As 500 MAIORES DO SUL faturaram R$ 737,4 bilhões em 2020

A soma dos patrimônios alcançou R$ 394,2 bilhões, um avanço de 22,2%

A catarinense Bunge lidera o ranking pela terceira edição consecutiva

No ano em que a pandemia infectou de angústia e pessimismo todos os mercados, os números do ranking 500 MAIORES DO SUL trazem um alento. Os resultados das empresas sediadas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul demonstram que, apesar de tudo, em 2020 elas conseguiram elevar seus indicadores de desempenho, como mostra o maior ranking regional de empresas do Brasil, lançado por AMANHÃ e PwC Brasil na noite desta quinta-feira (18) em um evento on-line que também coroou as principais companhias da região.

Clique aqui e acompanhe como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

Juntas, as 500 empresas faturaram em 2020 R$ 737,4 bilhões, valor 18,7% maior que o do exercício de 2019. Quem mais faturou foi a catarinense Bunge (R$ 50,5 bilhões), que também encabeça o ranking como a maior empresa do Sul pela terceira edição consecutiva. A soma dos patrimônios das 500 alcançou no ano passado R$ 394,2 bilhões, um avanço de 22,2%. Também em 2020, o lucro líquido das 500 saltou 41,7%, para R$ 71,6 bilhões. Itaipu Binacional (R$ 9,5 bilhões), Copel (R$ 3,9 bilhões) e Sicredi (R$ 3,3 bilhões) figuraram entre os lucros mais vistosos.

Em 2020, as companhias da região elevaram suas margens para 12%, ante 10,6% das duas edições anteriores. O prejuízo, no entanto, aumentou para R$ 6,2 bilhões – quase o triplo do prejuízo de 2019 (R$ 2,3 bilhões). Quase 40% dessa cifra negativa foi puxada pela Klabin, que amargou perdas de R$ 2,3 bilhões. Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, a maré vermelha atingiu 53 empresas – 12 a menos que no ranking anterior, com base em balanços de 2019. “O ranking 500 MAIORES DO SUL sempre destacou a transparência das companhias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul por aceitar apenas balanços publicados ou mesmo enviados por elas”, destaca Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ.

“Em nossa análise dos mais de 2 mil balanços de empresas da região Sul para a elaboração do ranking das 500 MAIORES DO SUL, pudemos perceber que o ano de 2020 foi um dos mais desafiadores dos últimos tempos. Com a entrada da crise gerada pela pandemia, ainda no primeiro trimestre do ano, as empresas tiveram de enfrentar uma série de dificuldades desde o aspecto logístico ao produtivo, o que inevitavelmente afetou suas performances e a economia como um todo. Porém, em contrapartida, também foi possível notar que aquelas companhias que fizeram o ‘dever de casa’, que estruturaram suas práticas de ESG, englobando governança, sustentabilidade, social e diversidade, saíram na frente e demonstraram resultados bastante positivos”, assinala Carlos Peres, sócio da PwC Brasil e líder da região Sul.

A Bunge, pela terceira edição consecutiva, lidera o ranking. A vice-líder BRF segue no retrovisor, mas a diferença, que era de menos de R$ 1 bilhão no principal indicador do ranking, o Valor Ponderado de Grandeza, aumentou para R$ 4 bilhões. Rumo e Itaipu Binacional entraram no Top 10, deixando o Banrisul na 12ª posição e a Klabin em 14º lugar (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

A soma dos patrimônios alcançou R$ 394,2 bilhões, um avanço de 22,2%

O papel do líder em um cenário repleto de incertezas

Noite que premiou as 500 MAIORES DO SUL apresentou um debate com cinco lideranças da região

As maiores e mais eficientes empresas listadas no ranking 500 MAIORES DO SUL foram premiadas em um evento on-line transmitido no canal do AMANHÃ TV no YouTube

As maiores e mais eficientes empresas listadas no ranking 500 MAIORES DO SUL, desenvolvido pelo Grupo AMANHÃ e PwC Brasil, foram premiadas em um evento on-line transmitido no canal do AMANHÃ TV no YouTube na noite desta quinta-feira (18). Além de apresentar o mapa da excelência empresarial na região, o projeto 500 MAIORES DO SUL deu voz a quem têm a responsabilidade de conduzir grandes empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Um grupo de dirigentes foi provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades (leia mais detalhes a seguir).

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“Essa é uma parceria histórica entre AMANHÃ e PwC que criou de forma inédita o Valor Ponderado de Grandeza, que é a soma do patrimônio, vendas e o resultado das empresas. Também revelamos as 500 emergentes, formando 1 mil companhias na lista, que dá um cenário histórico de muitas delas que estão há mais de 30 anos no ranking”, assinalou Jorge Polydoro, Publisher do Grupo AMANHÃ.

“As empresas foram resilientes em 2020, ano mais impactado pela pandemia, com um crescimento de 20,3% no VPG, principal indicador do ranking. As companhias da região se mostraram disruptivas nesse período e a capacidade do empresariado da região em alcançar resultados positivos”, pontuou Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil, que apresentou alguns dos principais dados da pesquisa. A Bunge, pela terceira edição consecutiva, lidera o ranking. A vice-líder BRF segue no retrovisor, mas a diferença, que era de menos de R$ 1 bilhão no VPG, aumentou para R$ 4 bilhões. Rumo e Itaipu Binacional entraram no Top 10, deixando o Banrisul na 12ª posição e a Klabin em 14º lugar (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

“O dia é de festa e junto com vocês temos muito a comemorar, pois em 2021 fizemos 60 anos. Juntamente com a comunidade conseguimos oferecer novos produtos e serviços fazendo uma boa política social que é dar dignidade a todos que moram nos três estados do Sul”, saudou Wilson Bley, presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). “Gostaria de saudar os empreendedores nesta noite, ainda mais nesse período que estamos passando com a retomada das atividades e superação dos desafios. Temos de fazer com que renda e o emprego retornem. Isso é um esforço de todos nós”, conclamou Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

Carlos Moisés, governador de Santa Catarina, enalteceu o avanço das companhias do estado. “Estamos juntos com vocês, empresários, para fortalecer a economia catarinense que é um estado pujante que tem crescido muito e gerado muitos empregos”, sublinhou. Ratinho Junior, governador do Paraná, também teve razões para celebrar. “É inegável o papel fundamental das empresas para alavancar a economia. Estamos promovendo a retomada econômica. Por isso o ranking 500 MAIORES DO SUL é tão importante, pois reconhece o papel fundamental das grandes empresas que ajudam a mover a economia do nosso país, em especial os estados do Sul”, exaltou.

A voz da liderança
O painel “A voz da liderança”, mediado por Eugênio Esber, diretor de Redação de AMANHÃ, reuniu Antônio Sérgio Gabriel, diretor administrativo financeiro da Coamo; Daniel Slaviero, presidente da Copel; Fernanda Sacchi, diretora de gente, ESG e comunicação da Rumo; Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS; e Daniel Randon, presidente das Empresas Randon. Eles foram instigados a responder quais atributos novos passam a fazer parte do perfil e do papel de um líder nesse “novo normal” no exercício da liderança. “O primeiro atributo é que não somos heróis e o principal pilar é cuidar das pessoas. Nosso novo normal é que não é necessário estar no mesmo local para produzir. Nos demos conta que a gente precisa ter empatia e ter um cuidado com as pessoas. Primeiro exercício nosso é que, na volta ao trabalho presencial, não teremos escritórios repletos novamente. O pilar da empatia foi, em resumo, o mais importante desse período”, declarou Fernanda, da Rumo.

Randon lembrou que houve uma aceleração da transformação digital muito forte. “Por isso, os líderes devem estar cada vez mais atentos. A volatilidade não muda o desafio de liderar. A pandemia também mostrou que as empresas têm de ter um proposito além da rentabilidade, daí o ESG. É preciso se adaptar às mudanças, mas trabalhando com muita delegação [de tarefas]”, disse. Slaviero, da Copel, afirmou que o exercício da liderança continua o mesmo, mas o que mudou foram as circunstâncias onde ela ocorre. “O ambiente hoje é mais desafiador. Empresas mais longevas se interessam por seus colaboradores, acionistas e comunidade em geral. Isso ficou referendado nesse processo. Eu sou um entusiasta da volta aos escritórios, mas nada supera a cultura obtida pessoalmente dentro de uma empresa”, assegurou.

“Acredito que o ano que passou trouxe uma variável que nenhum líder se preparou que foi a pandemia. A máxima de quem sobrevive é quem mais se adapta rapidamente e não os mais fortes. Aqui [na BSBIOS] investimos nas pessoas, onde a maioria não conseguiu ficar em casa, pois não podemos parar nossas fábricas. Mas trabalhamos para que todos tivessem saúde. Felizmente não tivemos nenhuma perda”, contou Battistella. Para ele, que teve oportunidade de estar presente na COP 26, em Glasgow, as práticas sustentáveis serão cada vez mais adotadas pelas companhias. Antônio Sérgio Gabriel, diretor administrativo financeiro da Coamo, também relatou que a cooperativa sediada em Campo Mourão (PR) não pode parar durante a pandemia. “Esse novo normal foi extremamente propalado no começo da pandemia, mas sou da opinião que não mudou o exercício da liderança. Os atributos seguem sendo liderar pelo conhecimento e atitudes”, frisou.

Por fim, os painelistas relatam qual seria o grande desafio para o cenário dos negócios em 2022. Randon afirmou que o ano será desafiador, porém o país pode ter uma oportunidade em razão da China. “O mundo tem de buscar produtos além da China. E aí pode ter uma oportunidade no campo da manufatura. Outro ponto importante, para as empresas, será cuidar do caixa”, afiançou. O presidente da BSBIOS concordou com a colocação. “Ter cuidado com a rentabilidade do negócio e a saúde financeira é fundamental. Mas tentar adaptar o negócio às condições do futuro também é importante”, enfatizou Battistella. Slaviero prevê que será um ano turbulento. “Mas o Brasil é mais ou menos assim, vivemos de anos complicados, teremos instabilidade e isso requer cuidado. As empresas que cuidarem em ter equilíbrio [em suas contas], continuarão se destacando”, assegurou. No campo de visão do diretor administrativo financeiro da Coamo há duas inquietações. “Algo que nos preocupa é a qualidade da mão de obra e como levar a tecnologia para o campo. Precisamos ter profissionais devidamente treinados. Até mesmo criamos uma universidade empresarial para dar esse treinamento”, revelou. Fernanda Sacchi, diretora de gente, ESG e comunicação da Rumo, espera que a companhia paranaense tenha um ano de grandes resultados.

Noite que premiou as 500 MAIORES DO SUL apresentou um debate com cinco lideranças da região

AMANHÃ e PwC Brasil anunciarão o ranking 500 MAIORES DO SUL nesta quinta-feira

Grupo de empresários será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades

O grupo de dirigentes será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades

Nesta quinta-feira (18) o Grupo AMANHÃ e PwC Brasil anunciarão os resultados do ranking 500 MAIORES DO SUL. A transmissão iniciará às 19 horas no canal do YouTube do Grupo AMANHÃ. Além de apresentar o mapa da excelência empresarial na região, o projeto 500 MAIORES DO SUL vai dar voz a quem têm a responsabilidade de conduzir grandes empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O grupo de dirigentes será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades.

O painel “A voz da liderança” terá duração de 30 minutos e será mediado por Eugênio Esber, diretor de Redação de AMANHÃ. Entre os painelistas estarão Antônio Sérgio Gabriel, diretor administrativo financeiro da Coamo; Daniel Slaviero, presidente da Copel; Fernanda Sacchi, diretora de gente, ESG e comunicação da Rumo; Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS; e Daniel Randon, presidente das Empresas Randon.

SERVIÇO
A voz da liderança
Em tempos desafiadores, todos querem ouvir o líder
Dia: 18 de novembro, quinta-feira
Horário: 19h
Local: YouTube do Grupo AMANHÃ (clique aqui e ative o lembrete)

Grupo de empresários será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades

Confiança do comércio cai pelo terceiro mês seguido

Situação econômica frustra expectativas de empresários

Mesmo com o aumento de circulação de pessoas nas ruas, a conjuntura econômica tem afetado a confiança empresarial

Pelo terceiro mês seguido, os comerciantes brasileiros se mostraram menos otimistas. É o que aponta o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a pesquisa, o indicador teve redução mensal de 1,3% em novembro. O resultado, no entanto, não anulou a performance da confiança empresarial até o momento, que subiu cerca de 9,7% em 2021.

Apesar de ter caído oito vezes em onze meses, indicando oscilação do otimismo, o índice registrou 119 pontos, permanecendo na zona de satisfação, acima dos 100 pontos. Os resultados foram influenciados por variações adversas no subíndice Condições Atuais do Empresário do Comércio, que teve reduções em todos os itens que o compõem: condições atuais da economia, do setor e da empresa.

O presidente da CNC, José Roberto Tadros, avalia que os números deixam implícito que, mesmo com o aumento de circulação de pessoas nas ruas, a conjuntura econômica tem afetado a confiança empresarial. “Os dados indicam que, apesar de fundamental, o avanço da vacinação já não tem sido mais suficiente para injetar ânimo no comércio. Será preciso que a situação da economia melhore para a recuperação acontecer”, afirma.

Cenário de redução da confiança
Entre os componentes apurados pelo Icec, apenas o que se refere às intenções de investimento variou positivamente no mês, com crescimento de 0,5%, o que, segundo a análise, pode ser atribuído ao término do ano e à sazonalidade das compras de Natal. Por outro lado, o item relativo a condições atuais do empresário do comércio apresentou a maior queda mensal: 4,1%. Expectativas do empresário do comércio contou com menor retração (0,7%).

O economista da CNC responsável pela pesquisa, Antonio Everton, aponta que fatores como a inflação; a desvalorização da moeda, encarecendo as importações; os juros; a escalada dos preços dos combustíveis e o aumento da energia nas vésperas da chegada do verão constituem um ambiente complicado para vendas. Além dos fatores diretos, outros ingredientes compõem um cenário de redução de confiança dos empresários, como o encerramento do auxílio emergencial; o endividamento das famílias e a taxa de desemprego ainda elevada.

“Na prática, compõem um conjunto de elementos que se tangenciam na contramão da virtuosidade, tornando a fase de recuperação mais complexa. O contexto ajuda a explicar, então, por que há maior circulação de pessoas, e a movimentação parece não impactar o crescimento das vendas e do otimismo”, observa Everton.

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Situação econômica frustra expectativas de empresários

Plaenge anuncia primeiro lançamento em Joinville

Construtora paranaense terá cinco projetos na cidade totalizando um VGV de R$ 400 milhões

Vitra terá apartamentos de 110 a 136 metros quadrados, trazendo opções de plantas que atendem a diferentes perfis de moradores

Chama-se Vitra o primeiro projeto com a marca da Plaenge em Joinville, que será apresentado ao mercado no dia 25 de novembro. A estreia da companhia paranaense em Santa Catarina será em grande estilo, com um empreendimento localizado no coração do bairro Atiradores, zona nobre e uma das mais valorizadas da maior cidade do estado. O endereço situa-se nas proximidades da Via Gastronômica e do Hospital Dona Helena, com acesso a toda a estrutura de lazer e serviços do Centro.

Com 15 pavimentos, o Vitra terá apartamentos de 110 a 136 metros quadrados, trazendo opções de plantas que atendem a diferentes perfis de moradores, além de dois duplex de 258 metros quadrados. A construtora já anunciou cinco projetos para os próximos dois anos em Joinville, totalizando VGV de R$ 400 milhões.

“Estamos muito orgulhosos. Acredito que teremos um papel fundamental no desenvolvimento imobiliário de Joinville, por meio de mais uma marca de excelência”, afirma Maurício Dallagrana, gerente regional do Grupo Plaenge. A holding atua há 12 anos em Joinville, com a construtora Vanguard, focada em apartamentos para o público jovem. “A Vanguardé conhecida por produtos inovadores e autênticos, e a Plaenge será responsável por realizar sonhos de clientes que buscam a sofisticação, a elegância e a modernidade.” O lançamento do Vitra vai marcar a abertura da nova central de vendas da Plaenge em Joinville, em área de 4 mil metros quadrados, no bairro Atiradores.

A Plaenge opera nas maiores cidades do Centro-Sul do país – Joinville, Curitiba, Londrina, Maringá, Campo Grande, Cuiabá, Campinas, Porto Alegre e São Paulo –, além do Chile. A empresa atua nos segmentos de incorporação residencial, desenvolvimento urbano, construção civil, projetos e montagens industriais. A empresa já entregou mais de 400 empreendimentos que somam mais de 6 milhões de metros quadrados de área construída e onde vivem 100 mil pessoas.

Em 2020, a Plaenge totalizou 19 lançamentos imobiliários no Brasil e no Chile, que somam VGV de R$ 1,6 bilhão. A previsão é encerrar 2021 com 26 novos empreendimentos no Brasil e no Chile, com VGV estimado de R$ 2,2 bilhões. Nos últimos anos, a empresa inovou ao trazer para o mercado imobiliário práticas de gestão e de design do mercado automobilístico europeu. “Temos uma forte parceria com a Porsche Consulting, que nos permitiu ter um controle rigoroso e de alto nível de nossos processos de criação de produtos, gestão da produção e de relacionamento digital com nossos clientes”, analisa Dallagrana.

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Construtora paranaense terá cinco projetos na cidade totalizando um VGV de R$ 400 milhões

Custos para produção de soja e milho apresentam forte alta

FecoAgro/RS indica que elevação de insumos e combustíveis impactam negativamente

O produtor respondeu em aumento de área plantada, mas não contava enfrentar tamanha elevação de custos

A projeção de custos de produção das lavouras de milho e soja de verão apontam níveis de elevação preocupantes. É o que mostra novo levantamento realizado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS). Segundo a entidade, isto é reflexo dos aumentos dos preços de insumos como fertilizantes e defensivos, além das máquinas, implementos e combustíveis.

Alguns produtos tiveram elevação superior a 150% nos últimos 12 meses, ocorrendo também falta de oferta de alguns insumos, bem como a restrição da oferta de diesel. Os novos patamares de custos, tanto no milho como na soja, indicam uma tendência forte de queda de rentabilidade nas duas culturas, reduzindo em 40,2% no milho e em 36,2% na soja no final do ciclo.

A projeção da entidade, com base nos preços de 1º de novembro de 2021, no caso da soja, indica uma perda por parte do produtor na relação de troca de 48,8% em número de sacas necessárias para pagar o custo total de produção, que era de 26,1 sacas, e agora indica uma necessidade de colher 38,8 sacas. Já em relação ao desembolso, o produtor precisará colher 26,6 sacas contra 16,9 na safra passada, uma elevação de 57,5%. Isso reduz significativamente a rentabilidade futura apesar dos preços no mercado permanecerem aquecidos.

No caso do milho, a relação de troca sofreu impacto maior pelo fato de usar mais insumos do que a soja. Com isso, o produtor vai precisar colher 108,5 sacas por hectare para cobrir o custo total de produção ante as 69,6 sacas da safra anterior, um aumento de 57% de produção diante do atual patamar de custo. Em relação ao desembolso, o produtor sofreu impacto maior e vai precisar produzir 82,4 sacas por hectares frente as 49 sacas na safra passada, uma elevação de 68%.

Outras atenções, conforme a entidade, ficam por conta da possível restrição de oferta de alguns insumos para a próxima safra, a questão climática e a manutenção dos atuais preços para que os produtores não venham a perder ainda a rentabilidade. Segundo a FecoAgro/RS, qualquer queda de produtividade poderá gerar prejuízos aos produtores.

Portanto, de acordo com a entidade, o quadro indica que o produtor terá de fazer um bom manejo da lavoura e contar com boas condições de clima para obter uma boa safra. Enquanto o custo da soja subiu 52,1% e do milho 65,6%, a variação de preço no mesmo período de 12 meses foi de 2,6% na soja e de 5,4% no milho. A expectativa é de um aumento de área de soja superior a 3,5%, ultrapassando os 6,3 milhões de hectares, e no milho a projeção é de uma área acima de 820 mil hectares, 5% a mais em relação à safra passada.

Segundo o presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires, o produtor respondeu em aumento de área plantada, mas não contava enfrentar tamanha elevação de custos. “Diante dos altos riscos que o produtor enfrenta na produção, ele precisa se proteger com seguro agrícola para se prevenir de eventuais danos causados por fatores como clima e mercado, evitando assim possíveis prejuízos maiores”, observa.

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FecoAgro/RS indica que elevação de insumos e combustíveis impactam negativamente

Saiba mais sobre o “metaverso”, nova tecnologia lançada pelo Facebook

Alteração marca união de diferentes aplicativos da rede

O Facebook afirmou que o metaverso anunciado ainda está sendo desenvolvido e não informou quando os recursos e produtos desse novo ambiente estarão disponíveis no Brasil

O Facebook deixou de ser uma rede social apenas. A empresa mudou de nome e passou a se chamar Meta. Essa alteração marcou a união de diferentes aplicativos do grupo (como Instagram e WhatsApp) em sua marca e indicou a valorização de sua nova aposta tecnológica e de negócios: o chamado “metaverso”.

O Facebook definiu o metaverso como “combinação híbrida das experiências sociais on-line atuais, às vezes expandido em três dimensões ou se projetando no mundo físico”. A empresa argumenta que será possível compartilhar “experiências imersivas” com pessoas mesmo sem estar presente.

Em carta divulgada há alguns dias, o fundador e diretor da empresa, Mark Zuckerberg, declarou que essa experiência imersiva consistirá em uma vivência em que a pessoa “está” nessa atividade ou conteúdo interativo, e não apenas olhando para ele. O uso de realidade virtual e aumentada permitirá, nas palavras de Zuckerberg, que as pessoas “estejam” onde quiser, do trabalho a uma reunião de amigos, sem obstáculos como o tempo de deslocamento e seus problemas, como o tráfego, por exemplo.

“Você vai se mover por meio dessas experiências em diferentes dispositivos – óculos de realidade aumentada para ficar presente no mundo físico, realidade virtual para ficar totalmente imerso e fones e computadores para pular entre plataformas existentes”, acrescentou o fundador da empresa.

O Facebook afirmou que o metaverso anunciado ainda está sendo desenvolvido e não informou quando os recursos e produtos desse novo ambiente estarão disponíveis no Brasil. “O metaverso ainda está um pouco distante, mas algumas partes dele já estão ganhando vida, e muito mais ainda está por vir. Estamos desenvolvendo para aprimorar a realidade virtual e a realidade aumentada que conhecemos até agora”, afirma a empresa, em nota.

O metaverso vai combinar funcionalidades e negócios que o Facebook já oferecia, mas de forma separada. A empresa surgiu como uma rede social e ganhou o mundo, chegando a 2,9 bilhões de usuários ativos mensais em novembro deste ano, segundo a consultoria Statista. O Facebook ampliou seu domínio nas redes sociais com a compra do Instagram em 2012 e do Whatsapp em 2014. Neste mesmo ano, adquiriu a empresa de realidade virtual Oculus, e passou a ofertar equipamentos e programas relacionados a esse tipo de tecnologia.

Mas a realidade virtual ainda demanda conexões robustas para viabilizar o carregamento dos dados de vídeo e as respostas imediatas aos movimentos realizados pelo indivíduo nos espaços imersivos. Esse ambiente tem mudado com a ampliação da capacidade de conexão da banda larga física e agora com a chegada do 5G. No Brasil, o leilão foi realizado neste mês, e a tecnologia começar a ser implantada no ano que vem pelos grandes centros.

Agora, o metaverso nasce com a promessa de se tornar uma “super rede social” em que a interação não ocorre apenas pelo teclado do computador ou smartphone, mas por meio de avatares dos indivíduos, que poderão atuar conjuntamente tanto em locais virtuais quanto acrescentando elementos virtuais a locais físicos.

Em entrevista, a ex-funcionária do Facebook que denunciou problemas na empresa em audiências no Congresso dos Estados Unidos, Frances Haugen, falou de riscos no metaverso. Segundo ela, esse novo sistema terá capacidade ainda maior de coleta e exploração dos dados pessoais para viabilizar as experiências imersivas e poderá ter caráter viciante. O Facebook anunciou que deixaria de utilizar a tecnologia de reconhecimento facial, altamente criticada por entidades de defesa da privacidade, mas voltou atrás e informou que seguiria adotando esse recurso no metaverso.

Para André Lucas Fernandes, diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), o metaverso cria um simulacro que levará atividades sociais e econômicas para um cenário mais abstrato, impondo desafios às democracias e do ponto de vista jurídico. Ele indica riscos de ampliação das desigualdades no ambiente da internet. “Se pensarmos em termos de infraestrutura e acesso à internet, há uma questão de abismo digital urgente, e o metaverso pode ser fator catalisador de exclusão das pessoas que não estão conectadas, já que demandará equipamentos sofisticados e mais caros”, avalia.

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Com Agência Brasil 

Alteração marca união de diferentes aplicativos da rede

Receita apura valores de “gap tributário”

A conta é resultado da diferença do que pode ser arrecadado e o que se sonega ou se subsidia em determinados setores da economia

O cenário que será desenhado a partir do resultado do trabalho da Receita deverá contribuir para uma avaliação consistente do potencial arrecadatório e auxiliará na elaboração de políticas fiscais mais eficientes

A Receita Federal está fazendo um trabalho hercúleo de levantamento do tamanho da sonegação fiscal no Brasil, noticia o jornal Valor Econômico. O foco inicial é a PIS/COFINS, e, em seguida, deverá partir para outros tributos, como imposto de renda e contribuições sobre a folha. O estudo pretende obter informações também sobre os valores que deixam de ser arrecadados em razão de disputas judiciais ou por subsídios concedidos para determinados setores.

O objetivo é medir a diferença entre o que Estado poderia estar arrecadando e o que realmente ingressa em seus cofres. A diferença é o “gap tributário”. E será utilizada a mesma metodologia de aferição do Fundo Monetário Internacional (FMI), permitindo um comparativo com outros países. O cenário que será desenhado a partir do resultado do trabalho da Receita deverá contribuir para uma avaliação consistente do potencial arrecadatório e auxiliará na elaboração de políticas fiscais mais eficientes.

A Receita deverá divulgar o resultado em quatro “gaps”, por setor da economia, informou o secretário especial adjunto da Receita Federal, Marcelo de Sousa Silva, em recente declaração para o Valor. A previsão é que se avance no cálculo também em relação aos entes da federação com o cruzamento de informações obtidas a partir das Notas Fiscais Eletrônicas.

O conjunto das informações fiscais, envolvendo o Produto Interno Bruto (PIB), e um maior detalhamento sobre o que é produzido e consumido, permitirá estimar impactos econômicos, e fornecerá elementos para a análise com maior precisão pelo legislativo que também se debruça em estudos sobre a tributação. Os dados específicos serão tratados com sigilo e servirão de base para a otimização de resultados e discussão da matriz fiscal, com o compartilhamento interno entre instituições de pesquisa e o meio acadêmico.

No momento em que se reflete sobre uma ampla reforma tributária, cada vez mais tardia, a coleta e processamento de informações com esse nível qualitativo representa uma verdadeira vantagem racional e estratégica para a formulação de propostas que sirvam à otimização de recursos, aumento da receita e desoneração, em relação ao que efetivamente importa ao desenvolvimento econômico e social.

*Doutor em Direito Civil pela UFRGS, Mestre em Direito Romano e Unificação do Direito pela Università di Roma ‘Tor Vergata’, professor no curso de Pós-Graduação da PUC/RS sobre Responsabilidade Civil e advogado em Porto Alegre.

A conta é resultado da diferença do que pode ser arrecadado e o que se sonega ou se subsidia em determinados setores da economia

Em tempos desafiadores, todos querem ouvir o líder

Grupo AMANHÃ e PwC Brasil anunciarão os resultados do ranking 500 MAIORES DO SUL na quinta-feira

O grupo de dirigentes será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades

Nesta quinta-feira (18) o Grupo AMANHÃ e PwC Brasil anunciarão os resultados do ranking 500 MAIORES DO SUL. A transmissão iniciará às 19 horas no canal do YouTube do Grupo AMANHÃ. Além de apresentar o mapa da excelência empresarial na região, o projeto 500 MAIORES DO SUL vai dar voz a quem têm a responsabilidade de conduzir grandes empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. O grupo de dirigentes será provocado a falar sobre o papel do líder em um cenário repleto de incertezas, transformações e oportunidades.

O painel “A voz da liderança” terá duração de 30 minutos e será mediado por Eugênio Esber, diretor de Redação de AMANHÃ. Entre os painelistas estarão Antônio Sérgio Gabriel, diretor administrativo financeiro da Coamo; Daniel Slaviero, presidente da Copel; Fernanda Sacchi, diretora de gente, ESG e comunicação da Rumo; Erasmo Carlos Battistella, presidente da BSBIOS; e Daniel Randon, presidente das Empresas Randon.

SERVIÇO
A voz da liderança
Em tempos desafiadores, todos querem ouvir o líder
Dia: 18 de novembro, quinta-feira
Horário: 19h
Local: YouTube do Grupo AMANHÃ (clique aqui e ative o lembrete)

Grupo AMANHÃ e PwC Brasil anunciarão os resultados do ranking 500 MAIORES DO SUL na quinta-feira

Guararapes capta R$ 475 milhões em créditos verdes

Indústria de MDF e compensados tem planos de investimentos de R$ 2 bilhões até 2023

O montante desta operação será utilizado na obtenção de ativos florestais próprios e possíveis oportunidades de aquisições de players do segmento

A Guararapes, uma das maiores indústrias de painéis de MDF e compensados da América Latina, captou R$ 475 milhões em empréstimos verdes (Green Loans), por meio da modalidade Nota de Crédito à Exportação (NCE), atrelados totalmente a ações sustentáveis comprovadas e certificadas. O crédito será usado na expansão da empresa, que tem planos de investir R$ 2 bilhões até 2023. O montante desta operação será utilizado na obtenção de ativos florestais próprios, possíveis oportunidades de aquisições de players do segmento e na nova linha de produção localizada em Caçador (SC).

Os créditos, neste formato pioneiro que ainda não é usual no setor, foram negociados individualmente junto a três instituições financeiras: Itaú BBA (R$ 250 milhões), Citi (R$ 125 milhões) e Bradesco (R$ 100 milhões), somando o aporte de quase meio bilhão de reais. A operação atrelada a ações de sustentabilidade em toda a cadeia de atuação da Guararapes foi moldada primeiramente pelo Itaú BBA, e serviu de modelo para as outras instituições financeiras, que atuaram de forma independente na concessão de cada financiamento. No caso do Citi, o financiamento faz parte da estratégia de progresso sustentável da instituição.Para esta negociação, os bancos se ampararam fortemente em aspectos ligados diretamente a práticas ESG (Environmental, Social and Governance).

Um deles é a certificação internacional FSC® – Forest Stewardship Council®, que atesta que a madeira utilizada na fabricação dos produtos é proveniente de florestas manejadas de forma ambientalmente adequada. Um dos condicionantes mostra o aspecto ambiental totalmente ligado à concessão do crédito: caso a indústria não mantenha esta certificação internacional ao longo da amortização do crédito, o montante total será debitado de imediato, cancelando o parcelamento acordado de até sete anos.

Outro aspecto avaliado pelas instituições financeiras é o fato de o comitê ESG da companhia ser ligado diretamente ao conselho de administração. Somente o comitê de auditoria também está nesse patamar na estrutura da Guararapes. “Fizemos questão de colocar o Comitê ESG nesse nível de autonomia e independência, pois o nosso principal foco neste momento é a ampliação da empresa pautada nas práticas ambiental, social e de governança corporativa”, destaca o CEO Ricardo Pedroso.

A modalidade de Nota de Crédito à Exportação permite o financiamento à produção de bens e serviços destinados à exportação, bem como as atividades de apoio e complementação da cadeia produtiva que sejam fundamentais à realização de uma exportação. Uma das vantagens da NCE, comparada a outras captações, refere-se à não incidência de tributos, mediante a comprovação da performance de exportação.

Como parte integrante do total de investimentos de R$ 2 bilhões no próximo biênio, este crédito que acaba de ser obtido será utilizado basicamente em três vertentes. Atualmente, o abastecimento de madeira vem de áreas próprias da família controladora da Guararapes ou de terceiros. Com o empréstimo, a empresa pretende formar a sua própria base florestal, produzida de forma ecologicamente correta.

Com a atual necessidade de investimentos massivos neste segmento em expansão no Brasil, a companhia catarinense também utilizará os recursos para possíveis oportunidades de fusões e/ou aquisições, dando continuidade ao movimento de crescimento dos últimos anos. Além disto, a planta industrial em Caçador está recebendo um aporte R$ 800 milhões para a nova linha de produção já em construção, que ampliará a capacidade instalada em mais 90%, chegando à capacidade nominal de 1,14 milhão metros cúbicos por ano em painéis de MDF em 2022.

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Indústria de MDF e compensados tem planos de investimentos de R$ 2 bilhões até 2023

Receita da Panvel cresce 18% no terceiro trimestre

Abertura do centro de distribuição no Paraná auxiliou resultados no Sul

A companhia possui 500 lojas, sendo 59 delas abertas nos últimos 12 meses

A Dimed apresentou crescimento da receita bruta no varejo no terceiro trimestre de 2021, totalizando R$ 787,9 milhões e um aumento de 18,1% em relação ao mesmo período de 2020. Além do volume maior de vendas nas lojas físicas, com a retomada das atividades presenciais no comércio, as vendas no digital seguem como um dos grandes destaques da rede de farmácias Panvel, a maior empresa do grupo. Veja os principais resultados ao final desta reportagem.

A participação do on-line sobre o volume total entre julho e setembro atingiu 16,3%, a maior registrada neste ano e bem acima da média nacional, ao mesmo tempo em que houve maior fluxo das atividades nas lojas físicas. Este dado reforça a Panvel como referência em e-commerce no varejo farma brasileiro e é reflexo também da abertura do centro de distribuição em São José dos Pinhais (PR), o que permitiu um aumento do nível de serviços para as lojas localizadas em Santa Catarina, Paraná e São Paulo.

“Desde 2015 somos uma empresa omnichannel e o crescimento das vendas, tanto na loja física quanto no e-commerce, mostra o aumento do número dos chamados clientes híbridos. Além disso, tivemos um incremento dos serviços e da marca própria e conseguimos manter uma margem saudável”, afirma Antônio Napp, diretor executivo de Finanças e de Relações com os Investidores do Grupo Dimed. A venda de produtos Panvel entre julho e setembro cresceu 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado, representando 7,5% do total das vendas do varejo.

Desse modo, a rede se fortalece no Sul: no terceiro trimestre, a participação na região alcançou 11,3%, uma evolução de 0,4 ponto percentual sobre o período anterior, com avanço nos três estados. No digital, o market share segue elevado: 40,5% no mercado total do varejo farma da região Sul e 42% na venda de medicamentos.

A companhia possui 500 lojas, sendo 59 delas abertas nos últimos 12 meses. O desempenho das chamadas lojas maduras (funcionamento acima de três anos) subiu 7,9%, com performance acima da inflação apurada no período. Até dezembro, estão previstas mais 25 lojas da rede de farmácias Panvel. “Temos a consistência e disciplina estratégica que precisamos para dobrar o nosso negócio até 2025 e continuar cumprindo rigorosamente e de forma sustentável os nossos objetivos. Nossa visão é sempre de longo prazo. Queremos ser a melhor empresa em produtos e serviços de saúde e bem-estar no mercado em que atuamos”, destaca Julio Mottin Neto, CEO do Grupo Dimed.

Em 2020, a receita bruta do grupo atingiu R$ 2,9 bilhões, e a projeção é de que este número alcance R$ 6 bilhões em 2025. A partir de 2022, a empresa mudará a marca corporativa e passará a se chamar Grupo Panvel.

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Abertura do centro de distribuição no Paraná auxiliou resultados no Sul

Pix deverá ser ampliado para operações internacionais e sem internet

Sistema completa um ano com 7 bilhões de transferências instantâneas

Até outubro deste ano, cerca de 7 bilhões de transações foram executadas por meio do sistema, movimentando R$ 4 trilhões

Para os próximos anos, o Pix, ferramenta de transferência instantânea de recursos, poderá ser usado em operações sem acesso à internet e em transações internacionais, anunciou o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. As novidades ainda não têm data para entrarem em vigor. Campos Neto fez o anúncio em evento especial do BC para celebrar o aniversário de um ano da nova ferramenta. Segundo ele, o Pix ainda não atingiu todo o potencial. “O uso do QR Code [Código QR, versão avançada do código de barras fotografada pelo celular] ainda depende de melhor assimilação da tecnologia pelos usuários”, explicou.

Apesar de algumas novidades do Pix dependerem de desenvolvimentos tecnológicos, o presidente do BC considerou revolucionária a evolução do sistema instantâneo de pagamentos, que funciona 24 horas por dia e permite a transferência de recursos entre contas de instituições financeiras diferentes. “A realidade superou as expectativas. O uso do Pix aumenta mês após mês. A velocidade de adoção é a mais rápida do mundo”, destacou Campos Neto.

Até outubro deste ano, cerca de 7 bilhões de transações foram executadas por meio do sistema, movimentando R$ 4 trilhões. O recorde diário de transações ocorreu no último dia 5 de novembro, com 50.045.289 operações. O Pix tinha 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,6 milhões de usuários, também até outubro deste ano. Ao todo, 62,4% da população acima de 18 anos usou a ferramenta para enviar ou receber dinheiro. No período, havia 762 instituições financeiras cadastradas para operar o Pix e 87 em fase de adesão. Entre essas instituições, estão bancos, financeiras, instituições de pagamento, cooperativas de crédito e fintechs (startups financeiras).

Em 12 meses de funcionamento, o Pix ultrapassou, em número de transações, meios de pagamento tradicionais. A ferramenta superou a Transferência Eletrônica Disponível (TED) e o Documento de Ordem de Crédito (DOC) em janeiro deste ano. Em março, foi a vez de o Pix tomar o lugar dos boletos bancários na preferência por meios de pagamento.

Inclusão
Diretor de organização do sistema financeiro e resolução do BC, João Manoel Pinho de Mello disse que o crescimento do Pix tem sido proporcionalmente maior em classes mais baixas, com 45,6 milhões de pessoas que estavam fora do sistema financeiro passando a operar pagamentos digitais. Entre as camadas de menor renda, o número de usuários do Pix subiu 131% entre março e outubro deste ano, contra crescimento de 52% no total da população.

Segundo Pinho de Mello, o Pix tem ganhado a adesão de beneficiários de programas sociais. Cerca de 35% dos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e de 25% dos beneficiários do Bolsa Família usaram o sistema de pagamentos instantâneos para movimentarem os benefícios. O Brasil, ressaltou o diretor do BC, passou a ocupar o terceiro lugar entre os países que mais usam pagamentos instantâneos, atrás apenas da Suécia, que adotou o sistema há sete anos, e a Dinamarca, há cinco anos.

Pix Saque e Pix Troco
Até o fim do ano, o Pix ganhará novas funcionalidades. Hoje, entrou em vigor um mecanismo de segurança que agiliza a devolução de recursos a usuários vítimas de fraude ou de problemas operacionais entre as instituições participantes. No próximo dia 29, passam a funcionar o Pix Saque e o Pix Troco. O primeiro permite que o usuário transfira recursos para uma conta Pix em pontos que ofertarem o serviço e sacar dinheiro em espécie. O segundo permite que o cliente transfira, para a conta de estabelecimentos comerciais, quantias maiores que o valor da compra e saque a diferença em forma de troco.

Ainda neste trimestre, o iniciador de pagamentos, hoje existente para compras com cartão de crédito e débito, deverá ser estendido ao Pix. Por meio dessa ferramenta, o cliente recebe um link com o valor da transação, bastando confirmar os dados e autorizar o pagamento, sem precisar entrar no aplicativo do banco. No caso do Pix, bastará o usuário digitar a senha da conta corrente.

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Com Agência Brasil

Sistema completa um ano com 7 bilhões de transferências instantâneas

Presidente do BC aponta piora “quantitativa e qualitativa” da inflação

Campos Neto disse que o país terá um trabalho difícil e desafiador

Na avaliação de Campos Neto, além do problema de inflação interna, o Brasil está “importando inflação de outros países, o que torna o ambiente ainda mais desafiador”

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, afirmou nesta terça-feira (16) que diante de um cenário de piora “quantitativa e qualitativa” da inflação, a autoridade monetária do país terá um trabalho difícil e desafiador, em um cenário de alta nos preços de alimentos, combustíveis e de energia.

Na avaliação de Campos Neto, além do problema de inflação interna, o Brasil está “importando inflação de outros países, o que torna o ambiente ainda mais desafiador”. Ele ressaltou que para contornar essa situação, será necessário, ao Brasil, buscar o equilíbrio fiscal, além de “passar a mensagem de que o país tem condições de ter um crescimento sustentável mais alto”. As declarações foram dadas no IX Fórum Jurídico de Lisboa, na capital de Portugal.

O presidente do BC destacou que, em parte, a inflação que vem sendo registrada em diversos países está relacionada à “maior injeção fiscal da história mundial”, medida adotada com o objetivo de amenizar os efeitos da pandemia na economia. Ele disse ainda que, com a pandemia, o cenário mundial ficou diferente do que se imaginava, “com uma rápida e volátil mudança de cenários, em termos de crescimento e de perspectiva de inflação”. Governos ficaram “em pânico”, sem saber, até então, a real dimensão do problema.

Diante da situação, segundo Campos Neto, foi feita “a maior injeção fiscal da história mundial, de US$ 9 trilhões, segundo informou na semana passada o FMI [Fundo Monetário Internacional], sendo que US$ 4,5 trilhões foram em transferências diretas. Pensando que o PIB mundial está entre US$ 84 [trilhões] e 85 trilhões, estamos falando de 10% de injeção fiscal em um espaço de tempo relativamente pequeno. Algo que nunca tínhamos visto”.

Na visão do presidente do BC, como consequência essas transferências resultaram em aumento no consumo de bens em várias localidades. “Vemos uma correlação disso com o aumento de preços nos países que tiveram mais ajuda. Em um primeiro momento, com a alimentação em domicílio subindo muito”.

“Aí, os bancos centrais criaram uma tese de que isso era um aumento temporário, porque, quando a economia reabrisse, as pessoas voltariam a trabalhar e, assim, voltariam a consumir serviços, deixando de consumir bens, o que resultaria queda nos preços de bens. Segundo essa tese, a reabertura mundial, após a pandemia, reequilibraria essas forças e faria com que a inflação caísse rapidamente”, recordou. Essa expectativa, segundo Campos, acabou não se concretizando, uma vez que ela partia da premissa de que haveria uma “ruptura de oferta” maior do que a que foi registrada, e que “as pessoas que estavam em casa não estariam produzindo”, o que acarretaria em queda na oferta de bens.

“Essa tese foi bastante divulgada. Hoje vemos que, em parte ou quase na totalidade, essa tese não é verdade”, disse o presidente da autoridade monetária brasileira. “Também existia uma tese de que a logística tinha sofrido uma ruptura porque as pessoas estavam em casa. Na verdade, quando olhamos em retrospectiva, vemos que isso também não é verdade”.

Deslocamento de demanda
Segundo Campos Neto, o que aconteceu foi “um grande deslocamento de demanda” porque os governos colocaram muito dinheiro na mão das pessoas em um período muito rápido. “Demorou para os bancos centrais entenderem o efeito combinado desse conjunto de ajudas, de US$ 9 trilhões”, acrescentou ao comentar que a previsão atual é de que esse deslocamento persista. “Correlacionado a esse fator, vem um outro tema, ligado a esse deslocamento de demanda. A gente imaginava que o consumo de energia elétrica em casa ia crescer mais do que fora de casa, e isso não aconteceu. O que aconteceu foi o contrário, porque produzir bens gasta muito mais energia do que produzir serviços. Temos aí, também, um deslocamento grande da demanda de energia que não foi acompanhado de aumento na oferta de energia”, complementou.

Impacto nos preços
Na avaliação do presidente do BC, a comunidade econômica demorou para entender o impacto que os programas fiscais teriam nos preços. “Imaginou-se que isso se equilibraria quando a economia reabrisse e que haveria mais investimentos nos itens onde haveria escassez. Nenhuma das duas coisas aconteceu da forma esperada”, resumiu. Ainda segundo Campos, o impacto nos preços da energia elétrica e dos combustíveis foi maior do que o esperado em 2021. “Foi na verdade o maior [impacto] dos últimos 20 anos, adicionado ao choque de alimentos registrado no ano anterior”, disse.

Diante desse cenário, Campos Neto disse que o BC então iniciou processo de aumento de juros. “O número de inflação acelerou e teve piora tanto quantitativa como qualitativa em todos os aspectos. É muito importante sermos realistas para entendermos o quão disseminada está a inflação e o quão difícil será o trabalho do BC nesse ponto. Temos percebido, mais recentemente, uma revisão de inflação para cima e de crescimento para baixo em 2022”.

Commodities
O presidente do BC apontou alguns dos motivos que não possibilitaram, ao Brasil, se beneficiar da alta dos preços das commodities. “Geralmente, quando commodities sobem, a moeda brasileira aprecia, porque o Brasil é exportador de commodities. Então o preço da moeda local absorveria a alta externa”, disse. “Só que dessa vez isso não aconteceu. Tivemos aumento do preço de commodities com desvalorização da moeda. Isso aconteceu porque os termos de troca, que é essa relação, foram acompanhados de aumento do nível de dívida emitida”, explicou ao associar essa dívida às medidas de combate aos efeitos da pandemia na economia do país.

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Campos Neto disse que o país terá um trabalho difícil e desafiador

As empresas precisarão ser data-intensive

A internet tornou-se um negócio por conhecer cada um de nós

“As transformações digitais realmente devem partir da perspectiva do cliente, que é o centro da estratégia, e deve ir avançando por toda a arquitetura do negócio”, defende Ronaldo Aloise Jr. neste artigo exclusivo

Estamos imersos em transformação digital, acelerada pela pandemia inclusive, e quando achamos que entendemos o que está acontecendo, já mudou. Google Ads, Facebook, entre outros, já estão ficando obsoletos, demonstrando a rapidez em que os ciclos de negócios acontecem na economia digital.

Como em toda disruptura, no início a coisa nova prolifera meio que “sem lei”, pois as entidades reguladoras ainda precisam entender o que deverão regrar. A internet iniciou nos conectando, passou a realizar transações e, num dado momento, a nova corrida do ouro começou: obter os dados dos usuários, pois aí está o valor a ser buscado, o poder de compra do cliente. Negócios exponenciais surgiram rapidamente da criação de comunidades, investidores jorraram dinheiro em qualquer empreendimento que criasse uma base de consumidores da qual se pudesse ter domínio e renda recorrente projetável, redes sociais, sites de relacionamento, fintechs, enfim, mercados baseados em tribos e comunidades.

E esta é, sim, a base da economia digital: conhecer o cliente, fazer a predição do seu comportamento, fidelizar na comunidade, descobrir o seu “poder de compra” e buscar esse valor potencial em cada pessoa. Quando olhamos evoluções como o Open Banking e plataformas de medicina remota fica clara a mutação. Os dados” trocaram” de dono, nós passamos a ser os donos e, por tabela, viramos o produto, querem nos conhecer – e quem consegue isso ganha na arena de negócios da internet.

A fase “sem lei” agora dá lugar à regulação da propriedade dos dados e responsabilidade sobre sua divulgação. Isso aumenta a confiabilidade transacional e consolida a Internet como arena de negócios. Essa é uma das razões para modelos como simplesmente impulsionar anúncios via Google ou redes sociais fique mais restrito e menos efetivo. Por isso, as empresas precisam apender a fazer a gestão e exploração dos próprios dados, devem investir para voltar a se apropriar de seu marketing e da gestão das suas comunidades de clientes.

Se a empresa acreditar que precisa transformar seu negócio para competir na economia digital, deve começar a transformação pelo domínio (no sentido de conhecer o perfil e o comportamento) do cliente. Mas isso não é a transformação digital. É o ponto de partida dela, pois todas as áreas da empresa precisam ser repensadas e transformadas para sustentar o negócio operando na nova arena.

Conhecendo-se o cliente, os modelos de negócio para atendê-lo mudam, as ofertas mudam, o relacionamento muda, a logística muda, o posicionamento e a marca mudam. É como se fôssemos pegar o Canvas de negócio da empresa e começar a repensá-lo da direita para a esquerda, ou melhor, a partir da perspectiva do cliente.

Antes de repensar o negócio é preciso entender o que está acontecendo no planeta. Entendeu e repensou: experimente modelos. Funcionaram: habilite-se para implementar. Sem jamais esquecer de que a geração máxima de valor vem o equilíbrio entre inovação e eficiência, portanto, otimizar processos e preparar-se para escalar a ordem e não expandir o caos. É mandatório para escalar receita, e não custos.

As transformações digitais realmente devem partir da perspectiva do cliente, que é o centro da estratégia, e deve ir avançando por toda a arquitetura do negócio: modelos, canais, marketing, produção, parceiros etc. Mas, para começar, cinco frentes pelo menos devem ser preparadas na habilitação para a transformação: liderança, cultura, tecnologia e, principalmente, pensamento estratégico.

Ainda hoje muitas startups desenvolvem seus negócios a partir do paradigma de produto e não do cliente. Muitas agências de marketing simplesmente migraram de mídia, da tradicional para a digital, mas não dominam, em casa, o gerenciamento de suas comunidades de clientes. Não são o Google ou o Facebook que têm de conhecer meus clientes. Sou eu, pois essa propriedade é minha e da minha empresa. E para poder fazer isso, é preciso dominar ciência de dados. Sim, empresas precisarão ser data-intensive, data-driven e data-owners.

O desafio colocado ao pensamento estratégico pode ser dividido em quatro pontos.

Responsividade: a métrica da internet é a reputação da empresa gerada pela boa experiência do cliente – ser responsivo e ágil – em tempos de mutações rápidas é uma habilidade a ser adquirida.

Operar em rede: tanto clientes quanto fornecedores podem migrar facilmente em um mercado interconectado. Mantê-los satisfeitos e saber utilizar a cooperação das redes de valor e da colaboração entre negócios é outra habilidade.

Ser Data-driven: o mercado tem um comportamento dinâmico que exige capacidade de compreensão e predição. Hoje temos ferramentas de business intelligence que revelam muito bem o que aconteceu no passado, mas não apontam direções. Por isso, precisamos de ajuda matemática e computacional para enxergá-las.

Atuar conectado: a relação se estabelece através de aplicativos. O momento crucial do relacionamento acontece através de uma tela, no momento mágico de uma transação em que temos de um lado um cliente com a sua inteligência e perfil, e do outro lado a empresa, com sua inteligência de entender o cliente e predizer como atuar com ele. Dar acesso em múltiplas vias é chave.

Temos dois grandes eixos que devem nortear nossa transformação no que toca à centralidade no cliente: a capacidade de geração de valor desse cliente e a experiência que proporcionaremos a ele. E gerar uma boa experiência é consequência de um conjunto de negócio bem orquestrado, com toda a arquitetura da empresa repensada para gerar experiência boa não só para o cliente, mas para todos os stakeholders. E gerar também, em contrapartida, reputação para o negócio, que é a métrica do sucesso na economia da internet.

Entenda, repense, experimente, habilite, execute gerando eficiência e inovação, domine a arena do cliente. Abra suas frentes de transformação, comece pelo pensamento estratégico, prepare suas lideranças, evolua a cultura, habilite-se tecnologicamente e reposicione-se, caso necessário. Parece uma receita simples, mas não é. É o caminho do crescimento na economia digital.

*Foi diretor executivo de empresas como Intel, HP, Dell e vice-presidente da HT Micron. Fundou a WayToGrow para promover o crescimento de empresas na economia digital. Sócio da Thummi e outras startups.

A internet tornou-se um negócio por conhecer cada um de nós

Pix completa um ano com nova funcionalidade para devolução

Mecanismo será usado em casos de fraude ou de erro operacional

A partir do dia 29 estarão disponíveis o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem o saque em espécie e a obtenção de troco em estabelecimentos comerciais

No aniversário de um ano, o Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central (BC), ganha nova funcionalidade. Entra em vigor nesta terça-feira (16) o Mecanismo Especial de Devolução, que agilizará o ressarcimento ao usuário vítima de fraude ou de falha operacional das instituições financeiras. O mecanismo está regulamentado por uma resolução editada pelo BC em junho. Desde então, as instituições financeiras estavam se adaptando aos procedimentos.

Até agora, em uma eventual fraude ou falha operacional, as instituições envolvidas precisavam estabelecer procedimentos operacionais bilaterais para devolver o dinheiro. Segundo o BC, isso dificultava o processo e aumentava o tempo necessário para que o caso fosse analisado e finalizado. Com o Mecanismo Especial de Devolução, as regras e os procedimentos serão padronizados.

Outras novidades para o Pix virão em breve. A partir do dia 29 estarão disponíveis o Pix Saque e o Pix Troco, que permitem o saque em espécie e a obtenção de troco em estabelecimentos comerciais e outros lugares de circulação pública. No Pix Saque, o cliente poderá fazer saques em qualquer ponto que ofertar o serviço, como comércios e caixas eletrônicos, tanto em terminais compartilhados quanto da própria instituição financeira. Nessa modalidade, o correntista apontará a câmera do celular para um código QR (versão avançada do código de barras), fará um Pix para o estabelecimento ou para a instituição financeira e retirará o dinheiro na boca do caixa.

O Pix Troco permite o saque durante o pagamento de uma compra. O cliente fará um Pix equivalente à soma da compra e do saque e receberá a diferença como troco em espécie. O extrato do cliente especificará a parcela destinada à compra e a quantia sacada como troco.

Open banking
Ainda neste trimestre, o BC pretende estender o iniciador de pagamentos ao Pix. Por meio dessa ferramenta, existente para pagamentos por redes sociais e por aplicativos de compras e de mensagens, o cliente recebe um link com os dados da transação e confirma o pagamento. Atualmente, o iniciador de pagamentos existe para compras com cartões de crédito e de débito. O BC pretende ampliar a ferramenta para o Pix, o que só será possível por causa da terceira fase do open banking (compartilhamento de dados entre instituições financeiras), que entrou em vigor no fim de outubro.

Com a troca de informações, o cliente poderá fazer transações Pix sem abrir o aplicativo da instituição financeira, como ocorre hoje. O usuário apenas clicará no link e informa a senha ou a biometria da conta corrente para concluir a transação. Tudo sem sair do site de compras, do aplicativo de entregas ou da rede social.

Estatísticas
Até o fim de outubro, segundo os dados mais recentes do BC, o Pix tinha 348,1 milhões de chaves cadastradas por 112,6 milhões de usuários. Desse total, 105,2 milhões são pessoas físicas e 7,4 milhões são pessoas jurídicas. Cada pessoa física pode cadastrar até cinco chaves Pix e cada pessoa jurídica, até 20. As chaves podem ser distribuídas em um ou mais bancos.

Em um ano de funcionamento, o volume de transações pelo Pix deu um salto. Em outubro, o sistema de pagamentos instantâneos movimentou R$ 502 bilhões, contra R$ 25,1 bilhões liquidados em novembro do ano passado. Segundo o Banco Central, 75% das transações do Pix em outubro ocorreram entre pessoas físicas, contra 87% no primeiro mês de funcionamento. Os pagamentos de pessoa física para empresa saltaram de 5% para 16% no mesmo período.

Empresas e governo
O aumento nos pagamentos a empresas decorre de funcionalidades adicionadas ao longo deste ano para estimular o recebimento de Pix por empresas e prestadores de serviço. Em maio, começou a funcionar o Pix Cobrança, que substitui o boleto bancário e permite o pagamento instantâneo por meio de um código QR (versão avançada do código de barras) fotografado com a câmera do celular.

Em julho, começou a ser ofertado o Pix Agendado, que permite o agendamento de cobranças, com a definição de uma data futura para a transação. Em setembro, o oferecimento da funcionalidade por todas as instituições financeiras passou a ser obrigatório.

As transações entre pessoas físicas e o governo aumentaram de R$ 2,2 milhões em novembro de 2020 para R$ 409,8 milhões em outubro deste ano. Apesar de pequenas em relação ao total movimentado, essas operações estão subindo graças a medidas como o pagamento de alguns tributos por grandes, micro e pequenas empresas e à quitação de taxas federais por meio do Pix.

Segurança
O Pix completa um ano em meio a preocupações com a segurança do sistema. Por causa do aumento de sequestros-relâmpago e de fraudes relacionadas ao Pix, o BC limitou, em outubro, as transferências a R$ 1 mil entre as 20h e as 6h. Medidas adicionais de segurança foram adotadas, como o bloqueio, por até 72 horas, do recebimento de recursos por pessoas físicas em caso de suspeita de fraude.

Em setembro, ocorreu o incidente mais sério com o Pix registrado até agora. Uma brecha de segurança no Banco Estadual de Sergipe permitiu o vazamento de 395 mil chaves Pix do tipo telefone. Na ocasião, não foram expostos dados sensíveis, como senhas, valores movimentados e saldos nas contas, mas os números de telefone de clientes capturados por pessoas de fora da instituição, que foi punida pelo BC.

Se casos semelhantes ocorrerem, as próximas punições poderão ser mais duras. No fim da semana passada, o BC acelerou as notificações às instituições financeiras que violarem os regulamentos do Pix e diminuiu as situações em que as multas serão isentas.

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Com Agência Brasil

Mecanismo será usado em casos de fraude ou de erro operacional