Archives Abril 2022

Google Meet começa a funcionar dentro do Google Docs

O Google está promovendo uma série de atualizações em sua ferramenta de edição de documentos que inclui a chegada do Google Meet diretamente no Documentos, Planilhas e Apresentações. 

Você pode iniciar uma reunião virtual e transferi-la para dentro do documento em que está trabalhando para ajudá-lo a manter tudo na mesma tela.

Também é possível apresentar o conteúdo do documento caso o material esteja pronto. A novidade deve estar disponível nas “próximas semanas”, disse o Google.

Se quiser mudar de guia, também vai ser permitido. O Google também está introduzindo o suporte a picture-in-picture para o Meet em abril. 

Você precisará usar o Chrome, mas o recurso permitirá que você veja até quatro blocos de vídeo em uma janela separada enquanto alterna entre outras guias e aplicativos. 

O Google está promovendo uma série de atualizações em sua ferramenta de edição de documentos que inclui a chegada do Google Meet diretamente no Documentos, Planilhas e Apresentações.  Você pode iniciar uma reunião virtual e transferi-la para dentro do documento em que está trabalhando para …

Vídeos do YouTube agora podem ser compartilhados no Snapchat

A partir de hoje, os usuários de Android e iOS podem compartilhar vídeos do YouTube diretamente através da Câmera Snapchat, seja em Stories ou Snaps individuais. 

Além de aplicar figurinhas e texto, os espectadores do Snapchat agora podem colar um vídeo do YouTube ou via um navegador da web.

Somente é preciso tocar em “compartilhar” no aplicativo do YouTube e escolher Snapchat quando for uma opção. Esta é a primeira vez que você pode compartilhar visualmente links do YouTube, disse Snap.

Pode parecer um movimento atrasado do Snapchat, contudo, a plataforma se mantém extremamente popular fora do nosso país.

A partir de hoje, os usuários de Android e iOS podem compartilhar vídeos do YouTube diretamente através da Câmera Snapchat, seja em Stories ou Snaps individuais.  Além de aplicar figurinhas e texto, os espectadores do Snapchat agora podem colar um vídeo do YouTube ou via um navegador da web. Somente é …

Prévia da carga tributária sobe para 33,9% do PIB em 2021

Em 2020, o mesmo indicador tinha atingido 31,7%

Além da recuperação do consumo, a alta reflete o encarecimento de produtos e serviços que subiram acima da inflação no ano passado, como eletricidade e combustíveis

A prévia da carga tributária (peso dos impostos e demais tributos sobre a economia) subiu para 33,9% do Produto Interno Bruto, em 2021, divulgou o Tesouro Nacional. Em 2020, o mesmo indicador tinha atingido 31,76%, diferença de 2,14 ponto percentual. Segundo o Tesouro, dois fatores pesaram para a diminuição da carga tributária. O primeiro foi a reversão de várias isenções e reduções de tributos concedidas durante a fase mais aguda da pandemia de covid-19. Somente a restauração das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o crédito respondeu por um aumento de 0,27 ponto percentual do PIB.

O segundo fator foi a recuperação da atividade econômica após a contração de 2020. Com a alta na produção e no consumo, mais pessoas pagam impostos. Isso pode ser explicado pelo aumento de 1,28 ponto percentual do PIB na arrecadação de tributos sobre bens e serviços. A arrecadação do Imposto sobre a Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS), administrado pelos estados, aumentou 0,58 ponto percentual do PIB em 2021. Além da recuperação do consumo, a alta reflete o encarecimento de produtos e serviços que subiram acima da inflação no ano passado, como eletricidade e combustíveis.

Outros tributos com destaque na subida da carga tributária foram o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), com crescimento de 0,22 ponto percentual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), administrado pelos municípios, com alta de 0,06 ponto percentual. Os dois tributos são ligados ao consumo e refletem a alta nas vendas.

Todo mês de março, o Tesouro divulga uma estimativa própria da carga tributária do ano anterior. No entanto, por causa da operação-padrão e das paralisações dos servidores do órgão, a divulgação passou para a primeira semana de abril. Segundo o Ministério da Economia, a elaboração de uma prévia da carga tributária é necessária porque os dados são incluídos na prestação de contas da Presidência da República. O número oficial, divulgado pela Receita Federal, só sai ao longo do segundo semestre.

Com Agência Brasil

Em 2020, o mesmo indicador tinha atingido 31,7%

Pesquisa da CNI revela desaceralação da indústria

Faturamento e emprego têm sequência de altas interrompida em fevereiro

A queda nas contratações ocorre depois de três altas consecutivas

Os indicadores industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram recuo do emprego e do faturamento na passagem de janeiro para fevereiro. A queda nas contratações ocorre depois de três altas consecutivas. Na comparação com fevereiro de 2021, o emprego aumentou 2,9%. No faturamento, o recuo interrompe sequência de três altas consecutivas, período no qual o faturamento havia crescido 5,7%. Na comparação com fevereiro de 2021, o faturamento registra queda de 5%.

A massa salarial da indústria de transformação não se alterou na passagem de janeiro para fevereiro de 2022. A estabilidade ocorre após três meses consecutivos de crescimento. A massa salarial cresceu 3,5% na comparação com fevereiro de 2021. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) também se manteve inalterada em 81% no período. Em relação ao mesmo mês do ano passado, a UCI mostra alta de 0,4 ponto percentual. O rendimento médio real também recuou 0,1% e apenas o índice de horas trabalhadas na produção cresceu na passagem de janeiro para fevereiro, com alta 1,4%.

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que o fato de a maioria dos índices que compõem os indicadores industriais ter variado muito pouco ou permanecido inalterado na passagem de janeiro para fevereiro aponta uma imobilidade preocupante para a atividade econômica. Segundo ele, o desempenho do setor industrial precisa melhorar para recuperar as quedas de 2021 e 2020, mas os resultados não mostram essa trajetória de recuperação sustentava.

“Esses períodos de crescimento e paralisação não espantam, pois vemos no dia a dia as dificuldades que a indústria tem enfrentado e, por isso, a reforma tributária é tão importante, para criar um ambiente propício ao investimento e desatar algumas amarras do setor produtivo”, pontua Azevedo.

Faturamento e emprego têm sequência de altas interrompida em fevereiro

O ego do dono

CEOs viram garotos-propagandas das empresas que comandam

“Falei com o coração e acredito em cada palavra que pronunciei”, garante Castanho

Matéria da edição de março da revista GQ, intitulada “O rosto do dono”, trata da tendência de proprietários e CEOs estrelarem os comerciais de TV de suas empresas. E cita os casos recentes de Daniel Castanho, do grupo educacional Ânima, Guilherme Benchimol, da XP, Alexandre Costa, da Cacau Show, e Caito Maia, da Chilli Beans.

Entre as explicações para o fenômeno elencadas pela publicação estão a desconfiança em relação à publicidade tradicional, a suposta necessidade de haver uma conexão emocional entre consumidor e marcas e a credibilidade que o depoimento do dono de uma companhia transmite. “Falei com o coração e acredito em cada palavra que pronunciei”, garante Castanho. “Entendo do produto e do negócio. Para que pagar alguém para anunciar se eu posso fazer melhor?”, desafia Costa.

Não desmereço essas explicações, mas acrescento outra. Tempos atrás, o proprietário ou o presidente de uma organização dificilmente se sentiria à vontade em frente às câmeras. À exceção dos comerciantes mais desinibidos, cuja imagem se confundia com a de seus estabelecimentos, CEOs engravatados prezavam pela discrição e pelo trabalho de bastidores, e não pela exposição ao grande público.

Hoje, entretanto, vive-se uma celebrização da função de executivo. Impulsionada pela literatura light business, baseada em conselhos fáceis e relatos de experiências, associada à indústria de palestras e eventos corporativos, a espetacularização dos negócios atingiu seu ápice nos reality shows e nas redes sociais. Estas últimas, sejam pessoais ou profissionais, viraram espaço para o show do eu de executivos aparentemente interessados em trilhar uma carreira paralela à de CEOs: a de influenciadores digitais. 

Enquanto empresários das antigas gabavam-se da interlocução com autoridades governamentais, os atuais festejam a quantidade de seguidores, likes e comentários. Uma prova? Basta uma rápida navegada pelo LinkedIn, plataforma de networking que virou escadinha para a vaidade profissional, numa emulação lamentável dos principais defeitos de redes sociais pessoais como Facebook e Instagram. “Os posts que têm mais engajamento são aqueles em que choro, me emociono e falo sobre as minhas fragilidades e dificuldades”, reconhece Caito Maia.

Em resumo: para que o rosto do dono aparecesse em frente às câmeras, foi preciso primeiro que o ego do dono desse um empurrãozinho – e isso não tem faltado ultimamente.

CEOs viram garotos-propagandas das empresas que comandam

Balança comercial tem maior superávit para meses de março

Exportações superaram importações em US$ 7,3 bilhões

O Ministério da Economia elevou de US$ 79,4 bilhões para US$ 111,6 bilhões a projeção de superávit comercial neste ano

Embalada pela valorização das commodities (bens primários com cotação internacional), a balança comercial registra o melhor resultado positivo para meses de março desde o início da série histórica, em 1989. No mês passado, o país exportou US$ 7,3 bilhões a mais do que importou. Segundo o Ministério da Economia, isso representa alta de 19,3% em relação ao registrado em março do ano passado.

No primeiro trimestre, a balança comercial acumula superávit de US$ 11,3 bilhões. Isso representa 37,6% a mais que o registrado de janeiro e março do ano passado (US$ 8 bilhões). O saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para 2017, quando o superávit tinha ficado em US$ 13 bilhões nesse intervalo. No mês passado, o Brasil vendeu US$ 29 bilhões para o exterior e comprou US$ 21,7 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em março, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 25% em relação a março do ano passado, pelo critério da média diária. As importações aumentaram 27,1% na mesma comparação.

Um dos principais responsáveis pela recuperação do saldo comercial foi a valorização das commodities (bens primários com cotação internacional), que subiram em março em meio ao acirramento das tensões entre Rússia e Ucrânia. A estabilidade de algumas safras, principalmente a de soja, também contribuiu para o resultado. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu apenas 1,8%, enquanto os preços aumentaram 17,2% em média na comparação com o mesmo mês do ano passado. Nas importações, a quantidade comprada caiu 7,1%, mas os preços médios subiram 29,5%.

Estimativa
O Ministério da Economia elevou de US$ 79,4 bilhões para US$ 111,6 bilhões a projeção de superávit comercial (exportações menos importações) para este ano. Segundo a pasta, a valorização das commodities (bens primários com cotação internacional) decorrente da guerra entre Rússia e Ucrânia justificou a revisão da estimativa. “O conflito entre Rússia e Ucrânia levou a um aumento de preços e gera expectativa de valor exportado maior”, disse o subsecretário de Inteligência e Estatísticas de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Herlon Brandão.

Segundo o subsecretário, além do aumento dos preços internacionais, observa-se o aumento da demanda por matérias-primas brasileiras após o início do conflito. “Há demanda crescente por produtos brasileiros a preços maiores, o que fará com que a receita de exportação cresça”, acrescentou. Caso a previsão se confirme, esse será o maior superávit comercial desde o início da série histórica, em 1989. O saldo positivo de US$ 111,6 bilhões representa quase o dobro do superávit recorde de US$ 61,2 bilhões, registrado no ano passado.

A cada três meses, o Ministério da Economia revisa as projeções para a balança comercial. A estimativa para as exportações em 2022 saltou de US$ 284,3 bilhões previstos em janeiro para US$ 348,8 bilhões. Para as importações, as projeções passaram de US$ 204,9 bilhões para US$ 237,2 bilhões. As previsões também são recordes para esses parâmetros. As projeções oficiais estão bem mais otimistas que a do mercado. A última edição do boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit comercial de US$ 65 bilhões neste ano.

Impactos
Apesar da melhora na balança comercial, a invasão da Ucrânia pela Rússia está produzindo impactos no comércio do Brasil com os dois países. Em março, as vendas brasileiras para a Ucrânia caíram 59% em valores na comparação com o mesmo mês de 2021. Alguns produtos, como a soja, tiveram o fluxo totalmente interrompido e não foram exportados para o país do leste europeu. As importações da Ucrânia recuaram 49%.

Em relação à Rússia, houve queda no fluxo de mercadorias, mas o encarecimento de preços garantiu o aumento dos valores comerciados. Em março, o valor das exportações brasileiras para a Rússia subiu 54%, enquanto o valor das importações aumentou 71%, pressionado pelos fertilizantes químicos, item do qual a Rússia é uma das principais produtoras globais. “Observamos queda acentuada no fluxo comercial para a Ucrânia em março. Já o aumento do comércio com a Rússia ocorre por alta em preços. Há redução em quantidade nos totais importados de 9,6%”, afirmou o subsecretário do Ministério da Economia.

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Com Agência Brasil

Exportações superaram importações em US$ 7,3 bilhões

Mapa catarinense coloca todas as regiões no nível moderado

Região Nordeste passou a estar no mesmo nível das outras localidades

Um total de 5,6 milhões de catarinenses completaram o esquema primário de vacinação, o que representa 83,4% da população

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada pelo governo catarinense coloca todas as 17 regiões de saúde classificadas no nível moderado (cor azul). Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, houve apenas uma mudança a partir da melhora nos indicadores da região Nordeste que estava classificada no nível alto (amarelo) e passou a ser classificada no nível moderado (azul).

A dimensão da gravidade é composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes e a Tendência de curto prazo (3 semanas) para ocorrência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nela, três regionais foram classificadas no nível moderado (azul): Carbonífera, Grande Florianópolis e Nordeste; outras treze foram classificadas no nível alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu e apenas uma região foi classificada no nível grave (laranja): Xanxerê.

A dimensão da transmissibilidade é composta por dois indicadores, o número de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt). Nesta dimensão, quatorze localidades foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê. As restantes foram classificadas no nível alto (amarelo): Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste e Nordeste.

A dimensão da proteção específica é composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação contra a Covid-19 na população geral (duas doses ou dose única) e da cobertura da dose de reforço na população com 60 anos ou mais de idade. Nela não houve mudanças em relação ao relatório da semana anterior. A dimensão da capacidade de atenção é composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos de UTI Adulto disponíveis em Santa Catarina. Todas as regionais foram classificadas no nível moderado (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes em tratamento de Covid-19 abaixo de 20%.

Até o dia 1 de abril foram confirmados 1.677.565 casos de Covid-19 em Santa Catarina. Desse total, 535.454 casos (32%) foram registrados em 2020, 728.986 casos (43%) em 2021 e 413.125 casos (25%) em 2022. Apesar dos primeiros meses de 2022 representarem um quarto do total de casos de Covid-19 desde o início da pandemia, o número de casos graves, representados pelas hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e os óbitos, representados pelas taxas de mortalidade e letalidade são menores do que as registradas nos anos de 2020 e 2021.

Já foram aplicadas 14.115.782 doses de vacinas contra a Covid-19 em Santa Catarina. Um total de 5.643.028 catarinenses completaram o esquema primário de vacinação, o que representa 83,4% da população vacinável, a partir dos 5 anos de idade.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Região Nordeste passou a estar no mesmo nível das outras localidades

Missão catarinense à China em novembro

Programação é liderada pelo Instituto de Estudos da China, da UFSC

Participar das feiras de importação e de investimentos está no roteiro do Ichin

Ir às cidades de Zhengzhou (Henan) para reforçar o relacionamento de Santa Catarina com sua província-irmã na China; de Mianyang (Sichuan) e Shantou (Guangdong) para avançar nos intercâmbios da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com a Southwest University e a Shantou University; de Qingdao (Shandong) e Fuzhou (Fujian) para estabelecer intercâmbios educacionais e de pesquisas com universidades e outras instituições científicas, tecnológicas e de inovação; e de Shanghai e Beijing para participar das feiras de importação e de investimentos no exterior. Em todas elas, visitar empresas e parques tecnológicos, para propor cooperação nas áreas de alimentos, agricultura, automação, mobilidade, máquinas e equipamentos agrícolas, saúde e Tecnologia de Informação (TI).

Essa programação intensa deverá ser realizada na primeira quinzena de novembro de 2022, por uma pequena comitiva de professores, executivos de empresas e de cooperativas, e integrantes de governos municipais e do estadual de Santa Catarina, liderada pelo Instituto de Estudos da China, da Universidade Federal de Santa Catarina, o Ichin. O fator limitante “Covid” está no planejamento da viagem, e o Plano B é realizá-la no início de 2023, com o prejuízo das feiras de novembro.

Apesar de ter como princípio que para conhecer bem a China é preciso ir à China, estar no país, conhecer “in loco” seu povo, sua cultura, línguas, universidades e tudo o mais, o Ichin foi obrigado a atuar virtualmente nos últimos dois anos em função da pandemia. Por isso agora em abril a decisão de ousar, tentar viabilizar a primeira viagem em 2022, mesmo sabendo que a situação mundial está muito complicada, com o agravante do período eleitoral no Brasil até o final de outubro, e agora o “lockdown” em Shanghai. Mas a esperança segue firme: até novembro a situação estará melhor, ainda que não totalmente normalizada, e a viagem acontecerá!

Em outubro de 2022 completará 20 anos o irmanamento de Santa Catarina com a província de Henan, e por isso também o Ichin considera importante realizar a missão esse ano. Tomada a decisão de fazer, o negócio agora é trabalhar, começando por apresentar a proposta a potenciais interessados – centros e departamentos da UFSC, entidades empresariais e cooperativistas, empresas exportadoras e importadoras, e interessadas em atrair investimentos, mais governos e legislativos, clubes esportivos, instituições de pesquisa, entidades e empresas culturais etc. Viabilizar financeiramente a empreitada será mais difícil por causa do câmbio, o valor do dólar encareceu muito as viagens internacionais. Daí a importância adicional da participação de quem vai para atrair investimentos e vender produtos e serviços.

Talvez essa iniciativa da “academia” contribua, a médio prazo, para reduzir o déficit da balança comercial de Santa Catarina de inacreditáveis US$ 14,6 bilhões em 2021. Dizer que os portos catarinenses são entrada de mercadorias para outras regiões não explica suficientemente o déficit, nem aumenta as vendas de produtos com mais tecnologia, principalmente para a China.

Até 2008 Santa Catarina era cantado em prosa e verso como “estado exportador”, com saldo positivo na balança comercial. Foi em 2009 que a situação mudou, com déficit de US$ 800 mil, que só fez aumentar nos anos seguintes: US$ 4 bilhões negativos em 2010, US$ 7 bilhões em 2014 e US$ 14,6 bilhões em 2021. O estado tem indústrias competitivas em várias áreas, tem tecnologia e inovação, e uma grande estrutura de pesquisa e ensino técnico, tecnológico e universitário. Só lhe faltam ferrovias para ser mais competitivo – na região litorânea, na fronteira Oeste e ligando o Oeste ao litoral –, que podem ser financiadas e construídas por empresas chinesas.

Programação é liderada pelo Instituto de Estudos da China, da UFSC

SIX amplia jornada pelo Brasil

Edtech na área da educação infantil já atua em 12 estados e no Distrito Federal

“Pensei em unir as coisas que eu conhecia bem, como o ambiente de sistemas administrativos e tecnologia”, conta Débora (a terceira da esquerda para a direita)

Educação e tecnologia andam cada vez mais de mãos dadas nas escolas. Não há dúvida de que o uso de tecnologia proporciona inúmeros benefícios, como qualidade de ensino e maior engajamento entre os alunos e professores. Em especial, também pode favorecer diferenciais competitivos para as escolas, já que consegue otimizar o tempo gasto com processos burocráticos para que assim seja possível direcionar mais atenção para os temas pedagógicos.

A SIX, edtech voltada para a educação, entendeu essa necessidade e em 2019 desenvolveu uma plataforma de gestão com foco em processos administrativos para as instituições voltadas ao ensino infantil. A ideia era tornar os processos mais ágeis e eficientes, para que as escolas pudessem também priorizar o contato com os pais de alunos, e vinha de encontro ao que almejava Débora Barros Behar Bandeira, cujos filhos, de três e seis anos de idade, estudavam em uma escola de educação infantil em Porto Alegre.

A jovem empreendedora desenhou um projeto piloto estruturado em uma plataforma única que reunia a digitalização dos processos de gestão de todos os setores da escola de educação infantil, além de uma agenda digital para facilitar a comunicação com os pais dos alunos. “Pensei em unir as coisas que eu conhecia bem, como o ambiente de sistemas administrativos e tecnologia, com o ambiente escolar, que eu tanto amava, sempre atendendo às particularidades e especificidades da instituição, e deu certo”, rememora. No final de 2019, ela fechava contrato com uma segunda escola, o que daria início ao processo de ampliação da SIX pelo Brasil. O resultado da iniciativa rendeu quase três anos de atuação no segmento de educação e um portfólio com 88 escolas, em 12 estados do país e no Distrito Federal.

Durante esse período, a SIX passou por um processo de ampliação das ferramentas disponíveis para a automatização dos processos, que hoje reúnem, entre outras possibilidades, produtos voltados para o modo financeiro, pedagógico, agenda digital, gestão com relatórios de receitas e fluxo de caixa. “Na maioria das vezes, as escolas de educação infantil são comandadas por profissionais que não possuem conhecimentos sólidos em gestão administrativa e que são multitarefa. A SIX traz justamente soluções para as dores desses profissionais, que podem, então, obter mais controle de suas operações por meio da automatização de processos, com mais controle das informações, com menos tempo, e com uma gestão que prioriza menos esforço”, comenta a empreendedora.

A SIX buscou aporte financeiro com a AI7 Capital e recebeu investimentos em 2020 e 2021 para ampliar a sua atuação. Com os recursos foi possível investirem melhorias para captar novos clientes e se preparar para crescer ainda mais. Além de fortalecer a presença no Sul, a SIX quer crescer no mercado de São Paulo e de Minas Gerais. Entre os clientes da SIX, a receptividade ao trabalho realizado não poderia ter sido melhor. José André Pacheco, gestor da Escola Serelepe, em Porto Alegre (RS), explica que o sistema é utilizado nas áreas pedagógica, nutricional e financeira. Ele elogia os resultados da gestão financeira. “É maravilhoso, utilizo desde a emissão de contratos, faturas, recibos e boletos. O sistema agilizou o dia a dia da escola, poupando tempo precioso na administração”, comemora.

Claudionor Aguiar, da Escola Saber Mais de São Luiz do Maranhão, ressalta que a vida administrativa da escola se tornou muito mais simplificada. “Os relatórios que o sistema emite são bem detalhados um controle que nós não tínhamos na escola e que acabava dificultando a gestão. A SIX vai nos ajudar nesse processo de melhoria e estamos muito satisfeitos com o atendimento recebido”, destaca.

Débora conta que a vontade de empreender a acompanha desde muito cedo. Entre 2004 e 2005, quando trabalhou em uma empresa de telefonia, Débora conta que desenvolveu, naquela época, o primeiro sistema para o atendimento ao cliente/reclamação, por telefone ou presencial, para registrar os atendimentos e acompanhar o caso. Seu interesse por análise de sistemas a levou a participar de inúmeros eventos e cursar programação, quando então desenvolveu seu primeiro sistema, para uma academia de ginástica e para uma loja de varejo. Logo depois, em 2013, migrou para a área corporativa até formar a SIX.

Segundo pesquisa publicada pelo Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) e a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) o número de edtechs no país cresceu 23% nos últimos dois anos. De acordo com o levantamento, das 795 startups do setor educacional mapeadas pelo StartupBase, a plataforma base de dados oficiais do ecossistema brasileiro destes negócios, 449 estão ativas atualmente no país. E, sete em cada dez edtechs dedicam-se a soluções para a educação básica, 48,1% voltadas aos ensinos fundamental e médio e 22,4% ao infantil.

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Edtech na área da educação infantil já atua em 12 estados e no Distrito Federal

Sul ganha núcleo especializado em exportação de cachaça

Iniciativa é da Apex-Brasil, em parceria com o Ibrac, com execução da Univali

A região Sul foi responsável por 16,3% do valor de cachaça exportada em 2021

O Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), entidade nacional representativa do setor, participou do lançamento do segundo núcleo de capacitação do Brasil especializado em exportação de Cachaça – o PEIEX Agro Cachaça da região Sul, localizado em Itajaí, lançado na quinta-feira (31). A iniciativa faz parte do Programa de Qualificação para Exportação (Peiex) da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e será destinado a produtores de Cachaça do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. A região Sul foi responsável por 16,3% do valor de cachaça exportada em 2021 pelo Brasil e por 18,1% no volume total exportado.

O primeiro núcleo de capacitação especializado em exportação de Cachaça foi lançado no Nordeste, na cidade de João Pessoa, para atender a todos os estados daquela região. O Peiex Agro Cachaça é uma iniciativa da Apex-Brasil, desenvolvida em parceria com o Ibrac. A execução das atividades na Região Sul será realizada pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). Com atendimento especializado no setor da cachaça, o Peiex Agro Cachaça da região Sul visa atender 25 empresas do setor do Cachaça até 2023 e prepará-las para o processo de exportação de forma planejada e segura. Ele faz parte do núcleo PEIEX de Itajaí, que vai atender empresas de outros setores.

Segundo Carlos Lima, diretor executivo do Ibrac, o Peiex Agro Cachaça integra a estratégia de promoção da Cachaça no mercado internacional e tem um importante papel de contribuir para que o setor supere um dos principais entraves para a inserção de micro e pequenas empresas no mercado internacional, que é a falta de informação e a necessidade de capacitação das empresas. Lima frisa ainda o fato de a iniciativa ser uma importante aliada do projeto setorial de promoção às exportações de cachaça – Cachaça: Taste The New, Taste Brasil. Desenvolvido pelo Ibrac, em parceria com a Apex-Brasil, o projeto setorial prevê uma série de ações para aumentar a base exportadora de cachaça, ampliar as exportações, além de consolidar seu reconhecimento como um destilado genuinamente brasileiro e de qualidade internacionalmente competitiva, e hoje já apoia mais de 50 empresas.

“O programa de capacitação contribuirá para que os produtores do Sul do país possam se beneficiar da expertise em exportação da parceria Apex-Brasil, o que vai possibilitar a inserção dessas empresas, em especial das micro e pequenas, no cenário internacional”, completa o diretor da entidade representativa do setor. Na região estão instalados 118 produtores de cachaça devidamente registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), dos quais 47 estão em Santa Catarina, 44 no Rio Grande do Sul e 27 no Paraná.

Do total em valor exportado pela região Sul em 2021, Santa Catarina correspondeu a 0,2%, o Rio Grande do Sul a 6,7% e o Paraná a 9,4%. Em termos de volume, também considerando o total exportado pela região Sul em 2021, Santa Catarina correspondeu a 0,05%, o Rio Grande do Sul a 2% e o Paraná a 16%.

Iniciativa é da Apex-Brasil, em parceria com o Ibrac, com execução da Univali

RS tem resultado positivo no primeiro bimestre

Estado teve superávit orçamentário de R$ 2,5 bilhões

No final de fevereiro, foram celebrados dois novos contratos de refinanciamento de dívidas com a União

O primeiro bimestre de 2022 mantém a tendência que foi registrada durante o exercício de 2021, quando as contas públicas gaúchas tiveram resultado positivo. Na quarta-feira (30), foi publicado o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) do 1º bimestre de 2022, elaborado pela Contadoria e Auditoria-Geral do Estado (Cage), demonstrando superávit orçamentário de R$ 2,5 bilhões, bastante acima do resultado do mesmo período de 2021 (positivo em R$ 785 milhões).

Além da manutenção do rígido controle de despesas e das medidas de modernização da receita executadas desde o início da gestão, há outros itens que colaboram para o aumento das receitas neste período. Destacam-se, nesse ponto, a privatização da Sulgás (R$ 955,2 milhões), cuja transferência do controle ocorreu em janeiro deste ano, e o crescimento da receita tributária em R$ 435 milhões (deduzidos os recursos dos municípios e Fundeb). O resultado primário, que é um importante indicador que evidencia o impacto da política fiscal nas contas públicas (exclui as receitas e despesas financeiras), também apresentou resultado positivo de R$ 1,1 bilhão, 10% acima do R$ 1 bilhão apurado em 2021.

No final de fevereiro, foram celebrados dois novos contratos de refinanciamento de dívidas com a União, autorizados pelas leis complementares estaduais 15.138/2018 e 15.720/2021. Com isso, o Estado avançou no processo de regularização das respectivas pendências judiciais, tendo protocolado no dia 25 de fevereiro petição de desistência das ações de suspensão dos pagamentos da dívida, o que, associado às reformas estruturais e ao ingresso no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), viabilizará a retomada gradual e sustentável do pagamento da dívida com a União.

O efeito prático foi o cancelamento de restos a pagar (de 2017 a 2021) e de empenhos do exercício de 2022 no montante total de R$ 14,8 bilhões, referente às parcelas de julho de 2017 a janeiro de 2022, cujo pagamento estava suspenso por conta da liminar concedida pelo STF. Considerando a parcela de fevereiro de 2022, que não foi efetivamente empenhada, o montante refinanciado foi de R$ 15,1 bilhões. Dessa forma, se não fossem esses efeitos da adesão ao RRF, as despesas do 1º bimestre de 2022 estariam acrescidas de R$ 600 milhões referentes ao serviço da dívida com a União (amortização e encargos) e o resultado orçamentário seria de R$ 1,9 bilhão, ainda assim R$ 1,1 bilhão acima do apurado no mesmo período em 2021.

“A contabilidade pública reflete as mudanças profundas que aconteceram na gestão das contas do Estado nos últimos exercícios, com os desdobramentos das privatizações, reformas, regularização de passivos relevantes e já passa a consolidar, também, as mudanças na gestão da dívida a partir do regime de recuperação fiscal. Muito mais do que os resultados positivos dessas mudanças, esses demonstrativos agregam o esforço de diferentes equipes, com muito trabalho, e que a Cage consolida neste relatório técnico”, avalia o secretário da Fazenda, Marco Aurelio Cardoso, em nota. 

Estado teve superávit orçamentário de R$ 2,5 bilhões

Conheça as regras previstas na MP que regulamenta o trabalho remoto

O empregador poderá alterar o regime de trabalho presencial para teletrabalho

Caso o empregado não possua os equipamentos ou infraestrutura necessários à prestação do serviço, o empregador poderá fornecer os equipamentos

Adotado com o objetivo de evitar aglomerações em empresas e escritórios durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19, o teletrabalho (ou home office) pode ganhar mais destaque nos arranjos trabalhistas com a edição da Medida Provisória 1108/22. De acordo com o Ministério do Trabalho, o normativo prevê que a modalidade tem, por objetivo, “modernizar a regulação existente na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”, além de “corrigir aspectos regulatórios que o uso maciço do teletrabalho durante a pandemia da covid-19 evidenciou, como, por exemplo, aumentar as possibilidades de regimes híbridos de teletrabalho”.

Segundo a pasta, o teletrabalho (ou trabalho remoto) é caracterizado como “prestação de serviços fora das dependências da empresa, de maneira preponderante ou híbrida, que, por sua natureza, não pode ser caracterizada como trabalho externo”.

De acordo com as novas regras, é possível a contratação no teletrabalho por jornada; por produção; ou tarefa, possibilitando, conforme a contratação, o controle de jornada ou a flexibilidade na execução das tarefas. “Será viável, ainda, que no contrato de teletrabalho ocorra o comparecimento habitual no local de trabalho para atividades específicas”, detalha o Ministério do Trabalho por meio de seu site. A MP prevê que o teletrabalho deverá constar expressamente em contrato individual de trabalho, e que esse contrato poderá dispor sobre os horários e os meios de comunicação entre empregado e empregador, desde que assegurados os repousos legais.

O empregador poderá, a seu critério, alterar o regime de trabalho presencial para teletrabalho ou trabalho remoto, além de determinar o retorno ao regime de trabalho presencial, independentemente da existência de acordos individuais ou coletivos, dispensado o registro prévio da alteração no contrato individual de trabalho. Essa alteração, no entanto, precisa ser notificada ao empregado com antecedência de, no mínimo, 48 horas, “por escrito ou por meio eletrônico”.

A MP acrescenta que “disposições relativas à responsabilidade pela aquisição, pela manutenção ou pelo fornecimento dos equipamentos tecnológicos e da infraestrutura necessária e adequada à prestação de trabalho remoto e as disposições relativas ao reembolso de despesas arcadas pelo empregado serão previstas em contrato escrito, firmado previamente ou no prazo de 30 dias, contado da data da mudança do regime de trabalho”.

Caso o empregado não possua os equipamentos ou infraestrutura necessários à prestação do serviço, o empregador poderá fornecer os equipamentos em “regime de comodato” (empréstimo gratuito) e custear os serviços de infraestrutura, “que não caracterizarão verba de natureza salarial”. Além disso, o período da jornada normal de trabalho será computado como “tempo de trabalho à disposição do empregador”, na impossibilidade do oferecimento dessas condições via regime de comodato.

A MP esclarece que o tempo de uso de equipamentos tecnológicos e de infraestrutura necessária, assim como de softwares, ferramentas digitais ou mesmo aplicações de internet utilizados para o trabalho remoto fora da jornada de trabalho normal do empregado, “não constitui tempo à disposição, regime de prontidão ou de sobreaviso, exceto se houver previsão em acordo individual ou em acordo ou convenção coletiva de trabalho”.

Por fim, a MP prevê que a adoção do regime de teletrabalho poderá ser estendida a estagiários e aprendizes.

Com Agência Brasil

O empregador poderá alterar o regime de trabalho presencial para teletrabalho

Produção industrial cresce 0,7% em fevereiro

Índice continua abaixo do patamar pré-pandemia

A indústria acumula queda de 4,3% frente ao mesmo mês do ano anterior e recuo de 5,8% em 2022

A produção industrial cresceu 0,7% em fevereiro, na comparação com o mês anterior. Esse resultado eliminou parte da queda de 2,2% registrada em janeiro, mas, mesmo com o avanço, o setor permanece 2,6% abaixo do patamar de antes do início da pandemia. Também está 18,9% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Os dados são Pesquisa Industrial Mensal (PIM) – Brasil, divulgada pelo IBGE. No ano, a indústria acumula queda de 5,8% e, em 12 meses, alta de 2,8%. Frente a fevereiro de 2021, o recuo foi de 4,3%.

O avanço da indústria em fevereiro teve taxas positivas disseminadas em todas as quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 26 ramos pesquisados. Entre as atividades, as influências positivas mais importantes vieram das indústrias extrativas (5,3%) e de produtos alimentícios (2,4%).

“O setor extrativo teve uma queda importante em janeiro (-5,1%), por conta do maior volume de chuvas em Minas Gerais, naquele mês, o que prejudicou a extração do minério de ferro. Com a normalização das chuvas, houve uma regularização da produção. Já o setor alimentos teve seu quarto mês positivo de crescimento, acumulando no período ganho de 14,0%. Em fevereiro, os destaques foram a produção de açúcar e carnes e aves, dois grupamentos importantes dentro do setor de alimentos”, explica André Macedo, gerente da pesquisa.

Outras contribuições positivas vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (12,7%), veículos automotores, reboques e carrocerias (3,2%), metalurgia (3,3%), bebidas (4,1%), outros equipamentos de transporte (15,1%) e produtos de borracha e de material plástico (2,9%). “O mês de janeiro também é caracterizado por ter algum grau de redução de jornadas de trabalho e pelo movimento maior de férias coletivas. Em fevereiro, há o retorno normal ao trabalho, que impulsiona a produção do mês. Isso ajuda a entender o resultado positivo de fevereiro na margem da série”, acrescenta Macedo.

Já entre as dez atividades que tiveram redução na produção, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,8%) e celulose, papel e produtos de papel (-3,4%) tiveram os principais impactos no mês. A primeira eliminou parte do crescimento de 3,1% em janeiro, enquanto a última intensificou a queda no mês anterior (-1,8%). Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (1,9%), bens intermediários (1,6%) e bens de consumo semi e não-duráveis (1,5%) tiveram as taxas positivas mais acentuadas em fevereiro.

O setor produtor de bens de consumo duráveis (0,5%) Avançou em fevereiro, mas abaixo da média da indústria (0,7%). Vale destacar que esse segmento recuou 11,7% em janeiro de 2022 e eliminou parte da expansão de 18,6% registrada nos dois últimos meses de 2021. Macedo observa que, apesar do resultado positivo em fevereiro, a indústria acumula queda de 4,3% frente ao mesmo mês do ano anterior e recuo de 5,8% em 2022. A taxa positiva no acumulado em 12 meses indica perda de intensidade, que vem ocorrendo desde agosto (7,2%), nessa comparação.

“Dois anos após o início da pandemia, a indústria ainda está abaixo daquele patamar. Isso pode ser explicado pelo desarranjo das cadeias produtivas, já que as indústrias ficaram com dificuldade de acesso à matéria prima e insumos. Pelo lado da demanda doméstica, há inflação alta, juros em elevação, mercado de trabalho ainda com contingente elevado de trabalhadores fora dele e a massa de rendimento que também não avança. São características que ajudam a entender esse cenário da indústria,” conclui.

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Santa Catarina amplia ações para reduzir emissão de gases de efeito estufa

Indústria avalia estratégias para consolidar economia de baixo carbono

Assunto foi tema da reunião conjunta da Fiesc

Reduzir as taxas da emissão de carbono e assegurar a sustentabilidade do negócio é um dos desafios que a indústria vem enfrentando para contribuir com os esforços de frear o aquecimento global. O tema foi abordado na quinta-feira (31), em reunião conjunta do Comitê Estratégico para Logística Reversa e da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

Juliana Falcão, especialista em políticas e indústria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), frisou que “a base de tudo é o inventário corporativo para entender quais são as emissões da indústria e, a partir disso, fazer um plano de mitigação”. Quatro fatores são preponderantes para consolidar a economia de baixo carbono no Brasil: transição energética, precificação do carbono, economia circular e conservação florestal. “Precisamos de uma estratégia ampla e integrada para redução de emissões, um plano de descarbonização para o país e investir em pesquisa e desenvolvimento visando novas tecnologias de baixo carbono”, acrescentou.

A transição energética consiste na passagem de uma matriz em que predomina a utilização de combustíveis fósseis, com elevada emissão de gases de efeito estufa (GEE), para uma ancorada em fontes renováveis e com baixa emissão de carbono. A promoção por parte dos países de um conjunto de inovações e transformações na forma como produzem e consomem a energia é uma das bases para a consolidação de uma economia de baixo carbono. Durante a COP 26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima), o Brasil oficializou a meta de neutralidade de emissões até 2050. O objetivo é reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 50% até 2030, com base nos níveis de 2005. O Brasil também assumiu o compromisso de zerar o desmatamento ilegal até 2028.

Leonardo Ferreira, secretário-executivo do meio ambiente de Santa Catarina, falou sobre as ações do governo para engajar os municípios na gestão climática do estado, que ainda não possui seu próprio inventário e usa como base o documento nacional. “Nosso dever de casa é realizar o nosso próprio inventário, estruturar programas de mitigação de emissões e de adaptação, além da implantação do ESG”, comentou.

Atualmente, metade da população do estado é atendida por coleta seletiva, de acordo com o secretário. Entre os avanços destacados por Ferreira estão o plano estadual de resíduos sólidos e a consolidação da regionalização dos serviços, por meio de consórcios públicos intermunicipais para eliminar lixões e utilizar aterros sanitários. O governo também estuda o aperfeiçoamento do transporte coletivo metropolitano para atender diariamente mais de 165 mil usuários. Com o apoio da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), disseminou soluções e tecnologias como o sistema de plantio direto, adotado por vários produtores. Também implantou um sistema integrado de monitoramento e alertas de desmatamento, em parceria com instituições da Noruega que fornecem imagens de satélite de alta resolução em tempo real.

A reunião tratou ainda dos efeitos do decreto n° 10.936 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e cria ainda o Programa Nacional de Logística Reversa. A regulamentação é considerada um marco na legislação a respeito desse tema. Victoria Rocha, da ‘Eu Reciclo’, certificadora de logística reversa, detalhou o assunto. O decreto determina que fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos são responsáveis pelo ciclo de vida dos produtos. A responsabilidade compartilhada será implementada de forma individualizada e encadeada.

O presidente da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fiesc, José Lourival Magri, chamou a atenção para o terceiro ano consecutivo de escassez em Santa Catarina. “Precisamos pensar nisso. Oeste e Sul estão passando por esse problema. Além disso, entre os itens mais preocupantes no mundo, está a mudança climática”, afirmou. Albano Schmidt, presidente do Comitê Estratégico para Logística Reversa, destacou que os temas tratados na reunião cada vez mais andam juntos e que “precisamos lidar com meio ambiente e logística reversa como se fossem uma coisa só”.

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Indústria avalia estratégias para consolidar economia de baixo carbono

Quais são os efeitos da alta da taxa de juros no mercado?

Estudo da Anbima revela os principais números da indústria de investimentos após um ano da elevação da Selic

As subidas dos juros devem se manter até junho diante das sucessivas “surpresas” inflacionárias

No dia 17 de março, o ciclo de alta da taxa de juros – que ainda não terminou – completou um ano, saindo de 2% para 11,75%. Segundo as projeções do grupo macroeconômico da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), as subidas devem se manter até junho diante das sucessivas “surpresas” inflacionárias, como a interrupção das cadeias de produção, as incertezas fiscais e os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Conheça a seguir os principais movimentos observados no mercado neste período.

Fundos de investimento
Os fundos de renda fixa registraram captação líquida positiva de R$ 268,4 bilhões entre março de 2021 e março de 2022 – dados até 16 de março. Esse montante é 73% do total captado pela indústria no período. A grande alocação da renda fixa fez esta categoria aumentar a sua participação relativa na indústria de 35,9% para 39%. Os multimercados aparecem em seguida com 22% contra 23,6%, na mesma base de comparação. “O ambiente de maior incerteza contribuiu para reforçar uma maior aversão ao risco por parte dos investidores, com alocações em carteiras de perfil mais conservador. É o mesmo movimento visto nas ofertas públicas”, explica Pedro Rudge, diretor da Anbima.

Entre os tipos de fundos, o de renda fixa simples (tem, no mínimo, 95% do patrimônio aplicado em títulos públicos) registrou a maior contribuição com captação líquida positiva de R$ 166,3 bilhões, seguido do tipo renda fixa duração baixa grau de investimento (aplica, no mínimo, 80% da carteira em títulos públicos e ativos com baixo risco de mercado) com R$ 89,3 bilhões. Somente os fundos de renda fixa duração alta grau de investimento superaram o IPCA acumulado em 12 meses até março de 2022 (utilizando a projeção Anbima do IPCA de março deste ano), que variou 10,5% no período. Eles tiveram rentabilidade de 11,8% no período.

Os fundos de renda fixa com mandato para maior exposição ao risco (aqueles com denominação de tipo “crédito livre”) apresentaram performance no período com captação positiva de R$ 18,6 bilhões no período.

Ofertas públicas
Houve grande concentração nos instrumentos de renda fixa, sobretudo as debêntures. Elas representaram 43% das captações do mercado de capitais no período, o que corresponde a um volume de R$ 266 bilhões. Em seguida, destacam-se as captações de FIDCs (Fundos de Investimento com Direitos Creditórios) com R$ 89 bilhões. Na renda variável, IPOs (Ofertas Públicas Iniciais de Ações, na sigla em português), e follow-ons (ofertas subsequentes dos papéis) responderam por R$ 61 bilhões e R$ 64 bilhões, respectivamente.

A participação dos ativos de renda fixa representou 70,5% do total das captações em fevereiro contra 55% em março de 2021, no início do ciclo de alta dos juros. “O aumento da demanda dos fundos de investimento nas ofertas primárias destes ativos, na comparação ao período anterior à alta da Selic, indica um ambiente favorável à alocação destes papéis nas carteiras dos investidores”, explica José Eduardo Laloni, vice-presidente da Anbima. Somente em debêntures, a parcela alocada para as carteiras dos fundos de investimento subiu 19%, em janeiro e fevereiro do ano passado, para 34% no mesmo período de 2022.

Títulos públicos
A maior valorização entre os títulos públicos ficou com os ativos atrelados à taxa de juros diária – no caso, as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro) –, refletidos no subíndice IMA-S. Os títulos públicos de prazos mais longos apresentaram perda de rentabilidade diante da deterioração e da incerteza das expectativas inflacionárias – confira na tabela a seguir. Esses papéis são retratados no subíndice IRFM 1+ para aqueles pré-fixados com prazo maior de um ano e no IMA B5+ para as NTN-Bs acima de cinco anos. As quedas foram mais intensas em setembro, quando o Banco Central elevou o ritmo de aumento da taxa de juros de 0,75 pontos percentuais para 1,0 ponto percentual. “As rentabilidades diárias são bons indicativos desta percepção. Durante o ciclo de alta dos juros, elas passaram cerca de mais de 50% dos dias negativas, tanto nos pré-fixados quanto nas NTN-Bs longas”, conta Marcelo Cidade, economista da Anbima. Ele afirma que, quando o mercado tiver mais clareza no fim do ciclo da alta de juros, a diversificação de produtos e alocações nas carteiras deve aumentar.

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Estudo da Anbima revela os principais números da indústria de investimentos após um ano da elevação da Selic

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