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Curitiba terá fábrica de vacinas e medicamentos da Fiocruz

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O investimento total é da ordem de R$ 200 milhões ao longo de dois anos

A intenção é instalar duas plantas da área de biotecnologia na Cidade Industrial de Curitiba

Curitiba será a primeira cidade do Brasil a receber fábricas de vacinas de tecnologia de vetor viral e de medicamentos para tratamento de doenças autoimunes, como o câncer. O investimento total na sede da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na CIC, é da ordem de R$ 200 milhões ao longo de dois anos. A fábrica da Fiocruz será instalada em sua sede junto ao Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), na Cidade Industrial de Curitiba, local projetado para receber as novas plantas. Fiocruz e Tecpar são parceiros no investimento.

A intenção é instalar duas plantas da área de biotecnologia na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). A primeira unidade é destinada ao desenvolvimento e produção de vacinas e insumos para terapias avançadas a partir de terapia gênica (que utiliza vetores, como moléculas de DNA do agente infeccioso para dentro da célula humana, para criar anticorpos). A outra será montada até 2023 para desenvolvimento e produção de novos medicamentos para doenças autoimunes a partir de proteínas terapêuticas.


A proposta se alinha a iniciativas da prefeitura de Curitiba e do ecossistema de inovação do Vale do Pinhão para tornar a cidade mais inteligente. A biotecnologia é um dos setores contemplados pelo Tecnoparque, programa municipal relançado por Greca em 2018 para atrair empresas de base tecnológica à cidade, com incentivo fiscal e integração ao Vale do Pinhão.

Além de fabricar e distribuir vacinas de vetor viral – a Fiocruz responde por parte do montante de imunizante da AstraZeneca contra a covid-19 –, a fundação quer ampliar a produção de insumos com as mais novas técnicas no campo da Imunologia, área que o país ainda é carente, mas avança. A sede da Fiocruz em Curitiba, por exemplo, tornou-se a maior produtora nacional de testes para Covid-19. Durante a pandemia, foram produzidos dez milhões de testes do tipo RT-PCR e 37,5 milhões de teste de antígeno, em parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).

O investimento total é da ordem de R$ 200 milhões ao longo de dois anos

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