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Roku lança Ultra com Wi-Fi 6 e controle com botões iluminados

Um dia após o lançamento do Google TV Streamer nos EUA, a Roku anunciou a nova versão de seu player de streaming, o Roku Ultra 2024. Sem grandes mudanças no design externo e mantendo o preço de US$ 99,99, o dispositivo traz atualizações significativas em seu desempenho interno, segundo a empresa. A Roku afirma que […]Um dia após o lançamento do Google TV Streamer nos EUA, a Roku anunciou a nova versão de seu player de streaming, o Roku Ultra 2024. Sem grandes mudanças no design externo e mantendo o preço de US$ 99,99, o dispositivo traz atualizações significativas em seu desempenho interno, segundo a empresa. A Roku afirma que […]

O Hezbollah não é o Líbano

Todo mundo ama esse país

O Hezbollah está para o Líbano como um tumor maligno está para o organismo

O Líbano é um dos países mais queridos do mundo. Está para o Oriente Médio como a Tailândia está para o Sudeste Asiático; o Brasil para a América do Sul; a Dinamarca para a Europa; o Canadá para a América do Norte ou a Nova Zelândia para a Oceania. Mesmo quem não o conheceu nos tempos áureos, louva o estilo de vida desses eternos “bon vivants” – musicais, hospitaleiros e donos de uma culinária incomparável.

Além das belezas naturais, o Líbano se notabiliza por ser um mosaico de civilizações. Lar de cristãos ortodoxos e romanos; muçulmanos sunitas e xiitas; armênios e drusos, já no final dos anos 1970 o caldo começou a entornar por conta dos interesses das praças financeiras europeias em gerir os cobiçados petrodólares. Beirute precisava ser desestabilizada. O Líbano foi infiltrado por aproveitadores e, em especial, por um vírus oportunista de matriz xiita.

Isso porque, nos anos 1980, a fragilidade política atraiu os milicianos do Hezbollah para o Sul. O que isso representou? A chegada de religiosos de matriz iraniana à fronteira com Israel. Tomar de assalto zonas sensíveis é o sonho dourado de qualquer milícia. Respeitadas as proporções, foi o equivalente à instalação de mísseis soviéticos em Cuba, nos anos 1960, o que quase levou o mundo à Terceira Guerra Mundial. Os russos recuaram.

O que fez o Hezbollah? Enquanto se preparava para uma guerra que teve a veleidade de achar que só o terror poderia desencadear – como o Hamas –, eles desfiguraram a vida libanesa. O Islã de matriz retrógrada não quer saber de pluralismo democrático, muito menos de cosmopolitismo, um traço identitário inconfundível do país hospedeiro. Pelo contrário. Há décadas vinha estocando munição em casas de civis contra benefícios pecuniários.

Da mesma forma que milícias cariocas cobram impostos, mordem seu quinhão nas tarifas públicas, impõem a lei de silêncio e julgam as comunidades de acordo com o nefando tribunal do crime, o Hezbollah faz a mesma coisa a poucos quilômetros de Haifa – para nos atermos a uma referência mais conhecida. Mas eu poderia citar lugares que conheço bem como Metula, Kiryat Shmona, Ayelet HaShahar, Safed – que viraram uma zona de exclusão.

Nesse estágio da guerra em Israel – abstraindo-nos de Gaza e do 7 de outubro, tanto quanto possível –, a prioridade passou a ser o Norte, onde populações inteiras na faixa de fronteira saíram de casa há meses. Há perdas a lamentar? É evidente. E, no entanto, não há de se deplorar um golpe vigoroso no Hezbollah. Ninguém quer ver danos ao Líbano, embora eles sejam inevitáveis. O terror acha que só ele tudo pode. Pois que conheça o medo e a desmoralização.

Os pagers e walkie-talkies incandescentes deram uma pista sugestiva do que vinha. O Líbano não teve a opção de hospedar ou não seus delinquentes. O Brasil nem sempre tem a opção de albergar milícias que dominam setores inteiros de áreas urbanas e da selva. Oxalá pudéssemos desalojá-las como fizeram os americanos ao ajudar os colombianos a extirpar o câncer do narcotráfico, quando já achávamos que a Colômbia estava desenganada.

Um movimento insurgente cujo método é o terror não pode ser encarado com pruridos intelectuais. Daí a curetagem. Não verei no meu tempo de vida o cenário com que sonhei quando morei na região em 1976: o livre trânsito de pessoas e mercadorias entre o Golã e o Mediterrâneo fenício. Sonhei com o mesmo cenário das muitas vezes que estive na Síria, na Jordânia e no próprio Líbano.

Mas, admitindo que isso possa soar absurdo e não cínico, acho que os acontecimentos da última semana nos colocam um pouco mais próximos da rota de um convívio futuro e da paz. Tenho certeza de que muitos libaneses estão agradecidos, por mais que seja difícil admitir isso abertamente. Para ser querido pelos bons, às vezes os maus têm de temer uma força que se imponha sobre eles. Que corações e mentes possam convergir.

Todo mundo ama o Líbano. Mas o Hezbollah está para o Líbano como um tumor maligno está para o organismo. Há de se extirpá-lo. De preferência, poupando a vida do paciente. O que não dá é fingir que nada aconteceu ou ficar sentado à espera das sirenes. Que não se peça isso a Israel, um país que se corporificou no bojo da maior tragédia do século passado. Há um século, os judeus achavam que Deus os salvaria de tudo.

Quem diria que hoje deve a esperança ao Domo de Ferro?

Todo mundo ama esse país

Economia com horário de verão pode beirar R$ 400 milhões

Redução da demanda máxima de energia elétrica seria de até 2,9%

De acordo com nota técnica do ONS, redução se daria entre outubro e fevereiro

A adoção do horário de verão pode resultar em uma diminuição até 2,9% da demanda máxima de energia elétrica. O retorno do horário de verão também traria uma economia próxima a R$ 400 milhões para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) apenas entre os meses de outubro e fevereiro. A estimativa consta de uma nota técnica divulgada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Segundo o estudo, a alteração no horário brasileiro durante o verão resultaria em uma “redução de custo de combustível termoelétrico, para o horizonte de outubro de 2024 a fevereiro de 2025, de R$ 356 milhões no pior cenário hidrológico e R$ 244 milhões no melhor cenário hidrológico”, detalha o documento.

“Em termos de contratação de reserva de capacidade, tomando por base os resultados do leilão de reserva de capacidade de 2021, a economia anual, em termos de pagamento de receita fixa aos empreendimentos vencedores do leilão, foi cerca de R$ 1,8 bilhão por ano”, acrescentou. Além disso, resultaria em maior eficiência do SIN no atendimento aos horários de maior consumo, em especial entre 18h e 20h. ” nesse período que o sistema precisa lidar com os desafios da saída da geração solar centralizada e da micro e da mini geração distribuída e do aumento da demanda por energia”, relata a nota técnica ao explicar que dados históricos mostram que o impacto positivo é especialmente percebido nos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, além do SIN.

“A prática se demonstra eficaz em amenizar o crescimento da carga entre as 18h e 19h, horários críticos do sistema. No entanto, após o período das 20h, o crescimento é retomado”, complementa o documento técnico. O ONS pondera que, ao avaliar o impacto da prática no consumo de energia, verificou-se que o impacto em alguns horários do dia é ineficaz no sentido de reduzir a carga média diária. No entanto, verificou-se também “reduções significativas em dias úteis, sábados e domingos, sob diversas condições de temperatura” nos momentos de demanda máxima noturna.

Com ABR

Redução da demanda máxima de energia elétrica seria de até 2,9%

Grupo RFK investirá R$ 300 milhões em nova cervejaria no Paraná

Planta atenderá a Região Metropolitana de Curitiba, São Paulo e Santa Catarina

Planta inicia a produção com duas marcas próprias de cerveja e deve incluir um terceiro rótulo

São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, vai receber uma nova indústria. O Grupo RFK vai investir R$ 300 milhões em uma fábrica de bebidas na cidade. A planta de São José dos Pinhais será altamente tecnológica, utilizando inclusive inteligência artificial para otimizar e tornar mais sustentável a produção. A unidade começa a ser construída em 1º de outubro, em um terreno de 300 mil metros quadrados próximo às fábricas da Audi e da Electrolux, e deve ser concluída no primeiro semestre de 2026. A planta inicia a produção com duas marcas próprias de cerveja – a Bamboa e a Moema –, deve incluir um terceiro rótulo e também outras bebidas de seu catálogo, como os refrigerantes Refriko e o energético Furioso.

A produção deve iniciar em um ano e meio, com a expectativa de fabricar 1,2 bilhão de litros de bebidas por ano, para atender a Região Metropolitana de Curitiba e também os mercados de São Paulo e Santa Catarina. O anúncio do grupo paranaense ajuda a consolidar o Paraná como o principal polo cervejeiro nacional, desde a produção de cevada até a instalação de plantas de gigantes do setor. Na semana passada, a Heineken concluiu investimento de R$ 1,5 bilhão na ampliação de sua fábrica de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, cidade que também conta com planta da Ambev e com o investimento de R$ 1,6 bilhão na maior maltaria da América Latina. Na cidade vizinha de Carambeí, a Ambev já concluiu 80% de sua nova fábrica de garrafas, cujo investimento é de R$ 870 milhões.

Desenvolvida em parceria com a empresa alemã Krones, a planta contará com sistemas de automação avançados que garantirão eficiência e qualidade em cada etapa da produção. O gerenciamento da unidade será realizado por inteligência artificial, otimizando processos e elevando o controle e a inovação a um novo patamar. “Todo o conceito da nova planta foi desenvolvido pela Krones, que é uma das maiores empresas do mundo do setor. Ela será 100% automatizada e tudo com inteligência artificial, prezando pela sustentabilidade e com reaproveitamento de energia em todo o processo”, explicou o CEO e sócio-fundador do grupo RFK, Márcio José Mendes. Fundado em 2010 em Cambé, na região Norte do Paraná, a RFK tem fábricas também no interior de São Paulo, Mato Grosso do Sul e no Pará, contando com cerca de 800 funcionários e mais de 20 mil clientes. Suas principais marcas incluem o refrigerante Refriko, o energético Furioso, a cerveja Bamboa, a cerveja Moema, o chope de vinho Bella Roma e a água mineral Hidratar.

Planta atenderá a Região Metropolitana de Curitiba, São Paulo e Santa Catarina

Número de setores industriais confiantes é o maior em quase dois anos

Região Sul registrou a alta mais expressiva do índice

Desde abril, a indústria do Sul não registrava um índice significativamente acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa falta de confiança de confiança

Em setembro, empresários de 26 dos 29 setores industriais demonstram confiança, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) setorial, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esse é o maior número de setores da indústria confiantes em quase dois anos. De acordo com o levantamento, empresários de apenas três setores alegam falta de confiança. O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, lembra que, desde outubro de 2022, não havia otimismo em tantos setores, ao mesmo tempo. Ele credita o resultado positivo à melhora da percepção dos empresários sobre a economia.

“A confiança está bastante espalhada entre os setores industriais. A avaliação dos empresários sobre as condições atuais, de uma forma geral, vinha segurando a confiança, em especial da economia brasileira, mas isso vem melhorando nos últimos meses”, explica. Na passagem de agosto para setembro, o ICEI de 21 setores aumentou. Em seis, a alta foi suficiente para que eles migrassem de falta de confiança para confiança. São eles: metalurgia; couro e artefatos de couro; máquinas e equipamentos; produtos de metal; biocombustíveis; e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos. Em sete setores, a confiança diminuiu, o que fez com os serviços especializados para a construção e madeira passassem de um patamar positivo para um patamar negativo de confiança.

O ICEI avançou entre todos os portes de indústrias em setembro. Tanto nas médias quanto nas grandes empresas, o indicador registrou alta de 1,7 ponto, enquanto, nas pequenas, o índice subiu 0,9 ponto. Todos os portes de empresa industrial demonstram confiança e, com o resultado de setembro, o otimismo está mais intenso. A confiança cresceu entre os empresários de todas as regiões do país, com destaque para o Sul, onde se registrou a alta mais expressiva do ICEI, de 2,3 pontos. Desde abril, a indústria da região não registrava um índice significativamente acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa falta de confiança de confiança. Entre os industriais do Nordeste, a confiança subiu 2,2 pontos. O otimismo também subiu no Norte (mais 1,6 ponto) no Sudeste (mais 1,3 ponto) e no Centro-Oeste (mais 0,7 ponto).

Região Sul registrou a alta mais expressiva do índice

Inovar é arriscar-se

Uma reflexão sobre os desafios de criar algo novo

A Gramado Summit, ao decidir explorar um mercado internacional, sabia que enfrentaria uma série de incógnitas

Inovar é um ato que requer coragem. Em um mundo cada vez mais competitivo, onde a inércia pode parecer confortável, se arriscar para criar algo novo é, ao mesmo tempo, um dos maiores desafios e uma das maiores oportunidades que qualquer ser humano pode enfrentar. A inovação, embora essencial para o crescimento, vem acompanhada de incertezas, e isso muitas vezes assusta. No entanto, é exatamente nessa zona de desconforto que as ideias mais transformadoras nascem.

Um exemplo claro dessa dinâmica pode ser visto na Gramado Summit que, após anos de sucesso consolidado no Brasil, decidiu dar um passo ousado: realizar sua primeira edição internacional, em Punta del Este, no Uruguai. A decisão de cruzar fronteiras não veio sem riscos, mas foi impulsionada pelo desejo de inovar e expandir. Essa iniciativa ilustra perfeitamente os desafios e as recompensas que vêm junto com o ato de se arriscar e criar algo novo.

Quando se decide inovar, o primeiro grande obstáculo a ser enfrentado é a incerteza. A Gramado Summit, ao decidir explorar um mercado internacional, sabia que enfrentaria uma série de incógnitas. Desde a compreensão das particularidades do mercado uruguaio até o estabelecimento de novas parcerias e a adaptação cultural, o caminho não seria fácil. Era necessário confiar na força da ideia e nas estratégias traçadas para superar as adversidades que surgissem.

Outro ponto crítico é o fator tempo. A inovação não acontece do dia para a noite. Ela requer planejamento cuidadoso, uma dose saudável de tentativa e erro, além de muita persistência. Cada etapa da organização da Gramado Summit em Punta del Este, desde a escolha do local até a logística de trazer participantes internacionais, exigiu um esforço contínuo e detalhado. A resiliência foi fundamental nesse processo. Por outro lado, os benefícios de se arriscar e inovar são imensuráveis. Ao trazer a Gramado Summit para fora do Brasil, não só ampliamos o alcance do evento, mas também proporcionamos um intercâmbio de ideias e experiências entre empreendedores de diferentes países.

Além disso, a inovação gera crescimento. Inovar não é fácil, mas é recompensador. É necessário ter coragem para lidar com o desconhecido e disposição para trabalhar incansavelmente em busca de soluções. Mas, no final, o impacto de criar algo novo vai muito além das dificuldades enfrentadas ao longo do caminho.

Uma reflexão sobre os desafios de criar algo novo

Gerdau adquire empresa de reciclagem de sucata nos EUA

Negócio foi fechado por mais de R$ 300 milhões

A Gerdau é a maior recicladora de sucata da América Latina, com 71% de seus produtos originados dessa matéria-prima

A Gerdau anunciou que assinou contrato para adquirir os ativos da norte-americana Dales Recycling Partnership, empresa de operação, processamento e reciclagem de sucata ferrosa. O negócio fechado pela Gerdau Ameristeel, controlada da Gerdau na América do Norte, receberá um investimento de aproximadamente US$ 60 milhões (cerca de R$ 330 milhões).

A companhia tem unidades nos estados do Tennessee, Kentucky e Missouri. “A aquisição tem como objetivo aumentar a captura de sucata ferrosa cativa pela Gerdau por meio de canais próprios, para fornecimento dessa matéria-prima às suas operações, com custo competitivo”, destaca o comunicado ao mercado da Gerdau.

A Gerdau é a maior recicladora de sucata da América Latina, com 71% de seus produtos originados dessa matéria-prima. A medida internacional é de 30%. Ao processar uma tonelada de sucata é possível evitar vários danos ambientais, como deixar de consumir 1,4 tonelada de minério de ferro ou mesmo 740 quilos de carvão.

Negócio foi fechado por mais de R$ 300 milhões

Dicas para Melhorar a Velocidade de Carregamento do seu Site

A velocidade de carregamento de um site é um dos fatores mais importantes para garantir uma boa experiência do usuário e melhorar o ranqueamento em mecanismos de busca como o Google.

Um site lento pode prejudicar a taxa de conversão, aumentar a taxa de rejeição e até mesmo reduzir a visibilidade da sua página nos resultados de pesquisa.

Aqui estão algumas dicas práticas para otimizar a velocidade de carregamento do seu site:

1. Comprimir Imagens

Imagens grandes podem ser um dos maiores vilões da velocidade de carregamento, impactando negativamente o desempenho do seu site. Uma maneira eficaz de melhorar a performance é comprimir as imagens antes de carregá-las no site. Existem ferramentas online, como TinyPNG, JPEG-Optimizer e Compressor.io, que podem reduzir o tamanho dos arquivos sem perder a qualidade.

Prefira utilizar formatos modernos como WebP, que oferecem compressão superior comparada a JPEG e PNG, eajusteo tamanho das imagens de acordo com o espaço que ocuparão na página, evitando o uso de imagens maiores do que o necessário.

2. Usar uma Rede de Distribuição de Conteúdo (CDN)

As CDNs (Content Delivery Networks) distribuem o conteúdo do seu site em diversos servidores localizados ao redor do mundo, reduzindo a distância entre o servidor e o usuário final, que pode acessar o site a partir do servidor mais próximo de sua localização geográfica, reduzindo o tempo de resposta e acelerando o carregamento.

A CDN ajuda a melhorar a performance global e a reduzir a carga no servidor de origem. Você pode contar com algumas opções como Cloudflare, Amazon CloudFront e Akamai.

3. Minimizar e Combinar Arquivos CSS, HTML e JavaScript

Códigos CSS, HTML e JavaScript podem conter espaços, quebras de linha e comentários desnecessários que aumentam o tamanho dos arquivos e podem atrasar o carregamento da página. Minimize esses arquivos removendo esses elementos desnecessários.

Ferramentas como UglifyJS e CSSNano podem ser usadas para minimizar o JavaScript e o CSS. Combine vários arquivos de script e estilos em um único arquivo para reduzir o número de requisições HTTP.

4. Habilitar o Cache do Navegador

O cache do navegador permite que os arquivos do seu site sejam armazenados localmente no dispositivo do usuário. Na próxima visita, esses arquivos não precisam ser baixados novamente, o que acelera consideravelmente o tempo de carregamento.

Use cabeçalhos de expiração para definir o tempo em que os arquivos devem ser armazenados no cache. Imagens, CSS, JavaScript e até fontes são bons candidatos para armazenamento em cache.

5. Otimizar o Tempo de Resposta do Servidor

Escolher um bom provedor de hospedagem pode fazer uma grande diferença no desempenho do seu site. O tempo de resposta do servidor pode ser melhorado com uma hospedagem de qualidade e otimização do banco de dados. 

Assegure que seu servidor está configurado da forma correta e que não existem gargalos que possam atrasar o carregamento.

Se estiver usando hospedagem compartilhada, o tráfego de outros sites pode impactar a performance do seu. Considere migrar para um VPS (Servidor Virtual Privado) ou uma hospedagem dedicada para garantir mais recursos e um melhor desempenho.

Para sites maiores, é importante optar por uma solução de hospedagem que se ajuste conforme o tráfego, como o AWS ou Google Cloud.

6. Utilizar Carregamento Lento (Lazy Loading)

O “lazy loading” é uma técnica em que as imagens e outros elementos são carregados apenas quando o usuário rola a página até eles. Isso pode reduzir significativamente o tempo de carregamento inicial da página, melhorando a experiência para usuários com conexões mais lentas. 

Plugins como o Lazy Load (para WordPress) e o uso do atributo loading=”lazy” nas imagens são maneiras simples de implementar essa técnica.

7. Executar Carregamento Assíncrono de Scripts

Scripts JavaScript podem bloquear o carregamento de outros elementos da página. Para evitar isso, o carregamento assíncrono permite que o navegador continue exibindo o conteúdo enquanto os scripts são carregados em segundo plano.

Use o atributo defer para scripts que devem ser carregados após o conteúdo principal e async para scripts que podem ser carregados simultaneamente.

8. Remover Plugins Desnecessários

Plugins e scripts desnecessários podem adicionar peso ao seu site e aumentar o tempo de carregamento. 

Se você está usando um CMS como WordPress, o excesso de plugins pode aumentar o tempo de carregamento do site. Além disso, alguns plugins mal otimizados podem causar problemas de desempenho.

Faça uma análise dos plugins que realmente precisa e desative ou remova aqueles que não são essenciais. Opte por plugins leves e bem otimizados, com boas avaliações e atualizações regulares.

9. Otimizar o Banco de Dados

Se o seu site utiliza um banco de dados (como em WordPress ou Magento), otimizar as consultas pode ter um impacto significativo na velocidade de carregamento. Remova dados inúteis, como revisões de posts e transientes expirados, para melhorar o desempenho.

Plugins como WP-Optimize para WordPress ajudam a limpar e otimizar bancos de dados de forma automática. Use índices para acelerar as consultas e melhorar a performance.

10. Monitorar e Testar Regularmente

Por último, é importante monitorar regularmente a performance do site e identificar pontos que precisam ser melhorados.

Use ferramentas como Google PageSpeed Insights, GTmetrix e Pingdom para monitorar a velocidade do seu site e obter relatórios detalhados e recomendações para otimização.

Dessa forma, você pode observar onde estão os gargalos, para poder tomar decisões mais assertivas na otimização contínua do site.

E programe-se para fazer testes regulares para assegurar que as otimizações estão funcionando de acordo com as expectativas.

Melhorar a velocidade de carregamento do seu site não só beneficia os visitantes, mas também melhora o SEO e o desempenho geral. Implementando essas práticas, você garantirá uma experiência de navegação mais rápida e eficiente, resultando em mais engajamento e conversões.

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Planejamento descarta mudança na meta de déficit zero para este ano

Segundo secretário-executivo, estimativas estão próximas da realidade

O aumento na estimativa de arrecadação fez o governo reduzir para R$ 28,3 bilhões a estimativa de déficit primário em 2024

Apesar de frustrações importantes de receitas, como a dos processos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o governo manterá a meta de déficit primário zero em 2024, com a devida margem de tolerância, declarou nesta segunda-feira (23) o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Gustavo Guimarães. Para este ano, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o novo arcabouço fiscal preveem margem de tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB. Com essa margem de tolerância, o governo poderá fechar o ano com déficit primário de até R$ 28,7 bilhões. O déficit primário representa o resultado negativo das contas do governo sem os juros da dívida pública.

Apesar de críticas do mercado financeiro à capacidade do governo de cumprir a meta, Guimarães afirmou que as estimativas estão próximas da realidade. “Fizemos ajuste nas metas dos anos seguintes sem alterar a de 2024. Mesmo após essa mudança, sempre havia algum ruído de que poderia ter alteração de meta este ano. E a gente tem mostrado a cada bimestre todo o esforço do governo para que isso não aconteça, como não vai acontecer”, reiterou Guimarães. Divulgado na noite de sexta-feira (20), o relatório descongelou R$ 1,7 bilhão do orçamento de 2024. O aumento na estimativa de arrecadação fez o governo reduzir para R$ 28,3 bilhões a estimativa de déficit primário em 2024. O valor é R$ 400 milhões inferior ao limite mínimo da margem de tolerância para o cumprimento da meta. O atual marco fiscal exclui da meta os R$ 29 bilhões em créditos extraordinários para reconstruir o Rio Grande do Sul nem os R$ 514 milhões para o combate a incêndios florestais anunciados na semana passada, assim como outras despesas excepcionais. Sem os gastos fora do arcabouço fiscal, o governo encerraria o ano com déficit primário de R$ 68,8 bilhões.

Contabilidade criativa
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, reagiu às críticas de que a equipe econômica esteja recorrendo à contabilidade criativa para fechar as contas deste ano. Ele disse que o crescimento econômico acima do previsto e medidas de arrecadação sobre os mais ricos, como a tributação de offshores [empresas de investimento no exterior] e de fundos exclusivos, trarão as receitas necessárias para o governo cumprir a meta. “Há, de fato, incômodo na equipe econômica quando a gente percebe alguma irracionalidade na repercussão, quando se ignora alguns fatos da realidade, alguns números que se apresentam. O fato é que o fiscal se recuperou e tem superado as expectativas. Isso é um fato. Outro fato é que a economia está surpreendendo em sua performance, também superando expectativas”, rebateu.

Para liberar o R$ 1,7 bilhão do orçamento e reduzir a previsão de déficit primário para R$ 28,3 bilhões, o relatório elevou as previsões de receitas não administradas diretamente pela Receita Federal. O principal destaque foram R$ 18,3 bilhões das medidas para compensar a desoneração da folha de pagamento, que entrarão nos cofres federais este ano, R$ 10,1 bilhões adicionais de dividendos de estatais ao Tesouro Nacional e mais R$ 4,9 bilhões de royalties do petróleo. Essas receitas extraordinárias compensaram a queda de R$ 25,8 bilhões na entrada de recursos com o voto de desempate do governo no Carf, órgão administrativo da Receita Federal. Durigan, no entanto, esclareceu que os R$ 8,5 bilhões de valores esquecidos no sistema financeiro, que também ajudaram a compensar a desoneração da folha de pagamento, não entraram no relatório.

“Como houve atualização nos códigos e critérios do Banco Central, é preciso hoje que se faça um batimento com a nomenclatura para que não haja dúvida em relação a isso. Como a gente ainda está debatendo esse tema, um ajuste redacional, de que forma ele deve ser feito, ele ainda não foi considerado para fins de relatório bimestral”, justificou o secretário-executivo da Fazenda. Apesar de aprovada pelo Congresso, a forma de contabilizar os valores esquecidos no sistema financeiro ao Tesouro Nacional opõe a Fazenda e o Banco Central (BC). Para o BC, a transferência dos valores esquecidos para o Tesouro não pode entrar no cálculo da meta zero de déficit primário porque representa dinheiro dos correntistas. A Fazenda alega que há precedentes que permitem a inclusão dos recursos como receitas primárias, como os R$ 26,3 bilhões parados no antigo Fundo PIS/Pasep. O montante entrou na conta única do Tesouro em dezembro de 2022, com a emenda constitucional da transição.

Com ABR

Segundo secretário-executivo, estimativas estão próximas da realidade

Caroline Decezaro assume a vice-presidência de operações da Atitus Educação

William Zanella deixará o cargo após mais de 15 anos na instituição

Caroline tem uma trajetória marcada por relevantes contribuições na área de gestão de pessoas e no desenvolvimento de lideranças

A Atitus Educação promoverá, em breve, uma mudança na vice-presidência de operações: William Zanella deixa o cargo após mais de 15 anos na instituição, sendo doze deles em posições de alta liderança. A área passará a ser comandada por Caroline Decezaro, atual head de gestão de pessoas da Atitus, e a transição do cargo deve ocorrer nos próximos meses.Caroline tem uma trajetória marcada por relevantes contribuições na área de gestão de pessoas e no desenvolvimento de lideranças. Psicóloga com pós-graduação em avaliação psicológica e gestão estratégica de pessoas, Caroline tem formações em escolas de negócios renomadas, tanto nacionais quanto internacionais, como FDC, FGV, FIA, Insper e Amana Key. Ela também se destaca pelo entendimento sobre a importância da liderança feminina e sua influência positiva nas organizações.

À frente da gestão de pessoas da Atitus, Caroline liderou uma série de projetos, incluindo a reestruturação organizacional em unidades de negócio e corporativo, a implementação de novos serviços e políticas de gestão de pessoas e projetos estratégicos como gestão de desempenho, educação corporativa, atração e retenção de talentos e clima organizacional. Ela acredita em uma gestão humanizada e próxima, onde a liderança é exercida pelo exemplo e pela colaboração. Em seu novo cargo, ela pretende fortalecer a área de operações como um pilar de suporte estratégico para o negócio, alinhando a gestão de pessoas a uma estrutura organizacional eficiente e a processos que atendam tanto à jornada do cliente quanto aos desafios da educação. Com uma visão estratégica voltada para o desenvolvimento de lideranças, especialmente femininas, a Atitus conta hoje com 62% de mulheres em cargos de gestão, incluindo o conselho de administração.

William Zanella deixará o cargo após mais de 15 anos na instituição

Líderes mundiais adotam pacto com ações para o futuro do planeta

Documento foi acordado em Cúpula do Futuro da ONU

Países estão profundamente preocupados com o atual ritmo lento de progresso no combate às mudanças climáticas

Líderes da maioria dos países reunidos na Cúpula do Futuro, da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, nos Estados Unidos, assinaram um documento com 56 ações para o futuro do planeta. De acordo com a ONU, o documento foi adotado por consenso, com apenas sete países resistindo à aprovação do Pacto para o Futuro, entre eles a Rússia. Entre as medidas previstas no pacto estão agir de forma ambiciosa, acelerada e justa para implementar a Agenda 2030 e atingir os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, “não deixando ninguém para trás”. A erradicação da pobreza está colocada no centro desses esforços.

Também estão previstos a erradicação da fome, a proteção de civis em conflitos armados, a busca por soluções pacíficas para conflitos, o combate a ilícitos transnacionais, o avanço no sentido de um mundo livre de armas nucleares, a proteção aos conhecimentos tradicionais e a transformação do sistema de governança global. Em relação à reforma do conselho de segurança da ONU, há um compromisso em ampliar o número de membros e melhorar a representatividade de nações da América Latina, Ásia-Pacífico e África. “Intensificaremos os nossos esforços no quadro das negociações intergovernamentais sobre a reforma do Conselho de Segurança, como uma questão prioritária e sem demora”, destaca o documento, entre suas ações.

Outra ação do documento é a reforma da arquitetura de financiamento internacional. “Vamos acelerar a reforma da arquitetura do sistema financeiro para que ela possa atender ao desafio urgente das mudanças climáticas”, ressalta o documento. O fortalecimento de ações para combater as mudanças climáticas é outra das ações previstas. “Estamos profundamente preocupados com o atual ritmo lento de progresso no combate às mudanças climáticas. Estamos igualmente profundamente preocupados com o crescimento contínuo das emissões de gases de efeito estufa e reconhecemos a importância dos meios de implementação e apoio aos países em desenvolvimento, e a crescente frequência, intensidade e escala dos impactos adversos das mudanças climáticas, em particular nos países em desenvolvimento, especialmente aqueles que são particularmente vulneráveis aos efeitos adversos das mudanças climáticas”, sublinha o texto.

Com ABR

Documento foi acordado em Cúpula do Futuro da ONU

Intenção de consumo das famílias tem nova queda

Retração foi impulsionada pela piora no crédito

Consumidoras mostram melhor recuperação na intenção de compra

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 0,3% em setembro, refletindo uma piora na avaliação sobre a perspectiva profissional (redução de 0,4%) e sobre o acesso ao crédito (queda de 1,3%). A diminuição foi mais acentuada entre as famílias de maior renda e o público masculino, cujas percepções do mercado de trabalho e consumo futuro pioraram. No entanto, apesar da retração, o indicador ainda registrou 103,1 pontos, permanecendo acima do nível de satisfação e alcançando seu maior patamar desde março deste ano, quando atingiu 104,1 pontos.

A desaceleração na criação de empregos e a incerteza econômica levaram a uma retração de 0,4% na perspectiva profissional, apesar da avaliação sobre o emprego atual ter mostrado sinais de melhora, com um aumento de 0,4% na ICF. De acordo com avaliação da CNC, o saldo positivo do mercado de trabalho anima os consumidores no curto prazo, mas a cautela quanto ao futuro permanece. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho também revelou um aumento no volume de assalariados, com crescimento acumulado de 3,9% nos últimos 12 meses.

A maior pressão inflacionária e as incertezas fiscais afetaram o mercado de crédito, que se tornou mais restrito, resultando em uma queda de 1,3% no subindicador que mede a satisfação com o acesso ao crédito. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), também apurada pela CNC, o número de famílias incapazes de pagar suas dívidas aumentou em agosto, influenciando negativamente a avaliação do momento para compra de bens duráveis, que registrou uma redução de 1%. “Com o cenário mais desafiador para o crédito e o aumento da inadimplência, o mercado se tornou menos acessível, especialmente para famílias de renda mais alta, que mostram maior retração na intenção de consumo”, pontua Felipe Tavares, economista-chefe da CNC.

A análise das diferentes faixas de renda revela que as famílias com renda acima de dez salários mínimos sofreram uma queda de 0,8% na intenção de consumo em setembro, enquanto as com menor renda recuaram apenas 0,2%. A perspectiva de consumo teve uma redução ainda mais intensa entre as famílias de maior renda (queda de 2,5%), contra uma diminuição de 0,6% entre as de menor renda. Essa divergência também se manifestou no indicador de emprego atual, com as famílias de maior renda registrando queda de 0,3%, enquanto as de menor renda apresentaram um aumento de 0,8%. “Famílias com maiores salários estão mais cautelosas em relação ao emprego e ao consumo futuro, devido à maior seletividade no crédito e à piora na confiança empresarial”, comenta Tavares. Em contraste, as famílias com menor renda, embora mais otimistas quanto ao emprego atual, mantêm-se reservadas quanto ao futuro, com queda de 0,2% na perspectiva profissional.

Uma análise por gênero revela que as mulheres puxaram o avanço da intenção de consumo, com um crescimento anual de 1,6%, em comparação a uma retração de 0,3% entre os homens. No mercado de trabalho, o indicador que mede a satisfação com o emprego atual avançou 3,3% para elas, contra apenas 0,3% para eles. A perspectiva profissional também apresentou diferenças, com uma queda mais acentuada entre os homens (redução de 5,4%), em contraste com uma diminuição de 2,4% entre as mulheres. No que diz respeito à avaliação do acesso ao crédito, as mulheres registraram uma melhora de 1,7% em relação a setembro do ano passado, enquanto os homens viram uma queda de 0,2%. Esse fator é atribuído ao aumento do número de homens com dificuldades em amortizar suas dívidas, conforme aponta a Peic, contribuindo para uma redução de 4,2% na perspectiva de consumo entre o público masculino, contra uma queda de 2,6% entre o público feminino. “Esse cenário de maior otimismo entre as mulheres reflete um mercado de trabalho e crédito ligeiramente mais favorável para elas, enquanto os homens enfrentam maiores desafios nos próximos meses”, conclui o economista-chefe da CNC.

Retração foi impulsionada pela piora no crédito

Begreen construirá três unidades produtoras de hidrogênio verde no Sul

Iniciativa poderá aumentar a autonomia do Rio Grande do Sul na produção de fertilizantes

Com a expectativa de gerar aproximadamente 120 empregos diretos durante a construção das fábricas, as primeiras plantas começarão a operar até 2027

O governo gaúcho, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), deu um passo importante na sua jornada de transição energética ao assinar um memorando de entendimento com a Begreen Bioenergia e Fertilizantes Sustentáveis. O acordo marca o início de uma parceria estratégica para a construção de três fábricas que irão produzir hidrogênio verde (H2V) e amônia (NH3). O projeto poderá aumentar a autonomia do Rio Grande do Sul na produção de fertilizantes, reduzindo a importação de insumos agrícolas.

O projeto integra uma estratégia mais ampla dos projetos estruturantes do Plano Rio Grande. A iniciativa visa desenvolver a cadeia produtiva de H2V, impulsionando a inovação, promovendo a economia de baixo carbono e atraindo investimentos, como explica a titular da Sema, Marjorie Kauffmann. O investimento total previsto para as fábricas é de aproximadamente R$ 150 milhões, e a capacidade de produção será de 8 mil toneladas anuais de amônia. As fábricas serão instaladas em Passo Fundo, Tio Hugo e Condor. As duas primeiras estão em fase de licenciamento ambiental, ao passo que terceira está em processo de regularização imobiliária. Com a expectativa de gerar aproximadamente 120 empregos diretos durante a construção das fábricas e cerca de 30 empregos permanentes para manutenção, as primeiras fábricas começarão a operar até 2027.

O diretor de operações da Begreen, Luiz Paulo Hauth, destacou que os projetos estão alinhados com a rápida expansão global do hidrogênio de baixo carbono. Ele mencionou os dados da Agência Internacional de Energia (IEA) prevendo que a capacidade de hidrogênio verde alcançará 420 GW até 2030, representando um aumento significativo em relação aos atuais 2 GW. De acordo com diretor do departamento de energia da Sema, Rodrigo Huguenin, as novas instalações da Begreen reforçam os objetivos estratégicos do Estado, que é signatário de compromissos globais para uma transição energética de descarbonização, conforme estabelecido pelo programa estadual de desenvolvimento da cadeia produtiva do H2V. Também são parceiros do programa a Arpoador Energia, CMPC, CPFL Energia, Enerfin, Equinor/Portos RS, Green EN.IT e Ventos do Atlântico Energia Eólica, Mitsubishi Power, Neoenergia, Ocean Winds, prefeitura de Rio Grande e White Martins.

Amônia verde
O fertilizante nitrogenado fabricado a partir de hidrogênio e nitrogênio obtidos de fontes renováveis oferece uma alternativa sustentável à amônia convencional. No Brasil, onde mais de 80% dos fertilizantes são importados, a produção local desse fertilizante utilizando energia renovável pode reduzir a dependência de importações e ajudar a diminuir as emissões de gases do efeito estufa (GEE). Seu uso nas lavouras gaúchas pode trazer melhorias significativas para culturas como a da soja, do milho e do trigo. Ao evitar o uso de combustíveis fósseis e a emissão de gases poluentes, a amônia verde promove um crescimento mais saudável das plantas e contribui para a qualidade do solo. A prática pode reduzir custos a longo prazo e resultar em safras mais produtivas, favorecendo uma agricultura mais sustentável.

Iniciativa poderá aumentar a autonomia do Rio Grande do Sul na produção de fertilizantes

Violetas no divã

Acredite: este é (mais) um post sobre nome de marcas

Nomes de marcas também passam por fases

Se você se chama Matheus ou Violeta, parabéns. Seu nome é o mais bonito do mundo, segundo um estudo divulgado esses tempos (veja aqui e também aqui). Mais interessante do que entender os critérios que levaram às escolhas, é notar que nomes próprios, assim como tantas outras coisas, passam por modismos.

No meu tempo de colégio e faculdade, não existiam Valentinas, Sofias, Enzos e Lourenços, com os quais fui topar quando professor, já passado dos 30 anos. Nem Yasmins, Martinas ou Conrados, que também andaram em voga. Em compensação, tive vários colegas de UFRGS com o mesmo nome que eu, num sinal de que André, no fim dos anos 1970, era razoavelmente popular.

Inevitável não levar o tema para a seara do marketing. Nomes de marcas também passam por fases. No início dos anos 2000, recorreu-se muito ao latim para batizar negócios e produtos: Novartis, Aventis, Meritor e Metris, por exemplo. A vantagem alegada era a boa sonoridade em vários idiomas.

Pouco depois, remédios começaram a se valer das consoantes X, Z e K, pois supostamente evocavam inovação: Efexor, Leponex, Visken. E mais recentemente, cidades brasileiras foram inundadas por estabelecimentos com os sufixos eria: paleterias, brigaderias, esmalterias, hamburguerias, temakerias etceteria.

A repetição pode ter enfastiado o consumidor, soterrado com tanta eria. Mas toda época tem os seus queridinhos: “Rei” disso ou daquilo, “Cia.” de alguma coisa, “Confraria” do não sei o quê…

Uma falta de criatividade que não faz jus ao brasileiro, mestre na arte do naming – ao menos de pessoas. O psicanalista trotamundo Contardo Calligaris (1948-2021) se espantava com a variedade de nomes próprios que encontrava por aqui, surgidos de combinações onomásticas improváveis, homenagens a ídolos do esporte e das artes ou da mais pura inventividade. Quem não lembra do jogador de futebol Odvan, batizado em homenagem à música “O divã”, de Roberto Carlos?

Segundo Calligaris, a ênfase em nomes incomuns escondia uma tentativa de singularização do indivíduo, visto que o sobrenome, herdado e imutável, poderia não dizer muito em um país de imigrantes.

Nos negócios brasucas é justamente o contrário. É a evocação de sobrenomes famosos, às vezes estrangeiros, as que mais rendem boas denominações. Méquidonis, Épou e Churrasic Park que o digam.

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Preguiça de viajar

Quando saio de São Paulo, prefiro pegar um avião grande e atravessar o mar

A chateação de uma viagem curta é a mesma que a de uma viagem longa (Ilustração: perfil do Facebook do autor)

1 – A chateação de uma viagem curta é a mesma que a de uma viagem longa. Por isso quando saio de São Paulo, prefiro pegar um avião grande e atravessar o mar. Assim o esforço vale mais. Quando se trata de viagens dentro do país, bate um desânimo bem à hora de sair de casa.

2 – Bom mesmo é quando você está trabalhando para clientes muito ricos. A van leva direto para o hangar atrás de Congonhas, você dribla os sertanejos da sala de estar e em dois tempos está no avião, sem verificação de segurança, sem fila, sem atraso. Mas isso não é todo dia.

3 – Há 20 anos que se formou esse inferno de perguntas cretinas e procedimentos redundantes. Se eu pudesse, arrancaria a cru cada fio de barba de Bin Laden. Foi depois da estripulia dele em Nova York que as medidas de segurança recrudesceram para nunca mais voltar ao que era.

4 – Seja como for, tenho a sorte de fazer check-in numa filinha menor e ninguém me obrigou até hoje a fazer isso de casa, como muitos já fazem. Se tenho alguma bagagem é livro, mas geralmente os livros seguem antes. Então só tenho mesmo duas camisas, duas meias, uma calça, duas cuecas e os remédios.

5 – Coisas de toalete eu compro na farmácia mais próxima ao hotel do destino. Levo dois cartões de credito, R$ 300 no bolso, um computador e os jornais do dia. O sapato é o que vai nos pés. Mesmo assim, alguém dá um jeito de irritar. Manda tirar relógio, cinto e até sapato. Francamente.

6 – As chateações dentro do avião já são menos graves. Já não há mais bêbados e falastrões como antigamente. Hoje todo mundo fica de olho no celular e o mundo pode vir abaixo que ninguém se incomoda. As cavilações do vizinho confidente já não existem mais na aviação comercial.

7 – Tudo isso é bobagem desde que o piloto ache o aeroporto onde vai pousar. Sei de capitais brasileiras que estão escondidas por uma espessa cortina de fumaça. Enfim, já estou chegando ao aeroporto espero ver muito amigos em Belo Horizonte. É só por isso que as viagens ainda empolgam.

8 – Enfim, hora de voar.

Quando saio de São Paulo, prefiro pegar um avião grande e atravessar o mar