Archives Abril 2022

Arrecadação é a maior para março desde 2000

Resultado do primeiro trimestre também é recorde em 22 anos

No primeiro trimestre, a arrecadação fechou em R$ 548,1 bilhões, com aumento de 11,1%

Os tributos que incidem sobre a renda e lucro impulsionaram a arrecadação em março deste ano. De acordo com dados divulgados pela Receita Federal, a arrecadação total no mês ficou em R$ 164,1 bilhões, com crescimento real (descontada a inflação pelo IPCA) de 6,9% em relação a março de 2021. No primeiro trimestre, a arrecadação fechou em R$ 548,1 bilhões, com aumento de 11,1%.

Segundo a Receita Federal, as receitas administradas pelo próprio Fisco chegaram a R$ 158,6 bilhões, o que representa aumento real de 5,8%. No acumulado do trimestre, essa arrecadação ficou em R$ 519,3 bilhões – um acréscimo real de 8,8%. De acordo com o órgão, as arrecadações do Imposto de Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) possibilitaram “o melhor desempenho arrecadatório desde 2000, tanto para o mês de março quanto para o trimestre”.

Destaques
Entre os destaques apontados pela Receita para este resultado de março estão o IRPJ e a CSLL. Ambos somaram uma arrecadação de R$ 34,1 bilhões. Isso representa um crescimento real de 24,7%. “Esse desempenho é explicado pelo acréscimo de 35,5% na arrecadação da estimativa mensal e de 27,4% na arrecadação da declaração de ajuste anual”, detalha a Receita.

Segundo os técnicos do Fisco, a alta na arrecadação de imposto de renda por empresas neste início de ano se deve, principalmente, ao fato de muitas delas terem feitos ajustes em relação à declaração anterior. Eles acrescentaram que houve, também no período, pagamentos atípicos de cerca de R$ 3 bilhões por empresas ligadas ao setor de commodities [produtos primários com cotação internacional].

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) arrecadou R$ 16 bilhões em março, resultado que representa acréscimo real de 17,9%. A Receita Federal diz que esse resultado pode ser explicado pelos acréscimos reais de 5,80 na arrecadação via “Rendimentos do Trabalho Assalariado”; de 98,6% na arrecadação obtida com participação nos lucros ou resultados; e de 29,8% na arrecadação do item “Aposentadoria do Regime Geral ou do Servidor Público”.

A Receita Previdenciária teve arrecadação de R$ 42,4 bilhões no mesmo mês, o que representa acréscimo real de 3,9%. “Esse resultado pode ser explicado pelo aumento da massa salarial por meio da criação de novos postos de trabalho e pelo aumento real de 27% na arrecadação do Simples Nacional em relação a março de 2021. Além disso, houve crescimento das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária”, explica o órgão.

Trimestre
O IRPJ e a CSLL foram também destaques na arrecadação trimestral, com um crescimento real de 22,9%, o que possibilitou um total arrecadado de R$ 147 bilhões. A arrecadação obtida, no período, se deve aos acréscimos reais de 84,4% na arrecadação relativa à declaração de ajuste do IRPJ e da CSLL, e de 14,9% na arrecadação da estimativa mensal. O PIS/Pasep e a Cofins apresentaram, no conjunto, uma arrecadação de R$ 103 bilhões, o que representa crescimento real de 5,4%.

A Receita explica que esse resultado se deve a fatores como “acréscimo real de 9,1% no volume de serviços e decréscimo real de 1,45% do volume de vendas, ambas no período compreendido de dezembro de 2021 a fevereiro de 2022 em relação ao período compreendido de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021, do bom desempenho arrecadatório do setor de combustíveis, assim como da redução de 29% no montante das compensações tributárias”.

Já os rendimentos de capital (IRRF) tiveram arrecadação de R$ 16,4 bilhões (acréscimo real de 41,6%). “Esse resultado pode ser explicado pelos acréscimos nominais de 287,8% na arrecadação do item Fundos de Renda Fixa, e de 122% na arrecadação do item Aplicação de Renda Fixa (PF e PJ)”, justifica a Receita Federal.

Quer saber mais sobre tributos?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil

Resultado do primeiro trimestre também é recorde em 22 anos

Inflação da indústria acelera para 3,13% em março

Fertilizantes, gasolina e diesel pressionaram preços

Preços internacionais do barril de petróleo influenciam inflação da indústria em março

Os preços no setor industrial em março de 2022 aceleraram para 3,13% em relação ao mês anterior, após subirem 0,54% em fevereiro frente a janeiro. No índice que registra os últimos 12 meses, a taxa foi de 18,31%, caindo em relação ao verificado em fevereiro (20,02%). No acumulado do ano, os preços da indústria aumentaram em 4,93%, abaixo do verificado no primeiro trimestre de 2021 (13,92%). Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado pelo IBGE.

O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. Dessas, 16 apresentaram alta em março. As maiores influências vieram de refino de petróleo e biocombustíveis, alimentos, indústrias extrativas e outros produtos químicos. “Essas quatro atividades responderam por 3,12 pontos percentuais, praticamente todo o índice”, ressalta o gerente do IPP, Manuel Campos.

Ele explica que esse aumento em março se deu muito em função dos custos e do movimento internacional, começando com o preço do barril de petróleo. “Quando eleva o preço do barril, aumenta o preço dos derivados. Os preços do setor de refino de petróleo e biocombustíveis aumentaram em 10,84% em março, com destaque para o óleo diesel e gasolina”, comenta. “Além disso, também aumentam os preços nas indústrias extrativas, pois o óleo bruto de petróleo é uma commodity com preço cotado no mercado internacional”, esclarece. No mês de março, os preços nas indústrias extrativas tiveram um aumento de 10,69%, a terceira alta consecutiva.

Já o setor de outros produtos químicos teve alta de preços de 5,75%, maior desde outubro de 2021, quando alcançou 6,42%. “Os resultados observados estão ligados principalmente aos preços internacionais, com impacto nos custos de aquisição das matérias-primas, especialmente dos produtos ligados a adubos e herbicidas, que foram responsáveis por mais de 90% do aumento do setor”, destaca Campos. No caso da indústria de alimentos, houve aumentos nos preços das carnes de aves, resíduos de soja e leite. “A variação do setor alimentar foi de 3,01% e este é o setor de maior peso na pesquisa, aproximadamente 23%”, explicou o gerente.

Campos destaca que o acumulado no primeiro trimestre de 2022 (4,93%) está com taxas inferiores ao do primeiro trimestre de 2021 (13,92%). “Naquela ocasião, os preços aumentaram em função da retomada das atividades econômicas em uma cadeia produtiva com desarranjo, além do aumento do dólar e do barril de petróleo. Em 2022, também estamos com a influência do barril de petróleo, porém, o dólar segurou, com uma desvalorização de 4,4% em relação ao real em março”, contextualiza.

Índice de Preços ao Produtor
O IPP acompanha a mudança média dos preços de venda recebidos pelos produtores domésticos de bens e serviços, e sua evolução ao longo do tempo, sinalizando as tendências inflacionárias de curto prazo no país. Trata-se de um indicador essencial para o acompanhamento macroeconômico e um valioso instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados. A pesquisa investiga, em pouco mais de 2.100 empresas, os preços recebidos pelo produtor, isentos de impostos, tarifas e fretes e definidos segundo as práticas comerciais mais usuais. Cerca de 6 mil preços são coletados por mês.

Quer saber mais sobre indústria?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Fertilizantes, gasolina e diesel pressionaram preços

Soja oscila nos mercados e abre espaço para o produto brasileiro

Lucratividade, de até 45%, é praticamente garantida

Cabe ao agricultor agora decidir se é suficiente e vender ou se vai arriscar e esperar para comercializar mais tarde na esperança de conseguir um valor maior

A soja tem subido na Bolsa de Chicago, mas os demais mercados não estão acompanhando o mesmo ritmo. Analistas de mercado de diversas consultorias avaliam que, além dos fatores já conhecidos, o mercado está preocupado com o clima nos Estados Unidos, que está com seca em muitas regiões produtoras significando dificuldade no início do plantio da nova safra de soja. No ano passado, nesta época, o plantio já estava atingindo 3% da área. Além disso, vem piorando o quadro de guerra entre Rússia e Ucrânia, fato que eleva o preço do petróleo, puxando para cima as cotações do óleo de soja, as quais voltaram a superar os 80 centavos de dólar por libra-peso nesta semana, considerando o primeiro mês cotado, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Mesmo assim, o esmagamento de soja nos Estados Unidos subiu em março, atingindo o seu mais alto nível para o terceiro mês do ano, enquanto os estoques de óleo de soja caíram para o menor patamar desde novembro, segundo dados da Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas (Abiove). As indústrias moageiras norte-americanas esmagaram 10,1% acima do registrado em fevereiro e 2,1% acima do processado em março de 2021, atingindo a um total de 4,9 milhões de toneladas no mês passado, segundo o United States Department of Agriculture (USDA).

“Neste cenário é importante, tanto produtores como a indústria beneficiadora de soja brasileira observarem os movimentos dos mercados com maior demanda”, salienta Enrique Traver, CEO da Copagri, de Curitiba, que atua desde 2011 nos mercados de soja e derivados, milho e caroço de algodão. A alta lucratividade da soja, que está em torno de 45%, é garantida. Para Traver, esse detalhe fará diferença. “Os custos de produção levantados pelas entidades como Deral (PR), Farsul (RS) e pelo Imea (MT), por exemplo, devem ser confrontados com preços pagos aos produtores nos estados produtores. Pois esse é um lucro considerável em qualquer parte do mundo – com ou sem guerra. Cabe ao agricultor agora decidir se é suficiente e vender ou se vai arriscar e esperar para comercializar mais tarde na esperança de conseguir um valor maior”, avalia.

O CEO da Copagri pondera ainda que, esta semana, os olhos estão para o petróleo e óleos vegetais em queda e podem espalham fraqueza à soja. “Na Indonésia, por exemplo, o bloqueio das exportações de óleo de palma afeta apenas parcialmente. Além disso, apesar das vendas à China anunciadas pelo USDA, há temores de menor demanda do gigante asiático diante das medidas de confinamento em várias cidades devido a surtos de casos de Covid”, explica Traver. A Copagri processa mais de 1.200 toneladas de soja por dia, adquiridas pelas seis filiais nos estados do Paraná, Santa Catarina, Goiás, São Paulo e Mato Grosso. Produz

Quer saber mais sobre agronegócio?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Lucratividade, de até 45%, é praticamente garantida

Elon Musk adquire Twitter por US$ 44 bilhões

Conselho anunciou aprovação da proposta feita pelo dono da Tesla e da Space-X

O empresário deverá fechar o capital da plataforma de rede social de 16 anos

O Twitter anunciou que aceitará a proposta feita pelo bilionário Elon Musk, na semana passada, de compra integral das ações da empresa. O anúncio foi feito por Brett Taylor, presidente do conselho administrativo da rede social, e deverá ser finalizado nos próximos dias. Musk fez uma “oferta única e final” de cerca de US$ 54,50 por cada ação – valor cerca de 40% maior do que o valor de mercado na hora da oferta.

A aquisição se deu por meio de uma oferta hostil — ou seja, não solicitada nem comunicada previamente aos acionistas —, que a princípio foi rechaçada pelos executivos da rede social. Muito provavelmente após a aquisição, aprovada por unanimidade pelo conselho de administração, o empresário deverá fechar o capital da plataforma de rede social de 16 anos.

O Brasil tem a quarta maior base de usuários da rede social. Em janeiro, 19 milhões de brasileiros acessaram o Twitter, segundo informações coletadas pela empresa de análise de dados Statista. Em primeiro lugar estão os Estados Unidos, com 76,9 milhões de usuários do microblog. Na sequência estão o Japão (58,9 milhões) e a Índia (23,6 milhões), de acordo com a mesma companhia de análise de dados.

Com Agência Brasil

Conselho anunciou aprovação da proposta feita pelo dono da Tesla e da Space-X

Planejar é preciso

O tempo diário dedicado ao trabalho ficou mais complexo

O planejamento é de extrema importância para que projetos saiam das máquinas e ganhem vida

Uma recente pesquisa realizada pela fabricante de software empresarial Asana revela que trabalhadores do mundo todo estão dedicando mais da metade do seu dia para funções envolvendo “coordenação do trabalho” e menos ao planejamento ou mesmo a estratégia das atividades. O levantamento realizado com mais de 10,6 mil profissionais tidos como “trabalhadores do conhecimento” –analistas de dados e designers gráficos, por exemplo –, aponta que o tempo gasto com estratégia ou planejamento caiu de 13% em 2019 para 9% no ano passado.

O que isso significa? Na prática podemos dizer que o tempo diário dedicado ao trabalho ficou mais complexo, pois temos de investir mais tempo em tarefas de gerenciamento do trabalho em vez de executá-lo dentro de uma estratégia pré-planejada. A pandemia nos ajudou a chegar a esse cenário. Com o trabalho a distância, as reuniões se multiplicaram, pois havia necessidade de comunicar e orientar quem estava trabalhando longe e isso parece ainda ter ficado no ar nos últimos tempos.

Lideranças de todos os níveis devem ficar atentos a esse cenário. O planejamento de ações anuais, mensais e diárias é de extrema importância para que projetos saiam das máquinas e ganhem vida. Pois somente desta forma se sairá de uma zona de fazer o básico “arroz com feijão”. Orientar a equipe continuará sempre sendo uma prioridade, dentro de uma comunicação interna eficaz. Porém, pergunte-se: é necessário mesmo fazer reuniões a todo momento?

Esses são desafios no que podemos já dizer do pós-pandemia. Alinhar, planejar e executar pensando em resultados não saiu de moda. Será sempre essencial para profissionais que queiram crescer e se diferenciar no mercado.

O tempo diário dedicado ao trabalho ficou mais complexo

O tempo diário dedicado ao trabalho ficou mais complexo O planejamento é de extrema importância para que projetos saiam das máquinas e ganhem vida Uma recente pesquisa realizada pela fabricante de software empresarial Asana revela que trabalhadores do mundo todo estão dedicando mais da metade do seu dia para funções envolvendo “coordenação do trabalho” e… Continue a ler »Planejar é preciso

Mercedes-Benz inaugura novo concessionário no Paraná

Com isso, marca passa a ter 35 unidades na região Sul

Novo ponto de venda pertence ao grupo Ingá Veículos, parceiro da marca há 25 anos, desde a chegada da Sprinter ao Brasil

A Mercedes-Benz Vans inaugura, neste mês de abril, o novo concessionário Ingá Veículos, localizado em Guarapuava, no interior do Paraná. O grupo é parceiro da marca há 25 anos, desde a chegada da Sprinter ao Brasil, e o novo espaço apresenta um conceito exclusivo de atendimento, oferecendo os serviços de vendas e pós-venda em ambientes integrados. A Mercedes-Benz Vans conta com 181 concessionários em todo país, com um total de 10 unidades no estado do Paraná, 13 em Santa Catarina e 12 no Rio Grande do Sul, somando 35 unidades na região.

“Estamos muito felizes em anunciar essa grande novidade junto ao nosso parceiro de longa data. Com uma excelente infraestrutura, o espaço está pronto para receber o nosso público com muito conforto e atendimento personalizado, proporcionando a melhor experiência de compra aos clientes e reiterando a qualidade dos serviços e produtos Mercedes-Benz”, destaca Carlos Garcia, Presidente e CEO da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil, em nota.

O espaço é totalmente novo e foi desenvolvido para atender com excelência às demandas do mercado, com uma arquitetura moderna e ambientes que proporcionam uma jornada confortável ao cliente desde o momento em que ele chega à loja até a hora que encerra a sua visita. Esse conceito reforça a preocupação da marca e do concessionário em melhorar, cada vez mais, a experiência do público em cada ponto de venda.

“Acreditamos no potencial da região e é uma grande satisfação para todos nós inaugurar essa nova loja após muito trabalho e dedicação. Confiança é a nossa marca registrada e continuaremos com os nossos esforços voltados para oferecer uma experiência exclusiva ao cliente com o melhor atendimento aos produtos e serviços Mercedes-Benz”, afirma Wagner Scholl, diretor da Ingá Veículos.

Com isso, marca passa a ter 35 unidades na região Sul

Faturamento da indústria de máquinas registra queda de 6% em março

Total de receita mensal ficou em R$ 25,1 bilhões

Apesar dos resultados negativos em relação ao ano anterior, o setor teve crescimento de 14,3% na receita líquida em relação ao mês de fevereiro

A receita líquida do setor de indústria de máquinas e equipamentos no país registrou queda de 6,8% em março de 2022, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, de acordo com balanço da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O total de receita mensal ficou em R$ 25,1 bilhões. No primeiro trimestre, o setor também acumulou retração de 5,3% na receita, após crescimento de 21,6% no balanço de todo o ano passado. A receita trimestral ficou em R$ 67,4 bilhões.

Apesar dos resultados negativos em relação ao ano anterior, o setor teve crescimento de 14,3% na receita líquida em relação ao mês de fevereiro, o segundo crescimento consecutivo após série de quedas iniciada em setembro de 2021. “Os números observados no primeiro trimestre do ano indicam que a desaceleração da atividade industrial, iniciada no último trimestre de 2021, principalmente nos setores ligados ao consumo das famílias, continuam impactando negativamente os investimentos produtivos de alguns segmentos”, revela nota da entidade.

As exportações cresceram 45,3% em março, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Houve alta de 36,6% no primeiro trimestre ante ao mesmo período de 2021 e aumento de 15,4% em relação a fevereiro. “As exportações que iniciaram forte recuperação a partir no segundo trimestre de 2021, mantiveram esta tendência em 2022”, avalia a Abimaq. Nas importações de máquinas e equipamentos, houve crescimento no mês de março (9,1%) na comparação com o mês de fevereiro e na comparação interanual (8,8%).om Agência Brasil

Total de receita mensal ficou em R$ 25,1 bilhões

Investimentos no Tesouro Direto superam resgates em R$ 2,1 bilhões

Programa tem quase 18 milhões de investidores cadastrados

O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic

Os investimentos em títulos do Tesouro Direto somaram R$ 4,1 bilhões em março, enquanto os resgates atingiram R$ 2 bilhões. Dessa forma, houve emissão líquida de R$ 2,1 bilhões, segundo informou a Secretaria do Tesouro Nacional. Em março, o total de investidores ativos no Tesouro Direto, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, teve um aumento de 37.993 investidores, atingindo a marca de 1.900.778 pessoas, a maior da série histórica iniciada em 2002. O número de investidores cadastrados no programa aumentou em 521.402, crescimento de 73,9% em relação a março de 2021, chegando a 17.891.025 pessoas.

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 58,4% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 7.105,91. O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic) que totalizou, em vendas, R$ 2,4 bilhões e correspondeu a 57,9% do total. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) somaram R$ 1,3 bilhão e corresponderam a 31,5% das vendas, enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 435,1 milhões em vendas, ou 10,5% do total.

Resgates antecipados
Segundo o Tesouro Nacional, nas recompras (resgates antecipados), predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 1 bilhão (51,4%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais) totalizaram R$ 586,8 milhões (29%), os prefixados, R$ 395 milhões (19,5%).

Prazo
Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre um e cinco anos, que alcançaram 81,2% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 17,09%, enquanto os títulos com vencimento de cinco a 10 anos corresponderam 1,6% do total.

Estoque
Em março, o estoque do programa fechou em R$ 86,4 bilhões, aumento de 3,8% em relação ao mês anterior (R$ 83,1 bilhões). Os títulos remunerados por índices de preços se mantêm como os mais representativos do estoque somando R$ 47,2 bilhões, ou 54,7% do total.

Com Agência Brasil

Programa tem quase 18 milhões de investidores cadastrados

Preço da gasolina chega a R$ 7,27 e é o mais alto registrado pela ANP

Valor sobe pela segunda semana consecutiva

Na semana entre 17 e 23 de abril, a média por região foi menor no Sul, com R$ 7,109, e maior no Centro-Oeste, com R$ 7,440

O preço ao consumidor da gasolina comum subiu pela segunda semana seguida e atingiu o valor médio no país de R$7,270 o litro, o mais alto já registrado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O recorde anterior foi verificado na semana de 13 a 19 de março, quando o combustível estava sendo vendido a R$ 7,267, a primeira vez acima de R$ 7.

Dados do Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da ANP indicam que, na semana entre 17 e 23 de abril, a média por região foi menor no Sul, com R$ 7,109, e maior no Centro-Oeste, com R$ 7,440. O maior valor encontrado para a gasolina foi R$ 8,559 e o menor, R$ 6,190. A pesquisa envolveu 5.235 postos de abastecimento. Na semana anterior, o preço médio do litro da gasolina no país estava em R$ 7,219 e, na semana de 3 a 9 de abril, em R$ 7,192. O aumento verificado da segunda para a terceira semana de abril foi de 0,7%. Na semana anterior, o crescimento havia sido de 0,37%.

A escalada do preço da gasolina se acentuou no ano passado. A primeira vez que o litro da gasolina comum passou de R$ 5 foi em março do ano passado, quando os postos do país cobraram, em média R$ 5,484 pelo litro do combustível. Em setembro do ano passado, o valor atingiu R$ 6,078.

A política de Preço de Paridade Internacional (PPI) da Petrobras foi adotada em outubro de 2016, fazendo com que os preços dos derivados de petróleo no país fossem calculados com base nas variações no mercado internacional. O valor passou, então, a ser fortemente influenciado pelas mudanças no preço do dólar e do barril de petróleo e sujeito a reajustes mais frequentes, que chegaram a ser diários.

Com Agência Brasil

Valor sobe pela segunda semana consecutiva

Investimentos no Tesouro Direto superam resgates em R$ 2,1 bilhões

Programa tem quase 18 milhões de investidores cadastrados

O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic

Os investimentos em títulos do Tesouro Direto somaram R$ 4,1 bilhões em março, enquanto os resgates atingiram R$ 2 bilhões. Dessa forma, houve emissão líquida de R$ 2,1 bilhões, segundo informou a Secretaria do Tesouro Nacional. Em março, o total de investidores ativos no Tesouro Direto, aqueles que atualmente estão com saldo em aplicações no programa, teve um aumento de 37.993 investidores, atingindo a marca de 1.900.778 pessoas, a maior da série histórica iniciada em 2002. O número de investidores cadastrados no programa aumentou em 521.402, crescimento de 73,9% em relação a março de 2021, chegando a 17.891.025 pessoas.

As aplicações de até R$ 1 mil representaram 58,4% das operações de investimento no mês. O valor médio por operação foi de R$ 7.105,91. O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic (Tesouro Selic) que totalizou, em vendas, R$ 2,4 bilhões e correspondeu a 57,9% do total. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) somaram R$ 1,3 bilhão e corresponderam a 31,5% das vendas, enquanto os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 435,1 milhões em vendas, ou 10,5% do total.

Resgates antecipados
Segundo o Tesouro Nacional, nas recompras (resgates antecipados), predominaram os títulos indexados à taxa Selic, que somaram R$ 1 bilhão (51,4%). Os títulos remunerados por índices de preços (Tesouro IPCA+, Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais e Tesouro IGPM+ com Juros Semestrais) totalizaram R$ 586,8 milhões (29%), os prefixados, R$ 395 milhões (19,5%).

Prazo
Quanto ao prazo, a maior parcela de vendas se concentrou nos títulos com vencimento entre um e cinco anos, que alcançaram 81,2% do total. As aplicações em títulos com vencimento acima de 10 anos representaram 17,09%, enquanto os títulos com vencimento de cinco a 10 anos corresponderam 1,6% do total.

Estoque
Em março, o estoque do programa fechou em R$ 86,4 bilhões, aumento de 3,8% em relação ao mês anterior (R$ 83,1 bilhões). Os títulos remunerados por índices de preços se mantêm como os mais representativos do estoque somando R$ 47,2 bilhões, ou 54,7% do total.

Com Agência Brasil

Programa tem quase 18 milhões de investidores cadastrados

Programa tem quase 18 milhões de investidores cadastrados O título mais demandado pelos investidores foi o indexado à taxa Selic Os investimentos em títulos do Tesouro Direto somaram R$ 4,1 bilhões em março, enquanto os resgates atingiram R$ 2 bilhões. Dessa forma, houve emissão líquida de R$ 2,1 bilhões, segundo informou a Secretaria do Tesouro Nacional.… Continue a ler »Investimentos no Tesouro Direto superam resgates em R$ 2,1 bilhões

Startup quer captar R$ 5 milhões para entrar no segmento de notebooks

Razor Computadores busca aporte numa plataforma de equity crowdfunding que permite a investidores a compra de cotas mínimas de R$ 5 mil

Em 2017, Grégory passou a contar com a participação do irmão André Parisotto Reichert, que na época tinha 26 anos

Consolidada no mercado de computadores de alta performance voltados ao público profissional, a Razor, de Passo Fundo (RS), se prepara para o processo de expansão da marca para o segmento de notebooks. Para isso, busca aporte na Kria, plataforma de equity crowdfunding, para captar R$ 5 milhões até o próximo mês.

A Razor tem uma história que lembra a de gigantes do ramo. Nasceu na garagem da casa de um jovem de 18 anos. Em 2014, Grégory Parisotto Reichert vendeu seu Passat 1999 e abriu uma loja de assistência técnica de informática. O atendimento era feito de porta em porta. Em pouco tempo, além de revender os equipamentos, o empreendedor passou a montá-los e depois fabricá-los.

“Desde a infância, sempre fui apaixonado por hardware. Comecei a mexer com computador aos dez anos”, lembra Grégory. Aos poucos, ele viu a demanda por computadores aumentar. Abriu um e-commerce, imaginando que atenderia Marau, Erechim e cidades próximas. Acabou atingindo todo o Brasil e se diferenciando pelo perfil consultivo.

Dois irmãos à frente do negócio
Inicialmente focada em computadores para jogos, a Razor mudou de rota, direcionando o negócio para a montagem de computadores de alta performance para público profissional — arquitetura, engenharia, indústria criativa, pesquisa e desenvolvimento e manufatura. Em 2017, Grégory passou a contar com a participação do irmão André Parisotto Reichert, que na época tinha 26 anos. O arquiteto tornou-se sócio e focou sua atuação na produção de workstations [estações de trabalho]. São máquinas com processador de alto desempenho, placa de vídeo dedicadas de alta performance e grande quantidade de memória.

Em 2020, o faturamento da empresa foi de R$ 10 milhões. No ano seguinte, dobrou, alcançando R$ 22 milhões. O projeto da empresa é dobrar novamente a comercialização neste ano, chegando na casa dos R$ 40 milhões, com a inclusão dos notebooks ao portfólio. Para os próximos quatro anos, os empresários esperam crescer dez vezes. Atualmente, 70% das vendas são para empresas, entre elas o mercado corporativo. O portfólio conta com clientes como Petrobras, Itaú, Instituto Butantan, USP, UFRJ, Infraero, Globo, Samsung, Saint Gobain, General Eletric, SBT, entre muitas outras. O tíquete médio fica entre R$ 20 mil e R$ 30 mil por máquina. Mas já foram vendidos equipamentos de R$ 290 mil e já foram orçadas máquinas de mais de R$ 800 mil cada.

Capital para seguir crescendo
Essa é a segunda vez que a Razor recorre à captação de investimentos da plataforma Kria. Em 2020, a expansão da empresa teve início quando Grégory e André captaram R$ 1,8 milhão. Foi aí que a empresa mudou-se e equipou uma sede maior e dobrou o número de funcionários, chegando a quase 50 pessoas, estruturando um maior time de vendas, marketing e produção. Com o recurso, a empresa estima uma capacidade produtiva para 25 mil máquinas por ano. Agora, esperam alcançar R$ 5 milhões para dar continuidade ao projeto. “Já temos o conhecimento de como montar e trabalhar com notebooks. O que ainda falta é o capital necessário para fazer um pedido mínimo de componentes”, explica Grégory.

Em 2019, a Razor Computadores foi uma das dez empresas selecionadas no Rio Grande do Sul para participar do Scale-Up da Endeavor, um programa de aceleração para empreendedores à frente de negócios com grande potencial de crescimento.

Quer saber mais sobre empreendedorismo?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Razor Computadores busca aporte numa plataforma de equity crowdfunding que permite a investidores a compra de cotas mínimas de R$ 5 mil

Hiperpersonalização e escala de vendas: os desafios da empresa moderna

Companhias modernas buscam modelos de negócios de vendas recorrentes

“No segmento de serviços, quanto mais padronizados os serviços e menor o escopo de necessidades atendidas, maior será sua capacidade de escalar as vendas e o atendimento”, ensina Reichert neste artigo

Por Fausto Reichert*

Empresas de todo o planeta desafiam o tempo, buscando uma maior segmentação de seu público-alvo — ou seja, clusterizando e fragmentando os clientes. Isso leva a uma imensa granularidade de especificações, baseada em dados. É o que alguns chamam de microssegmentação. As organizações passaram a desenvolver produtos e serviços hiperpersonalizados e, assim, surge outro grande desafio: o custo com baixos volumes, reduzindo a escala de produção, vendas e distribuição.

Certamente, num futuro próximo, será possível utilizar a hiperpersonalização e o tratamento de dados, tornando cada cliente único. Quando as companhias tiverem acesso aos dados de escaneamento do DNA de seus consumidores, poderão colocar isso em prática. Mas como fica o desafio de custo por escala?

Cadeias produtivas B2B
As empresas têm buscado, através dos dados, compreender o comportamento e provocar desejos. Assim, criam a necessidade de seus produtos para os consumidores finais. Porém, em sua grande maioria, os produtos são baseados em produção de alta escala, baixo custo e distribuição global.

A captura de dados leva as empresas de tecnologia a oferecerem mais informações relevantes e insights sobre os consumidores para as organizações, que retornam com novas linhas de produção e novos produtos, estes cada vez mais microssegmentados.

Há um grande desafio nesse modelo, que está levando à baixa produtividade e a um alto custo dos produtos. A era industrial, de grandes escalas e baixos custos, praticamente findou-se, proporcionando benefícios imensos em qualidade de vida humana e uma longevidade quase inimaginável cem anos atrás. Por outro lado, gerou uma série de problemas ambientais, com montanhas de lixo que tentamos literalmente enterrar em cada cidade.

Atuar numa cadeia produtiva global, fornecendo produtos e serviços para empresas, tornou-se um desafio ainda maior. Isso porque as linhas de produção exigem lotes de produção cada vez menores, e esse efeito tem impactado na logística, produção e distribuição, elevando o custo final dos produtos.

Empresas excluídas pelo Product Market Fit
No B2B, usa-se o conceito de Product Market FIT (PMF) — ou, numa tradução até simplória, produto ideal para o cliente ideal. Por consequência, isso cria as empresas excluídas por FIT: aquelas que deixam de acessar ou ter ofertas de serviços de várias companhias, por não estarem no perfil ideal de escala de algumas organizações. Isso também é uma hiperpersonalização, mas agora focada em volume de crescimento da própria empresa de serviços.

No segmento de serviços, quanto mais padronizados os serviços e menor o escopo de necessidades atendidas, maior será sua capacidade de escalar as vendas e o atendimento. Para chegarem ao verdadeiro PMF, as empresas executam testes e validação de teses, e a hiperpersonalização está diretamente inserida neste contexto. O objetivo é ter o domínio ou a liderança de uma fatia deste mercado hiperpersonalizado.

Movimentos e consequências
Companhias modernas buscam modelos de negócios de vendas recorrentes. Isso ajuda a explicar a motivação do elevado volume de investimentos que atraem, assim como o grande volume de M&A entre as empresas de serviços e tecnologia — sobretudo para complementaridade de produtos, mas também para ampliação de mercados FIT.

Com caixa encorpado por financiamentos de todo tipo, as startups que conseguem escalar suas vendas e captar grandes volumes de investimentos passam a adquirir outras startups. Não apenas para terem produtos complementares ou aumentarem suas equipes para seguir crescimento, mas para, principalmente, abrirem espaços em novos mercados, ampliando sua área de atuação e passando a ampliar seus mercados FIT hiperpersonalizados.

Com os menores volumes de produção e produtos mais premium, temos o aumento da desigualdade social. Isso porque consumidores de baixa renda não terão acesso a eles, considerando seus altos preços finais no varejo. Como consequência, também são gerados os excluídos digitais, os desbancarizados, os excluídos da biomedicina, os excluídos dos produtos orgânicos, os excluídos pelo FIT. Enfim, os excluídos pela hiperpersonalização.

Como todo grande movimento, também são criadas oportunidades. Eis que vivemos um nível de geração de startups que procuram novas especializações em mercados cada vez mais hiperpersonalizados, ampliando a microconcorrência e levando a uma corrida em busca dos novos empreendedores, sufocando principalmente o segmento de educação, que precisa se reinventar nesse contexto.

Essa hiperpersonalização terá um limite, e a expansão da tecnologia nessa espiral conhecida encerrará, assim como a Lei de Moore vem sucumbindo nos últimos anos. Ela se manterá até que o mapeamento completo do DNA de uma grande parcela dos consumidores de todos os continentes esteja devidamente catalogado — e, assim, passaremos a ter uma necessidade própria para cada pessoa, em cada contexto.

Resta-nos imaginar quantas empresas e quais empreendedores serão os vitoriosos nesse contexto, que visa encontrar aquilo que realmente nos torna únicos na face da Terra. Ou, mesmo, empreender e participar do ciclo de novas descobertas ao longo dessa jornada.

*Chief Revenue Officer (CRO) da PipeRun

Companhias modernas buscam modelos de negócios de vendas recorrentes

A economia da recorrência está em alta

Ela se tornou fundamental para muitos modelos de negócios

Conforme previsão da consultoria Gartner, 75% das empresas que atuam no mercado de vendas vão passar a oferecer serviços de assinatura até 2023

Inúmeros setores passaram a enxergar a recorrência como uma oportunidade de fidelizar clientes em suas lojas online. No Brasil, esse cenário é cada vez mais comum para empresas de diferentes segmentos. O isolamento social também acelerou a ascensão da economia de recorrência. Dentro de casa, o consumidor passou a usufruir mais da compra online de produtos muito utilizados no dia a dia, como compras do mercado e produtos farmacêuticos. Serviços para garantir o entretenimento também foram bastante requisitados.

Segundo levantamento da Betalabs, empresa especializada em soluções para o e-commerce, as vendas recorrentes movimentaram cerca de R$ 1 bilhão em 2020. A economia da recorrência se tornou fundamental para muitos modelos de negócios. Dessa forma, pode ser vista também como uma resposta do mercado para um consumidor que está em busca de experiências.

Conforme previsão da consultoria Gartner, 75% das empresas que atuam no mercado de vendas vão passar a oferecer serviços de assinatura até 2023. Isso demonstra que é preciso apresentar diferenciais importantes para o consumidor. A recorrência é uma tendência que acompanha a mudança de perfil do consumidor e, portanto, é preciso atender expectativas desse público, por meio de soluções tecnológicas e experiências.

Ela se tornou fundamental para muitos modelos de negócios

BRDE e Fundação Araucária buscam integração maior entre universidades do Sul

Uma das ideias é ampliar a atuação do banco e de suas fontes de investimentos nas áreas de tecnologia, inovação e pesquisa

Os estados do Sul têm sistemas de ciência e tecnologia consistentes e que uma integração nessa área gera dividendos sociais

Com objetivo de fomentar ainda mais o desenvolvimento dos três estados do Sul e buscar novas soluções para geração de emprego, pesquisas e inovação, aproximando as universidades das empresas, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) promoveu um encontro com Fundação Araucária, Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (Fapergs) na quarta-feira (20).

O ponto de partida para buscar uma ação coletiva ocorreu na última reunião do Codesul, em março passado, com a presença dos governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, de Santa Catarina, Carlos Moisés, e o governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Júnior. Uma das ideias é ampliar a atuação do banco e de suas fontes de investimentos nas áreas de tecnologia, inovação e pesquisa, tornando os ativos de conhecimento mais acessíveis ao mercado, conectando a academia e as empresas de maneira mais rápida. Esses recursos serão utilizados em projetos de transformação social e para os setores produtivos de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Para o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, a soma de forças de todos os estados com novos parceiros e suporte da Fundação Araucária abre possibilidades para criar uma agenda comum que estimula a política da instituição a se tornar o maior banco de desenvolvimento do País. “Isso ocorre de verdade quando nossas ações se aproximam da qualidade de vida das pessoas”, declarou. Ele lembrou que esse processo de fomento a novos negócios já ajudou o BRDE a alcançar sua meta histórica em 2021, com R$ 4,1 bilhões firmados em contrato, o que representa um aumento de 61,4% comparado ao ano anterior. Esses números, no entanto, podem crescer.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, disse que os estados do Sul têm sistemas de ciência e tecnologia consistentes e que uma integração nessa área gera dividendos sociais. “Essa reunião proposta pelo presidente do BRDE e sua equipe de apoio à pesquisa do Sul do Brasil pode contribuir muito para criação de riqueza, emprego e renda de alto valor agregado”, afirmou. O próximo encontro com essa pauta está programado para maio, no Rio Grande do Sul.

Uma das ideias é ampliar a atuação do banco e de suas fontes de investimentos nas áreas de tecnologia, inovação e pesquisa

Prévia da inflação de abril acelera para 1,73%

É o maior índice para o mês desde 1995

A gasolina teve alta de 7,51% em abril

A prévia da inflação de abril acelerou para 1,73%, 0,78 ponto percentual acima da taxa de março (0,95%). Essa é a maior variação mensal do indicador desde fevereiro de 2003 (2,19%). Também é a maior variação para um mês de abril desde 1995, quando o índice foi de 1,95%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 4,31% e, em 12 meses, de 12,03%, acima dos 10,79% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2021, a taxa foi de 0,6%.

Esse resultado foi influenciado pelos transportes (3,43%), principalmente, pelo aumento no preço da gasolina, que teve alta de 7,51% e contribuiu com o maior impacto individual no índice do mês, reflexo do reajuste no preço médio do combustível nas refinarias. Também subiram os preços do óleo diesel (13,11%), do etanol (6,6%) e do gás veicular (2,28%). As passagens aéreas, que haviam recuado em março (-7,55%), subiram 9,43% em abril. Os preços do seguro voluntário de veículo (3,03%) aceleraram pelo oitavo mês consecutivo, acumulando 23,46% de variação nos últimos 12 meses. Houve altas ainda nos preços dos táxis (4,36%), nas passagens de metrô (1,66%) e dos ônibus urbanos (0,75%).

Os preços de alimentos e bebidas avançaram 2,25%, puxados pela alta dos itens consumidos no domicílio (3%), principalmente, o tomate (26,17%) e o leite longa vida (12,21%). Outros produtos também tiveram altas expressivas: a cenoura (15,02%), o óleo de soja (11,47%), a batata-inglesa (9,86%) e o pão francês (4,36%). Já a alimentação fora do domicílio (0,28%) desacelerou em relação a março (0,52%). Enquanto a refeição passou de 0,25% em março para 0,45% em abril, o lanche seguiu movimento inverso, passando de 0,92% para 0,07%.

A alta do gás de botijão (8,09%) teve o maior impacto em habitação (1,73%). Também subiram os preços do gás encanado (3,31%). A segunda maior contribuição no grupo foi da energia elétrica (1,92%), com os reajustes de mais de 15% nas duas concessionárias pesquisadas no Rio de Janeiro (11,25%). Todos os itens do vestuário (1,97%) tiveram alta em abril, inclusive as joias e bijuterias (0,61%), cujos preços haviam caído em março (-0,53%). A maior contribuição, porém, veio das roupas femininas, com alta de 2,70%.

O grupo saúde e cuidados pessoais (0,47%) desacelerou em relação a março (1,3%) por conta dos itens de higiene pessoal (-0,87%), que haviam subido 3,98%. Já os produtos farmacêuticos tiveram alta de 3,37%, depois da autorização do reajuste de até 10,89% no preço dos medicamentos, a partir de 1º de abril. Com exceção de comunicação (-0,05%), todos os grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em abril.

A pesquisa mostra também que os preços aceleraram em todas as áreas pesquisadas. A maior variação ocorreu em Curitiba (2,23%), influenciada pela alta de 10,25% nos preços da gasolina. Já o menor resultado ficou com Salvador (0,97%), onde houve queda de 1,46% nos artigos de higiene pessoal e de 8,14% nas passagens aéreas.

Mais sobre o IPCA-15
O IPCA-15 difere do IPCA, a inflação oficial do país, somente no período de coleta e na abrangência geográfica. Para o cálculo do índice de abril, os preços foram coletados entre 17 de março e 13 de abril de 2022 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 12 de fevereiro a 16 de março de 2022 (base). O IPCA-15 refere-se a famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

Quer saber mais sobre economia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

É o maior índice para o mês desde 1995