Archives 2022

Nova Ferroeste é elegível para emissão de títulos verdes

Os critérios considerados são da Climate Bonds Initiative, uma das maiores referências no mundo

Baixo índice de emissão de gases poluentes foi o principal fator de avaliação

A Bureau Veritas, contratada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) e o Governo do Estado, considerou o projeto da Nova Ferroeste, corredor ferroviário que ligará Maracaju (MS) a Paranaguá, elegível para emissão de títulos verdes, os Green Bonds. A avaliação foi realizada por uma equipe multidisciplinar que seguiu os critérios de Transporte Terrestre da Climate Bonds Initiative (CBI), uma das principais referências de títulos climáticos do mundo.

Proposto pelo governo paranaense, a linha interestadual com 1.567 quilômetros vai dar origem ao Corredor Oeste de Exportação, conectando os estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Os estudos realizados para a elaboração do projeto para emissão de títulos verdes consideraram como fonte de energia das futuras locomotivas a eletricidade e o óleo diesel. Estas e outras informações técnicas contidas no Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) serviram como base para a análise. O índice de emissão de gases poluentes foi o principal fator considerado. O parecer final apontou a emissão de 16g CO2/TKU (tonelada/quilômetro útil), abaixo do limite das normas da CBI, que é de 24g CO2/TKU. A partir desse resultado, o projeto pode ser submetido a uma análise para certificação de títulos verdes.

O investimento no modal ferroviário permite melhor aproveitamento energético no transporte de cargas, principalmente em longas distâncias. De maneira geral, o caminhão emite quatro vezes mais CO2 que o trem para levar a mesma carga. O transporte é a segunda atividade que mais contribui para as emissões globais de gases do efeito estufa, atrás apenas da geração de eletricidade. A preocupação com a redução desses índices é crescente em todo o mundo. Prova disso é o interesse de investidores em projetos com potencial para obtenção de títulos verdes e climáticos para entregar produtos e serviços de qualidade com o menor impacto ao meio ambiente. As certificações elevam a confiança e a transparência diante dos investidores e clientes.

Títulos verdes
Esses títulos são fundos financeiros disponíveis destinados a empreendimentos verdes. São similares aos títulos de dívida comuns, com a diferença essencial de que só podem ser usados para financiar investimentos considerados sustentáveis. Bancos estrangeiros e o BNDES, maior banco nacional de desenvolvimento, oferecem opções de crédito voltadas a projetos verdes. São recursos disponíveis exclusivamente para empresas que atendem alguns critérios ambientais específicos definidos pelas certificadoras. O resultado dessa avaliação poderá ser utilizado pelo vendedor do leilão do projeto, previsto para 2023.

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Os critérios considerados são da Climate Bonds Initiative, uma das maiores referências no mundo

IBGE estima queda de 14,6% na safra da região Sul em 2022

Apesar disso, o resultado do Brasil representa um aumento de 3,4%, equivalente a 8,7 milhões de toneladas, em relação a 2021

O volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 65,1 milhões de toneladas, segundo o IBGE

A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 261,9 milhões de toneladas em 2022, de acordo com a estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado hoje (6), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado é um novo recorde na série histórica, iniciada em 1975, e representa aumento de 3,4% ou 8,7 milhões de toneladas em relação a 2021. A estimativa para a safra foi de crescimento em quatro grandes regiões: Centro-Oeste (11,4%), Norte (11%), Sudeste (10,8%) e Nordeste (10,3%). Já no Sul, a previsão é de queda de 14,6%.

O pesquisador avaliou como as condições climáticas exerceram impacto nos resultados divulgados. “A falta de chuvas, causada pelo fenômeno La Niña, impactou mais a região Sul e o Mato Grosso do Sul. Já Goiás e Mato Grosso não foram afetados por problemas climáticos. Com isso, temos a região Centro-Oeste, que é bastante representativa na produção de grãos, com um crescimento de 11,4%”, argumentou.

Segundo o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, o principal produto que está puxando o resultado recorde é o milho, principalmente o milho 2ª safra, com um crescimento de 35,5% frente ao ano anterior. “A produção está se recuperando de problemas climáticos em 2021, como a falta de chuvas. Essa recuperação ajuda a explicar a produção em 2022. Além disso, também houve crescimento de área do milho 2ª safra, incentivado pelos bons preços que os produtores têm conseguido nos últimos anos”, disse Guedes, em nota.

Entre as grandes regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas teve a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 129,8 milhões de toneladas (49,6%); Sul, 65,1 milhões de toneladas (24,8%); Sudeste, 27,6 milhões de toneladas (10,6%); Nordeste, 25,4 milhões de toneladas (9,7%) e Norte, 14 milhões de toneladas (5,3%).

Trigo 

A estimativa da produção de trigo foi de 9,6 milhões de toneladas, declínio de 0,9% em relação a agosto e aumento de 23% em relação a 2021. Segundo o gerente de agricultura, o trigo é um produto cuja produção não é autossuficiente.

“Consumimos em torno de 12 ou 13 milhões de toneladas, portanto, ainda teremos que importá-lo, mas bem menos do que em anos anteriores. Essa produção de 9,6 milhões de toneladas é um recorde para o Brasil. Ucrânia e Rússia são dois grandes exportadores de trigo e, com a guerra, os preços estão elevados. Os produtores, de olho nessa melhora dos preços, aumentaram as áreas aqui no país”, acrescentou.

Café 

Conforme o levantamento, a estimativa da produção brasileira de café para 2022, considerando-se as duas espécies – arábica e canéfora – foi de 3,1 milhões de toneladas, ou 52,3 milhões de sacas de 60 quilos, queda de 2,7% em relação a agosto e aumento de 6,6% em relação a 2021.

“A produção do café arábica deveria ter crescido mais neste ano em decorrência da bienalidade positiva da safra. Isso não aconteceu, pois ano passado tivemos um inverno muito frio, inclusive com ocorrência de geadas nas regiões mais frias de cultivo desse produto. Isso fez com que o potencial de produção da safra de 2022 fosse reduzido”, afirmou o gerente da pesquisa, Carlos Barradas.

Soja

Principal commodity do país, a produção de soja manteve-se em 119,5 milhões de toneladas, estimativa que representa aumento mensal de 0,6%, entretanto, retração de 11,4% em comparação à obtida no ano anterior, com queda de 15,6% no rendimento médio. “Embora a área colhida tenha crescido 4,9%, problemas climáticos derrubaram a produção de soja em 2022”, disse Barradas.

Com Agência Brasil 

Apesar disso, o resultado do Brasil representa um aumento de 3,4%, equivalente a 8,7 milhões de toneladas, em relação a 2021

IGP-DI tem queda de preços de 1,22% em setembro, diz FGV

Deflação em agosto foi de 0,55%

Com o resultado, o IGP-DI acumula inflação de 7,94% em 12 meses, abaixo dos 23,43% acumulados em setembro de 2021

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) apresentou deflação (queda de preços) de 1,22% em setembro deste ano. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o recuo dos preços foi mais acentuado do que em agosto, quando a deflação ficou em 0,55%.

Com o resultado, o IGP-DI acumula inflação de 7,94% em 12 meses, abaixo dos 23,43% acumulados em setembro de 2021.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve deflação de 1,68% em setembro, mais intensa do que em agosto (-0,63%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, teve inflação de 0,02% em setembro ante a deflação de 0,57% em agosto.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou em setembro, a mesma taxa do mês anterior (0,09%).

Com Agência Brasil

Deflação em agosto foi de 0,55%

Faturas de cartão com linguagem simples podem reduzir endividamento

O Banco Central investigou se diferentes layouts de faturas de cartão afetariam as decisões de pagamento da fatura total ou parcial

Segundo o órgão, além da desatenção, a complexidade do produto, o baixo nível de letramento financeiro dos usuários e as faturas confusas são alguns dos fatores que podem resultar na utilização indesejada do crédito rotativo ou parcelamento

A adoção de faturas de cartão de crédito que apresentam linguagem simplificada e destaque para informações relevantes sobre as opções de pagamento tem o potencial de melhorar o entendimento sobre esse produto, incentivar melhores decisões financeiras e reduzir o endividamento da população. Em estudo divulgado ontem (5) pelo Banco Central (BC), o órgão avalia que esses efeitos parecem ser ainda maiores para as pessoas com menor escolaridade.

O Banco Central realizou um experimento para investigar se diferentes layouts (forma que as informações são distribuídas) de faturas de cartão melhorariam o entendimento das condições de uso do produto e potencialmente afetariam as decisões de pagamento da fatura total ou parcial. O estudo foi conduzido pelo BC, em parceria com a Empresa de Consultoria e Pesquisa Plano CDE e com apoio financeiro da Fletcher School of Law and Diplomacy, escola da universidade norte-americana Tufts University.

O experimento submeteu grupos de participantes a diferentes layouts das faturas de cartão de crédito. Em seguida, eles preencheram um questionário que tratava do entendimento das faturas e de tomada de decisão. Os desenhos alternativos das faturas, em relação aos layouts de faturas de cartão de crédito existentes, permitiram testar soluções baseadas em ciências comportamentais.

De acordo com o BC, o resultado mostrou que os participantes que receberam as faturas com os novos layouts compreenderam melhor os dados apresentados e estavam mais bem informados para identificar as consequências de aceitar o crédito rotativo ou pagamento da fatura em parcelas, modalidades que tem juros maiores.

O cartão de crédito é bastante utilizado no Brasil. Segundo o BC, em 2021, aproximadamente 65 milhões de cidadãos, quase 40% da população adulta, realizaram mais de 200 milhões de operações mensalmente. Em média, as famílias têm cerca de 30% de suas dívidas com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) relacionadas ao cartão de crédito.

“Apesar da conveniência do uso do cartão como meio de pagamento, sua utilização desatenta pode custar caro ao usuário – por exemplo, quando ele deixa de pagar o valor integral da fatura e, consequentemente, toma o crédito rotativo ou utiliza a opção de parcelamento. Com taxas de juros médias anuais superiores a 300%, essas modalidades de crédito são as mais caras do país e são utilizadas principalmente por pessoas com renda inferior a dois salários mínimos”, alertou o BC.

Simplificação 

Segundo o órgão, além da desatenção, a complexidade do produto, o baixo nível de letramento financeiro dos usuários e as faturas confusas são alguns dos fatores que podem resultar na utilização indesejada do crédito rotativo ou parcelamento. “Nesse sentido, a simplificação das faturas de cartão de crédito é vislumbrada como possível facilitador para melhorar o perfil de uso desse instrumento”, argumentou.

A hipótese principal do experimento é que as informações veiculadas pelas faturas dos cartões de crédito costumam ser apresentadas de forma técnica e confusa, o que limita o entendimento do cidadão e incentiva o pagamento de valores menores, aumentando o gasto com juros. Portanto, ao simplificar as faturas, espera-se que as pessoas entendam melhor o uso e os riscos desse produto financeiro. “Ao reorganizar as informações, espera-se fornecer incentivos adicionais para decisões de pagamento que resultem em valores [de pagamento] mais elevados, reduzindo custos de juros e taxas a que os consumidores geralmente incorrem”, diz o BC.

De acordo com o estudo divulgado pelo órgão, que integra o Relatório de Economia Bancária, também foi observada uma forte influência na decisão de pagamento ao inserir um valor pré-preenchido maior na tela de pagamento da fatura, em aplicativos online. “Isso demonstra que, por mecanismos de ancoragem ou escolha padrão, em geral, o valor que aparece nessa caixa de resposta no momento do pagamento influencia a decisão de pagamento do consumidor”, diz o BC.

Com Agência Brasil

O Banco Central investigou se diferentes layouts de faturas de cartão afetariam as decisões de pagamento da fatura total ou parcial

PIB do Paraná cresce quase 3% no segundo trimestre

Estado está acima do índice pré-pandemia

Passado o efeito negativo da quebra da safra agrícola do primeiro trimestre, o Paraná retoma o dinamismo econômico

O Produto Interno Bruto (PIB) paranaense cresceu 2,94% no segundo trimestre de 2022 em relação ao trimestre imediatamente anterior. Essa expansão é reflexo do desempenho de todos os segmentos – indústria (5,64%), agropecuária (6,42%) e serviços (0,57%) –, segundo relatório divulgado na terça-feira (4) pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).

O PIB do Paraná no segundo trimestre de 2022 totalizou R$ 164 bilhões, sendo R$ 139,5 bilhões referentes ao valor adicionado a preços básicos e R$ 24,5 bilhões de impostos. Os dados mostram que o Estado está acima do índice pré-pandemia (primeiro trimestre de 2020), uma recuperação de 2,32% na economia. No mesmo período, o PIB nacional cresceu 1,2%, totalizando R$ 2,4 trilhões no segundo trimestre de 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A variação positiva da agropecuária é resultado de expansões na pecuária (principalmente na indústria de suínos) e na segunda safra de feijão. O desempenho da indústria foi influenciado, principalmente, pela maior quantidade de energia elétrica gerada. A alta do setor de serviços advém do crescimento nas atividades de transportes e de alojamento e alimentação, que estão em pleno funcionamento depois dos impactos mais severos do período 2020-2021.

Segundo Marcelo Curado, diretor-presidente do Ipardes, o volume de crescimento do Paraná vem sendo constatado frequentemente nos últimos indicadores de empregabilidade, nível de exportações e pesquisas mensais dos segmentos da indústria e do comércio, sendo o PIB a consolidação desse resultado. “O Paraná registrou um grande avanço neste segundo trimestre, reflexo de um crescimento diluído entre todos os setores, um cenário diferente do primeiro trimestre. Recuperamos o patamar de crescimento e devemos fechar o ano em alta”, afirmou. “Passado o efeito negativo da quebra da safra agrícola do primeiro trimestre, o Paraná retoma o dinamismo econômico”.

O aumento da atividade econômica foi apontado ainda em outro recorte do PIB. De acordo com o Ipardes, o crescimento foi de 2,45% em relação ao mesmo trimestre de 2021. Dentre as atividades que compõem o valor adicionado, a agropecuária cresceu 0,84%; a indústria apresentou elevação de 4,05%; e o setor de serviços teve ampliação de 2,29%. Com esses resultados, o PIB paranaense teve crescimento de 0,4% no primeiro semestre (acumulado do ano).

Esse aumento foi consequência da elevação no nível de atividade de serviços (2,1%), que compensou diminuições do valor adicionado da agropecuária e da indústria. A quebra da safra de verão, provocada pela última estiagem, foi determinante para o resultado aquém do esperado no campo. Na indústria, houve crescimento da construção civil, mas ainda há certa estabilidade nos segmentos de transformação. No acumulado do último ano (segundo semestre de 2021 e primeiro semestre de 2022) o crescimento foi de 1,23% no PIB, como consequência das elevações de valor adicionado da indústria (1,34%) e de serviços (1,85%). O PIB do Paraná, de R$ 605,8 bilhões, equivaleu a 6,64% do PIB brasileiro no período.

Estado está acima do índice pré-pandemia

Banco Mundial aumenta para 2,5% previsão do PIB brasileiro este ano

Órgão mantém estimativa de crescimento de 0,8% para 2023

De acordo com o Banco Mundial, 40% dos ajustes fiscais na América Latina foram feitos com base em corte de investimentos

A economia brasileira deverá terminar o ano com crescimento de 2,5%, segundo novas estimativas divulgadas pelo Banco Mundial. A projeção anterior estava em 1,5%. Para 2023, o organismo internacional manteve em 0,8% a previsão de crescimento do PIB. As estimativas estão mais em linha com as previsões do governo. No fim de setembro, a secretaria de política econômica do ministério da economia elevou de 2% para 2,7% a projeção de crescimento do PIB em 2022.

Para 2023, as projeções divergem. A proposta de orçamento geral da União prevê crescimento de 2,5%, enquanto as estimativas do Banco Mundial apontam expansão bem menor. As novas estimativas foram divulgadas como adiantamento do encontro anual de outono (no Hemisfério Norte) do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. As reuniões ocorrem na próxima semana, entre os dias 10 e 16, em Washington.

Segundo o relatório, os gastos sociais e os investimentos (obras públicas e compra de equipamentos) são elementos centrais para impulsionar o crescimento na América Latina no cenário pós-covid. No entanto, o equilíbrio fiscal deve ser buscado. Os gastos extras devem ser financiados por meio de novos impostos, reforma tributária e medidas para melhorar a eficiência do gasto público.

De acordo com o Banco Mundial, 40% dos ajustes fiscais na América Latina foram feitos com base em corte de investimentos. Segundo o órgão, esse tipo de ajuste pode melhorar as contas públicas no curto prazo, mas tem efeitos nocivos no longo prazo. O relatório mostra que 17% dos gastos públicos poderiam ser cortados em alguns países, decorrentes de transferências mal destinadas, compras ruins e políticas de recursos humanos ineficientes.

Com Agência Brasil

Órgão mantém estimativa de crescimento de 0,8% para 2023

Produção industrial recua 0,6% em agosto

A queda foi concentrada em oito atividades

Na comparação com o mesmo período de 2021, setor industrial cresceu 2,8%, interrompendo dois meses consecutivos de resultados negativos nesse tipo de comparação

A produção industrial caiu 0,6% na passagem de julho para agosto, eliminando o avanço de 0,6% que havia registrado no mês anterior. Com esses resultados, o setor ainda se encontra 1,5% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Na comparação com agosto de 2021, houve crescimento de 2,8%. No ano, a indústria acumula queda de 1,3% e, em 12 meses, de 2,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE.

“A produção industrial mostrou melhora no seu ritmo ao logo de 2022, o que fica expresso, especialmente, na maior frequência de resultados positivos ao longo do ano: avançou em cinco dos oito meses de 2022. Nesse mês, volta a marcar queda na produção, mas com a característica de ser um recuo concentrado em poucas atividades, uma vez que somente oito das 26 apontaram taxas negativas”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

Entre as atividades, a maior influência negativa para o resultado do mês frente ao mês anterior veio do setor coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%), que volta a recuar após crescer 1,8% no mês anterior. “Houve uma perda disseminada entre os produtos desse ramo industrial, com redução na produção de óleo diesel, óleos combustíveis, gasolina, álcool, entre outros. Mas essa atividade, em comparações mais alongadas, mostra um comportamento positivo. Ou seja, esse comportamento de queda de agosto é algo mais pontual”, esclarece o pesquisador.

Outras contribuições negativas vieram das indústrias de produtos alimentícios (-2,6%), interrompendo três meses seguidos de alta, período em que acumulou crescimento de 6,0%, e indústrias extrativas (-3,6%), que elimina assim parte do avanço de 4,6% acumulado em junho e julho. “Esses três segmentos – derivados de petróleo, alimentos e extrativo – são os que mais pressionam a indústria como um todo. Juntos, eles respondem por cerca de 36% do setor industrial”, explica Macedo.

Entre as 18 atividades com expansão na produção, veículos automotores, reboques e carrocerias (10,8%), máquinas e equipamentos (12,4%) e outros produtos químicos (9,4%) exerceram os principais impactos. Segundo o gerente da pesquisa, essas atividades tiveram quedas no mês passado e estão fazendo agora uma compensação desses recuos. “A atividade de veículos automotores eliminou a queda de 6% verificada no mês anterior; máquinas e equipamentos interrompeu dois meses consecutivos de redução na produção, período em que acumulou perda de 13,7%; e outros produtos químicos voltou a crescer após recuar 7,8% em julho”, acrescenta.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com julho, bens de consumo semi e não duráveis (-1,4%) e bens intermediários (-1,4%) tiveram taxas negativas, com ambas eliminando parte dos avanços do mês anterior: 1,5% e 1,8%, respectivamente. Por outro lado, houve altas nos setores de bens de consumo duráveis (6,1%) e de bens de capital (5,2%), com o primeiro voltando a crescer após recuar 6,7% em julho e o segundo interrompendo dois meses consecutivos de queda, período em que acumulou perda de 5,2%. “Com esses resultados, o setor industrial ainda não recupera as perdas do passado recente e apesar da melhora no fluxo de insumos, matérias-primas e dos estoques, a situação permanece ainda distante da normalidade, o que afeta diretamente o custo de produção”, analisa Macedo.

Pelo lado da demanda doméstica, o pesquisador também ressalta que, apesar das medidas de incremento de renda, as famílias continuam sendo afetadas negativamente por juros e inflação em patamares elevados. “Isso aumenta os custos de créditos, diminui a renda disponível e faz com que as taxas de inadimplência fiquem em níveis mais elevados.”

Indústria cresce 2,8% frente a agosto do ano passado
Na comparação com o mesmo período de 2021, setor industrial cresceu 2,8%, interrompendo dois meses consecutivos de resultados negativos nesse tipo de comparação. Houve predomínio de taxas positivas, com aumentos em todas as quatro grandes categorias econômicas e em 15 dos 26 ramos pesquisados. “É importante destacar que o crescimento observado no índice mensal de agosto foi influenciado não só pelo efeito calendário, já que agosto desse ano teve um dia útil a mais do que em 2021, mas também pela baixa base de comparação, uma vez que em agosto de 2021 a atividade industrial recuou 0,6% e interrompeu, naquele momento, 11 meses consecutivos de taxas positivas”, explica Macedo.

Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (19,3%), outros produtos químicos (10,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5%) e produtos alimentícios (3,2%). Por outro lado, ainda em relação a agosto de 2021, entre as 11 atividades em queda, indústrias extrativas (-7,3%) exerceu a influência mais intensa, pressionada pela menor produção de minérios de ferro e óleos brutos de petróleo.

A queda foi concentrada em oito atividades

Seu negócio na Black Friday

Aceitar formas de pagamento diversificadas é uma das estratégias essenciais para garantir conversões

Focar em um maior alcance de canais também é válido, visto que desta forma você é capaz de ser lembrado mais vezes pelos consumidores

A Black Friday está chegando e, naturalmente, vem a preocupação dos empreendedores em impulsionar as vendas nesse período. O e-commerce brasileiro foi acelerado pela pandemia, que teve início em 2020. Consequentemente, as novas soluções implementadas com a pandemia podem ser aliadas para Black Friday. O online tem se fortalecido a cada dia na geração de novos negócios e oportunidades de venda, mantendo seu crescimento no primeiro semestre deste ano, especialmente nos pequenos e médios negócios. De acordo com dados da Nuvemshop, as PMEs faturaram R$ 1,2 bilhão até junho, que representa um crescimento de 20% em relação ao mesmo período de 2021.

Em datas como a Black Friday, aceitar formas de pagamento diversificadas é uma das estratégias essenciais para garantir conversões. Algumas dessas opções diversificadas de pagamento são os cartões contactless ou de aproximação, a utilização de cashback, a criação de links de pagamentos para compras online e o uso de QR Codes para acelerar vendas físicas com um direcionamento ágil.

Nesse momento, também pode ser importante criar jornadas diferenciadas para os diversos tipos de clientes. A personalização das promoções auxilia a atingir variados públicos. Focar em um maior alcance de canais também é válido, visto que desta forma você é capaz de ser lembrado mais vezes pelos consumidores. Por consequência, você acaba sendo referência para os clientes neste momento.

Por fim, é importante lembrar de estar atento à jornada do seu público. Não é porque a Black Friday existe como oportunidade de venda que você precisa se adaptar a todas as estratégias do mercado. É preciso focar nas soluções que fazem sentido para as pessoas que consomem o seu produto ou serviço.

Aceitar formas de pagamento diversificadas é uma das estratégias essenciais para garantir conversões

CCR Aeroportos ganha novas rotas da Azul no Sul

A ampliação da oferta de voos regulares e sazonais atenderá a demanda da temporada de verão que se aproxima

No Paraná, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu se conectará sazonalmente para Belo Horizonte, Salvador, Natal e Cuiabá, e regularmente para Recife, Maceió e Porto Seguro

A Azul Linhas Aéreas anuncia 26 novas rotas nacionais que passam a compor a sua “Super Malha” em nove aeroportos administrados pela CCR Aeroportos, nos estados de Goiás, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A iniciativa, além de ampliar a malha aérea de uma das principais operadoras aeroportuárias do país, reforça a oferta de voos regulares e de voos sazonais para atender a demanda da alta temporada de verão entre dezembro de 2022 e o final de janeiro de 2023.

“Os novos voos reforçam o compromisso da CCR Aeroportos de trabalhar junto às companhias aéreas para ampliar o número de rotas e destinos operados nos aeroportos recém-assumidos pela concessionária. O foco da companhia é oferecer cada vez mais opções aos seus passageiros. A nossa aposta é que será um verão de viagens domésticas.”, afirma Graziella Delicato, gerente de negócios aéreos da CCR Aeroportos, em nota. Com o anúncio, reforça a executiva, a CCR aumenta significativamente o número de assentos ofertados nos aeroportos sob sua administração. “A oferta passa a ser 28% maior que 2021 e 10% maior que a oferta de 2019, período pré-pandemia”, conta.

Na região Sul, os aeroportos da CCR ganham novas rotas. No Rio Grande do Sul, os Aeroportos de Pelotas e Uruguaiana somam duas novas rotas sazonais com destino para Florianópolis. No Paraná, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu se conectará sazonalmente para Belo Horizonte, Salvador, Natal e Cuiabá, e regularmente para Recife, Maceió e Porto Seguro. Já o Aeroporto de Londrina passa a oferecer Porto Seguro como rota regular e Maceió como rota sazonal. Já o Aeroporto Internacional de Curitiba ofertará dois novos destinos sazonais para Porto Seguro e Natal com foco na alta temporada de verão. Em Santa Catarina, o Aeroporto Internacional de Navegantes passa a operar uma rota regular para Cuiabá, e três sazonais para o Rio de Janeiro, Chapecó e Confins. O Aeroporto de Joinville ganha uma rota regular para Porto Seguro.

A ampliação da oferta de voos regulares e sazonais atenderá a demanda da temporada de verão que se aproxima

Elizabeth Kenny, enfermeira que criou tratamento para a poliomielite, é destaque no Google

O Google está promovendo uma homenagem a Elizabeth Kenny, conhecida enfermeira australiana que desenvolveu um tratamento para tratar crianças acometidas com a doença poliomielite.

Indo contra os ortopedistas da época, ela desenvolveu sua própria metodologia para tratar a poliomielite, através de compressas quentes e fisioterapia.

O trabalho de Kenny foi tão importante, que serviu como base para a fisioterapia moderna.

Elizabeth Kenny

O Doodle de hoje celebra Elizabeth Kenny, uma enfermeira australiana que fundou um tratamento alternativo para a poliomielite conhecido como Método Kenny. 

Seus exercícios reabilitaram milhares de vítimas da pólio em todo o mundo e são considerados uma das formas mais eficazes de tratamento antes das vacinas. 

A Sister Kenny Memorial House, que celebra o trabalho de sua vida, foi inaugurada neste dia em Nobby, Queensland, em 1997. 

Kenny nasceu em 1880 em Warialda, Nova Gales do Sul. 

Ela cresceu em uma comunidade agrícola pobre na Austrália rural, onde recebeu pouca educação formal, mas era uma leitora ávida que adorava aprender sobre medicina e anatomia humana. 

Embora Kenny não tivesse a opção de frequentar a faculdade de medicina, aos 17 anos ela forjou seu próprio caminho ao se voluntariar em um hospital em Guyra. 

Depois de acompanhar enfermeiras e médicos por mais de uma década, Kenny ganhou conhecimento de trabalho suficiente para abrir sua própria clínica de enfermagem em Darling Downs, Queensland. 

Em 1911, ela encontrou seu primeiro caso de poliomielite. 

Ela desconhecia o tratamento padrão na época, que forçava os pacientes com pólio a ficarem engessados ​​por meses, o que, por sua vez, causava atrofia muscular. 

Isso fez com que muitas vítimas da pólio ficassem permanentemente paralisadas.

Com sua nova perspectiva, Kenny percebeu que os músculos afetados estavam rígidos, não permanentemente danificados. 

Então ela curou seus pacientes aplicando compressas quentes e úmidas nos membros afetados, antes de fazê-los realizar exercícios graduais de fortalecimento muscular.

Para surpresa da comunidade médica, seu método funcionou! 

A partir de então, os exercícios ficaram conhecidos como o Método Kenny e as notícias desse tratamento eficaz se espalharam por toda parte. 

Kenny viajou para a América na década de 1940 para abrir centros de reabilitação como o Sister Kenny Institute em Minneapolis, que se tornou um centro de renome mundial para o tratamento da pólio. 

Seu método alternativo foi tão eficaz que ela recebeu títulos honorários da Universidade Rutgers e da Universidade de Rochester. 

O presidente Franklin D. Roosevelt até a convidou para almoçar para discutir seu próprio tratamento.

Impressionado com o número de vítimas da pólio que o Método Kenny reabilitou, o presidente Harry Truman autorizou Kenny a entrar nos EUA como ela desejasse sem visto, uma grande honra concedida anteriormente apenas a um outro cidadão não americano.

O Google está promovendo uma homenagem a Elizabeth Kenny, conhecida enfermeira australiana que desenvolveu um tratamento para tratar…

Venda de veículos tem alta de 19,3% em setembro

Na comparação com agosto, no entanto, houve queda de 3,2%

No caso de caminhões todos os índices ficaram negativos em setembro

A venda de veículos novos em setembro registrou alta de 19,3% na comparação com o mesmo mês de 2021. No mês passado foram comercializados 335.304 unidades, ante 280.979 em setembro do ano passado. A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) divulgou os dados de setembro. Na comparação com agosto, as vendas registraram queda de 3,2% em setembro. Já no acumulado de janeiro a setembro deste ano, houve alta de 2,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados da Fenabrave levam em conta as vendas de automóveis e comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas e implementos rodoviários.

As vendas de automóveis e comerciais leves tiveram elevação nas vendas em setembro de 26,7% em relação ao mesmo mês de 2021. Já na comparação com o mês anterior, agosto de 2022, houve queda de 7,1%. No acumulado do ano, foi registrada queda de 5% em relação ao mesmo período de 2021 para o segmento. No caso de caminhões todos os índices ficaram negativos em setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda é de 4%. Na comparação com agosto, a retração foi de 9,8%. De janeiro a setembro, a queda foi 1,8%, na comparação com o mesmo período de 2021. “Essa queda se deve à falta de componentes e ao fato de que caminhão é algo muito específico, feito por encomenda, com tecnologia muito maior do que a dos outros veículos”, explica a Fenabrave. As vendas de implementos rodoviários apresentaram crescimento de 7,7% na comparação com setembro do ano passado, mas tiveram queda de 5,3% ante agosto deste ano. No acumulado de janeiro a setembro a queda foi de 8,1%.

Com Agência Brasil

Na comparação com agosto, no entanto, houve queda de 3,2%

BRDE e Agência Francesa celebram operação de 100 milhões de euros para novos investimentos no Sul

Contrato assinado nesta terça-feira amplia apoio para projetos alinhados à sustentabilidade

“Estamos estruturando as parcerias público-privadas e apoiando os municípios, mas principalmente oferecendo crédito onde se agrega elementos adicionais em favor do desenvolvimento do Sul”, destacou Bley

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) celebraram, nesta terça-feira (4), uma operação que representará 100 milhões de euros para novos financiamentos no Sul. Trata-se da terceira parceria estabelecida entre as duas instituições, resultado da política de diversificação das fontes de recursos adotada pelo BRDE nos últimos anos. Os recursos serão direcionados a financiar projetos alinhados aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), com destaque para a geração de energia com fontes renováveis e modernização dos sistemas de iluminação pública nas cidades.

A solenidade ocorreu no Palácio Piratini, em Porto Alegre (RS), e contou com as presenças do governador Ranolfo Vieira Júnior; do diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski; da diretora regional da AFD no Brasil e Cone Sul, Laetitia Dufay; do secretário estadual de desenvolvimento econômico, Joel Maraschin; e do diretor de planejamento de operações do banco, Otomar Vivian. Pela cotação de hoje, a operação representa cerca de R$ 511 milhões em novos recursos que o BRDE está captando junto a organismos internacionais.

“Essa operação de crédito, a terceira que fazemos com a AFD, envolve um valor muito significativo para ser investido em diversas áreas. Vai ao encontro dos objetivos do pacto 2030 e dialoga diretamente com o que estamos fazendo em várias frentes no Estado, visando o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul”, afirmou o governador. O secretário de desenvolvimento igualmente saudou a possibilidade de novos investimentos. “É um momento de celebração para o Rio Grande do Sul, com recursos do exterior vindo para o Estado, mostrando a confiança desses investidores no nosso BRDE. São valores expressivos sendo aportados e que farão a diferença na realidade de muito municípios”, observou Maraschin.

Para o diretor-presidente do BRDE, a parceria com a AFD é resultado de um grande esforço do banco em acentuar a diversificação do seu funding justo num momento de grande demanda de crédito. Dos R$ 4,1 bilhões das operações realizadas em 2021 (recorde histórico), os recursos internacionais já responderam por 15,7% (R$ 649 milhões). “Essa nova operação vem contribuir com o nosso principal propósito, de buscar atrelar as políticas públicas dos três estados com o BRDE. E estamos cumprindo com esse propósito, estruturando as parcerias público-privadas e apoiando os municípios, mas principalmente oferecendo crédito onde se agrega elementos adicionais em favor do desenvolvimento da região Sul”, acentuou Bley.

A primeira cooperação entre as duas instituições ocorreu ainda em 2018, no montante de 50 milhões de euros, mas em 2020, BRDE e AFD estabeleceram uma nova parceria, agora no montante de 70 milhões de euros, como parte de um esforço conjunto para estimular a retomada da economia sustentável nos três estados do Sul.mNa sua manifestação, a diretora da AFD destacou que parte dos recursos será destinada para projetos que envolvam as questões de gênero na região Sul. “Esta terceira operação, que assinamos hoje com o BRDE, marca a continuidade de uma frutífera cooperação entre as nossas instituições, e ainda, pela primeira vez para a AFD no Brasil, nos alegramos de poder apoiar, dentro desta operação, projetos destinados a combater a desigualdade entre homens e mulheres”, frisou Laetitia.

Ainda neste ano, a parceria entre BRDE e AFD conquistou o primeiro lugar entre os projetos concorrentes ao Prêmio SAIN-ABDE, de “Melhores Práticas de Captações Internacionais”, na categoria Instituições Financeiras de Desenvolvimento. A premiação foi concedida foi uma iniciativa da Iniciativa da Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) e da Secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais (SAIN) do Ministério da Economia.

Sustentabilidade
Além de destacar que a nova operação com a AFD é resultado da credibilidade do BRDE junto aos bancos internacionais, o diretor de Planejamento salientou que a parceria permitirá maiores investimentos em projetos comprometidos com as pautas de sustentabilidade e da inovação. Somos um banco signatário da Agenda 2030, compromisso esse que queremos reforçar em cada nova operação, auxiliando o desenvolvimento dos mais diferentes segmentos da economia, mas com um legado importante às futuras gerações”, frisou Otomar Vivian. A partir da prioridade de financiar projetos de alto impacto em favor do meio ambiente e do clima, a parceria entre as duas instituições tem como prioridade o apoio a iniciativas voltadas à produção e consumo sustentáveis como a geração de energias limpas e renováveis (pequenas centrais hidroelétricas, de biomassa, eólica, solar), uso racional e eficiente da água, gestão de resíduos e reciclagem, agricultura sustentável e cidades sustentáveis.

Contrato assinado nesta terça-feira amplia apoio para projetos alinhados à sustentabilidade

Logo do Gmail tem conexão com a maçonaria?

Faz alguns bons anos que o logo do Gmail é comparado com as vestimentas usadas na Maçonaria há alguns séculos e a presença do presidente brasileiro em templo maçônico trouxe a história de volta à luz.

Juntamente com o presidente, imagens do vice-presidente Hamilton Mourão (acima) usando o que parece ser o logo do Gmail em sua roupa chamou a atenção do público nas redes sociais.

As coincidências visuais são realmente impressionantes, mas teria qualquer conexão ou uma infeliz coincidência?

Para começar, precisamos entender como o logo do Gmail foi criado.

Diferente de outros produtos do Google, o logo do Gmail foi criado na noite anterior ao lançamento do produto com a supervisão de Sergey Brin.

Foi desenvolvido pelo Googler Dennis Hwang, que desenhou vários outros logos da empresa e é famosos pelos primeiros Doodles do buscador.

Kevin Fox, ex-designer do Google, relembra aquela noite de 2004:

Na época, Dennis desenhava quase todos os doodles do Google. O logo [do Gmail] foi desenhado literalmente na noite da véspera do produto ser lançado. Estávamos trabalhando até bem tarde e Sergey [Brin] e eu fomos ao cubículo dele para ver ele sendo criado.

Fox diz que eles tentaram fazer o logotipo do Gmail na mesma fonte que o logotipo do Google, usando a fonte Catull.

Entretanto, logo perceberam que a fonte tinha a letra ‘a’ “muito estranha” , o que o tornou inutilizável para “Gmail.”

Hwang, então, optou por manter o “G” em Catull, mas renderizar o “ail” em uma fonte sem serifa, que a Fox acredita ser Myriad Pro.

O “m”, por outro lado, parecia ser um pequeno envelope, perfeito para o logo.

Anos mais tarde, o logo do Gmail foi ficando cada vez mais simplificado, com o “m” ganhando novas cores e projeção na comunicação do Google.

Não há nenhum motivo para acreditar que Hwang se inspirou nas vestimentas maçônicas para criar o logo do Gmail.

Outro ponto é que, embora a imagem de Mourão tenha viralizado, esta não é a única vestimenta maçônica, existindo outras de diversas cores e estilos.

Faz alguns bons anos que o logo do Gmail é comparado com as vestimentas usadas na Maçonaria há alguns séculos…

Indústria do Paraná investe em equipamentos e transferência de tecnologia

Gemü do Brasil, filial da Gemü alemã, consolida posição como centro de competência mundial dentro do grupo

Entre outros upgrades, acaba de entrar em operação a máquina Sumitomo/Demag, investimento de R$ 3,7 milhões que a multinacional destinou à planta brasileira e que aprimora o processo de injeção para o revestimento interno em corpos de válvulas

No contexto da Indústria 4.0, todo investimento em equipamentos precisa se reverter em melhoria da eficiência e produtividade dos processos. Quando isso envolve também a transferência de tecnologia internacional, melhor ainda. Esse é o objetivo da Gemü Válvulas e Sistemas de Medição e Controle ao investir pesado em novas máquinas. A empresa tem unidade fabril há 40 anos em São José dos Pinhais (PR) e escritório comercial em São Paulo (SP).

Entre outros upgrades, acaba de entrar em operação a máquina Sumitomo/Demag, investimento de R$ 3,7 milhões que a multinacional destinou à planta brasileira e que aprimora o processo de injeção para o revestimento interno em corpos de válvulas. O valor inclui os moldes para produção. “Dependendo do tipo de fluido que passará no interior do equipamento, por exemplo, se ele for quimicamente agressivo, o corpo da válvula requer um revestimento especial para impedir qualquer corrosão ou vazamento”, explica o gerente industrial no Brasil Fabiano Gemin.

Como o revestimento termoplástico nunca havia sido feito na fábrica do Brasil, trata-se de transferência de tecnologia direta da Alemanha para o país. Agora, a Gemü do Brasil consolida sua posição como centro de competência mundial na produção de válvulas de diafragma de vários tipos, incluindo a produção de fertilizantes, indústria siderúrgica e mineração e tratamento de água, entre outras aplicações. Para alcançar essa posição internacional, a companhia submeteu amostras do produto para validação pelo polo de qualidade, que fica na Alemanha. Depois de diversos testes, conforme o padrão europeu, a planta brasileira foi selecionada para fornecer a todo o mundo.

A Gemü do Brasil é filial da multinacional alemã criada por Fritz Müller na década de 1960 e disponibiliza ao mercado brasileiro válvulas de extrema eficiência e qualidade. A fábrica situada em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, tem 100 funcionários e soma mais de 40 anos no Brasil. Acompanhe, a seguir, entrevista com Andreas Göhringer, CEO da Gemü do Brasil.

Qual o volume de produção anual da Gemü do Brasil e o faturamento anual do grupo?
O grupo Gemü em todo o mundo registrou faturamento de mais de 450 milhões de euros em 2021. Os dados da subsidiária brasileira não são abertos, mas a empresa tem se tornado cada vez mais relevante no contexto internacional.

Quais os principais produtos?
Produzimos válvulas e acessórios para os mais diversos segmentos industriais, como mineração e siderurgia, tratamento de água e efluentes, fertilizantes, química e petroquímica, papel e celulose, entre outros. Na área de PFB (farmacêutica, alimentícia e biotecnologia), a Gemü é líder mundial, fornecendo produtos assépticos.

Qual a participação da exportação no faturamento?
Atualmente, um percentual significativo do faturamento da Gemü do Brasil vem das exportações intercompany, ou seja, para outras empresas do grupo, o que inclui remessas para Alemanha, China, Estados Unidos, Austrália e África do Sul. Isso porque, em 2020, a filial brasileira tornou-se centro de competência mundial do grupo na produção de válvulas de diafragma de vários tipos, incluindo produtos voltados para a produção de fertilizantes, indústria siderúrgica e mineração e tratamento de água, entre outras aplicações.

Qual tem sido o crescimento da empresa?
Nosso crescimento nos últimos anos vem sendo de dois dígitos, graças ao alinhamento de nossos produtos às demandas de nossos clientes. Além disso, nos últimos três anos a Gemü do Brasil realizou investimentos importantes, tanto em qualificação e treinamento da equipe, mudanças de layout interno, como em reforma de ambientes, modernização de maquinários com fortes investimentos da matriz em nossa fábrica, aumento do quadro de funcionários de cerca de 20%. A rápida capacidade de fornecer alternativas, bem como a capacidade de tropicalização de produtos e processos são fatores fundamentais para esse crescimento.

Gemü do Brasil, filial da Gemü alemã, consolida posição como centro de competência mundial dentro do grupo

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No contexto da Indústria 4.0, todo investimento em equipamentos precisa se reverter em melhoria da eficiência e produtividade dos processos. Quando isso envolve também a transferência de tecnologia internacional, melhor ainda. Esse é o objetivo da Gemü Válvulas e Sistemas de Medição e Controle ao investir pesado em novas máquinas. A empresa tem unidade fabril há 40 anos em São José dos Pinhais (PR) e escritório comercial em São Paulo (SP).

Entre outros upgrades, acaba de entrar em operação a máquina Sumitomo/Demag, investimento de R$ 3,7 milhões que a multinacional destinou à planta brasileira e que aprimora o processo de injeção para o revestimento interno em corpos de válvulas. O valor inclui os moldes para produção. “Dependendo do tipo de fluido que passará no interior do equipamento, por exemplo, se ele for quimicamente agressivo, o corpo da válvula requer um revestimento especial para impedir qualquer corrosão ou vazamento”, explica o gerente industrial no Brasil Fabiano Gemin.

Como o revestimento termoplástico nunca havia sido feito na fábrica do Brasil, trata-se de transferência de tecnologia direta da Alemanha para o país. Agora, a Gemü do Brasil consolida sua posição como centro de competência mundial na produção de válvulas de diafragma de vários tipos, incluindo a produção de fertilizantes, indústria siderúrgica e mineração e tratamento de água, entre outras aplicações. Para alcançar essa posição internacional, a companhia submeteu amostras do produto para validação pelo polo de qualidade, que fica na Alemanha. Depois de diversos testes, conforme o padrão europeu, a planta brasileira foi selecionada para fornecer a todo o mundo.

A Gemü do Brasil é filial da multinacional alemã criada por Fritz Müller na década de 1960 e disponibiliza ao mercado brasileiro válvulas de extrema eficiência e qualidade. A fábrica situada em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, tem 100 funcionários e soma mais de 40 anos no Brasil. Acompanhe, a seguir, entrevista com Andreas Göhringer, CEO da Gemü do Brasil.

Qual o volume de produção anual da Gemü do Brasil e o faturamento anual do grupo?
O grupo Gemü em todo o mundo registrou faturamento de mais de 450 milhões de euros em 2021. Os dados da subsidiária brasileira não são abertos, mas a empresa tem se tornado cada vez mais relevante no contexto internacional.

Quais os principais produtos?
Produzimos válvulas e acessórios para os mais diversos segmentos industriais, como mineração e siderurgia, tratamento de água e efluentes, fertilizantes, química e petroquímica, papel e celulose, entre outros. Na área de PFB (farmacêutica, alimentícia e biotecnologia), a Gemü é líder mundial, fornecendo produtos assépticos.

Qual a participação da exportação no faturamento?
Atualmente, um percentual significativo do faturamento da Gemü do Brasil vem das exportações intercompany, ou seja, para outras empresas do grupo, o que inclui remessas para Alemanha, China, Estados Unidos, Austrália e África do Sul. Isso porque, em 2020, a filial brasileira tornou-se centro de competência mundial do grupo na produção de válvulas de diafragma de vários tipos, incluindo produtos voltados para a produção de fertilizantes, indústria siderúrgica e mineração e tratamento de água, entre outras aplicações.

Qual tem sido o crescimento da empresa?
Nosso crescimento nos últimos anos vem sendo de dois dígitos, graças ao alinhamento de nossos produtos às demandas de nossos clientes. Além disso, nos últimos três anos a Gemü do Brasil realizou investimentos importantes, tanto em qualificação e treinamento da equipe, mudanças de layout interno, como em reforma de ambientes, modernização de maquinários com fortes investimentos da matriz em nossa fábrica, aumento do quadro de funcionários de cerca de 20%. A rápida capacidade de fornecer alternativas, bem como a capacidade de tropicalização de produtos e processos são fatores fundamentais para esse crescimento.

Gemü do Brasil, filial da Gemü alemã, consolida posição como centro de competência mundial dentro do grupo