Archives Outubro 2024

Endividamento das famílias recua

Alta na taxa de juros leva à terceira redução consecutiva do índice

Em setembro, o cartão de crédito continuou sendo o principal meio de pagamento entre as famílias brasileiras com dívidas, mesmo diante de uma maior cautela no uso do crédito

O endividamento das famílias brasileiras registrou sua terceira queda consecutiva em setembro de 2024, com o percentual de famílias endividadas caindo para 77,2%. Esse número é inferior ao registrado em agosto (78%) e em setembro de 2023 (77,4%), refletindo uma maior cautela das famílias na contratação de dívidas. No entanto, essa redução no endividamento não impediu o avanço da inadimplência. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O percentual de famílias com dívidas em atraso subiu para 29%, interrompendo três meses de estabilidade. Além disso, o número de famílias que afirmam não ter condições de pagar suas dívidas atrasadas aumentou para 12,4%, o maior índice desde novembro de 2023. “A queda no endividamento e o crescimento da inadimplência revelam que o peso das dívidas está cada vez mais difícil de ser administrado pelas famílias, principalmente devido aos juros elevados e à dificuldade de quitação das contas em atraso”, explica o economista-chefe da CNC, Felipe Tavares. As projeções da CNC indicam que o endividamento das famílias pode voltar a crescer no último trimestre, impulsionado pelas compras de fim de ano e pelos efeitos das altas taxas de juros. O percentual de famílias endividadas, que atualmente está em 77,2%, pode chegar a 78,6% até dezembro. Além disso, o percentual de famílias com dívidas em atraso também pode aumentar, chegando a 29,4% até o fim do ano, tornando o cenário financeiro das famílias brasileiras ainda mais desafiador nos próximos meses.

Cartão de crédito
Em setembro, o cartão de crédito continuou sendo o principal meio de pagamento entre as famílias brasileiras com dívidas, mesmo diante de uma maior cautela no uso do crédito. Um estudo inédito da CNC revelou que, entre os consumidores que relataram estar endividados no cartão de crédito, 30% utilizam essa modalidade para comprar alimentação, roupas e calçados. Esses números indicam que, apesar dos altos juros, o cartão de crédito ainda desempenha um papel importante no consumo cotidiano.

A pesquisa também mostrou outros detalhes relevantes sobre o comportamento de consumo com o cartão de crédito. Sobre educação, 70% dos consumidores afirmaram que nunca pagam esse tipo de despesa com o cartão de crédito, enquanto apenas 9% disseram usá-lo frequentemente para essa categoria. Entre os endividados, 67% relataram que não utilizam o cartão de crédito para pagar serviços como energia elétrica, telefone, TV e streaming, água e esgoto, enquanto 11% o utilizam frequentemente com esse fim. Em relação a saúde e higiene pessoal, 52% dos entrevistados disseram que nunca usam o cartão de crédito para pagar planos de saúde, exames e medicamentos, mas 17% indicaram que usam o cartão frequentemente para essas despesas.

O cartão de crédito nunca é utilizado por 39% dos entrevistados para compra de móveis e eletrodomésticos, enquanto 26% relataram usar o cartão para essas aquisições. Já para a compra de roupas e calçados, 30% dos consumidores afirmaram que utilizam essa modalidade frequentemente, enquanto 34% disseram nunca usar o cartão para essa categoria. Além disso, 30% dos entrevistados relataram o uso frequente do crédito para compras de supermercados e refeições fora de casa, contra 36% que nunca usam o cartão com essa finalidade.

“A dependência crescente do cartão de crédito, especialmente para despesas cotidianas, como alimentação e vestuário, coloca as famílias em uma posição vulnerável devido aos altos juros. Isso pode aumentar o risco de inadimplência, mesmo com a diminuição do endividamento total”, alerta o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “O crédito tem um papel fundamental para impulsionar o varejo, mas o aumento da taxa Selic tem encarecido o acesso, tanto para os consumidores quanto para as empresas. É essencial que o mercado encontre um equilíbrio, pois a restrição de crédito pode impactar negativamente a economia nacional”, pondera Tadros. 

Alta na taxa de juros leva à terceira redução consecutiva do índice

Diversidade rentável

Empresas que se destacam em diversidade de gênero em relação aos seus concorrentes são 25% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média

Outros relatórios também corroboram que a maior presença de mulheres na liderança contribui para alavancar indicadores de produtividade e de operação, além de reduzir a rotatividade e o risco reputacional

Vários estudos demonstram que organizações com mais diversidade de gênero conseguem catapultar mais perspectivas e experiências, o que, através de uma cultura inclusiva e segura, pode levar a soluções mais criativas e inovadoras. Estudos acadêmicos e de mercado demonstram que equipes diversas têm mais probabilidade de inovar e resolver problemas de maneira eficaz. Além disso, como evidencia a série de relatórios da McKinsey & Company, empresas que se destacam em diversidade de gênero em relação aos seus concorrentes são 25% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média. E esta probabilidade se intensifica ainda mais quando somada à diversidade étnico-racial.

Outros relatórios também corroboram que a maior presença de mulheres na liderança contribui para alavancar indicadores de produtividade e de operação, além de reduzir a rotatividade e o risco reputacional. Mulheres líderes têm maior probabilidade de conectar a estratégia do negócio às práticas ESG, fazendo com que as organizações se orientem intencionalmente para posturas mais sustentáveis. E mais: uma empresa composta por 40% a 60% de mulheres, no total e nos cargos estratégicos, pode contar com produtos e soluções que atendem melhor aos seus públicos, pois o mercado é diverso também. Além disso, empresas que são diversas também conseguem ser mais criativas.

No Brasil, cerca de 84,5% das pessoas têm pelo menos um tipo de preconceito contra as mulheres, de acordo com estudo recente da ONU. “Então, o primeiro passo é olhar para os estereótipos de gênero e preconceitos inconscientes que aprendemos, reproduzimos e ensinamos. Estes fenômenos, mesmo que não intencionais, influenciam diretamente nossas decisões na hora de contratar, validar, dar oportunidades, reconhecer e promover mulheres”, sugere Arlane Gonçalves, CEO da AGC, consultoria de cultura, liderança e equidade. Já uma vez que a mulher está dentro da empresa, há alguns fatores que contribuem para que ela vá ficando para trás, destaca a CEO. Dentre eles, está a ausência de mentoria e patrocínio. “Aqui, é importante fazer um grande destaque: homens possuem um grande papel na jornada de igualdade de gênero, e eles devem ser nada menos do que agentes de transformação. Mentores e patrocinadores podem ajudar a orientar carreiras, abrir portas e fornecer o apoio necessário para o desenvolvimento de lideranças femininas”, ressalta Arlene.

Esse conteúdo integra a edição 347 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

Empresas que se destacam em diversidade de gênero em relação aos seus concorrentes são 25% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média

Mundo abre oportunidades para o móvel brasileiro

Congresso nacional do setor discutiu caminhos para aumentar presença no mercado externo

O “Projeto Comprador” promoveu encontros entre mais de 50 indústrias brasileiras e 15 compradores internacionais

Os desafios e oportunidades do mercado externo para designers e fabricantes de móveis foram umas das principais temáticas debatidas no 11º Congresso Nacional Moveleiro, que reuniu empresários e entidades do setor na terça-feira (2) e quarta (3) em Curitiba. Para os especialistas, a “brasilidade” está cada vez mais em alta no mundo. Por isso, o empresário brasileiro precisa estar atento às oportunidades abertas por esta tendência. “Esse é o momento do Brasil no mundo. Em um cenário de crises e conflitos, as pessoas querem – e precisam – da criatividade e da alegria brasileiras”, diz o coordenador de Indústria e Serviço da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Paulo Silva. “A brasilidade está em alta. Mas é preciso que o próprio brasileiro reconheça seu país, para que o mundo lá fora também o faça”, completa.

O mercado global é essencialmente dinâmico, exigindo constante investimento em inovação, na visão de Irineu Munhoz, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) e vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). “Nossos esforços para integrar design de qualidade e gestão sustentável em cada peça e em cada processo estão definindo novos padrões na indústria moveleira. Dessa forma, a indústria de móveis brasileira não está apenas respondendo, mas ditando tendências internacionais.” Segundo os dados mais recentes divulgados pela Abimóvel, as exportações brasileiras de móveis e colchões tiveram avanço de 12% no mês de julho, em valores exportados, alcançando US$ 65,6 milhões na receita mensal. A atividade acumula uma alta de 1,3% entre janeiro e julho de 2024, na comparação com igual período do ano passado.Os números são do levantamento realizado pelo IEMI com exclusividade para o Projeto Setorial Brazilian Furniture, idealizado em parceria com a ApexBrasil.

A diretora geral da organização espanhola Conecta Barcelona, Patrícia Amaral, concorda que há muito espaço para a nossa indústria de móveis ao redor do mundo. Brasileira, ela mora há quase 20 anos na Espanha trabalhando na internacionalização de empresas espanholas para desenvolvimento de negócios nos Estados Unidos e no Brasil. Patrícia defende o fortalecimento dos ecossistemas para troca de boas práticas e busca de soluções conjuntas. “As empresas não podem se ver como concorrentes. Quem trabalha sozinho tem muito mais dificuldade de acelerar seus resultados”, ensina.

Projeto Comprador
Para fomentar os negócios do setor, foi realizado junto com o Congresso o “Projeto Comprador”, que promoveu encontros diretos entre mais de 50 indústrias brasileiras e 15 compradores internacionais. Realizadas pela Abimóvel em parceria com a ApexBrasil, por intermédio do Projeto Brazilian Furniture, as rodadas de negócios são projetadas para oferecer um espaço de integração num ambiente totalmente direcionado para o networking e a consolidação de parcerias.

“O Projeto Comprador vai além de um encontro comercial. A ação reflete a evolução do setor moveleiro nacional e sua capacidade de se adaptar às novas exigências de mercado, onde inovação, sustentabilidade e eficiência são mais valorizadas do que nunca. Com foco na geração de negócios internacionais, o evento reforça a posição do Brasil como um importante player global na produção de móveis, promovendo a competitividade das empresas nacionais e integrando-as a uma cadeia produtiva mundial. E o Congresso, claro, é um excelente palco para essa dinâmica”, finaliza Munhoz, presidente da Abimóvel.

Congresso nacional do setor discutiu caminhos para aumentar presença no mercado externo

Anticorpos organizacionais

Um conceito médico ajuda a entender a resistência à mudança

Para Daniel Ely, é preciso deixar de tratar a mudança, e especialmente a inovação, como objeto ou preocupação de um departamento específico, e sim como interesse da corporação como um todo

Se metáforas esportivas e bélicas são úteis para entender o competitivo mundo dos negócios, uma outra, vinda da medicina, é especialmente interessante para compreender transformações organizacionais: a dos anticorpos. Como todo organismo vivo, empresas contam com eles para se protegerem de ameaças em momentos sensíveis, como crises econômicas e turbulências sociais. Mas, quando muito entranhados na cultura corporativa, esses mesmos anticorpos podem se converter na perigosa doença autoimune da aversão à mudança.

A imagem é recuperada por Daniel Martin Ely em “O líder em transformação” (Alta Books, 191 páginas), lançado semana passada (foto). Nele, o executivo da RandonCorp repassa sua trajetria profissional e a guinada digital que ajudou a empreender no conglomerado de Caxias do Sul. E assim como para lúpus, vitiligo, psoríase e outras patologias provocadas pelo próprio corpo existem tratamentos, para a zona de conforto há também os seus.

O primeiro, diz Ely, é deixar de tratar a mudança, e especialmente a inovação, como objeto ou preocupação de um departamento específico, e sim como interesse da corporação como um todo. Essa tomada de consciência é fundamental para que a segunda prescrição faça efeito: criar estruturas paralelas para, concomitantemente à operação principal, iniciarem os movimentos nas placas tectônicas empresariais, permitindo que as companhias atuem ao mesmo tempo em formatos quase opostos, exercendo a chamada ambidestria.

O terceiro é convencer-se de que todo processo de mudança é, essencialmente, político, e deve ser conduzido “pelas beiradas”, pois o enfrentamento direto das resistências costuma ser infeliz e contraproducente. Se em empresas à beira do abismo o renomado Claudio Galeazzi (1941-2023) recomendava “três tapas bem dados” na cultura organizacional, em companhias saudáveis a coisa é diferente – e demanda mais persuasão, argumentação e arregimentação de seguidores do que radicalismos.

Finalmente, parcerias são igualmente importantes nesse processo. Assim como às vezes um único médico não dá conta de combater um determinado mal, requisitando recursos de disciplinas ou especialidades alheias a sua, a evolução por meio do convencimento requer a geração de vitórias rápidas que aliados como startups podem oferecer mais facilmente. Para isso, é preferível que elas sejam alocadas em espaços físicos fora da sede da empresa-mãe. Só assim escapam da ação deletéria daqueles elementos que, quando acionados fora de hora, convertem um corpo sadio em enfermo.

É inevitável que em qualquer transformação cultural existam vencedores e perdedores. Em recente entrevista, Roberto Setúbal, presidente do conselho de administração do Itaú, reconheceu que seu sucessor no cargo de CEO do banco, Milton Maluhy, “talvez não fosse o mais merecedor considerando a contribuição histórica para o banco, mas estava mais preparado para o futuro” (Valor Econômico, 26/09/24). Administrar a insatisfação dos preteridos é, para nos mantermos na seara das metáforas médicas, um efeito colateral – mas não ter de enfrentá-lo seria sinal de que o remédio certo não fora ministrado a tempo.

Um conceito médico ajuda a entender a resistência à mudança

Google avança no desenvolvimento de IA com capacidade de raciocínio

O Google está investindo no desenvolvimento de uma nova geração de softwares de inteligência artificial com habilidades de raciocínio, semelhante à capacidade humana, em uma resposta direta aos avanços da OpenAI. Nos últimos meses, várias equipes da Alphabet fizeram progressos significativos em programas de IA voltados para a solução de problemas complexos, especialmente nas áreas […]O Google está investindo no desenvolvimento de uma nova geração de softwares de inteligência artificial com habilidades de raciocínio, semelhante à capacidade humana, em uma resposta direta aos avanços da OpenAI. Nos últimos meses, várias equipes da Alphabet fizeram progressos significativos em programas de IA voltados para a solução de problemas complexos, especialmente nas áreas […]

Pixel 9a pode abandonar o “bump” da câmera

O Google está preparando uma transformação visual importante com o lançamento do Pixel 9a, que poderá abandonar o característico “bump” de câmera em favor de uma traseira quase totalmente plana. O novo modelo, que deve ser anunciado em 2025, promete manter especificações semelhantes ao Pixel 8a, mas com o chip Tensor G4 e o sistema […]O Google está preparando uma transformação visual importante com o lançamento do Pixel 9a, que poderá abandonar o característico “bump” de câmera em favor de uma traseira quase totalmente plana. O novo modelo, que deve ser anunciado em 2025, promete manter especificações semelhantes ao Pixel 8a, mas com o chip Tensor G4 e o sistema […]

Google aprimora cartões de resumo no Gmail com novas funcionalidades

O Google anunciou uma grande atualização nos cartões de resumo do Gmail, tornando-os ainda mais eficientes para organizar informações sobre compras, eventos, contas e viagens. Esses cartões, que aparecem no topo dos e-mails no aplicativo do Gmail para Android, iPhone e iPad, já eram úteis para acompanhar pedidos e entregas. Agora, eles trazem uma interface […]O Google anunciou uma grande atualização nos cartões de resumo do Gmail, tornando-os ainda mais eficientes para organizar informações sobre compras, eventos, contas e viagens. Esses cartões, que aparecem no topo dos e-mails no aplicativo do Gmail para Android, iPhone e iPad, já eram úteis para acompanhar pedidos e entregas. Agora, eles trazem uma interface […]

Google DeepMind trabalha em assistente de pesquisa com IA para cientistas

A Google DeepMind e a BioNTech firmaram uma colaboração que promete revolucionar o campo da pesquisa científica por meio do desenvolvimento de assistentes de laboratório baseados em inteligência artificial. Sob a liderança de Sir Demis Hassabis, da divisão de IA do Google, o projeto visa otimizar o planejamento de experimentos, permitindo que pesquisadores prevejam resultados […]A Google DeepMind e a BioNTech firmaram uma colaboração que promete revolucionar o campo da pesquisa científica por meio do desenvolvimento de assistentes de laboratório baseados em inteligência artificial. Sob a liderança de Sir Demis Hassabis, da divisão de IA do Google, o projeto visa otimizar o planejamento de experimentos, permitindo que pesquisadores prevejam resultados […]

Entenda o que é o grau de investimento de um país

Classificação representa selo de bom pagador

O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública (Foto: Arquivo/Portal AMANHÃ)

A classificação de risco por agências estrangeiras representa uma medida de confiança dos investidores internacionais na economia de determinado país. As notas servem como referência para os juros dos títulos públicos, que representam o custo para o governo pegar dinheiro emprestado dos investidores. As agências também atribuem notas aos títulos que empresas emitem no mercado financeiro, avaliando a capacidade de as companhias honrarem os compromissos.

O grau de investimento funciona como um atestado de que os países não correm risco de dar calote na dívida pública. Abaixo dessa categoria, está o grau especulativo, cuja probabilidade de deixar de pagar a dívida pública sobe à medida que a nota diminui. Quando um país dá calote, os títulos passam a ser considerados como lixo. O mesmo vale para as empresas. As agências mais conceituadas pelo mercado são a Fitch, a Moody’s e a Standard & Poor’s (S&P Global), que periodicamente enviam técnicos aos países avaliados para analisarem as condições da economia. Uma avaliação positiva faz um país e suas empresas levantarem recursos no mercado internacional com custos menores e melhores condições de pagamento.

Da mesma forma, uma boa classificação atrai investimentos estrangeiros ao país. Fundos de pensão estrangeiros investem apenas em países com grau de investimento concedido por pelo menos duas agências de classificação de risco. Caso contrário, o país passa a ser considerado de grau especulativo. Em 2008, o Brasil tinha sido elevado à categoria de grau de investimento. A primeira agência a incluir o país nesse patamar foi a S&P Global, em abril daquele ano. A decisão foi seguida pela Fitch, em maio do mesmo ano, e pela Moody’s, em setembro de 2009.

Queda
Em setembro de 2015, a S&P Global retirou o grau de investimento do Brasil e concedeu perspectiva negativa, abrindo caminho para que a nota fosse reduzida novamente em fevereiro de 2016. Em dezembro de 2015, a Fitch reduziu a nota do país para um nível abaixo da categoria de bom pagador. A Moody’s retirou o grau de investimento do Brasil em fevereiro de 2016, uma semana após o segundo rebaixamento pela S&P. Na ocasião, a Moody’s reduziu a nota do país para dois níveis abaixo do grau de investimento. Com a decisão de terça-feira (1), o Brasil está um nível abaixo do grau de investimento na Moody’s. Em julho de 2023, a Fitch elevou a nota brasileira para dois níveis abaixo do grau de investimento. Em dezembro do ano passado, a S&P Global também elevou a classificação do país para dois níveis abaixo do grau de investimento.

No caso dos títulos públicos, o grau de investimento ajuda um país a conseguir juros mais baixos nos papéis da dívida externa. Por meio da dívida pública, um governo emite títulos para levantar recursos no mercado financeiro. O dinheiro serve para atender às necessidades de financiamento e permitir que o Tesouro honre os compromissos de curto prazo. Em troca, o governo se compromete a devolver o dinheiro aos investidores com juros. Quanto menores as taxas, maior a confiança na capacidade de pagamento do país.

Críticas
Embora as notas sirvam de parâmetro para credibilidade de governos e de empresas no mercado financeiro, as agências de classificação de risco enfrentam críticas por terem errado nos prognósticos. Antes de 2008, as agências deram notas altas para as operações de venda de créditos imobiliários nos Estados Unidos, que entraram em colapso e desencadearam uma crise econômica global. Em 2013, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu investigação contra a Standard & Poor’s por suspeita de fraude na classificação de produtos hipotecários. Em fevereiro de 2015, a agência pagou uma multa de US$ 1,3 bilhão pelo papel na crise de 2008.

Com ABR

Classificação representa selo de bom pagador

Consórcio da Engie arremata principal lote do leilão de transmissão

Empreendimento terá investimentos da ordem de R$ 3 bilhões

O grupo, liderado pela Engie, ofereceu um desconto de 48,1% sobre a remuneração pelo contrato

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizaram, nesta sexta-feira (27), na B3, em São Paulo, o segundo leilão de transmissão do ano. O consórcio da catarinense Engie arrematou o lote 1 de linhas de transmissão (veja detalhes no infográfico ao final desta reportagem), o principal do certame. A concessão inclui a construção de 780 quilômetros de linhas passando por Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, e investimentos da ordem de R$ 3 bilhões. O grupo ofereceu um desconto de 48,1% sobre a remuneração pelo contrato.

A Engie ofereceu uma proposta competitiva por ter conhecimento da região, onde já atua. “A companhia já tem o financiamento pré-estruturado e propostas firmes das construtoras e fornecedores que atuarão no projeto”, revelou Eduardo Sattamini, presidente da Engie Brasil, em coletiva depois do leilão. Os demais lotes, de porte menores, ficaram com a Taesa, que levou o de número 3, com deságio de 53,4%, e a Cox Brasil que conquistou o 4, com desconto de 55,5%. O prazo para operação comercial dos empreendimentos varia de 42 a 60 meses, para concessões por 30 anos, contados a partir da celebração dos contratos.

Devido às recentes enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul, em maio, o MME, visando mitigar riscos de implantação e problemas operacionais em caso de eventos extremos, solicitou à Aneel a retirada do lote 2 do leilão desta sexta para que a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) possa elaborar uma reavaliação dos traçados das linhas de transmissão e das localizações das subestações a serem implantadas no estado. A expectativa é que essas revisões nos estudos estejam concluídas até dezembro, e que estas obras, que permanecem necessárias no horizonte do planejamento, façam parte do próximo leilão, em 2025.

Empreendimento terá investimentos da ordem de R$ 3 bilhões

Produção industrial tem leve alta em agosto

Índice apresentou variação positiva de 0,1%

Recuperação na produção de petróleo leva o índice indústria nacional para o campo positivo

A produção industrial apresentou variação positiva de 0,1%, na passagem de julho para agosto. A ligeira recuperação ocorre após queda de 1,4% no mês anterior. Com esses resultados, a produção industrial se encontra 1,5% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020); mas ainda está 15,4% abaixo do nível recorde de maio de 2011. No ano, acumula alta de 3,0% e, em 12 meses, expansão de 2,4%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM – Brasil), divulgada IBGE.

“A despeito de ser um resultado muito próximo da estabilidade, o índice de 0,1% desse mês fez com que o setor industrial voltasse ao campo positivo após registrar queda de 1,4% no mês anterior. Quando analisamos os últimos três meses, o saldo da produção industrial é positivo, já que o total da indústria cresceu 4,4% em junho. Esse movimento também fica evidenciado quando observamos o índice de média móvel trimestral, que permanece com uma trajetória ascendente desde meados de 2023”, analisa André Macedo, gerente da PIM Brasil.

Apesar da taxa da indústria geral estar no campo positivo, há uma predominância de resultados negativos nesse mês, com 18 dos de 25 ramos industriais mostrando recuo na produção. Entre as atividades, a influência positiva mais importante veio das indústrias extrativas, alta de 1,1%, após recuar 2,2% em julho, quando interrompeu dois meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 5,8%. Outras contribuições positivas incluem os setores de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (3,6%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,0%) e de produtos químicos (0,7%).

“No mês anterior, tanto o petróleo quanto o minério de ferro mostraram queda e o resultado de agosto representa uma volta ao campo positivo. O saldo dos últimos meses é claramente positivo, pois antes da queda de 2,2% em julho, o setor extrativo havia apresentado duas taxas de crescimento, em maio e junho, totalizando uma expansão de 5,8%. A queda de julho teve uma particularidade que foi a parada para manutenção em algumas plataformas, impactando a produção”, esclarece o gerente da PIM.

No campo negativo, veículos automotores, reboques e carrocerias teve queda de 4,3%, produtos diversos (-16,7%) e impressão e reprodução de gravações (-25,1%) exerceram os principais impactos negativos na média da indústria. “Veículos automotores, reboques e carrocerias possuem um peso importante, de 7%, e vinha de dois meses no campo positivo com um saldo de dois dígitos, de 16%. Houve uma devolução de parte desse avanço. Em agosto, observamos um comportamento negativo em automóveis e nos comerciais leves. É mais uma característica desse mês, do que propriamente uma tendência de reversão do quadro positivo dessa atividade nos últimos meses”, ressalta Macedo.

Índice apresentou variação positiva de 0,1%

Governo de SC aprova incentivo de R$ 1 bilhão em investimentos privados

Prodec chega à marca de R$ 5 bilhões em aportes aprovados desde o ano passado

Sudati Painéis, de Otacílio Costa, terá o maior valor

O conselho deliberativo do Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec) aprovou uma nova rodada de concessão de incentivo fiscal para investimentos privados. Ao todo, serão R$ 1 bilhão investidos pela iniciativa privada por meio de sete projetos com geração de 639 empregos. A Sudati Painéis, de Otacílio Costa, terá o maior valor (R$ 846 milhões). Também foram aprovados os projetos da MR Paper Indústria de Papel, de Major Vieira (R$ 70,5 milhões), Fortlev Indústria e Comércio de Plástico, sediada em Araquari (R$ 65,9 milhões), Entrerios Gestão de Negócios, de Palhoça (R$ 29,2 milhões), CCP Indústria e Comércio de Compostos de PVC, também de Araquari (R$ 22,2 milhões), Caiman Indústria e Comércio de Malhas, de Schroeder (R$ 16,2 milhões) e Rinaldi Alumínios e Vidros, localizada em Tubarão (R$ 3,4 milhões). Com a nova rodada, o Prodec chega à marca de R$ 5 bilhões em investimentos aprovados desde o início do ano passado.

Após a aprovação pelo conselho deliberativo, os projetos serão encaminhados para bancos de fomento (Badesc ou BRDE) e posteriormente ao governador Jorginho Mello a fim de formalizar a concessão do incentivo fiscal. O Prodec é uma iniciativa do governo catarinense voltado à indústria, que financia capital de giro a juros baixos por meio de postergação de impostos. Com a postergação, a empresa se beneficia, por exemplo, no seu fluxo de caixa e na competitividade. “O Prodec é uma importante ferramenta para induzir o investimento aqui em Santa Catarina, gerar emprego e, portanto, estimular nossa economia. Não por acaso crescemos acima da média nacional em diversos setores e, sobretudo, na indústria”, pontua Silvio Dreveck, secretário da indústria, comércio e serviço de Santa Catarina.

Prodec chega à marca de R$ 5 bilhões em aportes aprovados desde o ano passado

Google nega favorecer grandes sites, mas reconhece desafios para pequenos editores

Em uma recente entrevista com Aleyda Solis, o Search Liaison do Google, Danny Sullivan, abordou as preocupações sobre a dificuldade que sites menores enfrentam ao competir com grandes marcas nos rankings de busca. Sullivan afirmou que o Google não favorece grandes marcas por padrão, apesar da percepção generalizada de que essas empresas têm vantagem sobre […]Em uma recente entrevista com Aleyda Solis, o Search Liaison do Google, Danny Sullivan, abordou as preocupações sobre a dificuldade que sites menores enfrentam ao competir com grandes marcas nos rankings de busca. Sullivan afirmou que o Google não favorece grandes marcas por padrão, apesar da percepção generalizada de que essas empresas têm vantagem sobre […]

Google pode permitir envio de mensagens RCS em smartwatches com Wear OS

O Google pode estar prestes a expandir o suporte às mensagens RCS (Rich Communication Services) para smartwatches com Wear OS. O RCS ganhou ainda mais destaque após o lançamento do iOS 18, que trouxe a compatibilidade com o serviço para os iPhones. Enquanto isso, os usuários de Android já utilizam o RCS através do Google […]O Google pode estar prestes a expandir o suporte às mensagens RCS (Rich Communication Services) para smartwatches com Wear OS. O RCS ganhou ainda mais destaque após o lançamento do iOS 18, que trouxe a compatibilidade com o serviço para os iPhones. Enquanto isso, os usuários de Android já utilizam o RCS através do Google […]

Moody’s eleva rating e Brasil fica a um nível do grau de investimento

Agência de classificação de risco manteve a perspectiva positiva

A Moody’s menciona a melhora significativa no crédito do país, que se deve ao desempenho robusto do crescimento do PIB e o histórico recente de reformas econômicas e fiscais (Foto: Arquivo/Portal AMANHÃ)

A agência de classificação de risco Moody’s elevou a nota de crédito soberano do Brasil de Ba2 para Ba1, mantendo a perspectiva do rating positiva. Essa revisão ocorre poucos meses após a agência ter atribuído a perspectiva positiva ao rating do país, em maio, o que reforça a tendência de melhora das notas de crédito, iniciada em 2023. O Brasil agora está a um passo do grau de investimento pela Moody’s. Em seu comunicado, a Moody’s menciona a melhora significativa no crédito do país, que se deve ao desempenho robusto do crescimento do PIB e o histórico recente de reformas econômicas e fiscais. Nesse contexto, a agência chama a atenção para a relevância do compromisso com as metas fiscais e com a trajetória de estabilização da dívida/PIB, considerando esses fatores fundamentais para a perspectiva positiva do novo rating.

Ao mencionar a importância das várias reformas recentes para a melhora nas expectativas de crescimento do país no médio prazo, a agência destacou a reforma tributária, que aprimorará o ambiente de negócios e a alocação de recursos, aumentando o potencial de crescimento a longo prazo. Além dela, a agenda de transição energética do governo é ressaltada como um fator que não apenas atrai investimentos privados, mas também reduz a vulnerabilidade do país a choques climáticos. Em relação ao tema fiscal, a Moody’s espera uma melhora gradual nos resultados primários do governo, alinhada às metas fiscais para os próximos três anos. Essa expectativa se baseia nos esforços para aumentar as receitas e nas iniciativas de corte de despesas. Segundo a agência, embora a dívida e as despesas com juros sejam consideradas elevadas, o Brasil possui expressivos ativos líquidos e se financia principalmente em moeda local no mercado doméstico.

Em nota, o Ministério da Fazenda informou que o governo está empenhado em melhorar as contas públicas, esforçando-se para aumentar a arrecadação e segurar gastos. “Além de estabilizar a relação dívida/PIB, um balanço fiscal mais robusto contribuirá para a redução das taxas de juros e a melhoria das condições de crédito, criando um ambiente favorável à expansão dos investimentos públicos e privados”, destacou a pasta. Desde o início de 2017, a Moody’s classifica o país dois níveis abaixo do grau de investimento. A nota é melhor que a de outras agências. Em julho de 2023, a Fitch elevou a nota brasileira para dois níveis abaixo do grau de investimento. Em dezembro do ano passado, a S&P Global também elevou a classificação do país para dois níveis abaixo do grau de investimento.

Agência de classificação de risco manteve a perspectiva positiva