Unidade que pertencia ao Grupo Danieli já atuava em parceria
A planta tem capacidade de abater 600 suínos por dia
A partir de maio, a Cooperativa Santa Clara, de Carlos Barbosa, passará a comandar as operações do frigorífico localizado no município de Vila Lângaro, no Rio Grande do Sul. A unidade tem capacidade de abater 600 suínos por dia. A operação, que anteriormente era realizada em parceria, será agora totalmente gerida pela Santa Clara. Além disso, todos os cerca de 100 funcionários serão recontratados, garantindo a empregabilidade e continuidade no processo produtivo. O valor da negociação não foi revelado pelas empresas envolvidas.
A aquisição reforça o crescimento estratégico da Santa Clara em frigorífico, ampliando sua capacidade de produção. O objetivo a médio e longo prazo é integrar o processo de desossa à operação, realizando apenas a industrialização em Carlos Barbosa, aumentando a produtividade da unidade.”Estamos muito satisfeitos em concretizar essa negociação, que é fruto de uma parceria sólida de três anos. Este investimento permitirá a continuidade e a otimização da industrialização de nossos produtos”, afirma Gelsi Belmiro Thums, presidente da Cooperativa Santa Clara, por meio de nota.
Com a nova aquisição, a Santa Clara amplia sua presença no setor, agora somando dois frigoríficos e sete suinoculturas: uma em Carlos Barbosa, uma no Alto Jacuí e cinco no Alto Uruguai. Além disso, a cooperativa conta com três indústrias de laticínios, duas fábricas de ração, trinta lojas de varejo e sete centrais de distribuição. Atualmente, a Cooperativa Santa Clara é composta por 4.800 famílias de associados e 2.500 funcionários.
Unidade que pertencia ao Grupo Danieli já atuava em parceria
Empresa também anunciou mudanças em sua governança corporativa
Companhia registrou R$ 11,9 bilhões de receita, crescimento de 9,4% na comparação com ano anterior
A Randoncorp encerrou 2024 com a maior receita líquida consolidada da sua história de 76 anos, alcançando R$ 11,9 bilhões, aumento de 9,4% na comparação com o ano anterior (veja os principais indicadores na tabela ao final desta reportagem). O ano reuniu conquistas relevantes em diferentes verticais da companhia, principalmente pela expansão dos negócios no exterior e em segmentos como a reposição. A Frasle Mobility apresentou um novo recorde de receita líquida consolidada, atingindo R$ 4 bilhões. Esse número é 17% maior que o registrado no ano anterior. Os números apurados em 2024 ainda não contabilizam os números da Dacomsa, no México. Outros projetos desenvolvidos no decorrer do ano passado, especialmente na vertical Autopeças, estão em andamento e trarão impactos mais significativos a partir dos primeiros meses de 2025, como a aquisição da AXN Heavy Duty, no Estados Unidos, além da construção e início das operações das fábricas da Castertech e da Suspensys em Mogi Guaçu, que colocarão a companhia em um novo patamar de resiliência dos negócios e rentabilidade. O ano foi de forte recuperação nessa vertical, especialmente pela retomada da produção de caminhões no país, alcançando uma receita líquida de R$ 3,9 bilhões, alta de 18,6% na comparação com 2023.
O desempenho da vertical Montadora foi marcado por muitos desafios ao longo do ano, que prejudicaram seu desempenho. Ainda assim, houve recuperação de market share no mercado nacional, mesmo em um contexto desafiador do agronegócio. Em Serviços Financeiros e Digitais, as sinergias da estratégia comercial da marca Rands possibilitaram crescimento da receita líquida, com expansão de margens. Dentro do recorte do ano, o quarto trimestre também foi marcado por momentos históricos para a Randoncorp. A companhia atingiu R$ 3,3 bilhões de receita líquida consolidada, uma alta de 27,5% na comparação com o mesmo período de 2023, e de 4% em relação ao terceiro trimestre de 2024. O principal motivo para esse avanço na reta final do ano, além do bom momento do mercado de peças para montadoras (OEM’s) e reposição, foi o aumento das vendas para o mercado externo, com a retomada da entrega de semirreboques nos Estados Unidos e com a adição, a partir de novembro, dos números da EBS, empresa do Reino Unido adquirida pela controlada Master Freios.
Alterações na governança corporativa A Randoncorp também anunciou alterações em sua governança corporativa, que serão vigentes a partir de 1 de setembro. Sérgio Carvalho deixará o cargo de CEO da Randoncorp, ocupado por ele desde janeiro de 2022 e de presidente e CEO da Frasle Mobility, que ocupava desde fevereiro de 2017. “Este movimento, já planejado no processo de governança das empresas, reflete o planejamento individual de Sérgio, tanto no aspecto profissional, quanto pessoal. Neste novo contexto, Sérgio passará a atuar para a Randoncorp como senior executive advisor, na função de consultoria externa independente, contribuindo no planejamento estratégico da empresa e permanecendo nos conselhos deliberativos das joint ventures Master Freios e Jost Brasil”, informa o comunicado da companhia sediada em Caxias do Sul (RS).
Daniel Randon, atual presidente da Randoncorp, passará a acumular o cargo de CEO da companhia. Além disso, deixará a posição de conselheiro de administração e ocupará o cargo de presidente da Frasle Mobility. Daniel já foi presidente e CEO da Randoncorp de 2019 a 2021. Anderson Pontalti, EVP (Executive Vice President) Internacional da Randoncorp e COO da Frasle Mobility, assumirá o cargo de CEO da mesma empresa, dando continuidade ao trabalho de Sérgio. A RandonCorp é a 21ª maior empresa da região e também a oitava maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).
Empresa também anunciou mudanças em sua governança corporativa
Medeage, Blue World e Sanova focam na inovação tecnológica no setor de saneamento
“As iniciativas propostas pelas startups geram além de uma economia financeira uma redução significativa de impactos ambientais de cada empreendimento atendido, valorizando e estimulando o compromisso com a sustentabilidade”, ressalta Diego Chierighini, diretor executivo do Inaitec
Sediadas no Inaitec, um dos principais hubs de negócio da Grande Florianópolis, as startups catarinenses Medeage, Blue World e Sanova se destacam nacionalmente como referência em inovação tecnológica no setor de saneamento. O uso de água pode chegar aos 50% de economia em condomínios e empresas com as soluções que desenvolvem e que auxiliam na gestão de recursos hídricos, trazendo mais transparência às contas. “As iniciativas propostas pelas startups geram além de uma economia financeira uma redução significativa de impactos ambientais de cada empreendimento atendido, valorizando e estimulando o compromisso com a sustentabilidade”, ressalta Diego Chierighini, diretor executivo do Inaitec.
Atuando na gestão de recursos hídricos, a Blue World é responsável pela criação de uma tecnologia inovadora para eliminar o desperdício de água. Chamada de VLV, a válvula hidráulica atua no controle de vazão de água de torneiras e chuveiros, e já possibilitou a economia de mais 200 milhões de litros para os clientes da startup. A tecnologia também é usada na sede do Inaitec, a solução garantiu ao hub um selo de sustentabilidade, reconhecendo seu compromisso com práticas inovadoras e ambientalmente responsáveis, e apenas em janeiro de 2025 promoveu uma economia de 50 mil litros de água. “A economia representa também uma redução no consumo de energia elétrica, bem como menor desgaste e custos de manutenção das bombas hidráulicas. E contribui para a diminuição das emissões de gases de efeito estufa (GEE), alinhando o Inaitec com os objetivos globais de redução dos efeitos climáticos.” ressalta Andressa Schmidt, head de sustentabilidade da Blue World.
Promovendo a inovação junto a condomínios e empresas de saneamento, a Medeage atualmente faz a gestão de água de mais de 95 empreendimentos, que recebem mensalmente diagnósticos identificando desperdício. Com inteligência artificial usada no monitoramento, as em seu escopo, suas soluções incluem a instalação de medidores individuais para cada unidade que trazem mais transparência de dados e facilitam a gestão de cada empreendimento. “É um total de 55 milhões de litros de água que passam nos nossos medidores mensalmente. Nossa gestão ativa permite ao cliente final acompanhar o seu consumo, identificar padrões e vazamentos, e ainda reduzir os gastos”, garante Chelsea Marchi, diretora técnica da Medeage.
Também sediada no Inaitec, a Sanova é outra empresa de base tecnológica que atua no mesmo setor, com foco na gestão e redução dos índices de perdas de água e consumo de energia elétrica por seus clientes. Com auxílio de softwares e ferramentas digitais, seu trabalho envolve um estudo completo de análise que permite elevar o nível de eficiência da gestão de recursos hídricos para empresas e órgãos públicos, identificando e eliminando gastos desnecessários. Fundado em 2010 pela prefeitura de Palhoça, Pedra Branca Empreendimentos, Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) e pela Associação Comercial e Industrial de Palhoça (Acip), o centro tecnológico atendeu mais de 500 empresas e participa de uma série de iniciativas que promovem o empreendedorismo na região.
Medeage, Blue World e Sanova focam na inovação tecnológica no setor de saneamento
Recuo observado em fevereiro foi maior que o usual para o período
Evolução da taxa de juros vem segurando a demanda e, consequentemente, a produção
O índice que mede a evolução da produção industrial caiu de 48,9 pontos, em janeiro, para 48 pontos, em fevereiro. É o que aponta a Sondagem Industrial divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta terça-feira (25). De acordo com os empresários do setor, a produção recuou pelo quarto mês consecutivo. O gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, diz que o recuo é normal entre janeiro e fevereiro, mas foi mais acentuado em 2025, acendendo um sinal de alerta para o desempenho do setor. “Os empresários estão preocupados com a evolução da taxa de juros, por exemplo. Segundo eles, isso vem segurando a demanda e, consequentemente, a produção”, avalia.
Depois de duas quedas consecutivas, o índice que mede o número de empregados da indústria aumentou na passagem de janeiro para fevereiro. O indicador saltou de 49,6 pontos para 50,3 pontos. “Isso demonstra a força do mercado de trabalho. Apesar de a produção mostrar sinais de desaquecimento, ainda há expectativas positivas para ela em 2025. Vale lembrar que o empresário só deixa de contratar trabalhadores em um cenário de expectativas bastante negativas, o que não é o caso no momento”, explica Azevedo.
A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) se manteve em 69% em fevereiro, um ponto percentual acima da UCI registrada no mesmo mês do ano passado. Já o índice de evolução do nível de estoques está em 49,4 pontos. Apesar de estar numericamente acima do resultado observado em janeiro, quando registrou 49 pontos, o indicador continua abaixo da linha divisória de 50 pontos. Valores abaixo dessa linha significam que houve queda dos estoques em relação ao mês anterior. O índice de estoque efetivo em relação ao planejado pelas empresas se comportou de forma semelhante no período. Fechou fevereiro em 49,6 pontos. A pesquisa destaca que o estoque de produtos acabados das indústrias ficou abaixo do planejado em 10 dos últimos 12 meses.
Em março de 2025, o índice de expectativa de demanda registrou leve avanço de 0,5 ponto. Já o índice de expectativa de exportação caiu 0,8 ponto. Os indicadores que medem a expectativa das empresas comprarem matérias-primas e contratarem mais funcionários permaneceram iguais. Apesar dos comportamentos distintos dos índices, as projeções dos empresários da indústria seguem todas positivas. Ou seja, eles esperam crescimento de todas essas variáveis ao longo dos próximos meses. A intenção de investimento recuou 0,5 ponto, para 57,5 pontos, em março. Nos três primeiros meses do ano, o índice se mantém abaixo do patamar observado em dezembro do ano passado.
Recuo observado em fevereiro foi maior que o usual para o período
Desde sexta-feira, mais de 11 mil contratos foram formalizados
Novo consignado com tarifas mais baixas é destinado a profissionais com carteira assinada, incluindo domésticos, rurais e MEIs
A procura pelo Crédito do Trabalhador tem sido intensa desde a sua implementação, na última sexta-feira (21). Entre 6h da manhã da sexta e 18h deste domingo (23), o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) registrou 40.180.384 simulações de empréstimo, resultando em 4.501.280 propostas solicitadas e 11.032 contratos formalizados. Os dados foram divulgados pelo Dataprev ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O volume de acessos à CTPS Digital está 12 vezes acima da média semanal dos últimos três meses. O programa é uma linha de crédito direcionada a profissionais contratados no regime da CLT e inclui trabalhadores rurais, domésticos e assalariados de Microempreendedores Individuais (MEIs).
Diante do alto número de consultas, a orientação é que os trabalhadores não se precipitarem na hora de contratar o crédito. A recomendação é que as pessoas interessadas esperem o prazo de 24 horas para que todas as instituições financeiras habilitadas enviem suas propostas, garantindo assim melhores condições de juros. Criado pela Medida Provisória nº 1.292, o Crédito do Trabalhador entrou em vigor no dia 21 de março e permite que 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada – incluindo domésticos, rurais e empregados do MEI – tenham acesso ao crédito consignado. Inicialmente, a modalidade está disponível exclusivamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, mas a partir de 25 de abril todas as instituições bancárias poderão ofertar o crédito em suas próprias plataformas digitais.
Como funciona Para solicitar o empréstimo, o trabalhador deve acessar a aba “Crédito do Trabalhador” na Carteira de Trabalho Digital e autorizar o compartilhamento de dados como nome, CPF, valor do salário e tempo de empresa, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Após essa autorização, ele recebe propostas em até 24 horas e pode escolher a mais vantajosa por meio do canal da instituição financeira, que analisa a margem do salário disponível para consignação. O crédito pode ser garantido com até 10% do saldo do FGTS ou, em caso de demissão, com 100% da multa rescisória (acompanhe o infográfico ao final desta reportagem).
Regras O trabalhador pode desistir das operações de crédito com consignação em folha no prazo de até sete dias a contar do recebimento do crédito. Para isso, deve restituir o valor total recebido. O recolhimento de valores descontados da parcela do crédito com consignação em folha de pagamento será feito por meio da guia do FGTS Digital, pelo empregador, e deve ser quitado na mesma forma e prazos de vencimento do FGTS. O empregador presta as informações relativas ao desconto da parcela do crédito nos eventos de remuneração do eSocial, bem como nos eventos de desligamento.
Desde sexta-feira, mais de 11 mil contratos foram formalizados
A captação de recursos internacionais é uma das principais estratégias do Badesul em 2025
Apesar dos desafios impostos pela catástrofe meteorológica, o Badesul Desenvolvimento, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), registrou um lucro líquido de R$ 53 milhões em 2024. Ao longo do ano, a agência de fomento do Rio Grande do Sul realizou 571 operações, totalizando R$ 925 milhões em financiamentos aprovados – um crescimento 58% acima da meta projetada. Para mitigar os impactos da enchente na economia, o Badesul contou com um aporte de R$ 100 milhões do governo estadual. Esse recurso, integralizado ao capital da agência em fevereiro deste ano, permitiu a criação da linha Renova RS.
“O total disponível na linha para empresas afetadas pela catástrofe soma R$ 290 milhões, combinando o aporte estadual, recursos próprios do Badesul e US$ 30 milhões (que correspondem a cerca de R$ 170 milhões) captados com o banco internacional Fonplata”, destaca o presidente da instituição, Claudio Gastal. Diante da calamidade que atingiu o Rio Grande do Sul em abril e maio de 2024, o Badesul disponibilizou R$ 124,4 milhões em novas contratações por meio de linhas emergenciais de financiamento, além de ter concedido R$ 158 milhões para 31 municípios. Também foi suspensa por seis meses a cobrança das operações que estavam vigentes na ocasião, beneficiando mais de 230 empresas localizadas em cidades que sofreram com os alagamentos.
Captação internacional A captação de recursos internacionais é uma das principais estratégias do Badesul neste ano. Nesse sentido, o fortalecimento do ecossistema de inovação faz parte das metas de 2025. “Em 2024, foram investidos R$ 2,1 milhões em fundos de participação voltados a empresas inovadoras. Agora, vamos realizar um aporte de mais R$ 20 milhões em até quatro Fundos de Investimento em Participações, os FIPs, com foco no desenvolvimento de startups gaúchas”, projeta Gastal.
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How To Begin A Brokerage Enterprise
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Institutional brokerage firms primarily serve giant organizations, similar to pension funds, mutual funds, hedge funds, and other institutional traders. These corporations supply specialised providers, including trade execution, analysis, and market analysis, tailored to the needs of institutional shoppers. Specialty brokerage firms concentrate on particular niches inside the monetary markets, such as real estate, commodities, or international trade. These corporations present specialized data and companies tailored to their particular market segment. Brokerage corporations function guardians of their clients’ investments, making certain the safe storage and management of securities and funds. They present essential companies corresponding to sustaining accounts, safeguarding securities, and overseeing the distribution of dividends and curiosity funds.
Hybrid Brokerage Firms
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Efeitos climáticos, demanda aquecida e exportações estão entre os principais fatores
Indústria do café é uma das mais afetas e queda no faturamento chega a 70%
A indústria de alimentos de Santa Catarina está sentindo os efeitos da alta dos preços de insumos e do dinamismo no mercado de trabalho nos custos de produção. Para alguns segmentos, a desvalorização do real frente ao dólar e o incremento de exportações também têm contribuído para o aumento nos custos. Análise do economista Marcelo de Albuquerque, gerente de projetos em negócios de desenvolvimento industrial da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), revela que esses fatores, aliados ao aumento da demanda interna e choques de produção, devem continuar sustentando a inflação de alimentos. “O crescimento econômico brasileiro e a manutenção do consumo das famílias ajudaram a pressionar para cima as expectativas de inflação do mercado ao longo dos últimos 12 meses. O reflexo disso é uma política monetária restritiva, com aumento da taxa básica de juros, diante da piora nas expectativas de inflação”, explica. Para se ter uma ideia, em janeiro de 2024, a inflação projetada era próxima de 3,5% para 2025. Com a pressão dos indicadores econômicos, a perspectiva até o momento é de 5,7% de inflação para este ano.
A indústria de café é uma das mais afetadas, com preços em seus recordes históricos na bolsa de Nova York, onde o produto é negociado. Em março, o preço do café arábica ficou 108,9% acima da média de abril de 2024, alcançando R$ 2.536,02 por saca de 60 quilos. Para Micheli Polli Silva, presidente da câmara de alimentos e bebidas da Fiesc e empresária do ramo, a indústria de café já observa um recuo de 70% no faturamento, com os supermercados reduzindo pedidos. “Ainda haverá repasse de preços no varejo, já que os mercados ampliaram seus estoques no fim do ano passado. O valor na gôndola ainda não reflete os preços atuais, dos novos pedidos”, anuncia. A empresária destaca que está ajustando a linha de produtos e atendendo mercados para a exportação a fim de rentabilizar a operação. “Nos momentos de crise olhamos para dentro do negócio para ajustar no detalhe a operação. É uma oportunidade de avaliar e mudar o que não está funcionando, e pensar novas estratégias e atingir novos nichos e mercados para dar um novo norte ao negócio”, afirma.
Na indústria da panificação, os custos dos insumos vêm apresentando alta desde abril de 2024, de acordo com estudo da Fiesc. Os óleos e gorduras vegetais subiram 16,7%, impactados pela quebra da safra de soja brasileira e pelo aumento de 20,9% na produção de biodiesel a partir do óleo de soja no ano passado, quando a indústria de alimentos concorreu com a de biocombustíveis pelo insumo. No mesmo período, o preço do açúcar aumentou 8,9% e a cotação média do trigo por tonelada cresceu 5,6% nos últimos seis meses, em comparação ao mesmo período anterior. Os ovos também tiveram aumento de preços no atacado, passando de cerca de R$ 180 por 25 dúzias em janeiro de 2024 para R$ 247,50 no primeiro mês do ano. Na avaliação do presidente da câmara de panificação e confeitaria, Ramiro Cardoso, o setor precisa buscar alternativas na melhoria de processos e na pesquisa e desenvolvimento de novos ingredientes para se manter competitivo. “Alguns fatores que afetaram os preços são passageiros, mas precisamos fazer o dever de casa e avaliar a operação para manter nossa capacidade de atender o mercado”, avalia.
Efeitos climáticos, demanda aquecida e exportações estão entre os principais fatores
Somente conhecendo mais a China é que estudantes, professores e empresas poderão aproveitar melhor as potencialidades das relações entre os dois países
Zhou Zhiwei, diretor do Centro de Estudos Brasileiros, do Instituto de Estudos Latino-Americanos (ILAS), da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), e o colunista Milton Pomar, titular de Conexão Ásia
São Paulo subiu degraus importantes na relação Brasil-China, com a inauguração, na sexta-feira (21), na Universidade de São Paulo (USP), do Centro USP-China, instituição que se soma, na própria USP, ao Centro de Pesquisa China-Brasil para Inovação e Competitividade, criado em janeiro de 2022 – parceria do Centro de Inovação Inova USP, Instituto de Pesquisa Belt and Road para Cooperação Internacional e Desenvolvimento e Universidade de Shenzhen –, e ao curso de letras, habilitação em chinês (língua e literatura chinesa), iniciado em 1968.
Agora, as três universidades públicas paulistas possuem centros de estudos a respeito da China, em parceria com instituições de ensino e pesquisas chinesas: a Universidade Estadual de Campinas tem o Centro CASS-Unicamp de Estudos da China, com a Academia Chinesa de Ciências Sociais, criado em maio de 2019 (sucedeu o precursor Grupo de Estudos Brasil-China da Unicamp, de 2011), e a Universidade Estadual Paulista, a primeira a oferecer o ensino de mandarim no Brasil, com o Instituto Confúcio, instalado em 2008.
Essas iniciativas somam-se à fundação, no final de novembro de 2024, do Centro Brasil-China de Pesquisa, Desenvolvimento e Promoção de Tecnologia e Mecanização para Agricultura Familiar, da Universidade de Brasília (UnB), resultado de parceria com o governo federal, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e o governo da China; do Instituto Brasil-China de Inovação, Ciência e Tecnologia, integrado pela UFRJ, Petrobras, China National Offshore Oil Corporation (Cnooc) e Universidade do Petróleo da China e do Instituto China-Brasil de Engenheiros de Destaque – para realizar ensino e pesquisa na área de engenharia na UFRJ/Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe).
Tanta movimentação acadêmica do lado brasileiro ocorre na sequência do que já existe na China, desde 2004, quando foi inaugurado na Universidade de Beijing o Centro de Cultura Brasileira. Dia 18 de dezembro de 2024 foi a vez do Centro de Estudos Brasileiros, instalado na Universidade de Zhejiang, sob a direção do professor José Medeiros, natural do Rio Grande do Norte. Em Beijing há também o Centro de Estudos Brasileiros, do Instituto de Estudos Latino-Americanos (ILAS), da Academia Chinesa de Ciências Sociais (CASS), dirigido pelo professor Zhou Zhiwei (foto).
O interesse crescente pelo Brasil na China explica o fato de haver atualmente mais de cinco mil estudantes da língua portuguesa em cerca de 40 universidades chinesas. Certamente contribuiu para esse verdadeiro “boom” linguístico o crescimento do comércio entre os dois países, que alcançou no ano passado um terço dos US$ 518 bilhões da América Latina com a China (em 2001, o comércio bilateral entre o continente e o Império do Meio foi de modestos US$ 15 bilhões). Estatais e empresas privadas chinesas teriam investido US$ 43 bilhões no Brasil até 2023, de acordo com a publicação “Perfil de Comércio e Investimentos China 2025”.
Somente conhecendo mais a China é que estudantes, professores, empresas e governos do Brasil poderão aproveitar melhor as potencialidades das relações entre os dois países. Para isso, é necessário muito mais que intercâmbios acadêmicos – integrantes da mídia, formadores de opinião das redes sociais e dirigentes empresariais brasileiros precisam conhecer como a China conseguiu reduzir a pobreza, como funciona o seu sistema financeiro, a lógica de investimento em meios de transporte de massa e em telecomunicações, e o papel central do Estado em tudo isso – definindo estratégias, planejando, investindo em infraestrutura e monitorando a execução dos planos quinquenais, o desempenho das estatais e a evolução do mercado.
Somente conhecendo mais a China é que estudantes, professores e empresas poderão aproveitar melhor as potencialidades das relações entre os dois países
Os recursos estão alocados principalmente na fábrica de Carambeí
Além da Batavo, estão no portfólio do grupo marcas como Parmalat, Elegê, Itambé e Président
A Lactalis Brasil está investindo cerca de R$ 285 milhões para ampliação da linha de produção de suas fábricas em Carambeí, nos Campos Gerais, e Londrina, na região norte. Diretores da empresa apresentaram na terça-feira (18) ao governador Carlos Massa Ratinho Junior um panorama dos investimentos do grupo, que conta com incentivos do programa Paraná Competitivo. O CEO da Lactalis Brasil, Roosevelt Junior, ressaltou o potencial do Paraná na produção de leite e o apoio dado pelo governo estadual às empresas que aqui se instalam. “O Paraná é um estado estratégico para a nossa empresa. É o segundo em produção de leite no Brasil, com 4 bilhões de litros anuais, e o que mais cresce na produção nos últimos dez anos. A nossa empresa é do ramo do leite, então a primeira questão que procuramos é a disponibilidade, que encontramos aqui”, disse.
No Paraná, a produção da Lactalis é comercializada principalmente com a marca Batavo, criada em 1928 em Carambeí e adquirida pela multinacional em 2015. Além da Batavo, estão no portfólio do grupo marcas como Parmalat, Elegê, Itambé e Président. Por meio de parceria com a cooperativa Castrolanda e a aquisição da Cativa Cooperativa Agropecuária, de Londrina, a empresa faz a captação de 600 milhões de litros de leite por ano e conta com 1.500 colaboradores. Entre 2015 e 2022, a Lactalis investiu R$ 377 milhões em suas atividades no Paraná. Outros R$ 20 milhões foram aportados em 2024 para ampliação do Centro de Distribuição de Carambeí, com uma área total de 6.400 metros quadrados. Agora, com o novo investimento dentro do Paraná Competitivo, de quase R$ 285 milhões, serão R$ 682 milhões em uma década.
Os recursos estão alocados principalmente na fábrica de Carambeí, polo de produção da marca Batavo no Brasil. Serão ampliadas a linha para produção de pudim de leite; de iogurtes, leites fermentados e bebidas lácteas; e de sobremesas e creme de queijo. De acordo com Roosevelt, a empresa cresce, em média, 10% ao ano no setor de iogurte, sendo a Batavo a segunda marca do Brasil no segmento. O centro de distribuição em Carambeí serve de hub logístico na distribuição das marcas da empresa. É de lá que as cargas refrigeradas são consolidadas e distribuídas para todo o Brasil. Na fábrica de Londrina, os recursos estão sendo utilizados para modernização da planta, que hoje produz leite UHT, pasteurizado e em pó, composto lácteo, soro em pó e manteiga.
O diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, afirmou que o programa Paraná Competitivo ajuda no fortalecimento de cadeias produtivas. “Eles começaram com 40 milhões de litros de leite, estão em 600 milhões e querem chegar a 1 bilhão de litros de leite nos próximos quatro anos. É um setor em que eles vão investir e pagar melhor para quem produz”, salientou. O Paraná tem a segunda maior bacia leiteira do Brasil, com 15,4% de participação, atrás apenas de Minas Gerais, com 24,9%, e à frente de Santa Catarina, que aparece em terceiro lugar, com 13%. Segundo o IBGE, foram produzidos no Paraná 3,9 bilhões de litros de leite no ano passado.
Os recursos estão alocados principalmente na fábrica de Carambeí
Cooperativa de Chapecó terá um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais
Em um mercado tão grande, há espaço de sobra para a Aurora Coop crescer e se consolidar, disputando taco a taco com os produtos dos concorrentes em qualidade e preço
Depois de 12 anos exportando carnes suína e de frango para a China, a Cooperativa Central Aurora Alimentos (Aurora Coop) se instalará em Shanghai neste primeiro semestre, e participará com estande no Salão Internacional de Alimentos (SIAL) na mesma cidade, de 19 a 21 de maio. Essas duas ações na China, confirmadas por Neivor Canton, presidente da Aurora Coop, em entrevista na segunda-feira (17) ao Blog “Conexão Ásia”, da revista e portal AMANHÃ, são parte essencial da estratégia da Cooperativa Central – terceiro maior grupo agroindustrial brasileiro de proteína animal – de crescer no mercado mundial.
Ousadia, ingressar na China para disputar lá dentro o mercado de carnes suína com a Espanha e outros países da Europa, mais Estados Unidos e Canadá. Mercado que teria consumido 58 milhões de toneladas de carne suína em 2024, pouco mais do que a produção anunciada, de 57 milhões. Essas grandezas se revezam, ano após ano, obrigando a China a importar pelo menos um milhão de toneladas anualmente, para suprir o abastecimento e ainda exportar a diferença. Em 2025, estima-se que a China importará 1,3 milhão de toneladas de carne suína. Em 2023 foram 1,5 milhão, a um custo de US$ 6 bilhões, dos quais a Espanha ficou com US$ 1,5 bilhão.
Com 452,6 milhões de cabeças de suínos em 2023, das quais 40 milhões matrizes, a China continua detentora de praticamente metade do rebanho mundial. Conseguiu recuperar-se da epidemia de Peste Suína Africana (PSA), em 2018 e 2019, que teria levado ao abate sanitário de dezenas de milhões de animais, à queda na produção (41,1 milhões de toneladas em 2020) e à importação recorde de carnes em 2020: 9,9 milhões de toneladas, das quais 4,3 milhões de toneladas de carne suína. Analistas chineses consideram que o mercado para carne suína em 2025 será no máximo “mais do mesmo” em relação ao ano anterior. Isso porque a demanda teria caído, em decorrência do desemprego juvenil continuar elevado, a população seguir diminuindo, e a carne suína sofrer cada vez mais a concorrência do peixe e das carnes bovina, de frango e ovina.
Evidente que em um mercado tão grande (em 2024, o total de abates chegou a 702 milhões de cabeças), no qual a carne suína lidera o consumo chinês de carnes, com 41 quilos per capita, há espaço de sobra para a Aurora Coop crescer e se consolidar, disputando taco a taco com os produtos dos concorrentes em qualidade e preço. Ainda mais porque com a “Aurora Coop Shanghai” este ano, ela mudará de patamar no trabalho com a China, aproximando-se dos clientes atuais e tendo um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais.
Traduzindo: a Aurora Coop tem sete vezes o mercado brasileiro para dar conta.Henan, a província-irmã de Santa Catarina, tinha 99 milhões de habitantes em 2020. Shandong, a província vizinha, outros 101 milhões. Somadas, equivalem a um Brasil. Ambas se urbanizaram em grande escala nas últimas três décadas, diminuindo muito as áreas para produção de alimentos. As duas províncias ainda são grandes produtoras de alimentos, mas precisam comprar cada vez mais carnes. E ir de Shanghai até Jinan, capital de Shandong, leva três a cinco horas, dependendo do trem rápido que se escolher.
Cooperativa de Chapecó terá um leque maior de relações institucionais e comerciais necessários à abertura de mercados locais e regionais
Soraia Zonta foi a primeira mulher latino-americana a conquistar ouro na categoria
Soraia recebe prêmio que reconhece empresas que aplicam química verde para uma gestão mais sustentável
A catarinense Soraia Zonta, fundadora e CEO da Bioart Biodermocosméticos, conquistou um reconhecimento inédito para o Brasil e a América Latina. Em cerimônia realizada em Viena, Áustria, no dia 13 de março, Soraia recebeu ouro na categoria Iniciativas Lideradas por Mulheres no prêmio Chemical Leasing Award, promovido pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (Unido). A premiação reconhece empresas que aplicam química verde para uma gestão mais sustentável de produtos químicos. Desde 2010, a Bioart adota esse modelo, focado na sustentabilidade e economia circular, reduzindo o impacto ambiental e agregando valor ao setor.
As linhas Essencial e Solar da Bioart foram premiadas por sua composição inovadora e livre de substâncias tóxicas. Como primeira mulher latino-americana a conquistar esse prêmio, Soraia também foi nomeada embaixadora da ONU para a disseminação da tecnologia sustentável na região. “Ser ouro no meio de tantos europeus e americanos, a maioria homens, tem um valor especial para mim. Agora nosso principal desafio é levar esse modo sistêmico de produção verde para novos empreendedores”, destaca a empresária. Com sede em Canelinha, na Grande Florianópolis, a Bioart se consolidou como referência nacional em clean beauty, produzindo maquiagens minerais e dermocosméticos veganos. A empresa alia inovação, compromisso ambiental e impacto positivo na indústria, oferecendo soluções sustentáveis para o mercado.
Soraia Zonta foi a primeira mulher latino-americana a conquistar ouro na categoria
Edital para execução da dragagem e aprofundamento do canal foi lançado
A execução do projeto é estimada em R$ 300 milhões
A obra de dragagem e aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga está mais perto de sair do papel. Na última sexta-feira (21), o governo do estado e o Porto Itapoá assinaram o contrato da Parceria Público-Privada (PPP) que vai viabilizar a iniciativa. Por meio da autoridade portuária de São Francisco do Sul, o governo catarinense também lançou o edital de licitação para a escolha da empresa responsável pela execução do projeto, estimado em R$ 300 milhões. A obra permitirá a atracação e operação de embarcações de 366 metros de comprimento, sendo o primeiro complexo portuário do Brasil com capacidade para navios desse porte com carga máxima. O edital para a escolha da empresa que realizará a obra já está disponível no site do Porto de São Francisco e a sessão pública de abertura das propostas ocorrerá no início de junho. A expectativa é que as obras tenham início ainda neste ano e sejam concluídas já em 2026.
O presidente da Câmara de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Egídio Martorano, explica que o aprofundamento do canal é uma demanda histórica da entidade, pois aumenta a competitividade do estado no comércio exterior. “A ampliação da capacidade operacional do complexo portuário da Baía da Babitonga vai permitir que navios maiores e mais modernos possam atracar em Santa Catarina, elevando a quantidade de contêineres transportados por embarcação de 10 mil TEUs para 16 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés)”, detalha Martorano. Para ele, a obra precisa vir acompanhada de melhorias também nos acessos ao complexo portuário, já que o aumento da capacidade também vai elevar a demanda das rodovias de acesso, já saturadas.
“É um marco na história portuária catarinense. Para vocês terem uma ideia, significa mil contêineres a mais que são carregados ou descarregados. Como vão ser aprofundados dois metros, significa dois mil contêineres a mais. Nós movimentamos cerca de 65 navios por mês, isso significa 130 mil contêineres a mais por mês, anualizando mais de um milhão e meio de contêineres, que a gente vai poder oportunizar para os importadores e exportadores para a indústria catarinense. Isso é muita coisa, o que vai trazer muita competitividade para as empresas que aqui estão”, comemorou o presidente do Porto de Itapoá, Ricardo Arten.
Os portos da Baía da Babitonga estão entre os mais eficientes do país. O Porto de São Francisco do Sul é um dos mais movimentados do Brasil, tendo registrado a marca de 17 milhões de toneladas de mercadorias no ano passado. Já o Porto Itapoá, que se destaca na operação de cargas conteinerizadas e é o maior empregador do município, movimentou cerca de 1,2 milhão de TEUs em 2024, equivalente a 14 milhões de toneladas: um crescimento expressivo de 19% em relação a 2023. Atualmente, o Complexo Portuário da Baía da Babitonga responde por mais de 60% da movimentação portuária de Santa Catarina, em tonelagem.
Edital para execução da dragagem e aprofundamento do canal foi lançado
Companhia gaúcha passa a produzir panelas e outros utensílios fora do Brasil
Evento de lançamento contou com a presença do presidente do conselho e CEO do Grupo Aequs, Aravind Melligeri (à esquerda) e do presidente do conselho de administração da Tramontina, Eduardo Scomazzon
Com o objetivo de expandir a presença no mercado indiano e atender de forma mais eficaz o mercado global, a Tramontina se uniu à empresa indiana Aequs para anunciar sua primeira joint venture. A nova unidade chamada Aequs Cookware Products Limited (ACPL) é a primeira fábrica da Tramontina fora do Brasil. Está localizada nas instalações da Aequs em Hubballi, no estado de Karnataka, e produz panelas e outros utensílios de cozinha para clientes na Índia e no exterior. Com um investimento de 800 milhões de rúpias indianas (cerca de R$ 52,3 milhões), a joint venture se beneficiará do ecossistema de produção de 160 hectares da parceira indiana na cidade de Hubballi.
“Este é apenas o início dessa operação e vemos grandes oportunidades de crescimento e expansão, tanto na capacidade de produção quanto na gama de produtos para necessidades domésticas que oferecemos ao mercado. Queremos estender o legado de qualidade e inovação da Tramontina aos consumidores indianos mais exigentes, contribuindo na pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e na melhoria dos processos”, afirma Eduardo Scomazzon, presidente do conselho de administração da Tramontina.
A nova unidade conta com um quadro de 80 funcionários e tem capacidade de produção de cerca de 400 mil panelas de alumínio por mês, com revestimento antiaderente ou cerâmico. A partir de outubro, está previsto o início da operação de uma nova linha de panelas de aço inoxidável, com capacidade para 75 mil unidades mensais. “A demanda global crescente por panelas de alta qualidade representa uma grande oportunidade e esta parceria nos coloca numa posição privilegiada para atendermos tanto o mercado indiano, quanto o mercado internacional”, declara Aravind Melligeri, CEO da Aequs.
A Tramontina entrou na Índia em 2024, com uma estratégia de varejo omnichannel, abrangendo comércio geral, varejo moderno e plataformas de e-commerce para garantir ampla disponibilidade em todo o país. Em junho de 2024 inaugurou seu centro de distribuição em Mumbai, a maior e mais importante cidade da Índia, com 890 metros quadrados de área. Atualmente presente em mais de 120 países pelo mundo, a marca centenária brasileira já soma 23 unidades operacionais no exterior, sendo 19 centros de distribuição, três escritórios regionais de vendas e um escritório de qualidade e serviços. A Tramontina é a 36ª maior empresa da região e também a 15ª maior do Rio Grande do Sul, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).
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