Archives Outubro 2022

Conheça a profissão que está mais em alta em 2022

O levantamento é do LinkedIn Economic Graphic

A primeira colocação ficou com a posição de Tech Recruiter, profissional que exerce uma função muito importante dentro de empresas de tecnologia

Uma recente pesquisa, conduzida pelo LinkedIn Economic Graphic baseada em milhões de vagas via a plataforma de 2017 a 2021, ajudou a elencar os 10 empregos mais em alta no ano de 2022. Para a surpresa de muitos, a primeira colocação ficou com a posição de Tech Recruiter, profissional que exerce uma função muito importante dentro de empresas de tecnologia: selecionar os melhores candidatos para as vagas de TI, especialmente desenvolvedores, e garantir maior assertividade na hora de realizar o match entre candidato e empresa.

“Nos últimos anos, a demanda por profissionais de tecnologia, ainda mais de desenvolvedores e programadores, se tornou voraz. Com o aumento das oportunidades, esse mercado acabou se inflacionando, os salários aumentaram e a troca de emprego muito maior, o que acaba sendo oneroso para as empresas, já que a circulação deste tipo de funcionário acaba sendo muito grande”, explica Frederico Sieck, CEO da Koud. Ele explica que a pesquisa do LinkedIn reflete mesmo o cenário de empregabilidade. 

Ter um Tech Recruiter capacitado para buscar desenvolvedores no mercado pode ser um divisor de águas para quem busca esse profissional. Primeiro, porque o recruiter tem muito conhecimento na parte do negócio que essa empresa desenvolve, possuindo conhecimento técnico para explicar e deixar muito claro o que a vaga oferece, quais serão as responsabilidades do empregado, tarefas executadas e até mesmo o desenvolvimento de carreira. Em contrapartida, ajuda a empresa a entender se os desenvolvedores têm capacidade técnica para a vaga. Isso leva a resultados muito mais assertivos no momento da contratação e redução no tempo de encontrar o profissional com match ideal. Um levantamento feito dentro da própria Koud com seus clientes aponta que o tempo de contratação de novos profissionais é 30% mais rápido e o turnover (quando profissionais desistem da vaga depois de contratados) cai em até 40%.

Para se tornar um bom Tech Recruiter, por outro lado, há a exigência de se preparar bastante e estar sempre aprimorando os conhecimentos, já que o mercado exigirá cada vez mais profissionais completos que possam transitar entre a área do conhecimento técnico e também preparado para lidar com pessoas. “Não adianta também o Tech Recruiter ser bom na parte técnica das vagas e não saber avaliar outros quesitos pessoais“, reflete o CEO da empresa.

O levantamento é do LinkedIn Economic Graphic

Tech Road buscará investidores em Portugal

Encontro em Caxias do Sul também tratou do plano de trabalho para 2023

O encontro debateu detalhes sobre o modelo de governança a ser adotado, de modo a perpetuar a iniciativa de forma independente

Representantes da Tech Road estiveram reunidos, na segunda-feira (17), na Conexo, em Caxias do Sul, para alinhamento das ações a serem realizadas ainda neste ano e na construção do plano de trabalho para 2023. Iniciada em maio, a parceria reúne Porto Alegre, Caxias do Sul, Florianópolis, Joinville e Curitiba em uma rede de apoio para a captação de investimentos e fortalecimento do ecossistema de inovação da região Sul do país.

De acordo com Élvio Gianni, secretário do desenvolvimento econômico de Caxias do Sul, o encontro debateu detalhes sobre o modelo de governança a ser adotado, de modo a perpetuar a iniciativa de forma independente. O Tech Road terá o apoio do Sebrae. “Também traçamos um plano de trabalho identificando quais os eventos nacionais e internacionais que estaremos e a forma de inclusão de outras prefeituras, além da entrega oficial do site”, contou ao Portal AMANHÃ. Segundo Élvio, vários municípios já solicitaram o interesse de se juntar à causa, porém a Tech Road ainda está se estruturando para poder convidar oficialmente essas prefeituras.

“Não traremos todos os interessados nesse primeiro momento, pois precisa uma certa compreensão mais ampla e também um nível de maturidade maior dos próprios munícipios. Mas o que temos feito é reunir algumas cidades quando fazemos encontros entre as cinco parcerias iniciais da Tech Road. Fizemos isso na segunda à noite onde agrupamos representantes de Bento Gonçalves, Flores da Cunha e Farroupilha, além de empresários, pois compreendemos que temos de crescer juntos. Mesmo que cada um desses cinco munícipios faça parte de um polo principal, como Caxias do Sul, temos de trazer a região como um todo para seguir na lógica da abundância que, quando a maré sobe, sobe para todo mundo”, compara.

Os integrantes da Tech Road também definiram que terão um estande no Web Summit Lisboa, o maior evento de inovação da Europa, marcado para o período de 1º a 4 de novembro na capital portuguesa. “O objetivo é atrairmos investidores para o Sul, pois fundos costumam não passar de São Paulo, pois concentram seus investimentos no centro do país”, reflete Élvio. Para ele, o fato de os cinco municípios terem se unido dá outra envergadura para a atração de recursos. Porto Alegre, Caxias do Sul, Florianópolis, Joinville e Curitiba, somadas, possuem 40 parques tecnológicos e centros de inovação, aproximadamente uma centena de universidades, além de uma população total de mais de 5 milhões de habitantes. Outra vantagem do consórcio entre as cidades é ter a oportunidade de poder trocar experiências em diversos campos da área pública. “Uma cidade pode contribuir com outra, pois elas têm as mesmas demandas, mas com graus de dificuldades diferentes”, preconiza Élvio.

Além do secretário do desenvolvimento econômico de Caxias do Sul, o encontro de segunda reuniu a diretora de Inovação, Raissa Camps, e a gerente de inovação da pasta, Mariana Ferreira Luchi. O secretário de inovação, Luiz Carlos Pinto, o diretor de relações internacionais, Ricardo Sondermann, e a assessora jurídica Sabrina Xavier, representaram a prefeitura de Porto Alegre. De Joinville, estiveram o secretário de desenvolvimento econômico e inovação, Fernando Bade, e o gerente de desenvolvimento econômico, Victor Batista. Também participaram o coordenador da Agência de Inovação de Curitiba, Marlon Cardoso; o vice-presidente das Empresas Randon, Daniel Ely; e o head da Conexo, Leo Redondo.

Encontro em Caxias do Sul também tratou do plano de trabalho para 2023

Construtora investe R$ 50 milhões em projetos unindo matas nativas e mares catarinenses

Empreendimento residencial será construído em Tijucas, conta com 480 lotes na primeira fase e busca investidores gaúchos

A previsão de entrega da primeira fase é 2024

Um empreendimento que une o verde das matas com o azul dos mares catarinenses. É com este conceito que surge em Tijucas (SC) o empreendimento Reserva Royal, um investimento inicial de R$ 50 milhões da construtora Verde & Azul Urbanismo em 4,3 milhões de metros quadrados para priorizar a harmonia entre as pessoas e a natureza, em um local repleto de mata nativa e nascentes de cursos d’água. A previsão de entrega da primeira fase é 2024.

Distante quase 500 quilômetros de Porto Alegre, o Reserva Royal será construído na fazenda secular da família Bayer, o primeiro empreendimento intermunicipal do Estado e um dos maiores do Sul do país. As obras tem previsão de conclusão de até 20 meses de execução na primeira das quatro fases de implantação.

A primeira fase do empreendimento abrange 480 lotes distribuídos em 400 mil m², subindo para 520 lotes em 500 mil m² na segunda fase. Na terceira e quarta fase estão previstas novas áreas comerciais, novas centralidades e verticalização moderna. “Vamos ocupar espaço dentro de um conceito moderno. Em função desse potencial natural ambiental, contemplamos o conceito de que o projeto urbanístico fosse feito para as pessoas, com preservação do verde, sem pensar unicamente na ocupação do concreto”, destaca o empresário e CEO da Verde & Azul Urbanismo, Luiz Carlos Gallotti Bayer.

Segundo o empresário, a ideia é atrair os consumidores gaúchos que, tradicionalmente, prezam pela beleza natural de Santa Catarina, seja na serra ou nas praias do estado vizinho. Bayer destaca a capacidade do investidor do Rio Grande do Sul em investir em imóveis, em especial um segundo imóvel para desfrutar de momentos de lazer. “Principalmente o público rural, com alto poder de compra em período de grandes volumes de produção da safra agrícola, é um consumidor para quem desejamos mostrar as vantagens de investir num local que associa o verde com o azul, o campo com o mar”, comenta Bayer.

Mais do que preservar a área já existente, o projeto prevê a ampliação da mata ciliar, de 30 metros para 100 metros de largura, ao longo de um trecho de quase um quilômetro do Rio Santa Luzia, que faz limite entre Tijucas e Porto Belo. Essa área de aproximadamente 400 mil metros quadrados será destinada à criação de um parque ecológico intermunicipal. “A gente acredita na valorização do empreendimento com o crescimento da área verde”, enfatiza Bayer.  Um corredor ambiental está projetado para alcançar o vasto maciço de Mata Atlântica localizado por trás das cidades de Porto Belo, Itapema e Camboriú. Com isso, muitas espécies de pássaros e répteis serão resgatadas, enriquecendo ainda mais a fauna já existente

Empreendimento residencial será construído em Tijucas, conta com 480 lotes na primeira fase e busca investidores gaúchos

Agronegócio responde por 80% das exportações paranaenses

Estado tem como principal atividade exportadora o complexo soja

O Paraná foi o quarto estado exportador do agronegócio em 2021, arrecadando US$ 15,1 bilhões nas transações com 200 países

O agronegócio é responsável por aproximadamente 80% de tudo o que é exportado pelo Paraná. Em termos nacionais, nos últimos dez anos, a participação estadual nas vendas brasileiras do agro para o Exterior foi, em média, de 13,4%, enquanto nas importações, o estado recebeu 11,6%. Somente no ano passado, em recursos, o superávit foi de US$ 12,9 bilhões. Esse é um dos dados apresentados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, no Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio do Paraná, publicado em português, inglês e espanhol. O Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio do Paraná é uma publicação de periodicidade anual, produzida pelos residentes técnicos do Deral, com o objetivo de explorar temas correlatos à exportação e importação das principais culturas e atividades agropecuárias paranaenses.

O documento aponta que o Paraná foi o quarto estado exportador do agronegócio em 2021, arrecadando US$ 15,1 bilhões nas transações com 200 países, o que representa 12,5% das vendas brasileiras nesse setor. Em 2021, a exportação geral do Paraná foi de US$ 19 bilhões, representando 6,8% – 7º lugar – do que foi enviado ao Exterior pelo Brasil. O estado teve 208 países parceiros nesse comércio. Desse total, US$ 15,1 bilhões corresponderam ao agronegócio, o que coloca o Paraná em quarto lugar no segmento, com 12,5% das vendas para 200 países. No setor do agronegócio, a liderança em exportações é de Mato Grosso, com US$ 21,3 bilhões, seguido por São Paulo, com US$ 18,9 bilhões, e Rio Grande do Sul, com US$ 15,2 bilhões. A quinta colocação é de Minas Gerais, com US$ 10,4 bilhões.

O Paraná tem como principal atividade exportadora o complexo soja, que representa 42% do total. Dentro do complexo, a soja em grão alcançou 73,2%, o farelo de soja, 20,6%, e o óleo de soja, 6,1%. Os principais compradores do segmento soja são, pela ordem, China, Países Baixos e Coreia do Sul.

Estado tem como principal atividade exportadora o complexo soja

Profissionalização de negócios familiares dá novo sentido ao family office

Estrutura, que antes era montada para resolver questões pessoais das famílias, agora tem foco em investimentos e gestão do patrimônio

Josenice Blumenthal aborda patrimônio familiar com os participantes da formação executiva

É comum encontrar em empresas familiares estrutura montada para gerir o patrimônio e os investimentos, chamada de family office. Esse tipo de serviço ganhou força especialmente com a profissionalização dos sucessores nos negócios familiares, que passam a se dedicar mais à gestão dos negócios e deixam as questões patrimoniais a cargo de especialistas. O tema foi abordado no quarto módulo da formação executiva oferecida pela Academia Fiesc de Negócios com foco na sucessão familiar. Os encontros ocorrem nesta terça (18) e quarta-feira (19) na sede da federação em Florianópolis.

“Familiares confundiam os papéis dentro da empresa e, por vezes, utilizavam a estrutura para resolver questões pessoais. No entanto, essa separação de papéis já está bem absorvida nos conselhos. O uso do family office nesse sentido também vem perdendo espaço, pois a estrutura passou a ter como foco a gestão do patrimônio”, frisa Josenice Blumenthal, professora da Business School São Paulo que conduz as atividades desse módulo. Entender a realidade da família que comanda os negócios também é crucial para conduzir a sucessão, observa Josenice. “Organizar esse processo exige adaptar-se à cultura das famílias, enxergar quais hábitos estão ‘oficializados’ e aplicar as adaptações gradativamente com as gerações seguintes. É preciso conscientização antes de tudo, sem imposições”, afirma.

Os executivos que participam da formação conheceram o case da Daxia, indústria paulista que produz ingredientes e aditivos para alimentos, bebidas, nutrição animal, cosméticos, entre outros. A empresa foi criada em 1994 por Lorival Marcuso Blanco e, atualmente, seus três filhos atuam nos negócios. Quando deu início à companhia, Blanco focou no fornecimento de matéria-prima para o setor de alimentos, tintas e vernizes. Com o crescimento da empresa, incluiu os filhos, expandiu a oferta para outros segmentos e internacionalizou os negócios, passando a suprir outros mercados da América Latina. “Além da experiência que meus filhos já tinham adquirido em outras companhias, investimos numa formação própria para sucessores. Foi como uma semente que fomos regando até dar flores e frutos. Aprendemos a separar as questões pessoais da empresa e nosso anseio é que as próximas gerações sigam perpetuando os negócios”, afirma Lorival.

Estrutura, que antes era montada para resolver questões pessoais das famílias, agora tem foco em investimentos e gestão do patrimônio

Produção industrial cai após quatro altas

Emprego sobe em ritmo menor em setembro

O alto preço da matéria-prima tem perdido importância entre os principais problemas enfrentados pela indústria no terceiro trimestre

A produção industrial caiu de 54,5 pontos em agosto para 49 pontos em setembro de 2022, depois de quatro altas consecutivas, de acordo com a Sondagem Industrial, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa mostra ainda que o emprego na indústria avançou pelo quinto mês consecutivo. O índice de evolução do número de empregados ficou em 51,4 pontos, acima da linha divisória de 50 pontos, que separa aumento de queda do emprego industrial. Foram consultadas 1.739 empresas, sendo 696 pequenas, 601 médias e 442 grandes, entre 1º e 11 de outubro de 2022.

No quesito conjuntural, alguns indicadores mostraram desaceleração, no entanto, seguem em patamar elevado, a exemplo, da intenção de investimento que recuou de 1,6 ponto para 57,4 pontos, mas após a forte alta registrada no mês anterior, o índice permaneceu em patamar elevado frente a média histórica de 51,4 pontos. Além disso, a indústria se mostrou menos otimista no mês de outubro em relação aos próximos seis meses, com queda das expectativas de demanda pelos produtos, de exportação, de compra de insumos e de contratação de empregados. Ainda assim, as expectativas permanecem no território positivo para os próximos meses.

Indústria avalia que normalização das cadeias de suprimentos está mais próxima
A falta ou o alto custo da matéria-prima se mantém há mais de dois anos como o maior problema enfrentado pelo setor industrial brasileiro. No terceiro trimestre de 2022, entretanto, o problema foi bem menos sinalizado pelos empresários, atingindo 38,1% das empresas, 14,7 pontos percentuais abaixo do segundo trimestre, quando atingia 52,8% das empresas.

A economista da CNI Larissa Nocko lembra que, desde o início da pandemia no primeiro trimestre de 2020, a falta ou o alto preço da matéria-prima tem sido o principal entrave à produção. “Apesar da desaceleração da produção em setembro e das expectativas menos otimistas, a normalização da cadeia e suprimentos é um elemento central para a retomada do ritmo de produção industrial”, explica. A elevada carga tributária se mantém na segunda colocação entre os principais problemas do setor industrial, atingindo 32,8% das empresas no terceiro trimestre de 2022. As taxas de juros elevadas e a demanda interna insuficiente, que atingem 24,9% e 24,7% das empresas, respectivamente.

Ritmo de alta de preços dos insumos desacelera
O preço médio das matérias-primas desacelerou no terceiro trimestre de 2022 em relação ao segundo semestre e alcançou o menor patamar desde o período pré-pandemia. O indicador de evolução do preço de matérias-primas ficou em 56,2 pontos entre julho e setembro deste ano, uma queda de pouco mais de dez pontos em relação a abril e junho, quando registrou 66,9 pontos. O dado varia de 0 a 100 pontos, com uma linha de corte de 50 pontos. Números acima desta linha apontam crescimento e abaixo queda. Esse dado reforça a percepção da indústria de normalização, ainda que parcial, da cadeia de suprimentos e, por consequência, da maior satisfação com a situação financeira das empresas.

Os indicadores que medem a satisfação com o lucro operacional, a satisfação com as condições financeiras das empresas e a facilidade de acesso ao crédito avançaram, respectivamente, 1,9 ponto, 1,9 ponto e 2,6 pontos. O indicador de situação financeira mostra um cenário mais favorável no terceiro trimestre de 2022 na comparação com o segundo. Apesar da melhora, os empresários ainda avaliam que o acesso ao crédito é difícil e que o lucro operacional se situa em patamares insatisfatórios.

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Emprego sobe em ritmo menor em setembro

Quase 40% das indústrias mudariam operação de rodovia para outro modal

Atualmente, somente 8% das indústrias usam as ferrovias para transportar a produção

As principais razões apontadas pelos 2.500 executivos entrevistados para mudar a operação para outro modal são a perspectiva de redução de custos

Trinta e oito por cento das indústrias trocariam o frete rodoviário por outro tipo de transporte, caso houvesse iguais condições estruturais entre os modais. Pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre infraestrutura mostra, ainda, que as ferrovias seriam a primeira alternativa para 28,5% dos industriais brasileiros para transferir suas operações de escoamento de produtos. Só não o fazem porque avaliam que hoje o setor ferroviário apresenta as piores condições entre os tipos de transportes – 31% consideram esse modal ruim ou péssimo. Atualmente, somente 8% das indústrias usam as ferrovias para transportar sua produção. Desses, 63% classificam o serviço prestado pelos trens como regulares, ruins ou péssimos, enquanto 31% dizem ser bom ou ótimo. A pesquisa revela que 99% das empresas utilizam os caminhões; 46% usam em algum momento o transporte aéreo; e 45%, o portuário. Na sequência, aparecem a cabotagem (13%) e hidrovias (12%).

As principais razões apontadas pelos 2.500 executivos entrevistados para mudar a operação para outro modal são a perspectiva de redução de custos (64%) e a maior agilidade para a entrega do produto (16%). Para 46% dos empresários, o custo é o principal problema na logística e operação das empresas. Segundo 84% dos entrevistados, o custo do transporte e da logística na indústria é alto ou muito alto – 79% indicam o frete como o principal custo logístico. Outros problemas relatados são o roubo de cargas (22%), má condição dos modais (20%) e má qualidade da frota (7%).

O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, afirma que os aumentos dos investimentos em infraestrutura e a diversificação dos modais de transportes são imprescindíveis para reduzir os custos dos serviços e de produção. “Essa pesquisa mostra que há um enorme déficit na oferta de opções de transportes no Brasil. O custo logístico das empresas e consequentemente dos produtos para o consumidor só serão menores quando tivermos uma infraestrutura adequada”, diz Robson Andrade.

Condições de infraestrutura para as indústrias
Apesar de terem apontado problemas especialmente relacionados aos transportes como obstáculos no dia a dia das empresas, 56% dos empresários industriais ouvidos pela pesquisa classificaram as condições de infraestrutura para as indústrias como boas ou ótimas, embora três das quatro mais bem avaliadas não estejam no setor de transporte de cargas. Na avaliação deles, as áreas que estão em melhores condições são a de energia (65% ótimo ou bom), as de telecomunicações (60% ótimo ou bom); a de transporte aéreo (56% ótimo ou bom); e de saneamento básico (48% ótimo ou bom). O transporte por rodovias é classificado como bom ou ótimo por 46%. Na sequência, aparecem portos, com 39%; e por último transporte por hidrovias (16%) e por ferrovias (16%).

O gerente de transporte e mobilidade urbana da CNI, Matheus de Castro, alerta que, mesmo diante da extrema dependência dos caminhões para o transporte de cargas no país, há um déficit enorme na oferta de serviços de transporte rodoviário, bem como nos modais ferroviário e hidroviário. “Se tivéssemos mais oferta na parte da logística, o custo total do transporte para a indústria seria muito inferior. Isso vai muito além da disponibilidade de caminhões ou trens, é tudo que envolve e contribui para a maior eficiência da movimentação de cargas no país”, avalia. “O Brasil tem potencial para o transporte de cabotagem, hidroviário e ferroviário, especialmente depois da criação do Programa BR do Mar e da aprovação do novo marco legal de ferrovias. Temos um grande potencial para equilibrar melhor a nossa matriz de transportes”, destaca. “Nenhum outro país continental como o Brasil utiliza tanto o transporte rodoviário como a forma principal da movimentação de cargas e de pessoas. Não faz sentido o modal rodoviário ser tão utilizado em distâncias longas”, acrescenta Castro.

Modal rodoviário não é o indicado para longas distâncias
Embora o modal rodoviário seja indicado apenas para pequenas e médias distâncias, somente 48% dos industriais apontam trajetos com média inferior a 500 quilômetros para transportar suas mercadorias. Como sugere a pesquisa, existem situações no país em que ocorre o embarque de cargas industriais em São Paulo com destino à Belém, ou o envio de produtos da indústria alimentícia de Porto Alegre para Teresina, com percursos de cerca de 2,9 mil km e 3,7 mil km, respectivamente.

A CNI alerta que a utilização do modal rodoviário nesses tipos de despacho gera perdas econômicas com um maior custo logístico associado ao consumo de combustível, níveis de acidentes, engarrafamentos, emissões de poluentes e deterioração dos veículos e vias. Como consequência, o setor produtivo nacional perde competitividade em relação a outros mercados.

Brasil precisa ampliar em três vezes investimentos em infraestrutura
A CNI produziu dois estudos sobre infraestrutura que foram entregues aos principais candidatos à Presidência da República. Os trabalhos têm foco em transportes e energia. O Brasil precisa aumentar os investimentos em transportes em, pelo menos, três vezes para eliminar os gargalos que impedem o país de ser competitivo e tornar sua logística adequada para o escoamento interno de cargas, bem como para as exportações e importações. Atualmente, o país investe em infraestrutura de transportes apenas 0,65% do Produto Interno Bruto (PIB). O patamar ideal para modernizar a logística de transporte do país seria de 2% do PIB.

A pesquisa encomendada pela CNI foi realizada pelo Instituto FSB Pesquisa, que entrevistou 2.500 executivos de grandes e médias empresas industriais, nas 27 unidades da Federação, sendo 500 em cada região. O campo foi feito entre os dias 23 de junho e 9 de agosto. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

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Atualmente, somente 8% das indústrias usam as ferrovias para transportar a produção

Preço da gasolina nos postos volta a subir após 15 semanas

Pesquisa é da Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural

Segundo cálculo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o valor médio da gasolina nas refinarias do país está defasado em R$ 0,30 por litro, ou 8%

O preço da gasolina nos postos de combustível do país teve alta de 1,47% segundo a pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A última edição do levantamento indicou que o consumidor brasileiro pagou em média R$ 4,86 por litro na semana de 9 a 15 de outubro. O aumento foi registrado após 15 semanas de quedas sucessivas, e ocorre após nova alta da gasolina na Refinaria de Maritape, a maior do país sob controle do setor privado. A Acelen, empresa responsável pela sua operação, anunciou no sábado (15) um reajuste de 2%. Ela já havia corrigido os valores sete dias antes em 9,7%.

Os anúncios da Acelen seguem a tendência das variações no mercado internacional. A cotação do barril de petróleo tipo brent, que registrou uma forte queda em setembro, chegando a custar US$ 82, voltou a subir acima dos US$ 90 neste mês. A alta foi influenciada pela decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de efetuar um profundo corte na produção. A Petrobras, no entanto, não anuncia mudanças nos preços praticados em suas refinarias há mais de um mês. A última alteração foi uma redução de 7% anunciada no início de setembro. Desde 2016, a Petrobras adota a Política de Preços de Paridade de Importação (PPI), que vincula os preços praticados no país aos que são praticados no mercado internacional. A referência é o barril de petróleo tipo brent, cotado em dólar.

Com base no PPI, os combustíveis sofreram forte alta no primeiro semestre do ano, o que gerou manifestações de insatisfação do presidente da República, Jair Bolsonaro. Em maio, ele trocou o comando da estatal pela quarta vez durante seu mandato, nomeando Caio Mário Paes de Andrade. Bolsonaro também editou uma medida provisória, posteriormente aprovada no Congresso, desonerando tributos e contribuindo para a queda nos preços dos combustíveis. Não houve, no entanto, nenhum anúncio de mudança no PPI. Nas redes sociais, parlamentares de oposição alertam que o governo vem pressionando a direção da Petrobras para segurar os preços em meio ao processo eleitoral. O segundo turno acontecerá no dia 30 de outubro. Em resposta, Bolsonaro tem feito publicações sustentando que a desoneração possibilitou a manutenção dos preços no patamar atual e permitiu consequentemente o barateamento dos alimentos.

Segundo cálculo da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o valor médio da gasolina nas refinarias do país está defasado em R$ 0,30 por litro, ou 8%. A entidade monitora quase diariamente as variações levando em conta o PPI.

Diesel e gás
Os postos brasileiros também subiram os preços do etanol hidratado. É o segundo aumento consecutivo. O litro tem sido comercializado em média a R$ 3,46. O valor é 2,08% superior ao registrado no levantamento anterior. A pesquisa semanal da ANP aponta ainda uma alta de 0,33% no preço do gás de cozinha. O botijão de 13 quilos tem sido vendido em média a R$ 110,99. Já o diesel se manteve estável, sendo comercializado a R$ 6,51 na semana passada, R$ 0,01 abaixo do último levantamento.

Com Agência Brasil

Pesquisa é da Agência Nacional do Petróleo e Gás Natural

WTC lança business club em Porto Alegre

Entidade quer fortalecer a área internacional de negócios entre as empresas e instituições do Sul

“Nos colocamos à disposição como ponte para fortalecer a área internacional de negócios entre as empresas e instituições da região com todo o mundo”, destaca Daniella

O World Trade Center (WTC), importante player no ambiente de negócios há mais de 50 anos no Brasil, lançará seu business club em Porto Alegre na segunda-feira (17). O evento contará com a participação do Cônsul dos Estados Unidos em Porto Alegre para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Shane Christensen, em sua abertura. O coquetel de lançamento, para empresas e instituições convidadas, será no Instituto Caldeira, na capital gaúcha, completando a tríade do apoio a negócios internacionais no Sul do país.

“O objetivo do WTC é liderar a pauta do international trade onde ele está, tornando-se uma importante e eficaz referência no cenário brasileiro. Já estamos em Curitiba e Joinville. Agora, em Porto Alegre, também nos colocamos à disposição como ponte para fortalecer a área internacional de negócios entre as empresas e instituições da região com todo o mundo, trazendo ainda mais visibilidade internacional para o estado”, destacou a empresária e ex-secretária de assuntos internacionais de Santa Catarina, Daniella Abreu, atual presidente do WTC Curitiba, Joinville e Porto Alegre. Segundo ela, tudo o que o WTC promove é por meio desta rede. “Movimentando o comércio exterior, exportação, importação e atração de investimento, o Rio Grande do Sul enriquece, prospera e abre portas. E isso é bom tanto para as instituições públicas quanto para privadas.”

Após a abertura do evento, ocorrerá o painel de “M&As Internacionais” com experts do assunto. Intermediado por Paulo Junqueira, presidente do grupo de competitividade WTC MAG, e por Diogo do Valle, vice-presidente do grupo de competitividade, o painel contará ainda com a participação de Altair Antonio Toledo, partner KPMG; Juan Pizano, LA&C chefe regional de impostos na Philip Morris International, e Marcos Buson, fundador na Hards.

O World Trade Center Curitiba, Joinville e Porto Alegre tem como objetivo aumentar a competitividade das empresas, gerar negócios, estimular o comércio internacional, disseminar melhores práticas globais, além de trazer inovação e investimentos para as cidades e países em que está presente. É formado por diferentes grupos empresariais, públicos e privados. No Sul do país, por exemplo, conta com sócios como Electrolux, O Boticário, KPMG Brasil e Renault. O WTC está filiado ao World Trade Centers Association (WTCA), hoje o maior clube de negócios do mundo e uma das mais importantes associações de executivos e empresários, com cerca de 15 mil profissionais atuando em 326 unidades de 89 países.

Entidade quer fortalecer a área internacional de negócios entre as empresas e instituições do Sul

Modo anônimo do Chrome é uma enganação?

De tempos em tempos surgem questionamentos sobre o modo anônimo do Chrome que procuram colocar em xeque a “real” capacidade do recurso em garantir a privacidade dos usuários.

Fatos recentes relacionados a documentos judiciais reportados pela Bloomberg sugerem que, mesmo no modo de navegação anônima, o Google continua entregando dados de usuários aos anunciantes.

A polêmica seria tão grande que funcionários do Google pediram ao presidente da Alphabet, Sundar Pichai, que revisasse o recurso para fornecer navegação verdadeiramente anônima e privada.

“Torne o modo de navegação anônima verdadeiramente privada”, teria escrito a chefe de marketing do Google, Lorraine Twohill. 

“Estamos limitados em quão fortemente podemos comercializar o Modo Anônimo porque não é realmente privado, exigindo, portanto, uma linguagem de proteção muito confusa que é quase prejudicial.”

Seria o modo anônimo apenas uma enganação do Google?

Absolutamente não. O modo anônimo realmente protege a privacidade.

Quando ativado, o navegador não grava o histórico, cookies ou as informações fornecidas em formulários.

Contanto que você não esteja conectado a sites e redes sociais, os usuários não podem ser identificados e nenhuma informação é passada por uma “porta dos fundos” do Chrome sem o consentimento do usuário.

Após fechar a janela do modo anônimo, todos os dados da sessão são apagados, menos os downloads, favoritos e itens da lista de leitura. Esta ação é irreversível.

Entretanto, porém, todavia, existem algumas ressalvas desde o “day one” do browser. Dados como IP, dispositivo e navegador continuam visíveis para os administradores de redes, provedores e sites.

Isso acontece, pois o modo anônimo do Chrome não utiliza uma VPN ou proxy – a navegação ocorre como qualquer outra janela do navegador.

Qual o motivo de tanto barulho?

O burburinho na mídia não está relacionada a uma falha existente no modo anônimo, mas nas informações que o recurso de navegação privada do Chrome não oculta (IP, dispositivo e navegador).

Muitos afirmam que isso facilitaria para os anunciantes e o próprio Google descobrir quem você é por meio dessas exclusões, pois pode vincular esses dados de navegação e outras informações relevantes a você.

Ou seja, mesmo que você utilize o modo anônimo, as empresas podem continuar acompanhando o que você faz na internet, até mesmo quando não quer que ninguém saiba o que acessou.

Criado e projetado com o pensamento de 2008, o objetivo da navegação privada pretendia ocultar dados de navegação em computadores compartilhados. Não existiam as preocupações da internet de hoje.

Por conta desse “gap”, muitas pessoas tem processado com o Google com acusações de violações de privacidade. Uma bagatela de US$ 85 milhões já foram gastos para lidar com esse assunto.

Resposta do Google

O Google respondeu as acusações de que o serviço é claro em seu funcionamento e que as discussões em torno do modo anônimo tentam formular um entendimento diferente da funcionalidade.

“O modo de navegação anônima oferece aos usuários uma experiência de navegação privada, e deixamos claro como funciona e o que faz, enquanto os demandantes neste caso descaracterizaram propositalmente nossas declarações”, disse um porta-voz.

De fato, o alerta está lá desde 2008:

Por enquanto, não há qualquer movimentação do Google em querer alterar o funcionamento do modo anônimo.

De tempos em tempos surgem questionamentos sobre o modo anônimo do Chrome que procuram colocar em xeque a…

Para mais de 50% das empresas no mundo, sonho de transformação digital se torna pesadelo

A Gartner descobriu que 56% das organizações se arrependem de ter adquirido tecnologia em grandes projetos nos últimos dois anos

À medida em que a demanda por tecnologia cresce, aumentam também as opções de produtos e serviços; e, com tanta oferta, expandem-se os casos de arrependimento das compras

Possibilidades de manter relações a distância, fácil acesso e divulgação de informações, melhora de processos internos e relacionamento com clientes, aumento do desempenho de colaboradores e tomadas de decisões mais assertivas. Essas são somente algumas das qualidades do advento das tecnologias para as empresas, independentemente do porte ou do segmento. E, se elas já vinham se destacando, com a pandemia da Covid-19 se tornaram essenciais, fazendo com que alguns negócios sobrevivessem e outros crescessem mais – o e-commerce, por exemplo. Contudo, nem só de flores vive esse cenário. À medida em que a demanda por tecnologia cresce, aumentam também as opções de produtos e serviços; e, com tanta oferta, expandem-se os casos de arrependimento das compras. Tal realidade foi constatada pela Gartner, que descobriu que 56% das organizações se arrependeram de ter adquirido tecnologia em grandes projetos nos últimos dois anos.

Para chegar a esse consenso, a empresa, especializada em pesquisa e consultoria de Tecnologia da Informação em nível global, ouviu 1,1 mil executivos na América do Norte, Europa e Ásia sobre o tema. Mesmo o levantamento não abrangendo os brasileiros, por aqui o resultado seria bem semelhante, já que o principal motivo para a frustração esteve relacionado à mudança no perfil dos compradores de projetos de tecnologia, dos quais 67% não são da área de TI. “Ou seja: a decepção vem porque os empreendedores, sócios, CEOs e líderes não conhecem a fundo a empresa que dirigem, prática essa indispensável, com o auxílio da tecnologia, para conseguir crescer de forma consistente, aproveitar o time que se possui, direcionar o trabalho e garantir melhores resultados”, explica Atila Nicoletti, responsável pela liderança de Vendas e Alianças da Run2biz 

Pontos de atenção 

Mesmo o setor de Tecnologia sendo um dos que mais cresce nas empresas, há três grandes problemas: o primeiro é a demanda por profissionais qualificados, que aumenta diariamente. Para se ter uma ideia do déficit, um relatório da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação aponta que a carência por profissionais dessa área pode chegar a 260 mil, até 2024. O segundo é que a Tecnologia, sozinha, não é capaz de fazer nada. E, por fim, com mais tecnologia e mais formas diferentes de usá-la, é claro que há necessidade de um gerenciamento eficiente e ainda muitas complicações em implantá-la. Diante dessas dores, Atila alerta que, antes de começar um processo de evolução na Transformação Digital da empresa, é necessário se atentar a três pontos:

Observabilidade: consiste na capacidade de investigar e coletar métricas de ambientes, de servidores ou de aplicações em produção, descentralizado ou em nuvem, distinguindo e compreendendo todos os processos e emitindo alertas para solucionar e resolver incidentes de desempenho. Destacam-se aqui as soluções AIOps e APM, que contam com um poderoso suporte da tecnologia de Machine Learning.Processos: por meio da digitalização dos processos ou fluxos de trabalho, é possível analisar riscos, facilitar a gestão, verificar os resultados e obter relatórios em tempo real, com dados leais, o que coopera para considerações atuais e para tomadas de decisão certeiras, tendo uma visão 360º do negócio.Transformação Digital: para implementá-la de fato não basta só o profissional de TI comprar tecnologias e mantê-las funcionando. Além de um profundo entendimento sobre o negócio, é preciso fazer a conexão entre Pessoas, Processos, Negócios e Tecnologia a fim de garantir os melhores benefícios possíveis.

A Gartner descobriu que 56% das organizações se arrependem de ter adquirido tecnologia em grandes projetos nos últimos dois anos

Mercado financeiro reduz novamente estimativa da inflação

Previsão para o PIB é de 2,71% em 2022

Em setembro, houve deflação de 0,29%, o terceiro mês seguido de queda no indicador. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,09% no ano e 7,17% em 12 meses

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, caiu de 5,71% para 5,62% para este ano. É a 16ª redução consecutiva da projeção. A estimativa consta do Boletim Focus desta segunda-feira (17), pesquisa divulgada semanalmente, em Brasília, pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

A previsão para 2022 está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,5% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2% e o superior 5%. Em setembro, houve deflação de 0,29%, o terceiro mês seguido de queda no indicador. Com o resultado, o IPCA acumula alta de 4,09% no ano e 7,17% em 12 meses, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar. Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano nos mesmos 13,75%. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano variou de 2,7% para 2,71%. A expectativa para a cotação do dólar manteve-se em R$ 5,20 para o final deste ano.

Com Agência Brasil

Previsão para o PIB é de 2,71% em 2022

Vinho na lata, água na caixa

Embalagens, para que te quero?

Embalagens precisam funções que vão além de meramente acondicionar e proteger produtos. Devem, por exemplo, facilitar o manuseio de consumidores e repositores

Os puristas podem até ficar injuriados, mas aparentemente os vinhos vendidos em latas de alumínio vão bem, obrigado. Contra a tradição, apostam na dosagem individual (269 mil, em média) e na facilidade de transporte e armazenagem para atender a necessidades até então desassistidas dos consumidores. Decisão bem menos ousada, mas nem por isso menos interessante, foi a de lançar água mineral em lata e em caixas de papelão reciclado, sob o apelo da sustentabilidade: tanto um material como o outro substituem o plástico, polímero vilão dos nossos tempos.

Embalagens precisam funções que vão além de meramente acondicionar e proteger produtos. Devem, por exemplo, facilitar o manuseio de consumidores e repositores, como o frasco côncavo do xampu Sedas, que evita um efeito-dominó lateral ao ser retirado e recolocado na prateleira. E chamar a atenção do cliente em gôndolas superlotadas, caso do Activea, iogurte cujos potinhos e garrafinhas são verdes justamente porque esta era uma cor não adotada pelos concorrentes já estabelecidos.

Devem também estimular o uso do produto, sejam eles consumidores finais ou profissionais – anos atrás, frentistas boicotavam uma determinada marca de fluidos automotivos pela dificuldade em abrir e manejar o recipiente. E, por que não, adicionar uma dose de charme a categorias tão desprezadas do dia a dia doméstico, como detergentes e assemelhados, os quais fabricantes norte-americanas tentaram tirar da área de serviço e colocar diante dos olhos de moradores e visitas ao embelezar seus invólucros.

A teoria prescreve que deve haver um “conceito de embalagem”, ou seja, uma definição do que ela deve ser ou fazer pelo produto (Kotler e Armstrong, 1998). Mas será que é isso que tem acontecido?

Segundo o especialista em pontos-de-venda Paco Underhill, não: “[…] os gerentes da maioria das empresas não conseguem entender a importância de uma embalagem com um bom design”. O motivo talvez esteja no fato de que “[…] não há no mundo nenhuma escola de negócios importante que ensine a disciplina de artes gráficas no século XXI” (“Vamos às compras”, p. 89). O problema, porém, não se resume à falta de formação teórica e estende-se à prática dos profissionais do ramo, que “(…) não passam tempo suficiente nas lojas, visitando suas criações in loco” (p. 209).

Alguma surpresa? Não exatamente. Gaps nos currículos de cursos superiores e vícios profissionais volta e meia são superados pela originalidade daqueles que estabelecem novos referenciais ao, justamente, pensar fora da caixa – ou da garrafa, da lata e do que mais existir.

Embalagens, para que te quero?

Atividade econômica tem queda de 1,13% em agosto

No acumulado em 12 meses, o indicador ficou positivo em 2,08%

Desde o ano passado, os resultados do IBC-Br vêm oscilando. Em abril e maio teve queda, em junho e julho apresentou alta e, agora, mais uma redução

A atividade econômica brasileira registrou queda em agosto deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou redução de 1,13% em agosto de 2022 em relação ao mês anterior, segundo dados dessazonalizados (ajustados para o período). Desde o ano passado, os resultados do IBC-Br vêm oscilando. Em abril e maio teve queda, em junho e julho apresentou alta e, agora, mais uma redução.

Em agosto, o IBC-Br atingiu 143,97 pontos. Na comparação com agosto de 2021, houve crescimento de 4,86% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo, em 2,08%. O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 13,75% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia – a indústria, o comércio e os serviços e agropecuária –, além do volume de impostos.

O indicador foi criado pelo Banco Central para tentar antecipar a evolução da atividade econômica. Entretanto, o indicador oficial é o PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2021, o PIB do Brasil cresceu 4,6%, totalizando R$ 8,7 trilhões. No primeiro semestre de 2022, o indicador já avançou 2,5% e a atividade econômica do país ficou 3%, acima do patamar pré-pandemia, verificado no quarto trimestre de 2019.

Com Agência Brasil 

No acumulado em 12 meses, o indicador ficou positivo em 2,08%

Indústria nacional tem nova queda no ranking mundial de produção e exportação

País também caiu na lista dos exportadores de bens industriais

Em relação à participação do Brasil nas exportações mundiais da indústria de transformação, o aumento estimado pela CNI não deve ser suficiente para manter ou posicionar melhor o país no ranking mundial

O desempenho da indústria de transformação brasileira no mundo em 2021 refletiu a perda de competitividade do país nos últimos anos. Dados do estudo Desempenho da Indústria no Mundo, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), apontam que o Brasil perdeu posição no ranking mundial tanto de produção como de exportações no último ano em comparação com o ano anterior. O estudo também analisou os 11 principais parceiros comerciais do país: Alemanha, Argentina, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Itália, Japão, México, Países Baixos e Reino Unido. Entre eles, a China registrou o melhor desempenho na produção e na exportação de bens industriais.

A produção brasileira registrou recuo na participação mundial de 1,31%, em 2020, para 1,28%, em 2021, segundo a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido). Consequentemente, o Brasil foi ultrapassado pela Turquia e caiu para a 15ª posição no ranking. Já no indicador referente às exportações mundiais de bens da indústria de transformação, a fatia de participação brasileira cresceu de 0,77%, em 2020, para 0,81%, em 2021, de acordo com a estimativa da CNI. O aumento, no entanto, não deve ser suficiente para subir ou manter a posição do país no ranking, o que deve levar o Brasil a perder uma posição e passar de 30º para 31º lugar, perdendo espaço para a Indonésia.

“Para reverter essa trajetória de perda de participação nas exportações de bens industriais, precisamos de uma estratégia nacional de comércio exterior, que enderece os velhos desafios de competitividade como a burocracia e os resíduos tributários nas exportações e, ao mesmo tempo, amplie e aprimore nossas redes de acordos comerciais para evitar dupla tributação com parceiros estratégicos”, afirma Constanza Negri, gerente de comércio e integração internacional da CNI.

Apesar de melhora no desempenho nas exportações, Brasil perdeu posição
Em relação à participação do Brasil nas exportações mundiais da indústria de transformação, o aumento estimado pela CNI não deve ser suficiente para manter ou posicionar melhor o país no ranking mundial. “Apesar do aumento, o percentual está abaixo do registrado antes da pandemia de Covid-19 e não nos permite afirmar que o país conseguirá reverter a tendência de queda iniciada em 2012”, explica Constanza.

De acordo com o estudo, as exportações mundiais caíram 5,3% em 2020, e a estimativa da CNI indica um aumento de 20,4% em 2021. No Brasil, a queda nas exportações em 2020 representa mais que o dobro da média mundial (12,6%) e, para 2021, a estimativa é de um crescimento de 26,3%, acima da média global. Considerando o desempenho brasileiro e de seus 11 principais parceiros comerciais, além do Brasil, a China, a Argentina e os Países Baixos devem registrar tímido aumento nas respectivas participações – ao contrário de todos os demais países, que devem ter queda. A estimativa é que a Coreia do Sul, a Alemanha e o Japão registrem as maiores perdas de participação entre 2020 e 2021, considerando os parceiros comerciais do Brasil avaliados. Mesmo assim, os dois últimos países devem se manter na segunda e na quarta posição no ranking dos maiores exportadores mundiais, respectivamente. Já para a Coreia do Sul, a previsão é que sejam perdidas duas posições no ranking, levando o país ao oitavo lugar.

Participação do Brasil na produção mundial é a menor desde 1990
Com a queda da participação brasileira na produção mundial da indústria de transformação, de 1,31% para 1,28%, o país ocupa a menor fatia desde 1990 e mantém a tendência de queda desde 1996. O Brasil se manteve entre os 10 maiores produtores industriais do mundo até 2014, mas com a recessão de 2014 a 2016 e a desvalorização do real, perdeu posições para o México e a Indonésia; em 2018, foi ultrapassado por Taiwan e Rússia; e no dado mais recente, em 2021, perdeu espaço para a Turquia.

Na análise do Brasil e dos principais parceiros comerciais, a China e os Estados Unidos registraram os melhores desempenhos. Entre 2020 e 2021, a participação dos EUA no valor adicionado da indústria de transformação mundial cresceu de 16,59% para 16,76%. Em relação à perda de participação entre 2020 e 2021, no caso do valor adicionado da indústria de transformação, o Japão e a Alemanha registraram os maiores índices. No entanto, ambos mantiveram, respectivamente, a terceira e a quarta posição no ranking mundial. O estudo revela, ainda, que a Coreia do Sul foi ultrapassada pela Índia no ranking mundial e caiu para a sexta colocação. Em 2021, a produção industrial na Coreia do Sul diminuiu 2,32%, enquanto a Índia registrou aumento de 1,51%, segundo estimativa da Unido. A participação indiana cresceu de 3,11%, em 2020, para 3,16%, em 2021.

Entre os parceiros comerciais analisados, China segue com o melhor desempenho
Entre os 11 principais parceiros comerciais do Brasil, a China teve o melhor desempenho tanto na produção como nas exportações mundiais da indústria de transformação em 2021. Em relação à participação nas exportações mundiais de bens da indústria de transformação, o país registrou aumento de 17,10%, em 2020, para 18,43%, em 2021, segundo estimativa da CNI, e lidera o ranking. Já na participação no valor adicionado da indústria de transformação mundial, entre 2020 e 2021 a China teve um aumento de 30,08% para 30,45%.

País também caiu na lista dos exportadores de bens industriais