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Muito além dos implementos rodoviários

O desenvolvimento de áreas de serviços digitais abriu possibilidades para carreiras “Tech” nas Empresas Randon

Funcionária do núcleo de negócios digitais, a jovem tocantinense Bianca Rodrigues de Castro programa e treina robôs virtuais (Foto: Lauren Silva Fogaça/Batuca)

As Empresas Randon são muito conhecidas Brasil afora pela produção de autopeças e implementos rodoviários. Porém, engana-se quem pensa que as oportunidades de emprego na companhia gaúcha fiquem restritas aos profissionais como metalúrgicos ou soldadores, por exemplo.

A empresa com sede em Caxias do Sul (RS) criou, ainda em 2019, uma área voltada aos negócios digitais, com linhas de atuação em Data Science e Inteligência Artificial. Responsável por desenvolver algoritmos internos, Blockchain, Soluções Ágeis e Robotic Process Automation (RPA), o departamento já deu forma para mais de 250 robôs atuando em processos que liberam mais de 5 mil horas mensais de atividades repetitivas.

“Conseguimos focar algumas atividades repetitivas para os robôs e deixar as tarefas mais analíticas para os times de negócio. Isso apoiou o crescimento dos resultados no ano passado e também em 2021”, conta Mateus De Abreu, diretor de negócios e estratégias digitais das Empresas Randon.

O desenvolvimento de áreas de serviços digitais abriu possibilidades para carreiras “Tech” na companhia. O mercado aquecido tem desafiado a empresa a encontrar talentos no campo da TI, mas muitos batem à porta da Randon em busca de carreiras cada dia mais promissoras. “Estes profissionais ajudarão a transformar digitalmente a empresa e terão oportunidades para desenvolver suas carreiras conosco”, assegura Abreu.

Benefícios não faltam nesse sentido. As Empresas Randon possuem planos de trabalho flexíveis, desde horários e locais de trabalho (remoto e híbrido), além de toda estrutura e espaço colaborativos de co-working permitindo contato com startups e profissionais de mercado. Outra vantagem é que os profissionais contratados não precisam morar em Caxias do Sul, pois a companhia está contratando pessoas de qualquer localidade do Brasil no formato de home office.

Essa gama de incentivos atraiu a atenção da jovem tocantinense Bianca Rodrigues de Castro, 23 anos. Funcionária do núcleo de negócios digitais, Bianca programa e treina robôs virtuais. Ela teve seu primeiro contato com programação aos 11 anos e escolheu a área da TI com naturalidade.

“Eu gostava muito de jogos de lógica e estratégia como War e xadrez, o que facilitou bastante o aprendizado de programação. Ao me formar no ensino médio decidi seguir carreira. Foi quando me mudei para cá para estudar engenharia de controle e automação no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). Ali tive certeza de que a área da tecnologia era meu lugar. Foi então que entrei nas Empresas Randon, em 2019, como a primeira programadora de robôs e de lá para cá os desafios não param”, entusiasma-se.

A jovem relata que a experiência na área de negócios digitais tem sido muito engrandecedora. Segundo ela, o aprendizado é continuo, não só na parte técnica, mas também sobre o negócio.O “jeito Randon de ser” leva em seu DNA a automação e a área de dados, hoje setores essenciais para manter a empresa competitiva no mercado. Bianca afirma que tem incentivado jovens como ela, especialmente meninas, a escolherem a área de tecnologia.

“Você não precisa ser programador para trabalhar com tecnologia, mas você precisa entender de tecnologia para ser um bom profissional. As Empresas Randon são uma ótima empresa para se trabalhar e tem aberto cada vez mais oportunidades para jovens seguirem neste e em outros ramos. Quem gostar de desafios e quiser construir juntos a nossa história, estará no lugar certo trabalhando aqui”, convida Bianca.

Profissionais de TI interessados em trabalhar no núcleo de negócios digitais das Empresas Randon devem se cadastrar clicando neste link.

O desenvolvimento de áreas de serviços digitais abriu possibilidades para carreiras “Tech” nas Empresas Randon

Governo tem primeiro superávit em setembro desde 2012

Arrecadação recorde e queda de gastos com pandemia garantem resultado

O resultado ficou positivo em R$ 303 milhões no mês passado

O aumento da arrecadação e a diminuição de gastos relacionados à pandemia da Covid-19 fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o primeiro superávit primário para meses de setembro em nove anos. O resultado ficou positivo em R$ 303 milhões no mês passado.

A última vez em que o Governo Central registrou superávit em setembro foi em 2012. Na ocasião, as contas federais obtiveram resultado positivo de R$ 1 bilhão. Em setembro do ano passado, quando os desembolsos para o combate à pandemia estavam no auge, o déficit primário atingiu R$ 76,1 bilhões, resultado negativo recorde para o mês.

O resultado de setembro veio bem melhor do que o previsto. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, as instituições financeiras projetavam saldo negativo primário de R$ 17,9 bilhões para setembro.

O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo sem considerar os juros da dívida pública. Com o desempenho de setembro, o Governo Central acumula saldo devedor primário de R$ 82,4 bilhões até setembro. Esse foi o quinto maior saldo negativo para o período, só perdendo para o ano passado e para o período de janeiro a setembro de 2017, 2016 e 2018, respectivamente.

Meta
Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece meta de déficit de R$ 247,1 bilhões para o Governo Central, mas o projeto de lei aprovado no fim de abril permite o abatimento da meta de até R$ 40 bilhões de gastos.

Os gastos que podem ser deduzidos da meta estão relacionados com o enfrentamento à pandemia de Covid-19. Dos R$ 40 bilhões autorizados pelo Congresso, R$ 20 bilhões destinam-se à saúde, R$ 10 bilhões ao programa de redução de jornada e suspensão de contrato e R$ 10 bilhões ao Pronampe, programa que fornece crédito emergencial a micro e pequenas empresas.

Receitas e despesas
Um dos principais fatores que contribuíram para a redução do déficit primário em setembro foi a alta na arrecadação do governo, que bateu recorde para o mês. A receita líquida do Governo Central subiu 9,3% em setembro, acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com o mesmo mês do ano passado. No mês, a receita soma R$ 128,1 bilhões.

Boa parte dessa alta deve-se à queda de arrecadação provocada pelo adiamento de diversos pagamentos, como o recolhimento da contribuição para a Previdência Social por empresas do Simples Nacional. No início do ano, o governo tinha postergado o pagamento, por causa da segunda onda da pandemia, mas as parcelas não pagas estão sendo recolhidas no segundo semestre.

A arrecadação recorde de setembro, influenciada pela recuperação da economia, melhorou as receitas administradas (tributos) em R$ 17,4 bilhões. Também contribuíram para o caixa do governo o aumento no pagamento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) por grandes empresas e a restauração das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o crédito, que estava zerado no ano passado.

As despesas totais caíram 36,4% na mesma comparação, também descontando a inflação pelo IPCA. Em setembro, elas somaram R$ 128,1 bilhões. No acumulado de 2021, as despesas totais somaram R$ 1,2 trilhão, com recuo de 25,8% pelos mesmos critérios em relação aos nove primeiros meses de 2020. Em relação ao teto de gastos, o governo gastou, neste ano, 72,8% do limite de R$ 1,4 trilhão, numa conta que exclui cerca de R$ 30 bilhões em despesas fora do teto.

A queda das despesas totais está relacionada principalmente à redução dos gastos com o enfrentamento à pandemia. Em setembro, o volume de créditos extraordinários caiu R$ 40,9 bilhões em relação ao mesmo mês de 2020. Também não se repetiram os pagamentos de R$ 21,3 bilhões da ajuda da União a estados e municípios e de R$ 5,5 bilhões do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese), que fornecia crédito para empresas afetadas pela pandemia não demitirem trabalhadores.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 4 bilhões em setembro, queda de 81,4% em relação ao mesmo mês de 2020, descontada a inflação pelo IPCA. Em 2021, os investimentos somam R$ 32,4 bilhões, queda de 59,1% na comparação com o período de janeiro a setembro do ano passado, também descontado o IPCA. O atraso na aprovação do orçamento de 2021, sancionado apenas no fim de abril, explica parcialmente o recuo nos investimentos no acumulado do ano.

Com Agência Brasil

Arrecadação recorde e queda de gastos com pandemia garantem resultado

Número de inadimplentes cai em setembro

O valor das dívidas aumentou no mês passado

O segmento de bancos e cartões de crédito continua liderando a lista das contas responsáveis pela inadimplência

O número de inadimplentes no Brasil chegou a 62,2 milhões de pessoas em setembro, o que representa uma ligeira retração (0,06%) ante o mês anterior. Segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas no Brasil divulgado pela Serasa, esse é o valor mais baixo desde abril, quando foram registrados 62,9 milhões de brasileiros nessa situação.

De acordo com o estudo mensal, o número de dívidas totais no Brasil também é o menor registrado no período, com queda de 0,1% em relação a agosto, totalizando 208,4 milhões de contas. Segundo o levantamento, apesar da queda na inadimplência, o valor total de dívidas em setembro teve alta de 0,3% na comparação com agosto, somando R$ 245,3 bilhões. A média dos valores da dívida é de R$ 3.944 por pessoa e de R$ 1.177 por dívida.

O segmento de bancos e cartões de crédito continua liderando a lista das contas responsáveis pela inadimplência, representando 28,7% delas, seguido das dívidas de contas básicas como água e luz (23,5%) e varejo com 13%.

“Os números revelam que os brasileiros estão buscando oportunidades de renegociar com condições diferenciadas e que as empresas credoras entendem cada vez mais a importância de oferecer essas condições para os brasileiros renegociarem: só em setembro, foram mais de R$ 3,2 bilhões de descontos concedidos em renegociações pelo Serasa Limpa Nome”, informou a gerente da Serasa, Nathalia Dirani.

Os estados onde há mais inadimplentes são: São Paulo (14,6 milhões), Rio de Janeiro (6,1 milhões), Minas Gerais (5,8 milhões), Bahia (4 milhões) e Paraná (3,2 milhões). Esses também são os estados onde há maior número de negociações de dívidas. Segundo Nathalia, para muitos brasileiros o primeiro passo para o recomeço é estar com o nome limpo e o Serasa promove ações com essa finalidade durante o ano todo.

Com Agência Brasil

O valor das dívidas aumentou no mês passado

Brazilian iGaming Summit será o único evento presencial da industria de Apostas no Brasil em 2021

Por conta da crise sanitária, diversos eventos e festividades tiveram que ser adiados ou até mesmo cancelados ao longo de 2020 e 2021, no entanto, com o avanço da imunização em todo o país, as coisas estão voltando à normalidade pouco a pouco.

Dessa forma, foi anunciado que o Brazilian iGaming Summit (BiS) irá realmente ocorrer em São Paulo, nos dias 1 e 2 de dezembro deste ano, e terá a presença de investidores e empresários dos setores de apostas esportivas, comunicação, afiliados, loterias e entes reguladores. E para garantir a segurança dos convidados, os organizadores do evento respeitarão todos os protocolos de segurança sanitária recomendados. Com isso, o BiS será o ponto de retorno de cerimônias presenciais do setor de jogos no Brasil, gerando o networking tão necessário para o desenvolvimento desse mercado em território nacional, assim como conteúdos renovados sobre a jogatina.

Alessandro Valente, um dos responsáveis pela criação e organização do evento, e que é co-fundador da Super Afiliados

Brasil em Voga

O Brasil já é tido como um dos países mais importantes da indústria dos jogos, sendo extremamente promissor quando o assunto são apostas esportivas e no ramo dos cassinos online. Quanto ao último, essas plataformas ganharam grande notoriedade em território nacional ao ofertar uma gama de jogos de mesa tradicionais dos estabelecimentos de jogatina aos brasileiros, com a praticidade de não precisarmos sair de casa para ter acesso a tal diversão. E com a popularização dessa indústria no país, tem-se alimentado uma enorme expectativa sobre a regulamentação mais ampla do setor no Brasil, que por enquanto é apenas legalizado.

Por conta disso, a primeira edição do Brazilian iGaming Summit será uma ótima oportunidade para conectar os empresários do mercado dos jogos às personalidades políticas do país e os atores que estão envolvidos no processo de regulamentação da jogatina. Espera-se que voltem a discutir quais serão as próximas etapas para se aprovar uma legislação para o setor, e quais são as tendências para o desenvolvimento deste mercado no Brasil.

A reunião de diferentes empresários que atuam no ramo dos jogos é essencial para compreender a necessidade e lacuna que foi deixada no mercado por conta da crise sanitária e os seus diversos efeitos colaterais. Com isso, o BiS apresentará uma oportunidade de networking, além de trazer palestras com um conteúdo renovado para o público e a apresentação de várias marcas do setor de apostas. A agenda será focada principalmente nas áreas comerciais e publicitárias, mas também irá cobrir assuntos relacionados à regulamentação desse mercado.

Alessandro Valente, um dos responsáveis pela criação e organização do evento, e que é co-fundador da Super Afiliados, acredita que o BiS é mais um passo para a retomada dos negócios no Brasil e no mundo: “Representar um grupo tão importante de profissionais do setor no Brasil é motivo de muito orgulho. Com apoio organizacional de Carlos Cardama e sua equipe do Games Magazine Brasil, o evento que acaba de ser anunciado já é um sucesso em termos de adesão e vendas”.

Segundo Valente, no local de realização do evento, o Espaço Boulevard JK, em São Paulo, haverá áreas dedicadas a realização de reuniões, assim como amplo amparo aos participantes que vierem do exterior e demais regiões do Brasil, que precisarem de algum tipo de auxílio para participarem do BiS. Pela primeira vez, ele irá ocorrer num modelo híbrido, com transmissões em tempo real e telões espalhados por todo o espaço de conferência.

Acredita-se que operadores e afiliados do Brasil e de países estrangeiros, assim como fornecedores globais, estarão presentes na festividade. Afinal, eles não deixarão passar a chance de ficar cara-a-cara com os representantes do mercado mais promissor de toda a América Latina, E alguns gigantes do setor já confirmaram a sua presença no BiS 2021, como: FYMSA, Super Afiliados, Pay4Fun, Amuletobet, Salsa Technology, BMM Testlabs, VibraGaming, Betconnections, APP7, WinnerZon, Wanna, entre outros.

Divulgada a Agenda do Brazilian iGaming Summit

Organização do evento divulga agenda completa do BiS 2021.

Foi divulgada a agenda do Brazilian iGaming Summit, que traz conteúdo renovado e relevante ao mercado que está em plena expansão.

A Jericho Events planeja trazer ao palco figuras importantes do cenário político e empresarial, abordando assuntos que estão na pauta dos interesses da sociedade como um todo.

Diante de um possível cenário de regulamentação, legalização de todas as atividades e finalmente um ambiente propício aos grandes investidores, o evento pretende abordar cada vez mais assuntos de cunho comercial e publicitário, mas certamente dando espaço para o governo trazer suas importantes atualizações em relação ao futuro da indústria no país.

Levando em consideração a abordagem de assuntos inéditos como, por exemplo, o papel de embaixadores para marcas que desembarcam no país, cyber security e um painel dedicado aos setor de afiliados.

Com o avanço do governo no sentido de criar um ambiente apropriado para a exploração saudável do mercado, estas pautas, apesar de permanecerem na agenda, perdem um pouco espaço para outros pontos também fundamentais para que este setor avance de forma correta.

Acesse o website oficial do evento para obter maiores informações sobre a agenda de palestrantes e o evento: www.BrazilianiGamingSummit.com.

Sobre o Brazilian iGaming Summit

A primeira edição do Brazilian iGaming Summit (BIS) – The iGaming Intelligence Made in Brazil, terá a participação de muitas marcas conhecidas no cenário das apostas esportivas e iGaming.

O local escolhido para receber esta primeira edição, que acontece nos dias 1 e 2 de dezembro de 2021, foi o Espaço Boulevard JK, Edifício International Plaza, situado no coração do centro comercial de São Paulo.

Com o Brasil se tornando um expoente no mercado das apostas esportivas, loterias e afiliação, diversas empresas globais dos 3 setores já estão atentas a todos os processos de regulamentação em andamento no país. Este foi um dos pontos principais a ser considerado para a idealização do BIS 2021.

Migração reversa do Leste da Ásia afetará negativamente o Brasil

Caso ocorra essa evasão massiva de jovens qualificados, o prejuízo será considerável para o país

Com a maior população “japonesa” do mundo e grande quantidade de chineses e sul-coreanos, o Brasil será diretamente afetado pelas decisões desses países de políticas migratórias ativas que forçosamente terão de colocar em prática – o quanto antes

Devido à crise populacional – elevado envelhecimento e redução da quantidade de habitantes a partir de 2050 –, os três maiores países do Leste da Ásia (China, Japão e Coreia do Sul) precisam de milhões de imigrantes nos próximos 30 anos, para aumentar a População Economicamente Ativa (PEA) a curto prazo, e rejuvenescer a sua população a médio prazo, garantindo assim a atual força de trabalho e menor quantidade de crianças e pessoas idosas sustentadas por quem trabalha. Antes exportadores de trabalhadores para a Europa e Américas, esses países asiáticos agora necessitam desesperadamente e rapidamente atrair jovens de outros países, para manter o dinamismo de suas economias.

Necessitam muito, mas resistem bravamente à ideia de aumentar a diversidade étnica e cultural, transformá-los em países multiculturais como o Canadá, por exemplo – que aliás é um ótimo exemplo de país com política ativa de atração de imigrantes, justamente por necessitar ocupar seus 10 milhões de quilômetros quadrados de território (congelado boa parte do ano) e desenvolver sua economia.

Apenas 2% da população do Japão, cerca de 2,5 milhões de habitantes, são de outros países: chineses, sul-coreanos, vietnamitas e brasileiros, por exemplo. É a menor proporção entre os países da Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE) que tinham, em 2019, grandes quantidades de estrangeiros em sua força de trabalho – a maior em termos absolutos nos Estados Unidos, representando 13,6% do total; e as menores na Suíça e Nova Zelândia, apesar das proporções elevadas (29,7% e 26,8%, respectivamente). Em termos relativos, todos muito acima do Japão: Reino Unido (14%), Alemanha (16%), Suécia (19,5%), Canadá (21%), Israel (21,2%), e Austrália (29,7%).

Ou seja, país mais envelhecido do mundo (28% da população com mais de 65 anos de idade), com quantidade recorde de pessoas centenárias (86 mil, proporção de 69 por 100 mil – no Brasil são 12 por 100 mil), esperados 20 milhões a menos de habitantes em 2050, dos quais então 38% com 65 anos de idade e mais, o Japão ainda resiste a abrir as portas para receber imigrantes em grandes quantidades, e evitar assim o declínio significativo da sua economia. Resistência de ordem cultural, étnica, ideológica e política à entrada dos necessários muitos milhões de imigrantes nos próximos 30 anos – com o risco de adiar tanto que a situação se torne irreversível.

Apesar da forte resistência à entrada de grande quantidade de estrangeiros, praticamente pelas mesmas razões do Japão, a Coréia do Sul conseguiu avançar nos últimos anos em políticas de estímulo à imigração. Talvez porque a gravidade da sua situação populacional – menor do que a do Japão e maior do que a da China – tenha sensibilizado seus dirigentes políticos a agirem para atenuar o impacto dos esperados 25% de pessoas idosas em 2030 e 38% em 2050.

Graças à redução da taxa de fecundidade (0,84, equivalente a 40% do mínimo), até 2100 a população do país deverá cair dos atuais 51 milhões para 30 milhões de habitantes, dos quais 11,4 milhões com mais de 65 anos de idade – hoje, a proporção de centenários já está em 42 por 100 mil. Dos três, a situação mais difícil é a da China, pelas dimensões do problema e da sua economia.

Já abordamos o tema recentemente. O agravante, no caso chinês, é a intensa emigração para os Estados Unidos, Canadá, Austrália e vários outros países, da Europa, América Latina e África. Vai longe o tempo que emigravam chineses muito pobres para trabalhar em plantações de algodão e construção de ferrovias. Agora, o movimento migratório da China para o mundo é de pessoas com formação técnica ou universitária, interessadas em fazer pós-graduação ou trabalhar em áreas de alta tecnologia, e empresários interessados em investir. Movimento benéfico para a economia a médio prazo, mas em direção oposta à necessidade populacional do país a curto prazo.

O xis da questão, para os três países, não é a redução em si da quantidade de habitantes, mas sim a redução da quantidade de pessoas economicamente ativas, e o correspondente aumento da dependência, devido à grande quantidade de pessoas com mais de 65 anos de idade. Serão sociedades com cada vez mais consumidores e menos produtores, e com mais pessoas idosas precisando de atendimento especializado (e caro), por muito mais tempo. O Japão terá cerca de 40 milhões de pessoas idosas em 2050 (dos 106 milhões de habitantes previstos) e a China modestos 350 milhões de pessoas idosas, do 1,4 bilhão previsto.

Com a maior população “japonesa” do mundo e grande quantidade de chineses e sul-coreanos, o Brasil será diretamente afetado pelas decisões desses países de políticas migratórias ativas que forçosamente terão de colocar em prática – o quanto antes. E tudo indica que é só uma questão de pouco tempo para Japão, Coreia do Sul e China focarem na atração de descendentes de quem migrou desses países para o Brasil no século passado, uma “migração reversa” em grande escala, bastante lucrativa por sinal, já que agora de trabalhadores qualificados.

Caso ocorra essa evasão massiva de jovens qualificados, o prejuízo será considerável para o Brasil, porque o país também está em grave crise populacional, com indicadores demográficos inacreditavelmente próximos dos da China, e precisa de imigrantes qualificados tanto quanto os demais países na mesma situação, do Leste da Ásia e da Europa (principalmente Itália, Portugal, Espanha, Alemanha e Polônia).

Caso ocorra essa evasão massiva de jovens qualificados, o prejuízo será considerável para o país

Irani apresenta os melhores resultados da história no terceiro trimestre

O desempenho deve seguir vigoroso até o fim do ano

A receita líquida da Irani no terceiro trimestre teve crescimento de 65,5% no comparativo com igual período de 2020

A receita líquida da Irani Papel e Embalagem no terceiro trimestre teve crescimento de 65,5% no comparativo com igual período de 2020. Segundo a companhia, isso foi reflexo da boa performance de vendas e preços dos segmentos em que a empresa atua, em especial o expressivo crescimento de preços de todos os setores no comparativo com o terceiro trimestre do ano passado. O mercado doméstico representou 85% das vendas. Entre julho e setembro a área de de Embalagem de Papelão Ondulado (PO) representou 57% da receita líquida da Irani. A Irani encerrou o trimestre com receita líquida de R$ 432,4 milhões e lucro líquido de R$ 97,5 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem).

O terceiro trimestre trouxe os melhores resultados da história da Irani Papel e Embalagem, com margem operacional (Ebitda) inédita de 32,4%. Ao jornal Valor Econômico, o presidente da companhia, Sérgio Ribas, afirmou que esses níveis estão se sustentando no quarto trimestre. “O desempenho deve seguir vigoroso até o fim do ano”, projetou na entrevista que concedeu para a jornalista Stella Fontes.

A Irani informa que o terceiro trimestre foi caracterizado por instabilidades no mercado internacional e também no Brasil. “O ritmo de vacinação acelerou em todo o mundo, mas as consequências da pandemia na economia ainda são sentidas. Houve disrupção na cadeia de suprimentos de alguns materiais e suprimento de energia no mundo que afetou as expectativas de crescimento, especialmente na China, bem como os índices de inflação que se elevaram. No Brasil, somam-se as incertezas trazidas pelo cenário político e fiscal, bem como o aumento dos juros, que provocaram volatilidade adicional”, avalia a companhia em seu relatório trimestral.

De acordo com a Empapel, a expedição em toneladas de papelão ondulado no terceiro trimestre registrou redução de 2,5% na comparação com igual período de 2020. No acumulado anual, a expedição de papelão avançou 7,2%. O maior uso de embalagens de papel para o setor alimentício, e-commerce, delivery e para exportações criou um ambiente favorável para o setor de papelão ondulado e embalagens de papel. A redução no volume deve-se especialmente a base de comparação forte do terceiro trimestre de 2020, que representou a retomada do setor após o momento mais grave da pandemia.

Os investimentos deste trimestre somaram R$ 121,6 milhões e foram basicamente direcionados para reflorestamento, manutenção e melhorias das estruturas físicas, software, máquinas e equipamentos da Companhia. Deste montante, R$ 96,3 milhões foram destinados à execução dos investimentos dos Projetos Gaia I, II e III.

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O desempenho deve seguir vigoroso até o fim do ano

Governo tem primeiro superávit em setembro desde 2012

Arrecadação recorde e queda de gastos com pandemia garantem resultado

O resultado ficou positivo em R$ 303 milhões no mês passado

O aumento da arrecadação e a diminuição de gastos relacionados à pandemia da Covid-19 fizeram o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o primeiro superávit primário para meses de setembro em nove anos. O resultado ficou positivo em R$ 303 milhões no mês passado.

A última vez em que o Governo Central registrou superávit em setembro foi em 2012. Na ocasião, as contas federais obtiveram resultado positivo de R$ 1 bilhão. Em setembro do ano passado, quando os desembolsos para o combate à pandemia estavam no auge, o déficit primário atingiu R$ 76,1 bilhões, resultado negativo recorde para o mês.

O resultado de setembro veio bem melhor do que o previsto. Segundo a pesquisa Prisma Fiscal, divulgada todos os meses pelo Ministério da Economia, as instituições financeiras projetavam saldo negativo primário de R$ 17,9 bilhões para setembro.

O déficit primário representa o resultado negativo nas contas do governo sem considerar os juros da dívida pública. Com o desempenho de setembro, o Governo Central acumula saldo devedor primário de R$ 82,4 bilhões até setembro. Esse foi o quinto maior saldo negativo para o período, só perdendo para o ano passado e para o período de janeiro a setembro de 2017, 2016 e 2018, respectivamente.

Meta
Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece meta de déficit de R$ 247,1 bilhões para o Governo Central, mas o projeto de lei aprovado no fim de abril permite o abatimento da meta de até R$ 40 bilhões de gastos.

Os gastos que podem ser deduzidos da meta estão relacionados com o enfrentamento à pandemia de Covid-19. Dos R$ 40 bilhões autorizados pelo Congresso, R$ 20 bilhões destinam-se à saúde, R$ 10 bilhões ao programa de redução de jornada e suspensão de contrato e R$ 10 bilhões ao Pronampe, programa que fornece crédito emergencial a micro e pequenas empresas.

Receitas e despesas
Um dos principais fatores que contribuíram para a redução do déficit primário em setembro foi a alta na arrecadação do governo, que bateu recorde para o mês. A receita líquida do Governo Central subiu 9,3% em setembro, acima da inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com o mesmo mês do ano passado. No mês, a receita soma R$ 128,1 bilhões.

Boa parte dessa alta deve-se à queda de arrecadação provocada pelo adiamento de diversos pagamentos, como o recolhimento da contribuição para a Previdência Social por empresas do Simples Nacional. No início do ano, o governo tinha postergado o pagamento, por causa da segunda onda da pandemia, mas as parcelas não pagas estão sendo recolhidas no segundo semestre.

A arrecadação recorde de setembro, influenciada pela recuperação da economia, melhorou as receitas administradas (tributos) em R$ 17,4 bilhões. Também contribuíram para o caixa do governo o aumento no pagamento de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) por grandes empresas e a restauração das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o crédito, que estava zerado no ano passado.

As despesas totais caíram 36,4% na mesma comparação, também descontando a inflação pelo IPCA. Em setembro, elas somaram R$ 128,1 bilhões. No acumulado de 2021, as despesas totais somaram R$ 1,2 trilhão, com recuo de 25,8% pelos mesmos critérios em relação aos nove primeiros meses de 2020. Em relação ao teto de gastos, o governo gastou, neste ano, 72,8% do limite de R$ 1,4 trilhão, numa conta que exclui cerca de R$ 30 bilhões em despesas fora do teto.

A queda das despesas totais está relacionada principalmente à redução dos gastos com o enfrentamento à pandemia. Em setembro, o volume de créditos extraordinários caiu R$ 40,9 bilhões em relação ao mesmo mês de 2020. Também não se repetiram os pagamentos de R$ 21,3 bilhões da ajuda da União a estados e municípios e de R$ 5,5 bilhões do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese), que fornecia crédito para empresas afetadas pela pandemia não demitirem trabalhadores.

Em relação aos investimentos (obras públicas e compra de equipamentos), o governo federal investiu R$ 4 bilhões em setembro, queda de 81,4% em relação ao mesmo mês de 2020, descontada a inflação pelo IPCA. Em 2021, os investimentos somam R$ 32,4 bilhões, queda de 59,1% na comparação com o período de janeiro a setembro do ano passado, também descontado o IPCA. O atraso na aprovação do orçamento de 2021, sancionado apenas no fim de abril, explica parcialmente o recuo nos investimentos no acumulado do ano.

Com Agência Brasil

Arrecadação recorde e queda de gastos com pandemia garantem resultado

Receita programática de sites dobra com crescimento do e-commerce

Líder brasileira de monetização de sites prevê aumento de 25% nas vendas da Black Friday e projeta faturamento 100% maior neste ano

No primeiro semestre deste ano, o e-commerce brasileiro somou R$ 53,4 bilhões em vendas, de acordo com o site E-Commerce Brasil

Depois do tombo que a pandemia da Covid-19 provocou no mercado publicitário no segundo trimestre de 2020, quando grandes anunciantes brasileiros suspenderam campanhas, a curva se inverteu e mantém tendência de crescimento constante. Para o segmento de mídia programática, a adesão do consumidor brasileiro às compras on-line provocou uma recuperação acima da média do setor.

Líder nacional em monetização de sites, com R$ 40 milhões de receita a ser distribuída para os clientes nesse ano, a Premium Ads projeta dobrar o faturamento de 2021 em relação ao ano passado. Os números representam o apetite renovado do consumidor: neste novembro, as vendas da Black Friday e da Cyber Monday devem ficar 25% acima do mesmo mês de 2020, nas contas da Premium.

“Passado o pânico inicial e as primeiras medidas de isolamento social, houve uma rápida recuperação dos investimentos publicitários, seguida de evolução constante desde julho do ano passado. Fomos favorecidos pelo crescimento do e-commerce durante a pandemia, visto que são desse segmento os nossos principais anunciantes, entre os mais de 60 mil que anunciam em nossa rede”, diz Michael Silva, CEO da empresa criada em Maringá, no norte do Paraná, há seis anos.

No primeiro semestre deste ano, o e-commerce brasileiro somou R$ 53,4 bilhões em vendas, de acordo com o site E-Commerce Brasil. Um dos motivos é o aumento do ticket médio das compras, da ordem de R$ 534, valor 22% maior do que a média do mesmo período de 2020, informa relatório da Ebit | Nielsen. A 7ª edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, parceria do PayPal Brasil e da BigDataCorp, aponta que o Brasil já tem quase 1,6 milhão de lojas on-line e que em 2021 houve um crescimento de 22% no número.

Compras on-line antecipadas
O terceiro quadrimestre é normalmente o período de maior faturamento do ano para a publicidade programática e também para o mercado publicitário em geral, devido às compras de fim de ano. “No nosso caso, os investimentos em publicidade digital aumentam consideravelmente por causa da Black Friday e da Cyber Monday”, conta Silva.

Ao longo dos últimos três anos, a Premium Ads viu uma importante mudança no comportamento do consumidor, que antes concentrava suas compras mais perto das datas festivas. Ele vem gradualmente antecipando as aquisições para períodos que antecedem em até 30 dias as grandes datas do varejo digital.

“As campanhas programáticas, como seria de se esperar, têm migrado para este padrão de consumo e estimamos um aumento de 25% no faturamento ao longo do mês de novembro quando comparado a novembro de 2020. As campanhas ocorrem de forma mais diluída ao longo do mês, e menos concentradas pouco antes e pouco depois da Black Friday e da Cyber Monday”, detalha o executivo.

Com o fim próximo da pandemia, o empresário avalia que o mercado mostrou muita resiliência e conseguiu se beneficiar do aumento de tráfego nos sites, provocado por leitores em busca de informações. Os produtores de conteúdo brasileiros despertaram para a necessidade de usar a mídia programática e tecnologia de ponta para aumentar o faturamento. A quantidade de publishers (sites) atendidos pela Premium Ads saiu de 147 em 2019 para 173 em agosto deste ano.

“Para atender os clientes com estratégias descomplicadas e eficientes de monetização dos sites, aprimoramos nossos processos internos, com o time 100% em home office, modelo de trabalho que deve permanecer. Dobramos o número de funcionários da empresa em 12 meses e investimos muito em tecnologia”, diz Silva.

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Líder brasileira de monetização de sites prevê aumento de 25% nas vendas da Black Friday e projeta faturamento 100% maior neste ano

Mercado de TI catarinense garimpa desenvolvedores

Estimativa da Acate é que pelo menos 12 mil vagas sejam abertas no setor nos próximos dois anos – metade são para programadores

O índice crescente de vagas abertas é específico para os cargos de desenvolvedores, os responsáveis por escrever os códigos que fazem os softwares rodarem em computadores e celulares

Quarto maior mercado de tecnologia do país em faturamento – são R$ 17,7 bilhões anuais – Santa Catarina vive os dois lados da moeda com a expansão do setor nos últimos anos e o avanço da digitalização de serviços impulsionada pela pandemia. Enquanto empresas atraem compradores, como a RD Station e a Neoway, cada uma adquirida por R$ 1,8 bilhão por Totvs e B3, respectivamente, a falta de mão de obra especializada é considerada a principal trava para o crescimento do setor.

Pesquisa divulgada pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) em julho revela que em 2021 foram abertas 4.561 vagas por empresas de tecnologia em território catarinense. E a demanda vai continuar alta nos próximos dois anos. Foram estimadas 5.364 vagas em 2022 e 6.687 vagas em 2023.

Dentro deste gargalo que ainda atrapalha o setor e atinge estado crítico no contexto de pós-pandemia, o índice crescente de vagas abertas também é específico para os cargos de desenvolvedores, os responsáveis por escrever os códigos que fazem os softwares rodarem em computadores e celulares.

Em 2021 foram 2.554 vagas abertas, enquanto no ano que vem serão pouco mais de 3 mil, e em 2023, serão 3.745. Os DEVs Full-Stack, Back-End e Front-End, segundo a pesquisa da Acate, são as funções mais demandadas pelas empresas catarinenses e representam mais da metade dos postos indicados como necessários para os negócios.

No nível básico um desenvolvedor pode receber a partir de R$ 2,5 mil. Mas esse rendimento pode crescer rápido ao longo do tempo caso o profissional se mantenha empregado. Um técnico mais experiente pode ganhar entre R$ 8 mil e R$ 15 mil, além da oportunidade de trabalhar para empresas de fora do país com salários em dólar.

E há oportunidades para iniciantes ou mesmo quem ainda mal conhece a linguagem de programação. Um exemplo é o administrador e músico Michael Nascimento, que ficou sem renda com a pandemia e decidiu usar o tempo em casa para estudar e buscar uma recolocação profissional.

Natural de São Paulo, mas vivendo em Joinville (SC) há anos, ele já tinha alguma fluência com o universo de TI: desde os 13, brincava com montagem e manutenção de redes e recentemente tinha desenvolvido um site de música por conta própria. Ao sair de uma empresa em 2019, decidiu que a programação seria um plano B. Mas veio a pandemia. “Fiquei completamente sem ter o que fazer e preenchi o tempo livre estudando até 14 horas por dia. Eu estava muito comprometido e, quanto mais estudava, mais me interessava por tecnologia”, conta ao Portal AMANHÃ.

Foi quando surgiu a oportunidade de participar do DEVinHouse, um programa de formação de desenvolvedores criado em parceria entre o SENAI/SC e a Acate. Antes mesmo do curso terminar, ele já estava efetivado como um dos novos “devs” da Softplan, uma das maiores empresas de TI do Sul e que patrocinou a turma que foi piloto do projeto.

O resultado do programa surpreendeu a empresa patrocinadora da primeira turma. “Nossa meta era contratar 10 alunos, em uma turma de 40 pessoas, que tivessem condições de iniciar a carreira como programadores e acabamos contratando 12 dos treinandos. E outros já foram contratados por outras empresas do mercado”, recorda Moacir Marafon, cofundador e hoje membro do conselho de administração da Softplan.

“Esse modelo em que a empresa participa desde a estruturação da grade curricular, disponibilizando mentores durante o curso para que os alunos tenham a oportunidade de exercitar na prática os conhecimentos adquiridos e resolvendo problemas reais, é a melhor forma de manter o engajamento dos alunos, reduzindo desistências e contribuindo para que já cheguem na empresa jogando”, conclui o empresário, que também é vice-presidente de talentos da Acate.

Até o momento, foram abertas cinco turmas do DEVinHouse, com participação de empresas do ecossistema de tecnologia local, como ContaZAP, Teltec Solutions, BRy, Involves, PariPassu, Pixeon, Way2, Paradigma, além da Softplan. E há mais empresas interessadas em patrocinar futuras turmas.

Neste ano, pelo menos 300 pessoas devem participar dos cursos, que terão turmas em Blumenau e Joinville – além de um forte interesse de outras regiões, do Sul ao Oeste de Santa Catarina. Neste programa, realizado em formato síncrono, a meta é formar 300 alunos. No ano que vem devem ser 800 e cerca de 2 mil em 2023.

Os empresários locais se reuniram com o governador Carlos Moisés em julho. O governo catarinense anunciou a criação de um grupo de trabalho envolvendo as secretarias de Educação, Administração, Desenvolvimento Econômico Sustentável, de Assuntos Internacionais e da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesc) para auxiliar na criação de estratégias de médio e longo prazo.

“Esse modelo em que a empresa participa desde a estruturação da grade curricular é a melhor forma de manter o engajamento dos alunos, reduzindo desistências e contribuindo para que já cheguem na empresa jogando”, afirma Moacir Marafon, cofundador da Softplan e vice-presidente de talentos da Acate

Blumenau, cidade pioneira
Os cursos mais básicos para formação de um programador ou desenvolvedor variam entre três e seis meses. Em Santa Catarina, além de instituições como Senai e universidades, há também empresas especializadas na formação para o mercado como a Proway. A cidade de Blumenau, no Vale do Itajaí, já tem um histórico de 50 anos no desenvolvimento das primeiras empresas de base tecnológica do estado. Polo pioneiro no setor em Santa Catarina, também foi onde surgiram as primeiras iniciativas de formação especializada para o mercado.

“No início dos anos 2000, percebemos que as empresas de tecnologia de Blumenau estavam se digladiando em função da mão de obra escassa. Era um ciclo vicioso, que além de causar essa disputa tornavam os profissionais locais caros, prejudicava o equilíbrio financeiro e os produtos”, lembra Sergio Tomio, diretor da Proway, empresa de treinamento para o setor de TI.

Tomio foi um dos formuladores do Entra21, programa sem custos aos alunos que hoje é referência nacional em capacitação e já formou mais de 4,7 mil jovens (cerca de 300 por ano) e adultos entre 16 e 29 anos. A iniciativa é voltada a moradores de Blumenau e região, e atende também pessoas com deficiência, imigrantes e até mesmo quem está acima da faixa etária, mas que busca um reposicionamento no mercado de TI.

O programa, que atualmente custa em torno de R$ 1,7 milhão, é bancado pela prefeitura de Blumenau, governo de Santa Catarina e empresas privadas. A criação do Entra21 foi fundamental para o município fortalecer sua posição como polo formador de profissionais de tecnologia e também atraiu grandes empresas, nacionais e internacionais.

“Logo que decidiu instalar a unidade aqui, a alemã T Systems contratou 20 funcionários que passaram pelo Entra21. A Philips, que comprou uma empresa local, também ficou em Blumenau, onde tem mais de 1 mil funcionários, em função dos programas de empregabilidade. E a Ambev, em oito meses, formou 211 pessoas em sete especializações diferentes”, calcula Sergio, que também esteve à frente de entidades associativas locais, como a Blusoft (que gerencia o Entra21 e hoje é um polo regional da Acate) e o Instituto Gene.

Oportunidades para edtechs
O ecossistema de inovação em Santa Catarina transformou um dos seus principais entraves de crescimento em novas oportunidades de negócios para edtechs, empresas que usam tecnologia para criar soluções de educação e formação profissional. E algumas delas já foram adquiridas por companhias nacionais de maior porte. Neste mês a Rocketseat, escola de formação para programadores criada em 2017 em Rio do Sul, no Alto Vale catarinense, foi comprada pela Digital House, empresa argentina que também atua na área de educação para tecnologia e marketing digital. A aquisição pela empresa platina foi de R$ 150 milhões e envolve desembolsos em dinheiro e troca de ações.

Em julho passado, a startup/escola de programação paulista Trybe anunciou a aquisição da catarinense Codenation, formada há pouco mais de três anos. Ambas empresas atuam no mesmo mercado: a capacitação, por meio de cursos, de profissionais de programação. A Codenation tem um modelo voltado à demanda de grandes empresas (como Itaú, Stone e Quinto Andar, entre outras) que depois contrataram alguns dos formados.

E há uma nova geração de edtechs surgindo, como a StackX, empresa criada no final de 2020 em Joinville e que tem sede no Ágora Tech Park. A startup usa uma plataforma digital que forma desenvolvedores juniores num período de seis meses e encaminha os novos profissionais ao mercado.

Outro diferencial é que só depois que o aluno só paga pelo curso depois de estar empregado – o valor total é de aproximadamente R$ 5,4 mil, parcelados em 18 meses. Atualmente a empresa tem 230 alunos, a grande maioria deles de cidades do Norte de Santa Catarina. Os 30 primeiros alunos que chegaram ao final do programa já foram contratados.

No momento, a empresa estuda parcerias públicas com as prefeituras, na sua sede, Joinville, e outras do Planalto Norte como Rio Negrinho e São Bento do Sul. Também está em conversas com os governos de Santa Catarina e do Piauí. O objetivo é capacitar pessoas nessas cidades para aumentar a empregabilidade nos municípios e, consequentemente, elevar a renda local dos municípios.

A empresa participa do programa de capacitação Startup SC, além de ter sido uma das selecionadas pelo programa do Sebrae e Fapesc que concedeu R$ 50 mil para egressas do Startup Summit. “Lapidamos nosso modelo de negócio e gestão, desenvolvendo uma plataforma que possa ser escalável para atender à demanda de mercado. Nosso foco está no nível junior. Em seis meses de curso o aluno está apto a entrar numa empresa como desenvolvedor”, explica o fundador da StackX, Fabiano Dell Agnolo.

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Com informações da Agência SC Inova

Estimativa da Acate é que pelo menos 12 mil vagas sejam abertas no setor nos próximos dois anos – metade são para programadores

Terceira fase do Open Banking entra em vigor nesta sexta

Fase prevê compartilhamento de transferências pelo Pix

Em vigor desde 1º de fevereiro, a primeira etapa do Open Banking permite o compartilhamento de informações sobre produtos, serviços, canais de atendimento e localização de agências

Após ter sido adiada em dois meses, a terceira fase do Open Banking entra em vigor nesta sexta-feira (29). Nesta etapa, as instituições financeiras poderão compartilhar informações sobre serviços de transferência via Pix, sistema de pagamento instantâneo em vigor desde o fim do ano passado.

Inicialmente, a terceira fase estava prevista para entrar em vigor em 30 de agosto. No entanto, o atraso na adoção da segunda fase fez os bancos e as fintechs (startups do sistema financeiro) pedir o adiamento da etapa seguinte. As instituições financeiras alegaram pouco tempo para atualizar os sistemas.

À época, o BC tinha informado que o prazo de testes para certificar as instituições que operam o Pix a trocarem informações tinha ficado curto. “O pedido feito ao Banco Central decorreu da necessidade de ajustes nas especificações técnicas, que comprometeram o prazo de realização de testes para a certificação das instituições”, destacou o comunicado no fim de agosto.

O BC reforçou o compromisso com a implementação do Open Banking. “O Banco Central reforça o seu compromisso para que o Open Banking alcance os seus objetivos, de forma segura e efetiva para os clientes das instituições participantes, permanecendo vigilante no processo de sua implementação”, acrescentou.

Em vigor desde 1º de fevereiro, a primeira etapa do Open Banking permite o compartilhamento de informações sobre produtos, serviços, canais de atendimento e localização de agências. Com base nos dados, os bancos podem fazer comparações por meio de sistemas de interface de programação de aplicações (API na sigla em inglês).

A segunda fase do Open Banking, que envolve o compartilhamento de cadastros e de transações entre as instituições financeiras, havia sido adiada de 15 de julho para 13 de agosto. As instituições financeiras alegaram que o intervalo entre a segunda e a terceira fase tinha sido comprimido para implementar as novidades. A quarta etapa, que prevê a troca de informações sobre serviços de câmbio, de investimentos, de previdência e de seguros, está mantida para 15 de dezembro. As demais serão implementadas no primeiro semestre de 2022.

Confira o cronograma de implementação do Open Banking:

29 de outubro de 2021 – Início da fase 3, com o compartilhamento de serviços de transferências pelo Pix

15 de dezembro de 2021 – Início da fase 4, com a troca de informações entre as instituições sobre os demais produtos financeiros, como câmbio, investimentos, previdência e seguros

15 de fevereiro de 2022 – Compartilhamento de serviços de transferências entre contas do mesmo banco e TED

30 de março de 2022 – Compartilhamento do envio de propostas de operações de crédito a clientes que aderirem ao open banking

31 de maio de 2022 – Compartilhamento de dados de clientes sobre demais operações financeiras, como câmbio, investimentos, previdência e seguros

30 de junho de 2022 – Compartilhamento de serviços de pagamento por boleto

30 de setembro de 2022 – Compartilhamento de serviços de débito em conta

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Com Agência Brasil 

Fase prevê compartilhamento de transferências pelo Pix

UPI da Construtora Triunfo vai a leilão

Leilão ocorre após a aprovação pela assembleia de credores do plano de recuperação judicial da companhia

Quem comprar a UPI não precisará assumir as dívidas trabalhistas, fiscais e com fornecedores

Uma UPI (Unidade de Produção Isolada) da Construtora Triunfo será leiloada nesta sexta (29) por R$ 31,5 milhões. O leilão inclui máquinas, equipamentos e o acervo técnico de um processo construtivo inovador de casas populares.

A venda por meio de leilão público foi aprovada pela Assembleia Geral de Credores (AGC) conforme o plano de recuperação judicial da Triunfo, em julho. O leilão será comandado por Helcio Kronberg, da Kronberg Leilões. Para participar é necessário realizar um cadastro prévio no site do leiloeiro.

Quem comprar a UPI não precisará assumir as dívidas trabalhistas, fiscais e com fornecedores, que continuam sob responsabilidade da Triunfo. Em seu pedido de recuperação judicial, a companhia destaca que o PIB da construção encolheu 28% no Brasil entre 2014 e 2018, num quadro agravado pela instabilidade política e pelos efeitos da operação Lava-Jato.

A holding da Triunfo foi criada em 2006, e passou a controlar a tradicional construtora paranaense Triunfo, criada em 1978 e uma das maiores empreiteiras e concessionárias do país.

Leilão ocorre após a aprovação pela assembleia de credores do plano de recuperação judicial da companhia

Instituto Consulado da Mulher e Jasmine criam curso para pequenos negócios

Iniciativa vai capacitar 100 empreendedoras do ramo alimentício e ainda oferecer 10 vagas de mentoria

O projeto oferece mais de 70 aulas gravadas e oito aulas ao vivo, todas ministradas por educadores do instituto

A Jasmine Alimentos e o Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca de eletrodomésticos Consul, abriram inscrições para o curso “Elas Empreendem – Gestão de Pequenos Negócios”. A iniciativa oferece qualificação profissional gratuita a distância para empreendedoras do ramo de alimentos, com o intuito de impulsionar pequenos negócios. Serão abertas 100 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo link até dia 2 de novembro.

O projeto oferece mais de 70 aulas gravadas e oito aulas ao vivo, todas ministradas por educadores do instituto, com conteúdos de linguagem direta, acessível, dinâmica, motivacional e foco em empreendedorismo, plano de negócios, concepção de negócio, gestão e impactos na vida das pessoas.

Além disso, as dez empreendedoras com melhor desempenho receberão, durante três meses, kits com produtos da Jasmine, uma doação no valor de R$ 2 mil para investirem em seus estabelecimentos e seis semanas de mentoria com profissionais da indústria de alimentos saudáveis, para reforçarem os aprendizados de gestão na prática do dia a dia.

“Ao final da formação elas adquirem uma bagagem de aprendizado muito sólida, se sentem preparadas para impulsionar seu próprio negócio e conquistar independência financeira. Para nós, é gratificante fazer parte dessa transformação”, afirma Leda Böger, diretora do Consulado da Mulher. A ideia é que as empreendedoras possam também inspirar outras mulheres, destaca a diretora de Marketing da Jasmine Alimentos, Thelma Bayoud.

Iniciativa vai capacitar 100 empreendedoras do ramo alimentício e ainda oferecer 10 vagas de mentoria

RS emite aviso para região de Pelotas

Localidade apresentou piora em alguns indicadores

No indicador de ocupação de leitos clínicos, Pelotas apresenta aumento contínuo no número de internados

O Gabinete de Crise do governo gaúcho divulgou um aviso para a região Covid de Pelotas, que recebe a notificação pela segunda semana consecutiva. As outras 20 regiões não receberam avisos ou alertas.

O aviso é o primeiro passo do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo do Estado gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul. Conforme os técnicos do GT Saúde, Pelotas apresentou piora em alguns indicadores em relação à semana anterior, por isso recebeu novamente a notificação, para que possa controlar a propagação do vírus na região.

Na região Covid de Pelotas, entre os dados que levaram à emissão da notificação, está a incidência de 160,1 novos casos confirmados por 100 mil habitantes na última semana, patamar acima do dobro da média estadual. A região ainda apresenta tendência de crescimento nesse indicador, que há duas semanas estava no nível de 87,4, impactando em um aumento de 83,2% em 13 dias.

No indicador de ocupação de leitos clínicos, Pelotas apresenta aumento contínuo no número de internados, atingindo 48 confirmados e 14 suspeitos (62 no total) nesta semana. Aumento de 48%, entre confirmados e suspeitos, em um mês. Quanto às UTIs, a região também apresenta crescimento e estava com 21 casos confirmados e 15 suspeitos na terça-feira (26) – elevação de 111,76% em menos de um mês.

Localidade apresentou piora em alguns indicadores

Mercado de TI catarinense garimpa desenvolvedores

Estimativa da Acate é que pelo menos 12 mil vagas sejam abertas no setor nos próximos dois anos – metade são para programadores

O índice crescente de vagas abertas é específico para os cargos de desenvolvedores, os responsáveis por escrever os códigos que fazem os softwares rodarem em computadores e celulares

Quarto maior mercado de tecnologia do país em faturamento – são R$ 17,7 bilhões anuais – Santa Catarina vive os dois lados da moeda com a expansão do setor nos últimos anos e o avanço da digitalização de serviços impulsionada pela pandemia. Enquanto empresas atraem compradores, como a RD Station e a Neoway, cada uma adquirida por R$ 1,8 bilhão por Totvs e B3, respectivamente, a falta de mão de obra especializada é considerada a principal trava para o crescimento do setor.

Pesquisa divulgada pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) em julho revela que em 2021 foram abertas 4.561 vagas por empresas de tecnologia em território catarinense. E a demanda vai continuar alta nos próximos dois anos. Foram estimadas 5.364 vagas em 2022 e 6.687 vagas em 2023.

Dentro deste gargalo que ainda atrapalha o setor e atinge estado crítico no contexto de pós-pandemia, o índice crescente de vagas abertas também é específico para os cargos de desenvolvedores, os responsáveis por escrever os códigos que fazem os softwares rodarem em computadores e celulares.

Em 2021 foram 2.554 vagas abertas, enquanto no ano que vem serão pouco mais de 3 mil, e em 2023, serão 3.745. Os DEVs Full-Stack, Back-End e Front-End, segundo a pesquisa da Acate, são as funções mais demandadas pelas empresas catarinenses e representam mais da metade dos postos indicados como necessários para os negócios.

No nível básico um desenvolvedor pode receber a partir de R$ 2,5 mil. Mas esse rendimento pode crescer rápido ao longo do tempo caso o profissional se mantenha empregado. Um técnico mais experiente pode ganhar entre R$ 8 mil e R$ 15 mil, além da oportunidade de trabalhar para empresas de fora do país com salários em dólar.

E há oportunidades para iniciantes ou mesmo quem ainda mal conhece a linguagem de programação. Um exemplo é o administrador e músico Michael Nascimento, que ficou sem renda com a pandemia e decidiu usar o tempo em casa para estudar e buscar uma recolocação profissional.

Natural de São Paulo, mas vivendo em Joinville (SC) há anos, ele já tinha alguma fluência com o universo de TI: desde os 13, brincava com montagem e manutenção de redes e recentemente tinha desenvolvido um site de música por conta própria. Ao sair de uma empresa em 2019, decidiu que a programação seria um plano B. Mas veio a pandemia. “Fiquei completamente sem ter o que fazer e preenchi o tempo livre estudando até 14 horas por dia. Eu estava muito comprometido e, quanto mais estudava, mais me interessava por tecnologia”, conta ao Portal AMANHÃ.

Foi quando surgiu a oportunidade de participar do DEVinHouse, um programa de formação de desenvolvedores criado em parceria entre o SENAI/SC e a Acate. Antes mesmo do curso terminar, ele já estava efetivado como um dos novos “devs” da Softplan, uma das maiores empresas de TI do Sul e que patrocinou a turma que foi piloto do projeto.

O resultado do programa surpreendeu a empresa patrocinadora da primeira turma. “Nossa meta era contratar 10 alunos, em uma turma de 40 pessoas, que tivessem condições de iniciar a carreira como programadores e acabamos contratando 12 dos treinandos. E outros já foram contratados por outras empresas do mercado”, recorda Moacir Marafon, cofundador e hoje membro do conselho de administração da Softplan.

“Esse modelo em que a empresa participa desde a estruturação da grade curricular, disponibilizando mentores durante o curso para que os alunos tenham a oportunidade de exercitar na prática os conhecimentos adquiridos e resolvendo problemas reais, é a melhor forma de manter o engajamento dos alunos, reduzindo desistências e contribuindo para que já cheguem na empresa jogando”, conclui o empresário, que também é vice-presidente de talentos da Acate.

Até o momento, foram abertas cinco turmas do DEVinHouse, com participação de empresas do ecossistema de tecnologia local, como ContaZAP, Teltec Solutions, BRy, Involves, PariPassu, Pixeon, Way2, Paradigma, além da Softplan. E há mais empresas interessadas em patrocinar futuras turmas.

Neste ano, pelo menos 300 pessoas devem participar dos cursos, que terão turmas em Blumenau e Joinville – além de um forte interesse de outras regiões, do Sul ao Oeste de Santa Catarina. Neste programa, realizado em formato síncrono, a meta é formar 300 alunos. No ano que vem devem ser 800 e cerca de 2 mil em 2023.

Os empresários locais se reuniram com o governador Carlos Moisés em julho. O governo catarinense anunciou a criação de um grupo de trabalho envolvendo as secretarias de Educação, Administração, Desenvolvimento Econômico Sustentável, de Assuntos Internacionais e da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesc) para auxiliar na criação de estratégias de médio e longo prazo.

“Esse modelo em que a empresa participa desde a estruturação da grade curricular é a melhor forma de manter o engajamento dos alunos, reduzindo desistências e contribuindo para que já cheguem na empresa jogando”, afirma Moacir Marafon, cofundador da Softplan e vice-presidente de talentos da Acate

Blumenau, cidade pioneira
Os cursos mais básicos para formação de um programador ou desenvolvedor variam entre três e seis meses. Em Santa Catarina, além de instituições como Senai e universidades, há também empresas especializadas na formação para o mercado como a Proway. A cidade de Blumenau, no Vale do Itajaí, já tem um histórico de 50 anos no desenvolvimento das primeiras empresas de base tecnológica do estado. Polo pioneiro no setor em Santa Catarina, também foi onde surgiram as primeiras iniciativas de formação especializada para o mercado.

“No início dos anos 2000, percebemos que as empresas de tecnologia de Blumenau estavam se digladiando em função da mão de obra escassa. Era um ciclo vicioso, que além de causar essa disputa tornavam os profissionais locais caros, prejudicava o equilíbrio financeiro e os produtos”, lembra Sergio Tomio, diretor da Proway, empresa de treinamento para o setor de TI.

Tomio foi um dos formuladores do Entra21, programa sem custos aos alunos que hoje é referência nacional em capacitação e já formou mais de 4,7 mil jovens (cerca de 300 por ano) e adultos entre 16 e 29 anos. A iniciativa é voltada a moradores de Blumenau e região, e atende também pessoas com deficiência, imigrantes e até mesmo quem está acima da faixa etária, mas que busca um reposicionamento no mercado de TI.

O programa, que atualmente custa em torno de R$ 1,7 milhão, é bancado pela prefeitura de Blumenau, governo de Santa Catarina e empresas privadas. A criação do Entra21 foi fundamental para o município fortalecer sua posição como polo formador de profissionais de tecnologia e também atraiu grandes empresas, nacionais e internacionais.

“Logo que decidiu instalar a unidade aqui, a alemã T Systems contratou 20 funcionários que passaram pelo Entra21. A Philips, que comprou uma empresa local, também ficou em Blumenau, onde tem mais de 1 mil funcionários, em função dos programas de empregabilidade. E a Ambev, em oito meses, formou 211 pessoas em sete especializações diferentes”, calcula Sergio, que também esteve à frente de entidades associativas locais, como a Blusoft (que gerencia o Entra21 e hoje é um polo regional da Acate) e o Instituto Gene.

Oportunidades para edtechs
O ecossistema de inovação em Santa Catarina transformou um dos seus principais entraves de crescimento em novas oportunidades de negócios para edtechs, empresas que usam tecnologia para criar soluções de educação e formação profissional. E algumas delas já foram adquiridas por companhias nacionais de maior porte. Neste mês a Rocketseat, escola de formação para programadores criada em 2017 em Rio do Sul, no Alto Vale catarinense, foi comprada pela Digital House, empresa argentina que também atua na área de educação para tecnologia e marketing digital. A aquisição pela empresa platina foi de R$ 150 milhões e envolve desembolsos em dinheiro e troca de ações.

Em julho passado, a startup/escola de programação paulista Trybe anunciou a aquisição da catarinense Codenation, formada há pouco mais de três anos. Ambas empresas atuam no mesmo mercado: a capacitação, por meio de cursos, de profissionais de programação. A Codenation tem um modelo voltado à demanda de grandes empresas (como Itaú, Stone e Quinto Andar, entre outras) que depois contrataram alguns dos formados.

E há uma nova geração de edtechs surgindo, como a StackX, empresa criada no final de 2020 em Joinville e que tem sede no Ágora Tech Park. A startup usa uma plataforma digital que forma desenvolvedores juniores num período de seis meses e encaminha os novos profissionais ao mercado.

Outro diferencial é que só depois que o aluno só paga pelo curso depois de estar empregado – o valor total é de aproximadamente R$ 5,4 mil, parcelados em 18 meses. Atualmente a empresa tem 230 alunos, a grande maioria deles de cidades do Norte de Santa Catarina. Os 30 primeiros alunos que chegaram ao final do programa já foram contratados.

No momento, a empresa estuda parcerias públicas com as prefeituras, na sua sede, Joinville, e outras do Planalto Norte como Rio Negrinho e São Bento do Sul. Também está em conversas com os governos de Santa Catarina e do Piauí. O objetivo é capacitar pessoas nessas cidades para aumentar a empregabilidade nos municípios e, consequentemente, elevar a renda local dos municípios.

A empresa participa do programa de capacitação Startup SC, além de ter sido uma das selecionadas pelo programa do Sebrae e Fapesc que concedeu R$ 50 mil para egressas do Startup Summit. “Lapidamos nosso modelo de negócio e gestão, desenvolvendo uma plataforma que possa ser escalável para atender à demanda de mercado. Nosso foco está no nível junior. Em seis meses de curso o aluno está apto a entrar numa empresa como desenvolvedor”, explica o fundador da StackX, Fabiano Dell Agnolo.

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Estimativa da Acate é que pelo menos 12 mil vagas sejam abertas no setor nos próximos dois anos – metade são para programadores

Adaptação climática pode custar US$ 300 bilhões por ano até 2030

Financiamento atual é apenas um quarto do previsto

Documento da ONU recomenda a reestruturação e o perdão da dívida dos países mais vulneráveis às alterações climáticas

A adaptação às alterações climáticas custará aos países em desenvolvimento US$ 300 bilhões por ano até 2030, informou a Organização das Nações Unidas (ONU). Se as metas de mitigação não forem atingidas, o valor aumentará para US$ 500 bilhões até 2050, advertiu.

O financiamento atual é apenas um quarto dos US$ 300 bilhões previstos para 2030, alerta o relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado antes da Conferência sobre Alterações Climáticas (COP 26) que começa nesta sexta-feira (29) em Glasgow, na Escócia.

“Cumprir as promessas de US$ 100 bilhões por ano para o Fundo Climático Verde é uma obrigação em Glasgow”, disse a secretária-geral da Unctad, Rebecca Grynspan, acrescentando que também são necessários outros compromissos. “São necessários esforços em nível multilateral para assegurar o financiamento de que os países em desenvolvimento precisam para se adaptar ao agravamento dos impactos das alterações climáticas”, acrescentou.

A organização pediu uma reforma do sistema financeiro, que incluiria aumento da ajuda estatal para o desenvolvimento. “Se os países do G7 tivessem atingido o objetivo de 0,7% da ajuda ao desenvolvimento até 2020, estariam disponíveis US$ 155 bilhões adicionais”, destaca o relatório da ONU.

O documento recomenda a reestruturação e o perdão da dívida dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, mais empréstimos por parte dos bancos multilaterais de desenvolvimento e maior alcance dos mercados de obrigações verdes, que são atualmente severamente restringidos por várias políticas reguladoras.

A Unctad advertiu ainda que as pressões para liberalizar o mercado de produtos e serviços relacionados com a proteção ambiental beneficiariam principalmente os exportadores dos países desenvolvidos, reduzindo a capacidade fiscal das economias em desenvolvimento.

O relatório prevê que as economias em desenvolvimento poderão perder anualmente US$ 15 bilhões em receitas tarifárias se essa liberalização for alcançada. Ao mesmo tempo, a agência da ONU destacou que as tecnologias verdes devem ser classificadas como bens públicos e, portanto, deve ser acessível a todas as economias.

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Com Agência Brasil e RTP

Financiamento atual é apenas um quarto do previsto