Archives Dezembro 2021

Mercado volta a diminuir projeção para crescimento da economia em 2021

Segundo o boletim Focus, estimativa para o PIB ficou em 4,51%

A expectativa é de que a Selic seja elevada para 10,75% na primeira reunião do Copom em 2022

A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano caiu de 4,58% na semana passada para 4,51%. A estimativa está no boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos. Há quatro semanas a previsão era de um crescimento de 4,78%. Para o próximo ano, a expectativa para o PIB) também diminuiu passando de 0,5% na semana passada para 0,42%.

A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, também variou para baixo, de 10,04% para 10,02% neste ano. É a terceira redução depois de 35 semanas consecutivas de alta da projeção. Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 5,03%, a mesma da semana passada.

Em novembro, puxada principalmente pelo aumento de preços de combustíveis, a inflação foi de 0,95%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 9,26% no ano e de 10,74%, nos últimos 12 meses. A inflação acumulada em 12 meses é a maior desde novembro de 2003.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023, as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 9,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, em fevereiro, o Copom já sinalizou que deve elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic seja elevada para 10,75% na primeira reunião do Copom em 2022, em linha com a sinalização do BC, e termine o ano em 11,5%. A expectativa do mercado para a cotação do dólar é R$ 5,63 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana também fique em R$ 5,60.

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Com Agência Brasil

Segundo o boletim Focus, estimativa para o PIB ficou em 4,51%

Construir ficou 14% mais caro em 2021

O INCC-M subiu 0,3% em dezembro

Apenas Porto Alegre, no Sul, apresentou acréscimo em sua taxa de variação, onde o INCC-M passou de 0,2% em novembro para 0,4% em dezembro

O Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) subiu 0,3% em dezembro, desacelerando em relação a novembro, quando o indicador aumentou 0,71%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o acumulado do ano e de 12 meses ficou em 14%, bem acima do verificado em 2020, quando o indicador fechou o ano com alta de 8,6%.

No mês, a taxa dos materiais, equipamentos e serviços ficou em 0,4%, depois de subir 1,1% em novembro. A elevação da parte de materiais e equipamentos foi de 0,4% em dezembro, com decréscimo em três dos quatro subgrupos componentes. O destaque foram os materiais para estrutura, cuja taxa passou de 0,7% para uma redução de 0,4%.

A variação dos serviços passou de 0,4% em novembro para 0,5%, com destaque para o aumento da refeição pronta no local de trabalho, que passou de 0,4% para 1,9% em dezembro. No mês, a mão de obra variou 0,1%, depois de subir 0,2% em novembro.

Entre as capitais pesquisadas, seis tiveram redução na variação de suas taxas, na passagem de novembro para dezembro: Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Apenas Porto Alegre apresentou acréscimo em sua taxa de variação, onde o INCC-M passou de 0,2% em novembro para 0,4% em dezembro.

Com Agência Brasil

O INCC-M subiu 0,3% em dezembro

Um trem rumo à normalidade

Trafegando em um setor essencial para a economia, a Rumo passa a registrar seus melhores índices desde o início da pandemia

O Paraná, segundo a Rumo, é o estado com maior potencial de desenvolvimento na Operação Sul

Por atuar no setor de transporte de cargas, atividade essencial para a economia do país, a Rumo se viu obrigada a “olhar para dentro de casa” e fazer uma reestruturação de suas operações para garantir que o trabalho não parasse durante a pandemia. “Todo esse esforço gerou um retorno rápido na criação de um ambiente que permitiu manter nossa rotina operacional. E, claro, reforçou nossa visão de que inovar é fundamental para seguir conquistando espaço no mercado”, avalia Daniel Rockenbach, vice-presidente de operações da Rumo.

Na visão de Rockenbach, o Paraná é o estado com maior potencial de desenvolvimento na Operação Sul. Afinal, a região integra importantes ramais ferroviários com uma média de circulação de 20 trens por dia. Os produtos englobam uma vasta área da cadeia produtiva do estado – grãos, combustíveis, óleo vegetal, fertilizantes, cimento, entre outros.

Em 2020, a Rumo registrou o maior volume de granéis para exportação desde que assumiu a concessão em 2015. Foram movimentadas mais de 9,5 milhões de toneladas do norte do Paraná em direção ao Porto de Paranaguá. O projeto do “Moegão”, como está sendo chamada a moega exclusiva para descarga ferroviária no Porto, pretende aumentar a capacidade de descarga diária dos atuais 80 para 390 vagões.

A renovação da concessão da Malha Paulista permitirá o investimento de R$ 6 bilhões em melhorias na operação ao longo da concessão. Em 2020, a Malha Central (Ferrovia Norte-Sul) recebeu um aporte de R$ 711 milhões para viabilizar as obras nos terminais, pontes e em dezenas de quilômetros de trilhos.

Desde 2015, a Rumo investiu mais de R$ 13 bilhões em infraestrutura, com previsão de mais R$ 17,5 bilhões até 2025 – um total superior a R$ 30 bilhões num período de 10 anos. Ainda em 2021, a Rumo também concluiu o Fuse, edital de aceleração pioneiro no setor ao apoiar iniciativas de startups com foco no desenvolvimento de propostas para reduzir o número de acidentes em ferrovias.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Trafegando em um setor essencial para a economia, a Rumo passa a registrar seus melhores índices desde o início da pandemia

Sim, o home office vai continuar

A tendência no Brasil é que vejamos mais profissionais buscando o modelo híbrido ou mesmo aquele totalmente remoto

Um dos principais fatores de preocupação é a segurança da infraestrutura da empresa com acessos remotos

A vacinação em massa e as medidas preventivas têm surtido efeito e aos poucos começamos a retomar a normalidade. A dúvida que resta é se os modelos de home office adotados durante a pandemia continuarão funcionando. Algumas empresas mudaram radicalmente sua cultura interna para acomodar suas atividades ao trabalho remoto e muitos dos funcionários já estão com suas rotinas devidamente adaptadas. Por isso, talvez a pergunta correta seria se vale a pena voltar ao normal, ou seja, aos escritórios.

A primeira consideração que é feita diante da possibilidade de mudança é o custo que ela terá na estrutura empresarial. Enquanto essa questão está sujeita às particularidades de cada empresa, em geral, podemos aferir que o custo de descontinuar o home office não é atrativo. Muitas empresas abandonaram escritórios gigantescos por sedes e filiais menores e mais objetivas, fazendo com que haja uma rotatividade das equipes que precisam ir ao local físico, de forma que o empregado individual tenha dias de home office e dias de escritório dependendo da sua demanda. É o chamado “modelo híbrido”.

Além do custo com infraestrutura, existe também o custo de “tempo”. Apesar de subjetivo, ele envolve o tempo que cada colaborador gasta no percurso da casa ao trabalho. Aqui, é possível estimar as cifras de combustível, estresse, possibilidade de acidentes e outros fatores que podem gerar custos que não são tão óbvios para a empresa.

A segunda consideração feita é a possibilidade de manter atividades em home office. Uma vez que algumas tarefas, mesmo podendo ser realizadas à distância, são melhores desempenhadas por equipes presenciais. Claro, o contrário também é verdadeiro e existem tarefas que os funcionários desempenham melhor no conforto do lar.

Outro ponto é a importância da tarefa e como a tecnologia comporta sua execução. Por exemplo, um empregado que está realizando uma atualização importante do sistema não poderia ficar repentinamente sem internet. Assim, ele irá necessitar uma conexão segura e estável, que entregue um desempenho similar aos links da própria empresa.

Por fim, um dos principais fatores de preocupação é a segurança da infraestrutura da empresa com acessos remotos. Uma vez que o sistema ficará aberto aos colaboradores, a possibilidade de ameaças pode aumentar consideravelmente e causar danos em atividades cruciais. A solução, no entanto, não é de origem complexa, sendo de fácil acesso opções como Next Generation Firewalls, como o Fortinet, utilizado pela Telium, e serviços de monitoramento de rede.

A tendência para os próximos anos é que modelos de trabalho híbrido ou totalmente remoto comecem a tomar fatias ainda maiores do mercado. Os Estados Unidos já vivem uma transição “forçada” com diversos funcionários pedindo a conta de empregos que não tenham opção de modelo híbrido e aceitando ofertas até 10% mais baixas de empresas que invistam na opção. 

A tendência no Brasil é que vejamos mais profissionais buscando o modelo híbrido ou mesmo aquele totalmente remoto

Ambev anuncia fábrica de garrafas sustentáveis no Paraná

Investimento será de R$ 870 milhões em município a ser definido

A previsão de inauguração da nova planta é 2025

A fabricante de bebidas Ambev anunciou que o Paraná será o berço de mais uma planta industrial da empresa. O governador Carlos Massa Ratinho Junior e executivos da companhia assinaram, nesta quinta-feira (23), um protocolo de intenções para investir em uma nova fábrica de vidros sustentáveis no Estado, em um investimento que soma R$ 870 milhões.

A fábrica de vidros vai produzir garrafas a partir da reciclagem de cacos recolhidos a partir de uma parceria com empresas de logística reversa e cooperativas. Serão produzidas garrafas dos tipos long neck, 300 ml, 600 ml e 1 litro para diversos rótulos da empresa, tais como Brahma, Skol, Budweiser, Stella Artois, Becks e Spaten. A planta vai abastecer cervejarias do Paraná e de diversos outros estados. A empresa ainda está realizando estudos para determinar qual município vai receber a fábrica. A previsão é que as operações sejam iniciadas até 2025.

Para Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de sustentabilidade e suprimentos, a nova planta vai dar fôlego para a produção das demais fábricas da empresa, estabilizando o fornecimento de vidro, que hoje depende muito da importação. “A pandemia mudou os hábitos de consumo, o que mexeu com a dinâmica dos insumos e deixou o mercado mais dinâmico e complexo com relação a commodities e matéria-prima. Essa fábrica vem nos ajudar a retomar a capacidade de produção no Brasil”, ressaltou o executivo.

A nova unidade representa uma aposta no desenvolvimento da logística reversa e economia circular, e está alinhada à meta da empresa de ter 100% dos seus produtos em embalagens retornáveis ou feitas majoritariamente de conteúdo reciclado até 2025. O vidro, material largamente utilizado como embalagem para bebidas, tem grande potencial de reciclagem. Quando reciclado, além de fomentar a cadeia de logística reversa, gera impactos positivos como redução do consumo de energia.

A unidade já será construída usando apenas fontes de energia elétrica renovável, e será equipada para operar com biocombustíveis. Além disso, ela terá uma estação para tratar 100% dos efluentes gerados e reaproveitar a água utilizada no processo. Para Figueiredo, é natural que esse investimento seja feito no Paraná, um estado reconhecido pelas suas políticas de desenvolvimento sustentável. Ele complementa, ainda que o Paraná sempre foi um estado importante para a Ambev, com fábricas em Ponta Grossa e Curitiba, centros de distribuição em diversos municípios e parcerias com o agronegócio de Guarapuava.

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Investimento será de R$ 870 milhões em município a ser definido

Associados da Coagrisol aprovam incorporação pela Cotrijal

Quando a incorporação for homologada, a única coisa que mudará será a marca, que gradualmente deixará de existir

José Luiz Leite dos Santos (na foto, à esquerda) revela que a Coagrisol vive uma carência histórica de necessidade de investimentos, e mesmo estando sólida, tem pouca capilaridade para seguir crescendo

Em um ato já considerado histórico para o cooperativismo agropecuário gaúcho, os associados da Coagrisol deliberaram em assembleia geral extraordinária realizada nesta quinta-feira (23) pela aprovação da incorporação da cooperativa sediada em Soledade pela Cotrijal Cooperativa Agropecuária e Industrial, que tem sede em Não-Me-Toque.

O encontro aconteceu em Soledade, contando com cerca de 200 cooperados presentes, bem como os conselhos de administração e fiscal da Coagrisol e os dirigentes das duas cooperativas. No ato, foram apresentados os motivos para a incorporação e o resultado de reuniões de debates já feitas com associados. Na votação, foram praticamente 100% dos votos favoráveis a incorporação, com apenas um voto contrário.

Através desta incorporação, a Cotrijal assumirá todos os bens, direitos e obrigações da Coagrisol, onde os associados migrarão para a cooperativa que tem sede em Não-Me-Toque, sem perder absolutamente nenhum bem ou direito. Esta união vem sendo estudada e planejada deste agosto deste ano, quando as cooperativas firmaram uma aliança de intercooperação.

Com a aprovação feita pela Coagrisol, a Cotrijal também colocará o tema em apreciação de seus associados em assembleia geral extraordinária que acontecerá às 14h desta quinta-feira. Caso aprovado, será formada uma comissão com três associados de cada cooperativa para elaborar um parecer sobre a incorporação, que será apreciado em uma assembleia conjunta das cooperativas previsto para acontecer em fevereiro de 2022, selando assim a incorporação.

Conforme o presidente da Coagrisol, José Luiz Leite dos Santos (na foto, à esquerda), a cooperativa, que tem 52 anos de atividades, vive uma carência histórica de necessidade de investimentos, e mesmo estando sólida, tem pouca capilaridade para seguir crescendo. “Somos uma cooperativa forte, porém limitada, e diversos estudos internos e externos mostram que a união é único caminho pelo qual poderemos crescer em escala e com isso também impulsionar os nossos associados. Foi uma decisão difícil, mas construída com muita clareza, seriedade e compromisso de honrar o legado de nossos precursores, mas também garantir a continuidade de nossas atividades com solidez”, afirma.

Leite pontua que a decisão pela incorporação foi debatida com os sócios através de reuniões realizadas desde o início do mês, onde a aprovação foi superior a 90% e selada com a aprovação na assembleia extraordinária. Segundo o dirigente, o cooperado entendeu que a cooperativa tem necessidades e encontrou uma excelente oportunidade. “Não é comum termos este tipo de movimento, pois ambas as cooperativas estão fortes conforme suas proporções. Decidimos não esperar outros fatores como uma possível estiagem e outros movimentos de mercado para tomar esta decisão, fazendo com que o produtor associado não perda absolutamente nada, pelo contrário, apenas ganhe” finaliza.

Ambos os dirigentes das cooperativas lembram que para o produtor da Coagrisol, quando a incorporação for homologada, a única coisa que mudará será a marca, que gradualmente deixará de existir. Demais aspectos como cota capital, saldos de produtos, contas a pagar e receber serão integralmente mantidos, apenas migrados da Coagrisol para a Cotrijal. Da mesma forma, as unidades e equipes de funcionários serão mantidos sem alterações, apenas passando a ter a denominação da Cotrijal.

Nei César Manica (na foto, à direita), presidente da Cotrijal destaca que esta união irá ser um marco para o cooperativismo gaúcho e brasileiro. “O mercado mundial tem nos mostrado diversos aspectos que tornam esse momento como primordial para esta união. Estamos nos somando para agregar ainda mais valor ao agronegócio e garantir o futuro de nossas propriedades e produtores de forma sustentável, arrojada e com todos os diferenciais que o cooperativismo apresenta. Todos os produtores podem ter certeza de que cresceremos juntos, pois juntos somos mais fortes”, declarou.

A Cotrijal é a maior cooperativa do Rio Grande do Sul. Em 2020, fechou com faturamento histórico de R$ 2,4 bilhões, registrando um crescimento médio de 19% nos últimos cinco anos. Fundada em 1957, está presente em 35 municípios do estado. Fundada em setembro de 1969, a Coagrisol está em 28 municípios gaúchos, conta com estruturas próprias e arrendadas para recebimento, secagem e armazenagem de cereais e comercialização de insumos. Em 2020, a cooperativa teve faturamento de R$ 871 milhões.

A Cotrijal é a 72ª maior empresa da região e também a 28ª maior do Rio Grande do Sul. A Coagrisol é a 216ª maior empresa da região e também a 85ª maior do Rio Grande do Sul. Os dados fazem parte do ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Quando a incorporação for homologada, a única coisa que mudará será a marca, que gradualmente deixará de existir

RS tem melhor saldo de empregos em novembro no Sul

Santa Catarina lidera no saldo acumulado anual

A região acumulou um saldo de mais de 54 mil vagas no mês passado

O Rio Grande do Sul obteve, na região Sul, o melhor saldo de novos empregos em novembro, de acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgados nesta quinta-feira (23). Santa Catarina lidera em novos postos criados no acumulado anual (veja a tabela ao final desta reportagem).

O mercado de trabalho brasileiro registrou uma criação líquida de 324.112 vagas com carteira assinada em novembro. O saldo de novembro é resultado de 1.772.766 admissões e de 1.448.654 desligamentos. No acumulado do ano, há criação líquida de 2.992.898 empregos. Em 12 meses, o saldo está positivo em 2.835.263 vagas.

Os números apresentados pelo Caged revelam ainda que houve abertura de vagas em quatro dos cinco setores da economia em novembro: o saldo ficou negativo em agricultura (-16.797) e positivo em indústria geral (8.177), construção (12.485), comércio (139.287) e serviços (180.960).

De onde vêm os dados do Caged?
O Caged deve ser preenchido por empregadores com informações sobre admissões e desligamentos de funcionários da empresa. O formulário deve ser enviado por meio de um sistema próprio na internet. Há penalização para as empresas que dispensarem ou contratarem empregados e não derem essa informação ao Ministério do Trabalho.

Com base nos cadastros, é possível saber quantas vagas foram abertas e fechadas no país durante um mês e calcular o número de aberturas de vagas líquido (contratações menos desligamentos). É possível saber a abertura e fechamento de vagas por região e setor.

Os dados só abrangem os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diferentemente da Pnad, que abarca também o setor informal e autônomos. Sua série histórica começa em 1992, embora tenha sofrido mudanças metodológicas que impossibilitam a comparação com números anteriores ao ano de 2020.

Uma portaria de outubro de 2019, por exemplo, mudou o sistema de preenchimento de dados, que é feito hoje pelo pelo eSocial, e passou a reunir mais informações na mesma base de dados. O novo Caged tornou obrigatório informar a admissão e demissão de empregados temporários. Antes, essa comunicação era facultativa.

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Santa Catarina lidera no saldo acumulado anual

IPCA-15 fecha ano em 10,42%

Índice, conhecido como a prévia da inflação oficial, tem alta de 0,78% em dezembro

Resultado foi influenciado principalmente pela alta nos preços dos combustíveis e, em particular, da gasolina

O índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,78% em dezembro, 0,39 ponto percentual abaixo da taxa de novembro (1,17%). Com isso, o IPCA-15 fechou 2021 em 10,42%, maior acumulado no ano (em dezembro) desde 2015 (10,71%). Em dezembro de 2020, o IPCA-15 foi de 1,06%. O índice é conhecido como a prévia da inflação oficial.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete apresentaram alta em dezembro. Apenas saúde e cuidados pessoais (-0,73%) e educação (0%) não registraram aumento no mês. O maior impacto e a maior variação (2,31%) vieram mais uma vez dos transportes, que encerraram o ano com alta acumulada de 21,35%. Na sequência, vieram habitação (0,9%) e alimentação e bebidas (0,35%).

O resultado do grupo transportes (2,31%) foi influenciado principalmente pela alta nos preços dos combustíveis (3,4%) e, em particular, da gasolina (3,28%). Além disso, os preços do etanol (4,54%) e do óleo diesel (2,22%) também subiram. Os preços dos automóveis novos (2,11%) e usados (1,28%) seguiram em alta. Outro destaque foram as passagens aéreas (10,07%), que voltaram a ser reajustadas após o recuo de 6,34% observado em novembro.

No grupo habitação (0,9%), a maior contribuição veio da energia elétrica (0,96%), cujo resultado ficou próximo ao do mês anterior (0,93%). Desde setembro, está em vigor a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

A alta de 0,35% em alimentação e bebidas se deve principalmente à alimentação no domicílio (0,46%). A maior contribuição individual veio do café moído (9,1%), que acelerou em relação a novembro (4,91%). Além disso, os preços das frutas (4,1%) e das carnes (0,9%) subiram em dezembro, após os recuos do mês anterior.

O único grupo com queda em dezembro foi saúde e cuidados pessoais (-0,73%). A variação negativa ocorreu por conta dos itens de higiene pessoal (-3,34%), em particular o perfume (-9,82%), os produtos para pele (-8,7%) e os artigos de maquiagem (-4,71%).

Índice, conhecido como a prévia da inflação oficial, tem alta de 0,78% em dezembro

China: na dúvida, visite somente em 2023

As restrições continuarão severas ainda por um bom tempo, pois a política do governo em relação à pandemia é de tolerância zero

O jogo tem de ser duro, porque a movimentação total de pessoas na Ásia é contada na casa da centena de milhões

O tempo passou rápido: em maio do próximo ano, a minha primeira viagem à China completará 25 anos. Do jeito que a pandemia continua, lá e cá, desconfio que não será possível comemorar esse aniversário como planejei: em Shanghai, visitando o Salão da Alimentação, de 18 a 20 de maio, com uma comitiva de cooperativistas de várias regiões do Brasil, interessados em vender alimentos para nichos de mercado e em atrair investimentos para aumentar a produção. Isso porque desanima ter de ficar em quarentena na entrada no país, preso em um quarto de hotel durante duas semanas, antes de poder circular para fazer o trabalho que nos move até lá.

Tudo indica que as restrições continuarão severas ainda por um bom tempo na China, pois a política do governo em relação à pandemia é de tolerância zero. Poucos dias depois do anúncio repentino de “lockdown” na Holanda, foi fechada na China a cidade histórica de Xi’an, a maior atração turística da região norte do país, população equivalente à da cidade de São Paulo, por confirmação de duas centenas de casos de Covid no início de dezembro.

O jogo tem de ser duro, porque a movimentação total de pessoas na Ásia é contada na casa da centena de milhões – o que parece uma loucura, mas que não representa muito, em relação à população total do continente, hoje estimados 4,7 bilhões de habitantes. E a China quer realizar os Jogos Olímpicos de Inverno no ano que vem, de 4 a 20 de fevereiro, em Beijing e cidades próximas, com a mesma eficiência, ou até mais, dos Jogos Olímpicos de 2008.

Traduzindo: talvez a situação só esteja realmente “normal” daqui a um ano, no próximo inverno, em novembro/dezembro de 2022, quando ocorrerão as feiras de Alimentação e Hospitalidade, a de Importação (Shanghai), e a de Investimentos no Exterior (Beijing). Aí, se houver dificuldade, será apenas do lado brasileiro, porque algumas pessoas se recusam a viajar para a China nessa época por causa do frio – que nem é tão intenso em Shanghai. Em Beijing costuma nevar em novembro, o que dá à cidade um toque especial de encanto em seus belos prédios históricos, compensando ter de andar nas ruas com temperaturas abaixo de zero.

Além de escapar da quarentena, outra vantagem de adiar a ida à China para novembro é que o pessoal terá mais tempo para elaborar os projetos e traduzir tudo para o chinês, porque buscar investimentos sem ter o que mostrar “no papel” é pura perda de tempo e gasto de dinheiro à toa. E acontece: lembro-me do caso de um secretário estadual de transportes, que foi a Beijing em 2009, para reuniões com gente importante, e ainda no aeroporto, quando pedi a ele que me passasse os projetos que levara para eu providenciar a tradução para o chinês, ele respondeu “está tudo aqui” (apontando para a sua cabeça). Estavam na fase ainda de “grandes ideias”, os projetos para os quais ele pretendia conseguir investimento de centenas de milhões de dólares, em parcerias público-privado (PPP) com empresas chinesas. Situações assim são impensáveis em qualquer época, é verdade, mas o fato aconteceu.

Na dúvida, o jeito é trabalhar com a perspectiva de ir à China somente em 2023, seguindo ainda no virtual durante o próximo ano, infelizmente. Afinal, “a paciência é uma virtude”, dizem os chineses.

As restrições continuarão severas ainda por um bom tempo, pois a política do governo em relação à pandemia é de tolerância zero

Volume de cargas movimentadas por cabotagem aumenta 38,7% no Paraná

Alternativa logística desafoga o modal rodoviário

Em Paranaguá e Antonina, como incentivo à cabotagem, as taxas cobradas são até 50% menores em relação a outras tabelas

O volume de carga movimentada por cabotagem aumentou em 2021 nos portos do Paraná na comparação com o ano anterior. Essa modalidade de transporte é a navegação interior, ou seja, a realizada dentro de um mesmo país. Neste ano, de janeiro a novembro, foram movimentadas 2.498.473 toneladas de cargas – 38,7% a mais que o mesmo período de 2020.

O volume representa 4,7% do total movimentado nos portos paranaenses nos onze meses do ano (53.029.756 toneladas). Apesar de participação ainda pequena, a autoridade portuária do Estado oferece incentivos para que essa modalidade de transporte de cargas cresça ainda mais.

“O transporte marítimo, entre portos de um mesmo país é importante para a economia e a logística nacional, principalmente porque contribui para o equilíbrio das matrizes modais de transporte de cargas”, afirma o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Segundo o executivo, a cabotagem é alternativa logística para redução dos custos de transporte e para desafogar o modal rodoviário. “Aqui nos portos de Paranaguá e Antonina, como incentivo à cabotagem, as taxas cobradas são até 50% menores em relação a outras tabelas”, completa. Os descontos são nas tarifas de infraestrutura de acesso aquaviário; infraestrutura de acostagem; e infraestrutura terrestre, dependendo da mercadoria transportada e do tipo de embarcação, entre outras variáveis.

Alternativa logística desafoga o modal rodoviário

Rôgga lança empreendimento de R$ 300 milhões em Barra Velha

Construtora inicia obras do Grant Home Club em 2022

Atualmente, 11% dos domicílios de Barra Velha são da Rôgga

A Rôgga acaba de anunciar um empreendimento com VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 300 milhões em Barra Velha. Com duas torres, 30 pavimentos e 319 apartamentos, o Grant Home Club, localizado na praia do Tabuleiro, será o primeiro alto padrão a ser construído no município. As obras do Grant Home Club começam em dezembro de 2022, com previsão de entrega em junho de 2026.

Com características de um resort particular e mais de 25 opções de lazer, o empreendimento pé na areia vai alçar Barra Velha a um novo patamar no mercado imobiliário. Atualmente, 11% dos domicílios de Barra Velha são da Rôgga. Financiado pelo Banco do Brasil, o Grant Home Club tem a estrutura financeira necessária para garantir a entrega no prazo – uma característica dos empreendimentos da construtora.

Em 2021, a Rôgga fez dez lançamentos nos municípios de Joinville, Jaraguá do Sul, Balneário Piçarras, Barra Velha e Penha, totalizando 1.065 unidades e um VGV lançado de R$ 850 milhões. Em 15 anos, foram cerca de 9 mil famílias atendidas com um empreendimento da construtora.Recentemente, a empresa recebeu o selo “Casa Azul + CAIXA Ouro” na categoria Produção Sustentável por suas ações no empreendimento Sirius Easy Club, no bairro Saguaçu, em Joinville, no Norte catarinense.

Pelo sétimo ano consecutivo, a construtora figura entre as 500 maiores empresas do Sul do Brasil no ranking realizado pelo Grupo AMANHÃ e PwC Brasil. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Construtora inicia obras do Grant Home Club em 2022

Bebidas Fruki inaugura novo Centro de Distribuição em SC

Localizado em Blumenau, próximo a BR-470, espaço tem aproximadamente três mil metros quadrados de área construída

Marca vem avançando de forma contínua no mercado de Santa Catarina

A Bebidas Fruki inaugurou neste mês, em Blumenau, o novo Centro de Distribuição (CD) da empresa. Localizado próximo à BR 470, na entrada da cidade, o espaço, que incorpora a operação do antigo CD – também localizado no município -, tem quase três mil metros quadrados de área construída. “Com o novo CD, conseguimos qualificar ainda mais o nosso nível de serviço, proporcionando um atendimento mais rápido e com mais agilidade e eficiência para os nossos clientes de Santa Catarina. A capacidade de operação também aumenta muito, ficando adequada ao crescimento que o mercado de Santa Catarina representa para a Fruki”, diz o diretor comercial João Miranda.

Conforme Miranda, a Bebidas Fruki vem avançando de forma contínua no mercado de Santa Catarina, e mantém crescimento de dois dígitos em volume de vendas. De janeiro a setembro, o aumento chegou a mais de 40% em comparação ao mesmo período do ano anterior. “O CD de Blumenau reforça nossa presença no Estado. A área aumenta em cinco vezes a nossa capacidade de movimentação e armazenamento dos produtos”, explica.

O público catarinense também terá mais uma novidade. A Fruki Laranjinha, refrigerante da Bebidas Fruki, ganhará uma nova e moderna embalagem. A mudança segue a tendência do mercado em atualizar o rótulo, traduzindo as características da marca e do produto, assim como ocorreu, recentemente, com o Fruki Guaraná. A nova embalagem do Laranjinha chegará aos pontos de venda de Santa Catarina em janeiro.

Miranda ressalta que o Laranjinha – refrigerante de fruta contendo suco de laranja e de limão, com sabor característico de laranja, foi o primeiro refrigerante desenvolvido especialmente para o consumidor de Santa Catarina. A bebida chegou ao mercado na segunda quinzena de julho de 2020, na versão PET 2 litros. “A aceitação do Laranjinha foi excelente. Nosso intuito com a mudança na embalagem é modernizar um produto que faz parte da rotina da família catarinense.”, destaca.

Localizado em Blumenau, próximo a BR-470, espaço tem aproximadamente três mil metros quadrados de área construída

“Ter um supercarro virou prioridade para pessoas com poder aquisitivo”, avalia empresário

CEO do Grupo Casco, que reúne blindadora premium e revenda de carros de luxo, revela que a pandemia mudou os hábitos do consumidor

“Além do potencial de mercado, percebi que havia um belo espaço para atuar no segmento premium”, aponta Bier

A pandemia causou uma profunda transformação nos hábitos dos consumidores, alterando a concepção do que é prioridade. Essas mudanças se materializam de forma clara no segmento de luxo: as pessoas anteciparam seus planos futuros, e sonhos distantes passaram a ser considerados e realizados. De olho nessa oportunidade e buscando atender a uma demanda crescente do público, um empresário do ramo de blindagens automotivas premium decidiu ampliar sua atuação no setor e abrir uma revenda multimarcas de carros de luxo (automóveis partindo de R$ 300 mil e podendo ultrapassar a casa do R$ 1 milhão). E o novo negócio, criado com mindset digital, vem crescendo de forma acelerada.

A Casco Blindagens foi criada em 2014, posicionando-se uma blindadora boutique: produz um número limitado a 20 carros por mês, com elevado padrão de qualidade no processo e na escolha de materiais. Ao lado de Alexandre Cassel está Eduardo Bier, responsável pelo direcionamento estratégico do negócio. O empreendedor é conhecido por atuar nos setores da cerveja e de saúde: é fundador e CEO da Dado Bier e presidente do conselho de administração do Hospital Moinhos de Vento.

“O mercado nacional de automóveis usados é gigantesco, totalizando R$ 600 bilhões. Decidi investir em blindagem e venda de carros de alto luxo por entender que se trata de um negócio promissor e em franca expansão. Além do potencial de mercado, percebi que havia um belo espaço para atuar no segmento premium”, aponta Bier.

Baseada em Porto Alegre, em apenas sete anos, a blindadora conquistou mais de metade do market share no Rio Grande do Sul, de acordo com a companhia. Ao lado disso, tornou-se referência em altíssimo padrão, estando ao lado dos principais players do Brasil. O êxito nas blindagens acabou gerando solicitações de clientes para venda e, também, compra de carros blindados. O Grupo Casco deve faturar R$ 40 milhões este ano e projeta crescimento de 50% para 2022.

Cassel testemunha que a pandemia reforçou o imediatismo entre os clientes com maior poder de compra

“Inicialmente, ajudamos diversos clientes nesse processo de compra e venda, mas ficou evidente que havia uma oportunidade para ampliar a atuação da Casco. Criamos, então, a Casco Motors by Piccoli: uma plataforma digital, também com loja física, de automóveis premium, tanto novos como seminovos, sendo grande parte deles já blindados”, conta Alexandre.

Atentos às mudanças abruptas do mercado, do físico para o digital, a Casco Motors by Piccoli já nasceu figital (física e digital), enxergando nos canais on-line uma grande oportunidade de aumentar a abrangência das vendas: enquanto a loja física possui uma atuação regional, a plataforma digital consegue atender todo o território nacional.

Hoje, a maior parte dos negócios ocorre no ambiente virtual, possibilitando a comercialização para locais distantes do Sul do país. Carros já foram vendidos para estados como São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Bahia, entre outros. O ticket médio da loja está em R$ 500 mil e não para de crescer. Para 2022, a expectativa é alcançar R$ 600 mil.

Mudanças comportamentais
Os impactos da Covid-19 foram sem precedentes na vida das pessoas, que perderam familiares, amigos e conhecidos. O medo se espalhou no mundo todo, gerando uma série de reflexões existenciais. E, com elas, vieram grandes mudanças comportamentais, inclusive na relação com os automóveis. “Todos nós percebemos, ainda mais, a fragilidade da vida. Para pessoas com alto poder aquisitivo, realizar sonhos, como ter um supercarro, virou prioridade. Algo que não poderia ser mais adiado”, avalia Cassel.

Ele recorda do caso de um empresário que queria comprar uma Porsche Cayenne Coupé (modelo na faixa de R$ 1 milhão). Ele foi à concessionária da marca, mas não havia para pronta-entrega, necessitando de uma espera de meses. Foi quando ele encontrou o modelo na loja da Casco, por um valor acima do preço de lista. Mesmo assim, não hesitou e efetivou a compra. “Tínhamos o carro e mostramos para o cliente, que pagou a mais do que o preço da concessionária. Ele nos contou de amigos próximos que morreram em razão do vírus e que não queria esperar para realizar seu sonho. Queria viver o agora”, destaca, acrescentando que a pandemia reforçou o imediatismo entre os clientes com maior poder de compra.

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ESG impacta as tomadas de decisão de investimentos

Pesquisa da PwC revela que investidores retirariam investimentos de empresas que não tenham ações concretas

“A maioria dos participantes do estudo afirma que vale sacrificar a lucratividade de curto prazo em prol das questões ESG”, anuncia Colombari

O crescimento das práticas ESG no mundo e, principalmente, nas empresas chega também no planejamento dos investidores. De acordo com o estudo “PwC Global ESG Survey”, 79% dos mais de 360 investidores ouvidos afirmam que a prática de ESG impacta as tomadas de decisão de investimentos. Quase metade (49%) afirmam que pretendem retirar recursos de empresas sem ações reais em ESG.

Os participantes do estudo são gestores de ativos, analistas de grandes empresas e bancos de investimento e corretoras. Para 82%, o ESG deve estar diretamente ligado às estratégias de negócios das companhias. Outro dado que chama atenção é que para 66% dos participantes o responsável pelas políticas e estratégias ESG deve ser um executivo com cargo de alto nível e de grande responsabilidade, como o CEO da empresa que deveria estar à frente dessas ações na avaliação de 53% dos entrevistados.

No topo das prioridades em ESG, os investidores ouvidos pela firma colocaram a redução das emissões de carbono como o grande destaque (65%), seguido de oferecer um ambiente seguro de trabalho (44%) e promover diversidade e inclusão nas equipes e nas diretorias. “Ter uma estratégia ESG bem definida, com ações concretas e informações bem detalhadas e divulgadas ao mercado são fundamentais hoje e ainda mais nos próximos anos, quando os investidores estarão cada vez mais atentos a tudo que as empresas estão fazendo no âmbito socioambiental”, afirma Mauricio Colombari, sócio da PwC Brasil.

Sacrifício válido
“A maioria dos participantes do estudo (75%) afirma que vale sacrificar a lucratividade de curto prazo em prol das questões ESG”, anuncia Colombari. “Essas descobertas devem dar algum conforto às empresas que poderiam temer uma eventual crítica por parte de investidores diante de reduções no lucro por ação”, completa.

Por outro lado, um percentual parecido, 81%, afirma que só estaria disposto a aceitar um corte de um ponto percentual ou menos no retorno do investimento. Quase metade, 49%, não está disposto a aceitar qualquer redução.

A pesquisa revelou também que um terço dos investidores avaliam a qualidade das informações divulgadas sobre ESG como boas o suficiente, entretanto há uma lacuna importante nessas informações, o que dificulta uma avaliação clara sobre as performances ESG das companhias, tornando a decisão de investimentos mais difícil.

Os investidores ouvidos pela PwC disseram ainda que querem ajudar as companhias nesse engajamento na jornada ESG, mesmo que seja com seu poder de voto e, se necessário, vendendo seus ativos.

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Pesquisa da PwC revela que investidores retirariam investimentos de empresas que não tenham ações concretas

Produção de carne no Brasil bate recordes históricos em 2021

ABPA projeta novos recordes de consumo para o próximo ano

Segundo a ABPA, o custo de insumos é um desafio que ainda perdurará

O consumo de carne pela população brasileira sofreu uma queda histórica em 2020, com a elevação do preço e a dificuldade de obtenção de renda durante a crise sanitária trazida pela pandemia. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que, no ano passado, o consumo de carne bovina foi de 29,3 quilos por habitante – o menor patamar em 25 anos. Mas a turbulência no cenário traz sinais negativos principalmente para a população: o setor de avicultura e suinocultura se beneficiou com a substituição da proteína bovina, com projeções para 2021 e 2022 que batem recordes históricos de produção, exportações e consumo, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). “O aumento do preço nas gôndolas foi decorrência do custo das produções. A substituição da proteína deve se consolidar como um padrão de consumo para aves suínas e frango”, avalia o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin.

Com relação à carne de frango, a associação estima que a produção deverá alcançar, neste ano, até 14,3 milhões de toneladas, número 3,5% superior ao registrado no ano passado. Já o volume projetado para 2022 poderá chegar até 14,9 milhões de toneladas, volume 4% maior em relação ao ano de 2021. Em exportações, as projeções apontam para embarques totais neste ano de até 4,5 milhões de toneladas, número 8% superior ao alcançado em 2020. Em 2022, as vendas internacionais poderão chegar a 4,7 milhões de toneladas, volume que supera em 5% as exportações projetadas para este ano.

Os dados demonstram que o aumento do preço do frango nas prateleiras também está acontecendo para as exportações e, segundo a associação, é decorrente de uma questão de custo de insumos que precisa ser repassado tanto no mercado interno quanto no externo para conferir equilíbrio à produção. Em 2021, o destino principal da carne de frango brasileira foi a China, com 14% – taxa 4% menor do que no acumulado, mas ainda em patamares altos. Os maiores exportadores representam o Sul, sendo que todos os estados tiveram crescimento em seus percentuais: Paraná (40%), Santa Catarina (23%) e o Rio Grande do Sul (16%).

No caso de carne suína, a produção deverá alcançar neste ano até 4,7 milhões de toneladas, número 6% superior ao registrado no ano passado. Já o volume projetado para 2022 poderá chegar até 4,8 milhões de toneladas, volume 4% maior em relação a 2021. Em exportações, as estimativas apontam para embarques totais neste ano de até 1,1 milhão de toneladas, número 10,5% superior ao alcançado em 2020. Em 2022, as vendas internacionais poderão chegar a 1,2 milhão de toneladas, volume que supera em 7,5% as exportações projetadas inicialmente.

A China continua como o maior e principal destino das exportações de carne suína brasileira, com 49%. Os maiores exportadores são Santa Catarina, responsável por mais da metade das exportações, Rio Grande do Sul, com 27%, e Paraná, com 14%. “É um marco histórico muito positivo para o setor de suíno, que consolida essa presença cada vez maior na mesa do brasileiro, tendo um crescimento de 4% projetado para 2022. O aumento de custos faz com que cresça o preço na prateleira, mas crescem as exportações e, em decorrência, a oferta de mercado interno”, avalia Santin.

Desafios e perspectivas do setor
Segundo a ABPA, o custo de insumos é um desafio que ainda perdurará. “Nosso produtor agora também está produzindo safras que vão ser boas, mas são produzidas com custos muito mais altos e atrelados à alta do dólar”, explica Santin. A expectativa da associação é de que o custo seja estável em patamares altos. No ano anterior, a produção de cereais de inverno no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina cresceu mais de 25%. Muito está sendo exportado, mas também foi um elemento de alternativa importante para as indústrias utilizarem em suas rações, algo que está se tornando uma prática recorrente. Além dos insumos, os custos de produção também representam desafios – embalagens, diesel e papelão também sofreram reajustes.

Também é possível notar, a partir das análises da associação, os benefícios trazidos pelos auxílios emergenciais, que geraram aumento de consumo das proteínas, muitas levadas pelo efeito de substituição da carne bovina. De acordo com a ABPA, 50% a 60% do valor total dos auxílios foram utilizados em consumo de alimentos. Nos gaps de períodos sem auxílios emergenciais, de dezembro de 2020 a abril de 2021, houve quedas de consumo, e uma retomada a partir de maio, quando entrou a nova ajuda governamental. Agora, as expectativas seguem em alta com a entrada do Auxílio Brasil.

“Apesar de os custos estarem num patamar alto e seguirem altos para 2020, também vemos que é possível um aumento de consumo e uma sustentação em 2022 pela chegada do Auxílio Brasil, aumento do salário mínimo e da própria retomada da atividade econômica e crescimento do Brasil. Esses são panoramas que podemos olhar de maneira positiva para os setores de aves, suínos e ovos”, conclui Santin.

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ABPA projeta novos recordes de consumo para o próximo ano