Archives Junho 2022

Balneário Camboriú terá criptomoeda própria

A expectativa é que até setembro a cidade seja a primeira da América Latina a oferecer o ativo digital

“O BC Token será um ativo e também uma plataforma de NFT´s para o Metaverso com imagens geradas pelos próprios usuários com ferramentas tecnológicas acessíveis”, antecipa Almeida

Balneário Camboriú, no litoral norte de Santa Catarina, será a primeira cidade da América Latina a ter sua própria criptomoeda via sistema token, o BC Token, que deve entrar em circulação até setembro. Idealizado pela Wayne Soluções Digitais, especialista em criptomoedas e blockchain, trata-se de um ativo digital não controlado pelo governo que permite pagamentos online e presencial, e o envio instantâneo de dinheiro para qualquer lugar do mundo a baixo custo usando apenas o celular.

“Pensado para fazer parte do dia a dia financeiro de qualquer pessoa na cidade, de turistas a comerciantes, passando por investidores, o BC Token vai se valorizar à medida que ganhar volume de mercado, da mesma maneira que aconteceu com moedas digitais como o Bitcoin, por exemplo”, explica Anderson de Almeida, empresário multisetorial que é CEO da IHit, desenvolvedora do projeto. Além de entusiasta da popularização do Metaverso, Anderson teve um de seus projetos de criptomoedas valorizado em 3600% em 2021.

A plataforma do BC Token sustenta ainda funções comerciais conectadas ao Metaverso, como visitas virtuais a imóveis na cidade para compra, venda ou locação; vantagens como descontos nas transações de turismo e entretenimento em Balneário Camboriú; a possibilidade de liquidar o token a qualquer momento para Real.”O BC Token será um ativo e também uma plataforma de NFT´s para o Metaverso com imagens geradas pelos próprios usuários com ferramentas tecnológicas acessíveis”, antecipa. O projeto está em fase de ajustes de parcerias para sua implementação e popularização.”Balneário Camboriú é o nosso laboratório. Vamos inovar nesta cidade que é vanguardista por natureza, mas os planos da iHit Full HUB é ativar moedas virtuais em outros municípios do Brasil ainda este ano”, projeta.

Em até 60 dias, antes do início oficial da operação do BC Token, haverá uma pré-venda da moeda onde as pessoas poderão comprá-la num valor mais baixo que valerá depois do lançamento oficial. Os utility tokens são ativos descentralizados, que permitem o acesso a determinados produtos ou aplicações. O Token Utility BC é uma ferramenta de gestão que atua de forma simples e efetiva no mercado, no caso do BC Token e da ferramenta bcwallet, poderá ser usada no comércio, como meio de pagamento, receber e enviar dinheiro.

Blockchain
Um blockchain é um livro digital descentralizado, distribuído e público usado para recuperar transações em muitos computadores para que o registro não possa ser alterado retroativamente sem a alteração de todos os blocos subsequentes e o conluio da rede. Blockchains crescem constantemente à medida que um novo bloco é “extraído” e são registrados em um formato cronológico do mais recente ao menos recente. Ele oferece aos participantes do mercado a oportunidade de rastrear suas transações em moeda digital sem qualquer forma de registro central. Para cada computador conectado à rede, sempre há uma cópia blockchain dedicada a ele e baixada automaticamente.

A expectativa é que até setembro a cidade seja a primeira da América Latina a oferecer o ativo digital

Embrapii e BNDES destinam R$ 50 milhões a inovação na indústria

Recursos são para projetos de inovação em transformação digital de indústrias de todos os portes e setores

Fiates (ao centro) afirma que parceria fortalece a competitividade da indústria brasileira

Indústrias brasileiras de todos os portes e setores podem acessar recursos na ordem de R$ 50 milhões (sendo parte não reembolsável) para aplicar em projetos de inovação na área de transformação digital. Apresentada nesta semana na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), em Florianópolis, a iniciativa é da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) em parceria com o Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES).

“Essa parceria vai ao encontro da necessidade de fortalecer nossa capacidade de inovação e desenvolvimento da competitividade da indústria brasileira”, afirmou o diretor de inovação e competitividade da Fiesc, José Eduardo Fiates. “Nosso incremento do Produto Interno Bruto (PIB) somente terá um crescimento efetivo com a agregação de tecnologia e inovação e, neste caso, o investimento estatal é fundamental”, salientou.

Ele ainda observa que o Brasil precisa avançar em sua política industrial, pois atualmente investe em torno de 6 bilhões de dólares anuais em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I). “É um montante muito aquém dos investimentos da China ou dos Estados Unidos”, comparou. Segundo ele, os investimentos anuais chineses em PD&I se aproximam de U$ 250 bilhões (em torno de 2% do seu PIB de US$ 12 trilhões) e representam o dobro do volume de investimentos dos Estados Unidos, cujo PIB é da faixa de US$ 20 trilhões.

O diretor substituto de planejamento e relações institucionais da Embrapii, Fábio Stallivieri, salienta que a parceria foca o desenvolvimento de projetos e soluções tecnológicas em transformação digital. “É aberta uma nova janela de oportunidade para as empresas do estado avançarem em termos de inovação e, em consequência, em sua produtividade, reduzindo significativamente o custo da inovação para as empresas”, destaca. Segundo Stallivieri, até 50% dos recursos não são reembolsáveis e os outros 50% devem ser divididos entre as empresas e uma das 76 unidades Embrapii, entre elas os Institutos Senai de Inovação em Florianópolis e Joinville. “Temos uma grande expectativa de alcançar um maior número de empresas, permitir alavancar recursos privados de maneira mais ágil e contratar projetos em período mais curto, além de aumentar o alcance e a efetividade dos recursos ao longo do tempo”, disse Sérgio Schmidt, engenheiro da área industrial do BNDES.

Dois focos principais norteiam a parceria. O primeiro é voltado para “Soluções digitais para Agro, Saúde, Cidades Inteligentes e Indústria 4.0” e prevê investimentos em soluções digitais que tornem serviços e processos produtivos mais seguros, eficientes e inteligentes, como automação e robótica; Internet das Coisas (IoT); Inteligência Artificial (IA); Blockchain; computação em nuvem, entre outros. Já o segundo está dedicado a “Sistemas e Componentes para Conectividade” e é direcionado para o desenvolvimento de tecnologias para serviço de telefonia móvel de quinta geração (5G). A iniciativa visa desenvolver inovações em soluções aplicadas a plataformas de hardware, seus sistemas e componentes para o desenvolvimento das tecnologias de 5G e semicondutores.

Além de recursos não reembolsáveis, as empresas também contarão com apoio técnico para desenvolver o projeto. O Ecossistema da Embrapii possui uma rede de 76 Unidades Embrapii-ICTs credenciadas com infraestrutura de ponta e pesquisadores qualificados para apoiar a indústria a superar seus desafios tecnológicos.

Recursos são para projetos de inovação em transformação digital de indústrias de todos os portes e setores

Catarina Capital lança fundo para startups

Com o lançamento do Secundus, gestora catarinense passa a investir em todo ciclo empreendedor de empresas

“Nosso trabalho é identificar e equacionar todas as dificuldades encontradas pelas startups, como obstáculos societários e estruturais que estejam impedindo a evolução da empresa”, conta Albino

A Catarina Capital, gestora catarinense especializada em investimentos em tecnologia, lançou o fundo inédito de venture capital Secundus, que vai fomentar a liquidez ao mercado secundário de participações empresas de tecnologia na América Latina, um mercado já desenvolvido nos Estados Unidos, porém praticamente inexistente na região. O foco será em companhias em estágio mais maduro de desenvolvimento, incluindo unicórnios, mas que ainda não realizaram a abertura de capital em bolsa.

O novo fundo passa a atuar em toda a América Latina, adquirindo ações de startups diretamente de seus acionistas, que podem incluir executivos que aderiram a programas de stock options, pequenas participações de sócios-fundadores, aceleradoras, investidores-anjos e fundos de investimentos que entraram em estágios iniciais e buscam liquidez. Com as operações, o objetivo da Catarina Capital é oferecer impulso para essas startups, que já se encontram em jornada crescente e consolidada de atividade, crescerem e desenvolverem as condições para o IPO.

Quem lidera a iniciativa é José Augusto Albino, empreendedor com larga experiência com mais de 15 anos de trajetória em Venture Capital no Brasil e ex-sócio da CRP, uma das pioneiras da indústria no país. Albino, que é um dos fundadores da Catarina Capital, detalha os diferenciais do novo produto. “Nosso trabalho é identificar e equacionar todas as dificuldades encontradas pelas startups, como obstáculos societários e estruturais que estejam impedindo a evolução da empresa. Trata-se de uma excelente oportunidade para investidores aportarem em empresas representativas antes do IPO e terem alto lucro com o desinvestimento após a entrada na Bolsa, em um ciclo de menos de cinco anos, menor do que os tradicionais de entre sete a dez anos previstos pelo mercado”, avalia.

A captação inicial do fundo para investimentos é de US$ 50 milhões e a meta é chegar a US$ 100 milhões até o final de 2023. A gestora espera ter entre 15 a 20 companhias investidas, com desembolsos médios para cada operação de US$ 5 milhões. Neste primeiro momento, o Secundus terá como foco investidores internacionais e alguns investidores de maior porte brasileiros, como institucionais e Family offices, uma vez que o investimento mínimo é de US$ 1 milhão. Para a etapa final de captação, a gestora estuda com parceiros uma maneira de viabilizar a oferta para o varejo.

“Se tratam de startups maduras, com negócios comprovados portanto de menor risco e muito mais perto do IPO ou evento de liquidez. O fundo é uma oportunidade excelente para investidores capturarem negócios nas empresas de tecnologias mais desejadas do mercado, sem precisar competir com grandes nomes como Softbank e Tiger”, argumenta a o executivo.

Com o lançamento do Secundus, gestora catarinense passa a investir em todo ciclo empreendedor de empresas

Ferramenta usa Inteligência Artificial para mapear estilos de profissionais de vendas

O Maper auxilia as empresas a basearem suas estratégias comerciais a partir das habilidades dos vendedores

“Quando se tem um olhar diferenciado sobre as pessoas, conseguimos reduzir a rotatividade de pessoal e aumentar o engajamento e a produtividade da equipe, com as atividades mais alinhadas ao perfil de cada um”, afirma Rafael Piepo, gestor de marketing da Sucesso em Vendas

Hub de soluções comerciais para empresas, com 25 anos de atividades no Brasil e em Portugal, a Sucesso em Vendas criou um teste de perfil profissional, o Maper, que usa a Inteligência Artificial para mapear o estilo de cada vendedor. Gerenciar uma equipe de vendas e manter os colaboradores motivados pode ser um desafio para muitos gestores, especialmente porque há vários estilos de profissionais. “Quando o gestor consegue identificar esses estilos, a comunicação interna fica mais fácil e as atividades do dia a dia podem ser direcionadas de acordo com a habilidade de cada um. São cinco estilos profissionais bem distintos, que podem contribuir muito para a evolução da equipe de vendas”, explica Rafael Piepo, gestor de marketing da empresa.

A ferramenta Maper foi desenvolvida em conjunto com a psicóloga Maria Lúcia Rodrigues e classifica as características dos colaboradores entre 20 habilidades específicas. “O teste é inédito e fornece dados quantitativos (em gráficos) para que os gestores possam investir no desenvolvimento humano da equipe, por meio de uma abordagem qualitativa. Com base nessas informações, podemos fazer trilhas de capacitação e treinamentos personalizados, com turmas segmentadas, focando nos desafios de cada pessoa”, destaca Piepo.

Outra vantagem do Maper, segundo o gestor, é que os próprios colaboradores recebem os resultados e fazem uma autoavaliação de suas personalidades. “É importante lembrar que a empresa é feita de pessoas e cada colaborador é único, com suas particularidades e habilidades específicas. Quando se tem um olhar diferenciado sobre as pessoas, conseguimos reduzir a rotatividade de pessoal e aumentar o engajamento e a produtividade da equipe, com as atividades mais alinhadas ao perfil de cada um”, afirma.

Entre as habilidades mapeadas no teste estão capacidade de organização, de planejamento, relações com superiores e em grupo, tomadas de decisão, administração do tempo e potencial criativo, além de outras. O Maper ainda permite classificar os profissionais entre três estilos diferentes de lideranças: líder integral, líder motivador e líder educador.

Na classificação do Maper, os estilos profissionais dos colaboradores são classificados em cinco diferentes características:

1 – Negociador: revela habilidade de relacionamento interpessoal, convivendo bem em grupos e estabelece bom relacionamento afetivo, separando relações pessoais de profissionais. É o perfil de profissional que aprecia trabalhar com pessoas e, geralmente, com grande aptidão para negociar.

2 – Inovador: interesse por atividades em que possa ter liberdade para expressar suas ideias e opiniões. Geralmente, são pessoas mais criativas e inventivas e têm aversão a situações burocráticas. Lidam bem com imprevistos sem se estressar e se adaptam facilmente às novas situações.

3 – Analista: perfil de análise e planejamento e interessa-se mais por atividades em que possa lidar com detalhes e concentração. Prefere ser orientado, do que liderar e necessita de direcionamento para a execução de suas tarefas, com abordagem mais racional.

4 – Produtor: apresenta alta produtividade no atingimento de suas metas ou na execução de suas tarefas. Consegue trabalhar bem com prazos e pressão de tempo e aprecia muito atingir bons resultados. É o vendedor que busca conquistar o cliente, sempre disposto a ajudar e a tirar as dúvidas, com foco na experiência do consumidor.

5 – Mobilizador: revela grande habilidade para obter resultados por meio das pessoas e aprecia gerenciar e mobilizar para atingir metas e objetivos. Estimula e promove o desenvolvimento das equipes sob sua responsabilidade e delega tarefas com facilidade. Tem atuação focada em melhorias e produtividade, sempre buscando um consenso para atender às expectativas do cliente e da empresa.

O Maper auxilia as empresas a basearem suas estratégias comerciais a partir das habilidades dos vendedores

Tesouro Direto: investimentos superaram resgates em R$ 1,7 bi em maio

Aplicações de até R$ 1 mil representaram 59,9% de todas as operações

Os títulos indexados à inflação corresponderam a 32,7% do total

Em maio deste ano, as vendas de títulos públicos federais por meio do Tesouro Direto atingiram R$ 3,9 bilhões. No mesmo mês, foram resgatados R$ 2,1 bilhões. Dessa forma, a emissão líquida, ou seja, o saldo entre papéis emitidos menos os títulos resgatados, foi de R$ 1,7 bilhão. Aplicações de até R$ 1 mil representaram 59,9% de todas as operações de investimento mensais, mas o valor médio por operação foi de R$ 6.510,26.

O grupo mais demandado pelos investidores foi o indexado à Selic (Tesouro Selic), cuja participação nas vendas atingiu 56,5%. Os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais) corresponderam a 32,7% do total e os prefixados, a 10,9%. Entre os títulos resgatados, o equivalente a pouco mais de R$ 2 bilhões foi readquirido pelo Tesouro Nacional, pelos preços de mercado na data da transação, e o correspondente a cerca de R$ 92,4 milhões foi relativo à data de vencimento – pelos quais o investidor recebe o valor integral da rentabilidade definida no momento da compra.

De acordo com o balanço do Tesouro Nacional, em maio foram realizadas 600,1 mil operações de investimento em títulos do Tesouro Direto. Além disso, o total de investidores com algum saldo em aplicações no programa de vendas de títulos públicos federais atingiu a marca de 1,9 milhão de pessoas, enquanto o total de cadastros cresceu com a entrada de mais 561 mil pessoas, atingindo 18,95milhões de investidores, número 72,3% superior ao de maio de 2021.

Com Agência Brasil

Aplicações de até R$ 1 mil representaram 59,9% de todas as operações

Um apagão tecnológico nos lares brasileiros

Classes B, C, D e E têm menos acesso a computadores desde a pandemia, revela pesquisa TIC Domicílios

Enquanto o percentual de residências da classe A com computadores aumentou de 95% para 99% entre 2019 e 2021, nas casas das classes D/E a proporção caiu de 14% para 10%

Apesar do avanço das atividades de trabalho e estudo remoto em decorrência da pandemia da Covid-19, a proporção de residências brasileiras das classes B, C e D/E com computadores caiu entre 2019 e 2021. Segundo a pesquisa sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos Domicílios brasileiros (TIC Domicílios) 2021, divulgada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), enquanto o percentual de residências da classe A com computadores aumentou de 95% para 99% no período, entre as classes D/E a proporção caiu de 14% para 10%, voltando à marca de 2015.

Na classe B, a proporção baixou de 85% para 83%. Já na classe C, o percentual foi de 44% para 41%. Em ambos os segmentos, o resultado de 2019 é o pior aferido pelo centro de pesquisas do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) desde 2015. A pesquisa TIC Domicílios também aponta que a quantidade de internautas aumentou 7% entre 2019 e 2021, passando de 74% para 81% dos entrevistados, aumento associado à popularização dos smartphones não só no Brasil, mas em todo o mundo. Conforme o coordenador da pesquisa, Fábio Storino, um menor número de computadores é indício de um “uso menos diversificado” da rede mundial de computadores e um “menor desenvolvimento de habilidades digitais”.

Uso de computadores
“Quando perguntamos sobre o uso de computadores, estamos falando de computadores de mesa e portáteis. Os aparelhos celulares, embora sejam quase computadores de bolso, proporcionam um uso mais limitado, que não desenvolve nos usuários o mesmo tipo de habilidades digitais de múltiplos dispositivos”, detalha Storino. Ele destacou que a proporção de usuários que acessam a rede mundial de computadores exclusivamente por telefones celulares passou de 58%, em 2019, para 64% da população, em 2021.

Pesquisa revela redução do número de domicílios das classes B, C e D/E com computadores

De acordo com o coordenador, o resultado dos dados coletados presencialmente entre outubro de 2021 e março de 2022 são comparados aos de 2019, e não aos de 2020, quando, devido à pandemia, o Cetic.br teve que adaptar o método de coleta, entrevistando um número menor de participantes que foram ouvidos exclusivamente por telefone – o que aumentou a margem de erros em comparação aos levantamentos de outros anos.

Na média nacional, a proporção de domicílios com computadores ficou relativamente estável na comparação com 2019. Tanto em 2019, quanto em 2021, 39% das residências contavam com ao menos um computador. No entanto, de acordo com Storino, “por trás desta média, é possível observar algumas desigualdades”. Enquanto 42% dos entrevistados da área urbana possuem um computador, na área rural este percentual não passa dos 20%. Nas regiões Norte (29%) e Nordeste (27%), a proporção é bastante inferior às das regiões Sudeste (46%); Sul (46%) e Centro-Oeste (41%).

“E quando olhamos por classe social, as diferenças ficam bastante pronunciadas. Enquanto os computadores estão disponíveis em praticamente todos os domicílios da classe A [99%] e em grande parte dos de classe B [83%], na classe C eles estão presentes em [41%], menos da metade [das classes A e B] e em apenas 10% dos domicílios das classes D/E.” Segundo o coordenador da pesquisa, enquanto nas residências das classes A e D/E os indicadores se mantém praticamente inalterados entre 2015 e 2019, nas classes B e C houve uma redução. A pesquisa também apontou que, no Brasil, a quantidade de internautas aumentou 7% entre 2019 e 2021, passando de 74% para 81% dos entrevistados.

A TIC Domicílios é considerada a principal fonte de estatísticas públicas sobre o uso da internet no Brasil. Segundo o coordenador do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), José Gontijo, “os dados sobre a conectividade nos domicílios e sobre o uso da internet pelos cidadãos é uma importante ferramenta para a elaboração de políticas públicas para promover a expansão da internet e a adoção de tecnologias digitais”.

Com Agência Brasil

Classes B, C, D e E têm menos acesso a computadores desde a pandemia, revela pesquisa TIC Domicílios

Por que sua empresa deve investir nas redes sociais

E impossível pensar no mundo de hoje sem as redes sociais. Em um cenário cada vez mais conectado, as redes sociais se tornaram o principal meio de comunicação. Segundo uma pesquisa da Hootsuite em  parceria com a WeAreSocial, feita em 2021,  53,6% da população mundial está nas redes sociais, ou seja, mais da metade da…

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E impossível pensar no mundo de hoje sem as redes sociais. Em um cenário cada vez mais conectado, as redes sociais se tornaram o principal meio de comunicação. Segundo uma pesquisa da Hootsuite em  parceria com a WeAreSocial, feita em 2021,  53,6% da população mundial está nas redes sociais, ou seja, mais da metade da…
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A Gerdau e a expansão para além da fronteira do RS

O processo de internacionalização da companhia gaúcha teve início em dezembro de 1980

Os horizontes se ampliaram ainda mais em agosto de 1999 com a entrada nos Estados Unidos através da compra de 75% do capital da AmeriSteel

Ao final da década de 1960, o Brasil registrou uma média de crescimento industrial de 15% ao ano. Os bons ventos da economia contribuíram para que, em 1969, pela primeira vez, a Gerdau ultrapassasse a fronteira gaúcha. E o salto foi grande – alcançou o Nordeste brasileiro, com a compra da Siderúrgica Açonorte, de Pernambuco. Com isso, o aço Gerdau passou a ser produzido também no distrito de Curado, na periferia do Recife. Era apenas o início da expansão geográfica.

Em 1971, a rota de crescimento ganhou impulso com a aquisição da estatal Cosigua (Companhia Siderúrgica da Guanabara). No primeiro momento, a operação foi feita por meio de uma joint-venture com o grupo alemão August Thyssen (oito anos depois, a Gerdau assumiria o controle do negócio). De imediato, foi dado início à construção da planta siderúrgica do distrito de Santa Cruz, no Rio de Janeiro. A unidade foi erguida em tempo recorde. No dia 19 de dezembro de 1972, entrou em funcionamento, consolidando a marca Gerdau em nível nacional.

A essa altura, a empresa já tinha ingressado, de maneira pioneira, no segmento de distribuição com a Comercial Gerdau, inaugurada em 1º de fevereiro de 1971, em São Paulo, reforçando seu compromisso em fortalecer o relacionamento com seus clientes. Não foi uma iniciativa isolada – rapidamente, surgiram filiais em várias capitais brasileiras. Atualmente, são mais de 70 lojas espalhadas por todo o país. Nos anos seguintes, a produção também se alargaria com a incorporação de usinas no Paraná, Ceará, Minas Gerais e Bahia. Foi um crescimento obtido de modo estratégico e planejado para assegurar uma atuação abrangente e duradoura da Gerdau no território nacional. Ao final dos anos 1970, a companhia já era responsável pela produção de 10% do aço brasileiro.

O processo de internacionalização da Gerdau teve início em dezembro de 1980, com a aquisição da Siderúrgica Laisa, do Uruguai. E ganhou fôlego com a compra da Courtice Steel, do Canadá, em outubro de 1989. O ingresso na América do Norte, aliás, representou um divisor de águas, não apenas pela distância de milhares de quilômetros ou em função da diferença de idioma e cultura. A iniciativa abriu uma trilha de oportunidades ao propiciar que a Gerdau se adaptasse a um ambiente de negócios até então desconhecido, com novas regulamentações e dinâmica de mercado.

Os horizontes se ampliaram ainda mais em agosto de 1999 com a entrada nos Estados Unidos através da compra de 75% do capital da AmeriSteel. A companhia norte-americana contava, à época, com quatro plantas industriais. Não é de admirar que, ao final do século 20, 40% da capacidade instalada da Gerdau estivesse localizada no exterior.

Em paralelo, a Gerdau continuou a pregar sua bandeira em países latino-americanos. Na Argentina, já em 1998, tinha assumido participação societária da laminadora Sipsa, da qual teria a maioria das ações a partir de 2005. Na década de 2000, por sinal, consolidou sua posição no continente com a Diaco, da Colômbia, em 2004, e da Siderperu, do Peru, em 2006. Esse movimento se completou com a aliança com a INCA, da República Dominicana, e a aquisição da Siderúrgica Tultitlán, do México, ambas em 2007.

Enquanto expandia sua presença no mundo, a Gerdau jamais deixou de investir no mercado brasileiro, que continuou a ser centro das atenções. Essa posição de destaque se fortaleceu ainda mais ao dar início à produção do aço em Minas Gerais, berço de riquezas minerais e coração da siderurgia nacional. Em 1988, venceu o leilão de compra da usina Barão de Cocais. Em 1997, adquiriu participação societária da Açominas, da qual passaria a ser acionista majoritária em 2001. Hoje, a unidade de Ouro Branco é a maior planta industrial da Gerdau no mundo. A importância estratégica de Minas Gerais se ampliou em 2009, com o início da produção própria de minério de ferro na mina Várzea do Lopes para abastecimento da usina de Ouro Branco.

Assim, com o tronco firme em suas raízes, representadas por uma cultura empresarial baseada nos valores da família, na capacidade de gestão e na vontade de crescer, a árvore da Gerdau espalhou seus galhos pelo Brasil e o mundo, projetando-se como uma das maiores produtoras de aço do planeta.

Relembre aqui o primeiro dos quatro capítulos que rememoram a história centenária da Gerdau.

Relembre aqui o segundo dos quatro capítulos que contam a trajetória da Gerdau.

O processo de internacionalização da companhia gaúcha teve início em dezembro de 1980

Empresas reduzem embalagens para repassar custos

Alerta é do Instituto de Defesa do Consumidor

O amplo uso da redução de embalagens e diminuição das quantidades normalmente vendidas levou ao uso do termo reduflação para se referir à prática

Cada vez mais empresas estão recorrendo à redução do tamanho das embalagens e à mudança na composição dos produtos para repassar o aumento de custos ao consumidor final, observa o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Segundo a coordenadora do programa de serviços financeiros da organização não governamental, Ione Amorim, no passado casos do tipo já eram registrados, no entanto, a alta da inflação no Brasil nos últimos dois anos fez com que mais empresas, de diversos setores, passassem a adotar a prática. “Hoje, a forma como isso vem sendo feita ganhou uma dimensão muito maior”, enfatiza. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), acumulava, em maio, taxa de 11,73% em 12 meses. De maio de 2020 a maio deste ano, a inflação medida pelo índice chega a 20,27%.

O amplo uso da redução de embalagens e diminuição das quantidades normalmente vendidas levou ao uso do termo reduflação para se referir à prática. A quantidade ou qualidade de produto é menor, mas o preço não é reduzido ou não é reduzido na mesma proporção da diminuição da embalagem. Assim, a empresa tenta evitar o desgaste do aumento direto de preços. Ione lembra que uma portaria da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor regulamenta alterações no tamanho e quantidade de produtos vendidos nas embalagens, definindo que as mudanças devem ser informadas em destaque nos rótulos por 180 dias.

Porém, segundo a economista, as empresas têm usado estratégias que apostam na desatenção do consumidor. “Para driblar o cumprimento dessa portaria, as empresas estão lançando embalagens paralelas”, denuncia. Ou seja, o mesmo produto é vendido em duas embalagens muito parecidas, mas, em uma delas, com menos quantidade do que o original. “Embalagens de azeite que, tradicionalmente, são engarrafados em vidros de 500 ml [mililitros], hoje você já vê alguns de 400 ml. Então, tem que ficar atento na hora de pegar a embalagem, pois elas são muito parecidas”, alerta.

Para ajudar os consumidores a compararem os preços, a economista recomenda consultar o preço por unidade de medida: litro, quilo ou metro. “O Código de Defesa do Consumidor, no artigo 6º, exige que o preço por unidade de medida quilo, litro ou metro seja colocado nas prateleiras para que o consumidor consiga fazer a relação entre as diversas embalagens do produto que é oferecida”, explica.

Ione alerta que há empresas que estão mudando a composição dos produtos. De acordo com a economista, a medida vem sendo adotada por diversos fabricantes que reduzem o percentual de matérias-primas, trocando por compostos ultraprocessados. Segundo ela, alterações do tipo já foram feitas por marcas de suco, que deixam de ter o percentual mínimo de fruta para virar néctar, chocolate, que reduzem a quantidade necessária de cacau, e de leite condensado, que deixam de ter leite na composição. “Esse produto, além de ter alteração na sua composição, também passa por essa redução de custo, porque o produto foi piorado e manteve o preço”, destaca a economista.

Com Agência Brasil

Alerta é do Instituto de Defesa do Consumidor

O Sindilojas Porto Alegre tem uma ideia para vender

Quer se firmar como o primeiro sindicato no Brasil a ter um hub para mudar a cabeça do varejista

O Co.nectar Hub é um convite a uma nova mentalidade empresarial

A inclusão da tecnologia na vida dos lojistas é a grande aposta do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas). A entidade fundada em 1937 entende que a inovação e capacitação digital são o futuro do setor. A porta de entrada para esse novo mundo começou com a Feira Brasileira do Varejo, realizada pela entidade desde 2013. No evento anual, que teve sua 9ª edição em maio passado, são convidados especialmente os pequenos e médios varejistas. São eles que conferem de perto as tendências e os protagonistas de um novo modo de fazer comércio, conhecendo as novidades apresentadas pelos expositores e as experiências que os palestrantes compartilham no congresso. Outra forma que o sindicato encontrou de aproximar as empresas são os cursos e o ‘Café com Lojistas’, evento mensal que traz conteúdo em formato de palestra e proporciona networking aos varejistas. Um passo importante nesta direção foi a decisão de criar, em 2021, o Co.nectar, um hub idealizado com o propósito de encorajar o lojista a correr certos riscos na jornada de preparação de sua empresa para a nova economia.

“O Co.nectar Hub é um laboratório para o lojista aprender, experimentar, testar – validando ou não – e implementar no seu negócio as inovações que ele precisa. Mas, para isso, ele precisa querer e se dedicar para conviver nesse meio da inovação”, conta Alexandre Peixoto, superintendente do Sindilojas. Faz parte do mix de incentivos a realização de workshops gratuitos, entre outros eventos, e até o oferecimento aos associados de um estúdio equipado para produzir fotografia de produtos e inclusive liveshops, espécie de programa de TV que une vendas ao vivo e entretenimento.

O hub, que está dando os primeiros passos, se apresenta aos empresários como um convite ao desenvolvimento de uma nova mentalidade que os faça avançar em seus negócios. Foi concebido especialmente para os pequenos e médios lojistas, por uma razão simples. Como geralmente são eles os responsáveis por dar conta de todas as rotinas da empresa, optam por buscar inovações pontuais no mercado. Segundo Peixoto, o Sindilojas Porto Alegre é o primeiro sindicato do segmento no Brasil a ter um hub e é um dos propulsores de um contexto inicial de transformação do setor. “Entendemos que esse pouco tempo de mercado ainda não é suficiente para medir um modelo de negócio que se propõe a engrandecer o varejo por meio da inovação”, afirma Peixoto. Porém, mesmo que esse ainda seja um começo nos planos do sindicato de implementar a transformação digital, os feedbacks recebidos de lojistas e de startups participantes do Co.nectar Hub têm sido positivos, garante Peixoto.

Em um movimento inicial, a maioria dos empresários procura o hub em busca de maior digitalização dos processos dos negócios e de aperfeiçoamento das vendas online. “Seja por meio dos workshops ou dos contatos feitos, os associados encontram o que procuram. Ainda assim, entendemos que para que consigamos cumprir com a nossa missão, que é de impactar positivamente a cultura do varejo local, precisamos receber a procura de muitos mais lojistas”, admite o superintendente. Para concretizar este objetivo, o Sindilojas prepara uma espécie de mapa, intitulado ‘roadmap da inovação’. Nele o empresário tem acesso aos conteúdos, mentorias e profunda conexão com o ecossistema de inovação da capital gaúcha. A médio prazo, o sindicato ambiciona consolidar o Co.nectar Hub como o ambiente de inovação dos negócios de Porto Alegre e região metropolitana.

Empossado como presidente do Sindilojas desde abril de 2022, Arcione Piva pretende colocar em marcha ações que façam frente ao rescaldo dramático da pandemia, como a queda nas vendas e fechamento de lojas. Em seu arsenal, inclui-se o fortalecimento do Portal InspiraAção, criado em 2020, para concentrar informações e conteúdos relevantes para as empresas mais atingidas pela pandemia, assim como a realização de lives semanais para incentivar os associados a implementarem suas ideias. A visão de Peixoto, o superintendente do Sindilojas, é de que o caminho da recuperação passa por uma reestruturação dos negócios na direção de um comércio cada vez mais online. Ele acredita que hoje muitos lojistas se deram conta da urgência dessa adaptação e estão correndo atrás de profissionais capacitados para ajudá-los com os novos formatos de venda. “Estão entendendo, cada vez mais, que precisam tornar o seu negócio híbrido, e não ser somente físico ou digital”, diagnostica. Para auxiliar nesse processo de digitalização, o sindicato passou a disponibilizar aos associados consultoria no que chamam de ‘Experiência do Usuário no Varejo’.

O Sindilojas acredita que essa travessia não será plena se os lojistas, como um todo, deixarem de atentar para a importância da educação como o caminho único rumo à transformação. Por isso, o sindicato tem aproximado seus associados das universidades, apoiado na crença de que a academia tem como uma de duas principais tarefas a de transformar a mentalidade das pessoas, impulsioná-las para a inovação. “Entendemos que a responsabilidade por inovar, na prática, a partir do conhecimento adquirido, é também dos demais agentes do mercado, das empresas e dos profissionais, pois inovação tem de ser viável comercialmente”. Enfatiza Peixoto. “Caso contrário, não se confirma, não tem valor.”

Esse conteúdo integra a edição 340 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ, que trouxe os resultados da 18ª edição do ranking Campeãs da Inovação. Clique aqui para acessar a publicação on-line, mediante pequeno cadastro.

Quer se firmar como o primeiro sindicato no Brasil a ter um hub para mudar a cabeça do varejista

Na sala com Danuza – literalmente

Lembranças de uma tarde de abril

Danuza provou que é possível viver mais do que as duas vidas pelas quais suspirava Mastroianni, desde que exista disponibilidade para tanto

Se, como dizia Marcello Mastroianni, deveríamos ter duas vidas, uma para ensaiar e outra para atuar, Danuza Leão extrapolou: teve várias ao longo de seus 88 anos. Resultado de sua postura libertária e independente, ela transitou entre o grand monde brasileiro e europeu com a mesma naturalidade com que abraçou a frugalidade na última década e meia de existência. E foi esta encarnação simplifier de Danuza que me levou até ela em abril de 2012.

Eu estava compilando relatos de pessoas que haviam optado por estilos de vida menos corridos e consumistas, e Danuza, à época, lançara um livro a respeito do assunto. Mandei-lhe um e-mail e fiz o convite para uma conversa. Ela se dispôs a colaborar, mas estranhou minha disposição de ir ao Rio para entrevistá-la: “Você vem só para isso? E se não render?”. Disse-lhe que aproveitaria para fazer outras entrevistas, o que não era verdade – Danuza e o Rio, por si só, valiam a viagem.

Marcamos para às 11h de uma sexta-feira 13, no café da Livraria da Travessa, em Ipanema. Pontual e simpática, perguntou, ao me cumprimentar, sem qualquer laivo de afetação: “André, o que você quer comigo?!”. Expliquei-lhe o tema da pesquisa e iniciamos o bate papo.

Ao fim da conversa, entreguei-lhe um exemplar do meu livro “Precisar, Não Precisa”, sobre consumo de luxo – tema com o qual ela ganhara notória familiaridade ao longo da carreira de modelo, RP de casa noturna e viajante inveterada. Trocamos mais algumas palavras e nos despedimos.

Saí dali e fui com minha mulher, Camille, almoçar nas proximidades. Ao fim da refeição, recebi um telefonema de Danuza. Ela havia dado uma olhada no livro que lhe entreguei e gostado do conteúdo, e queria conversar mais sobre o assunto. Nos convidou para ir ao seu apartamento, na rua Joana Angélica, localizado em um prédio no qual havia morado “o poeta e diplomata Vinicius de Moraes”, segundo uma placa na entrada. Fomos recebidos por ela e seu simpático cãozinho, Bijou, recém-chegado à casa que já contava com um gato (“eles não se dão”, informou). O papo na sala de seu apartamento durou mais uma hora. Danuza serviu sorvetes de manga e chocolate para Camille, me mostrou seu closet e comentou aspectos da decoração – um quadro mandado vir de algum país da América Central, formado pela colagem de borboletas verdadeiras, como em revoada, era especialmente bonito. Desmentiu a placa na entrada do edifício (“A Gilda (quinta e última esposa de Vinicius) me disse que ele nunca morou aqui”) e mencionou, en passant, que não cultuava o passado: só há pouco soubera, por exemplo, de uma escola pública carioca que levava o nome de Samuel Wainer, seu primeiro marido. A vida era para frente.

Numa troca de e-mails posterior, em que agradeci sua receptividade, disse-me que eu era um homem de sorte, pois “Camille é muito bonita e simpática”. Mais adiante, pedi-lhe que escrevesse o prefácio do livro para o qual sua entrevista fora colhida. “Não sei fazer isso, nunca fiz”, ela retrucou. Sugeri que escrevesse como um depoimento em primeira pessoa, tal qual as crônicas semanais da Folha de S. Paulo. E assim fez: “Por uma vida mais simples” é prefaciado por ela.

Morta na última quarta-feira, Danuza provou que é possível viver mais do que as duas vidas pelas quais suspirava Mastroianni, desde que exista disponibilidade para tanto – e de que a vida sabe retribuir a quem se oferece a ela sem medo e preconceito.

Lembranças de uma tarde de abril

Google faz homenagem a Anne Frank, vítima do Holocausto

O Google está exibindo um doodle em memória de uma adolescente judeu alemão que foi vítima do Holocausto. Após o lançamento póstumo do Diário de Anne Frank, ela se tornou uma das figuras mais comentadas da história.

O Buscador explica o Doodle:

“A apresentação em slides do Doodle de hoje homenageia a diarista judia alemã-holandesa de renome mundial e vítima do Holocausto Anne Frank”. 

“Escrito entre as idades de 13-15, seu relato pessoal do Holocausto e eventos da guerra continua sendo um dos relatos mais comoventes e amplamente lidos até hoje”. 

“O Doodle de hoje apresenta trechos reais de seu diário, que descreve o que ela e seus amigos e familiares viveram escondidos por mais de dois anos”.

“Hoje é o 75º aniversário da publicação de seu diário, que é amplamente considerado um dos livros mais essenciais da história moderna”. 

“Obrigado, Anne, por compartilhar uma janela crítica sobre sua experiência e nosso passado coletivo, mas também uma esperança inabalável para nosso futuro.”

Anne Frank

Anne Frank nasceu em 12 de junho de 1929 em Frankfurt, na Alemanha, mas sua família logo se mudou para Amsterdã, na Holanda, para escapar da crescente discriminação e violência enfrentadas por milhões de minorias nas mãos do crescente partido nazista. 

A Segunda Guerra Mundial começou quando Anne tinha 10 anos e, logo depois, a Alemanha invadiu a Holanda, trazendo a guerra para a porta de sua família. 

O povo judeu foi particularmente alvo do regime nazista, sofrendo prisão, execução ou realocação forçada para campos de concentração desumanos. 

Incapaz de viver e praticar livremente e com segurança, milhões de judeus foram forçados a fugir de suas casas ou se esconder. Na primavera de 1942, a família de Anne fez exatamente isso, escondendo-se em um anexo secreto no prédio de escritórios de seu pai para evitar perseguição.

A família Frank, como milhões de outras, foi forçada a agir rapidamente e deixar quase tudo para trás em busca de proteção. Entre os poucos pertences de Anne estava um presente despretensioso que ela havia recebido em seu aniversário de treze anos apenas algumas semanas antes: um caderno quadriculado de capa dura. Logo se tornou seu veículo para mudar o mundo para sempre. 

Nos 25 meses seguintes na clandestinidade, ela encheu suas páginas com um relato sincero da vida adolescente no “anexo secreto”, desde pequenos detalhes até seus sonhos e medos mais profundos. Esperançosa de que suas entradas de diário pudessem ser publicadas após a guerra, Anne consolidou sua escrita em uma história coesa intitulada “ Het Achterhuis” (“O Anexo Secreto” ) . 

Em 4 de agosto de 1944, a família Frank foi descoberta pelo Serviço Secreto Nazista, presa e levada para um centro de detenção onde foram forçadas a realizar trabalhos forçados. 

Eles foram então deportados à força para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia, onde viveram em condições precárias e anti-higiênicas. 

Alguns meses depois, Anne e Margot Frank foram transportadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, na Alemanha. 

Além dos assassinatos brutais e intencionais de prisioneiros pelas forças nazistas, doenças mortais se espalharam rapidamente. Eventualmente, Anne e Margot sucumbiram às condições desumanas em que foram forçadas a viver. Anne Frank tinha apenas 15 anos.

Embora Anne Frank não tenha sobrevivido aos horrores do Holocausto, seu relato daqueles anos, comumente conhecido como “O Diário de Anne Frank”, desde então se tornou uma das obras de não-ficção mais lidas já publicadas. 

Traduzido para mais de 80 idiomas, o livro de memórias de Frank é um marco nas salas de aula de hoje, utilizado como uma ferramenta para educar gerações de crianças sobre o Holocausto e os terríveis perigos da discriminação e da tirania. 

Casa de Anne Frank no Google Arts & Culture

Em 2019, quando Anne Frank completaria 90 anos de idade, a Google lançou uma exposição online para permitir que aos usuários pudessem visitar a casa da família alemã.

As imagens foram obtidas pelo Street View depois de uma parceria entre Google Arts & Culture e a Fundação Anne Frank.

Saiba mais no link abaixo:

O Google está exibindo um doodle em memória de uma adolescente judeu alemão que foi vítima do Holocausto. Após o lançamento póstumo do Diário de Anne Frank, ela se tornou uma das figuras mais comentadas da história. O Buscador explica o Doodle: “A apresentação em …

Ordem do Mérito Industrial de SC reforça o protagonismo de empresários

Seis industriais foram homenageados pela Fiesc

A comenda catarinense foi entregue aos empresários Antônio Deoclesio Pavei, Daniela Tombini, Eduardo Ernesto Zortéa, Felipe Hansen e Walter Osli Koerich. Cesar Gomes Junior recebeu a Ordem do Mérito Industrial da CNI

A solenidade de entrega da Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina foi marcada por momentos de emoção e aplausos, homenagem ao protagonismo do industrial e das mulheres, além da crença no potencial que o Brasil oferece para crescer, apesar dos desafios no cenário internacional e interno, que precisam ser superados. O evento foi realizado pela Federação das Indústrias (Fiesc), nesta sexta-feira (24) em Florianópolis, com a participação de cerca de 400 pessoas, entre lideranças industriais e políticas. No encontro também foram reconhecidos, por tempo de filiação à Fiesc, 12 sindicatos industriais (confira abaixo).

“Hoje, por meio da Ordem do Mérito, fazemos a justa – e necessária – distinção às pessoas que fazem a indústria ser o motor do desenvolvimento catarinense. Além do sucesso empresarial, eles têm um histórico de envolvimento com suas comunidades. Juntas, as indústrias que eles dirigem representam o sustento de milhares de famílias catarinenses”, afirmou o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar. A comenda catarinense foi entregue aos empresários Antônio Deoclesio Pavei, Daniela Tombini, Eduardo Ernesto Zortéa, Felipe Hansen e Walter Osli Koerich. O empresário Cesar Gomes Junior recebeu a Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Ele ressaltou que Santa Catarina tem uma das indústrias que, sob diversos aspectos, está entre as mais desenvolvidas do país. “Nosso parque fabril é diferenciado, diversificado e está distribuído por todas as regiões”, afirmou. Ele também defendeu a reindustrialização do Brasil. “Mas, para isso, além de enfrentar o problema da infraestrutura, precisamos destravar as reformas estruturais, ter um sistema tributário mais inteligente, com menos burocracia e um Estado mais enxuto e eficiente. E, não menos importante, uma política industrial clara e robusta”, declarou. Emocionada e aclamada diversas vezes pela plateia, Daniela Tombini discursou em nome dos homenageados e salientou a força das mulheres. “É com muita honra que hoje também represento a força da empresária catarinense. Temos uma indústria forte, de característica familiar e, desde o início, sempre contamos com mulheres protagonistas. Sozinhas ou ao lado de seus esposos, constituíram famílias e indústrias que, muitas vezes, se fundiam como se fossem uma única organização”, disse.

Ela fez referência a duas personagens emblemáticas da indústria catarinense: Johanna Altenburg e Adelina Hess de Souza, ambas do setor de confecção, ambas viúvas e tendo o desafio de criar seus filhos. “Elas empreenderam e do seu trabalho surgiram grandes e reconhecidas empresas-símbolo da força da nossa indústria e da capacidade empreendedora dos catarinenses. Johanna criou uma empresa hoje centenária, e Adelina deu continuidade aos negócios que fundara ao lado do marido”, lembrou Daniela.

Cesar Gomes Junior, que recebeu a comenda máxima da indústria nacional, demonstrou seu otimismo com o Brasil, apesar do cenário de incerteza mundial, que afeta toda a cadeia produtiva. “O quadro brasileiro também está contaminado com essa realidade internacional, vive um contexto de inflação e juros altos. Nosso papel, nesse momento, não se resume a criticar. Pelo contrário. Temos de acreditar em nosso potencial e participar das soluções. O Brasil, no cenário mundial, é um dos mais competitivos”, ressaltou. Ele disse que o mundo vai passar por ajustes e que isso abre oportunidades. “O Brasil, comparativamente às demais economias emergentes, é uma das melhores opções. Temos oportunidades excepcionais, apesar dos problemas que temos para resolver”, completou.

Em seu pronunciamento, o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Gilberto Petry, declarou que o Brasil não pode mais adiar a adoção das medidas necessárias para aumentar a resiliência às crises externas e retomar o caminho do crescimento econômico sustentado. “Nossa prioridade deve ser a aprovação de uma reforma ampla da tributação sobre o consumo, que elimine as distorções, simplifique o sistema de arrecadação de impostos e desonere as exportações e os investimentos”, afirmou ele, que na solenidade representou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Perfil dos homenageados

Antônio Deoclesio Pavei
Fundador da Construtora Pavei, Antônio é natural de Araranguá e, quando jovem, trabalhou com os pais e seus oito irmãos na agricultura familiar. Ingressou no segmento da construção civil como servente de pedreiro há 50 anos e, atualmente, já responde por mais de cem empreendimentos residenciais e comerciais em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Seus cinco filhos atuam nos negócios da construtora e serão seus sucessores. Ligado à lida no campo, o empresário mantém ainda uma fazenda com plantação de soja na Bahia, empreendendo também no agronegócio. Atuante na defesa da indústria, por meio do Sinduscon, Pavei conduziu um dos maiores projetos sociais do sindicato em parceria com o Bairro da Juventude. A instituição que atende jovens em situação de vulnerabilidade passou a oferecer formação profissional. Atualmente, a Construtora Pavei emprega 400 profissionais e é uma das maiores apoiadoras do Bairro da Juventude, oferecendo apoio financeiro e voluntariado em diversas frentes do projeto.

Daniela Tombini
A empresária de Caçador iniciou a vida profissional com a confecção de chinelos artesanais produzidos em casa. Em 1993, ela fundou a empresa que leva seu nome. Foi a primeira no Brasil a confeccionar chinelos laváveis à máquina e com solado antiderrapante. Atualmente, além dos chinelos atoalhados, a indústria produz robes, pijamas, moda íntima, moda casual, fitness e tem como mote “vestir a mulher 24 horas por dia”, com uma produção de 900 referências em cada coleção. A empresa conta com mais de 300 colaboradores diretos e seus produtos são vendidos em todo o país por uma rede de representantes. A marca possui ainda seis lojas-conceito no Sul do país. Daniela Tombini tem reconhecida atuação em projetos sociais da comunidade. No início da pandemia mobilizou um grupo de voluntários para a confecção de EPIs. No total foram doados mais de 10 mil jalecos e 40 mil máscaras para entidades de Caçador e região.

Eduardo Ernesto Zortéa
Engenheiro civil formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Eduardo nasceu em Capinzal e é um dos oito filhos de Ernesto e Elis Zortéa. Seu pai era construtor, investiu em loja de materiais de construção, lavouras e na criação de armazéns para receber grãos. Seguindo os passos do pai, Eduardo empreendeu e consolidou-se na área de estruturas metálicas portuárias, criando a Estrutural Zortéa. A empresa conta hoje com mais de 370 funcionários em um parque fabril com área construída de 14 mil metros quadrados. O moderno parque fabril de estruturas metálicas tem capacidade produtiva de até 700 toneladas mensais. É detentora de patente para sistema de carregamento de barcaças em píer flutuante. Eduardo desenvolveu ainda a plantadeira Genius, a única do mercado que possibilita plantio sem parar e se ajusta a todos os solos, disponível também para as culturas de inverno. A família sempre está envolvida em atividades locais. Eduardo foi presidente do Lions Clube de Campos Novos e faz questão de contribuir com diversas entidades da cidade, mas sempre no anonimato.

Felipe Hansen
Natural de Joinville e neto de João Hansen Junior, fundador da Tigre, Felipe Hansen atualmente preside o conselho de administração da Tigre. A companhia está presente em cerca de 30 países e conta com mais de 5 mil funcionários. Em sua gestão, a empresa passou a ser reconhecida pelo seu modelo de governança corporativa, além de experimentar uma nova fase de crescimento, com importantes movimentos: a criação da Juntos Somos Mais, parceria com Votorantim e Gerdau em 2019; a aquisição em 2021 da Dura Plastic, importante player americano; e a capitalização da empresa, com a emissão de debêntures em novembro de 2021, além de, num movimento estratégico, realizar a venda de 25% da participação do capital, em fevereiro de 2022. Na condição de presidente da CRH, holding que controla o Grupo Tigre, lidera a construção do Cidade das Águas, bairro inteligente de Joinville, em parceria com o Grupo Pedra Branca (Palhoça), além de projetos em Campinas, Gaspar, Campo Alegre e Condomínio Comercial localizado na BR-101 em Joinville, totalizando em uma área de 2 milhões de metros quadrados em projetos. Hansen preside o Instituto Carlos Roberto Hansen, braço social do Grupo Tigre, que soma R$ 65 milhões investidos em mais de sete mil projetos sociais que beneficiaram 5,5 milhões de crianças e adolescentes.

Walter Osli Koerich
Nascido em São José em 1934, Walter é um dos 11 filhos de Eugênio Raulino Koerich, uma das famílias mais tradicionais e empreendedoras de Santa Catarina. Os negócios da família tiveram seu início em 1955, no segmento de secos e molhados, seguido com uma fiambreria e logo, os supermercados, as lojas de varejo (Koerich Gente Nossa, Kilar e Dular), a primeira revendedora Volkswagem de Florianópolis (Koesa), a concessionária Honda Duas Rodas (Kimoto), o Consórcio Koerich, além das construtoras Zita e Koerich Imóveis e outras sociedades, como a Macedo Koerich e Kobrasol. Em 1993, ano da inauguração do Beiramar Shopping, a família Koerich promove uma cisão na empresa, quando Walter passa a focar no segmento da construção civil. Em 2009, junto com os irmãos Orlando e Antônio, Walter fundou a WOA Empreendimentos Imobiliários. Em 2016, a companhia passou por um trabalho de reestruturação de imagem e ganhou o nome de WKoerich e mais recentemente, em 2020 e 2021, o LK Design Hotel e K-Platz Hotel respectivamente, são inaugurados e hoje a WKoerich emprega 700 colaboradores. Um dos projetos mais recentes que contou com a participação de Walter Koerich foi o Mocotó Cor – Beleza Transformando Vidas, em parceria com o Instituto Vilson Groh, no qual foram pintadas mais de 100 casas, além de revitalização das escadarias, criação de uma galeria de arte urbana, instalação de playground e lixeiras. A WKoerich mantém 29 espaços públicos em Florianópolis e São José.

Ordem do Mérito Industrial da CNI

Cesar Gomes Junior
Nascido em Florianópolis e formado em administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Esag) e pela Harvard University, o empresário preside o conselho de administração da Portobello S/A, empresa fundada pelo seu pai. Júnior iniciou a carreira profissional quando os negócios da família eram ligados à produção de açúcar. Ao migrar para o segmento cerâmico, o empresário passou a atuar na empresa visando a internacionalização da companhia. A empresa de Tijucas emprega mais de 4 mil colaboradores, produz anualmente 30 milhões de metros quadrados de cerâmica e tem receita bruta de R$ 1,4 bilhões. De acordo com a companhia, 99,9% dos resíduos gerados na produção são ressignificados ou reciclados, promovendo uma economia circular e responsável. Em 2020, a indústria implementou o Coletivo Solidário na rede Portobello Shop, com ações sociais como Campanha do Agasalho, Dia das Crianças, Natal Voluntário e Doação de Sangue.

Sindicatos homenageados por tempo de filiação à FIESC:

Diamante 50 Anos de Filiação
Sindusmobil Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul
Sindimet Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico de Joinville
Sigraf Sindicato das Indústrias Gráficas de Joinville
Simovale Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai

Prata 30 Anos de Filiação
Siecesc Sindicato da Indústria de Extração de Carvão do Estado de Santa Catarina

Bronze 25 Anos de Filiação
Sindivest Sindicato das Indústrias do Vestuário, Fiação, Tecelagem, Calçados e Couro do Alto Uruguai Catarinense
Sindipan Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria, Produtos de Cacau, Balas, Massas Alimentícias, Biscoitos, Doces e Conservas Alimentícias de Concórdia
SIMC Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Concórdia
Sinduscon Amai Sindicato da Indústria da Construção Civil da Amai
Sindimec Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico da Região do Alto Uruguai Catarinense
Sindimassas Sindicato da Indústria de Massas Alimentícias e Biscoitos do Sul Catarinense
Sindialimentação Sindicato das Indústrias de Alimentação do Extremo-Oeste Catarinense

Seis industriais foram homenageados pela Fiesc

Vem aí uma reorganização societária no Grupo RBS

Empresários gaúchos de vários setores entrarão como investidores por meio da holding TKPar

Ao longo do segundo semestre, Nelson criará o conselho editorial da RBS, que será integrado por profissionais da empresa e convidados externos

Com uma visão de crescimento a partir da crença na comunicação, do desenvolvimento de novos negócios, do lançamento de plataformas de conteúdo e do fortalecimento de suas marcas líderes de mercado, a RBS encaminha iniciativa estratégica que possibilitará o ingresso de holding de investidores na companhia, assim como o início de uma reorganização societária, prevista para ser implementada nos próximos anos. A operação está sujeita à aprovação prévia do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e demais órgãos públicos.

A TKPar holding de participações, veículo criado para investimento na RBS, é liderada pelo empresário Fernando Tornaim, empreendedor que atua nos segmentos imobiliário, comunicação e entretenimento. Fernando, que nos últimos anos desenvolveu uma série de empreendimentos com a RBS, agora, por meio da TKPar, associa-se à empresa. Além da Maromar Investimentos, empresa de participações liderada por Maurício Sirotsky Neto, outros empresários gaúchos dos setores imobiliário, agronegócio e áreas financeira e de inovação participarão da holding TKPar. A nota divulgada pelo Grupo RBS não revelou os nomes destes empresários do Rio Grande do Sul.

A governança da RBS será aprimorada a partir de um conselho de representantes, que substituirá o atual conselho de acionistas. O novo conselho terá como presidente Gilberto Meiches, atual presidente do Conselho de Acionistas da RBS e, como vice-presidente, Fernando Tornaim. Além da permanência dos conselheiros Nelson Sirotsky, Carlos Melzer, Marcelo Damasceno Ferreira (representante da Jamah) e Luís Lima (representante de Pedro e Sônia Sirotsky), ingressarão também Maurício Sirotsky Neto e Juliano Pereira (representante da TKPar). Geraldo Corrêa participará da governança, a partir de comitês do conselho de representantes. Claudio Toigo permanecerá como presidente-executivo da RBS, liderando o atual comitê executivo da empresa, com a missão de continuidade, aperfeiçoamento e perpetuação do negócio de mídia.

Nelson Sirotsky assumirá, ainda, a posição não executiva de publisher da RBS, com a responsabilidade de ser o guardião da linha editorial da empresa. Ao longo do segundo semestre, Nelson criará o conselho editorial da RBS, que será integrado por profissionais da empresa e convidados externos. “Todo este movimento é um sinal claro de crença dos acionistas e também do mercado no negócio de comunicação e do nosso compromisso, na RBS, de assegurar ao Rio Grande do Sul um jornalismo responsável, cada dia mais contemporâneo, independente e plural, que atenda às necessidades e aos desejos dos nossos públicos”, destaca Nelson Sirotsky, em nota.

“Ao longo de mais de seis décadas, a RBS vem sendo protagonista de grandes marcos da transformação da comunicação no Brasil. Por isso, a continuidade da família Sirotsky, somada ao futuro ingresso da holding de investidores, representará um movimento de evolução, ao mesmo tempo em que preservará a essência, os valores e os compromissos históricos da RBS”, destaca o comunicado. 

“Com muito orgulho, vamos participar deste novo ciclo da história da RBS, ampliando o foco em inovação, nas novas tecnologias e em conteúdos interativos, buscando sempre aprofundar a conexão com os diferentes públicos e marcas, por meio das plataformas atuais e dos novos negócios que serão implementados. Tenho convicção de que a RBS seguirá protagonista nesse importante papel da comunicação, apoiando o desenvolvimento do nosso Estado e do nosso país”, afirma Fernando Tornaim, também por meio de nota.

Anunciada ao mercado no início de 2022, a RBS Ventures passará a ser a plataforma que concentrará o desenvolvimento de novos negócios e investimentos da RBS em diferentes segmentos de atuação. As primeiras iniciativas desta frente serão divulgadas em breve. “Este ingresso de investidores na RBS preserva os propósitos claros, definidos ao longo de seus 65 anos de existência, de trabalhar pelo desenvolvimento do Rio Grande do Sul, consolidados na prática de uma comunicação responsável e no exercício da liberdade de imprensa e de expressão que tanto defendemos. Com este passo vamos além, buscando contribuições efetivas para inovar, evoluir e crescer, gerando ainda mais benefícios para toda a comunidade”, ressalta Jayme Sirotsky, presidente emérito da RBS, na mesma nota.

Empresários gaúchos de vários setores entrarão como investidores por meio da holding TKPar

Prévia da inflação de junho fica em 0,69%

Índice acumula alta de 5,65% no ano

Reajustes nos planos de saúde autorizados pela ANS puxaram prévia da inflação de junho

A prévia da inflação acelerou em junho para 0,69%, ficando 0,1 ponto percentual acima da taxa registrada em maio (0,59%). O subitem de maior influência na taxa do mês foi planos de saúde, que subiu 2,99%. O IPCA-E, que se constitui no IPCA-15 acumulado trimestralmente, foi de 3,04%. Já no acumulado do ano, o IPCA-15 tem alta de 5,65% enquanto nos últimos 12 meses, a taxa desacelerou para 12,04%, abaixo dos 12,20% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2021, o índice foi de 0,83%.

Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram alta em junho. O maior impacto foi do grupo de transportes, que subiu 0,84%, uma desaceleração em relação a maio (1,8%). Outro destaque é do grupo de saúde e cuidados pessoais (1,27%), muito por conta dos planos de saúde, que sofreram reajuste de até 15,5% autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 26 de maio, com vigência a partir de maio de 2022 e cujo ciclo se encerra em abril de 2023. No grupo, influenciou também a alta de 1,38% nos produtos farmacêuticos.

A desaceleração em transportes se deu pela queda nos preços dos combustíveis (-0,55%), que haviam subido 2,05% em maio. Embora tenha sido registrado aumento em óleo diesel (2,83%), o etanol e a gasolina caíram. No lado das altas dos Transportes, destacam-se as passagens aéreas (11,36%), o seguro voluntário de veículo (4,2%) e o emplacamento e licença (1,71%).

No grupo de habitação, que havia registrado a única queda de maio (-3,85%), a alta de 0,66% foi puxada pela taxa de água e esgoto (4,29%), influenciada pelos reajustes aplicados em três áreas: de 20,81% em Belém (11,41%), a partir de 28 de maio; de 12,89% em São Paulo (10,99%), a partir de 10 de maio; e de 4,99% em Curitiba (4,51%), a partir de 17 de maio. Também colaborou para a alta o subitem gás encanado (2,04%), consequência do reajuste de 9,16% em Curitiba (7,98%), a partir de 18 de maio, e de 5,95% no Rio de Janeiro (3,28%), a partir de 1º de maio.

Ainda em habitação, no lado das quedas, o destaque é energia elétrica (-0,68%). A partir de 16 de abril, passou a valer a bandeira verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. Desde setembro de 2021, estava em vigor a bandeira de escassez hídrica, com acréscimo de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. Outro item que apresentou queda em junho foi gás de botijão (-0,95%).

O grupo de alimentação e bebidas (0,25%) desacelerou após subir 1,52% em maio. O resultado teve influência dos alimentos para consumo no domicílio, que saíram de 1,71% em maio para 0,08%. O subitem leite longa vida, que havia subido 7,99% em maio, registrou 3,45% de alta em junho. Além disso, houve quedas nos preços da cenoura (-27,52%), do tomate (-12,76%), da batata-inglesa (-8,75%), das hortaliças e verduras (-5,44%) e das frutas (-2,61%). No campo de alimentação fora do domicílio, a alta também foi menos intensa na passagem de maio (1,02%) para junho (0,74%), principalmente por conta do resultado do item lanche, que registrou alta de 1,1%, frente à variação de 1,89% no mês anterior.

Mais sobre o IPCA-15
O IPCA-15 difere do IPCA, a inflação oficial do país, somente no período de coleta e na abrangência geográfica. Para o cálculo do índice de junho, os preços foram coletados no período de 14 de maio e 13 de junho e comparados com os vigentes de 14 de abril a 13 de maio. O IPCA-15 refere-se a famílias com rendimentos de 1 a 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte, residentes nas regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, além do Distrito Federal e do município de Goiânia.

Índice acumula alta de 5,65% no ano