Archives Novembro 2022

Ponta Grossa, Porto Alegre e Curitiba lideram ranking das Cidades Amigas do 5G

Joinville e Chapecó também estão entre os municípios que mais incentivaram a tecnologia

Além da adequação da legislação municipal à Lei Geral de Antenas, o levantamento também avaliou a burocracia enfrentada pelas empresas para instalar antenas

Ranking divulgado pela Conexis Brasil Digital, entidade que representa empresas de telecomunicações e de conectividade, reconhece as cidades de Ponta Grossa (PR), Porto Alegre (RS) e Curitiba (PR) como os municípios que mais incentivaram a implantação de infraestrutura de telecomunicações e expansão da conectividade. O levantamento, chamado Cidades Amigas do 5G, é estabelecido a partir de critérios como autorização para instalação em até 60 dias; prazo de validade da licença não inferior a 10 anos; Balcão Único (solicitações que podem ser feitas em um único órgão da prefeitura); processos e documentação claramente definidos; e valores das taxas de licenciamento razoáveis e condizentes com o custo do processo de licenciamento.

Completam a lista das dez cidades mais bem preparadas para receber esse tipo de tecnologia os municípios de São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Jacareí (SP), São Paulo (SP), Joinville (SC), João Pessoa (PB) e Chapecó (SC). “Além da adequação da legislação municipal à Lei Geral de Antenas, o levantamento também avaliou a burocracia enfrentada pelas empresas para instalar antenas como, por exemplo, a necessidade de fazer a solicitação em mais de um órgão municipal; o prazo para a instalação e o custo”, detalhou, em nota, a Conexis Brasil Digital (antigo SindiTelebrasil).

A cidade que ocupou a pior posição no ranking foi Palmas (TO), seguida de São José (SC), Jundiaí (SP), São Leopoldo (RS), Santa Maria (RS), Canoas (RS), São Bernardo do Campo (SP), Osasco (SP), Taboão da Serra (SP) e Sete Lagoas (MG). “Entre os principais problemas encontrados nas que ocupam as últimas posições do ranking estão restrições para a instalação de infraestrutura; exigência de licença ambiental de forma geral, ao invés dos casos previstos em lei; e exigência de vários documentos para a aprovação da instalação de antenas”, informa a Conexis. O presidente da entidade, Marcos Ferrari, explica que ter uma legislação moderna “é o primeiro passo para a expansão da conectividade”. No entanto, acrescenta, é preciso também que as cidades desburocratizem processos e façam “análises rápidas dos pedidos”.

“Essa adequação é essencial para a expansão do 5G, que vai exigir de cinco a dez vezes mais antenas que o 4G”, completou Ferrari. O levantamento Cidades Amigas do 5G destaca, entre as cidades com mais de 200 mil habitantes, aquelas que oferecem “ambiente adequado à instalação de infraestrutura de redes de telecomunicações, como antenas e fibra óptica”.

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Com Agência Brasil

Joinville e Chapecó também estão entre os municípios que mais incentivaram a tecnologia

Confiança do empresário industrial cai pelo segundo mês seguido

A piora foi mais intensa quando se avalia o futuro da economia nos próximos seis meses

Na avaliação dos empresários, a percepção de melhora se mostra mais fraca e menos disseminada que no mês de outubro

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) recuou 8,5 pontos entre outubro e novembro de 2022 e está em 51,7 pontos. É o segundo mês consecutivo de piora da confiança, após sucessivos avanços de otimismo do setor industrial ao longo do ano. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foram consultadas 1.578 empresas, entre 1º e 8 de novembro de 2022, sendo 620 de pequeno porte, 590 médias empresas e 368 de grande porte.

Apesar da forte queda, os empresários da indústria seguem confiantes, pois o indicador permanece acima da linha divisória de 50 pontos, que separa um estado de confiança de um estado de falta de confiança. Segundo a CNI, a piora foi mais intensa quando se avalia o futuro da economia nos próximos seis meses. O Índice de Expectativas, um dos dois componentes do Icei, caiu de 59,3 pontos para 45,9 pontos, atravessando a linha divisória dos 50 pontos. “Nesse caso, o setor industrial migrou do otimismo ao pessimismo”, explica a CNI.

Já o Índice de Condições Atuais, outro componente do Icei, recuou 3,7 pontos para 53,2 pontos. Ao permanecer acima dos 50 pontos, o índice continua apontando melhora das condições atuais da economia brasileira e das empresas em relação aos seis meses anteriores. “Na avaliação dos empresários, contudo, a percepção de melhora se mostra mais fraca e menos disseminada que no mês de outubro”, explicou a CNI, em comunicado.

Com Agência Brasil

A piora foi mais intensa quando se avalia o futuro da economia nos próximos seis meses

Grupo Zonta inaugura Gigante Atacadista de R$ 50 milhões em Pinhais

O atacarejo vai gerar 140 empregos diretos

Um dos principais diferenciais do novo empreendimento é o compromisso de levar preços baixos tanto no atacado quanto no varejo, com promoções para contribuir com o orçamento familiar e empresarial

Pinhais é a terceira cidade do Paraná a contar com uma unidade do Gigante Atacadista, que será inaugurada pelo Grupo Zonta nesta quarta-feira (9). O atacarejo recebeu um investimento de R$ 50 milhões e vai gerar 140 empregos diretos, contribuindo com a geração de renda e impostos para a região. Um dos principais diferenciais do novo empreendimento é o compromisso de levar preços baixos tanto no atacado quanto no varejo, com promoções para contribuir com o orçamento familiar e empresarial. São 12 mil itens de alimentos e não-alimentos, distribuídos nos 4.500 metros quadrados. Outro diferencial da loja é o estacionamento com capacidade para 3 mil vagas rotativas diárias.

O consumo energético da loja será reduzido por meio da utilização de lâmpadas LED, instaladas em 100% do empreendimento, e um sistema de iluminação dimerizável, que ajusta a intensidade luminosa de acordo com a luz natural que entra através dos domus prismáticos instalados na cobertura, responsáveis por filtrar em até 98% os raios ultravioletas. Outra alternativa encontrada para preservar os recursos naturais foi a instalação do sistema de captação da água da chuva para ser utilizada na irrigação de jardins, limpeza de pisos e descarga de sanitários. A loja também possui uma bacia de contenção para retardo de acúmulo de água da chuva na rua.

Para se adequar ao perfil e necessidade de cada consumidor, a loja oferece embalagens unitárias para quem deseja adquirir em pequenos volumes, mas também possibilita a compra em maiores quantidades e preços ainda melhores. “Chegamos a Pinhais com a premissa de ser mais uma opção para os consumidores que buscam economia. Esse formato de loja tem sido muito procurado para as compras de mês e em grandes volumes, além de ser importante para o abastecimento de comércios por proporcionar a oportunidade de economizar ao comprar mais unidades do mesmo produto”, afirma o presidente do grupo, Pedro Joanir Zonta, em nota.

O Grupo Zonta é o conglomerado de empresas que atua no varejo com as operações do Condor Super Center, além de atuar no setor imobiliário, em postos de combustíveis, logística, administração de crédito, processamento de carnes e frios e no setor publicitário. São mais de 14 mil funcionários no Paraná e Santa Catarina, que garantem o atendimento a mais de 50 milhões de clientes por ano.

O atacarejo vai gerar 140 empregos diretos

Serviços avançam 0,9% em setembro

Índice atinge patamar mais alto da série histórica

Setor de informação e comunicação foi o que mais contribuiu para que serviços atingisse ponto mais alto da série

O volume de serviços cresceu 0,9% na passagem de agosto para setembro, quinto resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 4,9%. Com isso, o setor não só ampliou o distanciamento em relação ao nível pré-pandemia, já que se encontra 11,8% acima de fevereiro de 2020, como também alcançou o patamar mais elevado da série histórica iniciada em 2011, superando novembro de 2014. Em relação a setembro de 2021, o volume de serviços avançou 9,7%, décima nona taxa positiva consecutiva. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada pelo IBGE.

No acumulado do ano, o volume de serviços subiu 8,6% frente a igual período de 2021. O acumulado nos últimos 12 meses passou de 9% em agosto para 8,9% em setembro, mantendo a trajetória descendente iniciada em abril de 2022 (12,8%). A alta de 0,9% do volume de serviços de agosto para setembro de 2022 foi acompanhada por três das cinco atividades investigadas. Os destaques foram para informação e comunicação (2%), que registrou o terceiro resultado positivo seguido, com ganho acumulado de 4,1%. As demais expansões vieram dos serviços prestados às famílias (1%) e dos profissionais, administrativos e complementares (0,2%). O primeiro setor emplacou o sétimo crescimento seguido, período em que assinalou um ganho acumulado de 11,7%; e o segundo mostrou um comportamento mais modesto, com ganho agregado de 0,3% nos dois últimos meses.

Em relação a setembro de 2021, setor avança 9,7%
Em setembro de 2022, o setor de serviços cresceu 9,7% frente a setembro de 2021, décima nona taxa positiva seguida. Houve expansão em todas as cinco atividades e crescimento em 63,3% dos 166 tipos de serviços investigados. Entre os setores, o de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (15,3%) exerceu a principal contribuição positiva sobre o volume total de serviços. Os demais avanços vieram dos serviços de informação e comunicação (6,0%); dos profissionais, administrativos e complementares (6,9%); dos prestados às famílias (17,8%) e de outros serviços (2,6%).

Sobre a Pesquisa Mensal de Serviços
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da federação.

Índice atinge patamar mais alto da série histórica

BRDE caminha para ser um Banco Verde

A instituição irá ofertar novas linhas de crédito para projetos sustentáveis

O novo status de Banco Verde do BRDE tem como base algumas de suas ações nas operações de crédito, assim como nessa mentalidade em desenvolvimento

Hoje, a chamada economia verde é responsável por 22% das carteiras de créditos dos bancos, segundo dados do Congresso Mercado Global de Carbono – Descarbonização & Investimentos Verdes. Atento a isso, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul – BRDE vem caminhando para se tornar um Banco Verde. O compromisso é se tornar um banco que apoia e se posiciona como sustentável, seja na mitigação dos impactos ambientais ou na orientação para atuar em financiamentos de propostas socioambientais. Com isso, a instituição vai ofertar novas linhas de crédito para projetos sustentáveis – a iniciativa se tornou oficial por meio de deliberação do Conselho Administrativo do BRDE, que em breve irá instituir o Banco Verde e estabelecerá alguns critérios para conceder o crédito. Um deles é a criação do Fundo Verde, recurso que visa apoiar iniciativas privadas e a sociedade organizada, pautada no desenvolvimento socioambiental, por meio de um edital de credenciamento. Há também uma análise diferenciada, com precificação específica para projetos que assumam o compromisso do carbono zero, com possibilidade de ganho financeiro.

O novo status de Banco Verde do BRDE tem como base algumas de suas ações nas operações de crédito, assim como nessa mentalidade em desenvolvimento. No ano passado, o banco teve 75% de aderência a pelo menos um ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável) em suas operações. Ao acompanhar a Agenda 2030, que trata sobre políticas de Responsabilidade Socioambiental e Climática e Gestão de Risco Socioambiental, o BRDE firmou suas diretrizes em ações ligadas também ao ESG, de Responsabilidade Social e Ambiental. Na 26ª Conferências das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP26), o BRDE se associou aos propósitos dos bancos públicos a se comprometerem com a implementação do acordo climático, com metas de redução do aquecimento global. A partir desse processo, o banco diversificou seu fundos, com captação de recursos internacionais da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Europeu de Investimento (BEI), Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), instituições que fomentam os chamados “negócios verdes”. “Esse posicionamento faz parte de um alinhamento estratégico do banco, que já vinha realizando ações dessa natureza, porém, incrementamos o processo com mais velocidade, a fim de atender de forma atualizada as demandas da sociedade, no que se refere a sustentabilidade”, esclarece o presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski. “O BRDE é um banco público que atua há mais de 60 anos no desenvolvimento do Sul do país, e em seu propósito maior na entrega do crédito, geração de emprego e renda, adiciona esses novos valores, apoio à projetos sustentáveis e na construção do bem-estar social”, completa.

A partir desse novo posicionamento do BRDE como Banco Verde, as áreas de atuação e projetos serão aqueles vinculados à sustentabilidade e proteção da água; prevenção e controle da poluição, proteção e restauração da biodiversidade; mitigações e adaptações às mudanças climáticas; transição para economia circular; agropecuária sustentável e equidade e inclusão econômica e cidadã. As novas formas de operação de crédito “verde” do BRDE já estão disponíveis. 

Mudança na prática 

Para apoiar a instituição nessa nova etapa, a agência do BRDE no Paraná, sediada em Curitiba, foi submetida a um estudo realizado pela Universidade Estadual do Paraná, que produziu um inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa, onde apontou os passivos ambientais do local. Como medidas compensatórias, foram incrementadas as coletas de diversos materiais recicláveis, recebido carro elétrico para uso nas atividades funcionais do banco, de projeto sobre desenvolvimento de soluções tecnológicas em mobilidade da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial e a Fundação Parque Tecnológico de Itaipu, além do projeto para instalação de placas de energia solar, previsto para até fim de 2022, além da preservação do mini bosque com espécies nativas, entre elas a araucária.

As agências do BRDE, banco de fomento que atua há 61 anos nos estados do Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), estão em fase de levantamento de todas as operações de créditos nos segmentos de inovação, agronegócio, municípios, empreendedorismo jovem e feminino, pequenas, micro e médias empresas, com a finalidade de classificar e depois enquadrar cada uma delas nas novas categorias estabelecidas pelo Banco Verde. “Desta forma, o BRDE se orgulha de contribuir para Sul do país e assim se tornar o melhor e maior banco de desenvolvimento da região”, conclui Bley.

Mais informações sobre as linhas do BRDE podem ser conhecidas no site www.brde.com.br

A instituição irá ofertar novas linhas de crédito para projetos sustentáveis

Ciser amplia atuação na Ásia-Pacífico

Com novo escritório na província de Jiangsu, empresa expande suas atividades e avança no mercado asiático

O local conta com um laboratório de pesquisa, capaz de reproduzir importantes testes de qualidade

Como parte de sua estratégia de expansão e ampliação de novos mercados na Ásia-Pacífico, a fabricante de fixadores Ciser anuncia uma série de ações para marcar sua posição como um fornecedor relevante na região. “Queremos ampliar nossa participação no mercado asiático como um todo, não somente no chinês, e consolidar o nome da Ciser em regiões da Ásia e do Pacífico. De lá, poderemos atender vários mercados graças aos vários tratados do governo chinês com outros países, como o Tratado Transpacífico”, revela Renato Fiore, diretor de vendas, marketing e expansão internacional da Ciser.

No final do mês de outubro, a companhia inaugurou um novo e moderno escritório na cidade de Changzhou, província de Jiangsu. O evento contou com a presença de executivos de grandes clientes da Ciser como WEG, Marcopolo, Progeral e Karl Mayer, além de Henry Osvald, presidente da Associação de Empresas Brasileiras na China para Indústria, Comércio e Tecnologia (BraCham), e de Susan Zou, representante do governo chinês. Na ocasião, foi apresentada a nova empresa: Ciser Fasteners Jiangsu Ltda. “A denominação posiciona a empresa no mercado asiático e permite maior aceitação e reconhecimento pelos clientes dessas regiões”, afirma Fiore. “O local conta com um laboratório de pesquisa, capaz de reproduzir importantes testes de qualidade. Com o novo endereço, estamos muito mais próximos dos nossos clientes e fornecedores e podemos atender com mais rapidez quem precisa dos nossos produtos”, explica.

A aproximação da Ciser com o território asiático vem acontecendo gradativamente desde 2011, ano da inauguração da Ciser China. “A região vem crescendo exponencialmente e desejamos estar ainda mais preparados para as oportunidades que surgirem”, avalia o head de operações na China, Wang Chong. O novo escritório também ganhou um canal de comunicação com o mercado asiático, o site ciser.com.cn. “O domínio, totalmente em mandarim, visa ampliar nossa comunicação e facilitar o relacionamento com clientes e consumidores. Também apresenta um histórico da empresa, seus produtos e serviços, prêmios e certificações”, relata.

Com novo escritório na província de Jiangsu, empresa expande suas atividades e avança no mercado asiático

Pagamentos com cartões movimentam R$ 827 bi no terceiro trimestre

Brasileiros fazem, em média, 110 milhões de pagamentos por dia

Um dos pontos que levam ao aumento no uso do cartão de crédito é que muitos consumidores estão em processo de bancarização, tendo acesso à crédito

As compras realizadas com cartões de crédito, débito e pré-pagos cresceram 20% no terceiro trimestre, somando R$ 827 bilhões no período, de acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Segundo as estatísticas da entidade, desde o início do ano até setembro os brasileiros realizaram R$ 2,42 trilhões em pagamentos, o que representa um crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2021.

Na comparação entre as modalidades, o destaque foi o uso do cartão de crédito, que avançou 25,6%, registrando R$ 527,6 bilhões em pagamentos no terceiro trimestre. O segundo maior volume no período foi o do cartão de débito, que movimentou R$ 240,5 bilhões e cresceu 1,2%. Já o cartão pré-pago somou R$ 59 bilhões, com crescimento de 84,7%. “Um dos pontos que levam ao aumento no uso do cartão de crédito é que muitos consumidores estão em processo de bancarização, tendo acesso à crédito, com vantagens como o parcelado sem juros e os benefícios, como cash back, seguros, programas de fidelidade, o que faz com que as pessoas acabem priorizando o cartão de crédito”, explicou o presidente da Abecs, Rogério Panca. A projeção da Abecs para este ano é de movimentação de R$ 3,2 trilhões. “As datas comerciais do quarto trimestre como o Dia das Crianças, Black Friday e o Natal ajudam a movimentar os volumes transacionados com cartões”, disse o executivo.

Em quantidade de transações, os brasileiros registraram uma média de 110 milhões de pagamentos com cartões por dia durante o terceiro trimestre. Ao todo, foram 10 bilhões de transações, o que representou um crescimento de 21% em comparação com o mesmo período do ano passado. O cartão de crédito foi a modalidade mais usada, com 4,6 bilhões, alta de 19,5%, seguido pelo cartão de débito, com 3,8 bilhões, alta de 7,4%, e pelo cartão pré-pago, com 1,5 bilhão, com alta de 91,8%. No acumulado de janeiro a setembro, foram 28,6 bilhões de pagamentos com cartões de crédito, débito e pré-pagos, o que representa um crescimento de 31,3% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Pagamento por aproximação
O pagamento por aproximação, com uso da tecnologia NFC (Near Field Communication), é hoje a inovação que mais cresce entre os meios de pagamento, com alta 162% no terceiro trimestre, movimentando R$ 150,6 bilhões, informou a entidade. No período, foram mais de 3 bilhões de pagamentos por aproximação. Em setembro, quase 40% de todas as compras presenciais com cartões foram feitas por aproximação. O mais usado nessa função foi o cartão de crédito, com R$ 83,5 bilhões (160,5%), seguido pelo cartão de débito, com R$ 40,2 bilhões (138,2%), e pelo cartão pré-pago, com R$ 26,8 bilhões (214%). Outro destaque foi o crescimento do uso dos cartões na internet, em aplicativos e outros tipos de compras não presenciais, que manteve o ritmo no terceiro trimestre. Esse tipo de transação movimentou R$ 175,8 bilhões no período, alta de 20%, segundo a Abecs, reflexo da mudança dos hábitos de consumo dos brasileiros.

Com Agência Brasil

Brasileiros fazem, em média, 110 milhões de pagamentos por dia

Tupy tem lucro líquido de R$ 192 milhões no terceiro trimestre

Companhia catarinense alcança maior lucro da história

O desempenho positivo é decorrente do progresso em eficiência operacional e captura de sinergias em todas as plantas da empresa catarinense

A Tupy registrou lucro líquido de R$ 192 milhões e receitas de R$ 2,7 bilhões no terceiro trimestre de 2022. Os valores correspondem aos maiores resultados da história da companhia. O desempenho positivo é decorrente do progresso em eficiência operacional e captura de sinergias em todas as plantas da empresa catarinense. O ciclo de conversão de caixa também foi significativamente reduzido em relação ao trimestre anterior: decréscimo de 18 dias, contribuindo para a geração de caixa no valor de R$ 230 milhões.

Em Fato Relevante divulgado no último dia 26 de outubro, a Tupy anunciou que a superintendência geral do Cade aprovou sem restrições a compra de 100% dos ativos e negócios da MWM, cuja compra foi anunciada em abril deste ano. A decisão ainda passa por revisão do tribunal da instituição, mas a expectativa é de que a conclusão da transação ocorra até o final de 2022.

A transação dará à Tupy um posicionamento singular na indústria. A empresa passará a oferecer soluções completas de fundição, usinagem, montagem, validação técnica e atividades de engenharia associadas. Além disso, se aproximará de oportunidades geradas pela economia de baixo carbono em setores como o do mercado de grupos geradores, transporte de baixo carbono e geração de energia no campo.

“Todas as ações que temos conduzido nos levam à construção de uma nova Tupy. Uma companhia maior, mais competitiva, diversificada e ainda mais eficiente, com um posicionamento único no mercado e que dedica seu conhecimento ao atendimento das necessidades dos clientes e aos desafios da sociedade rumo ao desenvolvimento sustentável”, enfatiza Fernando de Rizzo, CEO da Tupy, em nota.

Companhia catarinense alcança maior lucro da história

LumaFusion agora no Android e Chrome OS

Após passar algumas temporadas como app exclusivo em iPhones, iPads e Macs, o aplicativo de edição de vídeo LumaFusion agora está disponível no Android e Chrome OS.

O premiado editor de vídeo, eleito o o melhor aplicativo para iPad de 2021, já está disponível em versão beta antecipada para Android e Chrome OS por um custo de R$ 104,99 (valor promocional).

“Os clientes que optarem por comprar durante o beta aberto receberão a versão final sem custo adicional quando estiver disponível. Continuamos a fazer melhorias na versão beta aberta para oferecer a experiência completa de edição de vídeo LumaFusion no Android e no ChromeOS”, dizem os desenvolvedores.

Além das ferramentas básicas de edição, LumaFusion inclui a capacidade de editar diretamente de unidades USB-C , editar áudio usando Graphic EQ, adicionar efeitos, criar títulos multicamadas e muito mais.

“O LumaFusion está equipado com todos os recursos profissionais que você precisa para concluir seu projeto e compartilhar sua história, desde várias proporções e taxas de quadros, até rastrear camadas, recortes, mixagem de áudio, títulos personalizados e efeitos multicamadas com keyframing”.

“Descubra por que todos, desde cineastas e seus YouTubers favoritos, até influenciadores, jornalistas, educadores, empresas e entusiastas de vídeo fizeram da LumaFusion a escolha número 1 para contar histórias criativas”.

Caso você não queira pagar mais de R$ 100,00 em uma ferramenta de edição de vídeos, o CapCut continua sendo a alternativa gratuita mais indicada para Android e Chrome OS.

Após passar algumas temporadas como app exclusivo em iPhones, iPads e Macs, o aplicativo de edição de vídeo…

Setor calçadista desacelera e deve crescer 1,6% ano que vem

A dinâmica de crescimento do setor tem arrefecido nos últimos meses de 2022

Entre janeiro e setembro deste ano, a produção de calçados alcançou 621 milhões de pares, 4,7% a mais do que no mesmo período do ano passado

A inflação mundial, a escalada dos juros norte-americanos e o endividamento crescente das famílias brasileiras devem ter impacto no crescimento do setor calçadista no próximo ano. Em 2022, o crescimento deve ser na faixa de 3,9% na produção, enquanto em 2023 o incremento deve ser mais tímido, na faixa de 1,6%. Esses e outros dados foram divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) por meio da coordenadora de inteligência de mercado da entidade, Priscila Linck, e do doutor em economia e consultor setorial Marcos Lélis.

Lélis destacou que a inflação mundial, impulsionada pelos problemas logísticos pós-Covid 19 e agora pelo conflito no Leste Europeu, somada ao desaquecimento de grandes economias mundiais, caso dos Estados Unidos e da Zona do Euro, devem ser determinantes para a menor dinâmica de crescimento para o setor calçadista em 2023. “Na tentativa do controle inflacionário, também assistimos os Estados Unidos aumentarem os juros, o que tem impacto no câmbio”, comentou. Segundo ele, no cenário de desaquecimento da economia mundial, as previsões de crescimento para o PIB do mundo do ano que vem estão sendo revistas para baixo. “Em 2023, o mundo deve crescer apenas 2,7%, pior resultado nos últimos três anos”, destacou.

Ele ressaltou, ainda, que a economia brasileira acompanha a dinâmica mundial e que vem em desaceleração já nos últimos meses de 2022. “No Brasil, se somam aos problemas macroeconômicos, o endividamento das famílias, que está em 80%, número recorde. Isso tem impacto direto no consumo, já que as pessoas optam por consumir o básico para subsistência”, avaliou, ressaltando que hoje a cesta básica consome 59% do valor do salário mínimo, bem acima do patamar histórico. “Em 2018, o salário mínimo consumia 47% do salário”, recordou. Na tentativa de conter a inflação brasileira, a alta dos juros também é uma realidade com impacto importante nos investimentos. Atualmente com uma inflação acumulada de 6,4% nos últimos 12 meses, o Banco Central vem aumentando a Selic. “O Brasil tem a maior taxa de juros entre os países do G20, com exceção da Argentina. Para 2022, devemos fechar com uma taxa de 13,75%, ao passo que em 2023 não devemos notar grande redução, encerrando na casa de 11,25%”, projetou. Com isso, segundo o consultor, o PIB brasileiro deve crescer 2,76% no ano corrente e apenas 0,68% em 2023.

Priscila Linck apontou a perspectiva para o setor calçadista. “Aqui, somam-se aos problemas econômicos já listados, a queda da importação dos Estados Unidos, a crise argentina e a retomada das exportações chinesas, que têm impacto nos nossos principais mercados para calçados”, listou. Segundo ela, entre janeiro e setembro deste ano, a produção de calçados alcançou 621 milhões de pares, 4,7% a mais do que no mesmo período do ano passado. A dinâmica de crescimento, no entanto, tem arrefecido nos últimos meses do ano. Para 2022, a economista projeta um crescimento de 3,9% na produção de calçados, fechando o ano com 851 milhões de pares produzidos. Já para 2023, a previsão é de um crescimento mais tímido, de 1,6%. “Manteremos uma tendência de crescimento acima dos outros setores econômicos. O PIB brasileiro de 2023 deve crescer 0,7%, então temos o dobro de crescimento”, projetou Priscila. O reflexo do avanço do setor em 2022 se deu diretamente no aumento do nível de emprego. Entre janeiro e setembro, a atividade gerou 44 mil novos postos de trabalho, encerrando o período com mais de 310 mil pessoas empregadas diretamente, o melhor registro em sete anos.

A dinâmica de crescimento do setor tem arrefecido nos últimos meses de 2022

IPCA tem alta de 0,59% em outubro após três meses de deflação

Com o resultado, a inflação acumulada no ano chega a 4,7%

Setor de alimentos foi o grupo que mais contribuiu para a inflação de outubro

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,59% em outubro, interrompendo uma sequência de três meses seguidos de deflação. Com o resultado, a inflação acumulada no ano chega a 4,7%. Já nos últimos 12 meses, ficou em 6,47%. Em outubro de 2021, a taxa havia sido de 1,25%. A pesquisa foi divulgada pelo IBGE.

O grupo de vestuário teve a alta mais intensa, 1,22%, mas a maior influência no índice geral veio de alimentação e bebidas, com crescimento de 0,72% e impacto de 0,16 ponto percentual no índice geral. Na sequência das maiores influências estão os grupos de saúde e transportes. “Há um claro contraste, porque alimentação e transportes, os dois grupos de maior peso, tiveram variação negativa em setembro e altas em outubro”, comenta o gerente da pesquisa, Pedro Kislanov. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta no mês. Apenas Comunicação teve queda, de 0,48%.

A alta nos alimentos foi puxada pela alimentação no domicílio (0,8%), com batata-inglesa (23,3%) e tomate (17,6%) contribuindo, juntas, com 0,07 ponto percentual do resultado total do mês. O grupo também registrou aumentos na cebola (9,3%) e nas frutas (3,5%). Entre as quedas, destaque para o leite longa vida (-6,3%), que já havia recuado 13,7% em setembro, e o óleo de soja (-2,8%), que marcou a quinta queda consecutiva. Já em transportes, cujo índice passou de queda de 1,9% em setembro para alta de 0,5% em outubro, Kislanov aponta dois fatores preponderantes. “Além do aumento da passagem aérea, de 27,3%, também foi importante o recuo no preço dos combustíveis, de 1,2%, menos intenso do que no mês anterior, quando a queda foi de 8,5%”, ressalta. A gasolina (-1,5%), o óleo diesel (-2,1%) e o gás veicular (-1,2%) seguem trajetória de queda, mas o etanol registrou alta de 1,3%.

No grupo de vestuário, a influência em outubro foi da alta nos preços das roupas masculinas (1,7%) e das roupas femininas (1,1%). “Esse aumento tem acontecido desde a retomada do isolamento”, lembra Kislanov, ressaltando que, nos últimos 12 meses, a variação acumulada do setor foi de 18,4%, a maior entre os nove grupos que compõem o IPCA. Na análise por região, todas as áreas tiveram alta em outubro, com Recife (0,9%) marcando a maior variação por conta das altas da energia elétrica (9,6%) e das passagens aéreas (47,3%). Por outro lado, o menor índice foi registrado em Curitiba (0,2%), influenciado pelos recuos nos preços da energia elétrica (-9,8%) e da gasolina (-2,4%).

Sobre o IPCA
O IPCA abrange as famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, enquanto o INPC, as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

Com o resultado, a inflação acumulada no ano chega a 4,7%

Pesquisa da CNT aponta contínua deterioração das rodovias brasileiras

Investimentos no setor chegaram a apenas 0,07% do PIB em 2021

O baixo investimento nas rodovias vem causando gargalos estruturais que encarecem os custos produtivos, afetam a qualidade de vida das pessoas e geram impactos ambientais

O estado de conservação das rodovias brasileiras segue piorando ano após ano, conforme aponta a 25ª edição da pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Este ano, dos 110,3 mil quilômetros de rodovias públicas e concedidas à gestão privada avaliados, apenas 34% foram classificados como ótimo ou bom, quando levados em conta aspectos como o pavimento; a sinalização; a geometria de via e a existência de pontos críticos. Em contrapartida, 66% da extensão pesquisada foram considerados como regular (40,7%), ruim (18,8%) ou péssima (6,5%). Segundo o diretor executivo da CNT, Bruno Batista, o percentual de trechos considerados bons ou ótimos (34%) equivale à situação registrada em 2009, ou seja, há 13 anos. “Esse é um dado bastante preocupante. A situação ideal seria o nível de qualidade ir subindo gradativamente e, a longo prazo, termos rodovias com maiores extensões classificadas como ótimas ou boas”, disse o diretor da entidade, afirmando que a piora do estado geral das rodovias “não é um problema de um só governo, mas de Estado”.

A situação verificada nos pouco mais de 87 mil quilômetros de rodovias públicas percorridas entre os dias 27 de junho e 26 de julho foi ainda pior, já que 75,3% dessa extensão foi classificada como regular, ruim ou péssima. De acordo com Batista, o baixo investimento público explica que, na média, as rodovias sob responsabilidade dos governos federais ou estaduais tenham sido tão mal avaliadas. Entre 2016 e 2021, enquanto o poder público federal investiu R$ 163,07 mil por quilômetro, a iniciativa privada investiu R$ 404,44 mil/km. “Essa é a principal explicação para as rodovias concedidas à iniciativa privada terem um melhor nível de qualidade se comparadas às rodovias públicas. Investimentos. É essa a diferença que precisa ser trabalhada por meio de uma política pública de longo prazo”, destacou o diretor, frisando que, desde 2011, quando o país investiu 0,26% do Produto Interno Bruto (PIB) na construção, manutenção e adequação de rodovias, os recursos para o setor vêm minguando, chegando a 0,07% do PIB em 2021.

O baixo investimento nas rodovias vem causando gargalos estruturais que encarecem os custos produtivos, afetam a qualidade de vida das pessoas e geram impactos ambientais. Do 1,7 milhão de quilômetros de rodovias, só 213,5 mil (12,4%) são pavimentadas. Desses, 65,6 mil quilômetros são rodovias federais, sendo que apenas 7 mil quilômetros são duplicadas. “As rodovias de pior qualidade aumentam em 33% os custos operacionais, gerando impactos econômicos negativos para toda a sociedade”, disse Batista, acrescentando que as condições da malha rodoviária geraram um consumo desnecessário de mais de 1,7 bilhão de litros de óleo diesel, emitindo toneladas de gás carbônico na atmosfera e impondo um gasto adicional de R$ 4,89 bilhões aos motoristas e empresas.

“Além disso, só em 2022 foram registrados 64.515 acidentes nas rodovias federais, o que custou ao país R$ 12,7 bilhões em custos previdenciários, atendimento à saúde. No mesmo ano, o governo federal investiu apenas metade disso nas rodovias federais, cerca de R$ 6 bilhões”, disse Batista, acrescentando que, enquanto a extensão das rodovias pavimentadas cresceu a uma taxa média anual de 5,3%, ou 330 quilômetros ao ano, entre 2011 e 2021, a frota de veículos aumentou em cerca de 58% no mesmo período. Das dez rodovias melhores avaliadas, sete estão localizadas na Região Sudeste, sendo que nove delas são geridas por empresas privadas concessionárias do serviço. A única pública a integrar esse grupo, na décima posição, é a BR-101, federal, no trecho entre Mataraca e Caaporã, na Paraíba.

As dez piores rodovias são públicas, administradas por governos estaduais. “Isso demonstra que os estados têm grandes dificuldades para fazer a alocação de recursos orçamentários a fim de manter suas rodovias. O que gera desequilíbrios, pois a malha rodoviária tem que ser analisada em termos de rede, de conexão. Não basta um trecho rodoviário em boas condições, e outro, complementar, em condições muito ruins”, disse Batista.

Com Agência Brasil

Investimentos no setor chegaram a apenas 0,07% do PIB em 2021

Consumo nos lares acumula alta de 2,8% até setembro

Produtos da cesta básica tiveram queda de 2,2% em outubro

Tendência é o consumo mais consistente nos próximos meses

O consumo nos lares brasileiros acumula alta de 2,8% de janeiro a setembro deste ano, segundo o indicador da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS). Em setembro, o consumo foi influenciado pela queda nos preços dos alimentos e o indicador fechou o mês em alta de 0,3% ante a agosto. Na comparação com mesmo período de 2021, a alta é de 11,1%. Todos os valores são deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o vice-presidente Institucional da Abras, Marcio Milan, tendência é o consumo mais consistente nos próximos meses, “puxado principalmente pelo aumento do consumo de proteínas e de outros itens que voltaram a fazer parte da cesta de abastecimento dos consumidores diante da deflação registrada nos últimos três meses”, afirmou. Segundo a entidade, os primeiros nove meses do ano foram marcados por antecipação de recursos, como o 13º salário de aposentados e pensionistas e a liberação para saque extraordinário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); fortalecimento de programas sociais para manter o consumo diante da elevada inflação e a retomada do emprego formal. A expectativa da Abras é que datas importantes do calendário do comércio incentivem ainda mais o consumo, como a primeira edição do Dia dos Supermercados, marcado para 12 de novembro, a Copa do Mundo, a Black Friday e as festas de fim de ano.

Com Agência Brasil

Produtos da cesta básica tiveram queda de 2,2% em outubro

Copa do Mundo impulsiona vendas e Black Friday deve bater recorde

Faturamento previsto é de R$ 4,2 bilhões, 1,1% maior que na mesma data do ano passado

A combinação de promoções da Black Friday e da Copa do Mundo é um dos fatores que indicam tendência de elevação das vendas no varejo até o fim deste ano

De acordo com projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Black Friday de 2022 deverá movimentar R$ 4,2 bilhões e registrar a maior movimentação financeira desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional, em 2010. A expectativa é que o faturamento seja 1,1% maior que no ano passado, descontada a inflação.

A combinação de promoções da Black Friday e da Copa do Mundo (ambas estão programadas para o mesmo período deste mês de novembro) é um dos fatores que indicam tendência de elevação das vendas no varejo até o fim deste ano. Conforme a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve avanço de 1,1%, no mês de setembro, em relação a agosto. Nesse sentido, a CNC subiu para 1,3% a expectativa de crescimento do varejo em 2022. “Esse é um momento muito importante para o comércio de bens e serviços e, com o incremento das promoções de itens voltados à Copa do Mundo de Futebol, o segmento deve encerrar bem o ano”, aponta o presidente da CNC, José Roberto Tadros. Oito dos dez segmentos pesquisados pelo IBGE tiveram crescimento das vendas em setembro, com destaque para os combustíveis e lubrificantes, de 1,3%, e hiper e supermercados, de 1,2%. Por outro lado, as lojas de artigos de uso pessoal e doméstico apresentaram queda de 1% e as de móveis e eletrodomésticos tiveram redução de 0,1%.

Black Friday da Copa
A Black Friday é marcada, tradicionalmente, para a última sexta-feira do mês de novembro, mas os descontos já são oferecidos nos dias antecedentes, que, este ano, coincidirão, justamente, com a primeira semana da Copa do Mundo do Catar. A estimativa da CNC é que as vendas relacionadas ao Mundial de Futebol impactem em R$ 1,4 bilhão o faturamento do comércio varejista brasileiro, movimentando especialmente os ramos de móveis e eletrodomésticos e de artigos pessoais e eletroeletrônicos. Esses dois segmentos devem ser responsáveis por 48% da movimentação prevista na Black Friday (R$ 1 bilhão e R$ 920 milhões, respectivamente). A tendência é que o ramo de hiper e supermercados alcance R$ 910 milhões e o de vestuário, calçados e acessórios gire em torno de R$ 700 milhões.

Alta dos juros deve frear vendas
“Apesar da tendência de desaceleração da inflação, o processo de encarecimento do crédito deverá impedir um avanço mais significativo nas vendas, em uma data caracterizada pela predominância do consumo de bens duráveis, que são, tradicionalmente, mais dependentes das condições de crédito”, analisa o economista da CNC responsável pela pesquisa, Fabio Bentes.De acordo com o Banco Central, a taxa média de juros das operações com recursos livres envolvendo pessoas físicas se encontra, atualmente, no maior patamar dos últimos quatro anos. “A facilidade de comparação de preços on-line em uma data comemorativa caracterizada pelo forte apelo às promoções evidencia a tendência de aumento expressivo deste evento do calendário do varejo quando comparado às demais datas, especialmente, nos espaços virtuais”, pontua Bentes. A Black Friday já é considerada a quinta data mais importante do varejo, atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.

Percentual de descontos efetivos será maior que em 2021
Para avaliar o potencial de descontos efetivos durante a data, a CNC coletou diariamente os preços de 180 dos itens mais buscados na internet, agrupando-os em 36 linhas de produtos ao longo dos últimos 40 dias. Nesse período, 39% revelaram tendência de redução – percentual que contrasta com os 26% observados às vésperas da Black Friday de 2021. Em novembro do ano passado, a inflação anualizada medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) era de 10,7% – a maior desde o início de 2016 e significativamente acima do patamar esperado para novembro de 2022, que era de 6%.

“Desse modo, a desaceleração dos preços tende a elevar o potencial de descontos na Black Friday deste ano, favorecendo, com maior intensidade, a prática de descontos efetivos em relação ao ano passado”, indica Bentes. Pela ordem, os produtos com as maiores chances de descontos efetivos e respectivas variações de preços nos últimos 40 dias são: sapatos masculinos (queda observada de 17%); lavadora de roupas (redução de 13%); smartwatches (diminuição de 10%); fones de ouvido (queda de 8%); e purificadores de água (redução de 7%).

Faturamento previsto é de R$ 4,2 bilhões, 1,1% maior que na mesma data do ano passado

Anatel cria código 0304 para identificar ligações de cobrança

Medida segue os moldes do 0303, utilizado para o caso de telemarketing

Para começar a vigorar, é necessária a publicação de ato da Anatel, o que deve ser feito nos próximos dias

A exemplo do que já faz para diminuir a quantidade de ligações indevidas de telemarketing, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adotará também um “código não geográfico” para a identificação de ligações de cobrança. A decisão foi tomada pelo Conselho Diretor da agência durante a reunião na tarde de quinta-feira (3), quando foi aprovada a “designação do Código Não Geográfico 0304 para atividades de cobrança, nos moldes do que já foi feito para o código 0303”. Entre as justificativas apresentadas pelo conselheiro Emmanoel Campelo, está a de que a atividade de cobrança é “ofensora em igual ou maior peso que a atividade de telemarketing em termos de volume de chamadas curtas no Brasil”.

Para começar a vigorar, é necessária a publicação de ato da Anatel, o que deve ser feito nos próximos dias. Em nota, a agência lembra que, conforme previsto pela Lei Geral de Telecomunicações, cabe à União, por intermédio do órgão regulador, disciplinar e fiscalizar o funcionamento das redes de telecomunicações. Segundo o conselheiro Moisés Moreira, “o que se busca é a adoção de condutas responsáveis por parte dessas empresas sem sobrecarregar as redes”. O conselheiro Arthur Coimbra complementou dizendo ser lamentável que o uso indiscriminado da rede de telecomunicações cause tanto transtornou aos usuários.

Com Agência Brasil

Medida segue os moldes do 0303, utilizado para o caso de telemarketing