Mês da História Negra, Orgulho LGBTQ+ e outras datas sumiram do Google Agenda

Se você é usuário do Google Agenda (aka. Calendar), pode ter notado que algumas datas importantes, como o início do Mês da História Negra (1º de fevereiro) e o Mês da História das Mulheres (1º de março), não aparecem mais automaticamente no calendário para 2025. Essa mudança, segundo a empresa, começou a ser implementada em […]Se você é usuário do Google Agenda (aka. Calendar), pode ter notado que algumas datas importantes, como o início do Mês da História Negra (1º de fevereiro) e o Mês da História das Mulheres (1º de março), não aparecem mais automaticamente no calendário para 2025. Essa mudança, segundo a empresa, começou a ser implementada em […]

Google Maps muda nome do Golfo do México para ‘Golfo da América’ nos EUA

O Google Maps passou por uma atualização nos últimos dias: para usuários que acessam o serviço nos Estados Unidos, o Golfo do México agora aparece com o nome “Golfo da América”. A mudança foi feita após o governo norte-americano atualizar o Geographic Names Information System (GNIS), um sistema que define os padrões oficiais para nomes […]O Google Maps passou por uma atualização nos últimos dias: para usuários que acessam o serviço nos Estados Unidos, o Golfo do México agora aparece com o nome “Golfo da América”. A mudança foi feita após o governo norte-americano atualizar o Geographic Names Information System (GNIS), um sistema que define os padrões oficiais para nomes […]

Google prepara histórico para buscas de músicas no Android

O Google está trabalhando em uma novidade para melhorar ainda mais a ferramenta de busca por músicas no aplicativo do Android. Atualmente, os usuários podem identificar canções cantarolando, assobiando ou tocando um trecho da música, mas a experiência é temporária: assim que a pesquisa é encerrada, não há um histórico acessível para consultas futuras. Isso […]O Google está trabalhando em uma novidade para melhorar ainda mais a ferramenta de busca por músicas no aplicativo do Android. Atualmente, os usuários podem identificar canções cantarolando, assobiando ou tocando um trecho da música, mas a experiência é temporária: assim que a pesquisa é encerrada, não há um histórico acessível para consultas futuras. Isso […]

Atividade industrial gaúcha fecha 2024 com crescimento de 0,6%

Apesar da enchente, resultado foi positivo, mas não chega a recuperar a forte queda de 2023

O resultado no acumulado de 2024 surpreende, de certa forma, considerando que no final do primeiro semestre, o índice de atividade mostrava queda de 3,3% relativamente a 2023

O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) terminou o ano de 2024 com alta de 0,6% em relação a 2023, após passar a maior parte do ano no terreno negativo, revela pesquisa divulgada pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). “Apesar de positivo diante das adversidades que o estado enfrentou, o resultado nem de longe recompõe a enorme queda de 5,6% de 2023. Sem a tragédia climática do ano passado que obrigou muitas fábricas a interromperem a produção e também prejudicou a entrega de insumos, o crescimento esperado surpreenderia positivamente”, argumenta Claudio Bier, presidente da Fiergs. Na comparação mensal, o IDI-RS recuou pelo segundo mês consecutivo em dezembro: queda de 0,9% ante novembro, mas em relação a dezembro de 2023, subiu 5,2%.

O resultado no acumulado de 2024 surpreende, de certa forma, considerando que no final do primeiro semestre, o índice de atividade mostrava queda de 3,3% relativamente a 2023. Dos seis componentes do IDI-RS, quatro cresceram no ano passado: faturamento real (0,7%), massa salarial real (3,4%), UCI – utilização da capacidade instalada (1,6 ponto percentual, de 78,8% em 2023 para 80,4% em 2024) e compras industriais (0,9%). As horas trabalhadas na produção (-0,9%) e o emprego (-0,7%) fecharam o ano em queda, mas vêm demonstrando recuperação.

A expansão da atividade industrial gaúcha em 2024 ocorreu em dez dos 16 segmentos pesquisados. A maior contribuição positiva veio de veículos automotores (13,2%), com destaque também para os desempenhos de móveis (8,7%) e de equipamentos de informática e produtos eletrônicos (10,3%). O resultado geral da indústria gaúcha, porém foi influenciado pela intensa contração de máquinas e equipamentos (-9,1%), puxada pelo segmento de máquinas e implementos agrícolas (-15,9%). Em menor medida, a redução da atividade em couros e calçados, 2,4%, também gerou impacto negativo.

Além da tragédia climática, o que também influenciou no desempenho do IDI-RS em 2024 foram as incertezas econômicas relacionadas às questões fiscais do país. Ao permanecerem em níveis elevados, afetaram a taxa de câmbio, que se tornou, na avaliação dos empresários, o principal problema do setor. A inflação também atrapalhou, levando o Banco Central a iniciar o ciclo de aperto monetário. Outro elemento importante foi a crise no segmento de máquinas e implementos agrícolas, que sofreu com a enchente no Rio Grande do Sul e as secas e incêndios florestais no país. Isso diminuiu a safra em um contexto das commodities agrícolas em baixa.

Apesar da enchente, resultado foi positivo, mas não chega a recuperar a forte queda de 2023

Gerdau e Randoncorp ampliam parceria em economia circular

Iniciativa visa otimizar a reciclagem de sucata metálica proveniente das operações da Randoncorp

Com a vigência do contrato, a Randoncorp passa a reciclar 10 mil toneladas de sucata anuais, o que corresponde a um terço do volume gerado em suas unidades no Brasil

A Gerdau e a Randoncorp anunciaram nesta quarta-feira (5) uma parceria que promove a economia circular. As duas empresas irão otimizar a reciclagem de sucata metálica proveniente das operações da Randoncorp, que anteriormente vendia sucata por meio de leilões periódicos. Com a implementação do novo modelo, a sucata metálica será coletada e transportada pelas empresas parceiras para a unidade de produção de aços especiais da Gerdau em Charqueadas, no Rio Grande do Sul. Ao chegar na usina, o material será reintroduzido no processo de produção de diversos tipos de aço, que futuramente poderá ser fornecido para a própria Randoncorp, além de outras empresas. A parceria também abrangerá outros resíduos industriais, com o objetivo de reduzir o envio desses materiais para aterros e maximizar seu aproveitamento no processo produtivo. A Gerdau e a Randoncorp também são parceiras na Addiante, uma joint venture que atua em serviços de locação de veículos pesados e equipamentos.

“A colaboração entre as empresas será um motor para acelerar a prática da economia circular, indo além da reciclagem e buscando promover a conscientização, incentivando e educando o público sobre a importância da destinação correta de resíduos para o meio ambiente”, afirma Denis Gomes, líder de metálicos da Gerdau. “Estamos sempre preocupados em aliar ações de reduções da pegada de carbono, mas sobretudo, na descarbonização do todo o ecossistema”, destaca Marcos Baptistucci, Chief People & Culture Officer e ESG da Randoncorp.

Com a vigência do contrato, a Randoncorp passa a reciclar 10 mil toneladas de sucata anuais, o que corresponde a um terço do volume gerado em suas unidades no Brasil. Os outros dois terços, cerca de 20 mil toneladas, já são aproveitados nas fundições da companhia. As empresas envolvidas já estão expandindo a parceria para além da sucata metálica, abrangendo também outros tipos de resíduos com potencial de reciclagem e reaproveitamento na cadeia do aço. No início, serão coletados três tipos de materiais: sucata ferrosa, sucata não ferrosa e o coproduto, que será tratado como um recurso aproveitável, em vez de ser considerado resíduo. O objetivo é encontrar o melhor uso para esse último, eliminando ou reduzindo sua geração.

Desde o início da operação, com otimizações e melhor aproveitamento das cargas, já foi possível reduzir em 20% a quantidade de coletas diárias. O aço é um material 100% reciclável, que pode ser reciclado infinitas vezes sem perder suas propriedades. A reciclagem tem efeitos positivos na mitigação das mudanças climáticas: poupa recursos naturais, reduz o consumo de energia e a emissão de gases de efeito estufa. A Gerdau possui uma das menores médias de emissão de gases de efeito estufa, de 0,91 t de CO₂e por tonelada de aço, o que representa aproximadamente a metade da média global de seu setor, de 1,91 t de CO₂e por tonelada de aço, segundo dados World Steel Association, entidade que reúne as maiores produtoras de aço do mundo. 

Iniciativa visa otimizar a reciclagem de sucata metálica proveniente das operações da Randoncorp

Trump eleva tarifas de 25% sobre aço e alumínio importados

Medida impacta exportações do Brasil

Em 2024, apenas o Canadá superou o Brasil na venda de aço aos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (10) que vai cobrar tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio para o solo norte-americano. Ele declarou que a medida tem como principal alvo proteger indústrias politicamente importantes do país. A medida deve atingir o Brasil, assim como o Canadá e o México. Trump retirou todas as exceções e isenções de suas tarifas de 2018 sobre o aço, o que sinaliza que todas as importações do produto serão taxadas em um mínimo de 25%, diferentemente do que ocorreu em seu primeiro mandato. Além disso, a tarifa sobre o alumínio, que era de 10% em 2018, passou a ser a mesma do aço, de 25%.

A nova taxação impacta a produção de ambos os setores no Brasil. O país da América do Norte é o maior comprador do aço brasileiro. Segundo dados do Instituto Aço Brasil, em 2022, os EUA compraram 49% do total do aço exportado pelo país. Em 2024, apenas o Canadá superou o Brasil na venda de aço aos Estados Unidos. No caso do alumínio, a dependência dos EUA é menor. O país foi o destino de 15% das exportações de alumínio do Brasil em 2023. O principal comprador do alumínio brasileiro é o Canadá, que absorveu 28% das exportações desse produto naquele ano. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).

O professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Luiz Carlos Delorme Prado afirmou que a taxação deve ter impacto nos setores atingidos, mas não deve causar maiores problemas para o conjunto da economia. “Embora a taxação seja muito importante para essas indústrias, para o conjunto da economia brasileira o impacto não é tão grande assim. O Brasil vai ter de redirecionar essas exportações, ou então, o que eu acho mais importante, tentar aumentar o consumo doméstico de aço. O Brasil tem alternativas. É diferente do México e do Canadá, que são muito mais dependentes do mercado americano”, explicou Prado. O especialista acrescentou que o impacto será menor para o setor do alumínio. “O setor pode sofrer indiretamente porque as exportações de produtos de alumínio do Canadá para os Estados Unidos podem cair, isso pode afetar as exportações brasileiras para o Canadá. Mas, de qualquer maneira, o impacto é menor”, completou.

Caso a taxação resulte em queda na produção desses produtos no Brasil, haverá perda econômica, de produtividade e de empregos nesses setores e nas demais áreas interligadas ao aço e ao alumínio, avaliou o economista, doutor em relações internacionais e CEO da Amero Consulting, Igor Lucena. “No Brasil, você vai ter uma diminuição da fornalha, diminuição da cadeia produtiva e essa diminuição termina gerando queda da produção, que significa dispensa dos funcionários, queda do faturamento e até mesmo impacto na nossa balança comercial, com reflexos sobre o PIB”, comentou. O governo brasileiro poderá oficializar a taxação de 25% sobre as importações de aço e alumínio para se manifestar sobre o tema. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil pode usar a lei da reciprocidade, aumentando as taxas de produtos estadunidenses consumidos pelo Brasil.

Os analistas avaliam que a medida pode ser uma tentativa do governo Trump de favorecer o mercado de aço dos Estados Unidos ao encarecer o produto comprado no exterior. Porém, o economista Igor Lucena ponderou que haverá efeitos negativos para os estadunidenses. “Um aço mais caro para os Estados Unidos ou uma falta de aço vai impactar negativamente a economia americana. Não há dúvida em relação a isso”, afirmou, acrescentando que o anúncio desse tarifaço pode ser uma tática para conseguir arrancar concessões dos países em negociações em outros áreas. O professor Luiz Carlos Prado destacou que essa tática de negociação é prejudicial ao funcionamento da economia internacional. “Isso leva a ondas de choques, leva à redução de investimentos, leva a retaliações, porque, óbvio, o Brasil deve retaliar. Se o Brasil não reage, ele fica muito mais vulnerável a esse tipo de pressão”, comentou.

Com ABR

Medida impacta exportações do Brasil

Novo marco, novas conquistas

Marco do Saneamento impulsiona desempenho da Conasa e companhia paranaense avança 56 posições em 500 MAIORES DO SUL

Vetor de crescimento: Marco do Saneamento pode impulsionar ainda mais os resultados da Conasa no setor

O Novo Marco do Saneamento, que tem como intuito viabilizar a universalização dos serviços básicos de saneamento básico até 31 de dezembro de 2033, tem sido o principal vetor de crescimento do segmento, consolidando o regramento existente e aumentando a segurança jurídica. Vantagem para a Conasa, que, após a implementação da nova legislação, criou o seu maior projeto até então — a Águas do Sertão, concessão do Bloco B em Alagoas, com investimentos de mais de R$ 3 bilhões e objetivo de levar água a 34 municípios das regiões Sertão e Agreste de Alagoas. Com isso, a Conasa conseguiu subir 56 posições no ranking geral das 500 MAIORES DO SUL. Agora, a paranaense é a 98ª colocada na região. E não deve parar por aí. “Acreditamos que o cenário continua favorável para a expansão do setor e, portanto, para o crescimento da Conasa no segmento”, avalia Mario Marcondes, diretor-presidente da Conasa.

No segundo trimestre de 2024, a Conasa reportou uma receita líquida de R$ 791,3 milhões, representando uma queda de 13% em comparação ao mesmo período de 2023. Essa redução está relacionada principalmente à conclusão de várias etapas de investimentos em construção, que haviam impulsionado receitas anteriores. Contudo, quando excluídas essas receitas, o desempenho mostrou-se positivo, com um aumento na receita bruta de R$ 409,3 milhões em 2023 para R$ 679 milhões em 2024. Com todos os projetos operacionais e equação de fundos contratada, a Conasa encontra-se na fase de investimentos para consolidação das concessões atuais, conforme as obrigações previstas. Essa fase, em especial na Via Brasil BR-163, MT-246 e Águas do Sertão, é caracterizada por altos investimentos, suportados por estruturas de financiamentos de longo prazo. Os aportes em 2024 serão de R$ 600 milhões, o que representa cerca de 50% das receitas da companhia e serão suportados, em parte, pelos financiamentos de longo prazo. Para este ano estão previstos cerca de R$ 1 bilhão em investimentos.

“Acreditamos em um país com infraestrutura de ponta, para reduzir os gargalos estruturais, e, para isso, condições macroeconômicas estáveis são extremamente importantes”, pontua Marcondes. Naturalmente, a Conasa se mantém otimista em relação ao futuro. Para 2025, a empresa planeja continuar investindo em suas controladas e expandir sua atuação em novas regiões.

Esta reportagem integra o anuário 500 MAIORES DO SUL – GRANDES & LÍDERES, ranking exclusivo publicado pelo Grupo AMANHÃ com a parceria técnica da PwC Brasil. Clique aqui para acessar a edição completa, mediante pequeno cadastro no Portal AMANHÃ.

Marco do Saneamento impulsiona desempenho da Conasa e companhia paranaense avança 56 posições em 500 MAIORES DO SUL

Elon Musk faz oferta bilionária para comprar a OpenAI

Nesta segunda-feira (10), um grupo de investidores liderado por Elon Musk apresentou uma proposta de US$ 97,4 bilhões para adquirir a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. A informação foi confirmada pelo advogado de Musk, Marc Toberoff, ao jornal The Wall Street Journal. A proposta não foi solicitada e representa mais um capítulo da disputa entre […]Nesta segunda-feira (10), um grupo de investidores liderado por Elon Musk apresentou uma proposta de US$ 97,4 bilhões para adquirir a OpenAI, empresa responsável pelo ChatGPT. A informação foi confirmada pelo advogado de Musk, Marc Toberoff, ao jornal The Wall Street Journal. A proposta não foi solicitada e representa mais um capítulo da disputa entre […]

Como ficarão China e Brasil em 2025?

O país, para variar, não tem um “Plano BR” – o que significa que iremos ao sabor dos acontecimentos, reagindo pontualmente às ações do novo presidente dos Estados Unidos

Quanto das declarações bombásticas de Trump se concretizarão em ações efetivas ainda é um mistério, mas ele não economiza em ameaças de retaliação

Perdoem-me os pessimistas, mas a realidade é que os fatos desse início de ano sinalizam cenário mundial muito difícil em 2025. O único país que deverá continuar em seu ritmo é a China, porque precisam, são hábeis negociadores e têm estratégia e planejamento. O Brasil, para variar, não tem um “Plano BR” – o que significa que iremos ao sabor dos acontecimentos, reagindo pontualmente às ações do novo presidente dos Estados Unidos (EUA), de impor tarifas abusivas em produtos importados, ou das empresas da China, de recusarem produtos importados, reduzirem as compras ou demorarem para pagar.

Produtos do Brasil, como frango e suco de laranja, sempre foram prejudicados pela lógica dos EUA de aumentarem com tarifas os preços dos produtos importados para serem menos competitivos do que os seus. A diferença agora é que “baterão de frente” com a China e a União Europeia, seus principais consumidores e fornecedores. Durante o primeiro governo Trump, os EUA jogaram para escanteio a Organização Mundial do Comércio (OMC), deixando claro não quererem se subordinar a decisões da entidade mundial de regulação do comércio internacional. Agora fizeram o mesmo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Usam sua imensa força econômica, comercial e bélica como bem entendem, sem mediação das Nações Unidas ou de qualquer foro mundial.

Quanto das declarações bombásticas de Trump se concretizarão em ações efetivas ainda é um mistério, mas ele não economiza em ameaças de retaliação, via tarifas (e sabe-se lá o que mais) para os países que substituírem o dólar por outra moeda, citando expressamente a do BRICs (e por tabela o Yuan). Mesmo sabendo que as relações entre nações soberanas não são mediadas por chantagens, Trump age assim porque não vê alternativa já que o dólar hoje é menos da metade do que foi até 2002, quando o euro começou a ser utilizado para valer. Há números diferentes, a respeito da utilização mundial das principais moedas – no sistema Swift, em 2024 o dólar dominava com 47%, e o Yuan é a quarta moeda mais importante, com quase 4% de participação, atrás apenas do dólar, euro e libra esterlina (ultrapassou o iene). É pouco, é verdade, mas há 15 anos o Yuan aparecia com 0,1%. Quando analisado pelo “Índice de utilização de moedas internacionais”, do Federal Reserve dos EUA, o comportamento das cinco principais moedas evidencia o domínio absoluto do dólar, com 65,5% do total em 2023. Por esse índice, a evolução do Yuan também deve preocupar o governo dos EUA, já que a moeda chinesa saiu de irrisórios 0,02% em 2008, para 2,5% em 2023 (veja o gráfico ao final deste post). Conhecendo a velocidade com que as coisas costumam acontecer na China, não será surpresa se até o final desse ano chegar nos 10%.

Há diferentes avaliações a respeito dos resultados a serem obtidos pelas iniciativas de Trump, de taxar produtos importados pelos EUA – no caso do Brasil, anunciou 25% sobre o aço, ferro e alumínio, que em 2024 resultaram em vendas de mais de US$ 6 bilhões. Ainda não se sabe se, e quanto, essas medidas beneficiarão ou prejudicarão consumidores dos EUA. O que se tem certeza é que, no caso brasileiro, a paulada será sentida de verdade se as ações de Trump resultarem em aumento das compras de grãos e carnes dos EUA por parte da China – algo que ocorreu no final do primeiro governo Trump –, em detrimento das compras chinesas desses produtos do Brasil. Isso porque não temos outra China a quem vender tantos grãos e carnes. Como o Agro do Brasil apostou muito em um único megacliente, uma redução de 20% das compras chinesas de soja e carne bovina resultará em um desastre no setor empresarial da agropecuária brasileira.

Daí a verdadeira importância, para o Brasil, das ações de Trump em relação à China, seu grande concorrente/adversário no mercado mundial. As importações da China beneficiam os EUA, apesar do montante (US$ 439 bilhões em 2024) impressionar, porque são produtos com preços mais acessíveis, e isso ajuda no controle da inflação. O que realmente incomoda o governo Trump é o déficit (de US$ 295 bilhões no ano passado), porque as vendas dos EUA para a China foram de US$ 143,5 bilhões no período. E os crescentes déficits na balança comercial dos EUA com a China é que ajudaram a reserva cambial chinesa a ser de mais de US$ 4 trilhões (hoje é menor, na faixa de US$ 3,5 trilhões), liquidez que lhe permite ousadias do porte da Iniciativa Cinturão e Rota (BRI, na sigla em inglês), a engenhosa articulação comercial e de logística mundial da China que incomoda bastante os EUA. Prova disso foi a ação imediata do governo Trump no Panamá, obrigando e conseguindo que o governo daquele país saísse do Cinturão e Rota.

Coerente com o que acabou de fazer no Panamá, prega para Gaza, e aspira fazer no Canadá e Groenlândia, Trump deverá pressionar o Brasil para o governo desistir da construção da ferrovia na região Oeste, a tão sonhada saída pelo Pacífico de produtos brasileiros para a Ásia, elevando a nossa competitividade internacional. Traduzindo, ainda que a prudência recomende não entrar em “briga de cachorro grande”, agora não tem mais jeito: o Brasil está no meio do rolo China e EUA, e é alvo das disputas de empresas e governos dos dois países nos setores do agronegócio, mineral, montadoras, energia…

Exemplo do tamanho e complexidade da encrenca são os segmentos dos combustíveis fósseis e etanol e dos veículos elétricos: carros, utilitários, caminhões leves e caminhões pesados. Com os elétricos crescendo ano após ano, pode-se estimar que daqui a alguns anos a maior parte das frotas no Brasil serão de veículos movidos a eletricidade. No caso dos caminhões pesados, haverá uma verdadeira revolução, não apenas por causa da substituição de um combustível por outro, mas pela entrada de montadoras e empresas de recarga chinesas, como ocorreu com carros e utilitários.

Outro setor no qual a China incomodará os EUA é o de máquinas, equipamentos e insumos para a agricultura familiar, os muitos milhões de pequenos e médios estabelecimentos agropecuários em todo o país que historicamente sofrem todo tipo de dificuldades, agravadas nos últimos anos pela redução populacional e o envelhecimento de quem atua diretamente na produção. A menos que haja muito interesse dos EUA por esse mercado capilarizado e tecnologicamente atrasado, teremos “made in China” do Rio Grande do Sul ao Amazonas, com os estados do Nordeste à frente.

O país, para variar, não tem um “Plano BR” – o que significa que iremos ao sabor dos acontecimentos, reagindo pontualmente às ações do novo presidente dos Estados Unidos

Cotrijal prepara edição histórica da Expodireto

Feira, que ocorre de 10 a 14 de março em Não-Me-Toque, celebra 25 anos de existência

O presidente da Cotrijal, Nei César Manica, destacou o papel da feira como fórum de reivindicações

A Expodireto Cotrijal deste ano chega a uma marca histórica ao celebrar suas 25 edições. Realizada desde 2000, em Não-Me-Toque (RS), a feira foi se desenvolvendo e atualmente é uma das maiores no agronegócio nacional e internacional. O lançamento do evento foi realizado nesta segunda-feira (10), em Porto Alegre. Neste ano, a Expodireto Cotrijal ocorre de 10 a 14 de março com mais de 550 expositores confirmados. Nesta edição comemorativa, a importância do evento para o agronegócio é contada pela visão dos seus associados. “Do campo para o campo” é o mote da campanha de divulgação que traz as histórias de agricultores que participam desde as primeiras edições da feira.

“Ao longo dessas 25 edições a feira foi ganhando cada vez mais espaço e credibilidade, virou uma referência e, principalmente, palco de importantes debates e reivindicações para o produtor rural. Sentimos muito orgulho da Expodireto Cotrijal e da contribuição que ela tem dado para a sociedade”, destaca Nei César Manica, presidente da Cotrijal. “A feira é um ponto alto do calendário econômico do RS e um espaço privilegiado para a troca de experiências e conhecimentos entre os participantes”, enfatiza Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Com mais de 130 hectares, nesta semana o parque da Expodireto Cotrijal também começa a receber as empresas montadoras de estruturas e estandes. No total, o espaço deve receber mais de 3,5 mil pessoas trabalhando na pré-feira até o seu início. Os números evidenciam a evolução da feira. A área total do parque chegou, em 2023, a 130 hectares. Em 2024, todos os números atingiram recordes: foram mais de 377 mil visitantes, 577 expositores e R$ 7,9 bilhões em negócios. Já na sua primeira edição, realizada em 2000, a feira contava com espaço de 32 hectares, 41 mil visitantes, 114 expositores e R$ 21 milhões em negócios.

Feira, que ocorre de 10 a 14 de março em Não-Me-Toque, celebra 25 anos de existência

Produção de veículos aumenta 15,1% em janeiro

Exportação registrou crescimento de 52,3% no mês

A marca de 175,5 mil unidades produzidas é a maior desde janeiro de 2021

O início do ano apresentou boas notícias para o setor automotivo. A produção de veículos registrou crescimento de 15,1%. A marca de 175,5 mil unidades é a maior desde janeiro de 2021. “Essa movimentação representa uma elevação de vendas no mercado interno somada ao aumento das exportações, que estimulou as empresas a manter o ritmo elevado de produção. Além disso, essa melhora colabora com a tendência da alta de empregos”, afirmou Márcio de Lima Leite, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). As exportações mantiveram o ritmo elevado dos últimos seis meses e chegaram a um crescimento de 52,3% em comparação a janeiro de 2024. Esse aumento reflete o desempenho positivo dos mercados da América do Sul, em especial da Argentina.

Outro destaque importante para o setor está na alta dos emplacamentos, que teve crescimento de 6% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse número, alinhado com a projeção de 2025, representa o terceiro ano consecutivo com vendas em alta e atinge os níveis da indústria pré-pandemia. A participação dos eletrificados em janeiro foi de 10%, a maior da história. No segmento de pesados, o destaque foi para o emplacamento de ônibus, que atingiu 55,5% em relação a janeiro do ano passado. A produção de ônibus e caminhões também não ficou para trás, com altas de 1,3% e 13,2%. Este avanço no segmento de ônibus representa o maior janeiro dos últimos cinco anos.

Exportação registrou crescimento de 52,3% no mês

Sonho refrigerado

Gaúchos prestam tributo ao ar-condicionado

O ar-condicionado permitiu o funcionamento ininterrupto de lojas e escolas e a ocupação do sul dos Estados Unidos

Schiller escreveu a “Ode à Alegria”. Dilma Rousseff saudou a mandioca (e o milho). Paulinho da Viola homenageou Mangueira e Portela. E gaúchos e gaúchas de todas as querências estão desde a semana passada prestando tributo a Willis Carrier (1876-1950) e a sua notável invenção, o ar-condicionado.

E pensar que o equipamento foi concebido, no início do século 20, para preservar matérias-primas, e não a delicada saúde humana. A aplicação inicial da refrigeração estava nas gráficas de Nova Iorque, impedidas de funcionar a contento durante os meses de calor e umidade elevada. Logo a novidade se espalhou para indústrias de outros ramos. Percebendo que a satisfação e o desempenho dos operários aumentava com fábricas climatizadas, patrões passaram a instalar o ar-condicionado também nos escritórios onde ocorria o trabalho burocrático, ainda realizado sob as pesadas vestes formais daqueles tempos.

Provado seu valor para a labuta, foi o momento de viabilizar a principal forma de lazer da época, o cinema, até então inviável nos verões. As salas climatizadas tornaram-se chamariz publicitário. O aumento da clientela levou Hollywood a programar filmes para estrear justamente na estação mais quente, antes desprezada.

Não foi a única mudança que provocou. O ar-condicionado permitiu o funcionamento ininterrupto de lojas e escolas e a ocupação do sul dos Estados Unidos, região de altas temperaturas e baixa densidade populacional. Hoje, 90% dos domicílios norte-americanos contam com algum tipo de refrigeração.

Diferentemente do Brasil, segundo maior produtor mundial dos aparelhos, mas onde só um quarto das casas tem condicionador de ar. O que obriga muita gente a buscar nos centros comerciais um alívio. Nisso, os shoppings têm uma vantagem sobre as lojas de rua: além de fresquinhos, não sofrem com a incidência do astro-rei, que faz consumidores mudarem de calçada, preferindo a sombra – e tornando a posição solar um curioso inibidor de vendas.

Depois de décadas na Europa, o escritor norte-americano Henry Miller (1891-1980) voltou ao país natal quando da eclosão da Segunda Guerra. Lá, impressionou-se em como a urbanização e o desenvolvimento tecnológico haviam remodelado as cidades, em nítido contraste com a tradição atemporal das capitais do Velho Mundo. Contrariado, chamou os Estados Unidos de um “pesadelo refrigerado”.

O queixume de Miller podia fazer algum sentido 90 anos atrás. Atualmente, não. O último mês de janeiro foi o mais quente da série histórica no planeta, e os primeiros dias de fevereiro têm sido especialmente calorentos no sul do Brasil. Foram-se os tempos da SAPA, a simpática e fictícia Sociedade Amigos de Porto Alegre, entidade que “reunia” os moradores da capital impedidos ou desinteressados em rumar para o litoral entre janeiro e fevereiro, oferecendo-lhes de bandeja uma cidade agradavelmente vazia. Hoje, predomina a hashtag #FornoAlegre; quem pode, foge.

“Pesadelo refrigerado”? Ao contrário: o sonho é climatizado. Pesadelo é a realidade. 

Gaúchos prestam tributo ao ar-condicionado

Hackers estão usando IA para aplicar golpes no Gmail

Os usuários do Gmail precisam redobrar a atenção. Especialistas em segurança digital e até o FBI estão alertando que golpes de phishing nunca foram tão avançados como agora. A grande novidade – e preocupação – é o uso da inteligência artificial para tornar essas fraudes ainda mais convincentes, dificultando a detecção tanto por usuários quanto […]Os usuários do Gmail precisam redobrar a atenção. Especialistas em segurança digital e até o FBI estão alertando que golpes de phishing nunca foram tão avançados como agora. A grande novidade – e preocupação – é o uso da inteligência artificial para tornar essas fraudes ainda mais convincentes, dificultando a detecção tanto por usuários quanto […]

Google e outras bigtechs podem ser taxadas pelo Brasil em resposta a tarifas de Trump

O governo brasileiro está considerando taxar plataformas digitais norte-americanas, como o Google, em resposta a possíveis tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o aço e o alumínio exportados pelo Brasil. A medida, conhecida como “digital tax”, já está em estudo há meses e pode ser acelerada caso Trump oficialize o aumento das […]O governo brasileiro está considerando taxar plataformas digitais norte-americanas, como o Google, em resposta a possíveis tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o aço e o alumínio exportados pelo Brasil. A medida, conhecida como “digital tax”, já está em estudo há meses e pode ser acelerada caso Trump oficialize o aumento das […]

Google e OpenAI se unem para criar internet mais segura para crianças

selective focus photo of young girl in glasses sitting in bed while using a laptopEm um esforço global para proteger crianças online, grandes nomes da tecnologia, como Google, OpenAI e a plataforma de jogos Roblox, estão apoiando uma nova iniciativa chamada Robust Open Online Safety Tools (Roost). O projeto oferecerá ferramentas gratuitas de segurança digital para empresas e organizações que não têm recursos para desenvolver suas próprias soluções. O […]Em um esforço global para proteger crianças online, grandes nomes da tecnologia, como Google, OpenAI e a plataforma de jogos Roblox, estão apoiando uma nova iniciativa chamada Robust Open Online Safety Tools (Roost). O projeto oferecerá ferramentas gratuitas de segurança digital para empresas e organizações que não têm recursos para desenvolver suas próprias soluções. O […]