Archives 2021

Para 70% dos brasileiros, economia do país está ruim ou péssima

A maioria da população afirma que a situação pirou nos últimos seis meses

Três em cada quatro brasileiros diz que sua situação financeira foi afetada pelo aumento dos preços

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) por meio do Instituto FSB, revela que sete em cada dez brasileiros consideram a situação econômica atual do Brasil ruim ou péssima. Para 80% dos entrevistados, essa é uma das piores crises econômicas que o país já enfrentou. Apenas 22% da população acreditam que, em comparação com os últimos 6 meses, a economia melhorou. Para 56%, ela piorou. A visão de futuro está dividida: 34% estão otimistas e acreditam que a situação vai melhorar um pouco (27%) ou muito (7%); 27% acham que ela vai permanecer estável e 32% estão pessimistas. Para estes últimos, a economia ainda vai piorar muito (17%) ou um pouco (15%).

O medo de perder o emprego interrompeu uma série de quedas durante a pandemia e voltou a crescer, de 52%, em julho, para 61% em novembro. Para 16%, o temor é muito grande, para 24%, ele é grande e para 21%, é médio. O percentual dos que não têm qualquer receio encolheu de 32% para 21% da população empregada.

Para agravar a situação, 64% dos entrevistados afirmam que a economia brasileira ainda não começou a se recuperar da crise econômica causada pela pandemia e 52% acreditam que essa recuperação vai levar mais de um ano para ocorrer ou não vai acontecer. O percentual é a soma daqueles que pensam que ela vai ocorrer de um ano até dois anos (16%), em mais de dois anos (36%). Para 4%, essa recuperação não vai ocorrer.

Inflação afetou três em cada quatro brasileiros
Para 73% da população a inflação aumentou muito (51%) ou um pouco (22%) nos últimos seis meses e três em cada quatro brasileiros (75%) diz que sua situação financeira foi afetada pelo aumento dos preços. A maioria dos entrevistados acredita que a situação ainda deve piorar nos próximos seis meses. De acordo com 29% dos brasileiros, a inflação ainda deva aumentar muito e para 25% ela ainda vai subir um pouco.

Diante das dificuldades, 74% dos entrevistados tiveram de reduzir os seus gastos, percentual igual a maio de 2020, no início da pandemia Entre aqueles que afirmaram que diminuíram as suas despesas, 58% afirmam que a redução foi muito grande (20%) ou grande (38%). Os percentuais de redução de gastos são os maiores registrados pela pesquisa desde o início da pandemia: 18 pontos percentuais acima do segundo maior índice (40%) registrado em maio de 2020 e abril de 2021, momentos em que a pandemia estava em momentos mais agudos.

A pesquisa da CNI por meio do Instituto FSB entrevistou 2.016 brasileiros com idade a partir de 16 anos, nas 27 unidades da federação entre os dias 18 e 23 de novembro. A margem de erro no total da amostra é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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A maioria da população afirma que a situação pirou nos últimos seis meses

Utilidades insuspeitas

O que Botox, Viagra e Aspirina têm em comum?

Como quaisquer outros produtos, remédios têm trajetórias mercadológicas

Sofrendo de enxaqueca? Já pensou em tratá-la com Botox?

Algum parente seu está dando os primeiros e preocupantes sinais de Alzheimer? Não se espante se ele passar a tomar Viagra em breve – por estrita recomendação médica, diga-se.

Não, este blog não virou um samba do crioulo doido da medicina. Apenas está mencionando duas aplicações pouco conhecidas – no caso do Viagra, em fase de descoberta – de remédios consagrados para outras finalidades. A toxina botulínica, surgida para rugas de expressão, pode ser usada para dores crônicas, transpiração excessiva e esclerose, entre outras moléstias. E o sildenafil, originalmente voltado a combater a impotência sexual, suspeita-se agora que possa ajudar a prevenir o Alzheimer (mais detalhes aqui e também aqui).

Nenhuma novidade em se tratando de fármacos. Talvez você já tenha escutado médicos recomendarem Aspirina para prevenir problemas do coração, ou pequenas doses de determinados antidepressivos para induzir o sono. Remédios nascem com uma finalidade e, com o tempo, descobrem-se outras, ampliando seu espectro de utilização e garantindo mais tempo de permanência no mercado.

E quando essas novas aplicações costumam ser descobertas?

Geralmente quando os medicamentos enfrentam a transição da maturidade para o declínio de seu ciclo de vida.

Sim, pois como quaisquer outros produtos, remédios têm trajetórias mercadológicas. Logo que são lançados, há um esforço em convencer médicos a prescrevê-los. Enquanto a utilização ganha impulso e o medicamento torna-se referência para determinada patologia, a preocupação do laboratório é garantir o abastecimento dos consumidores e recuperar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

Depois, com as vendas já estabilizadas, fabricante e institutos de pesquisa começam a testar ou a identificar, no dia a dia, novas utilizações. Uma vez comprovadas e devidamente autorizadas pelas agências de saúde, elas se somam às originais e garantem um fôlego novo ao ciclo de vida do fármaco.

Buscar essas novas aplicações, aliás, é uma das atribuições de gestores de marketing quando veem as vendas de um produto dar sinais de declínio, em qualquer mercado. Conseguir estender o ciclo de vida é um dos pilares da “estratégia lateral”, segundo a qual “antes de investir numa nova aposta, os executivos devem explorar todas as possibilidades mais próximas e acessíveis”, como revela esta matéria.

Bom para as empresas? Melhor ainda para os consumidores, especialmente quando o assunto é saúde. Aplicações derivadas encurtam o tempo de chegada de remédios ao mercado e permitem o atendimento das demandas da comunidade médica com mais velocidade e segurança.

O que Botox, Viagra e Aspirina têm em comum?

Matriz catarinense mostra todas as 17 regiões no nível moderado

Nenhuma regional foi classificada como em estado grave ou gravíssimo

O ataque que os sistemas do Ministério da Saúde sofreram podem ter impactado na atualização das notificações, influenciando na avaliação da matriz de risco

Pela primeira vez desde que foi implementada em Santa Catarina em 29 de julho de 2020, a matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (11) revela que todas as 17 regiões como risco potencial moderado (cor azul). Além disso, pela décima semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelho).

A última vez que a matriz classificou uma região no nível grave foi no dia 1 de outubro, e no nível gravíssimo no dia 11 de setembro. Desde então houve avanço na vacinação que, alinhado a uma redução na taxa de hospitalização, na ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento da Covid-19 e na taxa de mortalidade, vem mantendo a tendência de redução da gravidade da pandemia em todas as regiões de Santa Catarina.

Houve melhora nos indicadores das regiões do Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí e Xanxerê, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo) e passaram a ser classificadas como nível moderado (azul). Essa melhoria no cenário foi possível a partir da redução no número de óbitos aliada a redução da taxa de hospitalizações (casos graves) de Covid-19, aumento da cobertura vacinal e menor variação do número de casos na semana, resultando na melhora das dimensões gravidade e monitoramento.

Com isso, estas regiões, se juntam as regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Meio Oeste, Nordeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu, que se mantiveram no nível moderado.

Dados devem ser avaliados com cautela
Segundo o superintendente de vigilância em saúde, Eduardo Macário, o dado é extremamente positivo, mas deve ser visto com cuidado. “A classificação dessa semana precisa ser analisada com cautela. Apesar do cenário altamente favorável de melhora do quadro sanitário, ainda se faz necessário acompanhar as atualizações dos próximos dias para identificar se o quadro se manterá. O ataque que os sistemas do Ministério da Saúde sofreram na última sexta-feira podem ter impactado na atualização das notificações, hospitalizações e óbitos, bem como na da vacinação, influenciando ainda que de forma reduzida na avaliação da matriz de risco. Estamos em contato com o Ministério da Saúde, acompanhando os esforços que as equipes vêm fazendo para retorno dos sistemas”, explica.

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Nenhuma regional foi classificada como em estado grave ou gravíssimo

A solução para o clima passa pelo setor privado

Essa foi uma das principais conclusões do fórum “Carbono Neutro – O compromisso das empresas”, promovido pelo Grupo AMANHÃ

Debatedores defenderam que o Brasil tenha um mercado regulado de carbono

A solução para o clima passa pelo setor privado. Essa foi uma das principais conclusões do fórum “Carbono Neutro – O compromisso das empresas”, promovido pelo Grupo AMANHÃ na manhã desta sexta-feira (10). O debate contou com as participações de Carlo Pereira, diretor executivo da Rede Brasil – Pacto Global da ONU; Marcelo Thomé, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem; Júlio Nogueira, gerente de inovação e sustentabilidade da Klabin; Francine Lemos, diretora executiva do Sistema B Brasil; e Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

O evento, que foi mediado por Jorge Polydoro, presidente do Grupo AMANHÃ, está disponível no canal do YouTube (clique aqui para conferir na íntegra).

Ao abrir a discussão, Carlo Pereira, diretor executivo da Rede Brasil – Pacto Global da ONU, defendeu que o tema é muito importante e que o país não pode ficar de fora do debate mundial. “O Brasil tem uma oportunidade, pois os negócios podem ser capitalizados principalmente pelo agronegócio que é um dos setores mais sustentáveis do mundo, ainda que também apresente seus problemas”, evidenciou. Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), destacou o papel dos empresários na COP 26. “As empresas têm um papel de protagonismo. Elas não apenas estão agindo, mas também pressionando por mudanças. Uma das conquistas da COP 26 foi o término da redação do Artigo 6 que trata do mercado regulado de carbono global. As empresas entraram de um jeito em Glasgow e saíram de outro jeito”, resumiu.

Júlio Nogueira, gerente de inovação e sustentabilidade da Klabin, contou como a companhia estabeleceu critérios em direção às metas de neutralidade de carbono. A Companhia possui um histórico de investimentos e adoção de tecnologias de baixo carbono. Isso permitiu que, de 2003 a 2020, houvesse uma queda de 64% de emissão de CO2 equivalente por tonelada de produto gerado. A empresa se comprometeu, ainda em 2019, com a Campanha “Business Ambition for 1.5º C”, liderada por agências da ONU e pela SBTi. Mais recentemente, assumiu a meta de ser Net Zero até 2050. Em parceria com o Pacto Global, a Klabin lançou o Movimento ImPacto NetZero, para fomentar a discussão em torno das mudanças climáticas e levar mais empresas a avaliarem a adoção de metas com base na ciência. “Todos têm de dar sua contribuição. Quanto mais empresas estiverem engajadas nessa luta, melhor será. Precisamos ter bastante adesões para essa batalha”, convocou.

Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem, concordou com Nogueira sobre a necessidade do engajamento. “É uma oportunidade que é para todos. Temos de não somente observar o risco, mas também se colocar como parte da solução. Temos na mão produtos que ajudam o meio ambiente. Tem muito o que fazer pelo desenvolvimento, pois temos muita gente com fome e sem água potável. E ainda assim podemos cuidar do nosso planeta”, afirmou. Marcelo Thomé, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), relatou que a participação e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI), disse que a participação privada na COP 26 foi expressiva. Para ele, há muitos bons exemplos na indústria brasileira, como os setores de papel e celulose, cimento, aço e alumínio. “Recentemente o Senai criou seu braço de inovação para a bieconomia. É um compromisso das federações com essa agenda de tradição”, contou. Bioeconomia é a ciência que estuda os sistemas biológicos e recursos naturais aliados à utilização de novas tecnologias com propósitos de criar produtos e serviços mais sustentáveis. Ela está presente na produção de vacinas, enzimas industriais, novas variedades vegetais, biocombustíveis, cosméticos entre outros.

Francine Lemos, diretora executiva do Sistema B Brasil, explicou como funciona o sistema B no mundo e no Brasil. Para ter a Certificação B as empresas são avaliadas em cinco aspectos: governança, trabalhadores, clientes, comunidade e meio ambiente. As companhias utilizam a Avaliação de Impacto B (BIA), ferramenta gratuita, on-line e exclusiva que permite acompanhar a evolução do desempenho de uma empresa nessas áreas. A certificação é revista a cada três anos para continuar comprovando as suas práticas e o questionário é revisado a cada dois anos. Hoje existem 4 mil empresas certificadas no mundo, sendo 220 no Brasil. “Na pandemia, notamos uma preocupação do setor empresarial com o tema. Tanto é que tivemos um aumento de mais de 50% pela busca do certificado no setor empresarial brasileiro”, revelou Francine. “Fazemos a seguinte pergunta: Se sua empresa deixar de existir será melhor ou não para planeta? Para uma empresa B a resposta é não”, salientou.

Ao final, os debatedores revelaram suas expectativas para a COP 27, no Cairo, no próximo ano. Para Thomé, da CNI, será importante que o Brasil tenha, até lá, um mercado regulado de carbono no Brasil. Tramita no Congresso o projeto de lei que institui o mercado brasileiro de redução de emissões. “Minha expectativa até a COP 27 é como vai funcionar o mecanismo novo de comércio de carbono que substituirá aquele do Protocolo de Kyoto”, revelou Soto, da Braskem. Para Nogueira, da Klabin, será importante que, cada vez mais, os combustíveis fósseis sejam alterados por aqueles renováveis. Na visão de Francine, do Sistema B, as empresas precisam seguir seus compromissos alinhados com a ciência. “Agora é a hora de ação. As empresas precisam mostrar o progresso que estão fazendo e reportar com muita transparência, pois estamos em uma sociedade muito mais atenta”, alertou.

Essa foi uma das principais conclusões do fórum “Carbono Neutro – O compromisso das empresas”, promovido pelo Grupo AMANHÃ

Copel vai investir R$ 2 bilhões em 2022

Além da distribuição, recursos serão destinados para os segmentos de geração e transmissão

A Copel manteve a posição de maior empresa do Paraná, em levantamento entre as 100 maiores do estado realizado pelo Grupo AMANHÃ, em parceria com a PwC

A Copel projeta investir R$ 2 bilhões nos segmentos de geração, transmissão e distribuição de energia em 2022. A maior parte deste investimento vai beneficiar a área que atende o consumidor final – a distribuição de energia. A ampliação e melhoria da rede de distribuição da Copel, que atende 393 dos 399 municípios do Paraná, receberão 77% dos recursos – R$ 1,6 bilhão.

Em distribuição de energia, os investimentos somados entre 2019 e 2022 alcançam o montante de R$ 4,8 bilhões, quase 60% do total que a Copel está aportando nestes quatro anos. Um dos destaques é o programa Paraná Trifásico, que está substituindo a rede rural existente por uma rede mais moderna, trifaseada, com cabos protegidos e capacidade de comunicação remota.

Com a iniciativa, a Copel melhora a qualidade no fornecimento de energia para o campo, renova seus ativos e contribui para o desenvolvimento do setor agrário paranaense, um dos mais competitivos do País. Ao todo, serão R$ 2,1 bilhões em obras no programa. Este ano, o programa fechou mais de 6 mil quilômetros de redes prontas, ou 25% do total concluído em todas as regiões do Estado.

Outra iniciativa de destaque nos investimentos da Copel é o programa Rede Elétrica Inteligente, que foi lançado em 2020 e está promovendo uma automatização sem precedentes na rede do Estado. “Trata-se do maior programa de smart grid no País”, ressalta Daniel Slaviero, presidente da Copel. “Somente na primeira fase, 151 municípios das regiões Leste, Centro-Sul, Sudoeste e Oeste estão recebendo a rede de distribuição de energia automatizada”.

O investimento nesta primeira etapa, de R$ 820 milhões, está levando a nova tecnologia para 4,5 milhões de paranaenses, em unidades residenciais e empresas urbanas e rurais. Com o novo sistema, as unidades consumidoras estão recebendo medidores digitais, que se comunicam diretamente com a central de operação da Copel.

A tecnologia reduz o tempo de desligamento provocado por intempéries e outros fatores externos ao sistema. Além disso, torna possível a leitura de consumo a distância e permite que o cliente tenha autonomia para monitorar seu consumo de energia, entre outros benefícios. Com a Rede Elétrica Inteligente, a leitura do consumo será online, e os clientes poderão acompanhá-la no telefone celular, em tempo real, por meio do aplicativo da Copel.

Além desses programas, a Copel está investindo em obras de modernização e expansão da rede de fornecimento de energia em todo o Paraná. São novas subestações, linhas e redes que reforçam o sistema que atende a 11 milhões de paranaenses, conferindo ainda mais qualidade ao fornecimento de energia no estado.

Há, ainda, R$ 407,3 milhões que serão aplicados em geração e transmissão de energia no próximo ano. Em 2021, a Copel inaugurou a Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Bela Vista, com 29,81 MW de potência instalada. Construída em tempo recorde e entregue dois anos antes do prazo previsto, a usina está instalada no Rio Chopim, entre os municípios de Verê e São João, no Sudoeste do Paraná. O investimento na mais nova hidrelétrica da empresa foi de R$ 224 milhões e a energia gerada vai atender ao consumo de 100 mil pessoas.

A Copel manteve a posição de maior empresa do Paraná, em levantamento entre as 100 maiores do estado realizado pelo Grupo AMANHÃ, em parceria com a PwC. No ranking regional, a companhia permanece como a terceira maior do Sul, atrás apenas da BRF, segunda colocada, e Bunge, primeira. O ranking 500 MAIORES DO SUL reconheceu, ainda, a Copel como a maior empresa do segmento de energia entre todos os representantes dos três estados da região. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Além da distribuição, recursos serão destinados para os segmentos de geração e transmissão

Ferrovia Chapecó-Cascavel beneficiará agroindústrias do oeste catarinense

Projeto também prevê a ligação entre Maracaju e o Porto de Paranaguá

Ribas Júnior acredita que só há um meio para evitar a fuga das agroindústrias: construir a ferrovia norte-sul, ligando o oeste catarinense ao centro-oeste

“A permanência e a expansão das agroindústrias no grande oeste catarinense dependem da construção dessa obra”. Assim reagiu o presidente do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), José Antônio Ribas Júnior, à decisão do Ministério da Infraestrutura em assinar, nesta semana, a autorização para a construção e a operação da ferrovia entre Chapecó, no oeste de Santa Catarina, e Cascavel, no Paraná.

O dirigente enfatiza que a ferrovia permitirá ligar a região produtora de grãos do centro-oeste do país com Chapecó. Por isso, será essencial para garantir o suprimento de milho às agroindústrias do grande oeste catarinense. Ribas Júnior avalia que a operação para busca do milho no Brasil Central requer mais de 100 mil viagens de carretas com capacidade média de 30 toneladas que fazem o percurso de 2.200 quilômetros, com elevado custo ambiental e humano. “Isso representa mais de R$ 6 bilhões em fretes, todo ano. Com esse dinheiro é possível construir em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás as mais avançadas indústrias do planeta”.

Ribas Júnior acredita que só há um meio para evitar a fuga das agroindústrias: construir a ferrovia norte-sul, ligando o oeste catarinense ao centro-oeste do país. A dependência dessa matéria-prima e as deficiências da infraestrutura logística brasileira, localizadas fora da porteira dos estabelecimentos rurais e agroindustriais, anulam a aptidão e a competência do agronegócio e prejudicam muito mais a agricultura do que as chamadas barreiras externas, como subsídios, quotas e sobretaxas.

De outro lado, o custo de transporte rodoviário, caso mantenha-se a atual matriz, inviabilizará grandes empreendimentos do agronegócio em solo catarinense. Esse quadro é agravado pelas rodovias em péssimas condições que neutralizam a competitividade das empresas. A opção pela linha férrea reduzirá em 30% o custo do transporte de insumos, como milho e soja. Santa Catarina necessita de 7 milhões de toneladas de milho por ano e importa 5 milhões de outras regiões do país e do exterior.

Ligação Cascavel-Chapecó
A empresa estatal paranaense Ferroeste assumiu o trecho que tem 286 quilômetros de trilhos e uma previsão de investimento privado de aproximadamente R$ 6 bilhões, com possibilidade de geração de 122 mil novos empregos diretos e indiretos. A ligação Cascavel-Chapecó integra projeto da Ferroeste que conseguiu, também, aprovação para ferrovia entre Maracaju, no Mato Grosso, e o Porto de Paranaguá (PR). Essa ligação ao litoral também interessa às indústrias exportadoras catarinenses.

Criado a partir do novo Marco Legal das Ferrovias, o Programa de Autorizações Ferroviárias (Pró-Trilhos) estimula a ampliação da malha ferroviária nacional pela iniciativa privada, por meio do instrumento da outorga por autorização. O Programa foi criado por meio da Medida Provisória nº 1.065/21, que instaura o instituto da outorga por autorização para o setor ferroviário, autorizando a livre iniciativa no mercado ferroviário. Permitindo, assim, que o setor privado possa construir e operar ferrovias, ramais, pátios e terminais ferroviários.

O Pró-Trilhos aumentará a atratividade do setor privado para realizar investimentos em ferrovias nas modelagens greenfields (novos empreendimentos, ferrovias construídas a partir do “zero”) ou brownfields (empreendimentos que utilizarão ferrovias já existentes, no todo ou em parte).

Até o momento, o Ministério da Infraestrutura recebeu 36 requerimentos de autorização ferroviária, perfazendo 7.780 novos quilômetros de ferrovias e investimentos na ordem de R$ 115 bilhões. A expectativa é de que sejam criados 2 milhões de novos postos de trabalho diretos e indiretos, além da diminuição do custo de transporte, da emissão de dióxido de carbono e a modernização da malha ferroviária nacional.

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Projeto também prevê a ligação entre Maracaju e o Porto de Paranaguá

Farsul projeta PIB de 0,3% no próximo ano

Rio Grande do Sul deve crescer 0,5% em 2022

As questões ambientais receberam especial atenção de Gedeão

O Sistema Farsul realizou, nesta quinta-feira (9), coletiva para apresentar o balanço de 2021 e projeções para 2022. O encontro serviu para o presidente Gedeão Pereira apresentar os três principais compromissos para o novo mandato que inicia em 1º de janeiro de 2022: irrigação, questões ambientais e o programa Duas Safras.

As questões ambientais receberam especial atenção de Gedeão. Ele falou da participação da CNA durante a COP 26, realizada em Glasgow, na Escócia. “Estamos preocupados em remover esta imagem negativa criada em cima do agronegócio brasileiro, principalmente pelas questões amazônicas. Ainda que a Amazônia seja um continente, 62 % do território nacional, que por si já traz dificuldades inerentes de como cuidar aquilo que é clandestino. Mas, de qualquer maneira, afeta e muito a imagem da agricultura brasileira pelo fato de o país hoje ser uma potência agrícola mundial e temos que ter as responsabilidades a tal tamanho e quanto mais alto o pico, mais fortes os ventos. E temos contrariado bastante alguns países europeus que tem usado como ação as questões ambientais, principalmente da Amazônia, embora os outros biomas, temos dois no Rio Grande do Sul, não nos exime de qualquer responsabilidade na atuação”, declarou.

O presidente do Sistema Farsul também falou da preocupação com a seca que já começa a atingir as lavouras do Rio Grande do Sul, especialmente do milho. Gedeão destacou que o problema é recorrente no estado. “Há anos que viemos trabalhando a respeito do tema irrigação e lastimavelmente nós não conseguimos evoluir por questões com o Ministério Público Estadual que impetrou uma ação e levou uma liminar que nos impede de fazer reserva de água tanto na metade sul, quanto na metade norte. Embora tenhamos um diálogo hoje mais promissor com o próprio MPE, também temos uma conversa muito íntima com Fepam, Sema e Casa Civil no sentido de tentarmos evoluir, mas o fato é que até agora nós não conseguimos”, informou.

O balanço econômico, apresentado pelo economista-chefe, Antônio da Luz, revela uma projeção que o PIB brasileiro cresça 4,26% em 2021 e 0,31% em 2022. Abaixo do Rio Grande do Sul que deve atingir 9,49% em 2021 e 0,58% em 2022, conforme o levantamento.

Luz apontou um aumento de 4,4% na área plantada na safra 2021. “Os grãos que tiveram desempenho superior foram justamente os de inverno, ocupando não novas áreas, mas aquelas já consolidadas no verão e que não são plenamente aproveitadas por não termos uma produção voltada para mercado”, avaliou. O resultado foi um aumento da produção não apenas pela ampliação da área, mas por se tratar de uma comparação com um período anterior com registro de seca.

Para 2022, a projeção é de um aumento de 3,1% na área plantada, também para as culturas de inverno e um crescimento de 1,8% na produção. Atingindo um valor bruto da produção de R$ 77,1 bilhões.

Luz aproveitou para falar sobre os preços dos alimentos. “Não deveríamos estar nos preocupando pelo fato do país ser um emergente e não crescer como um? Estamos empobrecendo cada vez mais em relação ao mundo. A comida cara porque temos uma renda per capta baixa. Para recuperar o ponto onde o mundo estava na pré-pandemia, vamos levar 9,2 anos, quase uma década. O Brasil está ficando para trás”, avaliou.

O economista também aproveitou para fazer a comparação entre os preços aos consumidores e produtores. Primeiro. Ele lembrou que não foram apenas os produtos do agro que tiveram elevação. “Outros produtos cresceram, não vivemos uma inflação de alimentos, mas uma inflação”, destacou. Ele usou como exemplo o arroz que teve uma alta de 32% para o consumidor ao longo do ano, enquanto que, para o produtor, houve queda de 31%.

Luz aponta margens espremidas em razão da alta dos custos de produção. “Ano passado foi maravilhoso em questão de preço, subiram mais que os custos. Avisamos que era necessário cuidado, que era um ponto fora da curva. Neste ano passamos a ter uma situação completamente diferente, preços mais baixos e custos maiores”, analisou.

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Rio Grande do Sul deve crescer 0,5% em 2022

Indústria encerra o ano confiante com os próximos seis meses

O ICEI interrompeu uma sequência de três quedas

O indicador está acima da média histórica de 54,1 pontos. No entanto, na comparação com dezembro do ano passado há um recuo

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), avançou 0,7 ponto em dezembro de 2021 em relação a novembro, subiu de 56 para 56,7. A alta interrompe uma sequência de três fortes quedas, quando o ICEI recuou 7,2 pontos. Esse índice varia entre 0 e 100, tendo uma linha de corte em 50 pontos. Dados acima de 50 indicam confiança e abaixo falta de confiança. Foram entrevistadas 1.471 empresas entre 1º e 7 de dezembro.

O indicador está acima da média histórica de 54,1 pontos. No entanto, na comparação com dezembro do ano passado há um recuo. O ICEI caiu de 63,1 para 56,7. Essa queda releva que a confiança está menos disseminada e intensa do que no final de 2020. Veja a série histórica do índice ao final desta reportagem.

O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que a diferença é justificável. No fim do ano passado, a indústria estava bastante aquecida, após uma rápida recuperação no que se considerava uma superação definitiva da crise de Covid-19 e com a falsa percepção de que o problema de insumos seria contornado facilmente no primeiro semestre do ano seguinte.

“Nada disso aconteceu e, no mês seguinte, vimos a confiança cair. Mas também temos que admitir que a confiança sobe no fim do ano, pela esperança de que o ano novo será melhor”, explica.

No índice atual, é igualmente importante observar os componentes do ICEI. A confiança é formada pelo indicador das condições atuais e o indicador de expectativas para os próximos seis meses. Para o momento, a confiança na economia brasileira está em 45,3 pontos, abaixo da linha divisória, e na empresa, 52,4 pontos. Na média, a percepção sobre as condições atuais ficou em 50 pontos.

A percepção para os próximos seis meses é bem diferente. O indicador para a economia está em 55,3 pontos e para a empresa, 62,5. A média ficou em 60,1. A leitura desse dado mostra que o otimismo para o próximo semestre está mais forte e disseminado.

O ICEI interrompeu uma sequência de três quedas

Inflação foi de 0,95% em novembro

É o maior índice para o mês desde 2015

Gasolina acumula alta de 50,78% em 12 meses

A inflação caiu para 0,95% em novembro, após registrar 1,25% em outubro, mas foi a maior para o mês desde 2015 (1,01%). No ano, o indicador acumula alta de 9,26% e, nos últimos 12 meses, de 10,74%, acima dos 10,67% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. O acumulado em 12 meses, inclusive, foi o maior desde novembro de 2003 (11,02%). Em novembro de 2020, a variação mensal foi de 0,89%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

A alta foi puxada pelos transportes (3,35%), influenciados pelos preços dos combustíveis, principalmente, da gasolina (7,38%), que teve, mais uma vez, o maior impacto individual no índice do mês. Houve altas também nos preços do etanol (10,53%), do óleo diesel (7,48%) e do gás veicular (4,30%). Com o resultado de novembro, a gasolina acumula, em 12 meses, alta de 50,78%, o etanol de 69,40% e o diesel, 49,56%.

Os preços dos automóveis novos (2,36%) e usados (2,38%) também pesaram na inflação do mês. Já as passagens aéreas recuaram 6,12% em novembro, após as altas de 28,19% em setembro e 33,86% em outubro. Em habitação (1,03%), o resultado ficou próximo ao do mês anterior (1,04%), pressionado, novamente, pela energia elétrica (1,24%).

“Além da bandeira tarifária da Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, em vigor desde setembro, houve reajustes nas tarifas em Goiânia, Brasília e São Paulo. Em Belém e Porto Alegre o recuo decorreu da redução da alíquota de PIS/Cofins”, detalha o gerente do IPCA, Pedro Kislanov.

Black Friday
Por outro lado, o índice geral de novembro desacelerou com o recuo em alimentação e bebidas (-0,04%), devido à queda de 0,25% na alimentação fora do domicílio, influenciada pelo lanche (-3,37%). Já a refeição (1,10%) acelerou em relação ao mês anterior (0,74%).

Houve quedas ainda mais intensas no leite longa vida (-4,83%), no arroz (-3,58%) e nas carnes (-1,38%), pressionando a alimentação no domicílio (0,04%). Por outro lado, houve altas expressivas nos preços da cebola (16,34%), que havia caído em outubro (-1,31%), e do café moído (6,87%). Outros subitens, como o açúcar refinado (3,23%), o frango em pedaços (2,24%) e o queijo (1,39%) seguem em alta.

Também influenciou a desaceleração do índice o grupo saúde e cuidados pessoais (-0,57%), consequência da queda nos preços dos itens de higiene pessoal (-3,00%), sobretudo, dos perfumes (-10,66%), os artigos de maquiagem (-3,94%) e os produtos para pele (-3,72%). Além disso, a variação dos planos de saúde (-0,06%) segue negativa, refletindo a redução de 8,19% determinada em julho pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para os planos de saúde individuais. No lado das altas, os preços dos produtos farmacêuticos subiram 1,13%.

“A Black Friday ajuda a explicar a queda tanto no lanche quanto nos itens de higiene pessoal. Nós observamos várias promoções de lanches, principalmente nas redes de fast food no período. E no caso dos itens de higiene pessoal, várias marcas nacionais deram descontos nos preços dos produtos em novembro. No Brasil, diferente de outros países, os descontos não são centrados em um único dia. Os descontos acabam sendo dados ao longo do mês”, explica Pedro Kislanov.

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É o maior índice para o mês desde 2015

CMPC compra ativos da paranaense Iguaçu Celulose

A transação inclui ativos no Paraná e em Santa Catarina, além de florestas de pinus

A CMPC é a 11ª maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC

O grupo chileno CMPC anunciou a aquisição dos ativos da Iguaçu Celulose Papel, segunda maior fornecedora de sacos industriais no país. O negócio será fechado por cerca de R$ 946 milhões. Com isso, a multinacional entra no mercado local de embalagens. A transação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A expectativa, segundo a CMPC, é que o negócio seja consumado em até três meses.

O negócio inclui ativos de celulose, papéis e sacos de papel no Paraná e em Santa Catarina, além de florestas de pinus. A CMPC informou, por meio de fato relevante, que o acordo contempla três fábricas com capacidade produtiva anual de 105 mil toneladas de celulose, 120 mil toneladas de sack kraft e 21 mil toneladas de papéis especiais, além de linhas de conversão com capacidade de 500 milhões de sacos de papel por ano.

A negociação envolve as fábricas de São José dos Pinhais (PR), Piraí do Sul (PR) e Campos Novos (SC), além de área florestal no Paraná. Em outra negociação com um fundo de investimentos local a CMPC negociou as terras do grupo localizadas no Paraná. A fábrica de pasta mecânica de madeira de Frei Rogério (SC) não foi adquirida. Uma área de plantio de pinus, com aproximadamente 1,9 milhão de metros cúbicos, também faz parte da transação.

No Brasil, a CMPC já estava presente com produção própria de celulose de eucalipto, com uma fábrica de Guaíba (RS), e florestas. A CMPC é a 11ª maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC.

A transação inclui ativos no Paraná e em Santa Catarina, além de florestas de pinus

Eis as profissões mais procuradas pela área de TI

A média salarial pode ser superior a R$ 3 mil

A Acate produziu um estudo mapeando os profissionais mais buscados no setor de TI

O mercado de tecnologia é o futuro para quem busca um bom emprego. Como toda grande revolução tecnológica, a tendência é que alguns setores diminuam o volume de vagas, substituindo mão de obra humana por automatização, enquanto do outro lado, alguns segmentos, como o de tecnologia, criam novas demandas constantemente.

Em agosto, a Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) produziu um estudo mapeando os profissionais mais buscados no setor de TI. No topo da lista, os cargos mais buscados são os de desenvolvedores, ou seja, os responsáveis pela programação e criação de novos sistemas. Em primeiro lugar está o desenvolvedor full-stack (22,6%) seguido pelo desenvolvedor de back-end (18,4%) e desenvolvedor front-end (12,4%). Somados, os três cargos ocupam mais da metade das buscas.

Outro fator importante apontado pela pesquisa da Acate foi a média salarial superior a R$ 3 mil, sendo até três vezes mais do que a média da indústria. A pesquisa também mapeou as principais competências que as empresas buscam na hora de selecionar os candidatos: conhecimento de metodologias ágeis: (27,8%); experiência profissional na área (25,2%); habilidades de execução de projetos (24%); e domínio de linguagens de programação (21,6%).

Foi identificado, também, que as empresas atribuem grande valor às soft skills, sendo estas, um grande diferencial na hora de buscar um emprego na área. Dentre as mais buscadas pelas empresas estão: resolução de problemas (90,8%); trabalho em equipe (78%) e proatividade (68%).

O investimento na sua carreira deve ser feito na área que você possui maior afinidade. Não foque demasiadamente nos cargos e competências mais procurados, foque no que você sabe que irá tirar o melhor proveito possível. Ser um excelente designer de produtos pode render muito mais frutos do que ser um desenvolvedor full-stack medíocre.

A média salarial pode ser superior a R$ 3 mil

Edição 339

Um ano de superação

As empresas que sobreviveram à economia atacada pelo coronavírus conseguiram elevar seus índices de desempenho

Leia nessa edição

A maior das 500

Bunge aposta alto em gestão inteligente da cadeia produtiva

PwC

A consultoria dá início ao maior ciclo de investimentos já realizado no Brasil

Setores

Vários segmentos tiveram aumento das vendas, mas seguem desafiados a obter melhores margens

Especial

Cooperativas do Sul projetam investimentos gigantescos para os próximos anos

Paraná

Energia e agro predominam no topo da lista das maiores empresas do Paraná

Santa Catarina

O menor estado do Sul supera os vizinhos em rentabilidade e baixo endividamento

Rio Grande do Sul

Sicredi segue na frente, mas a Serra Gaúcha apresenta uma nova líder

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Um ano de superaçãoAs empresas que sobreviveram à economia atacada pelo coronavírus conseguiram elevar seus índices de desempenho

BNDES apoia investimentos em saneamento em seis cidades do Paraná

Pato Branco, Arapongas, Londrina, Dois Vizinhos, Imbituva e Castro serão beneficiadas

A operação da Sanepar foi a primeira com uma companhia estadual após a alteração do Marco Legal do Saneamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiará a ampliação dos sistemas de esgotamento sanitário e fornecimento de água da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em seis cidades do Paraná. Com a operação, 37.670 pessoas passarão a ter acesso à rede de esgoto e a capacidade de reserva de água deve ser ampliada em 7,2 milhões de litros, aumentando a qualidade de vida e a segurança no fornecimento. Durante o período das obras, 6.560 postos de trabalho devem ser gerados.

O diretor de crédito à infraestrutura do BNDES, Petrônio Cançado, destaca a importância do apoio ao setor. “As operações do BNDES para o setor de saneamento são fundamentais para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população urbana, contribuindo para a elevação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das cidades abrangidas pelos respectivos projetos”, avalia. O apoio de R$ 311,6 milhões viabilizará o aumento do sistema de esgoto em Pato Branco e Arapongas, além do incremento na rede de fornecimento de água em Londrina, Dois Vizinhos, Imbituva e Castro.

O resultado esperado é a melhoria na qualidade de vida da população dessas cidades, com reflexos positivos também nas economias locais, seja pela geração de emprego e renda ou pelo aumento da produtividade. De acordo com o relatório “Impactos de investimentos em água e esgoto sobre indicadores de saúde”, editado pelo BNDES, um município que recebe um novo projeto de saneamento básico pode reduzir em 1,1% as internações hospitalares e, no caso de bebês, esse índice pode chegar a 4%. O texto menciona ainda um estudo da Unesco que estima que cada dólar aplicado no setor de saneamento gere entre US$ 5 e US$ 28 de retorno para a economia.

“A operação da Sanepar foi a primeira com uma companhia estadual após a alteração do Marco Legal do Saneamento, trazendo perspectivas positivas para o fluxo futuro de operações de crédito do BNDES para o setor”, explica Cançado.

Entre as melhorias a serem implementadas no sistema de esgoto, destacam-se as 7.577 novas ligações (sendo 3.677 em Pato Branco e 3.900 em Arapongas), além da ampliação das redes e tubulações complementares em 190,4 km. Do ponto de vista do fornecimento de água, serão construídos 12 novos reservatórios em Dois Vizinhos, Imbituva e Castro, que ampliarão a capacidade de reserva de água em 7,2 milhões de litros, representando um aumento de 100% do limite atual.

Como consequência, o índice de continuidade de abastecimento (acompanhamento do tempo de fornecimento adequado de água), que oscila entre 75% e 80% nas três cidades, deverá chegar a 100%. Já em Londrina, entre as principais intervenções, está a instalação de uma nova estação de tratamento de água no sistema produtor Jacutinga.

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Pato Branco, Arapongas, Londrina, Dois Vizinhos, Imbituva e Castro serão beneficiadas

TIM investe na expansão comercial no Sul

Empresa fecha o ano com novos pontos de venda

“Esses investimentos mostram o quanto a região Sul é relevante para a TIM Brasil”, salienta Homero Salum, gerente de engenharia da TIM Brasil

Líder de mercado na região Sul, com 37,1% dos clientes de telefonia móvel, a TIM fecha o ano de 2021 com excelentes resultados nos três estados, avanço no plano de investimentos de infraestrutura de rede e expectativa de aumento da sua presença comercial e de cobertura do sinal em 2022. Ao longo deste ano, a operadora, que já é líder na oferta do 4G em 100% das cidades de Santa Catarina e no Paraná, avançou em mais 100 cidades a cobertura de quarta geração do Rio Grande do Sul, chegando a 365 municípios (96,6% da população urbana coberta). O número de cidades gaúchas cobertas também deve aumentar em 2022 para mais 34. Serão 100% das cidades gaúchas cobertas até 2023. A operadora também consolidou sua liderança na entrega da tecnologia 4.5G no Paraná. Já são 200 cidades. Com a realização do leilão do 5G, em novembro, a empresa agora prepara a rede para a implantação do 5G nas três capitais do Sul, ainda em 2022.

“Trabalhamos fortemente consolidar ainda mais nossa presença e liderança de mercado na região. São investimentos robustos em infraestrutura de rede, tecnologia e inovação para garantir que nossos clientes tenham a melhor experiência com nossos serviços. Além da forte evolução da cobertura 4G seguimos preparando o caminho para a chegada da tecnologia 5G que, acreditamos, irá democratizar o acesso à saúde, à educação à distância e a inclusão e transformação digital nas cidades, estimulando a geração de mais negócios e oportunidades para a vida dos brasileiros”, afirma Christian Krieger, diretor comercial da TIM para a região Sul.

Além da ampliação de cobertura em novas cidades, a TIM fez robustos investimentos em tecnologias já existentes para maior qualidade e capacidade do sinal e velocidade no tráfego de dados, como a ativação de frequência de 700 MHz, NarrowBand IoT e Massive MIMO. O Massive MIMO, por exemplo, permite aumento de até quatro vezes da capacidade da rede em relação às soluções tradicionais. Já a frequência 700MHZ, possibilita maior cobertura em locais mais afastados e distantes das antenas e em ambientes indoor, como shoppings e estacionamentos subterrâneos.

Em grande parte das novas torres, a TIM implantou o inovador projeto SkyCoverage, o qual pode usar sites off-grid para expandir a cobertura 4G, especialmente nas estradas e em locais de difícil acesso e sem energia elétrica disponível. Os sites off-grid têm geração própria de energia solar e utilizam ainda baterias de lítio, com maior autonomia e capacidade para ciclos de carga e descarga e maior vida útil do equipamento. Somente no Paraná, a infraestrutura – com previsão de 157 novas estações no biênio 2021/2022 – cobrirá 2.800 quilômetros de rodovias, além de distritos e vilas. Esse projeto também contempla a cobertura de oito resorts com foco no desenvolvimento turístico da região.

“Esses investimentos mostram o quanto a região Sul é relevante para a TIM Brasil. Além dos projetos para ampliação da nossa cobertura, a estratégia da companhia contempla projetos pioneiros nos três estados voltados especialmente para a implantação de novas tecnologias que já vêm trazendo ainda mais qualidade para a rede como o Massive Mimo, NB-IoT e VoLTE”, salienta Homero Salum, gerente de engenharia da TIM Brasil. A tecnologia VoLTE (Voz sobre a rede LTE) já está 1.059 cidades do Sul, reforçando a meta da operadora de levar a qualidade HD nas ligações para sua base com a melhor na experiência dos usuários.

Entre os principais pontos já beneficiados com melhorias no Paraná estão: rodovia Guaratuba/Garuva, no acesso de Itapoã (50% já coberta); Distrito de Piquirivaí, em Campo Mourão (melhoria no sentido Cascavel) e o Distrito Guaiporã, em Cafezal do Sul (entre Umuarama e Guaíra). Em Santa Catarina, já foram feitas melhorias no pedágio de Garuva (BR 376/101), Porto Escalvado (Itajaí), no trecho entre a rodovia Itajaí/Navegantes e no trevo da entreda da Praia da Pinheira (Município de Palhoça). Os trechos do Rio Grande do Sul com melhorias já finalizadas são Campo Bonito em Torres (com melhorias entre Torres e Três Cachoeiras) e Aguapés, em Osório (entre Osório e Maquiné).

Outra inovação em andamento é a solução denominada SLS (Street Level Service), planejada para locais de alta concentração de tráfego e com baixo impacto ambiental. O projeto-piloto já foi instalado em dois pontos da Avenida Atlântica de Balneário Camboriú. Outras 15 estações estão previstas para 2022 e que, além de Balneário Camboriú, beneficiarão clientes em Jurerê (Florianópolis), Itapema e Bombinhas.

Com foco na modernização, na maior experiência de interatividade com seus clientes e na maior diversidade de produtos, a TIM também investiu fortemente na reforma e inaugurações de 33 lojas entre próprias e revendas. Entre julho e novembro deste ano, foram reformadas as lojas próprias da Rua da Praia (RS), Muller Joinville (SC) e as da Barão Curitiba e da XV de Novembro (PR). Outras quatro lojas passarão por reforma em 2022.

Entre as revendas, foram 13 pontos de vendas reformados esse ano, sendo 7 no Paraná, 4 em Santa Catarina e duas no Rio Grande do Sul. Além disso, a empresa segue investindo na abertura de novos pontos. Ao longo deste ano, foram três novas lojas no Paraná, cinco em Santa Catarina e oito no Rio Grande do Sul. Outras 22 novas revendas estão previstas para inaugurar no próximo ano: seis (PR), duas (SC) e 14 no Rio Grande do Sul. Empresa fecha o ano com projeção de expandir ainda mais seus pontos de venda nos três estados, entre lojas próprias, revendas, varejo e com parcerias com comércios para comercialização de produtos e serviços da operadora.

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Empresa fecha o ano com novos pontos de venda

Aumento da Selic afeta poupança e financiamento imobiliário

Rendimentos e prestações serão indexados pela TR

Apesar do aumento do rendimento, a poupança ainda perde para a inflação

Com a elevação da taxa básica de juros, a Selic, anunciada nessa quarta-feira (8) pelo Banco Central, de 7,75% para 9,25% ao ano, o cálculo do rendimento da poupança volta para a regra antiga. A nova taxa básica também afeta financiamentos imobiliários e a correção do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Isso acontece porque a Taxa Referencial (TR), que estava zerada, vai subir com o aumento da taxa Selic. A TR é calculada pelo Banco Central a partir dos juros das Letras do Tesouro Nacional (LTN), que variam seguindo a Selic. A Taxa Referencial é usada como indexador para a correção das aplicações da caderneta de poupança, das prestações dos empréstimos do Sistema Financeiro da Habitação e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). No caso do FGTS, a correção do saldo é a TR mais 3%. E nos empréstimos para a compra da casa própria, a taxa corrige as prestações.

Segundo o diretor executivo de estudos e pesquisas econômicas da Associação Nacional de Executivos (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a estimativa é que a TR fique em torno de 0,05%. Oliveira lembrou que quando a Selic estava em 9,25% ao ano, em julho de 2017, a TR chegou a 0,0623%. Mas só será possível conhecer a nova taxa quando o Banco Central divulgar o cálculo mensal da TR referente a dezembro. “A TR não vai subir para um patamar que inviabilize o pagamento das prestações do financiamento imobiliário porque estará em um percentual baixo”, avalia.

Poupança
De acordo com a legislação, quanto a Selic é igual ou inferior a 8,5% ao ano, a remuneração dos depósitos de poupança é composta pela TR mais 70% da taxa Selic no mês. Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança volta a render TR mais 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Segundo simulação da Anefac, com uma aplicação no valor de R$ 10 mil pelo prazo de 12 meses, o investidor acumula rendimento de R$ 680, totalizando R$ 10.680 ao final desse período.

De acordo com a Anefac, a poupança ganha em rendimentos dos fundos de renda fixa, principalmente nas aplicações de baixo valor, porque há cobrança de taxas de administração mais altas. Nos investimentos em poupança, não há cobrança de taxa de administração. “Assim, a caderneta de poupança vai continuar sendo uma excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano”, explica a Anefac.

Inflação
Apesar do aumento do rendimento, a poupança ainda perde para a inflação. A expectativa de analistas de mercado é que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) fique acima 10%. Mas não é só a poupança que perde para a inflação. “Com inflação acima de 10% no ano, todos os investimentos de renda fixa, variável, poupança, CDB perdem para inflação. Mas o Banco Central sinalizou que vai continuar subindo a Selic. À medida que as taxas vão subindo, os investimentos tendem a voltar a ganhar da inflação”, destaca Oliveira.

Em comunicado após a reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que “o ciclo de aperto monetário [aumento da Selic]” deve avançar “significativamente em território contracionista”, ou seja, com mais altas de juros. “O Comitê irá perseverar em sua estratégia até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas [de inflação]”.

Para a próxima reunião, o comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude (1,5 ponto percentual), movimento que fará com que a Selic seja elevada para 10,75% ao ano.

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Com Agência Brasil

Rendimentos e prestações serão indexados pela TR