Archives Abril 2023

SCGás prevê redução da tarifa para 2024 e 2025

A projeção atual da companhia indica queda de 12,5% em 2024 e de 12,6% para 2025

Houve uma sucessão de acontecimentos nos últimos anos que resultaram na alta das tarifas de gás, situação que impactou os custos da indústria

Em reunião da Câmara de Energia da Federação das Indústrias (Fiesc) a direção da SCGás informou que a perspectiva é de redução gradativa na tarifa de gás: 12,5% em 2024 e 12,6% em 2025. “Os preços em Santa Catarina têm projeção decrescente e temos feito um esforço de divulgação disso para que a indústria possa se planejar. Sabemos que as decisões são tomadas com antecedência e saber os custos é uma variável importante. Temos tentado antecipar o máximo essa visibilidade por conta do portfólio de suprimento que temos e nos permite passar um certo horizonte”, explicou o diretor-presidente da distribuidora, Willian Anderson Lehmkuhl, ressaltando que essa projeção depende da manutenção do atual cenário de câmbio e petróleo.

O presidente da Câmara, Otmar Müller, lembrou que houve uma sucessão de acontecimentos nos últimos anos que resultaram na alta das tarifas de gás, situação que impactou os custos da indústria. “Vivemos um momento muito tumultuado e complexo, com a finalização do contrato de gás natural entre Brasil e Bolívia, a expectativa do novo mercado do gás, crise hídrica, guerra na Ucrânia e as novas tabelas de preços da Petrobras”, citou ele, salientando que isso tudo acabou criando um desequilíbrio nos preços regionais no Brasil prejudicando a competitividade das indústrias de Santa Catarina.

No encontro, a especialista da Abrace, Juliana Rodrigues, apresentou os principais resultados de um estudo que mostra os caminhos para a efetiva liberalização do mercado do gás natural tornando-o mais competitivo no Brasil, no contexto do novo mercado de gás, que ganhou novas perspectivas a partir da aprovação da lei do gás em 2020. A Abrace é a associação que representa os grandes consumidores de energia, responsáveis por quase 40% do consumo industrial de eletricidade do Brasil e 42% do consumo industrial de gás natural. A análise mostra que, para o país chegar num nível adequado de competição e atratividade de investimentos no setor de gás natural, é preciso que a Petrobras deixe de ter os 90% de participação que tem hoje no mercado e chegue a algo em torno de 25%, nos próximos cinco anos. O trabalho foi feito pela consultoria internacional Brattle Group, e contratado por grupo de entidades, entre as quais a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Fiesc e outras associações brasileiras, com o intuito de entender melhor o comportamento nacional do setor e as direções que o país deve tomar nos próximos anos para um mercado mais aberto e competitivo.

Outro tema abordado na reunião foi o potencial catarinense para construir PCHs (pequenas centrais hidrelétricas) e CGHs (centrais de geração hidrelétricas). Nelson Dornelas, da Estelar Engenheiros Associados, informou que, atualmente, estão em construção 20 usinas no estado que totalizam R$ 1,2 bilhão em investimentos. Santa Catarina tem a cadeia produtiva completa nessa área, com empresas projetistas, fabricantes de todos os tipos de equipamentos e empreiteiras de obra civil, por exemplo. No entanto, ressaltou que há um potencial muito superior, porém é dificultado pela lentidão na obtenção dos licenciamentos ambientais, além das altas taxas de juros.

A projeção atual da companhia indica queda de 12,5% em 2024 e de 12,6% para 2025

Marcopolo G8 alcança a marca de 1.000 unidades vendidas

O milésimo G8 da linha de produção da Marcopolo é da paranaense Viação Garcia

A milésima unidade é um Double Decker e foi destinada ao Grupo Viação Garcia Brasil Sul, que tem sede em Londrina

Lançado no mercado há 18 meses, o ônibus Marcopolo G8 chega à marca de 1.000 unidades vendidas. A milésima unidade é um Double Decker (modelo de dois andares) e foi destinada ao Grupo Viação Garcia Brasil Sul, que tem sede em Londrina, no Paraná. A entrega faz parte de um lote de 53 ônibus que serão direcionados para o serviço de transporte rodoviário e para o fretamento. “As empresas Viação Garcia e Brasil Sul são parceiras de muitos anos. A entrega da nossa unidade 1.000 para um dos maiores compradores do G8 é um marco nas vendas. O veículo comemorativo faz parte do terceiro lote consecutivo de G8 que comercializamos para a empresa, que está em um processo de renovação de sua frota de ônibus rodoviários”, explica Ricardo Portolan, diretor de operações comerciais mercado interno e marketing da Marcopolo.

A Geração 8 representa um crescimento no segmento rodoviário. Em 2022, a companhia registrou um aumento de 6,3% da produção de rodoviários em relação a 2021, impulsionado pelas vendas do modelo. O desempenho ajudou a companhia a seguir na liderança mercadológica, com 53,3% de participação. “A excelente aceitação que o G8 tem no mercado, especialmente os veículos de dois andares, ampliam o conforto e a segurança dos passageiros e motoristas nas estradas, além de ser uma referência para os resultados positivos que alcançamos em 2022. É importante ressaltar que os ônibus G8 DDs do Grupo Viação Garcia Brasil Sul atendem rotas que passam pela cidade de Caxias do Sul, o que permite que a comunidade caxiense viaje para diversos destinos a bordo do G8”, finaliza Portolan.

O milésimo G8 da linha de produção da Marcopolo é da paranaense Viação Garcia

Construtora do Paraná chega ao mercado gaúcho mirando quem quer sair do aluguel

Lyx lança seis empreendimentos e Minha Casa Minha Vida em Porto Alegre e região

O Condomínio Clube Avalon, com 340 apartamentos, está localizado no bairro Chapéu do Sol, em Porto Alegre

A Lyx Participações e Empreendimentos, construtora especializada em oferecer imóveis residenciais em condomínios clube, está lançando os primeiros empreendimentos imobiliários no mercado gaúcho, para o público do programa Minha Casa Minha Vida. Até o final de 2023, a empresa vai colocar à venda 2,2 mil unidades em seis condomínios localizados na Grande Porto Alegre. O diferencial dos lançamentos da empresa é o complexo de lazer que segue o conceito de beach club, a exemplo do que já acontece em alguns resorts, com espaços de uso comum que contam com praia artificial e quadra de beach tennis.

Atualmente, a incorporadora é a única no segmento MCMV que entrega esse tipo de estrutura de lazer. Os dois primeiros condomínios da Lyx no Rio Grande do Sul já estão em fase de comercialização dos apartamentos. O Condomínio Clube Avalon, com 340 apartamentos, está localizado no bairro Chapéu do Sol, em Porto Alegre. Já o Condomínio Clube Salt Lake, com 608 apartamentos, fica no município de Cachoeirinha, a 20 quilômetros da capital gaúcha. Estes e os futuros empreendimentos da incorporadora no estado vão seguir o novo conceito adotado pela Lyx. As piscinas tradicionais serão substituídas por um espaço similar a um beach club, com quadra de beach tennis, piscina que remete à entrada da praia, com água salgada e areia compactada. O vice-presidente comercial da Lyx Participações e Empreendimentos, Paulo Antonio Kucher, fala que a empresa está se instalando no Rio Grande do Sul por perceber a necessidade do mercado local para imóveis compactos e que ofereçam uma boa infraestrutura ao morador.

Déficit habitacional
Uma pesquisa da Secretaria Nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional, realizada pela Fundação João Pinheiro (FJP), apontou que, em 2019, o déficit habitacional no Brasil era de 5,877 milhões de moradias. Em Porto Alegre, essa marca era de aproximadamente 221 mil moradias, além de outras 90,5 mil na Região Metropolitana.”O foco da Lyx é oferecer imóveis para quem quer deixar as despesas com aluguel para comprar a casa própria”, afirma Kucher. Segundo ele, entre os atrativos dos imóveis oferecidos pela construtora estão os espaços de uso coletivo, com ampla infraestrutura e áreas de lazer com preços competitivos e diversas condições de financiamento.

Os apartamentos da Lyx Participações e Empreendimentos se enquadram no programa do Governo Federal com financiamento para famílias de renda mensal entre R$ 1,8 mil e R$ 8 mil. Além do conceito de beach club, os empreendimentos contam com mais de 30 áreas de lazer para uso comum, como salão de festas, sala de jogos, espaço kids, quadra de bocha, playground, entre outros espaços. “É o mesmo padrão de produto que já oferecemos no Paraná, onde a procura foi excelente graças aos diferenciais do projeto e as vantagens existentes que se encaixam no programa do Governo Federal”, comenta o vice-presidente comercial.A previsão, segundo Kucher, é de que até o final de 2023 a empresa coloque cerca de 2,2 mil unidades residenciais à venda em Porto Alegre e nos municípios vizinhos, num total de seis lançamentos imobiliários ainda este ano. “Isso já foi feito em Curitiba (PR) e Região Metropolitana. Hoje, são mais de 19 mil pessoas que trocaram o aluguel pelo financiamento de seu próprio imóvel”, destaca o vice-presidente, referindo-se aos nove residenciais já entregues. Além destes, no Paraná a construtora conta com outros sete empreendimentos em fase de construção.

Lyx lança seis empreendimentos e Minha Casa Minha Vida em Porto Alegre e região

Raimonds Tomsons é o melhor sommelier do mundo

Natural da Letônia, ele enfrentou na final os também sommeliers Nina Jensen e Reeze Choi

Tomsons espera que sua vitória seja uma inspiração para jovens sommeliers de outros pequenos países saberem que é possível vencer no mais alto nível

Paris foi o palco da final do concurso de melhor sommelier do mundo no domingo (12). O título foi conquistado por Raimonds Tomsons, que já havia sido eleito o melhor da categoria na Europa. Natural da Letônia, ele enfrentou na final os também sommeliers Nina Jensen (da Dinamarca, que ficou em segundo lugar) e Reeze Choi (da China, que obteve a terceira posição). Confira como foi a disputa clicando aqui. O concurso foi promovido pela Association de la Sommellerie Internationale (ASI), com sede na França.

O concurso apresentou vários testes que reproduziam a rotina de um restaurante. Os candidatos tiveram de servir dois cocktails e fazer o serviço do vinho tinto à mesa. Depois tiveram de identificar quatro vinhos brancos e relacionar dois tipos de rochas a dois vinhos que tinham acabado de provar. Uma das juradas pediu aos candidatos que combinassem os quatro vinhos que acabavam de provar com quatro pratos presentes na carta do restaurante e explicassem as razões da escolha. Foi então apresentada uma carta de vinhos, onde eles tiveram de identificar eventuais erros, como o preço de determinados rótulos, sua origem ou ano da colheita. Depois, ainda tiveram de provar um vinho tinto de duas safras diferentes, sendo um mais novo e outro mais antigo. Era nada mais, nada menos que um Château Petrus da safra 2012 e outro da safra 2003. No final, em uma espécie de jogo, tiveram de identificar cinco vinhos a partir de uma série de cinco imagens que eram mostradas no telão.

Tomsons afirmou em coletiva de imprensa que seu sonho de disputar o campeonato havia começado em 2010, quando viu Gerard Basset ganhar o prêmio de melhor sommelier do mundo. Ele acrescentou que espera que sua vitória seja uma inspiração para jovens sommeliers de outros pequenos países saberem que é possível vencer no mais alto nível.

Natural da Letônia, ele enfrentou na final os também sommeliers Nina Jensen e Reeze Choi

Estão faltando desenvolvedores no Brasil?

O país forma apenas 53 mil profissionais por ano nesse segmento

O resultado é que com profissionais cada vez mais disputados, os salários tendem a subir e quem apostar na área tem tudo para ser muito bem recompensado

É bem possível que você já tenha ouvido falar que um dos mercados de trabalho mais promissores para quem procura uma vaga é o da Tecnologia da Informação. Mas você já parou para pensar as razões que fazem essa área ter tanto potencial para empregabilidade? A principal resposta para essa pergunta é muito simples: falta mão de obra qualificada. Esse é um “problema” para os empregadores e solução para quem busca uma oportunidade.

De acordo com informações da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (BRASSCOM), entre 2021 e 2025 serão criados quase 800 mil postos de trabalho na área no país. Entretanto, o Brasil forma apenas 53 mil profissionais por ano nesse segmento, o que em pouco tempo vai resultar em um déficit de quase 540 mil trabalhadores. O resultado é que com profissionais cada vez mais disputados, os salários tendem a subir e quem apostar na área tem tudo para ser muito bem recompensado.

Uma das principais razões para que as pessoas evitem eleger ou migrar para a área é a resistência à tecnologia. O medo do novo, do diferente e da fama que a computação tem, acaba afastando pessoas que teriam o potencial para atuar na área. Isso também se relaciona com a falta de acesso que a grande maioria da população tem em relação à tecnologia e ao universo da computação.

Para se tornar um desenvolvedor, é preciso uma base razoável que permita avançar nos conhecimentos do setor. Para os desenvolvedores já estabelecidos, uma questão que pesa também é a concorrência do mercado internacional. Apesar da promessa de uma melhora no setor para os próximos anos, ainda está fora da realidade do país para as empresas, disputar com as ofertas de vagas que pagam em euros ou em dólares. De carona com a questão da atratividade financeira do setor no exterior, os desenvolvedores já estabelecidos enxergam o mercado de fora como sendo mais atraentes pelos projetos profissionais. Europa e Estados Unidos acabam tendo as empresas melhor posicionadas no mercado com oportunidades para trabalhar em ambientes mais dinâmicos, inovadores e estimulantes profissionalmente. Há aí um espaço tanto para os que almejam uma vaga no setor como para as empresas que buscam ganhar competitividade.

Atualmente no Brasil, as áreas que mais demandam desenvolvedores capacitados são o e-commerce, o desenvolvimento de Apps para celulares, tablets e outros dispositivos, a análise de dados e Big Data, e a segurança da informação.

O país forma apenas 53 mil profissionais por ano nesse segmento

Primeira mulher produtora de gim do país vive no Sul

Curitibana Thais Romfeld de Lima percebeu o potencial da bebida e decidiu desenvolver sua própria marca

Thais trocou uma carreira de sucesso na área de direito pelos desbravamentos no mundo do empreendedorismo

O gim, destilado à base de zimbro e de cereais, é a base de coquetéis com a cara do verão, como gim-tônica. Mas a bebida destilada ainda tem a produção incipiente no Brasil e, na maior parte dos casos, é feita por homens. A curitibana Thais Romfeld de Lima, 34 anos, quebrou esse tabu. Ela percebeu o potencial da bebida e decidiu desenvolver sua própria marca. Assim, tornou-se a primeira mulher produtora de gim do Brasil. Para chegar à produção do Route Gin, criado em 2019 e produzido no município de Colombo (PR), Thais trocou uma carreira de sucesso na área de direito pelos desbravamentos no mundo do empreendedorismo. Nessa jornada, contou com o apoio do programa Bom Negócio da prefeitura de Curitiba, realizado pelo Vale do Pinhão.

“Faço o gim até com o pé nas costas, mas eu precisava pensar no crescimento da empresa. O Bom Negócio foi essencial para eu projetar custos, precificar o produto e, principalmente, ampliar meus contatos comerciais. Três meses depois do programa, eu já tinha dobrado meu lucro”, revela Thais. Foram dois anos de preparação para entrar no mercado. Entre 2020 e 2021, cuidou da definição da receita autoral, na produção artesanal da bebida, na montagem da estrutura na área rural de Colombo para instalar o alambique de cobre, na regularização e aprovação técnica do produto. No ano passado, a Route Gin acelerou: com uma produção de 50 garrafas a cada lote, iniciou as vendas em feiras e via internet, diretamente ao consumidor. O gim produzido por Thais também está na carta de drinks de nove bares de Curitiba e da Ilha do Mel.

Quando decidiu que lugar de mulher também é na destilaria, Thais definiu que começaria do início: aprender como é feito o gim. No primeiro curso para destilar a bebida, era a única mulher. A maioria masculina, por vezes, intimida, ela diz, mas não o suficiente para desmotivá-la. “Senti algumas resistências por ser mulher neste meio. Nas negociações, quando meu marido vai junto negociar a distribuição dos lotes com outros homens, flui melhor, embora quem saiba tudo sobre o produto seja eu”, conta a microempreendedora. Para que outras não passem por isso, ela tem priorizado parcerias femininas: são mulheres as suas representantes comerciais e a responsável técnica do produto.

A marca paranaense de gim aposta na sustentabilidade ambiental e no uso de produtos locais para se sedimentar e expandir no mercado. A produtora incluiu a mexerica e o limão rosa na receita para ter um saber mais intimista e de qualidade e que identifique a região onde foi produzido. Seu gim também leva o obrigatório zimbro, coentro, angélica, alcaçuz, pimenta Jamaica, jasmim e cardamomo. A água usada vem do Aquífero Karst e tem baixo teor de impurezas, facilitando a filtragem, o que contribui para a qualidade do produto final.

A produção sustentável é outro diferencial. Thais e o marido, João Rafael Bernardelli Gouveia, 42 anos, criaram um sistema de resfriamento que reutiliza a água, evitando desperdícios. Os resíduos sólidos estão sendo testados como compostagem e os líquidos têm descarte correto. Os clientes também podem retornar as garrafas de vidro, que passam por um processo de higienização específico e podem ser reaproveitadas.

Gim, o favorito da rainha
O gim é famoso não só pela composição de drinques badalados como a gim-tônica, mas também era uma das bebidas favoritas da rainha britânica Elizabeth II – o que fez com que a Realeza produzisse o seu próprio rótulo, feito com 12 botânicos secretos colhidos nos jardins do palácio. Apesar de o mercado brasileiro ainda ser dominado por marcas estrangeiras, o potencial de expansão para rótulos nacionais é grande: o consumo de gim no mercado brasileiro saltou de 1,1 milhão de litros em 2016 para 13,1 milhões de litros em 2021, segundo levantamento da Euromonitor. A estimativa é que, até 2026, o volume triplique para 35,1 milhões de litros por ano. Criado na Holanda no século 17, o gim ganhou popularidade na Inglaterra, onde ganhou qualidade. O nome deriva de variantes do nome zimbro em diversos idiomas (genever, em holandês; genievre, em francês, e ginepro, em italiano).

Curitibana Thais Romfeld de Lima percebeu o potencial da bebida e decidiu desenvolver sua própria marca

Governo envia ao Congresso projeto sobre igualdade salarial

Lei estabelecerá multa para empresa que descumprir norma

O texto prevê a obrigação das empresas que têm mais de 20 empregados darem transparência às faixas salariais para dar capacidade de fiscalização ao Ministério do Trabalho

Empregadores que pagarem salários diferenciados a uma mulher que tem o mesmo tempo de casa, a mesma função e com escolaridade semelhante a um funcionário homem será multado em 10 vezes o valor do maior salário pago na empresa. É o que consta no projeto de lei sobre igualdade salarial assinado nesta quarta-feira (8) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e enviado para análise do Congresso Nacional. O texto prevê a obrigação das empresas que têm mais de 20 empregados darem transparência às faixas salariais para dar capacidade de fiscalização ao Ministério do Trabalho. A pasta também deverá elaborar um protocolo de fiscalização para esses casos.

A ministra do planejamento e orçamento, Simone Tebet, explicou que, “nos casos gritantes de discriminação”, um juiz competente poderá, em caráter liminar, determinar que a mulher receba o mesmo salário que o homem já no mês da denúncia de desigualdade. Sobre a possibilidade dessas medidas resultarem na redução de contratação de mulheres, Tebet afirmou que esse é um discurso misógino (de ódio ou aversão às mulheres) por parte de setores produtivos. “Se algum empregador estiver discriminando uma mulher, se isso for fator para que ele não contrate uma mulher, não vai faltar empresas sérias, responsáveis e compromissadas para isso”, disse.

Tebet ressaltou que a medida ainda será debatida pelos parlamentares, mas lembrou que texto semelhante já foi aprovado. Em 2021, na gestão de Jair Bolsonaro, o Palácio do Planalto chegou a devolver ao Congresso Nacional um projeto de lei, que estava pronto para sanção, e aumentava a multa no valor correspondente a cinco vezes a diferença salarial paga pelo empregador. O projeto, desde então, está parado na Câmara dos Deputados.

Com Agência Brasil

Lei estabelecerá multa para empresa que descumprir norma