Archives Janeiro 2025

Coprel investe R$ 27 milhões em transmissão de energia em Não-Me-Toque

Além da subestação, que será a sexta unidade da Coprel, o investimento inclui a instalação de quatro alimentadores que beneficiarão outros cinco municípios vizinhos

Mesmo diante dos desafios impostos pelas cheias no Rio Grande do Sul, o presidente da Coprel, Jânio Vital Stefanello, garantiu que os investimentos programados para 2025 seriam mantidos

A cooperativa de energia Coprel deu início à construção de sua nova subestação no município de Não-Me-Toque. O projeto, orçado em R$ 27 milhões, integra o total de R$ 93 milhões que serão aplicados pela cooperativa ao longo do ano, conforme decisão dos associados. Além da subestação, que será a sexta unidade da Coprel, o investimento inclui a instalação de quatro alimentadores que beneficiarão outros cinco municípios vizinhos. Entre as prioridades do plano, feito em 2024, estão a ampliação de redes trifásicas, substituição de postes, aquisição de equipamentos para religação automática e reguladores de tensão. Mesmo diante dos desafios impostos pelas cheias no Rio Grande do Sul, o presidente da Coprel, Jânio Vital Stefanello, garantiu que os investimentos programados para 2025 seriam mantidos.

Entre 2023 e 2026, as cooperativas de infraestrutura gaúcha devem injetar um total de R$ 1 bilhão em projetos de energia, segundo dados da Fecoergs (Federação das Cooperativas de Energia, Telefonia e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul), vinculada ao Sistema Ocergs. As obras incluem a construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e a implementação de redes de distribuição e trifásicas. Certel, Ceriluz, Coprel, Certhil, Creral e Certaja lideram os aportes.

Além da subestação, que será a sexta unidade da Coprel, o investimento inclui a instalação de quatro alimentadores que beneficiarão outros cinco municípios vizinhos

Produção da safra brasileira caiu 7,2% no ano passado

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) espera crescimento de 10,2% para este ano

O resultado esperado de 2024 fica 22,7 milhões de toneladas abaixo da colheita de 2023, que alcançou 315,4 milhões de toneladas

A safra brasileira terminou 2024 com a produção de 292,7 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, o que representa recuo de 7,2% em relação à safra 2023. A estimativa faz parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado esperado de 2024 fica 22,7 milhões de toneladas abaixo da colheita de 2023, que alcançou 315,4 milhões de toneladas. A última vez que o Brasil experimentou queda na safra foi em 2021, com recuo de 0,4%.

Apesar do recuo na produção, a LSPA indica que a área colhida em 2024 alcançou 79 milhões de hectares (para se ter uma ideia, os estados de São Paulo e Minas Gerais somam extensão territorial de 85,3 milhões de hectares), crescimento de 1,6% em relação a 2023. Isso representa uma área colhida 1,2 milhão de hectares maior, ou seja, além da produção, caiu a produtividade da safra. De acordo com o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Guedes, questões climáticas explicam a queda na produtividade. “Houve atraso no plantio da soja por problemas climáticos, principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sul. Houve excesso de chuvas no Sul do país, com as enchentes no Rio Grande do Sul, que destruíram algumas lavouras de arroz, soja e milho 1ª safra [o cereal tem duas safras anuais]. Isso sem contar as altas temperaturas e poucas chuvas na 2ª safra, afetando o milho e o trigo”, explicou. O tamanho real da safra brasileira será informado pelo instituto na Pesquisa Agrícola Municipal, que será divulgada apenas em setembro.

Produtos
A soja é o principal produto agrícola brasileiro, com produção estimada de 144,9 milhões de toneladas. Em seguida, figura o milho, como 114,7 milhões. O arroz, com 10,6 milhões de toneladas é o terceiro principal produto. Juntos, os três alimentos representam 92,3% da estimativa da produção e 87,2% da área a ser colhida. Analisando estado por estado, o levantamento revela que o Mato Grosso é o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,4%, seguido pelo Paraná (12,8%) e pelo Rio Grande do Sul (11,8%). Em relação às regiões, o Centro-Oeste lidera a produção de cereais, leguminosas e oleaginosas, com 144,6 milhões de toneladas (49,4% do total). Em seguida aparece o Sul, com 78,3 milhões de toneladas (26,8%). 

Estimativa para 2025
O IBGE divulgou também um prognóstico para a safra 2025. De acordo com o levantamento, a safra brasileira de 2025 deve somar 322,6 milhões de toneladas, uma alta de 10,2% em relação à de 2024 – 29,9 milhões de tonelada a mais. De acordo com Guedes, o crescimento se deve à recuperação da safra de soja, que passou por muitos problemas em 2024. “Isso se soma às condições climáticas favoráveis às lavouras na maior parte do Brasil, mesmo com atraso no início do plantio. Os produtores conseguiram recuperar o atraso, utilizando-se de alta tecnologia. Tem chovido de forma satisfatória na maioria das regiões produtoras, o que beneficia as lavouras que estão em campo, como a soja e o milho de 1ª safra”, completou.

Com ABR 

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) espera crescimento de 10,2% para este ano

Google perde participação de mercado em buscas pela primeira vez em 10 anos

google search lupaO Google é tão associado às buscas online que a própria marca virou verbo: “dar um Google” já faz parte do nosso dia a dia. Durante a última década, mais de 90% de todas as pesquisas realizadas na internet passaram pela ferramenta da gigante de tecnologia. No entanto, algo surpreendente aconteceu no final de 2024: […]O Google é tão associado às buscas online que a própria marca virou verbo: “dar um Google” já faz parte do nosso dia a dia. Durante a última década, mais de 90% de todas as pesquisas realizadas na internet passaram pela ferramenta da gigante de tecnologia. No entanto, algo surpreendente aconteceu no final de 2024: […]

Bem longe do paredão

Por que o BBB é um sucesso comercial?

Com exposição no programa, marcas como Mercado Livre tiveram aumento de 99% nas vendas e 36% no uso de cupons (Foto: Divulgação/Globo)

O Big Brother Brasil (BBB) 2025 estreou com baixos índices de audiência na última segunda-feira, 13. Alertas ligados na Globo? Certamente. Sinal de que o reality será um mau investimento publicitário para os patrocinadores? Não necessariamente.

Já há algumas edições o programa tem valido mais pelo que repercute nas redes sociais e pelo que gera de tráfego online do que pelos números de Ibope que entrega. É o pacote que inclui TV aberta e fechada, Globoplay, adesão espontânea de tuiteiros, cobertura jornalística e torcidas digitais que convence as marcas a apoiarem-no. Acrescido de um detalhe especialmente relevante: a possibilidade de medir de maneira quase instantânea os resultados do aporte milionário.

Explico. Com as marcas inseridas no cotidiano da casa e os telespectadores valendo-se do celular como segunda tela, ficou fácil acompanhar a tradução da inserção publicitária no BBB em buscas no Google, compras online ou menções em postagens.

Foi o caso de marcas como Mercado Livre (com aumento de 99% nas vendas e 36% no uso de cupons), detergente CIF (6.000% de crescimento nas buscas), Electrolux (80% mais acessos ao site) e Seara (45% de aumento nas vendas via comércio eletrônico), conforme a Folha de S. Paulo e o Valor Econômico. Para o marketing, historicamente tão carente de números para provar o seu valor, o BBB é um dos raros investimentos precipuamente offline com mensuração convincente.

Há outros dois atrativos no BBB para as empresas. O primeiro, restrito a alguns sponsors privilegiados, é a possibilidade de participar da criação das provas, tarefas e cenários em que a marca estará inserida – um tipo de interferência difícil de obter numa novela, para citar outro produto nobre da Globo. O segundo: o programa é transmitido nos primeiros meses do ano, período em que os assuntos quentes escasseiam, favorecendo a ressonância do reality, e há todo um cardápio de novidades a ser apresentado ao consumidor pelas companhias.

Daí que as cotas comerciais atinjam preços recordes. Ainda segundo a Folha, a edição 2024 arrecadou R$ 1,5 bilhão, e a atual, quase R$ 700 milhões até novembro. Nada mau para um programa em sua 25ª edição e dado como decadente algumas vezes.

Por isso, muita calma com os números fracos da estreia. O BBB é uma prova de resistência e está recém começando.

Por que o BBB é um sucesso comercial?

Após quebra de 28%, Aurora estima safra de recuperação

Condições climáticas do fenômeno La Niña não devem causar maiores danos na vindima, que teve início no final de dezembro e será concluída em março

Em 2024, houve uma quebra de safra de 28,6% em relação à vindima de 2023, com um volume que chegou a 50,3 milhões de quilos

Uma safra de recuperação. É desta forma que a maior cooperativa vinícola brasileira, com sede em Bento Gonçalves (RS), estima colher mais de 70 milhões de quilos de uva em 2025. Os dados foram apurados junto aos 1,1 mil associados da Cooperativa Vinícola Aurora e se baseiam no levantamento da situação atual da produção nos 11 municípios de abrangência da empresa, na Serra Gaúcha. Historicamente, a safra dos cooperados da Aurora representa entre 10% e 15% do total de uvas para processamento colhidas no Rio Grande do Sul. Em 2024, houve uma quebra de safra de 28,6% em relação à vindima de 2023, com um volume que chegou a 50,3 milhões de quilos – e a maior tragédia climática vivida pelo estado em maio de 2024 também deve causar prejuízos. Somente na Aurora, foram 86 propriedades atingidas (7,82% do total de associados), com 75 hectares afetados, em diferentes níveis de prejuízos, pelos deslizamentos de terra em decorrência das chuvas. Em volume, serão, aproximadamente, 2,5 milhões de quilos de uva a menos nesta safra.

Por outro lado, o gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Aurora, Maurício Bonafé, diz que os efeitos do La Niña estão mais amenos do previsto no início de 2024. Segundo ele, a falta de chuvas em alguns períodos não deve causar perdas significativas nesta colheita. “Importante frisar que o excesso de água e os deslizamentos não têm qualquer interferência com a qualidade das uvas da safra 2025, já que a tragédia climática ocorreu no período de dormência das videiras, ou seja, quando elas não tinham frutos”, recorda. A safra 2025 deverá marcar a superação da meta da Cooperativa Vinícola Aurora na busca pela redução do esforço excessivo durante a colheita. A estimativa é de que a mecanização de bins (caixas com capacidade para até 500 quilos, em substituição às unidades de 20 quilos) chegue a 95% do volume colhido – o objetivo inicial era de 90% para este ano. Até 2027, todos os produtores deverão colher com o auxílio do equipamento. Além dos bins, outras tecnologias deverão ser intensificadas para ajudar o produtor a realizar uma safra de recuperação. O uso de drone para tratamento, a regulagem de pulverizadores, o uso de colheitadeiras mecânicas e as estações meteorológicas estão entre os exemplos. A estimativa deste ano é de chegar próximo ao que foi colhido há dois anos (70,5 milhões de quilos).

A colheita da Aurora nos últimos anos*
2015 – 65,5 milhões
2016 – 33,6 milhões
2017 – 71,5 milhões
2018 – 61,8 milhões
2019 – 68,2 milhões
2020 – 61,9 milhões
2021 – 90 milhões
2022 – 66 milhões
2023 – 70,5 milhões
2024 – 50,3 milhões
* (quilos de uva)

Condições climáticas do fenômeno La Niña não devem causar maiores danos na vindima, que teve início no final de dezembro e será concluída em março

Especialista aponta perfil ideal do profissional de marketing

CRO da PipeRun, Fábio Reichert, aposta em características como inovação e gosto por tecnologia como diferenciais importantes para quem atua na área

O mercado de marketing está em constante mudança e, muitas vezes, o que funcionava há apenas dois ou três anos já não gera os resultados necessários

Em um cenário de constante transformação, onde o marketing se reinventa a cada dia, a criação de um pipeline consistente, previsível e atribuível se torna uma das missões mais desafiadoras para empresas que buscam impulsionar suas vendas e crescimento enquanto mantêm a base de clientes fiel. No entanto, para o Chief Revenue Officer (CRO) da PipeRun, Fábio Reichert, esse objetivo só é alcançado quando existe uma colaboração plena entre o marketing e os outros departamentos da empresa.

“A verdadeira magia acontece quando os departamentos se integram, não apenas para maximizar resultados, mas para garantir que todos compartilhem a mesma visão sobre os objetivos e como alcançá-los. Isso cria uma cultura de colaboração que acelera a execução e, consequentemente, o sucesso das campanhas”, explica Reichert.

O mercado de marketing está em constante mudança e, muitas vezes, o que funcionava há apenas dois ou três anos já não gera os resultados necessários. Para Reichert, o desafio é claro. “Para se manter à frente, é necessário inovar, testar novas abordagens e estar disposto a aprender com os resultados”, afirma.

O especialista aponta a saturação de canais de comunicação, o aumento das redes sociais e o uso crescente da IA generativa como fatores que tornam o trabalho do profissional de marketing mais complexo. “A mudança da jornada de compra, cada vez menos linear, exige que as marcas estejam presentes em múltiplos pontos de contato com o consumidor. É fundamental garantir que a marca não se perca na grande quantidade de informações que o consumidor recebe. A presença precisa ser relevante, consistente e atrativa. Caso contrário, corre-se o risco de ser mais um na multidão”, complementa o CRO da Piperun.

O perfil do profissional de marketing avançado
Com a evolução da área, surge o perfil do “profissional de marketing avançado”, que, segundo Reichert, possui um conjunto único de características. “Criativos, curiosos e dispostos a correr riscos, esses profissionais têm uma abordagem orientada para dados, onde as métricas de vaidade são deixadas de lado em favor de KPIs mais robustos e alinhados aos objetivos estratégicos da empresa, como ARR (Receita Recorrente Anual), NRR (Receita Líquida Recorrente), CAC (Custo de Aquisição de Clientes) e LTV (Valor Vitalício do Cliente)”, exemplifica.

De acordo com ele, ainda são apaixonados por dados e tecnologia. “Eles não apenas entendem a importância dos números, mas usam as ferramentas tecnológicas disponíveis para otimizar processos e explorar novas possibilidades, o que lhes confere uma vantagem competitiva essencial para gerar resultados de forma eficaz e escalável”, diz.
Outra característica comum entre esses profissionais é a capacidade de otimizar constantemente suas estratégias. Para Reichert, a mentalidade de melhoria contínua é fundamental para o sucesso no marketing. “Na Piperun, por exemplo, incentivamos a experimentação contínua e a utilização de novas tecnologias, como a IA generativa, para criar campanhas e estratégias que nunca foram feitas antes”, destaca o CRO.

Fabio Reichert ainda compartilha um checklist para identificar um profissional de marketing avançado:

• Criativo, curioso e disposto a correr riscos.
• Inova e experimenta constantemente.
• Usa dados para tomar decisões.
• Adapta-se rapidamente às mudanças do mercado.
• Trabalha de forma colaborativa, incentivando equipes a assumir riscos e aprender com falhas.
• Evangeliza o marketing como um motor de lucro.

Para Reichert, é esse perfil inovador, focado em dados e tecnologia, define os profissionais que conseguem gerar alto retorno, mesmo em um cenário de rápidas mudanças. “No fim, o marketing é mais do que apenas uma função dentro da empresa; é uma força propulsora que precisa ser constantemente aperfeiçoada e alinhada à evolução do mercado e das tecnologias”, finaliza.

CRO da PipeRun, Fábio Reichert, aposta em características como inovação e gosto por tecnologia como diferenciais importantes para quem atua na área

GOL anuncia novas rotas para o Rio Grande do Sul

A partir de maio estarão disponíveis opções de voos diretos entre Porto Alegre e Buenos Aires e Caxias do Sul e Rio de Janeiro

Os voos para as novas rotas no Rio Grande do Sul serão operados em modelos Boeing 737 MAX 8, que em configuração internacional tem capacidade para 176 passageiros

Após a retomada em plena capacidade do Aeroporto Internacional de Porto Alegre – Salgado Filho, a GOL Linhas Aéreas acaba de anunciar o lançamento de duas novas rotas no Rio Grande do Sul: Porto Alegre-Buenos Aires e Caxias do Sul-Rio de Janeiro. O voo até o aeroporto Aeroparque (AEP), em Buenos Aires, estará disponível a partir de 5 de maio de 2025. Os novos voos atendem à crescente demanda de viajantes a negócios entre os países. Porto Alegre se soma aos outros 12 destinos brasileiros com voos diretos para Buenos Aires: Florianópolis (FLN), São Paulo/Guarulhos (GRU), Rio de Janeiro/RIOgaleão (GIG), Belo Horizonte/Confins (CNF), Brasília (BSB), Porto Seguro (BPS), Salvador (SSA), Macei (MCZ), Recife (REC), João Pessoa (JPA), Natal (NAT) e Fortaleza (FOR). 

Já a rota exclusiva que liga Caxias do Sul, na Serra Gaúcha, ao aeroporto RIOgaleão, no Rio de Janeiro, estará disponível a partir de 6 de maio de 2025. Serão duas frequências semanais conectando o Rio de Janeiro à Serra Gaúcha, tornando-se a única ligação sem escalas entre essas regiões. Os voos para as novas rotas no Rio Grande do Sul serão operados em modelos Boeing 737 MAX 8, que em configuração internacional tem capacidade para 176 passageiros.

Confira as frequências e os horários dos voos:

Porto Alegre (POA) – Buenos Aires (AEP): a partir de 5/05/2025

 Caxias do Sul (CXJ) – Rio de Janeiro (GIG): a partir de 6/05/2025

A partir de maio estarão disponíveis opções de voos diretos entre Porto Alegre e Buenos Aires e Caxias do Sul e Rio de Janeiro

Comércio deve desacelerar em 2025

Segundo a CNC, alta de juros e menor expansão fiscal devem reduzir o ritmo de crescimento do setor 

A previsão sucede um ano de bons resultados: o comércio varejista restrito acumulou alta de 5% em 2024 até novembro, enquanto o ampliado registrou crescimento de 4,4%

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê um crescimento de 1,9% para o setor do comércio em 2025, impulsionado pela recuperação consistente do mercado de trabalho e pelos níveis históricos da massa de rendimento das famílias. A previsão sucede um ano de bons resultados: o comércio varejista restrito acumulou alta de 5% em 2024 até novembro, enquanto o ampliado registrou crescimento de 4,4%, segundo a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 9 de janeiro. A CNC projeta um crescimento de 4,7% no varejo ampliado, até o fim de 2024.

Os dados de novembro reforçam a dinâmica mista do setor, com uma leve queda de 0,4% no varejo restrito e 1,8% no ampliado, em comparação com o mês anterior. Mesmo assim, categorias como Equipamentos e Materiais para Escritório, Informática e Comunicação (+3,5%) e Tecidos, Vestuário e Calçados (+1,4%) apresentaram avanços expressivos no mês. “Apesar das pressões da política monetária, o mercado de trabalho e o poder de compra das famílias têm sido os pilares que sustentam o desempenho do comércio. Para 2025, esses fatores continuam favoráveis, o que nos permite projetar crescimento mesmo diante de juros elevados”, analisa João Vitor Gonçalves, economista da CNC. Além do fortalecimento do consumo das famílias, o economista aponta o gasto público em patamar elevado como outro vetor de estabilidade para o setor no próximo ano. “Embora o governo deva reduzir o ritmo de expansão fiscal em 2025, o volume de investimentos ainda será significativo para sustentar a atividade econômica como um todo”, finaliza o economista.

Segundo a CNC, alta de juros e menor expansão fiscal devem reduzir o ritmo de crescimento do setor 

Produção automotiva fecha 2024 com alta de 9,7%

Soma de vendas de novos e usados chegou à marca de 14,4 milhões de veículos leves vendidos, maior resultado na história do país

Resultado fez com que o Brasil retomasse da Espanha o posto de oitavo maior produtor de veículos em 2024

A produção total de 2,5 milhões de veículos representou uma alta de 9,7% na comparação com 2023 e fez com que o Brasil retomasse da Espanha o posto de oitavo maior produtor de veículos em 2024, de acordo com levantamento da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Nos emplacamentos, o fechamento foi de 2,6 milhões de unidades, volume 14,1% mais alto que o do ano anterior, e bem superior à média global, que foi de um avanço de 2%. Nenhum grande mercado do mundo cresceu tanto quanto o brasileiro em 2024. Esse, aliás, foi o maior aumento no ritmo de vendas internas desde 2007.

O fato mais representativo de 2024 foi que a soma de vendas de novos e usados chegou à marca de 14,4 milhões de veículos leves vendidos, maior resultado na história do país. “Claramente, há uma demanda reprimida por transporte individual que vem sendo atendida de forma crescente, graças às melhores condições de crédito. Se essas condições melhorarem e se houver uma política de renovação de frota, mais pessoas poderão optar por veículos novos”, afirmou o presidente Márcio de Lima Leite. No ano passado houve um aumento de 36% das concessões de crédito para financiamento de veículos novos e usados.

As exportações de dezembro confirmaram o forte viés de alta do segundo semestre, que compensaram o fraco desempenho do primeiro e praticamente igualaram o resultado de 2023, indicando um 2025 de recuperação nos embarques. Ao todo, 398,5 mil autoveículos foram enviados para outros países. Argentina e Uruguai foram os destaques em termos de crescimento, a ponto de compensar as quedas de envios para todos os outros países da América Latina.

Já as importações tiveram o melhor período entre os últimos 10 anos, com 466,5 mil emplacamentos, alta de 33% impulsionada pela entrada maciça de eletrificados, em especial da China. “Neste ano é preciso reequilibrar os volumes de exportações e importações, de forma a evitar um novo déficit na balança comercial, como ocorreu em 2024. Temos um Imposto de Importação muito baixo para elétricos e híbridos, o menor entre países que fabricam veículos, o que nos torna um alvo preferencial de empresas importadoras, em prejuízo de nosso parque industrial e dos nossos empregos”, explicou o presidente da Anfavea.

Soma de vendas de novos e usados chegou à marca de 14,4 milhões de veículos leves vendidos, maior resultado na história do país

Bunge, maior empresa do Sul, investe em digitalização e agricultura regenerativa

Empresa encerrou o primeiro semestre de 2024 com lucro global consolidado de US$ 314 milhões

Apesar do cenário mais desafiador, a Bunge seguiu entregando resultados sólidos e consistentes, muito em função do robusto trabalho que tem feito ao longo dos últimos anos para fortalecer o negócio

Em 2023, por mais um ano, a Bunge entregou fortes resultados tanto no Brasil quanto globalmente em todas as principais frentes de atuação, com destaque para o segmento de agronegócio, cujo desempenho foi impulsionado pela melhora nas margens das operações de processamento. A performance financeira do período também foi positivamente impactada por diversos recordes de produção, graças à busca contínua pela excelência e pela melhoria das operações, o que levou a recordes de utilização da capacidade nas fábricas de esmagamento de oleaginosas, por exemplo. Já o ano de 2024 tem apresentado um ambiente de mercado menos robusto comparado a anos anteriores. 

Globalmente, a demanda por óleo e farelo permanece forte, mas tanto a comercialização de grãos e oleaginosas por parte dos produtores quanto a compra dos produtos pelos clientes finais está concentrada no mercado spot [quando a compra se dá com pagamento à vista e pronta entrega dos produtos]. No Brasil, o ritmo de comercialização de grãos e oleaginosas se mostrou mais lento em razão dos preços mais baixos das commodities, mas a ampla estrutura e capilaridade de ativos da Bunge a mantêm bem posicionada para capturar as oportunidades de originação [compra de grãos] sempre que elas surgem. Portanto, apesar do cenário mais desafiador, a Bunge seguiu entregando resultados sólidos e consistentes, muito em função do robusto trabalho que tem feito ao longo dos últimos anos para fortalecer o negócio e torná-lo mais flexível e ágil para se adaptar às diferentes condições de mercado. Com isso, a empresa encerrou o primeiro semestre de 2024 com lucro global consolidado de US$ 314 milhões, aumento da expectativa de lucro por ação para o ano completo e manutenção de sua posição como a primeira colocada em 500 MAIORES DO SUL. 

Com mais de 200 anos de história no mundo e 119 de Brasil, a Bunge construiu uma jornada de sucesso baseada na valorização de relações de confiança com produtores rurais parceiros e com os clientes finais. “Além disso, nosso modelo operacional global, único na indústria, organizado por cadeias de valor, nos torna mais ágeis na tomada de decisão, um time extremamente dedicado, apaixonado pelo que faz, e uma rede de ativos integrada ao redor do mundo nos dá flexibilidade para operar e nos permite desenvolver soluções inovadoras e sustentáveis que beneficiam não só os nossos negócios, mas também os negócios dos produtores e dos clientes com os quais nos relacionamos, ao mesmo tempo em que promove impactos positivos para o mundo”, avalia Julio Garros, co-presidente global de agronegócio da Bunge. 

Garros destaca a importância da região Sul do Brasil para as operações da empresa. Presentes nos três estados, cerca de 2 mil dos mais de 6 mil funcionários da Bunge atuam em unidades na região. No Rio Grande do Sul, entre as instalações da multinacional estão um terminal portuário e uma planta de esmagamento de soja na cidade de Rio Grande e unidades de armazenagem em Cruz Alta e Passo Fundo. No Paraná, possuem um moinho de trigo e uma fábrica de esmagamento de soja em Ponta Grossa, um terminal portuário em Paranaguá e unidades de armazenagem em Maringá, Cascavel e Guarapuava. Já em Santa Catarina ficam um porto em São Francisco do Sul, além do escritório de serviços compartilhados, localizado na cidade de Gaspar. 

“Na Bunge, entendemos que temos um papel relevante de contribuir para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades onde estamos presentes, onde vivem e com a qual nossas pessoas colaboradoras interagem. Assim, no Sul, promovemos diversas iniciativas que vão desde a formação de novos talentos até o impulso a negócios locais”, detalha Garros. Em Santa Catarina, há, por exemplo, o Espaço Bunge, na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), inaugurado em abril deste ano. Trata-se de um espaço corporativo com salas de aula, espaços de coworking e áreas de descompressão, localizado no prédio do hub de inovação e empreendedorismo na Univali, no qual a Bunge mantém uma agenda contínua de palestras, workshops e discussões de cases práticos alinhados à grade de conteúdo dos cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pela universidade, especialmente os relacionados à Escola de Negócios, Educação e Comunicação (Enec). A parceria se dá no escopo da estratégia de relacionamento da empresa com universidades, e tem o objetivo de fomentar a integração entre teoria e prática e de contribuir com a formação de talentos na comunidade. 

Outro exemplo é o projeto Economia da Gente, liderado pela Fundação Bunge, que trabalha para a qualificação de empreendedores locais em cidades onde está presente, com foco em habilitá-los para atender aos padrões de fornecimento de empresas globais. O objetivo é ampliar a compra de produtos e serviços de fornecedores locais, desenvolvendo a socioeconomia destes municípios. Atualmente, o projeto se estende a nove cidades onde a Bunge tem unidades, incluindo Ponta Grossa (PR) e Rio Grande (RS).

Projetos para o futuro
Ao passo em que mantém investimentos nas unidades existentes com foco em melhoria contínua e no aumento da eficiência de operações, inclusive visando metas baseadas na ciência para a redução das emissões de gases de efeito estufa, os times da Bunge também se dedicam a desenvolver chamados “projetos-chave” para o futuro da companhia. Entre eles, o grande destaque é a futura combinação global da Bunge com a Viterra e a aquisição, no Brasil, da CJ Selecta. “Ambas são transações que esperamos concluir em breve, após as aprovações regulatórias necessárias”, antecipa Garros. Assim que concluída a operação com a Viterra, a Bunge estará melhor posicionada para atender as demandas de mercados cada vez mais complexos e melhor servir agricultores e clientes finais em todo o mundo. Já a operação da CJ Selecta, que é principalmente voltada à produção de proteína concentrada de soja, reforçará o portfólio de produtos de alto valor agregado. 

Tais movimentos estão alinhados à estratégia de originação da companhia, suportada pela consolidação de uma rede diversificada e integrada de ativos, e a permitirão ter maior flexibilidade logística para que os produtos continuem chegando em todas as partes do mundo de forma segura e sustentável. A Bunge está investindo US$ 20 milhões para mais do que dobrar a área beneficiada por seu programa de estímulo à agricultura regenerativa no Brasil, dos atuais 250 mil hectares para 600 mil hectares até 2026. O programa remunera produtores que aderem à iniciativa, fornece diagnóstico das propriedades, oferece assistência técnica gratuita para a melhoria ou adoção de novas práticas agrícolas sustentáveis, disponibiliza ferramentas digitais e de agricultura de precisão para gestão eficiente das fazendas. 

Outro aporte pesado da Bunge é em ferramentas digitais. Isso inclui investimentos em interconectividade, automação e aprendizado de máquina para garantir que as plantas funcionem com desempenho ideal. Além disso, a companhia está investindo em sistemas para aumentar os insights em tempo real para antecipar melhor as principais tendências do mercado e gerenciar fluxos e transações.

Este conteúdo integra o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Empresa encerrou o primeiro semestre de 2024 com lucro global consolidado de US$ 314 milhões

BRDE se aproxima de R$ 6 bilhões em investimentos no Sul em 2024

Marca histórica de R$ 5,970 milhões superou em cerca de R$ 140 milhões o volume registrado no ano anterior

Com uma carteira ativa de R$ 21,5 bilhões, o BRDE opera no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (estados controladores), além do Mato Grosso do Sul

Com um total de 13.446 novas operações realizadas ao longo de 2024, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou o ano muito próximo de atingir R$ 6 bilhões em novos investimentos no Sul do país. Com uma carteira ativa de R$ 21,5 bilhões, o BRDE opera no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul (estados controladores), além do Mato Grosso do Sul. Mesmo diante de um cenário desafiador em termos de acesso ao crédito, a marca histórica de R$ 5,970 milhões superou em cerca de R$ 140 milhões o volume de financiamentos registrado no ano anterior. O número total de contratos avançou 75%, com as micro e pequenas empresas e os produtores rurais sendo os segmentos de maior crescimento.

Com fortes investimentos em inovação e desenvolvimento de novos produtos, a indústria somou R$ 1,406 milhão nos estados onde o BRDE opera. Já o setor do agronegócio fechou o ano com R$ 1,934 milhão em novos contratos, seguido muito de perto pelo comércio e serviços (R$ 1,920 milhão). Os investimentos viabilizados pelo banco, através da parceria com a Finep, chegaram a R$ 757 milhões, superando os R$ 697 milhões registrados em 2023. As micro, pequenas e médias empresas demandaram cerca R$ 1,62 bilhão, enquanto os produtores rurais registraram R$ 1,21 bilhão em financiamentos (mais de dez mil contratos).  

Os investimentos por parte de empresas de grande porte somaram R$ 2,65 bilhões em financiamentos aprovados pelo BRDE ao longo do ano passado. Já os projetos voltados ao setor de infraestrutura responderam por um volume de R$ 709 milhões, com destaque para o forte crescimento de financiamentos por parte das prefeituras. Para investimentos em obras de urbanização, resiliência e prevenção a eventos climáticos, saneamento e iluminação pública, as prefeituras contrataram mais de R$ 476 milhões no ano passado (em 2023 esse valor ficou em R$ 300 milhões).

No ano passado, o BRDE concluiu com êxito as primeiras Parcerias Público-Privadas (PPPs) dos serviços de iluminação pública nos municípios gaúchos de Santa Maria e Sapiranga. Mantendo o desempenho positivo do período anterior, as parcerias do BRDE em projetos de geração de energias com fontes renováveis e maior eficiência no consumo energético chegaram a R$ 553 milhões em 2024. Destaque também para o apoio às agroindústrias (cooperativas), com R$ 1,39 bilhão em novos empréstimos, e aos projetos para ampliar a capacidade de armazenagem de grãos, com R$ 776,8 milhões de investimentos.

Marca histórica de R$ 5,970 milhões superou em cerca de R$ 140 milhões o volume registrado no ano anterior

Pra tudo se acabar na quinta-feira

Quanto tempo dura uma alegria?

Se a tese do norte-americano Phil Stutz estiver certa, é possível que Fernanda Torres tenha vivido num “universo paralelo” de euforia desde o domingo (5), em que ganhou o Globo de Ouro (Foto: Robyn Beck / AFP)

Se a tese do norte-americano Phil Stutz estiver certa, é possível que Fernanda Torres tenha vivido num “universo paralelo” de euforia desde o domingo (5), em que ganhou o Globo de Ouro, até a quinta-feira seguinte, dia 9. A partir de então, as coisas voltaram ao normal para a atriz brasileira, que ainda terá um “chorinho” de contentamento ao retornar ao país para uma provável rodada de homenagens e festejos entre os seus (e para o assédio de uma penca de aproveitadores, claro).

Esclarecendo: Stutz é psicólogo em Los Angeles e tratou, ao longo de 40 anos, algumas das maiores estrelas de Hollywood. Segundo ele, casos recorrentes entre seus pacientes comprovam que a alegria de vencer um Oscar dura 96 horas. Passados quatro dias, lamentavelmente, a vida sucks again (mais aqui, aqui e aqui).

Donde alguém poderia questionar: se satisfações duram tão pouco, por que esforçar-se para obtê-las?

Bem, porque fomos biologicamente programados para desejar. E para que a intensidade desse desejo seja superior ao regozijo derivado da realização, garantindo que um objetivo seja substituído por outro logo em seguida e a vida se mantenha em eterno movimento.

Prêmios, especificamente, são motivações extrínsecas a qualquer atividade, assim como o dinheiro e a fama. E não costumam ser as únicas, nem sequer as mais importantes. Há outras, estabelecidas pelo próprio indivíduo, tão relevantes quanto. No caso de um filme, atuar bem, estar à altura de uma personagem histórica, sentir-se contribuindo para uma obra coletiva ou desfrutar da companhia de colegas de elenco e produção são exemplos de motivações intrínsecas. Pela qualidade do trabalho que executou, é muito provável que Fernanda tenha gabaritado todas elas.

Depois de um certo tempo, o que foi uma explosão de alegria e de novidades para a atriz — o anúncio do nome, a caminhada até o palco, o discurso, a festa, o contato com estrelas a quem só via pela telinha e pela telona, as dezenas de cumprimentos — vai sendo acomodada na memória e garantindo doses homeopáticas de alegria quando recordada. Mas será incapaz de fazer girar novamente a roda da motivação, inclusive porque premiações são incertas, um tanto lotéricas, até — Demi Moore foi ganhar a primeira com mais de 40 anos de carreira.

Disso não se conclua que ganhar ou perder uma estatueta dê no mesmo. Se o desfrute da vitória é efêmero, a ruminação da derrota pode ser eterna — como deixou claro a própria Fernandinha ao dedicar o prêmio à mãe, a quem considerou injustamente preterida 26 anos atrás no mesmo Golden Globe e no Oscar.

Quanto tempo dura uma alegria?

Em 26 anos, inflação do país ficou acima da meta oito vezes

Além de 2024, a inflação ficou fora do intervalo de tolerância nos seguintes anos: 2001, 2002, 2003, 2015, 2017, 2021 e 2022 

O IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%

Desde 1999, quando o Brasil passou a adotar o regime de metas de inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ultrapassou oito vezes o limite máximo da meta. A última vez foi no ano passado, segundo dados divulgados na sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IPCA, que leva em conta a variação do custo de vida de famílias com rendimento de até 40 salários mínimos, fechou o ano passado em 4,83%. A meta estipulada pelo governo era de 3% com tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos, isto é, um arco de 3% até 4,5%. 

Além de 2024, a inflação ficou fora do intervalo de tolerância nos seguintes anos: 2001, 2002, 2003, 2015, 2017, 2021 e 2022. Dos oito anos de estouro, apenas 2017 ficou abaixo do piso. O IPCA terminou o ano em 2,95%. O piso determinado era 3%. Em 2002, quando o teto da meta era 5,5%, o IPCA alcançou 12,53%, o maior desde a implantação do regime monetário. Em 2021, ano com efeitos da pandemia, chegou a 10,06%. O órgão do governo que define a meta é o Conselho Monetário Nacional (CMN), composto pelos ministros da Fazenda, do Planejamento e o presidente do Banco Central (BC). A perseguição da meta é conduzida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Um dos principais recursos para o Copom fazer a política monetária, ou seja, controlar a inflação, é a taxa básica de juros, a Selic – que serve de referência para qualquer operação de empréstimo.

A Selic alta faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas – e é sinônimo de freio na atividade econômica, o que tem potencial de conter aumento de preços. Por outro lado, desestimula investimentos e a criação de emprego e renda. Atualmente, a Selic está em 12,25% ao ano. O último aumento, de 1 ponto percentual, foi em 11 de dezembro. O Copom já indicou mais aumentos de 1 p.p. nas próximas duas reuniões – que ocorrem a cada 45 dias, com o objetivo de conter a pressão inflacionária dos próximos anos. Eventos climáticos, desvalorização do real ante o dólar e o preço das carnes são fatores que ajudam a explicar a inflação acima da meta em 2024.

Cada vez que o país estoura a meta de inflação, o presidente do BC tem de divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda (que responde como presidente do CMN) a descrição detalhada das causas do descumprimento da meta, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito. Em carta divulgada nesta sexta-feira (10), o Banco Central diz que a alta do dólar e das commodities (bens primários com cotação internacional) e o aquecimento da economia explicam a maior parte da alta da inflação em 2024.

Meta contínua
Até 2024, a meta de inflação era fechada no fim do ano corrente. Uma resolução do CMN determina que, para 2025 em diante, a meta seja apurada ao longo dos últimos doze meses. Assim, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao mês de dezembro de cada ano. Esse padrão segue exemplos internacionais e é conhecido como “meta contínua”. Por exemplo, em abril de 2025 será levado em conta o intervalo de maio de 2024 a abril de 2025 para se apurar se o IPCA está dentro do limite. O presidente do BC terá que explicar por carta aberta se deixar a inflação fora da meta por seis meses seguidos. Segundo o BC, a utilização desse período evita a caracterização de descumprimento em situações de variações temporárias na inflação. Esse é o caso, por exemplo, de um choque em preços de alimentos que faça com que a inflação fique fora do intervalo de tolerância por apenas alguns meses. Para 2025, a meta segue em 3%, com tolerância de 1,5 p.p. para mais ou para menos.

Em 2024, o acumulado de 12 meses do IPCA chegou a marcar 3,69% em abril, antes de sofrer inflexão e seguir tendência de alta, até alcançar a máxima de 4,87% em novembro. O índice de dezembro (0,52%) permitiu um recuo no fim do ano, que fechou em 4,83%. Se estivesse valendo o novo critério, o BC estaria somando três meses seguidos de taxa acima do teto, mas não precisaria ainda prestar informações via carta aberta ao CMN.

Com ABR

Além de 2024, a inflação ficou fora do intervalo de tolerância nos seguintes anos: 2001, 2002, 2003, 2015, 2017, 2021 e 2022 

Santa Catarina acumulou 149 mil novos empregos em 2024 até novembro

Serviços e indústria puxaram criação de vagas no ano passado 

Estado ocupou a quarta posição entre os estados que mais criaram empregos industriais no país,

Santa Catarina gerou 149.155 novos postos de trabalho formais no acumulado de 2024 até novembro. O setor de serviços liderou a criação de vagas, com 69,8 mil empregos, seguido da indústria, com 55,4 mil. O segmento do comércio criou 21,5 mil postos e a agropecuária 2,5 mil novas vagas, segundo dados do Novo Caged, compilados pelo Observatório FIESC. Dentro da indústria, o segmento da construção liderou a geração de vagas, com 11,9 mil novas oportunidades no ano, seguido pelo setor têxtil, de confecção, couro e calçados, com 7,9 mil empregos criados. O ramo de alimentos e bebidas veio na terceira posição, com 5,5 mil novos postos. Já produtos químicos e plásticos acumulou 5 mil vagas formais criadas até novembro de 2024, seguido pelo setor de máquinas e equipamentos, com 4,5 mil empregos gerados.

Santa Catarina ocupou a quarta posição entre os estados que mais criaram empregos industriais no país, no acumulado de 2024 até novembro, segundo análise do Observatório FIESC. Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Mario Cezar de Aguiar, a indústria catarinense tem se mantido entre as mais dinâmicas do país. “Essa quarta posição ganha uma relevância ainda maior se considerarmos que o estado tem apenas 3,8% da população brasileira. Temos um parque fabril muito diversificado, distribuído por todo o estado e também bastante internacionalizado. Isso coloca SC numa posição diferenciada. A indústria catarinense tem sido o motor da economia, alavancando a geração de empregos nos demais segmentos”, explica Aguiar.

Considerando apenas o mês de novembro, o estado gerou cerca de 9 mil vagas. No período, a indústria apresentou saldo negativo de vagas, com perda de 4,1 mil postos. Dentro do setor industrial, os segmentos que apresentaram maior recuo foram: construção civil (-1.761), têxtil (-1.387) e madeira e móveis (-622). Já o setor de equipamentos elétricos apresentou saldo positivo de vagas (446) no período, assim como o de máquinas e equipamentos, com 206. No mês de novembro de 2024, o comércio liderou a criação de novas vagas, com 5,5 mil vagas, com a contratação de mão de obra para as vendas de Natal. O segmento de serviços gerou 5,3 mil empregos, enquanto a agropecuária criou 2,3 mil empregos com carteira assinada no mesmo período.

Serviços e indústria puxaram criação de vagas no ano passado 

Confira ao que o MEI precisa estar atento para 2025

Tributos foram reajustados e prazos para regularizar situações do Simples Nacional se encerram neste mês

Janeiro é um mês importante para os microempreendedores individuais. É momento para regularizar as dívidas, optar por permanecer no Simples Nacional para 2025 (caso tenha ultrapassado os R$ 81 mil de limite de faturamento), enviar Declaração Anual (DASN-SIMEI) e muito mais. Confira, a seguir, os principais fatores para ficar de olho.

Contribuição mensal
Uma das maiores mudanças é que, com 
o aumento do salário-mínimo para R$ 1.518, o valor da contribuição mensal do MEI, feito pelo Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), passa a ser de R$ 75,90, podendo chegar a R$ 81,90, dependendo da atividade exercida pelo profissional, que pode ou não incidir impostos sobre serviço ou mercadorias. Para o MEI Caminhoneiro, a contribuição mensal será entre R$ 182,16 e R$ 188,16. Entenda como é feito o cálculo:

– R$ 75,90 de INSS (5% do valor do salário-mínimo, de R$ 1.518,00, ou 12% para o MEI transportador autônomo de cargas);
– R$ 5,00 de ISS, caso seja contribuinte deste imposto; e
– R$ 1,00 de ICMS, caso seja contribuinte deste imposto.

A guia de contribuição deve ser paga até o dia 20 de cada mês. O primeiro boleto a considerar essa mudança vence em fevereiro de 2025, pois o recolhimento é sempre com relação ao mês anterior. Pelas plataformas de atendimento do Sebrae (site, 0800, ou app), é possível emitir o boleto gratuitamente.

Adesão ao Simples Nacional
Está aberto, até o próximo dia 31 de janeiro, o prazo para que os empreendedores façam adesão ao Simples Nacional. A iniciativa é voltada para aqueles pequenos negócios que foram excluídos do regime de tributação, inclusive quem está em débito com a Receita Federal. No mesmo período, os MEI que ultrapassaram o teto de faturamento de R$ 81 mil serão automaticamente desenquadrados da figura do microempreendedor individual e precisam fazer a solicitação para permanecer no Simples Nacional no mesmo período. É possível consultar a situação do seu CNPJ pela página do Simples.

Dívidas
O período até 31 de janeiro é uma nova oportunidade para os donos dos pequenos negócios regularizarem as dívidas com a Receita Federal e evitar a exclusão do Simples Nacional. No total, mais de 1,8 milhão de empresas receberam notificações da Receita, mas cerca de 1,5 milhão ainda não regularizaram a situação. Os empreendedores que receberam um termo de exclusão do Simples Nacional, pelo Domicílio Tributário Eletrônico do Simples Nacional precisam pagar as dívidas (à vista ou parcelada) em um prazo de 30 dias após a visualização do documento. Com a exclusão o pequeno negócio perde benefícios fiscais, terá dificuldades para emitir notas fiscais, entre outras complicações. O Sebrae possui trilhas de apoio que orienta sobre a regularização de dívidas.

Declaração Anual
A Declaração Anual do Simples Nacional para o Microempreendedor Individual (DASN-SIMEI) já está disponível para o preenchimento. O documento reúne as informações sobre as contribuições e o faturamento da empresa em 2024 e de empregados que eventualmente o MEI tenha tido. Mesmo quem não teve faturamento em 2024 precisa fazer a declaração. O período para envio das informações segue até 31 de maio. Assista o passo a passo que o Sebrae preparou para fazer sua declaração anual obrigatória.

Com Agência Sebrae

Tributos foram reajustados e prazos para regularizar situações do Simples Nacional se encerram neste mês