Vendas do Tesouro Direto superam resgates em R$ 1,9 bi em outubro

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo

Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela inflação

As vendas de títulos do Tesouro Direto superaram os resgates em R$ 1,9 bilhão em outubro deste ano. Segundo dados do Tesouro Nacional, as vendas do programa atingiram R$ 3,5 bilhões no mês passado. Já os resgates totalizaram R$ 1,5 bilhão, todos relativos a recompras de títulos públicos. Não houve resgates por vencimento, quando o prazo do título acaba e o governo precisa reembolsar o investidor com juros.

Os títulos mais procurados pelos investidores foram aqueles corrigidos pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) que corresponderam a 46,7% do total. Os títulos vinculados à taxa básica de juros, a Selic, tiveram participação de 37,8% nas vendas, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, de 15,5%. O estoque total do Tesouro Direto alcançou R$ 74,5 bilhões no fim de outubro, um aumento de 3,8% em relação ao mês anterior (R$ 71,7 bilhões) e de 21,1% em relação a outubro do ano passado (R$ 61,5 bilhões).

Investidores
Em relação ao número de investidores, 1.065.648 novos participantes se cadastraram no programa em outubro. O número de investidores atingiu 14.166.122, alta de 63,6% nos últimos 12 meses. O total de investidores ativos (com operações em aberto) chegou a 1.707.290, aumento de 25,7% em 12 meses. No mês, o acréscimo foi de 39.145 novos investidores ativos.

A utilização do Tesouro Direto por pequenos investidores pode ser observada pelo considerável número de vendas até R$ 5 mil, que correspondeu a 82,5% do total de 523.084 operações de vendas ocorridas em outubro. Só as aplicações de até R$ 1 mil representaram 62,2%. O valor médio por operação foi de R$ 6.702,60.

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo. As vendas de títulos com prazo de um a cinco anos representaram 61,3% e aquelas com prazo de 5 a 10 anos, 25,4% do total. Os papéis de mais de 10 anos de prazo chegaram a 13,3% das vendas.

O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de aplicação e permitir que pessoas físicas pudessem adquirir títulos públicos diretamente do Tesouro Nacional, pela internet, sem intermediação de agentes financeiros. O aplicador só precisa pagar uma taxa para a corretora responsável pela custódia dos títulos.

A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic, os índices de inflação, o câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos papéis prefixados.

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Com Agência Brasil

Os investidores estão preferindo papéis de médio prazo

Mercado imobiliário tem redução de 9,5% nas vendas no terceiro trimestre

Aumento no custo dos insumos impactou os negócios

No acumulado do ano, houve aumento de 22,6% nas vendas, se comparado com o período de janeiro a setembro de 2020

O aumento no custo dos insumos da construção civil e a queda no poder de compra das famílias impactaram os números do mercado imobiliário no país e as vendas de imóveis novos tiveram queda de 9,5% no terceiro trimestre deste ano, frente ao mesmo período do ano passado. Em relação ao segundo trimestre de 2021, a queda foi de 11,2%.

Os dados são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) que apresentou os Indicadores Imobiliários Nacionais, estudo que traz informações sobre lançamentos, vendas, oferta final, preço, além da participação do programa Casa Verde e Amarela no setor. A pesquisa foi realizada em 162 cidade, sendo 20 capitais.

No acumulado do ano, entretanto, houve aumento de 22,6% nas vendas, se comparado com o período de janeiro a setembro de 2020. “O primeiro semestre já nos deu um gás e o ano vai fechar bom, mas o terceiro trimestre mostra queda muito forte nas vendas”, contou o presidente da CBIC, José Carlos Martins, durante coletiva virtual para apresentar os dados.

Segundo ele, a inflação de materiais e máquinas, pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), já passa de 30% no período de pandemia e os custos não foram repassados totalmente aos compradores, ou seja, ainda há margem para aumento no preço dos imóveis. Ele explica que a falta de poder aquisitivo das famílias está segurando esse aumento, já que a inflação geral já chega a 10%, “mas não quer dizer que não vá acontecer mais na frente”.

“A grande esperança é que temos o contínuo interesse na aquisição, as famílias estão querendo imóveis, elas continuam com apetite”, destacou. Apesar dos bons números no acumulado do ano, Martins alerta que os custos dos insumos podem continuar afetando o setor, consequentemente na geração de empregos. “O emprego de hoje é a venda de ontem. Vamos fechar o ano com contratação de 360 mil a 400 mil novos empregos porque vendemos muito bem em nove meses”, disse. “O emprego de amanhã depende da venda de hoje e ela caiu quase 10%, então temos que ter muito cuidado para não termos uma situação delicada no próximo ano”, ressaltou.

Em relação aos lançamentos, houve crescimento de 13,6% no terceiro trimestre de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Em comparação ao trimestre anterior, o aumento foi de 7%. No acumulado do ano, a alta foi de 37,6% nos lançamentos, frente ao resultado de janeiro a setembro do ano passado. Segundo a CBIC, muitos empreendedores seguraram os lançamentos no ano passado em razão da pandemia e, com a melhora na situação sanitária, estão retomando os negócios. Com isso, o setor está chegando a um equilíbrio entre o volume de lançamentos e vendas.

Com o aumento do custo de produção e da inflação que afeta o poder de compra das famílias, o presidente da CBIC cita ainda a queda da participação no setor do Casa Verde e Amarela, programa do governo que subsidia a compra da casa própria por famílias de baixa renda. O programa, que chegou a representar quase 60% dos lançamentos e vendas no setor, hoje ocupa a faixa de 40% dos lançamentos e 47% das vendas nas cidades pesquisadas.

“O que é um paradoxo”, disse o presidente da CBIC. “[Na faixa de renda] onde está 90% do déficit habitacional, você tem uma redução de participação de mercado”, avaliou. Inclusive, o impacto foi maior nas regiões Norte e Nordeste. Houve retração no programa tanto em lançamentos quanto em vendas, se comparado ao segundo trimestre de 2021 e também ao terceiro trimestre de 2020, bem como nos lançamentos no acumulado dos nove meses do ano, frente ao mesmo período de 2020. As reduções variaram de 10,7% a 19,9%. Apenas nas vendas acumuladas de janeiro a setembro houve crescimento, de 10,4%, em relação ao acumulado do período no ano passado.

Segundo Martins, o impacto do aumento dos insumos é maior nos imóveis populares. “O preço dos imóveis não cabe no orçamento das famílias. A inflação corrói a renda delas, o bem fica mais caro e elas ficam duplamente prejudicadas na aquisição”, contextualizou. “Isso não acontece com imóveis de maior valor. A família pode optar por um imóvel menor, ir para uma localização não tão nobre, há opções, o que não acontece com imóvel para renda menor”, explicou.

Da mesma maneira, outros mercados suportam o aumento do preço das unidades e as construtoras têm mais margens para fazer adequações e viabilizar os lançamentos dos projetos. Além disso, havia dúvida dos empreendedores sobre os subsídios do governo ao programa. Segundo a CBIC, a resposta do governo federal para adequação do programa habitacional, com adequação da curva de descontos e o aumento dos limites máximos de preço, deverá surtir efeito a partir do quarto trimestre de 2021.

Intenção de compra
O estudo da CBIC apresentou, ainda, números sobre a intenção de compra de imóveis da população. De acordo com o levantamento, a intenção caiu 7% no terceiro trimestre, em relação ao trimestre anterior e 39% dos entrevistados demonstraram interesse em adquirir um imóvel no prazo de até três anos. Antes da pandemia, a intenção de compra estava em 43% e chegou a cair para 20% no pior momento da crise sanitária, em abril do ano passado.

Entre os fatores que podem afetar a decisão de compra, o aumento inflação foi apontado por 45% dos entrevistados, seguido pelo cenário político complicado (31%) e a preocupação com o desemprego (24%). O aumento das taxas de juros, o baixo crescimento econômico do país e a pandemia de Covid-19 também foram razões citadas pelas 1,2 mil pessoas entrevistadas.

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Com Agência Brasil

Aumento no custo dos insumos impactou os negócios

Produção industrial fica estável pelo segundo mês

CNI revela ainda que a confiança do empresário diminuiu

A utilização da capacidade instalada das indústrias caiu um ponto percentual em outubro em relação ao índice registrado em setembro

A produção industrial ficou estável em outubro, informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este é o segundo mês consecutivo de estabilidade na produção, após quatro meses de alta. Os dados, que constam do boletim Sondagem Industrial, elaborado pela confederação, mostram que em outubro, o índice de evolução da produção ficou em 50,1 pontos, ante os 50 registrados em setembro.

Os números refletem o desempenho de pequenas, médias e grandes empresas que atuam na indústria em geral, na indústria extrativista e na de transformação. O resultado também mostra que, no mês passado, a utilização da capacidade instalada das indústrias caiu um ponto percentual ao registrado em setembro, ficando em 71%. O resultado é menor do que o registrado em outubro de 2020, quando a utilização da capacidade industrial ficou em 74%.

De acordo com a CNI, a redução é explicada em parte devido a influência da recuperação da atividade industrial no último trimestre do ano passado e a necessidade de recomposição de estoques. Por isso, a entidade vê o resultado de 2021 como positivo, pois está acima da média dos mesmos meses de 2011 a 2019, quando ficou em 70,4%. Já o indicador de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual registrou 45,4 pontos em outubro. O resultado representa a terceira queda consecutiva do indicador.

“Apesar de estar abaixo da linha divisória de 50 pontos, que indica que a utilização da capacidade instalada está menor que a usual para o mês, o índice se encontra acima da média histórica de 42,6 pontos. Na comparação com outubro de 2020, o índice apresenta redução de 5,7 pontos”, informou a CNI. A confederação declarou ainda que em outubro os estoques aumentaram e atingiram o nível planejado pelas empresas. Com isso, o índice de evolução do nível de estoques ficou em 50,5 pontos, cinco pontos acima do registrado em outubro de 2020.

“O índice de nível de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 50 pontos em outubro, o que significa que o estoque efetivo atingiu exatamente o nível planejado pelas empresas. O resultado rompeu a sequência de meses nos quais os estoques efetivos estavam abaixo do planejado, o que vinha acontecendo desde dezembro de 2019. Na comparação com outubro de 2020, momento crítico da falta de estoques no ano passado, o índice mostra aumento de 6,7 pontos”, revela o boletim.

Emprego
No que diz respeito ao emprego, a CNI destaca que houve crescimento do emprego industrial, mas em ritmo bem mais moderado que nos meses anteriores. Em outubro, o índice de evolução do número de empregados alcançou 50,4 pontos, o que representa uma queda de 1,7 ponto na comparação com o mês anterior.

O índice varia de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam que o número de empregados cresceu na comparação com o mês anterior e valores abaixo de 50, que o número de empregados caiu. Como o índice ficou acima dos 50 pontos, indica que há alta do emprego frente ao mês anterior, mas que criação de vagas está mais restrita.

Confiança do empresário
O boletim mostra ainda que a confiança do empresário industrial diminuiu, com recuo na projeção das expectativas para o mês de novembro. A percepção reflete os resultados dos indicadores relacionados à expectativa de demanda, de quantidade exportada, de compras de matérias-primas e de número de empregados apresentando. O índice de expectativa de demanda recuou 2,7 pontos em outubro, na comparação com novembro, atingindo 54,4 pontos. O índice de expectativa de exportação registrou 53 pontos, o que representa uma queda de 0,5 ponto em relação a novembro.

Já o índice de número de empregados sofreu diminuição de 1,3 ponto, alcançando 51,2 pontos em novembro. O índice de expectativa de compras de matérias-primas foi de 52,9 pontos, o que representa um recuo de 1,9 ponto na comparação dos meses de outubro e novembro. Esse resultado foi 5,1 pontos menor do que o registrado em novembro do ano anterior, quando o índice ficou em 58 pontos.

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Com Agência Brasil

CNI revela ainda que a confiança do empresário diminuiu

Verallia anuncia projeto de expansão no Sul

Investimento de 80 milhões de euros atenderá mercado nacional de vinhos e spirits

A previsão é que o novo forno esteja em pleno funcionamento no quarto semestre de 2023

Terceira maior produtora global de embalagens de vidro para alimentos e bebidas, a Verallia anuncia novo investimento de 80 milhões de euros para expansão de seus negócios no Brasil. O destino será a construção de um novo forno em Campo Bom, no Rio Grande do Sul, onde a empresa já possui uma planta. Com os 60 milhões de euros anunciados na ampliação da fábrica de Jacutinga (MG), em março deste ano, a Verallia anuncia investir 140 milhões de euros no Brasil, apenas em 2021. Somados aos investimentos dos últimos cinco anos, a empresa aplicou um total de 225 milhões de euros, o equivalente a quase R$ 1,5 bilhão, somente em território brasileiro.

Para o novo forno em Campo Bom, a expectativa é atender, preferencialmente, o mercado nacional de vinhos e spirits [a palavra de origem inglesa que significa espírito em português se refere às bebidas destiladas feitas a partir da fermentação de uma matéria-prima]. A previsão é que o novo forno esteja em pleno funcionamento no quarto semestre de 2023. A ampliação permitirá uma produção de cerca de 700 mil garrafas diariamente apenas na nova instalação. No total, a capacidade produtiva diária da Verallia na região Sul ficará em torno de 1,3 milhão de peças. Somando os dois investimentos em curso, a produção diária da Verallia Brasil ganhará mais de 2 milhões de embalagens de vidro (730 milhões de peças por ano), fazendo com que a capacidade de produção instalada mais que dobre no Brasil até 2023.

“Esse investimento no Sul do Brasil já fazia parte do plano traçado para Verallia no Brasil. Soma-se a isso o fato de que a demanda do mercado acelerou a decisão, o que mostra que nossa estratégia está no caminho certo”, afirma Quintin Testa, diretor geral da Verallia na América do Sul. A empresa estima fechar 2021 com uma produção recorde no Brasil, em torno de 7% a 8% do total registrado em 2020. O investimento feito na ampliação irá gerar cerca de 140 empregos efetivos diretos e outros 30 indiretos. Ao longo da obra, o contingente de terceiros deve chegar a 1000 empregos indiretos na fase de construção civil.

Os novos fornos vão seguir todos os padrões tecnológicos das suas demais instalações ao redor do mundo. Contarão com equipamentos de última geração, o que permite responder às demandas de qualidade e de crescimento dos próximos anos. As máquinas também serão instaladas a um sistema de tratamento de emissões atmosféricas (precipitador eletroestático) e uma moderna estação de tratamento de efluentes, doméstico e industrial, em circuito fechado. Todo efluente tratado neste sistema é reaproveitado internamente, sem descarte externo.

Investimento de 80 milhões de euros atenderá mercado nacional de vinhos e spirits

Intenção de consumo cai pela primeira vez desde junho

Indicador reflete cautela das famílias diante de cenário econômico

Além da redução do poder de compra, o encarecimento do crédito também afetou o item de perspectiva de consumo

Após quatro meses consecutivos de alta e estabilidade em outubro, o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou retração em novembro. Com queda mensal de 0,9%, o indicador registrou 73,4 pontos, permanecendo abaixo do nível de satisfação, de 100 pontos, algo que vem acontecendo desde abril de 2015. Apesar disso, o nível é o maior da série desde março de 2021 (73,8 pontos) e melhor do que o registrado em novembro de 2020 (69,8). Na comparação anual, o indicador apresentou uma elevação de 5,1%, mantendo a tendência positiva dos meses anteriores.

Entre os itens avaliados pela pesquisa, o emprego atual se destacou como a única taxa positiva mensal, apresentando crescimento de 0,2% e de 6,2%, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Acompanhando essa recuperação, o patamar atingido pelo item (92,2 pontos) o manteve como o maior indicador do levantamento em novembro, sendo também o maior nível desde maio de 2020 (101,7 pontos).

Mesmo com a melhora da percepção do mercado de trabalho, as famílias mostraram atenção no tocante ao consumo. O item de acesso ao crédito obteve a segunda queda consecutiva, de 2,3%, apresentando a maior taxa negativa do mês. A CNC avalia que esse recuo foi influenciado pela trajetória de alta dos juros, iniciada pelo Banco Central para conter o aumento dos preços.

Além da redução do poder de compra, o encarecimento do crédito também afetou o item de perspectiva de consumo, que manteve o resultado negativo do mês anterior, registrando queda de 1,5%. A economista responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, explica que isso ocorre porque o crédito é um artifício utilizado pelos consumidores para aumentar suas rendas e tentar manter o padrão de consumo. “A incerteza quanto ao tempo necessário para abrandar o processo inflacionário e o nível que os juros devem alcançar para conseguir o objetivo já estão influenciando no momento de consumir e gerando maior cautela”, afirma.

Na edição de novembro, o estudo apresentou destaques por região. Segundo os recortes, o Norte apresentou queda na variação anual na maioria dos indicadores, sendo o índice do momento para compra de duráveis (+13,9%) a única exceção. O item, por outro lado, foi o único a registrar retração na região Sudeste (-16,7%). Na comparação com 2020, outras regiões também contaram com retração em apenas um dos itens avaliados. O Sul, por exemplo, encolheu 6,3% em acesso ao crédito.

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Indicador reflete cautela das famílias diante de cenário econômico

Sem parar e sem pagar?

Uma líder de mercado enfrenta o grátis

A Sem Parar tenta parcerias com lanchonetes como Habib’s e McDonald’s

A Sem Parar, pioneira no mercado de selos de pedágio pré-pagos, enfrenta uma concorrência inusitada: a de players que estão oferecendo gratuitamente o mesmo serviço. Gratuitamente é modo de dizer, claro; o serviço começou a fazer parte do portfólio de benefícios de empresas como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, BTG, Localiza e Porto Seguro, que os contratam por meio de operadoras como ConectCar, Veloe e Greenpass (mais detalhes, aqui). Para os clientes dessas instituições, não há custo, pois o tag faz parte do pacote de serviços – o que obriga agora a Sem Parar, que detém 80% do mercado, a se mexer.

A questão é: como?

Dez anos atrás, três autores já endereçavam a questão. A internet abriu caminho para serviços gratuitos, como contas de e-mail, conteúdo de todos os tipos e armazenagem na nuvem, entre outros. Segundo Bryce, Dyer & Hatch (Harvard Business Review Brasil, agosto de 2011), a resposta a uma situação dessa natureza depende da velocidade com que os desafiantes gratuitos crescem. Se for elevada, as alternativas são lançar uma versão básica grátis do serviço atual, mas cobrar por outra, mais incrementada; aproveitar o cadastro de clientes para promover vendas de outros bens ou serviços, em parceria com empresas de diferentes ramos; cobrar de terceiros, oferecendo acesso a uma base de usuários; ou incluir o produto ou serviço em um pacote com outros pelos quais o cliente paga.

A Sem Parar parece estar inclinada a adotar a terceira e a quarta estratégias, ao tentar parcerias com lanchonetes como Habib’s e McDonald’s, ao procurar montadoras para que os carros saiam de fábrica com a tag e ao criar um serviço de assistência técnica e de cashbask para abastecimento em postos de combustível credenciados. Na prática, adotando caminhos semelhantes aos que os próprios rivais gratuitos já adotaram, uma vez que a parceria com bancos e seguradoras são de natureza semelhante.

Como bem apontou o criador de um dos desafiantes do Sem Parar, João Cumerlato, presidente da Green Pass, o selo de pedágio está se tornando uma commodity – tendência observada em tantos outros setores por aí, por sinal. E bem antes de qualquer sinal de esgotamento do mercado, pois apenas um quinto da frota brasileira conta com os tags de passagem automática nas estradas.

Ou seja, o modelo de negócios original “bateu no teto”, como bem afirmou um executivo da ConectCar, mas bem antes de o potencial do mercado ter sido aproveitado em sua plenitude, mesmo após uma década e meia de existência do serviço.

Uma líder de mercado enfrenta o grátis

Mercado financeiro eleva estimativa da inflação para 10,12%

Previsão para crescimento da economia cai para 4,8% em 2021

Em outubro, puxada pelo aumento de preços de combustíveis e alimentos, a inflação acelerou 1,25%, a maior para o mês desde 2002

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 9,77% para 10,12% neste ano. É a 33ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos. Para 2022, a estimativa de inflação ficou em 4,96%.

Em outubro, puxada pelo aumento de preços de combustíveis e alimentos, a inflação acelerou 1,25%, a maior para o mês desde 2002, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o indicador acumula altas de 8,24% no ano e de 10,67%, nos últimos 12 meses.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%. Para 2022 e 2023, as metas são 3,5% e 3,25%, respectivamente, com o mesmo intervalo de tolerância.

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Para a próxima reunião do órgão, no mês que vem, o Copom já sinalizou que pode elevar a Selic em mais 1,5 ponto percentual. As projeções do BC para a inflação também estão ligeiramente acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023. Isso reforça a decisão da autarquia de manter a política mais contracionista, com elevação dos juros, para manter o IPCA dentro do intervalo de tolerância definido pelo CMN.

Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2021 em 9,25% ao ano, em linha com a sinalização do BC. Para o fim de 2022, a estimativa é de que a taxa básica suba para 11,25% ao ano.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a recuperação da economia. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o PIB este ano de 4,88% para 4,8%. Para 2022, a expectativa é de crescimento de 0,7%. A projeção para a cotação do dólar se manteve em R$ 5,50 para o final deste ano.

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Com Agência Brasil 

Previsão para crescimento da economia cai para 4,8% em 2021

Matriz de risco em Santa Catarina aponta 13 regiões no nível moderado

O aumento da vacinação é a causa da melhora dos índices

Nesta semana Santa Catarina ultrapassou o índice de 65% da população completamente imunizada

Pela sétima semana consecutiva, nenhuma região do estado foi classificada nos níveis de risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelho). A matriz de risco potencial regionalizado divulgada neste sábado (20) aponta 13 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e 4 regiões como risco potencial alto (cor amarela). O aumento das taxas de cobertura vacinal, alinhado a uma menor taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19 são os principais responsáveis pela melhoria nos indicadores.

Houve melhora nos indicadores das regiões da Grande Florianópolis, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Oeste e Vale do Itapocu, observados a partir da redução na taxa de detecção de casos novos, hospitalizações e ocupação de leitos UTI Adulto, aliado ao aumento na cobertura vacinal, que resultaram numa melhora das dimensões transmissibilidade, monitoramento e capacidade de atenção.

Com isso, estas regiões que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como nível moderado (azul), se juntando as regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Laguna, Planalto Norte e Serra Catarinense, que mantiveram a classificação no nível moderado.

Por outro lado, houve uma piora nos indicadores da região Carbonífera, observados a partir do aumento na taxa de detecção de casos novos e de hospitalizações por Covid-19, resultando na piora das dimensões transmissibilidade e monitoramento. Com isso, a região Carbonífera, que na semana anterior estava classificadas como nível moderado (azul), passou a ser classificada como nível alto (amarelo), juntamente com as regiões Nordeste, Extremo Sul e Xanxerê, que permaneceram no nível alto.

A taxa de ocupação de leitos de UTI Adulto de pacientes com diagnóstico de Covid-19 em Santa Catarina é de 19% no total, com uma ocupação de 253 leitos num total de 1.298 disponíveis, o que classifica a capacidade de atenção como nível moderado. Somente a região Nordeste está com uma ocupação acima de 40%, com 79 leitos ocupados dos 151 leitos disponíveis (52%), sendo classificada como nível de risco grave. As regiões Oeste, Xanxerê, Extremo Oeste e Vale do Itapocu estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19 entre 20 a 40%, sendo classificados como risco alto, e as demais estão todas abaixo de 20%, sendo classificados no nível de risco moderado.

A análise deste indicador torna possível uma melhor gestão da ocupação de leitos de UTI no estado, servindo tanto para monitorar a situação de gravidade da pandemia de forma regionalizada, quanto servindo de parâmetro para a retomada das cirurgias eletivas que foram paralisadas durante o período mais crítico da pandemia.

Nesta semana Santa Catarina ultrapassou o índice de 65% da população completamente imunizada, tendo recebido as duas doses ou a dose única da vacina contra a Covid-19. Com mais de 10,9 milhões de doses aplicadas em todo o Estado, o avanço na vacinação tem sido um dos principais responsáveis pela manutenção da tendência de redução no nível de risco da Covid-19 em todas as regiões.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

O aumento da vacinação é a causa da melhora dos índices

Reveja o evento 500 Maiores do Sul 2021

Acompanhe na íntegra como foi 31a edição da premiação do ranking regional das maiores empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: o anuário das 500 MAIORES DO SUL

Acompanhe na íntegra como foi 31a edição da premiação do ranking regional das maiores empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: o anuário das 500 MAIORES DO SUL

Fertilizantes Santa Catarina arremata terminal em Imbituba

Investimento será de R$ 25 milhões em dez anos

O terminal catarinense movimentará granéis líquidos combustíveis ou químicos, provenientes principalmente de Maceió (AL) para abastecer empresas localizadas na região Sul

O maior leilão da história do setor portuário garantiu nesta sexta-feira (19) R$ 703,35 milhões em investimentos privados em terminais nos portos de Santos (SP) e Imbituba (SC), com mais de 12 mil empregos – diretos, indiretos e efeito renda – durante a duração dos contratos. Arrematados na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, o STS08A e o IMB05 serão administrados, respectivamente, pela Petrobras e pela Fertilizantes Santa Catarina.

Um dos primeiros a ser leiloado pelo modelo de arrendamento simplificado, que prevê menos burocracia e um tempo menor de contrato, o IMB05 foi arrematado pela Fertilizantes Santa Catarina, que ofereceu R$ 200 mil de outorga. O terminal movimentará granéis líquidos combustíveis ou químicos, provenientes principalmente de Maceió (AL) para abastecer empresas localizadas em toda a região Sul.

O terminal é composto por três tanques de armazenamento, dois deles fora de operação. O tanque operante tem capacidade de 4.826 metros cúbicos. O terminal também conta com 806 metros de dutos de alimentação, que ligam o cais ao terminal, e equipamento para carregamento de veículos de transporte rodoviário.

A área do terminal é de 7.455 metros quadrados. Estima-se a geração de 383 empregos, durante os dez anos de contrato, e investimentos de R$ 25 milhões. “Esse investimento vai dinamizar a movimentação de carga no Porto de Imbituba, que passa a ser cada vez mais diversificado”, comemorou o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Em Santos, investimento previsto de R$ 678,3 milhões será aplicado no aperfeiçoamento operacional e na segurança das instalações já existentes. Além disso, o arrendamento desse terminal, que possui 297.349 metros quadrados, vai possibilitar a ampliação da capacidade de armazenamento e a construção de mais dois berços de atracação, o que garante mais espaço para navios no Porto de Santos.

O terminal será responsável por movimentar mais de 140 milhões de toneladas de petróleo e seus derivados, garantindo o abastecimento de toda a região de abrangência do porto santista. Ao longo dos 25 anos de contrato, serão gerados 12.111 empregos. Para administrar o local pelos próximos 25 anos, a Petrobras ofereceu R$ 558,2 milhões em valor de outorga pelo terminal STS08A, de Santos.

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Investimento será de R$ 25 milhões em dez anos

Reveja o evento 500 Maiores do Sul 2021

Acompanhe na íntegra como foi 31a edição da premiação do ranking regional das maiores empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: o anuário das 500 MAIORES DO SUL

Acompanhe na íntegra como foi 31a edição da premiação do ranking regional das maiores empresas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul: o anuário das 500 MAIORES DO SUL

BMW anuncia investimento de R$ 500 milhões em Araquari

O valor será usado para o início de produção de um carro totalmente novo

A BMW também confirmou a produção local das novas gerações dos modelos X3 e X4 na planta catarinense

A BMW anunciou que investirá R$ 500 milhões na fábrica de Araquari (SC) nos próximos três anos. De acordo com a companhia, o valor será usado para a renovação de modelos, início de produção de um carro totalmente novo e na área de engenharia.

A BMW também confirmou a produção local das novas gerações dos modelos X3 e X4 menos de seis meses depois do lançamento desses modelos na Europa. Segundo a empresa, todas as versões a combustão das novas gerações das linhas X3 e X4 serão fabricadas em solo catarinense.

Também não está previsto aumento de capacidade da fábrica inaugurada em 2014 e que hoje está adequada para produzir 32 mil veículos por ano. O atual volume de produção (10 mil unidades por ano), e que deve se repetir em 2022, atende o mercado brasileiro.

A direção da montadora mantém os planos de a fábrica de Araquari, onde trabalham 700 dos cerca de 1 mil funcionários da BMW no país, atender ao mercado interno. A unidade tem características diferentes da fábrica mexicana, onde quase 90% da produção é destinada à exportação. Desde que foi inaugurada, a fábrica catarinense já recebeu R$ 1,8 bilhão em investimentos, incluindo o valor de R$ 500 milhões agora revelado.

O valor será usado para o início de produção de um carro totalmente novo

Paraná lidera nos principais indicadores de 500 MAIORES DO SUL

As 179 companhias paranaenses obtiveram melhores resultados em vendas e lucro

O Top 10 das maiores empresas do Paraná tem novidade neste ano, com o ingresso da Cálamo, distribuidora de produtos de O Boticário

O Paraná segue exibindo vantagem sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ainda que tenha perdido terreno em um dos principais indicadores de 500 MAIORES DO SUL. O ranking do Grupo AMANHÃ em parceria com a PwC Brasil mostra que as 179 companhias paranaenses produziram cifras mais elevadas que as 185 gaúchas em vendas e em patrimônios (que são os três componentes do Valor Ponderado de Grandeza, principal indicador da lista). Assim como na edição anterior, a soma de receitas é o resultado mais vistoso das paranaenses: R$ 270,2 bilhões – valor 13,4% maior que a soma das representantes catarinenses (R$ 238,1 bilhões) e 17,9% maior que a das gaúchas (R$ 229,1 bilhões). Porém, as companhias paranaenses apresentaram soma de patrimônios inferior à das gaúchas.

Clique aqui e veja como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

O Top 10 das maiores empresas do Paraná tem novidade neste ano, com o ingresso da Cálamo, distribuidora de produtos de O Boticário, que fará companhia a pesos-pesados como Copel, Renault e Klabin. A estatal de energia segue como a maior companhia do estado, ostentando um VPG de R$ 17,9 bilhões (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

Nesta edição de 500 MAIORES DO SUL, o Paraná foi superado pelo Rio Grande do Sul em número de empresas: 185 contra 179. Santa Catarina tem 136. Nesta edição, Rio Grande do Sul e Santa Catarina contam com duas empresas a mais em cada estado, enquanto o Paraná perdeu quatro representantes comparativamente à edição anterior.

“O ranking 500 MAIORES DO SUL, que a PwC realiza em parceria com o Grupo AMANHÃ há mais de três décadas, é um fiel raio-x da economia e do cenário corporativo na região Sul, servindo de base para diversas finalidades durante todo o ano. Nesta edição de 2020, ficou bastante claro como os apontamentos levantados no exercício de 2019, ou seja, antes da pandemia, se confirmaram, uma vez que a crise não foi capaz de afetar aquelas empresas que, resilientes, já estavam no caminho de um crescimento sustentável. O desafio das empresas agora é compreender o cenário pós-pandemia com todos os seus novos indicadores, como disrupções tecnológicas, divisões geopolíticas, mudanças climáticas, construindo confiança do mercado”, afirma Rafael Biedermann, sócio da PwC Brasil.

O critério de classificação das empresas
Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de uma ponderação que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

As 179 companhias paranaenses obtiveram melhores resultados em vendas e lucro

Empresas catarinenses exibem a melhor rentabilidade do Sul

Representantes de SC se destacam na região com o menor endividamento e a menor soma de prejuízos

Weg lidera em patrimônio e exibe o maior lucro líquido

Ainda que seja o menor dos três estados do Sul, Santa Catarina exibe eficiência na 31ª edição de 500 MAIORES DO SUL. As empresas catarinenses bateram as gaúchas em volume total de receitas líquidas pelo segundo ano consecutivo. Foram R$ 238,1 bilhões em vendas em 2020 contra R$ 229,1 bilhões das gaúchas.

Clique aqui e veja como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

Santa Catarina também é destaque por apresentar a menor média de endividamento (52,8%), ante 53,3% das representantes do Paraná e 55,5% das companhias do Rio Grande do Sul. A rentabilidade das catarinenses também é maior: 14,5% (frente a 11,4% das paranaenses e 10,2% das gaúchas). As representantes de Santa Catarina registram, ainda, a menor soma de prejuízos, R$ 200 milhões, frente a R$ 1,4 bilhão das gaúchas e R$ 4,6 bilhões das paranaenses.

Pela terceira edição consecutiva, duas catarinenses – Bunge e BRF – duelam pelo primeiro lugar do maior ranking regional de empresas do Brasil, publicado por AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A vice-líder BRF segue no retrovisor, mas a diferença, que era de menos de R$ 1 bilhão no principal indicador do ranking, o Valor Ponderado de Grandeza, aumentou nesta edição para R$ 4 bilhões (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

Entre as 500 Maiores, o Rio Grande do Sul supera o Paraná em número de empresas: 185 contra 179. Santa Catarina tem 136. Nesta edição, comparativamente à anterior, Rio Grande do Sul e Santa Catarina contam com duas empresas a mais em cada estado, enquanto o Paraná perdeu quatro representantes.

O critério de classificação das empresas
Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de uma ponderação que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

Representantes de SC se destacam na região com o menor endividamento e a menor soma de prejuízos

Rio Grande do Sul tem o maior número de empresas entre as 500 MAIORES DO SUL

Na soma de patrimônios de empresas dos três estados, as gaúchas lideram

Farmácias São João debuta no ranking uma posição à frente da Panvel

O Sicredi é a maior empresa do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado por AMANHÃ e pela PwC Brasil. No ranking de 2021, com base em balanços de 2020, a cooperativa de crédito segue no topo com um Valor Ponderado de Grandeza de R$ 15,6 bilhões – praticamente o dobro da nova vice-líder, a Yara (R$ 7,8 bilhões), e da CMPC, a terceira colocada.

Clique aqui e veja como foi o evento de lançamento e premiação de 500 MAIORES DO SUL.

O Banrisul caiu para o quarto lugar. Outra novidade da lista é a entrada da rede de farmácias São João. A companhia de Passo Fundo debuta na 25ª colocação entre as cem maiores gaúchas, uma posição à frente da concorrente Panvel. A disputa promete, pois a diferença do VPG entre elas é de apenas R$ 40,7 milhões (clique aqui para ver os resultados na íntegra).

Entre os principais indicadores de 500 MAIORES DO SUL, o Rio Grande do Sul bate o Paraná e Santa Catarina na soma dos patrimônios. As representantes do estado têm um patrimônio total de R$ 153,4 bilhões, um pouco acima das paranaenses (R$ 143, 3 bilhões). Outro trunfo do Rio Grande do Sul se dá no ranking setorial, emplacando um número de empresas líderes superior ao do Paraná e de Santa Catarina quando computadas as campeãs por rentabilidade e por volume de vendas em cada setor: no total, são 13 gaúchas líderes por receita e 11 pela margem de lucro em seus setores.

No conjunto das 500 Maiores, o Rio Grande do Sul também supera o Paraná em número de empresas: 185 contra 179. Santa Catarina tem 136. Nesta edição, comparativamente à anterior, Rio Grande do Sul e Santa Catarina contam com duas empresas a mais em cada estado, enquanto o Paraná perdeu quatro representantes. As empresas de Santa Catarina bateram as gaúchas em volume total de receitas líquidas pelo segundo ano consecutivo. Foram R$ 238,1 bilhões em vendas em 2020 contra R$ 229,1 bilhões das gaúchas.

Critério de classificação das empresas
Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de uma ponderação que considera os três grandes números do balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%).

Na soma de patrimônios de empresas dos três estados, as gaúchas lideram