Cade condena Rumo por impossibilitar serviço de concorrente

Multa determinada à empresa alcança R$ 247,1 milhões

Companhia criou dificuldades à atuação de empresa rival no mercado de logística para exportação de açúcar via transporte ferroviário

Na sessão de julgamento desta quarta-feira (3), o tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou a Rumo Logística Operadora Multimodal (Rumo) e da América Latina Logística (ALL) por abusar da posição dominante e criar dificuldades à atuação de empresa rival no mercado de logística para exportação de açúcar via transporte ferroviário. A multa aplicada à empresa alcança R$ 247,1 milhões.

A investigação teve início em 2016, a partir de denúncia feita ao Cade pela Agrovia, prestadora de serviço de logística integrada via modal ferroviário para exportação de açúcar. A empresa alegou à época que dependia da utilização da Malha Paulista, controlada pela Rumo-ALL, para transportar açúcar até o Porto de Santos, em São Paulo, e que a companhia estaria criando empecilhos ao seu funcionamento. A denunciante informou, por fim, que precisou encerrar suas atividades em razão do comportamento anticompetitivo da Rumo-ALL.

A denúncia foi reforçada por uma comunicação encaminhada ao Cade pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que apurou a existência de indícios de infração à ordem econômica em um processo que tramitava na agência envolvendo as mesmas empresas.

De acordo com as investigações do caso, a Rumo-ALL interditou o pátio de Santa Adélia, cidade no interior de São Paulo, que era essencial às atividades da Agrovia, impossibilitando a empresa de prestar serviços aos clientes no período entressafra, sob a alegação de que o local oferecia riscos à segurança por ausência de manutenção e reparos. Contudo, a manutenção do pátio, segundo a ANTT, era de responsabilidade da própria Rumo-ALL.

O Tribunal considerou provas que demonstraram que a Rumo-ALL buscou discutir com a Agrovia sobre a atribuição de responsabilidade da manutenção do pátio de Santa Adélia para, dessa forma, atrasar o restabelecimento do acesso à infraestrutura essencial detida por ela por um período de, pelo menos, quatro meses, o que configura o caráter anticompetitivo da conduta.

Segundo a relatora do processo, a conselheira Paula Azevedo, o comportamento da Rumo-ALL inviabilizou o acesso da Agrovia a equipamentos e canais de distribuição necessários à atividade-fim de escoamento do açúcar, criando dificuldades desarrazoadas ao funcionamento e desenvolvimento da concorrente.

Nesse sentido, o Conselho entendeu que a suspensão das atividades nesse período gerou entraves para a Agrovia, que, em um primeiro momento, foi forçada a fornecer transporte via modal rodoviário, e, posteriormente, impossibilitada de firmar contratos para a safra de 2016/2017 em função da incerteza sobre o restabelecimento da operação em Santa Adélia.

Além disso, a investigação aponta que a Agrovia não conseguiu manter suas atividades e se retirou do mercado ainda em 2016, quando da rescisão do contrato de transporte ferroviário. Dessa forma, parte considerável da demanda antes atendida pela Agrovia foi realocada para a Rumo-ALL, que se beneficiou da ausência da concorrente no mercado.

Penalidades
Além de pagar multa, a Rumo-ALL está obrigada a divulgar em seus sites oficiais e comunicar aos seus clientes sobre o teor da decisão do Cade em até 15 dias após a publicação da decisão plenária. Além das sanções, o Tribunal determinou, entre outras medidas, o envio da decisão à Procuradoria Federal especializada junto ao Cade para que seja avaliada se as condutas praticadas pela Rumo-ALL também podem significar descumprimento aos termos previstos no Acordo em Controle de Concentrações (ACC), firmado quando a autarquia aprovou a fusão da Rumo com a ALL.

Multa determinada à empresa alcança R$ 247,1 milhões

Wilson Bley assume presidência do BRDE

Meta é aumentar programas de desenvolvimento

Paranaense ocupava os cargos de vice-presidente e diretor de Operações do BRDE e presidirá a instituição até fevereiro de 2023

O paranaense Wilson Bley Lipski assumiu nesta quarta-feira (3) a presidência do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), cargo que ocupará até fevereiro de 2023. Até então ele ocupava as funções de vice-presidente e diretor de Operações da instituição. O banco atua nos três estados do Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – e no Mato Grosso do Sul. Leany Lemos permanece no BRDE como diretora de operações, responsável pelo setor de crédito.

A meta do novo presidente é tornar o BRDE o maior banco de desenvolvimento regional do Brasil. Para ele, este é um caminho possível após os resultados obtidos pelo banco desde 2019, quando Bley e sua equipe assumiram a diretoria no Paraná. Hoje, a carteira tem 32 mil clientes em 1.285 municípios, fazendo do BRDE a quarta maior instituição entre os bancos de desenvolvimento e agências de fomento no Brasil em ativos e a 2ª maior em ativos, considerando apenas bancos de desenvolvimento puro no Brasil. Além disso, é a instituição que menos possui inadimplência, de 0,32% nos últimos 90 dias.

Os números são resultados de novos programas adotados pelo BRDE. “Lançamos programas como Jovem Empreendedor e Mulheres Empreendedoras, que mostram uma ação inovadora do BRDE. Somos um banco e não podemos ficar numa trajetória de menos riscos”, declarou Bley.

Para continuar sendo um banco de desenvolvimento diferenciado, afirma Bley, a aproximação com a sociedade deve ser um pilar. “Nossa gestão será marcada pela aproximação da instituição com a sociedade, atuando com políticas públicas voltadas às demandas de empreendedores do campo ou da cidade, pequenos ou grandes e, principalmente, dos municípios. Vamos transformar o BRDE na maior instituição de fomento e desenvolvimento regional do Brasil”, destacou.

Para isso, o banco toma alguns direcionamentos, como a procura por novos fundings. “Vamos sair ao mercado para captar recursos, entregando dinheiro com longo prazo e condições razoáveis de juros. Há cinco anos, 99,3% dos recursos eram do BNDES. Diversificamos e agora a dependência é de 55%”, disse. Para construção e desenvolvimento do Paraná, Bley completa que o objetivo é aumentar a carteira de crédito aos municípios dentro da visão de geração de emprego e renda. “O BRDE amplia sua carteira de projetos para se aproximar cada vez mais da sociedade, atendendo a uma premissa desenhada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior já no começo da gestão”, pontuou.

De acordo com o BRDE, as contratações em 2021 devem bater na casa dos R$ 3,5 bilhões. Em 2020, foram R$ 3,3 bilhões. Desse total, R$ 1,5 bilhão foi em aprovações no Paraná, valor que indica a aceleração da retomada econômica estadual. O banco completou 60 anos em 2021. Criado em 1961 com o desafio inicial de propiciar ganhos de produtividade para uma economia regional à época majoritariamente agrícola, o BRDE nasceu da necessidade de atrair para os estados do Sul melhores fatias das linhas de crédito federal, por muitos anos fonte majoritária de funding.

Meta é aumentar programas de desenvolvimento

BC manterá ciclo de elevação da taxa de juros em dezembro

Copom prevê retomada econômica menos intensa e focada em serviços

De acordo com o comitê, os indicadores recentes da produção industrial e do comércio tiveram resultados negativos e abaixo do esperado

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) mantém a expectativa de retomada da atividade econômica no segundo semestre deste ano, ainda que menos intensa e mais concentrada no setor de serviços. A avaliação consta na ata da última reunião do Copom e reflete o impacto das limitações na oferta de insumos em determinadas cadeias produtivas, que devem perdurar até o próximo ano. De acordo com o comitê, os indicadores recentes da produção industrial e do comércio tiveram resultados negativos e abaixo do esperado. Por outro lado, o setor de serviços, que foi mais atingido pelas restrições da pandemia de Covid-19, “continuam em trajetória de recuperação robusta”.

“Para 2022, se por um lado a elevação dos prêmios de risco e o aperto das condições financeiras atuam desestimulando a atividade econômica, por outro, o Copom avalia que o crescimento tende a ser beneficiado por três fatores: a continuação da recuperação do mercado de trabalho e do setor de serviços; o desempenho de setores menos ligados ao ciclo de negócios, como agropecuária e indústria extrativa; e os resquícios do processo de normalização da economia conforme a crise sanitária arrefece”, detalha a ata.

Segundo o BC, no cenário internacional, o ambiente também tem se tornado menos favorável, refletindo a persistência da inflação. “O próximo ano deve ser caracterizado por menor crescimento, com a reversão dos impulsos fiscais e avanço nos processos de normalização da política monetária. Para as economias emergentes, essa combinação implica um cenário mais desafiador”, projeta o documento.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro, o Banco Central projetava crescimento de 4,7% para a economia em 2021. Já ao longo de 2022, espera-se um ritmo de crescimento menor do que no segundo semestre de 2021, resultando em crescimento anual de 2,1% no PIB. O próximo relatório será divulgado em dezembro. O mercado projeta crescimento maior neste ano e menor em 2022. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 4,94% do PIB em 2021 e 1,2% no ano que vem.

Inflação em alta
A projeção está desacelerando por causa da persistência da inflação e da alta dos juros. De acordo com a ata do Copom, a inflação ao consumidor segue elevada e tem se mostrado mais persistente que o antecipado, com alta dos preços mais disseminada e abrangendo também componentes mais associados à inflação subjacente, que é o núcleo da inflação, que desconsidera distúrbios de choques temporários.

“A alta nos preços dos bens industriais ainda não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, refletindo a gradual normalização da atividade no setor, dinâmica que já era esperada. Além desses desenvolvimentos, desde a última reunião [do Copom] houve alta substancial dos preços internacionais de commodities energéticas, cujo impacto inflacionário é amplificado pela depreciação do real, sendo essa combinação o fator preponderante para a elevação das projeções de inflação do comitê tanto para 2021 quanto para 2022”, revelam os membros do comitê.

Por isso, no encontro da semana passada, o Copom elevou a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 6,25% ao ano para 7,75% ao ano e já sinalizou que deve fazer um aumento da mesma magnitude, de 1,5 ponto percentual, na próxima reunião, em dezembro, mantendo o ciclo de elevação da taxa de juros, em um aperto monetário “significativamente mais contracionista” do que o utilizado no cenário básico. Com isso, espera-se a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante, que inclui os anos de 2022 e 2023.

Esse foi o maior aperto monetário em quase 20 anos. A última vez em que o Copom tinha elevado a Selic em mais de 1 ponto percentual tinha sido em dezembro de 2002. Na ocasião, a taxa tinha passado de 22% para 25% ao ano, com alta de 3 pontos.

Para decidir sobre a elevação, o comitê estabeleceu um cenário básico para a inflação, com as projeções em torno de 9,5% para 2021, 4,1% para 2022 e 3,1% para 2023. Esse cenário supõe trajetória de juros que se eleva para 8,75% ao ano em 2021 e para 9,75% ao ano em 2022, terminando em 9,5% ao ano, e reduz- para 7% ao ano em 2023.

Com os dados, as projeções para a inflação de preços administrados, como combustível e energia, são de 17,1% para 2021, 5,2% para 2022 e 5,1% para 2023. O Copom adotou ainda uma hipótese de bandeira tarifária de energia elétrica em “escassez hídrica” em dezembro deste ano e em “vermelha – patamar 2” em dezembro de 2022 e 2023.

Esse foi o sexto reajuste consecutivo na taxa Selic. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. Em agosto de 2019, houve mais redução e, para combater os efeitos da pandemia, em agosto de 2020, chegou ao menor nível da história, em 2% ao ano. Em março deste ano, começou a subir novamente, quando avançou para 2,75% ao ano, chegando a esse patamar de 7,75% ao ano.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. Puxada pelo aumento dos preços de energia elétrica e combustíveis, em setembro, a inflação chegou a 1,16%, o maior para o mês de setembro desde 1994, quando foi de 1,53%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o índice está em 10,25%, acima dos 9,68% registrados nos 12 meses anteriores. Este ano, a inflação já acumula alta de 6,9%.

O valor está acima do teto da meta de inflação. Para 2021, o Conselho Monetário Nacional (CMN) tinha fixado meta de inflação de 3,75%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5,25% neste ano nem ficar abaixo de 2,25%. Para 2022 e 2023 as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Riscos fiscais
No Relatório de Inflação, o BC estimava que, em 2021, a inflação fecharia o ano em 8,5% no cenário base. A projeção, no entanto, pode estar desatualizada com a possibilidade de que o teto de gastos seja alterado. O cenário básico do Copom para a inflação também envolve o risco fiscal diante da decisão do governo de mudar o cálculo do teto de gastos. Na avaliação do órgão, os acontecimentos recentes elevaram o risco de a inflação subir mais que o previsto, justificando a alta dos juros.

“Apesar do desempenho mais positivo das contas públicas, o comitê avalia que recentes questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevaram o risco de desancoragem das expectativas de inflação, aumentando a assimetria altista no balanço de riscos. Isso implica maior probabilidade de trajetórias para inflação acima do projetado de acordo com o cenário básico”, destaca a ata.

Para os membros do Copom, o processo de reformas e ajustes necessários é essencial para o crescimento sustentável da economia brasileira. “Esmorecimento no esforço de reformas estruturais e alterações de caráter permanente no processo de ajuste das contas públicas podem elevar a taxa de juros estrutural da economia”, diz a ata.

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Com Agência Brasil 

Copom prevê retomada econômica menos intensa e focada em serviços

Apenas sete capitais estão preparadas para receber o 5G

Curitiba e Porto Alegre estão entre elas. Florianópolis deve alterar lei atual

Essas capitais têm leis de antenas preparadas para o avanço da nova tecnologia

Um levantamento da Conexis Brasil Digital indica que das 27 capitais brasileiras, sete têm legislações para instalação de infraestrutura e antenas preparadas para a chegada do 5G: Boa Vista, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Palmas, Porto Alegre e Porto Velho. Essas capitais têm leis municipais com alta aderência à Lei Geral de Antenas, de 2015.

Legislações modernas que facilitem a instalação de antenas são imprescindíveis para o avanço da nova tecnologia. “O 5G vai exigir de cinco a 10 vezes mais antenas que o 4G, considerando a mesma área de cobertura, mas são antenas pequenas que podem ser instaladas nas fachadas dos edifícios”, explica Marcos Ferrari, presidente executivo da Conexis.

O levantamento aponta ainda nove capitais com média aderência à Lei Geral de Antenas: Cuiabá, Goiânia, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Recife, Salvador e São Luís, e quatro cidades que estão trabalhando na alteração da legislação por leis mais modernas e aderentes à legislação federal: Belo Horizonte, Florianópolis, Rio de Janeiro e São Paulo.

Ferrari destaca ainda a importância do apoio do governo e da Anatel para a adequação das leis municipais que permitirão a instalação do 5G no Brasil. “A Anatel, o Ministério da Economia e o Ministério das Comunicações prepararam uma minuta de projeto de lei padrão a partir da qual as Câmara municipais podem elaborar leis mais modernas e que facilitem a instalação de infraestruturas de telecomunicações”, afirmou.

O leilão do 5G ocorrerá nesta quinta-feira (4). O edital prevê que as empresas comecem a oferecer o 5G nas capitais até o dia 31 de julho de 2022, mas o atendimento desse compromisso depende da permissão para a instalação de antenas, que são essenciais para a conexão.

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Curitiba e Porto Alegre estão entre elas. Florianópolis deve alterar lei atual

Menos risco é baixo ganho. Como fugir da velha máxima?

Todos os perfis de investidor devem diversificar a carteira de investimento

Não faz sentido colocar todos os ovos na bolsa de valores, correndo o risco de perder dinheiro, para ter um ganho de 15% no melhor dos cenários

Muitos poupadores ainda têm em mente que guardar dinheiro é colocar na poupança pelo baixo risco. Ledo engano. Hoje existem opções de investimento mais seguras e rentáveis de renda fixa que permitem investir para objetivos futuros ou ter uma reserva de emergência de forma muito mais atraente. No outro extremo, temos os investidores que acreditam que para ter rentabilidade é preciso arriscar alto, que baixo risco significa baixo ganho. Não é bem assim que o mundo dos investimentos funciona e tudo depende de cenário econômico e político.

Para o primeiro perfil, é preciso esclarecer que a poupança está rendendo menos que a inflação, ou seja, o dinheiro vai desvalorizando enquanto está lá, ainda mais em um período de inflação alta. Além disso, a poupança só rende quando ela faz aniversário. Isso significa que se alguém deixar um valor nela por 29 dias e resgatar por conta de alguma emergência, o rendimento dela será zero. Ela só rende no 30º dia. Já em outras opções como o CDB, a compensação é diária. Você sabia disso?

O segundo grupo deve entender que a renda fixa possui excelentes opções com bom rendimento e que risco não necessariamente significa ganho. Em ambos os casos, é preciso conhecer as opções. Infelizmente, a tendência do mercado é sempre comparar as opções de renda fixa com as de renda variável.

A verdade é que todos os perfis de investidor, dos conservadores ao mais arrojados, devem diversificar a carteira de investimento. Aqui vale novamente falar sobre a importância de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Você pode investir em renda variável, ter ações na bolsa, fundos imobiliários ou produtos de investimento no exterior, mas também tem que buscar alternativa de renda fixa para equilibrar os ganhos e também as variações.

A proporção desses componentes não deve ser sempre igual. É aí que está o pulo do gato. Dependendo do cenário, a carteira deve ter mais renda fixa, mais ações no exterior, mais ações no Brasil ou fundos imobiliários. No cenário atual de juros subindo rapidamente, inflação descontrolada e incerteza muito grande no curtíssimo prazo (com indefinição do cenário eleitoral e das políticas que serão adotadas pelo novo governo), optar pelo que é garantido é a melhor opção. E com boa rentabilidade.

Para se ter uma ideia, em plataformas fora dos bancos tradicionais, CDBs e outros ativos bancários livres de risco já oferecem 12% e até 13% de ganho ao ano. Sendo assim, não faz sentido colocar todos os ovos na B3, correndo o risco de perder dinheiro, para ter um ganho de 15% no melhor dos cenários. A diferença é muito pequena e o risco é muito grande, além do estômago para lidar com as possíveis perdas e incertezas.

Os investidores mais experientes já vêm percebendo essa movimentação, diminuindo sua fome de risco e ampliando a parcela de renda fixa em suas carteiras. A tendência é que o cenário de indefinição se mantenha pelos próximos 18 meses no mínimo. Sendo assim, a renda fixa deve ser a melhor opção por algum tempo, pelo menos no curto prazo.

Mas nem só de CDBs vive a renda fixa. As LCIs e LCAs sempre foram muito procuradas porque são os únicos ativos bancários isentos de imposto. Tanto eles quanto o CDB são muito bons porque têm risco zero se mantidos dentro da garantia do fundo garantidor de crédito.

Outras alternativas são as emissões de crédito privado, que incluem basicamente os Certificados de Recebíveis Imobiliários e do Agronegócio (CRIs e CRAs) e debêntures incentivadas. Existem opções de CRIs e CRAs que pagam CDI + 3, inflação + 5, tudo isso livre de imposto. Essas opções são lançadas no mercado, mas têm um certo limite de oferta, razão pela qual é preciso estar atento e manter contato com o seu assessor de investimentos.

Para escolher a melhor opção na renda fixa, é importante acompanhar taxas como CDI, que está rendendo abaixo da inflação, e IPCA, analisar as opções pré-fixadas. É hora de fugir dos bancos tradicionais e ir para instituições menores (desde que façam parte do Fundo Garantidor de Crédito). Essas empresas oferecem taxas até 50% a 100% maiores do que os bancos tradicionais.

Muitas pessoas ainda acham que abrir conta de investimentos só é possível na bolsa de valores e não é assim. É possível abrir contas em corretoras de câmbio, bancos de investimentos e outras instituições de forma muito fácil. É mais simples do que abrir em um banco tradicional, que na maior parte das vezes requer ir pessoalmente à agência e levar documentos como comprovante de residência e RG. Nessas plataformas é possível abrir uma conta de investimentos de forma on-line.

Vale a pena alertar também que investir é uma forma de proteger o patrimônio e evitar perdas com golpes como os do Pix, que vem assustando com roubos de celulares e sequestros. O dinheiro guardado em fundos de investimentos, ainda que com resgate diário ou mesmo em ações, não pode ser retirado por qualquer um com celular. A conta corrente deve ser usada para as transações do dia a dia, não para investir.

É preciso entender que investir não se trata necessariamente de assumir riscos ou que segurança só existe na poupança. Investir é explorar tudo o que o mercado tem de proteção e crescimento do seu patrimônio, atingindo seus objetivos da melhor forma possível.

*sócio e diretor comercial da EWZ Capital, assessoria de investimentos filiada ao BTG Pactual

Todos os perfis de investidor devem diversificar a carteira de investimento

Líderes mundiais prometem conter desmatamento até 2030

Declaração conjunta será adotada por mais de 100 países

Os dirigentes de mais de 30 instituições financeiras irão também comprometer-se a não investir mais em atividades ligadas à desflorestação

Os líderes mundiais comprometeram-se, na Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP 26) a conter o desflorestamento até 2030. O acordo foi anunciado antecipadamente pelo governo britânico, anfitrião do encontro. Os ambientalistas consideram que lhe falta a urgência necessária. Uma declaração conjunta será adotada por mais de 100 países onde se situam 85% das florestas mundiais, entre elas a floresta boreal do Canadá, a Floresta Amazônica ou ainda a floresta tropical da bacia do Congo.

A iniciativa, que se beneficiará de um financiamento público e privado de US$ 19,2 bilhões, é essencial para alcançar o objetivo de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos valores médios da era pré-industrial, disse o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. “Esses formidáveis ecossistemas abundantes – essas catedrais da natureza, os pulmões do nosso planeta – estão no centro da vida de comunidades ao absorver grande parte do carbono liberado na atmosfera”, defendeu Johnson. As florestas estão recuando ao “ritmo alarmante” de 27 estádios de futebol por minuto. O primeiro-ministro considera o acordo histórico para a proteção e recuperação das florestas mundiais”.

Boris Johnson afirmou que não são apenas países que se juntaram a esse compromisso, que também abrange o setor privado. Acrescentou que é uma “oportunidade sem paralelo para a criação de empregos”.

O evento Ação sobre Florestas e Uso da Terra, do qual participou a cúpula de líderes mundiais da COP26, reuniu uma aliança sem precedentes de governos, empresas, atores financeiros e líderes não estatais para aumentar a ambição sobre as florestas e o uso da terra. Doze países doadores comprometem-se com um novo Compromisso de Financiamento Florestal Global. O objetivo é apoiar ações em países em desenvolvimento, incluindo a restauração de terras degradadas, combate a incêndios florestais e promoção dos direitos dos povos indígenas e das comunidades locais.

Entre os signatários do compromisso, estão o Brasil e a Rússia, países acusados da aceleração da desflorestação nos seus territórios, bem como os Estados Unidos, a China, a Austrália e a França. Numa das sessões da 26ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP 26), os dirigentes de mais de 30 instituições financeiras irão também comprometer-se a não investir mais em atividades ligadas à desflorestação, segundo o comunicado de Downing Street. Atualmente, quase um quarto (23%) das emissões mundiais de gases com efeito de estufa provém de atividades como a agricultura e a indústria madeireira.

Longe da urgência
Esse novo compromisso faz eco da Declaração de Nova York sobre as Florestas, de 2014, quando muitos países se comprometeram a reduzir para metade a desflorestação em 2020 e a colocar fim em 2030. Para organizações não governamentais (ONG) como o Greenpeace, o objetivo de 2030 está demasiado distante no tempo e dá, assim, ‘luz verde’ a “mais uma década de desflorestação”.

Os especialistas alertam que o acordo anterior, de 2014, “falhou no compromisso de desacelerar” a desflorestação. Embora saudando esses anúncios, Tuntiak Katan, da Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia da Amazônia (Coica), indicou que a forma como as verbas alocadas a esse objetivo será efetivamente gasta será monitorada de perto.

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Com Agência Brasil e RTP

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Quando o cliente já não é o único centro das atenções

Grupo Services implanta política de valorização do teleatendente e novo modelo de relacionamento com consumidores

“Nosso negócio começou com os antigos call centers e ninguém respondia que queria ser operador de call center quando crescesse, pois era uma atividade diminuída e pouco valorizada”, afirma Jansen Alencar, CEO do Grupo Services

Com 20 anos de mercado e 10 mil funcionários, o paranaense Grupo Services está implantando um novo modelo de relacionamento da empresa com os colaboradores, clientes e consumidores finais, entendendo as necessidades e expectativas de cada um. Batizado de Journey Experience, o projeto foi desenvolvido para valorizar o trabalho do teleatendente, profissional que ficou estigmatizado pelas práticas agressivas do telemarketing.

O Services tem 40 clientes no Brasil, Argentina, Colômbia, Estados Unidos, Finlândia e Japão, entre telecoms, bancos e financeiras, varejos e fintechs. A empresa informa que em 2020, cresceu 32% em relação ao ano anterior com um faturamento de R$ 375 milhões. Para este ano, o Grupo Services projeta crescer 33% e atingir a marca de meio bilhão de faturamento. Com a nova política de relacionamento com seus públicos interno e externo, o grupo pretende modificar a máxima de que o cliente é o único centro das atenções.

“Entendemos que todo o bom relacionamento é feito por pessoas felizes e bem atendidas e que essa jornada começa dentro de casa. Assim, nosso foco sai de um único C, de Customer, para atender aos três Cs dessa jornada – Colaborador, Cliente e Consumidor final. Com isso, desenvolvemos relações mais sólidas, fiéis e harmoniosas e oferecemos as melhores experiências em relacionamento, tudo isso com muita tecnologia embarcada para que cada player possa escolher a jornada que mais lhe agrada”, resume Jansen Alencar, CEO do Grupo Services.

O Journey Experience vem impactando os funcionários desde agosto do ano passado, quando a empresa iniciou seu processo de reposicionamento. “Foram 20 mil horas de treinamentos em diferentes áreas e habilidades e R$ 6 milhões investidos em prêmios, desenvolvimento do projeto do novo posicionamento e captação e retenção de talentos, entre outras iniciativas”, explica o CEO. Alguns resultados já aparecem: entre os dez mil colaboradores, 80% em seu primeiro emprego, a empresa registra um turn over de apenas 5%.

Rede social e painel de humor
Para trabalhar internamente essa nova cultura, a área de Recursos Humanos foi rebatizada para People Experience (PX). O colaborador passou a ser tratado como um JXLover. A intranet passou a ser a rede social JXplorer. Essa nova plataforma não possui moderação e todos têm a liberdade de interagir, compartilhar e comentar qualquer conteúdo postado, desde treinamentos a comunicados oficiais.

Ao abrir o JXplorer, o JXLover encontra um painel de humor para informar, antes de iniciar a sua jornada, se está triste, irritado, perdido ou doente, dentre outras opções. Caso a opção seja uma destas, imediatamente alguém da PX entra em contato para dar suporte e atendimento a essa pessoa.

Toda interação do JXLover no JXplorer gera pontos e esses JXPoints, além de serem usados em um clube de vantagens, passam a ser considerados nas promoções internas. Em um ano de uso, o JXplorer já se tornou a principal ferramenta de engajamento dentro do Grupo.

“Nosso negócio começou com os antigos call centers e ninguém respondia que queria ser operador de call center quando crescesse, pois era uma atividade diminuída e pouco valorizada. Hoje, estamos trabalhando para que o nosso agente de teleatendimento não resolva mais problemas repetitivos e chatos, do dia a dia. Para isso, existe a tecnologia que desenvolvemos. O ambiente de trabalho também é outro, menos opressivo e industrial, com espaços criativos e disruptivos, promovendo a convivência e a integração das equipes. Em suma, cuidamos bem dos nossos JXLovers para que eles cuidem bem dos nossos clientes”, detalha Alencar.

Reposicionamento e pioneirismo
O novo conceito de Journey Experience do Grupo Services vem acompanhado do novo posicionamento de marca: Sempre à frente. Sempre juntos, que reforça a vocação para o pioneirismo da empresa e expressa o novo modelo de relacionamento.

“A empresa foi a primeira em Curitiba a ter um discador automático, em 2003; a implantar a estrutura blend, quando um mesmo agente se relaciona com o mesmo consumidor, tanto nos contatos ativos quanto receptivos; a criar um sistema de acompanhamento de atendimentos com área de control desk, que dobrou sua produtividade; foi a primeira do Brasil a montar o primeiro contact center 100% digital; foi a primeira a estruturar uma área de MIS com um Sistema de Informações Gerenciais; a ter o seu próprio robô, o premiado Zeus; e foi a primeira a oferecer o serviço All in One, que permite que o consumidor acesse diferentes canais de relacionamento e resolva todos os seus problemas com uma única chamada”, enumera o CEO.

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Um copo de sangue aos canibais

As empresas dominadas pela opinião pública digital

Empresas dominadas pelos clientes talvez não existam mesmo, mas companhias escravizadas pela histeria digital, sim – e que essas são tão merecedoras de reprovação quanto as primeiras

Quando cursei o mestrado, um dos meus professores fazia questão de diferenciar empresas orientadas para o cliente daquelas dominadas por eles. As primeiras representavam uma espécie de fim último do marketing: tinham a capacidade de converter necessidades e desejos dos consumidores em produtos e serviços econômica e tecnologicamente viáveis. As segundas, ao contrário, submetiam-se a todos os caprichos dos compradores, e, por esse motivo, colocavam em risco sua própria sobrevivência – no limite, afinal, tudo o que um consumidor quer é um produto perfeito de graça.

Sempre achei que a advertência do professor tinha muito mais caráter pedagógico, ao permitir diferenciar facilmente certos conceitos a partir de exemplos extremos, do que prático; uma empresa que faz tudo o que os clientes querem, obviamente, não existe nem jamais teria existido.

Mas a era das redes sociais e do cancelamento me obriga a rever esta ideia. Se não há exatamente empresas dominadas pelos clientes, agora a todo momento aparecem aquelas visivelmente dominadas pela opinião pública – ou, ao menos, a opinião pública que se mobiliza on-line, talvez nem tão representativa assim da sociedade. Foi o caso de Gerdau e Fiat, semana passada, quando ameaçaram retirar o patrocínio de um time de voleibol em função de postagens supostamente homofóbicas de um de seus jogadores.

Friso a palavra “supostamente” pois não vi, no texto de Maurício Souza, qualquer referência que justificasse o escarcéu que se seguiu. Até porque, convenhamos, tratava-se de uma banalidade: a reprovação moral à bissexualidade de um personagem de histórias em quadrinhos. Nenhuma ofensa direta ou leviandade, nenhum textão repleto de injúrias ou preconceitos; apenas uma opinião tida como conservadora acerca de um símbolo da cultura pop.

Alguém pode alegar, não sem razão, que Gerdau, Fiat e Minas Tênis Clube foram pragmáticos ao resolver um potencial problema de imagem pela raiz, livrando-se de seu causador. Eu, ao contrário, acredito que só estejam contribuindo para alimentar o monstro das torcidas organizadas digitais empenhadas em fazer valer, na marra, sua visão de mundo. E conferir poder a quem não tem, na verdade; casos verdadeiramente graves de crises de imagem já foram contornados sem concessões de monta. Por que agora seria diferente? A Vale destruiu duas cidades em Minas Gerais e nem por isso é menos cotada na bolsa de valores ou de empregos.

Provavelmente, em uma ou duas semanas o episódio Mauricio-Superman estaria esquecido, substituído por outra polêmica tola que volta e meia assalta o ambiente digital. Os gestores de redes sociais de Gerdau e Fiat teriam lá um ou dois serões de monitoramento de hashtags hostis e CTRL-C CTRL-V de respostas protocolares e… assunto encerrado. Ao oferecer a cabeça do jogador na bandeja, escancararam quão suscetíveis são às pressões dos cuspidores de regras da internet.

E quase vinte anos depois de iniciadas as aulas no mestrado, descubro, enfim, que empresas dominadas pelos clientes talvez não existam mesmo, mas companhias escravizadas pela histeria digital, sim – e que essas são tão merecedoras de reprovação quanto as primeiras.

As empresas dominadas pela opinião pública digital

Brasil promete reduzir emissões de gases pela metade até 2030

Meta foi divulgada durante abertura da participação brasileira na COP 26

Brasil apresentou uma nova meta climática, mais ambiciosa, passando de 43% para 50% até 2030; e de neutralidade de carbono até 2050

O ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, anunciou nesta segunda-feira (1) uma nova meta de redução de emissões de gases do efeito estufa. A informação foi divulgada durante a abertura da participação brasileira na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 26), em Glasgow, na Escócia.

“Apresentamos hoje uma nova meta climática, mais ambiciosa, passando de 43% para 50% até 2030; e de neutralidade de carbono até 2050, que será formalizada durante a COP 26”, disse. Leite participou da abertura da cúpula por meio de transmissão simultânea, em evento realizado em Brasília, no edifício-sede da Confederação Nacional da Indústria.

Segundo o ministro, a conferência marca “uma transição do debate das promessas climáticas para a criação de empregos verdes”. Leite argumentou ainda que o Brasil tem atuado como articulador do debate.

“Realizamos encontros bilaterais prévios com mais de 60 países, atuando como país articulador, buscando o diálogo e pontos de convergência. Também conduzimos dezenas de reuniões técnicas, coletando subsídios que culminaram numa estratégia de negociação para defender o interesse nacional e posicionar o Brasil como país fundamental nessa nova agenda verde mundial”, afirmou.

Crescimento verde
Em discurso gravado para a conferência, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o “Brasil é uma potência verde” e argumentou que o país é solução para os problemas atuais. “O Brasil é uma potência verde. Temos a maior biodiversidade do planeta, a maior e mais rica cobertura florestal e uma das maiores áreas oceânicas. No combate à mudança do clima, sempre fomos parte da solução, não do problema”, afirmou.

Bolsonaro ressaltou ainda que o Programa Nacional de Crescimento Verde, lançado na semana passada, “traz as preocupações ambientais para o centro da agenda econômica”. A iniciativa tem como objetivo aliar a redução das emissões de carbono, a conservação de florestas e o uso racional de recursos naturais com geração de emprego verde e crescimento econômico.

“Ao promover uma ‘economia verde’, o programa vai orientar as ações de proteção e conservação do meio ambiente por meio de incentivos econômicos, direcionando recursos e atraindo investimentos. Com isso, vamos favorecer ações e projetos de conservação da floresta, uso racional dos recursos naturais, redução de emissões de gases de efeito estufa e, principalmente, geração de “empregos verdes”, defendeu Bolsonaro.

A 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas segue até 12 de novembro. O encontro vai reunir mais de 190 países para discutir medidas mais enérgicas contra o aquecimento global.

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Com Agência Brasil

Meta foi divulgada durante abertura da participação brasileira na COP 26

Prêmio oferece curso sobre empreendedorismo social para jovens

Iniciativa da Prudential vai investir na formação de estudantes

Os dez finalistas selecionados poderão participar de uma capacitação on-line de 42 horas

Jovens de 14 a 19 anos que atuam como voluntários em toda a região Sul podem se inscrever no Prêmio Prudential Espírito Comunitário 2021. A premiação reconhece ações de voluntariado realizadas por estudantes do ensino médio de instituições públicas ou particulares de todas as regiões do Brasil.

Nesta sétima edição, além de oferecer R$ 25 mil e R$ 10 mil para o primeiro e o segundo colocado, respectivamente, investirem nas iniciativas de suas organizações, o prêmio vai conceder bolsas de estudos para um curso sobre empreendedorismo social aos dez primeiros finalistas. As inscrições podem ser feitas de 19 de outubro a 19 de novembro pelo site.

A premiação promovida pela Prudential do Brasil vai investir na formação e na vocação empreendedora desses estudantes que, principalmente em um ano marcado pela pandemia de Covid-19, fizeram a diferença. Os dez finalistas selecionados poderão participar de uma capacitação on-line de 42 horas, além de contar com a mentoria oferecida pelo Instituto Ekloos, organização que apoia o desenvolvimento de iniciativas de impacto social.

Premiação
Os vencedores serão selecionados por um júri que inclui alunos, professores, representantes de ações sociais, pessoas civis, organizações de apoio e incentivo ao voluntariado e representantes da Prudential do Brasil. No ano passado, a jovem Carolina Lindquist, de Engenheiro Coelho, em São Paulo, conquistou o primeiro lugar com o projeto “Globalizando”, uma organização que promove o ensino de idiomas através dos ODS da ONU de forma gratuita, inovadora e acessível.

“Fiquei muito feliz com a premiação, principalmente porque ela contribuiu para reafirmar a importância da educação para mudar vidas. Promover o ensino de idiomas de forma gratuita e virtual no Brasil, dando acesso a muitas pessoas que não têm essa oportunidade, é muito valioso. Estou ainda mais motivada para fazer o projeto crescer”, reforça Carolina.

Prêmio Prudential Espírito Comunitário 2021
Quem pode participar? Jovens estudantes de 14 a 19 anos, matriculados no Ensino Médio de escolas públicas ou particulares de todo Brasil
Quais projetos podem participar? Ações e/ou projetos desenvolvidos pelos jovens e que contribuam para melhorar a vida das pessoas da comunidade onde os estudantes atuam
Quantos projetos podem ser inscritos? Apenas um projeto por estudante
Qual o período de realização da ação? Os projetos devem ter sido realizados entre janeiro de 2020 até novembro de 2021.
Período de inscrição: de 19 de outubro a 19 de novembro

Iniciativa da Prudential vai investir na formação de estudantes

Mercado financeiro estima inflação de 9,17% para este ano

Previsão para 2020 é que Selic chegue a dois dígitos

A projeção para o PIB também diminuiu para 2022

Pela trigésima vez consecutiva, a estimativa da inflação oficial no país foi de alta, alcançando 9,17% para este ano e 4,55% para 2022. A projeção é do boletim Focus, do Banco Central (BC). O documento reúne previsões de mais de 100 instituições do mercado financeiro para os principais indicadores econômicos.

Nem a alta dos juros foi suficiente para segurar a estimativa do mercado financeiro para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e, pela primeira vez, o patamar é superior a 9%. Na semana passada, a previsão estava em 8,96%.

O IPCA não deveria ser maior que 5,25% este ano, segundo a meta de inflação fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta é de 3,75%, mas a margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo permite que o índice varie de 2,25% a 5,25%.

No caso da taxa básica de juros, a Selic, principal ferramenta de controle da inflação, a projeção dos economistas é que chegue a 9,25% ao ano em 2021. Para 2022, pela primeira vez, a expectativa é de que a taxa, que atualmente está em 7,75% ao ano, fique acima de dois dígitos e alcance a marca de 10,25%.

Os analistas reduziram a expectativa sobre o PIB, que em 2021 deverá ser de 4,94% ao ano. A previsão é menor do que na semana passada, de 4,97%, e menor que há um mês, quando o crescimento previsto era de 5,04%. Para 2022, a projeção para o PIB também diminuiu. Os especialistas que participam da pesquisa semanal do Banco Central indicaram um crescimento do PIB de 1,2%.

Com Agência Brasil 

Previsão para 2020 é que Selic chegue a dois dígitos

Investimento inicial para empreender em startups

Acompanhe mais um episódio do podcast Pílulas de AMANHàsobre empreendedorismo em startups. 

rograma.

Dessa vez o  Profº Gustavo Oliveira, doutor em políticas públicas, docente e coordenador na Faculdade Santa Marcelina, aborda os investimentos para empreender na área e dá alternativas além do capital próprio. Dê play e confira o ep.02.

Acompanhe mais um episódio do podcast Pílulas de AMANHàsobre empreendedorismo em startups. 

Fraudes contra clientes de bancos crescem no ano

Pessoas sem conhecimento de segurança digital são alvos preferenciais

Em nenhum contato real de bancos serão solicitados senhas, números de cartão ou será pedido para fazer transferências

Os golpes contra clientes de bancos cresceram 165% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2020, segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Os golpes que mais aumentaram foram aqueles chamados de “engenharia social”, em que a vítima é manipulada e levada a fazer ações em benefício dos criminosos.

O crescimento ocorre, entretanto, em um contexto em que o celular já responde por mais da metade das transações bancárias. Segundo a Febraban, os aplicativos para telefone móvel foram usados em 51% das transações em 2020. Em 2016, o percentual era de 28%. De acordo com a federação, a pandemia aumentou a importância desses aparelhos, que passaram a ser usados por pessoas que antes sequer tinham conta em banco.

Esse público, com pouca intimidade com o funcionamento do sistema bancário e com a segurança digital, é o alvo preferencial dos grupos de criminosos, diz a entidade. Os golpistas tendem a se aproveitar da falta da informação das vítimas para induzi-las a fazer depósitos e transferências, o que é mais fácil do que burlar os sistemas de segurança dos aplicativos e sistemas dos bancos.

Golpes
O chamado golpe do falso funcionário cresceu 62% no primeiro semestre deste ano. Nessa modalidade, o criminoso liga para a vítima e se faz passar por funcionário de uma instituição com a qual a pessoa tem relação. O golpista informa a vítima sobre supostos problemas de segurança, como a conta invadida ou clonada, para conseguir dados pessoais e financeiros. Durante a ligação, o criminoso pede ainda que a vítima digite a senha do cartão. Com essas informações, ele pode fazer retiradas de contas da vítima.

O golpe do falso motoboy funciona de forma semelhante. O golpista liga para a vítima passando-se por funcionário do banco e diz que o cartão foi fraudado, pede a senha e instrui a pessoa a cortar o cartão. No entanto, o chip fica preservado. Um suposto funcionário do banco vai à residência da pessoa sob o pretexto de retirar o cartão para que um novo seja emitido. Com a senha e o chip, os golpistas podem sacar dinheiro e fazer transações em nome da vítima.

Nesse tipo de situação, alerta a Febraban, os golpistas tentam provocar medo na vítima para que ela aja por impulso e siga as instruções dos criminosos. Por isso, é importante lembrar que, em nenhum contato real de bancos serão solicitados senhas, números de cartão ou será pedido para fazer transferências. Em caso de dúvida, o cliente deve desligar e telefonar por conta própria para os canais de atendimento informados no verso do cartão bancário.

As tentativas de golpe do tipo phishing cresceram 26%. Nessa modalidade de fraude, são enviados e-mails ou mensagens por WhatsApp na tentativa de obter dados ou induzir as pessoas a clicar em páginas falsas de bancos. Por isso, os clientes devem sempre desconfiar de ofertas não solicitadas ou descontos muito acima do esperado, além de verificar com cuidado os endereços de e-mail e das páginas nesse tipo de mensagem que, muitas vezes, tentam simular com troca de letras ou domínios do exterior as páginas oficiais dos bancos.

Há ainda as fraudes com empréstimos e venda de produtos com condições aparentemente muito vantajosas. Os criminosos, então, induzem o senso de urgência nas vítimas para que façam depósitos sob o pretexto de não perderem a oportunidade das ofertas. A Febraban alerta que nenhuma modalidade de empréstimo solicita pagamentos antecipados. No caso de compras, é importante fazer em páginas seguras e certificadas.

A Febraban afirma que os bancos investem R$ 2,5 bilhões por ano em segurança digital. Porém, em casos em que as vítimas fazem os depósitos ou entregam informações para os criminosos, o entendimento dos bancos é que a fraude não envolveu o sistema, por isso, não há chance de ressarcimento.

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Com Agência Brasil

Pessoas sem conhecimento de segurança digital são alvos preferenciais

Cobrança por metas mais ambiciosas e financiamento deve marcar COP 26

Encontro vai até 12 de novembro em Glasgow

As mudanças já provocadas no ambiente desafiam o principal compromisso internacional para conter o aquecimento global, o Acordo de Paris, que prevê desde 2015 que o aumento da temperatura até 2100 deve ser limitado a 1,5°C

Chefes de Estado e representantes de mais de 190 países se reúnem até 12 de novembro em Glasgow, na Escócia, para discutir os compromissos firmados para reduzir a emissão de gases do efeito estufa e frear o aquecimento global. O encontro é a 26ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 26) e ocorre sob o alerta de pesquisadores e ambientalistas de que as metas propostas para enfrentar o problema precisam ser mais ambiciosas para evitar consequências mais extremas das mudanças climáticas.

Para a Organização das Nações Unidas (ONU), as conclusões do último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), divulgado em agosto, devem servir de alerta vermelho sobre o uso de energias fósseis. Elaborado por 234 autores de 66 países, o estudo mostrou que, nos últimos 50 anos, a influência humana levou o planeta à trajetória de aquecimento mais rápida em 2 mil anos e já produziu uma temperatura média que supera o período pré-industrial em mais de 1 grau Celsius (°C). As consequências dessa variação média incluem a maior frequência de eventos extremos como ondas de calor e frio intensos, incêndios, temporais e ciclones.

As mudanças já provocadas no ambiente desafiam o principal compromisso internacional para conter o aquecimento global, o Acordo de Paris, que prevê desde 2015 que o aumento da temperatura até 2100 deve ser limitado a 1,5°C. Integrante da equipe de especialistas responsável pelo IPCC, a vice-diretora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Suzana Kahn, explica que, mesmo quando as emissões forem reduzidas, levará décadas para que a temperatura do planeta comece a baixar, o que torna os próximos anos essenciais para atingir a meta em 2100.

“Se a gente está falando desse aumento de temperatura de 1,5 a 2 graus até 2100, 1 grau já foi”, alerta ela. “A mudança da temperatura é um dos indicadores, mas também a mudança do regime de chuvas, a desertificação em algumas áreas, o degelo de geleiras, a elevação do nível do mar, a mudança nas correntes marítimas. São vários problemas que estão acontecendo e que assustam as pessoas. Isso torna a questão mais presente para a população.”

Metas ambiciosas
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), os compromissos anunciados até o momento pelos países para 2030 são insuficientes e apontam para um mundo 2,7 graus mais quente em 2100. O relatório Lacuna de Emissões 2021, publicado pelo órgão na última semana, destacou que seria preciso reduzir as emissões em 55% do que já está previsto nos compromissos nacionais para ajustar a rota em direção ao aquecimento limite de 1,5 grau.

Os pesquisadores mostram que Argentina, Canadá, União Europeia, África do Sul, Reino Unido e Estados Unidos foram os únicos membros do G20 que conseguiram apresentar em 2020 e 2021 promessas mais ambiciosas que os compromissos anteriores, enquanto China, Japão e Coreia do Sul fizeram anúncios na mesma direção, mas não os entregaram formalmente. Já Brasil e México foram os únicos membros do G20 que aumentaram a previsão de emissões em relação ao que prometiam reduzir até 2030, segundo o relatório.

Nesse cenário, a pesquisadora acredita que o Brasil será cobrado a dar uma resposta mais firme ao crescimento do desmatamento. “A gente ainda tem uma matriz energética favorável e muito limpa, apesar de que a gente já foi melhor e estamos cada vez mais incluindo termelétricas. Nosso maior problema é a questão da floresta, do desmatamento. A gente começou a reverter uma tendência positiva que tínhamos desde 2005 em que começamos a reduzir muito o desmatamento, e, de uns anos para cá, só piora, então vai ser cobrado muito isso.”

Presidente do Instituto Talanoa, Natalie Unterstell participou da construção do relatório Clima e Desenvolvimento: Visões para o Brasil 2030, que une especialistas e lideranças brasileiras que defendem que o país assuma compromissos mais ambiciosos para conter as mudanças climáticas. Para o grupo, a meta brasileira deveria ser de reduzir as emissões em, ao menos, 66%, em vez dos 43% atuais. A necessidade de buscar maiores reduções nas emissões também foi defendida por especialistas que participaram de uma audiência na Câmara dos Deputados nesta semana. Natalie Unterstell avalia que a cobrança por propostas mais contundentes será um dos três grandes eixos da conferência, que terá também as discussões sobre o mercado de carbono e o financiamento do controle de emissões como pontos centrais.

“Todos os países vão ser muito cobrados politicamente, porque a gente ainda tem essa diferença entre o necessário e o proposto, e, para o Brasil, esse é um ponto muito sensível, porque propusemos uma meta que está sendo considerada ruim”, afirma ela.

Financiamento
Natalie Unterstell avalia que, durante a conferência, voltará à mesa de negociações a cobrança aos países ricos pelo não cumprimento das promessas de financiamento das ações em países pobres e vulneráveis, já que as nações desenvolvidas foram as primeiras a se industrializar e emitiram mais gases de efeito estufa ao longo da história.

“Temos uma dívida dos países ricos de US$ 100 bilhões de por ano [para financiar ações em países pobres]. Eles estão chegando na casa dos US$ 80 bilhões, mas estão longe do ideal. Isso também vai ser cobrado lá”, descreve ela, que acrescenta que disponibilizar esses recursos é um desafio interno para esses países. “Quando a gente fala que os países ricos têm que pagar para os países pobres, a gente tem que pensar que são os contribuintes, os pagadores de impostos desses países que têm que chegar ao consenso em seus parlamentos e sociedades de que vão pagar essa conta, e está todo mundo tentando sair da pandemia e endividado. Então, é uma questão complexa.”

Suzana Kahn acredita que será uma grande frustração caso a conferência não consiga avançar na regulamentação do mercado de carbono, que estava previsto no Acordo de Paris e ainda não teve suas regras estabelecidas. No mercado de carbono, um país que superou sua meta de redução de emissões pode vender uma “permissão” equivalente a esse excedente para outro país que não conseguiu atingir o compromisso estabelecido. As regras para que essa transação ocorra, porém, ainda geram discordância na comunidade internacional.

“É complexo e é caro, porque você tem que fazer uma contabilidade e precisa verificar”, explica a professora da UFRJ. “Eu não só tenho que acompanhar e monitorar minhas emissões, como tenho que ter minhas contas totalmente abertas e transparentes, porque elas devem ser verificadas por organismos internacionais”, destaca.

A vice-diretora da Coppe/UFRJ compara que, assim como a pandemia de covid-19, as mudanças climáticas são um desafio global, em que o esforço de um país não basta enquanto não houver um controle do problema em todo o mundo. Nesse sentido, a crise sanitária pode se tornar um elemento a mais para dificultar a redução das emissões. “Há quem diga que, se é para retomar o crescimento, que se retome da melhor maneira possível, de uma maneira mais sustentável. Mas nem sempre é isso que acontece. A crise econômica acaba fazendo que você opte pelo caminho mais fácil para sair da crise.”

Para Natalie Unterstell, as crises geradas pela pandemia vão tornar ainda mais importante a discussão sobre como financiar a transição dos países pobres para uma economia com menos emissões. “Os países pobres estão ainda mais endividados, então, além de terem que lidar com a pandemia, a restauração das economias e as vacinas, precisam lidar com eventos extremos e riscos futuros. É uma conta muito pesada, e a questão do financiamento vai girar em torno disso, de como a gente alivia a barra desses países ultra vulneráveis.”

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Com Agência Brasil

Encontro vai até 12 de novembro em Glasgow

Eu que não amo você

A Tigre ensina: o consumidor não adora marcas, e sim os benefícios que elas proporcionam

A Tigre assume que não nasceu para ser amada – e de que não está nem aí para isso

Gostei da última campanha publicitária da Tigre. Nela, a empresa é bem clara sobre os limites de seu relacionamento com os clientes e de seu sex appeal como marca ao reconhecer que “ninguém ama tubo”, mas sim a tranquilidade que esses produtos, quando de qualidade, proporcionam. E arremata com o slogan, “quem ama tranquilidade, ama Tigre” (filme e matéria aqui). Trata-se de uma conexão – com o perdão do trocadilho – entre os atributos de um produto (robustez, qualidade) e os benefícios que ele oferece (tranquilidade), salpicada por uma bem-vinda ironia sobre evangelistas do conceito de love marks, tão em voga nas últimas décadas.

Não se trata de uma tática publicitária inédita, obviamente. Ressaltar características de um produto pode não ser suficiente para convencer o consumidor a adquiri-lo. Por isso, é necessário fazer um link entre os atributos e os benefícios que oferece, quando não com os valores que eles representam para o consumidor. A campanha da Tigre insere-se no primeiro caso, mas há outros, de marcas conhecidas, que se enquadram no segundo.

Como a Unimed Porto Alegre nos últimos anos. Ao adotar o slogan “Este é o plano”, a empresa tem proposto o vínculo entre seus serviços de saúde, a segurança que proporcionam (benefício) e um valor universal: a vida em harmonia consigo, com os seus e com o mundo.

Já o Wal Mart, anos atrás, optou por ser mais objetivo. Mostrava depoimentos de clientes de suas lojas que priorizavam a economia para, com isso, conseguir poupar para realizar planos mais importantes, como comprar um computador no qual a filha pudesse estudar. Atributo (preço baixo), benefício (economia) e valor (educação da filha) alinhados.

Unimed Porto Alegre e Wal Mart seguiram o conceito da means-end-chain (cadeia de meios-fim, em tradução literal), um esquema teórico que auxilia na construção dos links entre os atributos de um produto (means), os benefícios desses atributos para o consumidor e os valores pessoais que tais benefícios contemplam (end). Ele parte da premissa de que os consumidores buscam produtos cujos atributos proporcionam benefícios que estejam alinhados com seus valores pessoais. Uma vez identificados esses valores, pode-se utilizá-los como componentes da mensagem publicitária.

Valores que, se a Tigre quisesse, poderia ter contemplado na comunicação. Mas a empresa preferiu parar em algo mais palpável, o benefício. Fosse adiante e talvez acabasse virando peça de humor involuntário, como tantas marcas que exageram a própria importância. Do jeito que está, ficou na medida: a Tigre assume que não nasceu para ser amada – e de que não está nem aí para isso.

A Tigre ensina: o consumidor não adora marcas, e sim os benefícios que elas proporcionam