Archives Novembro 2022

Google vai encerrar suporte do Chrome para Windows 7 e 8.1 no início de 2023

Os usuários do Google Chrome que executam o navegador em dispositivos Windows 7 ou Windows 8.1 em breve ficarão sem atualizações do navegador da Web.

O Google anunciou que seu suporte para ambos os sistemas operacionais terminará no início de 2023.

O Windows 7 está atualmente em seu terceiro ano de suporte estendido da Microsoft. O último ano de suporte terminará em 10 de janeiro de 2023. Da mesma forma, o suporte ao Windows 8.1 terminará no mesmo dia de 2023.

Com o fim do suporte oficial da Microsoft, o Google decidiu abandonar o suporte para ambos os sistemas operacionais no Chrome.

A empresa planeja encerrar oficialmente o suporte quando o Google Chrome versão 110 for lançado em 7 de fevereiro de 2023. Segundo o Google, versões futuras do Chrome não serão mais lançadas para Windows 7 e 8.1.

Resta saber se a empresa planeja bloquear instalações do Chrome ou atualizações manuais em sistemas sem suporte.

Os usuários do Chrome podem continuar usando as versões mais recentes lançadas antes do fim do suporte. Geralmente, não é recomendado fazer isso, pois podem conter bugs e problemas de segurança que o Google resolve no Chrome apenas para sistemas operacionais compatíveis.

Os usuários do Google Chrome que executam o navegador em dispositivos Windows 7 ou Windows 8.1 em breve…

Vídeo do lançamento do livro 100 Marcas do Rio Grande vol. Il

Assista a cobertura completa do evento que reuniu grandes lideranças gaúchas 

Evento de lançamento do livro 100 Marcas do Rio Grande vol. II, aconteceu em outubro no Centro de Eventos da FIERGS-RS. Na ocasião lideranças de todas as empresas registradas no livro comparecerão para assinar a publicação e realizar network, reforçando o slogan de AMANHÃ, que tem como propósito conectar líderes. 

Assista a cobertura completa do evento que reuniu grandes lideranças gaúchas 

Curitiba pode atrair polo de franquias com redução de imposto

O Sul representa hoje o segundo maior mercado de franquias do país

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul representam 23% do total movimentado pelo setor de franquias no Brasil

O prefeito Rafael Greca recebeu, nesta sexta-feira (4), o diretor internacional da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Natan Baril, que veio agradecer o município pela redução da alíquota de ISS para o setor de franquias. As alterações estão na lei complementar 134/2022, que foi sancionada pelo prefeito Rafael Greca e publicada no dia 24 de outubro, após o projeto ter sido aprovado na Câmara Municipal de Curitiba (CMC). A alíquota de ISS foi reduzida de 5% para 2%. A previsão é que, com a redução da alíquota e o aumento de negócios no setor, ocorra uma elevação de arrecadação da ordem de R$ 1,5 milhão ao ano.

“Diminuímos a alíquota de ISS em Curitiba para que as empresas de franquias não tenham que ir para outros municípios em busca de vantagens tributárias. Queremos que essas empresas venham para Curitiba, movimentem a economia e gerem empregos”, comentou Greca. O prefeito estava acompanhado pelos secretários de planejamento, finanças e orçamento, Cristiano Hotz, e do governo municipal, Luiz Fernando Jamur, e da presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Cris Alessi.

Para Natal Baril, essa redução vai fazer com que grandes franqueados venham para a cidade. “Existem muitas oportunidades de negócios e a capital do Paraná vai atrair mais empresas”, projeta Baril. A capital tem 66 empresas franqueadas, 33% do total do estado. “O Sul representa hoje o segundo maior mercado de franquias do País, atrás apenas de São Paulo e representando 23% do total movimentado pelo setor”, acrescentou.

Cris Alessi ressaltou a importância da atuação do setor empresarial em parceria com o poder público. “Curitiba, por meio dos seus projetos de inovação, dentro do âmbito do Vale do Pinhão, exerce um papel fundamental em indicar oportunidades e áreas para instalação de empresas, além de prestar assessoria para que esses negócios prosperem”, afirmou.

O Sul representa hoje o segundo maior mercado de franquias do país

Plano de modernização industrial da China levará mais tempo

Será realmente difícil chegar lá em 2025 por causa dos impactos negativos dos três anos de pandemia que afetaram bastante o setor industrial chinês, mas isso não impedirá o país de continuar na direção planejada

Tanta robótica instalada aumentou no ritmo de quase tudo o que o país decide fazer – aos saltos: de 69 mil em 2015 para 156 mil em 2017

Lustrosas bolas de cristal estão em febril atividade no mundo inteiro, em “think tanks”, entidades empresariais, governos, universidades, na maioria das empresas que trabalham com a China, e em toda a mídia especializada, tentando descobrir os cenários possíveis para a China nos próximos anos, e as tendências nos diversos segmentos da economia, a partir das definições do Partido Comunista (PC) chinês, em seu 20º Congresso quinquenal, realizado entre 16 a 20 de outubro.

Decifrar o longo relatório (69 páginas) apresentado pelo presidente Xi Jinping na abertura do evento, dia 16, com as realizações do período que se finda e as propostas para o próximo, é uma árdua missão, até para quem está acostumado a pesquisar significados nas entrelinhas de discursos de dirigentes chineses, e a captar as nuances de acordo com o que se sabe do ambiente político no país – dificultadas sempre por traduções literais do mandarim para o inglês ou o português.

Coincidem as definições estratégicas do PC chinês e o terceiro mandato do presidente Xi Jinping com as eleições no Brasil, e a reiterada disposição do presidente eleito de reindustrializar o país e de melhorar as relações políticas e comerciais com a China. Portanto, cabe agora saber como se darão essas duas mudanças substanciais, já que a China está a léguas de distância do Brasil em questões decisivas, a começar pela malha ferroviária (cinco vezes maior; somente as linhas de alta velocidade já superam a extensão total da brasileira), e culminando no emblemático projeto de modernização industrial “Made in China”, o primeiro degrau significativo do Plano de Ciência, Tecnologia e Inovação, aprovado em 2015, e em vigor até 2050 (coincidindo com os 100 anos da fundação da República Popular da China). A intenção, anunciada há sete anos, era a de acabarem com o “feito na China, por empresas estrangeiras”, para o novo patamar “fabricado por empresas chinesas”.

Será realmente difícil conseguirem chegar lá em 2025 por causa dos impactos negativos dos três anos de pandemia que afetaram bastante o setor industrial chinês, reduzindo a velocidade dos avanços. Mas não a impediram de continuar na direção planejada, conforme comprova o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), publicado em setembro de 2022: a China mantém sua condição de maior exportadora do mundo da indústria da transformação, com 18,4% de participação, seguida de longe pela Alemanha (8,6%) e Estados Unidos – EUA (8,1%), e muito à frente do Japão (3,9%), Hong Kong (3,6%), Países Baixos (3,4%), Itália (3,2%), Coreia do Sul (3,1%) França (2,9%), Taiwan e México (2,4%), Reino Unido (2,2%), Cingapura, Índia e Suíça (2,1%). A soma da China, Hong Kong e Taiwan resulta em 24,5%; e é de 35,8% o total asiático de participação nas exportações mundiais da indústria.

Com a sétima maior população do mundo e o nono maior PIB, o Brasil aparece nesse ranking em 31º lugar, com 0,8% do bolo mundial. Fraco nas vendas internacionais, menos pior na produção: com 1,3% do total mundial de valor adicionado da indústria da transformação, o Brasil garantiu o 15º lugar em 2021. E a China novamente o 1º lugar, do alto dos seus 30,4% de participação, quase o dobro dos EUA (16,7%), e do Japão (7%), Alemanha (4,7%) e Índia (3,1%) somados.

Outros indicadores confirmam os avanços qualitativos da indústria chinesa, como o ranking 2022 da inovação mundial, no qual a China atingiu o 11º lugar, com 55,3 pontos (em 2012, estava em 34º, com 45,4 pontos). O Brasil, nesse ranking, figurava em 58º, em 2012, com 36,6 pontos; e em 54º, em 2022, com 32,5 pontos. Dado também revelador é o da instalação de robôs – em 2021, foram 243 mil na China (44% a mais que em 2020), metade do total instalado no mundo. Tanta robótica instalada aumentou no ritmo de quase tudo o que o país decide fazer – aos saltos: de 69 mil em 2015 (25º mais automatizado no mundo, com 49 robôs por 10 mil trabalhadores), para 97 mil em 2016, 156 mil em 2017… Dessa forma, em 2020 alcançou o 9º lugar no mundo, com 246 robôs por 10 mil empregados – em números absolutos, o país tinha em 2021 mais de um milhão de robôs em operação.

Investir tanto em automação, precisando gerar 10-12 milhões de novos empregos por ano parece enorme contradição. E não deixa de ser, olhando-se no curto prazo. Mas a médio prazo não é, pela grande redução esperada, da parcela da população chinesa em idade ativa (PIA), resultante do envelhecimento acelerado – a previsão de pessoas idosas (65 anos de idade e mais) na China é de passar dos atuais 220 milhões de habitantes para 350 milhões (25%) em 2030.

Reindustrializar o Brasil é fundamental para gerar empregos de qualidade, absorvendo a mão de obra altamente qualificada que sai todos os anos dos institutos federais e universidades. Conforme isso aconteça, o país entrará em um patamar melhor de desenvolvimento econômico. Foi assim na China nos últimos 30 anos. Quem acompanhou de perto esse período, sabe que a China passou da fase de indústrias de mão de obra intensiva (e barata), para produtos com mais tecnologia, com trabalhadores ganhando muito melhor: de 1990 para 2021, a renda per capita na China (pela paridade do poder de compra, em US$ corrente), passou de US$ 981,40 para US$ 19.338,20. Pelos mesmos critérios, a renda per capita no Brasil saiu de US$ 6.693,60 para US$ 16.056. Apesar do aumento do poder aquisitivo de quem trabalha nas indústrias chinesas, os seus produtos chegam pelo menos 30% mais baratos do que os da Coreia, Japão, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido – e isso somente é possível graças à sua lógica econômica própria, com estrutura de custos menor do que a dos países concorrentes, e à sua formidável malha ferroviária, ligando todas as cidades do país, mais dezenas de portos marítimos eficientes e gigantesca frota. 

Será realmente difícil chegar lá em 2025 por causa dos impactos negativos dos três anos de pandemia que afetaram bastante o setor industrial chinês, mas isso não impedirá o país de continuar na direção planejada

Capacidade de pagamento de famílias e microempresas piorou

Banco Central afirma, no entanto, não haver risco para estabilidade financeira

BC alerta que o cenário ainda é de renda das famílias “cada vez mais comprometida com dívidas mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado”

A capacidade de pagamento dos tomadores de crédito piorou, em especial de famílias e microempresas, mesmo diante da recuperação econômica e do aumento do emprego. A avaliação é do Banco Central (BC), em seu Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2022. No documento, a entidade alerta que o cenário ainda é de renda das famílias “cada vez mais comprometida com dívidas mais onerosas, como cartão de crédito e crédito não consignado”.

“A materialização de risco aumentou em razão de concessões mais arriscadas em trimestres anteriores. Nas microempresas, os ativos problemáticos aumentaram, a despeito do forte crescimento da carteira [de concessões de crédito]. Em relação às famílias, a materialização de risco cresceu de forma relevante em 2022 no crédito não consignado, no cartão de crédito e no financiamento de veículos”, reforça a publicação.

Segundo o BC, a estimativa da qualidade das contratações para as microempresas ao longo do primeiro semestre ficou em nível inferior à dos períodos anteriores. Para as pessoas físicas, o crédito não consignado continua crescendo mais em operações de maior risco, sem garantia ou com garantia pessoal. No que tange a veículos, ainda predomina o financiamento de usados, com prazos mais longos. “Nesse sentido, cresce a preocupação com o efeito de eventual frustração da atividade econômica sobre a materialização do risco de crédito. Diante de tal quadro, o Comef [Comitê de Estabilidade Financeira] reiteradamente tem avaliado ser importante as instituições financeiras continuarem preservando a qualidade das concessões”, diz.

Mesmo diante desse cenário, as análises do BC indicam que não há risco relevante para a estabilidade financeira e que as perdas estão sendo controladas. “Em linha com o contexto, as provisões [reserva monetária sobre riscos de crédito] aumentaram, e seu nível continua acima das perdas esperadas. A maior constituição de provisões manteve o grau de provisionamento em nível confortável para suportar as perdas esperadas com crédito”, explicou.

Rentabilidade
Apesar das maiores despesas com provisões, a rentabilidade do sistema bancário manteve-se estável no último semestre. O lucro líquido do sistema foi de R$ 138 bilhões no período de doze meses até junho de 2022, 5% superior ao registrado em 2021 e 20% acima do observado nos doze meses até junho de 2021. “Em linha com as altas da Selic [taxa básica de juros], o aumento da margem de tesouraria tem compensado a redução da margem de crédito. Por um lado, a elevação da Selic aumentou o custo de captação, reduzindo a margem de crédito; por outro, elevou a margem com tesouraria. Na parcela dos resultados não dependente dos juros, as rendas de serviço cresceram em ritmo mais lento no primeiro semestre de 2022, mas os bancos têm conseguido manter os custos sob controle mesmo em um contexto de inflação elevada”, diz o relatório.

Segundo o documento, a rentabilidade do sistema deve se manter resiliente, mas o cenário econômico marcado por condições financeiras restritivas e inflação elevada, exige atenção por parte das instituições. O BC reforçou ainda que o sistema bancário permanece com liquidez confortável para manter a estabilidade financeira e o regular funcionamento do sistema, com capacidade para absorver potenciais perdas em cenários estressados e cumprir a regulamentação. “A base de capital é sólida. A capitalização permanece confortavelmente acima dos mínimos regulamentares. A margem de capital regulatório permite expandir a oferta de crédito de forma sustentável”, completou o BC.

O crédito bancário para pessoas físicas manteve o alto ritmo de crescimento, sobretudo no crédito não consignado e no cartão de crédito. Segundo o BC, o crédito às micro, pequenas e médias empresas também seguiu crescendo forte, em especial para financiar capital de giro nas microempresas e investimento nas companhias de médio porte. Já as empresas de maior porte continuaram acessando principalmente o mercado de capitais, mas voltaram a incrementar operações com o sistema bancário. “Tal crescimento está condizente com o ritmo de crescimento do PIB nominal”, diz o BC.

Testes de estresse
Os resultados de diversas análises de risco e dos testes de estresse seguem demonstrando a resiliência da base de capital e do sistema bancário no primeiro semestre do ano. No teste de estresse, o BC simula o quanto uma situação de severa inadimplência e de corrida aos bancos impacta o cumprimento dos limites regulatórios mínimos pelas instituições financeiras e quanto a autoridade monetária precisaria aportar ao sistema financeiro. Entre esses limites está a manutenção de uma reserva em caixa para garantir que os bancos paguem todos os clientes que forem sacar dinheiro em momentos de crise. São testados também os riscos de crédito, juros, câmbio e desvalorização de imóveis.

O BC considerou dois cenários: o primeiro de queda na atividade econômica e no consumo das famílias, aumento do desemprego, queda da inflação e das taxas de juros; e o segundo, de um aumento de incerteza na economia, com deterioração fiscal, alta do câmbio, elevação da taxa de juros e pressão da inflação. “Mesmo em simulações com cenários macroeconômicos mais adversos, não haveria ocorrência de desenquadramentos relevantes. Testes realizados pelas maiores instituições financeiras corroboram a resiliência. As análises de sensibilidade também indicam boa resistência aos fatores de risco, simulados isoladamente”, informa o relatório. “O teste de estresse de liquidez indica quantidade confortável de ativos líquidos em caso de saídas de caixa em condições adversas ou choque nos parâmetros de mercado”, completa.

Riscos climáticos
Neste relatório, o BC avaliou ainda os riscos da carteira de crédito de setores que estão mais expostos a possíveis mudanças regulatórias, tecnológicas ou de comportamento em um processo de transição para uma economia de baixo carbono. Em relação ao risco climático, 8% da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional estão sensíveis ao risco dessa transição. De acordo com o relatório, esse percentual tem variado pouco ao longo do tempo e concentra-se em instituições financeiras de menor porte. Os segmentos Gado de Corte, Transporte de Cargas e Soja respondem por mais de 70% da exposição ao risco de transição.

“Simulação indica que aumentaria a parcela do crédito localizada em municípios com maior risco de estiagem. Atualmente, 16% do estoque de crédito está com tomadores que fazem uso intensivo de água, localizados em municípios com risco de seca médio ou alto. Esse percentual aumenta para 19%, considerando o cenário de secas projetado para 2030 e 2050”, explicou o BC. A região Sudeste, que concentra cerca de metade do PIB brasileiro, estaria mais exposta ao risco de seca, tanto pelo grande volume de crédito quanto pelo número de municípios vulneráveis à seca extrema nos horizontes projetados. Crédito rural para pessoas físicas e crédito ao setor de energia concentram quase metade das exposições consideradas de risco médio e alto.

Com Agência Brasil

Banco Central afirma, no entanto, não haver risco para estabilidade financeira

Venda de veículos acumula alta de 3,3% no ano

Na comparação mensal, houve crescimento de 14,8% em outubro

Houve recuo de 5,5% em outubro ante setembro

A venda de veículos automotores novos acumula alta de 3,3% de janeiro a outubro de 2022 ante o mesmo período do ano passado, aponta balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Na comparação mensal, houve crescimento de 14,8% em outubro em relação ao mesmo mês de 2021. Houve recuo, no entanto, de 5,5% em outubro ante setembro.

O presidente da Fenabrave, Andreta Jr, aponta que a retração pode ser explicada por um menor número de dias úteis em outubro (20). Em setembro foram 21 dias. “Boa parte dos segmentos teve números similares em relação ao mês anterior nas vendas diárias, o que indica que o movimento de recuperação se mantém”, declarou em nota. O volume total de veículos emplacados em outubro foi 316.819. Em setembro, esse número ultrapassou 335 mil unidades. Em outubro de 2021, foram negociados cerca de 275 mil veículos. De janeiro a outubro deste ano, a soma chega a 2.957.600. No mesmo período do ano passado, foram aproximadamente 2,8 milhões de unidades.

Segmentos
No segmento de automóveis e comerciais leves, foram emplacadas 168.474 unidades em outubro. Em setembro, foram pouco mais de 180 mil, uma queda de 6,6%. No acumulado do ano, de janeiro a outubro, esse grupo registra queda de 3,4%. Foram emplacados cerca de 1,5 milhão ante 1,6 milhão no mesmo período do ano passado. A Fenabrave também levantou o número de automóveis e comerciais leves eletrificados. Os emplacamentos desses modelos somaram 4.460 unidades em outubro. No ano, o total é de 38.704 emplacamentos. “Isso representa um resultado 43,6% maior que o acumulado no mesmo período de 2021, quando cerca de 27 mil veículos eletrificados foram emplacados”, destacou o presidente.

O grupo de ônibus e caminhões, por sua vez, teve 12.410 unidades emplacadas. No mês anterior foram mais de 13,5 mil, uma queda de 8,2%. Em relação a outubro de 2021, no entanto, o resultado é melhor, com acréscimo de 1,2% nos emplacamentos.

Com Agência Brasil

Na comparação mensal, houve crescimento de 14,8% em outubro

Grupo Marista traça compromissos para o triênio

Bolsas de estudo do básico à universidade e metas ambientais são destaque

Presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e na cidade de Goiânia, o Grupo Marista tem forte atuação nas duas áreas mais afetadas pela pandemia: saúde e educação

Acesso à educação e à saúde, gestão de resíduos, diversidade e inclusão. Esses são alguns dos compromissos eleitos pelo Grupo Marista para os próximos anos. Com mais de 12 mil colaboradores distribuídos em hospitais, editora, universidade e escolas de educação básica e sociais, o grupo tem entre suas metas garantir crescente acesso à educação por meio de bolsas de estudo. Atualmente, as instituições do grupo vêm ampliando essa concessão, a cada ano, com ofertas custeadas com recursos próprios. Em 2021, 3.596 das bolsas concedidas, ou 26%, foram acima do marco legal da filantropia, o que corresponde a R$ 47 milhões em investimento privado próprio. Ou seja, além das que estão previstas e devem ser concedidas por lei, o Grupo Marista investe também seus recursos em um número maior de bolsas de estudo.

“Nosso programa de concessão de bolsas sociais possibilita o ingresso na educação básica e no ensino superior, e dá a oportunidade para que a sociedade seja transformada por meio da educação. Acreditamos que esta é uma forma de combater a desigualdade social e levar melhoria de qualidade de vida para famílias inteiras”, comenta o superintendente do Grupo Marista, Antonio Luiz Rios. Presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e na cidade de Goiânia, o Grupo Marista tem forte atuação nas duas áreas mais afetadas pela pandemia: saúde e educação. E a segunda edição do Relatório de Sustentabilidade da instituição, que acaba de ser lançada, foi construída ao longo de todo o ano de 2021, incluindo iniciativas implementadas nos períodos mais críticos da crise sanitária. O material foi produzido pela primeira vez em conformidade com as normas da Global Reporting Initiative (GRI).

Sustentabilidade
O relatório traz um retrato das iniciativas do Grupo Marista. O aumento das fontes de energia renovável no abastecimento das unidades tem sido uma das grandes conquistas dos últimos anos. Em 2021, esse percentual chegou a 79% do consumo, superando a meta estipulada inicialmente que era de 75%. Para 2022, a expectativa é chegar a 85% de energias renováveis nos espaços da instituição. Hoje, esse fornecimento vem de fontes como o Mercado Livre de Energia (72%) e de usinas de biomassa (5%) e solar (2%). Iniciativa que também traz economia. Só devido ao Mercado Livre, o Grupo Marista economizou o equivalente ao consumo de 1.632 residências. É como se 1.699 árvores tivessem sido plantadas e 613 toneladas de CO2 deixassem de ser emitidas.

O gerenciamento de resíduos é outro desafio, principalmente por se tratar de atuação em segmentos que têm normas próprias. Com projetos inovadores, iniciativas de logística reversa têm se mostrado importantes alternativas. Em Curitiba, os hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat criaram, em plena pandemia, um projeto para reciclagem dos enxovais hospitalares. Com isso, conjuntos de roupas usados por pacientes e equipes são transformados em revestimento automotivo. As peças são armazenadas, coletadas e então desfibradas para ganharem novos usos. O projeto já fez com que 1,7 tonelada de enxovais deixasse de ser resíduos, descartados em lixo comum ou infectante, para passar a ser matéria-prima.

Garantia de direitos
Ao longo dos últimos três anos, 38.515 bolsas de estudo foram concedidas nas unidades de educação básica, ensino superior e educação técnica de nível médio do Grupo Marista. O crescimento nas concessões foi de 4% em 2021, se comparado a 2020, com quase 13.500 bolsas. A média de bolsistas em todos os níveis passa de 20% dos estudantes. Na saúde, o número de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde nos hospitais do grupo chegou a 117.330, um crescimento de 11% em comparação com 2020, além da superação dos marcos legais, previstos pelo SUS, nas unidades de atendimento. E a garantia de direitos também está presente nas ações em defesa da infância, com projetos como o Defenda-se, do Centro Marista de Defesa da Infância, que, com vídeos educativos, busca promover a autodefesa de crianças contra a violência sexual.

Compliance
Como não dá para falar em ESG sem falar de governança, o Grupo Marista tem investido em tecnologia e formação de pessoal nas áreas de compliance e gestão de riscos. A plataforma Hércules, criada internamente, realiza consultas em diversas fontes de dados, internas e externas, para auxiliar na tomada de decisões estratégicas. Em 2021, o Hércules realizou 10.454 consultas a bases externas. Além disso, com o objetivo de identificar e gerenciar potenciais riscos em relacionamentos do Grupo Marista, a plataforma apoiou a área de Riscos e Compliance em 1.814 consultas de background check, número quase cinco vezes maior do que em 2020 – garantindo relações de maior confiança com todos os stakeholders.

Bolsas de estudo do básico à universidade e metas ambientais são destaque

Grupo Marista traça compromissos para o triênio

Bolsas de estudo do básico à universidade e metas ambientais são destaque

Presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e na cidade de Goiânia, o Grupo Marista tem forte atuação nas duas áreas mais afetadas pela pandemia: saúde e educação

Acesso à educação e à saúde, gestão de resíduos, diversidade e inclusão. Esses são alguns dos compromissos eleitos pelo Grupo Marista para os próximos anos. Com mais de 12 mil colaboradores distribuídos em hospitais, editora, universidade e escolas de educação básica e sociais, o grupo tem entre suas metas garantir crescente acesso à educação por meio de bolsas de estudo. Atualmente, as instituições do grupo vêm ampliando essa concessão, a cada ano, com ofertas custeadas com recursos próprios. Em 2021, 3.596 das bolsas concedidas, ou 26%, foram acima do marco legal da filantropia, o que corresponde a R$ 47 milhões em investimento privado próprio. Ou seja, além das que estão previstas e devem ser concedidas por lei, o Grupo Marista investe também seus recursos em um número maior de bolsas de estudo.

“Nosso programa de concessão de bolsas sociais possibilita o ingresso na educação básica e no ensino superior, e dá a oportunidade para que a sociedade seja transformada por meio da educação. Acreditamos que esta é uma forma de combater a desigualdade social e levar melhoria de qualidade de vida para famílias inteiras”, comenta o superintendente do Grupo Marista, Antonio Luiz Rios. Presente no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e na cidade de Goiânia, o Grupo Marista tem forte atuação nas duas áreas mais afetadas pela pandemia: saúde e educação. E a segunda edição do Relatório de Sustentabilidade da instituição, que acaba de ser lançada, foi construída ao longo de todo o ano de 2021, incluindo iniciativas implementadas nos períodos mais críticos da crise sanitária. O material foi produzido pela primeira vez em conformidade com as normas da Global Reporting Initiative (GRI).

Sustentabilidade
O relatório traz um retrato das iniciativas do Grupo Marista. O aumento das fontes de energia renovável no abastecimento das unidades tem sido uma das grandes conquistas dos últimos anos. Em 2021, esse percentual chegou a 79% do consumo, superando a meta estipulada inicialmente que era de 75%. Para 2022, a expectativa é chegar a 85% de energias renováveis nos espaços da instituição. Hoje, esse fornecimento vem de fontes como o Mercado Livre de Energia (72%) e de usinas de biomassa (5%) e solar (2%). Iniciativa que também traz economia. Só devido ao Mercado Livre, o Grupo Marista economizou o equivalente ao consumo de 1.632 residências. É como se 1.699 árvores tivessem sido plantadas e 613 toneladas de CO2 deixassem de ser emitidas.

O gerenciamento de resíduos é outro desafio, principalmente por se tratar de atuação em segmentos que têm normas próprias. Com projetos inovadores, iniciativas de logística reversa têm se mostrado importantes alternativas. Em Curitiba, os hospitais Universitário Cajuru e Marcelino Champagnat criaram, em plena pandemia, um projeto para reciclagem dos enxovais hospitalares. Com isso, conjuntos de roupas usados por pacientes e equipes são transformados em revestimento automotivo. As peças são armazenadas, coletadas e então desfibradas para ganharem novos usos. O projeto já fez com que 1,7 tonelada de enxovais deixasse de ser resíduos, descartados em lixo comum ou infectante, para passar a ser matéria-prima.

Garantia de direitos
Ao longo dos últimos três anos, 38.515 bolsas de estudo foram concedidas nas unidades de educação básica, ensino superior e educação técnica de nível médio do Grupo Marista. O crescimento nas concessões foi de 4% em 2021, se comparado a 2020, com quase 13.500 bolsas. A média de bolsistas em todos os níveis passa de 20% dos estudantes. Na saúde, o número de atendimentos pelo Sistema Único de Saúde nos hospitais do grupo chegou a 117.330, um crescimento de 11% em comparação com 2020, além da superação dos marcos legais, previstos pelo SUS, nas unidades de atendimento. E a garantia de direitos também está presente nas ações em defesa da infância, com projetos como o Defenda-se, do Centro Marista de Defesa da Infância, que, com vídeos educativos, busca promover a autodefesa de crianças contra a violência sexual.

Compliance
Como não dá para falar em ESG sem falar de governança, o Grupo Marista tem investido em tecnologia e formação de pessoal nas áreas de compliance e gestão de riscos. A plataforma Hércules, criada internamente, realiza consultas em diversas fontes de dados, internas e externas, para auxiliar na tomada de decisões estratégicas. Em 2021, o Hércules realizou 10.454 consultas a bases externas. Além disso, com o objetivo de identificar e gerenciar potenciais riscos em relacionamentos do Grupo Marista, a plataforma apoiou a área de Riscos e Compliance em 1.814 consultas de background check, número quase cinco vezes maior do que em 2020 – garantindo relações de maior confiança com todos os stakeholders.

Bolsas de estudo do básico à universidade e metas ambientais são destaque

Boticário adquire Truss Professional

Marca atua no segmento de produtos capilares

Fundada em 2003, a Truss também tem forte atuação no setor de educação

O Grupo Boticário assinou contrato para aquisição da Truss Professional, marca nacional do segmento de produtos capilares. Segundo a empresa paranaense, a operação acelera a agenda de crescimento, ao mesmo tempo que reforça a estratégia multicanal e multimarca. O valor do negócio não foi divulgado pelas companhias. A conclusão da operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fundada em 2003, a Truss também tem forte atuação no setor de educação. Em janeiro deste ano, inaugurou uma academia internacional para profissionalização de cabeleireiros em São José do Rio Preto (SP). A companhia também investe em duas novas frentes de negócios: o Hair Spa by Truss, que proporciona experiências e tratamentos exclusivos dentro de salões de beleza licenciados, e a La Moda, marca com foco nos canais farmacêutico e alimentar.

Marca atua no segmento de produtos capilares

Boticário adquire Truss Professional

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Fundada em 2003, a Truss também tem forte atuação no setor de educação. Em janeiro deste ano, inaugurou uma academia internacional para profissionalização de cabeleireiros em São José do Rio Preto (SP). A companhia também investe em duas novas frentes de negócios: o Hair Spa by Truss, que proporciona experiências e tratamentos exclusivos dentro de salões de beleza licenciados, e a La Moda, marca com foco nos canais farmacêutico e alimentar.

Marca atua no segmento de produtos capilares

PipeRun compra 5hub e incorpora atendimento em múltiplos canais

Juntas, as empresas de CRM e conversational commerce somarão 90 profissionais e faturamento anual recorrente de R$ 12,5 milhões

Fausto Reichert (à esq) e Cezar Augusto Gehm, CRO e CEO da PipeRun, e Sandro Wegner, CEO da 5hub. Na frente: Jonas Schen (à esq) e Matheus Rosa, CTO e CIO da 5Hub, e Osvaldo Gehm, CTO da PipeRun

Mais de 150 milhões de brasileiros usam todos os dias WhatsApp, Telegram, Messenger e Instagram. De olho nas grandes oportunidades de vendas que esses canais oferecem, a PipeRun anunciou, na quinta-feira (13), a compra da 5Hub, startup que atua no mercado de conversational commerce — que é a conversa em tempo real entre marcas e clientes através de diversas plataformas, com uso da tecnologia. Juntas, as companhias vão chegar a 90 profissionais e um faturamento recorrente anual de R$ 12,5 milhões.

Com essa aquisição, a plataforma de aceleração de vendas passa a incorporar a frente de atendimento omnichannel, atuando de ponta a ponta no processo. Com origem em Caxias do Sul (RS) e presença nacional, a 5hub atende mais de 100 grandes empresas, incluindo marcas como Marcopolo, Brinox, Martiplast, Santa Clara, QI Faculdade e Famiglia Valduga. Atua em toda a área de atendimento: da captura de leads e vendas até o pós-vendas com o controle de protocolos e tabulação de dados, contemplando ainda o módulo de pesquisa de satisfação (C-Sat).

CEO da PipeRun, Cezar Augusto Gehm Filho conta que as duas empresas são parceiras desde 2018 e cresceram juntas. “Foi algo natural, que decorreu da nossa proximidade. Unidos, vamos conseguir ter uma oferta mais completa ao mercado, que é gigantesco. Aceleração de vendas e atendimento omnichannel estão altamente relacionados”, destaca Cezar, que lidera a salestech ao lado dos sócios Osvaldo Gehm e Fausto Reichert. A startup registra expansão de 500% na receita recorrente mensal desde 2019 e deve dobrar, mais uma vez, de tamanho em 2022.

Complementaridade e sinergia
À frente da 5hub, o CEO Sandro Wegner ressalta que há uma identidade clara entre as duas startups. “Nós nos conhecemos há um bom tempo e temos uma sinergia grande de valores e de cultura. Nossa empresa lançou algo praticamente inédito há dois anos, respondendo a uma dor de muitas companhias: uma ferramenta que unifica o atendimento de vários canais. Deu certo, e logo conquistamos clientes importantes e conseguimos dobrar de tamanho a cada seis meses”, afirma, detalhando que a plataforma integra WhatsApp, Messenger, Instagram, e-mail, telefonia por voz, SMS, chatbot e Telegram. Recentemente, ficou no top 10 das melhores startups do Brasil do Sebrae Like a Boss, que contou com mais de quatro mil inscritos. Além disso, integra o programa de inovação do Instituto Hélice.

Segundo Wegner, a expansão dos negócios ocorre devido a uma questão de mercado que tem gerado preocupação às empresas. “O nicho de conversational commerce cresce em ritmo acelerado. Não estar disponível nos canais de comunicação que os leads e clientes preferem virou uma falha grave para as marcas brasileiras. Não é mais admissível”, analisa o CEO da 5hub, revelando que novas funcionalidades serão anunciadas em breve, a partir da realização de investimentos. Com o suporte da PipeRun, os upgrades nos produtos também serão mais rápidos.

Integração com independência
Os executivos deixam claro que, mesmo com a aquisição, cada startup seguirá trilhando um caminho de autonomia. “Os produtos da 5hub continuarão com vida própria e poderão ser comercializados independentemente do nosso CRM de Vendas. E vice-versa. Nada muda com a ampla rede de integrações que foi formada até aqui, que seguirá em expansão”, pontua Fausto Reichert, Chief Revenue Officer (CRO) da PipeRun, que totaliza mais de 500 parceiros homologados, inclusive outros players de conversational commerce.

O processo de integração entre os times já está em andamento e deve ser concluído até o final do ano. A equipe da 5hub será absorvida, e os sócios-fundadores Sandro Wegner, Matheus Rosa e Jonas Schen seguirão na operação. “Temos diversas vagas abertas na PipeRun e dificuldade de preenchê-las, um fenômeno que muitas operações de tecnologia estão enfrentando. Com a chegada do time da 5hub, contaremos com o reforço de 15 profissionais altamente especializados. Isso agrega muito”, diz Fausto Reichert, acrescentando que o escritório de Caxias do Sul da adquirida será ampliado, buscando atender os clientes de ambas as companhias na Serra Gaúcha. “Estamos construindo uma transição suave para todos. Muito mais do que empresas de software, somos empresas de gente”, complementa.

Essa é a primeira ação de M&A da PipeRun, que foi listada no ranking Exame Negócios em Expansão entre as empresas de pequeno e médio porte que mais cresceram em receita líquida no Brasil entre 2020 e 2021. Desde sua fundação, em 2017, a salestech optou pelo caminho do bootstrapping, contando apenas com recursos próprios. “Até aqui, nosso crescimento foi totalmente orgânico. Com essa aquisição, agregamos um novo componente à nossa trajetória de expansão. Vamos consolidar esse modelo. E já temos no nosso pipeline outras oportunidades de compra”, conclui o CEO Cezar Augusto Gehm Filho.

Juntas, as empresas de CRM e conversational commerce somarão 90 profissionais e faturamento anual recorrente de R$ 12,5 milhões

PipeRun compra 5hub e incorpora atendimento em múltiplos canais

Juntas, as empresas de CRM e conversational commerce somarão 90 profissionais e faturamento anual recorrente de R$ 12,5 milhões

Fausto Reichert (à esq) e Cezar Augusto Gehm, CRO e CEO da PipeRun, e Sandro Wegner, CEO da 5hub. Na frente: Jonas Schen (à esq) e Matheus Rosa, CTO e CIO da 5Hub, e Osvaldo Gehm, CTO da PipeRun

Mais de 150 milhões de brasileiros usam todos os dias WhatsApp, Telegram, Messenger e Instagram. De olho nas grandes oportunidades de vendas que esses canais oferecem, a PipeRun anunciou, na quinta-feira (13), a compra da 5Hub, startup que atua no mercado de conversational commerce — que é a conversa em tempo real entre marcas e clientes através de diversas plataformas, com uso da tecnologia. Juntas, as companhias vão chegar a 90 profissionais e um faturamento recorrente anual de R$ 12,5 milhões.

Com essa aquisição, a plataforma de aceleração de vendas passa a incorporar a frente de atendimento omnichannel, atuando de ponta a ponta no processo. Com origem em Caxias do Sul (RS) e presença nacional, a 5hub atende mais de 100 grandes empresas, incluindo marcas como Marcopolo, Brinox, Martiplast, Santa Clara, QI Faculdade e Famiglia Valduga. Atua em toda a área de atendimento: da captura de leads e vendas até o pós-vendas com o controle de protocolos e tabulação de dados, contemplando ainda o módulo de pesquisa de satisfação (C-Sat).

CEO da PipeRun, Cezar Augusto Gehm Filho conta que as duas empresas são parceiras desde 2018 e cresceram juntas. “Foi algo natural, que decorreu da nossa proximidade. Unidos, vamos conseguir ter uma oferta mais completa ao mercado, que é gigantesco. Aceleração de vendas e atendimento omnichannel estão altamente relacionados”, destaca Cezar, que lidera a salestech ao lado dos sócios Osvaldo Gehm e Fausto Reichert. A startup registra expansão de 500% na receita recorrente mensal desde 2019 e deve dobrar, mais uma vez, de tamanho em 2022.

Complementaridade e sinergia
À frente da 5hub, o CEO Sandro Wegner ressalta que há uma identidade clara entre as duas startups. “Nós nos conhecemos há um bom tempo e temos uma sinergia grande de valores e de cultura. Nossa empresa lançou algo praticamente inédito há dois anos, respondendo a uma dor de muitas companhias: uma ferramenta que unifica o atendimento de vários canais. Deu certo, e logo conquistamos clientes importantes e conseguimos dobrar de tamanho a cada seis meses”, afirma, detalhando que a plataforma integra WhatsApp, Messenger, Instagram, e-mail, telefonia por voz, SMS, chatbot e Telegram. Recentemente, ficou no top 10 das melhores startups do Brasil do Sebrae Like a Boss, que contou com mais de quatro mil inscritos. Além disso, integra o programa de inovação do Instituto Hélice.

Segundo Wegner, a expansão dos negócios ocorre devido a uma questão de mercado que tem gerado preocupação às empresas. “O nicho de conversational commerce cresce em ritmo acelerado. Não estar disponível nos canais de comunicação que os leads e clientes preferem virou uma falha grave para as marcas brasileiras. Não é mais admissível”, analisa o CEO da 5hub, revelando que novas funcionalidades serão anunciadas em breve, a partir da realização de investimentos. Com o suporte da PipeRun, os upgrades nos produtos também serão mais rápidos.

Integração com independência
Os executivos deixam claro que, mesmo com a aquisição, cada startup seguirá trilhando um caminho de autonomia. “Os produtos da 5hub continuarão com vida própria e poderão ser comercializados independentemente do nosso CRM de Vendas. E vice-versa. Nada muda com a ampla rede de integrações que foi formada até aqui, que seguirá em expansão”, pontua Fausto Reichert, Chief Revenue Officer (CRO) da PipeRun, que totaliza mais de 500 parceiros homologados, inclusive outros players de conversational commerce.

O processo de integração entre os times já está em andamento e deve ser concluído até o final do ano. A equipe da 5hub será absorvida, e os sócios-fundadores Sandro Wegner, Matheus Rosa e Jonas Schen seguirão na operação. “Temos diversas vagas abertas na PipeRun e dificuldade de preenchê-las, um fenômeno que muitas operações de tecnologia estão enfrentando. Com a chegada do time da 5hub, contaremos com o reforço de 15 profissionais altamente especializados. Isso agrega muito”, diz Fausto Reichert, acrescentando que o escritório de Caxias do Sul da adquirida será ampliado, buscando atender os clientes de ambas as companhias na Serra Gaúcha. “Estamos construindo uma transição suave para todos. Muito mais do que empresas de software, somos empresas de gente”, complementa.

Essa é a primeira ação de M&A da PipeRun, que foi listada no ranking Exame Negócios em Expansão entre as empresas de pequeno e médio porte que mais cresceram em receita líquida no Brasil entre 2020 e 2021. Desde sua fundação, em 2017, a salestech optou pelo caminho do bootstrapping, contando apenas com recursos próprios. “Até aqui, nosso crescimento foi totalmente orgânico. Com essa aquisição, agregamos um novo componente à nossa trajetória de expansão. Vamos consolidar esse modelo. E já temos no nosso pipeline outras oportunidades de compra”, conclui o CEO Cezar Augusto Gehm Filho.

Juntas, as empresas de CRM e conversational commerce somarão 90 profissionais e faturamento anual recorrente de R$ 12,5 milhões

Otimismo do comerciante retoma nível pré-pandemia

Confiança dos varejistas cresceu em outubro

Indicador foi impulsionado pelo desempenho atual da economia e expectativas para o último trimestre do ano

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), atingiu 129,7 pontos, o que representa um avanço de 0,7% em outubro, com ajuste sazonal, após dois meses de queda. A alta levou o otimismo dos varejistas a superar em 1,3 ponto o nível de antes da pandemia (que era de 128,4 pontos em março de 2020), o que demonstra completa recuperação do indicador dos efeitos negativos da crise sanitária. Em relação a outubro de 2021, a confiança aumentou 8,8%, com destaque para a avaliação do desempenho atual da economia, que teve crescimento de 18,4%. A percepção dos comerciantes sobre o desempenho da atividade econômica atingiu 104,5 pontos, avançando 3,8% no mês, percentual que levou esse indicador à zona de otimismo pela primeira vez desde março de 2020.

A CNC avalia que a confiança dos empresários varejistas é diretamente conectada à Intenção de Consumo das Famílias (ICF), pesquisa apurada pela CNC que apontou, em outubro, crescimento de 2,1%, em relação a setembro, e teve o nono mês consecutivo de aumento. Para a entidade, a combinação entre a queda da inflação e as transferências de renda tem favorecido o poder de compra dos consumidores, que estão mais satisfeitos com o nível de consumo e mais dispostos a consumir nos próximos meses, o que naturalmente impulsiona a confiança do varejo nacional. Segundo a CNC, esses fatores se aliam à previsão de 2,1% de aumento das vendas de fim de ano e à consequente necessidade de mais contratações de trabalhadores temporários – que devem superar os números de 2013.

Queda da avaliação do cenário atual
A avaliação das condições atuais do comércio caiu, entre setembro e outubro, 0,4%, com a performance negativa das vendas no varejo, apurada nos meses recentes pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O volume de vendas reduziu 0,1% em agosto, com desempenho heterogêneo dos segmentos do comércio. Os dados de arrecadação do ICMS nos estados, em setembro, também corroboram o menor dinamismo das vendas do comércio”, analisa a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira. Conforme ela, a deflação registrada desde julho desafoga os rendimentos dos consumidores, mas ainda não foi sentida nos resultados das vendas de agosto, por exemplo.

Segundo a economista, outros obstáculos são o nível de endividamento elevado e a alta dos juros, que seguem desafiando a gestão dos orçamentos das famílias. A mudança de comportamento dos consumidores, que estão retomando o consumo de serviços no lugar de produtos, também explica a moderação do varejo. No entanto, a proximidade das festas de fim de ano, que serão impulsionadas este ano pela Copa do Mundo, já impacta as expectativas para o varejo nos próximos meses. A perspectiva para o comércio no curto prazo avançou 0,6%, com o indicador alcançando 160,9 pontos, o maior nível desde março de 2020.

O calendário de eventos que aumentam mais expressivamente tanto o fluxo de consumidores nas lojas quanto as vendas terá o incremento da Copa do Mundo. Com isso, a intenção de contratação avançou 4,5% em relação a outubro de 2021, embora esteja menor do que em setembro, na série com ajuste sazonal. O indicador está atrás apenas de outubro de 2013, e 82,8% dos varejistas consultados pretendem contratar mais colaboradores, maior proporção desde dezembro de 2013.

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Confiança dos varejistas cresceu em outubro

Tech Road apresenta cidades do Sul no Web Summit Lisboa

Programa foi criado para apresentar ao mundo o potencial para investimentos na região

Delegação apresentou potencialidades do Sul no Web Summit Lisboa

O Tech Road está com um estande no Web Summit Lisboa, o maior evento de tecnologia e inovação do mundo, que acontece até esta sexta-feira em Portugal. O programa reúne as cidades de Caxias do Sul, Curitiba, Florianópolis, Joinville e Porto Alegre e foi criado para apresentar ao mundo o potencial para investimentos na região Sul do Brasil. “Unindo as cidades temos uma envergadura bem maior e mais atratividade para prospectar investimentos no mercado internacional”, afirma Paulo Krauss, diretor técnico da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação.

“Somente essas cinco cidades têm mais de 21 mil empresas de tecnologia e mais de 3 mil startups. O Sul é a região do Brasil com o maior potencial tecnológico. Trazemos para o Web Summit este portfólio, buscando atrair investimentos e novidades tecnológicas”, pontua o secretário de inovação de Porto Alegre, Luiz Carlos Pinto. “É uma grande iniciativa e terá sempre o apoio do Sebrae”, declarou Bruno Quick, diretor técnico nacional do Sebrae, em visita ao estande do Tech Road. O empresário paranaense Itamir Viola, da Viasoft, vê o Tech Road como grande ferramenta e convoca a iniciativa privada para atuar no programa. “É um programa colaborativo, uma oportunidade para todos”, opinou.

Porto Alegre, Caxias do Sul, Florianópolis, Joinville e Curitiba, somadas, possuem 40 parques tecnológicos e centros de inovação, aproximadamente uma centena de universidades, além de uma população total de mais de 5 milhões de habitantes. Outra vantagem do consórcio entre as cidades é ter a oportunidade de poder trocar experiências em diversos campos da área pública.

O CEO da Next, empresa de mobilidade da Itália, Tommaso Gecchelin, ficou surpreso com as informações sobre o Sul do Brasil. “Os números são impressionantes, certamente vamos colocar a região em nosso radar de novos negócios”, afirmou o empresário, cuja empresa desenvolve ônibus elétricos modulares.

Também participam da delegação do Techoad o secretário do desenvolvimento econômico de Caxias do Sul, Élvio Gianni, e o secretário de Parcerias Público-Privadas do município, Mauricio Batista; o gerente de desenvolvimento econômico de Joinville, Victor Batista; o diretor de relações internacionais de Porto Alegre, Ricardo Sondermann; e o superintendente de inovação de Florianópolis, Marcos Lichtblau.

Programa foi criado para apresentar ao mundo o potencial para investimentos na região

Balança comercial registra superávit de US$ 3,9 bilhões em outubro

Safra de grãos compensou queda nas exportações de ferro

Tanto as importações como as exportações bateram recorde em outubro, desde o início da série histórica, em 1989

O bom desempenho da safra de grãos e a recuperação das exportações de carne fizeram o superávit da balança comercial dobrar em outubro. No mês passado, o país exportou US$ 3,9 bilhões a mais do que importou – alta de 90% em relação ao registrado em outubro do ano passado, de US$ 2 bilhões. Esse é o terceiro melhor resultado para o mês, só perdendo para outubro de 2020 e de 2018.

De janeiro a outubro, a balança comercial acumula superávit de US$ 51,6 bilhões. Isso representa 11,7% a menos que o registrado nos mesmos meses do ano passado. Apesar do recuo, o saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para os dez primeiros meses de 2021, quando o superávit tinha fechado em US$ 58,5 bilhões. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 27,2 bilhões para o exterior e comprou US$ 23,3 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em outubro, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 27,1% em relação a outubro do ano passado, pelo critério da média diária. As importações, no entanto, aumentaram em ritmo maior, 19,8% na mesma comparação.

No caso das exportações, o recorde deve-se mais ao aumento dos embarques do que dos preços internacionais das mercadorias e do que do volume comercializado. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média 14,4% na comparação com outubro do ano passado, enquanto os preços médios aumentaram 5,7%. A valorização dos preços das mercadorias vendidas para o exterior poderia ser maior não fosse a queda do minério de ferro, cuja cotação caiu 33,9% na mesma comparação, e por produtos semiacabados de ferro ou de aço, cujo preço recuou 26%, por causa dos lockdown na China, que reduziram a demanda internacional.

Nas importações, a quantidade comprada subiu 6,7%, refletindo a recuperação da economia, mas os preços médios aumentaram em ritmo mais intenso: 11,1%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, carvão mineral e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Com Agência Brasil

Safra de grãos compensou queda nas exportações de ferro