar o desenvolvimento do turismo na região, já consolidada como uma das principais produtoras de vinhos finos brasileiros. O investimento da Miolo Wine Group é de R$ 3 milhões com a geração inicial de 30 novos empregos diretos e uma expectativa de atrair 100 mil visitantes por ano. O grande diferencial é a loja franca de vinhos, o primeiro free shop de vinhos do Brasil em uma vinícola, com exposição e venda dos 120 rótulos do Grupo Miolo.

O complexo une história, cultura e inovação num roteiro aproximado de uma hora, que começa pelo Museu Semente, passando pelo deck panorâmico no vinhedo e pela passarela na cantina até chegar à degustação e, por fim, ao free shop. A primeira loja franca de vinhos do Brasil em uma vinícola chega oferecendo aos consumidores todo o portfólio do grupo com preços mais baixos em razão de estarem livres de impostos. A redução chega a aproximadamente 30%. Além do preço, a praticidade de poder comprar rótulos de todas as marcas do grupo em um único lugar é uma das vantagens. O diretor superintendente da Miolo Wine Group, Adriano Miolo, explica que este projeto expande o negócio de experiência com o consumidor final. “Nosso objetivo é transformar este roteiro no sucesso que é o enoturismo no Vale dos Vinhedos”, ressalta. Para ele, tornar realidade mais este projeto traz o sentimento de dever cumprido e faz reviver tudo o que aconteceu no Vale dos Vinhedos e no Vale do São Francisco nas últimas duas décadas. “Temos um patrimônio histórico nas mãos. Preservar e compartilhar é nosso dever”, destaca.

A Vinícola Almadén nasceu na Califórnia, nos Estados Unidos, em 1852, mas suas raízes no Brasil estão cada vez mais profundas. São 49 anos em solo brasileiro, desde sua fundação em 1973, sendo 13 deles como uma das unidades da Miolo Wine Group, que aposta no terroir da Campanha Central. Nessa última década, a marca passou por uma grande transformação, reformulando produtos e modernizando embalagens. Dos 1.200 hectares da propriedade, 450 têm vinhedos próprios em espaldeira. São 25 castas, de onde surgem 13 vinhos (sete tintos, cinco brancos e um rosé). Também são de lá o Single Vineyard Cabernet Franc e o Single Vineyard Riesling Johannisberg, ambos com Indicação de Procedência da Campanha Gaúcha, e o Miolo Vinhas Velhas Tannat, ícone da unidade.

Pioneira na tecnologia de aço inox e controle de temperatura na fermentação, com uma capacidade total de estocagem de 8,5 milhões de litros, a Almadén tem mapeado todos os seus vinhedos. São 138 parcelas, das quais 111 estão em produção. A vinícola foi a primeira da América Latina a introduzir a prensagem pneumática contínua. Este pioneirismo foi seguido pela Miolo Wine Group ao implantar a primeira colheita mecânica no Brasil em 2011. Com 100 dias de sol no verão, a região já era considerada uma das melhores do mundo para a vitivinicultura ainda em 1973, quando a Almadén investiu no local, sendo a primeira vinícola a se instalar em Santana do Livramento. Com o mesmo entendimento e acreditando no potencial do terroir, a Miolo não apenas deu continuidade como também apostou no projeto que veio completar o grupo, unindo-se às unidades do Vale dos Vinhedos (Miolo), de Candiota (Seival) e do Vale do São Francisco (Terranova).

De 2009 para cá, grandes investimentos foram feitos na renovação e manejo dos vinhedos. Anualmente, durante a safra de pouco mais de dois meses, são produzidos aproximadamente 6 milhões de quilos de uvas, uma operação que envolve mais de 400 pessoas. Além de variedades mais conhecidas como as tintas Cabernet Sauvignon e Merlot e as brancas Chardonnay e Sauvignon Blanc, a Almadén mantém um amplo trabalho de pesquisa com o terroir que tem permitido cultivar 25 diferentes castas, apostando em uvas menos conhecidas como as tintas Alicante Bouschet, Marselan e Tempranillo e as brancas Sémillon e French Colombard, por exemplo.

Investimento de R$ 3 milhões impulsiona turismo na Campanha Gaúcha

Internet já é acessível em 90% dos domicílios do país

Pela primeira vez desde 2016, houve alteração significativa no ranking de dispositivos mais utilizados nos domicílios brasileiros para acessar a web

TV passou microcomputador na segunda posição dos dispositivos mais usados para acesso à internet

Pela primeira vez desde 2016, houve alteração significativa no ranking de dispositivos mais utilizados nos domicílios brasileiros para acessar a internet. Em 2021, o telefone celular continuou na liderança, sendo o principal equipamento de acesso à internet em 99,5% dos domicílios. Na segunda posição, pela primeira vez, agora aparece a televisão, opção de acesso mais utilizada em 44,4% dos domicílios, alta de 12,1 pontos percentuais frente a 2019 (32,3%). Já o uso dos microcomputadores caiu de 45,2% para 42,2% e se encontra na terceira posição. Completa a lista o tablet, que recuou de 12,1% para 9,9% dos domicílios, no período.

“Entre 2019 e 2021, houve queda do acesso ao serviço de internet por microcomputador e tablet, mas já observamos o aumento do acesso por meio da televisão em mais de 10 pontos percentuais. Analisando a série desde 2016, vimos que houve ligeira alta do acesso por celular, queda do computador de 57,2% para 42,2% e no uso do tablet de 17,8% para 9,9%. Já a TV sai de 11,7% em 2016 para 44,4%. O rendimento desses domicílios foi maior entre os que utilizavam tablet, R$ 3 mil; ante R$ 2.296 dos que utilizavam microcomputador, R$ 1.985 para os que acessam via TV e o menor rendimento, R$ 1.480, é dos que acessam com telefone celular”, destaca a analista da pesquisa, Flávia Vinhaes.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (16) pelo IBGE, são do Módulo de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) que é investigado nas visitas do quarto trimestre pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, abrangendo o acesso à internet e à televisão nos domicílios e o acesso à internet e a posse de telefone celular pelas pessoas com dez anos ou mais de idade. As comparações mais recentes são entre 2019 e 2021, pois esse módulo da pesquisa não foi a campo em 2020, por causa da pandemia de Covid-19.

Outro destaque é que de 2019 a 2021, o percentual de domicílios com conexão à internet por banda larga móvel caiu de 81,2% para 79,2%, enquanto o percentual da banda larga fixa aumentou de 78% para 83,5%. “Pela primeira vez na série, a banda larga fixa supera a banda larga móvel, que teve queda enquanto a fixa tem um aumento mais expressivo. O aumento do uso da banda larga fixa pode estar relacionado à pandemia, período em que as pessoas tiveram de manter o isolamento, ficando em casa, o que fez com que a banda larga móvel fosse menos utilizada. Outro motivo pode ser a expansão do acesso na região Norte, onde o percentual dos domicílios com acesso via banda larga fixa teve incremento representativo, subindo de 54,7%, em 2019, para 70,5% em 2021”, analisa Flávia. Em 2021, entre os 183,9 milhões de pessoas com dez ou mais anos de idade no país, 84,7% utilizaram a internet no período de referência da PNAD TIC. Esse percentual foi maior entre os estudantes: 90,3%, sendo 98,2% para os da rede privada e 87% para a rede pública de ensino.

Cai o percentual de domicílios com TV no país
De 2019 para 2021, o número de domicílios com TV no país subiu de 68,4 milhões para 69,6 milhões. No entanto, houve uma ligeira queda na proporção de domicílios com TV: de 96,2% para 95,5% do total de residências. No recorte de 2021, 27,8% dos domicílios com televisor tinham acesso a serviço de televisão por assinatura, proporção que era de 29,2% em área urbana e de 17,8% em área rural. No Brasil, o percentual de domicílios com televisão por assinatura se reduziu, exceto na área rural, onde este percentual era de 16,4% em 2019. Nos domicílios sem acesso a serviço de televisão por assinatura, 43,5% não o possuíam por considerá-lo caro e 45,6% por não haver interesse pelo serviço. Aqueles que não tinham o serviço porque os vídeos (inclusive de programas, filmes ou séries) acessados pela internet substituíam este serviço representavam 8,7%, enquanto os que não o tinham por não estar disponível na área em que se localizava o domicílio, somente 1,2%.

Quase 60% dos idosos já acessam a internet
A proporção de pessoas com dez anos ou mais que acessaram a Internet no período de referência da PNAD TIC subiu de 79,5% para 84,7% de 2019 para 2021. Em todos os grupos etários, as proporções de utilização cresceram. O grupo com 25 a 29 anos tem o maior percentual de utilização: 94,5%, mas todos os grupos etários entre 14 e 49 anos têm percentuais superiores a 90%. Proporcionalmente, o grupo etário com 60 anos ou mais é o que menos acessa o serviço de internet mas, de 2019 para 2021, o percentual de utilização dos idosos foi o que mais aumentou: de 44,8% para 57,5%, alta de 12,7 pontos percentuais, superando, pela primeira vez, os 50%. No grupo de 50 a 59 anos, esse percentual também subiu bastante: de 74,4% para 83,3%.

Uso da internet para chamadas de voz ou vídeo ultrapassa o das mensagens de texto
Também pela primeira vez desde o início da série histórica, mais pessoas utilizaram a internet para conversar por chamadas de voz ou vídeo (95,7%) do que para enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagens por aplicativos diferentes de e-mail (94,9%), que era a finalidade mais frequente até 2019. Completam a lista assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes (89,1%) e enviar ou receber e-mail (62%). Enquanto 84,2% dos estudantes da rede privada utilizaram a Internet para enviar ou receber e-mail, entre os estudantes da rede pública este percentual foi de 55%. Ainda entre os da rede pública, em 2021, a principal finalidade do uso da Internet foi assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes (94,1%), ao passo que, entre os estudantes da rede privada, o maior percentual ocorreu na finalidade conversar por chamadas de voz ou vídeo (97,2%). Em 2021, 28,7 milhões de pessoas não tinham telefone móvel celular para uso pessoal, o que representa 15,6% da população de 10 ou mais anos de idade. Deste número, 28,1% alegaram que o aparelho telefônico era caro.

Cai a proporção de domicílios com microcomputador
De 2019 a 2021, a proporção de domicílios com microcomputador recuou de 41,4% para 40,7%. Na área urbana, esse percentual caiu de 45,6% para 44,9% e na área rural, houve redução de 13,8% para 12,8%. Nesse período, a proporção de domicílios com tablet caiu de 11,6% para 9,9%. O rendimento médio dos domicílios sem microcomputador nem tablet era de R$ 835, e de R$ 2.172 nos domicílios com pelo menos um destes equipamentos.

Pela primeira vez desde 2016, houve alteração significativa no ranking de dispositivos mais utilizados nos domicílios brasileiros para acessar a web

Produção de cevada cresce no Paraná para atender mercado cervejeiro

Instalação da Maltaria Campos Gerais deve triplicar área de plantio nos próximos cinco anos

Paralelo ao crescimento da área de plantio, crescem também as exigências com o padrão de qualidade do grão da cevada e os investimentos feitos por produtores

A maior parte da produção comercial da cevada no Paraná tem sido exclusivamente para consumo na indústria cervejeira. O estado lidera a produção brasileira do grão, sendo responsável por 60% das toneladas nacionais. A expectativa é que a área cultivada triplique nos próximos cinco anos, especialmente com a instalação da Maltaria Campos Gerais, prevista para operar a partir de outubro de 2023. O empreendimento é uma parceria das cooperativas Agrária, Bom Jesus, Capal, Coopagrícola, Frísia e Castrolanda.

Paralelo ao crescimento da área de plantio, crescem também as exigências com o padrão de qualidade do grão da cevada e os investimentos feitos por produtores, cooperativas e indústrias paranaenses. O grão da cevada, é de longe o cereal mais importante na fabricação de cerveja, porque é com ele que se produz o malte em um processo relativamente complexo, que pode ser chamado de maltagem ou malteação. Só para ter um comparativo, 100 quilos de grãos são transformados em cerca de 78 quilos de malte. Cultura tipicamente de inverno, o cultivo da cevada é mais forte nas regiões temperadas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde o clima favorece a produção com qualidade para fazer cerveja. Estados como São Paulo e Goiás também cultivam o cereal.

Joany Anthony Simão, especialista em qualidade da Castrolanda, observa que o grão está relacionado à questão da qualidade do malte, por isso é crucial que a colheita seja realizada dentro dos percentuais toleráveis de umidade. “Se colher muito úmido, o grão vai germinar e toda safra poderá ser comprometida”, explica. “É igual ao trigo. Se pegar um período longo de chuva germina e perde a qualidade”, compara. Segundo ele, a Castrolanda está investindo em secadores para começar a operar na safra de 2022. Essa estrutura vai permitir que a cooperativa faça também a secagem do grão. Atualmente, fazemos apenas a classificação dos grãos da cevada. “Vamos fazer a secagem e o beneficiamento para entregar o grão à Cooperativa Agrária em condições de armazenagem, ou seja, com 13% de umidade.

A Castrolanda recebe para classificação pelo menos 15 mil toneladas de cevada produzidas em 3.300 hectares. A expectativa é dobrar a produção até o ano que vem para atender a maltaria que está em obra. A Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento (Seab) estima um crescimento expressivo da área de cevada até 2025, podendo triplicar e chegar a 100 mil hectares. A expectativa é de que a fábrica dos Campos Gerais tenha uma produção anual de 240 mil toneladas de malte, volume que hoje corresponde a 15% do mercado nacional.

Instalação da Maltaria Campos Gerais deve triplicar área de plantio nos próximos cinco anos

Engie vende termelétrica Pampa Sul por R$ 2,2 bilhões

A usina era a última a carvão da companhia catarinense

A Pampa Sul tem capacidade instalada de 345 MW

A Engie Brasil Energia assinou contrato para a venda da usina termelétrica Pampa Sul, no município de Candiota (RS), para os fundos de investimento em participações Grafito e Perfin Space X, geridos pelas empresas Starboard e Perfin, por R$ 2,2 bilhões.

“A venda é muito positiva para os planos da ENGIE de direcionar esforços e investimentos aos empreendimentos de energia renovável e infraestrutura de transmissão. Após o fechamento da operação, avançaremos em nossa estratégia, nos consolidando como a maior empresa de energia limpa do setor elétrico brasileiro, totalizando 8.096 MW de capacidade instalada própria proveniente de fontes renováveis”, declara Eduardo Sattamini, diretor presidente e de relações com investidores da Engie Brasil Energia, em comunicado.

As empresas Starboard e Perfin são gestores de fundos de investimento em participações independentes, especializados em renda variável, ativos de infraestrutura e em situações especiais, e continuarão contando com a experiência das equipes de administração e operação da usina.

A Pampa Sul tem capacidade instalada de 345 MW e era a última a carvão da companhia catarinense. A venda da térmica está alinhada ao reposicionamento estratégico do grupo de não utilizar mais fontes de origem fóssil em suas operações. O complexo já recebeu mais de R$ 2 bilhões em investimentos até hoje.

A usina era a última a carvão da companhia catarinense

Ideias que encantam

Lojas Renner aprimora cada vez mais a jornada dos clientes

A Lojas Renner já se relaciona com startups há bastante tempo

Em 2021, ano em que os investimentos da Lojas Renner totalizaram R$ 1 bilhão, cerca de 45% do montante foi destinado a sistemas e equipamentos de tecnologia – além de valores diluídos em outros movimentos e iniciativas espalhados pela companhia. “O processo de inovação dentro da Lojas Renner é transversal, ou seja, está presente no dia a dia das equipes de todas as áreas, abrangendo desde o desenvolvimento de produtos até o marketing e a gestão de recursos humanos, por exemplo”, informa a empresa em nota. Os funcionários são constantemente estimulados a sugerir e desenvolver soluções inovadoras. A implementação de metodologia ágil nos times tem contribuído com este processo: atualmente, mais de 800 pessoas atuam em squads (times) e tribos na empresa.

Além disso, em um marco importante de sua experiência, a Lojas Renner criou, em 2020, uma diretoria específica de Estratégia e Novos Negócios, que, entre outras frentes, atua diretamente com Open Innovation. A iniciativa consiste em buscar parceiros, sejam eles startups, hubs ou laboratórios que auxiliem a trazer ainda mais soluções criativas para a companhia. A relação com a academia também é importante para a gigante do varejo: em 2019, foi criado o Circuito, programa voltado a trocas de experiências entre profissionais da Lojas Renner e o ecossistema de educação e inovação do Brasil e exterior. Além de potencializar a atração e o desenvolvimento de talentos, o programa tem o objetivo de viabilizar uma jornada de colaboração que gera valor ao setor de varejo e à sociedade.

O objetivo principal do fomento à inovação no varejo é aprimorar cada vez mais a jornada dos clientes, que estão no centro da estratégia da empresa. “Os feedbacks que recebemos dos consumidores são sempre levados em conta na hora de pensarmos serviços e soluções”, ressalta a nota da empresa. A Lojas Renner já se relaciona com startups há bastante tempo, de diferentes formas. Um movimento nesse sentido foi a criação do RX Ventures, fundo de Corporate Venture Capital (CVC) lançado no início de março com o objetivo investir no crescimento de startups focadas em soluções inovadoras para todo o ecossistema de moda e lifestyle. O fundo tem capital de R$ 155 milhões para investimentos e participações minoritárias em startups com alto potencial para antecipar tendências e reforçar a posição de liderança da Renner no mercado. A iniciativa prevê períodos de quatro anos de investimento e mais quatro para desinvestimento, buscando pelo menos 10 startups.

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

Lojas Renner aprimora cada vez mais a jornada dos clientes

Brasil e Estados Unidos firmam acordo de reconhecimento entre aduanas

Empresas brasileiras certificadas serão reconhecidas como mais seguras

As alfândegas dos países reconhecem empresas que operam a cadeia logística internacional com garantia da segurança das cargas e as normas tributárias e aduaneiras

As empresas brasileiras certificadas como operadores econômicos autorizados (OEA) poderão exportar mais rapidamente e com menos burocracia para os Estados Unidos. Após sete anos de negociações, a Receita Federal assinou acordo de reconhecimento mútuo (ARM) com a aduana norte-americana. Por meio do acordo, os dois países oficializam a parceria entre seus programas de operador econômico autorizado. Com essas iniciativas, as alfândegas dos países reconhecem empresas que operam a cadeia logística internacional com garantia da segurança das cargas e as normas tributárias e aduaneiras. A adesão aos programas é voluntária.

As discussões entre as equipes técnicas da Receita Federal e do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras do Governo dos Estados Unidos da América começaram em 2015, com a assinatura do plano de trabalho conjunto. Com a assinatura do acordo, o programa brasileiro de OEA passa a ser compatível com o Customs Trade Partnership Against Terrorism (C-TPAT), um dos maiores programas de certificação em segurança da cadeia logística do mundo.

Agora, as empresas brasileiras certificadas como OEA-Segurança serão reconhecidas como empresas mais seguras e de menor risco. Com a maior confiabilidade, cairá o percentual de inspeções das exportações brasileiras para os Estados Unidos. Além disso, quando as cargas dessas empresas forem escolhidas para verificação, terão prioridade na análise. Destino de 14% das exportações do país, os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo de mais de US$ 70,5 bilhões em 2021.

Segundo o Ministério da Economia, nos últimos três anos, empresas do Programa OEA foram responsáveis por 17% das exportações para os Estados Unidos. A pasta não forneceu estimativas detalhadas, mas informou que a assinatura do acordo deve gerar aumento pela procura da certificação OEA-Segurança entre as empresas brasileiras.

Com Agência Brasil

Empresas brasileiras certificadas serão reconhecidas como mais seguras

Inadimplência cresce e atinge 63,7 milhões de brasileiros

Número de inadimplentes teve crescimento de 10,1% em comparação a agosto de 2021

Cada negativado deve, em média, R$ 3.630,64

Levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aponta que quatro em cada dez brasileiros adultos (39,4%) estavam negativados em agosto de 2022 – o equivalente a 63,7 milhões de pessoas. No último mês, o volume de consumidores com contas atrasadas cresceu 10,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Com base nos dados disponíveis em sua base, que abrangem informações de capitais e interior de todos os 26 Estados da federação, além do Distrito Federal, a CNDL e o SPC Brasil registram que a variação anual observada em agosto deste ano ficou acima da observada no mês anterior. Na passagem de julho para agosto, o número de devedores cresceu 0,7%.

O presidente da CNDL, José César da Costa, projeta que a melhora de alguns índices do país e a aproximação do período de contratações de trabalhadores temporários para o final do ano podem trazer um cenário mais positivo. “Alguns índices no cenário macroeconômico tiveram melhora, como aumento do PIB, diminuição do desemprego e liberação de retroativos de auxílio emergencial, mas a inflação alta, especialmente com relação aos alimentos, continua impactando no orçamento das famílias. Por outro lado, estamos próximos das contratações de final de ano e do pagamento do 13º dos trabalhadores, o que geralmente traz alívio para o bolso dos endividados”, diz Costa.

Cada negativado deve, em média, R$ 3.630,64. Bancos são os principais locais de dívidas dos inadimplentes. A especialista em finanças da CNDL, Merula Borges, aponta a necessidade de se ter uma reserva financeira, mesmo que pequena, para os momentos de crise ou emergência. “Nosso indicador de reincidência mostra que em agosto, do total de negativações, 82,6% foram de devedores reincidentes. Além disso, o tempo médio para pagamento da dívida é superior a 10 meses, ou seja, muitos entram na inadimplência, levam muito tempo para sair e em pouco tempo acabam retornando a essa situação. Mais que um desajuste pontual ou caso isolado, este fato retrata a existência de problemas mais sérios. Renda baixa, inflação e desemprego altos, crise econômica mundial, falta de educação financeira são pontos que ajudam a explicar essa situação. Mesmo com uma renda menor, é fundamental se organizar para ter uma reserva e conseguir acomodar gastos urgentes em períodos difíceis”, destaca a especialista em finanças.

Número de inadimplentes teve crescimento de 10,1% em comparação a agosto de 2021

Estiagem afeta economia gaúcha no segundo trimestre

PIB caiu 3,5% no período

Agropecuária foi a principal responsável pela baixa

A economia gaúcha registrou queda de 3,5% no segundo trimestre de 2022 em relação ao primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal. Quando a comparação é feita com o segundo trimestre de 2021, os dados do PIB revelam uma retração de 11,5%. Entre os três grandes segmentos da economia, a agropecuária, que sofreu com efeitos da estiagem no período, foi a principal responsável pela queda nos números tanto na base trimestral quanto na comparação de seis meses do ano.

Os resultados referentes ao segundo trimestre do ano foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Departamento de Economia e Estatística, vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (DEE/SPGG). Fortemente afetado pela estiagem, o setor agropecuário apresentou queda de 38,3% no segundo trimestre em relação ao primeiro e de 65,6% quando comparado com o período de abril a junho de 2021, pior resultado para o setor desde o início da série histórica, em 2002. A produção de soja, por exemplo, caiu 54,3%. Também sofreram redução expressiva, em relação a igual trimestre de 2021, arroz (-31,6%) e milho (-9,8%).

“O resultado negativo do segundo trimestre já era esperado, uma vez que a maior parte da produção agrícola, bastante afetada pela estiagem que ocorreu no Estado nos primeiros meses do ano, é computada nesse período para o cálculo do PIB. Com a base alta do ano passado, a agropecuária sofreu a maior queda trimestral da série histórica. Seus efeitos no PIB gaúcho não foram maiores porque Indústria e Serviços, sobretudo o comércio, tiveram desempenhos bons no período”, destacou Vanessa Sulzbach, chefe da divisão de análise econômica e diretora adjunta do DEE.

PIB caiu 3,5% no período

Como empreender no metaverso

Empresas devem começar a investir agora em seus negócios nesse novo mundo

Nessa série curta sobre metaverso, a jornalista do Grupo AMANHÃ Katherine Cifali, conversa sobre as possibilidades dentro desse universo, principalmente para o empreendedor, com Mario Rosa, do Team de inovação e futuros da Ioasys, empresa de tecnologia e transformação digital que faz parte do Grupo Alpargatas. O profissional também é diretor da Associação Brasileira de Empresas de Design. Dê play! 

Empresas devem começar a investir agora em seus negócios nesse novo mundo