Archives Julho 2025

Produção brasileira de grãos deve ser 14,2% maior

Soja deve ter produção de 169,5 milhões de toneladas, avanço de 14,7%

A área cultivada no país totaliza 81,8 milhões de hectares, crescimento de 2,3% na comparação anual

O clima favorável, a ampliação da área plantada, maior investimento tecnológico e estímulo por políticas públicas devem levar o Brasil a uma safra recorde de grãos. A avaliação é da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2024/25, divulgado nesta quinta-feira (10). A produção brasileira para a safra é estimada em 339,6 milhões de toneladas, um volume que representa aumento de 14,2% em relação à colheita do ciclo anterior. A área cultivada no país totaliza 81,8 milhões de hectares, crescimento de 2,3% na comparação anual. E, segundo a Conab, embora o plantio das culturas de inverno, como trigo e aveia, tenha sido prejudicado por excesso de chuvas na região Sul, os demais cultivos avançam satisfatoriamente nas diversas etapas do ciclo.

Com produtividade média recorde, a soja deve alcançar produção de 169,5 milhões de toneladas, avanço de 14,7% em relação à safra passada. O milho, somando as três safras, tem produção prevista de 132 milhões de toneladas, um crescimento de 14,3%. Para o algodão, a produção prevista é de 3,9 milhões de toneladas de pluma. O crescimento de 6,4% na produção reflete o aumento de 7,2% na área cultivada. O arroz, com colheita encerrada, apresenta recuperação e deve alcançar 12,3 milhões de toneladas, alta de 16,5%. O aumento na área semeada e o bom desempenho climático, sobretudo no Rio Grande do Sul, explicam o resultado. No caso do feijão, a produção total estimada é de 3,1 milhões de toneladas, 1,3% inferior ao ciclo anterior, mas com bom desempenho na primeira safra, que avançou 12,8%.

Segundo a Conab, a recente elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel impulsiona o mercado de soja ao aumentar a demanda por esmagamento. A expectativa é de processamento adicional de cerca de 935 mil toneladas do grão, o que eleva a produção de óleo para 11,3 milhões de toneladas e a de farelo para 43,7 milhões de toneladas, com consequente alta no consumo interno e nos estoques desses derivados. Para a soja em grão, as exportações seguem praticamente inalteradas, com previsão de 106,2 milhões de toneladas.

No milho, o forte crescimento da demanda doméstica, principalmente para a produção de etanol, deve absorver parte do aumento na oferta, estimada em 132 milhões de toneladas. A previsão é de que 90 milhões de toneladas sejam consumidas internamente, enquanto as exportações podem cair levemente, em meio a uma maior competitividade internacional. Com isso, os estoques finais devem crescer de forma expressiva. Para o arroz, a recomposição da produção nacional, aliada à perspectiva de queda nos preços internos, deve estimular a retomada das exportações.

Com ABR 

Soja deve ter produção de 169,5 milhões de toneladas, avanço de 14,7%

Veo 3 já gerou mais de 40 milhões de vídeos com IA e agora transforma fotos em cenas animadas com som

O Google revelou que mais de 40 milhões de vídeos já foram criados com a nova versão do seu modelo de vídeo por inteligência artificial, o Veo 3, desde o seu lançamento durante o Google I/O em maio. A tecnologia vem ganhando destaque por oferecer um diferencial inédito entre seus concorrentes: a capacidade de gerar […]O Google revelou que mais de 40 milhões de vídeos já foram criados com a nova versão do seu modelo de vídeo por inteligência artificial, o Veo 3, desde o seu lançamento durante o Google I/O em maio. A tecnologia vem ganhando destaque por oferecer um diferencial inédito entre seus concorrentes: a capacidade de gerar […]

Google atualiza ferramenta de IA que ajuda a preservar línguas em extinção

O Google anunciou uma nova versão do Woolaroo, uma ferramenta experimental que utiliza inteligência artificial para ajudar no aprendizado e preservação de idiomas ameaçados de extinção. Desenvolvido pelo projeto Google Arts & Culture, o Woolaroo agora suporta 30 línguas indígenas faladas por comunidades ao redor do mundo e passou a contar com o suporte do […]O Google anunciou uma nova versão do Woolaroo, uma ferramenta experimental que utiliza inteligência artificial para ajudar no aprendizado e preservação de idiomas ameaçados de extinção. Desenvolvido pelo projeto Google Arts & Culture, o Woolaroo agora suporta 30 línguas indígenas faladas por comunidades ao redor do mundo e passou a contar com o suporte do […]

Como o Let’s Encrypt ajudou a transformar a internet em um lugar mais seguro e gratuito

Nos últimos dez anos, mais de 600 milhões de sites passaram a oferecer conexões seguras com certificados digitais gratuitos do projeto Let’s Encrypt. Essa iniciativa, que começou com o objetivo de facilitar e democratizar o uso do protocolo HTTPS, teve um papel fundamental na transformação da internet em um ambiente mais seguro para todos. Antes […]Nos últimos dez anos, mais de 600 milhões de sites passaram a oferecer conexões seguras com certificados digitais gratuitos do projeto Let’s Encrypt. Essa iniciativa, que começou com o objetivo de facilitar e democratizar o uso do protocolo HTTPS, teve um papel fundamental na transformação da internet em um ambiente mais seguro para todos. Antes […]

Bitchat de Jack Dorsey chega ao Android com mensagens seguras por Bluetooth sem internet

O bitchat, aplicativo de mensagens seguro e descentralizado criado por Jack Dorsey, cofundador do Twitter, agora está disponível para Android. O diferencial do app é que ele funciona totalmente sem internet, sem servidores e sem números de telefone. A comunicação acontece exclusivamente por redes Bluetooth mesh, garantindo troca de mensagens criptografadas diretamente entre os dispositivos, […]O bitchat, aplicativo de mensagens seguro e descentralizado criado por Jack Dorsey, cofundador do Twitter, agora está disponível para Android. O diferencial do app é que ele funciona totalmente sem internet, sem servidores e sem números de telefone. A comunicação acontece exclusivamente por redes Bluetooth mesh, garantindo troca de mensagens criptografadas diretamente entre os dispositivos, […]

IPCA de junho faz Brasil estourar novo modelo de metas de inflação

Índice fechou acima de 4,5% pela sexta vez consecutiva

De acordo com o BC, o regime de metas de inflação é o conjunto de procedimentos para garantir a estabilidade de preços nos país

Os dados da inflação oficial, divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o país estourou o teto da meta de inflação pela primeira vez desde que a forma de apuração do resultado acumulado foi modificada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), no início deste ano. Antes dessa mudança, que passou a valer neste ano, a meta de inflação já havia sido estourada oito vezes. A meta de inflação determinada pelo CMN é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O teto, portanto, é de 4,5%, e a inflação acumulada não pode superar esse patamar por seis meses consecutivos. Como o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 0,24% em junho, a soma de 5,35% em 12 meses foi a sexta consecutiva acima de 4,5%.

Instaurado no país em 1999, o regime de metas de inflação funcionou, até 2024, considerando apenas o resultado fechado de cada ano, de janeiro a dezembro. Desse modo, a meta só era estourada se o IPCA chegasse em dezembro fora do intervalo de tolerância. Em 2023, uma resolução do CMN determinou que, de 2025 em diante, a meta deve ser apurada por um padrão que segue exemplos internacionais e é conhecido como “meta contínua”. Assim, a verificação se desloca ao longo do tempo, não ficando mais restrita ao mês de dezembro de cada ano. O CMN é composto pelos ministros da fazenda, do planejamento e o presidente do Banco Central (BC), e cabe ao Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central perseguir a meta. Segundo o BC, a utilização da meta contínua evita a caracterização de descumprimento em situações de variações temporárias na inflação. Esse é o caso, por exemplo, de um choque em preços de alimentos ou do petróleo, que façam com que a inflação fique fora do intervalo de tolerância por apenas alguns meses.

Cada vez que o país estoura a meta de inflação, o presidente do BC tem de divulgar, por meio de carta aberta ao ministro da Fazenda, que preside o CMN, a descrição detalhada das causas do descumprimento, as providências para assegurar o retorno da inflação aos limites estabelecidos e o prazo no qual se espera que as providências produzam efeito. No site do BC, estão o histórico de cumprimento ou não da meta e as cartas abertas redigidas. Além do primeiro semestre deste ano, a inflação ficou fora do intervalo de tolerância em 2001, 2002, 2003, 2015, 2017, 2021, 2022 e 2024. Dos nove episódios de estouro, apenas 2017 ficou abaixo do piso, quando o IPCA terminou o ano em 2,95%. O piso determinado era de 3%. Em 2002, quando o teto da meta era 5,5%, o IPCA alcançou 12,53%, o maior desde a implantação do regime monetário. Em 2021, ano com efeitos da pandemia, chegou a 10,06%.

De acordo com o BC, o regime de metas de inflação é o conjunto de procedimentos para garantir a estabilidade de preços nos país. “A meta confere maior segurança sobre os rumos da política monetária, mostrando para a sociedade, de forma transparente, o compromisso do BC com a estabilidade de preços”, explica a autoridade monetária. Ainda de acordo com o Banco Central, a previsibilidade melhora o planejamento das famílias, empresas e governo. Se, por um lado, a meta aponta um teto para a subida de preços, por outro, ela também determina que não seja muito baixa. Inflação muito baixa ou deflação [queda de preços] também pode ser ruim para a economia, uma vez que, se constante, cria um círculo vicioso que afasta o consumo ─ as pessoas podem evitar fazer compras na expectativa de os preços caírem mais ainda ─ e impacta negativamente o crescimento da economia e a geração de empregos.

Efeito dos juros
A principal forma de o BC perseguir a inflação é por meio da taxa básica de juros da economia, a Selic. A elevação da taxa faz com que empréstimos fiquem mais caros – seja para pessoa física ou empresas ─ e haja um freio na atividade econômica, o que tem potencial de conter aumento de preços. Por outro lado, desestimula investimentos e a criação de empregos e renda. A Selic é determinada pelo Copom em reuniões que acontecem a cada 45 dias aproximadamente. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano – o maior ponto da trajetória de alta iniciada em setembro do ano passado. O presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem dito que a Selic deve ficar alta por tempo prolongado, até conseguir empurrar a inflação para dentro da meta.

Com ABR 

Índice fechou acima de 4,5% pela sexta vez consecutiva

Perspectiva de taxação dos EUA deixa indústria do Sul em alerta

Entidades da região defendem a manutenção dos canais de negociação pela diplomacia brasileira

A real implementação da taxa adicional pode comprometer a competitividade dos produtos fabricados pela indústria paranaense, catarinense e gaúcha

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) avalia que a tarifa de 50% anunciada pelo governo norte-americano vai prejudicar severamente embarques para os Estados Unidos. O presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, reitera a necessidade de manutenção dos canais de negociação pela diplomacia brasileira, sob pena da situação se agravar com o cancelamento de investimentos no Brasil. Ele entende que é necessário trabalhar com serenidade pela melhor solução e considerando os interesses do Brasil. “A decisão precisa ser avaliada sob três aspectos: sob o ponto de vista econômico, não há justificativa para a aplicação desta taxa, já que os Estados Unidos registram superávit há décadas na balança comercial com o Brasil; o segundo aspecto diz respeito às políticas domésticas, pois o Brasil é um país soberano e suas decisões, certas ou erradas, devem ser respeitadas; por fim, ao invés de adotar postura neutra em relação à diplomacia internacional, o Brasil repetidamente assume posições de desalinhamento com os Estados Unidos”, enumera a nota da Fiesc.

Embora não se tenha detalhes sobre a medida, a perspectiva de taxação deixa a indústria em alerta. “A implementação da tarifa anunciada nesta quarta, de 50%, compromete a competitividade dos produtos catarinenses, uma vez que países concorrentes em setores relevantes para a pauta exportadora de Santa Catarina podem ser submetidos a taxas bem inferiores”, frisa Aguiar. Os Estados Unidos são o segundo parceiro comercial do Brasil e o principal destino das exportações catarinenses. No ano passado, o estado embarcou para lá US$ 1,7 bilhão, na sua maioria itens manufaturados, como produtos de madeira, motores elétricos, partes de motor e cerâmica.

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) também manifestou preocupação diante do anúncio do governo norte-americano. “Os Estados Unidos são um parceiro comercial estratégico para o Rio Grande do Sul, ocupando, no ano passado, a segunda posição entre os principais destinos das exportações gaúchas, com mais de US$ 1,8 bilhão exportados no ano. Produtos industrializados como químicos, máquinas, alimentos processados, calçados e couro compõem grande parte dessa pauta. Medidas dessa natureza afetam diretamente a previsibilidade e a estabilidade das relações comerciais, comprometendo a competitividade da indústria brasileira”, destaca a nota. “Nosso foco permanece na defesa do livre comércio, do diálogo internacional e da segurança jurídica para as empresas exportadoras do Rio Grande do Sul. Esperamos que essa medida seja revista antes de sua entrada em vigor, permitindo o restabelecimento da normalidade nas relações comerciais e a manutenção de um relacionamento bilateral construtivo, baseado em mais de 200 anos de cooperação e respeito mútuo entre Brasil e Estados Unidos”, sublinha a entidade.

A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) também defende o diálogo para que se possam encontrar soluções para o impasse. “Diante da perplexidade gerada pelo anúncio da taxação de 50% sobre produtos brasileiros que será imposta pelos Estados Unidos a partir de 1º de agosto, a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) avalia quais serão os possíveis impactos para diferentes segmentos do setor industrial paranaense. Mais do que isso, a Fiep aguarda o posicionamento do governo brasileiro em relação a essa medida, esperando que sejam abertos canais de diálogo efetivos para se buscar, junto ao governo norte-americano, a anulação dessa taxação, evitando-se assim prejuízos imensuráveis para a economia nacional”, aponta a nota.

Entidades da região defendem a manutenção dos canais de negociação pela diplomacia brasileira

Smartwatches da Garmin agora exibem direções do Google Maps direto no pulso

A Garmin anunciou a chegada do app do Google Maps à sua loja Connect IQ, permitindo que usuários de smartwatches compatíveis recebam orientações passo a passo diretamente no pulso. A novidade é gratuita e já pode ser usada em modelos selecionados das linhas Venu, Forerunner, vívoactive e fenix. Para utilizar o recurso, basta digitar o […]A Garmin anunciou a chegada do app do Google Maps à sua loja Connect IQ, permitindo que usuários de smartwatches compatíveis recebam orientações passo a passo diretamente no pulso. A novidade é gratuita e já pode ser usada em modelos selecionados das linhas Venu, Forerunner, vívoactive e fenix. Para utilizar o recurso, basta digitar o […]

Tarifas dos EUA devem derrubar preços e afetar setores estratégicos

Do total das exportações do Brasil, cerca de 15% vão para os Estados Unidos

O fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos tem um volume de cerca de US$ 80 bilhões por ano

A imposição de tarifas comerciais de 50% sobre todos os produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos significará, na prática, um fechamento de mercado entre os dois países, com impactos em setores industriais estratégicos, com reflexos em empregos e também no preço de alimentos. Em carta, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que as sanções passam a valer a partir do dia 1º de agosto. “Do total das exportações do Brasil, cerca de 15% vão para os Estados Unidos. Mas é importante destacar que é sobretudo produto manufaturado e semimanufaturado. Se isso se mantiver, vamos ter desemprego no Brasil, vamos ter uma diminuição da entrada de dólares no país e isso é muito grave”, aponta o professor Roberto Goulart Menezes, do Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) e pesquisador do Instituto Nacional dos EUA (INEU).

Em síntese, petróleo bruto, minério de ferro, aço, máquinas, aeronaves e produtos eletrônicos estão entre os mais exportados do Brasil para os Estados Unidos. Entre essas empresas, haverá impacto nas exportações da Embraer e também da Petrobras. “Embraer tem um mercado razoável nos Estados Unidos com alguns dos seus jatos, e a Petrobras exporta petróleo para lá. Elas podem dissipar essas vendas para outros países, mas trata-se de encarecer o mercado mais importante de todos, que é o norte-americano”, observa Alexandre Pires, professor de relações internacionais e economia no Ibmec-SP.

No setor de agronegócio, açúcar, café, suco de laranja e carne representam os principais itens da pauta brasileira aos norte-americanos. Um dos efeitos colaterais, de curto prazo, deve ser a queda de preços no mercado interno, especialmente das commodities agrícolas que deixarão de ser exportadas. “Toda vez que ocorre algum tipo de fechamento, mesmo quando é auto embargo, por questões fitossanitárias, por exemplo, os preços caem, como é o caso do preço da carne. E é provável que isso aconteça, seja com carne, suco de laranja e café”, destaca Pires. Ele projeta uma pressão por uma negociação rápida para a reversão das tarifas, pois o pior cenário é a manutenção das sanções por um tempo prolongado. “Quando falamos de tarifa, ainda que elas sejam reduzidas, imagine seis meses, um ano ou mais nessa situação. O problema vai ser depois retomar de volta esses mercados”, aponta. Apesar de Trump ter acusado o Brasil de manter uma relação comercial injusta, o fato é que o fluxo comercial dos dois países tem um volume de cerca de US$ 80 bilhões por ano. Ao considerar a balança comercial (exportações menos importações), os Estados Unidos ainda mantêm superávit de US$ 200 milhões com o Brasil.

Com ABR

Do total das exportações do Brasil, cerca de 15% vão para os Estados Unidos

ONS defende volta do horário de verão para suprir demanda de energia

Documento aponta necessidade de acionamento de usinas térmicas

Recomendação do horário do verão dependerá das projeções dos próximos meses

O sistema elétrico brasileiro deve apresentar problemas para o suprimento da demanda de potência de energia elétrica nos horários de pico, especialmente no fim do dia, nos próximos cinco anos, caso não realize leilões de potência de energia. A conclusão é do Plano da Operação Energética (PEN 2025), lançado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) na terça-feira (8). O documento traz as avaliações das condições de atendimento ao mercado previsto de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) para o período de 2025 a 2029.

Segundo o ONS, haverá necessidade de despacho de usinas térmicas flexíveis para atender a demanda no horário de pico, com a adoção de medidas alternativas. Entre elas, a possibilidade de retorno do horário de verão, que poderá ser recomendado, mas dependerá das projeções de atendimento dos próximos meses. O documento aponta que a geração de energia no país cresceu, puxada principalmente pelas fontes de energia intermitentes, como a eólica, solar e a MMGD (mini e microgeração distribuída solar), essas últimas duas praticamente não produzem menos energia no horário noturno, quando há maior necessidade de potência.

Para os próximos anos, é estimado um acréscimo de 36 Giga Watts (GW) de capacidade instalada, em relação ao gerado em dezembro de 2024, totalizando 268 GW até 2029. A MMGD, em conjunto com fonte solar, corresponderá a 32,9% da matriz elétrica em 2029, fazendo com que a fonte solar seja a segunda maior em termos de capacidade instalada do Sistema Interligado Nacional (SIN). Para o operador, a mudança no perfil da matriz elétrica, com a crescente participação das fontes renováveis no atendimento ao SIN, trouxe novos desafios para a operação e tem exigido maior flexibilidade na operação, especialmente das usinas das hidrelétricas, que são mais controláveis, além do despacho das termelétricas.

A avaliação do ONS é que, diante do cenário atual, haverá necessidade de preparar o sistema para elevados montantes de despacho termelétrico no segundo semestre para o atendimento de potência sob o ponto de vista conjuntural, principalmente a partir de outubro deste ano. “Observa-se, em todo o horizonte, necessidade de elevado despacho térmico adicional ao previsto para atendimento energético, sendo que grande parte dos cenários já indica a necessidade de utilização da reserva de potência ao longo do segundo semestre de 2025”, diz o documento.

Apesar de apontar a necessidade de despacho das térmicas, o ONS não recomenda a inclusão de geração térmica com alto nível de inflexibilidade ou com longo tempo de acionamento nos próximos cinco anos. “Ao contrário, o SIN tem demandado cada vez mais requisitos de flexibilidade e, desta forma, o ONS precisa ter à disposição elementos de despachabilidade adequados às rápidas variações de potência requeridas para o atendimento à variação da demanda e das fontes intermitentes ao longo do dia”, relata o ONS.

Com ABR 

Documento aponta necessidade de acionamento de usinas térmicas

Inflação sobe 0,24% em junho

IPCA acumula alta de 5,35% nos últimos 12 meses

Energia elétrica residencial acumula alta de 6,93% no primeiro semestre, maior variação para o período desde 2018

A inflação do país foi de 0,24% em junho, recuando ligeiramente em relação a maio (0,26%). O resultado mensal foi influenciado, principalmente, pela energia elétrica residencial, que, com a vigência da bandeira tarifária vermelha patamar 1, registrou aumento de 2,96% no mês, sendo o subitem de maior impacto individual no índice. No ano, a inflação acumulada é de 2,99% e, nos últimos 12 meses, de 5,35%. Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo IBGE.

“Com alta de 6,93% no primeiro semestre do ano, a energia elétrica residencial tem pesado no bolso das famílias, registrando o principal impacto positivo individual no resultado acumulado de 2025. Esta variação é a maior para um primeiro semestre desde 2018, quando foi de 8,02%”, destaca Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. Ele relembra a trajetória do subitem em 2025. “No início do ano, com o bônus de Itaipu, houve queda em janeiro, reversão em fevereiro e, depois, bandeira verde. No mês passado, entrou em vigor a bandeira amarela e, agora, a vermelha”, pontua. Além da mudança na bandeira tarifária, foram registrados, também, reajustes em junho: 7,36% em Belo Horizonte (8,57%) vigente desde 28 de maio; 14,19% em uma das concessionárias de Porto Alegre (4,41%) a partir de 19 de junho; 1,97% em Curitiba (3,28%) desde 24 de junho e redução de 2,16% nas tarifas de uma das concessionárias do Rio de Janeiro (1,29%) a partir de 17 de junho.

O grupo de alimentação e bebidas registrou a primeira queda (-0,18%) em nove meses. O grupo foi influenciado pelas quedas no ovo de galinha (-6,58%), arroz (-3,23%) e frutas (-2,22%). No lado das altas, destaca-se o tomate (3,25%). Essa retração se reflete no índice de difusão do mês de junho, ou seja, no percentual de subitens que tiveram resultado positivo, que passou de 60% em maio para 54% em junho. Entre os alimentícios, o índice caiu de 60% para 46% e entre os não alimentícios, manteve-se a taxa de 60%. “Foi o menor índice de difusão desde julho de 2024 (47%), quando o grupo de alimentação também apresentou uma redução em sua taxa (-1%)”, observa o gerente. “Se tirássemos os alimentos do cálculo do IPCA, a inflação do mês seria de 0,36%. E se tirássemos a energia elétrica, ficaria em 0,13%”, conclui.

O grupo dos transportes também teve contribuição positiva relevante no mês (0,05 p.p), aumentando 0,27% após recuo de 0,37% em maio. Mesmo com a queda dos combustíveis (-0,42%), as variações no transporte por aplicativo (13,77%) e no conserto de automóvel (1,03%) impulsionaram a alta. “No mês anterior, a passagem aérea estava em queda, assim como os combustíveis, o que ajudou a taxa a ficar negativa. Neste mês, a passagem aérea registrou alta de 0,80% e o transporte por aplicativo puxou a taxa para cima, mesmo com a queda em combustíveis”, explica o gerente.

No agregado especial de serviços, o IPCA acelerou de 0,18% em maio para 0,40% em junho, e o agregado de preços monitorados, ou seja, controlados pelo governo, desacelerou de 0,70% para 0,6%. Gonçalves explica que, no agregado dos serviços, a variação negativa em maio na passagem aérea contribuiu para a desaceleração da taxa naquele mês. Agora, a alta em transporte por aplicativo também puxou o índice para cima, assim como a alimentação fora do domicílio, que veio positiva e tem peso no orçamento das famílias. “Já entre os monitorados, que desaceleraram em junho, a energia elétrica continua influenciando, mas menos do que no mês passado. A taxa de água e esgoto também veio com menos força (de 0,77% para 0,59%) e os combustíveis novamente apresentaram variação negativa, com a gasolina registrando retração de 0,34%. Tudo isso contribuiu para uma variação menor dos monitorados”, conclui.

IPCA acumula alta de 5,35% nos últimos 12 meses

Modo IA do Google chega ao Circle to Search com buscas mais inteligentes

O Google anunciou uma atualização importante para o recurso Circle to Search, que agora passa a contar com o novo Modo IA. A partir de agora, usuários poderão explorar informações com mais profundidade sem precisar sair do aplicativo em que estão navegando. Para quem ainda não conhece, o Circle to Search permite iniciar uma busca […]O Google anunciou uma atualização importante para o recurso Circle to Search, que agora passa a contar com o novo Modo IA. A partir de agora, usuários poderão explorar informações com mais profundidade sem precisar sair do aplicativo em que estão navegando. Para quem ainda não conhece, o Circle to Search permite iniciar uma busca […]

Nova técnica do MIT pode deixar modelos de linguagem mais inteligentes e adaptáveis

Mesmo com todo o avanço da inteligência artificial, os modelos de linguagem ainda enfrentam dificuldades quando são desafiados com tarefas que exigem raciocínio complexo. É o caso, por exemplo, de modelos que resumem bem relatórios financeiros, mas falham ao tentar prever tendências de mercado ou identificar fraudes. Pensando nisso, pesquisadores do MIT desenvolveram uma nova […]Mesmo com todo o avanço da inteligência artificial, os modelos de linguagem ainda enfrentam dificuldades quando são desafiados com tarefas que exigem raciocínio complexo. É o caso, por exemplo, de modelos que resumem bem relatórios financeiros, mas falham ao tentar prever tendências de mercado ou identificar fraudes. Pensando nisso, pesquisadores do MIT desenvolveram uma nova […]

Samsung prepara Auto DeX como possível substituto ao Android Auto

A Samsung está trabalhando em uma nova solução chamada Auto DeX, que pode funcionar como uma alternativa ao Android Auto e até ir além dele. A novidade foi descoberta recentemente por entusiastas da marca e indica que a empresa sul-coreana quer oferecer mais opções para quem deseja uma experiência conectada no carro, mesmo que o […]A Samsung está trabalhando em uma nova solução chamada Auto DeX, que pode funcionar como uma alternativa ao Android Auto e até ir além dele. A novidade foi descoberta recentemente por entusiastas da marca e indica que a empresa sul-coreana quer oferecer mais opções para quem deseja uma experiência conectada no carro, mesmo que o […]

O emprego do tempo

Trabalhar por conta própria tem a preferência de quase 60% dos brasileiros

Três semanas atrás, um bancário publicou uma carta aberta a seus empregadores no LinkedIn. Nela, relatava acúmulo de atividades, pressão para atingimento de metas “irreais” e ambiente tóxico. O desabafo teve mais de três mil likes e 400 comentários até o momento em que eu o consultava para este texto.

A repercussão ficou restrita ao post – e, possivelmente, ao futuro (duvidoso) de seu autor no cargo. Mas, a tomar como referência o que alguns estudos têm apontado, se o pior acontecer ao linkediner indignado — demissão por justa causa e nome no index corporativo da cidade onde reside, dificultando a recolocação —, sua vida não ficará material ou animicamente pior. Ao contrário: pode até melhorar.

Hoje, quase 40% dos brasileiros em idade economicamente ativa está na informalidade. E, entre motoristas e entregadores de apps, as ocupações mais visíveis, vigora uma relativa satisfação com a própria atividade, dada a autonomia de dias e horários, a possibilidade de estender ou encurtar a jornada quando necessário, a ausência de patrão e à obtenção de rendimentos superiores aos que perceberiam com carteira assinada.

“As pessoas hoje se referem à CLT com chacota, porque desejam flexibilidade”, disse uma podcaster ao presidente Lula poucos dias antes de pesquisa mostrar que “trabalhar por conta própria é melhor que ter emprego para 59% dos brasileiros” (Folha de S. Paulo, 20/06/25).

A informalização enfraquece o sentido de pertencimento e torna praticamente inexistente o vínculo pessoal no ambiente de trabalho. Impede a chamada consciência de classe e sua decorrência natural, a mobilização coletiva, pilar histórico das esquerdas. Do lado individual, priva o trabalhador de direitos como férias, 13º, Fundo de Garantia e, em alguns casos, seguro e contribuição previdenciária.

No entanto, tem lá seus ganhos individuais. Sabe-se que empresas podem facilmente se tornar ambientes hostis e ansiogênicos — e o desabafo do bancário está aí para provar. A sensação de não ter a quem prestar contas, a não ser a si mesmo, pode funcionar como atenuante para jornadas de mais de 44 horas semanais, como é frequente entre RPAs e MEIs.

A informalidade tem um quê de autoexploração, como gostam de acusar seus críticos? Depende de como se enxerga. “(…) a ideia de que todo mundo precisa ter um emprego só surgiu com a Revolução Industrial”, e, nos Estados Unidos, tornou-se especialmente acentuada durante a Grande Depressão. Naquele período, “[o]s trabalhadores foram instruídos a considerar o emprego, e não o tempo livre, como o seu direito de cidadãos” (trecho do livro Dinheiro e vida: mude sua relação com o dinheiro e obtenha independência financeira, de Joe Dominguez e Vicki Robin, página 287).

Menos romântico e mais sintonizado com a realidade brasileira, o sociólogo Renato Meirelles lembra que “o tempo é o que vale dinheiro” e “pode ser rentabilizado para sustentar a família”. E, às vezes, ser autônomo é a melhor forma de empregá-lo.

Trabalhar por conta própria tem a preferência de quase 60% dos brasileiros