Archives Abril 2025

Curitiba teve o maior aumento da cesta básica no país em março

Florianópolis lidera com o maior valor da região

Custo médio da cesta básica apresentou elevação em todas as capitais do Sul em março

Apenas três capitais brasileiras não apresentaram aumento no custo médio da cesta básica no mês de março. Das 17 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, somente Aracaju (-1,89%), Natal (-1,87%) e João Pessoa (-1,19%) apresentaram redução no custo médio da cesta. Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), responsável pela pesquisa, as maiores elevações observadas no mês de março ocorreram nas capitais do Sul: Curitiba (3,61%), Florianópolis (3%) e Porto Alegre (2,85%).

Entre os maiores vilões para o aumento da cesta no mês passado estão o café, que subiu em todas as capitais analisadas, o tomate e o leite integral. Por outro lado, o preço do quilo da carne bovina de primeira caiu em 15 capitais, com exceção de João Pessoa e do Recife. A cesta básica mais cara do país continua a ser a de São Paulo, onde o custo médio chegou a R$ 880,72. Em seguida vêm Rio de Janeiro (R$ 835,50), Florianópolis (R$ 831,92) e Porto Alegre (R$ 791,64). Já a cesta mais barata foi observada nas capitais das regiões Norte e Nordeste do país, onde a composição de produtos é diferente. Os menores valores médios foram encontrados em Aracaju (R$ 569,48), João Pessoa (R$ 626,89), no Recife (R$ 627,14) e em Salvador (R$ 633,58).

Com base na cesta mais cara, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário mínimo em fevereiro deveria ser de R$ 7.398,94 ou 4,87 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.518.

Com ABR

Florianópolis lidera com o maior valor da região

Paraná ganha mais uma PCH com capacidade de atender 15 mil residências

O empreendimento da CPFL Energia e State Grid recebeu aporte de R$ 421 milhões

A construção da PCH empregou cerca de 1,8 mil pessoas na fase de obras, que durou 28 meses

Um dos principais geradores de energia limpa do Brasil, o Paraná ganhou mais uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), com capacidade para atender cerca de 15 mil residências. O vice-governador Darci Piana participou na quinta-feira (3) da inauguração da PCH Lúcia Cherobim, construída no Rio Iguaçu, no limite dos municípios da Lapa e de Porto Amazonas, na Região Metropolitana de Curitiba. O empreendimento do Grupo CPFL Energia e da chinesa State Grid recebeu investimentos de R$ 421 milhões e tem potência instalada de 28 MW. A construção da PCH empregou cerca de 1,8 mil pessoas na fase de obras, que durou 28 meses.

Por conta da geografia do Paraná e da grande quantidade de bacias e sub-bacias hidrográficas, o Paraná possui um grande potencial hidrelétrico. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o território estadual abriga 126 complexos desse tipo em operação, com potência outorgada total de 15.668 MW, a segunda maior do país, perdendo apenas para o Pará, com 22.393 MW.

A concepção da PCH Lúcia Cherobim previu o aproveitamento da queda d’água do rio, por meio de um barramento com trecho em terra e estrutura de pedra, na margem direita, e o restante em concreto, tanto no leito do rio como na margem esquerda. A captação das vazões será turbinada, na margem esquerda do rio, por meio de um canal de adução, seguida de tomadas d’água e condutos forçados até a entrada das turbinas. O vertedouro é do tipo soleira livre, dimensionado para a vazão recorrente, mas com sobrelevação para, quando houver cheias no rio, não haja riscos de transbordamento, o que atende aos requisitos de segurança de barragens. O reservatório tem 1,47 quilômetro de área e a barragem chega à altura de 26,80 metros.

A usina conta com três unidades geradoras. A energia gerada na PCH foi conectada à subestação Cherobim, da Copel, com as linhas de transmissão chegando às subestações da Copel na Lapa e em Palmeira. A usina é do grupo CPFL Energia, que é uma das líderes no setor elétrico brasileiro, com negócios em distribuição, geração, transmissão, comercialização de energia elétrica e serviços. O grupo, que em 2017 passou a ser parte da estatal chinesa State Grid, já conta com dois empreendimentos energéticos no Paraná. Já a State Gride é a maior empresa de serviço de utilidade pública do mundo, sendo responsável pela distribuição de energia para mais de 1,1 bilhão de pessoas na China.

As Pequenas Centrais Hidrelétricas são unidades de geração de energia de pequeno porte que, de acordo com a legislação brasileira, variam entre uma potência igual ou superior a 5 MW e igual ou inferior a 30 MW. Na comparação com as centrais hidrelétricas de grande porte, as PCHs têm um potencial de impacto menor ao meio ambiente e podem demandar estruturas menores para a transmissão de energia. As centrais têm uma das menores pegadas de carbono entre todas as formas de geração de energia existentes e não sofrem com intermitência na produção de energia, o que garante sustentabilidade e segurança às regiões que atendem.

O empreendimento da CPFL Energia e State Grid recebeu aporte de R$ 421 milhões

Sites enfrentam queda de tráfego após chegada da IA no Google

Desde que o Google começou a exibir os chamados AI Overviews (Resumos com IA) no topo dos resultados de busca, muitos sites ao redor do mundo têm relatado uma queda significativa de visitas — em alguns casos, perdas de até 70% no tráfego. As mudanças no buscador tem levantado uma preocupação séria entre produtores de […]Desde que o Google começou a exibir os chamados AI Overviews (Resumos com IA) no topo dos resultados de busca, muitos sites ao redor do mundo têm relatado uma queda significativa de visitas — em alguns casos, perdas de até 70% no tráfego. As mudanças no buscador tem levantado uma preocupação séria entre produtores de […]

Pixel Watch 3 nos EUA agora alerta serviços de emergências se seu coração parar

O Google começou a liberar o novo recurso Loss of Pulse Detection para usuários do Pixel Watch 3 nos Estados Unidos. A novidade, que pode ser essencial em situações de emergência, é capaz de identificar a ausência de batimentos cardíacos e acionar automaticamente os serviços de emergência, caso o usuário não responda. O recurso já […]O Google começou a liberar o novo recurso Loss of Pulse Detection para usuários do Pixel Watch 3 nos Estados Unidos. A novidade, que pode ser essencial em situações de emergência, é capaz de identificar a ausência de batimentos cardíacos e acionar automaticamente os serviços de emergência, caso o usuário não responda. O recurso já […]

EUA anunciam tarifas de 104% sobre a China a partir desta quarta-feira

Taxa total é formada por uma soma de tarifas

A taxa adicional de 50% foi uma ameaça feita ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

A Casa Branca informou nesta terça-feira (8) que a tarifa adicional de 50% sobre produtos importados da China entrará em vigor nesta quarta-feira (9), elevando a 104% a tributação sobre bens produzidos no gigante asiático. Após o anúncio oficial, o dólar chegou a R$ 6 e o Ibovespa recuava 0,7%. A taxa adicional de 50% foi uma ameaça feita ontem pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na ocasião, ele afirmou que, se a China não voltasse atrás na sua decisão de impor tarifa extra de 34% sobre os produtos norte-americanos, a Casa Branca faria uma imposição adicional de 50%, como o Portal AMANHÃ noticiou.

O prazo concedido foi até hoje para que o governo chinês desistisse da tarifação. Trump chegou a dizer na manhã de hoje que esperava um telefonema da China para negociar um acordo. Mas o governo chinês não deu qualquer sinalização, e ainda afirmou que iria “revidar até o fim”, escalando a guerra comercial. A guerra tarifária começou na semana passada, quando Trump anunciou as chamadas tarifas recíprocas contra quase todos os países. Essa decisão mergulhou os mercados em turbulência. Segundo fontes da Casa Branca, mais de 50 países teriam procurado Trump para iniciar negociações sobre os encargos.

Taxa total é formada por uma soma de tarifas

Fundo de R$ 100 milhões vai investir em startups do Sul

Lançado pela gestora Primus Ventures, e tendo como cotistas o BRDE e Badesul, fundo Sul Ventures mira empresas inovadoras nos três estados da região

O FIP Sul Ventures é o primeiro fundo lançado pela Primus Ventures, gestora que nasce da evolução da Catarina Capital

Com foco em startups que desenvolvem soluções para empresas (B2B) e atuação exclusiva no Sul do Brasil, foi apresentado nesta terça-feira (9) o Fundo de Investimentos em Participações (FIP) Sul Ventures, que prevê captar um total de R$ 100 milhões até o final deste ano. Voltado a empresas em estágios iniciais de crescimento e com operação nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, o fundo tem entre os cotistas a participação do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e do Badesul – Agência de Desenvolvimento. Liderado pela gestora Primus Ventures, o projeto irá priorizar setores como fintech, retailtech, insurtech, healthtech, IoT, Indústria 4.0, agritech, energia e IT infrastructure. A seleção de startups será feita de forma contínua a partir do segundo semestre de 2025 e os primeiros cotistas foram conhecidos durante evento realizado no Instituto Caldeira.

“Apoiar o ecossistema de inovação é uma decisão estratégica no sentido de ampliar a produtividade em toda a região Sul do país. Somos referência em termos de financiamento para o setor, mas igualmente apostamos alto em startups que farão a diferença no mercado, através de programa próprio de aceleração e em parcerias com outros agentes em fundos de investimento”, destacou o diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto. A seleção de startups será feita de forma contínua a partir do segundo semestre de 2025. Para o Badesul, a participação como cotista do fundo reafirma o compromisso em fomentar a inovação no Rio Grande do Sul – estado onde está previsto o aporte de 30 a 40% do capital. “O Badesul tem sido um parceiro de iniciativas que impulsionam o crescimento do ecossistema de inovação gaúcho. Estamos muito entusiasmados com o apoio a este fundo, que reúne empresas com produtos validados, alto potencial de expansão e capacidade de gerar progresso e desenvolvimento para o nosso estado”, disse o presidente do Badesul, Claudio Gastal.

Potencial da região
Com aportes que variam de R$ 500 mil a R$ 10 milhões por startup — incluindo follow-ons —, a Primus Ventures pretende realizar entre 15 e 20 investimentos ao longo do ciclo do fundo. O fundo tem mais de R$ 50 milhões já captados, a Primus Ventures trabalha para alcançar o volume total até o fim de 2025. “Estamos em negociações avançadas com investidores institucionais e privados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Também estamos conversando com family offices e investidores estratégicos de São Paulo, interessados em acessar o potencial da região Sul”, destaca José Augusto Albino, sócio da Primus e gestor responsável pelo novo fundo.

O FIP Sul Ventures é o primeiro fundo lançado pela Primus Ventures, gestora que nasce da evolução da Catarina Capital, que nos últimos anos já havia estruturado veículos financeiros e operado como prestadora de serviços especializados em venture capital. A região Sul, segundo a Primus, reúne um dos ecossistemas mais promissores do país. A densidade de hubs de inovação, parques tecnológicos, universidades e empresas de médio porte com perfil de inovação colaborativa cria um ambiente favorável para startups com alto potencial de escala e geração de valor.

Lançado pela gestora Primus Ventures, e tendo como cotistas o BRDE e Badesul, fundo Sul Ventures mira empresas inovadoras nos três estados da região

Março foi marcado por recuo na produção de automóveis

Este foi o pior mês desde 2022

O ritmo produtivo em março, com 190 mil unidades, apresentou queda de 12,6% em relação a fevereiro

O recorte isolado dos índices do primeiro trimestre aponta para uma boa recuperação do setor automotivo brasileiro, sobretudo quando comparado ao fraco início do ano. Porém, os dados apresentados em março mostram uma desaceleração na produção e nas exportações, enquanto os emplacamentos subiram às custas de vendas diretas e modelos importados, de acordo com o balanço divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

O ritmo produtivo em março, com 190 mil unidades, apresentou queda de 12,6% em relação a fevereiro, principalmente nas fábricas de automóveis e comerciais leves, com ajuste no nível de estoque da ordem de 8 mil veículos e redução das exportações. Foi o pior março desde 2022. No acumulado do trimestre, 583 mil unidades deixaram as linhas de montagem, 8,3% a mais que no mesmo período do ano passado, melhor resultado desde 2021. Mesmo com um dia útil a menos que fevereiro, por conta do carnaval, março teve novo crescimento nas vendas, com média diária de 10,3 mil unidades, 11,3% a mais que no mês anterior. No ano, a média diária de emplacamentos é 7,5% superior à do primeiro trimestre de 2024.

Boa parte dessa alta, contudo, se deu em função de modelos importados. Estes representaram 61% do aumento das vendas no primeiro trimestre. Das 37,2 unidades vendidas a mais em relação aos primeiros três meses de 2024, 22,6 mil vieram de fora do país, sobretudo da Argentina e da China. O total de vendas em março foi de 195,5 mil unidades, alta de 5,7% sobre fevereiro. O volume acumulado no trimestre é de 552 mil autoveículos, 7,2% a mais que no ano passado. Mas as vendas diretas, em especial de locadoras, tiveram alta de 14 pontos percentuais a mais que o varejo. Impactadas positivamente pelo crescimento de 120% dos embarques para a Argentina, as exportações brasileiras subiram 40,6% no trimestre, apesar da queda de 19% em março, na comparação com o mês anterior. A questão é saber se essa queda no último mês foi sazonal, ou se indica alguma tendência. Por enquanto, este é o melhor primeiro trimestre desde 2018 para as exportações.

Riscos aos investimentos
Márcio de Lima Leite, presidente da Anfavea, mostrou-se preocupado com o atraso na divulgação dos decretos que regulamentam o Programa Mover, do esgotamento dos recursos para Pesquisa & Desenvolvimento, além da não recomposição imediata do Imposto de Importação de 35% para eletrificados, fatores que começam a impactar negativamente os investimentos dos fabricantes de veículos. Outra ameaça é um pedido de empresas chinesas ao governo federal para redução de impostos para produção local em CKD [montagem de veículos no Brasil com base em peças importadas, totalmente desmontadas] e SKD [processo de montagem de produtos que chegam parcialmente montados do exterior. A finalização é feita no país de destino, onde o produto será vendido], o que seria altamente danoso aos fabricantes plenos nacionais, aos empregos e aos investimentos de toda a cadeia automotiva brasileira. “Esses impasses podem comprometer parte dos investimentos anunciados, sobretudo nesse momento de grande tensão global, com as tarifas impostas pelo governo norte-americano impactando negativamente toda a geopolítica econômica global, inclusive o setor automotivo nacional e sua longa cadeia de suprimentos”, ponderou Leite.

Este foi o pior mês desde 2022

Famílias ampliam endividamento para conter inadimplência

Uso de carnês cresce como alternativa ao cartão de crédito

Para a CNC, o resultado demonstra o esforço das famílias para manter o controle financeiro mesmo diante das pressões do orçamento

Mesmo com o crescimento do número de famílias endividadas pelo segundo mês seguido, a inadimplência não avançou em março. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), 77,1% das famílias relataram ter dívidas a vencer — maior patamar desde setembro do ano passado —, mas a parcela inadimplente ficou estável em 28,6%. Já o percentual de famílias que não terão condições de pagar dívidas vencidas recuou para 12,2%.

Para a CNC, o resultado demonstra o esforço das famílias para manter o controle financeiro mesmo diante das pressões do orçamento. Na visão da entidade, o avanço do endividamento com estabilidade da inadimplência sinaliza maior consciência no uso do crédito. A CNC projeta que essa tendência deve continuar ao longo do ano. A expectativa é de aumento de 2,5 pontos percentuais no endividamento até o fim de 2025, em relação ao início do ano, impulsionado por maior confiança no consumo e pela necessidade de reorganização financeira. A inadimplência, por sua vez, deve recuar marginalmente, com previsão de queda de 0,7 ponto percentual nos 12 meses. O levantamento também mostra que o tempo de inadimplência está diminuindo: 47,6% dos inadimplentes estão com dívidas em atraso há mais de 90 dias — o menor nível desde maio de 2024. Ao mesmo tempo, o comprometimento da renda com dívidas se manteve em 29,9%, e 20,8% das famílias afirmam comprometer mais da metade da renda com o pagamento dessas obrigações.

Embora o cartão de crédito continue sendo a modalidade mais utilizada (presente em 83,7% dos endividados), ele perdeu espaço em relação ao ano passado. Em contrapartida, os carnês voltaram a crescer e se mantêm como a segunda principal forma de endividamento das famílias. A modalidade ganhou 1,3 ponto percentual na comparação anual. Para o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares, isso reflete que as famílias estão tendo mais dificuldade de acessar fontes formais de crédito e acabam optando por modalidades alternativas, porém com juros maiores. “A alta dos carnês e do crédito pessoal revela que o consumidor está buscando formas alternativas, porém mais caras, de conseguir empréstimos para manter o consumo ou quitar dívidas”, explica. Outro sinal de mudança é o encurtamento dos prazos das dívidas. O percentual de famílias com compromissos superiores a um ano caiu para 34,4% — menor nível desde agosto de 2024 —, enquanto cresceu o número de dívidas com vencimento entre três meses e um ano, indicando preferência por prazos mais curtos.

Uso de carnês cresce como alternativa ao cartão de crédito

Indústria do Paraná avança 2% em fevereiro

O estado ficou à frente do RS, que registrou alta de 0,5%, e de SC, que teve queda de 0,6%

Na comparação entre fevereiro de 2025 com o mesmo mês de 2024, a indústria paranaense segue como a segunda que mais cresceu no país

A indústria paranaense cresceu 2% em fevereiro na comparação com janeiro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta terça-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo melhor resultado do país, atrás apenas de Pernambuco (6,5%), e acima da média nacional, que ficou estagnada (-0,1%). O Paraná exerceu a principal influência positiva no índice geral em fevereiro. No âmbito regional, o Paraná ficou à frente do Rio Grande do Sul, que registrou crescimento de 0,5%, e de Santa Catarina, que teve retração de 0,6%. O Paraná também se destacou em relação a estados com polos industriais robustos, como São Paulo (-0,8%), Rio de Janeiro (-0,3%) e Minas Gerais (-0,2%), todos com índices negativos.

Na comparação entre fevereiro de 2025 com o mesmo mês de 2024, a indústria paranaense segue como a segunda que mais cresceu no país, com 5,5%, índice quase quatro vezes maior que a média nacional, de 1,5%. O resultado está muito próximo de Santa Catarina (6%), primeiro colocado. Completa o top 3 o estado do Pará, com 5,1%. Quando analisado o acumulado de 2025, o Paraná registrou o terceiro melhor resultado nacional, com 3,3%, encostado no Rio Grande do Sul, com 3,5%. Santa Catarina lidera neste indicador, com 7,6%. No cenário nacional, a média brasileira no período foi de 1,4%.

Na passagem de janeiro para fevereiro, a indústria nacional atingiu o seu quinto mês consecutivo sem crescimento, com perda de 1,3% desde outubro de 2024. “De forma geral, há uma perda de intensidade na produção industrial, influenciada por uma política monetária contracionista, com aumento dos juros, com o objetivo de combater a inflação. Isso acaba estreitando mais as linhas de crédito, reduzindo os investimentos e fazendo com que as tomadas de decisão na produção sejam mais cautelosas. Pelo lado da demanda, esse cenário também impacta de forma negativa o consumo das famílias”, contextualiza Bernardo Almeida, analista da pesquisa.

O estado ficou à frente do RS, que registrou alta de 0,5%, e de SC, que teve queda de 0,6%

Killing compra o Grupo LRB, segunda aquisição em um ano

Expansão é resultado de um plano de R$ 150 milhões em investimentos até 2026

“Continuamos com o radar ligado tanto para oportunidades na área de tintas, quanto na de adesivos”, confirma o CEO Milton Killing

O Grupo Killing acaba de concluir mais uma aquisição. Na manhã desta quinta-feira, 3 de abril, a Killing oficializou a compra do Grupo LRB, fabricante de adesivos com unidades em Estância Velha e Novo Hamburgo. O anúncio ocorre um ano após a empresa sediada em Novo Hamburgo ter adquirido a Superlack Indústria Brasileira de Tintas Ltda., fabricante de tintas em pó para a indústria metalmecânica, com sede em Caxias do Sul. O valor da negociação com a LRB não é revelado por sigilo do contrato, mas está dentro de um plano de investimentos de R$ 150 milhões, que iniciou em 2023, com a inauguração do centro de distribuição em Sapucaia do Sul, seguiu em 2024, com a incorporação da Superlack, ganhou novo passo agora, com a LRB, e vai continuar até 2026, com ampliação da capacidade e modernização em suas próprias unidades e possíveis novas aquisições.

“A compra do Grupo LRB está dentro do nosso propósito de fazer a Killing crescer e se fortalecer. É uma aquisição estratégica, pois complementa o portfólio e traz uma tecnologia adicional”, destaca o CEO Milton Killing. Segundo ele, a LRB tem uma excelente reputação no mercado e atende não só o Brasil como a América Latina. Como a Killing, a LRB também leva inovação e soluções tecnológicas para as áreas em que atua. A empresa é especializada no desenvolvimento de adesivos que atendem às necessidades dos setores moveleiro, calçadista, embalagens e tissue (que é o segmento da indústria de papel). “Com a aquisição, estamos agregando maior capacidade produtiva em algumas linhas que já temos e incluindo novas, por exemplo, a de adesivos para o segmento tissue”, explica Milton.

A estimativa é de que a capacidade de produção aumente em até 80% em algumas linhas de adesivos. A Killing planeja também manter os 90 funcionários que hoje fazem parte da LRB e, dessa forma, deve chegar a 670 colaboradores totais, somando as unidades no Rio Grande do Sul, na Bahia, na Argentina e no México. A negociação entre Killing e LRB levou cerca de seis meses. A maioria do capital investido (70%) vem do caixa da própria Killing e o restante foi financiado junto ao mercado. “Continuamos com o radar ligado tanto para oportunidades na área de tintas, quanto na de adesivos”, confirma o CEO. A Killing registrou faturamento de R$ 850 milhões em 2024 e projeta alcançar R$ 950 milhões este ano.

Expansão é resultado de um plano de R$ 150 milhões em investimentos até 2026

Exportações de Santa Catarina crescem 7,6% no primeiro trimestre

Estados Unidos e China são os principais compradores do estado

As vendas de carnes suína e de aves registraram aumento significativo

As exportações de Santa Catarina tiveram um aumento de 7,6% no primeiro trimestre de 2025 em comparação com o mesmo período do ano passado. O percentual corresponde ao salto no valor total exportado de US$ 2,5 bilhões para US$ 2,7 bilhões entre janeiro e março, ou seja, alta de cerca de US$ 200 milhões. Os dados são divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) do governo federal. A alta de 7,6% nas exportações de Santa Catarina é puxada, principalmente, pelos setores do agronegócio, madeira e maquinário. As vendas de carnes suína (+19%) e de aves (+15%), que são os principais produtos da pauta exportadora catarinense, registraram aumento significativo. O faturamento com exportações de carnes de aves chegou a US$ 499 milhões e de carne suína a US$ 398 milhões.

Outro setor que mostrou bom desempenho foi a exportação de madeira parcialmente trabalhada, com alta de 20% no trimestre, chegando a US$ 127 milhões de faturamento em 2025. Segmentos do agronegócio como tabaco (+154%), carnes processadas e defumadas (+81%) e farelo de soja (+42%) também cresceram. Assim como bombas, centrífugas, compressores de ar e exaustores (+18%) e materiais de construção de argila e refratários (+16%).

O principal destino das exportações catarinenses no primeiro trimestre foram os Estados Unidos, com US$ 399 milhões em faturamento, ou 14% do total vendido por Santa Catarina. A China está em segundo lugar, com US$ 248 milhões ou participação de 9%. Argentina (US$ 221 milhões) e Japão (US$ 164 milhões) aparecem na sequência. O Chile fecha o top 5 com US$ 130 milhões. Embora as exportações tenham encolhido para Estados Unidos (-4,2%) e China (-2,9%), Santa Catarina passou a vender mais para outros países. Entre os principais destinos, Argentina (+34%), Japão (+21%), Uruguai (+21%) e Reino Unido (+16%) compraram mais produtos do estado. Os europeus e asiáticos importaram mais carnes, enquanto os vizinhos sul-americanos adquiriram mais produtos industrializados de papel e de metal.

Estados Unidos e China são os principais compradores do estado

Google estaria pagando especialistas em IA para não trabalharem

A competição por talentos em inteligência artificial está cada vez mais intensa entre gigantes como Google, OpenAI e Microsoft. E, para evitar perder seus profissionais mais valiosos, o Google estaria recorrendo a uma tática inusitada: pagar salários por até um ano inteiro para que esses funcionários simplesmente não trabalhem… em lugar nenhum. Segundo informações divulgadas […]A competição por talentos em inteligência artificial está cada vez mais intensa entre gigantes como Google, OpenAI e Microsoft. E, para evitar perder seus profissionais mais valiosos, o Google estaria recorrendo a uma tática inusitada: pagar salários por até um ano inteiro para que esses funcionários simplesmente não trabalhem… em lugar nenhum. Segundo informações divulgadas […]

NotebookLM ganhará app para celular em breve, confirma Google

O Google confirmou nesta semana que o NotebookLM, seu assistente de pesquisa com inteligência artificial, ganhará em breve um aplicativo próprio para smartphones. A novidade foi compartilhada pelo perfil oficial da ferramenta na rede X (antigo Twitter), animando usuários que há tempos esperavam uma versão otimizada para dispositivos móveis. Lançado em 2023, o NotebookLM é […]O Google confirmou nesta semana que o NotebookLM, seu assistente de pesquisa com inteligência artificial, ganhará em breve um aplicativo próprio para smartphones. A novidade foi compartilhada pelo perfil oficial da ferramenta na rede X (antigo Twitter), animando usuários que há tempos esperavam uma versão otimizada para dispositivos móveis. Lançado em 2023, o NotebookLM é […]

Google testa botão “Power Up” no Gemini para turbinar prompts com um toque

O Google está trabalhando em mais uma novidade para o Gemini, seu assistente com inteligência artificial, que promete facilitar ainda mais a vida dos usuários. Segundo uma análise da versão mais recente do aplicativo (APK teardown), a empresa deve incluir em breve um novo botão chamado “Power up”, que ajudará a melhorar os prompts de […]O Google está trabalhando em mais uma novidade para o Gemini, seu assistente com inteligência artificial, que promete facilitar ainda mais a vida dos usuários. Segundo uma análise da versão mais recente do aplicativo (APK teardown), a empresa deve incluir em breve um novo botão chamado “Power up”, que ajudará a melhorar os prompts de […]

Google sente impacto das tarifas dos EUA, mas Apple lidera queda entre gigantes da tecnologia

Nos últimos dias, as ações das maiores empresas de tecnologia do mundo — conhecidas como as “Sete Magníficas” (Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet/Google, Meta, Nvidia e Tesla) — sofreram uma queda acentuada após o anúncio de um novo pacote de tarifas comerciais do ex-presidente Donald Trump. Entre elas, a Apple foi a mais afetada, mas o […]Nos últimos dias, as ações das maiores empresas de tecnologia do mundo — conhecidas como as “Sete Magníficas” (Apple, Microsoft, Amazon, Alphabet/Google, Meta, Nvidia e Tesla) — sofreram uma queda acentuada após o anúncio de um novo pacote de tarifas comerciais do ex-presidente Donald Trump. Entre elas, a Apple foi a mais afetada, mas o […]