Archives Novembro 2022

Klabin obtém o melhor resultado de sua história

Ebitda chegou a R$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre do ano

Com evolução em todas as linhas de negócio, a receita líquida atingiu R$ 5,4 bilhões

A Klabin registrou o melhor resultado de sua história para um trimestre. O Ebitda ajustado (lucro antes dos juros, impostos, taxas, depreciação e amortização) atingiu R$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre de 2022, o que representa um aumento de 20% em relação ao terceiro trimestre de 2021, um novo recorde no indicador para a companhia (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). O volume de vendas no terceiro trimestre de 2022 foi de mais de 1 milhão de toneladas, crescimento de 4% na comparação com o mesmo período de 2021, o resultado está relacionado à estratégica diversificação de produtos e mercados, aliada ao sólido desempenho operacional. O volume do negócio de papéis, que registrou crescimento de 15% no comparativo anual, foi beneficiado pelo volume adicional de Eukaliner® produzido pela MP27 (primeira fase do Projeto Puma II).

A receita líquida da Companhia atingiu R$ 5,4 bilhões entre julho e setembro, representando um aumento de 26% em relação ao mesmo período de 2021. O resultado é consequência do maior volume nas vendas e dos reajustes de preços realizados ao longo dos últimos trimestres em todas as unidades de negócios, como também do efeito positivo do câmbio no período. O ROIC (Retorno sobre o Capital Investido) dos últimos 12 meses alcançou 19,3%, reforçando a capacidade da Klabin de aliar crescimento e geração de valor aos acionistas nas mais diversas conjunturas. Os resultados recordes alcançados no terceiro trimestre de 2022 consolidam o sucesso do modelo de negócios integrado, diversificado e flexível da Companhia, e reforçam a confiança em sua trajetória de expansão, implementada de forma consistente ao longo dos últimos anos.

No terceiro trimestre, a Klabin investiu R$ 1,6 bilhão em suas operações e em projetos de expansão. Deste montante, R$ 328 milhões foram destinados às operações florestais e R$ 162 milhões foram empregados na continuidade operacional das fábricas. Os investimentos em projetos especiais e expansões no período alcançaram R$ 267 milhões, dando continuidade aos projetos anunciados em junho de 2021, à construção do terminal portuário no Porto em Paranaguá, ao Projeto Horizonte e ao Projeto Figueira. O desembolso total com o Projeto Puma II alcançou R$ 10,3 bilhões até o fim do trimestre, dos quais R$ 934 milhões foram aportados no terceiro trimestre. O avanço físico das obras de construção da segunda máquina de papel do projeto, a MP28, atingiu 65% e o startup está previsto para o segundo trimestre de 2023.

Ebitda chegou a R$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre do ano

Cartilha traz medidas de segurança para uso de celulares

Documento também traz dicas sobre descarte seguro

É recomendável bloquear o acesso ao celular ou tablet com uma senha forte

Práticos e multifuncionais, os telefones celulares e tablets conquistaram os consumidores, que passaram a usá-los para trabalhar, estudar, se divertir e para realizar uma ampla gama de atividades, como pagar contas ou simplesmente encomendar algo para comer. A comodidade, contudo, exige cuidados com a segurança dos dados pessoais armazenados nesses dispositivos móveis, já que, nas mãos de pessoas má intencionadas, tais informações podem gerar prejuízos e muita dor de cabeça.

Para orientar as pessoas sobre como proteger seus dados, o Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) disponibilizou, esta semana, em seu site, uma publicação com dicas práticas e sugestões quanto ao que se deve levar em conta na hora de comprar, usar, revender ou descartar os dispositivos móveis usados. Gratuito, o fascículo Celulares e Tablets recomenda que os usuários atualizem periodicamente os sistemas operacionais e programas instalados nos aparelhos móveis e que só baixem aplicativos de lojas oficiais. Além disso, é recomendável bloquear o acesso ao celular ou tablet com uma senha forte; evitar fazer transações financeiras ou acessar aplicativos de seu banco usando redes Wi-Fi pública.

Também não é recomendável abrir códigos QR de fontes não confiáveis ou clicar sobre qualquer link, mesmo que este tenha sido enviado por alguém conhecido. Ao se desfazer de um aparelho usado, o proprietário deve verificar se apagou do dispositivo todos os seus dados pessoais, incluindo senhas de acesso automático eventualmente salvas na memória do dispositivo. O fascículo se soma a outras publicações sobre segurança na internet disponíveis na página do Cert.br, como a que trata especificamente do que fazer para evitar maiores prejuízos em caso de furto, roubo ou extravio de celulares, lançada em meados de setembro.

Vinculado ao Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Cert.br também oferece, na internet, vídeos curtos com instruções adicionais sobre segurança e boas práticas no ambiente digital.

Com Agência Brasil

Documento também traz dicas sobre descarte seguro

O futuro repetirá o passado?

Marcas e mascotes são desaposentados

A questão é: em um tempo no qual novidades surgem a todo o momento, vale a pena relançar uma marca?

Mesbla, Telefunken, Gessy e, agora, Lek Trek, mascote da Sadia, voltaram ao mercado depois de longo período de aposentadoria. A primeira, como marketplace digital. A segunda, como fabricante de diversos eletrodomésticos e eletrônicos, exceto os icônicos televisores. A terceira, com o bom e velho sabonete em barra. E o último, ilustrando campanhas publicitárias na Copa do Mundo e no Natal (saiba mais aqui, aqui e também aqui).

A questão é: em um tempo no qual novidades surgem a todo o momento, vale a pena relançar uma marca?

Em tese, sim. E o motivo está na memória do consumidor.

Nossa capacidade de lembrar e reconhecer nomes e identidades visuais é relativamente limitada. E como esse é um pré-requisito importante para definir uma compra, todo atalho é bem-vindo. Recorrer à memória remota do consumidor é um deles.

Claro que, quanto mais tempo entre a desativação de uma marca e sua reabilitação, mais difícil é contar com a lembrança dos consumidores. E mais provável que uma nova geração de shoppers simplesmente a desconheça, tratando-a como novidade.

As matérias sobre Mesbla e Telefunken não citam índices de recall, mas a Gessy revela que, em pesquisa, 30% dos entrevistados lembrou-se dela. Nenhuma marca nova nasceria com tamanha vantagem competitiva.

Outro aspecto importante é a marca retornar para a mesma categoria de produtos no qual se tornou conhecida. É o caso da Gessy, certamente.

É quase o caso da Telefunken, que a despeito de não produzir TVs, conserva-se na linha marrom – sinceramente, não me recordo de vê-la na linha branca.

Mas será o caso da Mesbla, que sumiu do mercado numa época em que nem se falava em internet?

No comércio online, marcas são menos importantes do que uma boa posição nos rankings de buscas, sortimento variado de produtos, preço competitivo e prazo de entrega. Por isso, não sei se o investimento para ressuscitá-la foi uma boa decisão.

De todo modo, fica a lição: marcas devem ser tiradas de circulação de maneira digna e silenciosa. Por mais que em dado momento não sejam merecedoras de atenção ou detentoras de prestígio, são ativos intangíveis aos quais se poderá recorrer no futuro.

Marcas e mascotes são desaposentados

BC norte-americano eleva juros em 0,75 ponto percentual

Este foi o quarto aumento consecutivo feito pelo Federal Reserve

Os membros do Fed afirmam que enxergam que os aumentos contínuos da taxa de juros tendem a ser suficientes para retomar a inflação ao nível de 2% ao ano ao longo do tempo

O Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano, anunciou nesta quarta-feira (2) que decidiu elevar a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4%, em linha com aquilo que era esperado pelo mercado. Este foi o quarto aumento consecutivo desta magnitude e a quinta alta implementada no ano.

“Os ganhos de emprego foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação permanece elevada, refletindo desequilíbrios de oferta e demanda relacionados à pandemia, preços mais altos de alimentos e energia e pressões mais amplas sobre os preços”, relatam os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês).

“A guerra da Rússia contra a Ucrânia está causando enormes dificuldades humanas e econômicas. A guerra e os eventos relacionados estão criando uma pressão ascendente adicional sobre a inflação e estão pesando sobre a atividade econômica global. O Comitê está altamente atento aos riscos inflacionários”, completam.

Os membros do Fed também afirmam que enxergam que os aumentos contínuos da taxa de juros tendem a ser suficientes para retomar a inflação ao nível de 2% ao ano ao longo do tempo e que levarão em consideração o aperto acumulativo e os atrasos que a política monetária tende a ter na atividade econômica e na inflação. O colegiado declarou que continuará a monitorar de perto os dados macroeconômicos do país, pois estão “altamente atentos aos riscos de inflação”.

Este foi o quarto aumento consecutivo feito pelo Federal Reserve

Aumento de gastos públicos pode elevar expectativa de inflação

Previsão de inflação para 2023 é de 4,8%, acima do teto da meta

Essa foi a segunda vez seguida em que o BC não mexe na Selic, que permanece nesse nível desde agosto

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), alertou que o aumento dos gastos públicos e a incerteza sobre as contas em 2023 podem elevar as expectativas de inflação e informou que retomará o ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, caso o processo de desinflação não transcorra como esperado. Em reunião na semana passada, diante da queda da inflação dos últimos meses, o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano.

“O Comitê avalia que o aumento de gastos de forma permanente e a incerteza sobre sua trajetória a partir do próximo ano podem elevar os prêmios de risco do país e as expectativas de inflação à medida que pressionem a demanda agregada e piorem as expectativas sobre a trajetória fiscal. O Comitê reitera que há vários canais pelos quais a política fiscal pode afetar a inflação, incluindo seu efeito sobre a atividade, preços de ativos, grau de incerteza na economia e expectativas de inflação”, revela a ata da última reunião do Copom.

Ao optar pela manutenção da taxa de juros, o colegiado reforçou a necessidade de avaliação, ao longo do tempo, dos impactos acumulados “do intenso e tempestivo ciclo de política monetária já empreendido”. A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a segunda vez seguida em que o BC não mexe na taxa, que permanece nesse nível desde agosto. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis.

“O Comitê reforça que irá perseverar até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas. O Comitê enfatiza que não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”, esclarece a ata. Para o Copom, já são perceptíveis os impactos do aumento dos juros nos dados de crédito e atividade econômica. “Nota-se um impacto nos dados recentes referentes tanto à composição das concessões de crédito para as famílias quanto ao aumento moderado da inadimplência, em parte associados a uma dinâmica na renda real disponível que sugere retração”, avaliam os membros do Copom.

Ainda assim, para o colegiado, a inflação ao consumidor segue elevada, apesar da queda recente e dos efeitos do corte de impostos em itens como combustíveis e energia elétrica. “As divulgações recentes foram fortemente influenciadas pela redução de preços administrados, em função tanto da queda de impostos quanto, em menor medida, das quedas dos preços internacionais de combustíveis. Além disso, itens relacionados a bens industriais, refletindo a queda mais intensa dos preços ao produtor e a distensão das pressões nas cadeias globais de valor, também apresentaram desaceleração. No entanto, os componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, que apresentam maior inércia inflacionária, mantêm-se acima do intervalo compatível com o cumprimento da meta para a inflação”, esclarece a ata do Copom.

Inflação
A taxa Selic é o principal instrumento usado pelo Banco Central para alcançar a meta de inflação. A elevação da Selic, que serve de referência para as demais taxas de juros no país, ajuda a controlar a inflação, porque a taxa causa reflexos nos preços, já que juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança, contendo a demanda aquecida. Em setembro, houve deflação de 0,29%, o terceiro mês seguido de queda no indicador. Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,09% no ano e 7,17% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para decidir sobre a manutenção da Selic, o colegiado estabeleceu um cenário básico para a inflação, com as projeções em 5,8% para 2022, 4,8% para 2023 e 2,9% para 2024. As estimativas para a inflação de preços administrados são de deflação de 3,9% para 2022, e altas de 9,4% para 2023 e de 3,8% para 2024.

O Copom adotou uma hipótese de bandeira tarifária “verde” em dezembro de 2022 e “amarela” em dezembro de 2023 e de 2024, além de taxa de câmbio partindo de US$ 5,25 e preço do petróleo seguindo a curva de alta pelos próximos seis meses e aumentando 2% ao ano posteriormente. A previsão para 2022 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2% e o superior de 5%.

Nota-se ainda que o BC elevou a projeção de inflação para 2023 (de 4,6% para 4,8%) em relação à reunião do Copom de setembro. Assim, a entidade também já considera o estouro do teto da meta no próximo ano. Para 2023 e 2024, as metas fixadas são de 3,25% e 3%, respectivamente, também com os intervalos de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, para 2023 os limites são 1,75% e 4,75%.

Conjuntura econômica
Para o BC, o cenário básico para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. Entre os riscos de alta figura uma maior persistência das pressões inflacionárias globais. Além disso, há a incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e estímulos fiscais adicionais. Entre os riscos de baixa, o Copom destaca uma queda adicional dos preços das commodities [produtos primários] internacionais em moeda local, uma desaceleração da atividade econômica global mais acentuada do que a projetada e a manutenção dos cortes de impostos projetados para serem revertidos em 2023.

Para o Banco Central, no âmbito doméstico, o conjunto de indicadores econômicos continua sinalizando crescimento na margem, ainda que em ritmo mais moderado, e o mercado de trabalho segue se recuperando, mas em menor ritmo do que nos meses anteriores. “Os dados de atividade, que contribuem para a avaliação do grau de ociosidade, indicam um ritmo de crescimento mais moderado na margem. Por um lado, o ímpeto da reabertura da economia no setor de serviços e os estímulos fiscais ainda impulsionam o crescimento do consumo, embora esses impulsos devam arrefecer. Por outro, o impacto da política monetária e suas defasagens aponta para uma redução do ritmo da atividade econômica, que tende a se acentuar nos próximos trimestres”, detalha a ata.

No cenário internacional, o Copom avalia que o “compromisso e a determinação dos bancos centrais em reduzir as pressões inflacionárias e ancorar as expectativas elevam o risco de uma desaceleração global mais pronunciada”. “Houve um ajuste na extensão e na velocidade do ciclo de aperto de política monetária em alguns países avançados, o que provocou um novo aperto de condições financeiras”, destaca o documento. “O aperto das condições financeiras nas principais economias, a continuidade da guerra na Ucrânia, com suas consequências sobre o fornecimento de energia para a Europa, e a manutenção da política de combate à Covid-19 na China reforçam uma perspectiva de desaceleração do crescimento global nos próximos trimestres”, finaliza a ata do Copom.

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Com Agência Brasil

Previsão de inflação para 2023 é de 4,8%, acima do teto da meta

Média de financiamentos de veículos por dia útil atinge maior patamar

Retomada geral, entretanto, ainda depende da redução das taxas de juros

“Os números estão melhorando, como vimos em agosto, período com o maior volume de veículos financiados no ano, com 492 mil unidades e crescimento em todos os segmentos”, observa Cescato

Mesmo com mais uma queda no total de veículos financiados, setembro foi o mês do maior patamar do ano em termos de média de financiamentos por dia útil, com 22,4 mil veículos financiados. No geral, as vendas financiadas de veículos no mês passado somaram 471 mil unidades, entre novos e usados, de acordo com dados da B3. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa queda de 4,3% em relação a agosto, e de 5,7% na comparação com setembro de 2021.

No segmento de autos leves, a queda foi de 5,1% em relação ao mês anterior. Comparado com setembro de 2021, o número de financiamentos de autos leves caiu 9,4%. Já o financiamento de veículos pesados teve um recuo de 2,4% na comparação com agosto e queda de 5,9%, considerando o mesmo período do ano passado. O segmento de motos registrou uma retração de 2,1% no número de financiamentos em relação a agosto, com 102 mil unidades. Entretanto, na comparação com setembro de 2021, houve crescimento de 8,7%.

“Os números estão melhorando, como vimos em agosto, período com o maior volume de veículos financiados no ano, com 492 mil unidades e crescimento em todos os segmentos. Entretanto, a economia do país ainda está morna e as taxas de juros encarecem o crédito, o que justifica essa queda constante e a demora numa retomada mais expressiva”, explica Marcelo Ciscato, diretor da Alias Tecnologia, fornecedora de soluções tecnológicas para empresas públicas e privadas que atuam no segmento financeiro e de financiamento de veículos.

No acumulado de janeiro a setembro, as vendas financiadas de veículos somaram 4 milhões de unidades. O número representa queda de 9,7% em relação ao mesmo período de 2021, o que equivale a cerca de 400 mil unidades a menos. No mercado desde 2005, a Alias é uma empresa de tecnologia que fornece soluções para agilizar processos eletrônicos de empresas públicas e privadas que atuam no segmento bancário e de financiamento de veículos. O carro-chefe da empresa é o E-Registro, que atende 225 bancos, financeiras e cooperativas de crédito de grande, médio e pequeno porte. Atualmente, o E-Registro está presente em 11 estados: no Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Maranhão, Paraíba, Amapá e Acre.

Retomada geral, entretanto, ainda depende da redução das taxas de juros

Produção industrial cai 0,7% em setembro

O setor encontra-se 2,4% abaixo do patamar pré-pandemia

Indústria de produtos alimentícios puxou a queda com a maior influência negativa em setembro

A produção industrial recuou 0,7% na passagem de agosto para setembro, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando queda de 1,4% no período, com redução em 21 dos 26 ramos industriais pesquisados. Com esses resultados, o setor encontra-se 2,4% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 18,7% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Em relação a setembro de 2021, a indústria assinalou avanço de 0,4%. No índice acumulado no ano (janeiro-setembro de 2022), houve queda de 1,1% e, nos últimos 12 meses, de 2,3%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE.

“Podemos dizer que há uma redução no ritmo da produção industrial. Isso fica bem evidenciado não apenas nesses dois meses de queda em sequência, mas também na maior frequência de taxas negativas nos últimos quatro meses, com três variações negativas. Com esses últimos resultados e um perfil bem disseminado de recuo na produção em setembro de 2022, entendemos que houve perda no ritmo da produção nos últimos meses”, analisa o gerente da pesquisa, André Macedo.

A maior influência negativa entre as atividades foi da indústria de produtos alimentícios (-2,9%), seguida por metalurgia (-7,6%) e coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,6%). “Produtos alimentícios apresentam dois meses consecutivos com queda na produção, totalizando um recuo de 6,1%. Porém, destaco que nos três meses anteriores a esses dois recuos, essa atividade havia apresentado crescimento de 6,7% de forma acumulada. Produtos derivados de soja, açúcar e carnes de aves são itens importantes no entendimento dessa queda no setor alimentício em setembro”, comenta o pesquisador.

Já o setor de metalurgia assinalou em setembro de 2022 a queda mais intensa desde janeiro de 2021 (-9,9%) nesse tipo de comparação. “Mas é importante lembrar que esse segmento industrial vem de dois meses com resultados positivos, acumulando 2,4% nesse período. O setor de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis acumula redução de 6,9% em dois meses seguidos de perda e foi pressionado, nesse mês, pelos derivados do petróleo e álcool”, explica Macedo.

“Esse perfil disseminado de queda na produção, com apenas 5 setores avançando seu ritmo produtivo, não era observado desde janeiro de 2022, quando apenas 4 segmentos industriais mostraram crescimento. Entre as atividades que crescem, o setor extrativo (1,8%) é o de maior impacto positivo, com destaque para os avanços na extração dos óleos brutos de petróleo, gás natural e os minérios de ferro. Entre as grandes categorias econômicas, todas mostraram recuo na produção em setembro”, esclarece o gerente da pesquisa.

O setor encontra-se 2,4% abaixo do patamar pré-pandemia

Preços de venda de gás natural têm redução a partir desta terça

Queda média é de 5%

A Petrobras destacou que o preço final do gás natural ao consumidor não é definido somente pelo preço de venda da companhia

Os preços atualizados de venda de gás natural, transportado e distribuído por dutos terão – redução média de 5% em reais por metro cúbico, com relação ao trimestre entre agosto e outubro, conforme determinam os contratos acordados pela Petrobras com as distribuidoras. Segundo a companhia, eles “preveem atualizações trimestrais e vinculam a variação do preço do gás às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio”. As novas tarifas serão aplicadas nesta terça-feira (1).

Durante o trimestre, de acordo com a empresa, o petróleo teve queda de 11,5%, além da depreciação de 6,5% no câmbio, o que significa que “a quantia em reais para se converter em um dólar aumentou 6,5%”. A Petrobras destacou que o preço final do gás natural ao consumidor não é definido somente pelo preço de venda da companhia, as margens das distribuidoras e, no caso do gás natural veicular (GNV), dos postos de revenda entram nas contas, como também os tributos federais e estaduais.

Tarifas
A companhia ressaltou ainda que as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas. “Importante informar que a atualização anunciada para 1/11/22 não se refere ao preço do GLP (gás de cozinha), envasado em botijões ou vendido a granel”, observou a Petrobras.

Como estabelecido nos contratos acertados, os preços atualizados vão valer até 31 de janeiro de 2023. “A atualização trimestral do preço do gás natural e anual para o transporte do produto permite atenuar volatilidades momentâneas e aliviar, no preço final, o impacto de oscilações bruscas e pontuais no mercado externo, assegurando, desta forma, previsibilidade e transparência aos clientes”, informou a empresa, acrescentando que os contratos são públicos e divulgados no site da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com Agência Brasil

Queda média é de 5%

Kepler Weber registra receita de R$ 515 milhões

Companhia também destaca avanço de rentabilidade no terceiro trimestre

As ações da companhia em setembro registraram valorização de 72% em comparação com dezembro de 2021

A Kepler Weber fechou o terceiro trimestre com receita de R$ 515,8 milhões e lucro líquido de R$ 115,6 milhões. Segundo o balanço divulgado ao mercado, a receita avançou 56,1% ante o mesmo trimestre de 2021 e foi 43,2% maior que o segundo trimestre deste ano, quando a companhia reportou receita líquida de R$ 360,1 milhões. Já o lucro líquido saltou 181,3% neste trimestre em comparação com julho, agosto e setembro do ano passado, quando registrou R$ 41,1 milhões.

No balanço, a Kepler Weber também destaca a evolução do ROIC (da sigla em inglês para Retorno do Capital Investido) em 51,3 pontos percentuais, atingindo 107,5%. As ações da companhia em setembro registraram valorização de 72% em comparação com dezembro de 2021, resultado melhor que o índice Ibovespa (5%) e que o índice das Small Caps (-9%).

Pós-colheita, principal área de negócio da companhia, cresceu 57,5% em receita no terceiro trimestre deste ano, atingindo R$ 387,2 milhões, ante os R$ 245,9 milhões de igual período do ano passado. Na comparação com o segundo trimestre, o crescimento foi de 75,6%, quando a empresa havia registrado R$ 220,6 milhões em receita. A Kepler Weber destaca que os resultados são reflexo de uma conjunção de fatores, como uma carteira “robusta” de clientes, o bom momento do agronegócio, a valorização de commodities – que permite manter o produtor capitalizado, além de ações estratégicas de vendas. A empresa destaca também o crescimento da “rentabilidade em todas as regiões agrícolas do Brasil, principalmente nos cerrados, onde tivemos crescimento expressivo de vendas em estados como Goiás, Mato Grosso, Piauí, Tocantins e Maranhão”, diz o balanço, que traz ainda a confirmação de vendas de projetos que totalizam R$ 93,8 milhões no trimestre.

A área de portos e terminais atingiu receita de R$ 13,7 milhões no terceiro trimestre, ante R$ 1 milhão registrado em igual período do ano passado. O crescimento de 1326,5% se deve a um perfil desta unidade de negócio, “caracterizado por projetos de ticket elevado e ciclo comercial prolongado, podendo gerar grandes variações de faturamento”, explica o balanço. O resultado do trimestre decorre da entrega de um projeto no terminal de Santos, Litoral de São Paulo, modernização de equipamentos alinhados com ESG e de um projeto novo no Terminal de Paranaguá, no Paraná. Ao longo do ano, a área de negócio soma R$ 73,5 milhões em novas vendas, com previsão de faturamento para o primeiro semestre de 2023.

Agroindústrias, segmento criado este ano, registrou R$ 10,5 milhões em receita no trimestre, redução de 77,8% na comparação com o trimestre anterior, quando a empresa atingiu R$ 47,5 milhões. Assim como portos e terminais, essa unidade de negócio também apresenta variações entre trimestres devido a magnitude dos projetos e a ciclos comerciais maiores. No acumulado do ano, a área soma R$ 152 milhões em receita.

Companhia também destaca avanço de rentabilidade no terceiro trimestre

Mutirão nacional de negociação de dívidas começa hoje

BC, Procon e vários órgãos promovem ação conjunta

Podem participar do mutirão pessoas físicas com débitos em atraso com bancos e demais tipos de instituições financeiras, desde que a dívida não esteja atrelada a bens dados em garantia

Ao longo de todo este mês, pessoas endividadas terão a oportunidade de limpar o nome. De hoje (1º) até o dia 30, ocorre o segundo mutirão nacional de negociação de dívidas e orientação financeira deste ano. Ação conjunta do Banco Central (BC), da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e dos Procons de todo o país, o mutirão oferece oportunidade de renegociação de dívidas com desconto e parcelamentos que caibam no bolso.

Podem participar do mutirão pessoas físicas com débitos em atraso com bancos e demais tipos de instituições financeiras, desde que a dívida não esteja atrelada a bens dados em garantia. As negociações podem ser pedidas por meio da plataforma Consumidor.gov.br ou pelos canais diretos das instituições participantes, disponíveis na página do mutirão.

No site do mutirão, o interessado também terá acesso ao link do Registrato, sistema do Banco Central que informa todos os relacionamentos do cidadão com o sistema financeiro. A página permite a consultas sobre informações de dívidas com bancos e órgãos públicos, cheques devolvidos, contas, chaves Pix e operações de câmbio. A página da ação conjunta também dará acesso à plataforma de educação financeira Meu Bolso em Dia, da Febraban.

Neste ano, o mutirão alertará os cidadãos sobre o superendividamento e a possibilidade de pedir renegociação, conforme previsto na Lei 14.181/21. Pela lei, os cidadãos superendividados têm direito a renegociar o valor global do débito, simultaneamente com todos os credores. Segundo o BC, isso permite acordos mais vantajosos do que negociar uma dívida com cada banco. O BC orienta as pessoas com suspeita de superendividamento a não renegociar os débitos pelo mutirão. Segundo o órgão, as pessoas devem buscar ajuda especializada nos órgãos de proteção e defesa do consumidor, cujos links estão disponíveis na página da ação conjunta.

No último mutirão, realizado em março, foram negociados 1,7 milhão de contratos em atraso durante 25 dias. De acordo com o BC, o endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) alcançou 52,9% da renda familiar disponível em agosto. Definido como o valor atual da dívida e os rendimentos em 12 meses, o indicador caiu 0,4 ponto percentual em relação ao mês anterior, mas subiu 3,5 pontos no acumulado em 12 meses.

O comprometimento de renda, que equivale às parcelas mensais divididas pela renda mensal da família, atingiu 29,4% em agosto, no maior nível desde o início da série, em 2005. O indicador subiu 0,8 ponto percentual na comparação com julho e de 3,9 pontos em 12 meses.

Com Agência Brasil

BC, Procon e vários órgãos promovem ação conjunta