Santa Catarina retoma coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira

Região é responsável por um terço da produção nacional

“A cadeia produtiva vive um momento extremamente difícil, por causa desse desequilíbrio entre excesso de oferta e a queda na demanda”, avalia Spies

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul querem preparar o setor para ganhar o mercado internacional, trazendo mais renda e reduzindo os custos de produção. Este é um dos objetivos da Aliança Láctea Sul Brasileira, que, a partir desta terça-feira (9) volta a ser coordenada pelos catarinenses.

A Aliança Láctea, que estava sob coordenação do Paraná, será agora liderada por Santa Catarina na figura do ex-secretário de Estado da Agricultura e doutor em Economia dos Recursos Naturais pela University of Queensland (na Austrália), Airton Spies. Segundo ele, os produtores de leite têm grandes oportunidades e desafios pela frente, principalmente para equilibrar oferta e demanda.

“No Brasil, há uma sazonalidade da produção; no verão, acontece um aumento gradativo e há também uma queda no consumo. Isso cria uma tendência de baixa nos preços pagos aos produtores e uma dificuldade para a indústria vender seus produtos. É o que está acontecendo agora, quando a cadeia produtiva vive um momento extremamente difícil, por causa desse desequilíbrio entre excesso de oferta e a queda na demanda”, explicou.

As exportações podem ser a saída perfeita para trazer mais competitividade ao setor produtivo, equilibrar os preços e dar previsibilidade aos produtores. De acordo com o novo coordenador da Aliança Láctea, a conquista do mercado internacional diminuiria, inclusive, as importações de leite e possibilitaria um aumento significativo da produção local.

“Para isso, precisamos melhorar a eficiência da cadeia produtiva, precisamos produzir leite com alta qualidade a um custo competitivo e com a organização logística mais eficiente. Estamos trabalhando para, um dia, exportarmos manteiga, leite em pó e queijos para o mundo, como já fazemos com o nosso frango e suínos”, projeta Spies.

Segundo dados do IBGE, os três estados do Sul produziram 11,6 bilhões de litros de leite em 2019 – 33,4% do total produzido no país. Em Santa Catarina, o leite é uma das atividades agropecuárias com o maior crescimento. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produção girou em torno de 3 bilhões de litros em 2019.

Aliança Láctea Sul Brasileira
Formada pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Aliança Láctea foi criada para discutir os desafios e oportunidades comuns entre o setor produtivo do leite nos três estados. O fórum atua em cinco eixos de trabalho: assistência técnica e geração de tecnologia para aumentar a produção e a produtividade; sanidade animal; qualidade do leite; organização do setor e redução de assimetrias tributárias, para que não haja competição desleal no mercado.

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Região é responsável por um terço da produção nacional

A crise é adrenalina que acelera a transformação

Afirmação é da presidente da Whirlpool Brasil, Andrea Salgueiro, que participou da abertura do Fórum Radar, da Fiesc

Andrea e Traça (no telão) e Fernando de Rizzo (direita) participaram do primeiro painel do Fórum Radar Fiesc

As empresas que investem em inovação em momentos de crise superam a concorrência na fase de recuperação, afirmou a presidente da Whirlpool Brasil, Andrea Salgueiro, na abertura do Fórum Radar, evento promovido pela Federação das Indústrias (Fiesc), nesta terça (9) e quarta-feira (10), em Florianópolis. “As companhias têm de ter a inovação como drive de crescimento e mover a empresa para o próximo patamar”, declarou, lembrando que durante a pandemia, a Whirlpool acelerou a implementação de projetos que trouxeram vantagens competitivas. “A crise serve como adrenalina dentro de uma companhia para acelerar a transformação. Se você perde o passo da mudança, você fica para trás”, resumiu.

Andrea exemplificou como a pandemia mudou de forma significativa os hábitos dos consumidores, que redescobriram suas casas. E isso gerou mudanças nas empresas, especialmente para companhias como a Whirlpool, que fabrica bens de consumo como geladeiras e outros eletrodomésticos. A companhia catarinense também foi líder da 17ª edição de Campeãs da Inovação, ranking elaborado pelo Grupo AMANHÃ em parceria com o IXL-Center (acesse a edição digital aqui, mediante pequeno cadastro).

Participe da 18ª edição de Campeãs da Inovação. Pesquisa de AMANHÃ em parceria com o IXL-Center termina em 3 de dezembro. Clique aqui para saber como acessar o questionário.

O presidente da Tupy, Fernando de Rizzo, apresentou uma linha do tempo em que relatou os principais momentos em que a empresa, fundada em 1938, precisou se reinventar. A companhia, de Joinville, produz componentes usados em segmentos como o automotivo e de bens de capital. “Inovação, transformação e reinvenção são inerentes à indústria e tudo isso só é possível pelas pessoas”, disse. Ele observou as mudanças em curso e os desafios, principalmente em relação à disponibilidade de energia, fator relevante para o crescimento mundial, além da questão do clima, que está em debate na COP 26.

Rizzo também apresentou projetos que estão em fase de pesquisa pela Tupy e que podem ter impactos disruptivos no longo prazo, como a jornada da descarbonização, que envolve a reciclagem de baterias de lítio, em parceria com a USP, para desenvolver o processo adequado de recuperação de materiais. Também há um projeto na Áustria para desenvolver um motor de alta performance que usa hidrogênio. Para 2022, ele antecipou que será lançado o compromisso público de sustentabilidade da companhia. “A taxa de reinvenção da companhia precisa acelerar. É isso que estamos tentando mostrar aqui. As iniciativas são conectadas e funcionam em rede”, declarou.

As práticas ESG também foram destacadas pelo diretor da NOVA School of Business and Economics, Daniel Traça. Na opinião dele, a maior parte das empresas percebem a urgência do tema, mas o desafio é saber como transformar a organização em uma organização voltada para isso. “O mundo está sob uma pressão intensa. E essa mudança vai chegar depressa. As empresas precisam ser disruptivas e estar à frente do tempo. O conforto de hoje é o desconforto de amanhã”, declarou, lembrando que a sustentabilidade é uma exigência da sociedade, dos consumidores, dos investidores e dos acionistas também.

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, observou que a pandemia acelerou drasticamente transformações que já estavam em curso. “Mudanças no comportamento do consumidor e outras, provocadas por novas tecnologias, são irreversíveis. A velocidade disso tudo é que amplifica o tamanho do desafio. Empresas que lidam com produtos de alta tecnologia sabem melhor do que ninguém como pode ser curta a distância entre a liderança de mercado num momento e o desaparecimento de um produto ou marca, pouco tempo depois. O que a pandemia nos mostrou é que a necessidade e a oportunidade são catalizadores para a transformação”, afirmou.

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Afirmação é da presidente da Whirlpool Brasil, Andrea Salgueiro, que participou da abertura do Fórum Radar, da Fiesc

TranspoTech investe R$ 2 milhões em veículos elétricos

Companhia catarinense terá 10 carros e um caminhão

Os veículos serão carregados na própria empresa, que conta com usinas fotovoltaicas em Blumenau, Curitiba e Nova Santa Rita

A catarinense TranspoTech, especialista em soluções em equipamentos para movimentação, acaba de realizar um investimento de R$ 2 milhões para substituição de parte da frota por carros elétricos. Além de 10 veículos para deslocamento da equipe, a empresa adquiriu também um caminhão elétrico com capacidade de transporte de 1,6 tonelada para a matriz, em Blumenau (SC). Os veículos chegam no início de 2022 e já no primeiro trimestre estarão em operação.

A TranspoTech já conta com mais de 80% da frota de empilhadeiras alocadas em clientes no modelo elétrico. Só em 2021, a empresa comprou mais de 400 equipamentos elétricos, 100% sustentáveis da Still, líder do segmento no Brasil.

Os veículos possuem autonomia de 300 quilômetros e serão carregados na própria empresa, que conta com usinas fotovoltaicas em Blumenau (SC), Curitiba (PR) e Nova Santa Rita (RS). Juntas, elas totalizam 79 toneladas de neutralização de carbono por ano, o que neutraliza, por exemplo, um trajeto de 514 mil quilômetros de um veículo ou equivale a 2,1 mil árvores.

Com 20 anos completados em 2021, a TranspoTech é especializada em soluções em equipamentos para transporte. Atua com venda e locação de empilhadeiras para intralogística e com assistência técnica de empilhadeiras multimarcas, sendo autorizada Still e Linde no Brasil. Outro diferencial da empresa é a manutenção de um departamento de peças, com mais R$ 9 milhões de peças, que trazem agilidade ao atendimento de suporte.

A companhia atende mais de 5 mil clientes a partir de sete unidades: Caxias do Sul e Nova Santa Rita no Rio Grande do Sul, Blumenau e Joinville em Santa Catarina, Curitiba e Maringá no Paraná e Indaiatuba em São Paulo.

Companhia catarinense terá 10 carros e um caminhão

Portal logístico empresarial chega a Porto Alegre investindo R$ 56 milhões em infraestrutura

Com o aporte que as empresas farão, o investimento deve chegar a R$ 1 bilhão ao longo dos anos

O empreendimento terá estrutura de parque e lazer para as pessoas

Após mais de 18 anos de trabalho e pesquisas, foi lançado nesta segunda-feira (8), em Porto Alegre, o empreendimento Tecnópolis, um loteamento de terrenos empresariais com área total de mais de 660 mil metros quadrados divididos em 304 lotes que já estão sendo comercializados. Com investimento de R$ 56 milhões e previsão de criação de 200 empregos diretos e indiretos, o empreendimento servirá como um portal logístico empresarial para quem decidir se instalar no bairro Anchieta, coração industrial da Grande Porto Alegre, e com fácil acesso às principais rotas de transporte e escoamento de produção da capital gaúcha.

“Nós esperamos que se instalem na região setores de logística, comércio e indústrias não poluentes. Com o aporte que as empresas farão, o investimento na região deve chegar a R$ 1 bilhão ao longo dos anos, sem dúvida é algo único para Porto Alegre”, destaca Aldo Cairuga, diretor comercial do Grupo Ábaco. O evento contou com a presença de José Silva Dombroski, presidente Grupo Ábaco, e Fernando Herwing, diretor do Condomínio Landell, representante dos parceiros proprietários da área.

Infraestrutura
A infraestrutura projetada para a região vai atender a todas as necessidades de produção, armazenagem, distribuição e prestação de serviços em geral, além de focar no bem-estar daqueles que trabalharão na região. Ruas pavimentadas e com redes de água e esgoto de dimensões adequadas para o fluxo de veículos maiores e coletivos, ciclovias e calçadas com acessibilidade, sistema de segurança em todo o perímetro do loteamento com câmeras de segurança em pontos estratégicos.

Com o foco no Novo Urbanismo, que valoriza as pessoas, estão projetadas áreas exclusivas de descanso às equipes de trabalho, espaços e equipamentos de lazer, como praças e lagos. A ideia da urbanização é que o local, apesar de ser empresarial, sirva também como um ponto de encontro dos moradores da região e que toda a estrutura de lazer instalada no canteiro central do empreendimento se torne um grande parque linear para os cidadãos desfrutarem.

Há mais de 40 anos no mercado, a Ábaco é líder no segmento da construção civil e uma das maiores urbanizadoras do Sul do Brasil. A empresa tem 10 mil lotes entregues na última década e muitas obras em execução e aprovação no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

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Com o aporte que as empresas farão, o investimento deve chegar a R$ 1 bilhão ao longo dos anos

Balança comercial do Sul tem déficit de US$ 1,7 bi até outubro

Região foi responsável por 17,9% das exportações e por 24,6% das importações no ano

O Rio Grande do Sul fechou o acumulado anual até outubro com saldo positivo de US$ 8 bilhões, enquanto o Paraná teve superávit de US$ 2,1 bilhões

A balança comercial do Sul encerrou o acumulado até outubro com um déficit de US$ 1,7 bilhão. Um ano antes a região obtinha um superávit de US$ 5,7 bilhões. No período, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul exportaram US$ 41,9 bilhões e importaram R$ 43,6 bilhões. Os números foram divulgados nesta terça-feira (9) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), vinculado ao Ministério da Economia, e compilados pelo Portal AMANHÃ.

Nos números por estado, o Rio Grande do Sul fechou o acumulado anual até outubro com saldo positivo de US$ 8 bilhões, enquanto o Paraná teve superávit de US$ 2,1 bilhões. Já Santa Catarina acumulou déficit (confira os números detalhados na tabela abaixo). Porém, os catarinenses têm uma peculiaridade: o estado é porto de entrada de produtos importados que, depois, são distribuídos para outras regiões do Brasil. O Sul foi responsável por 17,9% das exportações e por 24,6% das importações entre janeiro e outubro.

Os principais produtos da pauta exportadora do Sul no período foram soja, inclusive farelo, carnes de aves e de porco, além de tabaco e celulose. No sentido inverso, a região importou cobre, combustíveis, têxteis e peças para veículos.

Metodologia
Em abril, o Ministério da Economia mudou o cálculo da balança comercial. Entre as principais alterações, estão a exclusão de exportações e importações fictas de plataformas de petróleo. Nessas operações, plataformas de petróleo que jamais saíram do país eram contabilizadas como exportação, ao serem registradas em subsidiárias da Petrobras no exterior, e como importação, ao serem registradas no Brasil.

Outras mudanças foram a inclusão, nas importações, da energia elétrica produzida pela usina de Itaipu e comprada do Paraguai, num total de US$ 1,5 bilhão por ano, e das compras feitas pelo programa Recof, que concede isenção tributária a importações usadas para produção de bens que serão exportados. Toda a série histórica a partir de 1989 foi revisada com a nova metodologia.

Região foi responsável por 17,9% das exportações e por 24,6% das importações no ano

Um bilhão vão sofrer calor extremo se temperatura aumentar 2°C

Alerta é feito por especialistas que participam da COP 26

Os países tropicais, incluindo o Brasil, são os mais atingidos pelo estresse extremo de calor

Pelo menos 1 bilhão de pessoas serão afetadas pelo calor extremo se as temperaturas globais aumentarem 2ºC, alertaram os especialistas na Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP 26). “Se não formos capazes de evitar que o aquecimento do planeta exceda os 1,5ºC, o número de pessoas que serão expostas a estresse térmico extremo – uma combinação potencialmente fatal de calor e umidade – pode aumentar até 15 vezes, comparativamente aos dias de hoje”, relata o estudo publicado no Met Office e divulgado na COP 26.

“O número de pessoas que vivem em áreas afetadas por estresse térmico extremo aumenta de 68 milhões hoje para cerca de 1 bilhão”, destaca o documento. O principal objetivo da cúpula climática, que ocorre em Glasgow, no Reino Unido, é conseguir limitar o aquecimento global a 1,5ºC, mas os delegados têm advertido de que “há muito trabalho” ainda a ser feito para alcançar essa meta. Um aumento de 4ºC, alerta ainda o estudo, “pode fazer com que quase metade da população mundial viva em áreas potencialmente afetadas”.

O estresse térmico é definido como uma temperatura global do chamado bulbo úmido (padrão internacional para medir o estresse de calor a que as pessoas são sujeitas) acima dos 32ºC, uma medida que avalia a combinação de fatores como a temperatura, a umidade, a velocidade do vento e a radiação solar. Quando essa medida atinge os 35ºC, o corpo humano não consegue arrefecer com o suor e até as pessoas saudáveis que estejam à sombra podem morrer em apenas seis horas.

Nessas condições, as pessoas sujeitas a esse estresse térmico extremo podem sofrer com exaustão pelo calor e com sintomas que incluem sudorese intensa e pulso acelerado, o que por sua vez pode sobrecarregar o coração e outros órgãos, levando à falência do organismo.

“Acima desse nível, as pessoas passam a estar em risco extremo. Os membros vulneráveis da população e quem tiver trabalhos físicos ao ar livre corre maior risco de efeitos adversos à saúde. Atualmente, a métrica é usada em vários locais, como regiões da Índia, mas a nossa análise mostra que com um aumento de 4ºC, o risco de calor extremo pode afetar pessoas em grandes áreas da maioria dos continentes do mundo”, explicou no documento Andy Hartley, líder de Impactos Climáticos do Met Office.

O calor é o impacto mais óbvio do aquecimento global, sendo que o calor extremo em várias regiões do mundo triplicou nas últimas décadas. No verão de 2020, mais de um quarto da população dos Estados Unidos, por exemplo, sofreram os efeitos do calor extremo, com sintomas que incluíam náuseas e cólicas. Pelo menos 166 mil pessoas morreram devido a ondas de calor nas duas décadas até 2017, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O estudo do Met Office baseou-se na pesquisa do projeto Helix, financiado pela União Europeia, que também mapeia os riscos crescentes de inundações, incêndios florestais, secas e insegurança alimentar. De acordo com essa análise, praticamente todo o mundo habitado é afetado por, pelo menos, um desses impactos.

“A nova análise combinada mostra a urgência de limitar o aquecimento global bem abaixo dos 2°C. Quanto maior for o aquecimento, mais graves e generalizados são os riscos para a vida das pessoas. Mas ainda é possível evitar esses riscos mais elevados se agirmos agora”, afirmou Richard Betts, membro da Universidade de Exeter e do Met Office, que liderou o projeto Helix.

Os países tropicais, incluindo o Brasil, a Etiópia e a Índia, são os mais atingidos pelo estresse extremo de calor, com algumas regiões atingindo temperaturas acima do limite da capacidade humana. Albert Klein Tank, diretor do Met Office Hadley Center, alertou que essa pesquisa demonstra que são várias as regiões do mundo onde se prevê que ocorram os impactos mais graves. “No entanto, espera-se que todas as regiões do mundo – incluindo o Reino Unido e a Europa – sofram impactos contínuos das mudanças climáticas”, acrescentou.

Qualquer um desses impactos climáticos, afirmou Andy Wiltshire, chefe do Sistema Terrestre e Ciência da Mitigação, “apresenta uma visão assustadora do futuro”. Mas as alterações climáticas “severas causarão muitos impactos, e os nossos mapas mostram que algumas regiões vão ser afetadas por vários fatores”. Por isso, segundo ele, é urgente que sejam reduzidas rapidamente as emissões poluentes.

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Com Agência Brasil e RTP

Alerta é feito por especialistas que participam da COP 26

Receita da Quero-Quero avança 18% no terceiro trimestre

Lucro, no entanto, caiu quase pela metade

A Quero-Quero inaugurou 19 lojas no terceiro trimestre atingindo a marca de 440 lojas em operação em 353 cidades

A receita líquida da Quero-Quero totalizou R$ 538,7 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 18,3%. No entanto, o lucro líquido sofreu um revés no mesmo período: sofreu uma redução de 48,3% (veja os principais resultados ao final desta reportagem).

“Nos últimos trimestres vimos fatores beneficiando o mercado de varejo de materiais de construção e de produtos para o lar, que vem apresentando expansão acima da média histórica desde o início da pandemia, uma maior valorização do lar pelos nossos clientes, ou mesmo uma maior renda disponível, seja pelo menor gasto com serviços durante a pandemia, ou pelo bom momento econômico vivido nas pequenas e médias cidades, influenciadas pelo setor agropecuário”, observa a empresa sediada em Cachoeirinha (RS) em seu relatório trimestral.

“Percebemos que mesmo que alguns aspectos benéficos para o varejo de material de construção e produtos para o lar não estejam tão fortes como nos últimos meses, apresentamos um desempenho de vendas similar ao verificado no primeiro semestre deste ano, quando comparado a 2019. Nos últimos trimestres também verificamos um cenário desafiador no abastecimento de produtos, que veio melhorando ao longo do tempo, porém ainda não voltamos a um cenário normalizado, e não vislumbramos a normalização para todos os segmentos em 2021, devido a diversos fatores que ainda impactam a cadeia de fornecimento global e nacional. Mesmo assim, conseguimos manter níveis de estoque adequados, que se refletem no crescimento de vendas”, detalha a companhia.

A Quero-Quero inaugurou 19 lojas no terceiro trimestre atingindo a marca de 440 lojas em operação em 353 cidades. A companhia também abriu em agosto a primeira loja fora da região Sul, localizada em Eldorado (MS), uma cidade de aproximadamente 12 mil habitantes, e que já começou a sua operação sendo atendida pelo centro de distribuição de Corbélia (PR).

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Lucro, no entanto, caiu quase pela metade

ANV revela os vinhos mais representativos da Safra 2021

Rogerio Dardeau e Regina Vanderlinde foram os homenageados deste ano

Das 406 amostras, 154 de 35 vinícolas se classificaram entre os 30% mais representativos da Safra 2021

A Avaliação Nacional de Vinhos revelou as 16 amostras selecionadas entre os 30% mais representativos da Safra 2021 no sábado (6). A transmissão ao vivo pelo canal da Associação Brasileira de Enologia (ABE) no Youtube tornou o evento ainda maior e segue disponível para quem quiser viver a experiência. O acesso foi aberto e gratuito a todas as pessoas. Porém, somente aqueles que adquiriram os kits puderam acompanhar o evento degustando cada amostra.

O presidente da ABE, enólogo André Gasperin, abriu a 29ª edição do evento emocionado, falando do orgulho que é estar à frente de mais uma Avaliação justamente no melhor momento da história do vinho brasileiro. “O Brasil está unido em torno do vinho brasileiro. Por isso, convido todos a viver o seu vinho, o vinho brasileiro, que bateu na porta de milhares de brasileiros para uma jornada incrível”. Das 406 amostras, 154 de 35 vinícolas se classificaram entre os 30% mais representativos da Safra 2021. Confira, ao final deste post, as 16 amostras mais representativas da Safra 2021.

No total, foram 1 mil kits, sendo 700 comercializados e 300 entre o público presencial e ação com mais de 120 jornalistas, blogueiros e influenciadores em seis pontos físicos. Cada um dos kits tinha 16 garrafas (187 ml), todas numeradas de 1 a 16, para que os apreciadores pudessem degustar as amostras ao mesmo tempo que os comentaristas, acompanhando a transmissão ao vivo.

O escritor Rogerio Dardeau e a doutora em enologia Regina Vanderlinde foram os homenageados deste ano com o Troféu Vitis Amigo do Vinho Brasileiro 2021 e Destaque Enológico 2021, respectivamente. A distinção é o reconhecimento prestado pela ABE a pessoas que em sua trajetória pessoal e profissional contribuem para a promoção do vinho brasileiro.

AS 16 AMOSTRAS

CATEGORIA VINHO BASE ESPUMANTE
1. Chardonnay e Pinot Noir – Estabelecimento Vinícola Valmarino – Pinto Bandeira (RS)
2. Chardonnay – Chandon do Brasil – Garibaldi (RS)
3. Pinot Noir e CHardonnay – Vinícola Salton – Bento Gonçalves (RS)

CATEGORIA BRANCO FINO SECO NÃO AROMÁTICO
4. Viognier – Casa Valduga – Bento Gonçalves (RS)
5. Chardonnay – Pizzato Vinhas e Vinhos – Bento Gonçalves (RS)

CATEGORIA BRANCO FINO SECO AROMÁTICO
6. Sauvignon Blanc – Vinícola Campestre – Vacaria (RS)
7. Moscato Branco – Vinícola Mioranza – Flores da Cunha (RS)

CATEGORIA ROSÉ FINO SECO
8. Tannat – Casa Venturini – Flores da Cunha (RS)

CATEGORIA TINTO FINO SECO JOVEM
9. Merlot – Vinícola Salvattore – Flores da Cunha (RS)

CATEGORIA TINTO FINO SECO
10. Cabernet Franc – Dal Pizzol Vinhos Únicos (RS)
11. Tannat – Hortência Indústria de Bebidas – Flores da Cunha (RS)
12. Cabernet Sauvignon – Casa Perini – Farroupilha (RS)
13. Tannat – Vinícola Almaúnica – Bento Gonçalves (RS)
14. Alicante Bouschet – Cooperativa Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)
15. Touriga Nacional – Miolo Wine Group – Candiota (RS)
16. Tannat, Teroldego, Malbec, Cabernet Franc, Merlot – Vinícola Don Guerino – Alto Feliz (RS)

Rogerio Dardeau e Regina Vanderlinde foram os homenageados deste ano

Produção de automóveis cresceu 2,6% em outubro

Volume está abaixo da média histórica para o período

As limitações de componentes eletrônicos fizeram com que este outubro fosse o pior dos últimos cinco anos, de acordo com o balanço mensal divulgado pela Anfavea

Com a volta de algumas fábricas que estavam paradas, outubro teve 177,9 mil veículos produzidos, 2,6% a mais que em setembro. Mas na comparação com outubro do ano passado, a queda foi de 24,8%. Geralmente outubro é um mês de produção bastante elevada, para abastecer as lojas na reta final do ano, quando a procura é mais aquecida. Porém, as limitações de componentes eletrônicos fizeram com que este outubro fosse o pior dos últimos cinco anos, de acordo com o balanço mensal divulgado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Autoveículos (Anfavea).

“Os esforços das áreas de compras, logística e manufatura das montadoras merecem todos os elogios, mas infelizmente a demanda reprimida, somada ao tradicional aquecimento de fim de ano, poderá não ser atendida pela oferta”, afirmou o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes. As vendas ao mercado interno e os estoques reduzidos refletem com precisão o que ocorre na produção, revelando que tudo o que é produzido é rapidamente repassado aos clientes. Em outubro foram 162,3 mil veículos emplacados, 4,7% a mais que em setembro e 24,5% a menos que em outubro de 2020. Assim como verificado na produção, este foi o pior outubro dos últimos cinco anos em vendas.

Houve leve queda de produção (-1,7%) e vendas (-5%) para caminhões em outubro, na comparação com setembro, o que indica que a falta de semicondutores também começa a afetar este segmento que vinha em alta desde a metade do ano passado. Por terem volumes de produção menores do que os automóveis, os caminhões ainda não tinham sido fortemente impactados pela falta de itens eletrônicos até então.

As exportações de 29,8 mil veículos representaram alta de 26,1% sobre setembro e queda de 14,6% sobre outubro de 2020. No acumulado do ano já foram exportadas 241,9 mil unidades, 26,8% a mais que no mesmo período do ano passado. É um desempenho superior às altas acumuladas de produção e de vendas, de 16,7% e 9,5%, respectivamente, lembrando que 2020 teve um desempenho fortemente prejudicado pelo início da pandemia. Segundo o presidente da Anfavea, os números estão em linha com as projeções refeitas há um mês, que apresentavam um crescimento tímido em relação ao ano passado – diferente da expectativa do início do ano, que era de uma forte reação.

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Volume está abaixo da média histórica para o período

Dell debaterá segurança de aplicações em webinar

Empresa, em parceria com o Grupo AMANHÃ, realiza essa quarta-feira, 10, às 16h, evento sobre desenvolvimento de aplicações. Webinar contará com grandes especialistas da Dell

A edição de 2021 do webinar da Dell, em parceria com o Grupo AMANHÃ, debaterá o desenvolvimento de aplicações de forma moderna e segura. 

A multinacional norte-americana também teve de se adaptar rapidamente as mudanças disruptivas dos últimas anos, portanto, executivos da empresa vão debater e compartilhar suas experiências no desenvolvimento de aplicações. 

O webinar exclusivo será transmitido pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ no dia 10.11, quarta-feira, a partir das 16 horas. O evento terá duração de uma hora com participação dos executivos Pablo Barão, Director of Product Management for Dell Services IT e Fabiano Griep, Product Enablement Director for Corporate and DFS IT. A mediação ficará com Kelvin Reinhardt, Sr. Manager Contact Center Applications.

Serviço Dell Webinar – Transformando o desenvolvimento de aplicações de forma moderna e segura 

Data: 10/11 (quarta-feira) 

Hora: 16h

Empresa, em parceria com o Grupo AMANHÃ, realiza essa quarta-feira, 10, às 16h, evento sobre desenvolvimento de aplicações. Webinar contará com grandes especialistas da Dell

Mercado eleva projeção da inflação para 9,33%

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,93% em 2021

O IPCA-15 ficou em 1,2% no mês passado, puxado pela elevação de preços, como os combustíveis

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 9,17% para 9,33% neste ano. É a 31ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,63%.

Em setembro, puxada pelo aumento de preços de energia elétrica e combustíveis, a inflação subiu 1,16%, a maior para o mês desde 1994, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 6,9% no ano e de 10,25% nos últimos 12 meses. Os dados de outubro serão divulgados esta semana pelo instituto, mas o IPCA-15, que é a prévia da inflação oficial, ficou em 1,2% no mês passado. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, de 10,34%.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual. As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista de elevação dos juros.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 9,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 11% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

PIB e câmbio
As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,94% para 4,93%. Para 2022, a expectativa para o PIB é de crescimento de 1%. A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana fique nesse mesmo patamar.

Com Agência Brasil

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,93% em 2021

Redução de tarifas de fora do Mercosul injetará R$ 246 bi no PIB até 2040

Inflação cairia 0,3% em até 15 anos, projeta Ministério da Economia

Governo pretende negociar com os países do Mercosul para que a redução seja permanente

A redução em 10% da Tarifa Externa Comum (TEC) para a importação de 87% dos produtos de fora do Mercosul injetará R$ 246 bilhões na economia brasileira até 2040, projeta o secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Roberto Fendt. Segundo ele, as exportações aumentarão R$ 280 bilhões no mesmo período, com a inserção internacional da indústria brasileira.

A medida aumentará as importações em R$ 290 bilhões e os investimentos em R$ 139 bilhões no mesmo período. Em relação à inflação, a redução da TEC reduzirá em 0,3% o nível de preços de longo prazo (entre 10 e 15 anos), informou Fendt, mas pode ter um impacto maior no curto prazo.

De acordo com o secretário especial, a necessidade de conter a inflação justificou a urgência da medida, que valerá até 31 de dezembro de 2022. “A razão de termos tomado essa medida agora, antes de que tenhamos um consenso entre os quatro membros do Mercosul é a necessidade e urgência de atuar sobre a inflação”, disse o secretário.

O secretário especial destacou que as taxas de juros são o principal instrumento do governo para controlar a inflação. No entanto, acrescentou que a redução das tarifas também pode contribuir para segurar os preços, principalmente em um momento de alta acentuada do dólar e de restrições a fluxos comerciais, que encarecem os fretes internacionais. Ele esclareceu que a decisão não é ilegal porque está amparada em artigo do Tratado de Montevidéu do Mercosul, que permite medidas unilaterais (sem o aval dos outros países do bloco) em caso de proteção da vida e da saúde da população.

Negociações
Apesar de a medida ser temporária, o secretário especial informou que o governo pretende negociar com os países do Mercosul, ao longo dos próximos meses, para que a redução seja permanente. Segundo Fendt, a Argentina e o Paraguai aceitaram a redução em 10% das tarifas dos itens produzidos fora do Mercosul, e o Uruguai também é favorável ao corte da TEC, mas pede liberdade para que os países do bloco negociem acordos bilaterais fora do Mercosul.

Inicialmente, informou o secretário, o Brasil defendia que todos os produtos de fora do Mercosul tivessem a tarifa de importação reduzida em 10%. No entanto, após negociações com a Argentina, veículos, alguns tipos de autopeças e produtos em regimes especiais, como vestuário, calçados, lácteos e pêssegos, tiveram as tarifas mantidas.

Para o secretário especial, a redução da TEC é essencial para a modernização do Mercosul. A medida, comentou, ajudará a valorizar o bloco econômico. “Desde que a TEC foi criada, em 1994, esse é o primeiro movimento concreto, ambicioso, de redução da nossa tarifa externa comum. Não se trata aqui de um movimento hostil ao Mercosul, o Brasil valoriza o Mercosul, o Brasil na verdade quer um Mercosul forte, moderno, que de fato responda aos anseios da sociedade brasileira”, concluiu.

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Com Agência Brasil

Inflação cairia 0,3% em até 15 anos, projeta Ministério da Economia

Matriz catarinense aponta doze regiões no nível moderado

Santa Catarina alcançou o índice de 60% da população completamente imunizada

O avanço na vacinação tem sido o principal responsável pela redução no nível de risco da Covid-19 em todas as regiões

Mantendo pela quinta semana consecutiva uma tendência de redução das taxas de transmissão e do registro de casos graves e mortes por Coronavírus por todo o Estado, a matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (6) aponta 12 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e 5 regiões como risco potencial alto (cor amarela).

Houve melhora nos indicadores das regiões do Alto Uruguai Catarinense, Médio Vale do Itajaí, Oeste e Planalto Norte, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), e passaram a ser classificadas como nível moderado (azul), se juntando as regiões do Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul, Grande Florianópolis, Laguna, Meio Oeste e Vale do Itapocu.

Houve uma piora nos indicadores da região da Serra Catarinense, observados a partir do aumento na detecção de casos novos na semana que provocaram piora nos indicadores das dimensões transmissibilidade e monitoramento. Com isso, a Serra Catarinense passa a ser classificada no nível alto (amarelo), juntamente com as regiões do Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Nordeste e Xanxerê.

Vacinação contra Covid-19 avança
Santa Catarina alcançou o índice de 60% da população catarinense completamente imunizada, tendo recebido as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19. Com mais de 10,3 milhões de doses aplicadas em todo o Estado, o avanço na vacinação tem sido o principal responsável pela redução no nível de risco da Covid-19 em todas as regiões.

“Nesse momento, o grande desafio posto é buscar manter uma atitude de prevenção, seja utilizando máscaras principalmente em ambientes fechados e com grande fluxo de pessoas, como no transporte público, lojas e demais ambientes, além de dar preferência a ambientes arejados, com boa circulação de ar. E é claro, aqueles que estão em atraso na segunda dose, devem buscar completar o esquema vacinal, e os idosos que já completaram cinco meses da segunda dose devem buscar receber a dose de reforço. Todas as vacinas são seguras e eficazes na prevenção de COVID-19, incluindo doenças graves e morte, e estão disponíveis gratuitamente em todos os municípios”, informa o secretário de saúde André Motta Ribeiro por meio de nota.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Santa Catarina alcançou o índice de 60% da população completamente imunizada

Primeiro leilão do 5G movimenta R$ 46,7 bilhões

Seis novas operadoras entrarão no mercado de telefonia móvel

Relembre a edição especial de AMANHÃ que abordou o tema e todas as mudanças que a tecnologia poderá trazer em diferentes áreas, como educação, saúde e agronegócio

O leilão do 5G, para selecionar as operadoras de serviços de conectividade utilizando a quinta geração da telefonia móvel, arrecadou R$ 46,7 bilhões. O valor ficou abaixo dos R$ 50 bilhões previsto inicialmente pelo governo, pois nem todos os lotes foram arrematados. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (5) pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) após o encerramento da análise das propostas.

De acordo com o órgão, ainda assim, considerando as faixas contratadas, houve ágio (valor acima do previsto) de R$ 5 bilhões, cerca de 12%. Nos próximos dias, o governo e a Anatel devem decidir se esse valor total será destinado como outorga ao governo ou se serão revertidos em investimentos no setor. Segundo a Anatel, é comum em leilões que alguns lotes não sejam contratados. Nesse leilão, mais de 85% de tudo que foi colocado à venda foi comercializado e todas as obrigações de cobertura foram assumidas. Os lotes que sobraram poderão ser reeditados em um novo leilão.

O processo licitatório começou na quinta-feira (4), quando as operadoras já em atuação no país, Claro, Vivo e TIM, arremataram o lote principal do leilão, de abrangência nacional, pelo valor de R$ 1,1 bilhão. Além delas, no âmbito regional, empresas atuantes como Sercomtel e Algar Telecom também levaram lotes e seis novas operadoras entrarão em operação no mercado – Winity II, Brisanet, Consórcio 5G Sul, Neko, Fly Link, Cloud2u. O leilão consistiu em uma concorrência em quatro faixas de radiofrequências – 700 MHz; 2,3 GHz; 3,5 GHz; e 26 GHz, que têm finalidades específicas de mercado, divididas em diversos lotes.

Investimentos previstos
Do valor total arrecadado, R$ 7,4 bilhões (incluído o ágio de R$ 5 bilhões) serão em outorgas para o governo e o restante será utilizado pelas empresas vencedoras em compromissos definidos em edital. O objetivo dessas contrapartidas é garantir investimentos no setor para sanar as deficiências de infraestrutura, modernizar as tecnologias de redes e massificar o acesso a serviços de telecomunicações do país.

Entre esses compromissos estão as obrigações de investimentos com tecnologia 4G ou superior em áreas sem cobertura, como pequenas localidades e rodovias federais. Para os municípios com mais de 30 mil habitantes, está previsto o atendimento já com tecnologia 5G. Nas capitais e no Distrito Federal, o 5G deverá começar a ser oferecido pelas vencedoras do leilão antes de 31 de julho de 2022 e haverá um cronograma de implantação para as demais cidades até 2029.

Além disso, o edital também contempla recursos para a implementação de redes de transporte em fibra ótica na região Norte e a construção da Rede Privativa de Comunicação da Administração Pública Federal, para sustentação dos serviços de governo. Já os recursos das autorizações da faixa de 26 GHz, cerca de R$ 3,1 bilhões arrecadados, serão destinados a projetos de conectividade de escolas públicas, ainda a serem definidos pelo Ministério da Educação. Esse valor, segundo a Anatel, é significativo e suficiente para garantir cobertura 5G para as escolas de educação básica do país.

Novas tecnologias
O 5G é uma nova tecnologia que amplia a velocidade da conexão móvel e reduz a latência, permitindo novos serviços com conexão com segurança e estabilidade que abrem espaço para o uso de novos serviços em diversas áreas, como indústria, saúde, agricultura e na produção e difusão de conteúdos. Diferente das mudanças nas gerações passadas, do 2G, 3G e 4G, não se trata apenas de aumento de velocidade de conexão, mas também na especificação de serviços que permitam o atendimento a diferentes aplicações, em especial àquelas relacionadas à chamada Internet das Coisas (IoT), que é o uso coordenado e inteligente de aparelhos para controlar diversas atividades.

Ao conectar objetos do cotidiano – como eletrodomésticos, smartphones, roupas e automóveis – à internet (e entre si), a tecnologia 5G permitirá até mesmo a realização de procedimentos médicos delicados a distância, além de sistemas de direção automática de carros e as mais diversas tecnologias de automação e inteligência artificial, inclusive para a agricultura, a indústria e as cidades.

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Com Agência Brasil

Seis novas operadoras entrarão no mercado de telefonia móvel

Brasil corta em 10% as tarifas de importação

Ministro da Economia diz que redução ajudará a moderar a inflação

A medida havia sido acertada com a Argentina no início do outubro, mas dependia da aprovação dos outros sócios do bloco, Paraguai e do Uruguai, para entrar em vigor

O governo brasileiro anunciou a redução em 10% das tarifas de importação de aproximadamente 87% dos bens e serviços importados. A decisão do Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex) tem validade até o dia 31 de dezembro de 2022. Em nota conjunta, divulgada pelo Ministérios da Economia e das Relações Exteriores, o governo diz que a medida “justifica-se pela situação de urgência trazida pela pandemia de Covid-19 e pela necessidade de poder contar, de forma imediata, com instrumento que possa contribuir para aliviar seus efeitos negativos sobre a vida e a saúde da população brasileira”.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta sexta-feira (5) que essa redução nas tarifas de importação vai ajudar a moderar a inflação no país. Ele comentou o corte nas alíquotas durante sua participação na terceira edição da Conferência de Comércio Internacional e Serviços do Mercosul, promovida pelo Conselho de Câmaras de Comércio do bloco econômico.

“A nossa Tarifa Externa Comum ainda é muito elevada e isso num momento como o atual, em que nós temos uma pressão inflacionária forte na economia brasileira e gostaríamos de dar um choque de oferta, facilitar a entrada de importações para dar uma moderação nos reajustes de preços, é o momento ideal para fazer uma abertura, ainda que tímida, da economia”, afirmou o ministro.

Acordo com a Argentina
A medida havia sido acertada com a Argentina no início do outubro, mas dependia da aprovação dos outros sócios do bloco, Paraguai e do Uruguai, para entrar em vigor. A decisão atinge 87% dos produtos de fora do Mercosul. Por terem tratamento distinto dentro do bloco, automóveis e produtos sucroalcooleiros pagam tarifas externas comuns próprias e não tiveram o Imposto de Importação reduzido. Com a decisão, um produto que paga 12% para entrar no Brasil pagará 10,8%. Segundo o Ministério da Economia, a TEC média do Mercosul está em torno de 13%, contra a média de 4% e 5% observada no resto do mundo.

Lista de exceção
Por ser uma união aduaneira, o Mercosul taxa a maioria dos produtos de fora do bloco de forma igual por meio da Tarifa Externa Comum (TEC), eliminando as tarifas internas na circulação desses bens entre os países do bloco. Além de produtos com tratamento especial, cada país pode estabelecer uma lista com até 100 exceções.

Geralmente, os bens na lista de exceção abrangem itens não produzidos em nenhum país do Mercosul classificados como essenciais por determinado país do bloco. Também existe um mecanismo chamado de ex-tarifário, que permite reduzir a zero a alíquota para bens de capital (máquinas e equipamentos) e de equipamentos de informática e telecomunicações.

Em relação aos demais produtos, as regras do bloco proíbem o corte de tarifas externas de forma unilateral. Para evitar o descumprimento do tratado do Mercosul, o Brasil recorreu a um dispositivo que permite a adoção de medidas voltadas para a proteção da vida e da saúde da população, usando a pandemia de covid-19 como justificativa.

Segundo o Ministério da Economia e o Itamaraty, a redução é temporária, e o governo brasileiro continuará a trabalhar para modernizar o Mercosul e reformular a TEC, que nunca tinha sido revisada em mais de 25 anos de existência. “O Brasil permanece plenamente engajado nas negociações em curso no Mercosul. Os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores reiteram o caráter excepcional e temporário da presente resolução, ao mesmo tempo em que reafirmam seu compromisso com o Mercosul”, explicou o comunicado.

Apesar do acordo recente com a Argentina, as negociações para que Uruguai e Paraguai aceitassem a redução da TEC estavam travadas. Inicialmente, o Uruguai queria a redução da TEC em 20% neste ano e para todos os produtos de fora do bloco. A Argentina defendia uma redução de apenas 10% para alguns produtos. Posteriormente, o governo brasileiro passou a apoiar uma redução em etapas: 10%, em 2021, e 10%, em 2022. No entanto, a Argentina continuava resistindo e aceitava a redução máxima da TEC em 10%.

Na reunião entre os chanceleres da Argentina e do Brasil no mês passado, o país vizinho concordou em ampliar a lista de produtos com TEC reduzida. Em contrapartida, o governo brasileiro se comprometeu a financiar a construção de um gasoduto da reserva argentina de Vaca Muerta para o Brasil.

Com Agência Brasil

Ministro da Economia diz que redução ajudará a moderar a inflação