Archives 2021

Economia catarinense deve crescer até 1,5% no próximo ano

Indústria puxa retomada da atividade econômica pós-pandemia, nota Fiesc

Mario Cezar de Aguiar acredita que a reforma tributária deverá ser votada no próximo ano

O otimismo tomou conta da tradicional coletiva com o balanço de 2021 e perspectivas para 2022 da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta terça-feira (14). O presidente Mario Cezar de Aguiar aposta que o PIB catarinense deve avançar 1,5%, no mínimo, no próximo ano – bem acima do Brasil, cujo cenário deverá ser de estagnação. No encontro com a imprensa, Aguiar projetou que as indústrias automotiva, eletroeletrônica, fundição e metalmecânica terão destaque em 2022 graças ao retorno das economias no exterior. “Estamos crentes que a economia de Santa Catarina será melhor que a do Brasil no próximo ano”, declarou.

Uma das principais barreiras, no entanto, será uma possível restrição da demanda, tendo em vista o aumento dos juros básicos pelo Banco Central. Para o assessor econômico da Fiesc e professor Pablo Bittencourt, a Selic poderá alcançar o nível de até 12% em março se mantendo nesse patamar por um período de quatro reuniões do Comitê de Política Monetária, o Copom. “O desafio, para quem depender do mercado interno, será a demanda mais restrita, ainda que os custos, em compensação, tendem a seguir uma curva descendente”, afirmou, alertando, ainda que uma quarta onda da pandemia poderá alterar esse quadro.

O presidente da Fiesc também acredita que a reforma tributária deverá ser votada no próximo ano. Segundo ele, tão logo o projeto seja liberado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, levará a pauta para o plenário. “Não é a reforma dos sonhos, mas a possível. Se ela for aprovada, também ajudará a fazer com que o câmbio fique mais favorável”, argumentou.

Aguiar também se mostrou preocupado com o investimento recente do governo do Paraná no modal portuário. Segundo ele, Santa Catarina poderá perder competitividade se empresas optarem pelo Porto de Paranaguá para escoarem seus produtos. Segundo cálculos da federação, cada contêiner, independentemente do que carregue, deixa US$ 1200 (cerca de R$ 7 mil) na economia catarinense.

A decisão do Ministério da Infraestrutura em assinar, na semana passada, a autorização para a construção e a operação da ferrovia entre Chapecó, no oeste de Santa Catarina, e Cascavel, no Paraná, também foi tema do encontro. A opção pela linha férrea reduzirá em 30% o custo do transporte de insumos, como milho e soja. Santa Catarina necessita de 7 milhões de toneladas de milho por ano e importa 5 milhões de outras regiões do país e do exterior. “Esse empreendimento trará facilidades para o porto paranaense. Haverá um prejuízo nesse aspecto, mas não podemos ser contrários a uma demanda importante da região oeste, forte no agronegócio”, ponderou.

Retomada do crescimento
A indústria contribuiu de forma significativa para a retomada do crescimento da economia catarinense no período pós-pandemia. Com o parque industrial mais diversificado do país, o estado retomou o Índice de Atividade Econômica (IBC) a patamares anteriores à Covid-19 cinco meses antes da média nacional. Entre maio de 2020 e setembro de 2021, o IBC registrou um crescimento médio de 0,9% ao mês no estado, a terceira maior alta do país no período. O dado foi apresentado pelo

Em 2021, a indústria catarinense registrou o maior crescimento percentual entre os estados do país. De janeiro a outubro, a produção industrial do estado avançou 13,8%, na comparação com o mesmo período de 2020. Entre os setores industriais, a maior alta foi registrada na Metalurgia (55,4%), impulsionada pelo desempenho da Construção civil. Na sequência, os setores de Veículos automotores (45%) e Máquinas e equipamentos (28,7%) também apresentaram bom desempenho, puxados sobretudo pela demanda externa. Destaque também para os setores beneficiados pela retomada das atividades presenciais e da circulação de pessoas nos centros urbanos – algo que foi possível graças ao avanço da vacinação. Entre estes, Vestuário e acessórios e Produtos têxteis, com crescimentos de 22,6% e 20,7%, respectivamente.

A retomada da produção industrial também foi impulsionada pelas exportações. De janeiro a novembro de 2021, Santa Catarina vendeu para o exterior US$ 9,4 bilhões, um crescimento de 25,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A corrente de comércio com os Estados Unidos teve um papel importante nesse desempenho – o país foi o principal destino dos embarques catarinenses em 2021, com US$ 1,7 bilhão comprados do estado, alta de 42,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Intenção de investir é maior que a média nacional
Apesar dos desafios projetados para a economia no próximo ano, o industrial catarinense se mantém confiante e com planos de investimento para 2022. De acordo com dados da Sondagem Industrial, a intenção de investir para os próximos seis meses em Santa Catarina bateu 67,7 pontos em novembro frente 58,4 pontos da média nacional.

Para 2022, há uma perspectiva de crescimento, porém mais moderado do que neste ano. A análise decorre do fato de que há desafios pela frente, como a persistência da inflação, que corrói o poder de compra das famílias, e a alta da taxa básica de juros como ferramenta para conter a escalada dos preços. O aumento da Selic encarece o crédito para pessoas físicas e empresas, o que pode limitar a capacidade de investimento e crescimento da economia.

Entre os fatores positivos que colaboram para a aposta na expansão estão as oportunidades no mercado externo, com projeções positivas para o crescimento do PIB dos países que são os maiores parceiros comerciais do Santa Catarina. Os Estados Unidos, que são o principal destino das exportações industriais catarinenses, têm uma perspectiva de crescimento do PIB de até 5,2%, por exemplo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Indústria puxa retomada da atividade econômica pós-pandemia, nota Fiesc

Confiança do comércio volta a subir

Aumento do índice pode estar relacionado às expectativas de consumo nas festas de fim de ano

Com aumento de 0,3%, Icec acumula crescimento anual de 10,9%, alcançando pontuação próxima à registrada no início da pandemia

Depois de três quedas mensais seguidas, os comerciantes voltaram a apresentar otimismo no fechamento do ano. Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o indicador apresentou alta de 0,3% em dezembro, acumulando elevação de 10,9% em 2021.

Na série dessazonalizada, o Icec atingiu 120,3 pontos e permaneceu dentro da zona de satisfação (acima dos 100 pontos), nível próximo ao registrado em abril de 2020 (120,7), período do início da pandemia de covid-19. A elevação, no entanto, não conseguiu compensar a queda de 13,2% verificada no ano passado.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, lembra que, este ano, o índice apresentou queda em 8 dos 12 meses, refletindo a oscilação da confiança empresarial em conformidade com a performance do mercado. “Foram dois períodos prolongados de diminuição: os primeiros cinco meses e depois o trimestre de setembro a novembro. A terceira onda da pandemia; dólar e preços altos; juros crescentes; baixa capacidade de reação do mercado de trabalho e expectativas com o novo programa de transferência de renda se encaixam no quadro de incertezas que influenciaram o cenário”, enumera.

Entre os três componentes do Icec, apenas condições atuais do empresário do comércio apresentou redução, de 2,3%, puxado para baixo pelo subíndice economia, que registrou queda de 5,1%. já intenções de investimento cresceu 1,4%; e expectativas do empresário do comércio, 1,2%.

O economista da CNC responsável pela pesquisa, Antonio Everton, avalia que o crescimento da confiança do comércio em dezembro pode estar relacionado às expectativas de consumo nas festas de fim de ano. No entanto, os números da pesquisa e o baixo percentual de aumento do Icec mostram prudência do planejamento empresarial.

“Apesar das perspectivas de que boa parte do 13º salário seja direcionado para o consumo, é importante considerar que as famílias estão bem endividadas e, simultaneamente, as pressões sobre custos de produção do setor, como energia elétrica, fretes, produtos mais caros e o recente aumento dos juros requerem atenção, sobretudo, para a gestão dos estoques”, alerta o economista.

Aumento do índice pode estar relacionado às expectativas de consumo nas festas de fim de ano

Florianópolis é a mais nova metrópole brasileira

Vitória e Campinas também ganharam o título

Levantamento do IBGE inseriu uma nova região comandada pela capital catarinense entre Curitiba e Porto Alegre

Florianópolis, Vitória e o município paulista de Campinas são as três novas metrópoles brasileiras, de acordo com o estudo Divisão Urbano Regional 2021, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com essa nova configuração, o número de metrópoles passou de 12, em 2013, para 15.

O levantamento fornece uma visão regional do Brasil, identificando e delimitando novos desenhos regionais, as Regiões de Articulação Urbana. Todas as regiões identificadas são formadas a partir de uma cidade que comanda a sua região, estabelecendo relacionamentos entre agentes e empresas nos respectivos territórios. As Regiões de Articulação Urbana identificadas neste estudo tiveram como base os resultados da pesquisa Regiões de Influência das Cidades – Regic 2018.

“O surgimento de novas centralidades em áreas já ocupadas por antigas metrópoles é apenas um dos aspectos que podem ser percebidos pela análise temporal dos recortes territoriais elaborados”, aponta o levantamento.

A análise mostrou que nenhuma outra região ampliada no Brasil passou por alterações tão expressivas quanto a do Rio de Janeiro. “A região ampliada da metrópole fluminense vem passando por um momento de contração que, em parte, pode ser justificado pela emergência de Vitória à condição de metrópole, bem como pela maior polarização da área de influência de Belo Horizonte. Assim, o Rio de Janeiro, apesar de ser uma das metrópoles mais antigas e consolidadas do país, perdeu, ao longo dos últimos anos, áreas que tradicionalmente estavam a ela relacionadas, como o arranjo populacional de Juiz de Fora (MG)”.

Segundo o IBGE, outro destaque é a retração da região ampliada de São Paulo, rivalizada pelas regiões de Belo Horizonte e de Curitiba. “Além deles, a ascensão do arranjo populacional de Campinas (SP), centralizando uma região ampliada restrita, impactada pela proximidade da capital paulista, mas relevante o suficiente para impulsionar movimentos mais amplos de atratividade para uma população dispersa por cidades próximas, é outra alteração que comprova a dinamicidade da rede urbana, mesmo em seus pontos mais antigos e consolidados”, destaca o estudo.

Segundo a analista da pesquisa, Maria Monica O’Neill, o estudo identificou metrópoles que perderam protagonismo e passaram a dividir o espaço que ocupavam com outros centros urbanos. “Observamos o surgimento de Florianópolis como metrópole, fato que inseriu uma nova região comandada pela capital catarinense entre Curitiba e Porto Alegre. Anteriormente, esses espaços eram divididos entre Curitiba e Porto Alegre”, disse a pesquisadora.

Outra mudança importante em relação a 2013 é o fato de Belo Horizonte capturar a influência sobre as cidades do Triângulo Mineiro e Juiz de Fora, que tradicionalmente faziam parte das regiões ampliadas de São Paulo e do Rio de Janeiro, respectivamente.

O estudo ainda revela a consolidação da importância da região denominada Matopiba, formada por áreas majoritariamente de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. O analista do IBGE, Mauricio Silva, destacou que a pesquisa demonstra o fortalecimento das cidades ao longo do eixo Manaus-Belém em função do agronegócio.

Com Agência Brasil 

Vitória e Campinas também ganharam o título

Atividade econômica cai 0,4% em outubro

Em 12 meses, o indicador ficou positivo em 4,19%

No acumulado do ano, foi registrada alta de 4,99% no índice considerado como uma prévia do PIB

A atividade econômica brasileira teve variação negativa em outubro deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,4% em outubro de 2021 em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). Assim, o índice chegou a 136,87 pontos.

Na comparação com outubro de 2020, houve redução de 1,48% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No trimestre encerrado em outubro, comparado com os três meses anteriores, a queda foi de 0,94%. Na comparação com o período de agosto a outubro do ano passado, IBC-Br teve crescimento de 1,06%. No acumulado do ano, foi registrada alta de 4,99%. E em 12 meses encerrados em outubro, o indicador também ficou positivo, em 4,19%.

O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 9,25% ao ano. O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.

Entretanto, o indicador de atividade oficial é o PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No terceiro trimestre deste ano, o PIB recuou 0,1%. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, o indicador registrou uma alta de 4% e, em 12 meses, acumulou alta de 3,9%.

A última estimativa do Ministério da Economia para o PIB, divulgada no mês passado, é de crescimento de 5,1% em 2021. Já a projeção do mercado financeiro para o crescimento da atividade econômica deste ano está em 4,65%.

Em 2020, em meio à pandemia de Covid-19, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o indicador acumulou alta de 4,6%.

Com Agência Brasil 

Em 12 meses, o indicador ficou positivo em 4,19%

RS assina memorando para produção de hidrogênio verde

Projeto será feito em conjunto com a White Martins

“A descarbonização é um fato e é o futuro de todos”, enfatizou Mário Simon, diretor-executivo de Negócios da White Martins

O governo gaúcho e a empresa White Martins assinaram, na terça-feira (14), no Palácio Piratini, um memorando de entendimento para implementação do programa Hidrogênio Verde – Construir e desenvolver energias renováveis no estado.

O Rio Grande do Sul tem empreendido estudos para fazer uma transição para descarbonização por meio do uso do hidrogênio verde, criando um novo ramo na matriz econômica de alta tecnologia e valor agregado. O Estado já opera com 80% da energia de matriz renovável, sendo cerca de 20% de energia eólica, cujo potencial de expansão ainda é grande.

Sendo assim, a utilização de hidrogênio verde vai ao encontro do compromisso assumido pelo RS de neutralizar as emissões de carbono no Estado em 50% até 2030, meta assumida também pelo Brasil no Acordo de Paris. Em novembro deste ano, o governador Eduardo Leite esteve na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP2 6), em Glasgow, na Escócia, para reafirmar o compromisso do Estado.

A White Martins é uma empresa multinacional que atua no mercado de fabricação de gases industriais e medicinais. O interesse no RS se dá pela grande oferta de recursos naturais, que possibilitam a geração de energia “carbon free”. Além disso, o RS é líder em política ambiental no Brasil.

O objetivo do memorando é possibilitar que o Estado e a White Martins identifiquem as possíveis ações de cada um para mapear as oportunidades e as ações necessárias, de acordo com normas legais que as regem, a fim de oportunizar a construção e a operação de uma planta industrial de hidrogênio verde e amônia verde (com energias renováveis) no Rio Grande do Sul.

“A descarbonização é um fato e é o futuro de todos. Teremos algumas passagens até chegar ao hidrogênio verde, mas isso se dará em fases rápidas, porque é uma necessidade e um desejo da sociedade. Ficamos muito satisfeitos com essa parceria com o governo do Estado e estamos dispostos a desenvolver esse trabalho sério e conjunto na busca para uma solução de energia por meio do hidrogênio verde para o Rio Grande do Sul”, enfatizou Mário Simon, diretor-executivo de Negócios da White Martins.

O local visto como uma opção para receber o projeto é o porto do Rio Grande, em Rio Grande. É o maior distrito industrial do RS, com 2.580 hectares, retroáreas disponíveis, posição estratégica e privilegiada, que apresenta sinergia com cadeias produtivas. Além disso, tem vantagens logísticas, como escoamento da produção e recepção de matérias-primas. Em 2019, o fluxo foi de mais de 3 mil navios.

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Projeto será feito em conjunto com a White Martins

A inflação foi o tema do ano, afirma presidente da Fiergs

A expectativa para 2022 é de que a taxa de crescimento do PIB desacelere no Brasil e no Rio Grande do Sul

“Com a maior retomada da atividade, a inflação foi refletindo cada vez mais os diversos gargalos na oferta e o que se vê agora, mais uma vez, é que a base de recuperação para o país será a centralidade na indústria”, disse Petry

A inflação foi o tema do ano. Foi a essa conclusão que o presidente da Fiergs, Gilberto Petry, chegou durante a apresentação do Balanço 2021 e Perspectivas 2022 da federação nesta terça-feira (14). Segundo ele, o comportamento dos índices de preços no início do ano sinalizava um quadro já bem pressionado em alguns segmentos, principalmente por conta dos custos de matérias-primas e dos preços de commodities. “Com a maior retomada da atividade, a inflação foi refletindo cada vez mais os diversos gargalos na oferta e o que se vê agora, mais uma vez, é que a base de recuperação para o país será a centralidade na indústria”, disse Petry.

Com a maior retomada da atividade, a inflação foi refletindo cada vez mais os diversos gargalos na oferta e o que se vê agora, mais uma vez, é que a base de recuperação para o país será a centralidade na indústria. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) deverá encerrar 2021 em 10,1% e a expectativa é de uma desaceleração para 5,8% ao final de 2022. Porém, de acordo com a Fiergs, a convergência para o centro da meta de 3,25% só deverá ocorrer em 2023.

Os desafios trazidos pelo ano seguinte, com sinalizações de política fiscal e ambiente externo e político instáveis, acabam dificultando ainda mais o percurso. Segundo as projeções, em análise elaborada pela Unidade de Estudos Econômicos, a expectativa para 2022 é de que a taxa de crescimento do PIB desacelere no Brasil e no Rio Grande do Sul, respondendo tanto aos menores estímulos fiscais – que tiveram parte dos seus efeitos ainda favorecendo a atividade nesse ano – quanto à política monetária bastante contracionista para tentar deter a inflação.

A taxa de desemprego elevada e a permanência das interrupções nas cadeias de fornecimento também devem ajudar a diminuir o ritmo de crescimento. Projeta-se um aumento do PIB de 4,6% para o Brasil, em 2021, e 1%, em 2022. Já o Rio Grande do Sul deverá crescer 9,6%, este ano e 1,6% no próximo. Entre os setores, a indústria do Rio Grande do Sul puxa a recuperação desde agosto de 2020 – está 1,5% acima do nível anterior ao da pandemia, enquanto os outros setores vêm paulatinamente tentando se recuperar. Mesmo assim em outubro de 2021 a indústria gaúcha ainda produziu 11,6% a menos em relação ao pico ocorrido no mesmo mês de 2013.

Para a federação, a boa expectativa na agropecuária e seus efeitos de transbordamento não serão suficientes para compensar uma dinâmica mais fraca dos demais setores. Pesará, nesse caso, contra um crescimento mais robusto, os gargalos nas cadeias de fornecimento e a massa de renda real crescendo em ritmo menor. Mas a inflação em alta, a crise de suprimentos e as perdas na produção não preocupam apenas o Brasil. Em nível internacional, explicou o economista André Nunes, o “descasamento” entre oferta e demanda provocou, em 12 meses, até novembro de 2021, elevação de 110% em dólar nas commodities energéticas, e de 165% em fertilizantes. A falta de semicondutores, problema que só deve estar sanado em 2023, causou impacto negativo de 6,5 milhões de unidades na produção mundial de veículos em 2021.

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A expectativa para 2022 é de que a taxa de crescimento do PIB desacelere no Brasil e no Rio Grande do Sul

Economia catarinense deve crescer até 1,5% no próximo ano

Indústria puxa retomada da atividade econômica pós-pandemia, nota Fiesc

Mario Cezar de Aguiar acredita que a reforma tributária deverá ser votada no próximo ano

O otimismo tomou conta da tradicional coletiva com o balanço de 2021 e perspectivas para 2022 da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta terça-feira (14). O presidente Mario Cezar de Aguiar aposta que o PIB catarinense deve avançar 1,5%, no mínimo, no próximo ano – bem acima do Brasil, cujo cenário deverá ser de estagnação. No encontro com a imprensa, Aguiar projetou que as indústrias automotiva, eletroeletrônica, fundição e metalmecânica terão destaque em 2022 graças ao retorno das economias no exterior. “Estamos crentes que a economia de Santa Catarina será melhor que a do Brasil no próximo ano”, declarou.

Uma das principais barreiras, no entanto, será uma possível restrição da demanda, tendo em vista o aumento dos juros básicos pelo Banco Central. Para o assessor econômico da Fiesc e professor Pablo Bittencourt, a Selic poderá alcançar o nível de até 12% em março se mantendo nesse patamar por um período de quatro reuniões do Comitê de Política Monetária, o Copom. “O desafio, para quem depender do mercado interno, será a demanda mais restrita, ainda que os custos, em compensação, tendem a seguir uma curva descendente”, afirmou, alertando, ainda que uma quarta onda da pandemia poderá alterar esse quadro.

O presidente da Fiesc também acredita que a reforma tributária deverá ser votada no próximo ano. Segundo ele, tão logo o projeto seja liberado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, levará a pauta para o plenário. “Não é a reforma dos sonhos, mas a possível. Se ela for aprovada, também ajudará a fazer com que o câmbio fique mais favorável”, argumentou.

Aguiar também se mostrou preocupado com o investimento recente do governo do Paraná no modal portuário. Segundo ele, Santa Catarina poderá perder competitividade se empresas optarem pelo Porto de Paranaguá para escoarem seus produtos. Segundo cálculos da federação, cada contêiner, independentemente do que carregue, deixa US$ 1200 (cerca de R$ 7 mil) na economia catarinense.

A decisão do Ministério da Infraestrutura em assinar, na semana passada, a autorização para a construção e a operação da ferrovia entre Chapecó, no oeste de Santa Catarina, e Cascavel, no Paraná, também foi tema do encontro. A opção pela linha férrea reduzirá em 30% o custo do transporte de insumos, como milho e soja. Santa Catarina necessita de 7 milhões de toneladas de milho por ano e importa 5 milhões de outras regiões do país e do exterior. “Esse empreendimento trará facilidades para o porto paranaense. Haverá um prejuízo nesse aspecto, mas não podemos ser contrários a uma demanda importante da região oeste, forte no agronegócio”, ponderou.

Retomada do crescimento
A indústria contribuiu de forma significativa para a retomada do crescimento da economia catarinense no período pós-pandemia. Com o parque industrial mais diversificado do país, o estado retomou o Índice de Atividade Econômica (IBC) a patamares anteriores à Covid-19 cinco meses antes da média nacional. Entre maio de 2020 e setembro de 2021, o IBC registrou um crescimento médio de 0,9% ao mês no estado, a terceira maior alta do país no período. O dado foi apresentado pelo

Em 2021, a indústria catarinense registrou o maior crescimento percentual entre os estados do país. De janeiro a outubro, a produção industrial do estado avançou 13,8%, na comparação com o mesmo período de 2020. Entre os setores industriais, a maior alta foi registrada na Metalurgia (55,4%), impulsionada pelo desempenho da Construção civil. Na sequência, os setores de Veículos automotores (45%) e Máquinas e equipamentos (28,7%) também apresentaram bom desempenho, puxados sobretudo pela demanda externa. Destaque também para os setores beneficiados pela retomada das atividades presenciais e da circulação de pessoas nos centros urbanos – algo que foi possível graças ao avanço da vacinação. Entre estes, Vestuário e acessórios e Produtos têxteis, com crescimentos de 22,6% e 20,7%, respectivamente.

A retomada da produção industrial também foi impulsionada pelas exportações. De janeiro a novembro de 2021, Santa Catarina vendeu para o exterior US$ 9,4 bilhões, um crescimento de 25,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. A corrente de comércio com os Estados Unidos teve um papel importante nesse desempenho – o país foi o principal destino dos embarques catarinenses em 2021, com US$ 1,7 bilhão comprados do estado, alta de 42,8% frente ao mesmo período do ano anterior.

Intenção de investir é maior que a média nacional
Apesar dos desafios projetados para a economia no próximo ano, o industrial catarinense se mantém confiante e com planos de investimento para 2022. De acordo com dados da Sondagem Industrial, a intenção de investir para os próximos seis meses em Santa Catarina bateu 67,7 pontos em novembro frente 58,4 pontos da média nacional.

Para 2022, há uma perspectiva de crescimento, porém mais moderado do que neste ano. A análise decorre do fato de que há desafios pela frente, como a persistência da inflação, que corrói o poder de compra das famílias, e a alta da taxa básica de juros como ferramenta para conter a escalada dos preços. O aumento da Selic encarece o crédito para pessoas físicas e empresas, o que pode limitar a capacidade de investimento e crescimento da economia.

Entre os fatores positivos que colaboram para a aposta na expansão estão as oportunidades no mercado externo, com projeções positivas para o crescimento do PIB dos países que são os maiores parceiros comerciais do Santa Catarina. Os Estados Unidos, que são o principal destino das exportações industriais catarinenses, têm uma perspectiva de crescimento do PIB de até 5,2%, por exemplo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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Petrobras reduz preço da gasolina A para distribuidoras

Ajuste reflete evolução de preços internacionais

A última redução do preço da gasolina pela Petrobras foi no dia 12 de junho

A partir de quarta-feira (15), o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 3,19 para R$ 3,09 por litro, uma redução média de R$ 0,10 por litro, anunciou nesta terça-feira (14) a empresa.

“Considerando a mistura obrigatória de 27% de etanol anidro e 73% de gasolina A para a composição da gasolina comercializada nos postos, a parcela da Petrobras no preço da gasolina na bomba passará a ser de R$ 2,26 a cada litro em média. Uma redução de R$ 0,07”, informou, em nota, a companhia.

No comunicado, a Petrobras reiterou o compromisso com a prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado, “ao mesmo tempo em que evita o repasse imediato para os preços internos, das volatilidades externas e da taxa de câmbio causadas por eventos conjunturais”.

“Esse ajuste reflete, em parte, a evolução dos preços internacionais e da taxa de câmbio, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina”, acrescentou a Petrobras. Segundo a estatal, a última redução do preço da gasolina pela Petrobras foi no dia 12 de junho.

Com Agência Brasil

Ajuste reflete evolução de preços internacionais

Audi retomará produção no Paraná em 2022

Fábrica de São José dos Pinhais produzirá dois modelos

Os modelos chegarão no porto de Paranaguá divididos em conjuntos de peças e partes vindos da fábrica de Györ, na Hungria, para a montagem em solo brasileiro

A Audi do Brasil confirmou nesta terça-feira (14) a retomada da produção em sua fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, a partir de meados de 2022. Os modelos escolhidos para a linha de montagem brasileira são o Audi Q3 e o Audi Q3 Sportback, ambos com motor 2.0 e a tração quattro. O anúncio foi feito em São Paulo com as participações de Carlos Massa Ratinho Junior, governador do Estado do Paraná, Johannes Roscheck, CEO e presidente da Audi do Brasil, Abílio Oliveira, presidente da Assoaudi, e demais autoridades e representantes da empresa.

A produção do Audi Q3 com motor 2.0 em suas duas carrocerias será feita em uma linha de montagem exclusiva, a mesma que produziu a geração anterior do SUV até 2019. Os modelos chegarão no porto de Paranaguá divididos em conjuntos de peças e partes vindos da fábrica de Györ, na Hungria, para a montagem em solo brasileiro.

Além da confirmação da produção local, a Audi do Brasil, em conjunto com suas concessionárias, aproveitaram a ocasião para fazer um segundo anúncio, relacionado à estratégia de eletrificação da marca no País: em uma ação inédita, a empresa das quatro argolas e sua rede de distribuidores se uniram para ampliar a infraestrutura de recarga ultrarrápida brasileira. A partir de 2022, serão investidos mais de R$ 20 milhões para instalar estações de recarga DC de 150kW em quase todas as concessionárias da marca no Brasil. Nestes carregadores, o 100% elétrico Audi e-tron, por exemplo, recarrega a bateria de 0% a 80% em menos de 25 minutos.

Histórico da produção local
A história de fabricação nacional da Audi no Brasil teve início em 1999 com a inauguração da unidade de São José dos Pinhais, no Paraná, onde foram produzidos os Audi A3 de primeira geração nacionais até 2006.

Em 2012 o governo brasileiro instituiu o Inovar-Auto, Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores, e com ele a Audi do Brasil decidiu produzir no país novamente. Para concretizar a decisão, a empresa investiu cerca de 150 milhões de euros, valor próximo de R$ 500 milhões à época, na unidade paranaense.

A produção teve início em 2015 com o A3 Sedan – até hoje o único modelo com motor flex feito pela Audi em todo o mundo – e, em 2016, passou a produzir também o Q3. A fabricação do SUV seguiu até 2019, com o fim do ciclo de vida da geração anterior, enquanto o A3 Sedan foi fabricado até 2020, também com o fim do ciclo de vida da geração. Após um hiato de pouco mais de um ano, entre fim de 2020 e meados de 2022, a Audi voltará a montar dois modelos na fábrica do Paraná: os novos Audi Q3 e Audi Q3 Sportback.

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Fábrica de São José dos Pinhais produzirá dois modelos

Cooperativismo agropecuário gaúcho deve apresentar alta no faturamento

Segundo a FecoAgro/RS, elevação até o momento é de 49,2% com safras de soja e trigo

A preocupação de Pires é com a produção de milho

O cooperativismo agropecuário gaúcho teve um bom desempenho neste ano na questão do faturamento das cooperativas. A informação é da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Números até o mês de setembro apresentavam uma alta de 49,2% em relação ao ano anterior, o que representa um aumento nominal nos resultados devido a este faturamento. Entretanto em relação ao percentual de resultado, este deverá apresentar um percentual menor em função dos altos custos enfrentados durante a pandemia e com a elevação generalizada dos insumos no ano de 2021 que as cooperativas usam no seu dia a dia.

De acordo com o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o ano começou com uma frustração da safra de milho, seguida de uma bela safra de soja com bons preços e uma safra de trigo com liquidez e exportações. Este ano, de acordo com Pires, o trigo terá um recorde de 3,5 milhões de toneladas, e a exportação nesta temporada chega a 2 milhões de toneladas já contratadas, que é a grande notícia para a safra de 2021.

“Todos estão realizados com isso, o que traz uma perspectiva boa e com rentabilidade porque o custo não foi tão alto. E ano que vem temos que nos credenciar como player e dizer que o Rio Grande do Sul tem trigo de determinada qualidade e precisamos plantar para não deixar o importador na mão, pois ele vai querer comprar novamente”, observa.

A preocupação de Pires é com a produção de milho. Devido à falta de chuvas, segundo números da Rede Técnica Cooperativa (RTC), até dia 29 de novembro a quebra projetada era de 29,2%, mas esse número, de acordo com o dirigente, deve passar de 50%. O fato, conforme cálculos da FecoAgro/RS, deve trazer uma perda econômica de R$ 2 bilhões se considerando o volume perdido e o preço pago aos produtores para as cooperativas que estava em R$ 81 naquele momento.

A solução passa pela irrigação. “Temos insistido que o Rio Grande do Sul tem muita dificuldade para a produção de milho para a indústria de proteína animal, além de ser importante agronomicamente para a soja. Mas o clima traz um risco muito grande e estamos nos encaminhando para mais uma frustração. Quem vai colher milho são os que mantêm áreas irrigadas, por isso precisamos ter uma conversa com perspectivas para ver como podemos mudar essa celeridade de reservação de água no Rio Grande do Sul e aumentarmos nossa área irrigada de milho, só assim teremos estabilidade de produção”, avalia.

Em relação às atividades junto às cooperativas, um dos destaques do ano foi o lançamento da plataforma SmartCoop, com o objetivo de facilitar o desenvolvimento das cooperativas agropecuárias e incentivar a intercooperação. Esta inovação garantiu a primeira compra conjunta de insumos por cooperativas. Além disso, um selo de inovação foi lançado para estimular os associados a usarem a plataforma. Até o momento quatro cooperativas já chegaram no nível bronze: Cotriel, Cotrijal, Cotripal e Cotribá.

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Segundo a FecoAgro/RS, elevação até o momento é de 49,2% com safras de soja e trigo

Serviços recuam 1,2% em outubro

Setor registra dois meses seguidos de taxas negativas

Segmento de telecomunicações exerceu o principal impacto negativo na queda em serviços

O setor de serviços recuou 1,2% na passagem de setembro para outubro, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando uma retração de 1,9%. Com o resultado de outubro, o setor ainda ficou 2,1% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas está 9,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

“Essa perda não elimina o ganho de 6,2% observado no período abril-agosto, mas reduz o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia. Em agosto, o setor estava 4,1% acima do patamar de fevereiro de 2020, passando para 3,3% em setembro e 2,1% agora em outubro”, destaca Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa.

Quatro das cinco atividades recuaram no mês de outubro, com destaque para serviços de informação e comunicação (-1,6%), que apresentaram a segunda taxa negativa consecutiva, acumulando retração de 2,5%. “O segmento que mostrou o principal impacto negativo foi o de telecomunicações. Essa queda é explicada pelo reajuste nas tarifas de telefonia fixa, que avançaram 7,33% nesse mês. Essa pressão vinda dos preços acabou impactando o indicador de volume do subsetor”, explica Lobo.

Outra atividade que puxou o índice para baixo foi a de outros serviços, com queda de 6,7%, também a segunda consecutiva, acumulando perda de 12,7%. “Essa é uma atividade muito heterogênea e nesse mês foi impactada principalmente pela menor receita das empresas que atuam na pós-colheita, fazendo beneficiamento de produtos agrícolas, e, também, pela queda em corretoras de títulos e valores mobiliários”, detalha Lobo.

Por outro lado, os serviços prestados às famílias cresceram 2,7% entre setembro e outubro, emplacando o sétimo resultado positivo consecutivo e acumulando 57,3% de crescimento nesse período. “Essa foi a atividade que mais sofreu nos meses agudos da pandemia, pois contempla os serviços de caráter presencial. Pouco a pouco, com o avanço da vacinação e aumento da mobilidade das pessoas, os serviços de alojamento e alimentação foram crescendo, mas, ainda assim, é o setor que se encontra mais distante do patamar pré-pandemia, estando 13,6% abaixo do patamar de fevereiro de 2020”, contextualiza o pesquisador.

Com relação a outubro de 2020, o setor de serviços avançou 7,5%, com crescimento em quatro das cinco atividades. “Essa foi a oitava taxa positiva seguida, mas com redução o ritmo de crescimento”, destaca Lobo. No acumulando do ano, o setor apresenta alta de 11%, com crescimento em todos os setores. “Nessa comparação, temos o efeito da baixa base de comparação. Enquanto indústria e comércio iniciaram a recuperação no segundo semestre de 2020, a primeira taxa positiva do setor de serviços, na comparação interanual, só ocorreu em março de 2021, mês em que os serviços cresceram 4,6%”, ressalta.

Regionalmente, a maior parte (23) das 27 unidades da federação teve retração no volume de serviços em outubro de 2021, na comparação com o mês imediatamente anterior. Entre os locais com taxas negativas, o impacto mais importante veio do Rio de Janeiro (-3,2%), seguido por São Paulo (-0,5%), Rio Grande do Sul (-4%), Paraná (-2,1%) e Mato Grosso (-6%).

Atividades turísticas
O índice de atividades turísticas cresceu 1% frente a setembro, sexta taxa positiva consecutiva, período em que acumulou ganho de 51,2%. Contudo, o segmento de turismo ainda se encontra 19,5% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado. “Esse índice de atividades turísticas tem um perfil muito semelhante ao perfil dos serviços prestados às famílias, pois muitas das atividades que compõem o indicador vêm desse segmento”, observa o pesquisador.

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Setor registra dois meses seguidos de taxas negativas

Recordes de ponta a ponta

BBM triplicou de tamanho em três anos graças ao diferencial de oferecer serviços que vão do transporte da matéria-prima até o cliente final

Na rota da expansão: BBM assinou memorando de entendimento para aquisição de duas empresas

Ao apresentar os principais indicadores do terceiro trimestre, Marco Modesti, CFO da BBM Logística, exaltou o recorde da receita líquida de R$ 356,2 milhões. Porém, esse não foi o único dado a ser comemorado pela empresa fundada em São José dos Pinhais em 1996. A companhia triplicou de tamanho de 2019 para cá. Boa parte desse salto se deu em razão das aquisições da Translag e Diálogo, ocorridas em setembro e dezembro de 2020. A Translag possibilitou a ampliação dos negócios em e-commerce na região Centro-Oeste, na Bahia e em Sergipe.

“Por meio da integração das operações de transporte fracionado e e-commerce, temos diminuído os prazos de entrega, e aumentado consideravelmente nossa malha de distribuição para atender o aumento do fracionamento de carga. Com essa estratégia, temos apoiado diversos setores da economia para atingirem seus mercados de consumo em todos os canais de venda”, conta André Prado, CEO da BBM.

Porém, há mais novidades a caminho. A empresa assinou dois memorandos de entendimento no trimestre passado e agora os ativos estão em fase de due diligence. Se as sinergias das aquisições forem tão boas como as últimas, a BBM tem tudo para galgar mais degraus em 500 MAIORES DO SUL. A empresa saltou 17 posições entre as 100 maiores do Paraná, alcançando a 72ª colocação.

Algo que pode frear a subida é o aumento dos custos. Prado confidencia que, em 26 anos de experiência no setor, nunca tinha testemunhado um aumento de preços tão grande em toda a cadeia. Até setembro, por exemplo, os pneus sofreram uma elevação de 20%. Por isso a companhia sempre procura fazer um processo de negociação para os repasses de preço e recomposição de margens com os cerca de 2500 clientes que possui em sua carteira. As conversas têm dado certo: a margem, no acumulado até setembro, subiu 1,5 ponto percentual para 2,8%. Mais um recorde para ser anotado.

BBM triplicou de tamanho em três anos graças ao diferencial de oferecer serviços que vão do transporte da matéria-prima até o cliente final

Taxa de juros deve continuar a subir

Previsão está na ata da última reunião do Copom

Na ata, o Copom informa que avaliou a possibilidade de fazer um ajuste maior do que 1,5 ponto percentual na Selic

A taxa básica de juros, a Selic, deve subir novamente na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), em fevereiro de 2022. A previsão está na ata da última reunião comitê. A taxa Selic sofreu a sétima alta seguida, na última semana, ao passar de 7,75% para 9,25% ao ano. “Para a próxima reunião, o comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude [1,5 ponto percentual]”, antecipa a ata do Copom.

Ao avaliar os riscos para inflação, o Copom avalia que “novos prolongamentos das políticas fiscais [aumento de gastos públicos] de resposta à pandemia que pressionem a demanda agregada [procura por bens e serviços] e piorem a trajetória fiscal podem elevar os prêmios de risco [relação entre risco e rendimentos de investimentos] do país”.

“Apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o comitê avalia que questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevam o risco de desancoragem das expectativas de inflação, mantendo a assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário básico”, acrescenta.

Cenários
Na ata, o Copom informa que avaliou a possibilidade de fazer um ajuste maior do que 1,5 ponto percentual na Selic, mas decidiu manter o ritmo de ajuste. “Concluiu-se que o ritmo de ajuste de 1,5 ponto percentual, neste momento, é adequado para atingir, ao longo do ciclo de aperto monetário, um patamar suficientemente contracionista para não somente garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, mas também consolidar a ancoragem das expectativas de prazos mais longos”, relata o documento.

Para o Copom, a decisão fará com que a inflação convirja para a meta em 2022 e em 2023. “Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, ressalta.

Segundo o Copom, em um cenário com projeções para a Selic feitas pelo mercado financeiro e taxa de câmbio em US$ 5,65, a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fica em torno de 10,2% em 2021, 4,7% em 2022 e 3,2% em 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 11,75% ao ano durante 2022, terminando o próximo ano em 11,25% ao ano, e reduz-se para 8% ao ano em 2023.

Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou a meta de inflação em 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite superior é 5,25% e o inferior, 2,25%. A meta de 2022 é 3,50% e para 2023, é 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para os dois anos. Ou seja, por esse cenário, a inflação ficará acima do limite superior da meta em 2021 e do centro da meta em 2022.

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Com Agência Brasil 

Previsão está na ata da última reunião do Copom

Infragás contesta aumento do gás natural

Segundo a entidade que representa a indústria catarinense de consumidores, somente neste ano a Petrobras já reajustou o preço em 57%

Atualmente Santa Catarina consome 2,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural

Após a previsão de aumento do gás natural para o início do próximo ano, por parte da Petrobras, em Santa Catarina o impacto deve ser de aproximadamente 43%. A Infragás, que representa a indústria catarinense de consumidores de gás natural, vem contestando a necessidade do repasse nesse patamar. “Os resultados positivos que a Petrobras vem alcançando demonstram que seus produtos poderiam ser mais competitivos. Não se justifica penalizar a indústria brasileira com um aumento tão expressivo, que tira competitividade das empresas e provoca inflação no mercado consumidor”, avalia Antônio Marcos Schroth, presidente do conselho de administração da Infragás.

Segundo a entidade, somente neste ano a Petrobras já reajustou o preço do gás natural em 57%. O valor atual é de R$ 2,33 o metro cúbico na média da indústria. Essa elevação foi responsável por 10% no aumento dos custos dos produtos das ceramistas, uma das maiores consumidoras do insumo e que empregam 12 mil trabalhadores. A previsão do novo aumento elevará os custos em 8,6%. O gás natural representa de 18% a 22% no custo final dos produtos cerâmicos e de porcelana.

Para tentar frear ou reduzir o aumento proposto pela Petrobras, a Infragás em conjunto com a SCGás, na qual a entidade possui assento no conselho de administração, governo catarinense e Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), entraram com representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As instituições consideram que, por ser monopólio, o valor do gás natural fica exclusivamente vinculado às políticas comerciais da Petrobras.

Schroth considera que essa situação pode ser revertida em 2022, com a abertura de mercado livre para o gás natural. “Essa condição possibilitaria que as empresas pudessem adquirir este insumo em outros países, estimulando a concorrência e estabelecendo um padrão mais competitivo de preços”, assinala. Atualmente Santa Catarina consome 2,2 milhões de metros cúbicos por dia de gás natural.

Segundo a entidade que representa a indústria catarinense de consumidores, somente neste ano a Petrobras já reajustou o preço em 57%

Faturamento do setor eletroeletrônico cresce 7% no ano

Valor supera níveis pré-pandemia

Para 2022, os empresários do setor têm expectativas favoráveis

A indústria eletroeletrônica encerrou 2021 com faturamento de R$ 214,2 bilhões, com crescimento real (descontada a inflação do setor) de 7% na comparação com 2020. Este resultado também é 6% maior do que o obtido em 2019, segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

“Apesar das dificuldades remanescentes da pandemia e das instabilidades do cenário econômico, conseguimos voltar aos níveis de 2019, com crescimento no faturamento e na produção do setor”, afirma o presidente executivo da Abinee, Humberto Barbato. Entre os principais problemas enfrentados pela indústria eletroeletrônica em 2021 estão as dificuldades na aquisição de matérias-primas e componentes, principalmente semicondutores; os gargalos logísticos, com o aumento expressivo dos preços dos fretes e a alta do dólar.

Outro destaque foi o aumento de 8% no nível de emprego do setor, que passou de 247 mil em dezembro de 2020 para 266 mil pessoas no final deste ano, o que corresponde à geração de 19 mil vagas nas associadas da Abinee. “Nos últimos dois anos foram gerados 32 mil empregos, o que demonstra a recuperação do setor, que vem aumentando consecutivamente suas vagas de emprego em todos os meses do ano”, observou Barbato.

A produção industrial de bens eletroeletrônicos apresentou alta de 3% em 2021 em relação ao ano passado. Já a utilização da capacidade instalada aumentou de 78% para 80% este ano, ultrapassando a média dos últimos nove anos.

Para 2022, os empresários do setor têm expectativas favoráveis. A mais recente Sondagem realizada com os associados da Abinee indicou que 65% das empresas projetam crescimento nas vendas/encomendas no próximo ano; 29%, estabilidade e apenas 6%, queda. O levantamento também identificou que 74% das empresas pretendem ampliar os investimentos no próximo ano.

O setor eletroeletrônico espera um crescimento real (descontada a inflação) de 2% no faturamento, que deve alcançar R$ 233,3 bilhões em 2022. A Abinee também projeta elevação de 2% na produção e aumento de 2% no nível de emprego, que deve passar de 266 mil para 272 mil trabalhadores.

Valor supera níveis pré-pandemia