Archives 2022

Pagamentos com cartões movimentam R$ 827 bi no terceiro trimestre

Brasileiros fazem, em média, 110 milhões de pagamentos por dia

Um dos pontos que levam ao aumento no uso do cartão de crédito é que muitos consumidores estão em processo de bancarização, tendo acesso à crédito

As compras realizadas com cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 20% no terceiro trimestre, somando R$ 827 bilhões no período, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Segundo as estatísticas da entidade, desde o início do ano até setembro os brasileiros realizaram R$ 2,42 trilhões em pagamentos, o que representa um crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2021.

Na comparação entre as modalidades, o destaque foi o uso do cartão de crédito, que avançou 25,6%, registrando R$ 527,6 bilhões em pagamentos no terceiro trimestre. O segundo maior volume no período foi o do cartão de débito, que movimentou R$ 240,5 bilhões e cresceu 1,2%. Já o cartão pré-pago somou R$ 59 bilhões, com crescimento de 84,7%. “Um dos pontos que levam ao aumento no uso do cartão de crédito é que muitos consumidores estão em processo de bancarização, tendo acesso à crédito, com vantagens como o parcelado sem juros e os benefícios, como cash back, seguros, programas de fidelidade, o que faz com que as pessoas acabem priorizando o cartão de crédito”, explicou o presidente da Abecs, Rogério Panca. A projeção da Abecs para este ano é de movimentação de R$ 3,2 trilhões. “As datas comerciais do quarto trimestre como o Dia das Crianças, Black Friday e o Natal ajudam a movimentar os volumes transacionados com cartões”, disse o executivo.

Em quantidade de transações, os brasileiros registraram uma média de 110 milhões de pagamentos com cartões por dia durante o terceiro trimestre. Ao todo, foram 10 bilhões de transações, o que representou um crescimento de 21% em comparação com o mesmo período do ano passado. O cartão de crédito foi a modalidade mais usada, com 4,6 bilhões, alta de 19,5%, seguido pelo cartão de débito, com 3,8 bilhões, alta de 7,4%, e pelo cartão pré-pago, com 1,5 bilhão, com alta de 91,8%. No acumulado de janeiro a setembro, foram 28,6 bilhões de pagamentos com cartões de crédito, débito e pré-pagos, o que representa um crescimento de 31,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Pagamento por aproximação
O pagamento por aproximação, com uso da tecnologia NFC (Near Field Communication), é hoje a inovação que mais cresce entre os meios de pagamento, com alta 162% no terceiro trimestre, movimentando R$ 150,6 bilhões, informou a entidade. No período, foram mais de 3 bilhões de pagamentos por aproximação. Em setembro, quase 40% de todas as compras presenciais com cartões foram feitas por aproximação. O mais usado nessa função foi o cartão de crédito, com R$ 83,5 bilhões (160,5%), seguido pelo cartão de débito, com R$ 40,2 bilhões (138,2%), e pelo cartão pré-pago, com R$ 26,8 bilhões (214%). Outro destaque foi o crescimento do uso dos cartões na internet, em aplicativos e outros tipos de compras não presenciais, que manteve o ritmo no terceiro trimestre. Esse tipo de transação movimentou R$ 175,8 bilhões no período, alta de 20%, segundo a Abecs, reflexo da mudança dos hábitos de consumo dos brasileiros.

Com Agência Brasil

Brasileiros fazem, em média, 110 milhões de pagamentos por dia

Tupy tem lucro líquido de R$ 192 milhões no terceiro trimestre

Companhia catarinense alcança maior lucro da história

O desempenho positivo é decorrente do progresso em eficiência operacional e captura de sinergias em todas as plantas da empresa catarinense

A Tupy registrou lucro líquido de R$ 192 milhões e receitas de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre de 2022. Os valores correspondem aos maiores resultados da história da companhia. O desempenho positivo é decorrente do progresso em eficiência operacional e captura de sinergias em todas as plantas da empresa catarinense. O ciclo de conversão de caixa também foi significativamente reduzido em relação ao trimestre anterior: decréscimo de 18 dias, contribuindo para a geração de caixa no valor de R$ 230 milhões.

Em Fato Relevante divulgado no último dia 26 de outubro, a Tupy anunciou que a superintendência geral do Cade aprovou sem restrições a compra de 100% dos ativos e negócios da MWM, cuja compra foi anunciada em abril deste ano. A decisão ainda passa por revisão do tribunal da instituição, mas a expectativa é de que a conclusão da transação ocorra até o final de 2022.

A transação dará à Tupy um posicionamento singular na indústria. A empresa passará a oferecer soluções completas de fundição, usinagem, montagem, validação técnica e atividades de engenharia associadas. Além disso, se aproximará de oportunidades geradas pela economia de baixo carbono em setores como o do mercado de grupos geradores, transporte de baixo carbono e geração de energia no campo.

“Todas as ações que temos conduzido nos levam à construção de uma nova Tupy. Uma companhia maior, mais competitiva, diversificada e ainda mais eficiente, com um posicionamento único no mercado e que dedica seu conhecimento ao atendimento das necessidades dos clientes e aos desafios da sociedade rumo ao desenvolvimento sustentável”, enfatiza Fernando de Rizzo, CEO da Tupy, em nota.

Companhia catarinense alcança maior lucro da história

LumaFusion agora no Android e Chrome OS

Após passar algumas temporadas como app exclusivo em iPhones, iPads e Macs, o aplicativo de edição de vídeo LumaFusion agora está disponível no Android e Chrome OS.

O premiado editor de vídeo, eleito o o melhor aplicativo para iPad de 2021, já está disponível em versão beta antecipada para Android e Chrome OS por um custo de R$ 104,99 (valor promocional).

“Os clientes que optarem por comprar durante o beta aberto receberão a versão final sem custo adicional quando estiver disponível. Continuamos a fazer melhorias na versão beta aberta para oferecer a experiência completa de edição de vídeo LumaFusion no Android e no ChromeOS”, dizem os desenvolvedores.

Além das ferramentas básicas de edição, LumaFusion inclui a capacidade de editar diretamente de unidades USB-C , editar áudio usando Graphic EQ, adicionar efeitos, criar títulos multicamadas e muito mais.

“O LumaFusion está equipado com todos os recursos profissionais que você precisa para concluir seu projeto e compartilhar sua história, desde várias proporções e taxas de quadros, até rastrear camadas, recortes, mixagem de áudio, títulos personalizados e efeitos multicamadas com keyframing”.

“Descubra por que todos, desde cineastas e seus YouTubers favoritos, até influenciadores, jornalistas, educadores, empresas e entusiastas de vídeo fizeram da LumaFusion a escolha número 1 para contar histórias criativas”.

Caso você não queira pagar mais de R$ 100,00 em uma ferramenta de edição de vídeos, o CapCut continua sendo a alternativa gratuita mais indicada para Android e Chrome OS.

Após passar algumas temporadas como app exclusivo em iPhones, iPads e Macs, o aplicativo de edição de vídeo…

Setor calçadista desacelera e deve crescer 1,6% ano que vem

A dinâmica de crescimento do setor tem arrefecido nos últimos meses de 2022

Entre janeiro e setembro deste ano, a produção de calçados alcançou 621 milhões de pares, 4,7% a mais do que no mesmo período do ano passado

A inflação mundial, a escalada dos juros norte-americanos e o endividamento crescente das famílias brasileiras devem ter impacto no crescimento do setor calçadista no próximo ano. Em 2022, o crescimento deve ser na faixa de 3,9% na produção, enquanto em 2023 o incremento deve ser mais tímido, na faixa de 1,6%. Esses e outros dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) por meio da coordenadora de inteligência de mercado da entidade, Priscila Linck, e do doutor em economia e consultor setorial Marcos Lélis.

Lélis destacou que a inflação mundial, impulsionada pelos problemas logísticos pós-Covid 19 e agora pelo conflito no Leste Europeu, somada ao desaquecimento de grandes economias mundiais, caso dos Estados Unidos e da Zona do Euro, devem ser determinantes para a menor dinâmica de crescimento para o setor calçadista em 2023. “Na tentativa do controle inflacionário, também assistimos os Estados Unidos aumentarem os juros, o que tem impacto no câmbio”, comentou. Segundo ele, no cenário de desaquecimento da economia mundial, as previsões de crescimento para o PIB do mundo do ano que vem estão sendo revistas para baixo. “Em 2023, o mundo deve crescer apenas 2,7%, pior resultado nos últimos três anos”, destacou.

Ele ressaltou, ainda, que a economia brasileira acompanha a dinâmica mundial e que vem em desaceleração já nos últimos meses de 2022. “No Brasil, se somam aos problemas macroeconômicos, o endividamento das famílias, que está em 80%, número recorde. Isso tem impacto direto no consumo, já que as pessoas optam por consumir o básico para subsistência”, avaliou, ressaltando que hoje a cesta básica consome 59% do valor do salário mínimo, bem acima do patamar histórico. “Em 2018, o salário mínimo consumia 47% do salário”, recordou. Na tentativa de conter a inflação brasileira, a alta dos juros também é uma realidade com impacto importante nos investimentos. Atualmente com uma inflação acumulada de 6,4% nos últimos 12 meses, o Banco Central vem aumentando a Selic. “O Brasil tem a maior taxa de juros entre os países do G20, com exceção da Argentina. Para 2022, devemos fechar com uma taxa de 13,75%, ao passo que em 2023 não devemos notar grande redução, encerrando na casa de 11,25%”, projetou. Com isso, segundo o consultor, o PIB brasileiro deve crescer 2,76% no ano corrente e apenas 0,68% em 2023.

Priscila Linck apontou a perspectiva para o setor calçadista. “Aqui, somam-se aos problemas econômicos já listados, a queda da importação dos Estados Unidos, a crise argentina e a retomada das exportações chinesas, que têm impacto nos nossos principais mercados para calçados”, listou. Segundo ela, entre janeiro e setembro deste ano, a produção de calçados alcançou 621 milhões de pares, 4,7% a mais do que no mesmo período do ano passado. A dinâmica de crescimento, no entanto, tem arrefecido nos últimos meses do ano. Para 2022, a economista projeta um crescimento de 3,9% na produção de calçados, fechando o ano com 851 milhões de pares produzidos. Já para 2023, a previsão é de um crescimento mais tímido, de 1,6%. “Manteremos uma tendência de crescimento acima dos outros setores econômicos. O PIB brasileiro de 2023 deve crescer 0,7%, então temos o dobro de crescimento”, projetou Priscila. O reflexo do avanço do setor em 2022 se deu diretamente no aumento do nível de emprego. Entre janeiro e setembro, a atividade gerou 44 mil novos postos de trabalho, encerrando o período com mais de 310 mil pessoas empregadas diretamente, o melhor registro em sete anos.

A dinâmica de crescimento do setor tem arrefecido nos últimos meses de 2022

IPCA tem alta de 0,59% em outubro após três meses de deflação

Com o resultado, a inflação acumulada no ano chega a 4,7%

Setor de alimentos foi o grupo que mais contribuiu para a inflação de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,59% em outubro, interrompendo uma sequência de três meses seguidos de deflação. Com o resultado, a inflação acumulada no ano chega a 4,7%. Já nos últimos 12 meses, ficou em 6,47%. Em outubro de 2021, a taxa havia sido de 1,25%. A pesquisa foi divulgada pelo IBGE.

O grupo de vestuário teve a alta mais intensa, 1,22%, mas a maior influência no índice geral veio de alimentação e bebidas, com crescimento de 0,72% e impacto de 0,16 ponto percentual no índice geral. Na sequência das maiores influências estão os grupos de saúde e transportes. “Há um claro contraste, porque alimentação e transportes, os dois grupos de maior peso, tiveram variação negativa em setembro e altas em outubro”, comenta o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta no mês. Apenas Comunicação teve queda, de 0,48%.

A alta nos alimentos foi puxada pela alimentação no domicílio (0,8%), com batata-inglesa (23,3%) e tomate (17,6%) contribuindo, juntas, com 0,07 ponto percentual do resultado total do mês. O grupo também registrou aumentos na cebola (9,3%) e nas frutas (3,5%). Entre as quedas, destaque para o leite longa vida (-6,3%), que já havia recuado 13,7% em setembro, e o óleo de soja (-2,8%), que marcou a quinta queda consecutiva. Já em transportes, cujo índice passou de queda de 1,9% em setembro para alta de 0,5% em outubro, Kislanov aponta dois fatores preponderantes. “Além do aumento da passagem aérea, de 27,3%, também foi importante o recuo no preço dos combustíveis, de 1,2%, menos intenso do que no mês anterior, quando a queda foi de 8,5%”, ressalta. A gasolina (-1,5%), o óleo diesel (-2,1%) e o gás veicular (-1,2%) seguem trajetória de queda, mas o etanol registrou alta de 1,3%.

No grupo de vestuário, a influência em outubro foi da alta nos preços das roupas masculinas (1,7%) e das roupas femininas (1,1%). “Esse aumento tem acontecido desde a retomada do isolamento”, lembra Kislanov, ressaltando que, nos últimos 12 meses, a variação acumulada do setor foi de 18,4%, a maior entre os nove grupos que compõem o IPCA. Na análise por região, todas as áreas tiveram alta em outubro, com Recife (0,9%) marcando a maior variação por conta das altas da energia elétrica (9,6%) e das passagens aéreas (47,3%). Por outro lado, o menor índice foi registrado em Curitiba (0,2%), influenciado pelos recuos nos preços da energia elétrica (-9,8%) e da gasolina (-2,4%).

Sobre o IPCA
O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Com o resultado, a inflação acumulada no ano chega a 4,7%

Pesquisa da CNT aponta contínua deterioração das rodovias brasileiras

Investimentos no setor chegaram a apenas 0,07% do PIB em 2021

O baixo investimento nas rodovias vem causando gargalos estruturais que encarecem os custos produtivos, afetam a qualidade de vida das pessoas e geram impactos ambientais

O estado de conservação das rodovias brasileiras segue piorando ano após ano, conforme aponta a 25ª edição da pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Este ano, dos 110,3 mil quilômetros de rodovias públicas e concedidas à gestão privada avaliados, apenas 34% foram classificados como ótimo ou bom, quando levados em conta aspectos como o pavimento; a sinalização; a geometria de via e a existência de pontos críticos. Em contrapartida, 66% da extensão pesquisada foram considerados como regular (40,7%), ruim (18,8%) ou péssima (6,5%). Segundo o diretor executivo da CNT, Bruno Batista, o percentual de trechos considerados bons ou ótimos (34%) equivale à situação registrada em 2009, ou seja, há 13 anos. “Esse é um dado bastante preocupante. A situação ideal seria o nível de qualidade ir subindo gradativamente e, a longo prazo, termos rodovias com maiores extensões classificadas como ótimas ou boas”, disse o diretor da entidade, afirmando que a piora do estado geral das rodovias “não é um problema de um só governo, mas de Estado”.

A situação verificada nos pouco mais de 87 mil quilômetros de rodovias públicas percorridas entre os dias 27 de junho e 26 de julho foi ainda pior, já que 75,3% dessa extensão foi classificada como regular, ruim ou péssima. De acordo com Batista, o baixo investimento público explica que, na média, as rodovias sob responsabilidade dos governos federais ou estaduais tenham sido tão mal avaliadas. Entre 2016 e 2021, enquanto o poder público federal investiu R$ 163,07 mil por quilômetro, a iniciativa privada investiu R$ 404,44 mil/km. “Essa é a principal explicação para as rodovias concedidas à iniciativa privada terem um melhor nível de qualidade se comparadas às rodovias públicas. Investimentos. É essa a diferença que precisa ser trabalhada por meio de uma política pública de longo prazo”, destacou o diretor, frisando que, desde 2011, quando o país investiu 0,26% do Produto Interno Bruto (PIB) na construção, manutenção e adequação de rodovias, os recursos para o setor vêm minguando, chegando a 0,07% do PIB em 2021.

O baixo investimento nas rodovias vem causando gargalos estruturais que encarecem os custos produtivos, afetam a qualidade de vida das pessoas e geram impactos ambientais. Do 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, só 213,5 mil (12,4%) são pavimentadas. Desses, 65,6 mil quilômetros são rodovias federais, sendo que apenas 7 mil quilômetros são duplicadas. “As rodovias de pior qualidade aumentam em 33% os custos operacionais, gerando impactos econômicos negativos para toda a sociedade”, disse Batista, acrescentando que as condições da malha rodoviária geraram um consumo desnecessário de mais de 1,7 bilhão de litros de óleo diesel, emitindo toneladas de gás carbônico na atmosfera e impondo um gasto adicional de R$ 4,89 bilhões aos motoristas e empresas.

“Além disso, só em 2022 foram registrados 64.515 acidentes nas rodovias federais, o que custou ao país R$ 12,7 bilhões em custos previdenciários, atendimento à saúde. No mesmo ano, o governo federal investiu apenas metade disso nas rodovias federais, cerca de R$ 6 bilhões”, disse Batista, acrescentando que, enquanto a extensão das rodovias pavimentadas cresceu a uma taxa média anual de 5,3%, ou 330 quilômetros ao ano, entre 2011 e 2021, a frota de veículos aumentou em cerca de 58% no mesmo período. Das dez rodovias melhores avaliadas, sete estão localizadas na Região Sudeste, sendo que nove delas são geridas por empresas privadas concessionárias do serviço. A única pública a integrar esse grupo, na décima posição, é a BR-101, federal, no trecho entre Mataraca e Caaporã, na Paraíba.

As dez piores rodovias são públicas, administradas por governos estaduais. “Isso demonstra que os estados têm grandes dificuldades para fazer a alocação de recursos orçamentários a fim de manter suas rodovias. O que gera desequilíbrios, pois a malha rodoviária tem que ser analisada em termos de rede, de conexão. Não basta um trecho rodoviário em boas condições, e outro, complementar, em condições muito ruins”, disse Batista.

Com Agência Brasil

Investimentos no setor chegaram a apenas 0,07% do PIB em 2021

Consumo nos lares acumula alta de 2,8% até setembro

Produtos da cesta básica tiveram queda de 2,2% em outubro

Tendência é o consumo mais consistente nos próximos meses

O consumo nos lares brasileiros acumula alta de 2,8% de janeiro a setembro deste ano, segundo o indicador da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em setembro, o consumo foi influenciado pela queda nos preços dos alimentos e o indicador fechou o mês em alta de 0,3% ante a agosto. Na comparação com mesmo período de 2021, a alta é de 11,1%. Todos os valores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o vice-presidente Institucional da Abras, Marcio Milan, tendência é o consumo mais consistente nos próximos meses, “puxado principalmente pelo aumento do consumo de proteínas e de outros itens que voltaram a fazer parte da cesta de abastecimento dos consumidores diante da deflação registrada nos últimos três meses”, afirmou. Segundo a entidade, os primeiros nove meses do ano foram marcados por antecipação de recursos, como o 13º salário de aposentados e pensionistas e a liberação para saque extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); fortalecimento de programas sociais para manter o consumo diante da elevada inflação e a retomada do emprego formal. A expectativa da Abras é que datas importantes do calendário do comércio incentivem ainda mais o consumo, como a primeira edição do Dia dos Supermercados, marcado para 12 de novembro, a Copa do Mundo, a Black Friday e as festas de fim de ano.

Com Agência Brasil

Produtos da cesta básica tiveram queda de 2,2% em outubro

Copa do Mundo impulsiona vendas e Black Friday deve bater recorde

Faturamento previsto é de R$ 4,2 bilhões, 1,1% maior que na mesma data do ano passado

A combinação de promoções da Black Friday e da Copa do Mundo é um dos fatores que indicam tendência de elevação das vendas no varejo até o fim deste ano

De acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Black Friday de 2022 deverá movimentar R$ 4,2 bilhões e registrar a maior movimentação financeira desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional, em 2010. A expectativa é que o faturamento seja 1,1% maior que no ano passado, descontada a inflação.

A combinação de promoções da Black Friday e da Copa do Mundo (ambas estão programadas para o mesmo período deste mês de novembro) é um dos fatores que indicam tendência de elevação das vendas no varejo até o fim deste ano. Conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve avanço de 1,1%, no mês de setembro, em relação a agosto. Nesse sentido, a CNC subiu para 1,3% a expectativa de crescimento do varejo em 2022. “Esse é um momento muito importante para o comércio de bens e serviços e, com o incremento das promoções de itens voltados à Copa do Mundo de Futebol, o segmento deve encerrar bem o ano”, aponta o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Oito dos dez segmentos pesquisados pelo IBGE tiveram crescimento das vendas em setembro, com destaque para os combustíveis e lubrificantes, de 1,3%, e hiper e supermercados, de 1,2%. Por outro lado, as lojas de artigos de uso pessoal e doméstico apresentaram queda de 1% e as de móveis e eletrodomésticos tiveram redução de 0,1%.

Black Friday da Copa
A Black Friday é marcada, tradicionalmente, para a última sexta-feira do mês de novembro, mas os descontos já são oferecidos nos dias antecedentes, que, este ano, coincidirão, justamente, com a primeira semana da Copa do Mundo do Catar. A estimativa da CNC é que as vendas relacionadas ao Mundial de Futebol impactem em R$ 1,4 bilhão o faturamento do comércio varejista brasileiro, movimentando especialmente os ramos de móveis e eletrodomésticos e de artigos pessoais e eletroeletrônicos. Esses dois segmentos devem ser responsáveis por 48% da movimentação prevista na Black Friday (R$ 1 bilhão e R$ 920 milhões, respectivamente). A tendência é que o ramo de hiper e supermercados alcance R$ 910 milhões e o de vestuário, calçados e acessórios gire em torno de R$ 700 milhões.

Alta dos juros deve frear vendas
“Apesar da tendência de desaceleração da inflação, o processo de encarecimento do crédito deverá impedir um avanço mais significativo nas vendas, em uma data caracterizada pela predominância do consumo de bens duráveis, que são, tradicionalmente, mais dependentes das condições de crédito”, analisa o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes.De acordo com o Banco Central, a taxa média de juros das operações com recursos livres envolvendo pessoas físicas se encontra, atualmente, no maior patamar dos últimos quatro anos. “A facilidade de comparação de preços on-line em uma data comemorativa caracterizada pelo forte apelo às promoções evidencia a tendência de aumento expressivo deste evento do calendário do varejo quando comparado às demais datas, especialmente, nos espaços virtuais”, pontua Bentes. A Black Friday já é considerada a quinta data mais importante do varejo, atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.

Percentual de descontos efetivos será maior que em 2021
Para avaliar o potencial de descontos efetivos durante a data, a CNC coletou diariamente os preços de 180 dos itens mais buscados na internet, agrupando-os em 36 linhas de produtos ao longo dos últimos 40 dias. Nesse período, 39% revelaram tendência de redução – percentual que contrasta com os 26% observados às vésperas da Black Friday de 2021. Em novembro do ano passado, a inflação anualizada medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) era de 10,7% – a maior desde o início de 2016 e significativamente acima do patamar esperado para novembro de 2022, que era de 6%.

“Desse modo, a desaceleração dos preços tende a elevar o potencial de descontos na Black Friday deste ano, favorecendo, com maior intensidade, a prática de descontos efetivos em relação ao ano passado”, indica Bentes. Pela ordem, os produtos com as maiores chances de descontos efetivos e respectivas variações de preços nos últimos 40 dias são: sapatos masculinos (queda observada de 17%); lavadora de roupas (redução de 13%); smartwatches (diminuição de 10%); fones de ouvido (queda de 8%); e purificadores de água (redução de 7%).

Faturamento previsto é de R$ 4,2 bilhões, 1,1% maior que na mesma data do ano passado

Anatel cria código 0304 para identificar ligações de cobrança

Medida segue os moldes do 0303, utilizado para o caso de telemarketing

Para começar a vigorar, é necessária a publicação de ato da Anatel, o que deve ser feito nos próximos dias

A exemplo do que já faz para diminuir a quantidade de ligações indevidas de telemarketing, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adotará também um “código não geográfico” para a identificação de ligações de cobrança. A decisão foi tomada pelo Conselho Diretor da agência durante a reunião na tarde de quinta-feira (3), quando foi aprovada a “designação do Código Não Geográfico 0304 para atividades de cobrança, nos moldes do que já foi feito para o código 0303”. Entre as justificativas apresentadas pelo conselheiro Emmanoel Campelo, está a de que a atividade de cobrança é “ofensora em igual ou maior peso que a atividade de telemarketing em termos de volume de chamadas curtas no Brasil”.

Para começar a vigorar, é necessária a publicação de ato da Anatel, o que deve ser feito nos próximos dias. Em nota, a agência lembra que, conforme previsto pela Lei Geral de Telecomunicações, cabe à União, por intermédio do órgão regulador, disciplinar e fiscalizar o funcionamento das redes de telecomunicações. Segundo o conselheiro Moisés Moreira, “o que se busca é a adoção de condutas responsáveis por parte dessas empresas sem sobrecarregar as redes”. O conselheiro Arthur Coimbra complementou dizendo ser lamentável que o uso indiscriminado da rede de telecomunicações cause tanto transtornou aos usuários.

Com Agência Brasil

Medida segue os moldes do 0303, utilizado para o caso de telemarketing

VPN do Google One agora funciona no Mac e Windows

O Google anunciou hoje que a VPN do Google One agora está disponível como programa para os sistemas Mac e Windows.

Assim como os dispositivos móveis, as VPN criptografa e oculta o tráfego da internet para proteger contra hackers em redes inseguras, como Wi-Fi público.

Diferente de outras VPNs, você não pode usá-la para acessar conteúdo com proteção geográfica, mas tem como função principal evitar a exposição do endereço IP e impedir o rastreamento online.

“Com a VPN do Google One, a atividade on-line dos usuários não é identificada nem registrada pela rede. Acreditamos que uma VPN precisa ser transparente e robusta. Por isso, nosso cliente tem código aberto, e solicitamos uma auditoria terceirizada da solução para verificação externa”, diz a empresa.

A VPN exige uma assinatura do plano de 2 TB (ou mais) do Google One. No Brasil, o custo mensal do plano de 2 TB é R$ 34,99 ou R$ 349,99 / ano.

Além do Mac e Windows, a camada extra de proteção já poderia ser ativada no Android e iOS.

O Google anunciou hoje que a VPN do Google One agora está disponível como programa para os sistemas…

Empresas desenvolvem ações para a Indústria 4.0 no Ágora Tech Park

Schulz e Krona investem em laboratórios de inovação para atender demandas do mercado

HUB 4.0 é o novo canal de integração criado em conjunto entre players do setor em Joinville para ampliar as ações do ecossistema local

Mapear novos projetos, oportunidades e caminhos dentro das indústrias da região, centros de inovação, associações e universidades são os principais objetivos do HUB 4.0, novo canal de integração criado em conjunto entre players do setor em Joinville para ampliar as ações do ecossistema local em Indústria 4.0. Os encontros ocorrem no parque tecnológico Ágora Tech Park, um “catalisador” da iniciativa, já que grandes empresas do polo industrial e metalmecânico do país instalaram labs de inovação no local.

Uma delas é a Schulz, que inaugurou em abril do ano passado o Schulz Lab, espaço de inovação da empresa focada na realização de testes de performance, pesquisa e análise de dados de compressores e do setor automotivo, visando a melhoria dos produtos. Além dos testes de novos produtos, o novo espaço pretende contribuir com o desenvolvimento da comunidade acadêmica. A partir de programas de extensão, os estudantes das universidades poderão colocar em prática os conhecimentos e aplicação de novas tecnologias na área de engenharia. “Joinville vem criando movimentos que fomentam a inovação e estimulam o desenvolvimento sustentável da região, consolidando assim um ecossistema muito articulado e inspirador para outras regiões do país. E a indústria torna-se um dos principais atores deste movimento, onde buscamos entender os conceitos mais principalmente aplicar as melhores práticas 4.0”, explica Alexsandro Foyth, especialista de inovação da Schulz.

Um dos exemplos dessa integração é a implantação de dispositivos de IoT e integrar sistemas, tornando a melhoria dos processos já automatizados, mantendo a competitividade e criando vantagens para as empresas. “O primeiro passo é que o tema tenha espaço estratégico junto à alta direção. É a partir desse ponto que se desdobram as ações para diagnosticar a maturidade 4.0 da empresa, expõe as oportunidades de melhoria, prioriza os projetos, indica a aquisição de tecnologias e ferramentas de gestão, capacitação de equipes e operacionalização dos sistemas”, aponta Foyth.

Segundo o diretor da indústria, a Schulz, por ser referência global nos seus mercados de atuação, tem compartilhando suas melhores práticas para que outras empresas melhorem a competitividade da comunidade. “Contribuir para um Hub 4.0 permite que outras empresas tenham acesso a estas melhores práticas, networking, ferramentas e metodologias para serem aplicadas em seus negócios. Entendemos que este pode ser um importante canal de acesso ao conhecimento para as empresas que desejam embarcar nesta jornada de transformação digital”, avalia.

Iniciativa semelhante é a da Krona, uma das maiores fabricantes de tubos e conexões do Brasil, que inaugurou no Ágora em agosto o Krona Lab. Segundo o gerente de engenharia da companhia, Israel Furtado, a empresa, que tem três das suas quatro unidades em Joinville, tem como seus pilares a inovação, a Indústria 4.0 e a transformação digital. Em fevereiro de 2021, a empresa inaugurou sua quarta unidade industrial no país com um laboratório-fábrica no Perini Business Park para testar a aplicação das tecnologias da Indústria 4.0 em seus produtos. A estratégia faz parte da expansão da companhia para os próximos anos.

Com 80 funcionários e investimento inicial de R$ 15 milhões, a unidade produz acessórios de PVC e uma linha de produtos para água quente de CPVC que atenderá um mercado no qual a empresa está ingressando. Na Krona Ultraterm – como foi batizada a nova unidade – serão produzidas mensalmente 180 toneladas de acessórios, que serão agregadas às outras mais de 200 toneladas por mês já fabricadas pela empresa. “Temos nossas plantas produtivas conectadas, gerando dados que nos proporcionam a tomada de decisão com assertividade e rapidez. O Krona Lab nos possibilita abrir as fronteiras, dividir o conhecimento adquirido e agregar novos conhecimentos através da interação com outros entes como universidades, startups, corporates e instituições”, explica Furtado.

Com o Krona Lab a empresa também criou o iNOVAKrona, programa de inovação que será propulsor para acelerar a inovação e fortalecer a cultura de inovação na companhia. “Queremos fortalecer e expandir esses conceitos. O Krona Lab tem o objetivo de gerar conexão com o ecossistema de inovação, desenvolvimento de parcerias, prototipação de ideias e inovação aberta”, completa o gerente da Krona.

Outra empresa que se destaca no ecossistema 4.0 na região é o Grupo AllTech, com sede no Perini Business Park e que desenvolve soluções em usinagem e em injeção plástica. A empresa criou uma divisão especializada em robotização, em função da crescente demanda da indústria. “Recebemos pedidos de nossos clientes para automatizar processos usando robôs, reduzindo custos de produção, proporcionando aumento de produtividade e repetibilidade. Estas são as dores do mercado que estamos ajudando a resolver”, comenta Rafael Simeoni, Head de Indústria 4.0 do Grupo AllTech. A empresa já atua com soluções robotizadas há anos com parceiros, mas desde fevereiro de 2021 passou a internalizar o processo de consultoria e implantação de robôs na indústria. “Estamos ajudando os clientes desde o primeiro momento, entendendo as métricas dentro do processo para verificar nível de produtividade, desperdício e outras perdas para entender como a robotização pode melhorar os resultados”, comenta. A consultoria da AllMáquinas, braço do Grupo AllTech, envolve uma simulação com realidade aumentada e virtual antes mesmo de chegar a uma proposta técnica.

“Poucas indústrias estão de fato preparadas para o 4.0. Um dos desafios, por exemplo, é a implantação do 5G nas cidades, porque a própria implantação do conceito 4.0 passa por usar essa tecnologia nas comunicações. Então, enfrentamos uma série de desafios no aspecto de infraestrutura geral e tecnológica”, comenta Fabiano Dell’Agnolo, executivo do Join.valle, entidade de fomento ao ecossistema local. “O tema Indústria 4.0 tem total conexão e grande relevância para Joinville por causa da quantidade de empresas com perfil industrial. O que nós temos feito é apoiar todos os programas e projetos que visam desenvolver a Indústria 4.0, de maneira a trazer cada vez mais competitividade e eficiência para a nossa indústria já instalada. Esse é o caminho, e é um caminho sem volta”, resume.

Schulz e Krona investem em laboratórios de inovação para atender demandas do mercado

Vendas no comércio crescem 1,1% em setembro

É a primeira alta em cinco meses

Supermercados influenciaram crescimento nas vendas do varejo

O volume de vendas do comércio varejista no país cresceu 1,1% na passagem de agosto para setembro, primeiro crescimento em cinco meses. Na comparação com setembro de 2021, houve alta de 3,2%. No ano, o setor acumulou aumento de 0,8%, e, nos últimos 12 meses, queda de 0,7%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em setembro cresceu 1,5% frente a agosto e 1% contra setembro de 2021.

“Desde maio, o comércio não apresentava crescimento, ficando na estabilidade ou no campo negativo. Esse mês também registrou o ponto mais alto desde a passagem de fevereiro para março, quando foi de 1,4%. Esse ano, a série está exibindo uma volatilidade menor do que nos anos anteriores e estamos começando a ver um comportamento mais parecido ao que era antes da pandemia, sem muita amplitude na margem”, avalia Cristiano Santos, gerente da pesquisa. No resultado de setembro contra agosto, seis das oito atividades pesquisadas estavam no campo positivo: livros, jornais, revistas e papelaria (2,5%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,7%), combustíveis e lubrificantes (1,3%), hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,2%), tecidos, vestuário e calçados (0,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, e de perfumaria (0,6%). Duas atividades tiveram queda em volume: móveis e eletrodomésticos (-0,1%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1%).

No varejo ampliado, duas atividades tiveram estabilidade na comparação de setembro com agosto: veículo e motos, partes e peças e material de construção. “Duas atividades puxaram o aumento na margem: hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem o maior peso e faz o papel de ancoragem no resultado, e, em segundo lugar, combustíveis e lubrificantes. Elas também tiveram influência no varejo ampliado, uma vez que suas duas atividades complementares ficaram na estabilidade”, explica o gerente. Santos destaca ainda que a atividade de combustíveis e lubrificantes está sendo influenciada pela queda nos preços, que fez com que a atividade tivesse crescimento em volume. “Esse é um cenário que persiste nos últimos três meses, com queda na receita nominal de 4,4% em julho, 3,8% em agosto e 6,2% agora em setembro. Mas o crescimento em volume vem diminuindo, tinha sido de 12,6% em julho, 3,8% em agosto e agora de 1,3%.” Já Hiper e supermercados, que perdeu fôlego nos últimos meses, voltou a crescer após três meses sem registrar avanço. Em termos de patamar, o resultado de setembro situa-se 3,6% abaixo do nível recorde de outubro de 2020 e 2,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). Já o varejo ampliado se encontra 1,5% abaixo de fevereiro de 2020.

Pesquisa Mensal de Comércio
A Pesquisa Mensal de Comércio produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista. Iniciada em 1995, a pesquisa traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, com dados para o Brasil e as unidades da federação. 

É a primeira alta em cinco meses

Produção de veículos aumenta 15,1% em outubro

Bloqueio de rodovias impactou vendas no último dia do mês

A crise dos semicondutores continua sendo o maior desafio da indústria

A produção de veículos aumentou 15,1% em outubro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram fabricadas 206 mil unidades em 2022 ante 179 mil em 2021. Os números estão no balanço mensal da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em relação a setembro, houve queda de 0,8% na produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. No acumulado de janeiro a outubro, a alta é de 7,1%, somando mais de 1,9 milhão de unidades neste ano.

As vendas aumentaram 11,4% na comparação entre outubro e o mesmo mês de 2021. Foram emplacados 180,9 mil veículos em outubro e 162,3 mil em igual período do ano passado. No comparativo com o mês anterior, as vendas caíram 6,7%. Em setembro, foram negociadas 194 mil unidades. De acordo com a Anfavea, as vendas no último dia do mês foram impactadas pelos bloqueios nas estradas por manifestantes que protestaram contra o resultado do segundo turno da eleição presidencial.

Segundo o presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, normalmente, o último dia do mês concentra maior volume de vendas. Leite avalia que deixaram de ser vendidas de 6 mil a 9 mil unidades. “Entregamos 9 mil no último dia [de outubro] e, fazendo uma comparação com outros últimos dias de cada mês, eram sempre em torno de 14 mil, 15 mil unidades. Mais ou menos este também deve ser o impacto na produção”, calcula o presidente da Anfavea. Se o último dia útil fosse desconsiderado da conta, haveria crescimento de 2,3% na comparação das vendas entre setembro e outubro.

Produção de automóveis
Considerando apenas a produção de automóveis, foram fabricadas 164,7 mil unidades em outubro ante 135,2 mil em setembro de 2021, uma alta de 21,8%. Em setembro, foram produzidos 156,7 mil automóveis, o que representa acréscimo mensal de 5,1%. No acumulado do ano, o crescimento é de 9,1%, com a produção de mais de 1,5 milhão de veículos deste segmento. Leite acrescentou que a crise dos semicondutores continua sendo o maior desafio da indústria. “Tivemos uma reunião com diversos CEOs e eles sempre apontam a mesma situação, da necessidade de maior fornecimento, mas ela vem se mostrando um pouco menos crítica, menos caótica do que apresentava em alguns meses”, revelou.

As exportações cresceram 43,5% em outubro na comparação anual, com a venda de 42,8 mil veículos. Em relação a setembro também houve alta de 49,8%. No mês anterior, foram vendidas 28,5 mil unidades para o exterior. De janeiro a outubro, a alta é de 32,4% em relação ao mesmo período de 2021, com a exportação de 406,3 mil unidades. “O crescimento da exportação tem uma configuração um pouco diferente do que a gente está acostumado. Desse crescimento, 75% é relacionado a México e Chile, não mais à Argentina”, disse o presidente da Anfavea.

Tradicionalmente, a Argentina era responsável pelo grande volume das exportações do setor. Leite destaca que isso revela que o mercado argentino se mantém como uma oportunidade para a indústria brasileira. “Essas exportações não levam em consideração o mercado da Argentina com a potencialidade que ele tem”, afirmou. Para ele, isso se deve a medidas do governo argentino. “A restrição de câmbio, de vistos, de importações com ritmo mais lento de liberação… Falamos que o setor estava acompanhando [a situação] para ver o que iria acontecer e, de fato, a gente percebe, sim, uma menor participação do mercado argentino nas nossas exportações”, avalia.

Com Agência Brasil

Bloqueio de rodovias impactou vendas no último dia do mês

Marcopolo amplia produção e dobra receita trimestral

A normalização das vendas no mercado brasileiro de ônibus permitiu que a companhia atingisse recorde de faturamento entre julho e setembro

O destaque do trimestre foi o aumento da participação de mercado no segmento de rodoviários pesados no Brasil, que está associado às atividades de turismo e linhas de longa distância

Com a recuperação da indústria brasileira de ônibus, a Marcopolo registrou a fabricação de 4.079 unidades no terceiro trimestre deste ano, um crescimento de 84,6% em relação ao mesmo período de 2021. O destaque foi o aumento da participação de mercado no segmento de rodoviários pesados no Brasil, que está associado às atividades de turismo e linhas de longa distância. Esse mercado respondeu por 60% da produção da Marcopolo de rodoviários no país, enquanto no terceiro trimestre de 2021 foi de 11%. O cenário de recuperação da produção brasileira de ônibus resultou em uma receita operacional líquida total de R$ 1,5 bilhão no período, um incremento de 100,1% ante o terceiro trimestre de 2021. O valor representou um recorde trimestral para a companhia, com uma demonstração de mudança de ambiente de vendas e confiança dos clientes no pós-pandemia.

O lucro bruto consolidado chegou a R$ 232,2 milhões no terceiro trimestre de 2022, com margem de 15,3%, aumento de 222,5% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. O resultado é justificado pelo melhor ambiente de mercado no pós-pandemia, com a evolução do mix de vendas, acréscimo de volumes de produtos com maior valor agregado e recuperação de margens por meio do repasse de custos. “Os resultados demonstram a recuperação da produção na indústria brasileira de ônibus no terceiro trimestre e nos aproxima dos volumes pré-pandemia, comparados ao mesmo período de 2019. A ausência de impactos significativos associados à falta de componentes e de chassis contribuiu com o crescimento acelerado das operações domésticas da Marcopolo. Essa normalização gradual traz boas perspectivas também para o próximo trimestre”, avalia José Antonio Valiati, CFO e diretor de Relações com Investidores da Marcopolo.

Para o segmento de urbanos, as perspectivas da companhia são boas, com investimentos diretos do poder público e a venda de veículos de maior valor agregado, incluindo modelos elétricos e articulados. A exploração de novos modais também é considerada pela empresa, por meio da Marcopolo Rail. As exportações da Marcopolo também mostraram forte reação: foram 1.321 unidades enviadas para o mercado externo, volume que apontou um crescimento de 96% em comparação ao terceiro trimestre de 2021. A companhia prevê a manutenção dos volumes no quarto trimestre com a reabertura do pós-pandemia e vendas incentivadas pelo sucesso do lançamento da Geração 8 de ônibus rodoviários.

A normalização das vendas no mercado brasileiro de ônibus permitiu que a companhia atingisse recorde de faturamento entre julho e setembro

Lucro da Renner avança 50% entre julho e setembro

O faturamento acumulado no ano totaliza R$ 8 bilhões, um salto de 33,8%

A Renner crê que o quarto trimestre será similar ao crescimento do terceiro trimestre versus 2019, impulsionado pelos eventos de Black Friday e Natal

A Lojas Renner é um forte exemplo de que o comércio tem se recuperado no pós-pandemia. No terceiro trimestre as vendas cresceram 10,3% em relação ao mesmo período de 2021. O faturamento acumulado até setembro é ainda mais vistoso: um salto de 33,8% para R$ 8 bilhões. Já o lucro líquido avançou 50% comparação trimestral e quase triplicou no acumulado anual (veja os principais indicadores ao final desta reportagem).

“As temperaturas mais frias que a média histórica e que o esperado para o período exerceram impacto relevante nas vendas do trimestre. Primeiramente, o inverno mais rigoroso e prolongado entre abril e junho, transferiu cerca de 5% do volume do terceiro trimestre para o segundo. Por sua vez, o terceiro trimestre, caracterizado pela transição da coleção primavera-verão, foi marcado por temperaturas abaixo do esperado, impactando as vendas do período. Contudo, mesmo com estes efeitos, a companhia apresentou importante crescimento”, pontua a Renner em seu relatório trimestral.

“A despeito das temperaturas mais frias em outubro, acreditamos que o quarto trimestre seja similar ao crescimento do terceiro trimestre versus 2019, impulsionado pelos eventos de Black Friday e Natal. Não obstante à maior cautela que o ambiente macro exige e também à realização da Copa do Mundo que poderá impactar fluxo, esperamos fechar o ano em linha com nossa expectativa: crescimento com ganho de market share, margem bruta Ebitda total nominal (pré IFRS) em patamares próximos ao de 2019”, prevê a varejista.

A empresa também informa que o novo Centro de Distribuição de Cabreúva (SP) já opera 100% do volume da Camicado. “Conforme cronograma previsto, em novembro, iniciaremos de forma gradual as operações de Renner, Youcom e Ashua. No período, houve ainda evolução de diversos indicadores de performance para a operação da Camicado comparado com o cenário anterior à implementação”, detalha a Renner.

A companhia inaugurou 12 lojas entre julho e setembro, das quais sete são da bandeira Renner, sendo seis em ruas e uma em shopping. Das sete aberturas, seis ocorreram em localidades onde a Renner ainda não estava presente com loja física. Nas outras marcas, houve abertura de três lojas da Camicado, uma da Youcom e uma da Ashua, das quais quatro em cidades novas e todas em shoppings. Com isso, a Renner realizou 30 inaugurações até setembro, em linha com o plano de abertura de cerca de 40 lojas no ano.

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O faturamento acumulado no ano totaliza R$ 8 bilhões, um salto de 33,8%