Archives Junho 2022

CNI vê perda do dinamismo industrial entre março de abril

Emprego, faturamento e horas trabalhadas acumularam quedas no período

A fragilidade atual da indústria é resultado da persistência e do agravamento da escassez e do alto custo dos insumos, aliada a uma demanda também frágil, reduzida pela inflação alta

Os Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontam para a perda de dinamismo do setor industrial entre março de abril de 2022. Queda do emprego, horas trabalhadas na produção, massa salarial e faturamento real da indústria caíram e afetaram negativamente o desempenho da indústria. Segundo o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, a fragilidade atual da indústria é resultado da persistência e do agravamento da escassez e do alto custo dos insumos, aliada a uma demanda também frágil, reduzida pela inflação alta.

“São quedas que revertem pequenos ganhos ocorridos no primeiro trimestre. Em um cenário de inflação persistente e juros altos é difícil prever desempenho muito positivo, sobretudo sustentado, nos próximos meses. A economia brasileira precisa de uma alavanca para atrair investimentos e voltar a crescer, que deveria ser a reforma tributária, mas todos os esforços nesse sentido têm sido frustrados”, afirma Azevedo.

O emprego industrial registrou queda de 0,5% em abril de 2022, na comparação com março. A queda de abril ocorre após série de altas consecutivas ao longo da segunda metade de 2020 e 2021. Na comparação com abril de 2021, há crescimento de 1,6%. O faturamento real da indústria de transformação caiu 0,6% em abril de 2022. A queda reverte a alta de 0,7% registrada em março. Na comparação com abril de 2021, a retração do faturamento é de 5,8%.

As horas trabalhadas na produção apresentaram queda de 2,2% em abril de 2022. Após quatro meses consecutivos de alta, entre novembro de 2021 e fevereiro de 2022, o número de horas trabalhadas interrompeu a trajetória de crescimento. Em relação a abril de 2021, o indicador é 0,2% menor. A massa salarial real da indústria de transformação registrou queda de 0,5% em abril de 2022, após cinco meses de crescimento ou estabilidade. Na comparação com abril de 2021, a massa salarial real mostra crescimento de 0,2%.

Emprego, faturamento e horas trabalhadas acumularam quedas no período

Produção industrial acumula 3,4% de queda no ano

Fábricas ainda percebem o aumento do custo de produção e refletem a escassez de algumas matérias-primas

Produção do setor de veículos influencia queda na indústria

A produção industrial teve variação positiva de 0,1% na passagem de março para abril, terceiro mês seguido de avanço, acumulando no período alta de 1,4%. Porém, nos primeiros quatro meses de 2022, o setor ainda acumula queda de 3,4% e, nos últimos doze meses, o acumulado caiu 0,3%, primeiro resultado negativo desde março de 2021 (-3,1%). Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE.

André Macedo, gerente da pesquisa, explica que, embora modesta, há uma melhora no comportamento da indústria, bem caracterizada pelos últimos três meses de resultados positivos. Porém, essa mudança ainda é insuficiente para compensar as perdas do passado: “O ganho acumulado de 1,4% nesse período de fevereiro a abril não elimina nem a queda de 1,9% registrada em janeiro. Mesmo que nos últimos seis meses a indústria tenha mostrado cinco taxas no campo positivo, ainda assim está 1,5% abaixo de fevereiro de 2020 e 18% abaixo do ponto mais alto da série, em maio de 2011”, detalha.

Segundo o pesquisador, essa melhora está atrelada ao fim das restrições sanitárias, mas os fatores que dificultam uma retomada da indústria permanecem: as plantas industriais ainda percebem o aumento do custo de produção e refletem a escassez de algumas matérias-primas, justificando a menor intensidade do ritmo da produção industrial. “Pelo lado da demanda doméstica, os juros elevados dificultam o acesso ao crédito e inibem os investimentos, a inflação em patamares elevados diminui a renda das famílias, o mercado de trabalho ainda não se recuperou e a massa de rendimentos não avança. Assim, há menor recurso por parte das famílias para que a demanda doméstica alavanque o consumo e a produção”, contextualiza Macedo.

Em abril, o setor industrial registrou alta em 16 das 26 atividades investigadas, e aquela com mais influência positiva foi a de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com crescimento de 4,6%. “Ela vinha de dois meses seguidos no campo negativo, período em que acumulou perda de 2,6%, retomando em abril o ritmo de produção”, informa o pesquisador. Outras atividades que contribuíram para a variação positiva de abril foram: bebidas (5,2%) e outros produtos químicos (2,8%).

Por outro lado, entre as dez atividades com redução, produtos alimentícios (-4,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,2%) exerceram os principais impactos. “Os produtos alimentícios registram o segundo mês seguido de queda, muito relacionada à produção de açúcar. Porém, antes dessas quedas, a atividade vinha de quatro meses de crescimento, mantendo ainda um saldo positivo nesses últimos seis meses”, afirma Macedo. Duas das quatro grandes categorias econômicas tiveram alta, bens de consumo semi e não duráveis (2,3%) e bens intermediários (0,8%). Por outro lado, os setores produtores de bens de capital (-9,2%) e de bens de consumo duráveis (-5,5%) tiveram recuos nesse mês, ambos interrompendo dois meses seguidos de crescimento na produção.

Na comparação com abril de 2021, produção caiu 0,5%
Na comparação contra igual mês do ano anterior, o setor industrial teve queda de 0,5% em abril de 2022, com resultados negativos em duas das quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 59,4% dos 805 produtos pesquisados. Ressalta-se, ainda, que abril de 2022 teve 19 dias úteis, um a menos do que abril de 2021. Entre as atividades, destaque para as quedas em veículos automotores, reboques e carrocerias (-7,6%), produtos alimentícios (-4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-16,7%) e produtos de metal (-11,3%).

“A atividade de veículos automotores é um exemplo de atividade com dificuldade de acesso a matérias-primas e componentes eletrônicos, levando a menor intensidade do ritmo de produção e interrupções nas jornadas de trabalho. Após crescer em março, ela volta ao campo negativo em abril, mas o ritmo ainda é predominantemente negativo, mantendo-se 16,9% abaixo do patamar pré-pandemia. Esta também é a atividade de maior influência negativa no acumulado do ano”, explica o pesquisador.

Já no grupo dos oito setores que cresceram, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (19,9%) exerceu a maior influência. Outros impactos positivos importantes foram registrados por outros produtos químicos (11%), bebidas (13,2%) e celulose, papel e produtos de papel (2,8%). Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-13,2%) e bens de capital (-5,1%) assinalaram, em abril de 2022, as taxas negativas. Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis (3,3%) e de bens intermediários (0,1%) avançaram no mês.

Fábricas ainda percebem o aumento do custo de produção e refletem a escassez de algumas matérias-primas

Rosane Kaingang ganha homenagem do Google

A ativista indígena Rosane Mattos Kaingang ganhou uma homenagem na página inicial do Google Brasil. Ela ficou conhecida pelo fortalecimento dos direitos dos povos indígenas.

“O Doodle de hoje celebra o espírito inabalável de Rosane Mattos Kaingang, uma ativista indígena brasileira que trabalhou incansavelmente para lutar pelos direitos indígenas”, publicou o Google.

“Ela trouxe representação para a comunidade indígena e desempenhou um papel fundamental para ajudar o Conselho de Direitos Humanos (CNDH) a investigar violações de direitos contra indígenas brasileiros. 

“Neste dia de 1992, na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, sediada no Rio de Janeiro (ou Conferência Rio 92), ela iniciou sua vida de serviço ao movimento indígena”.

Rosane Kaingang

Kaingang era descendente do povo Kaingang, etnia indígena originária principalmente dos estados do sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

Seu nome indígena, Kokoj, significa “beija-flor”, e foi dado a ela durante uma cerimônia em homenagem à sua bisavó, que morreu aos 120 anos! Assim como seu nome, tudo o que ela mais tarde trabalhou estava fortemente enraizado em sua comunidade e herança.

Ela passou sua vida adulta lutando pelo reconhecimento de territórios legítimos, desenvolvimento comunitário sustentável e acesso a educação de qualidade e serviços médicos. Kaingang também foi fundamental para conscientizar as lutas das mulheres indígenas. 

Como uma das fundadoras do Conselho Nacional de Mulheres Indígenas do Brasil (CONAMI), ajudou a criar uma estrutura para que as mulheres indígenas se organizassem e protestassem como um corpo maior. Esses protestos exigiram um acesso mais amplo a recursos e direitos trabalhistas indígenas.

Kaingang também representou vários outros grupos de reforma social, com destaque para a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB), a Articulação dos Povos Indígenas do Sul (ARPINSUL) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI). 

Ela participou de dezenas de reuniões, seminários, audiências e esforços de mobilização que defendiam um futuro mais justo para os indígenas brasileiros.

Kaingang é lembrada por sua dedicação e amor pela comunidade indígena – uma verdadeira guerreira que nunca se calou diante da injustiça e da adversidade.

Rascunhos

O Google Brasil divulgou alguns rascunhos do Doodle mostrando as inspirações do artista que produziu a homenagem:

A ativista indígena Rosane Mattos Kaingang ganhou uma homenagem na página inicial do Google Brasil. Ela ficou conhecida pelo fortalecimento dos direitos dos povos indígenas. “O Doodle de hoje celebra o espírito inabalável de Rosane Mattos Kaingang, uma ativista indígena brasileira que trabalhou incansavelmente para …

Testes do real digital devem começar em 2023

Greve de funcionários atrasou o início das operações digitais

Pessoas interessadas em utilizar o real digital deverão obter uma carteira virtual de um agente autorizado pelo Banco Central – como um banco ou uma instituição de pagamento

Os testes da versão digital do real, chamada de real digital, deverão começar em 2023, segundo o economista do Banco Central (BC), Fábio Araújo. De acordo com ele, o cronograma inicial previa os primeiros pilotos ainda em 2022, mas a greve dos funcionários do Banco Central atrasou a programação.

“A gente tinha a intenção de começar os pilotos [testes] talvez ainda no final desse ano, mas a greve atrasou bastante o cronograma. De toda forma, em 2023 e, em boa parte de 2024, a gente vai ter os pilotos rodando e as condições de ter certeza do lançamento da moeda digital na segunda metade de 2024”, disse Araújo em debate virtual sobre o tema, promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Em 2021, o Banco Central anunciou que estava desenvolvendo o real digital, uma moeda digital que deverá funcionar como uma extensão da moeda física. Diferentemente das criptomoedas, o Real Digital será garantido pelo BC e trará a possibilidade do uso de novas tecnologias, como contratos inteligentes (smart contracts), pagamento em outros países, e utilização em internet das coisas (IoT).

De acordo com o BC, as pessoas interessadas em utilizar o real digital deverão obter uma carteira virtual de um agente autorizado pelo Banco Central – como um banco ou uma instituição de pagamento. A versão inicial da moeda digital será uma opção adicional ao uso de cédulas convencionais, e poderá ser convertida para qualquer outra forma de pagamento hoje disponível – como depósito bancário convencional ou em real físico.

Com Agência Brasil

Greve de funcionários atrasou o início das operações digitais

Complexo médico de R$ 120 milhões começa a operar em Curitiba

Eco Medical Center vai reunir cerca de 600 profissionais de saúde e projeção para atender 7 mil pacientes por dia

O modelo de negócio do Eco já tem expansão prevista para outras cidades do Paraná e também para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul

O Eco Medical Center começa a operar nesta semana em Curitiba, reunindo mais de 30 especialidades médicas, além de oferecer serviços como exames e cirurgias de baixa e média complexidade. Com um corpo clínico multidisciplinar e serviços interligados, o Eco contempla especialidades como ortopedia, oncologia, pediatria, cirurgia plástica, além de um andar dedicado totalmente à saúde da mulher.

O modelo é inspirado no conceito norte-americano MOB (Medical Office Building) com objetivo principal de facilitar a jornada de médicos e pacientes. “Nossa expectativa é reunir cerca de 600 profissionais altamente qualificados, entre médicos e equipe de apoio da área da saúde”, diz o CEO do Eco Medical Center, Patrick Gil. Anexo ao Hospital IPO, no bairro Água Verde, o Eco Medical Center tem 20 mil metros quadrados de área construída, com projeção para atender 7 mil pacientes por dia. São 13 pavimentos, divididos em clínicas e consultórios, além de 350 vagas de estacionamento. O Eco conta ainda com um mall com 15 operações, como restaurante, cafeteria, serviços e conveniências.

Com um investimento total de R$ 120 milhões, o Eco terá gestão centralizada e 100% do edifício é voltado para a locação de espaços da área da saúde. Além dos serviços que já estão incluídos no condomínio, os profissionais também terão facilidades no modelo pay per use, como lavanderia, contabilidade, seguro, marketing, entre outros. Por meio do aplicativo Conectadoc Cuidado Digital já é possível agendar consultas, exames e teleconsultas com os profissionais do Eco Medical Center.

“Todos os dados dos pacientes ficam armazenados no aplicativo sem nenhum custo. Assim, o médico poderá acompanhar o mapa da saúde do seu paciente de forma integrada e inteligente, fazendo uma medicina preventiva de ponta”, explica o CEO da Conectadoc, o médico Rodrigo Kopp Rezende. O modelo de negócio do Eco é inovador e já tem expansão prevista para outras cidades do Paraná e também para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Eco Medical Center vai reunir cerca de 600 profissionais de saúde e projeção para atender 7 mil pacientes por dia

Inflação da indústria fica em 1,94% em abril

Indústria extrativa é o destaque com a maior variação

Os bens de consumo duráveis foram influenciados pela variação positiva dos automóveis, que tem um peso grande no segmento

Os preços no setor industrial em abril de 2022 tiveram alta de 1,94% em relação a março. Na passagem de fevereiro para março, a variação havia sido de 3,12%. No índice que registra o acumulado nos últimos 12 meses, a taxa foi de 18,00%. No acumulado do ano, o indicador atingiu 6,94%. A indústria extrativa é o destaque com a maior variação (-11,54%), e a segunda maior influência (-0,7 ponto percentual). Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo IBGE. O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Dessas, 18 apresentaram alta em abril.

Os quatro setores com maiores variações, em termos absolutos, foram: indústrias extrativas (-11,54%); refino de petróleo e biocombustíveis (6,57%); farmacêutica (6,51%); e metalurgia (6,00%). As maiores influências ocorrem em: refino de petróleo e biocombustíveis (0,8 ponto percentual); indústrias extrativas (-0,70 ponto percentual), outros produtos químicos (0,45 ponto percentual) e alimentos (0,44 ponto percentual). “O resultado de março havia sido alto (3,12%, o maior desde março de 2021, 4,63%); o índice de abril é mais baixo, porém é o segundo maior do ano e, desconsiderando este resultado do mês anterior, só é menor do que o de outubro de 2021 (2,26%). A queda dos preços das indústrias extrativas foi fundamental para a desaceleração ocorrida em abril vis-à-vis a março. Vale observar que tanto o óleo bruto de petróleo, quanto o minério de ferro, os dois produtos de maior peso no setor, tiveram variação negativa, explicada devido às oscilações dos preços internacionais e à apreciação do real. A indústria de transformação, por sua vez, teve aumento de preços: em março havia sido 2,66% e em abril, 2,81%”, diz o gerente de análise e metodologia, Alexandre Brandão.

“Olhando a variação dos preços pela perspectiva das grandes categorias econômicas, os preços de bens intermediários, que representa a maior parte da indústria brasileira, cresceram menos em abril (1,81%) do que em março (3,7%) Nesse caso também influenciado pela queda dos preços no óleo bruto de petróleo e no minério de ferro, além do resíduo da extração de soja, que foi o único produto destacado em alimentos com variação negativa, devido ao final da safra e à apreciação do câmbio”, completa Brandão.

Por outro lado, nos bens de consumo verificou-se uma aceleração na variação dos preços, de 2,88% em março, para 3,37% em abril. “Os bens de consumo duráveis foram influenciados pela variação positiva dos automóveis, que tem um peso grande no segmento. Já os bens de consumo não duráveis foram afetados pela variação dos preços da gasolina e dos alimentos, especialmente leite e derivados, devido ao aumento de custos e problemas na captação nas bacias leiteiras, além do açúcar e a carne. No caso destes últimos produtos, apesar da apreciação do câmbio estar pressionando os preços das commodities para baixo, os preços internacionais subiram. E, por fim, ainda em bens de consumo não duráveis, os produtos farmacêuticos, que têm preços controlados, tiveram reajuste de preços em abril”, avalia Brandão.

No caso do refino, tem-se observado a elevação dos preços para acompanhar o mercado internacional. O setor teve a quarta variação positiva consecutiva, 6,57%. O acumulado no ano chegou a 22,8% e o acumulado em 12 meses a 52,14%. O setor foi destaque por ter a segunda maior variação no indicador mensal, a primeira no acumulado no ano e no acumulado em 12 meses e por ser a maior influência nos três indicadores. Em relação ao segmento de outros produtos químicos, há o impacto da oscilação internacional nos preços do adubo, produto de maior influência no setor. “Os outros dois produtos também são utilizados na agricultura e, devido à turbulência internacional, os produtores têm antecipado as compras para formarem estoques e se precaverem de um problema maior para a próxima safra”, explica o gerente do IPP.

Sobre o IPP
O IPP acompanha a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, e sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Trata-se de um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados. A pesquisa investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes e definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Cerca de 6 mil preços são coletados, mensalmente.

Indústria extrativa é o destaque com a maior variação

Copel Mercado Livre comercializa certificados de energia renovável

A comercializadora da companhia incluiu em seu portfólio de produtos os I-RECs

Com a aquisição desses certificados, as empresas demonstram seu compromisso com a sustentabilidade ao comprovar que a energia que consomem provém de uma fonte renovável

Os clientes da Copel Mercado Livre já podem comprovar que a energia adquirida no ambiente de contratação livre provém de uma fonte renovável. A comercializadora da companhia incluiu em seu portfólio de produtos os I-RECs, certificados que atestam que o cliente está consumindo energia proveniente de uma matriz renovável, como eólica, solar, hidrelétrica ou biomassa.

“Com a aquisição dos I-RECs, as empresas comprovam a origem da energia adquirida”, explica o diretor-geral da Copel Mercado Livre, Fillipe Henrique Neves Soares. “Atualmente, como o setor elétrico é totalmente integrado, quem adquire energia no mercado livre não sabe exatamente de onde ela vem. Com a aquisição desses certificados, as empresas demonstram seu compromisso com a sustentabilidade ao comprovar que a energia que consomem provém de uma fonte renovável”, detalha.

Os I-RECs (sigla em inglês para o modelo internacional de certificados de energia renovável) fazem parte de um sistema que permite rastrear o caminho da energia, desde a geração até o cliente final. “Os I-RECs são o produto ideal para as empresas que precisam comprovar a origem de emissões do Escopo 2 – provenientes do consumo de energia elétrica comprada do Sistema Interligado Nacional (SIN) – ou então demonstrar ações de mitigação”, ressalta a superintendente de compra e venda de energia da Copel Mercado Livre, Ana Maria Antunes Guimarães.

A comercializadora da Copel passou a ofertar estes certificados com o objetivo de atender as necessidades e os compromissos dos consumidores do mercado livre de energia. “Cada vez mais os investidores, os clientes e a sociedade como um todo têm valorizado práticas corporativas que priorizam a sustentabilidade e ajudam a mitigar os efeitos das mudanças climáticas”, diz a superintendente de governança e sustentabilidade da Copel, Luísa Nastari.

A comercializadora da companhia incluiu em seu portfólio de produtos os I-RECs

Aumento de casos de Covid ocasiona alta no número de internados no RS

Estado tem mais uma semana de novos avisos para todas as regiões

O governo estadual reforçou a importância de que a população busque a dose de reforço e a segunda dose da vacina contra a Covid-19

O rápido aumento de casos de Covid-19 e de internações devido a essa e outras doenças fez com que o governo do Rio Grande do Sul, novamente, emitisse novos avisos a todas as 21 regiões. É a terceira semana consecutiva em que isso ocorre, depois de nove semanas sem avisos ou alertas no Sistema 3As de Monitoramento, responsável pelo gerenciamento da pandemia no Rio Grande do Sul.

Além das outras síndromes respiratórias, comuns à época mais fria, e aos casos de dengue, também se observa um aumento na busca por atendimentos eletivos, represados durante a pandemia. O aumento de casos de Covid-19 ocasionou elevação no número de internados em leitos clínicos, entre suspeitos e confirmados – de 341 em 9 de maio para 737 em 31 de maio, ou seja, mais que duplicando em três semanas. A variação de confirmados e suspeitos em UTI, no mesmo período, de 9 a 31 de maio, passou de 134 para 215 – aumento de 60%.

O contágio acelerado também já traz reflexos ao número de óbitos causados pela doença. No início de maio, a média móvel de óbitos diários era quatro. Na última semana deste mês, a média móvel diária subiu para oito. O governo estadual reforçou a importância de que a população busque a dose de reforço e a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Cerca de 80% da população residente no Rio Grande do Sul está com o esquema vacinal primário (duas doses) completo, mas apenas 53,9% tomou a dose de reforço, completando o esquema vacinal. A vacinação contra a influenza, outra doença que compromete o sistema respiratório, é também vista como fundamental.

Além da imunização, o governo gaúcho ressalta a importância do uso da máscara como prevenção contra a Covid-19. Embora não seja mais obrigatória, o uso segue recomendado em casos específicos, como em hospitais, serviços de saúde e farmácias (mesmo que em ambientes externos), no transporte público e em situações de aglomeração, especialmente por pessoas com saúde debilitada ou que pertençam a grupos de risco. O uso da máscara também se faz indispensável quando da apresentação de sintomas respiratórios, especialmente em ambientes fechados.

Estado tem mais uma semana de novos avisos para todas as regiões

IXL Center lança nova edição do IXLerator no Sul

Programa que acelera processo de inovação vai de julho a novembro

O curso foi concebido por Hitendra Patel, cofundador do IXL Center, que já auxiliou marcas globais como LG, Pepsico e P&G a se tornarem líderes em inovação

O IXL Center está lançando sua nova edição do IXLerator na região Sul. O programa que acelera o processo de inovação iniciará no dia 20 de julho, no Nau Live Spaces, em Porto Alegre. O curso foi concebido por Hitendra Patel, cofundador do IXL Center, pensador e especialista na área de inovação, que já auxiliou marcas globais como LG, Pepsico e P&G a se tornarem líderes em inovação, assim como gigantes nacionais, como Braskem, Havaianas e Natura. Ele também é responsável pela criação da maior aceleradora de startups a nível global em parceria com a Clinton Foundation, a maior olimpíada de Open Innovation envolvendo mais de 200 universidades a nível mundial.

O IXLerator tem como objetivo auxiliar empresas a se conectar com o mundo, gerar trajetórias de crescimento disruptivas, trazer novas ideias para comercialização e desenvolver capacidades para continuar inovando por si mesmas. Mais de 700 companhias de diversos segmentos, portes e geografias já participaram do curso, sendo que mais de 90% delas conseguiram criar novas trajetórias de crescimento, traduzidas em aumento de faturamento. O IXL Center fornecerá facilitadores, consultores, professores, experts e uma estrutura de coordenação e suporte de nível internacional para a execução do programa.

Os participantes também terão acesso as metodologias proprietárias da IXL Center que já foram implementadas em mais de 150 empresas globais e centenas de PMEs a nível mundial. Os membros do time da empresa terão acesso ao Learning Management System para a gestão do programa e todas as ferramentas estarão disponibilizadas em nuvem. As empresas participantes poderão acessar a rede global de parceiros e clientes da IXL, incluindo governos, corporações, PMEs, startups, centros de inovação e educação.

O ciclo de aprendizado, que terá duração de cinco meses finalizando em 10 de novembro, contará com workshops para transferência de know-how, conduzidos por facilitadores com experiência internacional, Webinars para alinhamento e preparação das empresas, sessões de mentoria semanais, conduzidas por um consultor dedicado para cada empresa com experiência internacional e trabalhos em grupo para aceleração dos testes das ideias.

Mais detalhes sobre a programação completa e inscrições devem ser feitas através do e-mail de Alexandre Chang, diretor do IXL Center (alexandre.chang@ixl-center.net). 

Programa que acelera processo de inovação vai de julho a novembro

A vida é feita de decisões

Algumas delas tendem a ser difíceis

No mundo corporativo, vejo que o sucesso de profissionais tem muita relação com as decisões assertivas as quais essas pessoas tomam em seu dia a dia de trabalho

Você já parou para pensar em quantas decisões você toma diariamente em sua vida? Sim, a todo momento estamos decidindo por algo. Sejam elas pequenas ou não, estamos sempre optando por uma coisa ou outra. Do simples ato de escovar os dentes pela manhã, ou não. De escolher um caminho alternativo para o trabalho ou fazer o de sempre, de comer carne bovina ou um peixe no almoço e por aí vai.

Porém, a vida também vai nos exigir, de tempos em tempos, que tomemos decisões difíceis que podem mudar o curso de nossas vidas ou até mesmo de outras pessoas: como a venda de um imóvel, o fechamento de uma empresa, fazer um pedido de casamento, trocar de emprego, pedir demissão, desligar alguém da equipe entre outros. Independentemente do grau, as decisões fazem parte de nossas vidas. Não tem como fugir delas. Não decidir por algo, também é uma decisão.

No mundo corporativo, vejo que o sucesso de profissionais tem muita relação com as decisões assertivas as quais essas pessoas tomam em seu dia a dia de trabalho, somado ao aprendizado que conseguem extrair quando erram. Não devemos ter medo de decidir por algo. O que devemos tentar exercitar é olhar para o cenário e para as consequências de curto, médio e, às vezes, a longo prazo. O bom do mundo do trabalho, por exemplo, é que em muitos casos podemos ser mais assertivos à medida que planejamos nossas ações.

O planejar, somado à experiência técnica e ao conhecimento geral, nos faz profissionais mais aptos a tomar decisões que melhores se encaixam em determinados cenários. Quando nos posicionamos, amadurecemos. Decidir nos deixa mais leves.

Logo, pense nisto: quais foram nos últimos tempos as decisões em sua vida profissional que o levaram para o ponto atual de sua carreira, seja ela de êxito, seja ela de turbulência. Faça esse exercício. Se a resposta for a de que você está mais acertando do que errando, siga na linha e aproveite esse seu ponto forte.

Se identificar mais erros do que acertos, pare, respire e analise quais os pontos estão levando você a tomar decisões equivocadas e mude o curso e/ou a estratégia. Faça essa análise, pois ela é valiosa porque sempre teremos uma reposta por mais dura que possa parecer. E lembre-se: em toda decisão que tomamos em nossas vidas, sempre ficará um rastro de consequências.

Algumas delas tendem a ser difíceis

Marcopolo Rail assina contrato com AeroGru para produção de veículos

Com operação prevista para os primeiros meses de 2024, Marcopolo Rail fornecerá três veículos, compostos por dois carros articulados, para o Consórcio AeroGru

Eles circularão entre os terminais do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e a estação do metrô Linha 13 Jade, da CPTM

A Marcopolo Rail – divisão da Marcopolo focada na produção de veículos sobre trilhos para o transporte coletivo e com atuação dentro do padrão metroferroviário mundial – assinou um contrato com o Consórcio AeroGru, formado pelas empresas Aerom, HTB, FBS e TSEA, para fornecimento de três veículos para o sistema People Mover. Eles circularão entre os terminais do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, e a estação do metrô Linha 13 Jade, da CPTM, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos do estado de São Paulo.

A assinatura do contrato ocorreu em um evento realizado na sede da Marcopolo, com a presença do Ministro da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. O encontro formalizou o fornecimento de três veículos Marcopolo Auster A-200, compostos por dois carros articulados, com capacidade de 200 passageiros e funcionamento autônomo (driveless). A fabricação dos modelos ocorrerá entre os meses de maio de 2022 e julho de 2023. Os veículos passarão por modernização das linhas externas, bem como novos acabamentos e layouts adequados à operação.

“Utilizaremos mão de obra especializada para a produção dos veículos que circularão em São Paulo, além de uma linha de montagem especial com a utilização de materiais de alto padrão. A expertise de mercado da companhia, aliada à capacidade técnica de desenvolvimento e produção da Marcopolo Rail, garantirão a qualidade do fornecimento e ampliarão a capacidade de mobilidade de milhares de pessoas que fazem o trajeto diariamente”, explica Petras Amaral Santos, gerente executivo da unidade de negócio Marcopolo Rail.

Com operação prevista para os primeiros meses de 2024, Marcopolo Rail fornecerá três veículos, compostos por dois carros articulados, para o Consórcio AeroGru

PIB cresce 1% no primeiro trimestre

Indicador foi impulsionado pelo setor de serviços

Os serviços de restaurantes estão entre os que influenciaram o crescimento do PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o último trimestre do ano passado. Esse é o terceiro resultado positivo, depois do recuo no segundo trimestre de 2021 (-0,2%). O PIB, que é a soma dos bens e serviços produzidos no Brasil, chegou a R$ 2,249 trilhões em valores correntes. Com esse resultado, o PIB está 1,6% acima do patamar do quatro trimestre de 2019, período pré-pandemia, e 1,7% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica do país, registrado no primeiro trimestre de 2014. O nível está próximo do registrado no primeiro trimestre de 2015. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais divulgado pelo IBGE.

O crescimento da economia foi puxado pela alta nos serviços (1%), que representam 70% do PIB do país. “Dentro dos serviços, o maior crescimento foi de outros serviços, que tiveram alta de 2,2%, no trimestre, e comportam muitas atividades dos serviços prestados às famílias, como alojamento e alimentação. Muitas dessas atividades são presenciais e tiveram demanda reprimida durante a pandemia”, explica a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Ainda dentro dos serviços, houve crescimento de 2,1% em transporte, armazenagem e correio. “Houve aumento do transporte de cargas, relacionado ao aumento do e-commerce no país nesse período, e do de passageiros, principalmente pelo aumento das viagens aéreas, outra demanda represada na pandemia”, avalia a pesquisadora. Por outro lado, a agropecuária recuou 0,9% entre janeiro e março. “Essa queda foi impactada principalmente pela estiagem no Sul, que causou a diminuição na estimativa da produção de soja, a maior cultura da lavoura brasileira”, destaca Palis.

Na indústria, houve estabilidade (0,1%). O maior avanço nas atividades industriais veio de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (6,6%) e a única queda foi das indústrias extrativas (-3,4%). “Essa atividade puxou o resultado para baixo, e sua queda se deve especialmente à produção de minério de ferro, que caiu bastante. como a indústria da transformação teve alta (1,4%) e tem bastante peso no grupo, isso equilibrou o resultado da indústria”, explica.

Consumo das famílias tem elevação de 0,7%
O consumo das famílias cresceu 0,7% no primeiro trimestre, enquanto o do governo ficou estável (0,1%). “No consumo das famílias, a demanda também está relacionada aos serviços que são principalmente feitos de forma presencial, como as atividades ligadas a viagens”, conta Rebeca. Já os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) caíram 3,5%. “Essa queda foi impactada pela diminuição na produção e importação de bens de capital, apesar de a construção ter crescido no período”, explica. No primeiro trimestre, a taxa de investimento foi de 18,7% do PIB, ficando abaixo da registrada no mesmo período do ano passado (19,7%).

Agropecuária e Indústria caem na comparação interanual
Frente ao primeiro trimestre do ano passado, o PIB cresceu 1,7%. A agropecuária teve queda de 8% nessa comparação, resultado que pode ser explicado pela diminuição na estimativa da produção de algumas culturas cujas safras são importantes no primeiro trimestre, como a soja e o arroz. A indústria também teve queda (-1,5%) nessa comparação, influenciada pelas retrações da indústria da transformação (-4,7%) e das indústrias extrativas (-2,4%). o recuo da indústria da transformação foi influenciado pela fabricação de máquinas e aparelhos elétricos, fabricação de produtos de metal, fabricação de produtos de borracha e material plástico, indústria moveleira e farmacêutica. Já as indústrias extrativas foram afetadas pela queda da extração de minérios ferrosos.

Indicador foi impulsionado pelo setor de serviços

Forma inaugura em Canela quinto hotel da Rede Viverone

Empreendimento que gerou mil empregos diretos e indiretos tem mais de 11 mil m² e negócios na ordem de R$ 75 milhões

Os apartamentos possuem dimensões que vão de 24 m² a 34 m² com combinações que podem acomodar até seis pessoas

A Forma Espaços Imobiliários fez a entrega do Laghetto Viverone Canela, hotel com 168 apartamentos com investimento na ordem de R$ 75 milhões. O grande diferencial da obra é a sua extensão com 143 metros lineares, atendendo os padrões urbanísticos de Canela com destaque para a arquitetura. Os apartamentos possuem dimensões que vão de 24 m² a 34 m² com combinações que podem acomodar até seis pessoas. Depois de dois anos à espera da aprovação do projeto, com licenciamento ambiental e registro imobiliário, a obra começou em 2019. Em menos de três anos, foram gerados 300 empregos diretos e 700 indiretos.

Para Francisco Faggion Filho, diretor da Forma, inaugurar um hotel deste porte e com este conceito na Região das Hortênsias é um marco de propulsão para o crescimento da Rede Viverone. “A localização do Hotel Laghetto Viverone Canela responde por 50% do sucesso do projeto. A outra metade é fruto de uma parceria sólida entre a Forma, a Rede Viverone e a Rede Laghetto e também ao projeto, concebido para satisfazer os hóspedes e trazer excelentes resultados financeiros aos seus investidores”, garante. Para ele, a realização deste projeto motiva a geração de novos empreendimentos em Gramado e Canela.

De 2010 para cá, a Forma entregou 869 mil m² de área construída e de urbanização em diversos projetos nas cidades gaúchas de Bento Gonçalves, Canela, Garibaldi, Porto Alegre e Rio Grande, além de Governador Celso Ramos, em Santa Catarina. Neste período, cinco obras num total de 44.643 m² foram para a Rede Laghetto Viverone de Hotéis. A primeira, que selou a parceria, foi o Laghetto Viverone Bento, na Capital Brasileira do Vinho. Depois vieram o Laghetto Viverone Moinhos em Porto Alegre em 2013, o Laghetto Viverone Rio Grande em 2018 e o Laghetto Viverone Estação, também em Bento Gonçalves, em 2019. 

Empreendimento que gerou mil empregos diretos e indiretos tem mais de 11 mil m² e negócios na ordem de R$ 75 milhões

Bancos aplicarão Inteligência Artificial generativa para detectar fraudes

Esta é uma das três tendências tecnológicas do Gartner para os serviços financeiros no ano

Bancos e empresas financeiras gastarão US$ 623 bilhões com produtos e serviços de TI até dezembro, estima Gartner

artner, Inteligência Artificial (IA) generativa, sistemas autônomos e computação aprimorada de privacidade (PEC – do inglês Privacy-Enhancing Computation) são as três tendências tecnológicas que ganharão força nos serviços financeiros em 2022, segundo pesquisa do Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento para empresas.De acordo com novo levantamento sobre o tema, essas tendências devem continuar a crescer nos próximos dois ou três anos, contribuindo para o avanço e a transformação das organizações de serviços financeiros. “Embora o crescimento seja a principal prioridade, a necessidade de gerenciar riscos, otimizar custos e aumentar a eficiência também exige novas inovações tecnológicas”, avalia Moutusi Sau, analista e vice-presidente de pesquisas do Gartner. “A Inteligência Artificial generativa permite que os executivos de TI (CIOs) dos bancos ofereçam soluções de tecnologia para os negócios em busca de crescimento de receita, enquanto sistemas autônomos e computação de aprimoramento de privacidade são soluções de longo prazo que podem fornecer novas opções para a transformação dos negócios das organizações de serviços financeiros”, detalha Sal.

Os analistas do Gartner preveem que os gastos com TI por empresas de serviços financeiros crescerão 6,1% em 2022, atingindo US$ 623 bilhões em todo o mundo. A maior categoria de gastos são os serviços de TI, que incluem consultoria e serviços gerenciados e respondem por 42% do total de gastos de Tecnologia da Informação no setor, com cerca de US$ 264 bilhões de investimento. A categoria que mais cresce é a de software, com previsão de aumento de 11,5%, movimentando US$ 149 bilhões.

As três tecnologias emergentes identificadas pelo Gartner contribuem coletivamente para as metas de administrar, crescer e transformar um negócio e demonstraram casos de uso no setor financeiro. Confira. 

Tendência 1: Inteligência Artificial generativa 

O Gartner prevê que 20% de todos os dados de teste para casos de uso voltados para o consumidor serão gerados sinteticamente até 2025. A Inteligência Artificial generativa aprende uma representação digital de artefatos a partir de dados e gera novas criações inovadoras que são semelhantes ao original, mas não o repetem. Em serviços financeiros, a aplicação de redes generativas e geração de linguagem natural pode ser encontrada na maioria dos cenários para detecção de fraudes, previsão de negociação, geração de dados sintéticos e modelagem de fatores de risco. Tem potencial devido à capacidade de levar a personalização a novos patamares.

Tendência 2: Sistemas autônomos 

São sistemas físicos ou programas autogerenciados que aprendem com seus ambientes e modificam dinamicamente seus próprios algoritmos em tempo real para otimizar seu comportamento em ecossistemas complexos. Eles criam um conjunto ágil de recursos de tecnologia que suportam novos requisitos e situações, otimizam o desempenho e se defendem contra possíveis ataques sem intervenção humana. Atualmente, os sistemas autônomos são, em sua maioria, baseados em soluções de software específicos para o contexto bancário. No entanto, robôs humanoides estão surgindo em filiais inteligentes, sendo exemplos de sistemas autônomos baseados em hardware e que atendem a clientes e colaboradores. Eles poderiam ser aplicados na gestão autônoma de dívidas, assistentes de finanças pessoais e empréstimos automatizados. ‘Roboadvisors’ são essencialmente sistemas autônomos de baixo nível, embora ainda existam preocupações de confiança devido ao seu alto nível de automação.

O Gartner prevê que até 2024, 20% das organizações que vendem sistemas ou dispositivos autônomos exigirão que os clientes renunciem às cláusulas de indenização relacionadas ao comportamento que vier a ser aprendido de seus produtos. 

Tendência 3: Computação que melhora a privacidade 

 A computação de aprimoramento de privacidade (PEC) protege o processamento de dados pessoais em ambientes não confiáveis, o que é cada vez mais crítico devido à evolução das leis de privacidade e proteção de dados, bem como às crescentes preocupações dos consumidores. Este conceito usa uma série de técnicas de proteção de privacidade para permitir que os dados sejam extraídos respeitando os requisitos de conformidade.

Nos serviços financeiros, os dados têm um papel inerente em qualquer esforço de análise, computação e monetização de dados. A adoção do PEC está aumentando em casos de uso como análise de fraude, operações de inteligência, compartilhamento de dados e combate à lavagem de dinheiro. O Gartner prevê que 60% das grandes organizações usarão uma ou mais técnicas de computação de aprimoramento de privacidade em análises, inteligência de negócios ou computação em Nuvem até 2025. 

Esta é uma das três tendências tecnológicas do Gartner para os serviços financeiros no ano

Campeãs da Inovação no Spotify

Ouça a premiação na íntegra

O evento que premia os vencedores da 18a edição do ranking Campeãs da Inovação agora está no Spotify. Ouça o na íntegra e acompanhe o painel sobre Greenovate: inovação no conceito ESG. O ranking completo está no portal. 

Ouça a premiação na íntegra