Archives Novembro 2022

Veja como foi o evento que premiou as 500 MAIORES DO SUL

Premiação teve transmissão ao vivo

500 é o maior ranking regional de empresas do Brasil

O Grupo AMANHÃ e a PwC Brasil revelaram na tarde desta terça-feira (29) quem são as 500 MAIORES DO SUL. A cerimônia,  hibrida teve transmissão para a imprensa e representantes de empresas no canal do Grupo AMANHÃ no YouTube. Além das 500 maiores, foram reveladas as 500 emergentes, formando 1 mil companhias na lista, que dá um cenário histórico de muitas delas que estão há mais de 30 anos no ranking.

A lista é feita com base no Valor Ponderado de Grandeza (VPG). Este índice, que define a classificação geral das empresas no ranking 500 MAIORES DO SUL, reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

Premiação teve transmissão ao vivo

Sicredi cada vez mais líder entre as 100 grandes

A CMPC é a nova vice-líder, superando a Yara

A cooperativa de crédito Sicredi emplacou mais um ano de crescimento robusto e se isolou com folga no posto de maior empresa do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A cooperativa de crédito Sicredi emplacou mais um ano de crescimento robusto e se isolou com folga no posto de maior empresa do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, lançado na tarde desta terça-feira (29) em um evento híbrido que também premiou as principais companhias da região (clique aqui para assistir na íntegra). Elaborado com base em balanços de 2021, o levantamento realizado pelo Grupo AMANHÃ em parceria com a PwC Brasil constatou um crescimento de 27% – para R$ 19,8 bilhões – no Valor Ponderado de Grandeza (VPG) do Sicredi.

Há novidades importantes no Top 10 do Rio Grande do Sul. A CMPC, empresa da área de celulose, avançou do terceiro lugar para a vice-liderança, invertendo posições com a Yara, gigante do ramo de fertilizantes. Outras ultrapassagens relevantes foram protagonizadas pela Lojas Renner sobre o Banrisul e pela RGE Sul sobre a CGT Eletrosul, em um duelo de players na área de energia. Registre-se, ainda, a volta ao grupo de elite da Randon, que pulou da 11ª para a 8ª colocação este ano. Clique aqui para acessar as tabelas na íntegra.

Maior ranking regional de empresas do Brasil, 500 Maiores do Sul tem como principal critério de classificação, desde 1991, um critério exclusivo, o Valor Ponderado de Grandeza. O VPG resulta de uma ponderação dos três grandes números de um balanço: patrimônio (com peso de 50%), receita (40%) e lucro líquido (10%). Neste ano, quebrando uma escrita das três últimas edições, as empresas gaúchas produziram, em seu conjunto, soma de receitas líquidas e de patrimônios superior à das paranaenses. Para entender a razão desta virada, é preciso entender em primeiro lugar a composição da lista das 500, que tem 201 empresas do Rio Grande do Sul, 168 do Paraná e 131 de Santa Catarina. Este ano, o Paraná veio ao ranking com 11 representantes a menos. Santa Catarina perdeu cinco. E o Rio Grande do Sul, por consequência, aumentou sua presença na lista em 16 companhias. Uma delas, o Zaffari, aportou à soma do Rio Grande do Sul um VPG de R$ 3,3 bilhões. Já a lista do Paraná teve, nesta edição, ausências de impacto, como Arcelor Mittal Gonvarri Brasil e Cia Iguaçu de Café Solúvel. Em decorrência, no cômputo geral o Rio Grande do Sul superou o Paraná em mais de R$ 9 bilhões na soma de VPGs e em menos de R$ 2 bilhões na soma de faturamentos. Já a totalização de lucros mostra vantagem das paranaenses: R$ 38,6 bilhões ante R$ 30,3 bilhões das gaúchas.

A disputa particular entre o Rio Grande do Sul e o Paraná também se dá no ranking setorial. Enquanto o Paraná emplaca 11 representantes nas campeãs por rentabilidade, o Rio Grande do Sul tem 12 líderes por volume de vendas nos seus respectivos segmentos de atuação. As empresas de Santa Catarina têm seus trunfos. Apresentam a menor média de endividamento (53,4%), ante 54,3% das representantes do Paraná e 58,2% das companhias do Rio Grande do Sul. A rentabilidade das catarinenses também é maior: 16,1% (frente a 14,5% das paranaenses e 9% das gaúchas). As representantes de Santa Catarina apresentaram a menor soma de prejuízos, R$ 100 milhões, frente a R$ 3,8 bilhões das gaúchas e R$ 1,2 bilhão das paranaenses. 

A CMPC é a nova vice-líder, superando a Yara

Empresas catarinenses estão no topo de 500 MAIORES DO SUL

Representantes de SC também se destacam com a maior rentabilidade, menor endividamento e a menor soma de prejuízos

Pela quarta edição consecutiva, duas catarinenses, Bunge e BRF, travam um duelo pelo primeiro lugar em 500 MAIORES DO SUL

Pela quarta edição consecutiva, duas catarinenses, Bunge e BRF, travam um duelo pelo primeiro lugar em 500 MAIORES DO SUL. A BRF segue em segundo lugar, mas a diferença, que era de menos de R$ 4 bilhões no principal indicador do ranking, o Valor Ponderado de Grandeza, dobrou nesta edição. Nenhuma delas, porém, supera a Weg, de Jaraguá do Sul, em duas cifras muito importantes, patrimônio e lucro líquido. Clique aqui para ver as tabelas na íntegra. Há novidades importantes no Top 10 de Santa Catarina. A Aurora, gigante do agronegócio, avançou do quinto para o quarto lugar, invertendo posições com a Engie. Outra ultrapassagem relevante foi protagonizada pela Celesc sobre a Whirlpool.

Maior ranking regional de empresas do Brasil, 500 MAIORES DO SUL foi lançado por AMANHÃ e PwC Brasil na tarde desta terça-feira (29) em um evento híbrido que coroou as principais companhias da região Sul. Clique aqui para assistir a premiação na íntegra. O levantamento evidencia vários protagonismos de Santa Catarina – além, é claro, do fato de ser a sede das duas maiores companhias do Sul. As empresas de Santa Catarina apresentam a menor média de endividamento (53,4%), ante 54,3% das representantes do Paraná e 58,2% das companhias do Rio Grande do Sul. A rentabilidade das catarinenses também é maior: 16,1% (frente a 14,5% das paranaenses e 9% das gaúchas). As representantes de Santa Catarina apresentaram a menor soma de prejuízos, R$ 100 milhões, cifra inexpressiva de perdas frente a R$ 3,8 bilhões das gaúchas e R$ 1,2 bilhão das paranaenses.

Nos rankings setoriais, Santa Catarina emplaca 10 representantes nas campeãs por rentabilidade e sete líderes por volume de vendas em seus respectivos segmentos de atuação. Na lista das 500 maiores, Santa Catarina está representada por 131 empresas, ante 201 do Rio Grande do Sul e 168 do Paraná. Nesta edição, Santa Catarina teve cinco empresas a menos, na lista geral, em comparação com o ranking anterior. O Paraná perdeu 11 representantes. E o Rio Grande do Sul teve 16 empresas a mais.

Representantes de SC também se destacam com a maior rentabilidade, menor endividamento e a menor soma de prejuízos

Agro amplia cacife na lista das maiores empresas paranaenses

Cocamar é a novidade deste ano no Top 10 do ranking estadual de AMANHÃ e PwC Brasil

O agronegócio ampliou de três para quatro o número de representantes entre as 10 grandes companhias do Paraná

Na edição deste ano de 500 MAIORES DO SUL, o agro ampliou de três para quatro o número de representantes entre as 10 grandes companhias do Paraná. O feito se deve à estreia, no Top 10, da Cocamar, que tomou o lugar que pertencia, na edição anterior do ranking, à Calamo Distribuidora de Produtos de Beleza. Ressalte-se, ainda, que o setor desponta, através da Coamo, em uma sólida posição de vice-liderança da lista VIP de empresas paranaenses elaborada pelo Grupo AMANHÃ com a parceria técnica da PwC Brasil. No âmbito do Estado, a potência do cooperativismo com sede em Campo Mourão só fica atrás da Copel, novamente consagrada como a maior empresa paranaense pelo critério do Valor Ponderado de Grandeza (VPG). Desenvolvido por PwC Brasil e AMANHÃ, o VPG resulta de uma ponderação dos três grandes números de um balanço: patrimônio (com peso de 50%), receita (40%) e lucro líquido (10%). Clique aqui para acessar as tabelas na íntegra.

Maior ranking regional de empresas do Brasil, 500 MAIORES DO SUL teve sua edição 2022, com base em balanços de 2021, lançada nesta terça-feira (29) em um evento híbrido que também premiou as companhias da região Sul do Brasil que se destacaram por seus indicadores de tamanho e performance, seja no âmbito geral ou no de seus respectivos segmentos de atuação (clique aqui para assistir a íntegra da premiação). Sob o aspecto setorial, aliás, os dois maiores Estados do Sul travaram um duelo interessante: 11 empresas do Paraná foram campeãs de rentabilidade em seus setores e 12 gaúchas se sagraram líderes em volume de vendas.

Entre as 500 Maiores, o Paraná tem 168 representantes, ante 201 do Rio Grande do Sul e 131 de Santa Catarina. A realidade é que, de 2022 para 2021, a lista paranaense encolheu um pouco, perdendo 11 representantes. Algumas baixas têm peso considerável. Ausentaram-se do ranking, por exemplo, a Cooperativa Agrária Agroindustrial, Arcelor Mittal Gonvarri Brasil, Banco Volvo, Furukawa, Agrototal Holding, e Cia Iguaçu de Café Solúvel. Com as defecções, o Paraná ficou atrás do Rio Grande do Sul na soma de Valor Ponderado de Grandeza, Receita Líquida e Patrimônio Líquido – veja tabela -, algo que não se registrava há três edições de 500 MAIORES DO SUL. Na soma de lucros líquidos, porém, a hegemonia é do Paraná. As empresas paranaenses que fecharam o exercício de 2021 no azul produziram lucros de R$ 38,6 bilhões, bem mais que o resultado das empresas gaúchas (R$ 30,3 bilhões) e catarinenses (R$ 19,6 bilhões). 

Cocamar é a novidade deste ano no Top 10 do ranking estadual de AMANHÃ e PwC Brasil

A importância do planejamento estratégico para empresas

Para que ele seja consistente, alguns passos precisam ser seguidos

É necessário entender os hábitos de consumo, características e particularidades

O planejamento estratégico é uma ferramenta necessária para todos os negócios. E, além de poder ser feito pensando a longo prazo, também pode ser organizado para o ano seguinte, pois auxilia o empreendedor a traçar o melhor caminho para alcançar os seus objetivos profissionais. Ele ainda pode mostrar onde a companhia se encontra naquele momento, os passos que devem ser seguidos para conseguir o que almeja e ajudar na tomada de decisão. Com isso, as empresas conseguem encontrar feedbacks mais assertivos nos setores que têm maior chance de crescimento.

Para um planejamento consistente, alguns passos precisam ser seguidos. O primeiro deles é revisitar sempre os valores da empresa, entender a razão pela qual a empresa existe e onde deseja chegar. O segundo passo é estabelecer as metas e os objetivos. Na sequência, é importante verificar se você realmente conhece o seu público-alvo. Portanto, é necessário entender os hábitos de consumo, características e particularidades. Com essas informações, fica mais fácil criar estratégias. Por fim, é válido criar um plano de ação que deve conter todas as atividades a serem executadas e as metas bem definidas, monitorando os resultados conquistados e modificando estratégias de acordo com o objetivo final.

Para que ele seja consistente, alguns passos precisam ser seguidos

“Cérebro humano ainda é muito melhor do que computadores”, afirma especialista da OCDE

Para Stéphan Vincent-Lancrin, desenvolver habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico e criatividade é essencial para a inovação

Painel abriu o segundo dia do Radar Reinvenção, promovido pela Fiesc

Ainda que a tecnologia avance a passos largos, o cérebro humano é muito melhor do que computadores, segundo o analista sênior e vice-chefe da divisão de educação e competências da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Stéphan Vincent-Lancrin. Ele participou nesta quarta-feira (23) do painel Talentos para o Futuro, do Fórum Radar Reinvenção, promovido pela Academia Fiesc de Negócios, em Florianópolis.

Para o especialista, desenvolver habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico e criatividade é essencial para a inovação. Ele lembra que o Brasil logo se tornará membro da OCDE e possui iniciativas alinhadas aos demais países-membros. “Grandes mudanças estão ocorrendo no mercado de trabalho, como o surgimento de robôs digitais, que poderão mudar as ocupações. Indústrias estão sendo digitalizadas e uma das consequências disso é a polarização do mercado de trabalho que demanda mais pessoas altamente capacitadas”, analisa Vincent-Lancrin. Segundo ele, isso tem a ver com duas grandes mudanças: aumento das tarefas não-rotineiras e tecnologia mais intensiva. “Em termos de habilidades para o futuro, estamos falando de mais espaço para tarefas mais complexas. Uma das implicações na educação é que muitas das coisas que costumávamos ensinar se tornaram automatizadas”, observa.

Miguel Abuhab, presidente da NeoGrid, abordou as mudanças observadas na sociedade com os avanços tecnológicos. Para o executivo, a tecnologia só faz sentido quando vem eliminar ou reduzir uma restrição. “Temos de entender qual é o poder da tecnologia, qual regra de negócio era utilizada antes da tecnologia e, agora, qual regra pode ser utilizada com aquela restrição que foi eliminada? Sem essa reflexão, de nada vale a tecnologia”, salientou. Abuhab apresentou ainda o Instituto Miguel Abuhab, em Joinville, que visa ensinar a criança a pensar, superar desafios e tomar decisões por si mesma. O programa é destinado a professores da rede municipal e aplicado por voluntários do Instituto.

A diretora-presidente do Centro de Inovação para Educação Brasileira (CIEB), Lucia Dellagnelo, afirmou que talentos são “tesouros que precisamos investir e cuidar. Eles não permanecem preciosos por si mesmos, eles necessitam de cuidado e de investimento constante para que se tornem, ao invés de uma âncora, um grande potencializador do desenvolvimento e da competitividade no estado”. A pesquisadora frisou ainda que o Brasil precisa investir mais no desenvolvimento de capital humano. “O mundo já enxerga o capital humano como um tesouro da economia”, acrescentou, alertando para o fato de o Brasil estar mal posicionado nos principais rankings de competitividade.

Na mesma linha de desenvolvimento de capital humano, Vincent-Lacrin, da OCDE, lembra que “sem pessoas habilidosas e capacitadas, não acontecerá a inovação”. Para o especialista, todos podem contribuir com inovação nos diversos setores, independentemente da formação profissional. “Contribuir para soluções é o que distingue pessoas que têm capacidade de inovar. Pensamento crítico e habilidade para comunicação ampliam as oportunidades profissionais. Além disso, temos que ensinar empreendedorismo e outras habilidades que não fazem parte dos currículos atualmente”, sugere. Evandro Badin, da Junior Achievement, mediou o painel e frisou o paradoxo que existe em Santa Catarina, quando se compara a participação da indústria na geração de riquezas do estado (2° lugar) com a posição que ocupa no ranking de desenvolvimento de capital humano (24ª), de acordo com o Banco Mundial. “Trabalhamos diariamente para desenvolver e fortalecer o capital humano nas nossas organizações e na sociedade”, finalizou Badin.

Para Stéphan Vincent-Lancrin, desenvolver habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico e criatividade é essencial para a inovação

MAIORES DO SUL se aproximam do primeiro trilhão em vendas

A maior empresa da região é a Bunge Alimentos, de Santa Catarina, seguida por outra catarinense: a BRF

Juntas, as maiores do Sul faturaram R$ 961,8 bilhões em 2021, 30,4% a mais do que o exercício de 2020

Com mais de três décadas de existência, o ranking 500 MAIORES DO SUL exibe um marco histórico nesta edição: as empresas da região estão próximas de cruzar o limiar do primeiro trilhão em vendas. Juntas, elas faturaram R$ 961,8 bilhões em 2021, 30,4% a mais do que o exercício de 2020. Os resultados das empresas sediadas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul conseguiram elevar seus indicadores de desempenho, como revela o maior ranking regional de empresas do Brasil, lançado por AMANHÃ e PwC Brasil nesta terça-feira (29) em um evento híbrido que também coroou as principais companhias da região. Clique aqui para ver como foi o evento na íntegraQuem mais faturou foi a catarinense Bunge (R$ 68,3 bilhões), que também lidera o ranking como a maior empresa do Sul pela quarta edição consecutiva. Clique aqui para conferir a tabela das 500 MAIORES, das emergentes, como também as cem maiores do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

A soma dos patrimônios das 500 alcançou no ano passado R$ 439,5 bilhões, um avanço de 11,5%. Também em 2021, o lucro líquido das 500 cresceu 23,7% para R$ 88,6 bilhões. Itaipu Binacional (R$ 8,8 bilhões), Copel (R$ 5 bilhões) e Sicredi (R$ 4,7 bilhões) figuraram entre os lucros mais vistosos. Em 2021, as companhias da região elevaram suas margens para 13,2%, ante 12% da edição anterior. O prejuízo caiu de R$ 6,2 bilhões para R$ 5 bilhões. Metade dessa cifra negativa foi puxada pela Klabin, que amargou perdas de R$ 2,5 bilhões. Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, a maré vermelha atingiu 51 empresas – duas a menos que no ranking anterior, com base em balanços de 2020.

“Essa é uma parceria histórica entre AMANHÃ e PwC Brasil que criou de forma inédita o Valor Ponderado de Grandeza, que é a soma do patrimônio, vendas e o resultado das empresas. Também revelamos as 500 emergentes, formando 1 mil companhias na lista, que dá um cenário histórico de muitas delas que estão há mais de 30 anos no ranking”, assinala Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ.

“O ranking 500 MAIORES DO SUL é um retrato da economia e do cenário corporativo da região e baseia diversas estratégias empresariais todo o ano. Em nossa análise de balanços de empresas para elaboração do ranking, pudemos perceber que há uma maior conscientização das empresas de que a transparência de informações é importante não só para os acionistas, mas também para a sociedade. O país também tem se mostrado promissor para as novatas da inovação, inclusive aquelas dedicadas ao campo, as agtechs, com praças particularmente adiantadas nesse processo”, assinala Carlos Peres, sócio e líder da PwC Brasil na região Sul.

“O método utilizado para desenvolver o ranking é exclusivo e avalia os dados das empresas de modo a demonstrar não apenas o destaque financeiro, mas apresenta informações relevantes sobre capital próprio, níveis de endividamento e faturamento. Nesta edição ficou bastante claro que a captação de recursos passa pela confiança gerada por sólidos mecanismos de governança, que representa um importante diferencial na competição por investimentos. A edição deste ano também mostra a pujança do agronegócio paranaense, catarinense e gaúcho, que tem se destacado como um vetor crucial do crescimento econômico, expandindo suas vendas e conquistando novos mercados”, detalha Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil.

A maior empresa da região é a Bunge Alimentos, de Santa Catarina, seguida por outra catarinense: a BRF

Edição 2023 do South Summit Brazil é lançada oficialmente no Sul

Evento que reúne entusiastas de tecnologia será realizado de 29 a 31 de março em Porto Alegre

A planta do South Summit 2023 foi apresentada com oito palcos, dois a mais do que na edição passada

De 29 a 31 de março do ano que vem, a capital gaúcha vai receber novamente o evento que reúne startups, empresas, investidores e entusiastas da tecnologia e da inovação, o South Summit Brazil 2023, oficialmente lançado na quarta-feira (23), no espaço Multiverso Experience do Cais Embarcadero. Em maio deste ano, Porto Alegre sediou à beira do Guaíba a primeira edição do South Summit fora da Europa. Entre as novidades, foi apresentada a planta do South Summit, composta por oito palcos, dois a mais do que na edição passada, resultando em 22 mil metros quadrados extras que receberão o ecossistema de empreendedorismo e inovação e cerca de 500 palestrantes nos armazéns do Cais Mauá. Em maio deste ano, durante três dias, cerca de 20 mil pessoas passaram pelo Cais. Além de 8.500 empresas e 3.300 startups apresentando seus negócios e 450 investidores presentes no South Summit Brazil 2022, incluindo 90 fundos (20 internacionais).

A competição de startups, um dos destaques do South Summit, está com as inscrições abertas, e os interessados em participar podem se cadastrar no site oficial do evento. O prazo para o cadastro se encerra em dezembro. Serão aceitos projetos de todo o mundo, de qualquer setor e em qualquer estágio de desenvolvimento. Na última edição do evento no Brasil, participaram mais de 1 mil startups, de 76 países. A competição é uma oportunidade para que as startups possam apresentar seu trabalho em um dos palcos principais do evento, para mais de 700 pessoas e fundos nacionais e internacionais de investidores. Mais de US$ 10 bilhões foram investidos por fundos em startups inscritas na competição nos últimos 10 anos. Para 2023, a previsão é de que mais de 100 fundos estejam presentes.

O CEO do South Summit Brazil, Thiago Ribeiro, destacou a visibilidade e as conexões que os empreendedores encontram no evento. “O South Summit Brazil é um evento global de inovação e que proporciona uma grande plataforma de conexão para os negócios locais, do Brasil e da América Latina. Também não podemos falar do evento sem lembrar do seu impacto direto na economia local, na arrecadação, na rede hoteleira e gastronômica. Neste ano, vai acontecer na semana do aniversário de Porto Alegre, um período simbólico para a capital e o estado”, disse.

Já está aberta a venda dos ingressos para o South Summit Brazil 2023. O primeiro lote ficará disponível no site do evento até 30 de novembro deste ano, com valores a partir de R$ 499, que variam de acordo com a categoria escolhida.

Evento que reúne entusiastas de tecnologia será realizado de 29 a 31 de março em Porto Alegre

Edição 2023 do South Summit Brazil é lançada oficialmente no Sul

Evento que reúne entusiastas de tecnologia será realizado de 29 a 31 de março em Porto Alegre

A planta do South Summit 2023 foi apresentada com oito palcos, dois a mais do que na edição passada

De 29 a 31 de março do ano que vem, a capital gaúcha vai receber novamente o evento que reúne startups, empresas, investidores e entusiastas da tecnologia e da inovação, o South Summit Brazil 2023, oficialmente lançado na quarta-feira (23), no espaço Multiverso Experience do Cais Embarcadero. Em maio deste ano, Porto Alegre sediou à beira do Guaíba a primeira edição do South Summit fora da Europa. Entre as novidades, foi apresentada a planta do South Summit, composta por oito palcos, dois a mais do que na edição passada, resultando em 22 mil metros quadrados extras que receberão o ecossistema de empreendedorismo e inovação e cerca de 500 palestrantes nos armazéns do Cais Mauá. Em maio deste ano, durante três dias, cerca de 20 mil pessoas passaram pelo Cais. Além de 8.500 empresas e 3.300 startups apresentando seus negócios e 450 investidores presentes no South Summit Brazil 2022, incluindo 90 fundos (20 internacionais).

A competição de startups, um dos destaques do South Summit, está com as inscrições abertas, e os interessados em participar podem se cadastrar no site oficial do evento. O prazo para o cadastro se encerra em dezembro. Serão aceitos projetos de todo o mundo, de qualquer setor e em qualquer estágio de desenvolvimento. Na última edição do evento no Brasil, participaram mais de 1 mil startups, de 76 países. A competição é uma oportunidade para que as startups possam apresentar seu trabalho em um dos palcos principais do evento, para mais de 700 pessoas e fundos nacionais e internacionais de investidores. Mais de US$ 10 bilhões foram investidos por fundos em startups inscritas na competição nos últimos 10 anos. Para 2023, a previsão é de que mais de 100 fundos estejam presentes.

O CEO do South Summit Brazil, Thiago Ribeiro, destacou a visibilidade e as conexões que os empreendedores encontram no evento. “O South Summit Brazil é um evento global de inovação e que proporciona uma grande plataforma de conexão para os negócios locais, do Brasil e da América Latina. Também não podemos falar do evento sem lembrar do seu impacto direto na economia local, na arrecadação, na rede hoteleira e gastronômica. Neste ano, vai acontecer na semana do aniversário de Porto Alegre, um período simbólico para a capital e o estado”, disse.

Já está aberta a venda dos ingressos para o South Summit Brazil 2023. O primeiro lote ficará disponível no site do evento até 30 de novembro deste ano, com valores a partir de R$ 499, que variam de acordo com a categoria escolhida.

Evento que reúne entusiastas de tecnologia será realizado de 29 a 31 de março em Porto Alegre

Brasil gera 159 mil empregos formais em outubro

Salário médio de admissão teve queda de 0,38%

No acumulado deste ano, o saldo é de 2.320.252 novos trabalhadores no mercado formal

O Brasil criou 159.454 postos de trabalho em outubro, resultado de 1.789.462 admissões e de 1.630.008 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado deste ano, o saldo é de 2.320.252 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, que divulgou as estatísticas mensais do emprego formal, o Novo Caged. O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 42.998.607 em outubro, o que representa um aumento de 0,37% em relação ao mês anterior.

No mês passado, o saldo de empregos foi positivo nos quatro dos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com 91.294 postos distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; comércio, com saldo positivo de 49.356 postos; indústria, com 14.891 novos postos, concentrados na indústria de transformação; e construção, com mais 5.348 postos de trabalho gerados. Já o setor de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura fechou 1.435 empregos formais, em razão das sazonalidades da atividade.

De acordo com o ministério, os meses de outubro geralmente não são meses de grande destaque em contratações, são meses que tem sazonalidades, meses de transição para o final do ano, de redução na indústria e aquecimento no comércio. As contratações do comércio começam a aparecer mais fortemente no mês que vem. Em todo o país, o salário médio de admissão em outubro foi de R$ 1.932. Comparado ao mês anterior, houve decréscimo real de R$ 7,28 no salário médio de admissão, uma variação negativa de 0,38%.

Todas as regiões do país tiveram saldo positivo na geração de emprego no mês passado, sendo que houve aumento de trabalho formal em 26 das 27 unidades da federação. A queda aconteceu no Amapá, com o fechamento de 499 postos, 0,65% do total do estado, afetado pela sazonalidade da extração mineral. Em termos relativos, os estados com maior variação na criação de empregos em relação ao estoque do mês anterior são Alagoas, com a abertura de 4.335 postos (1,11%); Roraima, que criou 525 vagas (0,75%); e Amazonas, com saldo positivo de 3.463 postos (0,72%).

Em termos absolutos, as unidades da federação com maior saldo no mês passado foram São Paulo, com 60.404 postos (0,46%); Rio Grande do Sul, com 13.853 vagas criadas (0,52%); e Paraná, com a geração de 10.525 postos (0,36%). Já os estados com menor saldo absoluto foram Rondônia, com 617 postos (0,24%); Roraima, com 525 novas vagas (0,75%); e Amapá, que fechou 499 colocações (-0,97%).

Com Agência Brasil

Salário médio de admissão teve queda de 0,38%

Índices de confiança do comércio e serviços caem em novembro

Pesquisa é da Fundação Getulio Vargas

Fatores políticos passaram a ser muito citados como limitadores de melhoria dos negócios nos próximos meses

Os índices de Confiança do Comércio (Icom) e de Serviços (ICS) apresentaram queda em novembro, na comparação com outubro. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o Icom recuou 10,8 pontos e chegou a 87,2 pontos, em uma escala de 0 a 200, o menor patamar desde abril deste ano (85,9 pontos). A queda da confiança atingiu empresários dos seis segmentos do comércio pesquisados pela FGV. O Índice de Situação Atual, que mede a confiança no presente, perdeu 12,6 pontos e caiu para 89,7 pontos. O Índice de Expectativas, que mede a percepção sobre o futuro, recuou 8,6 pontos e atingiu 85,2.

O ICS teve uma queda mais moderada que o Icom na passagem de outubro para novembro: -5,4 pontos. Com o resultado, o ICS chegou a 93,7 pontos, o menor nível desde março deste ano (92,2 pontos). A queda foi influenciada pela piora das avaliações das empresas sobre a situação corrente e, principalmente, das expectativas nos próximos meses. O Índice de Situação Atual caiu 3,1 pontos e foi para 96,9, enquanto o Índice de Expectativas cedeu 7,5 pontos, ficando em 90,7 pontos, menor nível desde abril de 2021 (88,7 pontos).

Segundo o economista da FGV Rodolgo Tobler, apesar do término do período eleitoral, fatores políticos passaram a ser muito citados como limitadores de melhoria dos negócios nos próximos meses, o que eleva a incerteza do cenário no curto prazo e um ambiente macroeconômico delicado em 2023.

Com Agência Brasil

Pesquisa é da Fundação Getulio Vargas

“Cérebro humano ainda é muito melhor do que computadores”, afirma especialista da OCDE

Para Stéphan Vincent-Lancrin, desenvolver habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico e criatividade é essencial para a inovação

Painel abriu o segundo dia do Radar Reinvenção, promovido pela Fiesc

Ainda que a tecnologia avance a passos largos, o cérebro humano é muito melhor do que computadores, segundo o analista sênior e vice-chefe da divisão de educação e competências da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Stéphan Vincent-Lancrin. Ele participou nesta quarta-feira (23) do painel Talentos para o Futuro, do Fórum Radar Reinvenção, promovido pela Academia Fiesc de Negócios, em Florianópolis.

Para o especialista, desenvolver habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico e criatividade é essencial para a inovação. Ele lembra que o Brasil logo se tornará membro da OCDE e possui iniciativas alinhadas aos demais países-membros. “Grandes mudanças estão ocorrendo no mercado de trabalho, como o surgimento de robôs digitais, que poderão mudar as ocupações. Indústrias estão sendo digitalizadas e uma das consequências disso é a polarização do mercado de trabalho que demanda mais pessoas altamente capacitadas”, analisa Vincent-Lancrin. Segundo ele, isso tem a ver com duas grandes mudanças: aumento das tarefas não-rotineiras e tecnologia mais intensiva. “Em termos de habilidades para o futuro, estamos falando de mais espaço para tarefas mais complexas. Uma das implicações na educação é que muitas das coisas que costumávamos ensinar se tornaram automatizadas”, observa.

Miguel Abuhab, presidente da NeoGrid, abordou as mudanças observadas na sociedade com os avanços tecnológicos. Para o executivo, a tecnologia só faz sentido quando vem eliminar ou reduzir uma restrição. “Temos de entender qual é o poder da tecnologia, qual regra de negócio era utilizada antes da tecnologia e, agora, qual regra pode ser utilizada com aquela restrição que foi eliminada? Sem essa reflexão, de nada vale a tecnologia”, salientou. Abuhab apresentou ainda o Instituto Miguel Abuhab, em Joinville, que visa ensinar a criança a pensar, superar desafios e tomar decisões por si mesma. O programa é destinado a professores da rede municipal e aplicado por voluntários do Instituto.

A diretora-presidente do Centro de Inovação para Educação Brasileira (CIEB), Lucia Dellagnelo, afirmou que talentos são “tesouros que precisamos investir e cuidar. Eles não permanecem preciosos por si mesmos, eles necessitam de cuidado e de investimento constante para que se tornem, ao invés de uma âncora, um grande potencializador do desenvolvimento e da competitividade no estado”. A pesquisadora frisou ainda que o Brasil precisa investir mais no desenvolvimento de capital humano. “O mundo já enxerga o capital humano como um tesouro da economia”, acrescentou, alertando para o fato de o Brasil estar mal posicionado nos principais rankings de competitividade.

Na mesma linha de desenvolvimento de capital humano, Vincent-Lacrin, da OCDE, lembra que “sem pessoas habilidosas e capacitadas, não acontecerá a inovação”. Para o especialista, todos podem contribuir com inovação nos diversos setores, independentemente da formação profissional. “Contribuir para soluções é o que distingue pessoas que têm capacidade de inovar. Pensamento crítico e habilidade para comunicação ampliam as oportunidades profissionais. Além disso, temos que ensinar empreendedorismo e outras habilidades que não fazem parte dos currículos atualmente”, sugere. Evandro Badin, da Junior Achievement, mediou o painel e frisou o paradoxo que existe em Santa Catarina, quando se compara a participação da indústria na geração de riquezas do estado (2° lugar) com a posição que ocupa no ranking de desenvolvimento de capital humano (24ª), de acordo com o Banco Mundial. “Trabalhamos diariamente para desenvolver e fortalecer o capital humano nas nossas organizações e na sociedade”, finalizou Badin.

Para Stéphan Vincent-Lancrin, desenvolver habilidades como pensamento crítico, raciocínio lógico e criatividade é essencial para a inovação

Juros médios cobrados pelos bancos chega a 42,2% ao ano em outubro

Endividamento das famílias ficou em 49,9% em setembro

Nas novas contratações para empresas, o custo médio do crédito atingiu 23,5% ao ano

A taxa média de juros das concessões de crédito livre teve alta de 10 pontos percentuais nos últimos 12 meses e chegou a 42,4% ao ano em outubro. No mês, o aumento foi de 1,7 ponto percentual, segundo as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central (BC). Nas novas contratações para empresas, o custo médio do crédito atingiu 23,5% ao ano, alta de 0,5 ponto percentual no mês e 4,6 pontos percentuais em 12 meses. Nas contratações com as famílias, o custo médio do crédito alcançou 56,6% ao ano, aumento de 2,6 pontos percentuais no mês e 13,4 pontos percentuais em 12 meses.

No crédito livre, os bancos têm autonomia para emprestar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros cobradas dos clientes. Já o crédito direcionado, que tem regras definidas pelo governo, é destinado basicamente aos setores habitacional, rural, de infraestrutura e ao microcrédito. No caso do crédito direcionado, a taxa para pessoas físicas ficou em 10,8% ao ano em outubro, variação positiva de 0,1 ponto percentual no mês e alta de 3,1 pontos percentuais em 12 meses. Para as empresas, a taxa subiu 0,4 ponto percentual no mês e caiu 1 ponto percentual em 12 meses, indo para 9,8% ao ano. Assim, a taxa média no crédito direcionado chegou a 10,6% ao ano, alta de 0,2 ponto percentual no mês e de 2,1 pontos percentuais em 12 meses.

A alta dos juros bancários médios ocorre em um momento em que a taxa básica de juros da economia, a Selic, está em seu maior nível desde janeiro de 2017, em 13,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Em março do ano passado, o BC iniciou um ciclo de aperto monetário, em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. A Selic é o principal instrumento usado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Em outubro, a inflação subiu 0,59%, após três meses de deflação. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,7% no ano e 6,47% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, também teve aumento de 1,17%.

A entidade avalia que a alta na Selic tem sido repassada para as taxas finais de diferentes modalidades de crédito e não descarta a possibilidade de novos aumentos caso a inflação não caia como o esperado. A elevação da taxa básica ajuda a controlar a inflação porque causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida.

Cartão de crédito
Para pessoas físicas, o destaque do mês foi para o cartão de crédito, cujas taxas tiveram alta de 5,2 pontos percentuais no mês e 30,4 pontos percentuais em 12 meses, alcançando 95% ao ano. No crédito rotativo, que é aquele tomado pelo consumidor quando paga menos que o valor integral da fatura do cartão e dura 30 dias, houve alta de 8,8 pontos percentuais em outubro e aumento de 57,3 pontos percentuais em 12 meses, indo para 399,5% ao ano. Após os 30 dias, as instituições financeiras parcelam a dívida. Nesse caso do cartão parcelado, os juros caíram 1,1 ponto percentual no mês e subiram 11,9 pontos percentuais em 12 meses, para 184,5% ao ano.

No cheque especial, o aumento foi de 1,8 ponto percentual em outubro e de 4,3 pontos percentuais em 12 meses, indo para 132,5% ao ano. Já o crédito consignado teve elevação de 2,2 pontos percentuais no mês e 7,9 pontos percentuais em 12 meses (27,6%). E os juros do crédito pessoal não consignado subiram 1,9 pontos percentuais no mês de outubro e variaram 0,1 ponto percentual para baixo em 12 meses (83,5% ao ano).

Alta das contratações
Mesmo com a manutenção dos juros em alta, em outubro, o estoque de todos os empréstimos concedidos pelos bancos do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ficou em R$ 5,2 trilhões, com aumento de 1% em relação a setembro. O resultado refletiu, a redução de 0,1% no saldo das operações de crédito pactuadas com pessoas jurídicas (R$ 2 trilhões) e o aumento de 1,8% no de pessoas físicas (R$ 3,1 trilhões). Nas comparações com iguais períodos do ano anterior, o incremento no volume de crédito evidenciou desaceleração ao passar de 16,4% em setembro para 15,8% em outubro. Por segmento de crédito, o BC observou arrefecimento tanto no crescimento interanual do volume de crédito para empresas, que passou de 11,5% para 10,4%, quanto no destinado às famílias, 20,1% para 19,7%, na mesma ordem.

O saldo do crédito correspondeu a 54,9% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços que o país produz. O crédito ampliado ao setor não financeiro, que é o crédito disponível para empresas, famílias e governos independentemente da fonte (bancário, mercado de título ou dívida externa) alcançou R$ 14,568 trilhões, crescendo 1,5% no mês e 10,8% em 12 meses.

Endividamento das famílias
De acordo com o BC, a inadimplência (considerados atrasos acima de 90 dias) tem se mantido estável há bastante tempo, com pequenas oscilações, e registrou 3% em outubro. Nas operações de crédito livre para pessoas físicas, está em 5,9% e para pessoas jurídicas em 2%. O endividamento das famílias, relação entre o saldo das dívidas e a renda acumulada em 12 meses, ficou em 49,9 em setembro, nível que reflete o aumento das concessões de empréstimos. Houve estabilidade no mês e alta de 2,4% em 12 meses. Com a exclusão do financiamento imobiliário, que pega um montante considerável da renda, ficou em 31,7% no mês de setembro.

Já o comprometimento da renda, relação entre o valor médio para pagamento das dívidas e a renda média apurada no período, ficou em 28,7% em setembro, crescimento de 1% no mês e 3,3% em 12 meses, recorde da série iniciada em janeiro de 2005. Para esses últimos dados, há uma defasagem maior do mês de divulgação, pois o Banco Central depende de dados apresentados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com Agência Brasil

Endividamento das famílias ficou em 49,9% em setembro

China entra no seleto mercado mundial de aviões de grande porte

Estatal Comac entregará em dezembro o primeiro avião C919 para a China Eastern Airlines

Por um bom tempo o avião só poderá ser vendido no próprio país e para alguns vizinhos

Notícia animadora: o Brasil começou, finalmente, a vender milho para a China, com um primeiro embarque em Santos (SP) de 68 mil toneladas, no final de novembro e, possivelmente, outros mais, totalizando (ou ultrapassando) 200 mil toneladas esse ano. Considerando preço FOB de US$ 282 a tonelada, esse primeiro embarque deverá resultar em US$ 19,2 milhões. Um trisco, perto dos US$ 5,1 bilhões que os Estados Unidos (EUA) venderam de milho para a China em 2021. Mas, sabendo-se que em 2018 foram apenas US$ 50 milhões, nada mal para o iniciante. É bem verdade que seguimos vendendo grãos e comprando produtos industrializados, mas o importante nesse momento é que conseguimos ultrapassar a barreira que sempre nos impediu de exportar milho para a China, entramos no seleto clube dos grandes exportadores desse produto, e com isso o domínio dos EUA no mercado mundial de produtos agrícolas (US$ 177 bilhões exportados para o mundo em 2021) será menor, o que significa mais oportunidades para o Brasil, principalmente na Ásia.

Maior compradora mundial de produtos agrícolas, a China também comemora a sua entrada no seleto mercado mundial de aviões de grande porte, ou melhor, no duopólio formado pela Boeing (EUA) e Airbus (Europa) com a entrega, agora em dezembro, do primeiro avião C919 da estatal Comac para a China Eastern Airlines. Para variar, com preço bem menor do que os dos dois concorrentes estrangeiros. Projeto anunciado em 2008, o “aviãozão” chinês com capacidade para até 174 passageiros e autonomia de 4 mil quilômetros (portanto, concorrente direto do AirbusA320neo e do 737 Max) passou por muitos testes, desde 2017, até a sua aprovação, no dia 29 de setembro, pela Administração de Aviação Civil da China (CAAC), decisiva para as primeiras vendas: cinco unidades para a China Eastern, com opção de compra de mais 15, e mais 800 pedidos de 30 empresas e instituições, todas chinesas. Por um bom tempo o avião só poderá ser vendido no próprio país e para alguns vizinhos, por falta do certificado necessário das agências FAA e EASA (norte-americana e europeia), para poder entrar de verdade no mercado mundial da aviação civil.

Tanta demora tem como justificativa a segurança aérea, mas é evidente que o que está em jogo são as dimensões do mercado chinês, que deverá chegar a 10 mil aeronaves na década de 2030, equivalentes a 20% do total mundial na época. Por essa razão também há pesadas pressões sobre as fornecedoras estrangeiras de partes decisivas do C919, impossibilitando a sua produção em grande escala nos próximos anos. Se soubessem jogar “mahjong”, os executivos dessas empresas adotariam outra postura com a China, porque não será tentando estrangular a produção do C919 que conseguirão impedir sua entrada no mercado mundial. A Boeing que o diga: em 2021 entregou apenas três aviões para a China, em 2022 somente uma aeronave, e, em julho, perdeu para a Airbus uma encomenda de 292 aviões, comprados pela Air China, China Eastern, China Southern e Shenzhen Airlines. Uma decisão política, muito mais que comercial. Afinal de contas, o governo Trump exigiu que a China comprasse mais produtos agropecuários dos EUA, e ela fez isso, passando de US$ 9,2 bilhões, em 2018, para US$ 33 bilhões em 2021. Mais produtos agropecuários, menos aviões da Boeing.

Estatal Comac entregará em dezembro o primeiro avião C919 para a China Eastern Airlines

Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 5,91%

Previsão para o PIB também variou para 2,81% em 2022

Em outubro, a inflação subiu 0,59%, após três meses de deflação

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 5,88% para 5,91% para este ano. A estimativa consta do Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

A previsão para 2022 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional, a meta é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2% e o superior de 5%. Em outubro, a inflação subiu 0,59%, após três meses de deflação. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,7% no ano e 6,47% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para novembro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), que é a prévia da inflação, também teve aumento de 1,17%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar. Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano nos mesmos 13,75%. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano também variou, de 2,8% para 2,81%. A expectativa para a cotação do dólar está em R$ 5,27 para o final deste ano.

Com Agência Brasil

Previsão para o PIB também variou para 2,81% em 2022