Descarbonização precisaria ser cinco vezes maior para atender Acordo de Paris

Média global medida pela PwC ficou em 2,5% em 2020, enquanto o ideal seria 12,9%

“Observamos que empresas e governos estão aumentando suas ambições e ações em relação ao combate às mudanças climáticas. Mas é preciso fazer mais”, afirma Mauricio Colombari, sócio da PwC Brasil

A taxa anual de descarbonização no mundo necessária para chegar ao objetivo do Acordo de Paris de um aquecimento médio anual de 1,5°C deveria ser cinco vezes maior que o ritmo atual, de acordo com o estudo PwC Net Zero Economy Index 2021.

O relatório da PwC analisa como os países do G20 atuam para descarbonizar suas economias a partir do rastreamento da taxa de transição de baixo carbono e faz uma comparação das metas nacionais de cada país. Entre 2019 e 2020, o Brasil registrou um índice de descarbonização de 1,9%, mas nos últimos 20 anos essa taxa foi de apenas 0,5%.

O estudo constatou que uma taxa de descarbonização de 12,9% – cinco vezes maior que o nível do ano passado (2,5%) e oito vezes mais rápida do que a média global no século 21 – seria necessária para reduzir as emissões globais pela metade até 2030 e, consequentemente, cumprir a meta do Acordo de Paris de aumento da temperatura de no máximo 1,5° C.

Em 2020, a descarbonização mundial ficou em 2,5%, fruto da redução da demanda global de energia em 4,3% em 2020, o que reduziu em 5,6% as emissões relacionadas ao setor em comparação com os níveis de 2019). Esse, entretanto, foi apenas um ligeiro aumento em relação à taxa de 2019, de 2,4%. O estudo mostra ainda que a redução de emissões resultante da queda da demanda de energia ainda está muito aquém do progresso necessário para cumprir o Acordo de Paris.

“Observamos que empresas e governos estão aumentando suas ambições e ações em relação ao combate às mudanças climáticas. Mas é preciso fazer mais para alcançar os objetivos necessários, com a urgência que temos no momento. É necessário que todos os setores da economia participem desse movimento”, afirma Mauricio Colombari, sócio da PwC Brasil.

México e Indonésia foram os únicos países que conseguiram chegar a uma taxa de descarbonização de dois dígitos, na análise feita pela PwC, com 12,4% e 10,6%, respectivamente. Apesar disso, a maioria dos países do G20 tem metas ambiciosas de redução de suas emissões, mas que precisam ser transformadas em ações concretas para chegar às mudanças necessárias.

O estudo mostra que quase metade dos investimentos no setor de energia nos países do G20 (US$ 296 bilhões) foi para a manutenção da produção e consumo de combustíveis fósseis. Para a PwC, o setor privado tem um papel fundamental nas ações positivas para o clima, e elas precisam estar corroboradas pelos governos, por meio de incentivos, e por toda a sociedade.

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Média global medida pela PwC ficou em 2,5% em 2020, enquanto o ideal seria 12,9%

Lucro da Copel quadruplica entre julho e setembro

Estatal paranaense também comercializou mais energia no período

A Copel concluiu a modernização da Usina Foz do Areia e colocou em funcionamento a quarta e última unidade geradora da hidrelétrica a passar por reforma

A Copel anunciou que sua receita operacional líquida totalizou R$ 6,9 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 61,2% em relação ao valor alcançado no mesmo período de 2020 (veja os principais indicadores ao final desta reportagem).

Entre os fatores que auxiliaram o resultado estão a comercialização de 641 GWh de energia produzida pela UTE Araucária no período, devido à falta de chuvas, e o maior volume de energia vendida em contratos bilaterais pela Copel Mercado Livre. De acordo com a estatal paranaense, a revisão tarifária periódica aplicada aos contratos de transmissão também foi fundamental para o aumento da receita.

Entre julho e setembro, a Copel registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, montante 161,5% superior ao mesmo período de 2020, explicado, principalmente, pelo efeito positivo de R$ 1 bilhão do reconhecimento da compensação referente à repactuação do risco hidrológico. No entanto, incluindo os valores provenientes das operações descontinuadas da Copel Telecom, o lucro líquido registrado foi de R$ 2,8 bilhões, valor 319% maior do que aquele conquistado no terceiro trimestre de 2020.

Como parte integrante da estratégia de redução nos custos, a companhia lançou em agosto o novo programa de demissão incentivada. Ele teve três fases, incluindo inicialmente funcionários da Copel Telecom, estendendo-se aos demais empregados da Copel partir da segunda fase, com adesão voluntária total de 509 funcionários, os quais se desligarão a

partir de fevereiro de 2022. O custo total estimado com indenizações é de R$ 134,5 milhões, a ser reconhecido no exercício de 2021, com economia anual estimada em R$ 151,5 milhões.

A Copel concluiu a modernização da Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia) e colocou em funcionamento a quarta e última unidade geradora da hidrelétrica a passar por reforma. A Usina é a maior operada pela empresa, com 1.676 megawatts de potência total instalada, e está localizada no rio Iguaçu, no município de Pinhão (PR). O amplo projeto de reforma e troca de equipamentos durou quase seis anos e absorveu R$ 150 milhões em investimentos. Com a nova configuração, as quatro unidades geradoras produzem mais energia do que as antigas usando a mesma quantidade de água.

Estatal paranaense também comercializou mais energia no período

IBGE prevê safra recorde de grãos em 2022

A alta da moeda norte-americana tem incentivado a produção

A expectativa do IBGE é que a produção seja puxada pelo milho, após uma queda grande na safra do grão deste ano

A primeira estimativa para a safra agrícola de 2022, divulgada nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevê a produção de 270,7 milhões de toneladas de grãos, cereais e leguminosas. De acordo com o instituto, se os dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) forem confirmados, será um recorde da série histórica, iniciada em 1975, com um aumento de 7,8% em relação às estimativas deste ano, o que representa 19,5 milhões de toneladas a mais.

A expectativa do IBGE é que a produção seja puxada pelo milho, após uma queda grande na safra do grão deste ano, por causa do atraso do plantio da segunda safra e da falta de chuvas nos principais estados produtores. Para 2022, a previsão é de alta de 11,1% para a primeira safra, com 2,8 milhões de toneladas, e de 26,8% para a segunda safra, com 16,2 milhões de toneladas.

Segundo o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, além da previsão de normalidade climática para o próximo ano, a alta do dólar incentiva os produtores de commodities. “Outra razão para a perspectiva de recorde diz respeito à questão econômica. Apesar do aumento dos custos de produção, os preços das commodities agrícolas como milho, trigo e soja estão altos, ajudados pela valorização do dólar, fazendo o produtor aumentar o plantio e investir mais nessas lavouras”, explica.

O instituto prevê crescimento de 0,8% na produção de soja, com 1,1 milhão de toneladas a mais; de 2,4% no algodão herbáceo em caroço, com 84,9 mil toneladas, 12,8% no sorgo, com 302,4 mil toneladas; 6,9% no feijão primeira safra, com 80,9 mil toneladas, e aumento de 9,8% no feijão segunda safra, com previsão de 101 mil toneladas. Por outro lado, a pesquisa estima quedas nas produções do arroz, de 3,9% ou 451,6 mil toneladas; do feijão terceira safra, de 0,9% ou 5,1 mil toneladas, e do trigo, de 10% ou 785,8 mil toneladas.

Safra de 2021
A pesquisa do IBGE aponta que a estimativa de outubro para a safra de 2021 é de 251,2 milhões de toneladas, o que representa 1,2% ou 3 milhões de toneladas a menos do que a obtida em 2020, quando a produção de grãos, cereais e leguminosas no país chegou a 254,1 milhões. A área a ser colhida deve aumentar 4,6% este ano, alcançando 68,5 milhões de hectares. Somados, o arroz, o milho e a soja representam 92,5% da estimativa da produção do país e respondem por 87,6% da área a ser colhida.

Na produção deste ano, o IBGE aponta aumento de 10,3% para a soja e de 4,5% para o arroz em casca. Por outro lado, a previsão é de queda de 17,5% no algodão herbáceo e de 16% no milho, sendo 2,8% a menos na primeira safra e 20,6% de queda na segunda.

A produção de soja deve chegar a 134,1 milhões de toneladas e o milho 86,7 milhões de toneladas, sendo 25,9 milhões de toneladas na primeira safra e 60,9 milhões de toneladas na segunda safra. A produção do arroz foi estimada em 11,5 milhões de toneladas e a do algodão em caroço em 5,8 milhões de toneladas.

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Lucro do Banrisul cresce 47,9% no acumulado até setembro

A expansão da carteira de crédito foi um dos destaques

Foi ampliado o acesso ao crédito consignado no aplicativo Banrisul Digital e no Home Banking

O Banrisul atingiu lucro líquido ajustado de R$ 732,3 milhões no acumulado até setembro, o que representa crescimento de 47,9% na comparação com o mesmo período de 2020. A rentabilidade ajustada anualizada alcançou 11,4% sobre o patrimônio líquido médio. A evolução do período reflete, especialmente, a expansão da carteira de crédito, menores despesas de provisão para perdas de crédito, além do aumento das receitas de prestação de serviços e de tarifas bancárias. Por outro lado, a margem financeira foi pressionada pela continuidade do ciclo de elevação da Taxa Selic no período pelo Banco Central.

Com ajustes nos incentivos comerciais, o Banrisul ampliou a carteira de crédito para R$ 38,7 bilhões em setembro de 2021, crescimento de 6,7% nos últimos 12 meses. O crédito comercial pessoa física apresentou aumento de R$ 790,9 milhões em 12 meses, alcançando R$ 22,2 bilhões em setembro. A expansão foi influenciada, principalmente, pela elevação do saldo das operações de crédito consignado. Foi ampliado o acesso ao crédito consignado no aplicativo Banrisul Digital e no Home Banking, sendo disponibilizada a aposentados e pensionistas do INSS, além de mais 80 convênios municipais e estaduais.

As operações de crédito comercial pessoa jurídica apresentaram saldo de R$ 6,8 bilhões em setembro de 2021, com evolução de R$ 619,8 milhões em relação ao mesmo período de 2020. Isso se deve, especialmente, às linhas de capital de giro, diante do aumento dos volumes concedidos em Fundo Garantidor – FGI.

O Banrisul manteve sua estrutura de captação diversificada junto a sua base de clientes. Os recursos captados, constituídos por depósitos, recursos em letras e dívida subordinada, e os recursos administrados, alcançaram R$ 81,2 bilhões em setembro de 2021, crescimento de 3,4%, em 12 meses. Com o objetivo de ampliar fontes e gerar funding para o crédito rural, foi iniciada no segundo semestre do ano a captação de recursos por meio de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA). O montante captado, neste produto, totalizou R$ 128,5 milhões em setembro de 2021.

A Vero, empresa do Banrisul no setor de adquirência, até setembro, contava com 139,7 mil estabelecimentos credenciados ativos. Entre os aprimoramentos deste período, destaca-se a adoção do BR Code e da funcionalidade Onde tem Vero, voltada a usuários da Vero Wallet. Nos nove meses deste ano, foram capturadas 263 milhões de transações, 186,4 milhões com cartões de débito, com crescimento de 21,1% em relação ao ano anterior; e 76,6 milhões de transações com cartões de crédito, registrando aumento de 12,6%. Em volume financeiro, o valor transacionado totalizou R$ 25,6 bilhões, refletindo crescimento de 20,7% frente aos nove meses de 2020.

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A expansão da carteira de crédito foi um dos destaques

RS emite alerta à região de Pelotas e aviso à de Cachoeira do Sul

Pelotas apresentou aumento de pacientes internados em UTI

Pelotas teve baixa procura pela dose de reforço da vacina contra a Covid-19 entre os idosos com 70 anos ou mais

O governo do Rio Grande do Sul divulgou a emissão de um alerta para a região de Pelotas. Além disso, a região de Cachoeira do Sul recebeu um aviso por parte do Grupo de Trabalho (GT) Saúde. As outras 19 regiões não receberam avisos ou alertas. O alerta, uma das etapas do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo estadual gerencia a pandemia, é emitido pelo Gabinete de Crise após deliberação do grupo, provocada por sinalização do GT Saúde, que monitora constantemente os dados.

Em situação de alerta, a região tem 48 horas para responder sobre o quadro regional da pandemia e apresentar um plano de ação a ser tomado. Se o Gabinete de Crise considerar adequada a resposta da região, o plano é imediatamente aplicado e a região segue monitorada. Se o Gabinete de Crise considerar inadequada a resposta, o governo poderá estipular ações adicionais a serem seguidas na região.

Pelotas, na macrorregião Sul, ao longo da última semana apresentou um aumento de 25,7% no total de pacientes de Covid-19 internados em UTI, uma variação de nove pacientes. Assim, há 44 internados, o que representa uma taxa de ocupação de 82,6%. O número de internados em leitos clínicos cresceu 5,1% na última semana, subindo para 82, semelhante ao patamar observado em janeiro deste ano. Também desperta preocupação o indicador de casos confirmados na semana para cada 100 mil habitantes, estando a região na primeira colocação com 131,5, número 117,8% maior que a média estadual.

Apesar da piora dos indicadores, o que chamou atenção do GT Saúde com relação à região de Pelotas foi a baixa procura pela dose de reforço da vacina contra a Covid-19 entre os idosos com 70 anos ou mais. Ela está em último lugar no ranking entre as regiões, com 25,7% de vacinados com a dose de reforço, frente à média estadual de 45,1%.

Sendo assim, o grupo sugere que o plano de Ação a ser elaborado na região procure estimular a cobertura vacinal, especialmente da terceira dose. Quanto à vacinação geral, a região atingiu o percentual de 60,3% de imunizados, apresentando a sétima menor proporção da população com esquema vacinal completo no Estado entre as 21 regiões Covid-19.

A Secretaria da Saúde (SES) divulgou que cerca da metade dos adultos jovens (entre 18 e 29 anos) que receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus não retornou para a segunda dose, tão importante para a chamada “imunização de rebanho” quanto a primeira aplicação. Nessa faixa etária, a cobertura está menor que 60%, considerada baixíssima pela SES. Mais de 670 mil adultos jovens não completaram a imunização. Quase 230 mil gaúchos nesta faixa etária não receberam sequer a primeira.

A região Covid-19 de Cachoeira do Sul, localizada na Macrorregião Vales, apresentou crescimento de 42,9% no número de internados com coronavírus em UTI, levando a região a atingir 125% de taxa de ocupação, conforme os técnicos do GT Saúde. Por essa razão, recebeu um aviso, o primeiro passo do Sistema 3As. É a segunda semana consecutiva que Cachoeira do Sul recebe um aviso.

Pelotas apresentou aumento de pacientes internados em UTI

Vendas do varejo caem 1,3% em setembro

É o segundo mês consecutivo de queda

As vendas em supermercados caíram 1,5% em setembro

O volume de vendas do comércio varejista no país recuou 1,3% em setembro, na comparação com o mês anterior, segunda queda consecutiva, após a maior alta do ano em julho, quando cresceu 3,1%. No ano, o varejo acumula crescimento de 3,8% e nos últimos 12 meses, alta de 3,9%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo IBGE.

“Esse segundo mês de queda vem com intensidade razoável, mas em menor amplitude que agosto (-4,3%). Depois da grande retração de abril do ano passado, início da pandemia, veio uma recuperação muito rápida que levou ao patamar recorde de outubro e novembro de 2020. Depois tivemos um primeiro rebatimento com uma nova queda forte em dezembro e dois meses variando muito próximo do mesmo nível pré-pandemia, até março, mês a partir do qual houve nova trajetória de recuperação. Desde fevereiro de 2020, o setor vive muita volatilidade”, analisa o gerente da PMC, Cristiano Santos.

Ele explica que a volatilidade tem fatores distintos para cada um dos picos. Desde fevereiro de 2020, foram três picos negativos (abril de 2020, março de 2021, e setembro de 2021) e pelo menos dois picos de altas (outubro e novembro de 2020 e julho de 2021).

“Neste último, de setembro de 2021, o fator determinante é a inflação. Isso fica claro quando comparamos a queda de 1,3% no volume e a variação de – 0,2% na receita, estável. O componente que joga o volume para baixo é a inflação. As mercadorias subiram de preço. Em combustíveis e lubrificantes, por exemplo, a receita foi -0,1%, totalmente estável, e o volume caiu 2,6%. O mesmo vale para supermercados, que passa de 0,1% de receita para -1,5% em volume. Mas o mesmo fator não se aplica a tecidos, vestuário e calçados que caiu tanto em volume, (-1,1%), quanto na receita com queda ainda maior, sinalizando deflação gerada pela redução da demanda”, explica Santos.

Ele observa que enquanto as quedas de dezembro 2020 e janeiro 2021 deveram-se ao fim do auxílio emergencial; a recuperação a partir de março é explicada pela flexibilização das medidas de distanciamento social, com a maior abertura do comércio. Entre as oito atividades pesquisadas, seis tiveram taxas negativas em setembro. As quedas mais intensas foram equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,6%), móveis e eletrodomésticos (-3,5%), combustíveis e lubrificantes (-2,6%). Mas a atividade de maior peso na formação da taxa de setembro foi hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%).

No comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, veículos e materiais de construção, o volume de vendas caiu 1,1% em setembro, frente a agosto. O impacto negativo veio da queda de 1,7% veículos, motos, partes e peças e de 1,1% em material de construção, ambos, respectivamente, após variação de 0,3% e queda de 1,2% registrados em agosto. Na comparação com agosto, o comércio varejista teve variações negativas em 25 das 27 unidades da federação em setembro com destaque para: Mato Grosso do Sul (-3,9%), Santa Catarina (-3,6%) e Rio Grande do Norte (-3,4%).

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É o segundo mês consecutivo de queda

Receita da BRF avança 24,6% no terceiro trimestre

A companhia reajustou preços para reequilibrar as margens da indústria

No terceiro trimestre a companhia observou que a demanda por alimentos continua aquecida, com a China e o Japão apresentando crescimento de volumes

A BRF reportou receita líquida de R$ 12,4 bilhões no terceiro trimestre de 2021 e crescimento de 24,6% em relação ao mesmo período de 2020. O lucro bruto totalizou R$ 2,6 bilhões entre julho e setembro, aumento de 12% no comparativo com o terceiro trimestre de 2020 (veja os principais dados do trimestre ao final desta reportagem).

“Os resultados robustos mesmo em um cenário tão desafiador foram atingidos graças a todas as iniciativas e processos implementados nos últimos anos, e também do foco na execução comercial, aumento da preferência dos consumidores por nossas marcas, e da evolução da receita vinda de inovação. Esta gestão consistente nos permite seguir avançando, com disciplina financeira, na nossa estratégia de crescimento de longo prazo”, declarou Lorival Luz, CEO global da BRF, por meio de nota. Segundo o relatório trimestral da BRF, a companhia realizou repasses de preços para reequilibrar as margens da indústria “ante um cenário inflacionário global e sem precedentes”.

A receita no Brasil oriunda de inovação já representa 7% no trimestre, ante 5,6% em 2020. Entre os lançamentos do período, está o primeiro frango plant-based carbono neutro do Brasil, o Veg Frango 100% Vegetal, da linha Sadia Veg&Tal, que tem as emissões neutralizadas do grão à mesa por meio de conservação florestal.

Com investimentos de cerca de R$ 300 milhões, a BRF ampliou a capacidade produtiva com a nova fábrica de Seropédica, no Rio de Janeiro. Essa é a 40ª unidade produtiva da empresa, a primeira dedicada exclusivamente à produção de salsichas e uma das mais avançadas no conceito de Indústria 4.0, com utilização de energia limpa, mínima geração de resíduo sólido e com reaproveitamento de água e resíduos em diversos processos.

No terceiro trimestre a companhia observou que a demanda por alimentos continua aquecida, com a China e o Japão apresentando crescimento de volumes. De acordo com a BRF, os preços em dólares para Japão e Coréia do Sul apresentam trajetória ascendente desde o fim de março, devido à queda do estoque local e abastecimento limitado da plataforma tailandesa para a região. 

“Por outro lado, a forte queda dos preços da carne suína na China impactou negativamente o preço médio da região, em direção contrária ao movimento dos custos e fretes, pressionando as margens nesse mercado”, revela a empresa em seu relatório trimestral.

A produção de carne suína na China registrou oscilações acentuadas ao longo do ano, principalmente pelas novas variantes da peste suína. Desse modo, aconteceram dois movimentos relevantes por parte dos produtores, cujos resultados foram o aumento de estoque local e preços menores. 

“O primeiro foi a adoção, por parte do produtor, de uma postura prudente em relação ao vírus e a antecipação do abate. O segundo foi a retenção dos animais no campo apostando no aumento de preços. Como os preços não reagiram, animais mais pesados foram abatidos, gerando ainda mais oferta no mercado. Diante de um cenário de custos muito desafiador, atrelado aos preços das commodities e o agravamento da crise energética, imobiliária e logística, o mercado apresenta margem negativa, o que impactou fortemente a rentabilidade da companhia na região”, revela a BRF.

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A companhia reajustou preços para reequilibrar as margens da indústria

Invista na simplicidade para aumentar as suas vendas

Palestrante Dado Schneider dá dicas sobre o “basicão” para empresários e lojistas que estão se preparando para a retomada do comércio

No encontro que teve nesta quarta-feira com lojistas do ParkShoppingBarigüi, em Curitiba, Schneider alertou que o mais importante é entender o comportamento do consumidor

Nada de perder tempo com as fórmulas mágicas ou as teorias milagrosas anunciadas pelos gurus da internet. Para vender melhor neste fim de ano, o professor e palestrante Dado Schneider, mestre em Comunicação e Marketing, aposta na simplicidade, ou, como ele mesmo diz, no “basicão”. “O mais importante, neste momento de retomada e de incerteza, não é nos concentrarmos no ‘como’ ou no ‘o que’, mas nos ‘porquês’.É buscar entender o comportamento do consumidor. Por que ele está mais exigente? Por que ele está pedindo desconto se não pedia antes?”

Mesmo antes de o mundo ser atingido pela pandemia de Covid-19, Dado já alertava em suas palestras: não é possível fazer as coisas como fazíamos antes. No encontro que teve nesta quarta-feira com lojistas do ParkShoppingBarigüi, em Curitiba, com o objetivo de preparar e motivá-los para as vendas de Natal, ele insistiu nessa afirmação.

“O século 20 era vertical, tudo vinha de cima para baixo, a base de contato com os clientes era menor, pois a concorrência também era menor. O século 21 é horizontal, tem outra dinâmica. É necessário ampliar a base de contato com os clientes, com o uso da internet, das redes sociais e tantos outros artifícios, porque hoje a concorrência é muito maior. Já estamos há 20 anos no século 21, mas muitos ainda estão com a cabeça lá no passado. A pandemia acelerou muitas mudanças, especialmente no comércio. Quem ainda não se deu conta disso precisa correr, ou terá prejuízos”, completa.

Cinco dicas para melhorar as vendas no Natal
Para empresários e vendedores que estão apreensivos com o período de vendas que está se aproximando, Dado Schneider dá cinco dicas para permanecer motivado, focado e melhorar os seus resultados, independentemente da função que desempenha:

1 – Mantenha-se bem informado, mas não se deixe intoxicar pela avalanche de notícias que recebemos todos os dias. “É importante acompanhar as notícias relacionadas à economia e comportamento, mas não se atenha às notícias mais pessimistas. Você precisa estar animado e motivado para atender bem e fazer bons negócios”, explica.

2 – Durante os próximos meses, use as redes sociais de maneira sábia e objetiva. “Não perca tempo nas redes sociais, pois você não tem tempo a perder. Use as como ferramentas de propaganda e vendas. Domine todas as técnicas necessárias, mas não use as redes como fonte de informação.”

3 – Preste e dê atenção ao seu cliente. Com olhos e ouvidos atentos, busque entender os seus “por quês”. “O consumidor é outra pessoa hoje, pois está melhor informado, mais exigente e com mais poder. Ele vai negociar melhor, tem mais informações sobre os produtos que quer comprar. Ou seja, não dá para tratá-lo como se tratava antes”, alerta o professor.

4 – Sorriso no rosto sempre. Não importa o que esteja acontecendo na sua vida ou nos seus negócios. A época é de também vender otimismo e esperança. “É inadmissível um vendedor que se apresente de maneira desanimada, desleixada e desatenta. Tudo que o consumidor quer é um bom atendimento, um vendedor que esteja realmente atento às suas necessidades.

5 – Resolva os seus problemas depois do Natal. Agora é hora de vender. “Deixe as conversas com namorado(a), familiares e agregados para depois. O momento é de retomada e foco. Não está fácil para ninguém, mas o Natal é um momento único que precisa ser bem aproveitado”, lembra.

Dica bônus: o principal concorrente das lojas físicas é a internet. O e-commerce ganhou espaço com o isolamento causado pela pandemia. “Valorize o tempo do seu cliente. Não o faça perder minutos preciosos com o preenchimento de cadastros intermináveis, por exemplo. Se ele se irritar, vai preferir voltar para casa, pois pode comprar o mesmo produto em muito menos tempo”.

Palestrante Dado Schneider dá dicas sobre o “basicão” para empresários e lojistas que estão se preparando para a retomada do comércio

Práticas da Dell transformaram a Fundação Iberê Camargo em uma potência digital

Modelo de transformação foi apresentado durante webinar da Dell em parceria com o Grupo AMANHÃ nesta quarta-feira

Pablo Barão, Director of Product Management for Dell Services IT, contou a experiência que a multinacional teve com a Fundação Iberê Camargo

Há cerca de três anos, a Fundação Iberê Camargo aproximou-se da Dell com uma intenção clara: iniciar sua transformação digital. Na época, a fundação não possuía nem mesmo um sistema de controle de eventos, atividades e exposições. A empresa de tecnologia, que já havia desenvolvido um sistema próprio de design thinking para auxiliar instituições na missão de transformação digital, logo topou o desafio.

O case foi apresentado na edição de 2021 do webinar da Dell, em parceria com o Grupo AMANHÃ, que foi transmitido pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ nesta quarta-feira (acompanhe o evento na íntegra aqui). O debate contou com a participação dos executivos Pablo Barão, Director of Product Management for Dell Services IT e Fabiano Griep, Product Enablement Director for Corporate and DFS IT. Kelvin Reinhardt, Sr. Manager Contact Center Applications, mediou o evento.

Barão contou que a Fundação e a Dell começaram a rodar um conjunto de práticas chamado internamente de Help-a-thon, uma espécie de hackathon interno para ajudar a comunidade. Mais de 50 funcionários da Dell abraçaram a causa da Fundação, tentando equilibrar as difíceis tarefas de introduzir um contexto de tecnologia numa instituição tão tradicional. O prazo para a transformação era de seis semanas: ao longo desse tempo, a equipe da Dell compreendeu as necessidades do Iberê, definiram as mudanças necessárias e começaram a testar e prototipar as ideias.

Daí, surgiram três soluções: o Totem App, tablet posicionado logo na entrada da fundação com um mapeamento da infraestrutura do local, onde é possível conferir as exposições disponíveis. O segundo é uma maneira de levar a Fundação para as pessoas mesmo que elas não estejam presentes fisicamente por lá – uma aplicação mobile com realidade aumentada para que o público possa “andar” pelos corredores do prédio conferindo informações sobre as obras com um simples clique. Por último, o Iberê for Kids é uma página web que permite que crianças interajam com obras de arte famosas, com o intuito de aproximá-las da cultura. Dentre as ações disponíveis, é possível colocar um sorriso na Monalisa, por exemplo.

As soluções pensadas para a Fundação são reflexo de uma transformação que, antes mesmo disso, já havia ocorrido internamente na Dell. O Matrix App foi uma solução pensada desde 2019 para conectar todos os funcionários num único app. Agora, seja presencialmente ou em home office, as equipes da empresa têm um lugar para conversar de maneira segura e criptografada, além de centralizar e-mails, eventos e serviços como datas de treinamentos e campanhas.

Modelo de transformação foi apresentado durante webinar da Dell em parceria com o Grupo AMANHÃ nesta quarta-feira

Conheça o Dell Digital Way

Ferramentas à disposição da multinacional facilitaram o processo

Fabiano Griep apresentou a metodologia empregada pela Dell

A edição de 2021 do webinar da Dell, em parceria com o Grupo AMANHÃ, debate o desenvolvimento de aplicações de forma moderna e segura. A multinacional norte-americana teve de se adaptar rapidamente às mudanças disruptivas dos últimas anos. O webinar exclusivo foi transmitido pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ nesta quarta-feira (acompanhe o evento aqui).

O debate contou com a participação dos executivos Pablo Barão, Director of Product Management for Dell Services IT e Fabiano Griep, Product Enablement Director for Corporate and DFS IT. Kelvin Reinhardt, Sr. Manager Contact Center Applications, mediou o evento.

Griep apresentou o Dell Digital Way. A companhia realocou pessoas e times, de forma que pudessem entregar soluções e produtos mais rapidamente aos clientes. Uma das principais ferramentas para essa mudança foi o uso de tecnologias próprias que a multinacional tem à disposição.

“Costumamos dizer que estamos bebendo do nosso próprio Champagne, pois utilizamos tecnologias de Cloud que a Dell mesmo tem dentro dos nossos próprios times”, comparou Griep. A comunicação com os usuários – que passou a ser mais frequente – também ajudou a entregar novas funcionalidades e produtos ao mercado.

Mais atualizações a seguir.

Ferramentas à disposição da multinacional facilitaram o processo

Fiesc anuncia criação de escola de negócios para formar líderes

Projeto foi apresentado no segundo dia do Fórum Radar Reinvenção

De acordo com Aguiar (o segundo da esquerda para a direita), a escola será de “empresários para empresários”, com o objetivo de compartilhar soluções adotadas na indústria

Para consolidar-se e dar robustez à formação de lideranças, a Federação das Indústrias lança em 2022 a Escola de Negócios Fiesc. A iniciativa contará com investimento de R$ 15 milhões e ocupará o primeiro andar da sede da entidade, em Florianópolis. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, e pelo diretor de educação e tecnologia, Fabrizio Machado Pereira, nesta quarta-feira (10), no segundo dia do Fórum Radar Reinvenção.

De acordo com Aguiar, a escola será de “empresários para empresários”, com o objetivo de compartilhar soluções adotadas na indústria. “Temos uma indústria de base familiar e queremos preparar cada vez melhor os sucessores para essas empresas, qualificar a governança. Para isso, teremos também parcerias internacionais”, destaca, citando a cooperação com escolas internacionais de negócios, como a Nova School of Business and Economics, de Lisboa, e outras europeias.

As formações a serem oferecidas por meio da Escola de Negócios Fiesc levam em conta o processo de reinvenção do negócio, a profissionalização da governança, questões ligadas à sucessão familiar nas empresas, e programas efetivos de ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança), visando práticas mais sustentáveis. Fabrizio explica que a escola oferecerá “todos os elementos e conteúdos orientados para esse momento de travessia da indústria catarinense”. Ele ainda acrescenta que, para ganhar musculatura e relevância, a escola vai depender do envolvimento direto dos empresários.

“A nossa escola é composta de especialistas e empresários que são protagonistas nesta transformação da indústria. Além das parcerias com escolas internacionais consagradas para construir programas customizados às reais necessidades da indústria catarinense, vamos ter métodos e práticas de imersão, conteúdos digitais e plataformas híbridas”, detalha Pereira.

Perspectivas econômicas
Além de apresentar a Escola de Negócios Fiesc, o último painel do Fórum Radar Reinvenção tratou de perspectivas para a economia e o impacto dessas mudanças no dia a dia das empresas. Mediado por Aguiar, e pelo assessor de economia da Fiesc, o professor do departamento de economia da UFSC, Pablo Bittencourt, o diálogo contou com participação do economista-chefe na América Latina do BTG Pactual, Mansueto Almeida, e do economista-chefe da XP Investimentos, Caio Megale.

Mansueto destacou movimentos recentes, como retomada da agenda de concessões nos últimos anos. “Num período tão difícil como foi o da pandemia, as concessões continuaram. Esse ano, por exemplo, a gente já teve a renovação da concessão da Dutra, concessão de novas ferrovias, a gente mudou o marco regulatório do setor de saneamento, na semana passada fizemos a concessão do 5G, que vai aumentar o investimento em telecomunicação e conectividade nos próximos anos”, avaliou.

“Nos últimos quatro anos, a gente teve um governo que veio de um processo de impeachment, e depois um governo que no início não tinha base política. Apesar de circunstâncias tão adversas, o Brasil fez reformas importantes nos últimos cinco anos. Isso me deixa bastante otimista porque teremos uma campanha eleitoral na qual a gente poderá discutir várias questões”, destacou o economista.

Megale falou das fases de retomada nas principais economias mundiais. “Não era uma crise normal, uma crise econômica que você coloca as pessoas na rua para trabalhar, as indústrias para produzir. Era o contrário. Num segundo período, os governos elaboram planos de forte expansão fiscal, transferência de renda – seja por meio de crédito ou por meio de programas de proteção do emprego. A economia começou a entender como trabalhar assim, mais digital”, disse. Megale ressaltou ainda que o combate à pandemia deve ser mundial, pois a interferência nas cadeias produtivas compromete a produtividade de todo o setor.

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Projeto foi apresentado no segundo dia do Fórum Radar Reinvenção

Reino Unido propõe adoção de cortes de emissões até 2022

Esboço da declaração final foi apresentado pelos anfitriões da COP 26

Medida obrigaria os países a adotar metas climáticas mais rigorosas no ano que vem, uma exigência fundamental das nações mais vulneráveis aos impactos da mudança climática

Os anfitriões britânicos da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP 26) em Glasgow, na Escócia, estão propondo que os países mostrem mais ambição no corte de emissões de gases de efeito estufa até o ano que vem, em um esboço de decisão política que será negociado ao longo dos próximos três dias.

A proposta destaca os receios de especialistas e ativistas do clima de que exista grande disparidade entre as atuais promessas nacionais e os cortes de emissões rápidos, necessários para impedir que o mundo mergulhe em uma crise climática propriamente dita.

O primeiro esboço da decisão política a ser adotada na conferência, que a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou nesta quarta-feira (10), pede aos países que “revejam e reforcem as metas de suas contribuições determinadas nacionalmente para 2030, como necessárias para se alinharem à meta de temperatura do Acordo de Paris até o final de 2022”.

Isso obrigaria os países a adotar metas climáticas mais rigorosas no ano que vem, uma exigência fundamental das nações mais vulneráveis aos impactos da mudança climática. Pelo Acordo de Paris, países concordaram em manter o aquecimento global bem abaixo dos 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais e tentar limitá-lo a 1,5ºC. Cientistas dizem que cruzar o patamar de 1,5ºC agravaria a elevação do nível dos mares, as inundações, secas, os incêndios florestais e as tempestades que já ocorrem, e que alguns impactos poderiam se tornar irreversíveis.

O esboço também pediu aos países que acelerem os esforços para descartar a queima de carvão e suspender gradualmente os subsídios aos combustíveis fósseis, mirando diretamente o carvão, o petróleo e o gás que produzem dióxido de carbono, o principal causador da mudança climática provocada pela humanidade. O texto não estabeleceu uma data para o fim gradual do uso desses combustíveis, mas a ênfase neles pode levar a uma reação de grandes produtores de energia.

Helen Mountford, vice-presidente do World Resources Institute, disse que a referência explícita ao carvão, ao petróleo e ao gás foi um avanço em relação a cúpulas climáticas anteriores. “A verdadeira questão será se ela pode ser mantida”. Diplomatas debatem hoje o texto final de encerramento da conferência, na sexta-feira (12). O cumprimento da decisão política não será obrigatório, mas terá o peso dos quase 200 países que assinaram o Acordo de Paris em 2015.

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Com Agências Brasil e Reuters

Esboço da declaração final foi apresentado pelos anfitriões da COP 26

Inflação acelera para 1,25% em outubro

É o maior índice para o mês desde 2002

A gasolina já acumula alta de 38,29% no ano

A inflação acelerou para 1,25% em outubro, a maior para o mês desde 2002, quando o índice foi de 1,31%. Com isso, o indicador acumula altas de 8,24% no ano e de 10,67% nos últimos 12 meses, acima do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (10,25%). Em outubro do ano passado, a variação mensal foi de 0,86%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quarta-feira (10) pelo IBGE.

Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram em outubro, com destaque para os transportes (2,62%), principalmente, por conta dos combustíveis (3,21%). A gasolina subiu 3,1%. Foi a sexta alta consecutiva nos preços desse combustível, que acumula 38,29% de variação no ano e 42,72% nos últimos 12 meses.

“Transportes tiveram a maior variação e o maior impacto de longe no índice do mês, afirma o gerente do IPCA, Pedro Kislanov. “A alta da gasolina está relacionada aos reajustes sucessivos que têm sido aplicados no preço do combustível, nas refinarias, pela Petrobras. Além gasolina, houve aumento também nos preços do óleo diesel (5,77%), do etanol (3,54%) e do gás veicular (0,84%)”. Também aceleraram os preços das passagens aéreas (33,86%).

“A depreciação cambial e a alta dos preços dos combustíveis, em particular do querosene de aviação, têm contribuído com o aumento das passagens aéreas. A melhora do cenário da pandemia, com o avanço da vacinação, levou a um aumento no fluxo de circulação de pessoas e no tráfego de passageiros nos aeroportos. Como a oferta ainda não se ajustou à demanda, isso também pode estar contribuindo com a alta dos preços”, explica Kislanov.

Outro destaque foi a aceleração dos preços do transporte por aplicativo (19,85%), que já haviam subido 9,18% em setembro. Os automóveis novos (1,77%) e usados (1,13%) também seguem em alta e acumulam, em 12 meses, variações de 12,77% e 14,71%, respectivamente.

Os preços também avançaram no grupo dos alimentos e bebidas (1,17%), segunda maior contribuição no IPCA, puxado pelas altas no tomate (26,01%) e na batata-inglesa (16,01%), que fizeram acelerar a alimentação no domicílio (1,32%). “Esse aumento no tomate e na batata decorre da redução da oferta devido ao frio e às chuvas”, observa Kislanov. A alimentação fora do domicílio passou de 0,59% em setembro para 0,78% em outubro, principalmente por conta do lanche (1,31%), que havia apresentado variação negativa no mês anterior (-0,35%).

No grupo habitação (1,04%), mais uma vez, a alta foi influenciada pela energia elétrica (1,16%), embora esse item tenha desacelerado em relação a setembro (6,47%). “Em outubro, foi mantida a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos. Houve ainda reajustes tarifários em regiões com peso significativo no IPCA, como Goiânia, São Paulo e em Brasília”, acrescenta o gerente do índice. O gás de botijão (3,67%) também subiu pelo 17º mês consecutivo em outubro, acumulando alta de 44,77% desde junho de 2020.

Nos outros grupos do IPCA, destacam-se também o vestuário (1,8%), que teve a segunda maior variação do índice no mês, com altas em todos os itens pesquisados. Todas as áreas pesquisadas tiveram alta nos preços em outubro. As maiores variações ficaram com a região metropolitana de Vitória e no município de Goiânia, ambos com 1,53%. Em Vitória, o resultado foi influenciado pela taxa de água e esgoto (11,33%) e a energia elétrica (3,35%). Já em Goiânia, além da energia elétrica (5,34%), pesou a gasolina (4,24%). A menor variação ocorreu na região metropolitana de Belém (0,64%).

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É o maior índice para o mês desde 2002

Produção industrial em SC está acima do patamar pré-pandemia

Porém, entre agosto e setembro índice recuou

Os efeitos da pandemia vêm sendo atenuados desde agosto de 2020, com a flexibilização das medidas restritivas

A produção industrial teve queda em nove dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional), na passagem de agosto para setembro. Os principais recuos foram no Ceará (-4,4%) e Amazonas (-4%). Outros estados com recuos mais intensos do que a taxa nacional (-0,4%) foram Goiás (-2,3%), Mato Grosso (-2,2%), São Paulo (-1,0%), Pará (-0,6%) e Santa Catarina (-0,5%). O Paraná recuou 0,4% e a indústria gaúcha avançou 0,7%. Os resultados da PIM Regional foram divulgados pelo IBGE.

De todos os estados, a maior influência veio de São Paulo, que responde por cerca de 34% da produção industrial do país. A queda de 1% frente a agosto foi pressionada pelo setor de alimentos e, em menor escala, pelo setor de derivados do petróleo. Com isto, o estado se encontra 23,5% abaixo de seu patamar de produção mais alto, atingido em março de 2011, e ainda 1,4% abaixo do patamar pré-pandemia.

Bernardo Almeida, analista da pesquisa, explica que os efeitos da pandemia da Covid-19 vêm sendo atenuados desde agosto de 2020, com a flexibilização das medidas restritivas. “A partir de agosto do ano passado, já temos uma produção mais regularizada. E começamos a perceber as consequências da pandemia para a produção industrial: desabastecimento de insumos, aumento no custo da produção, redução do consumo das famílias por conta de inflação e desemprego. Tudo isso afeta a cadeia produtiva”, comenta. “Mesmo com a pandemia desacelerando, as consequências persistem”, resume.

Em setembro, apenas quatro locais apresentavam produção industrial acima do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020: Santa Catarina (5,2% acima), Rio de Janeiro (1,7%), Paraná (1,6%) e, em destaque, Minas Gerais (10,2% acima), o único que se mantém desde julho do ano passado.

Na comparação com setembro do ano passado, as quedas mais intensas ocorreram na Região Nordeste (-13,7%), Amazonas (-13,5%), Bahia (-13,3%) e Ceará (-12,3%). Também houve quedas em Mato Grosso (-8,3%), Goiás (-8,2%), Pará (-7,9%), Pernambuco (-5,8%), São Paulo (-5,6%), Rio Grande do Sul (-4,4%), e Espírito Santo (-0,2%). Já Rio de Janeiro (5,3%) e Minas Gerais (5%) tiveram os maiores avanços em setembro de 2021.

Como funciona a PIM Regional
A Pesquisa Industrial Mensal Produção Física (PIMA) – Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

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Porém, entre agosto e setembro índice recuou

Santa Catarina retoma coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira

Região é responsável por um terço da produção nacional

“A cadeia produtiva vive um momento extremamente difícil, por causa desse desequilíbrio entre excesso de oferta e a queda na demanda”, avalia Spies

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul querem preparar o setor para ganhar o mercado internacional, trazendo mais renda e reduzindo os custos de produção. Este é um dos objetivos da Aliança Láctea Sul Brasileira, que, a partir desta terça-feira (9) volta a ser coordenada pelos catarinenses.

A Aliança Láctea, que estava sob coordenação do Paraná, será agora liderada por Santa Catarina na figura do ex-secretário de Estado da Agricultura e doutor em Economia dos Recursos Naturais pela University of Queensland (na Austrália), Airton Spies. Segundo ele, os produtores de leite têm grandes oportunidades e desafios pela frente, principalmente para equilibrar oferta e demanda.

“No Brasil, há uma sazonalidade da produção; no verão, acontece um aumento gradativo e há também uma queda no consumo. Isso cria uma tendência de baixa nos preços pagos aos produtores e uma dificuldade para a indústria vender seus produtos. É o que está acontecendo agora, quando a cadeia produtiva vive um momento extremamente difícil, por causa desse desequilíbrio entre excesso de oferta e a queda na demanda”, explicou.

As exportações podem ser a saída perfeita para trazer mais competitividade ao setor produtivo, equilibrar os preços e dar previsibilidade aos produtores. De acordo com o novo coordenador da Aliança Láctea, a conquista do mercado internacional diminuiria, inclusive, as importações de leite e possibilitaria um aumento significativo da produção local.

“Para isso, precisamos melhorar a eficiência da cadeia produtiva, precisamos produzir leite com alta qualidade a um custo competitivo e com a organização logística mais eficiente. Estamos trabalhando para, um dia, exportarmos manteiga, leite em pó e queijos para o mundo, como já fazemos com o nosso frango e suínos”, projeta Spies.

Segundo dados do IBGE, os três estados do Sul produziram 11,6 bilhões de litros de leite em 2019 – 33,4% do total produzido no país. Em Santa Catarina, o leite é uma das atividades agropecuárias com o maior crescimento. Envolvendo 45 mil produtores em todo o estado, a produção girou em torno de 3 bilhões de litros em 2019.

Aliança Láctea Sul Brasileira
Formada pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a Aliança Láctea foi criada para discutir os desafios e oportunidades comuns entre o setor produtivo do leite nos três estados. O fórum atua em cinco eixos de trabalho: assistência técnica e geração de tecnologia para aumentar a produção e a produtividade; sanidade animal; qualidade do leite; organização do setor e redução de assimetrias tributárias, para que não haja competição desleal no mercado.

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Região é responsável por um terço da produção nacional