Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 9,77%

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,88% em 2021

Em outubro, puxada pelo aumento de preços de combustíveis e alimentos, a inflação acelerou 1,25%, a maior para o mês desde 2002

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 9,33% para 9,77% neste ano. É a 32ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,79%.

Em outubro, puxada pelo aumento de preços de combustíveis e alimentos, a inflação acelerou 1,25%, a maior para o mês desde 2002, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 8,24% no ano e de 10,67% nos últimos 12 meses.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023 as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, no mês que vem, o Copom já sinalizou que pretende elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual.

As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista, com elevação dos juros, para manter o IPCA dentro do intervalo de tolerância definido pelo CMN.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 9,25% ao ano, mesma projeção da semana passada. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 11% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,93% para 4,88%. Para 2022, a expectativa para o PIB é de crescimento de 0,93%. Em 2023 e 2024, o mercado projeta expansão do PIB em 2%, para ambos os anos.

A expectativa para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é de que a moeda americana também fique nesse mesmo patamar.

Quer saber mais sobre indicadores econômicos?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil 

Previsão para crescimento da economia caiu para 4,88% em 2021

BSBIOS tem nova área para construir biorrefinaria no Paraguai

Investimento será de aproximadamente US$ 1 bilhão

As obras iniciais do projeto Omega Green começaram em um novo terreno de 484 hectares adquirido pela empresa em Villeta, a 45 quilômetros de Assunção

A BSBIOS Paraguai, empresa do ECB Group, começou neste mês as obras de infraestrutura para estabelecimento de vias internas e de acesso, assim como todo o cercamento da área que abrigará o projeto Ômega Green, mega complexo com investimento estimado em US$ 1 bilhão, que envolve a primeira planta de biocombustíveis avançados (HVO e SPK) de segunda geração do Hemisfério Sul. Uma base também está em construção para a instalação da oficina e dos depósitos da empresa responsável pela preparação do terreno para o início da construção. A operação da biorrefinaria está prevista para 2025.

A atualização do projeto foi informada diretamente ao presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, em encontro realizado na segunda-feira (15). Na oportunidade, o ministro de indústria e comércio, Luis Alberto Castiglioni, entregou a Erasmo Carlos Battistella, CEO do ECB Group, a Resolução nº 723 que declara “de interesse institucional o projeto de investimento Omega Green”.

“A declaração de apoio institucional do Estado Paraguaio ao projeto reafirma nossa parceria com o país e define o Omega Green como de interesse nacional, fortalecendo sua imagem frente às agências de investimentos internacionais”, celebra Battistella.

Novo terreno é sete vezes maior que o anterior
As obras iniciais do projeto Omega Green começaram em um novo terreno de 484 hectares adquirido pela empresa em Villeta, a 45 quilômetros de Assunção, capital do Paraguai. A área fica a cinco quilômetros da anterior, que tinha 70 hectares, com a vantagem de fazer uma fronteira de 220 metros, por um lado, com a rodovia (Rutta Villeta-Alberdi), e por outro, com uma faixa maior de margem do rio Paraguai. Outra vantagem é estar localizado a cerca de 100 metros de uma subestação de energia.

“O terreno nos traz a oportunidade de abrigar ampliações futuras, com espaço mais amplo para o desenvolvimento do porto, além de permitir receber parceiros estratégicos que possam investir em atividades afins”, explica Battistella. Segundo ele, a proximidade com a rodovia asfaltada e com a subestação de energia também reduz custos operacionais para o projeto.

Com a posse definitiva do terreno, a mudança da área foi aprovada no regime de Zona Franca definido pelo governo do Paraguai em 15 de setembro de 2020 para o projeto Ômega Green, o que garante a manutenção das condições legais do projeto por um prazo de 30 anos, renováveis por mais três décadas.

Lançado em fevereiro de 2019, o projeto Ômega Green é o maior investimento privado da história do Paraguai e contempla a construção da primeira planta de biocombustíveis avançados do Hemisfério Sul. Nele, serão produzidos diesel renovável ou HVO, sigla em inglês para óleo vegetal hidrotratado, e querosene de aviação renovável ou SPK, combustíveis que emitem menos gases de efeito estufa e que serão destinados à exportação para os Estados Unidos, Canadá e membros da União Europeia.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Investimento será de aproximadamente US$ 1 bilhão

Atividade econômica cai 0,27% em setembro

Em 12 meses, o indicador ficou positivo em 4,22%

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros

A atividade econômica brasileira teve variação negativa em setembro deste ano, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apresentou queda de 0,27% em setembro em relação ao mês anterior, de acordo com os dados dessazonalizados (ajustados para o período), chegando a 138,56 pontos. Na comparação com setembro de 2020, houve crescimento de 1,52% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais).

No terceiro trimestre, comparado com os três meses anteriores, houve retração de 0,14%. Já na comparação com o período de julho a setembro do ano passado, o IBC-Br apresentou crescimento de 3,91%. No ano, foi registrada alta de 5,88%. Em 12 meses encerrados em setembro, o indicador também ficou positivo (4,22%).

O índice é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica brasileira e ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 7,75% ao ano. O IBC-Br incorpora informações sobre o nível de atividade dos três setores da economia: a indústria, o comércio e os serviços e a agropecuária, além do volume de impostos.

Entretanto, o indicador de atividade oficial é o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No segundo trimestre deste ano, último dado divulgado pelo órgão, o PIB apresentou variação negativa de 0,1%. No primeiro semestre, o PIB registrou alta de 6,4% e em 12 meses, acumulou alta de 1,8%.

A última estimativa do Ministério da Economia para o indicador, divulgada em setembro, é de crescimento de 5,3% em 2021. Já a projeção do mercado financeiro para o PIB deste ano está em 4,88%. Em 2020, em meio à pandemia de Covid-19, o PIB do Brasil caiu 4,1%, totalizando R$ 7,4 trilhões. Foi a maior queda anual da série do IBGE, iniciada em 1996 e que interrompeu o crescimento de três anos seguidos, de 2017 a 2019, quando o indicador acumulou alta de 4,6%.

Quer saber mais sobre economia?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agência Brasil

Em 12 meses, o indicador ficou positivo em 4,22%

COP 26 chega a acordo para evitar catástrofe climática

Declaração final busca limitar aquecimento global a 1,5°C

O objetivo geral da conferência, sediada pelo Reino Unido, era modesto demais, na opinião de ativistas do clima e países vulneráveis

A conferência climática da Organização das Nações Unidas (ONU) na Escócia terminou com um acordo global que busca pelo menos manter viva a esperança de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius e, portanto, uma chance realista de salvar o mundo das catastróficas mudanças climáticas.

Alok Sharma, presidente da conferência, bateu o martelo para sinalizar que não houve objeções decisivas das quase 200 delegações nacionais presentes em Glasgow. As delegações incluem desde superpotência alimentadas a carvão e gás a produtores de petróleo e ilhas do Pacífico, que estão sendo engolidas pela elevação do nível do mar.

Após revisão, o acordo foi aprovado, depois de uma mudança de última hora no texto em relação ao carvão, o que provocou reclamações de países vulneráveis quer queriam um comunicado mais definitivo sobre subsídios a combustíveis fósseis. Depois de uma mudança de última hora na linguagem em torno do carvão, com a Índia sugerindo substituir a palavra “eliminar” por “reduzir”, Sharma sinalizou que o texto foi aprovado.

O acordo é o resultado de duas semanas de negociações duras em Glasgow, que foram estendidas por um dia para equilibrar as demandas de nações vulneráveis ao clima, grandes potências industriais e países em que o consumo ou exportação de combustíveis fósseis é vital para o desenvolvimento econômico.

“Por favor, não se pergunte o que mais você pode querer, mas se pergunte o que é o suficiente”, disse Sharma aos delegados nas horas finais. “E ainda mais importante – por favor, perguntem-se se, no fim das contas, esses textos funcionam para todas as pessoas e para nosso planeta”, completou.

O objetivo geral da COP 26, sediada pelo Reino Unido, era modesto demais, na opinião de ativistas do clima e países vulneráveis – manter a meta do Acordo de Paris de 2015 de limitar o aquecimento global a 1,5 grau Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Um rascunho de acordo, que circulou no começo deste sábado (13), na prática reconheceu que os compromissos feitos até agora, para cortar as emissões de gases de efeito estufa que aquecem o planeta, não estão nem perto do suficiente. Também pediu que as nações façam promessas mais duras em relação ao clima no ano que vem, em vez de a cada cinco anos, como atualmente são obrigadas a fazer.

Cientistas relatam que um aquecimento acima de 1,5 grau Celsius geraria um crescimento extremo do nível do mar e catástrofes como secas, tempestades e incêndios muito piores do que as que o mundo está sofrendo neste momento. Mas, até agora, as promessas dos países para cortar emissões de gases de efeito estufa – principalmente dióxido de carbono da queima de carvão, óleo e gás – limitariam o crescimento da temperatura global média em 2,4 graus Celsius.

No entanto, o rascunho, publicado pela ONU, cobrou esforços para reduzir o uso de carvão e os enormes subsídios que governos ao redor do mundo dão ao petróleo, carvão e gás que alimentam fábricas e aquecem casas – o que nunca foi acordado em nenhuma outra conferência do clima. A Índia, cujas demandas de energia são muito dependentes do carvão, fez objeções de última hora a essa parte do acordo.

Países em desenvolvimento argumentam que as nações ricas, cujo histórico de emissões é amplamente responsável por aquecer o planeta, precisam pagar mais para ajudá-los a se adaptar às consequências e também para reduzir suas pegadas de carbono.

Quer saber mais sobre sustentabilidade?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Com Agências Brasil e Reuters

Declaração final busca limitar aquecimento global a 1,5°C

Matriz catarinense aponta 10 regiões no nível moderado

Nenhuma regional foi classificada como grave pela sexta semana consecutiva

Santa Catarina alcançou o índice de 63,4% da população completamente imunizada

Pela sexta semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelho). A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (13) aponta 10 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e sete regiões alto (cor amarela).

Houve melhora nos indicadores das regiões Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí e Serra, observados a partir da redução na taxa de detecção de casos novos, hospitalizações e óbitos, aliada ao aumento na cobertura vacinal. Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como nível moderado (azul), se juntando as regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Laguna, Meio-Oeste e Planalto Norte, que mantiveram a classificação em moderado.

Por outro lado, houve uma piora nos indicadores das regiões Extremo Sul, Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Oeste e Vale do Itapocu, observados a partir do aumento na taxa de detecção de casos novos e hospitalizações. Com isso, estas regiões que na semana anterior estavam classificadas em nível moderado (azul), passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo), juntamente com as regiões Nordeste e Xanxerê, que permaneceram em alto.

Balanço da vacinação
Santa Catarina alcançou o índice de 63,4% da população completamente imunizada, tendo recebido as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19. Com mais de 10,6 milhões de doses aplicadas em todo o estado, o avanço na vacinação tem sido o principal responsável pela manutenção da tendência de redução no nível de risco da Covid-19 em todas as regiões.

“Estamos às vésperas das festas de final do ano, onde se espera que todos nós possamos nos confraternizar com nossos familiares para saudarmos o início de um novo ano. Para que possamos curtir esse momento com a maior segurança, é necessário um esforço de todos para que os indicadores melhorem e os índices de transmissão e de gravidade da pandemia se mantenham baixos. Todos precisam fazer a sua parte, utilizando máscaras, principalmente em ambientes fechados, evitando aglomerações e, é claro, atualizando sua carteira de vacinação com as duas doses da vacina”, aponta o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Nenhuma regional foi classificada como grave pela sexta semana consecutiva

Primeiro CRA garantido pelo BRDE é lançado

Emissão foi realizada para a Integrada Cooperativa Agroindustrial

“O BRDE tem longa experiência garantindo empreendedores e agora também garante papéis que servem de lastro para o mercado de capitais”, destaca Wilson Bley Lipski, diretor-presidente do BRDE

O grupo Ecoagro e o Banco Alfa acabam de anunciar o encerramento de mais uma emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). Os CRAs da 119ª emissão da Eco Securitizadora têm prazo de cinco anos em um valor total de R$ 70 milhões, e contam com lastros cedidos pela Integrada Cooperativa Agroindustrial, de Londrina (PR). A captação tem como objetivo financiar as atividades da Integrada relacionadas à comercialização de insumos agrícolas junto aos seus cooperados.

Coordenados em conjunto pela Eco Securitizadora e Banco Alfa, esta é a primeira operação de CRA Garantido que conta com a participação do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). A participação do BRDE como garantidor foi fundamental para o sucesso da operação e cria mais uma alternativa para as cooperativas e demais empresas do setor agro da região Sul.

“Há pelo menos dois anos o BRDE estudava sua participação neste mercado. Entendemos ter um papel relevante tanto para aproximar investidores como para apresentar ao empreendedor do agronegócio paranaense e do Sul do Brasil diferentes oportunidades de recursos. Temos também papel fundamental para alongar a curva de retorno dos recursos e queremos alavancar mais operações, notadamente com empresas cooperativas. O BRDE tem longa experiência garantindo empreendedores e agora também garante papéis que servem de lastro para o mercado de capitais”, destaca Wilson Bley Lipski, diretor-presidente do BRDE.

“Diante de um cenário econômico desafiador, tivemos a oportunidade de assegurar um recurso de longo prazo. Com essa emissão, a integrada ingressa no mercado de capitais e dá um passo importante para acessar uma nova fonte de financiamento, alongar o perfil da dívida e fomentar o crescimento da cooperativa”, comemora Alfredo Freire Neto, gerente financeiro da Integrada.

Os CRAs são títulos de renda fixa lastreados em recebíveis originados de negócios entre produtores rurais (ou de suas cooperativas). Eles cobrem financiamentos ou empréstimos relacionados à produção e comercialização de produtos, insumos agropecuários e máquinas utilizados na produção agropecuária.

Emissão foi realizada para a Integrada Cooperativa Agroindustrial

Sanepar obtém lucro 62,4% maior no terceiro trimestre

Aumento da receita e redução dos custos foram determinantes para o resultado

A Sanepar também anunciou que retomará o rodízio no abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana de 60 horas de fornecimento de água por até 36 horas de suspensão

A Sanepar obteve lucro de R$ 267,3 milhões no terceiro trimestre. O resultado foi 62,4% maior que igual período de 2020. De acordo com a estatal paranaense, o valor foi impactado, principalmente, pelo crescimento de 13,3% da receita operacional líquida e pela redução de 4,2% dos custos e despesas operacionais (veja os principais resultados ao final desta reportagem).

A Sanepar também anunciou que retomará o rodízio no abastecimento de água de Curitiba e Região Metropolitana de 60 horas de fornecimento de água por até 36 horas de suspensão, a partir de segunda-feira (15). Nesse modelo, a população é abastecida por 24 horas a mais do que na programação anterior. Os bairros serão divididos em quatro grupos, com cerca de 980 mil pessoas em cada. O anúncio foi feito na quinta-feira (11) pelo diretor-presidente da companhia, Claudio Stabile, durante coletiva de imprensa realizada na sede da empresa, em Curitiba.

Além do índice do Sistema de Abastecimento Integrado de Curitiba e Região Metropolitana (SAIC), que chegou a 68% na quinta, a Sanepar também levou em consideração a conclusão, nesta semana, de obras em Curitiba que ampliam a infraestrutura de reservação e distribuição de água tratada. São obras que já estavam planejadas, conforme o plano de investimentos da empresa, e que foram concluídas de forma mais rápida justamente por causa do rodízio.

O presidente da Sanepar também informou que, quando o nível das barragens chegar a 80%, o rodízio poderá ser suspenso. A expectativa é que isso ocorra no fim do verão, em março de 2022, uma vez que as previsões meteorológicas indicam chuvas abaixo da média para novembro e dezembro, com elevação das precipitações para janeiro, fevereiro e março. Atualmente, o déficit de chuvas acumulado durante todo o ano de 2020 até outubro de 2021 é de 680,5 milímetros.

A diretora de Investimentos da Sanepar, Leura Conte de Oliveira, informou que as obras da Barragem do Miringuava estão suspensas devido à alta umidade do último mês, que praticamente inviabilizou qualquer avanço na construção. Ela explicou que o índice de umidade do solo precisa estar muito baixo nesta fase de construção do maciço, seguindo as regras de segurança de barragens. A expectativa é que a obra seja retomada em março, quando se encerra o período chuvoso.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Aumento da receita e redução dos custos foram determinantes para o resultado

Vendas da Tupy avançam 68,1% no ano

Companhia catarinense apresentou mais um trimestre de recordes

A Tupy tem como uma de suas vantagens competitivas a diversificação de mercados e segmentos em que atua

Se os resultados trimestrais da catarinense Tupy já são sólidos, o acumulado anual se mostrou ainda melhor. Até setembro, a empresa faturou R$ 5 bilhões, valor 68,1% maior que em igual período de 2020. Nos três quartos do ano a companhia também viu o prejuízo de 2020 reverter em lucro de R$ 141,7 milhões (veja os principais resultados ao final desta reportagem).

De acordo com a companhia, o resultado operacional e o aumento do retorno sobre o capital investido são os grandes destaques deste trimestre, apesar da disrupção de cadeias globais de fornecimento, com impacto na oferta de semicondutores e outros insumos. “Por outro lado, a forte demanda por caminhões, máquinas e equipamentos, utilizados nos segmentos de transporte de carga, infraestrutura e agricultura, e os repasses de custos de trimestres anteriores fizeram com que a Tupy apresentasse a maior receita líquida, lucro operacional e Ebitda da sua história”, anuncia a empresa em seu relatório trimestral.

“Estamos expostos a setores perenes, fundamentais para a sociedade e que têm se beneficiado da recuperação da economia global. Para absorver o aumento de demanda, preparamos as operações com ações que promovessem maior flexibilização da produção entre as plantas e eficiências nas operações, contratamos colaboradores e religamos equipamentos. Porém, a despeito do crescimento dos nossos volumes, os sólidos indicadores econômicos ainda não se materializaram integralmente em vendas, dadas às restrições nas cadeias de fornecimento. Consequentemente, houve reprogramação da produção, que acarretou menor diluição de custos, com impacto nas nossas margens”, revela a Tupy.

Diante disso, além dos repasses previstos em contratos, a companhia dedicou esforços para antecipar repasses e recuperar custos incorridos nos trimestres anteriores. Isso devido à elevação abrupta e atípica do preço dos materiais observada nos últimos 12 meses. “Por outro lado, o descompasso entre oferta e demanda tem gerado dois efeitos importantes, com consequências positivas nos nossos volumes para os próximos anos: (i) criação de demanda reprimida e (ii) redução expressiva dos níveis de estoques dos nossos clientes, e consequente necessidade de reposição. Estes fatores deverão ser impulsionados pelo crescimento da economia e diversos programas direcionados à infraestrutura”, detalha a companhia.

A empresa catarinense tem como uma de suas vantagens competitivas a diversificação de mercados e segmentos em que atua. Hoje, mais de 80% da receita é proveniente do mercado externo. No entanto, o desempenho não está atrelado à moeda em si, pois a empresa também tem custos dolarizados.

A companhia também intensificou os investimentos em inovação, inclusive na estrutura da área, que passou a ser dividida em Tupy Up – transformação digital e inovação aberta – e Tupy Tech, dedicada ao P&D disruptivo, que firmou uma parceria com a USP. Trata-se de um investimento de R$ 4 milhões em um projeto para fazer a reciclagem de baterias íon-lítio por meio da hidrometalurgia, método que apresenta maiores índices de reaproveitamento de materiais e menor emissão de gases de efeito estufa.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Seu navegador não oferece suporte ao visualizador de PDF
Baixe o arquivo PDF aqui

Companhia catarinense apresentou mais um trimestre de recordes

Lucro da Copel quadruplica entre julho e setembro

Estatal paranaense também comercializou mais energia no período

A Copel concluiu a modernização da Usina Foz do Areia e colocou em funcionamento a quarta e última unidade geradora da hidrelétrica a passar por reforma

A Copel anunciou que sua receita operacional líquida totalizou R$ 6,9 bilhões no terceiro trimestre, crescimento de 61,2% em relação ao valor alcançado no mesmo período de 2020 (veja os principais indicadores ao final desta reportagem).

Entre os fatores que auxiliaram o resultado estão a comercialização de 641 GWh de energia produzida pela UTE Araucária no período, devido à falta de chuvas, e o maior volume de energia vendida em contratos bilaterais pela Copel Mercado Livre. De acordo com a estatal paranaense, a revisão tarifária periódica aplicada aos contratos de transmissão também foi fundamental para o aumento da receita.

Entre julho e setembro, a Copel registrou lucro líquido de R$ 1,7 bilhão, montante 161,5% superior ao mesmo período de 2020, explicado, principalmente, pelo efeito positivo de R$ 1 bilhão do reconhecimento da compensação referente à repactuação do risco hidrológico. No entanto, incluindo os valores provenientes das operações descontinuadas da Copel Telecom, o lucro líquido registrado foi de R$ 2,8 bilhões, valor 319% maior do que aquele conquistado no terceiro trimestre de 2020.

Como parte integrante da estratégia de redução nos custos, a companhia lançou em agosto o novo programa de demissão incentivada. Ele teve três fases, incluindo inicialmente funcionários da Copel Telecom, estendendo-se aos demais empregados da Copel partir da segunda fase, com adesão voluntária total de 509 funcionários, os quais se desligarão a

partir de fevereiro de 2022. O custo total estimado com indenizações é de R$ 134,5 milhões, a ser reconhecido no exercício de 2021, com economia anual estimada em R$ 151,5 milhões.

A Copel concluiu a modernização da Usina Governador Bento Munhoz da Rocha Netto (Foz do Areia) e colocou em funcionamento a quarta e última unidade geradora da hidrelétrica a passar por reforma. A Usina é a maior operada pela empresa, com 1.676 megawatts de potência total instalada, e está localizada no rio Iguaçu, no município de Pinhão (PR). O amplo projeto de reforma e troca de equipamentos durou quase seis anos e absorveu R$ 150 milhões em investimentos. Com a nova configuração, as quatro unidades geradoras produzem mais energia do que as antigas usando a mesma quantidade de água.

Estatal paranaense também comercializou mais energia no período

Lojas Renner fatura R$ 2,3 bilhões entre julho e setembro

Lucro foi auxiliado pelo resultado de produtos financeiros

A boa aceitação da coleção primavera-verão também ajudou para o ganho relevante de share no período

A Lojas Renner faturou 39,5% a mais no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2020. No total, a varejista obteve receita de R$ 2,3 bilhões. De acordo com a companhia, houve uma continuidade do elevado ritmo de vendas observado desde a segunda quinzena de abril no terceiro trimestre. O lucro foi de R$ 172 milhões, 307,5% superior ao terceiro trimestre de 2020, em função do maior resultado operacional e da evolução no resultado de produtos financeiros (veja os principais resultados ao final desta reportagem).

“A partir da desaceleração dos efeitos da pandemia e também com o avanço da vacinação em todo o Brasil, as medidas restritivas foram flexibilizadas, ocasionando uma maior mobilidade da população. Ainda que o fluxo fosse menor que o usual para o período, ele foi gradualmente se recompondo, e continuou-se percebendo uma maior conversão, com mais itens por sacola”, revela a empresa em seu relatório trimestral.

Além da maior mobilidade, a eliminação de restrições nas operações, assim como a boa aceitação da coleção primavera-verão também contribuíram para o ganho relevante de share no período. “Adicionalmente, a performance de vendas, aliada à otimização dos estoques integrados, bem como o uso de dados em nossos processos têm contribuído para níveis de remarcações alinhados aos menores patamares históricos. Estas melhorias de produtividade parcialmente compensaram os desafios de câmbio e inflação de matérias-primas e fretes, favorecendo a dinâmica de margem bruta, novamente em patamares superiores ao esperado para o período”, detalha a Renner.

A companhia informa que atualmente conta com 16,3 milhões de clientes ativos, que transitam nas diferentes marcas que a Renner possui em seu portfólio. Nas lojas, a varejista aumentou a relevância das modalidades alternativas de checkout, que chegaram a representar, em algumas unidades, mais de 45% das vendas. Nesse sentido, o Pague Digital, checkout realizado pelo cliente em loja, através do seu próprio celular, continuou sendo destaque em relevância e na atratividade do aplicativo.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Lucro foi auxiliado pelo resultado de produtos financeiros

Confiança da indústria cai em novembro

O indicador apresentou queda nos últimos três meses

Comportamento dos empresários revela confiança mais fraca e menos disseminada

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) de novembro, medido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), ficou em 56 pontos, uma queda de 1,8 ponto em relação ao mês anterior. O indicador caiu nos últimos três meses, o que indica confiança mais fraca e menos disseminada. O ICEI varia de 0 a 100, tendo em 50 uma linha de corte que separa confiança da falta de confiança. Por isso, apesar da queda, o cenário é de confiança.

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, todos os componentes do ICEI recuaram em novembro. O Índice de Condições Atuais caiu 1,8 ponto e ficou em 49,7 pontos. Ao ficar abaixo da linha divisória de 50 pontos, o índice demonstra a transição de uma percepção positiva para uma percepção negativa das condições atuais na comparação com os últimos seis meses, na avaliação dos empresários.

“A piora ocorre devido à percepção sobre as condições atuais da economia brasileira, cujo índice caiu 3,1 pontos em novembro, acumulando recuo de 11,9 pontos nos últimos três meses”, explica o economista Marcelo Azevedo. “A percepção das condições atuais da própria empresa ainda é positiva, mas essa visão também vem se deteriorando nos últimos meses”, emenda.

O Índice de Expectativas está em 59,1 pontos, o que revela um otimismo, mesmo que mais moderado, para os próximos seis meses das empresas e da economia brasileira. Foram entrevistadas 1.650 empresas, sendo 651 de pequeno porte, 613 de médio porte e 386 de grande porte, entre 3 e 9 de novembro.

O indicador apresentou queda nos últimos três meses

Serviços recuam 0,6% em setembro

Queda se dá depois de cinco meses de crescimento

Alta no preço das passagens aéreas influenciou queda de 9,0% no transporte de passageiros

O setor de serviços recuou 0,6% na passagem de agosto para setembro e interrompeu uma sequência de taxas positivas nos cinco meses anteriores, período em que acumulou ganho de 6,2%. Com o resultado de setembro, o setor ainda ficou 3,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas está 8% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE.

Quatro das cinco atividades investigadas pela pesquisa acompanharam o recuo, com destaque para os transportes (-1,9%), que tiveram a taxa negativa mais acentuada desde abril do ano passado (-19,0%). “O principal impacto negativo nessa queda do setor de serviços veio dos transportes, que foram influenciados pelas quedas no transporte aéreo de passageiros, devido à alta de 28,19% no preço das passagens aéreas, no transporte rodoviário de cargas e também no ferroviário de cargas”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

As outras atividades que recuaram no período foram outros serviços (-4,7%), informação e comunicação (-0,9%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%). “A queda do setor de serviços se deu de maneira relativamente disseminada. Quando observamos por segmentos, as principais pressões negativas vieram, além do transporte aéreo de passageiros, de serviços financeiros auxiliares, investigado dentro de outros serviços, e de telecomunicações, dentro do setor de serviços de informação e comunicação”, diz o pesquisador.

Ele ressalta que a retração nos serviços financeiros auxiliares é explicada pela criação de uma base de comparação alta. “A queda da taxa de juros fez com que as pessoas e os investidores institucionais buscassem outras formas de investimento, fugindo da poupança e usando como intermediários financeiros corretoras de títulos e valores mobiliários. Então esses serviços tiveram crescimento de receita bastante expressivo nos últimos anos. A queda desse segmento em setembro se deve a essa base de comparação alta”, diz.

Com a sexta taxa positiva consecutiva, o setor de serviços prestados às famílias (1,3%) foi o único a avançar na passagem de agosto para setembro. “Esses são justamente os serviços que mais sofreram com os efeitos econômicos da pandemia e têm mostrado algum tipo de fôlego, de crescimento. Com o avanço da vacinação e a flexibilização das atividades econômicas, as pessoas voltam a consumir com maior intensidade serviços de alojamento e alimentação”, afirma Lobo, que destaca que o setor ainda está 16,2% abaixo do patamar pré-pandemia.

Em setembro, houve recuo em 20 das 27 unidades da Federação, na comparação com o mês anterior. O maior impacto veio de São Paulo (-1,6%), seguido por Minas Gerais (-1,3%), Rio Grande do Sul (-1,3%), Pernambuco (-2,2%) e Goiás (-2,2%). Já Rio de Janeiro (2%), Distrito Federal (2,9%) e Mato Grosso do Sul (3,6%) tiveram as maiores altas.

Frente a setembro do ano passado, o volume de serviços avançou 11,4%, sétima taxa positiva consecutiva. No ano, o setor acumula ganho de 11,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o acumulado em 12 meses atingiu 6,8%, a taxa mais intensa da série histórica, iniciada em dezembro de 2012.

Quer saber mais sobre indicadores econômicos?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Queda se dá depois de cinco meses de crescimento

Preço do etanol no Sul é o mais caro de todo o país

Postos da região registram alta nas bombas e litro médio do etanol e da gasolina na região avançam 3%

Pela primeira vez em todos os estados o litro do etanol já ultrapassa a casa dos R$ 6

O mês de outubro terminou com uma nova alta no preço dos combustíveis para os motoristas do Sul, revela o último levantamento do IPTL, índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log. A empresa tem 1 milhão de veículos administrados pela marca, com uma média de oito transações por segundo.

A região registrou o maior valor médio, como também a maior variação de alta do país para o etanol, com o litro a R$ 5,669 e avanço de 3,1%, no comparativo com a média de setembro. A gasolina também ficou 3% mais cara nas bombas, e apesar do novo aumento em relação ao mês anterior, não afetou o comportamento que o preço do combustível vem seguindo desde o início do ano, com as menores médias do território nacional, vendido a R$ 6,256 (veja os preços detalhados nas tabelas ao final desta reportagem).

O diesel (a R$ 4,807) e o diesel S-10 (a R$ 4,887) também foram encontrados pelo menor preço médio nos postos do Sul. No recorte por estado, o Rio Grande do Sul pelo quarto mês consecutivo segue a registrar o litro da gasolina acima da média de R$ 6. O combustível foi comercializado nos postos gaúchos a R$ 6,564, alta de 2,8%, em relação ao fechamento de setembro. Em Santa Catarina foi registrada a média da gasolina mais barata da região, comercializada a R$ 6,058, ainda assim o valor é 2,82% mais caro do que a média do mês anterior, e a maior variação para o combustível no Sul.

“O último IPTL revela que o Sul concentrou o maior valor médio do etanol, com a nova alta, com uma diferença que chega a 9%, quando a média de R$ 5,669 e comparada a menor registrada no Centro-Oeste. Outro destaque é que pela primeira vez em todos os estados o litro do combustível já ultrapassa a casa dos R$ 6”, explica Douglas Pina, Head de Mercado Urbano da Edenred Brasil.

Assim como com a gasolina, o Rio Grande do Sul também apresentou o preço médio mais alto para o etanol, vendido a R$ 6,310. Em contrapartida, as bombas paranaenses registraram o litro mais barato do combustível, a R$ 5,055, mas no comparativo com setembro, foi novamente o estado que apresentou a maior alta, de 4,06%.

O diesel comum foi comercializado pelo maior preço médio nos postos de Santa Catarina, comercializado a R$ 4,832, e o tipo S-10 no Rio Grande do Sul por R$ 4,916. Ambos os tipos de combustível foram encontrados pelo preço médio mais baixo nos postos paranaenses, a R$ 4,761 o tipo comum, e R$ 4,840 o tipo S-10.

Postos da região registram alta nas bombas e litro médio do etanol e da gasolina na região avançam 3%

Nidec inaugura nova linha de produção de compressores

Ampliação foi concluída em cinco meses

O investimento na nova linha foi de aproximadamente R$ 100 milhões e gerou cerca de 250 novos postos de trabalho

A Nidec Global Appliance realizou na quinta-feira (11) um evento de inauguração de uma nova linha de produção de compressores da marca Embraco, em Joinville. Com a presença do CEO da companhia, Valter Taranzano, a cerimônia foi uma oportunidade para que autoridades empresariais e governamentais conhecessem de perto o processo produtivo, além do posicionamento e iniciativas recentes da empresa.

O investimento na nova linha foi de aproximadamente R$ 100 milhões e gerou cerca de 250 novos postos de trabalho, além do incremento em termos de produtividade, já que a fábrica de Joinville passará a produzir cerca de 20 milhões de compressores por ano. As obras foram concluídas em cinco meses após o anúncio da expansão, sendo que o primeiro compressor foi fabricado em 17 de agosto.

A nova linha é dedicada à fabricação de compressores da família EM. Eles atendem aos mercados de refrigeração residencial e comercial leve, em praticamente todos os continentes, mas especialmente no Brasil e na América Latina. Serão produzidas as últimas gerações desta família, que são produtos de alta capacidade de refrigeração e com vasta abrangência de eficiência energética, também vendidos na Europa e nos Estados Unidos.

De acordo com Taranzano, o investimento na unidade de Joinville faz parte da estratégia de crescimento da Nidec Global Appliance. “A unidade de Joinville é a maior planta de compressores da nossa divisão e o berço da marca Embraco, que comemorou seu cinquentenário neste ano. Estou orgulhoso de estar aqui hoje, juntamente dos nossos líderes e times, celebrando o início desta etapa, que reforça nossa aposta no Brasil e em Santa Catarina”, ressalta o CEO da companhia.

Além de Joinville, a companhia também investiu R$ 10 milhões na unidade localizada em Itaiópolis (SC), para a implementação de uma nova linha de fabricação de unidades condensadoras e seladas, além de componentes internos. A ampliação da capacidade produtiva chegará a 25%, gerando cerca de 120 novos empregos diretos. As ampliações no Brasil fazem parte de uma série de investimentos da Nidec Global Appliance ao redor do mundo com foco em aumento de capacidade produtiva de compressores e em linha com a visão da empresa em ser o parceiro líder nos segmentos em que atua. São mais de US$ 70 milhões investidos nas unidades do Brasil, Áustria, China e México.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ.

Ampliação foi concluída em cinco meses

Randon registra crescimento de 64% em vendas no terceiro trimestre

Acréscimo de novas aquisições e demanda aquecida são fatores que contribuíram para o desempenho positivo da companhia

O resultado positivo da Randon foi ancorado por iniciativas como as recentes aquisições realizadas pela empresa

No terceiro trimestre de 2021, as Empresas Randon alcançaram receita líquida consolidada de R$ 2,5 bilhões, avanço de 64% no comparativo com o mesmo período do ano anterior. Com isso, a companhia registra o quinto trimestre consecutivo de resultados históricos. Entre os fatores que contribuíram para esse desempenho estão movimentos favoráveis de segmentos atendidos pela empresa e estratégias desenvolvidas pela companhia, incluindo aquisições e diversificação dos negócios.

O lucro líquido registrou crescimento de 149% em relação ao terceiro trimestre de 2020, somando R$ 288 milhões, beneficiado por efeitos não recorrentes referentes ao reconhecimento de créditos tributários, que impactaram os impostos sobre o resultado (veja os principais dados ao final desta reportagem). “Encerramos mais um trimestre com resultados recordes para a companhia, mesmo com os desafios vividos pelo setor, como inflação e escassez de insumos. Isso demonstra a assertividade das estratégias seguidas nos últimos anos, que tornaram a companhia ainda mais forte e resiliente”, reforça Paulo Prignolato, CFO das Empresas Randon.

O resultado positivo da Randon foi ancorado por iniciativas como as recentes aquisições realizadas pela empresa, que já contribuíram para os números apresentados no trimestre. Entre 2020 e 2021, as Empresas Randon adquiriram a Nakata Automotiva (pela Fras-le), Fundituba, CNCS e os ativos da Menfund (pela Castertech), Ferrari Metalúrgica (pela Master) e Auttom e Randon Corretora de Seguros (pela holding controladora).

Além disso, a atividade econômica nos diversos países onde a companhia está presente, juntamente com a alta do preço das commodities e o câmbio favorável, impulsionou as receitas do mercado externo, somando US$ 86,5 milhões no terceiro trimestre de 2021, crescimento de 50% frente ao mesmo período de 2020. “Seguimos com o nosso plano estratégico de ampliação de negócios, diversificando fontes de receita, produtos oferecidos e países de atuação. Adicionalmente, cada vez mais, estamos focados em iniciativas envolvendo inovação e nossa ambição ESG, e isso contribui para a competitividade, além de preparar a companhia para o futuro”, salienta o CEO das Empresas Randon, Daniel Randon, em nota.

O movimento positivo dos mercados de atuação da companhia também favoreceu os resultados das Empresas Randon, como é o caso da continuidade do bom momento do agronegócio, da mineração e do comércio de bens de consumo. No mercado de vagões e de caminhões e semirreboques, a demanda também segue aquecida. No trimestre, a empresa comercializou 9.142 semirreboques, crescimento de 23% se comparado ao mesmo período de 2020.

Ao longo do terceiro trimestre, as Empresas Randon investiram R$ 179,9 milhões, destinados, principalmente, para máquinas e equipamentos (R$ 23,9 milhões), automação industrial (R$ 4,9 milhões), expansão da filial Araraquara (R$ 4,1 milhões), ampliação de estrutura física (R$ 2,4 milhões) e integralização de capital para a constituição da Castertech Schroeder (R$ 52,2 milhões.

Quer saber mais sobre empresas do Sul?
Receba diariamente a newsletter do Grupo AMANHÃ. Faça seu cadastro aqui e, ainda, acesse o acervo de publicações do Grupo AMANHÃ

Acréscimo de novas aquisições e demanda aquecida são fatores que contribuíram para o desempenho positivo da companhia