Archives 2025

Atuação da Aurora em Shangai fará cooperativa mudar de patamar na China

Cooperativa de Chapecó terá um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais

Em um mercado tão grande, há espaço de sobra para a Aurora Coop crescer e se consolidar, disputando taco a taco com os produtos dos concorrentes em qualidade e preço

Depois de 12 anos exportando carnes suína e de frango para a China, a Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) se instalará em Shanghai neste primeiro semestre, e participará com estande no Salão Internacional de Alimentos (SIAL) na mesma cidade, de 19 a 21 de maio. Essas duas ações na China, confirmadas por Neivor Canton, presidente da Aurora Coop, em entrevista na segunda-feira (17) ao Blog “Conexão Ásia”, da revista e portal AMANHÃ, são parte essencial da estratégia da Cooperativa Central – terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal – de crescer no mercado mundial.

Ousadia, ingressar na China para disputar lá dentro o mercado de carnes suína com a Espanha e outros países da Europa, mais Estados Unidos e Canadá. Mercado que teria consumido 58 milhões de toneladas de carne suína em 2024, pouco mais do que a produção anunciada, de 57 milhões. Essas grandezas se revezam, ano após ano, obrigando a China a importar pelo menos um milhão de toneladas anualmente, para suprir o abastecimento e ainda exportar a diferença. Em 2025, estima-se que a China importará 1,3 milhão de toneladas de carne suína. Em 2023 foram 1,5 milhão, a um custo de US$ 6 bilhões, dos quais a Espanha ficou com US$ 1,5 bilhão.

Com 452,6 milhões de cabeças de suínos em 2023, das quais 40 milhões matrizes, a China continua detentora de praticamente metade do rebanho mundial. Conseguiu recuperar-se da epidemia de Peste Suína Africana (PSA), em 2018 e 2019, que teria levado ao abate sanitário de dezenas de milhões de animais, à queda na produção (41,1 milhões de toneladas em 2020) e à importação recorde de carnes em 2020: 9,9 milhões de toneladas, das quais 4,3 milhões de toneladas de carne suína. Analistas chineses consideram que o mercado para carne suína em 2025 será no máximo “mais do mesmo” em relação ao ano anterior. Isso porque a demanda teria caído, em decorrência do desemprego juvenil continuar elevado, a população seguir diminuindo, e a carne suína sofrer cada vez mais a concorrência do peixe e das carnes bovina, de frango e ovina.

Evidente que em um mercado tão grande (em 2024, o total de abates chegou a 702 milhões de cabeças), no qual a carne suína lidera o consumo chinês de carnes, com 41 quilos per capita, há espaço de sobra para a Aurora Coop crescer e se consolidar, disputando taco a taco com os produtos dos concorrentes em qualidade e preço. Ainda mais porque com a “Aurora Coop Shanghai” este ano, ela mudará de patamar no trabalho com a China, aproximando-se dos clientes atuais e tendo um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais.

Traduzindo: a Aurora Coop tem sete vezes o mercado brasileiro para dar conta.Henan, a província-irmã de Santa Catarina, tinha 99 milhões de habitantes em 2020. Shandong, a província vizinha, outros 101 milhões. Somadas, equivalem a um Brasil. Ambas se urbanizaram em grande escala nas últimas três décadas, diminuindo muito as áreas para produção de alimentos. As duas províncias ainda são grandes produtoras de alimentos, mas precisam comprar cada vez mais carnes. E ir de Shanghai até Jinan, capital de Shandong, leva três a cinco horas, dependendo do trem rápido que se escolher.

Cooperativa de Chapecó terá um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais

Empresária catarinense recebe prêmio global da ONU por inovação sustentável na indústria

Soraia Zonta foi a primeira mulher latino-americana a conquistar ouro na categoria

Soraia recebe prêmio que reconhece empresas que aplicam química verde para uma gestão mais sustentável

A catarinense Soraia Zonta, fundadora e CEO da Bioart Biodermocosméticos, conquistou um reconhecimento inédito para o Brasil e a América Latina. Em cerimônia realizada em Viena, Áustria, no dia 13 de março, Soraia recebeu ouro na categoria Iniciativas Lideradas por Mulheres no prêmio Chemical Leasing Award, promovido pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido). A premiação reconhece empresas que aplicam química verde para uma gestão mais sustentável de produtos químicos. Desde 2010, a Bioart adota esse modelo, focado na sustentabilidade e economia circular, reduzindo o impacto ambiental e agregando valor ao setor.

As linhas Essencial e Solar da Bioart foram premiadas por sua composição inovadora e livre de substâncias tóxicas. Como primeira mulher latino-americana a conquistar esse prêmio, Soraia também foi nomeada embaixadora da ONU para a disseminação da tecnologia sustentável na região. “Ser ouro no meio de tantos europeus e americanos, a maioria homens, tem um valor especial para mim. Agora nosso principal desafio é levar esse modo sistêmico de produção verde para novos empreendedores”, destaca a empresária. Com sede em Canelinha, na Grande Florianópolis, a Bioart se consolidou como referência nacional em clean beauty, produzindo maquiagens minerais e dermocosméticos veganos. A empresa alia inovação, compromisso ambiental e impacto positivo na indústria, oferecendo soluções sustentáveis para o mercado.

Soraia Zonta foi a primeira mulher latino-americana a conquistar ouro na categoria

Obra na Baía da Babitonga amplia competitividade de Santa Catarina

Edital para execução da dragagem e aprofundamento do canal foi lançado

A execução do projeto é estimada em R$ 300 milhões

A obra de dragagem e aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga está mais perto de sair do papel. Na última sexta-feira (21), o governo do estado e o Porto Itapoá assinaram o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) que vai viabilizar a iniciativa. Por meio da autoridade portuária de São Francisco do Sul, o governo catarinense também lançou o edital de licitação para a escolha da empresa responsável pela execução do projeto, estimado em R$ 300 milhões. A obra permitirá a atracação e operação de embarcações de 366 metros de comprimento, sendo o primeiro complexo portuário do Brasil com capacidade para navios desse porte com carga máxima. O edital para a escolha da empresa que realizará a obra já está disponível no site do Porto de São Francisco e a sessão pública de abertura das propostas ocorrerá no início de junho. A expectativa é que as obras tenham início ainda neste ano e sejam concluídas já em 2026.

O presidente da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Egídio Martorano, explica que o aprofundamento do canal é uma demanda histórica da entidade, pois aumenta a competitividade do estado no comércio exterior. “A ampliação da capacidade operacional do complexo portuário da Baía da Babitonga vai permitir que navios maiores e mais modernos possam atracar em Santa Catarina, elevando a quantidade de contêineres transportados por embarcação de 10 mil TEUs para 16 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés)”, detalha Martorano. Para ele, a obra precisa vir acompanhada de melhorias também nos acessos ao complexo portuário, já que o aumento da capacidade também vai elevar a demanda das rodovias de acesso, já saturadas.

“É um marco na história portuária catarinense. Para vocês terem uma ideia, significa mil contêineres a mais que são carregados ou descarregados. Como vão ser aprofundados dois metros, significa dois mil contêineres a mais. Nós movimentamos cerca de 65 navios por mês, isso significa 130 mil contêineres a mais por mês, anualizando mais de um milhão e meio de contêineres, que a gente vai poder oportunizar para os importadores e exportadores para a indústria catarinense. Isso é muita coisa, o que vai trazer muita competitividade para as empresas que aqui estão”, comemorou o presidente do Porto de Itapoá, Ricardo Arten.

Os portos da Baía da Babitonga estão entre os mais eficientes do país. O Porto de São Francisco do Sul é um dos mais movimentados do Brasil, tendo registrado a marca de 17 milhões de toneladas de mercadorias no ano passado. Já o Porto Itapoá, que se destaca na operação de cargas conteinerizadas e é o maior empregador do município, movimentou cerca de 1,2 milhão de TEUs em 2024, equivalente a 14 milhões de toneladas: um crescimento expressivo de 19% em relação a 2023. Atualmente, o Complexo Portuário da Baía da Babitonga responde por mais de 60% da movimentação portuária de Santa Catarina, em tonelagem.

Edital para execução da dragagem e aprofundamento do canal foi lançado

Tramontina firma joint venture com a fabricante indiana Aequs

Companhia gaúcha passa a produzir panelas e outros utensílios fora do Brasil

Evento de lançamento contou com a presença do presidente do conselho e CEO do Grupo Aequs, Aravind Melligeri (à esquerda) e do presidente do conselho de administração da Tramontina, Eduardo Scomazzon

Com o objetivo de expandir a presença no mercado indiano e atender de forma mais eficaz o mercado global, a Tramontina se uniu à empresa indiana Aequs para anunciar sua primeira joint venture. A nova unidade chamada Aequs Cookware Products Limited (ACPL) é a primeira fábrica da Tramontina fora do Brasil. Está localizada nas instalações da Aequs em Hubballi, no estado de Karnataka, e produz panelas e outros utensílios de cozinha para clientes na Índia e no exterior. Com um investimento de 800 milhões de rúpias indianas (cerca de R$ 52,3 milhões), a joint venture se beneficiará do ecossistema de produção de 160 hectares da parceira indiana na cidade de Hubballi.

“Este é apenas o início dessa operação e vemos grandes oportunidades de crescimento e expansão, tanto na capacidade de produção quanto na gama de produtos para necessidades domésticas que oferecemos ao mercado. Queremos estender o legado de qualidade e inovação da Tramontina aos consumidores indianos mais exigentes, contribuindo na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e na melhoria dos processos”, afirma Eduardo Scomazzon, presidente do conselho de administração da Tramontina.

A nova unidade conta com um quadro de 80 funcionários e tem capacidade de produção de cerca de 400 mil panelas de alumínio por mês, com revestimento antiaderente ou cerâmico. A partir de outubro, está previsto o início da operação de uma nova linha de panelas de aço inoxidável, com capacidade para 75 mil unidades mensais. “A demanda global crescente por panelas de alta qualidade representa uma grande oportunidade e esta parceria nos coloca numa posição privilegiada para atendermos tanto o mercado indiano, quanto o mercado internacional”, declara Aravind Melligeri, CEO da Aequs.

A Tramontina entrou na Índia em 2024, com uma estratégia de varejo omnichannel, abrangendo comércio geral, varejo moderno e plataformas de e-commerce para garantir ampla disponibilidade em todo o país. Em junho de 2024 inaugurou seu centro de distribuição em Mumbai, a maior e mais importante cidade da Índia, com 890 metros quadrados de área. Atualmente presente em mais de 120 países pelo mundo, a marca centenária brasileira já soma 23 unidades operacionais no exterior, sendo 19 centros de distribuição, três escritórios regionais de vendas e um escritório de qualidade e serviços. A Tramontina é a 36ª maior empresa da região e também a 15ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Companhia gaúcha passa a produzir panelas e outros utensílios fora do Brasil

Apple e Google criticam UE: ‘Novas regras são ruins para os usuários’

A União Europeia está intensificando suas regras para garantir mais concorrência no setor de tecnologia. Dessa vez, Google e Apple foram alvo da Comissão Europeia, que apontou falhas no cumprimento da nova legislação chamada Digital Markets Act (DMA), criada para evitar que gigantes da tecnologia abusem de sua posição dominante no mercado. No caso do […]A União Europeia está intensificando suas regras para garantir mais concorrência no setor de tecnologia. Dessa vez, Google e Apple foram alvo da Comissão Europeia, que apontou falhas no cumprimento da nova legislação chamada Digital Markets Act (DMA), criada para evitar que gigantes da tecnologia abusem de sua posição dominante no mercado. No caso do […]

Google pode trocar Samsung por TSMC na fabricação do Tensor G5

Nos últimos anos, o Google tem utilizado seus próprios chips Tensor nos smartphones da linha Pixel, mas a fabricação desses processadores ficou a cargo da Samsung Foundry. Agora, um novo relatório indica que essa parceria pode estar chegando ao fim. O próximo chip da empresa, o Tensor G5, pode ser produzido pela Taiwan Semiconductor Manufacturing […]Nos últimos anos, o Google tem utilizado seus próprios chips Tensor nos smartphones da linha Pixel, mas a fabricação desses processadores ficou a cargo da Samsung Foundry. Agora, um novo relatório indica que essa parceria pode estar chegando ao fim. O próximo chip da empresa, o Tensor G5, pode ser produzido pela Taiwan Semiconductor Manufacturing […]

Como o Google está correndo contra o tempo para lidar com o sucesso do ChatGPT

Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) se tornou o grande campo de batalha entre as gigantes da tecnologia. A OpenAI surpreendeu o mundo com o lançamento do ChatGPT em 2022, e o Google, que já liderava pesquisas em IA há anos, se viu pressionado a reagir rapidamente. Internamente, a empresa teria dado um prazo […]Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) se tornou o grande campo de batalha entre as gigantes da tecnologia. A OpenAI surpreendeu o mundo com o lançamento do ChatGPT em 2022, e o Google, que já liderava pesquisas em IA há anos, se viu pressionado a reagir rapidamente. Internamente, a empresa teria dado um prazo […]

Microsoft quer substituir navegadores pelo Copilot, mas caminho ainda é incerto

O CEO da Microsoft, Satya Nadella, compartilhou uma visão ousada sobre o futuro da web: segundo ele, ferramentas de inteligência artificial como o Copilot poderão substituir os navegadores tradicionais. A declaração foi feita durante um encontro com jornalistas estrangeiros na sede da empresa, em Redmond, nos Estados Unidos. A Microsoft tem investido fortemente na integração […]O CEO da Microsoft, Satya Nadella, compartilhou uma visão ousada sobre o futuro da web: segundo ele, ferramentas de inteligência artificial como o Copilot poderão substituir os navegadores tradicionais. A declaração foi feita durante um encontro com jornalistas estrangeiros na sede da empresa, em Redmond, nos Estados Unidos. A Microsoft tem investido fortemente na integração […]

Pixel 9a terá IA limitada por falta de RAM

O Google anunciou oficialmente o Pixel 9a, seu novo smartphone intermediário, que promete um ótimo custo-benefício dentro da linha Pixel. No entanto, uma limitação de hardware pode impactar a experiência de inteligência artificial (IA) no aparelho. Com apenas 8GB de RAM, o Pixel 9a não terá suporte a todas as funcionalidades avançadas de IA presentes […]O Google anunciou oficialmente o Pixel 9a, seu novo smartphone intermediário, que promete um ótimo custo-benefício dentro da linha Pixel. No entanto, uma limitação de hardware pode impactar a experiência de inteligência artificial (IA) no aparelho. Com apenas 8GB de RAM, o Pixel 9a não terá suporte a todas as funcionalidades avançadas de IA presentes […]

Adolescência: o que eu perdi?

Em princípio, gosto de tudo o que é inglês

Vejam “Adolescência” e depois me digam o que acharam. Estou curioso

1 – Assisti “Adolescência”, a aclamada série de quatro episódios que parece galvanizar a Netflix. É claro que gostei do que vi. Como não nos divertirmos com as ritualizações e os floreios britânicos – especialmente quando ocorrem em circunstâncias penosas? No caso da série, com a entrada da polícia na casa de uma família simples onde prende um rapaz de 13 anos, acusado de matar uma colega de escola.

2 – Quem leu a crítica certamente percebeu que o grande destaque para os entendidos é a filmagem no chamado plano sequência. Ou seja, todas as cenas se encadeiam à frente da mesma câmera, numa espécie de take único. Sinceramente, minha ignorância em cinema me impede de ver nisto um mérito transcendente. Para mim, usem o equipamento como bem entenderem, desde que a história seja bem contada.

3 – Não quero dizer que não tenha gostado da série. É das boas, não há dúvida. É bem verdade que, como sou um rotundo alheio ao mundo dos adolescentes – há mais de 20 anos que não curto nem a companhia nem o mundo deles –, as intrigas em cima de codificações mirabolantes no Instagram só contribuem para aumentar minha antipatia pela tribo. Ainda assim, o alto desempenho do elenco acrescenta sal a um prato banal.

4 – Preso por longos meses diante do que parece ser uma alegação irrefutável, o drama foge das instâncias policiais na última parte. E concentra-se na família, na pureza do depoimento paterno à mulher. Na juventude, fora surrado pelo pai. Daí que prometera a si mesmo que jamais faria nada parecido com o próprio casal de filhos. Com o desmonte de um lar que ia bem, a pergunta é se poderiam ter evitado o mal maior.

5 – Depois do quarto e último episódio, me peguei pensando a respeito por um bom tempo. Conheço rapazes e moças – poucos – cujos rumos poderiam tomar várias direções. O suicídio, o homicídio, o parricídio, a dependência de drogas – de Ozempic, de Frontal e piores. A internet os captura. Os emojis dizem mais do que imaginamos. Na idade deles, o espectro de esquisitices de minha geração tomava outros rumos.

6 – Vejam “Adolescência” e depois me digam o que acharam. Estou curioso. Em princípio, gosto de tudo o que é inglês e não perco uma só fala dos diálogos bem tramados. Ao final, vi que o que ficou faltando do lado policial, sobrou em riqueza psicológica. O que não impede o enredo de ser singelo, à beira do raso – pelo menos para não iniciados como eu. São apenas quatro capítulos. Depois você me dirá aqui o que achou.

Em princípio, gosto de tudo o que é inglês

Leite destaca plano voltado para o futuro em palestra na Federasul

Projetos têm buscado maior produtividade e inclusão econômica

Leite afirmou que os incentivos fiscais não serão mais a principal estratégia para atrair investimentos

Cumprindo a tradição de receber o governador do Rio Grande do Sul no primeiro Tá na Mesa do ano, a Federação de Entidades Empresariais do estado (Federasul) foi o palco de uma palestra de Eduardo Leite. Ele afirmou que, após um primeiro mandato desafiador, sua segunda gestão está fundamentada em um plano de governo voltado para o futuro. Entre os pontos-chave apresentados, ele destacou as políticas de isenção, redução e devolução do ICMS, buscando beneficiar os mais necessitados. O governador mencionou ainda o programa de refinanciamento de dívidas, o Refaz, que visa auxiliar setores afetados pela enchente e pela pandemia, além de gerar uma arrecadação adicional para melhorar a arrecadação do ICMS. Ele também considerou que os incentivos fiscais não serão mais a principal estratégia para atrair investimentos, e que deve ser priorizada a estruturação de novos aportes de recursos que permitam oferecer financiamentos com juros subsidiados.

O governador do Rio Grande do Sul recordou que a enchente de 2024 foi o maior desastre climático do Brasil e afirmou que o Estado é agradecido pela negociação da dívida com o governo federal. No entanto, observou a diferença nos incentivos recebidos por outros estados e afirmou que as demandas do Rio Grande do Sul continuarão sendo defendidas. “Sabemos agradecer as ações em favor do Estado, mas vamos continuar reivindicando o que é nosso. O Rio Grande do Sul não é ingrato, mas sabe o que merece”, declarou. Sobre as ações preventivas contra novos desastres, Leite disse que as grandes obras de proteção contra enchentes demandam tempo, mas que o governo já está adotando medidas de curto prazo, como dragagem e desassoreamento, além de iniciar estudos sobre diversas bacias hidrográficas.

Em relação às concessões rodoviárias, Leite afirmou que o objetivo é elevar o patamar logístico e de infraestrutura estadual. O governador também comentou sobre a possibilidade de novos investimentos do governo e a extensão do prazo das obras, visando a redução das tarifas de pedágio, tema que ainda está aberto a novas discussões. Leite ainda observou que o Rio Grande do Sul “virou a chave” na gestão das finanças e que novos projetos têm avançado, buscando maior produtividade e inclusão econômica.

Projetos têm buscado maior produtividade e inclusão econômica

Como a China tornou-se uma potência tecnológica

Este será um dos temas abordados pelo colunista Milton Pomar em curso na capital paulista

Pomar atua profissionalmente com a China desde 1997. Na foto, Pomar (à esquerda) em visita à Associação Nacional de Cooperação Agrícola da China, em Shanghai, em maio de 2024. Ele foi recebido por Zhang Qi, secretário-geral da entidade

Titular da coluna e do blog Conexão Ásia, em AMANHÃ, o professor e geógrafo Milton Pomar ministrará um curso que elucidará como a China tornou-se um gigante da tecnologia. A formação, que tem como título “China, 1839-2050: das guerras do Ópio à maior potência tecnológica”, será ministrada entre os dias 7 a 11 de abril, das 18h30 às 22h30, no Instituto Confúcio na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo (SP). “O curso abordará a história da China, revelando os fatores cruciais que levaram o país a alcançar uma posição de destaque no cenário global”, antecipa Pomar ao Portal AMANHÃ. A inscrição custa R$ 250 e pode ser feita aqui (alunos matriculados no Instituto Confúcio na Unesp terão 10% de desconto).

Pomar atua profissionalmente a nível nacional desde 1980, no exterior a partir de 1990, e com a China de 1997 em diante. É embaixador da amizade Shandong-Brasil e assessor especial da província de Liaoning. Atualmente coordena a produção do livro de fotos “Imagens da cultura da China” e da revista digital em mandarim “Negócios com o Brasil”. Ele também elabora estudos de mercado e presta consultorias para empresas e governos da China e do Brasil. “Precisamos conhecer a China, estudar a fundo o que fizeram nos últimos 50 anos, para entender como conseguiram chegar aonde chegaram, e onde estarão em 2035, e em 2050 – quando o país pretende atingir a condição de maior potência tecnológica mundial”, recomenda.

Este será um dos temas abordados pelo colunista Milton Pomar em curso na capital paulista

Faturamento das cooperativas do PR pode ser elevado em dez vezes em 15 anos

Plano estratégico é liderado pelo Sistema Ocepar

O Paraná representa um terço do faturamento das cooperativas brasileiras, de cerca de R$ 650 bilhões

Um trabalho liderado pelo Sistema Ocepar, que conta com a determinada participação das mais de 227 cooperativas paranaenses, está a caminho de um resultado surpreendente. Em apenas 15 anos, de 2015 a 2030, o faturamento do setor cooperativista estadual, o mais robusto do Brasil, poderá crescer dez vezes, saltando de R$ 50 bilhões para R$ 500 bilhões. O dado foi apresentado na semana passada na Associação Atlética Coopavel, em Cascavel, pelo superintendente da Ocepar, Robson Mafioletti. A informação foi repassada durante a terceira das quatro pré-assembleias do Sistema Ocepar realizada junto com a primeira rodada dos encontros de núcleos cooperativos de 2025, que contou com a participação de 126 dirigentes, de 25 cooperativas, de seis dos sete ramos que integram o movimento.

Mafioletti informou que, com o resultado de R$ 205,6 bilhões alcançado no ano passado, as cooperativas estão praticamente da metade do caminho para confirmar a meta de R$ 500 bilhões do Plano Paraná Cooperativo de 2030. O Paraná representa um terço do faturamento das cooperativas brasileiras, de cerca de R$ 650 bilhões. Para que o objetivo traçado seja alçado, mais de 30 projetos são realizados simultaneamente, de ajustes para mais assertividade na comunicação até defesa por melhorias em conectividade. Atualmente, são 227 as cooperativas, de sete áreas, em atividade no Paraná. Juntas, têm 4 milhões de cooperados e 146 mil funcionários. O resultado líquido alcançado em 2024 foi de R$ 10,8 bilhões e R$ 6,8 bilhões em investimentos. O ramo agropecuário tem 62 cooperativas, com 113,9 mil colaboradores, R$ 154,3 bilhões em faturamento e 231,5 mil cooperados. Juntas, elas gerem 143 agroindústrias nas mais diferentes regiões paranaenses.

Em encontro aberto pelo presidente da Coopavel, a cooperativa anfitriã, Dilvo Grolli, e com a presença do presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, foram informadas também as metas do cooperativismo paranaense até dezembro. Entre elas, estão propor políticas de cooperativismo, acompanhamento da regulamentação da reforma tributária e apoiar cooperativas na aplicação de créditos de ICMS. O empreendedorismo e a importância das cooperativas foram destacados por Grolli. “A pujança do Paraná está conectada também ao agro e à atuação das cooperativas. Elas são responsáveis por 85% do valor agregado do Paraná, pela geração de empregos, distribuição de renda e desenvolvimento de cidades e regiões”, destacou.

Plano estratégico é liderado pelo Sistema Ocepar

Congresso aprova orçamento para o ano

Texto foi aprovado três meses após o prazo previsto devido ao impasse das emendas

Texto traz previsão de orçamento total de R$ 5,8 trilhões, com um teto de despesas sujeitas ao arcabouço fiscal de R$ 2,2 trilhões

O Congresso aprovou nesta quinta-feira (20) o projeto de lei orçamentária (LOA) de 2025 (PLN 26/2024). O texto, aprovado três meses após o prazo, traz previsão de orçamento total de R$ 5,8 trilhões, com um teto de despesas sujeitas ao arcabouço fiscal de R$ 2,2 trilhões e uma folga de recursos (superávit) estimada em R$ 15 bilhões. O projeto havia sido aprovado no início da tarde pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). O relator-geral, senador Angelo Coronel (PSD-BA), destacou o superávit — sobra de valores após gastos do ano — de R$ 15 bilhões para 2025.

Esse valor é mais de quatro vezes o previsto no texto original, enviado pelo Poder Executivo. O valor respeita a meta fiscal de déficit zero — com tolerância de até R$ 31 bilhões, para mais ou para menos — previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias. O superávit serve para custear gastos futuros sem previsão no Orçamento (créditos adicionais) e para diminuir a dívida pública. Com a aprovação do orçamento, os investimentos em programas sociais e os reajustes para servidores públicos federais estão garantidos. O Orçamento (LOA – PLN 26/2024) estima as receitas e fixa as despesas da União para o ano de 2025, com autorizações e direcionamentos para o correto uso do dinheiro público por parte do governo.

Destinação dos recursos
O texto aprovado aumentou R$ 11,9 bilhões em despesas com relação ao projeto do governo federal, totalizando os R$ 5,8 trilhões. Esse valor inclui despesas que ficam fora do limite de gastos estipulado pelo arcabouço fiscal, como as do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e as transferências constitucionais e legais a estados, municípios e Distrito Federal. A área mais beneficiada no texto aprovado pelo Congresso, com relação ao projeto original, foi a saúde, com aumento de R$ 24,4 bilhões. Esse valor é um reflexo da exigência legal de que metade das emendas individuais sejam para essa função.

Em números relativos (proporcionais), as mudanças mais significativas foram nas autorizações de gastos em esporte e lazer — mais de seis vezes o valor inicial de R$ 435 milhões — e em urbanismo — mais de três vezes os R$ 2,8 bilhões sugeridos pelo governo. Para aprovação do projeto, pendências em programas como Pé-de-Meia e Vale-Gás foram resolvidas. Também houve ajustes no programa Bolsa Família, que sofreu um corte de quase R$ 9 bilhões, mas ainda mantém um valor robusto: R$ 160 bilhões. O documento destina ainda ao programa habitacional Minha Casa, Minha Vida o valor de R$ 18 bilhões. O Farmácia Popular está orçado em R$ 4,2 bilhões, enquanto o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) terá o valor de R$ 60 bilhões. Os valores dessas políticas sofreram mudanças significativas em relação ao ano anterior, como mostra o quadro a seguir.

Também houve um acerto sobre os procedimentos para a liberação das emendas parlamentares. O valor de R$ 50 bilhões foi reservado para as emendas. O relator-geral do Orçamento, senador Angelo Coronel (PSD-BA), ressaltou que as emendas de comissão foram preservadas. Ele também disse que as emendas só poderão ser canceladas com a assinatura do proponente. Coronel destacou que nas últimas semanas teve várias reuniões com as lideranças partidárias para acertar os detalhes da votação do projeto na CMO e no Plenário do Congresso. A proposta orçamentária de 2025 deveria ter sido votada em dezembro, mas um impasse em torno das emendas parlamentares afetou o cronograma. Uma série de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) limitou o pagamento das emendas até que fossem estabelecidas regras de transparência e rastreabilidade dos recursos.

O problema foi contornado no final de fevereiro, quando o ministro Flávio Dino, do STF, homologou um plano de trabalho apresentado pelo Senado em conjunto com a Câmara dos Deputados e o Poder Executivo. O programa prevê medidas para aumentar a transparência e a rastreabilidade na execução das emendas parlamentares. Na última terça-feira (18), porém, Dino pediu ao governo e ao Congresso mais informações sobre a nova forma de liberar emendas, sob o argumento de que, como está, a liberação do valor pode esconder o nome do congressista responsável.

Com Agência Senado

Texto foi aprovado três meses após o prazo previsto devido ao impasse das emendas

Porto de Paranaguá recebe investimento de R$ 1 bilhão

Construção do Píer em T ampliará capacidade de movimentação de cargas

Cada um dos berços terá capacidade para movimentar até 8 mil toneladas por hora

O Porto de Paranaguá comemora seus 90 anos de história com pompa e circunstância. O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta segunda-feira (17), durante a cerimônia em comemoração ao aniversário, o investimento de R$ 1 bilhão para a construção do Píer em T, que vai ampliar a capacidade de movimentação de cargas no terminal. Esta é a primeira vez que o governo estadual injeta recursos do Tesouro no Porto de Paranaguá. O valor se soma a mais R$ 1,2 bilhão que deve ser aportado pela iniciativa privada na obra, a partir dos valores arrecadados nos arrendamentos as áreas 14, 15 e 25, que irão a leilão neste ano.

“É o maior investimento dos últimos 50 anos no porto, com dinheiro da secretaria de infraestrutura e logística, para a construção de dois berços, além de mais dois pela iniciativa privada. Isso vai aumentar muito a capacidade do Porto de Paranaguá, além do projeto do Moegão, que vamos inaugurar em dezembro. A produção do Paraná, tanto no agro quanto na indústria, cresce cada vez mais e precisamos ter capacidade logística para acompanhar essa expansão”, explicou o governador. A primeira fase do projeto contempla a construção da ponte entre o cais e os dois novos berços de atracação (sentido oeste). Na segunda fase, está prevista a construção do segundo pier, completando o “T” com mais dois berços (sentido leste).

Cada um dos berços terá capacidade para movimentar até 8 mil toneladas/hora. Hoje, a média é de 3 mil toneladas/hora. Com a capacidade de receber navios maiores, a nova estrutura do Corredor de Exportação Leste (Corex) irá movimentar 32 mil toneladas/hora. Os projetos básicos estão prontos e, assim que finalizados os processos de arrendamentos das áreas 14, 15 e 25 seguindo os critérios contratuais, os projetos executivos serão concluídos e as obras iniciadas. Além do novo píer, o governador também anunciou o investimento de R$ 35,7 milhões da Portos do Paraná na revitalização de diversas ruas de Paranaguá. As empresas Rocha e Fertipar estão doando o projeto para a troca de revestimento em 15 ruas de Paranaguá por pavimento em concreto armado. São seis quilômetros de extensão, que totalizam 71,6 mil metros quadrados de área.

O Porto de Paranaguá já conta com a maior obra portuária em execução no país, o novo Moegão, que está com cerca de 30% de execução e deve ser finalizada no final deste ano. A obra recebe investimento de mais de R$ 600 milhões e trará um aumento significativo da produtividade portuária, além da redução do número de cruzamentos ferroviários na cidade – de 16 para cinco – e de uma maior integração entre os operadores portuários e o cais. Com a nova estrutura, a capacidade de movimentação ferroviária será ampliada em 60%, passando dos atuais 550 vagões para 900 vagões por dia. Os grãos serão direcionados pelos transportadores até os terminais e, posteriormente, embarcados nos navios pelo Corredor de Exportação, permitindo sua entrega a diversos destinos ao redor do mundo.

Construção do Píer em T ampliará capacidade de movimentação de cargas