Fechamento do acesso ao porto de Navegantes multiplica movimentação em Imbituba

Devido à demanda maior, porto no Sul catarinense anunciou medidas que permitem a operação ininterrupta

Movimentação de contêineres passou de uma média semanal de 1.250 para 7.000 unidades em pouco mais de uma semana

A administração do Porto de Imbituba anunciou medidas que permitem a ampliação de seu horário de funcionamento para 24 horas por dia. O motivo é um aumento de oito vezes na movimentação de contêineres, passando de uma média semanal de 1.250 para 7.000 unidades em pouco mais de uma semana. Segundo o porto, o aumento se deve ao fechamento, no dia 5, da barra do rio Itajaí-Açú, que dá acesso aos portos de Navegantes e Itajaí, devido às chuvas em excesso no estado. Com os principais terminais do porto de Itajaí sem operação desde o meio do ano, por falta de contrato, o fechamento afeta especialmente o funcionamento do porto de Navegantes.

Segundo a administração do porto de Navegantes, o fechamento foi total até o dia 21, quando o canal voltou a operar, ainda com restrições de maré. Desde então, 10 navios já conseguiram atracar. Outros 17 são esperados até o fim do mês. A empresa Santos Brasil, que opera o setor de contêineres de Imbituba, anunciou um reforço da equipe com 20 novos trabalhadores operacionais; contratação de pátio de triagem emergencial; comunicação da evolução na disponibilidade de equipamentos de movimentação de cargas e a manutenção da transparência de informações junto aos órgãos intervenientes e clientes, informando-os da situação. Por parte da Autoridade Portuária em Imbituba, além da mediação da questão, a SCPAR está realizando a fiscalização operacional e prestando todo o apoio possível, 24 horas por dia, com suas equipes para auxiliar nas dificuldades encontradas.

Devido à demanda maior, porto no Sul catarinense anunciou medidas que permitem a operação ininterrupta

Rede de gás natural ultrapassa 1.500 quilômetros em SC

Mais de 68 quilômetros de gasodutos foram implantados no estado entre janeiro e setembro deste ano

A SCGÁS irá investir mais de R$ 770 milhões no avanço do gás natural no estado

Em apenas um ano, a SCGÁS registrou um crescimento de cerca de 7% de toda a extensão de rede de distribuição de Gás Natural. Entre janeiro e setembro, a Companhia construiu novos 68,2 km de rede, com investimentos de cerca de R$ 71,4 milhões. Até dezembro deste ano, serão 95 km de rede de distribuição implantada, chegando a mais de R$ 103 milhões destinados à expansão do combustível em Santa Catarina. A SCGÁS irá investir mais de R$ 770 milhões no avanço do Gás Natural no estado. Até 2027, cerca de R$ 641 milhões serão destinados apenas à expansão da rede, um valor recorde na história de Santa Catarina.

Em setembro, Santa Catarina chegou ao marco de mais de 1.500 quilômetros de rede de Gás Natural, construídos ao longo dos 23 anos de operação da distribuidora estadual. O número reflete o compromisso da SCGÁS em atender o estado, impulsionando o desenvolvimento catarinense e expandindo os benefícios desta opção energética para o setor industrial, comercial, residencial e veicular. Para o diretor técnico comercial da concessionária, Tiago Cabral, a rede implantada é um marco muito importante, pois mostra o comprometimento da SCGÁS e parceiros na construção de um futuro prático e moderno. “Essa infraestrutura é construída para proporcionar desenvolvimento nas regiões onde chegamos”, destaca.

Com 70 cidades abastecidas pelos mais de 1.500 quilômetros de rede e via GNC (Gás Natural Comprimido), Santa Catarina é o segundo estado em número de municípios atendidos, conforme dados do relatório da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) de dezembro de 2020. Hoje, o gás natural chega a mais de 24,6 mil consumidores. Destaca-se a distribuição do insumo a 23 mil residências, 758 estabelecimentos comerciais, 141 postos de GNV (Gás Natural Veicular) e 354 indústrias. Os dados são do relatório interno de consumo da SCGÁS, referente ao mês de setembro deste ano. A SCGÁS é a 90ª maior empresa da região e também a 25ª maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Mais de 68 quilômetros de gasodutos foram implantados no estado entre janeiro e setembro deste ano

Nissei vence leilão de farmácias da Poupafarma em São Paulo

Rede paranaense opera mais de 300 lojas

A Nissei é a 152ª maior empresa da região e também a 62ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Farmácias Nissei venceu o leilão judicial de parte dos ativos do Grupo IVF, em recuperação judicial, e pode adquirir até 51 pontos comerciais da marca Poupafarma em São Paulo. O movimento pode representar um crescimento superior a 110% em solo paulista, com lojas localizadas na Grande São Paulo, Baixada Santista e Vale do Paraíba. Os recursos para aquisição, reformas e capital de giro das novas lojas virão da captação de R$ 250 milhões em certificados de recebíveis imobiliários (CRI) feitos em junho. A operação ainda está sujeita a análise das lojas e trâmites judiciais.

A Poupafarma entrou com processo de recuperação judicial em fevereiro após obter um prejuízo de R$ 117 milhões no ano passado. A Nissei é a maior rede de farmácias do Paraná e, atualmente, opera mais de 300 lojas. A Nissei é a 152ª maior empresa da região e também a 62ª maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Rede paranaense opera mais de 300 lojas

Márcio Bertoldi assume a presidência da Karsten a partir de janeiro

Armando Hess de Souza formalizou sua saída

Bertoldi atua na companhia desde setembro de 2014, como diretor administrativo, financeiro e de relações com investidores

Com a contratação de um diretor financeiro e relações com mercado no ano passado, iniciou-se na Karsten a preparação de Márcio Luiz Bertoldi para assumir a posição de diretor-presidente em 2024, com decisão do atual presidente, Armando Hess de Souza, que formalizou sua saída ao conselho de administração e ao mercado nesta quarta-feira (25). A transição programada dá continuidade à gestão iniciada pelo grupo controlador em 2014, que contou com uma reestruturação econômica e financeira, potencialização dos ativos, reposicionamento das marcas Karsten e Trussardi, ampliação do varejo físico e forte aceleração do e-commerce da empresa.

Bertoldi atua na companhia desde setembro de 2014, como diretor administrativo, financeiro e de relações com investidores, tendo assumido em junho de 2022, o cargo de diretor de varejo. Possui mais de 15 anos de experiência na área financeira, sendo natural de Blumenau e estudado na escola básica Professor Lothar Krieck antes de se formar em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina, seguindo a carreira de advogado com MBA pela Fundação Dom Cabral, especialização e mestrado em direto tributário pela UFSC e USP, cursando Owner/President Management pela Harvard Business School.

A Karsten é considerada a sexta empresa mais longeva do Brasil, com 141 anos de história. A companhia sediada em Blumenau emprega mais de 2,5 mil colaboradores. Considerada hoje uma das marcas mais conceituadas do setor nacional e internacional, atua em diversos canais, como lojas próprias, especializadas, de departamento e autosserviço. Atualmente está presente em 14 países e aproximadamente 7 mil pontos de venda no Brasil, além de lojas próprias nas cidades de Blumenau, Porto Belo, Florianópolis, Balneário Camboriú, Curitiba, Maringá, Campo Largo, Londrina, Porto Alegre e São Paulo.

Armando Hess de Souza formalizou sua saída

Weg vê receita avançar 9,2% no ano

O lucro líquido subiu 32,2% entre janeiro e setembro

De acordo com a Weg, a manutenção da eficiência operacional das unidades industriais no Brasil e exterior, a boa demanda por produtos de ciclo longo e o mix de produtos vendidos continuaram contribuindo para o bom desempenho

A companhia catarinense Weg viu as vendas avançarem 9,2%, para R$ 23,9 bilhões, entre janeiro e setembro deste ano. O lucro líquido subiu 32,2% no mesmo período (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). De acordo com a Weg, a manutenção da eficiência operacional das unidades industriais no Brasil e exterior, a boa demanda por produtos de ciclo longo e o mix de produtos vendidos continuaram contribuindo para o bom desempenho.

“No Brasil, as receitas oriundas das vendas de equipamentos de ciclo longo continuaram a apresentar bom desempenho, em especial na área de Geração, Transmissão e Distribuição de Energia (GTD), com destaque para os projetos de Transmissão & Distribuição (T&D) e geração eólica. Continuamos também com uma demanda saudável por equipamentos de ciclo curto na área de automação e estabilidade no negócio de motores elétricos de baixa tensão. As receitas de geração solar distribuída tiveram redução importante quando comparada com o mesmo período no ano passado”, detalha a empresa de Jaraguá do Sul. “No mercado externo apresentamos crescimento das vendas em GTD, fruto da carteira robusta de pedidos construída nos últimos trimestres, com destaque para o negócio de T&D. Nas demais áreas de negócio tivemos manutenção da demanda dos nossos produtos e serviços, com crescimento das receitas em moedas locais em relação ao mesmo período do ano anterior nos principais mercados de atuação”, explica a Weg.

“Mesmo em um ambiente de acomodação na demanda por equipamentos industriais, conseguimos crescer em segmentos importantes como óleo, gás, água e saneamento. O menor crescimento das receitas consolidadas em relação aos últimos trimestres foi concentrado sobretudo no Brasil, devido à redução na demanda por alguns negócios de ciclo curto, notadamente a geração solar distribuída, e a valorização do Real frente ao dólar, que impactou negativamente a conversão das receitas do mercado externo”, conclui a empresa. A Weg é a quarta maior empresa da região e também a terceira maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

O lucro líquido subiu 32,2% entre janeiro e setembro

Vendas da Klabin caem 20% no terceiro trimestre

Redução nos preços de kraftliner foi um dos fatores

A Klabin ainda afirma que entre julho e setembro usou mais uma vez da sua flexibilidade para diversificar as vendas geograficamente

A receita líquida total da Klabin foi de R$ 4,4 bilhões no terceiro trimestre, redução de 20% na comparação com o mesmo intervalo de 2022, devido, principalmente, ao menor volume de vendas, redução nos preços de kraftliner e celulose e da valorização do real frente ao dólar no período (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). Segundo a companhia, o trimestre foi marcado no Brasil pela continuidade do movimento de melhora da inflação e início do ciclo de queda na taxa de juros, com a redução da Selic de 13,75% para os atuais 12,75% ao ano.

“Entretanto, há elevada incerteza no mercado local em decorrência dos desafios trazidos pelo cenário internacional. Nos Estados Unidos, o crescimento permanece forte e continua superando o ritmo dos demais mercados desenvolvidos, trazendo riscos altistas para a inflação e manutenção de taxas de juros elevadas por mais tempo. Já na Europa, o cenário continua mais desafiador devido à fraca atividade econômica e alívio incipiente nos índices de inflação. Na China, embora em ritmo mais moderado, os indicadores de atividade econômica sugerem estabilização econômica”, resume a empresa sediada em Telêmaco Borba (PR).

A Klabin ainda afirma que entre julho e setembro usou mais uma vez da sua flexibilidade para diversificar as vendas geograficamente, dado que as regiões onde atua apresentaram diferentes desempenhos. “Direcionamos maiores volumes para a China, onde os preços ficaram mais altos, dada a intensificação da demanda ao longo do trimestre, com importante redução no nível de estoque nos portos. Esse movimento é fruto da melhora dos vários segmentos de papéis, assim como do consumo de fibras dos produtores integrados, que reduziram a produção própria de fibras de alto custo. Já no mercado europeu, os preços praticados ficaram abaixo da China, uma vez que houve retração na demanda, influenciada pela baixa sazonalidade deste período. Contudo, na região, o segmento de tissue continuou operando com boas taxas de ocupação de máquinas, consumindo integralmente os volumes contratados para o trimestre. A companhia possui maior exposição ao preço Europa devido ao grande volume direcionado para o mercado doméstico, onde o custo de servir é menor”, detalha em seu relatório trimestral.

Com relação ao Projeto Puma II foram investidos R$ 1,3 bilhão entre janeiro e setembro, com desembolso total acumulado no Projeto de R$ 12,4 bilhões. As duas máquinas do projeto, MP27 e MP28, estão em operação. A Klabin é a sétima maior empresa da região e também a terceira maior do Paraná, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui

Redução nos preços de kraftliner foi um dos fatores

Neoindústria precisa investir em internacionalização para se manter competitiva

Em 2022, a Tupy já registrou 85% da receita oriunda das vendas externas

“Queremos ser o principal parceiro da indústria de bens de capital”, declarou Fernando de Rizzo, CEO da Tupy

O Fórum Radar Reinvenção, que se encerrou nesta sexta-feira (20), evidenciou a importância da inovação e da internacionalização para a neoindústria. A virada de chave na Tupy, por exemplo, está relacionada à ampliação da presença no mercado externo. Foi o que revelou o CEO da companhia, Fernando de Rizzo, que participou do último painel do evento promovido pela Academia Fiesc de Negócios no Fórum Radar. O evento reúne lideranças industriais catarinenses e brasileiras para discutir o futuro do setor. Nesta edição, o tema central é a neoindustrialização, ou seja, a retomada da indústria como indutora do desenvolvimento do país, mas sob a perspectiva do novo ciclo econômico mundial em curso — que traz oportunidades e desafios.

Os ajustes para ampliar a exportação da produção da Tupy ocorreram de forma gradual, fornecendo produtos para máquinas de construção, máquinas agrícolas, caminhões e outras máquinas de transporte, como locomotivas, sistemas marítimos e empilhadeiras. “O que a gente conhecia não seria importante em outros lugares do mundo, onde a regra de emissões de poluentes se tornou mais importante e as peças estruturais que nós fazíamos teriam desafios metalúrgicos e complexidade geométrica”, relatou Rizzo. Em 2022, a companhia já registrou 85% da receita oriunda das vendas externas. “Um dos maiores aprendizados é ser competitivo. O mercado nos ensina a ser competitivo, pois não há proteção e subsídios em outros países. E essa competitividade nasce da inovação criada nos nossos centros de pesquisa”, destacou Rizzo. Em Joinville, onde está instalada a principal unidade da Tupy, as pesquisas avançam e a companhia já supre as principais necessidades de setores como alimentos, infraestrutura e transporte. “Queremos ser o principal parceiro da indústria de bens de capital”, acrescenta.

Nessa mesma linha, Rafael Lucchesi, diretor geral do Senai Nacional, frisou que a indústria tem um compromisso inadiável com a construção do futuro e vem apoiando as principais agendas do país. “A mobilização empresarial pela inovação é uma agenda central para o desenvolvimento e competitividade industrial do Brasil. Por isso, criamos uma rede de institutos de inovação e tecnologia que apoiam a indústria”, lembrou.

Em 2022, a Tupy já registrou 85% da receita oriunda das vendas externas

Revolução verde será extraordinária para o Brasil, prevê Tomazoni, da JBS

Em painel na Fiesc, o CEO global da JBS disse que o país pode produzir muito mais nas mesmas áreas, sequestrando carbono e vendendo crédito para o mundo inteiro

Gilberto Tomazoni também apresentou o plano da JBS para se tornar Net Zero até 2040

“A revolução industrial foi fantástica para os Estados Unidos, mas a revolução verde será extraordinária para o Brasil”, afirmou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni. Em sua participação no Fórum Radar, que a Fiesc promove nesta quinta e sexta-feira, em Florianópolis, ele apresentou o plano da empresa para se tornar Net Zero até 2040 (zerar o balanço das emissões de gases causadores do efeito estufa). “O Brasil pode produzir muito mais nas mesmas áreas, sequestrando carbono e vendendo crédito de carbono para o mundo inteiro”, opinou.

Ele chamou a atenção para os investimentos feitos pela empresa em sustentabilidade. “Trabalhamos hoje com centenas de milhares de produtores rurais no mundo inteiro. A nossa ação junto deles pode fazer uma diferença enorme no processo de transição energética e na produção de alimentos”, destacou, ressaltando que esse trabalho na base também vai elevar a renda dos pequenos produtores. Uma das iniciativas são os Escritórios Verdes, lançados em 2021, e que oferecem apoio técnico gratuito para todos os produtores que desejam regularizar ambientalmente a sua propriedade. Há 74 mil fazendas monitoradas.

Tomazoni disse, ainda, que a JBS vê na sustentabilidade uma forma de tornar a empresa mais competitiva. “Não enxergamos que, com os investimentos em sustentabilidade, temos que vender produtos mais caros. Se subir o preço porque é mais sustentável, vamos reduzir o acesso da população aos alimentos”, declarou. Ele também apresentou os projetos da empresa para os mercados de plant-based, ou seja, a produção de alimentos à base de proteína vegetal, e as proteínas cultivadas, as quais ele considera promissoras. Também chamadas de carne de laboratório, as proteínas cultivadas são produzidas a partir de células de animais. Ainda em sua apresentação, Tomazoni informou também que, nos últimos dois anos, a JBS investiu R$ 1 bilhão em Santa Catarina.

Em painel na Fiesc, o CEO global da JBS disse que o país pode produzir muito mais nas mesmas áreas, sequestrando carbono e vendendo crédito para o mundo inteiro

Randoncorp fecha contrato que gerará receita de até R$ 7 bilhões em uma década

Companhia fornecerá eixos dianteiros para toda linha de veículos comerciais de montadora de ônibus

A transação envolverá a aquisição de ativos e a construção de uma nova fábrica em Mogi Guaçu, em São Paulo, com previsão de início de operação no primeiro trimestre de 2025

A Randoncorp anunciou que assinou contrato, por meio de sua subsidiária Suspensys, com uma das maiores montadoras de caminhões e ônibus do Brasil, para a fabricação e o fornecimento de eixos dianteiros para toda sua linha de veículos comerciais. A transação envolverá a aquisição de ativos e a construção de uma nova fábrica em Mogi Guaçu, em São Paulo, com previsão de início de operação no primeiro trimestre de 2025. De acordo com o comunicado da empresa de Caxias do Sul (RS), a expectativa é que o negócio gere receitas adicionais de até R$ 7 bilhões em 10 anos, durante a vigência do contrato.

A conclusão da operação está sujeita a condições precedentes previstas em contrato, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). “Esse movimento fortalece a estratégia de longo prazo da Suspensys, adiciona uma gama de produtos inédita ao seu portfólio e amplia sua presença no mercado OEM [fabricação própria de equipamentos para outras empresas], reforçando sua parceria com uma grande montadora global com atuação no Brasil. A Randoncorp é a 21ª maior empresa da região e também a sétima maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Companhia fornecerá eixos dianteiros para toda linha de veículos comerciais de montadora de ônibus

Tramontina inaugura novo centro logístico no Sul

Foram investidos cerca de R$ 62 milhões em Garibaldi

Com uma área construída de 26 mil metros quadrados, equivalente a três campos de futebol, o espaço possibilita armazenar os mais de 6 mil itens

A Tramontina inaugura nesta quinta-feira (19) a nova divisão de seu centro logístico, localizada em Garibaldi (RS), às margens da Rodovia Ivo Tramontina, na Rota do Sol. Com uma área construída de 26 mil metros quadrados, equivalente a três campos de futebol, o espaço possibilita armazenar os mais de 6 mil itens que a fábrica localizada no município, especializada em ferramentas e organizadores, produz. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 62 milhões no projeto, desde a aquisição do terreno até a conclusão da obra. O novo centro logístico foi estrategicamente projetado para otimizar de forma eficiente todo o fluxo de logística da unidade localizada na Serra Gaúcha.

Com a nova construção, será possível duplicar o espaço de armazenamento e otimizar o fluxo de produtos ao mercado brasileiro e também externo. As instalações incluem estrutura de escritório, onde será realizado o faturamento de pedidos e 24 docas para recebimento e expedição dos produtos. Para o diretor da Tramontina, Felisberto Moraes, a entrada em operação do novo centro logístico vai melhorar a eficiência logística. “Este projeto é fruto de muito trabalho e planejamento. Sua entrada em operação representa um novo marco para nossa fábrica. Estamos animados com as oportunidades que essa expansão trará e ansiosos para continuar servindo nossos clientes de forma exemplar”, destaca Moraes, por meio de nota. A Tramontina é a 31ª maior empresa da região e também a 12ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. Acesse o ranking completo clicando aqui.

Foram investidos cerca de R$ 62 milhões em Garibaldi

Expansão do Hospital de Pronto Socorro prevê investimento de R$ 140 milhões

Conclusão da obra está prevista para dezembro de 2026

Instituição tem mais de 1 mil servidores e realiza 120 mil atendimentos por ano

Próximo de celebrar oito décadas de história em 2024, o Hospital de Pronto Socorro (HPS) conta com departamentos reconhecidos pela excelência no atendimento, como a UTI de queimados, premiada pelo Ministério da Saúde, e a UTI pediátrica. Agora, o hospital inicia um projeto de expansão orçado em R$ 140 milhões, com o objetivo de qualificar os serviços em saúde em Porto Alegre.

A instituição conta com mais de 1 mil servidores e realiza, por ano, 120 mil atendimentos em média. Só em 2022, foram mais de 160 mil exames e 2,3 mil internações. As mudanças para o projeto de ampliação já começaram na avenida José Bonifácio, atrás do hospital. Foram demolidas cinco casas, cujos terrenos serão utilizados na obra. Com o pátio limpo, a prefeitura se prepara para a próxima etapa, que contempla a contratação do projeto executivo da ampliação do hospital e posterior licitação. Será feita análise das condições do terreno, da legislação aplicável e do levantamento planialtimétrico, além de um laudo de cobertura vegetal e definições do conceito do projeto e layout de arquitetura.

Essa etapa também contempla a caracterização de todos os materiais da nova edificação e elementos construtivos e detalhamento de tudo o que é necessário para a execução da obra. “Estamos realizando os últimos ajustes para definição completa do programa de necessidades, com o propósito de iniciarmos a execução da expansão no começo do ano que vem, e concluirmos até dezembro de 2026”, projeta Tatiana Breyer, diretora-geral do HPS.

Conclusão da obra está prevista para dezembro de 2026

Aurora Coop assume a operação da fábrica de suínos da Unium

Cooperativa de Chapecó agora é dona das marcas Alegra, Alegra Black Pork e Alegra Porco & Brasa

Em razão de cláusula de confidencialidade pactuada entre as partes, o valor da negociação não foi informado

A Aurora Coop assumiu nesta segunda-feira (16) a operação da planta industrial de suínos que pertencia à Unium, formada pelas cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal, localizada no município de Castro (PR). O comunicado foi feito pelo presidente Neivor Canton e pelo vice-presidente Marcos Antonio Zordan. Com a transação passam para a propriedade da Aurora Coop as marcas Alegra, Alegra Black Pork e Alegra Porco & Brasa. O departamento comercial da cooperativa de Chapecó (SC) já está fazendo o atendimento dos clientes dessas marcas.

Em junho a Aurora Coop havia firmado acordo de intercooperação para a aquisição da unidade industrial de carnes da Unium (Alegra), cuja operação era realizada em conjunto pelas três cooperativas paranaenses. Em setembro a negociação foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) permitindo que, agora, a Aurora Coop assumisse efetivamente o controle operacional da indústria de processamento de carne suína. Em razão de cláusula de confidencialidade pactuada entre as partes, o valor da negociação não foi informado.

“A negociação ocorre no âmbito da intercooperação e é vantajosa para todo o sistema cooperativista, pois preserva os empregos, assegura a manutenção da atividade pecuária e projeta um horizonte de crescimento para os produtores,” comemoram os dirigentes da Aurora Coop, por meio de comunicado. Desde setembro as cooperativas paranaenses Frísia, Castrolanda e Capal passam a integrar o quadro de associadas da Aurora Coop que, na condição de Cooperativa Central, conta agora com 14 cooperativas singulares agropecuárias filiadas.

A unidade de abate e processamento de suínos de Castro foi inaugurada em 2015 e tem área total construída de 40 mil metros quadrados. A capacidade de abate da planta industrial é de 3.500 suínos por dia. A indústria emprega diretamente 1.736 trabalhadores, os quais serão em sua maioria transferidos para a nova proprietária. A planta está habilitada para exportação aos mercados da África do Sul, Argentina, Hong Kong, Líbano, Paraguai, Singapura, Ucrânia, Uruguai e Vietnã. Com a nova unidade incorporada a sua base agroindustrial, a Aurora Coop aumenta em 12% sua capacidade de abate e processamento de suínos que sobe para 32 mil cabeças por dia.

Cooperativa de Chapecó agora é dona das marcas Alegra, Alegra Black Pork e Alegra Porco & Brasa

Copel poder ser beneficiada por mudanças na tarifa de transmissão

Geradoras do Norte e Nordeste terão de desembolsar um valor maior pela utilização do serviço

A regra da Aneel adiciona cerca de R$ 1,5 bilhão ao Valor Presente Líquido da Copel, prevê relatório do Bradesco BBI

A Copel poderá se beneficiar de novas regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). É o que revela um relatório recente emitido pelo Bradesco BBI. Uma das disposições do órgão regulador trata sobre o valor para tarifas de transmissão e distribuição dos geradores de energia, conhecida pela sigla TUST (Tarifa de Uso dos Sistemas Elétricos de Transmissão). A decisão quer corrigir uma distorção verificada a partir de 2021, após a entrada em operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e de outras geradoras do Norte e do Nordeste.

Essas regiões eram importadoras de energia elétrica há duas décadas, quando a Aneel definiu a metodologia anterior do TUST, mas se tornaram exportadoras de energia. Já os seus consumidores, anteriormente afastados dos centros de carga, hoje estão próximos e oneram menos o sistema do que era considerado no cálculo. Em resumo, quanto mais uma geradora usar a rede de transmissão, mais ela deverá pagar seu custo total. Desse modo, as companhias das regiões Nordeste e Norte, que estão distantes dos grandes centros de demanda do Sul e do Sudeste, terão de desembolsar um valor maior pela utilização do serviço. Isso já passa a valer a partir do terceiro trimestre deste ano de forma gradual e acabará de ser implementado em 2030.

Um relatório do Bradesco BBI alerta que nem mesmo um projeto de lei no Congresso para cancelar a regulamentação da TUST da Aneel – já aprovado pela Câmara e agora está no Senado – tem chances de prosperar. Na visão dos analistas, a posição seria negativa para a estabilidade regulatória, além de forçar a companhia paranaense a recalcular o título de concessão de R$ 3,7 bilhões a ser pago pela Copel ao governo federal em dezembro. Por isso, os analistas do banco apontam a Copel como a principal beneficiada, pois a regra da Aneel adiciona cerca de R$ 1,5 bilhão ao Valor Presente Líquido [ou VPL, como é conhecida a fórmula econômico-financeira capaz de determinar o valor presente de pagamentos futuros descontados a uma taxa de juros apropriada, menos o custo do investimento inicial] a partir da queda da TUST de cerca de 35% até 2030. Em contrapartida, a AES Brasil poderá ser impactada negativamente no VPL em 3,9% do valor de mercado.

Geradoras do Norte e Nordeste terão de desembolsar um valor maior pela utilização do serviço

Sicredi inaugura unidade em Palotina

Nova sede dará suporte a outras 97 agências em 43 municípios

Além dos municípios paranaenses, a Sicredi Vale do Piquiri Abdc PR/SP atende oito cidades de São Paulo, principalmente na região do Grande ABC

O Sicredi inaugurou sua nova sede administrativa do Sicredi em Palotina, no Oeste do Paraná, nesta segunda-feira (9). Com 7.500 metros quadrados, ela vai abrigar 330 funcionários da cooperativa, que se destaca por ser a segunda instituição financeira que mais libera recursos para crédito aos produtores rurais no Brasil. De acordo com Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP, que integra a rede de cooperados da instituição, a nova sede dará suporte a outras 97 agências em 43 municípios das regiões Oeste, Centro-Oeste, Sudoeste, Noroeste e Centro do Paraná. “A oferta de crédito através das cooperativas tem um papel muito grande no crescimento do agronegócio, na geração de empregos e renda e a sede de Palotina vai atender uma região que se destaca pela produção agrícola”, disse.

O representante da cooperativa de crédito lembrou que a inauguração marca os 35 anos de presença do Sicredi na região Oeste, com uma estrutura moderna para os funcionários e clientes. “É um prédio que tem todo o cuidado com sustentabilidade, autossustentável na geração de energia e com sistema para reaproveitamento de água, além de dar melhores condição de trabalho para os colaboradores”, acrescentou. A nova estrutura do Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP foi feita a partir de um investimento da cooperativa em parceria com a I.RIEDI Grãos e Insumos, em comemoração pelos 35 anos da cooperativa do Oeste do Paraná. Além dos municípios paranaenses, a Sicredi Vale do Piquiri Abdc PR/SP atende oito cidades de São Paulo, principalmente na região do Grande ABC. Atualmente, a cooperativa tem 230 mil associados nos dois estados.

Nova sede dará suporte a outras 97 agências em 43 municípios

Enel X e Selt Engenharia vencem leilão da PPP de iluminação pública de Maringá

Cidade paranaense realiza maior investimento da história com desconto de 54%

No total, o vencedor vai investir R$ 169 milhões na cidade, dos quais R$ 81,3 milhões serão para troca de todas as lâmpadas e modernização e R$ 87,7 milhões para manutenção

Com o maior investimento da história da cidade para modernização da iluminação pública, Maringá realizou nesta sexta-feira (6) o leilão na B3 para a Parceria Público-Privada (PPP) de concessão administrativa dos serviços. O certame, acompanhado pelo Portal AMANHÃ, foi vencido pelo consórcio Luz de Maringá que apresentou oferta de R$ 821.791,92, o que representou economia de 54%. O consórcio é formado pela Enel X Brasil e Selt Engenharia, tendo como corretora a Itaú. “Chegamos recentemente ao Sul onde vencemos as PPPs em Ponta Grossa e Caixas do Sul. Agora em Maringá queremos ofertar as melhores tecnologias para o cidadão”, destacou Carlos Eduardo Souza, responsável e-city da Enel X, antes da tradicional batida de martelo do vencedor.

O leilão ocorrido em São Paulo atraiu cinco consórcios. O objetivo da sessão foi a seleção da proposta mais vantajosa, mediante critério de menor valor de contraprestação mensal máxima. O valor máximo da contraprestação previsto no edital era de R$ 1,7 milhão. A proposta do consórcio vencedor foi de R$ 821.791,92. O pagamento só chegará ao teto quando todas as lâmpadas forem instaladas. O consórcio será responsável, no período de 13 anos, pela troca de todas as lâmpadas da cidade por modernas de LED, manutenção das novas luminárias e expansão do parque luminotécnico.

No total, o vencedor vai investir R$ 169 milhões na cidade, dos quais R$ 81,3 milhões serão para troca de todas as lâmpadas e modernização e R$ 87,7 milhões para manutenção. Com a troca dos 55 mil pontos de iluminação localizados em praças, ruas e avenidas da cidade, a economia anual poderá chegar a R$ 50 milhões. Desse total, R$ 20 milhões em energia elétrica e R$ 30 milhões em manutenção.

Cidade paranaense realiza maior investimento da história com desconto de 54%