Archives Dezembro 2021

A falsa promessa da “marketização” da tecnologia

Se o produto ou serviço não entrega o que promete, a frustração do usuário é garantida

Fazer um produto digital parece fácil. Já disponibilizar um produto digital bom é mais difícil

“Torna-te responsável por quem tu cativas.” Essa conhecida citação tirada da bela obra O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, tem sido utilizada há anos por muitas pessoas para discorrer sobre diversos assuntos, normalmente com alguma profundidade filosófica. Estou evocando-a neste artigo para uma situação bem mais prosaica, mas não menos representativa. Meu foco aqui é o crescente descompasso entre intenção e entrega na área de soluções digitais. Dada a urgente necessidade de virtualização das organizações, esse assunto diz respeito a praticamente todo tipo de negócio.

Trata-se de um fenômeno que tenho acompanhado com muita frequência: você é impactado pela divulgação de alguma ferramenta digital – pode ser através de uma postagem na internet, um e-mail, um painel luminoso, enfim, alguma peça promocional – que promete resolver uma situação que não está totalmente solucionada em sua vida pessoal e/ou profissional. Você é atraído por esse anúncio e vai atrás do tal produto.

Na esteira de tantas novas soluções que rapidamente se tornaram referência para o mercado – tais como Nubank, Airbnb ou Netflix, só para citar três exemplos bem conhecidos – você acessa a página web do produto, ou busca o aplicativo em seu smartphone, com alta expectativa. Na descrição aparecem os benefícios da solução, aderentes àquilo que você está precisando, e depoimentos de clientes, todos favoráveis à ferramenta. Então você resolve experimentá-la, e aí começam os problemas.

Você tenta criar uma conta na solução e precisa enfrentar um cadastro confuso, a ferramenta exige uma série de informações pessoais antes mesmo de você saber se irá adotá-la, a navegação parece desordenada, o produto trava, você tem dificuldade de encontrar aquela funcionalidade que mais lhe interessava. Enfim, a lista de problemas pode ser muito extensa. Aí você acessa o suporte e recebe uma resposta genérica do tipo “No momento essa funcionalidade não está prevista, mas vamos encaminhá-la ao departamento de desenvolvimento. Sua opinião é muito importante para nós!”, ou seja, lhe devolve o problema. É a área de marketing procurando fazer o seu melhor, mas sem o amparo adequado da equipe técnica. Há um total descompasso entre a intenção e a entrega.

Fazer um produto digital parece fácil, dada a grande quantidade de ferramentas disponíveis. Já disponibilizar um produto digital bom é mais difícil. A complexidade na geração de uma solução virtual, seja ela qual for, é alta. Um sistema envolve camadas de tecnologia que se relacionam de formas muito específicas e que precisam funcionar de maneira fluida para entregar uma experiência gratificante aos usuários. A interface é outro aspecto que costuma ser negligenciado. Um produto digital não se faz apenas com código. É necessário aprofundar-se na natureza humana para traduzir necessidades e integrá-las a funcionalidades técnicas através de uma interação simples e orientativa. Ou seja, para fazer um produto digital de qualidade é necessário tempo e uma equipe de pessoas com especialidades multidisciplinares.

Ilustro abaixo, de forma simplificada, duas abordagens adotadas na definição de prioridades na construção de produtos digitais. Uma delas é a forma a qual estou me referindo: um fluxo sequencial no qual se prioriza o lançamento do produto baseado no entendimento da empresa sobre o que seria uma necessidade de mercado. A eficácia real da solução só é colocada à prova no final do processo. Trata-se de um modelo arriscado que, com frequência, resulta em baixa adesão de usuários e no consequente baixo retorno para a empresa.

A outra abordagem é a que considero ideal e é a prática dos produtos de sucesso que mencionei anteriormente: um modelo circular que parte de uma real necessidade mapeada diretamente com o público-alvo. Após esse processo, o produto é construído e se mantém em constante evolução de acordo com as transformações de mercado.

A adoção do modelo de fluxo sequencial é um dos grandes geradores do descompasso entre a qualidade da abordagem de comunicação e do produto em si. Minha interpretação é que existe uma vontade legítima das empresas de entregar um produto de excelência. A área de marketing não está mentindo. Ela está reproduzindo um desejo, uma intenção. Contudo, a atual cultura de desenvolvimento de soluções digitais demanda uma velocidade incompatível com essa intenção. A urgência atropela etapas fundamentais para o sucesso do produto. Por mais que a equipe de marketing se esforce, existe um limite até onde se consegue manter um cliente satisfeito. A “marketização” dos produtos digitais apenas maquia o problema. Se o produto ou serviço não entrega o que promete, a frustração do usuário é garantida.

O paradoxo entre alta qualidade e curto prazo é muito difícil de equacionar. A solução é complexa, pois envolve pressão de mercado, necessidade de resultados e escassez de mão de obra. Mas o que posso afirmar é que essa pressa no lançamento acaba trazendo enormes prejuízos logo adiante, com alto custo de tempo e dinheiro em SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), retrabalho, manutenção, suporte, esgotamento das equipes e, o que é pior, comprometimento da imagem da empresa. É necessário buscar um equilíbrio. É preciso alicerçar melhor as bases de um novo produto e dedicar um pouco mais de tempo na etapa de planejamento para um crescimento escalável e sustentável, integrando as áreas responsáveis. Compartimentar demais os times de negócio, tecnologia e marketing gera ruídos que acabam sendo repassados aos clientes. E, principalmente, é fundamental colocar o usuário no centro, envolvendo-o em todas as etapas do processo.

Um alto número de soluções digitais disponíveis no mercado nacional atual está tendo sucesso na conquista de clientes, o que é positivo. Mas estão falhando fortemente na entrega. O volume de produtos problemáticos e com uma ótima abordagem de comunicação é grande. É necessário elevar o nível do produto para um alinhamento do propósito organizacional.

No âmbito corporativo, quando lemos “torna-te responsável por quem tu cativas”, podemos entender que as empresas assumem um importante compromisso ao conquistar seus clientes. Ao gerar expectativas, precisam honrá-las para se manter no jogo. Pense nisso antes de iniciar uma nova empreitada, pois o mercado costuma ser impiedoso. Se a conquista de clientes parece ser um caminho fácil, a reconquista é uma trajetória bem mais árdua.

Se o produto ou serviço não entrega o que promete, a frustração do usuário é garantida

Produção industrial cai 0,6% em outubro

É a quinta queda consecutiva do índice

A produção industrial está 4,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, período pré-pandemia

A produção industrial apresentou queda de 0,6% na passagem de setembro para outubro, quinto resultado negativo consecutivo, acumulando, nesse período, perda de 3,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. No ano, a indústria acumula alta de 5,7% e, em 12 meses, também de 5,7%. O recuo de outubro alcançou três das quatro das grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados.

“Mais do que o resultado do mês em si, chama atenção a própria sequência de resultados negativos, cinco meses de quedas consecutivas na produção, período em que acumula retração de 3,7%. A cada mês que a produção industrial vai recuando, se afasta mais do período pré-pandemia. Nesse momento, está 4,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020”, analisa André Macedo, gerente da pesquisa.

De acordo com Macedo, o resultado de outubro mantém uma característica que vem sendo observada ao longo do ano: predominância de taxas negativas e diretamente afetada pelos efeitos da pandemia da Covid-19. “Para além da perda na margem, há um espalhamento dos resultados negativos: são três das quatro categorias econômicas e 19 das 26 atividades no campo negativo. O ano de 2021 está bem marcado por esse comportamento de menor intensidade” observa.

Ele destaca ainda que os efeitos da pandemia sobre o processo produtivo ficam muito evidentes em função da desarticulação da cadeia produtiva, o que leva ao encarecimento dos custos de produção e ao desabastecimento de matérias primas e insumos produtivos para a fabricação de bens finais.

“Pelo lado da demanda doméstica, também permanece uma série de características que a gente já vem elencando mês a mês para justificar o comportamento negativo ao longo do ano: inflação elevada, que diminui a renda disponível das famílias, e um mercado de trabalho que está longe de mostrar uma recuperação consistente, uma vez que ainda existe um grande contingente de trabalhadores fora dele, com uma massa de rendimentos que não avança e marcado pela precarização do emprego”, detalha.

“São fatores que também ajudam a explicar porque a produção vem mantendo um comportamento de menor intensidade. Tirando os meses de janeiro, que teve um avanço de 0,2% e maio, com alta de 1,2%, os outros oito meses tiveram taxas negativas”, acrescenta o gerente da pesquisa.

As influências negativas mais importantes da produção industrial de outubro foram de indústrias extrativas (-8,6%) e produtos alimentícios (-4,2%). As indústrias extrativas voltaram a recuar após avançar 2,2% no mês anterior, quando interrompeu três resultados negativos consecutivos e que acumularam perda de 2,5%. Já produtos alimentícios intensificaram a redução de 3,2% em setembro.

“O fator mais importante é que as quedas foram disseminadas, mas as maiores influências vieram dos setores extrativo, que vinha de crescimento e foi impactado negativamente pelas quedas do minério de ferro e do petróleo, que representam aproximadamente 90% do setor; e de alimentos, influenciado especialmente pelo comportamento negativo do açúcar, em função de uma antecipação da safra da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país, devido a condições climáticas adversas. Além disso, o grupamento de carnes, sobretudo bovinas, que ainda sofre com as restrições das exportações para China, por conta do mal da vaca louca. A inflação em patamares mais elevados também afeta a produção no setor”, esclarece Macedo.

Em comparação com outubro de 2020, produção caiu 7,8%
Frente ao mesmo mês de 2020, a indústria recuou 7,8%, com resultados positivos em com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 60,7% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que outubro de 2021 teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (20 ante 21).

“Já é o terceiro resultado negativo neste indicador e o mais intenso dessa sequência. Explicam esse comportamento: o arrefecimento da produção da indústria ao longo de 2021; o efeito-calendário negativo, uma vez que outubro desse ano teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior; e uma base de comparação mais elevada”, relaciona Macedo. “No indicador acumulado do ano, observa-se crescimento de 5,7%, mas vale destacar a perda de intensidade nos últimos meses, por conta da redução observada no ritmo de produção. É importante lembrar que até setembro essa expansão era de 7,6% e em maio estava em 13,2%”, analisa.

Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de produtos alimentícios (-17,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,5%). Por outro lado, ainda frente a outubro de 2020, entre as sete atividades em alta, outros produtos químicos (4,2%) e máquinas e equipamentos (4,1%) exerceram as maiores influências sobre a indústria.

Quer saber mais sobre indústria?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

É a quinta queda consecutiva do índice

Recuperação da economia em 2022 ainda deve ser lenta

Fecomércio-RS espera que a inflação arrefeça somente no último trimestre

Para o consultor econômico da Fecomércio-RS, Marcelo Portugal, há cinco pilares principais para serem observados: câmbio, atividade econômica, inflação, juros e contas públicas

É sabido que o setor terciário privado foi um dos mais impactados pelo isolamento. Embora tenha apresentado uma retomada nos últimos meses, ainda há muito o que fazer. Com a inflação acelerada, juros elevados e um difícil cenário eleitoral, 2022 se projeta como um ano de lento crescimento econômico e com possíveis melhorias, como a queda da inflação, somente no último trimestre.

Esse foi o cenário previsto pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) em sua coletiva de balanço e perspectivas para 2022. Para o consultor econômico da entidade, Marcelo Portugal, há cinco pilares principais para serem observados: câmbio, atividade econômica, inflação, juros e contas públicas. Confira as principais previsões ao final desta reportagem.

Depois da crise sanitária gerada pela Covid-19, a taxa de câmbio apresentou um comportamento diferente do usual. “Em crises o câmbio normalmente desvaloriza, mas, passado algum tempo, geralmente volta. A primeira característica dessa crise é que, dessa vez, o câmbio não voltou. Tivemos uma desvalorização cambial e ela continuou até agora”, explica Portugal. A perspectiva da Fecomércio-RS é que ele continue relativamente desvalorizado até o final do ano que vem, um dos fatores que contribuem para que a inflação se mantenha elevada.

Apesar da elevação dos juros no Brasil, que normalmente ajuda a puxar o câmbio para baixo – “quando o juro fica mais alto, é mais rentável aplicar no Brasil, então vem um fluxo de capital do exterior para cá”, detalha Portugal –, a expectativa é que dessa vez isso não aconteça em decorrência da incerteza fiscal e eleitoral.

Atividade econômica
Segundo Portugal, a forte expansão fiscal e monetária aplicada pelo governo conseguiu fazer o PIB se recuperar em V, mas estagnar ao voltar ao patamar anterior. Além disso, a recuperação se deu com heterogeneidade, isto é, com segmentos superaquecidos enquanto outros seguem em recessão.

Outro ponto é que o consumo das famílias se recuperou mais lentamente que o PIB. “As pessoas estão com menos dinheiro no bolso, e isso significa um volume de gastos em consumo relativamente menor do que o que esperaríamos quando olhamos o PIB como um todo”, observa Portugal. Embora exista a recuperação dos empregos, o salário médio vem sendo menor do que o anterior.

Dada a incerteza eleitoral, o não crescimento da massa de salários e o juro subindo, a perspectiva de crescimento para o PIB é menor do que o ritmo do período anterior, entre 2016-2019, quando cresceu 1,4%. Para o ano que vem, a expectativa é de 0,9%. “Um dos motivos para o pessimismo é que ainda temos uma grande desorganização produtiva na economia”, avalia o consultor econômico.

Segundo a FGV, depois da pandemia, o número de empresas que relatam não ter o nível de estoque que gostariam para atender os clientes subiu para 20%, frente a apenas 5,1% em 2019. “Cerca de um quinto das lojas estão com dificuldade de crescer e produzir devido à desorganização e não encontrar produtos e peças para produzir e vender”, conclui.

Inflação
O mundo inteiro está com uma inflação elevada. A Alemanha, nos últimos meses, atingiu 6%, maior taxa de inflação do século 21 no país; nos EUA, chega a 6,2%, a maior dos últimos 31 anos; nos países da Zona do Euro, a inflação é de quase 5%, a maior dos últimos 25 anos. “No caso brasileiro, existem determinados fatores específicos, em especial a falta d’água que fez com que tivéssemos que aumentar barbaramente o preço da energia elétrica”, lista Portugal.

Mas, segundo ele, também há fenômenos gerais que contribuem para o cenário: a desorganização produtiva gerada pelo lockdown e quarentena, gargalos e mudanças bruscas nos padrões de consumos [menos busca por serviços e mais por bens, sendo que a indústria que produz bens não estava preparada], por exemplo.

“Se nossa previsão estiver correta, corremos o risco de estourar a meta de inflação no ano que vem, que é 3,5 com uma tolerância de 1.5. O teto é 5% e nossa projeção é 5,1%”, alerta. A redução da bandeira de crise hídrica pode fazer com que a energia barateie, mas a previsão é que isso aconteça apenas no segundo semestre.

Para a Fecomércio-RS, os juros continuarão a subir e a melhor estratégia seria acelerar novamente o ritmo de elevação. “A discussão é de ritmo, e não se vai ou não subir. Que vai subir já é certo”, garante Portugal. A expectativa é que, nos próximos meses, suba a um juro da ordem de 12%.

A dificuldade em manter o teto de gastos ainda atrapalha a expectativa fiscal para 2022 e 2023, com resultados negativos de elevação de câmbio e de Selic. “Se a gente olha no curto prazo, a arrecadação de impostos nos últimos meses teve um resultado excelente no Brasil. Meu chute é que vamos arrecadar R$ 5 bilhões a mais do que no ano passado, quase R$ 2 trilhões”, elogia. A má notícia é daqui para a frente: o que vai acontecer com a eleição e o arcabouço fiscal agora que é sabido que é possível mexer no teto de gastos. 

Fecomércio-RS espera que a inflação arrefeça somente no último trimestre

Lenoir Broch assume comando da ACIC de Chapecó

Ele substituirá Nelson Eiji Akimoto

Nelson Akimoto, que permanece no cargo até 31 de dezembro, passará o cargo para Lenoir Broch

A nova diretoria da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) será presidida pelo empresário Lenoir Broch (na foto, à direita), no período de janeiro de 2022 a dezembro de 2023. A eleição e posse da nova diretoria executiva ocorreram na quarta-feira (1º) em reunião ordinária do Conselho Deliberativo da entidade, conduzida pelo presidente Gelson Dalla Costa.

Lenoir Broch é natural de Quilombo. É graduado em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e possui MBA em Gestão Ambiental. Dirige a Broch Empreendimentos, que atua no setor da construção civil e silvicultura. Ele também foi presidente do Sindicato da Indústria da Construção e Artefatos de Concreto Armado do Oeste (Sinduscon) e é presidente do Conselho Comunitário da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS).

Broch agradeceu pela confiança e salientou a atuação dos Conselhos Deliberativo e Consultivo na fiscalização e apoio ao trabalho. “Durante a pandemia, a ACIC se transformou em uma entidade ainda mais colaborativa e envolveu a comunidade em diversos pleitos”, sublinhou, ao acrescentar que a nova gestão dará continuidade a importantes bandeiras, como a da infraestrutura, incluindo a construção de ferrovias, a duplicação da BR-282 e as melhorias do aeroporto Serafim Enoss Bertaso.

O presidente da gestão 2020/2021, Nelson Eiji Akimoto (na foto, à esquerda) – que permanece no cargo até o dia 31 de dezembro – frisou que foram dois anos intensos e que teve a participação e colaboração de muitas pessoas. “Cumprimos muitos dos objetivos que planejamos, outros mudaram em função da pandemia, mas conseguimos, com alegria e responsabilidade, evidenciar ainda mais o papel da ACIC perante a sociedade”, declarou, em nota.

Compõe a diretoria executiva, além do presidente, o diretor 1º vice-presidente Helon Rebelatto (Prismaq Equipamentos Industriais), a diretora 2ª vice-presidente Luiza Utzig Modesti (Difrisul Distribuidora de Frios Sergio Utzig), o diretor administrativo Daniel Bet (HRS Horus Construtora e Incorporadora), a diretora administrativa adjunta Leandra Merisio (Rotesma Artefatos Cimento), o diretor financeiro Carlos Martinelli (Açoperfil Indústria e Comércio de Aço) eo diretor financeiro adjunto Robert Otto (Upgrade Soluções Empresariais e Treinamentos). O mandato da nova diretoria executiva vigorará a partir de 1º de janeiro de 2022 até 31 de dezembro de 2023.

Ele substituirá Nelson Eiji Akimoto

Ser Educacional anuncia a aquisição da catarinense Delinea

A transação foi de R$ 20 milhões

A Delinea é uma edtech e uma das maiores produtoras independentes de conteúdos acadêmicos digitais para ensino superior do Brasil

O grupo Ser Educacional anunciou nesta quinta-feira (2) que adquiriu 100% da Delinea Tecnologia Educacional, de Florianópolis. A transação foi de R$ 20 milhões, de acordo com fato relevante publicado pela Ser. A Stonecapital, empresa gaúcha com atuação nacional, especializada em fusões e aquisições, atuou como assessor financeiro dos vendedores na negociação.

A Delinea é uma edtech e uma das maiores produtoras independentes de conteúdos acadêmicos digitais para ensino superior do Brasil. Sua plataforma Deduca é uma das maiores e melhores plataformas de gestão e produção de conteúdo em modelo SaaS (software as a service) do Brasil e possui um dos maiores acervos de cursos de ensino superior independente do Brasil, com mais de 13 mil conteudistas em seu banco de dados, 17 mil cursos livres, 1,8 mil disciplinas completas de ensino superior e 230 mil horas-aula produzidas utilizadas por instituições de ensino em todo o país. Em 2021, a receita líquida da Delinea deverá alcançar aproximadamente R$ 6 milhões.

De acordo com o fato relevante, a aquisição ajudará a Ser Educacional a consolidar seu ecossistema de educação continuada expandindo sua base de cursos dos atuais 8 mil para mais cerca de 17 mil cursos (excluindo sobreposições) e mais 2 mil cursos completos de graduação e pós-gradação, ampliando de forma significativa a capacidade de criação e atualização de sua base de cursos impulsionando o marketplace de cursos digitais GoKursos a ter uma oferta cada vez mais ampla de cursos livres, graduações e pós-graduações.

A transação foi de R$ 20 milhões

Zonta inaugura primeira unidade do Gigante Atacadista

Grupo investiu R$ 75 milhões na loja de Curitiba

“O nosso plano de expansão prevê, em um curto prazo, a implantação de outras lojas do mesmo perfil em diferentes regiões”, projeta Pedro Joanir Zonta

O Grupo Zonta vai inaugurar a primeira unidade do Gigante Atacadista na sexta-feira (3) em Curitiba. Todo o empreendimento foi projetado com o objetivo de ter baixos custos operacionais, aumentar a eficiência e possibilitar a oferta de preços baixos no atacado e no varejo. A bandeira tem a proposta de oferecer preços baixos e um mix voltado ao consumidor pessoa física e comerciantes. A loja recebeu um investimento de R$ 75 milhões e gerou mais de 350 empregos, sendo 215 diretos.

Segundo o presidente do grupo, Pedro Joanir Zonta, o Gigante Atacadista foi idealizado após pesquisas apontarem o anseio do consumidor pela presença do grupo neste nicho de mercado. “Para inaugurarmos a primeira unidade do Gigante, escolhemos um local estratégico que faz a ligação de vários pontos da cidade e que também serve de acesso para a Região Metropolitana de Curitiba e o interior do estado. O nosso plano de expansão prevê, em um curto prazo, a implantação de outras lojas do mesmo perfil em diferentes regiões”, projeta.

Para oferecer agilidade no atendimento, o Gigante Atacadista possui 27 checkouts e um estacionamento com capacidade para 3 mil vagas rotativas diárias. Já pensando em facilitar os negócios de empresários que trabalham com volume, a loja terá um televendas.

Para otimizar o consumo energético, foram instaladas lâmpadas LED em 100% do empreendimento e um sistema de iluminação dimerizável, que ajusta a intensidade luminosa de acordo com a luz natural, além dos tradicionais domus prismáticos na cobertura, que permitem a entrada de luz externa no ambiente e filtram os raios ultravioletas em até 98%.

Uma das bandeiras do Grupo Zonta é o Condor Super Center, que atua no segmento supermercadista e conta com 55 lojas, entre super e hipermercados, em 20 cidades do Paraná e Santa Catarina, além de um Condor Express, em Curitiba. O conglomerado também conta com 21 postos de combustíveis nas cidades de Araucária, Curitiba, São José dos Pinhais, Campo Mourão, Colombo, Castro e Ponta Grossa. O grupo ainda atua no setor imobiliário, logística, administração de crédito, processamento de carnes e frios e no setor publicitário. São mais de 14 mil funcionários no Paraná e em Santa Catarina.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Grupo investiu R$ 75 milhões na loja de Curitiba

Balança comercial tem déficit de US$ 1,3 bi em novembro

O resultado representa o primeiro saldo negativo do ano

Importações somaram US$ 21,6 bi e exportações, US$ 20,2 bi

A balança comercial registrou déficit de US$ 1,3 bilhão em novembro deste ano, o que significa que as importações superaram as exportações. De acordo com o Ministério da Economia, as exportações foram de US$ 20,2 bilhões enquanto as importações somaram US$ 21,6 bilhões no mês. O resultado representa o primeiro saldo negativo do ano.

No acumulado de janeiro a novembro de 2021, em comparação ao mesmo período do ano passado, as exportações cresceram 34,9% e somaram US$ 256,1 bilhões. Já as importações cresceram 39,7% e totalizaram US$ 198,9 bilhões. No ano, a balança teve superávit de US$ 57,1 bilhões, com crescimento de 20,5%.

Exportações
Em novembro, a agropecuária teve crescimento de 16,5% e somou US$ 3 bilhões; a indústria extrativa teve alta de 14,8% e chegou a US$ 4,8 bilhões; e a indústria de transformação teve crescimento de 28,3% e alcançou US$ 12,3 bilhões. No acumulado do ano, na comparação com o ano anterior, os setores que apresentaram os maiores crescimentos na exportação foram agropecuária (20,7%), indústria extrativa (67,6%) e indústria de transformação (26,5%).

Importações
Nas importações do mês de novembro, o crescimento foi de 61,8% na agropecuária, que somou US$ 0,53 bilhões; de 248,3% na indústria extrativa, que registrou US$ 1,7 bilhão; e de 43,5% na indústria de transformação, que alcançou US$ 18,8 bilhões. No acumulado do ano, a agropecuária teve crescimento de 32,2% e somou US$ 4,8 bilhões; a indústria extrativa teve expansão de 91,1% e chegou a US$ 11,4 bilhões; e a indústria de transformação teve crescimento de 37% e alcançou US$ 179,4 bilhões.

Quer saber mais sobre comércio exterior?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil

O resultado representa o primeiro saldo negativo do ano

A reforma da tributação sobre o consumo e a arte da conciliação

Aprovação teria o condão de produzir um crescimento adicional do PIB da ordem de 20% em 15 anos

Larissa Lacks explica que as divergências sobre o projeto começam pela esfera federativa

Por Larissa Laks*

A proposta de reforma tributária sobre o consumo em discussão no Congresso Nacional, agora em tramitação no Senado Federal, enfrenta o desafio de conciliar interesses múltiplos e díspares, com a promessa de que, se for implementada, proporcionará ganhos para a maioria das empresas e cidadãos e, por intermédio de regras de transição, atenuará os efeitos negativos para os potenciais perdedores.

As divergências sobre o projeto começam pela esfera federativa. Enquanto os governadores parecem finalmente ter chegado a um acordo sobre a necessidade de o Brasil avançar na adoção de um IVA moderno, ao estilo das economias mais avançadas do mundo, os prefeitos de capitais e grandes cidades resistem em aceitar a fusão do seu Imposto sobre Serviços (ISS) com o ICMS estadual.

Já o governo federal, que outrora defendeu uma reforma tributária mais ampla, desta vez tem sinalizado que prefere aprovar antes de mais nada o seu próprio IVA, unificando o PIS e a Cofins numa nova contribuição sobre bens e serviços, que esteja mais alinhada às melhores práticas internacionais, deixando para um segundo momento a fusão dos tributos estaduais e municipais.

Para enfrentar esse jogo intrincado de interesses, o relator da reforma no Senado, Roberto Rocha, anunciou a ideia de criar um IVA dual, constitucionalizando a criação da contribuição federal, que surgiria de imediato em substituição ao PIS e à Cofins, estabelecendo também um prazo de sete anos para a extinção do ISS e ICMS, assim como a sua completa substituição por um imposto sobre bens e serviços, gerido conjuntamente por estados e municípios.

O objetivo anunciado é o de que, diferentemente do modelo tributário atual, em que diferentes tributos se sobrepõem e as cargas tributárias são as mais variadas possíveis, o novo IVA seja parecido com aquele que vemos na Europa, com uma ou duas alíquotas e tratamento especial para alguns poucos setores, como o de educação, saúde e transporte público. Além disso, também haverá um prazo de transição de 20 anos para suavizar o impacto das mudanças distributivas sobre os cofres de estados e municípios.

De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas citado pelo relator, a aprovação da reforma teria o condão de produzir um crescimento adicional do PIB da ordem de 20% em 15 anos, o que seria benéfico para todos, inclusive para os negócios e municípios, os quais frequentemente se dizem perdedores com a mudança proposta.

*Mestre e Doutora em Direito Tributário. Advogada no escritório Magadan e Maltz, em Porto Alegre

Aprovação teria o condão de produzir um crescimento adicional do PIB da ordem de 20% em 15 anos

Sete em cada 10 empresas têm dificuldades para comprar insumo

Empresários afirmam que a normalização só virá em 2022

Alguns países estão buscando alternativas para esse problema dos insumos, como desenvolver fornecedores locais, mas não é algo que se faça rapidamente

As dificuldades de abastecimento de insumos e de matérias-primas afetaram em média 68% das empresas das indústrias extrativa e de construção, em outubro de 2021, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira (2). O percentual é menor do que o de fevereiro deste ano, quando 73% das empresas relataram o problema. “Apesar da ligeira queda, a situação está bastante complicada e mais da metade das indústrias avalia que esse desajuste só terá fim a partir de abril de 2022”, informou a CNI.

Segundo a pesquisa, em 18 dos 25 setores da indústria de transformação consultados, mais de dois terços das empresas afirmaram que, mesmo em negociações com o valor acima do habitual, está mais difícil obter os insumos no mercado doméstico. Esse problema atinge 90% do setor de calçados; 88% das indústrias de couro, 85% dos fabricantes de móveis; 79% da indústria química; 78% do vestuário e 78% das madeireiras, além de 77% das indústrias de equipamentos de informática e produtos eletrônicos e 76% do setor de bebidas, por exemplo.

Insumos importados
Entre os setores que dependem de insumos importados, 18 deles também relataram o mesmo problema: a dificuldade de comprar a mercadoria, mesmo que se decida pagar a mais por ela. Os setores mais afetados foram: farmacêuticos (88%), máquinas e materiais elétricos (86%), vestuário (85%), material plástico (84%), limpeza e perfumaria (82%), têxteis (81%) e móveis (80%).

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, há, pelo menos, três explicações para a falta de insumos gerada pela crise provocada pela pandemia de Covid-19. “Há um buraco na produção industrial que ainda não foi resolvido. A [pesquisa] Sondagem Industrial de outubro mostrou ajuste nos estoques, é uma condição importante, necessária para resolver o problema, mas é um primeiro passo. E esse ajuste ainda precisa se completar para uma série de setores”, explicou o economista, em nota.

“Além disso, temos a expansão da demanda global de uma série de produtos, com os países voltando da crise. Esses fatores seguem provocando estresse nas linhas produtivas e a escassez de diversos insumos”, completou. Segundo Azevedo, há ainda um outro agravante composto pelo elevado custo da logística, alto preço e baixa qualidade dos contêineres. “Alguns países estão buscando alternativas para esse problema dos insumos, como desenvolver fornecedores locais, mas não é algo que se faça rapidamente nem depende só da ação da vontade, e envolve custos”, afirmou.

Construção civil
De acordo com a CNI, na construção civil o problema se agravou entre fevereiro e outubro deste ano. O percentual de construtores que disse ter dificuldade para obter insumo e matéria-prima passou de 72% para 75%.

Diante disso, a expectativa de um cenário de normalização da oferta de insumos é um pouco mais pessimista, em comparação com a indústria geral: 88% acreditam que a normalização de insumos só ocorrerá em 2022 e 9% das empresas esperam que haja normalização apenas em 2023. Nesse segmento, dos 27% que importam insumos, 80% deles sinalizaram dificuldades de acessar matérias-primas importadas.

Quer saber mais sobre indústria?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil

Empresários afirmam que a normalização só virá em 2022

PIB retrai no terceiro trimestre influenciado por queda na agropecuária

Índice está 3,4% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica

Concentração da safra da soja no primeiro semestre impactou queda de 8% na agropecuária no terceiro trimestre

O Produto Interno Bruto (PIB) ficou em -0,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o segundo trimestre, quando caiu 0,4%. Apesar da alta de 1,1% nos serviços, que respondem por mais de 70% do PIB nacional, o índice foi influenciado para baixo principalmente por conta da queda de 8,0% na agropecuária e também pelo recuo de 9,8% nas exportações de bens e serviços. Já a indústria ficou estável (0,0%).

O PIB está no patamar do fim de 2019 e início de 2020, período pré-pandemia, e ainda está 3,4% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014. Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 2,2 trilhões no terceiro trimestre. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o PIB cresceu 4%.

No acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB brasileiro apresenta avanço de 5,7% em relação a igual período de 2020. Os dados são do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, divulgado nesta quinta-feira (2) pelo IBGE. Veja os dados compilados nos gráficos abaixo.

O recuo na agropecuária (-8%) foi consequência do encerramento da safra de soja, que também acabou impactando as exportações. A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, explica que a colheita da soja, por ser muito mais concentrada nos dois primeiros trimestres, impacta no resultado.

“Como ela é a principal commodity brasileira, a produção agrícola tende a ser menor a partir do segundo semestre. Além disso, a agropecuária vem de uma base de comparação alta, já que foi a atividade que mais cresceu no período de pandemia e, para este ano, as perspectivas não foram tão positivas, em ano de bienalidade negativa para o café e com a ocorrência de fatores climáticos adversos na época do plantio de alguns grãos”, relaciona Rebeca.

Já o crescimento dos serviços foi puxado por outras atividades (4,4%), que reúnem diversos serviços prestados às famílias. “Com o avanço da vacinação contra Covid-19 e o consequente aumento da mobilidade e reabertura da economia, as famílias passaram a consumir menos bens e mais serviços.”, comenta a coordenadora.

Cinco atividades da categoria apresentaram crescimento: outras atividades de serviços (4,4%), informação e comunicação (2,4%), transporte, armazenagem e correio (1,2%), administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,8%). As atividades imobiliárias (0,0%) ficaram estáveis e apenas as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,5%) e comércio (-0,4%) registraram variações negativas.

“A queda nos serviços financeiros se deve em parte a um aumento nos sinistros de planos de saúde. Já o comércio, que foi um dos setores mais afetados pela pandemia, teve uma forte alta no segundo trimestre, com a reabertura e, portanto, a base de comparação estava alta e as famílias também migraram parte do seu consumo para os serviços”, explica.

Já a indústria, que responde por cerca de 20% do PIB nacional, ficou estável (0,0%) no trimestre. Houve crescimento apenas na construção (3,9%). eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,1%), indústrias de transformação (-1,0%) e indústrias extrativas (-0,4%) tiveram queda. “O encarecimento dos insumos e outros problemas na cadeia produtiva, além da crise energética, vêm afetando o setor industrial”, ressalta Palis.

Exportações tiveram queda de 9,8% no PIB
Pela ótica da demanda, o consumo das famílias aumentou 0,9% na comparação com o trimestre anterior. E o consumo do governo também cresceu (0,8%). No setor externo, as exportações de bens e serviços apresentaram queda de 9,8%, enquanto as importações de bens e serviços recuaram 8,3% no terceiro trimestre de 2021 frente ao segundo trimestre.

“A balança de bens e serviços negativa acabou puxando a variação do PIB para baixo na comparação com o trimestre anterior. Cabe destacar, no entanto, que na comparação interanual, ambas as atividades tiveram alta acentuada, muito por conta da retomada do turismo internacional, mas a contribuição ao crescimento ainda ficou negativa, já que as importações (20,6%) superaram em muito as exportações (4%)”, conclui Rebeca.

Na comparação interanual, dentre as exportações, aquelas que registraram melhores resultados foram produtos de metal, máquinas e equipamentos e especialmente os serviços. Na pauta de importações, as altas mais relevantes ocorreram em veículos automotores, produtos farmoquímicos, máquinas e equipamentos e produtos químicos.

Sobre o Sistema de Contas Nacionais
O Sistema de Contas Nacionais apresenta os valores correntes e os índices de volume trimestralmente para o Produto Interno Bruto (PIB) a preços de mercado, impostos sobre produtos, valor adicionado a preços básicos, consumo pessoal, consumo do governo, formação bruta de capital fixo, variação de estoques, exportações e importações de bens e serviços. No IBGE, a pesquisa foi iniciada em 1988 e reestruturada a partir de 1998, quando os seus resultados foram integrados ao Sistema de Contas Nacionais, de periodicidade anual.

Índice está 3,4% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica

Associação Gaúcha de Startups tem nova diretoria

Bruno Bastos é o novo presidente

A AGS atua em diversos momentos das empresas: desde o desenvolvimento do perfil empreendedor até a conexão daquelas consolidadas que queiram inovar

Na noite desta terça-feira (30) a Associação Gaúcha de Startups (AGS) empossou a diretoria do triênio 2021/2023. A cerimônia ocorreu no Nau Live Spaces, no 4º Distrito, em Porto Alegre, empresa gerida por Camila Borelli e que também é uma das novas mantenedoras da entidade. “Temos em nossas ações a vontade de atingirmos todo o Estado e buscar uma aderência mais plural à inovação, seja por meio de nossos eventos, visitas e apoio. Somos um time muito unido, que articula entre governos, universidades e empresas no fomento às startups”, afirmou o novo presidente, Bruno Bastos.

Entre as autoridades presentes, o secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul, Luis Lamb, destacou que “a AGS exerce um dos papéis mais importantes no ecossistema de inovação do Estado ao congregar quem empreende, sendo preponderante na geração de economia, riqueza e projeção do estado. E este papel que ela ocupa é fundamental no momento em que vivemos no século 21”.

Para o sócio da DBServer Eduardo Peres, é muito importante conhecer as startups, entender suas capacidades e conectá-las. “Nós acreditamos muito em uma construção em rede para soluções em negócios digitais. E essa rede é formada por grandes corporações até startups nascentes, e nós vemos nosso papel como de orquestração disso tudo”.

Instituição sem fins lucrativos que trabalha para desenvolver o ecossistema de startups no Rio Grande do Sul, a AGS atua em diversos momentos das empresas: desde o desenvolvimento do perfil empreendedor até a conexão de empresas consolidadas que queiram inovar junto aos negócios de alto crescimento, impulsionando todos os agentes e ativando o empreendedorismo em todo o estado.

Bruno Bastos é o novo presidente

Selbetti adquire operação de outsourcing de impressão da Planus

Empresa de tecnologia realiza a quinta compra do ano

Companhia tem a expectativa de alcançar um valor de mercado de mais de R$ 1 bilhão nos próximos dois anos

A Selbetti, de Joinville (SC), anunciou nesta quarta-feira (1) a aquisição da operação de outsourcing de impressão da Planus Informática e Tecnologia, empresa consolidada no mercado brasileiro em serviços e soluções de TIC. O valor do negócio não foi revelado pela empresa catarinense.

Esta é a vigésima aquisição em um período de sete anos e a quinta aquisição da Selbetti no ano. A companhia já investiu R$ 60 milhões na compra de operações neste ano e estima um valor de mercado de mais de R$ 1 bilhão nos próximos dois anos.

Com previsão de faturamento de R$ 25 milhões em 2021, a Planus se destaca por seu volume de negócios, presença nacional e eficiência. No total, na operação de MPS (Managed Print Services), são cerca de 100 clientes de grande e médio porte em diferentes verticais. Com essa aquisição a Selbetti reforça a sua atuação precursora no mercado de outsourcing de impressão e na digitalização de documentos.

“Seguimos em um ritmo ascendente, dobrando a estrutura e o faturamento a cada três anos, e temos a estimativa de que, até 2023, nossa organização passe a ter um valor de mercado de mais de 1 bilhão de reais”, destaca José Nauro Selbach Junior, CEO da Selbetti, em nota.

Empresa de tecnologia realiza a quinta compra do ano

Panvel lança programa de aceleração de startups

Grupo busca soluções e novas oportunidades nas áreas de saúde e bem-estar

A Panvel conta com 500 lojas no Paraná, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e em São Paulo

O Panvellabs, laboratório de inovação do Grupo Panvel, lança no dia 1º de dezembro a primeira edição do programa de aceleração de startups. O objetivo é buscar soluções e novas oportunidades nas áreas de saúde e bem-estar, experiência do cliente e inteligência operacional.

O foco do programa são startups com MVP validado ou em fase de tração que tenham soluções digitais ou de serviços nas três áreas atendidas pelo Programa e ao menos um empreendedor em dedicação integral. As inscrições podem ser feitas até 14 de janeiro diretamente no site do programa. As startups selecionadas serão conhecidas em fevereiro de 2022, quando tem início o plano de mentoria individual.

As startups selecionadas terão mentorias especializadas e suporte para o desenvolvimento dos seus produtos. “Este programa tem objetivos em duas vias, com soluções para a Panvel e benefícios para a comunidade, já que investe na capacidade das startups, ao acelerar seu desenvolvimento e o aprimoramento dos seus produtos”, destaca o Head de Inovação do Panvellabs, Fabio Toffoli Machado.

O Panvellabs tem quatro outras frentes, além do programa de aceleração de startups: conexão com startups, o comitê de inovação, o programa de ideias e o programa embaixadores. O programa Conexão é uma iniciativa de inovação aberta com o propósito de, através da aproximação com startups, identificar ou cocriar soluções aderentes ao seu negócio. Hoje já são 240 startups catalogadas e 18 conectadas ao ecossistema da Panvel.

A Innoscience Consultoria, especializada em inovação corporativa, foi a parceira escolhida para apoiar no projeto, aportando metodologia, conexões e experiência de mais de 15 anos em programas de inovação. “O programa de aceleração do Grupo Panvel é uma ótima oportunidade para startups desenvolverem seus negócios com o apoio de uma empresa referência no seu setor de atuação”, afirma o sócio fundador da Innoscience, Felipe Scherer.

A Panvel conta com 500 lojas no Paraná, em Santa Catarina, no Rio Grande do Sul e em São Paulo. A companhia deve chegar a 800 lojas até o final de 2025. Os investimentos em ecossistema de saúde, em ecossistema de inovação, em tecnologia e no aperfeiçoamento constante dos canais digitais, além da consolidação da estratégia de ESG, são alguns dos corredores de crescimento e estão alinhados à visão de futuro da empresa.

Quer saber mais sobre empreendedorismo?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Grupo busca soluções e novas oportunidades nas áreas de saúde e bem-estar

S&P reafirma rating do Brasil

Agência assume que o governo estabilizará gradualmente o seu recente crescimento da dívida pública

A S&P reforça que o Brasil se recuperou mais rápido do que o esperado da crise da Covid-19 em 2020, mas que a perspectiva de crescimento do país é moderada

A agência de classificação de riscos S&P reafirmou o rating em moeda estrangeira do Brasil em BB-. A perspectiva da nota do país é estável. A S&P avalia que a perspectiva estável da nota assume que o governo estabilizará gradualmente o seu recente crescimento da dívida pública. “As pressões de gastos e uma alta carga de juros provavelmente resultarão em uma lenta consolidação fiscal, com a dívida líquida do governo geral tendendo para 75% do PIB até 2024”, projeta a agência.

No comunicado, a S&P reforça que o Brasil se recuperou mais rápido do que o esperado da crise da Covid-19 em 2020, mas que a perspectiva de crescimento do país é moderada. Para 2021, a projeção é de expansão de 4,8%, seguido de alta do PIB de 0,8% em 2022, 2% em 2023 e 2,3% em 2024.

Ao comentar a PEC que parcela precatórios e modifica o cálculo do teto de gastos, a S&P destaca que a proposta ilustra a dificuldade “de longa data” do Brasil de controlar as contas públicas. “O governo está tentando emendar a Constituição do Brasil para modificar marginalmente sua lei de teto de gastos para permitir maiores investimentos com programas sociais, bem como fazer pagamentos parciais em 2022 sobre passivos crescentes de decisões judiciais. As mudanças no teto de gastos ilustram as dificuldades de longa data em controlar e reduzir o déficit fiscal de maneira sustentável. Mais de 90% dos gastos orçamentários não são discricionários, refletindo compromissos com vários programas obrigatórios de gastos e outras receitas”, relata a agência.

A S&P apresentou dois cenários para o futuro da avaliação de crédito do Brasil. Um rebaixamento da nota seria possível nos próximos dois anos se os resultados fiscais vierem pior do que o esperado, sinalizando uma capacidade institucional mais fraca de implementar medidas corretivas das finanças públicas. No entanto, em um cenário positivo, uma elevação do rating brasileiro é possível se houver uma combinação de crescimento da economia acima do esperado, bem como um desempenho fiscal “significativamente melhor”.

A agência de classificação de risco S&P Global também afirmou esperar uma “ampla continuidade” nas principais políticas econômicas brasileiras após as eleições de 2022.

Quer saber mais sobre economia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Agência assume que o governo estabilizará gradualmente o seu recente crescimento da dívida pública

Faturamento da indústria cai ao menor nível desde junho de 2020

Utilização da capacidade instalada permanece em patamar elevado

A pausa nas contratações, combinada com a elevada inflação, vem reduzindo a massa salarial real da indústria e o rendimento médio real dos trabalhadores industriais

O faturamento real da indústria de transformação caiu 2% em outubro, em relação a setembro. De acordo com os Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), é a terceira queda mensal consecutiva do faturamento real, que acumula queda de 8% neste período. Com isso, o faturamento da indústria recuou ao menor valor desde junho de 2020, quando a economia e o setor produtivo ainda se recuperava do fechamento das atividades na primeira onda de Covid-19. Na comparação com outubro de 2020, o faturamento registra queda de 12,8%.

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o emprego na indústria de transformação ficou estável pelo segundo mês seguido, o que indica um esgotamento da recuperação nas contratações iniciada em agosto de 2020.

A massa salarial da indústria de transformação caiu 1,4% em outubro na comparação com setembro, após dois meses de pequenas altas. Como a retração foi superior às altas, a massa salarial real se encontra no nível mais baixo desde julho de 2020. Na comparação com outubro de 2020, a retração alcança 2,1%

O rendimento médio real caiu 1,2% em outubro, em comparação com setembro, na série livre de efeitos sazonais. Essa é quarta retração seguida no indicador, que registra sucessivas quedas ao longo de 2021. Na comparação do acumulado entre janeiro e outubro de 2020 com igual período de 2020, o rendimento médio real dos trabalhadores da indústria apresenta baixa de 2,5%.

“A pausa nas contratações, combinada com a elevada inflação, vem reduzindo a massa salarial real da indústria e o rendimento médio real dos trabalhadores industriais”, avalia Azevedo.

A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu 0,6 ponto percentual em relação a setembro e recuou para 80,8%. Essa é a quarta retração consecutiva. Apesar disso, a UCI permanece em patamar elevado em comparação ao observado desde a crise de 2014-2016.

Quer saber mais sobre indústria?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Utilização da capacidade instalada permanece em patamar elevado