Archives Abril 2024

Google explica como vai oferecer 7 anos de atualizações do Pixel

Recentemente, o Google anunciou que os smartphones Pixel 8 receberão atualizações por 7 anos. O que significa que você terá acesso às últimas novidades do Android e recursos de segurança por muito mais tempo. Para conseguir oferecer esse suporte tão extenso, o Google trabalhou em conjunto com diversos parceiros, incluindo a equipe do Android e […]Recentemente, o Google anunciou que os smartphones Pixel 8 receberão atualizações por 7 anos. O que significa que você terá acesso às últimas novidades do Android e recursos de segurança por muito mais tempo. Para conseguir oferecer esse suporte tão extenso, o Google trabalhou em conjunto com diversos parceiros, incluindo a equipe do Android e […]

Novo formato do Google AdSense transforma texto em atalho para pesquisa

O AdSense está lançando o formato “Ad Intents”, que transforma o texto do seu site em atalhos para a pesquisa do Google. Funciona assim: o AdSense identifica trechos relevantes do seu conteúdo e os converte em links inteligentes. Isso tudo no modo automático. Quando um usuário clica em um desses links, uma caixa mágica aparece […]O AdSense está lançando o formato “Ad Intents”, que transforma o texto do seu site em atalhos para a pesquisa do Google. Funciona assim: o AdSense identifica trechos relevantes do seu conteúdo e os converte em links inteligentes. Isso tudo no modo automático. Quando um usuário clica em um desses links, uma caixa mágica aparece […]

25% dos criadores do YouTube Shorts ganham dinheiro com vídeos curtos

Boa notícia para quem aposta no formato de vídeos curtos! O YouTube Shorts, lançado em 2021 como concorrente do TikTok, vem se mostrando uma ferramenta lucrativa para os criadores. Um ano após implementar o compartilhamento de receita para Shorts, o YouTube revelou que mais de 25% dos canais participantes do Programa de Parceiros do YouTube […]Boa notícia para quem aposta no formato de vídeos curtos! O YouTube Shorts, lançado em 2021 como concorrente do TikTok, vem se mostrando uma ferramenta lucrativa para os criadores. Um ano após implementar o compartilhamento de receita para Shorts, o YouTube revelou que mais de 25% dos canais participantes do Programa de Parceiros do YouTube […]

Agora é possível acompanhar Bitcoin e Ethereum na Pesquisa Google

O Google anunciou uma nova ferramenta que permite consultar o saldo de qualquer carteira Bitcoin diretamente pelo buscador. Basta digitar o endereço da sua carteira e o Google mostrará um cartão com o saldo e a data da última atualização. Essa novidade se soma a outros recursos já disponíveis, como a consulta ao preço do […]O Google anunciou uma nova ferramenta que permite consultar o saldo de qualquer carteira Bitcoin diretamente pelo buscador. Basta digitar o endereço da sua carteira e o Google mostrará um cartão com o saldo e a data da última atualização. Essa novidade se soma a outros recursos já disponíveis, como a consulta ao preço do […]

Epic Games x Google: O embate por uma Play Store mais justa

Depois de vencer um processo antitruste contra o Google no ano passado, finalmente podemos entender o que a Epic Games realmente busca. A empresa, responsável pelo famoso Fortnite, quer uma Google Play Store aberta e justa para todos os desenvolvedores e usuários. A ideia central é que a experiência de baixar apps e fazer pagamentos […]Depois de vencer um processo antitruste contra o Google no ano passado, finalmente podemos entender o que a Epic Games realmente busca. A empresa, responsável pelo famoso Fortnite, quer uma Google Play Store aberta e justa para todos os desenvolvedores e usuários. A ideia central é que a experiência de baixar apps e fazer pagamentos […]

YouTube fecha cerco contra apps que bloqueiam anúncios

O YouTube anunciou que vai combater aplicativos de terceiros que bloqueiam propagandas, o que significa que a vida dos fãs de ad blockers vai ficar mais difícil. Antes, alguns apps conseguiam driblar o bloqueio de anúncios usando a API do YouTube, mas essa brecha chegou ao fim. Agora, o YouTube vai “reforçar a aplicação dos […]O YouTube anunciou que vai combater aplicativos de terceiros que bloqueiam propagandas, o que significa que a vida dos fãs de ad blockers vai ficar mais difícil. Antes, alguns apps conseguiam driblar o bloqueio de anúncios usando a API do YouTube, mas essa brecha chegou ao fim. Agora, o YouTube vai “reforçar a aplicação dos […]

Google Maps ganha visualização 3D em navegação para usuários beta

O Google Maps está recebendo novos recursos para deixar a navegação ainda mais intuitiva e realista. A novidade, liberada inicialmente para usuários beta, permite visualizar construções em 3D durante o trajeto. Essa adição pode parecer simples, mas promete impactar a experiência de usuários frequentes do aplicativo. A visualização tridimensional dos edifícios ajuda na hora de […]O Google Maps está recebendo novos recursos para deixar a navegação ainda mais intuitiva e realista. A novidade, liberada inicialmente para usuários beta, permite visualizar construções em 3D durante o trajeto. Essa adição pode parecer simples, mas promete impactar a experiência de usuários frequentes do aplicativo. A visualização tridimensional dos edifícios ajuda na hora de […]

Wilson Sons redefine logística marítima na costa leste da América do Sul

Pela primeira vez na história, um porto no Sul do Brasil será a primeira escala na costa leste do continente para uma rota direta da Ásia

Solução inovadora em parceria com armadores asiáticos consolida Rio Grande como hub regional de contêineres

A parceria inovadora firmada entre o Tecon Rio Grande, terminal operado pela Wilson Sons, a companhia marítima sul-coreana Hyundai Merchant Marine (HMM), e a operadora de feeder cingapuriana Bengal Tiger Line (BTL), promete revolucionar o panorama da logística de contêineres na América do Sul. Esta cooperação inédita visa aprimorar significativamente a eficiência dos serviços prestados aos embarcadores do sul do Brasil, Argentina e Uruguai, estabelecendo um marco histórico para a logística marítima na região. A solução anunciada envolve a integração de um serviço alimentador (feeder), projetado para a transferência ágil de cargas entre portos menores e um terminal concentrador (hub), com uma rota direta e otimizada entre a Ásia e a América do Sul.

A colaboração é uma resposta inteligente às restrições estruturais enfrentadas pelos países vizinhos ao Brasil. A profundidade reduzida dos canais que levam aos portos da Argentina e do Uruguai limita a capacidade de carregamento das embarcações de médio porte que atendem a costa leste da América do Sul, forçando-as a realizar escalas duplas ao longo da costa brasileira, em portos como Santos, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, para aliviar a quantidade de carga e permitir a navegação para os terminais em Buenos Aires e Montevidéu. A restrição de profundidade também impede a entrada da nova geração de navios New Panamax, que não conseguem atracar nas instalações argentinas e uruguaias. Essa realidade representa um grande desafio para a conectividade da região com os principais mercados do mundo – Ásia, Europa e Estados Unidos.

A adoção de navios feeder menores para servir os portos do Prata é uma solução engenhosa que possibilita que embarcações de grande porte se dediquem aos portos brasileiros mais profundos, como Rio Grande. Esse arranjo operacional não apenas permite o aproveitamento integral da capacidade de carregamento dos navios, mas também traz ganhos substanciais de eficiência e economia de custos para armadores e embarcadores. Essas vantagens incluem o emprego de navios maiores, como a classe New Panamax que chegou recentemente ao Brasil, maximizando a quantidade de carga transportada por viagem; a redução dos tempos de trânsito, o que pode até viabilizar a exclusão de um navio em determinadas rotas, melhorando assim a eficiência operacional; a eliminação de escalas duplas; a melhoria dos níveis de serviço com o aumento da confiabilidade das escalas; e a maior sustentabilidade dos portos envolvidos, garantindo alinhamento aos compromissos globais de neutralidade de carbono até 2050. Isso não apenas ajuda a reduzir os custos operacionais, mas também facilita o tráfego nos portos brasileiros, melhorando a utilização dessas infraestruturas essenciais para o dinamismo econômico do país.

Pela primeira vez na história, um porto no Sul do Brasil será a primeira escala na costa leste do continente para uma rota direta da Ásia, assegurando assim tempos de trânsito mais rápidos para cargas tanto da região sul quanto dos mercados do Prata. Esse avanço foi possível graças à infraestrutura de ponta e à localização privilegiada do terminal e do Porto do Rio Grande. O novo serviço semanal da HMM, o Far East-India-Latin America Service (FIL), conta com 12 navios fazendo escalas regulares em Rio Grande e uma capacidade total de aproximadamente 64 mil TEU. A rota foi projetada para atender às necessidades de exportadores e importadores do sul do Brasil, além de conectar embarcadores uruguaios e argentinos aos mercados asiáticos. Como um importante hub logístico para o Cone Sul, o terminal da Wilson Sons concentrará cargas dessa vasta região e se conectará à linha feeder operada pela Bengal Tiger Line. 

Por meio de uma rotação estratégica que inclui Rio Grande, Buenos Aires e Montevidéu, o serviço RBM da BTL promoverá uma integração eficiente e otimizará os fluxos comerciais em toda a região. O navio feeder de Cingapura, batizado de Tiger Plata, possui uma capacidade de transporte de 1.700 TEU e também fará escalas semanais. Além de resolver um gargalo logístico complexo, esse modelo garante uma confiabilidade de escala sem precedentes e uma redução significativa nos tempos de trânsito das cargas, economizando até quatro dias para mercadorias importadas. A operação terá início com a partida da embarcação Hyundai Grace do porto sul-coreano de Pusan, em 16 de abril, chegando em Rio Grande em 25 de maio.

Pela primeira vez na história, um porto no Sul do Brasil será a primeira escala na costa leste do continente para uma rota direta da Ásia

BRDE inicia operações no mercado de capitais

A expectativa é de captar neste primeiro momento cerca de R$ 150 milhões

O BRDE poderá emitir instrumentos financeiros de dívida bancária como uma alternativa de funding para abertura de novas frentes de negócio

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) anunciou o ingresso no mercado de capitais. Essa decisão permite ao banco diversificar suas fontes de captação de recursos, assim como proporciona acesso a investidores e amplia oportunidades de novos financiamentos. A expectativa é de captar neste primeiro momento cerca de R$ 150 milhões por meio da nova operação no mercado. A nova solução permitirá que o BRDE emita instrumentos financeiros de dívida bancária (a exemplo de LCAs e CDBs) como uma alternativa de funding para abertura de novas frentes de negócio. As LCAs são títulos de dívida emitidos por instituições financeiras, lastreados em empréstimos e financiamentos para o setor agropecuário. Para o agronegócio, as LCAs são uma das principais fontes de financiamento. Elas podem ser utilizadas para financiar a produção, venda ou industrialização de produtos e insumos e adquirir equipamentos para a produção no campo.

Para o presidente do BRDE, João Paulo Kleinübing, este é um momento histórico para o banco. “Representa o nosso retorno para o mercado de capitais e é um fato importante na nossa trajetória de mais de 62 anos. Mostra o protagonismo do banco de fomento, com um olhar para o futuro. O novo negócio surge como uma vertente independente de grandes provedores institucionais, o que é importante para a resiliência do BRDE a longo prazo”, ressalta. O vice-presidente e diretor de operações, Ranolfo Vieira Júnior, ressalta que a ação junto ao mercado de capitais reflete o quanto a estratégia na diversificação do funding tem avançado de maneira positiva. “É uma iniciativa que carrega uma simbologia importante, pois amplia a nossa capacidade de financiar novos projetos e está relacionada com o setor do agro, que representa 60% das operações do BRDE e é fundamental ao desenvolvimento da região Sul”, reforça.

O plano de atuação no mercado de capitais indica os caminhos para viabilizar a emissão em escala de instrumentos financeiros, com distribuição ao varejo via plataforma de corretoras. Foram firmados inicialmente contratos em parceria com XP, BTG, Safra e Itaú para realização da distribuição dos instrumentos emitidos pelo BRDE. Segundo o superintendente financeiro do BRDE, Gustavo Trombini Orsolin, para o BRDE alcançar o objetivo traçado no plano, foram abertas várias frentes de trabalho, dentre elas a aplicação de sistemas que sustentam a atividade de emissão de títulos, o que permitiu a realização dos últimos treinamentos e viabilizou dentro do planejamento previsto a execução do projeto. “Até então, nosso processo de diversificação de funding, iniciado em 2015, havia alcançado muitas instituições, nacionais e internacionais. O mercado de capitais se apresenta como o novo passo deste movimento. Com ele, criamos oportunidades novas de atuação na concessão de crédito e aumentamos a resiliência do banco, dada a pulverização da origem dos recursos e a relação direta estabelecida com o mercado neste modelo de captação”, explica.

A expectativa é de captar neste primeiro momento cerca de R$ 150 milhões

Motorola lança os primeiros smartphones com tela e câmera Pantone

A Motorola e a Pantone, líder global em cores e tecnologia, se unem para oferecer uma experiência visual inigualável em smartphones. Pela primeira vez no mundo, a Motorola apresenta dispositivos com telas e câmeras certificadas pela Pantone, garantindo cores vibrantes, precisas e tons de pele autênticos. Essa parceria inovadora vai além da estética, proporcionando aos […]A Motorola e a Pantone, líder global em cores e tecnologia, se unem para oferecer uma experiência visual inigualável em smartphones. Pela primeira vez no mundo, a Motorola apresenta dispositivos com telas e câmeras certificadas pela Pantone, garantindo cores vibrantes, precisas e tons de pele autênticos. Essa parceria inovadora vai além da estética, proporcionando aos […]

Android deve crescer o dobro do iOS em 2024

Que ótima notícia o Android! De acordo com a IDC, empresa de análise de mercado, o Android vai crescer “o dobro do ritmo” do iOS em 2024. A Apple vinha crescendo globalmente nos últimos anos, mas parece que agora é a vez do robozinho verde brilhar. E a volta da Samsung ao topo do ranking […]Que ótima notícia o Android! De acordo com a IDC, empresa de análise de mercado, o Android vai crescer “o dobro do ritmo” do iOS em 2024. A Apple vinha crescendo globalmente nos últimos anos, mas parece que agora é a vez do robozinho verde brilhar. E a volta da Samsung ao topo do ranking […]

Livro conta a história de sucesso de grandes marcas de Santa Catarina

A história e os valores de marcas consagradas como ícones da identidade e da cultura empresarial catarinense estão no segundo volume do livro Santa Catarina – Grandes Marcas

Exemplares do livro Santa Catarina – Grandes Marcas foram autografados pelas lideranças das companhias retratadas

A história e os valores de marcas consagradas como ícones da identidade e da cultura empresarial catarinense estão no segundo volume do livro Santa Catarina – Grandes Marcas. O projeto do Instituto AMANHÃ foi lançado nesta quinta-feira (11), na Fiesc, em Florianópolis. Na ocasião, os exemplares foram autografados pelas lideranças das companhias retratadas. A partir de entrevistas com fundadores, presidentes, herdeiros, gestores e funcionários, a obra traz cases de 50 empresas e instituições de todas as regiões do estado, de diferentes setores, portes e raízes – desde companhias de origem imigrante até cooperativas e multinacionais que optaram por Santa Catarina. A publicação traça um panorama do viés empreendedor que criou tantas empresas e instituições fortes em Santa Catarina.

A obra, em formato digital, pode ser acessada por meio deste link.

Confira as 50 marcas que estão no livro:

AGPR5
AltoQi
ArcelorMittal
Ascensus
Atrio Hotéis
Aurora Coop
Benner
Cisa Brasile
Condor
C-Pack
Dígitro
Elastri
Engie
FG Empreendimentos
Fiesc
Fundação Certi
Grupo Orbenk
Hospital Dona Helena
Imbralit
Intelbras
Ipel
Latícinios Tirol
Latina Têxtil
Liderança
Lunelli
Martinelli Advogados
Multilog
Multiplike
Netzsch
Nippur Investimentos
NSC
Ocesc
Orsegups
Pamplona Alimentos
Porto Itapoá
Portonave
Rôgga
Safegold
Selbetti
Sicoob
Steelmast
Teltec
Tigre
Tombini
Transjoi
Tuper
Unesc
Unisociesc
Unisul
Univille

A história e os valores de marcas consagradas como ícones da identidade e da cultura empresarial catarinense estão no segundo volume do livro Santa Catarina – Grandes Marcas

Google dá mais liberdade para criações feitas por IA

O Google finalmente está reconhecendo a criatividade da inteligência artificial (IA) e dando mais liberdade aos usuários. A partir de 22 de maio de 2024, a empresa atualizará seus Termos de Serviço (ToS) para deixar claro que o conteúdo gerado por IA é meu, não deles. Isso significa que, se eu usar o modelo de […]O Google finalmente está reconhecendo a criatividade da inteligência artificial (IA) e dando mais liberdade aos usuários. A partir de 22 de maio de 2024, a empresa atualizará seus Termos de Serviço (ToS) para deixar claro que o conteúdo gerado por IA é meu, não deles. Isso significa que, se eu usar o modelo de […]

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.502 para o próximo ano

Reajuste segue previsão de 3,25% do INPC mais alta de 2,9% do PIB

No ano passado, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes

O salário mínimo em 2025 será de R$ 1.502, com aumento nominal de 6,39%. O reajuste consta do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025, enviado na segunda-feira (15) ao Congresso Nacional. O reajuste segue a projeção de 3,25% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para os 12 meses terminados em novembro mais o crescimento de 2,9% do PIB em 2023. A estimativa também consta do PLDO. O projeto também apresentou previsões de R$ 1.582 para o salário mínimo em 2026, de R$ 1.676 para 2027 e de R$ 1.722 para 2028. As projeções são preliminares e serão revistas no PLDO dos próximos anos.

No ano passado, o salário mínimo voltou a ser corrigido pelo INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos antes. Essa fórmula vigorou de 2006 a 2019. Segundo o Planejamento, cada aumento de R$ 1 no salário mínimo tem impacto de aproximadamente R$ 370 milhões no Orçamento. Isso porque os benefícios da Previdência Social, o abono salarial, o seguro-desemprego, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e diversos gastos são atrelados variação do mínimo. Na Previdência Social, a conta considera uma alta de R$ 66,7 bilhões nas despesas e ganhos de R$ 63,1 bilhões na arrecadação.

O valor do salário mínimo para o próximo ano ainda pode ser alterado, dependendo do valor efetivo do INPC neste ano e da nova política de reajuste. Pela legislação, o presidente da República é obrigado a publicar uma medida provisória até o último dia do ano com o valor do piso para o ano seguinte. Em 2024, o salário mínimo está em R$ 1.412, com ganho real de 3% em relação a 2023. O valor de R$ 1.412 corresponde ao INPC acumulado nos 12 meses terminados em novembro de 2023, que totalizou 3,85%, mais o crescimento de 3% do PIB em 2022.

Com Agência Brasil 

Reajuste segue previsão de 3,25% do INPC mais alta de 2,9% do PIB

Fim do contrato da Malha Sul é oportunidade para debater investimentos em ferrovias no Paraná

O modal é importante principalmente para o interior, onde está concentrada a maior parte da indústria alimentícia paranaense

Necessidade de aprimorar o modal ferroviário foi tema de reunião promovida pela Fiep

O Paraná vive um momento decisivo para definir projetos que ampliem e aumentem a eficiência de sua malha ferroviária, fator considerado fundamental para acompanhar o constante crescimento do setor produtivo do Estado. Essa foi uma das principais conclusões de uma reunião que a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), por meio de seu conselho temático de infraestrutura, promoveu na segunda-feira (15), em Curitiba, para debater o panorama atual do transporte ferroviário paranaense. Para a Fiep e representantes de usuários das ferrovias que participaram do encontro, parte da solução dos problemas atuais passa por investimentos e melhorias no modelo de concessão da chamada Malha Sul, que liga principalmente as regiões Norte e Noroeste do estado ao Porto de Paranaguá, cujo contrato se encerra em 2027.

O presidente do Sistema Fiep, Edson Vasconcelos, destacou que o Paraná vive uma “janela de oportunidade” para discutir o tema, devido ao fim do período de concessão da Malha Sul em três anos. “Então, é importante ouvir e estar próximo ao usuário para entender quais são as dificuldades que ele tem e os grandes gargalos que existem hoje nesse modal”, declarou. “Nós vamos sair hoje daqui com uma proposta de trabalho. Vamos rodar o interior para conversar com os usuários, perceber deles as expectativas de crescimento e qual é o olhar dele para uma possível nova concessão ou renovação da Malha Sul. Aí sim teremos parâmetros para sentar com os diferentes atores e colocar a posição do usuário quanto ao tema ferrovia”, completou. As reuniões regionais para tratar especificamente das questões de infraestrutura serão realizadas nos próximos meses.

A reunião faz parte de uma mobilização que a Fiep iniciou neste mês para discutir em profundidade, com participação dos diferentes atores envolvidos, as condições da infraestrutura logística utilizada pelo setor produtivo paranaense. O primeiro encontro, que analisou as condições dos portos, foi realizado no último dia 3. Com essa iniciativa, a Fiep pretende que sejam planejadas ações efetivas em curto, médio e longo prazo para aprimorar a infraestrutura logística do Paraná. “Nós temos que trabalhar todos esses assuntos juntos e saber que a renovação da concessão ou nova licitação ferroviária vai impactar inclusive em ações nos outros equipamentos de infraestrutura para exportação”, explicou.

Vasconcelos ressaltou que o transporte ferroviário é importante principalmente para o interior do estado, onde está concentrada a maior parte da indústria alimentícia paranaense. “A ferrovia passa na capital, mas ela serve muito para quem está no interior. E o setor de alimentos hoje, que já é 40% da indústria estadual, é o que mais usa”, disse. “Nós temos portos de outras regiões com uma taxa ferroviária já muito mais adequada do que o Paraná, que hoje está com 17% da sua carga chegando via férreo. Mas a ferrovia dá constância, dá sazonalidade adequada para o transporte de cargas, comparada ao rodoviário, por isso a necessidade de fortalecer os escoamentos de exportação por esse modal”, acrescentou.

A reunião na Fiep contou com a presença de representantes de grandes exportadores paranaenses. Entre eles, a Coamo, cooperativa com sede em Campo Mourão que responde pelo maior volume de exportações do Sul do país. “A gente tem uma certa limitação hoje da malha no Sul do Brasil, mais especificamente no estado do Paraná, que limita volumes”, afirmou o diretor de logística e operações da Coamo, Edenilson Oliveira. “Então, muitas vezes você tem a intenção de contratar o serviço e há uma limitação pela própria malha ou pelo material rodante”, acrescentou. Para ele, o debate em torno do fim do período de concessão da Malha Sul é fundamental para aprimorar o sistema ferroviário do estado. “São contratos que perduram por muito tempo, então tudo há que ser posto na mesa agora e discutido neste momento, olhando os três lados: da agência reguladora, do concessionário e, principalmente, do usuário”, disse. Ele afirmou, ainda, que os investimentos nas ferrovias devem acompanhar novos projetos que estão sendo feitos no Porto Paranaguá para receber com mais eficiência as cargas, como é o caso do chamado Moegão. “Hoje, olhando pelo Corredor de Exportação, você tem limitações de terminais para fazer as descargas ferroviárias. Com esse projeto do Moegão, a partir do momento em que ele entra em operação, você transfere esse gargalo de lugar, e aí o próximo gargalo passa a ser a ferrovia”, justificou.

Já Rodrigo Buffara Farah Coelho, gerente do terminal portuário da Cotriguaçu, operado pelas cooperativas C.Vale, Lar, Copacol e Coopavel, todas com sede no Oeste do Paraná, explicou que, atualmente, o maior problema na malha ferroviária paranaense não é o custo do frete, mas a eficiência do sistema. “O tomador do frete nem está, neste momento, reclamando tanto do que ele paga, mas sim da eficiência do serviço. Tem lugares, como a nossa região da Cotriguaçu, no Oeste, em que o transit time, o tempo que leva, é de cerca de 7 a 9 dias (até Paranaguá). Isso torna a ferrovia inviável”, disse. Para Buffara, acelerar o debate sobre a Malha Sul é uma urgência para o setor produtivo. “Como essa malha está próxima de ser vencido o contrato, já não tem grandes investimentos, já não tem largas ideias sobre o que se deve fazer. E quem sofre com isso é o setor produtivo paranaense, que tem uma malha muito antiga, com poucos investimentos”, declarou.

O encontro desta segunda contou, ainda, com uma palestra do especialista em infraestrutura Luiz Henrique Dividino, ex-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Ele ressaltou o baixo índice de cargas que chegam hoje a Paranaguá por ferrovias, não alcançando 20% do total, enquanto portos como o de São Francisco do Sul (SC) alcançam índices de até 50%. “Dentro do que é possível, nós temos um serviço adequado, porém tem muito para fazer ainda. Temos de expandir o sistema de expedição no interior, de recepção no porto, melhorar a Serra do Mar, então realmente nós temos um desafio”, explicou. Na visão dele, investir na integração entre os diferentes modais de transporte é fundamental para aprimorar a infraestrutura estadual. “Nós temos, na verdade, todos os anos um tsunami de soja e milho que tem que ser exportado, principalmente para o hemisfério norte, então é um grande desafio logístico. E a intermodalidade vem para isso, você receber cargas não só do Paraná e encaminhar para o porto, mas as que vem do Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso. E é preciso permitir que o produtor paranaense e dos demais estados tenha um meio de escoamento, seja pelo Porto de Paranaguá, seja pelo Porto de São Francisco do Sul, pelo caminho mais econômico e mais racional”, justificou.

O modal é importante principalmente para o interior, onde está concentrada a maior parte da indústria alimentícia paranaense