Archives Março 2022

Governo zera imposto de importação de etanol e de seis alimentos

Medida vale até o fim do ano e pretende conter inflação

Em relação ao etanol, a alíquota foi zerada tanto para o álcool misturado na gasolina como para o vendido separadamente

Até o fim do ano, o etanol e seis alimentos não pagarão imposto para entrarem no país. A redução a zero das alíquotas foi anunciada pelo Ministério da Economia, após reunião extraordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex).A medida beneficia os seguintes alimentos: café, margarina, queijo, macarrão, açúcar e óleo de soja. Em relação ao etanol, a alíquota foi zerada tanto para o álcool misturado na gasolina como para o vendido separadamente. O imposto será zerado a partir desta quarta-feira (23), quando a medida for publicada no Diário Oficial da União.

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, a medida tem como objetivo segurar a inflação. “Estamos preocupados com o impacto da inflação sobre a população. Estamos definindo redução a zero da tarifa de importação de pouco mais de sete produtos até o final do ano. Isso não resolve a inflação, isso é com política monetária, mas gera um importante incentivo”, declarou.

De acordo com a pasta, a medida fará o preço da gasolina cair até R$ 0,20 para o consumidor. Atualmente, o litro da gasolina tem 25% de álcool anidro. Por causa da alta recente dos combustíveis, o governo espera que a redução da tarifa de importação praticamente zere os efeitos do último aumento. “Temos uma estimativa que isso poderia levar a uma redução do preço da gasolina da ordem de R$ 0,20 na bomba. Isso é uma análise estática. Na prática, essa medida vai acabar arrefecendo a dinâmica de crescimento dos preços na ordem de R$ 0,20”, disse o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.

Em relação aos produtos alimentícios, o Ministério da Economia informou que os produtos beneficiados são o que mais estão pesando na inflação, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Esse indicador mede o impacto dos preços sobre as famílias de menor renda. Atualmente, o café paga Imposto de Importação de 9%; a margarina, 10,8%; o queijo, 28%; o macarrão, 14,4%; o açúcar, 16%; o óleo de soja, 9% e o etanol, 18%.

Bens de capital
A Camex também aprovou a redução em mais 10%, até o fim do ano, o Imposto de Importação sobre bens de capital (máquinas usadas em indústrias) e sobre bens de informática e de telecomunicações, como computadores, tablets e celulares. A medida pretende facilitar a compra de equipamentos usados pelos produtores industriais e baratear o preço de alguns itens tecnológicos, quase sempre importados.

Em março do ano passado, o governo tinha cortado em 10% a tarifa para a importação de bens de capital e de telecomunicações. No total, o corte chega a 20%. Até o início do ano passado, as tarifas de importação desses produtos variavam de zero a 16% para as mercadorias que pagam a tarifa externa comum (TEC) do Mercosul. Com a primeira redução, a faixa tinha passado de 0% a 14,4%. Agora, as alíquotas passaram de 0% a 12,8%.

Em novembro do ano passado, o governo reduziu em 10% a tarifa de 87% dos bens e serviços importados até o fim deste ano. Na época, o governo alegou a necessidade de aliviar os efeitos da pandemia de covid-19 e que a medida já havia sido acertada com a Argentina. Segundo o Ministério da Economia, o governo deverá deixar de arrecadar R$ 1 bilhão com as medidas até o fim do ano.

Com Agência Brasil

Medida vale até o fim do ano e pretende conter inflação

Estados do Codesul vão aumentar planejamento integrado de ferrovias e rodovias

Grupo de trabalho vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados

Com o novo traçado entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná, o governo de Santa Catarina também prevê ampliação de sua malha ferroviária, de Leste a Oeste e também entre os portos de Itajaí e Araquari

Os quatro estados que compõem o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul) planejam projetos conjuntos para melhorar a infraestrutura da região, com destaque para os modais rodoviários e ferroviários. Os governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior; e de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva; o vice-governador do Rio Grande do Sul, Ranolfo Vieira Junior; e o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, discutiram o tema nesta segunda-feira (21), em Chapecó (SC), na primeira reunião do ano do bloco.

Eles assinaram a resolução que cria o grupo de trabalho para o planejamento integrado de rodovias e ferrovias do Codesul, que vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados, que estão entre os principais produtores do agronegócio brasileiro. O projeto de maior envergadura nessa área é a Nova Ferroeste, que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, no Litoral do Estado, e tem nos planos um ramal interligando Cascavel e Chapecó, cidades do Oeste paranaense e catarinense.

Ratinho Junior destacou que o projeto da nova ferrovia, que terá 1,3 mil quilômetros de extensão e investimento previsto de R$ 30 bilhões, está bastante avançado. A previsão é que as audiências públicas ocorram em abril. A liberação da licença prévia deve sair no final de maio, com a expectativa de que o projeto vá a leilão na Bolsa de Valores ainda neste semestre. “Iniciamos os estudos para a ampliação da ferrovia em 2019, mas a discussão para ligar Maracaju ao Porto de Paranaguá vem de décadas. O Mato Grosso do Sul depende muito do porto e é também um grande fornecedor de matéria prima para a produção de proteína animal. Paraná e Santa Catarina respondem por 70% da carne de porco e de frango exportada pelo Brasil”, salientou.

Segundo o estudo de viabilidade técnica, a Nova Ferroeste terá capacidade de transportar 38 milhões de toneladas de produtos já no primeiro ano de operação plena, tornando-se o segundo maior corredor de exportação de grãos e de proteína animal do País, atrás apenas da malha paulista. “Dentro dos estudos que fizemos, se chegou à possibilidade de construção de um ramal até Chapecó. Os produtores de proteína animal são muito dependentes dos grãos produzidos no Mato Grosso do Sul. Essa conexão vai criar um grande corredor de insumos para o Paraná e Santa Catarina e, no caminho inverso, de fertilizantes para o Mato Grosso do Sul”, relatou o governador.

Com o novo traçado entre o Mato Grosso do Sul e o Paraná, o governo de Santa Catarina também prevê ampliação de sua malha ferroviária, de Leste a Oeste do Estado e também entre os portos de Itajaí e Araquari. “É uma visão de futuro para Santa Catarina. Com a conexão entre Cascavel e Chapecó, vamos começar a trabalhar com projetos de Chapecó até o Planalto Serrano de Santa Catarina, formando um importante corredor Leste-Oeste”, explicou Carlo Moisés.

“Ao invés de rejeitar qualquer projeto que venha de outro estado, queremos aproveitar a integração que já temos através do Codesul. Os quatro estados são muito parecidos economicamente, e uma integração logística regional trará ganhos de eficiência, além da redução dos custos de transporte da produção e de insumos, principalmente para o Oeste catarinense. São investimentos coordenados, de médio a longo prazo”, destacou o governador de Santa Catarina. Ele também autorizou o lançamento de dois editais de licitação para projetos que criam novas ferrovias em Santa Catarina. Trata-se do Corredor Ferroviário Catarinense, que ligará Chapecó a Correia Pinto e terá 319 quilômetros de extensão, e a nova Ferrovia Interportos, entre Itajaí e Araquari, com 72 quilômetros de comprimento. Segundo o planejamento estratégico para o ano de 2035, Santa Catarina contará com 2,1 mil quilômetros de ferrovias em operação, o que inclui a construção de novos ramais, a recuperação de trechos e a manutenção dos traçados já existentes.

Grande exportador de grãos, o Mato Grosso do Sul não tem saída para o mar e conta com a integração logística com os outros estados para o acesso ao mercado internacional. “Temos um posicionamento muito forte em buscar saídas logísticas, exatamente pela dificuldade de acessar os portos”, explicou Jaime Verruck. “A competitividade do Mato Grosso do Sul passa necessariamente pela redução dos custos de transporte, e o nosso foco é a ferrovia. A Nova Ferroeste vai adentrar justamente na maior região produtora do Estado, 60% do que produzimos está no eixo da ferrovia”, salientou o secretário do Mato Grosso do Sul.”A forma como a malha está sendo concebida, de não adentrar unidades de conservação, áreas indígenas e quilombolas, antecipou muito o cronograma. A ferrovia vai gerar o desenvolvimento integrado de todas as regiões, já que ela também se conecta com a Malha Oeste, promovendo uma integração nacional”, complementou.

Durante o encontro, também foi firmado um termo de cooperação técnica para elaboração do diagnóstico e mapeamento de áreas desmatadas nos quatro estados-membro, por meio do compartilhamento da ferramenta Sistema Integrado de Monitoramento e Alertas de Desmatamento de Santa Catarina (Simad/SC). A ferramenta detecta, registra e gera alertas precisos de desmatamento após cruzamento de diversos bancos de dados e imagens de satélites. O código-fonte do sistema será compartilhado com os demais estados, para a criação de um banco de dados conjunto para observar onde há a supressão ilegal da vegetação. Em contrapartida, os governos estaduais compartilharão estudos, ações, programas e resultados relacionados ao tema. 

“A integração proporcionada pelo Codesul é um importante auxílio no desenvolvimento socioeconômico conjunto dos quatro Estados, e os temas tratados no encontro de hoje confirmam isso. Especialmente a pauta do meio ambiente, com a assinatura deste importante termo de cooperação para que os Estados possam desenvolver ferramentas semelhantes ao Simad, para monitoramento e alerta de desmatamentos”, destacou Ranolfo. No final do evento, o vice-governador convidou os integrantes do conselho para o South Summit, de 4 a 6 de maio, em Porto Alegre. “Um dos maiores eventos mundiais de inovação e tecnologia, que pela primeira vez ocorrerá fora da Europa. Por isso, deixo aqui o convite para que as equipes dos demais estados prestigiem o evento e aprofundem a discussão nesse tema tão importante”, finalizou.

A última reunião do Codesul havia sido em novembro do ano passado em Curitiba, no Paraná. O próximo encontro esta previsto ainda para este semestre. Criado em 1961, o Codesul integrava, primeiramente, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e, em 1992, passou a contar também com o Mato Grosso do Sul. O principal objetivo do conselho é buscar alternativas aos desequilíbrios regionais e potencializar questões comuns aos estados-membros, sobretudo em questões essenciais como desenvolvimento econômico e social, além de fomentar a integração dos quatro estados com o Mercosul.

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Grupo de trabalho vai concentrar as ações para a integração logística entre os estados

Confiança do comércio encerra trimestre em queda

Com inflação persistente e guerra na Ucrânia, Icec mantém tendência negativa em março

Os efeitos da inflação persistente e a recente transmissão do aumento dos combustíveis a outros preços são elementos-chave que explicam a evolução da baixa confiança empresarial

A confiança do comerciante recuou 1,3% em março, mantendo a tendência apresentada em fevereiro (-1,2%). Com o resultado, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), encerra o primeiro semestre com queda acumulada de 1,12%. Segundo o levantamento, os efeitos da inflação persistente e a recente transmissão do aumento dos combustíveis a outros preços são elementos-chave que explicam a evolução da baixa confiança empresarial.

A guerra na Ucrânia também é um fator de peso para o resultado. O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que o quadro internacional gera um cenário de incertezas. “O conflito deve influenciar, juntamente com comportamento dos valores internos, o crescimento da inflação. Os preços, em geral, devem permanecer em alta, principalmente em virtude da escalada dos combustíveis e das commodities”, destaca Trados.

Todos os índices que compõem o Icec registraram variações negativas, com destaque para condições atuais, que recuou 1,6%, enquanto expectativas e intenção de investimentos apresentaram retrações de 1,2% e 1,1%, respectivamente. O indicador, no entanto, manteve-se na zona de satisfação (acima dos 100 pontos), registrando 118 pontos.

Mais estoques e menos contratações
No índice de intenção de investimentos, apenas um subíndice apresentou variação positiva, o relativo às intenções de investir em estoques, que cresceu 1,2%. O mesmo grupo, no entanto, também registrou a variação negativa mais expressiva entre todos os subíndices, de 3,5% em intenções de investimento em contratação de funcionários.

O economista da CNC responsável pela análise, Antonio Everton, avalia que, apesar de constituir a segunda retração consecutiva e com mais força que no mês anterior (-0,4% em fevereiro), a queda da intenção de contratar funcionários pode indicar ajustes nas empresas. “A variação pode sinalizar uma adequação nos custos operacionais a uma perspectiva de menor faturamento”, revela.

O economista ainda observa que o clima de menor confiança é agravado pela sazonalidade. Todo início de ano, a chegada de impostos aumentados (IPTU e IPVA), novos valores para condomínio e mensalidade escolar pesam nos orçamentos. Além disso, os juros reais por volta de 5% acima da inflação encarecem o custo da tomada do crédito. “São fatos que também afetam a percepção dos empresários do comércio para uma conjuntura relativamente mais difícil”, lembra o economista.

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Com inflação persistente e guerra na Ucrânia, Icec mantém tendência negativa em março

Alimentos na Ásia: tensão e riscos

A China tornou-se fator de tensão nesse mercado, conforme aumentava suas compras a partir dos anos 2000

Pelo fato da China ser a maior compradora de produtos agropecuários do Brasil, e da enorme capacidade instalada do setor no país, estruturado para atender o seu maior cliente, os riscos e tensões do abastecimento alimentar chinês afetam diretamente o Agro brasileiro

Reza a lenda que durante a “Guerra Fria” os chineses tinham em estoque uma safra de grãos, armazenados em locais à prova de bombardeios. Com as Reformas, a partir de 1980, a China reduziu a quantidade de grãos armazenados, mas não abriu mão do seu estoque de segurança. Evita informar a quantidade real estocada (se for equivalente a uma safra, a de 2020 atingiu 670 milhões de toneladas), porque ela lhe garante segurança alimentar e independência comercial em relação aos seus maiores fornecedores de alimentos – Brasil, Estados Unidos (EUA) e União Europeia (UE) –, responsáveis por 51% do total importado pela China em 2020.

Parece exagero estocar tanta comida, mas tem suas razões históricas: dezenas de milhões de pessoas morreram de fome na Ásia, nos séculos 20 (1943, na Índia; 1945, no Vietnã; e 1959-62, na China) e 19 (Índia em 1876-78, seis a dez milhões de mortos; e China em 1876-79, dez milhões de mortos nas províncias da região norte). Além dessa tragédia quase no final do século 19, a população chinesa enfrentou mais fomes de grandes proporções, durante as guerras do Ópio (1839-42 e 1956-60); a rebelião Taiping (1850-64); e a rebelião Dungan (1862-1877 e 1895-1896). Esses episódios ainda estão presentes na memória da população, desses e dos demais países asiáticos, todos eles sempre às voltas com os riscos da escassez de alimentos, por razões naturais (secas, inundações, tufões), crises econômicas, conflitos armados etc.

A China entrou no século 19 com 400 milhões de habitantes, muito mais gente na época do que a agricultura dava conta de alimentar. Estima-se que 20 milhões de pessoas morreram durante a rebelião Taiping – é razoável supor que parte expressiva desse total tenha sido de fome. Hoje o país tem 1,4 bilhão de pessoas, um bilhão a mais do que havia no século 19. Garantir alimentos em quantidade suficiente e preços acessíveis para tanta gente é responsabilidade que mantêm os governos sob tensão permanente.

Importando mais de US$ 150 bilhões de alimentos por ano, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a China tornou-se fator de tensão nesse mercado, conforme aumentava suas compras a partir dos anos 2000. A razão desse aumento constante das importações chinesas é simples: apesar dos esforços para aumentar a sua produção de alimentos, o consumo cresceu mais rápido, por causa do crescente poder aquisitivo da sua população – no período de 1980 a 2020, quase 800 milhões de pessoas saíram da condição de pobreza na China.

Com a pandemia, a tensão no mercado mundial de alimentos aumentou: os fretes marítimos encareceram muito; mesmo caros, faltaram navios; e a demora excessiva das viagens causou prejuízos consideráveis. Agora, com o ataque militar da Rússia contra a Ucrânia, ambos grandes exportadores de grãos e fertilizantes, o risco de duplo desabastecimento virou realidade, porque a Ásia utiliza mais do que o dobro da quantidade de fertilizantes usados nas Américas e Europa, e é quem mais come no mundo.

Taco a taco com a China na quantidade de habitantes, a Índia não é páreo para os chineses quando se trata de comida: produz metade da quantidade de grãos e de batatas que o vizinho; não come carne bovina; quase não importa alimentos; e ainda se dá ao luxo de exportar arroz e trigo! Infelizmente, não se trata de mágica: a Índia é o país com mais famintos no continente asiático, de acordo com estudo publicado em 2021, da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura.

Pelo fato da China ser a maior compradora de produtos agropecuários do Brasil, e da enorme capacidade instalada do setor no país, estruturado para atender o seu maior cliente, os riscos e tensões do abastecimento alimentar chinês afetam diretamente o Agro brasileiro. E o Brasil como um todo, porque aqui não há mais estoque de alimentos, para garantir um mínimo de segurança ou para regular preços, e o país, que é um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, segue importando arroz, feijão e trigo, por não produzir o suficiente para alimentar a população. E segue também importando fertilizantes – 75% a 95% do que utiliza –, inacreditável “tendão de Aquiles” do Agro brasileiro, que exportou quase meio trilhão de dólares de 2000 a 2020, e não conseguiu eliminar esse gargalo estratégico. Essas e outras questões sobre o mercado asiático de alimentos são alvo de análises da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e estão disponíveis no site da instituição.

Por tudo isso, os próximos meses serão angustiantes para quem atua no mercado de alimentos na Ásia, porque no conflito Rússia-Ucrânia estão diretamente envolvidos os EUA e a UE, e por tabela toda a Ásia. Provavelmente a China está preparada para esse cenário quase caótico (“China pós-Covid 19: um alerta ao agronegócio brasileiro”), por sua tradição de planejamento e por levar a segurança alimentar a sério – desde o ano passado tem emitido fortes sinais nesse sentido, e no início de março, durante as atividades parlamentares nacionais conhecidas como “Duas Sessões”, novamente esse tema foi destaque.

Ao mesmo tempo, o país segue política de tolerância zero com o Covid, fechando grandes cidades e restringindo o acesso a outras, quando surgem casos confirmados de contaminação. Caso se prolongue o conflito, e falte fertilizantes para a safra 2022/23, ficará muito mais tensa a situação alimentar na Índia e em outros países da Ásia, e será “tempestade perfeita” no Brasil: quedas na produção, produtividade e rentabilidade; escassez interna e preços nas alturas; e intensa demanda internacional com cotações elevadas (em moedas sobrevalorizadas em relação ao real). Confirmando-se esse cenário assustador, a fome no Brasil poderá aumentar em proporção inédita – dos atuais 10%, para os 32% da população que sobrevivem abaixo da linha de pobreza, segundo a Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgadas em 3 de dezembro de 2021.

A China tornou-se fator de tensão nesse mercado, conforme aumentava suas compras a partir dos anos 2000

Mercado aumenta estimativa da inflação para 6,59% este ano

Para os agentes econômicos, a Selic deve ficar em 13%

É a décima vez consecutiva que o mercado aumenta a previsão para o IPCA

O mercado financeiro aumentou pela décima vez consecutiva a previsão de inflação para este ano. Segundo projeção do Boletim Focus, divulgada pelo Banco Central, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve fechar este ano em 6,59%. Há uma semana, a projeção do mercado era de que a inflação este ano ficasse em 6,45%. Há quatro semanas, a previsão era de 5,56%.

Divulgado semanalmente, o Boletim Focus reúne a projeção de cerca de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Para 2023, o mercado também aumentou a projeção da variação do IPCA. Com isso, a projeção desta semana aponta uma inflação de 3,75% ante os 3,71% projetados na semana passada.

O Focus também elevou a previsão do PIB registrada há sete dias. A nova projeção é de PIB de 0,50%, em 2022, ante o 0,49% previsto na semana passada. O mercado também projetou alta para a taxa básica de juros, a Selic, para 2022. Para o mercado, a Selic deve ficar em 13%, ante os 12,75% ao ano da semana passada. Na quarta-feira passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, de 10,75% para 11,75% ao ano para conter a alta nos preços. No que diz respeito ao câmbio, a expectativa do mercado para a cotação do dólar em 2022 ficou em R$ 5,30, a mesma da semana passada.

Com Agência Brasil

Para os agentes econômicos, a Selic deve ficar em 13%

Rudolph anuncia que receita chega a quase R$ 180 milhões

Um dos alicerces para o crescimento foi redirecionar o foco na indústria automotiva pesada

“O automotivo pesado já superou, para nós, o automotivo leve, em distribuição de receitas”, conta o CEO da Rudolph, Alex Marson

Provedor de soluções para sistemas mecânicos, com forte presença no setor automotivo, a Rudolph Investimentos e Participações, de Timbó (SC), cresceu 74,4% entre 2020 e 2021, atingindo receita operacional líquida de R$ 178,9 milhões. Em seu balanço, anunciou ter superado todos os recordes históricos, nos quase 50 anos da companhia. Sobre 2019, período anterior à pandemia, o incremento foi de 49%. “A expressiva marca é reflexo de crescimento sólido e consistente da receita em todas as empresas do grupo ao longo do ano”, registra o balanço divulgado na semana passada. A média anual de evolução do resultado, nos últimos cinco anos, chega a 18,8%.

No período de 2017 a 2021, as vendas saltaram 137%, enquanto o mercado automotivo, segundo dados da Anfavea, que reúne as indústrias do setor, registrou aumento de apenas 3%. “A Rudolph se destaca, superando a cada ano os níveis de crescimento da produção automotiva brasileira e seu planejamento estratégico”, analisa a diretoria da indústria catarinense, em nota.

Entre as alavancas para os avanços registrados, estão a contratação de novos negócios com clientes estratégicos – em volume anualizado de R$ 30,7 milhões – e o desenvolvimento de novos produtos. Os principais segmentos beneficiados com a expansão são o automotivo pesado e a agroindústria. Para 2022, a empresa planeja investimentos de R$ 18,7 milhões, em vários projetos, com ênfase para a inovação tecnológica.

O CEO da Rudolph, Alex Marson, avalia que um dos alicerces para esse incremento foi redirecionar o foco na indústria automotiva pesada e, mais recentemente, no agronegócio, que estariam mais blindados a oscilações conjunturais. “O automotivo pesado já superou, para nós, o automotivo leve, em distribuição de receitas. É uma alteração significativa na carteira de produtos da Rudolph, do ponto de vista dos segmentos em que opera”, nota.

Outro fator foi concentrar a oferta de valor da companhia no desenvolvimento de soluções completas com especialização em usinagem, indo além da competência primária, o fornecimento de produtos usinados. Na avaliação de Marson, os resultados de 2021 demonstram a eficácia na integração do grupo, abrindo caminho para a evolução e expansão dos negócios.

Um dos alicerces para o crescimento foi redirecionar o foco na indústria automotiva pesada

Preço médio do litro de gasolina no país é de R$ 7,26

Diesel sofreu reajuste de 55,8% em um ano

O levantamento foi feito pela ANP no último dia 13, logo após o aumento promovido pela Petrobras, no dia 10 deste mês

O preço médio do litro da gasolina no país está em R$ 7,26, segundo os dados disponíveis na página da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O levantamento foi feito pela agência no último dia 13, logo após o aumento promovido pela Petrobras, no dia 10 deste mês.

Em uma semana, o aumento foi de 8,68%. No dia 6, o litro da gasolina era vendido, em média, a R$ 6,68. No período de 12 meses, o litro do combustível no país passou de R$ 5,59, no dia 14 de março de 2021, para os atuais R$ 7,26. A elevação é de 29,8% em um ano.

Logo após o aumento promovido pela Petrobras, o óleo diesel estava sendo vendido a R$ 6,75, no último dia 13. Uma semana antes, no dia 6, o valor era R$ 5,91, o que representou um aumento de14%. No período de 12 meses, o litro médio do diesel no país saltou de R$ 4,33, em 14 de março de 2021, para R$ 6,75, o que representa um aumento de 55,8%.

Segundo levantamento da ANP, o metro cúbico do Gás Natural Veicular (GNV), na média nacional, era vendido a R$ 4,74 no último dia 13. Um ano antes, valia R$ 3,24. O aumento foi de 46%. O GNV é muito utilizado por motoristas de táxi e aplicativos, impactando diretamente na remuneração da categoria.

Os dados podem ser acessados na página da ANP na internet.

Com Agência Brasil

Diesel sofreu reajuste de 55,8% em um ano

Android 13 vai exigir que aplicativos peçam permissão para notificações

Android 13 Developer Preview 2 vai incluir uma mudança na forma como a plataforma fornece notificações.

Enquanto que nas versões anteriores do Android qualquer app instalado recebia autorização para enviar notificações, os aps criados para o Android 13 precisarão solicitar permissão antes de enviar qualquer alerta.

A novidade no Android poderá ser útil se você estiver cansado de ter que desabilitar notificações para aplicativos que os habilitam por padrão.

Os desenvolvedores, por sua vez, podem estabelecer permissões de “downgrade” que diminuem quando não são mais necessárias.

Um aplicativo que antes precisava acessar sua localização pode desativá-lo se um recurso relevante for desativado ou se a permissão não for mais necessária no Android 13.

É necessário um Google Pixel 4, Pixel 4a ou mais recente para carregar o Android 13 DP2 fora de um emulador.

Android 13 Developer Preview 2 vai incluir uma mudança na forma como a plataforma fornece notificações. Enquanto que nas versões anteriores do Android qualquer app instalado recebia autorização para enviar notificações, os aps criados para o Android 13 precisarão solicitar permissão antes de enviar qualquer …

Cabo submarino do Google conectará Togo à Europa

O cabo de internet subaquático Equiano do Google que conecta a Cidade do Cabo, África do Sul a Lisboa, Portugal – desembarcou em Lomé, Togo, disse a empresa. 

O enorme cabo de fibra óptica descrito como o primeiro do Google a ir da África à Europa, e espera-se que traga conectividade à Internet para milhões de pessoas em ambos os continentes. 

Isso será especialmente impactante no Togo, onde 74% das pessoas não têm acesso à internet. É esperado que o cabo entregue 20 vezes mais capacidade de internet para a região.

O Google começou a investir pesadamente em internet a cabo submarino em 2010, como parte de um consórcio — um total de 19 cabos submarinos. 

Seu projeto concluído mais recentemente, Dunant, entrou em serviço em janeiro de 2021 e vai de Virginia Beach até a costa francesa.

O cabo de internet subaquático Equiano do Google que conecta a Cidade do Cabo, África do Sul a Lisboa, Portugal – desembarcou em Lomé, Togo, disse a empresa.  O enorme cabo de fibra óptica descrito como o primeiro do Google a ir da África à Europa, e …

Matriz de risco aponta apenas duas regiões em nível alto

Outras 15 localidades estão no nível moderado

A região com a maior quantidade de casos ativos hoje, proporcionalmente à população, é a Oeste, que tem 195 para cada 100 mil habitantes

A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (19) aponta 15 regiões classificadas no nível moderado (cor azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio-Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê, e apenas duas regiões no nível alto (cor amarela): Nordeste e Vale do Itapocu.

Em um comparativo com o relatório divulgado na semana anterior, oito regiões permaneceram estáveis no nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna e Xanxerê, e houve melhora nos indicadores de sete regiões que estavam classificadas no nível alto (amarelo) e passaram a ser classificadas no nível moderado (azul): Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte e Serra Catarinense. Em compensação, houve piora nos indicadores da região do Vale do Itapocu, que estava classificada no nível Moderado (azul) e passou a ser classificado no nível Alto (Amarelo), juntando-se à região Nordeste que se manteve estável no nível Alto de risco.

A dimensão da gravidade expressa os diferentes níveis de gravidade da pandemia no atual momento em cada uma das regiões. É composta por dois indicadores: o número de óbitos de Covid-19 acumulados nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes e a tendência de curto prazo (3 semanas) para ocorrência de novos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave. Nela, um total de doze regiões foram classificadas no nível alto (amarelo): Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte e Vale do Itapocu Outras cinco localidades foram classificadas no nível grave (laranja): Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Nordeste, Serra Catarinense e Xanxerê.

A dimensão da transmissibilidade busca medir o nível de disseminação da Covid-19 na população. É composta por dois indicadores, o número de casos ativos (infectantes) por 100 mil habitantes e o número de reprodução efetivo da infecção (Rt). Nesse caso, 14 regiões foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê. Outras Três regiões foram classificadas no nível de alto (amarelo), Laguna, Oeste e Vale do Itapocu.

A dimensão da proteção específica busca expressar o impacto de ações voltadas para redução da ocorrência de formas graves da Covid-19 na população em geral e em grupos mais vulneráveis. Ela é composta pelos indicadores de cobertura vacinal do esquema primário de vacinação contra a Covid-19 na população geral (duas doses ou dose única) e da cobertura da dose de reforço na população com 60 anos ou mais de idade. Nela, seis regiões foram classificadas como nível moderado (azul): Alto Uruguai Catarinense, Extremo Oeste, Meio Oeste, Oeste, Serra Catarinense e Xanxerê. Outras 11 regiões foram classificadas no nível alto (amarelo), Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Nordeste, Planalto Norte e Vale do Itapocu.

Por fim, a dimensão da capacidade de atenção revela o grau de comprometimento da rede de atenção de alta complexidade para prestar atendimento a pacientes com quadros graves de Covid-19. É composta pelo indicador de taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto para tratamento de Covid-19 em relação ao total de leitos de UTI Adulto disponíveis em Santa Catarina.

Nesta dimensão, observou-se um total de 15 regiões com a capacidade de atenção moderada (azul), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 adulto abaixo de 20%, Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Xanxerê. Outras duas regiões estão com a capacidade de atenção alta (amarelo), com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 adulto entre 20 e 40%, Nordeste e Vale do Itapocu.

Os dados apontam que há 271 municípios sem registros de óbitos nos últimos sete dias, incluindo cidades como São José, Criciúma, Tubarão, Camboriú e Caçador. Estima-se que haja 29 municípios com o número de casos ativos zerado. A região com a maior quantidade de casos ativos hoje, proporcionalmente à população, é a Oeste, que tem 195 para cada 100 mil habitantes. Em seguida, estão Meio-Oeste (142) e Serra (139). As que menos têm são Foz do Rio Itajaí (43), Alto Vale do Itajaí (46) e Médio Vale do Itajaí (49).

O principal objetivo da matriz de risco de Santa Catarina é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Outras 15 localidades estão no nível moderado

Paraná entra na mira de expansão da 5àsec

Com 23 operações no Estado, rede planeja investir R$ 2,5 mi com abertura de 10 pontos de venda

Atualmente, a rede está presente em todo o território nacional e tem a operação brasileira como a maior do mundo no segmento

Ao atingir a meta de 500 pontos de vendas, a 5àsec, maior rede de lavanderias do Brasil, mira o Paraná, na região Sul do País, para ampliar ainda mais sua presença no Estado. Com 23 unidades ativas, a franquia planeja abrir 10 operações em solo paranaense e investir R$ 2,5 milhões com essas implantações, além de gerar 30 postos de trabalho. O movimento faz parte do plano de expansão da marca para este ano, que consiste na abertura de mais 50 pontos de venda, tendo como foco os estados que compõem as regiões Sul e Centro-Oeste. Atualmente, a rede está presente em todo o território nacional e tem a operação brasileira como a maior do mundo no segmento.

A aposta da marca para a expansão na região é a 5àsec Express, um modelo mais enxuto que não requer um amplo espaço para a implantação. Com um investimento menor, comparado ao modelo tradicional, a operação conta com os principais serviços oferecidos pela rede, como a limpeza de roupas casuais, de festa, itens de cama, mesa e banho, além de pelúcias, cortinas, carrinhos e bebê conforto. Para ser um franqueado deste formato de negócio, o investimento inicial é a partir de R$ 250 mil.

Para o primeiro semestre deste ano, a marca já possui em sua programação a abertura de quatro novas operações, sendo duas unidades em Curitiba, capital do Paraná, uma em Campo Mourão, na região Centro-Oeste, e outra em Pato Branco, no sudoeste do Estado. Já de julho a dezembro de 2022, é esperada a implantação de mais seis franquias. As cidades que estão na mira da 5àsec são Colombo, Toledo, Guarapuava, Paranaguá, Apucarana, Araucária, além da ampliação de presença na capital.

“Ainda temos muito espaço para crescer no interior do Brasil. Dessa forma, criamos um modelo de negócio pensado para cidades menores, mas que contam com um grande potencial para o varejo e o segmento de serviços”, pontua Alex Quezada, vice-presidente de expansão e novos negócios da marca. A rede também pretende aumentar a sua presença em condomínios residenciais ou corporativos com a implantação de lockers, mais conhecidos como armários digitais. “Isso auxilia nas vendas, principalmente para um público que precisa de praticidade e está acostumado com o delivery”, Quezada finaliza.

Com 23 operações no Estado, rede planeja investir R$ 2,5 mi com abertura de 10 pontos de venda

Portobello projeta faturar 20% a mais neste ano

Em 2021 companhia catarinense viu seu faturamento e lucro avançarem

A Portobello é a 128ª maior empresa da região e também a 29ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

Se 2021 já foi bom para o Grupo Portobello, este ano promete ainda mais. Depois de ver seu faturamento e lucro aumentarem (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem), a companhia catarinense projeta que as vendas serão 20% maiores em 2022. Uma prova de que isso pode ser viável é o resultado do primeiro bimestre. Em janeiro e fevereiro, a companhia apresentou crescimento de receita líquida de 25% comparando com o mesmo período em 2021. Tudo isso em razão de que o mercado de revestimentos cerâmicos continua vivendo um momento muito positivo, com demanda elevada.

Mantendo a diretriz estratégica de crescimento internacional, a Portobello iniciou no quarto trimestre as obras da nova planta nos Estados Unidos. O projeto da nova unidade deve entrar em operação no início de 2023 com um investimento de US$ 160 milhões, sendo aproximadamente 50% financiado com operação de BtS (Built to Suit, que pode ser definida como uma operação imobiliária na qual o locador constrói ou reforma um edifício em seu terreno ou adquire inicialmente um terreno determinado pelo Locatário, e esse se compromete em alugar o imóvel por tempo determinado pagando os alugueres devidos). A outra metade terá recursos próprios para compra de equipamentos com financiamento de longo prazo de fornecedores. O projeto está na fase final de contratação de um parceiro internacional para financiamento de longo prazo em uma operação BtS.

Os investimentos entre outubro e dezembro totalizaram R$ 47,6 milhões, sendo que 38% foram destinados a investimentos na Unidade de Negócios Portobello América e 50% para investimentos na planta de Tijucas (SC). No ano de 2021, o valor aportado foi de R$ 114,8 milhões, dos quais, 34% destinados a investimentos na Portobello América, 36% foram destinados à planta de Tijucas. Os demais valores de investimentos foram destinados principalmente aos projetos comerciais da Unidade Portobello Shop e projetos corporativos do grupo.

A Portobello é a 128ª maior empresa da região e também a 29ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

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Em 2021 companhia catarinense viu seu faturamento e lucro avançarem

Lojas Renner vê receita avançar em 2021

O lucro, no entanto, caiu mais de 40%

No quarto trimestre, a companhia manteve o elevado ritmo de vendas observado no trimestre anterior, beneficiado pelo aumento da mobilidade

A Lojas Renner fechou dezembro com receita líquida de R$ 9,5 bilhões, um salto de 40,1% em relação ao ano de 2020. Já o lucro líquido fez o caminho inverso: caiu 42,2%, para R$ 663,1 milhões (veja os principais resultados da Renner na tabela ao final desta reportagem).

No quarto trimestre, a companhia manteve o elevado ritmo de vendas observado no trimestre anterior, beneficiado pelo avanço da vacinação no Brasil, que contribuiu para o retorno das atividades sociais, com aumento da mobilidade. “Ainda que o fluxo fosse menor que o usual para o período, ele foi gradualmente se recompondo, com maior conversão e aumento de ticket e itens por sacola”, revela a varejista em seu relatório anual.

“O trimestre teve início com destaque na semana do Dia das Crianças, que foi recorde. O evento da Black Friday, por sua vez, destacou-se pela qualidade das operações, com melhor composição dos estoques e serviços aos clientes, especialmente no canal digital. Ressalta-se ainda que a Lojas Renner foi a marca de moda mais lembrada da Black Friday para compras online, com o dobro de pontuação versus o segundo colocado, conforme dados do Ebit. Já o período de Natal também apresentou boa performance, alinhada às expectativas da Companhia. A assertividade da coleção de alto-verão e a correta execução das operações no principal evento do ano foram também destaque no período”, relata a Renner.

A Camicado também se beneficiou do aumento da mobilidade, bem como de melhorias em sortimento e na operação da loja. Os canais digitais seguiram sendo destaque, representando 27,9% das vendas do período e foram beneficiados, entre outros fatores, pelo aumento da participação dos novos canais, com destaque para o WhatsApp. A receita líquida da marca cresceu 8,8% ante 2020, período em que houve maior demanda por itens de casa e decoração, quando os consumidores passavam mais tempo em casa.

Na Youcom, a receita líquida apresentou alta de 39,9% ante o quarto trimestre de 2020, também resultado da retomada gradual da mobilidade. A ampliação da oferta de mix, bem como a consolidação da categoria de jeans jovem igualmente favoreceram este desempenho. Ainda, nos primeiros meses de 2022, a marca segue com crescimento acelerado. No ano, a companhia investiu em toda a operação R$ 544 milhões, metade do valor de 2020.

A Renner é a 16ª maior empresa da região e também a quinta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

O lucro, no entanto, caiu mais de 40%

Petrobras defende reajustes de preços para evitar desabastecimento

Ajustes são feitos de acordo com o mercado internacional, avalia empresa

A empresa diz que os aumentos só refletiam parte da elevação dos preços internacionais do petróleo

A Petrobras divulgou uma nota à imprensa em que defende o reajuste de preços de combustíveis de acordo com o mercado internacional de petróleo. A estatal brasileira informou que esse movimento é necessário para evitar riscos de desabastecimento. De acordo com a estatal, ajustes de preços são importantes para que o mercado brasileiro continue sendo suprido por distribuidores, importadores e produtores.

A Petrobras informou que os reajustes anunciados no dia 10 de março, que incluíram aumentos de 18% na gasolina e de 24,9% no óleo diesel, foram uma resposta à disparada dos preços internacionais, resultante da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro.

Segundo a nota, a Petrobras só fez o reajuste no dia 11 de março, ou seja, duas semanas depois. Ainda assim, a empresa diz que os aumentos só refletiam parte da elevação dos preços internacionais do petróleo, “que foram fortemente impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia”.

A companhia destacou ainda que “tem sensibilidade quanto aos impactos dos preços na sociedade e mantém monitoramento diário do mercado nesse momento desafiador e de alta volatilidade, não podendo antecipar decisões sobre manutenção ou ajustes de preços”.

Com Agência Brasil

Ajustes são feitos de acordo com o mercado internacional, avalia empresa

A vida é feita de decisões

Algumas delas tendem a ser difíceis

No mundo corporativo, vejo que o sucesso de profissionais tem muita relação com as decisões assertivas as quais essas pessoas tomam em seu dia a dia de trabalho

Você já parou para pensar em quantas decisões você toma diariamente em sua vida? Sim, a todo momento estamos decidindo por algo. Sejam elas pequenas ou não, estamos sempre optando por uma coisa ou outra. Do simples ato de escovar os dentes pela manhã, ou não. De escolher um caminho alternativo para o trabalho ou fazer o de sempre, de comer carne bovina ou um peixe no almoço e por aí vai.

Porém, a vida também vai nos exigir, de tempos em tempos, que tomemos decisões difíceis que podem mudar o curso de nossas vidas ou até mesmo de outras pessoas: como a venda de um imóvel, o fechamento de uma empresa, fazer um pedido de casamento, trocar de emprego, pedir demissão, desligar alguém da equipe entre outros. Independentemente do grau, as decisões fazem parte de nossas vidas. Não tem como fugir delas. Não decidir por algo, também é uma decisão.

No mundo corporativo, vejo que o sucesso de profissionais tem muita relação com as decisões assertivas as quais essas pessoas tomam em seu dia a dia de trabalho, somado ao aprendizado que conseguem extrair quando erram. Não devemos ter medo de decidir por algo. O que devemos tentar exercitar é olhar para o cenário e para as consequências de curto, médio e, às vezes, a longo prazo. O bom do mundo do trabalho, por exemplo, é que em muitos casos podemos ser mais assertivos à medida que planejamos nossas ações.

O planejar, somado à experiência técnica e ao conhecimento geral, nos faz profissionais mais aptos a tomar decisões que melhores se encaixam em determinados cenários. Quando nos posicionamos, amadurecemos. Decidir nos deixa mais leves.

Logo, pense nisto: quais foram nos últimos tempos as decisões em sua vida profissional que o levaram para o ponto atual de sua carreira, seja ela de êxito, seja ela de turbulência. Faça esse exercício. Se a resposta for a de que você está mais acertando do que errando, siga na linha e aproveite esse seu ponto forte.

Se identificar mais erros do que acertos, pare, respire e analise quais os pontos estão levando você a tomar decisões equivocadas e mude o curso e/ou a estratégia. Faça essa análise, pois ela é valiosa porque sempre teremos uma reposta por mais dura que possa parecer. E lembre-se: em toda decisão que tomamos em nossas vidas, sempre ficará um rastro de consequências.

Algumas delas tendem a ser difíceis