Archives 2024

ParkShoppingBarigüi inaugura expansão do empreendimento

Maior obra privada do Paraná recebeu R$ 400 milhões de investimentos

Ao todo, o ParkShoppingBarigüi passa a ter 417 lojas

A inauguração maior expansão do ParkShoppingBarigüi (PkB) na segunda-feira (18) marcou mais um ciclo virtuoso no desenvolvimento de Curitiba. Com investimentos de R$ 400 milhões feitos pela Multiplan, o PkB se consolida como um shopping de estilo de vida que reúne compras, gastronomia, lazer e entretenimento, saúde e bem-estar e serviços. A maior obra privada feita recentemente no Paraná tem números igualmente volumosos. Agora, o ParkShoppingBarigüi passa a ter mais de 67 mil metros quadrados de Área Bruta Locável (ABL), tornando o shopping um dos maiores do Paraná – atualmente recebe mais de 11,5 milhões de clientes por seus corredores anualmente.

Ao todo, são 417 lojas com diversas marcas internacionais e nacionais em mais de 200 mil metros quadrados de área construída. Somente o novo andar do PkB reúne 75 novas lojas, 25 clínicas de diferentes especialidades no Centro Médico, 13 restaurantes no Park Gourmet e um parque indoor infantil. Em 2023, o ParkShoppingBarigüi ultrapassou a marca de R$ 1,5 bilhão em vendas. Desde 2017, as vendas anuais ultrapassam a cifra do bilhão. Com a expansão, toda a operação do shopping passa a gerar mais de 5 mil empregos diretos e indiretos. Oportunidades que tendem a crescer com a aproximação da Black Friday e do Natal. “A nova expansão tem o cliente como ponto focal. Esse conceito amplo, espaçoso, que integra a natureza aos corredores do shopping demonstra que o PkB é o maior aliado na hora de resolver as demandas do dia a dia, de aproveitar em família ou, agora, até cuidar da saúde”, diz Jacqueline Vieira de Lemos, superintendente do ParkShoppingBarigüi.

A expansão do PkB também fortalece a estratégia de crescimento e revitalização dos empreendimentos Multiplan. O ParkShoppingBarigüi acaba de finalizar a revitalização dos pisos, troca de todos os mobiliários e paisagismo, além da inauguração de dois novos decks de estacionamento e da nova praça de alimentação. A expansão também inaugura o parque linear Viva Barigui que conecta o PkB ao Parque Barigui.

Maior obra privada do Paraná recebeu R$ 400 milhões de investimentos

Weg anuncia expansão da capacidade produtiva na China

Companhia catarinense investirá cerca de R$ 360 milhões

O aporte será realizado nos próximos anos

A Weg comunicou na quarta-feira (20) que investirá aproximadamente US$ 62 milhões (cerca de R$ 360 milhões) para a expansão da capacidade produtiva em seu parque fabril localizado em Rugao, na China. Este plano visa atender à crescente demanda do mercado e aumentar a presença da empresa na região. O aporte será realizado nos próximos anos e envolve o aumento da capacidade de fabricação de componentes e montagem local. O plano inclui também a construção de um prédio de 30 mil metros quadrados com capacidade para fabricação de motores de alta tensão, com a conclusão desta etapa prevista para 2026.

A companhia sediada em Jaraguá do Sul (SC) iniciou suas atividades no gigante asiático em 2004 com a aquisição da unidade fabril de Nantong, produtora de motores elétricos industriais de baixa e alta tensão. Em 2014, expandiu sua presença com aquisições de fabricantes de motores elétricos para lavadoras e secadoras de roupa, localizados em Changzhou. Em 2015, ampliou sua presença no país com a construção do parque fabril em Rugao, para motores industriais de baixa tensão.

Em 2019, inaugurou a fábrica de drives & controls em Changzhou e, no ano passado, adicionou as operações de motores e geradores da Marathon no país. Atualmente, a companhia possui seis fábricas na China e emprega cerca de 3 mil funcionários. A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Companhia catarinense investirá cerca de R$ 360 milhões

Rosemeri Francener será presidente-executiva da Duas Rodas

Ela assumirá oficialmente o cargo em 25 de março do próximo ano

Aos 44 anos de idade, Rosemeri é formada em administração de empresas pela Católica de Santa Catarina

A Duas Rodas anunciou Rosemeri Francener como nova presidente-executiva da companhia sediada em Jaraguá do Sul (SC). Ela foi apresentada pelo atual presidente-executivo, Leonardo Fausto Zipf, e seu nome foi aprovado pelo conselho de administração. Zipf seguirá liderando o conselho da companhia catarinense.

Rosemeri atua há mais de duas décadas na Duas Rodas e assumirá oficialmente o cargo em 25 de março do próximo ano. Aos 44 anos de idade, Rosemeri é formada em administração de empresas pela Católica de Santa Catarina, tem MBA em gestão financeira, auditoria e controladoria pela Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo. Cursou o Programa de Desenvolvimento Executivo na IESE Business School (Brasil/Espanha) e o Programa de Gestão Avançada no INSEAD/Fundação Dom Cabral (Brasil/França). Com larga experiência no mercado internacional, desde 2016 ocupa o cargo de diretora de negócios internacionais da empresa. Nesse período, contribuiu para expandir a atuação da Duas Rodas na Europa, América Latina, China e Estados Unidos.

Ela assumirá oficialmente o cargo em 25 de março do próximo ano

Mozilla: medidas contra Google podem prejudicar o Firefox

firefox coverO Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) está propondo medidas drásticas contra o Google, incluindo a possibilidade de forçar a venda de sua operação com o navegador Chrome. A intenção é nivelar o campo competitivo no setor de navegadores e buscas. No entanto, a Mozilla, criadora do Firefox, aponta que a proposta pode causar […]O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) está propondo medidas drásticas contra o Google, incluindo a possibilidade de forçar a venda de sua operação com o navegador Chrome. A intenção é nivelar o campo competitivo no setor de navegadores e buscas. No entanto, a Mozilla, criadora do Firefox, aponta que a proposta pode causar […]

Fragmentação no Android ainda é um problema?

android fragmentacaoEnquanto a Apple consegue atualizar a maioria dos iPhones para a versão mais recente do iOS em questão de meses, a realidade do Android ainda é bem diferente. A chamada “fragmentação” continua sendo um desafio para o sistema operacional do Google, com novas versões levando anos para alcançar a maioria dos dispositivos. Mas qual é […]Enquanto a Apple consegue atualizar a maioria dos iPhones para a versão mais recente do iOS em questão de meses, a realidade do Android ainda é bem diferente. A chamada “fragmentação” continua sendo um desafio para o sistema operacional do Google, com novas versões levando anos para alcançar a maioria dos dispositivos. Mas qual é […]

Gemini chega ao Gmail, Google Docs e Drive em português

google gemini arte 2O Google anunciou que o Gemini, seu chatbot movido a inteligência artificial, agora está disponível no painel lateral do Gmail, Google Docs e Drive em português brasileiro. Além do nosso idioma, outros seis foram contemplados na expansão: alemão, coreano, espanhol, francês, italiano e japonês. Essa atualização é parte de uma série de avanços no Google […]O Google anunciou que o Gemini, seu chatbot movido a inteligência artificial, agora está disponível no painel lateral do Gmail, Google Docs e Drive em português brasileiro. Além do nosso idioma, outros seis foram contemplados na expansão: alemão, coreano, espanhol, francês, italiano e japonês. Essa atualização é parte de uma série de avanços no Google […]

Google quer proteger usuários de aplicativos ruins na Play Store com novos alertas

google play storeApesar dos esforços contínuos do Google para manter a Play Store como um ambiente confiável, aplicativos de baixa qualidade ainda conseguem ultrapassar as barreiras e chegam até os usuários. Esses apps, muitas vezes mal desenvolvidos ou até suspeitos, podem comprometer a experiência de quem os instala. Mas isso está prestes a mudar. O Google está […]Apesar dos esforços contínuos do Google para manter a Play Store como um ambiente confiável, aplicativos de baixa qualidade ainda conseguem ultrapassar as barreiras e chegam até os usuários. Esses apps, muitas vezes mal desenvolvidos ou até suspeitos, podem comprometer a experiência de quem os instala. Mas isso está prestes a mudar. O Google está […]

Google Calendar no Android ganha integração avançada com Google Tasks

google calendar 1O Google anunciou uma atualização significativa para o Calendar no Android, que agora contará com uma experiência mais completa do Google Tasks. Essa novidade promete facilitar a organização e o acompanhamento de tarefas diretamente pelo aplicativo de calendário, tornando o dia a dia mais prático e eficiente. Atualmente, o Google Calendar já permite criar e […]O Google anunciou uma atualização significativa para o Calendar no Android, que agora contará com uma experiência mais completa do Google Tasks. Essa novidade promete facilitar a organização e o acompanhamento de tarefas diretamente pelo aplicativo de calendário, tornando o dia a dia mais prático e eficiente. Atualmente, o Google Calendar já permite criar e […]

Google prioriza vida útil da bateria com novos chips Tensor

google tensor 1A duração da bateria é um dos aspectos mais críticos em um smartphone, e o Google parece estar finalmente ajustando seu foco para resolver esse problema com os próximos chips Tensor. De acordo com informações vazadas por documentos internos, os novos processadores priorizarão eficiência energética e controle térmico, marcando uma mudança significativa em relação às […]A duração da bateria é um dos aspectos mais críticos em um smartphone, e o Google parece estar finalmente ajustando seu foco para resolver esse problema com os próximos chips Tensor. De acordo com informações vazadas por documentos internos, os novos processadores priorizarão eficiência energética e controle térmico, marcando uma mudança significativa em relação às […]

Brasil e China assinam mais acordos. E os desacordos?

O total de memorando entre os dois países nos últimos 25 anos está próximo de 230

Tantos acordos inevitavelmente levam a se perguntar quantos e como – e se – foram efetivamente realizados nesse período, e a cobrar a avaliação pública de cada um deles

Fecharemos o ano de 2024 com mais 37 acordos e memorandos assinados com a China. Ano passado foram 15. Em outubro de 2019, outro tanto. Entre 1999 e 2019, teriam sido 162. Somados, o total de acordos do Brasil com a China nos últimos 25 anos está próximo de 230. A burocracia governamental e diplomática dos dois países comprova assim sua eficácia, à altura da importância do Brasil e da China. Tantos acordos inevitavelmente levam a se perguntar quantos e como – e se – foram efetivamente realizados nesse período (1999/2024), e a cobrar a avaliação pública de cada um deles. E quais são e como estão os desacordos ainda existentes, que entrarão mais um ano como pendências.

Um acordo que ficou no papel foi o do Fundo de Cooperação “China-LAC Industrial Cooperation Investment Fund (Claifund)”, de US$ 20 bilhões, acertado em 2015 e criado em maio de 2017. Difícil de acreditar, mas é verdade: apesar da necessidade das empresas de dinheiro com custos baixos, pelo que se sabe essa montanha de dólares ficou intocada. Outro desacordo significativo diz respeito à liberação de visto para a população chinesa, a exemplo do que existe com vários países, inclusive Estados Unidos e Canadá. Se não há acordo para liberar, bem que poderiam ao menos agilizar sua emissão.

Entraremos em 2025 com dezenas de intercâmbios com universidades chinesas dos quais apenas uma parte está andando, por falta de recursos e/ou de interesse dos gestores acadêmicos, e os irmanamentos (“cidades-irmãs” e “províncias-irmãs”) assinados por governos municipais e estaduais com os seus equivalentes na China, que ficaram apenas no ato de assinatura dos acordos e respectivas visitas – em geral, sem a necessária preparação e acompanhamento posterior. Resta torcer para que prefeitos e prefeitas de grandes cidades em início de novo mandato se animem a tocar a cooperação com suas equivalentes chinesas, para dinamizar a economia local e proporcionar “n” oportunidades culturais, educacionais, esportivas e de trabalho para sua juventude. Os municípios menores, através de consórcios e agências regionais de desenvolvimento, podem fazer o mesmo, negociando em bloco com as megacidades chinesas. Seguimos com o desacordo histórico a respeito de qual órgão federal deve centralizar as ações (com estrutura e recursos suficientes) combinadas com a China. Esse hábito nos impede de ter a estratégia e a agressividade (no bom sentido) necessárias a fazer as coisas acontecerem, com o país que é responsável pelo maior superávit na balança comercial, a compra de um terço de nossas exportações e grandes investimentos em áreas vitais.

Viajando por boa parte da China entre maio e novembro, foi possvel constatar, repetidas vezes, o desacordo em relação ao português de Portugal praticado por intérpretes chineses – dos quais não se pode reclamar, porque o Brasil não age para difundir a língua “brasileira” na China (e em outros países), a exemplo do que lusitanos fazem há séculos – e a China também, via Instituto Confúcio, hoje atuante em 12 estados brasileiros. Há desacordo inclusive em relação à qualidade do avanço comercial realmente ocorrido entre os dois países: de US$ 4 bilhões em 2001, para US$ 157 bilhões em 2023, mais investimentos diretos realizados no período. Vendemos (US$ 105 bilhões) para a China muito mais do que ela nos vende (US$ 52 bilhões), mas o faturamento do Brasil não resiste a uma análise comparativa de empregos e impostos gerados.

Agora, com a ofensiva europeia e dos Estados Unidos para diminuir as vendas chinesas em seus países, em tentativa atônita para evitar quebradeira de empresas, não se sabe o que poderá ocorrer em 2025, quando Trump assumir a liderança desse enfrentamento comercial, econômico, científico, tecnológico e em inovação com a China – e a substituição do dólar pelo yuan é só o começo, lembrando que o comércio exterior chinês movimenta anualmente mais de US$ 6 trilhões. Desses desacordos entre as grandes potências quanto impactará vendas, empregos e salários na indústria brasileira, que segue o setor mais vulnerável na relação desigual com a China?

O total de memorando entre os dois países nos últimos 25 anos está próximo de 230

Herrar é umano

Nos palcos, nas redações e nos negócios, claro

Independentemente das razões de uma parte ou outra nessa discussão, a questão é: como lidar com os erros no trabalho?

Conhecido pelas polêmicas declarações em entrevistas e lives, o cantor Ed Motta ganhou o noticiário, semana passada, por passar uma reprimenda pública em um roadie durante um show. Mais do que isso, demitiu o profissional diante da plateia, o que rendeu bafafá e explicações nos dias seguintes. Independentemente das razões de uma parte ou outra nessa discussão, a questão é: como lidar com os erros no trabalho?

Sabemos que os escritórios vivem coalhados deles, mas alguns são bastante surpreendentes.

Um exemplo é oferecido pelo ex-economista e atual ativista Eduardo Moreira. Ele começou sua carreira no mercado financeiro flagrando uma falha na fórmula do software que calculava o preço de ativos negociados no mundo inteiro. Aproveitou-se do bug, comprou os papéis e os revendeu assim que o programa corrigido foi ao ar. Resultado? Dois milhões de dólares de lucro para a casa na qual trabalhava.

Exceção? Aparentemente, não. Pelo contrário: regra. Planilhas com erros de fórmula ou cálculo constituem 94% dos “Excéis” utilizados nas empresas (Superinteressante, setembro 2024, p. 11). Quanta coisa importante não anda sendo dita ou decidida com base nelas?!

Uma das obsessões da Folha de S. Paulo em sua reformulação editorial, nos anos 1980, era a precisão da informação, o que implicava identificar os equívocos da edição do dia e corrigi-los na seguinte. Tarefa inglória: embora os deslizes fossem estatisticamente irrelevantes, a quantidade de informações que o jornal publicava diariamente era tamanha que, quando traduzidos em números absolutos, chegavam à desesperadora casa das dezenas ou centenas.

Mais desencanados eram os consultores da Mckinsey – a ponto de recomendarem deixar para lá as pequenas mancadas. O ex-associate Ethan Rasiel aconselhava futuros integrantes da “Firma” a relaxar…literalmente. “O que importa mais – que seu time tenha uma boa noite de sono antes da apresentação (do relatório para o cliente) ou um erro de digitação no documento final? Qualquer documento, de qualquer tamanho, terá alguns erros de digitação, não importa o quanto você o revise (…). Raras vezes esse erro terá de ser corrigido. Muito melhor é você comparecer à apresentação descansado (…)” (p. 89).

Aparentemente, todos esses equívocos – em planilhas, jornais e relatórios – são de atenção. Piores são os de transgressão (descumprir uma regra), conhecimento (ignorância técnica) e compreensão, aquele em que algo não é entendido como deveria (p. 95).

De que natureza terá sido o pecado do assistente técnico de Ed Motta? Pelo que o cantor diz no vídeo gravado durante a apresentação (“qualquer roadie sabe disso”), a escorregada foi de conhecimento. Mas no dia seguinte, já nas suas redes sociais, ele se queixou de uma suposta “falta de cuidado” e de “profissionalismo”. Teria sido desleixo? Indiferença? Ou mera distração?

Bem, só nos resta desejar boa sorte ao sujeito. E se depois dessa exposição pública a recolocação nos palcos for difícil, fica a dica: em bancos de investimento, redações e consultorias deve haver lugar para ele.

Nos palcos, nas redações e nos negócios, claro

SC receberá royalties do petróleo em forma de obras de infraestrutura

Acordo foi formalizado durante reunião do Cosud

Acordo anunciado durante o Cosud será encaminhado ao STF para homologação

A histórica Ação Cível Originária (ACO) 444, que trata sobre as divisas marítimas entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo e os consequentes royalties que deixaram de ser pagos pela exploração do petróleo em campos pertencentes a Santa Catarina, está muito mais próxima do fim. Foi anunciado na sexta-feira (22) durante 12ª reunião do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) um acordo entre os governos de Santa Catarina e do Paraná que estabelece o repasse de cerca de mais de R$ 300 milhões na forma de obras de infraestrutura para os catarinenses. A solução foi apresentada pelos governadores Jorginho Mello e Ratinho Júnior e faz parte da negociação direta autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) há cerca de um mês durante audiência de conciliação.

“Nós acabamos de consolidar uma cooperação, com a boa vontade do governador Ratinho, para que a gente resolva essa disputa que já se arrasta há 30 anos. Esse valor vai permitir a Santa Catarina obras de grande importância para acabar com o sofrimento dos catarinenses em termos de mobilidade”, disse o governador Jorginho Mello. O entendimento será informado ao STF assim que se fixarem os detalhes das obras a serem realizadas, para que conste nos autos do processo e a ação possa ser definitivamente encerrada.

A ideia é que o Paraná invista em rodovias que beneficiem os dois estados. O planejamento inicial prevê obras nas rodovias SC-416 e SC-417, no Norte catarinense, que ligam as cidades de Garuva (SC) a Guaratuba (PR) e viabilizam o acesso ao Porto de Itapoá. “Isso possibilita que se invista na infraestrutura de rodovias que favoreçam os dois estados. Estaremos, nos próximos dias, em reunião com a procuradoria do Paraná, tratando desse assunto”, disse o secretário adjunto de Infraestrutura de Santa Catarina, Ricardo Grando.

Ação se estende por mais de três décadas
A história começou em 1987, quando o Estado tentou administrativamente que o IBGE alterasse os critérios para fixar a divisa marítima entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Esses traços definem qual dos estados tem direito ao recebimento dos royalties, que são recursos pagos aos entes para compensar os investimentos em infraestrutura e também eventuais impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo no litoral.

Santa Catarina sempre entendeu que os critérios utilizados pelo IBGE eram ilegais. A projeção marítima catarinense que resultou dessa definição do instituto nacional fazia com que o Estado do Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo e gás dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul, localizados a cerca de 150 quilômetros do litoral catarinense, entre os municípios de Itajaí e São Francisco do Sul. O Estado de Santa Catarina nunca recebeu royalties pela exploração desses campos.

Como o IBGE não aceitou rever os critérios, a Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina ajuizou uma ação no STF em 1991 para ver reconhecido o direito dos catarinenses. Foram três décadas de intenso trabalho que resultou na decisão dos ministros do Supremo de que o Estado sempre esteve certo ao questionar os critérios usados pelo instituto. Em junho de 2020 os ministros do STF foram favoráveis à Santa Catarina. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, fundamentou a decisão para determinar que o IBGE refizesse o traçado das linhas projetantes dos limites territoriais dos estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo sobre o mar, para fins de percepção dos recursos financeiros, utilizando o método das linhas de base reta e tomando como pontos apropriados aqueles já fixados pela fundação, mas sem garantir a projeção dos limites do Paraná a 200 milhas. Além disso, condenou os estados do Paraná e de São Paulo a ressarcir Santa Catarina pelos royalties recebidos por cada um pela exploração ocorrida desde o ajuizamento da ação.

Acordo foi formalizado durante reunião do Cosud

Ambientalistas dizem que acordo da COP29 é insuficiente

Financiamento climático anual foi estabelecido em US$ 300 bilhões

O aumento do valor cobre a inflação dos US$ 100 bilhões anuais prometidos em 2009, relatam entidades ligadas ao clima (Foto: CNI/Divulgação)

O novo acordo global de financiamento climático, estabelecido em US$ 300 bilhões por ano, é insuficiente para dar as respostas que o mundo precisa no enfrentamento à crise do clima. Essa é a visão de diversas entidades ambientalistas que acompanharam as discussões da 29ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP29), realizada em Baku, no Azerbaijão, e encerrada no sábado (23). Os participantes da COP29 fecharam um acordo de US$ 300 bilhões por ano que os países ricos deverão doar a países em desenvolvimento, até 2035, para combate e mitigação das mudanças do clima. O objetivo é promover ações para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C. As nações mais impactadas por eventos climáticos extremos defendiam meta de US$ 1,3 trilhão anuais e consideraram a decisão um insulto.

“A COP29 adotou nova meta de financiamento aquém das necessidades dos países em desenvolvimento e sem nenhuma obrigação clara para os países desenvolvidos. A rota para Belém será difícil, mas temos confiança na liderança brasileira para entregar um resultado que contribua para a justiça climática global”, afirmou a diretora de campanhas do Greenpeace Brasil, Raíssa Ferreira. A próxima conferência sobre mudanças climáticas (COP30) será realizada no Brasil, em novembro de 2025, em Belém (PA). Para a Greenpeace, a principal missão do país será articular metas financeiras mais ambiciosas e mobilizar recursos que aproximem os compromissos globais das demandas urgentes dos países insulares e de outras nações em desenvolvimento.

O texto final de Baku determina que o total de recursos a serem financiados pelos países ricos sejam oriundos “de grande variedade de fontes, públicas e privadas, bilaterais e multilaterais, incluindo fontes alternativas”. A medida também é criticada pela entidade que defende que um financiamento público e robusto seria o melhor caminho para enfrentar a emergência climática de maneira justa. “Recursos entregues por meio de empréstimos ou financiamento privado, em vez do financiamento público baseado em doações, podem aprofundar o endividamento externo dos países que mais precisam de ajuda neste momento e comprometem o princípio poluidor pagador, onde aqueles que mais poluem são financeiramente responsabilizados pela destruição que causam”, diz o Greenpeace.

No mesmo sentido, o Observatório do Clima avalia que essa previsão de diversidade de fontes dilui a responsabilidade das nações ricas, que dificilmente será revertida no futuro. “O acordo de financiamento fechado hoje em Baku distorce a UNFCCC [Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climática] e subverte qualquer conceito de justiça. Com a ajuda de uma presidência incompetente, os países desenvolvidos conseguiram, mais uma vez, abandonar suas obrigações e fazer os países em desenvolvimento literalmente pagarem a conta”, disse Claudio Ângelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima.

Novas metas
A diretora de Clima do WRI Brasil, Karen Silverwood-Cope, lembrou que o novo acordo substituirá os US$ 100 bilhões anuais previstos para o período 2020-2025. “Trata-se de um aumento que meramente cobre a inflação dos US$ 100 bilhões anuais prometidos em 2009 [na COP15, de Copenhague, na Dinamarca]. A lacuna de investimentos no presente aumentará os custos no futuro, criando um caminho potencialmente mais caro para a estabilidade climática”, avaliou. Para ela, mais financiamento incentivaria que as nações apresentassem novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês, ou seja, os planos climáticos de cada país) mais ambiciosas no ano que vem. Como país-sede da COP30, o Brasil já apresentou a terceira geração da sua NDC que define a redução de emissões de gases de efeito estufa de 59% até 67%, em 2035. O documento entregue reafirma a meta de neutralidade climática até 2050 e resume as políticas públicas que se somam para viabilizar as metas propostas.

Como destaque da COP29, Karen menciona uma imagem positiva do protagonismo brasileiro. “Agora, ao assumir a presidência da COP30, o Brasil terá o dever de continuar sendo um exemplo positivo e cobrar maior ambição dos demais países, assim como recuperar a confiança das partes após um processo decisório desgastado e em um contexto geopolítico mais desafiador”, afirmou a diretora do WRI Brasil. Para a organização WWF-Brasil, o acordo “não chega nem perto de atender as necessidades de financiamento dos países em desenvolvimento”, e o resultado da COP29 corre o risco de atrasar a ação climática precisamente no momento em que sua aceleração é mais crítica e necessária. “Insuficiente para as ações de mitigação, o valor anunciado também desconsidera os esforços urgentes e necessários para adaptação e para perdas e danos, o que afeta de forma negativa e desproporcional países menos desenvolvidos e ilhas, que menos contribuíram para a emissão dos gases de efeito estufa”, diz.

O WWF-Brasil avalia a “necessidade urgente” de fortalecer o multilateralismo e diz que o Brasil terá papel determinante em 2025, pressionando por um financiamento climático adicional, após o resultado insatisfatório da COP29. “Embora os negociadores azeris nunca tenham se destacado em conferências anteriores, a concentração das decisões na presidência e a subtração de trechos resultantes de conquistas anteriores – como a menção aos combustíveis fósseis feita no acordo da COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos – abriram espaço para que as divergências entre países desenvolvidos e em desenvolvimento escalassem níveis não vistos pelo menos desde a COP15 em Copenhague”, afirmou a entidade, criticando a presença maciça de representantes das indústrias de petróleo e gás na COP29.

“Responsáveis por dois terços das emissões globais dos gases que estão aquecendo o planeta e alterando o clima, as indústrias fósseis não podem mais ser admitidas nas conferências climáticas dado o evidente conflito de interesses. Esse é um ponto especialmente importante para a próxima COP, a ser realizada no Brasil, onde a exploração de petróleo já é objeto de disputa”, criticou o WWF-Brasil.

Com ABR

Financiamento climático anual foi estabelecido em US$ 300 bilhões

Governo bloqueia R$ 6 bilhões do orçamento de 2024

Volume de recursos congelados subiu para R$ 19,3 bilhões

O bloqueio não tem a ver com o pacote de corte de gastos a ser anunciado pelo governo nesta semana

A elevação dos gastos com a Previdência Social fez o governo bloquear mais de R$ 6 bilhões do orçamento de 2024, anunciaram na noite desta sexta-feira (22) os ministérios do Planejamento e Orçamento e da Fazenda. O volume de recursos congelados subiu de R$ 13,3 bilhões para R$ 19,3 bilhões. Os números constam da nova edição do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas, documento que orienta a execução do Orçamento enviado hoje ao Congresso Nacional. O bloqueio não tem a ver com o pacote de corte de gastos a ser anunciado pelo governo nesta semana. O congelamento de recursos abrange o orçamento de 2024, enquanto as medidas de revisão de gastos obrigatórios pretende economizar recursos para 2025 e 2026.

Segundo o relatório, a verba contingenciada permanece zerada. Dessa forma, o total bloqueado está em R$ 19,3 bilhões. Tanto o contingenciamento como o bloqueio representam cortes temporários de gastos. O novo arcabouço fiscal, no entanto, estabeleceu motivações diferentes. O bloqueio ocorre quando os gastos do governo crescem mais que o limite de 70% do crescimento da receita acima da inflação. O contingenciamento ocorre quando há falta de receitas que comprometem o cumprimento da meta de resultado primário [resultado das contas do governo sem os juros da dívida pública].

Em relação ao bloqueio, os principais aumentos de despesas que justificaram a elevação de R$ 6 bilhões foram as altas de R$ 7,7 bilhões nas estimativas de gastos com a Previdência Social e de R$ 612,1 milhões nos gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Essas elevações foram parcialmente compensadas pela previsão de queda de R$ 1,9 bilhão nas estimativas de gastos com pessoal, por causa da revisão das despesas com abono pecuniário, e de R$ 2,6 bilhões com subsídios e subvenções.

Com ABR

Volume de recursos congelados subiu para R$ 19,3 bilhões

Estados do Sul e Sudeste terão um banco de fomento

Bancosud irá financiar iniciativas relacionadas à economia verde nos sete estados que integram o consórcio

Encontro foi encerrado com a emissão da Carta de Florianópolis, que reúne reivindicações e deliberações das câmaras temáticas que compõem o Cosud

O Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) vai contar com um banco de fomento para financiar iniciativas relacionadas à economia verde nos sete estados das duas regiões. O anúncio foi feito no sábado (23) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, atual presidente do consórcio, no encerramento do 12° encontro do Cosud, realizado em Florianópolis, Santa Catarina. Esta edição foi marcada pela formalização jurídica do Cosud, que foi criado em 2019 e agora conta com CNPJ próprio para fortalecer as relações dos estados junto ao governo federal, Congresso Nacional e outras instituições. No encerramento, foi lida a “Carta de Florianópolis”, documento que reúne as reivindicações e principais deliberações das sete Câmaras Temáticas que compõem o Cosud.

“Foi um momento histórico e muito importante, que marca a nova fase do Cosud, porque agora existimos juridicamente e já nascemos como o maior consórcio entre estados do Brasil”, afirmou Ratinho Junior. “Fizemos encontros e trocamos experiências nos últimos anos e agora passamos à fase prática, de implementar políticas públicas e pensar em estratégias conjuntas, além de poder participar de licitações para a aquisição de equipamentos e medicamentos, por exemplo, o que pode ser feito com o consórcio formalizado”, ressaltou. A primeira iniciativa, ressaltou o governador do Paraná, é justamente o início dos estudos para a implantação do banco de fomento, que está sendo chamado de Bancosud. “Sul e Sudeste são as únicas regiões que não contam com um fundo de desenvolvimento, o que acaba nos prejudicando. Mas em vez de ficar chorando em cima do leite derramado, temos que ir para a prática e buscar uma solução, que é esse banco de fomento, nos moldes do BRDE, para dar oportunidades de investimentos ao setor privado e também ao setor público”, salientou Ratinho Junior.

Carta de Florianópolis
O encontro, em Florianópolis, iniciou na quinta-feira (21) e teve a presença dos governadores do Paraná, Ratinho Junior; Santa Catarina, Jorginho Mello; São Paulo, Tarcísio de Freitas; Espírito Santo, Renato Casagrande; Minas Gerais, Romeu Zema; Rio de Janeiro, Cláudio Castro; e o governador em exercício do Rio Grande do Sul, Gabriel de Souza. Castro foi eleito o sucessor na presidência do grupo e deve tomar posse no próximo encontro, que acontece em março, no Paraná. “Saímos deste encontro do Cosud organizados, em que não nos colocamos apenas como um consórcio de troca de experiências, mas de efetividade. Cada câmara temática terá um estado como coordenador, tem sua organização. Vamos poder realmente ter as metas claras do que queremos”, disse.

“O nosso Cosud nasce gigante. Seremos ponto de apoio e de convergência para ajudar os estados que congrega, trazendo também sugestões para o Brasil, influenciando nas pautas nacionais”, ressaltou o governador Jorginho Mello. “Muitas das dificuldades dos nossos estados são parecidas, por isso temos que estar organizados”, emendou. Tarcísio de Freitas destacou a cooperação que está sendo construída entre os governos. “A gente está avançando muito na palavra cooperação, e isso vai ser fundamental para avançar nas pautas que a nossa sociedade demanda. O Cosud está percebendo como ninguém a necessidade de o país olhar para a frente, os nossos potenciais, a economia do conhecimento, a economia verde, o mercado de carbono e todos os temas que foram debatidos neste encontro”, afirmou.

Já o governador em exercício do Rio Grande do Sul destacou a importância de o Cosud se colocar como um agente de discussão sobre a renegociação das dívidas dos estados. “Essa parceria entre os estados é importante não apenas nas pautas que nos unem, mas também naquelas que não afetam a todos de forma igual, como é o caso da dívida dos estados. Mesmo aqueles que não têm grandes dívidas com a União estão apoiando os pleitos dos demais”, ressaltou Gabriel Souza.

A Carta de Florianópolis (veja o texto na íntegra ao final desta reportagem) também destaca a formalização do Cosud e a organização das câmaras temáticas, que congregam as secretarias e órgãos estaduais para buscar políticas públicas conjuntas entre os estados. Cada um deles ficou responsável pela coordenação de uma câmara temática. Meio Ambiente ficou sob a responsabilidade do governo de Santa Catarina; Segurança Pública, de São Paulo; Desenvolvimento Econômico, de Minas Gerais; Saúde, do Espírito Santo; Educação, do Paraná; Desenvolvimento Humano, do Rio de Janeiro; e a Câmara Temática do Governo, sob a responsabilidade do Rio Grande do Sul.

O documento final do Cosud elegeu como agendas prioritárias as áreas de segurança, meio ambiente e reforma tributária. Um dos pontos é a preocupação do grupo em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública que está em discussão em âmbito federal. Os estados temem que as alterações no sistema de segurança pública brasileiro gerem incertezas e reduzam a autonomia de suas gestões. “Somos contra qualquer proposta que enfraqueça os Estados e reduza sua capacidade de agir de forma rápida e adequada às necessidades locais.A segurança pública deve ser construída com base na colaboração, no respeito às diferenças regionais e no fortalecimento das capacidades locais, e não por meio de uma estrutura centralizada que limita a eficiência e amplifica a burocracia”, diz o documento.

Cosud
Criado em março de 2019, o Consórcio de Integração Sul e Sudeste tem como objetivo fortalecer a parceria entre as regiões e promover ações que beneficiem a população. A presidência do consórcio, atualmente sob a responsabilidade do governador do Paraná, Ratinho Junior, é conduzida em um sistema rotativo, garantindo a alternância de liderança e promovendo um ambiente colaborativo entre os estados. Os sete estados que compõem o Cosud abrigam mais de 114 milhões de habitantes, o que corresponde a 56% da população brasileira, e são responsáveis por 70% do PIB nacional, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Bancosud irá financiar iniciativas relacionadas à economia verde nos sete estados que integram o consórcio