Archives Março 2025

Desocupação sobe para 6,8%

No entanto, carteira assinada bateu recorde

Apesar da alta do desemprego, o número de empregados com carteira assinada no país bateu novo recorde, chegando a 39,6 milhões

A taxa de desocupação para o trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2025 subiu para 6,8%, com alta de 0,7 ponto percentual frente ao trimestre móvel anterior (encerrado em novembro de 2024), quando estava em 6,1%. Apesar da alta, o rendimento dos trabalhadores chegou ao recorde da série (R$ 3.378), assim como o número de trabalhadores com carteira assinada (39,6 milhões). A taxa repetiu seu valor mais baixo entre os trimestres encerrados em fevereiro (6,8%), que havia ocorrido em 2014. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE.

A taxa de desocupação ficou 1 ponto percentual abaixo da observada no mesmo trimestre móvel do ano passado. A população desocupada cresceu 10,4% frente ao trimestre anterior, chegando a 7,5 milhões de pessoas. Esse contingente, no entanto, está 12,5% menor que o registrado no mesmo trimestre do ano passado. Para Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, a alta segue o padrão sazonal da PNAD Contínua com a tendencia de expansão da busca por trabalho nos meses do primeiro trimestre de cada ano. A população ocupada do país recuou 1,2% frente ao trimestre anterior e chegou a 102,7 milhões de trabalhadores. Esse contingente ainda está 2,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado.

Nenhum grupamento de atividade cresceu, frente ao trimestre anterior, e três deles tiveram reduções no seu número de ocupados: construção (-4%), administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-2,5%) e serviços domésticos (-4,8%). O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado chegou a 39,6 milhões, novo recorde da série histórica iniciada em 2012. Houve alta nas duas comparações da pesquisa: 1,1% no trimestre e 4,1% no ano. “A expansão do emprego com carteira está relacionada com a manutenção das contratações no comércio”, avalia Adriana.

Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,5 milhões) caiu 6% no trimestre e manteve estabilidade no ano. O número de empregados no setor público recuou 3,9% no trimestre e subiu 2,8% no ano. Enquanto isso, o contingente de trabalhadores por conta própria ficou estável no trimestre e cresceu 1,7% no ano. Como resultado desses movimentos, a taxa de informalidade teve ligeira redução: 38,1% da população ocupada contra 38,7% no trimestre encerrado em novembro de 2024 e, igualmente, 38,7% no trimestre encerrado em fevereiro do ano passado.

No entanto, carteira assinada bateu recorde

Inovação, cultura e foco no resultado são pilares para negócios sustentáveis

Weg identificou oportunidades e investiu em inovação

Líderes industriais catarinenses destacam estratégias e desafios das indústrias para vencer cenários adversos no Fórum Radar, na Fiesc

Em um cenário em que mudança é o novo normal e resiliência é a palavra-chave, líderes industriais de Santa Catarina trouxeram para o Fórum Radar os fundamentos para a sustentabilidade dos negócios. Durante o evento, que reuniu executivos de indústrias catarinenses na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) nesta quinta-feira (27), o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, destacou que o debate tem como objetivo transformar Santa Catarina em um estado cada vez mais dinâmico, cada vez mais referência em âmbito nacional e internacional.

O diretor presidente executivo da Weg, Alberto Kuba, destacou que o diferencial da empresa, ao longo de sua trajetória de 63 anos, foi identificar oportunidades e investir em inovação. O foco em resultado, uma cultura forte e a ousadia para crescer em ambientes adversos são características que contribuíram para que a Weg se tornasse uma companhia global de sucesso. “A Weg sempre procurou identificar o gap entre seus produtos e os de seus concorrentes e trabalhou para minimizar a distância, seja comprando tecnologia ou desenvolvendo por meio da inovação”, frisou.

Cleber Pisetta, diretor da Altona, destacou que a inovação é um dos pilares da Altona. “A gente tem de estar persistindo, um passo de cada vez, numa melhoria contínua.” A presidente da Duas Rodas, Rosemeri Francener, destacou que a história da empresa, que está completando 100 anos, foi baseada em seus valores e na sua governança, além de um crescimento consistente. O conselheiro da Tecnofibras, Marcelo de Aguiar, afirmou que entre os desafios para a longevidade das indústrias está a necessidade de transformação cultural para absorver novas tecnologias e de treinar seus colaboradores para a adoção delas. A percepção é corroborada pelo vice-presidente da Fey, Fernando Fey, que afirmou que a transformação cultural é essencial para a transformação digital.

Weg identificou oportunidades e investiu em inovação

Certificação verde chega a edifício de classe média em Curitiba

Residencial recebeu certificação GBC, até então exclusiva dos imóveis de alto padrão

O New Urban, assinado pela AGL Incorporadora, é o primeiro de sua categoria a receber o GBC Condomínio

A certificação Green Building Council, que reconhece as construções mais sustentáveis do mundo, chegou aos condomínios de classe média em Curitiba. O edifício residencial New Urban, assinado pela AGL Incorporadora e localizado no bairro popular do Novo Mundo, é o primeiro de sua categoria a receber o GBC Condomínio. O empreendimento alcançou o nível Gold do sistema de certificação internacional para edifícios sustentáveis. O residencial tem 25 pavimentos e 84 unidades e está classificado como categoria médio padrão ou standard, de imóveis voltados para a classe média.

Com apartamentos com valores médios de R$ 500 mil a R$ 800 mil, o residencial tem itens de sustentabilidade e eficiência até então exclusivos de edifícios de alto padrão ou dos segmentos de luxo e superluxo. “Partimos da visão de que sustentabilidade, tecnologia, conforto térmico e acústico devem estar em todos os novos projetos imobiliários. Além de agregar valor aos imóveis, as soluções adotadas no New Urban vão gerar economia para os moradores e reduzir o impacto ambiental das obras e do uso, algo especialmente importante na construção civil, setor que está entre os principais emissores de gases do efeito estufa”, explica o engenheiro, sócio-fundador e diretor executivo da AGL, Luiz Antoniutti.

Verde desde a etapa de projeto
O processo de certificação do New Urban começou com a concepção do empreendimento e teve o suporte de consultoria especializada, a Forte Ambiental, desde a etapa de projeto. Além das adequações que resultam em eficiência lumínica e energética, a gestão de resíduos da obra e proteção do entorno, para reduzir o impacto da construção na vizinhança, também foram consideradas. A consultoria acompanhou todas as etapas da construção do residencial, até a entrega das chaves para os moradores. Foram feitas visitas técnicas mensais, para avaliar a obra e fazer os relatórios fotográficos que atestaram que todos os itens foram cumpridos. O New Urban tem projeto fotovoltaico de geração de energia renovável para abastecer parte do consumo nas áreas comuns do condomínio. O projeto luminotécnico inclui sistema de sensores de presença em todas as áreas comuns, opção pelas lâmpadas de LED e projeto arquitetônico que otimiza o aproveitamento da luz natural nas unidades e espaços de uso compartilhado.

O empreendimento também adota tecnologias para conforto térmico e acústico, que incluem esquadrias para reduzir a troca de calor e os ruídos, além de manta acústica nos pisos. Para a economia de água, o edifício tem sistema de reaproveitamento das águas pluviais e águas cinzas para reuso nas descargas dos vasos sanitários, irrigação e limpeza das áreas comuns. Segundo o gerente de engenharia da AGL, Vinícius Hanser, com o sistema é possível reduzir o consumo de água potável, com impacto significativo nas contas de água dos futuros moradores. “Se uma família formada por quatro pessoas consome, em média, 10 mil litros de água potável por mês, 1440 litros deste total são gastos pelo sistema convencional de descarga. Com o reuso das águas cinzas, a economia pode chegar a 15% do consumo total”, afirma. O residencial também tem central de coleta multi seletiva, para separação aprimorada dos resíduos orgânicos e recicláveis em vidros, metais, papéis e plásticos. No terreno vizinho ao empreendimento, a AGL e a CWB Outdoor construíram uma praça de uso comunitário, um projeto de gentileza urbana assinado pela Bloco Base. O espaço, com jardim de espécies nativas da Mata Atlântica, horta comunitária, áreas para pets e eventos, foi inspirado por iniciativas de requalificação de áreas ociosas pelo mundo.

Gestão construtiva responsável
A construção do New Urban seguiu os preceitos da gestão construtiva responsável, com subsolo único, para remoção de menor quantidade de terra (preservação do solo) e também o uso de materiais construtivos de procedência certificada, que não contêm produtos químicos que possam ser prejudiciais à saúde dos moradores. Além disso, a logística das obras resultou em redução do impacto ambiental com a geração de resíduos da construção civil e a destinação correta dos mesmos. O empreendimento ainda contempla cuidados com a biodiversidade, com a preservação da vegetação que já estava no terreno e projeto de paisagismo que prioriza espécies nativas de plantas para os ambientes externos, que demandam menos irrigação e custo de manutenção para o condomínio.

Residencial recebeu certificação GBC, até então exclusiva dos imóveis de alto padrão

SHEIN consolida presença no Sul com expansão em SC e no RS

Após estreia no Paraná, plataforma de moda quer atrair 1 mil lojistas catarinenses e prepara estrutura para integrar marcas gaúchas ao marketplace

Felipe Feistler, country manager da SHEIN no Brasil: “A região Sul tem grande potencial de escalabilidade e infraestrutura para apoiar o crescimento do nosso marketplace”

Com mais de 50 milhões de clientes no Brasil, a gigante chinesa do varejo online SHEIN deu início a um novo capítulo de sua estratégia de nacionalização: a consolidação de seu marketplace na região Sul. Depois de estrear no Paraná em setembro de 2024, a empresa anunciou Santa Catarina como foco no primeiro trimestre de 2025 e confirmou a chegada ao Rio Grande do Sul ainda neste ano. A escolha por Santa Catarina tem base em números e logística. O estado responde por 26% da produção nacional de vestuário, segundo a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) — e, para uma plataforma reconhecida pela força no segmento de moda, esse dado é decisivo. “As cidades prioritárias são Blumenau, Joinville, Florianópolis, Brusque e Itajaí”, afirma Felipe Feistler, country manager da SHEIN no Brasil, em entrevista ao Portal AMANHÃ.

Até agora, cerca de 600 vendedores catarinenses já estão ativos na plataforma, e a meta é alcançar 1 mil até o fim de março. A proposta da empresa é atrair pequenos e médios varejistas locais, conectando-os a uma base de consumidores espalhada por todo o país. A estrutura logística está sendo expandida para sustentar essa nova fase — não apenas em Santa Catarina, mas também nos próximos destinos: Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo e o próprio Rio Grande do Sul. “No início de 2025, anunciamos a expansão para Santa Catarina, e estamos estruturando o nosso ecossistema logístico para atender às regiões em que iremos crescer”, explica Feistler. No caso gaúcho, embora as cidades ainda não tenham sido divulgadas, o executivo garante que a expansão está nos planos de 2025 e seguirá o modelo de crescimento em fases, com foco no bom atendimento a clientes e vendedores.

Já no Paraná, a atuação começou pelas cidades de Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel. Desde então, varejistas paranaenses já podem vender pela plataforma, e a SHEIN segue apostando no crescimento regional. Além da produção têxtil, a SHEIN vê na região Sul um conjunto de atributos estratégicos: o segundo maior PIB do Brasil, boa infraestrutura rodoviária e um ecossistema industrial diversificado, o que amplia o potencial de oferta de produtos. “As regiões têm um grande potencial de captação de vendedores e escalabilidade”, resume Feistler.

Após estreia no Paraná, plataforma de moda quer atrair 1 mil lojistas catarinenses e prepara estrutura para integrar marcas gaúchas ao marketplace

Metade dos brasileiros sofreu fraude no ano passado

Uso indevido de cartões de crédito é o golpe mais comum

Dentro do universo de brasileiros que perderam dinheiro com fraude, a maior parte teve prejuízo entre R$ 100 e R$ 1 mil

Metade dos brasileiros (51%) foi vítima de alguma fraude no ano passado. Desses, 54,2% tiveram prejuízo financeiro. Os dados fazem parte do Relatório de Identidade e Fraude 2025, divulgado nesta terça-feira (25) pela Serasa Experian ─ empresa de tecnologia de dados que atua também na análise de crédito, autenticação e prevenção à fraude. O principal tipo de golpe aplicado foi uso indevido de cartões de crédito (47,9%), seguido por pagamento de boletos falsos ou transações fraudulentas via Pix (32,8%) e phishing, emails ou mensagens fraudulentas que induzem ao roubo de dados (21,6%).

Foram entrevistadas 877 pessoas entre 18 e 65 anos, nas cinco regiões do país. A margem de erro é de 3,4% para mais ou para menos. O levantamento apontou que, dentro do universo de brasileiros que perderam dinheiro com fraude, a maior parte teve prejuízo entre R$ 100 e R$ 1 mil. Entre os homens, 52,5% informaram ter sofrido fraude. Entre as mulheres, o índice se reduz para 49,3%. O estudo confirma que, quanto maior a idade, maior a proporção de vítimas de golpes. Na faixa etária de 18 a 29 anos, 40,8% dos entrevistados mencionaram terem sido vítimas. De 30 a 49 anos, o percentual sobe para 51,9%. No grupo de pessoas com mais de 50 anos, 57,8% foram alvos dos criminosos.

A pesquisa da Serasa Experian identificou que a tecnologia é usada tanto para oferecer mais segurança em transações quanto para deixar as fraudes mais sofisticadas. Por um lado, o uso da biometria facial como método de autenticação cresceu de 59% para 67% na passagem de 2023 para o ano passado. Entre os entrevistados, 71,8% afirmam se sentir mais protegidos ao utilizá-la. Por outro lado, os pesquisadores identificaram o uso de inteligência artificial (IA) generativa para a criação de perfis falsos altamente realistas, projetados para burlar verificações de identidade com dados sintéticos, além de tornar os ataques de phishing mais sofisticados, com links e mensagens fraudulentas que imitam comunicações legítimas.

Uma ferramenta dos criminosos são as chamadas deepfakes ─ imagens criadas com o uso de tecnologias de IA que permitem a sobreposição de rostos e vozes em vídeos, com o intuito de criar imagens falsas de pessoas em vídeos. “É importante que as empresas aprimorem constantemente tecnologias de prevenção à fraude, combinando diferentes tecnologias para reforçar a segurança e fortalecer a confiança nos serviços digitais em toda a jornada do consumidor”, sugere o diretor de autenticação e prevenção da Serasa Experian, Caio Rocha. Há pouco mais de um mês, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançaram a Aliança Nacional de Combate a Fraudes Bancárias e Digitais. A iniciativa pretende atuar tanto na prevenção quanto na repressão de golpes e crimes online.

De acordo com o levantamento da Serasa Experian, o extravio de dados é uma das formas de se iniciar fraudes. Em 2024, 16,3% dos entrevistados informaram terem os documentos roubados ou perdidos. A pesquisa identificou ainda que 19% dos entrevistados admitiram já ter compartilhado os dados pessoais com terceiros, expondo-se a riscos ainda maiores. As razões para o compartilhamento de dados mais citadas foram compras online (73,7%), abertura de contas bancárias (20,4%) e obtenção de empréstimos (15,2%). O estudo constatou que, apesar de ser o meio em que mais fraudes são cometidas, o cartão de crédito é o método de pagamento considerado mais seguro pelos entrevistados, superando a marca de 2023.

Com ABR

Uso indevido de cartões de crédito é o golpe mais comum

Elephant Skin apresenta nova diretora executiva para a região Sul

Patrícia Fernandes assume posição na empresa global de marketing imobiliário

Patrícia é formada em administração e possui um MBA Executivo Internacional pela UFRGS

Com abordagem inovadora e portfólio de mais de 400 projetos, a Elephant Skin, plataforma global voltada ao marketing imobiliário, anuncia a chegada de Patrícia Borges Fernandes, nova diretora executiva da empresa na região Sul. A profissional, com mais de 30 anos de carreira, se junta ao time com o objetivo de fortalecer e ampliar o relacionamento com clientes dos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Nascida em Porto Alegre, Patrícia é formada em administração e possui um MBA Executivo Internacional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Tem experiência em áreas como gestão comercial e operações, planejamento comercial e estratégico, marketing e entregas de projetos de grande porte. Ao longo da carreira, já trabalhou em empresas do ramo imobiliário e de turismo em diferentes cidades e, hoje, tem residência fixa em Balneário Camboriú, um dos grandes polos de desenvolvimento imobiliário do Brasil. É VP de governança da ADVB Santa Catarina e, em 2023, foi escolhida como uma das top 50 líderes de marketing do estado.

Em suas vivências na área de construção e incorporação, Patrícia conta que muitas vezes esteve do lado de quem queria contratar um serviço, mas não conseguia encontrar um parceiro que atendesse o projeto de maneira completa. “Como vivenciei a dificuldade de quem compra, vejo agora a oportunidade de ser uma facilitadora no processo de explicação sobre nossos serviços, destacando as vantagens da Elephant Skin — financeiras, de qualidade e de acesso — e reforçando que oferecemos o que há de mais moderno no mercado em termos de tecnologia”, relata. A profissional identifica um grande campo de oportunidades para o negócio na região Sul, que cada vez mais tem se desenvolvido para mercados que vão além das construções residenciais, como o ramo da hotelaria e de entretenimento, a partir da construção de parques e atrações turísticas. Santa Catarina, especificamente, tem sido uma região atrativa para investidores, com movimentações nos setores públicos e privados para desenvolvimento de projetos.

Um exemplo disso é o projeto que a Elephant Skin participa por meio do desenvolvimento de estratégias de marketing 360º ao lado das incorporadoras Müze e Melnick na Praia Brava, em Itajaí. O empreendimento denominado Tempo conta com sete torres residenciais e um hotel de luxo da rede Emiliano, com VGV de R$ 2,5 bilhões. Serão unidades de 400 a 1.000 metros quadrados com custo de até R$ 100 milhões. “A globalização é ótima para dar acesso e agilidade no que diz respeito às informações. Mas a gente também sabe que é impossível estar em todos os locais ao mesmo tempo. Então, quando a Elephant Skin opta por montar uma estrutura local, está mostrando disponibilidade para discutir uma solução Tailor Made de maneira direta e próxima”, reforça Patrícia.

Patrícia Fernandes assume posição na empresa global de marketing imobiliário

BNDES aprova financiamentos para Copacol e Coamo

Cooperativas paranaenses investirão a maior parte do valor em armazenagem

Com R$ 83,8 milhões, Copacol ampliará a capacidade nas unidades de armazenamento de Cascavel e Jesuítas e na fábrica de rações também em Jesuítas

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamentos a projetos de armazenagem, cujos recursos são provenientes do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), do Plano Safra 2024/25, e do Finem. Serão R$ 83,8 milhões para a Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol) – sendo R$ 52,8 milhões em recursos PCA e R$ 31 milhões em Finem – e R$ 52,8 milhões em recursos PCA para a Coamo Agroindustrial Cooperativa.

Para a Copacol, o financiamento representa 91,4% do investimento que a cooperativa fará em três unidades no Oeste do Paraná. A finalidade é ampliar a capacidade de armazenamento de grãos da unidade Melissa, em Cascavel, passando das atuais 23.500 toneladas para 58 mil toneladas de grãos. Serão construídos três silos armazenadores de 11.500 toneladas cada, juntamente com a instalação de linhas de carga e descarga, com capacidade de 200 toneladas por hora. Em Jesuítas, a capacidade de armazenamento da fábrica de rações passará de 163 mil toneladas para 209 mil toneladas e serão construídos quatro silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 46 mil toneladas a serem acrescidas.

Já na unidade de recebimento e armazenamento de grãos, também em Jesuítas, a capacidade de armazenagem de grãos passará das atuais 45 mil toneladas para 68 mil toneladas, e serão construídos dois silos metálicos, com capacidade de armazenagem de 11.500 toneladas cada, perfazendo um total de 23 mil toneladas. Durante a execução das obras, a previsão é que sejam gerados, indiretamente, 62 empregos na unidade Melissa, 170 na fábrica de rações em Jesuítas e 65 na unidade de armazenamento de Jesuítas.

O apoio do BNDES corresponde à totalidade dos investimentos da Coamo na modernização e ampliação da estrutura de armazenagem de soja e milho das unidades de Barbosa Ferraz, Brasilândia do Sul, e Engenheiro Beltrão, no Centro-Oeste do Paraná. Além de expandir a capacidade de armazenamento, o projeto melhora o fluxo de recebimento e armazenagem da produção, aumentando a confiabilidade dos processos e a conservação dos grãos com qualidade inalterada, enquanto o produtor cooperado aguarda as melhores condições de comercialização. No total, a capacidade de armazenamento das três unidades deverá ser ampliada das atuais cerca de 123,6 mil toneladas de grãos para aproximadamente 183,6 mil. Durante a execução do projeto, serão criados 75 postos de trabalho temporários.

A Coamo é a sexta maior empresa da região e também a segunda maior do Paraná, enquanto a Copacol ocupa a 30ª posição na região e a 11ª no estado, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil. A cooperativa de Campo Mourão também ocupa a primeira posição no ranking exclusivo que revela quem são as maiores do cooperativismo do Sul, enquanto a Copacol, de Cafelândia, é a sexta colocada nessa mesma lista (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

Cooperativas paranaenses investirão a maior parte do valor em armazenagem

O húngaro que encanta

“Pisti”, como o chamam, foi meu maior presente de 2024

Sábado István (à direita, na foto) faz aniversário. Eu também. Eu 67, ele quase nada a mais

1 – Ontem a jornalista Mona Dorf promoveu uma entrevista com István Wessel numa instituição judaica daqui de São Paulo. Com casa cheia, ouvimos o depoimento de um homem que encanta sem fazer força e que seduz pela tração poderosa da história vivida. Hoje sou amigo dele. Quando o recebi num debate sobre o meu livro “O Halo Âmbar”, dele ouvi um depoimento candente e intenso. Concluí então que escrevera 520 páginas, na verdade, pensando em ter um – bastava um – leitor como ele. “Pisti”, como o chamam, foi meu maior presente de 2024.

2 – István é filho do Danúbio, nasceu em Budapeste. O pai sobreviveu ao campo de Mauthausen. No ocaso da Guerra, a mãe queria que saíssem da Europa e do frio. A Austrália era uma alternativa, visto que lá tinham família. Mas quis a burocracia consular que o destino fosse o Brasil. Sorte nossa. Segundo o jornalista Dias Lopes, István foi o melhor presente que a Hungria deu ao Brasil. Para mim, ele e Paulo Rónai – pai de Cora Rónai – foram as dádivas com que a Mitteleuropa nos regalou. No Campo, o pai levava uma faca, o instrumento de trabalho.

3 – Com ela, dispunha-se a fatiar os pães entre os detentos. Quem tinha a faca, administrava justiça. Como retribuição, só pedia as migalhas. Ao cortar dezenas de pães, haveria do que se manter. Um dia, carregando um bebê num moisés, o pequeno “Pisti” com 10 anos, e a esposa, chegaram a uma casa no meio do milharal seco de dezembro. Não havia fôlego para seguir viagem. Estava frio. Torciam para que a casinha fosse acolhedora e austríaca. Se fosse húngara, estariam em situação difícil. Deram sorte. Era 1956. Budapeste fora esmagada pelos tanques russos.

4 – No novo país, a família correu atrás do seu negócio. Açougueiros de gerações, queriam estar nas vizinhanças da concorrência porque isso significava fregueses. Os bons se destacariam. Em três anos, um carro zero já reluzia na garagem. Nada ruim para quem chegara com uma mochila – “e nela não havia ouro”. István se casa. Vem o primeiro filho. Ele resolve fazer um curso de cinema sob pretexto de documentar o engatinhar do bebê. Mas lá, algo muda. Lá vira amigo do publicitário Julio Ribeiro, um desses homem de gênio que quem dele privou não se esquece.

5 – No novo capítulo profissional, a palavra de ordem foi trabalhar o “branding”. Facas Wessel, tábuas de carne, temperos, receitinhas e utensílios – desde que o cliente não perdesse de vista que era ali que acharia a melhor carne, o serviço mais customizado. Por que customizado? Retórica? Não. A clientela se sofisticou e começou a aparecer clientes alemães e franceses do ABC, na cola do desembarque das montadoras no Brasil, nos anos JK. István, o dínamo, era incansável. Fez compêndios quadrilingües para cativar os europeus que queriam cortes como os de casa.

6 – O velho Wessel se apaixonou pelo novo país. Voltou à Hungria… mas só até a fronteira. Da Áustria, cuspiu com estrépito no solo magiar. Disse o embaixador Carlos Alberto Asfora, com quem viajou. “Simpaticíssimo. Conheci-o e à sua esposa durante um cruzeiro de uma semana no ´Mermoz` pelos fiordes noruegueses, até o Spitzberg e a calota polar. Faz 40 anos, mas lembro vividamente do seu ardoroso amor pelo Brasil. Sempre falava com entusiasmo da natureza gentil dos brasileiros e de como ninguém o tratava diferente por ser judeu, que era o extremo oposto do que tinha vivido na Hungria. Um casal adorável.”

7 – István, com o arrazoado de Ribeiro na cabeça, foi à luta. Nunca ficou órfão de assessoria de imprensa. Apareceu nos espaços mais prestigiosos das revistas e jornais. Não contente, passou a gravar um boletim sobre comida e bebida no espaço de Mariângela Bordon, na rádio Eldorado. Lembro bem. Eu ia à Pires da Mota, na Aclimação, gravar o Merken Notícias no estúdio onde o Jô tinha um programa de jazz. Depois de anos, ele foi fazer a mesma coisa na Bandeirantes. Como manter-se tão jovem e vibrante? “Conhecendo os amigos dos meus filhos. Fazem planos e olham para o futuro.”

8 – O contraponto a isso, é a mania dos velhos de falar de doença. Quando o assunto ficava pesado, era Júlio Ribeiro que bradava: “Chega desse assunto chato, vamos virar o disco, vamos falar de assalto.” Os Wessel levaram o carpaccio fatiado e prontinho à mesa brasileira. Com a faca na mão, István dá show. Não faz muito tempo, um vídeo dele tinha sido visualizado por 3 milhões de pessoas no mundo todo. Reconciliado com o país de origem, voltou lá muitas vezes. Tem vasto acervo fotográfico da casa onde nasceu em Budapeste. Mas não foi lá que o Judaísmo aflorou.

9 – O pai nunca botou os pés numa sinagoga. Sob o olhar enviesado da avó, nem István nem o irmão foram circuncidados e ele mesmo levou em torno do pescoço por uns bons anos um símbolo que enlaçava uma estrela de David e uma Cruz. Até que aos 22 anos, aproveitando que estava na Turquia, István foi a Israel para visitar um amigo. Quando embarcou num EL Al e viu as aeromoças falando “ivrit” contemporâneo, teve uma epifania. Era tudo – brasileiro, húngaro, cidadão do mundo, mas também judeu. A partir daí se voltou para as causas comunitárias – tanto quanto para o charuto, churrasco e o vinho.

10 – Sábado István faz aniversário. Eu também. Eu 67, ele quase nada a mais. Viajante inveterado, acha tempo para tudo. Chega sempre elegante, é simples no trato e magnetiza o interlocutor pelo dom de fazê-lo se sentir importante. Ouvi-lo significa muito. É aprender sobre a história de São Paulo, é refletir sobre o destino. É, sobretudo, ver como uma cabeça bem construída responde com galhardia à adversidade e como perscruta os ventos – até para anunciá-los. Obrigado a ele a Mona pelo convite, que atendi com alegria. Minha noite saiu enriquecida. Espero que possamos nos rever em breve.

“Pisti”, como o chamam, foi meu maior presente de 2024

Atividade econômica catarinense salta 7,1% em janeiro

Estado cresce quase o dobro da média nacional

A indústria de Santa Catarina teve alta de 8,6% no primeiro mês do ano, contra 1,4% da média nacional

A atividade econômica de Santa Catarina registrou um crescimento de 7,1% no mês de janeiro em comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado positivo ressalta o aquecimento da economia catarinense, que cresce acima da média nacional. Enquanto o estado teve elevação de 7,1%, a atividade econômica do Brasil cresceu menos, cerca de 3,6%. O bom desempenho da economia do estado em janeiro é resultado, sobretudo, da alta em indicadores de indústria, comércio e serviços. Os três setores cresceram acima da média nacional no período. A elevação na atividade econômica de Santa Catarina é calculada pelo Banco Central.

“A economia do estado está muito aquecida, com bom resultado em todos os setores. Em janeiro, a atividade econômica foi puxada também pela boa temporada de verão, quando milhares de turistas passaram por Santa Catarina. Isso traz dinheiro para o estado, gera mais consumo e muitos empregos”, destaca o secretário de indústria, comércio e serviço, Silvio Dreveck. “O cenário econômico é positivo em Santa Catarina. Temos estimulado os investimentos privados por meio de programas de incentivo e linhas de crédito, o que tem potencializado a geração de oportunidades. Nesse sentido, o desemprego caiu para 2,7% e somente o Sine tem mais de 9 mil vagas abertas”, acrescenta.

O levantamento do BC avalia a atividade econômica de 13 das 27 unidades da federação. Nesta lista (veja o gráfico ao final desta reportagem), Santa Catarina (7,1%) ocupa a liderança, com o maior crescimento do país. Em segundo lugar está o Rio Grande do Sul, com alta de 5,3%. Na sequência aparecem Pará (4%), Bahia (3,6%), Goiás (3,4%), São Paulo (3,4%) e Paraná (3,2%). Já entre as regiões, o Sul tem a maior alta, com 5%. O Norte aparece em segundo com 2,8%, seguido de Sudeste e Centro-Oeste (ambos com 2,2%). O Nordeste cresceu 2,1% no mesmo período.

Os setores de indústria, comércio e serviços de Santa Catarina cresceram acima da média nacional em janeiro. Conforme dados do IBGE, a indústria teve alta de 8,6%, contra 1,4% da média nacional. Assim, o setor industrial catarinense lidera o ranking de crescimento dos estados. O segmento de serviços também liderou a lista dos estados em janeiro, com elevação de 3,4% frente à queda de 0,2% do índice brasileiro. A liderança é fruto, principalmente, do aquecimento de segmentos como transportes e turismo. O comércio também ficou em destaque no período. O setor teve crescimento das vendas de 8,3% em janeiro, ante 3,1% da média brasileira. Assim, ocupa a terceira posição no ranking dos estados. O resultado foi o melhor em seis anos para o comércio catarinense e se destacou a nível nacional.

Estado cresce quase o dobro da média nacional

Banco Central reduz estimativa de PIB para o ano

Inflação cai para 5,01%, mas segue acima da meta

O BC reduziu a estimativa de crescimento do país de 2,1% para 1,9% em 2025

O Banco Central (BC) reduziu a estimativa de crescimento do país de 2,1% para 1,9% em 2025. O dado sobre a projeção do PIB consta do relatório de política monetária do primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (27). Segundo o BC, a projeção de inflação para o ano cai para 5,01%, ainda fora do intervalo da meta. “O PIB cresceu fortemente em 2024, 3,4%, mas desacelerou mais que o esperado no quarto trimestre, ao crescer 0,2%. A desaceleração foi mais nítida nos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, no consumo das famílias e na formação bruta de capital fixo. Nesse contexto, a projeção para o crescimento do PIB em 2025 foi revisada para baixo, de 2,1% para 1,9%, com maior redução na expectativa dos componentes mais cíclicos”, revela o relatório.

Na avaliação do BC, a economia aquecida favorece a alta da inflação, dificultando a convergência para a meta. A inflação acumulada em doze meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), aumentou de 4,87% em novembro para 5,06% em fevereiro. A meta definida pelo Comitê de política Monetária (Copom) do BC é de 3%, podendo varia 1,5% para mais ou menos. O documento diz que as projeções de inflação se mantiveram acima da meta, tornando a “convergência para a meta desafiadora”.

“Nas projeções do cenário de referência, a inflação continua acima do limite do intervalo de tolerância ao longo de 2025, começando a cair a partir do quarto trimestre, mas ainda permanecendo acima da meta. Nesse cenário, a inflação acumulada em quatro trimestres fica na faixa de 5,5%-5,6% nos três primeiros trimestres de 2025, cai para 5,1% no final do ano, 3,7% em 2026 e 3,1% no último período considerado, referente ao terceiro trimestre de 2027”, afirma o BC. O documento diz ainda que a projeção de inflação para 2025 aumentou 0,6 ponto percentual em relação ao relatório anterior, especialmente nas projeções relacionadas aos preços livres. Em relação aos preços administrados, a projeção é de redução.

“Os efeitos dos aumentos das expectativas de inflação e da inércia decorrente das surpresas inflacionárias e da revisão das projeções de curto prazo pressionaram as projeções para cima, enquanto a subida da taxa de juros real, a apreciação cambial e a queda do preço do petróleo contribuíram para baixo”, diz o relatório. O documento aponta ainda que o cenário externo permanece desafiador e segue exigindo cautela por parte de países emergentes. Na avaliação da autoridade monetária, a conjuntura e a política econômica nos Estados Unidos, em particular a incerteza acerca da sua política comercial, colocam mais dúvidas sobre os ritmos de desaceleração da atividade econômica e da desinflação, com impactos na postura do Banco Central norte-americano, o Fed, e no ritmo de crescimento dos demais países.

Com ABR

Inflação cai para 5,01%, mas segue acima da meta

Santa Catarina exporta 70% da sua produção agropecuária

Mapa do Agronegócio Catarinense, lançado pela Facisc, revela a força do setor no estado

A diversidade produtiva das mesorregiões de Santa Catarina projeta o estado na produção brasileira do agronegócio: todas contam com pelo menos quatro destaques nacionais em diferentes produtos

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) lançou na terça-feira (25) o Mapa do Agronegócio Catarinense, um estudo inédito que evidencia a força e a diversidade do setor agropecuário no estado. Com R$ 87,3 bilhões de produção em 2023 e R$ 62,8 bilhões em exportações em 2024 (equivalente a 70% das exportações totais do estado), o agronegócio catarinense é um dos mais competitivos do país. O setor empregava formalmente 553 mil pessoas em 2023. A soma chega a mais de 1 milhão de trabalhadores com os informais, o que representa 20% da mão de obra em Santa Catarina. O levantamento reúne dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), oferecendo um panorama detalhado da produção agrícola, do rebanho, das exportações e dos principais polos do estado. Acesse o estudo completo ao final desta reportagem.

O presidente da Facisc, Elson Otto, destacou a importância de dar visibilidade ao setor. “Nosso objetivo é quantificar e demonstrar a relevância do agronegócio catarinense na geração de empregos, renda e competitividade global. O estudo fortalece a posição do estado no mercado nacional e internacional”, declarou. Otto também explicou que o Mapa do Agro foi feito baseado em dados e que a partir dele mudanças podem ser feitas para gerar investimentos significativos para o estado. “A transformação depende de cada um de nós. Precisamos acreditar que que mobilização e a participação de cada um faz a diferença. Fizemos o mapa do agronegócio porque acreditamos que podemos lutar pelo nosso desenvolvimento”, completou.

O diretor de ferrovias e agronegócio da Facisc, Lenoir Broch, detalhou que o estudo reúne dados sobre os principais produtos de cada região, destacando a importância do setor primário), do setor secundário (indústria de alimentos, bebidas e insumos agrícolas) e do setor terciário (comércio e distribuição). “Vemos o quanto nosso estado é privilegiado com a sua diversificação de produtos produzidos e ressalta a necessidade de investimentos. Apesar da competitividade, o setor enfrenta desafios logísticos. Com o estudo, podemos identificar gargalos e direcionar esforços para fortalecer nossa infraestrutura”, avaliou.

Principais destaques
Com o estudo a Facisc identificou que o investimento em tecnologia e equipamentos de ponta são essenciais para a evolução do agronegócio e para garantir a posição do estado em tantos segmentos. Segundo a economista da Facisc, Mariana Guedes, apesar da alta concorrência, principalmente com a Europa, o estado já mostra destaques na produção de maquinário tanto para o setor primário quanto para o setor secundário. “Investimentos na produção e na tecnologia desses maquinários são necessários para consolidar esta indústria em Santa Catarina. Como exemplo, as máquinas extratoras agrícolas no Sul, máquinas de têxtil e confecção no Vale e máquinas para fabricar alimentos no Oeste”, enumerou.

A diversidade produtiva das mesorregiões de Santa Catarina projeta o estado na produção brasileira do agronegócio: todas contam com pelo menos quatro destaques nacionais em diferentes produtos. O Oeste catarinense é a região com a maior quantidade de destaques na produção nacional, principalmente na pecuária. Em seguida, estão as regiões Serrana e Vale do Itajaí, com produtos da aquicultura, silvicultura e agricultura. Já na região Norte é a agricultura, enquanto no Sul e na Grande Florianópolis, os produtos da pecuária. Cada mesorregião catarinense se sobressai em diferentes segmentos do agronegócio, e contribui para a diversidade produtiva do estado. Confira abaixo o que cada região mais se destaca. No Mapa é também é possível encontrar mais detalhes de cada região.

Oeste Catarinense
O Oeste de Santa Catarina é protagonista em diversos produtos do agronegócio brasileiro, com destaque para os de origem animal e seus encadeamentos produtivos na indústria de maior valor agregado, como laticínios, máquinas para fabricar alimentos e bebidas e aparelhos de refrigeração industrial. Além disso, a manufatura da silvicultura, principalmente os produtos de madeira, torna a região líder nacional na quantidade de empregos formais. Isso garante mais arrecadação e qualidade de vida à população.

Serra Catarinense
A Serra conta com pelo menos cinco destaques na agropecuária brasileira. A região é líder nacional na produção de maçãs, inclusive a região de São Joaquim tem selo de Indicação Geográfica (IG) pelo INPI, devido à qualidade da maçã produzida. Outro destaque é a plantação de pinus: a região tem a maior área plantada do país, o que mostra alto nível de sustentabilidade na produção de madeira e de móveis do estado.

Norte Catarinense
A qualidade na produção de bananas faz a região Norte se destacar nacionalmente, sendo eleita uma das bananas mais doces do Brasil. Além disso, sobressai em culturas que não têm grande representatividade no país, mas que apresentam potencial de consumo, como é o caso da pera. A região também é importante no cenário nacional da indústria têxtil e de confecção.

Vale do Itajaí
Em relação à produção da agropecuária brasileira, a região se destaca pelo menos em seis produtos, com ênfase para a produção de cebolas, segunda maior do país e hortaliça indispensável na comida das famílias brasileiras. Também é a segunda região do estado com a maior quantidade de destaques nacionais na indústria. O Vale do Itajaí se diferencia, ainda, na produção de várias máquinas e equipamentos importantes para a agroindústria.

Sul Catarinense
A região vem cada vez mais investindo em produtos que remetem maior valor agregado, como é o caso da tilápia e dos ovos de codorna, que são produções mais recentes, mas que já se destacam no cenário nacional. O Sul também vem mantendo sua participação nacional em culturas já consolidadas e com poucos produtores nacionais, como é o caso do arroz.

Grande Florianópolis
Os investimentos nos últimos anos vêm mantendo a região como líder nacional absoluta na produção de ostras, vieiras e mexilhões, cuja produção possui vários cuidados e acompanhamentos de diversos indicadores para manter alta a qualidade do produto. Além disso, está em andamento o processo para obtenção do Selo de Indicação Geográfica da Ostra de Florianópolis.

Seu navegador não oferece suporte ao visualizador de PDF
Baixe o arquivo PDF aqui

Mapa do Agronegócio Catarinense, lançado pela Facisc, revela a força do setor no estado

IPCA-15 atinge 0,64% em março

Alimentos e transportes pressionam o índice

Com altas em ovo de galinha, tomate e café moído, alimentação no domicílio acelera para 1,25% em março (Foto: Pedro Vidal/Acervo Agência IBGE Notícias)

A prévia da inflação ficou em 0,64% em março, 0,59 ponto percentual abaixo de fevereiro, quando variou 1,23%. O resultado foi influenciado, principalmente, pelos grupos de alimentação e bebidas, com alta de 1,09%, e transportes, que subiu 0,92%. O acumulado em 12 meses ficou em 5,26%. Em março de 2024, o IPCA-15 havia registrado alta de 0,36%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi divulgado pelo IBGE.

A alimentação no domicílio acelerou de 0,63% em fevereiro para 1,25% em março. Contribuíram para esse resultado as altas do ovo de galinha (19,44%), do tomate (12,57%), do café moído (8,53%) e das frutas (1,96%). A alimentação fora do domicílio (0,66%) também acelerou em relação ao mês de fevereiro (0,56%), em virtude da alta da refeição (0,43% em fevereiro para 0,62% em março). Já o lanche (0,68%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,77%).

O grupo dos transportes também exerceu forte influência no índice geral. Juntos, os dois grupos respondem por cerca de dois terços do resultado de março. O destaque veio dos combustíveis (1,88%), com alta nos preços do óleo diesel (2,77%), do etanol (2,17%), da gasolina (1,83%) e do gás veicular (0,08%). O subitem trem apresentou alta de 1,9% devido ao reajuste de 7,04% nas tarifas no Rio de Janeiro (4,25%), a partir de 2 de fevereiro.

O grupo de habitação desacelerou de 4,34% em fevereiro – quando havia sofrido impacto do fim dos descontos nas contas de luz relativos ao bônus de Itaipu – para 0,37% em março. Neste mês, o resultado da energia elétrica residencial (0,43%) contempla o reajuste de 1,37% em uma das concessionárias do Rio de Janeiro (-0,12%), a partir de 15 de março, sendo a queda registrada devido à redução na alíquota do PIS/Cofins. Regionalmente, todas as áreas tiveram alta em março. A maior variação foi registrada em Curitiba (1,12%), por conta das altas da gasolina (7,06%) e do etanol (6,16%). Já o menor resultado ocorreu em Fortaleza (0,34%), que apresentou queda nos preços da energia elétrica residencial (-1,69%) e da gasolina (-0,9%).

Alimentos e transportes pressionam o índice

Engie anuncia aquisição de duas usinas hidrelétricas

O valor total da transação será de aproximadamente R$ 2,9 bilhões

A Engie é a 15ª maior empresa da região e também a sétima maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL

A Engie Brasil Energia anunciou a compra de duas usinas hidrelétricas. A aquisição da Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari (foto), localizada nos estados do Amapá e do Pará, e da Usina Hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, no Amapá, adiciona 612 MW de capacidade instalada ao parque gerador da companhia catarinense. O valor total da transação, contemplando o endividamento dos ativos, será de aproximadamente R$ 2,9 bilhões. As duas unidades serão integradas a um parque gerador que hoje conta com 11,3 GWé composto de 115 usinas, sendo 11 hidrelétricas e 104 complementares — centrais a biomassa, PCHs, eólicas e solares. “A operação criará valor aos acionistas ao nos permitir alocar capital em ativos já operacionais e com receitas seguras e de longo prazo, com bom equilíbrio entre riscos e retornos, onde poderemos aplicar também toda a nossa reconhecida expertise em operação de hidrelétricas”, avalia o diretor financeiro e de relações com investidores, Eduardo Takamori.

A Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, localizada no Rio Jari, entre os municípios de Laranjal do Jari (Amapá) e Almeirim (Pará), conta com 393 MW de capacidade instalada e 211 MW médios de capacidade comercial. A usina iniciou sua operação comercial em 2014 e a concessão vence em outubro de 2045. A Usina Hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, localizada no Rio Araguari, no município de Ferreira Gomes (Amapá), possui capacidade instalada de 219 MW e capacidade comercial de 123 MW médios. A Engie é a 15ª maior empresa da região e também a sétima maior de Santa Catarina, de acordo com o ranking 500 MAIORES DO SUL, publicado pelo Grupo AMANHÃ com o apoio técnico da PwC Brasil (veja o ranking completo aqui e o anuário digital completo clicando neste link).

O valor total da transação será de aproximadamente R$ 2,9 bilhões

Gemini pode substituir Google Assistente no Android Auto 14.0

O Android Auto 14.0 começou a ser distribuído para os usuários por meio de uma atualização na Google Play Store. Apesar de não apresentar mudanças visíveis, uma análise do código revelou indícios de que o Google está preparando a substituição do Google Assistente pelo Gemini, sua nova inteligência artificial. Essa mudança já era esperada, uma […]O Android Auto 14.0 começou a ser distribuído para os usuários por meio de uma atualização na Google Play Store. Apesar de não apresentar mudanças visíveis, uma análise do código revelou indícios de que o Google está preparando a substituição do Google Assistente pelo Gemini, sua nova inteligência artificial. Essa mudança já era esperada, uma […]

Google prevê avanço na computação quântica nos próximos cinco anos

O Google está otimista sobre o futuro da computação quântica que pode estar prestes a dar um salto importante. De acordo com Julian Kelly, diretor de hardware do Google Quantum AI, essa tecnologia revolucionária pode estar a apenas cinco anos de alcançar aplicações práticas que os computadores atuais não conseguem resolver. A declaração foi feita […]O Google está otimista sobre o futuro da computação quântica que pode estar prestes a dar um salto importante. De acordo com Julian Kelly, diretor de hardware do Google Quantum AI, essa tecnologia revolucionária pode estar a apenas cinco anos de alcançar aplicações práticas que os computadores atuais não conseguem resolver. A declaração foi feita […]