Receita e lucro da Engie avançam no terceiro trimestre

Companhia registra recuperação de R$ 372 milhões relativos à repactuação do risco hidrológico

A Engie registrou, mesmo em meio à maior crise hídrica dos últimos 91 anos, apenas 1,8% de queda na produção de energia elétrica em comparação ao terceiro trimestre de 2020

A Engie Brasil Energia registrou lucro líquido de R$ 639 milhões no terceiro trimestre de 2021, alta de 30,4% em comparação ao mesmo período do ano passado. A receita operacional líquida somou R$ 3,4 bilhões entre julho e setembro, resultado 5,6% acima do apurado no mesmo período do ano passado. Parte dos resultados positivos no período se deve ao reconhecimento dos efeitos da Lei 14.182/21, que possibilitou a recuperação de custos passados de energia, relativos à repactuação do risco hidrológico, das usinas em que a companhia detém todo controle, totalizando R$ 372 milhões (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem).

“A compensação desses valores é resultado do esforço conjunto do segmento, o que proporcionará maior estabilidade regulatória aos geradores”, destaca Eduardo Sattamini, diretor-presidente e de relações com investidores da Engie. Em breve, também serão reconhecidos os valores referentes às usinas em que a empresa catarinense tem participação acionária, que é o caso das hidrelétricas Itá, Machadinho e Estreito.

A Engie também registrou, mesmo em meio à maior crise hídrica dos últimos 91 anos, apenas 1,8% de queda na produção de energia elétrica em comparação ao terceiro trimestre de 2020. Neste cenário bastante desafiador, a redução da produção do parque hídrico da companhia foi de 7,5%. Já o despacho das usinas termelétricas próprias alcançou aumento de 11,2%. No segmento de usinas complementares, houve aumento de 20,1% na produção de energia em relação ao mesmo período do ano passado, devido à entrada em operação comercial integral da eólica Campo Largo 2.

Segmento de transmissão de energia
No segmento de transmissão, duas linhas do Sistema de Transmissão Gralha Azul foram energizadas em agosto, iniciando a operação do empreendimento, que atingiu 95% de avanço geral no terceiro trimestre, possibilitando o recebimento de 100% da Receita Anual Permitida (RAP) até o final do ano.

No Projeto Novo Estado, houve avanço geral de 89% da implantação das linhas de transmissão até o final de setembro, embora a previsão de conclusão da implantação do empreendimento tenha passado para o final do primeiro semestre de 2022, a energização dos primeiros sistemas que compõem o projeto continua prevista para o quarto trimestre de 2021, o que possibilitará o recebimento de cerca de 55% da Receita Anual Permitida (RAP) do empreendimento.

O Conjunto Eólico Campo Largo 2 atingiu, em 2 de setembro, 100% de sua capacidade instalada de 361,2 MW em operação comercial e, no Conjunto Eólico Santo Agostinho, foram iniciadas as atividades de implantação, que incluem construção de acessos, escavação das bases dos aerogeradores e a estabelecimento de redes de média tensão e da subestação coletora.

Venda dos ativos a carvão
Em linha com a estratégia global do Grupo Engie para descarbonização do portfólio com o objetivo de direcionar investimentos para energia renovável e infraestrutura, a empresa evoluiu nas negociações de venda dos seus ativos a carvão no Brasil. Como evento subsequente, em 18 de outubro, ocorreu o fechamento da venda do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda para a FRAM Capital. Além disso, a empresa continua avaliando propostas para a Usina Termelétrica Pampa Sul.

A Engie também assinou, em setembro, a compra do projeto do Conjunto Fotovoltaico Assú Sol, localizado no município de Assú (RN), adicionando 750 MW ao pipeline de projetos em estágio avançado de desenvolvimento, que soma agora 2,2 GW e confirma o compromisso em atuar na aceleração da transição da matriz elétrica brasileira.

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Companhia registra recuperação de R$ 372 milhões relativos à repactuação do risco hidrológico

Indústria desacelera em setembro

Utilização da capacidade instalada segue tendência de retração

O emprego da indústria de transformação, que vinha crescendo a taxas elevadas em 2021, desacelerou

Os Indicadores Industriais, calculados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram um cenário pior para indústria em setembro em relação a agosto deste ano. O emprego da indústria de transformação, que cresceu a taxas elevadas nos últimos meses, desacelerou. O faturamento caiu 1,5%. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) registrou a terceira queda seguida e o rendimento médio real segue tendência de retração (veja os dados ao final desta reportagem).

O gerente de análise econômica, Marcelo Azevedo, destaca que o resultado de setembro reforça a perda de dinamismo do emprego industrial. “O emprego vinha crescendo de forma intensa e contínua, já havia perdido ritmo em agosto e, em setembro, interrompeu a sequência de 13 meses consecutivos de altas”, detalha.

Os dados revelam ainda uma desaceleração no crescimento da indústria nesse terceiro trimestre. Esse quadro é resultado da alta de juros, da inflação, da falta de insumos e da crise hídrica. “A economia continua em trajetória de normalização com o avanço da vacinação. A indústria poderia estar em melhor momento, mas essa série de problemas traz insegurança e trava a atividade”, avalia o economista.

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Utilização da capacidade instalada segue tendência de retração

Scoreplan é a primeira Indtech do Brasil no 100 Open Startups 2021

Startup figura no ranking da principal plataforma internacional que reconhece as startups mais atraentes para o mercado corporativo no país

A startup sediada em Caxias do Sul já tem mais de 130 clientes

Em 2021 uma startup do Rio Grande do Sul, mais especificamente de Caxias do Sul, não só figura no TOP 100 do Ranking 100 Open Startups 2021 como está em primeiro lugar no TOP 10 do setor Industrial, sendo eleita a Indtech mais atraente para o mercado corporativo deste segmento no Brasil. A caxiense Scoreplan, com pouco mais de três anos de existência, integra esse disputado ranking, que neste ano contou com mais de 18 mil startups participantes em todo país. As Indtechs são as startups responsáveis por ajudar as indústrias com suas soluções digitais que fomentam a automação de processos.

A 100 Open Startups é a principal plataforma internacional de conexão entre corporações e startups. O ranking reconhece as startups mais atraentes para o mercado corporativo no país. Na edição de 2021 – que exigiu das participantes vencedoras quase o dobro de pontos do ano anterior – nove startups gaúchas figuram no ranking. O prêmio anunciou as TOP 10 de 28 categorias, definidas de acordo com as áreas que mais tiveram atividade de open innovation no período.

A Scoreplan está no mercado desde 2019 e atualmente oferece ao mercado um sistema exclusivo para o planejamento estratégico e financeiro das empresas. A startup já tem mais de 130 clientes, entre eles Soprano, Sumig, Grupo Bertolini, Orquídea, Defensoria Pública do Rio Grande do Sul e Valeo, entre outras. A startup gaúcha quer ir além de entregar uma solução tecnológica para gestão estratégica de empresas.

“Queremos também educar e aculturar a comunidade empresarial sobre a importância da tecnologia e de processos como o planejamento estratégico e financeiro para foco em resultados”, adianta João Paulo Colleoni, diretor da Scoreplan, ao Portal AMANHÃ. Com esse propósito, em outubro a empresa promoveu o Rota 22, evento on-line, gratuito e aberto ao público. Foram mais de oito horas de conteúdo sobre planejamento empresarial, com mais de 250 participantes de várias regiões do Brasil.

A Scoreplan contou sua experiência com o Instituto Hélice em uma reportagem exclusiva de AMANHÃ. Clique aqui para ler a matéria, mediante pequeno cadastro no Portal AMANHÃ.

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Escassez de insumos agrícolas preocupa a Faesc

Entidade discute o problema com a CNA e com o Ministério da Agricultura

Barbieri alerta que a situação no horizonte próximo “é extremamente preocupante” e o Brasil precisa rever urgentemente a dependência dos fornecedores chineses e russos

A produção agrícola brasileira está ameaçada por um efeito colateral da pandemia que atingiu todos os continentes: a redução da oferta de defensivos agrícolas e fertilizantes. O preço cobrado por esses produtos simplesmente triplicou em alguns casos. A situação preocupa a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) que já discute o problema com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e com o Ministério da Agricultura.

O vice-presidente Enori Barbieri revela que dois efeitos da pandemia estão tirando o sono do mercado. De um lado, as indústrias instaladas em outros países que atendiam o mercado brasileiro reduziram a produção e a oferta desses produtos. De outro, as companhias marítimas que atendiam o Brasil nas operações de importações e exportações passaram a priorizar a rota China-Estados Unidos. Além disso, passaram a empregar embarcações de grande porte que nem todos os portos estão capacitados para receber. Em razão disso, passou a faltar embarcações para atender as demandas do mercado externo originadas no Brasil.

Nesse cenário, a dependência do Brasil aos insumos fornecidos pela China, Rússia, Marrocos e outros país ficou evidenciada: o Brasil importa cerca de 80% dos fertilizantes que necessita. A China que produz moléculas essenciais para agroquímicos, como o glifosato usado como dessecante para as lavouras de soja, suspendeu a venda ao exterior. As indústrias multinacionais de insumos já estavam sinalizando há mais de 120 dias que haveria falta de produto, o que levou grandes produtores do agro e formar estoques.

A Rússia fornece 30% da ureia que o Brasil consome. O país baixou a produção e estabeleceu cotas aos compradores por uma questão energética: parte do gás utilizado para produção de ureia foi direcionado aos países da União Europeia. China, Rússia e Marrocos também diminuíram a oferta de fosfatos, cloreto de potássio e nitrogênio.

Barbieri ressalta que a escassez não atinge a safra em formação, mas permite prever uma grave crise de preço e de suprimento para a safrinha de milho que começará a ser semeada em janeiro de 2022, da qual se espera cerca de 100 milhões de toneladas. Os custos explodiram e o preço da saca de 50 quilos de ureia que era vendida a R$ 100 no início do ano agora custa R$ 250. Também há previsão de falta de produtos veterinários e fungicidas.

O dirigente alerta que a situação no horizonte próximo “é extremamente preocupante” e o Brasil precisa rever urgentemente a dependência dos fornecedores chineses e russos. A Faesc propõe um programa de investimento na produção nacional de fertilizantes e defensivos. Porém, um dos obstáculos é a localização de muitas jazidas que estão situadas em terras indígenas ou áreas de proteção ambiental, nas quais a exploração é proibida.

“Precisamos rever a legislação, encontrar meios de exploração sustentável e sem agressões ambientais. É vital reduzir essa extrema e perigosa vulnerabilidade da agricultura brasileira”, aponta o vice-presidente. Os países do Mercosul mantêm em estoque a maior parte dos insumos que o Brasil consome, mas esses produtos não são aprovados pelo Ministério da Agricultura. Isso não impede o ingresso ilegal de grandes volumes de fertilizantes e defensivos em território brasileiro. A saída a curto prazo seria legalizar essa importação.

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Copel Telecom e Unifque levam faixa de 3,5 GHz no Sul

Sercomtel arrematou lote envolvendo São Paulo e região Norte

Iniciativa 5G, grupo que reúne os pequenos provedores de internet, e o consórcio 5G Sul disputaram lote que cobre o Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul

O consórcio 5G Sul, formado pelas empresas Copel Telecom e Unifque, arremataram o lote C6 do leilão da tecnologia de conexão de quinta geração realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) na quinta-feira (4). O lote foi o da faixa de 3,5 GHz que abrangem os estados do Paraná, de Santa Catarina e do rio Grande do Sul. A área de cobertura das empresas vai abranger 46% da população nacional.

A empresa saiu vencedora ao propor uma outorga de R$ 73,6 milhões, com ágio (a mais do valor mínimo pedido) de 1.454,7%. O compromisso do Consórcio 5G Sul vai ser de prover o serviço em municípios com menos de 30 mil habitantes.

O certame do lote envolveu uma intensa disputa entre Mega Net e o Consórcio 5G Sul. Ao todo, foram 14 rounds disputados entre a Iniciativa 5G, grupo que reúne os pequenos provedores de internet, reunidos na empresa Mega Net no leilão, e o consórcio 5G Sul.

O empresário Nelson Tanure, um dos controladores do fundo Bordeaux e que já foi sócio da Oi, comprou as empresas Copel Telecom e Sercomtel recentemente. “Vamos investir na infraestrutura do 5G permitindo, inclusive, que localidades rurais tenham acesso aos avanços da tecnologia”, destacou o empresário por meio de nota.

A Sercomtel foi sozinha para a disputa e arrematou a licença dos estados de São Paulo e região Norte do país, pelo valor de R$ 82 milhões, com um ágio de 720%, contra a oferta final da Highiline de R$ 77,7 milhões. Com isso, a Sercomtel abre caminho para ampliar sua abrangência nacional, pois a companhia já recebeu autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

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Sercomtel arrematou lote envolvendo São Paulo e região Norte

Claro, Vivo e TIM arrematam faixa de 3,5 GHz do leilão do 5G

Winity II Telecom leva a faixa de 700 MHz e, com isso, Brasil terá uma nova operadora móvel

A Winity II Telecom tem direito à exploração do serviço por 20 anos, que pode ser prorrogado

As operadoras Claro, Vivo e TIM arremataram três lotes na faixa de 3,5 GHz, o principal do leilão (foto) da tecnologia móvel 5G, realizado nesta quinta-feira (4) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A Winity II Telecom levou a frequência de 700 MHz, e como é uma empresa ainda não detentora de faixa de radiofrequência, o Brasil terá uma nova operadora móvel com abrangência nacional. O leilão começou nesta quinta-feira e deve terminar só nesta sexta-feira (5). Ainda serão analisadas as propostas para as faixas de 2,3 GHz e de 26 GHz.

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As frequências têm finalidades específicas e em cada faixa as empresas dão os lances em lotes diferentes. Os lances vencedores na faixa de 3,5 GHz foram: R$ 338 milhões (ágio de 5,18%, valor acima do mínimo previsto no edital) da operadora Claro para o lote B1; R$ 420 milhões (ágio de 30,69%) da Vivo para o lote B2; e R$ 351 milhões (ágio de 9,22%) da TIM para o lote B3. O edital previa ainda um quarto lote na faixa de 3,5 GHz, com abrangência nacional, mas não houve lance. O direito de exploração das faixas será de até 20 anos.

As empresas vencedoras têm compromissos de investimento definidos pelo Ministério das Comunicações e aprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pela Anatel. O objetivo das contrapartidas é sanar as deficiências de infraestrutura, modernizar as tecnologias de redes e massificar o acesso a serviços de telecomunicações do país.

Entre os compromissos estão migrar o sinal da TV parabólica para liberar a faixa de 3,5GHz para o 5G, arcando com os custos; construir uma rede privativa de comunicação para a administração federal; instalar rede de fibra óptica, via fluvial, na Região Amazônica; levar fibra óptica para o interior do país; e disponibilizar o 5G em todos as capitais até julho de 2022.

Faixa de 700 MHz
A Winity II Telecom ofereceu o maior lance, R$ 1,4 bilhão na primeira faixa a ser leiloada, de 700 MHz, de abrangência nacional. O valor pago é 805% superior ao mínimo exigido. A operadora tem direito à exploração do serviço por 20 anos, que pode ser prorrogado, e prevê o cumprimento da obrigação de construir infraestrutura de cobertura 4G em 625 localidades do país que não têm acesso à internet e em 31 mil quilômetros de rodovias federais.

O 5G é uma nova tecnologia que amplia a velocidade da conexão móvel e reduz a latência, permitindo novos serviços com conexão com segurança e estabilidade, que abrem espaço para o uso de novos serviços em diversas áreas, como indústria, saúde, agricultura e na produção e difusão de conteúdos.

O leilão tem valor de arrecadação total previsto de cerca de R$ 50 bilhões, caso todos os lotes sejam arrematados. Desse total, R$ 10 bilhões serão em outorgas para o governo e os outros R$ 40 bilhões serão utilizados pelas empresas nas obrigações estabelecidas.

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Com Agência Brasil

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Endividamento bate novo recorde

No entanto, índice revela desaceleração com alta dos juros

A proporção de famílias endividadas por mais de um ano é crescente desde o fim do primeiro trimestre, atingindo a máxima histórica de 35,8%

O número de brasileiros endividados seguiu crescendo em outubro, ainda que em ritmo menos acelerado. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) do mês, realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias que relataram ter dívidas a vencer chegou a 74,6%. O número representa uma alta de 0,6 ponto percentual em relação a setembro, o 11° aumento seguido, e de 8,1 pontos na comparação com outubro de 2020, fazendo desse o segundo maior crescimento anual da série histórica.

A alta recente dos juros reduziu a dinâmica da contratação de dívidas em outubro e fez o indicador capturar um acréscimo abaixo dos últimos meses, quando apresentava aumento, em média, de 1,5 ponto. Os indicadores de inadimplência, por sua vez, apresentaram redução em relação ao ano passado.

O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso atingiu 25,6%, ficando 0,1 ponto acima do registrado no mês anterior e 0,5 ponto abaixo do apurado em outubro de 2020. Já a parcela que declarou não ter condições de pagar contas ou dívidas e, portanto, seguirá inadimplente caiu de 10,3% para 10,1% na passagem mensal e 1,8 ponto na comparação anual.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o relativo controle da taxa de inadimplência diante do cenário econômico é impressionante. “A inflação corrente elevada e disseminada tem deteriorado os orçamentos domésticos e diminuído o poder de compra das famílias, em especial as na faixa de menor renda. Os números demonstram os esforços em manter os compromissos financeiros em dia, com renegociação e melhor controle dos gastos”, avalia.

Controle da inadimplência
O aumento do tempo de comprometimento com dívidas também aponta nessa direção, segundo a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira. Os dados da Peic mostram que proporção de famílias endividadas por mais de um ano é crescente desde o fim do primeiro trimestre, atingindo a máxima histórica de 35,8%. “É um indício de que os consumidores estão buscando alongar os prazos de pagamentos de suas dívidas para que a parcela caiba nos orçamentos e, assim, evitem a inadimplência”, explica.

A economista também observa que o número de famílias endividadas no cartão de crédito segue avançando, atingindo 84,9% do total de dívidas contratadas. Em relação a outubro de 2020, a modalidade avançou 6,4 pontos no endividamento, o maior incremento anual da série histórica do indicador. Comparativamente a outubro de 2019, antes da pandemia, o incremento é de 6 pontos. Carnês de lojas e o financiamento automotivo também seguem ganhando destaque no endividamento.

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No entanto, índice revela desaceleração com alta dos juros

Stihl anuncia novo investimento no Sul

Aporte de R$ 56 milhões será usado para construção de dois novos prédios

Com a inauguração desta quinta, a empresa terá o aumento da capacidade de produção de máquinas, podendo alcançar até 1,5 milhão de unidades motoras por ano

A Stihl Ferramentas Motorizadas realizou, nesta quinta-feira (4), a cerimônia oficial de inauguração do novo Centro de Operações Motores e também a “pazada”, tradicional ato simbólico alemão, que marcou o início das obras dos novos prédios de ferramentaria e do vestiário da organização. A solenidade contou com a presença do presidente honorário do conselho consultivo do Grupo Stihl, Hans Peter Stihl, e do presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guenther, além de outros executivos.

O novo Centro de Operações Motores da companhia contou com o aporte de R$ 68 milhões e, mediante toda a tecnologia, a empresa terá o aumento da capacidade de produção de máquinas, podendo alcançar até 1,5 milhão de unidades motoras por ano. Em uma área total com mais de 14 mil metros quadrados, a construção já foi desenvolvida dentro de conceitos da Indústria 4.0 – com uma produção mais limpa e orientação para a Internet das Coisas (Internet of Things – IoT).

“O novo empreendimento será crucial para expansão da nossa força de produção e para evolução da tecnologia utilizada, o que otimiza ainda mais o processo já existente. Todas as linhas de montagem estarão com fluxos de materiais e informações alinhados na mesma direção, propiciando melhor controle da atividade”, afirma o presidente da Stihl Brasil, Cláudio Guenther.

O novo prédio conta com processos de injeção de plásticos, usinagem e um novo e moderno sistema de pintura de peças de magnésio, tratamento térmico, usinagem de virabrequim e bielas e espaço para linhas de montagem dos equipamentos (motosserra, roçadeira, pulverizadores, sopradores e outros). Ainda neste sentido de expandir a capacidade de produção e, consequentemente, a estrutura social oferecida aos profissionais da organização, a Stihl investirá R$ 56 milhões para a construção de dois novos prédios. Os novos movimentos fazem parte do pacote de investimentos que a empresa fará na unidade de São Leopoldo (RS).

Dentro dos 2.560 metros quadrados, serão estruturados consultórios clínicos, odontológicos, de fisioterapia, espaço para amamentação e sala multidisciplinar para terapia familiar, além de uma área de 600 metros quadrados para o descanso dos funcionários após as refeições. Também serão instalados 3 mil armários, mais de 40 chuveiros e área para descarga de uniformes.

Com o aumento da demanda e da produção, a Stihl também oportunizou um significativo aumento nas vagas de empregos, que desde junho do ano passado somam mais de 1.400 contratações. A previsão de finalização tanto do prédio da ferramentaria como do novo vestiário é para o segundo trimestre de 2022.

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Aporte de R$ 56 milhões será usado para construção de dois novos prédios

Tecnologia 5G vai a leilão. Entenda os impactos

Certame terá grande parte do dinheiro da concessão revertida para ações de avanço no setor

Os termos do leilão do 5G preveem a obrigação de cobertura das 26 capitais e do Distrito Federal até julho de 2022

Após anos de pesquisa, articulação e negociação, está marcado para esta quinta-feira (4) o leilão das frequências que serão usadas na quinta geração de internet móvel, o 5G. O certame se estenderá até esta sexta-feira (5) Considerado um grande marco tecnológico, o padrão viabiliza inovações dignas de ficção científica: procedimentos médicos a distância, automação completa de linhas de produção, vigilância e monitoramento de todo o tráfego urbano, além de entretenimento em altíssima qualidade e conectividade semelhante à encontrada em países desenvolvidos.

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Segundo o Ministério das Comunicações, as inovações do 5G não são apenas melhorias de serviços para uma parcela limitada da sociedade. De acordo com os termos do certame, aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 25 de agosto, o leilão do 5G será responsável também pela ampliação da internet móvel de quarta geração (4G) para localidades que ainda não contam com essa tecnologia, ampliando assim a base total de usuários brasileiros.

“Podemos dizer sem medo de errar que a chegada do 5G vai levar o país para outro patamar de inclusão digital”, destacou o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, em entrevista para a Agência Brasil. “Vamos cobrir todas as rodovias federais com pelo menos conectividade 4G, além de banda larga móvel para quase 10 mil localidades rurais, com a expansão do serviço para escolas e centros de saúde. Nossa meta para o ano que vem, e já temos condições, é de levar internet para 100% das escolas públicas do país”, acrescentou o secretário.

Sobre o mercado e os preços que deverão ser praticados com a chegada da nova tecnologia, Coimbra afirmou que há uma tendência ao avanço tecnológico com a manutenção de preços, e que a adoção do padrão 5G não será elitizada. “Na prática, haverá uma melhora na dinâmica do custo-benefício. Em telecomunicações, há um fenômeno conhecido de avanço tecnológico sem necessariamente reajuste de preços”, explicou.

Coimbra informou que existe também, dentro do governo, uma preocupação sobre a escassez de semicondutores que assola o mundo. Segundo o secretário, o Ministério das Comunicações já elaborou algumas alternativas para reforçar e atrair a produção de eletroeletrônicos, como tablets e celulares compatíveis com o novo padrão 5G, para solo nacional.

Estrutura e inclusão
Segundo o Ministério das Comunicações, a chegada do 5G eliminará um dos grandes empecilhos na universalização do acesso digital: a infraestrutura. A pasta informou que o leilão do 5G – de caráter não arrecadatório para o governo – terá grande parte do dinheiro da concessão revertida para ações de avanço no setor. De acordo com Coimbra, as metas futuras do Ministério das Comunicações após o leilão do 5G serão de caráter social, com o objetivo de traçar os perfis de brasileiros que ainda não estão incluídos na revolução digital, mesmo após chegar à meta de 100% do território conectado.

“Estamos muito perto de eliminar a necessidade de infraestrutura para levar inclusão digital. Agora, vamos focar no uso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações [Fust], que vai permitir cobertura para todo o agro, para resolver as questões que ainda limitam o acesso à internet pelas pessoas”, afirmou.

Os termos do leilão do 5G preveem a obrigação de cobertura das 26 capitais e do Distrito Federal até julho de 2022. O serviço deverá cobrir todas as cidades brasileiras com mais de 50 mil habitantes até 2028, enquanto o serviço de 4G deverá cobrir todo o território nacional.

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Com Agência Brasil 

Certame terá grande parte do dinheiro da concessão revertida para ações de avanço no setor

Inadimplência atinge 5,8 milhões de empresas em setembro

Segmento de serviços registra participação recorde

Expansão pode ser o prenuncio de um cenário mais complicado daqui até o final do ano

A inadimplência alcançou 5,8 milhões de empresas em setembro deste ano. O aumento de 0,1% em comparação a agosto foi impulsionado, principalmente, pelos negócios de todos os portes do setor de Serviços, que representou a maior parcela dentre os negativados (51,7%). Em relação ao mês anterior a participação desse segmento cresceu 0,5 ponto percentual, atingindo um número recorde na série histórica do índice, iniciada em 2018. Confira mais informações no gráfico e tabela abaixo.

De acordo com o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, existe um conjunto de motivos que podem ter ocasionado o crescimento da inadimplência em setembro. “Com uma maior inflação e a alta da taxa de juros, os empresários são impactados direta e indiretamente. Primeiro pelo encarecimento dos insumos necessários para manter o próprio negócio funcionando, depois, pela sensação de incerteza gerada aos consumidores, que cortam ou priorizam gastos, enfraquecendo o fluxo de caixa das empresas”. Rabi ainda comenta que, “depois de quatro meses com quedas consecutivas na inadimplência, essa expansão, mesmo que leve, pode ser o prenuncio de um cenário mais complicado daqui até o final do ano”.

Agosto de 2021 registrou 5,3 milhões de micro e pequenas empresas inadimplentes. No mês seguinte, setembro do mesmo ano, esse número cresceu para 5,3 milhões. A análise por segmento mostra que, diferente do setor de serviços que teve alta de 0,1%, os negócios das áreas de comércio e indústria obtiveram melhora, ambos com queda de 0,1%. Além disso, a região Sudeste foi a única a marcar retração, essa de 0,2%.

Segmento de serviços registra participação recorde

Grupo Rudolph divulga receita recorde

Acumulado do ano até setembro atinge valor histórico

O CEO da Rudolph, Alex Marson, ressalta que o desempenho de todas as unidades do grupo superou expectativas

Apesar dos impactos da pandemia no ambiente de negócios, a Rudolph Investimentos e Participações – controladora da Rudolph Usinados, Rudolph Fixações e USITIM –, sediada em Timbó (SC), alcançou recorde na receita operacional líquida, no acumulado do ano até setembro.

Histórico para a companhia, o valor chegou a R$ 137,6 milhões, um salto de 100,4% sobre o mesmo período de 2020, superando as estimativas do planejamento estratégico do grupo. No trimestre, a receita atingiu R$ 50,8 milhões, com avanço de 9,5% sobre abril a junho deste ano e de 71,1% sobre o terceiro trimestre de 2020.

Os números, divulgados pela Rudolph nesta semana, indicam crescimento médio de 18,5% ao ano, ao longo dos últimos cinco anos. O balanço compara o desempenho do grupo – que tem forte presença no mercado automotivo, como fornecedora de componentes – à performance da indústria nacional de veículos: segundo dados da Anfavea, o setor cresceu 4% em cinco anos, e a receita líquida da Rudolph aumentou em 134%. Quase 31% da receita se deve ao segmento automotivo pesado, e 28% é proveniente de clientes da indústria automotiva leve.

O CEO da Rudolph, Alex Marson, ressalta que o desempenho de todas as unidades do grupo superou expectativas. “Em um cenário de oportunidades e desafios igualmente grandiosos, o ambiente de colaboração e o engajamento de pessoas e times que se inspiram e se desenvolvem para servir com integridade e excelência fizeram toda a diferença”, avaliou, em nota.

Acumulado do ano até setembro atinge valor histórico

Superávit da balança comercial é o mais baixo para outubro desde 2015

Exportações superam importações em US$ 2 bilhões

Apesar da alta do preço das commodities, as exportações desaceleraram

O crescimento das importações e a desaceleração das exportações de alguns produtos fizeram o superávit da balança comercial cair para o nível mais baixo em seis anos em outubro. No mês passado, o país exportou US$ 2 bilhões a mais do que importou. Esse foi pior resultado para o mês desde 2015, quando o superávit tinha atingido US$ 1,5 bilhão. Em relação a outubro do ano passado (resultado positivo de US$ 4,4 bilhões), a queda chega a 54,5% pelo critério da média diária.

O saldo recuou, mesmo com as exportações totais batendo recorde. No mês passado, as exportações somaram US$ 22,5 bilhões, alta de 27,6% sobre outubro de 2020 pelo critério da média diária. As importações, no entanto, cresceram mais e totalizaram US$ 20,5 bilhões, alta de 54,9% na mesma comparação.

Desaceleração
Apesar da alta do preço das commodities, as exportações desaceleraram. No mês passado, o volume de mercadorias embarcadas subiu apenas 0,7% em relação a outubro de 2020. Os preços subiram, em média, 26,3% na mesma comparação. Por causa da quebra na safra de milho, afetada pela seca e pelas geadas, as exportações do produto caíram US$ 442,6 milhões em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. O mesmo ocorre com os açúcares e melaços, cuja exportação caiu US$ 324,1 milhões, também afetado por quebra de safra.

A suspensão das compras de carne bovina pela China fez as vendas do produto cair US$ 265,8 milhões em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado. Apenas no segmento da agropecuária, o volume de exportações caiu 12,8% na mesma comparação, enquanto os preços subiram 36,8%. Em relação aos produtos industrializados, caíram as vendas de aviões (-US$ 205,3 milhões) e de automóveis de passageiros (-US$ 45,9 milhões). No caso dos veículos, a crise econômica na Argentina, principal compradora do Brasil, está afetando as vendas externas.

Do lado das importações, as compras de combustíveis, de adubos e fertilizantes e de medicamentos apresentaram o maior crescimento. A alta do dólar, associada à elevação no preço internacional do petróleo (usado tanto nos combustíveis como em parte dos fertilizantes), pressionou as importações. A recuperação da economia também elevou o consumo. No mês passado, o volume importado subiu 19,6%, e os preços médios aumentaram 23,5%, em comparação a outubro de 2020.

Estimativa
Em outubro, o governo tinha diminuído para US$ 70,9 bilhões a previsão de superávit da balança comercial neste ano. Mesmo com a revisão para baixo, este ano deve terminar com resultado recorde. A estimativa já considera a nova metodologia de cálculo da balança comercial. As projeções estão mais otimistas que as do mercado financeiro. O boletim Focus, pesquisa com analistas de mercado divulgada toda semana pelo Banco Central, projeta superávit de US$ 70,1 bilhões neste ano.

Em abril, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictícias de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

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Com Agência Brasil 

Exportações superam importações em US$ 2 bilhões

Caged revisa dados e número de vagas criadas recua para 75,9 mil

O indicador mede a diferença entre contratações e dispensas com carteira assinada

Responsável pelo Caged desde a recriação da pasta, em julho, o Ministério do Trabalho e Previdência atribuiu a redução do saldo ao envio de declarações fora do prazo

A revisão de dados de demissões fez o saldo de criação de empregos formais no Brasil cair pela metade em 2020. Pelas novas estatísticas do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram abertas 75.883 vagas no ano passado, queda de 46,8% em relação ao dado anterior de 142.690 vagas.

O indicador mede a diferença entre contratações e dispensas com carteira assinada. Inicialmente, o Caged apontava que haviam ocorrido 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos no ano passado. Com as revisões, o número de contratações subiu 1,8%, para 15.361.234. As demissões aumentaram 2,2%, para 15.437.117.

Responsável pelo Caged desde a recriação da pasta, em julho, o Ministério do Trabalho e Previdência atribuiu a redução do saldo ao envio de declarações fora do prazo, em meio ao início da pandemia de Covid-19 e a adaptação para o novo modelo de declaração eletrônica.

Novo eSocial
Até 2019, as contratações e as demissões eram informadas manualmente. Em janeiro de 2020, o processo passou a ser realizado de forma eletrônica, por meio da Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial).

Em março de 2020, pouco depois do início da pandemia de Covid-19, o Ministério da Economia, na época responsável pelo eSocial e do Caged, suspendeu a divulgação das estatísticas por dois meses. Na ocasião, a pasta alegou que, durante o processo de adaptação ao novo sistema, diversas declarações de demissões foram preenchidas de forma errada e que o processo de retificação foi comprometido pela pandemia.

Até aquele momento, apenas os dados do Caged de dezembro de 2019 haviam sido divulgados. Os números só voltaram a ser apresentados no fim de maio de 2020, com os dados de janeiro a abril do mesmo ano e uma nova metodologia que passou a incluir trabalhadores temporários e bolsistas, impossibilitando a comparação com o Caged de anos anteriores.

Justificativa
Em nota, o Ministério do Trabalho e Previdência informou que, mesmo com a revisão dos dados, o ano de 2020 continuou a registrar criação de empregos formais. “Ressaltamos que, mesmo com a mencionada revisão, o saldo do Caged de 2020 se mantém positivo, em que pese o pior momento da pandemia da Covid-19”, destacou a pasta. Segundo o ministério, o prazo para ajustes dos dados do ano passado acaba no fim deste ano.

“A entrada de dados fora do prazo acontece quando as empresas declaram as informações de admissão e demissão após a competência em que a movimentação se realizou. A possibilidade de realizar esse tipo de declaração já existia no antigo Caged, havendo uma ocorrência um pouco maior neste momento devido ao processo de transição para a declaração via eSocial, que ocorreu para um número significativo de empresas ao longo de 2021”, acrescentou o Ministério do Trabalho e Previdência.

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Com Agência Brasil

O indicador mede a diferença entre contratações e dispensas com carteira assinada

Produção industrial fecha terceiro trimestre com queda de 1,1%

Indústria se encontra 3,2% abaixo do patamar pré-pandemia

Setor de produtos alimentícios recuou 1,3% em setembro

A produção industrial caiu 0,4% na passagem de agosto para setembro. Essa é a quarta queda consecutiva do indicador, que acumula perda de 2,6% no período. Com isso, a indústria se encontra 3,2% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, no cenário pré-pandemia, e 19,4% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada pelo IBGE. No ano, o setor acumulou expansão de 7,5% e, nos últimos 12 meses, de 6,4%. Após registrar crescimentos desde o quarto trimestre de 2020, no terceiro trimestre de 2021 a produção industrial teve queda de 1,1%, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

O gerente da pesquisa, André Macedo, destaca que, diferentemente do que ocorreu nos meses anteriores, em setembro não houve predominância de taxas negativas entre as atividades investigadas pela PIM. “Houve queda na produção em sete dos nove meses deste ano. O que há de diferente em setembro é que a retração foi mais concentrada em poucas atividades. Mas isso não significa necessariamente que haja mudanças no comportamento predominantemente negativo do setor industrial, uma vez que ele é ainda bastante caracterizado pela perda de dinamismo”, explica.

Dez das 26 atividades tiveram resultados negativos. Entre elas, os maiores impactos no índice geral de setembro vieram do segmento de produtos alimentícios, que recuou 1,3%, e de metalurgia (-2,5%). “Podemos observar sinais negativos em segmentos importantes no setor de alimentos, como a parte relacionada ao açúcar, por causa das condições climáticas adversas que prejudicaram a cana-de-açúcar. Outro setor com comportamento negativo foi o das carnes bovinas, explicado pela suspensão das exportações desse produto para a China no início de setembro, por conta do ‘mal da vaca louca’. Isso impactou negativamente o setor de alimentos”, revela André. Com isso, esse segmento encontra-se 7,4% abaixo do patamar pré-pandemia.

O pesquisador ressalta que esse cenário é diferente do que ocorre com o setor de metalurgia, que avançou 0,4% em agosto e voltou para o campo negativo em setembro. “Mesmo com a queda do mês de setembro, que suplantou o crescimento de agosto, o segmento está 8,6% acima do patamar pré-pandemia. Tanto a metalurgia quanto o segmento de produtos alimentícios têm peso importante dentro do contexto da produção industrial e explicam essa concentração de poucas atividades com comportamento negativo”, afirma.

Além desses setores, tiveram queda na passagem de agosto para setembro os segmentos de couro, artigos para viagem e calçados (-5,5%), outros equipamentos de transporte (-7,6%), bebidas (-1,7%), indústrias extrativas (-0,3%), móveis (-3,7%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,7%).

Entre os que registraram alta, destacaram-se produtos farmoquímicos e farmacêuticos (6,5%), outros produtos químicos (2,3%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (1,0%) e máquinas e equipamentos (1,9%). Outras altas vieram de celulose, papel e produtos de papel (1,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,7%) e produtos do fumo (6,6%).

A categoria bens de capital teve a taxa negativa mais acentuada (-1,6%) e intensificou a queda de 1,2% registrada em agosto. Bens de consumo duráveis (-0,2%) e bens intermediários (-0,1%) também recuaram no período, enquanto o segmento de bens de capital (15,0%) foi a única grande categoria econômica a avançar.

Produção industrial cai 1,1% no terceiro trimestre
Ao recuar 1,1% no trimestre encerrado em setembro, o setor industrial interrompeu o comportamento positivo que vinha sendo registrado desde o último trimestre do ano passado (3,4%). De acordo com André, essa mudança é explicada pela diminuição no ritmo das quatro grandes categorias econômicas.

“Havia uma sequência, em termos trimestrais, de resultados positivos. Inclusive, no segundo trimestre deste ano houve uma expansão que se destaca (22,7%), em função de uma base de comparação bastante depreciada. E esse movimento de volta ao campo negativo é justificado pelos resultados em todas as categorias econômicas, em especial, do segmento de bens de consumo duráveis, que sai de um crescimento de três dígitos e vem para uma queda de 16,9%”, explica o pesquisador, que destaca, dentro do setor, as retrações nos grupamentos de automóveis e de eletrodomésticos.

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Indústria se encontra 3,2% abaixo do patamar pré-pandemia

Fed anuncia redução dos estímulos

BC dos Estados Unidos manteve taxa de juros em 0%

Magnitude da retirada de estímulos pode aumentar de acordo com a situação econômica, sinaliza Fed

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve (o Banco Central dos Estados Unidos) anunciou nesta quarta-feira (3) que iniciará a redução dos estímulos monetários reduzindo em US$ 15 bilhões mensais a compra de títulos, com início neste mês. O Fomc também manteve a taxa de juros inalterada no intervalo entre 0% e 0,25%.

“O Comitê julga reduções em ritmo similar nas posições líquidas mensalmente para cada mês”, revela o comunicado, ressaltando que a magnitude da retirada de estímulos pode aumentar de acordo com a situação econômica. “O Comitê continua a monitorar as implicações de informações vindouras para a perspectiva econômica”, e que “estaria preparado para ajustar a política monetária caso os riscos emerjam para a consecução dos objetivos da política monetária”.

A política monetária consiste a partir de agora na compra mensais de até US$ 70 bilhões em títulos públicos e de até US$ 35 bilhões em títulos hipotecários. Anteriormente, os estímulos consistiam em compras mensais de até US$ 80 bilhões e de US$ 40 bilhões, respectivamente.

BC dos Estados Unidos manteve taxa de juros em 0%