Parceria entre Salesforce e governo visa capacitar 1,5 milhão de gaúchos em habilidades digitais

O objetivo é ampliar as oportunidades de formação para jovens, trabalhadores e servidores públicos

A proposta é disponibilizar trilhas de capacitações gratuitas, que abrangerão desde noções básicas de ferramentas digitais até ciência de dados

O governo do Rio Grande do Sul estabeleceu nesta segunda-feira (12), em Nova York, uma parceria com a Salesforce para promover a capacitação de 1,5 milhão de pessoas em habilidades digitais por meio da plataforma Trailhead. Foi firmado um termo entre governo, empresa e Instituto Caldeira para explorar essa possibilidade. Voltada ao ensino de competências em tecnologia, inovação e atendimento ao cidadão, a iniciativa integra a missão oficial aos Estados Unidos, liderada pelo governador Eduardo Leite, e tem foco no desenvolvimento de talentos e no fortalecimento da economia digital no Rio Grande do Sul.

A proposta é disponibilizar trilhas de capacitações gratuitas, que abrangerão desde noções básicas de ferramentas digitais até conteúdos voltados à inteligência artificial, ciência de dados, experiência do usuário e empreendedorismo. O objetivo é ampliar as oportunidades de formação para jovens, trabalhadores e servidores públicos, preparando a população para os desafios e as transformações do mercado de trabalho.

Durante a visita à sede da Salesforce, a comitiva do Rio Grande do Sul também conheceu experiências da empresa no setor público, com destaque para o uso de inteligência artificial no atendimento ao cidadão, plataformas de resposta a emergências, inclusão digital e integração de dados para melhoria da gestão pública. A Salesforce é líder global em sistemas de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) e desenvolve soluções baseadas em inteligência artificial, automação e análise de dados. A plataforma Trailhead é utilizada em diversos países para capacitar profissionais em novas competências digitais, sendo reconhecida pelo seu formato acessível e interativo de aprendizagem.

O objetivo é ampliar as oportunidades de formação para jovens, trabalhadores e servidores públicos

Parceria entre Salesforce e governo visa capacitar 1,5 milhão de gaúchos em habilidades digitais

O objetivo é ampliar as oportunidades de formação para jovens, trabalhadores e servidores públicos

A proposta é disponibilizar trilhas de capacitações gratuitas, que abrangerão desde noções básicas de ferramentas digitais até ciência de dados

O governo do Rio Grande do Sul estabeleceu nesta segunda-feira (12), em Nova York, uma parceria com a Salesforce para promover a capacitação de 1,5 milhão de pessoas em habilidades digitais por meio da plataforma Trailhead. Foi firmado um termo entre governo, empresa e Instituto Caldeira para explorar essa possibilidade. Voltada ao ensino de competências em tecnologia, inovação e atendimento ao cidadão, a iniciativa integra a missão oficial aos Estados Unidos, liderada pelo governador Eduardo Leite, e tem foco no desenvolvimento de talentos e no fortalecimento da economia digital no Rio Grande do Sul.

A proposta é disponibilizar trilhas de capacitações gratuitas, que abrangerão desde noções básicas de ferramentas digitais até conteúdos voltados à inteligência artificial, ciência de dados, experiência do usuário e empreendedorismo. O objetivo é ampliar as oportunidades de formação para jovens, trabalhadores e servidores públicos, preparando a população para os desafios e as transformações do mercado de trabalho.

Durante a visita à sede da Salesforce, a comitiva do Rio Grande do Sul também conheceu experiências da empresa no setor público, com destaque para o uso de inteligência artificial no atendimento ao cidadão, plataformas de resposta a emergências, inclusão digital e integração de dados para melhoria da gestão pública. A Salesforce é líder global em sistemas de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) e desenvolve soluções baseadas em inteligência artificial, automação e análise de dados. A plataforma Trailhead é utilizada em diversos países para capacitar profissionais em novas competências digitais, sendo reconhecida pelo seu formato acessível e interativo de aprendizagem.

O objetivo é ampliar as oportunidades de formação para jovens, trabalhadores e servidores públicos

Sindicatos de TI no Paraná proíbem contratações na escala 6×1

Convenção coletiva de trabalho também prevê um reajuste salarial de 6%

O documento possui validade até 2027, com data base em 1º de maio

Os trabalhadores de TI do Paraná firmaram um acordo que prevê o fim das contratações em escala 6×1 para profissionais da categoria. O avanço foi negociado na nova convenção coletiva de trabalho, junto com um reajuste salarial de 6% e um auxílio-refeição de R$ 28. O documento possui validade até 2027, com data base em 1º de maio. 

“Alcançamos uma grande vitória para os profissionais de TI do Paraná com o fim da escala 6×1, um tema que está pauta no Brasil inteiro. Também conquistamos um aumento real para a categoria, valorizando os trabalhadores, que são os grandes responsáveis pelo crescimento das empresas”, comentou, na ocasião, Emerson Morresi, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação (Fenati), que já havia conquistado a redução da jornada de trabalho da categoria para 40 horas semanais.

O novo acordo foi negociado pela Fenati, em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Privadas de Processamento de Dados de Curitiba e Região Metropolitana (Sitepd-PR) e o Sindicato de Trabalhadores nas Empresas e Cursos de Informática do Estado do Paraná (Sintipar-PR).

Convenção coletiva de trabalho também prevê um reajuste salarial de 6%

Sindicatos de TI no Paraná proíbem contratações na escala 6×1

Convenção coletiva de trabalho também prevê um reajuste salarial de 6%

O documento possui validade até 2027, com data base em 1º de maio

Os trabalhadores de TI do Paraná firmaram um acordo que prevê o fim das contratações em escala 6×1 para profissionais da categoria. O avanço foi negociado na nova convenção coletiva de trabalho, junto com um reajuste salarial de 6% e um auxílio-refeição de R$ 28. O documento possui validade até 2027, com data base em 1º de maio. 

“Alcançamos uma grande vitória para os profissionais de TI do Paraná com o fim da escala 6×1, um tema que está pauta no Brasil inteiro. Também conquistamos um aumento real para a categoria, valorizando os trabalhadores, que são os grandes responsáveis pelo crescimento das empresas”, comentou, na ocasião, Emerson Morresi, presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Tecnologia da Informação (Fenati), que já havia conquistado a redução da jornada de trabalho da categoria para 40 horas semanais.

O novo acordo foi negociado pela Fenati, em conjunto com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Privadas de Processamento de Dados de Curitiba e Região Metropolitana (Sitepd-PR) e o Sindicato de Trabalhadores nas Empresas e Cursos de Informática do Estado do Paraná (Sintipar-PR).

Convenção coletiva de trabalho também prevê um reajuste salarial de 6%

Millennials desejam atuar fora das empresas de suas famílias

Jovens buscam inovação, flexibilidade e práticas alinhadas a questões sociais e ambientais

Muitos millennials não se sentem atraídos pelos negócios familiares, seja pela falta de identificação com o setor, seja pelo desejo de construir carreiras próprias

A sucessão em empresas familiares tem sido um desafio há décadas, mas as mudanças de comportamento e expectativas em relação ao trabalho têm tornado o processo ainda mais complexo. Um estudo do Cambridge Family Enterprise Group, realizado com 403 membros de empresas familiares entre 18 e 32 anos de 47 países, revelou que, enquanto 42% desses jovens trabalham atualmente nas empresas da família, 56% expressam o desejo de atuar fora delas no futuro. “Empresas familiares enfrentam diversos desafios ao preparar sucessores millennials para assumir a liderança, sendo os principais relacionados a questões como ausência de planejamento adequado, desinteresse do sucessor e conflitos de valores. Esses fatores podem dificultar a transição geracional e comprometer a continuidade e o sucesso do negócio”, explica Bianca Aichinger, ex-executiva, coach e sócia-proprietária da consultoria Quantum Development.

A transição de liderança é sempre uma etapa complexa, mas em empresas familiares, há desafios adicionais devido às características únicas desse modelo de gestão. Muitas empresas familiares não possuem um plano formal de sucessão, o que pode causar incertezas e desorganização quando a troca de liderança se torna necessária. Sem uma estrutura clara, sucessores millennials frequentemente não recebem o treinamento ou as oportunidades necessárias para desenvolver habilidades de gestão. “Isso pode levar à falta de preparo técnico e emocional, dificultando sua aceitação como líderes pelos colaboradores e pela própria família”, detalha.

Muitos millennials não se sentem atraídos pelos negócios familiares, seja pela falta de identificação com o setor, seja pelo desejo de construir carreiras próprias ou pela percepção de que o negócio não oferece os desafios e propósitos que valorizam. Esse desinteresse é agravado quando há pressão por parte dos líderes atuais, gerando resistência e, em alguns casos, recusa à posição de liderança. Diferenças de valores entre os atuais líderes e os sucessores podem gerar tensões no processo de sucessão. Enquanto os líderes mais experientes priorizam tradições e estabilidade, os millennials frequentemente buscam inovação, flexibilidade e práticas alinhadas a questões sociais e ambientais. Essa desconexão pode dificultar o alinhamento estratégico e comprometer as relações familiares e empresariais.

Esse conteúdo é parte integrante da edição 349 de AMANHÃ. Acesse a publicação completa clicando aqui.

Jovens buscam inovação, flexibilidade e práticas alinhadas a questões sociais e ambientais

Millennials desejam atuar fora das empresas de suas famílias

Jovens buscam inovação, flexibilidade e práticas alinhadas a questões sociais e ambientais

Muitos millennials não se sentem atraídos pelos negócios familiares, seja pela falta de identificação com o setor, seja pelo desejo de construir carreiras próprias

A sucessão em empresas familiares tem sido um desafio há décadas, mas as mudanças de comportamento e expectativas em relação ao trabalho têm tornado o processo ainda mais complexo. Um estudo do Cambridge Family Enterprise Group, realizado com 403 membros de empresas familiares entre 18 e 32 anos de 47 países, revelou que, enquanto 42% desses jovens trabalham atualmente nas empresas da família, 56% expressam o desejo de atuar fora delas no futuro. “Empresas familiares enfrentam diversos desafios ao preparar sucessores millennials para assumir a liderança, sendo os principais relacionados a questões como ausência de planejamento adequado, desinteresse do sucessor e conflitos de valores. Esses fatores podem dificultar a transição geracional e comprometer a continuidade e o sucesso do negócio”, explica Bianca Aichinger, ex-executiva, coach e sócia-proprietária da consultoria Quantum Development.

A transição de liderança é sempre uma etapa complexa, mas em empresas familiares, há desafios adicionais devido às características únicas desse modelo de gestão. Muitas empresas familiares não possuem um plano formal de sucessão, o que pode causar incertezas e desorganização quando a troca de liderança se torna necessária. Sem uma estrutura clara, sucessores millennials frequentemente não recebem o treinamento ou as oportunidades necessárias para desenvolver habilidades de gestão. “Isso pode levar à falta de preparo técnico e emocional, dificultando sua aceitação como líderes pelos colaboradores e pela própria família”, detalha.

Muitos millennials não se sentem atraídos pelos negócios familiares, seja pela falta de identificação com o setor, seja pelo desejo de construir carreiras próprias ou pela percepção de que o negócio não oferece os desafios e propósitos que valorizam. Esse desinteresse é agravado quando há pressão por parte dos líderes atuais, gerando resistência e, em alguns casos, recusa à posição de liderança. Diferenças de valores entre os atuais líderes e os sucessores podem gerar tensões no processo de sucessão. Enquanto os líderes mais experientes priorizam tradições e estabilidade, os millennials frequentemente buscam inovação, flexibilidade e práticas alinhadas a questões sociais e ambientais. Essa desconexão pode dificultar o alinhamento estratégico e comprometer as relações familiares e empresariais.

Esse conteúdo é parte integrante da edição 349 de AMANHÃ. Acesse a publicação completa clicando aqui.

Jovens buscam inovação, flexibilidade e práticas alinhadas a questões sociais e ambientais

Bruna Nicolau passa a liderar a área de governança da Portos do Paraná

A economista e advogada passou pela Codeba antes de retornar para a empresa

Bruna participou de grande parte do processo que permitiu à Portos do Paraná ser a primeira autoridade portuária a obter autonomia administrativa

Nascida em Paranaguá (PR), a economista e advogada Bruna Nicolau assumiu o cargo de superintendente de governança da Portos do Paraná no início deste mês. Bisneta de capitão da Marinha, neta de estivadores e com muitos familiares portuários, a parnanguara que sonhava em trabalhar no porto agora celebra mais de uma década de carreira. Bruna começou a jornada profissional na Portos do Paraná em 2015, no setor financeiro, onde auxiliava nos processos de pagamento e faturamento. Depois, seguiu para a área de licitações, atuando na busca de vantajosidade para as compras e contratações, com pesquisas de mercado e de preços. Em 2019, assumiu a gerência financeira da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), deixando a Portos do Paraná, mas se manteve atuando no setor portuário, retornando em 2021 como coordenadora de modelagem no setor de arrendamento.

“Eu trabalhava estabelecendo os parâmetros e diretrizes para os novos terminais, e na gestão dos contratos de arrendamentos já celebrados. Hoje, nós vemos os resultados com a conclusão de vários leilões, sendo os mais recentes o PAR14, 15 e 25, realizados em abril”, disse. Em 2023, a portuária foi promovida a gerente de planejamento estratégico da Portos do Paraná, onde acompanhou todos os projetos estratégicos e metas da empresa. Desde 2022, atua também como presidente substituta da Comissão de Licitação de Áreas Portuárias (CLAP), responsável pela tramitação e análise documental dos leilões. Todo o trabalho realizado pela comissão serve como modelo nacional, sendo a Portos do Paraná a primeira autoridade portuária brasileira a ter autonomia para realizar seus próprios leilões.

Bruna participou de grande parte do processo que permitiu à Portos do Paraná ser a primeira autoridade portuária a obter autonomia administrativa, fato consolidado em 2019. Desde então, oito leilões de áreas foram realizados, somando cerca de R$ 915 milhões arrecadados em outorgas e R$ 3,7 bilhões em contratos. Dos oito leilões, Bruna participou direta e ativamente de sete.

A economista e advogada passou pela Codeba antes de retornar para a empresa

Bruna Nicolau passa a liderar a área de governança da Portos do Paraná

A economista e advogada passou pela Codeba antes de retornar para a empresa

Bruna participou de grande parte do processo que permitiu à Portos do Paraná ser a primeira autoridade portuária a obter autonomia administrativa

Nascida em Paranaguá (PR), a economista e advogada Bruna Nicolau assumiu o cargo de superintendente de governança da Portos do Paraná no início deste mês. Bisneta de capitão da Marinha, neta de estivadores e com muitos familiares portuários, a parnanguara que sonhava em trabalhar no porto agora celebra mais de uma década de carreira. Bruna começou a jornada profissional na Portos do Paraná em 2015, no setor financeiro, onde auxiliava nos processos de pagamento e faturamento. Depois, seguiu para a área de licitações, atuando na busca de vantajosidade para as compras e contratações, com pesquisas de mercado e de preços. Em 2019, assumiu a gerência financeira da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), deixando a Portos do Paraná, mas se manteve atuando no setor portuário, retornando em 2021 como coordenadora de modelagem no setor de arrendamento.

“Eu trabalhava estabelecendo os parâmetros e diretrizes para os novos terminais, e na gestão dos contratos de arrendamentos já celebrados. Hoje, nós vemos os resultados com a conclusão de vários leilões, sendo os mais recentes o PAR14, 15 e 25, realizados em abril”, disse. Em 2023, a portuária foi promovida a gerente de planejamento estratégico da Portos do Paraná, onde acompanhou todos os projetos estratégicos e metas da empresa. Desde 2022, atua também como presidente substituta da Comissão de Licitação de Áreas Portuárias (CLAP), responsável pela tramitação e análise documental dos leilões. Todo o trabalho realizado pela comissão serve como modelo nacional, sendo a Portos do Paraná a primeira autoridade portuária brasileira a ter autonomia para realizar seus próprios leilões.

Bruna participou de grande parte do processo que permitiu à Portos do Paraná ser a primeira autoridade portuária a obter autonomia administrativa, fato consolidado em 2019. Desde então, oito leilões de áreas foram realizados, somando cerca de R$ 915 milhões arrecadados em outorgas e R$ 3,7 bilhões em contratos. Dos oito leilões, Bruna participou direta e ativamente de sete.

A economista e advogada passou pela Codeba antes de retornar para a empresa

Lucas Uliana é o melhor Sommelier do Rio Grande do Sul

Profissional é o mais jovem vencedor das etapas estaduais do concurso

Uliana tem apenas 24 anos e nasceu em Monte Belo do Sul, município da Serra Gaúcha

Lucas Manzoni Uliana foi sagrado o melhor Sommelier do Rio Grande do Sul 2025 em um concurso realizado na sexta-feira (6) pela seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Com apenas 24 anos e natural de Monte Belo do Sul, município da Serra Gaúcha, ele é o mais jovem profissional a conquistar o título dos concursos estaduais realizados pelas regionais da ABS no Brasil. Bruno Sias, que ficou com o pódio no ano passado, ficou em segundo lugar, alternando o posto com Uliana. Natural de Rondônia e residente em Porto Alegre, Rafael Barasuol Mallmann, estreante na competição, ficou em terceiro lugar. O júri contou com um time de experts formado por representantes das principais instituições do setor vitivinícola, imprensa, além do presidente da ABS Brasil, Danio Braga, da presidente da seção de Goiás, Letticiae Bittencourt, e diretores da ABS do Rio Grande do Sul. As provas foram conduzidas pelo vice-presidente da ABS-RS, Maurício Roloff. Realizado pela ABS-RS desde 2021, a disputa reuniu mais de 1,5 mil espectadores durante a transmissão online realizada pela entidade.

Os finalistas foram os que obtiveram as maiores pontuações na fase teórica, realizada no domingo anterior, em Garibaldi. Em circuitos de 35 minutos, os concorrentes passaram por provas que testaram a degustação de vinho às cegas, a identificação de líquidos em taças negras, o serviço de espumantes, o atendimento de salão com sugestões de harmonizações, além da identificação de erros em uma carta de vinhos. A prova contou com surpresas para os concorrentes, como a ausência de bandeja para execução de tarefas obrigatórias, inclusão de vinhos sem álcool, serviço com garrafas fora do padrão rotineiro, uso do equipamento Coravin para serviço de taça única e, ao final, uma prova extra em que precisavam servir meia garrafa de espumante em seis taças, com o mesmo volume de líquido em uma única tentativa.

“A sommellerie é uma arte que exige muito conhecimento e ainda assim precisamos improvisar, pois todos os dias temos que subir no palco do salão para deixar o cliente satisfeito”, discursou o presidente nacional da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), Danio Braga, presente ao evento. O ganhador estadual se torna apto a disputar o concurso nacional, com custeio das despesas feito pela ABS-RS. O Concurso Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul visa valorizar a profissão identificando e premiando os melhores profissionais em atuação. “O sommelier é um profissional de grande importância no trade enogastronômico, pois é ele quem faz a ponte entre os produtos e o mercado, levando conhecimento sobre a bebida, auxiliando o cliente em suas escolhas e proporcionando uma melhor experiência no momento de consumo. Toda a cadeia produtiva, comercial e, principalmente, os consumidores, são beneficiados com esse serviço que demanda dedicação, qualificação e sensibilidade”, pontua Caroline Dani, presidente da ABS-RS.

Profissional é o mais jovem vencedor das etapas estaduais do concurso

Lucas Uliana é o melhor Sommelier do Rio Grande do Sul

Profissional é o mais jovem vencedor das etapas estaduais do concurso

Uliana tem apenas 24 anos e nasceu em Monte Belo do Sul, município da Serra Gaúcha

Lucas Manzoni Uliana foi sagrado o melhor Sommelier do Rio Grande do Sul 2025 em um concurso realizado na sexta-feira (6) pela seccional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS). Com apenas 24 anos e natural de Monte Belo do Sul, município da Serra Gaúcha, ele é o mais jovem profissional a conquistar o título dos concursos estaduais realizados pelas regionais da ABS no Brasil. Bruno Sias, que ficou com o pódio no ano passado, ficou em segundo lugar, alternando o posto com Uliana. Natural de Rondônia e residente em Porto Alegre, Rafael Barasuol Mallmann, estreante na competição, ficou em terceiro lugar. O júri contou com um time de experts formado por representantes das principais instituições do setor vitivinícola, imprensa, além do presidente da ABS Brasil, Danio Braga, da presidente da seção de Goiás, Letticiae Bittencourt, e diretores da ABS do Rio Grande do Sul. As provas foram conduzidas pelo vice-presidente da ABS-RS, Maurício Roloff. Realizado pela ABS-RS desde 2021, a disputa reuniu mais de 1,5 mil espectadores durante a transmissão online realizada pela entidade.

Os finalistas foram os que obtiveram as maiores pontuações na fase teórica, realizada no domingo anterior, em Garibaldi. Em circuitos de 35 minutos, os concorrentes passaram por provas que testaram a degustação de vinho às cegas, a identificação de líquidos em taças negras, o serviço de espumantes, o atendimento de salão com sugestões de harmonizações, além da identificação de erros em uma carta de vinhos. A prova contou com surpresas para os concorrentes, como a ausência de bandeja para execução de tarefas obrigatórias, inclusão de vinhos sem álcool, serviço com garrafas fora do padrão rotineiro, uso do equipamento Coravin para serviço de taça única e, ao final, uma prova extra em que precisavam servir meia garrafa de espumante em seis taças, com o mesmo volume de líquido em uma única tentativa.

“A sommellerie é uma arte que exige muito conhecimento e ainda assim precisamos improvisar, pois todos os dias temos que subir no palco do salão para deixar o cliente satisfeito”, discursou o presidente nacional da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS), Danio Braga, presente ao evento. O ganhador estadual se torna apto a disputar o concurso nacional, com custeio das despesas feito pela ABS-RS. O Concurso Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul visa valorizar a profissão identificando e premiando os melhores profissionais em atuação. “O sommelier é um profissional de grande importância no trade enogastronômico, pois é ele quem faz a ponte entre os produtos e o mercado, levando conhecimento sobre a bebida, auxiliando o cliente em suas escolhas e proporcionando uma melhor experiência no momento de consumo. Toda a cadeia produtiva, comercial e, principalmente, os consumidores, são beneficiados com esse serviço que demanda dedicação, qualificação e sensibilidade”, pontua Caroline Dani, presidente da ABS-RS.

Profissional é o mais jovem vencedor das etapas estaduais do concurso

A dispersão é um risco para as empresas familiares

Os desafios da sobrevivência incluem investimentos em tecnologia, comunicação e sucessão

Viviane alerta que a dispersão familiar é um fenômeno natural quando as gerações mais jovens se distanciam do negócio, seja por falta de interesse, preparo ou oportunidades

As empresas familiares são a espinha dorsal da economia brasileira, representando 90% dos negócios e 75% dos empregos, conforme dados recentes do IBGE, divulgados em abril. No entanto, um dado alarmante persiste: apenas 30% dessas empresas chegam à terceira geração. Se, por um lado, a força das empresas familiares é inegável, por outro, a fragilidade na sucessão e a lenta adaptação à transformação digital revelam desafios urgentes que precisam ser enfrentados para garantir a longevidade desses negócios. Viviane Doelman, sócia-diretora da 3G Governança, observa que o maior desafio das famílias empresárias em 2025 não está apenas na manutenção dos negócios, mas na capacidade de evoluir, evitar a dispersão dos herdeiros e adotar práticas modernas de governança e tecnologia.

Viviane alerta que a dispersão familiar é um fenômeno natural quando as gerações mais jovens se distanciam do negócio, seja por falta de interesse, preparo ou oportunidades. “Com o tempo, a família perde o ponto de encontro que era a empresa. Os laços se enfraquecem, os herdeiros tornam-se apenas acionistas distantes e a identidade construída em torno do negócio se dilui”, explica. Para ela, manter a família próxima da empresa é estratégico: “Além do aspecto financeiro, a imagem da família permanece associada ao negócio, e isso fortalece tanto a empresa quanto o legado familiar.”

Segundo Viviane, a profissionalização é uma questão de sobrevivência. “Não basta ser uma empresa familiar; é preciso ser uma família empresária, com maturidade para lidar com a complexidade das relações e dos negócios. Isso exige governança moderna, com papéis bem definidos entre gestão e patrimônio”, afirma. Ela destaca que a proximidade dos familiares com o negócio permite uma melhor compreensão dos números, dos riscos e das oportunidades, criando um ambiente propício para decisões estratégicas e para o desenvolvimento de novos projetos.

A especialista ressalta que a inovação e a adoção de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial (IA) são fatores decisivos para a longevidade das empresas familiares. “A inovação, o repensar o negócio, deixou de ser diferencial para se tornar requisito básico. Empresas que investem em inovação, que se conectam com o mercado e suas novas demandas conseguem não só otimizar processos, mas também engajar as novas gerações, que buscam ambientes dinâmicos e conectados”, analisa. Segundo ela, a performance dos conselhos e da gestão é potencializada quando a família entende o valor da mudança e da adaptabilidade como alavanca de competitividade.

Engajamento das novas gerações: o antídoto contra a dispersão
Outro desafio apontado por Viviane é o engajamento das novas gerações. “A convivência saudável entre gerações favorece a preparação dos mais jovens, compartilhando experiências e prevenindo conflitos. Quando a família se afasta, perde-se a oportunidade de formar sucessores qualificados e comprometidos”, alerta. Ela defende que a comunicação aberta e a valorização do propósito comum são fundamentais para manter o interesse dos herdeiros e evitar que a empresa se torne apenas mais um ativo financeiro. “Famílias que conseguem evoluir e inovar, sem perder sua essência, têm mais chances de perpetuar seu legado e prosperar em um cenário cada vez mais desafiador”, diz Viviane, ao alinhar algumas providências essenciais que os gestores de empresas familiares devem liderar. Confira a seguir.

  • Investir em governança moderna e profissionalização, separando claramente gestão e patrimônio;
  • Planejar a sucessão com antecedência, preparando as novas gerações para diferentes papéis;
  • Adotar inovações, como inteligência artificial, para manter a competitividade e atrair talentos;
  • Manter canais de comunicação abertos e fortalecer o propósito familiar;
  • Evitar a dispersão, promovendo a coesão e o engajamento entre os membros da família.

Os desafios da sobrevivência incluem investimentos em tecnologia, comunicação e sucessão

A dispersão é um risco para as empresas familiares

Os desafios da sobrevivência incluem investimentos em tecnologia, comunicação e sucessão

Viviane alerta que a dispersão familiar é um fenômeno natural quando as gerações mais jovens se distanciam do negócio, seja por falta de interesse, preparo ou oportunidades

As empresas familiares são a espinha dorsal da economia brasileira, representando 90% dos negócios e 75% dos empregos, conforme dados recentes do IBGE, divulgados em abril. No entanto, um dado alarmante persiste: apenas 30% dessas empresas chegam à terceira geração. Se, por um lado, a força das empresas familiares é inegável, por outro, a fragilidade na sucessão e a lenta adaptação à transformação digital revelam desafios urgentes que precisam ser enfrentados para garantir a longevidade desses negócios. Viviane Doelman, sócia-diretora da 3G Governança, observa que o maior desafio das famílias empresárias em 2025 não está apenas na manutenção dos negócios, mas na capacidade de evoluir, evitar a dispersão dos herdeiros e adotar práticas modernas de governança e tecnologia.

Viviane alerta que a dispersão familiar é um fenômeno natural quando as gerações mais jovens se distanciam do negócio, seja por falta de interesse, preparo ou oportunidades. “Com o tempo, a família perde o ponto de encontro que era a empresa. Os laços se enfraquecem, os herdeiros tornam-se apenas acionistas distantes e a identidade construída em torno do negócio se dilui”, explica. Para ela, manter a família próxima da empresa é estratégico: “Além do aspecto financeiro, a imagem da família permanece associada ao negócio, e isso fortalece tanto a empresa quanto o legado familiar.”

Segundo Viviane, a profissionalização é uma questão de sobrevivência. “Não basta ser uma empresa familiar; é preciso ser uma família empresária, com maturidade para lidar com a complexidade das relações e dos negócios. Isso exige governança moderna, com papéis bem definidos entre gestão e patrimônio”, afirma. Ela destaca que a proximidade dos familiares com o negócio permite uma melhor compreensão dos números, dos riscos e das oportunidades, criando um ambiente propício para decisões estratégicas e para o desenvolvimento de novos projetos.

A especialista ressalta que a inovação e a adoção de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial (IA) são fatores decisivos para a longevidade das empresas familiares. “A inovação, o repensar o negócio, deixou de ser diferencial para se tornar requisito básico. Empresas que investem em inovação, que se conectam com o mercado e suas novas demandas conseguem não só otimizar processos, mas também engajar as novas gerações, que buscam ambientes dinâmicos e conectados”, analisa. Segundo ela, a performance dos conselhos e da gestão é potencializada quando a família entende o valor da mudança e da adaptabilidade como alavanca de competitividade.

Engajamento das novas gerações: o antídoto contra a dispersão
Outro desafio apontado por Viviane é o engajamento das novas gerações. “A convivência saudável entre gerações favorece a preparação dos mais jovens, compartilhando experiências e prevenindo conflitos. Quando a família se afasta, perde-se a oportunidade de formar sucessores qualificados e comprometidos”, alerta. Ela defende que a comunicação aberta e a valorização do propósito comum são fundamentais para manter o interesse dos herdeiros e evitar que a empresa se torne apenas mais um ativo financeiro. “Famílias que conseguem evoluir e inovar, sem perder sua essência, têm mais chances de perpetuar seu legado e prosperar em um cenário cada vez mais desafiador”, diz Viviane, ao alinhar algumas providências essenciais que os gestores de empresas familiares devem liderar. Confira a seguir.

  • Investir em governança moderna e profissionalização, separando claramente gestão e patrimônio;
  • Planejar a sucessão com antecedência, preparando as novas gerações para diferentes papéis;
  • Adotar inovações, como inteligência artificial, para manter a competitividade e atrair talentos;
  • Manter canais de comunicação abertos e fortalecer o propósito familiar;
  • Evitar a dispersão, promovendo a coesão e o engajamento entre os membros da família.

Os desafios da sobrevivência incluem investimentos em tecnologia, comunicação e sucessão

As principais lições de liderança do CEO Forum 2025

Evento debateu o papel de lideranças para impulsionar o sucesso coletivo, destacando temas como cultura de experimentação, desenvolvimento contínuo e alta performance

O conteúdo e as conexões propostas pelo CEO Forum são um norte para lideranças em cenários de incerteza e mudanças. Foto: Amcham Rio Grande do Sul

O CEO Forum 2025 da Amcham RS, maior encontro de lideranças empresariais da Amcham Brasil, reuniu lideranças, diretores e executivos de grandes empresas em torno do tema: “Liderança e alta performance em ambientes de transformação“. Realizado nesta quinta-feira (26), no Teatro do Bourbon Country, o encontro anual é considerado um dos maiores fóruns de discussão sobre estratégias de gestão, performance e cultura organizacional no país.

Em um cenário onde a Pesquisa Panorama 2025 revela que 47% das empresas priorizam a alta performance e 51% consideram a formação de equipes de alto nível essencial, mas apenas 38% dos líderes se sentem prontos para liderar esse processo, o evento reunindo referências em áreas como saúde, esporte e inovação tecnológica debateu como lideranças podem impulsionar o sucesso coletivo. Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil, deu o tom da abertura, contextualizando a urgência e a relevância da discussão a partir dos dados da pesquisa. As palestras que se seguiram traçaram alguns caminhos possíveis para líderes que buscam não apenas resultados, mas equipes engajadas, inovadoras e resilientes.

Em conversa com os palestrantes e alguns líderes presentes no local, ressaltamos os principais conselhos de cada um sobre como navegar esse cenário em um papel de liderança.

Liderar pelo exemplo
A necessidade de ir além do discurso e inspirar pela atitude foi um consenso. Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do Brasil, acredita que este é o fator que mais impacta sua vida. “Liderar pelo exemplo vale muito mais do que um discurso bonito, do que uma motivação, porque não são todos os dias que a gente está motivado. Mas são todos os dias que a gente pode ser um grande exemplo”, enfatizou. A postura do atleta encontra eco na visão de executivos como o presidente do grupo Lebes, Otelmo Drebes, e no CMO do grupo Stefanini, Guilherme Stefanini. 

“No final é sobre quem se importa mais”, ressaltou Stefanini, para quem a liderança é um ato de cuidado genuíno. “Esteja ali, esteja ativo, esteja indo atrás, ajudando a equipe, dando o caminho. É um passo importante, de saber colocar as pessoas nos lugares onde elas serão mais felizes, mais produtivas, mais efetivas”, complementou. A esse ensinamento, Drebes acrescenta que líderes devem buscar identificação com as pessoas que lideram, agir com humildade, escutar com atenção e responder com sinceridade e agir com humildade.

Humildade e responsabilidade como alicerces da confiança
Para construir culturas de alta performance, o líder precisa olhar para dentro e assumir seu papel de forma consciente, especialmente em momentos desafiadores. Essa é a crença de pessoas como a presidente da Marsh Brasil, Paula Lopes, e do CTO da Echelon Front, JP Dinnell, que também foi membro das operações especiais da Marinha dos Estados Unidos. Direto ao ponto, Dinnell afirmou: “A maior característica para um líder é a humildade. Então se você está buscando uma forma de construir uma cultura de responsabilização total, entenda que começa por você”. A verdadeira responsabilização, segundo ele, nasce da humildade do líder.

Dos Estados Unidos ao Sul do Brasil, a humildade, aliada à agilidade, resiliência, colaboração e humanidade, é fundamental para superar adversidades e fortalecer um ecossistema. Trazendo a perspectiva do que o Rio Grande do Sul tem vivenciado, Paula ressaltou essas características como lições cruciais: “esses cinco pontos trouxeram para o Rio Grande do Sul uma força como estado muito importante e que tem sido exemplo para todos nós”, destacou.

O CEO Forum 2025 da Amcham RS, é o maior encontro de lideranças empresariais da Amcham Brasil. Foto: Amcham Rio Grande do Sul

Escuta ativa e evolução constante

Outro ponto destacado pelas lideranças foi que performance sustentável passa também pela comunicação atenciosa com o time e pela participação em eventos que promovem atualização. O presidente do Banco Randoncorp, Joarez Picinini, reforçou a necessidade de adaptação constante, incluindo a participação em eventos como o CEO Forum: “[Precisamos] ter a ciência de que a Inteligência Artificial (IA) tem de ser usada pelos humanos para os humanos, para que possamos acelerar todos os processos e se beneficiar, e não perder esse bonde da história”, destacou. Para ele, a participação em eventos que permitem trocas como estas é benéfica para conectar a região Sul com os conhecimentos e práticas mais atualizados, inclusive em outros lugares do mundo.

A country lead do Strava, Rosana Fortes, colocou em perspectiva o papel essencial do bem-estar e da comunicação na criação de um bom ambiente de trabalho. “Às vezes os seus funcionários não estão no melhor momento, ou tem algo acontecendo no ambiente de trabalho. Então escuta ativa, sempre estar ali, disponível, aberto, para escutar os seus liderados e entender o que está acontecendo”. aconselhou. A isso, somou a importância do bem-estar pessoal também: “Mantenha-se ativo — assim, nos tornamos chefes e colegas de trabalho melhores, quando chegamos em uma reunião já tendo um pouco mais de endorfina”.

Cultura, inovação e o futuro com IA: mantenha a mente aberta
Os palestrantes também defenderam que a visão estratégica do negócio deve andar de mãos dadas com a força estruturante da cultura, o aprendizado contínuo e o uso inteligente da tecnologia. Abrão Neto enfatizou a centralidade da cultura e da inovação tecnológica. Para ele, a chave é: alinhar a cultura à estratégia, e a partir daí fazer com que toda a organização caminhe na mesma direção, buscando os mesmos resultados. E também pontuou o papel da IA. “Essa é uma tecnologia disruptiva, com grande poder de transformação, e que tem sido cada vez mais usada, não só nas margens das organizações para questões mais acessórias, mas na tomada de decisão estratégica”, ressaltou.

Trazendo a perspectiva da inovação e do aprendizado contínuo, o fundador da Samba Tech Gustavo aconselhou que as pessoas mantenham a mente aberta e construam um repertório diverso de conhecimentos, algo que considera crucial para ter uma mentalidade inovadora. “Nós vamos viver um ambiente completamente diferente do que a gente vive hoje. E pessoas que tem essa capacidade de aprender o tempo inteiro, de fazer perguntas ao invés de ter todas as respostas, essas, sim, vão ser bem sucedidas nesse novo ambiente”, declarou.

Evento debateu o papel de lideranças para impulsionar o sucesso coletivo, destacando temas como cultura de experimentação, desenvolvimento contínuo e alta performance

As principais lições de liderança do CEO Forum 2025

Evento debateu o papel de lideranças para impulsionar o sucesso coletivo, destacando temas como cultura de experimentação, desenvolvimento contínuo e alta performance

O conteúdo e as conexões propostas pelo CEO Forum são um norte para lideranças em cenários de incerteza e mudanças. Foto: Amcham Rio Grande do Sul

O CEO Forum 2025 da Amcham RS, maior encontro de lideranças empresariais da Amcham Brasil, reuniu lideranças, diretores e executivos de grandes empresas em torno do tema: “Liderança e alta performance em ambientes de transformação“. Realizado nesta quinta-feira (26), no Teatro do Bourbon Country, o encontro anual é considerado um dos maiores fóruns de discussão sobre estratégias de gestão, performance e cultura organizacional no país.

Em um cenário onde a Pesquisa Panorama 2025 revela que 47% das empresas priorizam a alta performance e 51% consideram a formação de equipes de alto nível essencial, mas apenas 38% dos líderes se sentem prontos para liderar esse processo, o evento reunindo referências em áreas como saúde, esporte e inovação tecnológica debateu como lideranças podem impulsionar o sucesso coletivo. Abrão Neto, CEO da Amcham Brasil, deu o tom da abertura, contextualizando a urgência e a relevância da discussão a partir dos dados da pesquisa. As palestras que se seguiram traçaram alguns caminhos possíveis para líderes que buscam não apenas resultados, mas equipes engajadas, inovadoras e resilientes.

Em conversa com os palestrantes e alguns líderes presentes no local, ressaltamos os principais conselhos de cada um sobre como navegar esse cenário em um papel de liderança.

Liderar pelo exemplo
A necessidade de ir além do discurso e inspirar pela atitude foi um consenso. Daniel Dias, maior medalhista paralímpico do Brasil, acredita que este é o fator que mais impacta sua vida. “Liderar pelo exemplo vale muito mais do que um discurso bonito, do que uma motivação, porque não são todos os dias que a gente está motivado. Mas são todos os dias que a gente pode ser um grande exemplo”, enfatizou. A postura do atleta encontra eco na visão de executivos como o presidente do grupo Lebes, Otelmo Drebes, e no CMO do grupo Stefanini, Guilherme Stefanini. 

“No final é sobre quem se importa mais”, ressaltou Stefanini, para quem a liderança é um ato de cuidado genuíno. “Esteja ali, esteja ativo, esteja indo atrás, ajudando a equipe, dando o caminho. É um passo importante, de saber colocar as pessoas nos lugares onde elas serão mais felizes, mais produtivas, mais efetivas”, complementou. A esse ensinamento, Drebes acrescenta que líderes devem buscar identificação com as pessoas que lideram, agir com humildade, escutar com atenção e responder com sinceridade e agir com humildade.

Humildade e responsabilidade como alicerces da confiança
Para construir culturas de alta performance, o líder precisa olhar para dentro e assumir seu papel de forma consciente, especialmente em momentos desafiadores. Essa é a crença de pessoas como a presidente da Marsh Brasil, Paula Lopes, e do CTO da Echelon Front, JP Dinnell, que também foi membro das operações especiais da Marinha dos Estados Unidos. Direto ao ponto, Dinnell afirmou: “A maior característica para um líder é a humildade. Então se você está buscando uma forma de construir uma cultura de responsabilização total, entenda que começa por você”. A verdadeira responsabilização, segundo ele, nasce da humildade do líder.

Dos Estados Unidos ao Sul do Brasil, a humildade, aliada à agilidade, resiliência, colaboração e humanidade, é fundamental para superar adversidades e fortalecer um ecossistema. Trazendo a perspectiva do que o Rio Grande do Sul tem vivenciado, Paula ressaltou essas características como lições cruciais: “esses cinco pontos trouxeram para o Rio Grande do Sul uma força como estado muito importante e que tem sido exemplo para todos nós”, destacou.

O CEO Forum 2025 da Amcham RS, é o maior encontro de lideranças empresariais da Amcham Brasil. Foto: Amcham Rio Grande do Sul

Escuta ativa e evolução constante

Outro ponto destacado pelas lideranças foi que performance sustentável passa também pela comunicação atenciosa com o time e pela participação em eventos que promovem atualização. O presidente do Banco Randoncorp, Joarez Picinini, reforçou a necessidade de adaptação constante, incluindo a participação em eventos como o CEO Forum: “[Precisamos] ter a ciência de que a Inteligência Artificial (IA) tem de ser usada pelos humanos para os humanos, para que possamos acelerar todos os processos e se beneficiar, e não perder esse bonde da história”, destacou. Para ele, a participação em eventos que permitem trocas como estas é benéfica para conectar a região Sul com os conhecimentos e práticas mais atualizados, inclusive em outros lugares do mundo.

A country lead do Strava, Rosana Fortes, colocou em perspectiva o papel essencial do bem-estar e da comunicação na criação de um bom ambiente de trabalho. “Às vezes os seus funcionários não estão no melhor momento, ou tem algo acontecendo no ambiente de trabalho. Então escuta ativa, sempre estar ali, disponível, aberto, para escutar os seus liderados e entender o que está acontecendo”. aconselhou. A isso, somou a importância do bem-estar pessoal também: “Mantenha-se ativo — assim, nos tornamos chefes e colegas de trabalho melhores, quando chegamos em uma reunião já tendo um pouco mais de endorfina”.

Cultura, inovação e o futuro com IA: mantenha a mente aberta
Os palestrantes também defenderam que a visão estratégica do negócio deve andar de mãos dadas com a força estruturante da cultura, o aprendizado contínuo e o uso inteligente da tecnologia. Abrão Neto enfatizou a centralidade da cultura e da inovação tecnológica. Para ele, a chave é: alinhar a cultura à estratégia, e a partir daí fazer com que toda a organização caminhe na mesma direção, buscando os mesmos resultados. E também pontuou o papel da IA. “Essa é uma tecnologia disruptiva, com grande poder de transformação, e que tem sido cada vez mais usada, não só nas margens das organizações para questões mais acessórias, mas na tomada de decisão estratégica”, ressaltou.

Trazendo a perspectiva da inovação e do aprendizado contínuo, o fundador da Samba Tech Gustavo aconselhou que as pessoas mantenham a mente aberta e construam um repertório diverso de conhecimentos, algo que considera crucial para ter uma mentalidade inovadora. “Nós vamos viver um ambiente completamente diferente do que a gente vive hoje. E pessoas que tem essa capacidade de aprender o tempo inteiro, de fazer perguntas ao invés de ter todas as respostas, essas, sim, vão ser bem sucedidas nesse novo ambiente”, declarou.

Evento debateu o papel de lideranças para impulsionar o sucesso coletivo, destacando temas como cultura de experimentação, desenvolvimento contínuo e alta performance

Neivor Canton receberá a comenda máxima da indústria nacional

O diretor-presidente da Aurora Coop será agraciado com a Ordem do Mérito Industrial da CNI

Canton também foi aclamado recentemente pela ADVB-SC com o prêmio Personalidade de Vendas do Ano

Neivor Canton, diretor-presidente da Aurora Coop, receberá a Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) — a comenda máxima da indústria brasileira. O nome de Canton foi indicado pela Federação das Indústrias (Fiesc) e o anúncio foi realizado nesta terça-feira (29). A comenda será entregue no dia 27 de junho, durante solenidade, em Florianópolis. “É uma justa homenagem a uma das principais referências do cooperativismo catarinense e brasileiro, com longa trajetória dedicada ao setor. Hoje, Neivor está à frente do terceiro maior grupo agroindustrial de proteína animal do país e lidera a ampliação da presença global da companhia, com a abertura de uma unidade em Shanghai, na China, ainda em 2025”, afirma o presidente da Fiesc Mario Cezar de Aguiar. Canton também foi aclamado recentemente pela ADVB-SC com o prêmio Personalidade de Vendas do Ano.

Neivor, natural de Ipumirim, é graduado em direito e especializado em direito tributário e em direito administrativo. É vice-presidente para assuntos estratégicos da Fiesc e presidiu entidades como a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e a Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Copérdia). A Aurora Coop é a 13ª maior empresa da região e também a quarta maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A cooperativa de Chapecó também ocupa a quarta posição no ranking exclusivo que revela quem são as maiores do cooperativismo do Sul (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

O diretor-presidente da Aurora Coop será agraciado com a Ordem do Mérito Industrial da CNI