Archives 2022

Hotel de rede espanhola supera números pré-pandemia de ocupação e faturamento

Turismo corporativo, associado a passeio com a família, aquece o ambiente hoteleiro

No primeiro semestre de 2022, os hóspedes em viagens corporativas corresponderam a 65% do fluxo no NH Curitiba The Five

Primeiro hotel da rede espanhola NH Hotels no Brasil, o NH Curitiba The Five comemora os números positivos de encerramento do primeiro semestre, em relação a igual período de 2021, segundo ano da pandemia da Covid-19 e das medidas restritivas de circulação que impactaram o segmento de turismo e hotelaria. O diretor Antônio de Albuquerque informa que o faturamento cresceu 400% na comparação, 401% no número de quartos ocupados e 377% no número de hóspedes.

Os resultados do hotel, um dos mais novos da cidade, aberto em 2017, estão alinhados ao cenário curitibano do turismo. Com uma programação especial de shows, feiras públicas e festivais, a capital paranaense registrou um crescimento de 35% no número de turistas e um faturamento 70% maior se comparado a 2021.

Mesmo em relação ao período pré-pandemia, os resultados são animadores. Houve alta de 13% em número de hóspedes e 7% em número de quartos vendidos. A diária média no mesmo período subiu 20%. Albuquerque credita o aumento a três fatores: reaquecimento da economia regional, maior volume de turistas aos fins de semana e retomada da realização de eventos corporativos. Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), indicam que o setor faturou aproximadamente R$ 900 milhões somente em março deste ano, em todo o país. Ainda de acordo com a organização, os deslocamentos vinculados aos negócios representam 60% dos bilhetes aéreos emitidos no Brasil.

No primeiro semestre de 2022, os hóspedes em viagens corporativas corresponderam a 65% do fluxo no NH Curitiba The Five. Para o segundo semestre, as reservas deste segmento já são expressivas. “Esperamos aproximadamente 17 mil hóspedes viajando a trabalho e nossa agenda de reservas para eventos corporativos já está 70% ocupada. Outro fenômeno interessante é o “bleisure”, quando o trabalho se une ao lazer. Já percebemos um aumento nos hóspedes que viajam a trabalho e com parentes que acompanham para turismo”, complementa o diretor.

Turismo corporativo, associado a passeio com a família, aquece o ambiente hoteleiro

Balança comercial registra superávit de US$ 4,1 bilhões em agosto

Queda do preço do minério de ferro faz saldo cair 48%

Tanto as importações como as exportações bateram recorde em agosto, desde o início da série histórica, em 1989

A queda do preço internacional do ferro e o encarecimento de fertilizantes e petróleo fizeram o superávit da balança comercial encolher em agosto. No mês passado, o país exportou US$ 4,1 bilhões a mais do que importou — queda de 48% em relação ao registrado em agosto do ano passado. De janeiro a agosto deste ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 44 bilhões. Isso representa 15,8% a menos que o registrado de janeiro a agosto do ano passado. Apesar do recuo, o saldo é o segundo melhor da história para o período, perdendo apenas para os oito primeiros meses de 2021, quando o superávit tinha fechado em US$ 52 bilhões.

No mês passado, o Brasil vendeu US$ 30,8 bilhões para o exterior e comprou US$ 26,6 bilhões. Tanto as importações como as exportações bateram recorde em agosto, desde o início da série histórica, em 1989. As exportações subiram 18,4% em relação a agosto do ano passado, pelo critério da média diária. As importações, no entanto, aumentaram em ritmo maior: 31,5% na mesma comparação.

No caso das exportações, o recorde deve-se mais ao aumento dos embarques que dos preços internacionais das mercadorias do que do volume comercializado. No mês passado, o volume de mercadorias exportadas subiu em média 8% na comparação com agosto do ano passado, enquanto os preços médios aumentaram 5,3%. A desaceleração dos preços foi puxada pelo minério de ferro, cuja cotação caiu 52,6% na mesma comparação, e por produtos semiacabados de ferro ou de aço, cujo preço recuou 14,3%.

Nas importações, a quantidade comprada subiu 14,9%, mas os preços médios aumentaram 20,5%. A alta dos preços foi puxada principalmente por adubos, fertilizantes, petróleo, gás natural, carvão mineral e trigo, itens que ficaram mais caros após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Com Agência Brasil

Queda do preço do minério de ferro faz saldo cair 48%

Índia é um dos destinos mais promissores para negócios internacionais

Augusto Pestana, presidente da ApexBrasil, destacou oportunidades do país

A apresentação do embaixador sobre o mercado asiático aconteceu na abertura do segundo dia do II Seminário de Negócios Internacionais do Paraná

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está ampliando sua atuação na Ásia, na África e no Oriente Médio. De acordo com o embaixador Augusto Pestana, presidente da ApexBrasil, é fundamental a integração entre os setores produtivo e industrial com os mecanismos diplomáticos para ampliar a internacionalização dos negócios brasileiros. “Estamos fortalecendo nossa capacidade de atuação nos continentes asiático e africano, com ações de inteligência de mercado, qualificação para exportação, promoção comercial e captação de investimentos estrangeiros. E a Índia é um país que está sendo forçado a se abrir para o mundo, pela realidade de milhões de pessoas na classe média que consomem mais, querem comer e morar melhor, o que abre muitas portas para nossa exportação de setores como a indústria de alimentos ou a moveleira”, destacou.

A apresentação do embaixador brasileiro sobre o mercado asiático aconteceu na quinta-feira (1), durante a abertura do segundo dia do II Seminário de Negócios Internacionais do Paraná, organizado pelo World Trade Center (WTC) Curitiba em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), no Campus da Indústria da Fiep. Estudo desenvolvido recentemente pela ApexBrasil sobre a Índia, o Perfil País, oferece uma visão panorâmica e análises sucintas sobre o mercado indiano, “permitindo às empresas brasileiras rápido acesso aos aspectos mais relevantes para comércio e investimentos. Estão disponíveis informações como oportunidades para negócios brasileiros no país, macroeconomia, balança comercial, principais concorrentes e fornecedores, governança, investimentos e acordos em comércio internacional, entre outras”. 

Na ocasião, Pestana lembrou ainda a parceria da ApexBrasil com o empresariado brasileiro, além do trabalho desenvolvido junto à rede de consulados e embaixadas. “Quando eu soube da realização deste evento, aceitei de imediato o convite. Sempre me sinto em casa quando venho a Curitiba. Sou testemunha da qualidade dos produtos, serviços e iniciativas do Paraná, que devem ser fomentados para o mundo. E as portas da Apex estão sempre abertas para essa promoção, tanto em Brasília quanto nos escritórios que temos no exterior”.

Seminário: perspectivas internacionais
Reunindo cerca de 500 pessoas, entre público presencial e remoto, o seminário de negócios buscou debater as perspectivas dos negócios internacionais do Paraná. O evento trouxe um time de 35 especialistas de referência no mercado para discutir diversas temáticas. Outro convidado a palestrar no evento foi Joel Reynoso, vice-conselheiro sênior para assuntos comerciais na embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Dentre os dados apresentados no seminário, Reynoso falou sobre a relação bilateral entre as duas nações. “Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras, e o Brasil é o 19º maior investidor nos EUA. Em 2021, tivemos recorde de US$ 70,5 bilhões de dólares no comércio bilateral entre os dois países. Isso é fomentado por meio de um engajamento bilateral consistente, diálogo comercial, fórum de CEOs e diálogos com a indústria da defesa. Nos próximos 10 anos, o programa Bipartisan Infrastructure Deal vai possibilitar a criação de 1,5 milhão de empregos por ano com US$ 1 trilhão investidos. É o maior programa do tipo da história dos Estados Unidos”, informou.

Para Carlos Valter Martins, presidente no Sistema Fiep, eventos de fomento ao comércio exterior e à internacionalização de empresas devem ser sempre incentivados. “Essa relação com o WTC, com representantes de embaixadas e agências de fomento produzem um ambiente muito próspero de negócios para a indústria do nosso estado.” Para ele, a ação de um agente complementa a do outro. “Por exemplo: sabemos que vinhos importados são excelentes, mas temos vinhos brasileiros e paranaenses de primeira qualidade. Sempre damos essa preferência em nossos eventos na Fiep. São ações que ajudam a incentivar e dar visibilidade à nossa indústria, em especial quando temos convidados estrangeiros.”

Augusto Pestana, presidente da ApexBrasil, destacou oportunidades do país

Atividade econômica do Sul apresenta recuperação no segundo trimestre

Houve retomada mais intensa no comércio, na construção e em segmentos da prestação de serviços, nota Banco Central

A diminuição da compra de soja em grão e carne suína pela China levou à queda na exportação de produtos básicos, compensada pelo aumento da venda de bens industrializados, com destaque para óleo de soja

A atividade econômica do Sul registrou recuperação no segundo trimestre de 2022, após recuo no primeiro, quando refletiu a quebra na produção de soja. Além do final da apropriação das safras de verão, houve retomada mais intensa no comércio, na construção e em segmentos da prestação de serviços, sobretudo às famílias, e discreta ampliação da produção industrial. De acordo com o IBCR-S, a economia do Sul cresceu 2,8% no segundo trimestre em relação ao anterior (-2,9%). Em doze meses, o Sul assinalou a menor expansão dentre as regiões (1%), influenciada pelos modestos resultados da agricultura e da indústria. A informação consta no Boletim Regional, do Banco Central (BC), divulgado nesta sexta-feira (2). A publicação trimestral tem o objetivo de trazer uma visão das regiões do país a partir de dados e indicadores econômicos (veja no documento completo ao final desta reportagem. A análise sobre o Sul começa na página 39).

O BC destaca que a produção industrial apresentou crescimento moderado e abaixo da média nacional pelo segundo trimestre consecutivo. “Dentre as mais relevantes na composição do produto industrial da região, a estabilidade na fabricação de produtos alimentícios decorreu do avanço em Santa Catarina, haja vista a contração nos demais estados, enquanto a queda na produção de veículos foi determinada pelo Paraná. Não obstante o crescimento tenha sido pequeno e não disseminado, os empresários mantiveram-se confiantes no trimestre até julho – apenas o componente referente às condições atuais da economia brasileira ficou em zona que ainda denota pessimismo”, detalha o documento.

A diminuição da compra de soja em grão e carne suína pela China levou à queda na exportação de produtos básicos, compensada pelo aumento da venda de bens industrializados, com destaque para óleo de soja. “Contudo, o déficit comercial aumentou significativamente devido à elevação da importação de bens intermediários, sobretudo de adubos e fertilizantes, cujas aquisições para o plantio da nova safra de verão foram antecipadas. Considerando o primeiro semestre, as ampliações nas exportações e importações, relativamente a igual período de 2021, decorreram de variações nos preços, haja vista as reduções de 4,6% e de 5,2% nas quantidades comercializadas”, contextualiza o BC.

O Boletim Regional aponta que a atividade econômica do Sul tende a se beneficiar das medidas de transferência de renda e da redução de tributos sobre bens essenciais. Segundo o BC, o mercado de trabalho apresenta processo consistente de retomada, com diminuição da taxa de desocupação no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, favorecendo a ampliação da renda das famílias. “O impulso adicional à demanda, associado, pelo lado da oferta, à permanência de condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de inverno, que sugerem produção regional recorde para o trigo, contribuirão para a melhoria do ritmo de recuperação, com desdobramentos positivos sobre importantes segmentos da indústria, especialmente a fabricação de produtos alimentícios”, projetam os técnicos do Banco Central.

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Houve retomada mais intensa no comércio, na construção e em segmentos da prestação de serviços, nota Banco Central

Miguel Gularte assume presidência da BRF

Lorival Luz renunciou ao cargo na segunda-feira

Para a XP, Miguel deve ser capaz de tornar a empresa mais ágil, eliminando a inércia incômoda que era responsável por oportunidades perdidas no passado da BRF

A BRF vai mudar o comando. Depois de três anos como CEO, Lorival Luz renunciou ao cargo na segunda-feira (29). Miguel Gularte, o atual CEO da Marfrig, foi escolhido para a cadeira da presidência. Atualmente, a Marfrig detém 33,7% da BRF, sendo o principal acionista da empresa. Gularte ocupou o cargo de presidente da Marfrig Global Foods por mais de quatro anos, tendo apresentado renúncia também na segunda-feira. Ambos iniciarão um período de transição que será concluído até 30 de setembro.

Para o lugar de Gularte, a Marfrig aprovou a eleição de Rui Mendonça Junior para o cargo de CEO da empresa. Ele é engenheiro de formação, com MBA em Gestão de Agronegócios, atua no setor há mais de 40 anos em diferentes áreas como operacional, produção e financeira possui também experiencia internacional em operações na Austrália e Estados Unidos. Está na Marfrig desde 2007 onde atualmente ocupa o cargo de diretor de industrializados da América do Sul.

A XP viu o anúncio como inesperado. “Embora a experiência de Miguel Gularte venha do setor de carne bovina, é mais fácil passar de um ambiente mais volátil para um calmo do que o contrário. Miguel deve ser capaz de tornar a empresa mais ágil, eliminando a inércia incômoda que era responsável por oportunidades perdidas no passado da BRF. Ele também poderia aumentar a participação das exportações em sua receita, algo que vemos como positivo. Aguardamos uma estratégia mais detalhada da BRF para os próximos anos”, avalia a corretora.

Lorival Luz renunciou ao cargo na segunda-feira

Receita regulamenta renegociação de dívidas de pequeno valor

Parcelamento de débitos acima de R$ 10 milhões já pode ser solicitado

Segundo a Receita, os dois editais envolvem a renegociação de até R$ 1,8 bilhão de débitos de pequeno valor por cerca de 100 mil contribuintes e de R$ 10 bilhões em créditos tributários irrecuperáveis devidos por cerca de 2,5 mil contribuintes

Pessoas físicas, micro e pequenas empresas podem pedir a renegociação especial de dívidas de pequeno valor com a Receita Federal. O Diário Oficial da União publicou, em edição extraordinária, os editais que regulamentam as renegociações especiais de débitos de contribuintes de pequeno porte e de dívidas que o Fisco considera irrecuperáveis. Segundo a Receita, os dois editais envolvem a renegociação de até R$ 1,8 bilhão de débitos de pequeno valor por cerca de 100 mil contribuintes e de R$ 10 bilhões em créditos tributários irrecuperáveis devidos por cerca de 2,5 mil contribuintes.

Essa quantia se somará à renegociação especial de R$ 1,4 trilhão de débitos acima de R$ 10 milhões que ainda não estão sob contestação judicial. Autorizada por portaria editada pela Receita Federal no último dia 12, a transação tributária individual não depende de edital e pode ser pedida a partir de hoje por cerca de 10 mil empresas e órgãos públicos estaduais e municipais.

Condições
De acordo com a Receita Federal, são consideradas dívidas de pequeno valor aquelas de até 60 salários mínimos. Os contribuintes poderão pagar seus débitos com desconto, entrada parcelada e dividir o restante em até 52 meses, conforme a opção do contribuinte a uma das modalidades disponíveis no edital. São considerados créditos irrecuperáveis as dívidas com mais de dez anos detidas por devedores falidos, em recuperação judicial ou extrajudicial. Em alguns casos, essa categoria engloba débitos de empresas com Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) baixado, inapto ou suspenso por inexistência de fato.

Os contribuintes poderão pagar seus débitos com desconto, entrada parcelada e o restante em dividir o restante em até 120 parcelas, conforme a opção do contribuinte a uma das modalidades disponíveis no edital. Caso se trate de pessoa física, microempresa, empresa de pequeno porte, Santas Casas de Misericórdia, instituições de ensino e sociedades cooperativas e demais organizações da sociedade civil, o número de parcelas sobe para 145.

Adesão
A adesão às renegociações especiais deve ser formalizada até as 23h59min59s, horário de Brasília, de 30 de novembro. O processo deve ser feito no Centro Virtual de Atendimento da Receita Federal (e-CAC). O interessado deve escolher a opção Transação Tributária, no campo Área de Concentração de Serviço.

Criada em 2020 para facilitar o parcelamento de dívidas de empresas afetadas pela pandemia de covid-19, a transação tributária foi estendida à Receita Federal pela Lei 14.375/2022, sancionada em junho pelo presidente Jair Bolsonaro. Até então, apenas a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) oferecia esse tipo de renegociação com regularidade, com a Receita Federal lançando esse mecanismo em casos especiais para determinados setores da economia.

Estimativas

Renegociação de dívidas de pequeno valor

Número de Contribuintes: 100 milPassivo tributário: R$ 1,8 bilhãoNúmero de parcelas: até 52

Créditos tributários irrecuperáveis

Número de Contribuintes: 2,5 milPassivo tributário: R$ 10 bilhõesNúmero de parcelas: 120, podendo chegar a 145 para alguns tipos de contribuintes

Transação individual de dívidas de grande valor

Número de Contribuintes: 10 milPassivo tributário: R$ 1 trilhãoNúmero de parcelas: 120, podendo chegar a 145 para alguns tipos de contribuintes

Com Agência Brasil

Parcelamento de débitos acima de R$ 10 milhões já pode ser solicitado

Ecossistemas de inovação estimulam crescimento sustentável das cidades

Distritos de inovação, apoiados pelos ecossistemas de inovação e living labs, indicam caminhos que as smart cities podem trilhar

O Vale do Pinhão, em Curitiba, é uma iniciativa que vem sendo premiada desde seu lançamento em 2017

Quando se fala de cidades inteligentes, o conceito envolve um conjunto de atores que precisam coexistir e trabalhar em conjunto. É o que acontece nos living labs de cidades como Curitiba e Florianópolis. “Para desenvolver o chamado modelo de inovação com a tripla hélice, é preciso união entre o poder público, a iniciativa privada e a academia. Tipicamente, nós precisamos de um habitat de inovação, um local que as pessoas frequentem para trocar e construir juntas o ecossistema de inovação. Estamos falando de fomentar a economia do conhecimento nas cidades”, afirma Eduardo Mazzarolo Marques, sócio-diretor e diretor de estratégia do hub de negócios iCities.

O termo “ecossistema” carrega uma inevitável metáfora com a natureza, já que ecossistemas naturais reúnem elementos que coexistem em equilíbrio para que a vida prospere. “Os living labs são criados para proporcionar o desenvolvimento econômico e sustentável. Com pilar social, econômico e de meio ambiente. Isso tem tudo a ver com uma smart city que se desenvolve de maneira sustentável. Não existe um tamanho ideal, mas eles acabam sendo delimitados pelas fronteiras municipais. Isso talvez explique porque São Paulo com seus 13 milhões de habitantes não tem um ecossistema nos mesmos moldes. É grande demais. Talvez fossem necessários quatro ecossistemas, pelas zonas da cidade”, analisa Marcus Rocha, CEO da 2Grow Habitat de Inovação e professor do programa de capacitação Smart City Expert.

Segundo o especialista, é preciso que os negócios prosperem para que as pessoas tenham empregos de qualidade, suficientes para que a cidade se desenvolva de forma mais organizada, para que o meio ambiente seja preservado, e assim por diante. “O ecossistema de inovação busca fazer com que a economia do local cresça de forma equilibrada, para que a cidade também possa crescer, diminuindo desigualdades e distribuindo riquezas. Quando falamos em ecossistemas de inovação, não podemos deixar de lado a questão da adaptabilidade do conceito. O ecossistema mais famoso do mundo é o Vale do Silício, na Califórnia, que engloba uma área gigantesca em toda a região da Baía de São Francisco. É um modelo que funcionou lá, mas é preciso adaptação e evolução”, explica Rocha.

Curitiba e Florianópolis
Em relação aos cases de Curitiba e Florianópolis, já se discute essa expansão geográfica para não limitar seus efeitos. “Tudo começa com uma boa universidade, afinal o material humano, as competências e talentos são fundamentais em um polo universitário. A criação de uma cultura de inovação acaba sendo consequência de todo esse movimento. Foi o que se deu com o ecossistema curitibano, a partir do lançamento do Vale do Pinhão, iniciativa que vem sendo premiada desde seu lançamento em 2017”, afirma o especialista, que alerta: “Não estamos falando de um “egossistema”, problema que às vezes é comum em cidades menores, envolvidas em suas rotinas e problemas, que não pensam além do alcance da comunidade imediata.”

Smart City Expert
O tema Ecossistemas de Inovação e Living Labs faz parte de um dos módulos temáticos do programa Smart City Expert, com uma metodologia inovadora desenvolvida para capacitar gestores e servidores públicos no desenvolvimento de governos e cidades inteligentes, além da capacitação de empresários, autônomos, pesquisadores e representantes de entidades de classe e do terceiro setor.

“Os alunos podem ingressar a qualquer momento, pelo formato cíclico mensal dos módulos. O programa foi desenvolvido com 360 horas certificadas, material didático (e-book), aulas imersivas, palestras e uma videoteca exclusiva. E está alinhada com o Programa Nacional de Capacitação das Cidades (PNCC), a partir do embasamento que a Carta Brasileira de Cidades Inteligentes oferece para que os municípios criem e implementem projetos de smart cities”, detalha Marques.

Criado em 2020 para suprir uma lacuna em formação profissional na área de cidades inteligentes, o curso Smart City Expert é uma formação executiva que além de capacitar profissionais do mercado, os conecta com projetos e negócios ligados a cidades inteligentes. O Expert foi o primeiro curso da iCities Academy, que lançou outros formatos de capacitação para governos inteligentes e negócios smart.

Distritos de inovação, apoiados pelos ecossistemas de inovação e living labs, indicam caminhos que as smart cities podem trilhar

Produção industrial avança 0,6% em julho

Porém, índice continua abaixo do patamar pré-pandemia

A indústria alimentícia avançou 4,3% e teve a maior influência positiva para o índice em julho

A produção industrial apresentou variação positiva de 0,6% na passagem de junho para julho e voltou a crescer após queda de 0,3% no mês anterior. Com esses resultados, o setor ainda se encontra 0,8% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 17,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Na comparação com julho de 2021, houve queda de 0,5%. No ano, a indústria acumula queda de 2% e, em 12 meses, de 3%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta sexta-feira (2) pelo IBGE.

“O setor industrial ao longo do ano de 2022 vem mostrando uma maior frequência de resultados positivos. São cinco meses de crescimento em sete oportunidades. Nesses resultados, observa-se a influência das medidas governamentais de estímulo e que ajudam a explicar a melhora registrada no ritmo da produção. Mas vale destacar que ainda assim a produção industrial não recuperou as perdas do passado”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo. Ele acrescenta que, no resultado desse mês, há uma predominância de atividades no campo negativo. Somente dez ramos industriais mostraram crescimento e 16 assinalaram queda. “É um crescimento que se dá de uma forma muito concentrada nesse mês de julho”, complementa o pesquisador.

Entre as atividades, a maior influência positiva para o resultado do mês frente ao mês anterior veio do setor de produtos alimentícios (4,3%). É o terceiro mês seguido de avanço na produção para essa atividade industrial com um ganho acumulado de 7,3%. “Esse crescimento foi bastante disseminado entre os principais itens dessa atividade. Desde o açúcar que tem uma alta importante para esse par de meses, até carnes bovinas, suínas e de aves, além dos laticínios e dos derivados da soja”, elucida Macedo. Outras contribuições positivas vieram das indústrias de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2%) e indústrias extrativas (2,1%).

Em contraponto ao crescimento, máquinas e equipamentos (-10,4%), outros produtos químicos (-9,0%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,7%) exerceram os principais impactos negativos em julho. “A atividade de máquinas e equipamentos foi diretamente afetada pelos itens que ficam dentro da indústria, tanto a de produção seriada quanto aquela feita sob encomenda, e que são associadas aos investimentos dentro do setor industrial e a modernização e ampliação do parque produtivo,” destaca Macedo.

Duas das quatro grandes categorias econômicas avançaram frente a junho. A maior variação positiva veio de bens intermediários (2,2%) que eliminou a perda do mesmo valor acumulado nos meses de maio e junho de 2022. Os bens de consumo semi e não duráveis (1,6%) também demonstraram crescimento após recuar 0,9% no mês anterior. Em contrapartida, os setores produtores de bens de consumo duráveis (-7,8%) e de bens de capital (-3,7%) recuaram nesse mês.

Macedo também destaca que esse saldo negativo da indústria se deve não somente pelas restrições de ofertas de insumos e componentes eletrônicos para a produção do bem final, mas também, pelo lado da demanda doméstica, dos impactos negativos que já são observados há algum tempo. “São juros e inflação em patamares mais elevados. Isso aumenta os custos de crédito, diminui a renda disponível por parte das famílias e faz com que as taxas de inadimplência permaneçam em patamares mais elevados”, analisa. Outro fator que influencia negativamente a produção industrial são as características do mercado de trabalho atual. “Mesmo com a redução das taxas de desocupação nos últimos meses ainda se percebe um contingente elevado de trabalhadores fora desse mercado de trabalho e uma piora nas condições de emprego que são gerados”, acrescenta.

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Porém, índice continua abaixo do patamar pré-pandemia

Empresas lançam rota de carregadores rápidos interligando o Sul

Iniciativa, que reúne Movida, Nissan, SIM e Zletric, deve atender toda região até dezembro

No Rio Grande do Sul, estão em implantação carregadores rápidos em São Sebastião do Caí, Gravataí, Gramado e Três Cachoeiras. Laguna (SC) também contará com um eletroposto

Para contribuir com a eletrificação do país, quatro empresas de peso se uniram e lançam hoje a Rota Sul, primeira rede privada de eletropostos com carregadores rápidos interligando as capitais e cidades importantes do Sul. No projeto, que é uma parceria entre a Movida, a Nissan, a Rede de Postos SIM e a Zletric, serão instalados, no total, nove pontos com carregadores. A Rota Sul vai oferecer soluções de recarga com conveniência e segurança nas rodovias, já que todos os equipamentos ficarão dentro de postos de gasolina da Rede SIM, para que o usuário do veículo elétrico consiga viajar sem se preocupar.

“A mobilidade elétrica já está no nosso dia a dia; ela não é mais o futuro, é o presente. A maioria das cidades já está coberta com carregadores para carros elétricos. Agora queremos oferecer essa tranquilidade também nas estradas do Brasil”, diz Pedro Schaan, CEO da Zletric, empresa que nasceu em 2019 com o objetivo de solucionar o problema de recarga de veículos elétricos no Brasil e lançou, no mesmo ano, o conceito inédito de redes de carregamento.

Serão cinco carregadores rápidos que entrarão em funcionamento nas próximas semanas. No Rio Grande do Sul, estão em implantação carregadores rápidos em São Sebastião do Caí, Gravataí, Gramado e Três Cachoeiras. Laguna, em Santa Catarina, também contará com um eletroposto. Até outubro, outras quatro cidades terão eletropostos em funcionamento: Caxias do Sul (RS), Bento Gonçalves (RS), Itajaí (SC) e Araquari (SC).

Os carregadores rápidos do Posto SIM Retro, localizado na RS-122 em São Sebastião do Caí, parada tradicional no trajeto entre a Serra Gaúcha e Porto Alegre, e do Posto SIM da Freeway, em Gravataí, na auto estrada que interliga o litoral gaúcho a capital, já estão disponíveis para os usuários. Segundo Schaan, a ideia é que até o fim do ano, a Rota Sul atenda os três estados da região Sul. Com a iniciativa, será possível sair de São Paulo (SP) e ir até Punta del Este, no Uruguai, com a segurança de que terá carregadores rápidos para carros elétricos a cada 200 quilômetros.

Os locais de implementação das estações de recarga são os postos da Rede SIM. São espaços seguros, com ótima estrutura e opções de consumo para o período de carregamento. “Buscamos acompanhar as tendências de mobilidade para entregar aquilo que as pessoas precisam. Os carros elétricos já são uma realidade, e o objetivo do nosso investimento é suprir a necessidade daqueles que estão na estrada, precisando de um carregamento de conveniência”, explica Diego Argenta, superintendente de varejo da SIM.

O investimento é todo privado. Como o custo de um carregador rápido é elevado, foi feita essa parceria para a viabilização do projeto. Nessa primeira fase, foram investidos cerca de R$ 2,4 milhões. “É um investimento relevante, mas que fará a diferença para a democratização do veículo elétrico no país”, pontua o CEO da Zletric. A Movida foi a primeira no setor a avançar na eletrificação de sua frota e disponibilizar carros elétricos. “Impulsionar o ecossistema de mobilidade é um dos nossos objetivos e com essa parceria, vamos contribuir para aumentar a oferta de infraestrutura de recarga, além de desmistificar e implementar a cultura do carro elétrico no país, incluindo a região sul que abriga mais de 22 lojas da nossa marca. As soluções de mobilidade da Movida estão sempre alinhadas à preservação do meio ambiente”, destaca Renato Franklin, CEO da locadora de automóveis.

Para a Nissan, fabricante do Nissan LEAF, primeiro veículo elétrico produzido em larga escala no mundo e que é vendido no Brasil desde 2019, a Rota Sul reforça o objetivo da marca de contribuir para a mobilidade elétrica. “Temos como missão desenvolver esta nova cultura da mobilidade, por meio de acordos que incentivem o uso dos elétricos e apoiem o estudo da tecnologia e soluções ligadas à eletrificação”, afirma Humberto Gomez, diretor de marketing da Nissan do Brasil.

Iniciativa, que reúne Movida, Nissan, SIM e Zletric, deve atender toda região até dezembro

O mar azul de oportunidades da Rôgga

O processo de inovação é subdividido em quatro etapas principais

No ano passado, a companhia catarinense investiu cerca de 1% de sua receita operacional líquida em P&D

A construção civil é um dos segmentos da indústria que levam mais tempo para adotar tecnologias disruptivas, mas esta circunstância não parece deter a Rôgga. Ao contrário: a empresa catarinense prefere ver a situação do setor como uma grande oportunidade de inovação, e por isso dirige seus investimentos em pessoas, processos e tecnologias no sentido de encontrar novas soluções, simular possibilidades e decidir sobre os produtos imobiliários em que vai apostar. Desta forma, vem se fortalecendo em competitividade, previsibilidade e, consequentemente, resultados. O diretor de engenharia e desenvolvimento imobiliário da Rôgga, Osvaldo Martins de Carvalho Netto, detecta um enorme potencial de inovação na construção civil. “Entre essas oportunidades, podemos citar a inserção de tecnologias relacionadas a IoT e AI, automação e industrialização dos processos – que ainda são majoritariamente artesanais no segmento –, melhorias no planejamento e controle dos processos por meio de apps e desenvolvimento de novos materiais para revestimento”, enumera Netto.

No ano passado, a companhia investiu cerca de 1% de sua receita operacional líquida em P&D. Os aportes foram destinados a projetos com foco na industrialização do setor, como o estudo de paredes pré-fabricadas e a introdução de novos tipos de revestimentos industrializados. Também houve ênfase na inserção de tecnologias no espaço fabril, como laser, requadros magnéticos, sistema de cura térmica alimentado por biomassa e outras soluções que permitirão aumentar a qualidade das peças pré-fabricadas. “Os processos tradicionais de construção apresentam baixa produtividade, altos índices de desperdício, retrabalho e pouco controle de qualidade, além de um recurso de mão de obra pouco especializada. Estes fatores impactam diretamente nos custos e, consequentemente, no preço final para o cliente”, contextualiza Netto. “Ao industrializar os processos, entendemos que estes problemas são atenuados, além de contribuir para a sustentabilidade em todos os seus três pilares: ser economicamente viável, ambientalmente correto e socialmente justo.”

Na Rôgga, o processo de inovação é subdividido em quatro etapas principais: surgimento da ideia, avaliação do projeto, planejamento e desenvolvimento. Há um estímulo para que as ideias venham de variadas origens, de colaboradores internos e clientes a fornecedores. “Existem diversos estágios quando falamos em inovação, especialmente na construção civil. Os primeiros projetos se iniciam, fundamentalmente, através de melhorias na operação, mas inevitavelmente precisam permear todas as áreas da empresa de acordo com o crescimento da maturidade no tema.” Uma estratégia que tem funcionado bem é a parceria com universidades: diante de demandas levadas aos alunos e professores, novas soluções são pensadas e desenvolvidas. Para 2022, a previsão é investir até R$ 4 milhões em P&D, com foco em projetos que terão como essência melhorar a eficiência operacional e a industrialização da empresa. Netto está animado. “Vislumbramos um mar azul de oportunidades dentro destes temas.”

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

O processo de inovação é subdividido em quatro etapas principais

Índia é o novo destino para negócios internacionais

Augusto Pestana, presidente da ApexBrasil, destacou oportunidades do país

A apresentação do embaixador brasileiro sobre o mercado asiático aconteceu nesta quinta-feira, durante a abertura do segundo dia do II Seminário de Negócios Internacionais do Paraná

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) está ampliando sua atuação na África subsaariana e no Sudeste Asiático, para além da China. De acordo com o embaixador Augusto Pestana, presidente da ApexBrasil, é fundamental a integração entre os setores produtivo e industrial com os mecanismos diplomáticos para ampliar a internacionalização dos negócios brasileiros. A apresentação do embaixador brasileiro sobre o mercado asiático aconteceu nesta quinta-feira (1), durante a abertura do segundo dia do II Seminário de Negócios Internacionais do Paraná, organizado pelo World Trade Center (WTC) Curitiba em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN), no Campus da Indústria da Fiep.

“Estamos fortalecendo nossa capacidade de atuação nos continentes asiático e africano, com ações de inteligência de mercado, qualificação para exportação, promoção comercial e captação de investimentos estrangeiros. E a Índia é um país que está sendo forçado a se abrir para o mundo, pela realidade de milhões de pessoas na classe média que consomem mais, querem comer e morar melhor, o que abre muitas portas para nossa exportação de setores como a indústria moveleira”, destacou. Estudo desenvolvido recentemente pela ApexBrasil sobre a Índia, o Perfil País, oferece uma visão panorâmica e análises sucintas sobre o mercado indiano, “permitindo às empresas brasileiras rápido acesso aos aspectos mais relevantes para comércio e investimentos. Estão disponíveis informações como oportunidades para negócios brasileiros no país, macroeconomia, balança comercial, principais concorrentes e fornecedores, governança, investimentos e acordos em comércio internacional, entre outras”.

Na ocasião, Pestana lembrou ainda a parceria da ApexBrasil com o empresariado brasileiro, além do trabalho desenvolvido junto à rede de consulados e embaixadas. “Quando eu soube da realização deste evento, aceitei de imediato o convite. Sempre me sinto em casa quando venho a Curitiba. Sou filho de gaúchos e aqui comi pela primeira vez uma posta vermelha. São esses e outros produtos, serviços e iniciativas que devem ser fomentados do Paraná para o mundo. E as portas da Apex estão sempre abertas para essa promoção, tanto em Brasília quanto nos escritórios que temos pelo mundo.”

Seminário: perspectivas internacionais
Reunindo cerca de 500 pessoas, entre público presencial e remoto, o seminário de negócios buscou debater as perspectivas dos negócios internacionais do Paraná. O evento trouxe um time de 35 especialistas de referência no mercado para discutir diversas temáticas. Outro convidado a palestrar no evento foi Joel Reynoso, vice-conselheiro sênior para assuntos comerciais na embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Dentre os dados apresentados no seminário, Reynoso falou sobre a relação bilateral entre as duas nações. “Os Estados Unidos são o segundo maior destino das exportações brasileiras, e o Brasil é o 19º maior investidor nos EUA. Em 2021, tivemos recorde de US$ 70,5 bilhões de dólares no comércio bilateral entre os dois países. Isso é fomentado por meio de um engajamento bilateral consistente, diálogo comercial, fórum de CEOs e diálogos com a indústria da defesa. Nos próximos 10 anos, o programa Bipartisan Infrastructure Deal vai possibilitar a criação de 1,5 milhão de empregos por ano com US$ 1 trilhão investidos. É o maior programa do tipo da história dos Estados Unidos”, informou.

Para Carlos Valter Martins, presidente no Sistema Fiep, eventos de fomento ao comércio exterior e à internacionalização de empresas devem ser sempre incentivados. “Essa relação com o WTC, com representantes de embaixadas e agências de fomento produzem um ambiente muito próspero de negócios para a indústria do nosso estado.” Para ele, a ação de um agente complementa a do outro. “Por exemplo: sabemos que vinhos importados são excelentes, mas temos vinhos brasileiros e paranaenses de primeira qualidade. Sempre damos essa preferência em nossos eventos na Fiep. São ações que ajudam a incentivar e dar visibilidade à nossa indústria, em especial quando temos convidados estrangeiros.”

Augusto Pestana, presidente da ApexBrasil, destacou oportunidades do país

Android 14 suportará conectividade via satélite

A equipe do Android revelou que está trabalhando para incluir conectividade via satélite na próxima versão do Android, que será chamada de Android 14.

A versão do sistema operacional deve chegar em meados do final de 2023. O novo recurso trará “a experiência do usuário de um telefone que pode se conectar a satélites”, o que será diferente das conexões LTE e 5G.

Espere que velocidades, conectividade e até mesmo tempos de interação variem, “com 2 a 4 megabits de largura de banda por área de célula”.

Em “palavras” de Elon Musk, a conexão via satélite pode suportar “de uma a duas mil chamadas de voz simultâneas ou centenas de milhares de mensagens de texto, dependendo da duração das mensagens de texto”.

Hiroshi Lockheimer, Vice-Presidente Sênior de Plataformas e Ecossistemas do Google, comentou a nova empreitada da equipe:

“Curioso pensar em experiências de usuário para telefones que podem se conectar a satélites. Quando lançamos o G1 em 2008, era difícil fazer 3G + Wifi funcionar. Agora estamos projetando para satélites. Legal! Animado para apoiar nossos parceiros na ativação de tudo isso na próxima versão do Android!”.

A equipe do Android revelou que está trabalhando para incluir conectividade via satélite na próxima versão do Android, que será chamada de Android 14. A versão do sistema operacional deve chegar em meados do final de 2023. O novo recurso trará “a experiência do usuário …

Google Translate falso era utilizado para ataque com malware de mineração de criptomoedas

A empresa de segurança Check Point Research (CPR) encontrou atividade de malware de mineração de criptomoedas em uma ferramenta que imitava o Google Tradutor e outros aplicativos gratuitos para infectar PCs.

A campanha de malware, criada por uma entidade de língua turca chamada Nitrokod, foi baixada desde 2019 em 11 países (vítimas no Reino Unido, EUA, Sri Lanka, Grécia, Israel, Alemanha, Turquia, Chipre, Austrália, Mongólia e Polônia) 111.000 vezes.

Os invasores atrasariam o processo de infecção por semanas para evitar a detecção. A CPR alertou que os cibercriminosos poderiam facilmente optar por transformar malware, por exemplo, de mineradores de criptomoedas em ransomware ou cavalos de Troia bancários.

O malware também pode ser facilmente encontrado pelo Google quando os usuários pesquisavam por “baixar o Google Translate Desktop”.

A empresa de segurança Check Point Research (CPR) encontrou atividade de malware de mineração de criptomoedas em uma ferramenta que imitava o Google Tradutor e outros aplicativos gratuitos para infectar PCs. A campanha de malware, criada por uma entidade de língua turca chamada Nitrokod, foi …

Toshiba vai trazer TVs OLED com Google TV para o Brasil

A Toshiba, anunciou que, a partir de dezembro, passará a ofertar o lançamento de sua primeira tela (65 ‘’) e tecnologia OLED para o mercado nacional.

O modelo X9900, oferece resolução 4k, FreeSync, IMAX ENHANCE, Dolby Vision IQ, Bluetooth e comando de voz Google Assistant.

Além disso, segundo a fabricante, será a única OLED no Brasil a oferecer a plataforma Google TV. Outro diferencial é a qualidade de som, pois a novidade será equipada com dez alto-falantes e 92 Wrms de potência.

As TVs OLED não exigem iluminação interna (backlight) para gerar as imagens. Isso acontece porque cada pixel orgânico consegue emitir a própria luz, permitindo níveis inigualáveis de contraste com a reprodução de pretos profundos, mantendo a fidelidade de tons nas imagens escuras.

O modelo terá apenas 49 mm de espessura, preço sugerido a partir de R$ 11.999,00, e poderá ser adquirido no site da Multi e nos principais varejistas do Brasil.

A Toshiba, anunciou que, a partir de dezembro, passará a ofertar o lançamento de sua primeira tela (65 ‘’) e tecnologia OLED para o mercado nacional. O modelo X9900, oferece resolução 4k, FreeSync, IMAX ENHANCE, Dolby Vision IQ, Bluetooth e comando de voz Google Assistant. Além disso, …

Investimentos chineses voltam a crescer no país após pandemia

As companhias chinesas implementaram 28 grandes projetos empresariais no ano passado

O setor de eletricidade atraiu 13 dos 28 projetos instalados no país ao longo de 2021

Em 2021, as empresas chinesas investiram US$ 5,9 bilhões no Brasil. Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China, a cifra é a maior registrada desde 2017 e 208% superior à registrada em 2020, quando os negócios globais e as aplicações chinesas em particular foram afetadas pelas consequências da pandemia da Covid-19. O documento do Conselho Empresarial Brasil-China indica que, mesmo em um contexto de instabilidade global, as companhias chinesas implementaram 28 grandes projetos empresariais em território brasileiro, retomando o ritmo de crescimento iniciado em 2016 e interrompido em 2019.

De acordo com o coordenador do estudo, o diretor de conteúdo e pesquisa do conselho, Tulio Carrielo, com a retomada do interesse dos empreendedores chineses, empresas que já atuavam no Brasil expandiram sua presença e novos atores aportaram no país. Exemplo deste segundo caso é a fabricante de veículos Great Wall, que comprou a fábrica da Mercedez-Benz em Iracemápolis no início do segundo semestre de 2021 e oficializou sua apresentação em janeiro deste ano.

“A estratégia de internacionalização da empresa, inclusive para a América do Norte, passa pelo Brasil, primeiro país a produzir [os veículos da Great Wall] nas Américas. Somos a porta de entrada para todo o continente, já que a empresa pretende aprender aqui a como fazer negócios com os demais países continentais”, afirmou o diretor de relações governamentais da empresa, Pedro Betancourt, assegurando que o plano de negócios da companhia prevê uma relação de longo prazo.

Segundo Carrielo, mesmo que positivos quando analisados em perspectiva, os investimentos chineses, em 2021, voltaram aos patamares registrados no período imediatamente anterior à pandemia. Em 2018, por exemplo, houve 31 grandes projetos chineses efetivados no país. Em 2017, 28. Além disso, com a gradual retomada da atividade econômica após parte dos países vacinarem parte significativa de suas populações, não só os investimentos chineses, mas os aportes externos em geral aumentaram no Brasil. O estudo revela que o incremento das aplicações chinesas no Brasil foi “superior” à expansão dos investimentos chineses em outros países.

“A tendência é que não haja novos grandes picos de investimentos futuros, que haja uma estabilidade por ao menos algum tempo, pois me parece que [os investidores chineses] agora estão priorizando a qualidade dos projetos, em detrimento da quantidade”, afirmou Carrielo, ao citar o Brasil como “centro de gravidade” dos investimentos chineses na América do Sul.

Ainda segundo o estudo do Conselho Empresarial Brasil-China, o setor de eletricidade atraiu 13 dos 28 projetos instalados no país ao longo de 2021, ou seja, 46% do total. Outro destaque foi o setor de TI, com 10 projetos – quase o mesmo número (12) de empreendimentos setoriais implementados entre 2007 e 2020. Em termos de valor, a área de petróleo absorveu 85% dos US$ 5,9 bilhões que as companhias chinesas alocaram no Brasil em 2021, superando o anterior domínio do setor elétrico.

“Estamos colhendo os frutos de uma relação de muitos anos”, disse a economista Tatiana Rosito, que é membro do conselho. Para ela, apesar das incertezas e instabilidades, as empresas chinesas estão fazendo apostas de longo prazo no Brasil. A opinião é confirmada por José Renato Domingues, vice-presidente corporativo da energética CTG Brasil, no país desde 2013. “Nestes nove anos, fazemos aquisições de ativos e de empresas para operar usinas e parques eólicos. Os principais atrativos que a empresa vê é a oportunidade de crescimento. E um dos aspectos que observamos é o respeito aos contratos e à propriedade intelectual”, comentou Domingues. Segundo, desde o início, quando assumiu o desafio de construir e operar em seu país de origem, a maior usina hidrelétrica do mundo, das Três Gargantas, a CTG tem olhado para o Brasil. “Até hoje, sempre que recebemos nossos colegas chineses, os levamos a visitar a Usina Hidrelétrica de Itaipu, que inspirou o projeto das Três Gargantas e segue inspirando os chineses.”

Com Agência Brasil

As companhias chinesas implementaram 28 grandes projetos empresariais no ano passado