Archives Abril 2023

Colaboração marca segundo dia do South Summit Brazil

O fio condutor de todos os assuntos que passaram pelos palcos do evento foi a importância da conexão para gerar inovação

Foi mais um dia de troca de experiências e discussões sobre temas atuais na capital gaúcha

Nesta quinta-feira (30), segundo dia de South Summit Brazil, um tema em comum pairou em cada palco do evento: a importância da conexão no trajeto para a inovação. Com painéis nacionais e internacionais liderados por grandes nomes, como o executivo Pedro Janot, a CEO da Associação Internacional de Parques Científicos e Áreas de Inovação (IASP), Ebba Lund, e o fundador da Uncork Capital, Jeff Clavier, foi mais um dia de troca de experiências e discussões sobre temas atuais na capital gaúcha. AMANHÃ apresenta novamente os principais destaques do evento.

Inovando ao redor do mundo
No palco principal, os parques tecnológicos ao redor do mundo foram destaque. Ebba Lund, CEO da Associação Internacional de Parques Científicos e Áreas de Inovação (IASP), defende que, em tempos de crise, quando as relações internacionais passam por estresse como na pandemia, por exemplo , é importante que plataformas e redes colaborativas sigam promovendo conexões. A IASP se propõe a isso, “e conta, inclusive, com membros brasileiros engajados a nível internacional na comunidade”, afirma Ebba, citando como exemplos o Tecnopuc, Tecnosinos, Feevale Techpark e Zenit UFRGS, de Porto Alegre (RS); o Tecnovates, do Vale do Taquari (RS); o Biopark, de Toledo (PR); e o Ágora Techpark, de Joinville (SC).

Dentro da associação, inclusive, os parques podem participar de grupos focais, com temas como espaço, agrifood, blockchain, distritos de inovação, sustentabilidade e mulheres na IASP. Mas, segundo Ebba, a participação na associação traz inúmeros outros benefícios aos parques, como a transferência de tecnologia e conhecimento; ajuda para criar e acelerar novas startups; maior potencial de atração de empresas; o desenvolvimento de comunidades holísticas de inovação; e uma rede de networking global para as empresas que já pertencem a cada parque. A CEO da IASP compartilhou dados valiosos sobre as comunidades de inovação ao redor do globo: 84,1% dos espaços de inovação, por exemplo, estão localizados em cidades e centros urbanos. Já 74,3% possuem planos de expansão; 84,1% também apoiam empresas de fora de sua comunidade de inovação e 69% possuem acordos com espaços de inovação em outros países.

Parceiros no risco
Juliano Prado, vice-presidente da Gerdau, e Daniel Ely, vice-presidente executivo e Chief Transformation Officer (CTO) das Empresas Randon, compartilharam como foi a consolidação da parceria que gerou a Addiante Full Rental Service, serviço de locação de veículos pesados e equipamentos. Com quatro meses no mercado, a Addiante já conta com cerca de 80 pontos no país, mais de 150 clientes, mais de 1700 ativos e mais de 300 veículos alugados. “Já estamos com a meta do ano batida”, celebra Fábio Leite, CEO da nova empresa, que, arrisca dizer, já é um sucesso.

Prado explica que a Gerdau vem seguindo um caminho de inovação nos últimos 13 anos, não somente cultural e digital, mas como um todo para se tornar verdadeiramente ambidestra.”Hoje, ela trabalha para crescer e alavancar seu negócio core do aço ao mesmo tempo em que alavanca novos negócios”, explica, usando como exemplo o lançamento da Gerdau Next em 2020. Segundo ele, o interesse da empresa na criação da Addiante foi reflexo da migração para o modelo de subscription pela qual o mundo vem passando. “A companhia já tem uma operadora multimodal de transportes, que é a G2L, que ano passado faturou R$ 1,3 bilhão e, esse ano, vai ter uma receita maior de R$ 1,5 bilhão. Isso mostra a força das grandes companhias ao se juntarem com empreendedores e startups para fazer grandes negócios”, defende.

Já Ely, da Randon, conta que a motivação de sua empresa foi perceber que “o ambiente de logística e transporte ainda tem tudo por fazer. O mar de oportunidades que existia na área financeira há alguns anos é a mesma que existe agora [no setor de logística]. Aqui também entra a nossa pegada social e de ESG, de querer entregar para esse setor um outro ambiente para se fazer negócios”, explica. A junção das duas empresas funcionou devido ao propósito compartilhado. E realmente já vem resolvendo problemas importantes do setor, como avalia Leite, CEO da Addiante. “Quando pensamos no mercado de locação, um carro tem IPVA, multa, seguro. Em pesados, essa conta se multiplica por dez. Os caminhões que estão andando pelo Brasil atualmente são antigos, já estão consumidos do ponto de vista de disponibilidade operacional. Por isso, muitos dos grandes players têm acessado as locadoras. Nossa ideia é olharmos a disponibilidade do ativo, sermos preditivos no apoio aos nossos clientes, no custo de mobilidade desse cliente, na segurança operacional e no treinamento para os operadores e motoristas”, afirma. A “empresa com espírito de startup” ainda se propõe a resolver outros problemas importantes: redução de custos para as companhias, serviço jurídico, manutenção preventiva, corretiva, preditiva, mobilização e desmobilização.

ODS no financiamento da inovação
Laetitia Dufay, diretora-geral da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), começou sua fala no painel sobre financiamento de inovação voltada à sustentabilidade – conduzido por Wilson Bley, diretor-presidente do BRDE –, ecoando o pensamento de, provavelmente, muitos dos presentes na plateia. “Não é natural para um banco público fazer a implementação de ODS [Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU]”, reconheceu, “mas estamos convencidos de que temos um papel a desempenhar nessa ação”. No caso da AFD, ela explica, isso é feito justamente ao financiar a inovação. “Assim, podemos transformar os modelos econômicos existentes para que se tornem melhores para os indivíduos e para o planeta”. Ela explica ainda que os bancos de desenvolvimento, por estarem no centro da inovação, são essenciais para esses novos desafios. As iniciativas que a AFD vem apoiando no Brasil em colaboração com o BRDE, por exemplo, incluem assistência técnica para a implementação de ferramentas de integração de informações e gerenciamento de serviços públicos e a valorização do lodo produzido nas estações de tratamento de esgoto.

Bruno Camargo, gerente regional Sul da Finep, também ressalta a relevância da inovação e tecnologia para resolver os desafios que existem com relação a questões sociais e ambientais de governança. “Temos diversas maneiras de apoiar isso e viemos fazendo por meio de recursos não reembolsáveis, crédito, financiamento via BRDE, que é o principal repassador de investimentos, justamente para resolver questões de mudanças climáticas, monitoramento de dados. Temos, por exemplo, o programa Finep Amazônia, estamos alocando milhões para projetos de economia lá, voltados a tecnologias assistivas, apoio a biogás, biofertilizantes, que aqui no Sul é uma questão muito importante para a sustentabilidade no agronegócio”, exemplifica.

Johanes Zutt, Brazil country director do The World Bank Group, complementa que falar sobre sustentabilidade remete aos próprios objetivos do Banco Mundial, que tem a missão de combater a pobreza e promover a prosperidade compartilhada, bem como alinhá-la aos ODS. Ele cita a criação de um relatório de políticas públicas para a nova administração do Brasil, cujo enfoque são quatro pilares principais: financiar o desenvolvimento de forma sustentável, incluindo com uma boa gestão fiscal; acelerar o crescimento econômico do país, mas baseado em produtividade mais alta, porque é somente dessa maneira que a economia pode criar empregos necessários para tirar os pobres permanentemente da pobreza; construir capacidade e fomentar a inclusão socioeconômica da população pobre, mulheres e indígenas, porque sem a participação de toda a sua população, o Brasil não se tornará um país de renda alta; e concretizar o potencial do Brasil como uma economia verde. “Acho que é óbvio que esses pilares não podem ser implementados a menos que o trabalho que fazemos para implementá-los também incorpore as ODS”, completa.

O fio condutor de todos os assuntos que passaram pelos palcos do evento foi a importância da conexão para gerar inovação

South Summit encerra sua segunda edição em dia repleto de temas sociais

Inclusão, economia circular e futuro da saúde foram destaques do último dia de evento

O tema da edição, Shape the Future, busca incentivar a criação de soluções e negócios que sejam inclusivos, sustentáveis e diversos

O último dia de South Summit Brazil, nesta sexta-feira (31), foi marcado por temas sociais como a necessidade de inclusão geracional nas estratégias de empresas, o futuro da saúde na era digital e estratégias de economia circular para combater o desperdício nos próximos anos. Em consonância com os outros dois dias de evento, a inovação e o networking foram foco central, fazendo jus ao tema da edição, Shape the Future, que busca incentivar a criação de soluções e negócios que sejam inclusivos, sustentáveis e diversos. AMANHÃ apresenta, a seguir, os destaques do último dia.

Os desafios da longevidade
Logo no início da manhã, Mórris Litvak, CEO e fundador da Maturi, e Martin Henkel, diretor do SeniorLab, juntaram-se ao mediador Luciano Lorenz, CEO da Webmed do Brasil, para levantar uma bandeira muito clara: é preciso que as marcas prestem mais atenção aos consumidores seniores, que, além de trazerem insights importantes para as marcas, também representam uma fatia bastante relevante do mercado de consumo. “Hoje o Brasil tem quase 17% da população com 60 anos ou mais, o que equivale a cerca de 35 milhões de pessoas. A renda da população 60+ no ano passado foi de R$ 1,3 trilhão, que ganharam em aposentadoria, investimentos, etc. Isso equivale a 13% do PIB nacional. Todo esse dinheiro vira reserva financeira, na sua maioria consumo. Estou mostrando o tamanho do bolo para as marcas para entendermos como vamos fazer para merecer uma fatia desse dinheiro e garantir uma entrega adequada e respeitosa, porque isso é inclusão”, defende Henkel. “Vale a pena mensurar, capacitar e entender como aproximar marcas e produtos desse consumidor, que está ávido por experiências e vai dar preferência para quem se aproximar, entendê-lo e atendê-lo adequadamente.”

Litvak segue a mesma linha, compartilhando dados que resumem a importância de toda a discussão: “A cada 20 segundos, nasce um 50+ no Brasil. Quando falamos desse consumidor, essa faixa já consome R$ 2 trilhões por ano na economia, já que tem mais poder aquisitivo que o jovem, e é mais fiel às marcas quando bem atendido.” Para ele, uma estratégia importante para as empresas atenderem a essa faixa de consumidores é, justamente, contratar pessoas seniores. “Muitas vezes as marcas não olham [para esse consumidor], e perdem essa fatia enorme de mercado justamente porque seu time é muito jovem”, aponta. Lorenz complementa, ainda, que esse público traz insights ainda mais valiosos de usabilidade, afinal, “o jovem já está inserido nesse ambiente [digital]. A gente enxerga que o mercado corporativo precisa de ajuda para enxergar isso.”

“À medida em que envelhecemos, vamos tendo perdas naturais em relação aos cinco sentidos, cognição. E elas são bastante sutis, a maioria dos casos são leves, porém suficientes para impactar nas ferramentas de marketing. Temos perdas visuais, auditivas, sensoriais, e que conversam diretamente com a comunicação. Considerando essas questões, conseguimos aperfeiçoar a linguagem, a composição de cores, o texto, as informações que são passadas para esse público para garantir ou minimizar a possibilidade de perda de informação, entendimento e contato na relação entre as marcas. Também gosto de falar que a interface de usuário para os 60+ não é apenas em tela digital. Um formulário impresso é uma interface, um atendimento num caixa de supermercado e telemarketing é uma interface”, analisa Henkel.

Combatendo o desperdício
Para alcançar uma economia circular, é preciso empoderar as próximas gerações, que serão responsáveis por seguir alcançando as metas que esse novo sistema exigirá. Foi a essa conclusão que Beatriz Johannpeter, diretora do Instituto Helda Gerdau, Sergio Roberto Finger Dutra Filho, CEO da Trashin, e Suelen Joner, head de sustentabilidade da Arezzo, chegaram durante o painel sobre economia circular que conduziram no Demo Stage. Durante a conversa, moderada por Vinícius Alves Abrahao, CEO da Gooxxy, ficou claro que o modelo circular pode trazer grandes soluções.

“Mudar o modelo de economia exige mudanças de estruturas e pensamentos. Isso leva tempo para acontecer, mas acho que o papel principal talvez seja colocar a nova geração em um papel de ação. Quando fazemos isso, elas se tornam a transformação que querem ver”, defende Suelen. Liderando a área de sustentabilidade da Arezzo, ela conta que as mais de 18 marcas do grupo vêm prestando cada vez mais atenção a essa tendência. “Acreditamos tanto que adquirimos a Troc, onde vendemos produtos de coleções passadas ou que tenham algum defeito. Também temos a Almi, marca criada recentemente que tem uma lógica circular desde a criação dos produtos. Todos passam por uma análise da pegada ambiental e entendemos como, através da substituição de materiais e processos, podemos reduzir nossa pegada de carbono. Hoje, 100% dos produtos da marca [Almi] são carbono zero”, exemplifica.

A Trashin, liderada por Dutra, trabalha com logística reversa para empresas como Havaianas, Nike, iFood e Arena do Grêmio, e reforça a importância de conhecer a fundo o ciclo de vida de cada produto. “Na economia circular, temos dois grandes fluxos, de entrada de resíduo de um lado e demanda de mercado do outro. As empresas estão com a sustentabilidade no cerne devido à demanda do mercado consumidor e do mercado financeiro, onde investimos o recurso. Então as pautas ESG têm um grande futuro, trazem rentabilidade e agregam valor aos produtos”, defende.

Já o Instituto Helda Gerdau, dirigido por Beatriz, é uma instituição familiar que vem fomentando o ecossistema de investimentos de impacto, ajudando o sistema a evoluir e gerar mais benefícios positivos. “Nessa cadeia de empreendedores que temos acelerado há novas oportunidades de trabalhar na cadeia e economia circular para mudarmos esse mindset de uma economia de descarte e uso e buscarmos um capitalismo mais consciente, tanto no papel das empresas quanto da sociedade como um todo”, explica Beatriz. O instituto está ajudando a trazer a Coalizão pelo Impacto, estruturada pelo Inovação em Cidadania Empresarial (ICE) de São Paulo, que está sendo lançado em seis cidades para impulsionar a transição à economia circular. “Queremos que a inovação venha acompanhada de impactos socioambientais positivos”, resume.

A saúde na era digital
O que nos move diariamente é a vida ou o medo da morte? A frase utilizada pelo CEO do Hospital Moinhos de Vento, Mohamed Parrini, durante seu painel no South Summit faz referência ao mundo da saúde, mas pode, também, ser aplicada aos desafios que o setor vem enfrentando para se adaptar ao novo mundo digital. “Estamos vivendo mais e envelhecendo mais. Alguns países estão em decréscimo populacional. Esse sistema vai colapsar”, adianta. “Nosso desafio é sair de uma população que vivia até os 50 anos e que agora caminha para a média de 90 anos. É maravilhoso? Depende da forma com que nos conectamos socialmente. Queremos viver muito, felizes e saudáveis. E todo mundo precisa caber no sistema. Essa é uma inequação que ainda não foi resolvida”, alerta.

Ao longo de sua fala, Perrini abordou a ocorrência de manifestações como as relacionadas à previdência, na França. “O modelo vigente até então é que os jovens saudáveis pagam a conta dos mais idosos que trabalharam, e esse modelo não pode mais ser assim. Precisamos de um novo para quando a pirâmide se inverter e tivermos mais idosos do que jovens.” Mas, para além dos desafios atuais, o setor da saúde ainda deverá passar por várias mudanças frente aos novos tempos. Com o envelhecimento da população, os gastos com a saúde vêm aumentando cada vez mais.

Com o retorno de desenvolvimento dos medicamentos acontecendo de forma exponencial, o tempo de pagamento para a viabilização das descobertas vêm sendo menor. “Aqui há outra inequação. Com mais gente velha demandando tratamentos, a indústria continua desenvolvendo projetos de P&D para entregar mais soluções. E como contrapartida, temos um menor tempo de payback, porque na sequência já vem uma nova descoberta. Então ela aumenta o preço do item. Um medicamento que custava R$ 10 mil passa a custar R$ 50 mil. A indústria vai ter que buscar soluções não só para diminuir o custo de P&D, mas a inovação e tecnologia precisam descobrir onde estão os desperdícios no tempo atual de atendimento. A telemedicina, por exemplo, é uma solução inovadora. Temos que usar os novos players para nos ajudar a diminuir esses dilemas”, explica Perrini.

Quanto ao futuro dos hospitais, o CEO do Moinhos de Vento ressalta que é incerto, mas que vem se preparando para isso – e enumera algumas tendências. Segundo Perrini, os modelos silados e individualizados de processos, como ambulâncias, planos de saúde e hospitais, têm gerado estresse e ineficiência; as expectativas dos pacientes estão se equiparando às de consumidores, com os pacientes em busca de soluções rápidas; a análise de dados preditiva vai ter um papel essencial na colaboração com médicos e hospitais; o setor trabalhará cada vez mais em ecossistemas, trazendo e conectando todas as etapas, seja num dispositivo móvel ou dentro de um hospital ou consultório, integrando isso como ecossistema. “Mas uma coisa é certa: o offline vai continuar sempre existindo, bem como o médico e o hospital. Talvez não mais na dimensão que esperamos, mas ainda existirão. Vamos ter de abraçar a mudança. O ChatGPT é muito interessante, e nos perguntamos, o que acontecerá com a sala de aula? Não pediremos mais para os alunos fazerem respostas, e, sim, perguntas inteligentes e aprofundadas. Esse é o mesmo caminho para médicos e hospitais.” 

Inclusão, economia circular e futuro da saúde foram destaques do último dia de evento

Airway Shield é a campeã na competição de startups

Mais de 2 mil concorrentes se inscreveram

Cinco startups ganharam o prêmio nas categorias Destaque, Mais Sustentável, Mais Escalável Mais Inovadora e Melhor Time.

Uma startup ligada à área da saúde foi a grande campeã na competição de startups promovido pelo South Summit Brazil. A espanhola Airway Shield – que criou um dispositivo que facilita a intubação guiando o tubo endotraqueal facilmente para dentro da traqueia e protege os médicos dos aerossóis – levou o troféu mais cobiçado: Destaque. Mais de 2 mil startups se inscreveram, o dobro do número alcançado no ano anterior, o que mostra a movimentação do ecossistema de inovação e o interesse de novos empreendedores no mercado brasileiro. Entre as 50 finalistas, 27 startups são brasileiras e 23 de outros países.

O South Summit Brazil também condecorou outras quatro categorias: Mais Sustentável; Mais Escalável; Mais Inovadora; e Melhor Time. A Mais escalável foi a Alana IA. A companhia lançou uma ferramenta de Inteligência Artificial para melhorar o relacionamento com clientes. Com ela é possível responder aos consumidores de maneira automática por meio de todos os canais digitais. A Mais sustentável foi a Incentiv Track Winners, plataforma que centraliza todas as soluções nas leis de incentivos fiscais oferecendo transparência ao processo.

O Melhor time foi a gaúcha Trashin. Ela trabalha com economia circular por meio da gestão de resíduos e de programas de logística reversa. A startup também foi consagrada campeã do competição nacional de startups Pitch Live Vale do Pinhão, em Curitiba. Já a Mais inovadora foi a Bankuish. A startup é um canal de vendas cujo principal negócio é a análise de dados para processos de tomada de decisões.

A criadora do evento, a madrilenha María Benjumea, adiantou uma novidade para 2024: a realização de uma conferência de parques tecnológicos do Brasil, Espanha e Portugal em Porto Alegre. O presidente do South Summit e da 4all, José Renato Hopf, lembrou do sucesso da parceria entre governos estadual e municipal, universidades e iniciativa privada. “O South Summit não é apenas um evento, é um movimento que tomou conta de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul. Estamos sentindo essa transformação na sociedade, nas pessoas”, comentou Hopf.

Mais de 2 mil concorrentes se inscreveram

Governo sugere ao BC parcelamento de dívidas pelo Pix

A proposta integra um pacote de estímulo ao crédito

O parcelamento via Pix ajudaria a baratear o crédito no país

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pediu na segunda-feira (3) ao presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, a possibilidade de parcelamento de dívidas no Pix, sistema de transferências instantâneas do BC. Segundo o ministro, a ferramenta ajudaria a baratear o crédito no país. “Pode ser uma grande inovação do nosso sistema bancário você parcelar usando essa ferramenta. Isso melhora as condições de competitividade e de crédito no país”, disse o ministro em evento virtual promovido por um banco de investimentos. De acordo com Haddad, a proposta integra um pacote de estímulo ao crédito. O ministro voltou a informar que o governo prepara 12 medidas para melhorar as condições de crédito, das quais a metade teve aval do Banco Central.

O ministro também falou sobre o Programa Desenrola, que pretende renegociar até R$ 50 bilhões em dívidas de 37 milhões de pessoas físicas. Segundo Haddad, a medida provisória do programa está pronta e só espera a B3, a bolsa de valores brasileira, concluir o sistema que será usado pelo governo e pelos credores. Em relação ao fundo que vai cobrir as negociações, já existem R$ 11 bilhões reservados no Orçamento. No mês passado, o ministro havia afirmado que o fundo, formado com recursos do Tesouro Nacional, teria cerca de R$ 10 bilhões, mas o valor foi recentemente aumentado para R$ 15 bilhões. Esse fundo garantidor cobrirá eventuais calotes de pessoas que aderirem às renegociações. O Desenrola abrangerá todas as pessoas físicas negativadas, mas aquelas que ganham até dois salários mínimos (R$ 2.604) poderão renegociar em condições mais vantajosas, porque contarão com os aportes do Tesouro no fundo garantidor.

Haddad também disse ter debatido com Campos Neto nesta segunda-feira uma possível mudança no calendário de metas de inflação para os próximos anos. O ministro, no entanto, negou qualquer intenção de alterar a meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional em 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. “[Nos próximos anos] será o momento de verificar se as metas foram bem calibradas. Se é o caso de manter, se é o caso de não adotar o calendário gregoriano, se é o caso fazer aquela meta contínua que a maioria dos países adota”, declarou Haddad. Segundo ele, apenas o Brasil e a Turquia fixam metas para o ano-calendário. Os demais países adotam o sistema de calendário contínuo, no qual o Banco Central atinge a meta pouco a pouco, por aproximação.

O ministro repetiu a intenção de buscar a harmonização das políticas monetária e fiscal. Segundo Haddad, o envio do novo arcabouço fiscal ao Congresso e a aprovação da reforma tributária poderão gerar um “choque de crescimento” em 2024, caso o Banco Central contribua com a redução dos juros. “Se a política monetária vier ao encontro dos resultados fiscais anunciados, com as bênçãos do Congresso e do Judiciário, vamos chegar ao fim do ano com um ambiente econômico favorável”, ressaltou o ministro. O encontro entre Haddad e Campos Neto ocorreu no fim da tarde de segunda-feira, no prédio do Ministério da Fazenda. O presidente do BC entrou e saiu pela garagem, sem falar com a imprensa. Cerca de uma hora depois da reunião, Haddad disse que o encontro foi uma “reunião de rotina”, em que vários assuntos foram tratados.

Com Agência Brasil

A proposta integra um pacote de estímulo ao crédito

Pix supera 120 milhões de transações em um dia

Recorde anterior havia sido registrado em dezembro

O recorde anterior tinha sido registrado em 20 de dezembro, com 104,1 milhões de transações num único dia

Sistema de transferências instantâneas do Banco Central (BC), o Pix bateu novo recorde na última quinta-feira (6). Pela primeira vez, a modalidade superou a marca de 120 milhões de transações em 24 horas. Somente no último dia 6, foram feitas 122,4 milhões de transferências via Pix para usuários finais. A alta demanda não comprometeu o funcionamento da funcionalidade. Segundo o BC, os sistemas funcionaram com estabilidade ao longo de todo o dia. O recorde anterior tinha sido registrado em 20 de dezembro, com 104,1 milhões de transações num único dia. Naquela data, tinha acabado o prazo de pagamento da segunda parcela do décimo terceiro. Criado em novembro de 2020, o Pix acumula 146,4 milhões de usuários, dos quais 134,8 milhões pessoas físicas e 11,6 milhões pessoas jurídicas. Em setembro de 2022, o sistema superou a marca de R$ 1 trilhão movimentados por mês.

Com Agência Brasil

Recorde anterior havia sido registrado em dezembro

​Social tech focada em negócios de mães aposta na educação para novos negócios

B2Mamy já impactou 50 mil mulheres e movimentou mais de R$ 16 milhões na rede

A proposta da B2Mamy é ajudar mães e mulheres a se tornarem líderes economicamente por meio da educação, da comunidade e da empregabilidade

No mercado de trabalho, o chamado gap de gênero avalia a disparidade entre homens e mulheres na participação e na representatividade dentro das organizações. Embora essa lacuna esteja diminuindo nos últimos anos, ainda há muito a avançar — principalmente em um momento muito especial do universo feminino: a maternidade. Com ajuda da tecnologia, a social tech B2Mamy já impactou mais de 50 mil usuárias, movimentando mais de R$ 16 milhões na rede.

A proposta da B2Mamy é ajudar mães e mulheres a se tornarem líderes economicamente por meio da educação, da comunidade e da empregabilidade. Fundada em 2016, ela acelera startups, oferece capacitação e apoia a realocação de profissionais no mercado de trabalho, apoiando o desenvolvimento de negócios inovadores fundados e liderados por mães e mulheres. “O nosso objetivo é diminuir o gap de gênero existente no ecossistema de inovação. Para que isso aconteça, oferecemos uma rede de conexões reais para que as mulheres tenham o suporte necessário para protagonizar suas carreiras”, explica Dani Junco, CEO e fundadora da B2Mamy. Essas ações acontecem através de uma comunidade multiplataforma especialista na jornada da maternidade, facilitando networking e ações conjuntas. A social tech já recebeu mais de 2 mil novas ideias e acelerou cerca de 300 negócios fundados ou liderados por mães e mulheres. Além disso, ao longo de 2022, a empresa ofereceu 200 horas de aceleração e programas, possibilitando acesso a mais de 3 mil conteúdos e mentorias gratuitas.

Crescimento e impacto
A expectativa da startup é de dobrar o impacto e a movimentação econômica em 2023. Para isso, investiu na profissionalização e automatização dos processos comerciais, buscando empresas que tem como propósito transformar recurso em impacto, assim beneficiando mais mulheres e mães a se tornarem líderes e livres economicamente.” A empresa contratou uma sales tech — a PipeRun — para focar na experiência do cliente e em todo o processo de CRM. “Hoje temos uma visão muito mais clara dos números e dados dos clientes”, conta a executiva. Inicialmente, a empresa utilizou o sistema apenas para B2B, e agora serão incluídos os contatos B2C — buscando mapear o comportamento das clientes, informações sobre a entrada na comunidade, o consumo dentro dos canais e como as conexões se formam. “Esses dados são ricos para continuarmos atendendo bem e agora de forma escalável. Sem a organização de dados, nada disso é possível”, reforça.

Na avaliação do CEO da PipeRun, Cezar Augusto Gehm Filho, a preocupação com a gestão dos negócios da nova economia — utilizando soluções nacionais — demonstra um caminho para o fortalecimento da inovação. “Há cinco anos, as boas ferramentas desse setor eram na maioria estrangeiras. Hoje, o processo se inverteu. Nossas empresas entendem mais da realidade daqui e são mais acessíveis tanto no suporte quanto no treinamento das equipes”, pontua. Para que esse ambiente funcione na prática e estimule mulheres que acabaram de se tornar mães a seguir em frente com suas carreiras, foi criada a Casa B2Mamy. Trata-se do primeiro hub de inovação family friendly: um espaço com suporte pedagógico especializado para as crianças, enquanto as mães se conectam e desenvolvem seus negócios.

“A Casa impulsiona a criação de tecnologias e modelos de negócio com impacto positivo em toda a sociedade, criando oportunidades de conexão entre startups, empresas, investidores e universidades”, explica Dani. Segundo ela, o espaço de inovação e troca permite fortalecer a comunidade. “Assim, fomentamos a atuação materna e feminina no ecossistema de inovação, que é o nosso objetivo maior”, conclui a executiva.

B2Mamy já impactou 50 mil mulheres e movimentou mais de R$ 16 milhões na rede

Onde as big techs devem investir nos próximos anos

Gigantes como Google, Apple e Amazon já dão alguns indícios do que devem apostar no futuro

É quase garantido que Google, Apple e Amazon apostem em healthtechs

No que as big techs estão de olho em relação a investimentos para os próximos anos? Para Rafael Sbarai, group product manager do Cartola Express, a resposta é simples e se divide em quatro principais setores: saúde, serviços automobilísticos, conteúdo e livestreaming. Durante palestra no segundo dia de Gramado Summit, que ocorre de 12 a 14 de abril na Serra Gaúcha, ele apostou que os focos de gigantes como Google, Apple e Amazon vêm preparando apostas em produtos específicos dessas áreas, devido ao grande potencial de crescimento e impacto econômico que podem proporcionar.

O setor de saúde já é um mercado em crescimento constante, e, recentemente, vem se deparando com a necessidade de atender a uma demanda crescente da população por cuidados médicos eficientes e de qualidade. As empresas de tecnologia podem contribuir e lucrar – com soluções inovadoras em telemedicina, dispositivos médicos, inteligência artificial aplicada à saúde e outras tecnologias. Os serviços automobilísticos também vêm ganhando um espaço significativo graças à demanda por uma mobilidade urbana eficiente, sustentável e segura, e as big techs podem apostar em carros autônomos, compartilhamento de carros, transporte público e outras tecnologias do tipo. Já o investimento em conteúdo e o livestreaming se justifica pelo aumento significativo do consumo de entretenimento online nos últimos anos, com a popularização de plataformas de streaming e serviços de jogos online, por exemplo.

Segundo Sbarai, é quase garantido que Google, Apple e Amazon apostem no setor de saúde, investindo em healthtechs. Ele arrisca dizer que a Peloton, uma startup americana de “teleacademia”, que usa aulas online para orientar o uso de bikes ergométricas, logo deve ser adquirida por uma das três. “Recentemente, a Amazon comprou a Medical One, que oferece atendimento em teleconsultas, e já estudou com seus funcionários o Amazon Care, que oferecia contato direto com médicos para acompanhar o status de saúde deles. Não teve sucesso, mas a Amazon poderia, facilmente, ter um plano de saúde próprio, entregando toda a jornada de consumo do sistema de saúde”, explica, já que a Amazon conta com uma infraestrutura avançada que, nos Estados Unidos, permite a entrega de produtos em casa inclusive no mesmo dia da compra. “Mas a Amazon se movimenta devagar. É o que eu chamo de silêncio que faz barulho”, analisa. “Já a Apple aposta em wearables, que contabilizam todas as informações de saúde da pessoa. Quanto correu, quanto dormiu, batimentos cardíacos… Também é provável que vá para essa área”, completa.

No setor automobilístico, Sbarai entrega que os mais prováveis a investir são Google e Apple, principalmente com a crescente aposta de big techs em carros autônomos. A entrada de ambas no mercado de carros autônomos pode representar uma mudança significativa no cenário do setor, impulsionando a competição e estimulando novas soluções e avanços tecnológicos. Com a expertise em inteligência artificial, processamento de dados e software, essas empresas têm o potencial de revolucionar a forma como os carros são fabricados, utilizados e comercializados. Já nas áreas de livestreaming e conteúdo, a Amazon já vem garantindo seu lugar, seja com a Amazon Prime, de TV paga, ou com a IMDB, de TV aberta. Em 17 de março do ano passado, a gigante ainda adquiriu a MGM, empresa norte-americana de comunicação de massa. O sucesso do live commerce na China também está sendo observado por empresas em todo o mundo, que estão buscando adaptar o modelo para seus próprios mercados. Uma combinação de streaming ao vivo com compras online, através dele os consumidores podem assistir a apresentações de produtos em tempo real e fazer compras diretamente pelo aplicativo. Atenta a isso, a empresa de Jeff Bezos lançou, recentemente, a amazon.com/live, onde diversos criadores de conteúdo aparecem, enumerados, como canais de televisão. O comprador pode acessar um dos links e assistir, em tempo real, às recomendações de produtos dos criadores.

Gigantes como Google, Apple e Amazon já dão alguns indícios do que devem apostar no futuro

Pix é a segunda forma de pagamento instantâneo mais usada no mundo

Brasil só perde para Índia em transferências em tempo real

Segundo as consultorias, em 2027, cada brasileiro com mais de 15 anos deverá fazer, em média, 51,8 operações por Pix a cada mês

O Pix tornou-se o segundo sistema de pagamentos instantâneo do planeta, divulgou o Banco Central (BC). Com 29,2 bilhões de transações em 2022, a modalidade detém 15% das operações desse tipo em todo o mundo. Os dados, informou o BC, foram sistematizados pela pesquisa Prime Time for Real-Time Report, feita pelas empresas especializadas ACI Worldwide e GlobalData. Segundo o levantamento, somente a Índia registrou mais operações de transferência instantânea que o Brasil, com 89,5 bilhões de operações.

Apesar da predominância da Índia, que na semana passada tomou o lugar da China entre as nações mais populosas, com 1,4 bilhão de habitantes, o Pix teve maior aceleração no ano passado. Em 2022, o número de transações pelo Pix subiu 228,9%, contra alta de 76,8% no sistema indiano de transferência. Segundo a pesquisa, completam a lista dos maiores mercados globais em número de transações, a China, com 17,6 bilhões de transações (crescimento de 0,9%); a Tailândia, com 16,5 bilhões de transações (crescimento de 63,4%), e a Coreia do Sul, com 8 bilhões de transações (crescimento de 9,6%). “Ao mostrar um panorama internacional, o trabalho evidencia o quanto o Pix é uma política pública bem-sucedida e que está impactando positivamente a sociedade, trazendo eficiência e redução de custos para o país, e transformando a vida de milhões de pessoas e empresas”, afirmou Mayara Yano, assessora sênior do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro (Decem) do Banco Central, em comunicado divulgado pelo órgão.

A pesquisa também apresentou estimativas para o sistema instantâneo de pagamentos nos próximos quatro anos. Segundo o estudo, o número de transações eletrônicas instantâneas em todo o planeta subirá de 195 bilhões em 2022 para 511,7 bilhões em 2027. Segundo as projeções, daqui a quatro anos, os sistemas instantâneos responderão por 27,8% de todos os meios de pagamentos eletrônicos no mundo. O levantamento também mediu a média de transações mensais do Pix por pessoas a partir de 15 anos de idade. Segundo a pesquisa, o Brasil ficou em quarto lugar em 2022, com cada pessoa fazendo, em média, 14,2 operações por Pix a cada mês. Os primeiros lugares ficaram com Tailândia (23 transações em média), Bahrain (19,1) e Coreia do Sul (14,7). O trabalho também apresentou perspectivas para as médias de transações mensais. Segundo as consultorias, em 2027, cada brasileiro com mais de 15 anos deverá fazer, em média, 51,8 operações por Pix a cada mês. Isso deixaria o Brasil na segunda posição, somente atrás do Bahrain, cuja média subirá para 83,3 transferências por habitante nos próximos quatro anos.

Com Agência Brasil

Brasil só perde para Índia em transferências em tempo real

Stihl completa meio século de Brasil com faturamento recorde

A empresa registrou receita de R$ 3,2 bilhões em 2022, a maior da história

A Stihl investirá R$ 210 milhões na expansão do centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação e do centro logístico, localizados na sede em São Leopoldo

Em 2023, a Stihl comemora 50 anos de produção no Brasil. Em 1973, deu-se início a operação fabril da empresa alemã no país, em instalações ainda provisórias no centro de São Leopoldo (RS), cidade escolhida em razão da colonização e forte presença germânica na região, bem como dos esforços da administração municipal responsável na época. A organização registrou, no ano passado, o maior faturamento da história cinquentenária: R$ 3,2 bilhões, o que representa um crescimento de 12,3% em relação ao exercício de 2021. Além disso, também teve um avanço de vendas de 4,5%, no mesmo período comparativo.

Líder do mercado nacional de ferramentas motorizadas portáteis, a companhia emprega, atualmente, mais de 3,7 mil colaboradores e possui mais de 4,9 mil pontos de vendas em todo o território brasileiro. A fábrica localizada em São Leopoldo (RS) produz ferramentas que abastecem o território brasileiro e são exportadas para mais de 70 países no mundo todo. Além dos produtos de fabricação nacional, comercializa também diversos itens importados de outras unidades do grupo, distribuídos através de três Centros de Distribuição, o primeiro localizado na própria sede gaúcha; o segundo em Jundiaí, em São Paulo, inaugurado em 2020; e o terceiro e mais recente em Benevides, no Pará. Para 2023, a organização prevê 18 novos lançamentos de produtos e investirá mais de R$ 210 milhões para ampliação da capacidade produtiva.

“A matriz alemã possui plena confiança no trabalho realizado no Brasil e os resultados ilustram essa relação. Pensamos os nossos movimentos a longo prazo, desta forma, estruturando os movimentos necessários para o futuro da companhia no Brasil e na América Latina”, relata o presidente da empresa, Cláudio Guenther. Para buscar o crescimento futuro, visando novos negócios e a adequação da empresa para a transformação digital alinhados com as expectativas dos consumidores, a estrutura organizacional foi revisada. “Qualificar pessoas sempre foi um dos compromissos da marca, tanto com público interno quanto com nossos revendedores e seguimos nessa orientação, oportunizando inclusive experiências internacionais por meio do programa de job rotation e também transferências de alguns profissionais para assumir novas posições dentro do grupo”, destaca Guenther.

Dando sequência no pacote de investimentos para desenvolvimento da estrutura com foco no bem-estar dos colaboradores, de equipamentos, da capacidade produtiva e de novas tecnologias para inovação, a Stihl investirá R$ 210 milhões na expansão do centro de pesquisa, desenvolvimento e inovação e do centro logístico, localizados na sede em São Leopoldo (RS). A expectativa de conclusão da expansão é para o final de 2023. A ampliação irá aumentar a quantidade de cabines de testes para validação e criação de sistemas, para motores a combustão, para motores a bateria, inclusive, com salas específicas para prototipagem e inovação, que contarão com modernos equipamentos de impressão 3D de metal, areia e polímeros. “Também serão instalados laboratórios para pesquisas de materiais e tribologia [ciência do desgaste, atrito e lubrificação] para sempre aumentar a qualidade dos produtos”, explica Guenther.

A empresa registrou receita de R$ 3,2 bilhões em 2022, a maior da história

O futuro verde já começou na Yara

Em 2023 a companhia estará ainda mais próxima das pautas verdes, trabalhando pela descarbonização da atividade industrial

A companhia acredita que 2023 será marcado pela consolidação da jornada ESG na cadeia de produção de alimentos

Depois dos desafios impostos pela pandemia, a Yara esperava que 2022 fosse um ano repleto de momentos de esperança e retomada, mas o que ele mostrou foi a certeza de que os desafios sempre podem ser maiores. A guerra entre Rússia e Ucrânia impactou diretamente a disponibilidade de soluções nutricionais em todo o mundo. Os impactos da indisponibilidade de insumos foram sentidos por toda a cadeia, graças ao grande volume de matérias-primas e de fertilizantes movimentados, tanto do exterior para o Brasil como dentro do país.

“No Brasil, a Yara conta com uma rede de mais de 30 unidades próprias ou terceiras, idealmente espalhadas pelas principais regiões agrícolas e polos logísticos do país”, explica Lucas Elizade, diretor da regional sul da Yara Brasil. Graças a essa característica, a Yara se apoiou em uma robusta operação global e em sua capilaridade logística para movimentar fertilizantes, evitando atrasos na safra e garantindo a chegada de insumos ao produtor na janela adequada. Atualmente, segundo Elizade, os efeitos diretos da guerra para o mercado de fertilizantes já ficaram, em sua maioria, para trás.

O Brasil conta, atualmente, com um estoque abastecido e a garantia de insumos suficientes para esta safra. Desta forma, se houve um primeiro semestre atípico por conta das questões globais, o segundo semestre beirou a normalidade. A companhia acredita que 2023 será marcado pela consolidação da jornada ESG na cadeia de produção de alimentos, com os consumidores cada vez mais buscando produtos que tenham sido concebidos de forma sustentável. Isto se conecta-se diretamente à missão da Yara, que está buscando a neutralidade climática por meio de fertilizantes com baixa pegada de carbono e iniciativas de produção com matrizes energéticas limpas. A Yara seguirá com suas pautas verdes, trabalhando pela descarbonização e avançando no cumprimento em direção à meta de ser neutra para o clima até 2050.

A Yara é a décima maior empresa da região e também a terceira maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC. Leia o anuário completo clicando aqui, mediante pequeno cadastro.

Em 2023 a companhia estará ainda mais próxima das pautas verdes, trabalhando pela descarbonização da atividade industrial

Suspensys inaugura unidade de produção para tecnologias de eletromobilidade

Investimento insere a empresa em um segmento de atuação inédito na América Latina

A Suspensys E-Mobility é uma fábrica estruturada que insere a empresa em um novo segmento: de montagem e produção de baterias

A Suspensys, fabricante de sistemas de eixos e suspensões para veículos comerciais, inaugura uma nova fase em sua trajetória de evolução e crescimento. Com a presença de autoridades, lideranças das Empresas Randon e de parceiros, foi apresentada nesta quarta-feira, 12 de abril, a unidade de produção dedicada para tecnologias de eletromobilidade, instalada na sede da empresa, em Caxias do Sul (RS). Empreendimento inédito na América Latina para o segmento de produtos eletrificados voltados ao transporte, a Suspensys E-Mobility é uma fábrica estruturada que insere a empresa em um novo segmento: de montagem e produção de baterias. Por meio de projetos próprios, a unidade é capacitada para atender veículos leves, comerciais, implementos agrícolas, além de outras aplicações industriais, com possibilidades diversas de manufatura e destinação adequada dos componentes produzidos. A planta também recebe toda estrutura de fabricação do e-Sys, inovador sistema de tração auxiliar elétrico desenvolvido e comercializado pela empresa.

Com investimento total de R$ 60 milhões, a nova fábrica conta com tecnologia de ponta na linha de produção, automação no processo fabril e dispositivos de alta segurança especiais, como um sistema de prevenção de incêndios que utiliza uma substância à base de sal básico ao invés da água no combate ao fogo. A e-plant funciona em área isolada do restante da fábrica da Suspensys, que mantém as linhas dos demais produtos em eixos e suspensões do portfólio da empresa. “Da forma como estruturamos essa planta, poderemos atender todos os estilos de clientes, como montadoras e fabricantes de veículos, inclusive com projetos customizados de eletrônica e gestão do funcionamento das baterias”, explica o diretor de suspensões e eletromobilidade das Empresas Randon e diretor da Suspensys, Eduardo Dalla Nora.

A inauguração concretiza a estruturação da planta, que já vinha funcionando em etapas experimentais no decorrer do segundo semestre do ano passado, com o início da fabricação e comercialização do sistema e-Sys. Na Suspensys E-Mobility também há uma área preparada para a instalação do sistema auxiliar nos implementos rodoviários do modelo Hybrid R da Randon que saem de fábrica com o componente, e ainda para adaptação de implementos e ônibus que recebem o conjunto depois de fabricados. Como sinal da aceitação do mercado pela tecnologia inovadora, a projeção da empresa é acelerar a produção do e-Sys, atingindo até quatro sistemas por dia.

Investimento insere a empresa em um segmento de atuação inédito na América Latina

Horsch inaugura fábrica de máquinas agrícolas no Paraná

Em todo o projeto já foram investidos cerca de R$ 350 milhões

Unidade localizada em Curitiba vai atender a todo o mercado latino-americano

Fundada na Alemanha em 1984 e atuando no Brasil desde 2014, a Horsch inaugurou sua fábrica de máquinas agrícolas em Curitiba. Segundo Rodrigo Duck, CEO da unidade brasileira, em todo o projeto já foram investidos cerca de R$ 350 milhões, gerando até o momento 300 empregos diretos e mais de mil indiretos. A nova planta ocupa 16 hectares sendo que já foram adquiridos mais 24 hectares em área vizinha.

Nela serão fabricadas todas as linhas de plantio, manejo de solo e tratos culturais. Num breve futuro serão fabricadas semeadoras e, por ser uma estrutura dinâmica, fabricar tudo o que o produtor latino-americano necessite. “É o maior investimento feito pela empresa em uma única fábrica em tão curto espaço de tempo”, assinala Duck. A planta brasileira está projetada para atender, além da América Latina, parte da África e demandas pontuais de outros países, até mesmo europeus. “Não iremos limitar a área de atuação desta fábrica. Claro, o mercado brasileiro deve absorver a maior parte dos produtos porque a demanda ainda é forte por produtos com alta tecnologia e que garantem performance e produtividade maior na lavoura”, conclui o CEO brasileiro.

Em todo o projeto já foram investidos cerca de R$ 350 milhões

Diretoria da Languiru apresenta renúncia coletiva

Assembleia geral foi convocada para o dia 29 de abril

A superintendência administrativa, comercial e financeira, como também a superintendência industrial e de fomento agropecuário passam a responder temporariamente pela cooperativa

Por meio de um comunicado oficial publicado na terça-feira (18) o presidente Dirceu Bayer e demais membros da diretoria da Languiru renunciaram aos seus mandatos. Desse modo, a superintendência administrativa, comercial e financeira, como também a superintendência industrial e de fomento agropecuário passam a responder temporariamente pela cooperativa. Também foi publicado o edital convocando uma assembleia geral para o dia 29 de abril para eleição do novo conselho de administração. Procurada pelo Portal AMANHÃ, a Languiru informou que essa seria sua manifestação no momento. 

Em crise, a Languiru estava em processo de reestruturação, que incluiu acordo para a área de leite, com a francesa Lactalis, e protocolo de intenções com duas empresas chinesas para os segmentos de aves, suínos, bovinos e de ração. No ano passado, a cooperativa teve um faturamento de R$ 2,7 bilhões. O prejuízo foi de R$ 123 milhões. A dívida da cooperativa sediada em Teutônia é de R$ 724 milhões.

Assembleia geral foi convocada para o dia 29 de abril

Prodec retoma com a aprovação de R$ 743 milhões para a Irani

Companhia vai ampliar a capacidade de produção e a suficiência energética

A Irani é uma das três empresas que vai se beneficiar com o programa de postergação de impostos

Com uma previsão de R$ 776 milhões em investimentos privados no estado e mais de 77 empregos diretos, a Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e do Serviço (Sicos) aprovou, por meio do Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense (Prodec), a expansão e modernização de três empresas em Santa Catarina. Os projetos foram autorizados no ano passado e com a assinatura do secretário da Sicos, o Prodec está sendo retomado. A indústria de papel e embalagem Irani é uma das empresas que vai se beneficiar com o programa de postergação de impostos e investirá aproximadamente R$ 743 milhões para ampliar a capacidade de produção e a suficiência energética. A Guimarães e Produtos Químicos de Limpeza vai investir R$ 7 milhões e a JJ Instalações Comerciais mais R$ 26 milhões.

“O Prodec é um programa fundamental para o desenvolvimento econômico de Santa Catarina. É um incentivo à ampliação e expansão de indústrias por meio da postergação de impostos para que o empreendedor possa investir e trazer para o Estado mais empregos. A prerrogativa é para projetos inovadores e sustentáveis. É uma parceria de incentivo onde todos ganham e traz mais oportunidades para Santa Catarina”, esclarece o secretário da Sicos, Silvio Dreveck. O gerente de novos negócios da diretoria de indústria da Sicos, Adílio Anísio, explica que para ser habilitado, ou seja, enquadrado no programa, a indústria precisa apresentar documentos ao comitê técnico, além de cumprir requisitos. Após análise, o incentivo é aprovado pelo conselho deliberativo. tanto o comitê como o conselho ainda estão sendo formados na nova gestão. “Ao invés de emprestar dinheiro, o estado permite que a indústria postergue parte do ICMS, valor que será devolvido aos cofres públicos com juros entre 0% a 4% ao ano, sendo benéfico para os empreendimentos”, comenta Anísio.

Companhia vai ampliar a capacidade de produção e a suficiência energética