Archives Março 2025

Google compra Wiz por US$ 32 bilhões para fortalecer segurança na nuvem

O Google anunciou um acordo para adquirir a Wiz, uma startup especializada em segurança cibernética em nuvem, por US$ 32 bilhões. A transação, que será paga integralmente em dinheiro, reforça a estratégia da empresa de tornar o Google Cloud uma plataforma ainda mais segura para empresas e governos que armazenam e processam dados online. A […]O Google anunciou um acordo para adquirir a Wiz, uma startup especializada em segurança cibernética em nuvem, por US$ 32 bilhões. A transação, que será paga integralmente em dinheiro, reforça a estratégia da empresa de tornar o Google Cloud uma plataforma ainda mais segura para empresas e governos que armazenam e processam dados online. A […]

Governo gaúcho lança programa para regularização de empresas devedoras de ICMS

Refaz Reconstrução permitirá regularização junto à Receita Estadual e PGE com redução de até 95% em juros e multas

Programa também beneficiará os municípios, que devem receber cerca de 25% dos recursos recuperados

O governo do Rio Grande do Sul anunciou nesta terça-feira (18) o Refaz Reconstrução, que promete auxiliar na retomada dos negócios no estado. O programa permitirá a regularização junto à Receita Estadual e Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de empresas devedoras de ICMS mediante redução de até 95% em juros e multas. Como uma das iniciativas do Plano Rio Grande, o Refaz Reconstrução também beneficiará os municípios, que devem receber cerca de 25% dos recursos recuperados. Com adesões a partir do dia 19 de março, o Refaz Reconstrução oferecerá duas modalidades de pagamento para quitação de pendências do ICMS: a regularização de todos os débitos ou a seleção de débitos específicos. Cada modalidade terá condições diferenciadas de desconto. Poderão ser negociados débitos com vencimento até o dia 31 de dezembro de 2024.

Os contribuintes que optarem por incluir a totalidade de seus débitos de ICMS no programa, abrangendo valores em etapa administrativa e judicial, terão acesso aos maiores descontos. Nessa categoria, o abatimento será de 95% para pagamento à vista e de 90% para parcelamento em até seis vezes. Já para aqueles que preferirem selecionar quais débitos quitar, o desconto variará conforme o número de parcelas escolhidas. Pagamentos à vista garantirão 75% de desconto, enquanto parcelamentos em até 18 vezes terão abatimento de 70%. Para prazos maiores, os descontos serão progressivamente menores, de 50% para parcelamentos entre 19 e 36 vezes, de 30% para 37 a 60 vezes e 10% para prazos entre 61 e 120 meses. Será possível programar débito em conta, e o valor mínimo de cada parcela é R$ 300. O Refaz Reconstrução não permite fazer a compensação de dívidas.

Segundo levantamento da Receita Estadual e da PGE-RS, a iniciativa pretende reduzir um estoque de R$ 55,2 bilhões em débitos de ICMS no estado. Atualmente, cerca de 72% desse montante está em fase de cobrança judicial, sendo que 60% do total corresponde a juros e multas por atraso. A expectativa da Secretaria da Fazenda (Sefaz) é recuperar aproximadamente R$ 1 bilhão com a nova rodada de negociações. O último Refaz no Rio Grande do Sul foi em 2019, encerrando com arrecadação de R$ 720 milhões, adesão de 7,6 mil empresas e regularização de 76,5 mil créditos. As regras desta nova edição estão publicadas no Diário Oficial do Estado e foram autorizadas pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).


O Refaz 2025 se soma a outras iniciativas de incentivo à regularização tributária lançadas em 2024. Uma delas foi o Programa de Parcelamento Simplificado do Plano Rio Grande, também voltado para débitos de ICMS, que permitiu parcelamentos em até 60 vezes, sem exigência de garantias ou entrada mínima, e com adesão totalmente digital. O programa renegociou R$ 1,3 bilhão em débitos de 4.094 empresas, resultando em uma arrecadação de R$ 77,7 milhões até o fim de 2024. Outra medida foi a criação de um parcelamento específico para empresas em recuperação judicial ou liquidação, visando garantir a continuidade dos negócios e a preservação de empregos. O programa tem potencial para renegociar R$ 2 bilhões em débitos de 322 empresas, com estimativa de arrecadação superior a R$ 730 milhões para o estado.

Opções do Refaz Reconstrução 2025

Modalidade de negociação de todos os débitos

  • À vista: 95%
  • Parcelado em até 6 vezes: 90%
  • Exige que o contribuinte inclua a totalidade de seus débitos de ICMS no programa, abrangendo valores em fase administrativa e judicial.

Modalidade de débitos selecionados

  • À vista: 75% de desconto
  • Parcelado em até 18 vezes: 70% de desconto
  • Parcelado de 19 a 36 vezes: 50% de desconto
  • Parcelado de 37 a 60 vezes: 30% de desconto
  • Parcelado de 61 a 120 vezes: 10% de desconto

Quem pode aderir ao Refaz Reconstrução

  • Empresas com débitos de ICMS vencidos até 31 de dezembro de 2024.

Período de adesão

  • De 19 de março a 30 de abril de 2025.

Outras informações

  • Será possível programar débito em conta, e o valor mínimo de cada parcela é R$ 300.

Acesse o site da Secretaria da Fazenda com as instruções para adesão ou o setor de atendimento da Receita.

Refaz Reconstrução permitirá regularização junto à Receita Estadual e PGE com redução de até 95% em juros e multas

Bom Princípio Alimentos projeta elevar em 20% sua capacidade operacional

Novo centro de distribuição em Sapucaia do Sul contribuirá para o objetivo

A nova infraestrutura permite escalar as operações de acordo com a demanda do mercado, garantindo mais agilidade

A Bom Princípio Alimentos, que fabrica recheios de chocolate e frutas, cremes de avelã, doces de leite, geleias e conservas, inaugurou um novo centro de distribuição em Sapucaia do Sul (RS). Com 3.500 metros quadrados, o espaço faz parte da estratégia da companhia para otimizar a logística e ampliar a eficiência na distribuição de seus produtos. Após três meses de operação, o novo centro de distribuição já gerou mais de 35 empregos diretos. Com a instalação do novo centro, a empresa projeta um aumento de aproximadamente 20% em sua capacidade operacional este ano. A nova infraestrutura permite escalar as operações de acordo com a demanda do mercado, garantindo mais agilidade.

No ano passado, a Bom Princípio realizou um investimento superior a R$ 16 milhões, focado na expansão e modernização de sua estrutura fabril e logística, incluindo o centro de distribuição gaúcho. Para 2025, o foco da empresa é fortalecer sua posição no mercado e aprimorar suas operações. Para isso, serão investidos cerca de R$ 10 milhões nas áreas de produção e logística. De acordo com o CEO da Bom Princípio Alimentos, Alexandre Ledur, Sapucaia do Sul é um ponto estratégico para a empresa. Sua localização na região metropolitana garante acesso a uma infraestrutura logística privilegiada, com proximidade às rodovias BR-116 e BR-386, além de estar a poucos quilômetros do aeroporto internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. “Com o novo centro de distribuição, conseguimos otimizar a logística, reduzir os prazos de entrega e atender com mais agilidade tanto a capital quanto o interior do Rio Grande do Sul e demais estados, favorecendo o crescimento dos negócios’, destaca Ledur.

A Bom Princípio Alimentos começou suas atividades em 1996, no município de mesmo nome. A empresa familiar iniciou os trabalhos produzindo doces de frutas, tradicionalmente conhecidos como chimia no Sul do país, uma herança dos imigrantes alemães. Em 2009, a companhia mudou-se para a cidade de Tupandi (RS), em um moderno parque industrial, com uma área de mais de 7 mil metros quadrados. Com a expansão, foram construídas quatro fábricas: de frutas, leite, chocolates e conservas.

Novo centro de distribuição em Sapucaia do Sul contribuirá para o objetivo

Entenda os principais pontos do projeto que amplia para R$ 5 mil a faixa de isenção do Imposto de Renda

Medida beneficia 10 milhões de brasileiros com a isenção total de pagamento do IR

Entenda os pontos principais do projeto de lei enviado pelo Governo Federal ao Congresso

O governo oficializou nesta terça-feira (18) o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei para ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Se aprovado no Legislativo ainda este ano, quem ganha até R$ 5 mil por mês não vai mais pagar Imposto de Renda a partir de 2026. Hoje, a faixa de isenção vai até R$ 2.259,20. Além disso, o texto prevê desconto parcial para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil. Cerca de 10 milhões de brasileiros serão beneficiados diretamente pela medida. O Portal AMANHÃ compilou a seguir algumas perguntas e respostas sobre a iniciativa. Confira.

O que está previsto no projeto de lei que trata da nova faixa de isenção do IR?
Se o texto for aprovado neste ano, a partir de 2026, quem ganhar até R$ 5 mil por mês não precisará mais pagar Imposto de Renda. Hoje, a faixa de isenção é até R$ 2.259,20. Além disso, para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, haverá um desconto parcial. A mudança significa mais dinheiro no bolso do trabalhador: com menos imposto descontado, a renda líquida aumenta.

Quantas pessoas serão beneficiadas?
Serão 10 milhões de brasileiros beneficiados pela nova isenção do IR. Somando esse público aos 10 milhões já beneficiados pelas mudanças de 2023 e 2024, são 20 milhões de pessoas que deixam de pagar IR desde o início da atual gestão do governo federal, em 2023. Com isso, 90% dos brasileiros que pagam IR (mais de 90 milhões de pessoas) estarão na faixa da isenção total ou parcial, e 65% dos que declaram do IRPF (26 milhões de pessoas) serão totalmente isentos.

Quantas pessoas passarão a pagar IR mínimo com essa medida?
Apenas 141,4 mil contribuintes (0,1% do total) passarão a contribuir pelo patamar mínimo. Isso representa 0,06% da população total do país. Esse grupo é composto por pessoas que recebem mais de R$ 600 mil por ano e que não contribuem atualmente com alíquota efetiva de até 10% para o IR.

A tributação mínima das altas rendas é uma medida compensatória da ampliação da faixa de isenção do IR?
Sim. A ampliação da faixa de isenção resulta em uma redução da arrecadação de receita pela União da ordem de R$ 27 bilhões. A tributação mínima das altas rendas possibilitará ampliação de receita de R$ 25,2 bilhões, além de R$ 8,9 bilhões em virtude da tributação de 10% na remessa de dividendos ao exterior (apenas para domiciliados no exterior).

Quanto os trabalhadores vão economizar por ano?
Com a nova faixa de isenção, trabalhadores terão reduções relevantes no IR. Por exemplo, um motorista que receba R$ 3.650,66 mensais poderá economizar aproximadamente R$ 1.058,72 ao ano. Já uma professora com salário mensal de R$ 4.867,77 terá uma economia anual de cerca de R$ 3.970,07. Um profissional autônomo com rendimento mensal de R$ 5.450 economizará R$ 3.202,44 anualmente. Por fim, uma enfermeira com salário de R$ 6.260,00 poderá ter uma redução anual de R$ 1.821,95 no valor pago de IR.

Quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil terá algum desconto?
Quem ganha esses valores vai pagar menos imposto do que paga atualmente porque terá isenção parcial, ou seja, um desconto progressivo que vai diminuindo gradualmente.

Confira os descontos para essa faixa de renda:

Entenda as diferentes faixas de desconto

Sou CLT e ganho R$ 55 mil por mês. Vou ser mais taxado?
Não. Quem tem vínculo CLT já tem imposto retido na fonte. Nada muda.

Sou CLT, mas também faço “bicos” e recebo pagamentos via Pix, e meu total mensal ultrapassa R$ 50 mil. Serei taxado?
Não haverá tributação adicional sobre esse valor. A nova regra não afeta salários, honorários, aluguéis ou outras rendas já tributadas na fonte. A medida se aplica apenas a quem recebe rendimentos isentos, como dividendos de empresas. Portanto, mesmo que o rendimento total anual ultrapasse R$ 600 mil, só haverá impacto se parte significativa desse valor vier de rendimentos isentos, como dividendos (parte do lucro de uma empresa que é distribuída aos seus acionistas). Se seus rendimentos são salariais e você já paga IR sobre eles, nada muda.

Como funciona a tributação mínima para altas rendas?
Primeiro, soma-se toda a renda recebida no ano, incluindo salário, aluguéis, dividendos e outros rendimentos. Se essa soma for menor que R$ 600 mil, não há cobrança adicional. Se ultrapassar esse valor, aplica-se uma alíquota que cresce gradualmente até 10%, para quem ganha R$ 1,2 milhão ou mais. Já na hora de calcular o valor do imposto devido, alguns rendimentos são excluídos, como ganhos com poupança, títulos isentos, herança, aposentadoria e pensão de moléstia grave, venda de bens, outros rendimentos mobiliários isentos, além de indenizações.

Confira os percentuais de tributação mínima para alguns exemplos:

Entenda como funciona a faixa de tributação para altas rendas

Se já pago imposto sobre minha renda, como funciona a tributação mínima?
O imposto mínimo considera o que já foi pago. Se um contribuinte com R$ 1,2 milhão anuais pagou 8% de IR, terá que pagar apenas mais 2% para atingir os 10%. Se um contribuinte com R$ 2 milhões já pagou 12% de IR, não pagará nada a mais.

Por que essa medida representa justiça tributária?
Porque reduz a carga tributária sobre quem ganha menos e corrige uma distorção do sistema atual. Hoje, contribuintes de altas rendas pagam proporcionalmente menos imposto que a classe média devido às isenções sobre dividendos. A nova medida propõe uma alíquota mínima para essas rendas isentas, garantindo mais equidade tributária.

Como essa medida se compara à tributação internacional?
Mesmo com a alíquota mínima, a carga tributária sobre pessoas jurídicas e físicas no Brasil continua abaixo da média internacional. Em relação aos dividendos, o projeto de lei traz um mecanismo que impede que a tributação conjunta da pessoa jurídica e da pessoa física seja superior a 34%. Isso é abaixo da média de outros países, usualmente acima de 40%.

Estados e municípios perderão arrecadação com a nova isenção?
Não. Apesar da redução na retenção de IR na fonte, estados e municípios se beneficiarão com o repasse da compensação das altas rendes e com o aumento da massa salarial recebida pelos trabalhadores e do consumo, ampliando a arrecadação de ICMS, ISS e IBS.

A tabela do IR será alterada?
Não. A dedução ocorre após a aplicação da tabela progressiva, garantindo isenção total até R$ 5 mil e parcial até R$ 7 mil.

Quais as alíquotas para rendimentos acima de R$ 5 mil?
As alíquotas progressivas permanecem: 7,5% / 15% / 22,5% e 27,5%

Ganho de capital não realizado entra na tributação mínima?
Não. O projeto de lei é expresso ao não prever o ganho de capital para fins de tributação mínima.

A retenção na fonte se aplica a produtos financeiros incentivados?
Não. Rendimentos isentos não são computados.

Aposentadoria ou pensão de moléstia grave será tributada?
Não. O projeto de lei é expresso ao não prever aposentadoria ou pensão para portadores de moléstia grave para fins de tributação mínima.

Medida beneficia 10 milhões de brasileiros com a isenção total de pagamento do IR

SLC Agrícola adquire terras na Bahia e em Minas Gerais

As negociações totalizaram quase R$ 1 bilhão

O Grupo SLC, conglomerado que a SLC Agrícola faz parte, é a 19ª maior empresa da região e também a sexta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

Praticamente uma semana depois de adquirir terras da Sierentz Agro Brasil, a SLC Agrícola fechou contrato para compra de mais de 47 mil hectares em Minas Gerais e na Bahia. As negociações totalizaram quase R$ 1 bilhão. O contrato assinado pela SLC envolve aquisição de 39.987 hectares de terra em uma área localizada no município de São Desidério (BA) atualmente operada pela subsidiária da SLC, Fazenda Paladino, por R$ 723 milhões, e outra de 7.835 hectares no município de Unaí (MG), área operada pela Fazenda Pamplona, por R$ 190 milhões.

O pagamento será feito em duas parcelas. A primeira será paga na liquidação do contrato e a segunda, no caso da Bahia, será paga em março de 2026. O pagamento das terras em minas será feito após a empresa superar “condições precedentes”. Na negociação com a companhia mineira, além da terra, também foram adquiridas toda a infraestrutura existente na fazenda, como silos, alojamentos, sede administrativa e armazéns. De acordo com a SLC Agrícola, essa área é parcialmente irrigada, atualmente com 647,6 hectares irrigados. Para analistas de mercado, a valorização da terra, a partir de aquisições, sustentam a tese de investimento da SLC. Para eles, essas compras levam tempo para serem totalmente incorporadas ao capital.

O Grupo SLC, conglomerado que a SLC Agrícola faz parte, é a 19ª maior empresa da região e também a sexta maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

As negociações totalizaram quase R$ 1 bilhão

Industriais demonstram falta de confiança pelo terceiro mês seguido

Pessimismo vem crescendo desde os primeiros sinais de desaceleração da economia

A avaliação dos empresários é de que o momento das empresas e da economia brasileira é pior do que era há seis meses

Os empresários da indústria demonstram pessimismo pelo terceiro mês consecutivo. Em março, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) passou de 49,1 pontos para 49,2 pontos. É que informa a Confederação Nacional da Indústria (CNI) em pesquisa divulgada nesta terça-feira (18). O movimento foi insuficiente para que o indicador ultrapassasse a linha divisória de 50 pontos – que separa confiança de falta de confiança. Em 2025, os industriais brasileiros ainda não demonstraram confiança. Claudia Perdigão, especialista em políticas e indústria da CNI, afirma que o pessimismo dos empresários vem crescendo desde os primeiros sinais de desaceleração da economia, no fim do ano passado.

“O resultado do PIB do quarto trimestre indicou perda de ritmo da atividade econômica, inclusive um pouco mais forte do que o esperado para o período. Isso coloca o empresário em uma situação de desconfiança e de receio. Esse movimento se observa, por exemplo, com a queda do consumo das famílias na passagem do terceiro para o quarto trimestre, o que não acontecia há alguns períodos”, analisa. Um dos dois subíndices do ICEI, o índice de condições atuais caiu 0,4 ponto, para 44 pontos, na passagem de fevereiro para março. A avaliação dos empresários é de que o momento das empresas e da economia brasileira é pior do que era há seis meses.

Já o índice de expectativas subiu 0,3 ponto, para 51,8 pontos, o que demonstra que as perspectivas positivas dos para os próximos seis meses aumentaram. Esse resultado, no entanto, é explicado unicamente pelas boas expectativas dos industriais para as empresas, uma vez que a avaliações sobre o futuro próximo da economia continuam negativas. Claudia acredita que o ICEI deve continuar abaixo da linha de 50 pontos nos próximos meses. “Espera-se que 2025 seja, de modo geral, um ano de atividade mais fraca em relação a 2024. Nós ainda estamos sentindo o efeito de uma política monetária restritiva e isso deve continuar nos próximos períodos”, pontua. Segundo ela, se houver redução de pressões negativas sobre a atividade, o ICEI pode recuperar a sua posição de confiança, mas, por enquanto, a avaliação deve continuar baixa, principalmente no que diz respeito às expectativas sobre a economia brasileira.

Pessimismo vem crescendo desde os primeiros sinais de desaceleração da economia

Tratado da inovação catarinense é firmado oficialmente

Objetivo é fomentar inovação nos 295 municípios do estado

Ato revelou engajamento dos municípios com a proposta de transformar Santa Catarina em referência nacional em cidades inteligentes, conectividade e desenvolvimento tecnológico

Com o objetivo de incentivar a inovação em todos os municípios do estado, o Governo de Santa Catarina oficializou na segunda-feira (17) a assinatura do tratado da inovação catarinense. O documento foi assinado pelo governador Jorginho Mello, em cerimônia que reuniu prefeitos, vereadores, secretários municipais, empresários, reitores e lideranças de todas as regiões no Auditório Deputada Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa do Estado (Alesc), em Florianópolis. O evento foi promovido por meio do programa SC Mais Inovação, executado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI), em parceria com a Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe).

“Já temos 15 Centros de Inovação que ajudam a desenvolver o setor de tecnologia em todas regiões do nosso estado. E agora a nossa meta é fazer com que Santa Catarina seja o primeiro estado do Brasil com 100% dos municípios tendo leis próprias para incentivarmos ainda mais a inovação nas nossas cidades”, afirmou Mello, durante sua fala para um auditório lotado, evidenciando o engajamento dos municípios com a proposta de transformar Santa Catarina em referência nacional em cidades inteligentes, conectividade e desenvolvimento tecnológico. “Com o tratado da inovação catarinense unimos forças para transformar municípios por meio da inovação. Com uma legislação que facilita a criação de cidades inteligentes, abrimos caminho para novos investimentos e soluções que realmente impactam a vida das pessoas. No fim das contas, são essas iniciativas que tornam o dia a dia mais prático, com serviços públicos acessíveis de forma simples e eficiente”, evidenciou o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcelo Fett.

Em sua fala, ele ressaltou também a importância do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina na oferta de soluções para as cidades, contribuindo de maneira significativa com a inovação e a digitalização na esfera municipal. O secretário estadual também lembrou da importância da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) para o fomento à inovação do estado e citou o Sapiens Parque como uma referência de um polo tecnológico que conta com o apoio do governo estadual.

A presidente da Associação Catarinense das Fundações Educacionais (Acafe), Luciane Bisognin Ceretta, destacou o papel das instituições comunitárias no processo de inovação regional. “Estamos diante de um movimento que conecta ciência, educação e desenvolvimento. As universidades comunitárias catarinenses são agentes fundamentais para levar esse ecossistema inovador aos territórios, contribuindo com conhecimento, pesquisa aplicada e soluções locais. Já o presidente da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), prefeito de Florianópolis, Topázio Netto, enalteceu a iniciativa de construção colaborativa. “O tratado da inovação catarinense é um marco para os municípios, pois fortalece a colaboração entre Estado e prefeituras, criando um ambiente propício para investimentos, tecnologia e desenvolvimento sustentável. Juntos, estamos pavimentando o futuro das cidades inteligentes em Santa Catarina”, exaltou Topázio.

Compromissos firmados e ações apresentadas
O tratado estabelece um alinhamento entre estado e municípios para fortalecer o ecossistema de inovação e atrair investimentos. Com o documento, os municípios assumem o compromisso de encaminhar às suas câmaras de vereadores projetos de atualização das legislações locais, alinhando-se às diretrizes estaduais de fomento à inovação e ao desenvolvimento sustentável. Entre os principais anúncios, destacam-se:

  • Apresentação de novas legislações e parcerias: medidas para desburocratizar processos, incentivar parcerias público-privadas e ampliar a conectividade com a tecnologia 5G foram detalhadas pela equipe da SCTI. As propostas visam facilitar a inovação e permitir maior agilidade na implementação de soluções tecnológicas nos municípios.
  • Meta estratégica de alinhamento legal: o governo estadual assumiu o objetivo de tornar Santa Catarina o primeiro estado brasileiro 100% alinhado com legislações de incentivo à inovação em todos os seus municípios, criando um ambiente seguro e atrativo para investidores e empreendedores.
  • Lançamento da plataforma iCatarina: a ferramenta digital foi apresentada como um ambiente virtual integrado, que reunirá dados estratégicos, oportunidades, indicadores e boas práticas, permitindo que os gestores públicos tomem decisões com base em inteligência analítica.
  • Guia Interativo dos Municípios Catarinenses: também foi lançado o guia digital que trará informações detalhadas sobre os municípios do estado, facilitando o acesso a dados socioeconômicos, infraestrutura, vocações regionais e projetos em andamento.
  • Programa Pronampe Inovação: outra novidade foi o anúncio do Pronampe Inovação, voltado ao financiamento de pequenos negócios inovadores. A iniciativa busca fortalecer o empreendedorismo local e impulsionar startups e empresas de base tecnológica.
  • Parceria entre BRDE e SC Mais Inovação: o evento também marcou a assinatura da parceria estratégica com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que atuará como agente financeiro para fomentar projetos inovadores nos municípios catarinenses.

Objetivo é fomentar inovação nos 295 municípios do estado

BNDES aprova R$ 300 milhões em crédito para a CEEE Equatorial

Concessionária de distribuição de energia elétrica do RS poderá adquirir máquinas e equipamentos

A CEEE Equatorial atende cerca de 4 milhões de habitantes, incluindo Porto Alegre e demais municípios da região metropolitana

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou limite de crédito de R$ 300 milhões para a Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D), com atuação no Rio Grande do Sul. Desde julho de 2021, a CEEE-D pertence ao Grupo Equatorial, sob o controle da holding Equatorial S/A. Por meio do programa BNDES Emergencial, a concessionária de distribuição de energia elétrica do estado poderá adquirir máquinas e equipamentos relacionados a ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e seus efeitos e de enfrentamento às consequências econômicas e sociais decorrentes de eventos climáticos extremos. A operação aprovada pelo banco tem cláusula específica para manutenção de empregos.

A CEEE Equatorial atua numa área total correspondente a 87 mil quilômetros quadrados, atendendo a 1,9 milhão de unidades consumidoras (cerca de 4 milhões de habitantes), correspondentes a um consumo anual superior a 8 TWh distribuídos em 72 municípios do Rio Grande do Sul. A área de atuação inclui a capital, Porto Alegre, e demais municípios da região metropolitana. Sua área de concessão é equivalente a 26% do território gaúcho. Com as chuvas intensas, milhares de pessoas ficaram sem acesso a serviços essenciais, como água potável e energia elétrica e a empresa enfrentou queda no seu faturamento, com o desligamento das áreas atingidas pelas enchentes (medida para garantir a segurança da população) e a desaceleração econômica no estado, com os danos diretos à população, à indústria, ao comércio e a sua estrutura logística, além de perdas materiais e danos em suas instalações.

Para o presidente da CEEE Equatorial, Riberto Barbanera, os eventos climáticos extremos de 2024 impuseram desafios inéditos à operação do sistema elétrico no Rio Grande do Sul, exigindo respostas rápidas e investimentos estruturantes para garantir a resiliência da rede. “Este financiamento do BNDES reforça a capacidade da CEEE Equatorial de seguir ampliando sua infraestrutura, modernizando seus serviços e fortalecendo a segurança do fornecimento de energia para os gaúchos”, reitera Barbanera. A CEEE Equatorial é a 388ª maior empresa da região, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Concessionária de distribuição de energia elétrica do RS poderá adquirir máquinas e equipamentos

Atividade econômica apresenta alta de 0,9% em janeiro

No acumulado em 12 meses, o indicador ficou positivo em 3,8%

Na comparação com janeiro de 2024, atividade econômica avançou 3,6%

Após recuo em dezembro, a atividade econômica brasileira cresceu em janeiro, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central (BC). O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou alta de 0,9% em janeiro em relação ao mês anterior, considerando os dados dessazonalizados (ajustados para o período). No mês, o IBC-Br atingiu 154,6 pontos. Na comparação com janeiro de 2024, houve crescimento de 3,6% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo em 3,8%.

O IBC-Br é uma forma de avaliar a evolução da atividade econômica do país e ajuda o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 13,25% ao ano. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade de setores da economia, além do volume de impostos. Divulgado mensalmente, o IBC-Br emprega uma metodologia diferente da utilizada para medir o Produto Interno Bruto (PIB), que é o indicador oficial da economia brasileira divulgado pelo IBGE. Segundo o BC, o índice contribui para a elaboração de estratégia da política monetária do país, mas não é exatamente uma prévia do PIB. O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

Com ABR

No acumulado em 12 meses, o indicador ficou positivo em 3,8%

OpenAI quer banir DeepSeek nos EUA

A OpenAI, empresa que criou o ChatGPT, está propondo uma medida polêmica: banir o uso de modelos de IA criados por empresas chinesas, como a DeepSeek, nos Estados Unidos. A proposta faz parte de um plano maior, chamado “Plano de Ação para IA”, que visa definir a estratégia do país no campo da inteligência artificial. […]A OpenAI, empresa que criou o ChatGPT, está propondo uma medida polêmica: banir o uso de modelos de IA criados por empresas chinesas, como a DeepSeek, nos Estados Unidos. A proposta faz parte de um plano maior, chamado “Plano de Ação para IA”, que visa definir a estratégia do país no campo da inteligência artificial. […]

Setor de madeira catarinense deve avançar 5,4% no ano

O crescimento dos mercados de exportação, aliado à resiliência da construção civil no Brasil, sustenta a projeção de alta

Em 2024, o ramo apresentou incremento de 9,2%

Em 2025, o segmento de madeira deverá crescer 5,4% em Santa Catarina, de acordo com estudo da Federação das Indústrias (Fiesc). O desempenho é bem superior ao esperado para o crescimento da indústria geral no estado, estimado em 1,7% para o período. Para o economista-chefe da entidade, Pablo Bittencourt, o crescimento dos mercados de exportação, aliado à resiliência da construção civil no Brasil, sustenta a projeção de alta. “O principal desafio para este ano será a desaceleração da demanda interna por móveis, enquanto, no mercado externo, as mudanças tarifárias dos Estados Unidos podem criar novas oportunidades, com os mercados emergentes expandindo seu potencial de consumo e abrindo novas fronteiras para o setor em Santa Catarina”, afirma.

As tarifas de reciprocidade anunciadas pelo governo norte-americano podem abrir novas frentes comerciais para os produtores catarinenses no mercado dos Estados Unidos. Isso porque, mesmo que o Brasil enfrente reciprocidade, as exportações catarinenses permanecerão competitivas, com tarifas médias de cerca de 9%, abaixo das praticadas por grandes concorrentes. De acordo com o vice-presidente da Fiesc para a região do Planalto Norte, Arnaldo Huebl, taxas menores do que as aplicadas à China seriam decisivas à abertura de novos mercados aos catarinenses. O Planalto Norte é um dos polos internacionais do setor de móveis de Santa Catarina. Bittencourt destaca, no entanto, que os efeitos das tarifas sobre a inflação nos Estados Unidos podem também limitar o consumo por lá. Essa preocupação é corroborada por Leonir Tesser, vice-presidente da Fiesc para a região Centro-Oeste, outro polo madeireiro de Santa Catarina. “O temor dos consumidores americanos em relação à inflação já tem reduzido o consumo de móveis, gerando preocupações para o curto prazo”, explica o industrial.

O primeiro vice-presidente da Federação, Gilberto Seleme, que atua no setor, lembra, contudo, que o setor de móveis seria o mais impactado pela reciprocidade, já que a tarifa brasileira para o produto norte-americano é de 18%. “A taxação, especialmente de produtos com maior grau de manufatura, como portas, por exemplo, impactaria os custos da construção civil dos Estados Unidos, que poderia entrar em recessão. Por isso não acredito que este tipo de produto seja fortemente taxado”, diz Seleme.

O estudo da Federação aponta ainda que, em 2024, a produção madeireira de Santa Catarina teve um crescimento de 9,2%, acima da média nacional, de 8,4%. No ano passado, o impulso veio das exportações, que avançaram 17%, ampliando a presença do setor no mercado externo. A média de crescimento das vendas externas do ramo no Brasil foi de 14,7% em 2024. No ano passado, observou-se aumento das exportações a mercados emergentes como México (14,9%), China (6,9%), Vietnã (8,8%), Emirados Árabes (18%) e Índia (61,4%). “A Índia desponta como mercado altamente promissor, considerando o crescimento constante do PIB, em torno de 7% ao ano, e intensa urbanização, favorecendo o mercado imobiliário local”, explica Bittencourt. No cenário doméstico, dois fatores contribuíram para o resultado, segundo o economista: juros menores e o alto nível de consumo das famílias, que avançou 7%. “A construção civil, que foi responsável por cerca de 17% da demanda nacional por produtos de madeira, foi beneficiada por essas duas variáveis, que também contribuíram para elevar a demanda nacional por móveis”, justifica o economista.

O crescimento dos mercados de exportação, aliado à resiliência da construção civil no Brasil, sustenta a projeção de alta

Bento Gonçalves ganhará o maior empreendimento multiuso do interior gaúcho

Com VGV de quase R$ 1 bilhão, Jardins Dona Isabel terá cinco torres

O Jardins Dona Isabel é um conjunto de produtos pensados para diferentes perfis de investidores e compradores

Bento Gonçalves vive um marco no desenvolvimento urbano e turístico. A Mon Faro Incorporadora – antiga MPA – acaba de apresentar o Jardins Dona Isabel, o maior empreendimento multiuso do interior do Rio Grande do Sul com um Valor Geral de Vendas (VGV) inicial de R$ 840 milhões, em uma área única de 18 mil metros quadrados, localizada entre o centro e a via gastronômica da cidade. São cinco torres redondas de 16 andares cada, um total de 133 mil metros quadrados de área construída. Em fase de escavação e preparação do terreno, a obra foi apresentada para mais de 300 corretores em evento realizado na noite de terça-feira (11), no Vale dos Vinhedos. A entrega está prevista para 2030.

O Jardins Dona Isabel é um conjunto de produtos pensados para diferentes perfis de investidores e compradores. O Jardins Dona Isabel Residences Club, por exemplo, um condomínio clube de luxo, oferece 50 residências suspensas de luxo em cada uma de suas duas torres, do segundo ao 11º andar. São unidades de 193 metros quadrados privativos que partem de R$ 2,8 milhões. Já nos últimos cinco andares elas mudam, entregando ainda mais exclusividade: 20 residências de 394 metros quadrados com valores a partir de R$ 5,9 milhões. O condomínio clube está em uma área fechada com um grande jardim, pista de caminhada, playground, térreos com estruturas de entretenimento e, em outros dois níveis abertos, áreas de lazer.

No outro lado ficará o Garden. O espaço vai conectar lazer, gastronomia e comércio em um ambiente de alto nível, planejado para ser um destino turístico e de experiências. Restaurantes e lojas premium serão posicionados em pontos estratégicos do empreendimento, integrados a um imenso platô com mirante para a cidade. O valor destas áreas – comércio e gastronomia – partem de R$ 10 mil o metro quadrado. No subsolo, um mall com lojas de alto padrão, garantindo uma experiência única de compras e serviços. Dentro do Garden, a torre Jardins Dona Isabel Life Houses, residências exclusivas com arquitetura sofisticada, integradas ao Garden aberto. Essas residências apresentam apartamentos de dois e três suítes e as duble suítes, com valores de R$ 880 mil a R$ 1,4 milhão.

Outra torre abriga o Jardins Dona Isabel Office com escritórios de altíssimo padrão. São salas amplas e envidraçadas com piso flutuante. Voltado a empresas e profissionais liberais, o Office parte do valor de R$ 11,5 mil o metro quadrado. Nesta torre é possível adquirir lajes inteiras com quase 600 metros quadrados. No 15º andar está o Jardins Dona Isabel Rooftop, um complexo turístico com acesso independente para um restaurante com vista 360° para a cidade. Voltado a hospedagem de curta ou longa duração, o Jardins Dona Isabel Stay ocupa outra torre, oferecendo estúdios e apartamentos com um dormitório e duble suítes, com valores que iniciam em R$ 460 mil.

De acordo com o CEO da Mon Faro, Lúcio Salvadori Possebon, o Jardins Dona Isabel retrata a transformação pela qual a empresa passa. “Este empreendimento nasce com nossa visão de futuro, porque para nós crescimento econômico e responsabilidade ambiental, social e de governança são inseparáveis. Nosso propósito é muito claro: Construir hoje um amanhã melhor, porque acreditamos que não há desenvolvimento de longo prazo sem trilhar o caminho da sustentabilidade”. Prova disso é que a empresa foi a primeira incorporadora gaúcha a receber a Certificação Green Building Council Brasil Condomínio (GBC) no Rio Grande do Sul, ainda em 2022, com o Villa Di Tondo. Desde então, este selo, que também está presente no Piazza Verdi e no Sense Residencial, segue sendo aprovado em todos os novos projetos da incorporadora. Segundo o engenheiro civil, este compromisso com a sustentabilidade e inovação não é apenas um diferencial competitivo. “É a base sobre a qual construímos nosso futuro”, reforça.

Com VGV de quase R$ 1 bilhão, Jardins Dona Isabel terá cinco torres

BRDE alcança R$ 278 milhões em financiamentos na Expodireto

O volume de negócios nos cinco dias de feira supera em 8,2% o montante alcançado na última edição

A Cotrijal buscou junto ao BRDE uma linha de financiamento no valor de R$ 50 milhões

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) fechou sua participação na Expodireto Cotrijal registrando R$ 278,7 milhões em novos financiamentos. Mesmo diante do cenário de perdas na safra de grãos por conta de uma nova estiagem que afeta o Rio Grande do Sul, o volume de negócios nos cinco dias de feira supera em 8,2% o montante alcançado na última edição. A necessidade de crédito emergencial para capital de giro representou a maior demanda que chegou ao banco durante a Expodireto. Ao todo, o BRDE celebrou R$ 70 milhões em operações para atenuar os impactos dos últimos eventos climáticos sobre a produção. É o caso da Cotrijal que buscou junto ao BRDE uma linha no valor de R$ 50 milhões, cujo termo foi celebrado em ato com a presença do governador Eduardo Leite. A Cotrijal ainda firmou outra operação de R$ 22 milhões para ampliação e modernização de seis unidades de recebimento de grãos.

Na avaliação do diretor-presidente do BRDE, Ranolfo Vieira Júnior, o desempenho alcançado durante a Expodireto confirma a capacidade de resiliência da cadeia do agronegócio. “Mesmo com todos os desafios que o clima nos impõe, representa uma demonstração de confiança do setor. Apesar das recentes elevações da taxa Selic, o que restringe o acesso ao crédito, percebemos também uma demanda por investimentos voltados aos ganhos de produtividade no campo, o que é estratégico para a nossa economia”, frisou Ranolfo.

Os projetos para construção de silos e unidades de recebimento de grãos representou o segundo segmento mais demandado durante a Expodireto, com R$ 62,7 milhões (22% do total). Linhas para aquisição de máquinas e equipamentos vêm na sequência, com R$ 55,5 milhões em propostas recebidas pelo banco (20%). A demanda por financiamento para projetos de inovação seguiu com destaque na atuação do BRDE durante a feira, com R$ 38,7 milhões. Os pedidos estão relacionados em especial para desenvolvimento de novos produtos e modernização dos processos industriais (Indústria 4.0). Já os novos financiamentos para construção e ampliação de unidades industriais somaram R$ 32 milhões. Os projetos de geração de energia com fontes renováveis totalizaram R$ 19,9 milhões em demanda.

A partir de uma carta fiança aprovada pelo BRDE, a Cooperativa Tritícola Sepeense (Cotrisel) terá acesso a uma linha de R$ 20 milhões em crédito emergencial. O recurso irá auxiliar a cooperativa, com sede no município de São Sepé, a enfrentar os impactos dos últimos eventos climáticos na produção de grãos na região central do estado. Com 64 anos de atividade, a Cotrisel está entre as maiores cooperativas agrícolas do estado, reunindo mais de 7.400 associados. Atuando em especial no beneficiamento e comercialização de arroz, a Cotrisel tem uma capacidade instalada de armazenar mais cinco milhões de sacas de grãos (275 mil toneladas). A cooperativa atua, também, na comercialização de soja, trigo, milho e sorgo, além da fabricação de rações e na assistência técnica aos produtores rurais. Além de São Sepé, a Cotrisel tem unidades nos municípios de Formigueiro, Restinga Sêca, São Gabriel, São Pedro do Sul, São Vicente do Sul e Vila Nova do Sul. “Esse aporte de recursos em favor dos nossos produtores é muito importante para a retomada. Mesmo com as perdas recentes na produção, acreditamos que estamos perto de uma normalização no nosso setor”, acredita o presidente da cooperativa, José Paulo Salermo.

Fundopem
Com a presença do governador Eduardo Leite, foi assinado o termo de ajuste para implementação de R$ 20,6 milhões oriundos de três projetos aprovados pelo Fundo Operação Empresa do Rio Grande do Sul (Fundopem), sendo um na modalidade Tradicional e dois na versão Recupera (exclusivo para empresas localizadas em municípios impactados pela enchente). O ato ocorreu no início da semana. Na modalidade Tradicional, a Dubai Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios, de Ijuí, vai realizar um investimento de R$ 4,2 milhões. No formato do Recupera, a Fontana, de Encantado, fará um aporte de R$ 11,3 milhões, ao passo que a Travicar Tecnologia Agrícola, de Porto Alegre, investirá R$ 5 milhões.

Ângelo Fontana, sócio proprietário da Fontana, empresa que virou símbolo de resiliência por ter sido atingida por três enchentes, agradeceu em nome dos empresários beneficiados e falou sobre a reconstrução das empresas gaúchas após os eventos adversos. “Tenho muita esperança que nós vamos superar nossas dificuldades. O Rio Grande do Sul é muito forte e nós somos resilientes”, concluiu. Também participaram da solenidade o gerente da Dubai Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios, Marcos Antonio Trevizan, e o consultor da Travicar Tecnologia Agrícola, William da Silva. 

O volume de negócios nos cinco dias de feira supera em 8,2% o montante alcançado na última edição

UEL terá primeiro parque tecnológico em uma universidade estadual do Paraná

O projeto completo tem investimento previsto de R$ 50 milhões

O prédio, de 2 mil metros quadrados, conta com apoio da construtora A.Yoshii, que doou o projeto arquitetônico e repassou R$ 12 milhões para a construção da estrutura

A Universidade Estadual de Londrina (UEL) será a primeira instituição de ensino superior estadual do Paraná a ter um parque tecnológico em seu campus, na reigão Norte do estado. O projeto arquitetônico do novo espaço, que será um hub de inovação integrado à infraestrutura acadêmica e de pesquisa da universidade, foi apresentado nesta terça-feira (11) ao governador Carlos Massa Ratinho Junior. O Parque Tecnológico da UEL é fruto de muitas mãos e consolida a parceria entre a academia o poder público e o setor privado. Ele surge a partir de iniciativas já consolidadas na universidade, como a Agência de Inovação Tecnológica, que gerencia a propriedade intelectual e promove a interação com o setor produtivo; a Incubadora Tecnológica, criada com uma doação da empresa A.Yoshii, e o centro de inovação, que amplia a infraestrutura de apoio às startups em crescimento.

O prédio, de 2 mil metros quadrados, conta novamente com apoio da construtora A.Yoshii, que doou o projeto arquitetônico e repassou R$ 12 milhões para a construção da estrutura. O projeto completo tem investimento previsto de R$ 50 milhões, com a participação do governo estadual. “O Paraná está se consolidando como o estado mais inovador do Brasil, fruto dessa visão moderna de colocar a universidade junto com o setor privado, para trazer mais tecnologia”, ressaltou Ratinho Junior. Ele também ressaltou a parceria com a iniciativa privada para tirar esse projeto do papel. “Quero agradecer muito à família Yoshi, ficamos muito felizes em ter pessoas assim nos ajudando a pensar o Paraná do futuro”, disse.

Doadora do projeto junto com o marido, Atsushi Yoshi, a fundadora da construtora A.Yoshii, Kimiko Yoshi, explicou que a iniciativa é uma forma retornar à comunidade tudo o que pode conquistar graças à UEL. “O sentimento de gratidão é muito importante. Eu fiz duas faculdades na UEL e também pós-graduação, e toda a minha vida acadêmica eu realizei na UEL. Tanto meu marido, como eu, temos muita gratidão pelo que conquistamos”, afirmou. “Não é a primeira doação que fazemos à UEL. Há 25 anos, doamos o espaço da incubadora Intuel, hoje a Aintec. Agora estamos doando a segunda etapa, complementando a primeira. Estamos muito felizes em poder contribuir com o crescimento da área de tecnologia na cidade, que representa o futuro do País e dos nossos jovens”, ressaltou.

A implantação do parque da UEL trará grandes benefícios ao ecossistema de inovação local e de todo o Paraná, consolidando Londrina como um dos principais polos tecnológicos do País. Para a reitora da UEL, Marta Favaro, o novo espaço de inovação mostra a força da parceria entre academia, setores público e privado e os ex-alunos da universidade na criação de um polo de inovação em Londrina. “Teremos a possibilidade de potencializar o nosso arranjo de inovação e tecnologia. Já temos um trabalho intenso nos laboratórios e também pela Aintec, que é nossa agência de inovação”, explicou. “A construção e organização desse espaço serão fundamentais para que possamos abrigar os projetos de pesquisa e atender as empresas de inovação. Vamos potencializar a relação da academia com o serviço que prestamos à sociedade em todos os seus setores”, destacou a reitora.

Segundo o secretário estadual da inovação, modernização e transformação digital, Alex Canziani, a estrutura se complementa a outros projetos voltados à inovação que estão sendo executados na UEL. “Será o primeiro parque tecnológico dentro de uma universidade estadual do Paraná, um grande complexo que vai fechar o ciclo completo do processo de inovação”, afirmou. “A ideia que começa na incubadora, uma startup que acaba crescendo, vai para esse novo espaço. Estamos terminando um novo projeto na UEL, que recebeu R$ 18 milhões do governo, que também vai dar suporte essas ideias”, explicou Canziani. “E o próprio campus da UEL terá espaço para abrigar indústrias de base tecnológica, dando retorno à universidade”. A ampliação do ambiente de inovação em Londrina também deve contribuir com a atração de investimentos à cidade, além de fortalecer a economia local e gerar novos empregos no setor tecnológico.

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Firefox em risco? Como o fim do acordo com o Google pode afetar o navegador

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