Archives Setembro 2024

Empregos que exigem especialidade em IA oferecem salário até 25% maior

Conclusão faz parte do primeiro Barômetro Global de Empregos em IA de 2024 da PwC

“Existem enormes oportunidades para pessoas, organizações e economias com experiência em tecnologias novas e emergentes, como a IA”, afirma Camila Cinquetti, sócia líder da área de Workforce da PwC Brasil

Setores de trabalho mais expostos à Inteligência Artificial (IA) registraram um crescimento de 4,8 vezes na produtividade, de acordo com o primeiro Barômetro Global de Empregos em IA de 2024 da PwC. Além disso, em alguns mercados, empregos que exigem competências especializadas em IA oferecem salário até 25% maior. O relatório, que analisou mais de meio bilhão de anúncios de emprego de 15 países, sugere que a IA pode permitir que nações superem um persistente quadro de baixo crescimento na produtividade, gerando desenvolvimento econômico, salários mais elevados e melhores padrões de vida. “Empresas e governos precisam garantir que estão investindo nas competências necessárias, tanto para os cidadãos como para as organizações, se quiserem prosperar em um contexto de trabalho que já está sendo transformado pela IA”, afirma Camila Cinquetti, sócia líder da área de Workforce da PwC Brasil. “Existem enormes oportunidades para pessoas, organizações e economias com experiência em tecnologias novas e emergentes, como a IA”, conclui Camila.

No Brasil, 72% dos CEOs no Brasil afirmam que a IA mudará significativamente a forma como suas empresas criam, entregam e capturam valor nos próximos três anos, de acordo com a 27ª edição da CEO Survey, pesquisa anual da PwC. Na última edição, lançada em janeiro, foram consultados mais de 4.700 líderes empresariais em todo o mundo. O Barômetro Global de Empregos da PwC revela que trabalhadores capacitados para a IA são mais produtivos e mais valiosos para o negócio, conclusão que também converge com a 27ª CEO Survey. No levantamento, CEOs no mundo cujas empresas começaram a adotar a IA acreditam que ela aumentará a eficiência do tempo de trabalho de seus funcionários.

O Barômetro concluiu que, para cada anúncio de emprego em 2012 que exigia competências vinculadas ao domínio de IA (como machine learning), existem agora sete anúncios de vagas com essa condição. Em contraste, os anúncios para todos os empregos cresceram mais lentamente, apenas dobrando desde 2012. Também de acordo com o mesmo levantamento, o crescimento de empregos que exigem competências especializadas em IA superou o de todas as outras categorias de trabalho desde 2016, bem antes do surgimento do ChatGPT. O número de vagas para especialistas em IA aumentou 3,5 vezes mais rápido do que o total de empregos.

A proporção de anúncios de emprego que requerem habilidades relacionadas à IA é maior no setor de serviços, informação e comunicação e serviços financeiros – precisamente os segmentos previstos para estarem mais expostos à IA. Em serviços financeiros, há uma proporção de empregos que exigem habilidades em IA quase três vezes maior do que em outros setores; em serviços, também três vezes maior; e, em informação e comunicação, cinco vezes maior. “A IA proporciona muito mais do que ganhos de eficiência”, comenta Denise Pinheiro, sócia da PwC Brasil especialista em transformação digital. “A IA oferece formas fundamentalmente novas de criar valor. Em nosso trabalho com os clientes, vemos empresas usando IA para ampliar o valor que seus funcionários podem oferecer. Neste momento, existe uma demanda de mercado por profissionais como desenvolvedores de software”, opina.

Conclusão faz parte do primeiro Barômetro Global de Empregos em IA de 2024 da PwC

Bruno Sias Rodrigues é o melhor Sommelier do RS em 2024

Concurso da ABS-RS tem como principal objetivo valorizar a profissão

Bruno possui formação como sommelier profissional, complementado com cursos Sommelier Master e de harmonização essencial pela ABS-RS

O pelotense Bruno Sias Rodrigues venceu a prova final do concurso de melhor Sommelier do Rio Grande do Sul, disputada também por Lucas Manzoni Uliana e Emmanuel Vinícius Franco de Abreu. O concurso, promovido pela regional gaúcha da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS-RS) pelo quarto ano consecutivo, teve transmissão ao vivo, e foi seguido de uma masterclass (clique aqui para ver o concurso na íntegra. A prova de Bruno começa a partir dos 28 minutos e tem duração de um pouco mais de meia hora). A habilidade de servir com elegância e precisão, somado ao conjunto de conhecimentos sobre vinhos e outras bebidas foram colocados à prova na tarde da última quinta-feira (5) no Spa do Vinho.

Degustar e reconhecer vinhos s cegas, identificar líquidos servidos em taças negras. Atender a uma mesa, sugerindo aos clientes harmonizações a partir de um menu de cinco passos, sem esquecer de entretê-los com informações sobre os produtos, além de identificar erros em cartas de vinhos com rótulos de diferentes regiões do mundo. Essas foram as cinco provas da final. A prova escrita, classificatória para a final, foi realizada sábado, 31 de agosto, por 12 candidatos, na sede da ABS-RS em Bento Gonçalves. “Estamos muito contentes, pois tivemos recorde de inscrições, com profissionais de diferentes cidades do Rio Grande do Sul. E apesar do nível de dificuldade das provas ser alto, as médias das notas foram muito boas, superiores aos anos anteriores. O Bruno representará muito bem a evolução e profissionalização da sommellerie no Rio Grande do Sul em 2024”, comemorou Caroline Dani, presidente da ABS-RS.

Além da experiência prática no serviço do vinho e atendimento ao público, apresentadas pelos competidores, o primeiro e segundo colocados possuem formação como sommelier profissional, complementados com cursos Sommelier Master e de Harmonização Essencial pela ABS-RS. Já Abreu, além de sommelier profissional, também possui graduação em viticultura e enologia. O júri foi composto por representantes das principais instituições do setor vitivinícola, membros da diretoria da ABS-RS, da imprensa, e pelo presidente da ABS Paraná, Andersen Prado, e pela vice-presidência da ABS Brasil, representada por Júlio César Kunz, atual diretor de relações institucionais da ABS-RS.

Para que o público presente e online pudesse compreender melhor as provas e o desempenho dos concorrentes, o melhor Sommelier do Brasil 2021, Renato Neves, e o embaixador da ABS-RS, o escritor Michael Waller, faziam comentários em tempo real ao longo da final. Como premiação, o vencedor recebeu troféu e foi convidado pela ABE para compor o júri de comentaristas da Avaliação Nacional de Vinhos (ANV), em outubro. Rodrigues também recebeu prêmios como um curso Master pela ABS-RS, um exemplar do Chimas Corte 2, vinho exclusivo elaborado pela entidade em conjunto com vinícolas gaúchas parceiras, uma garrafa Chandon Magnun e um acessório para vinhos personalizado oferecido pela Boccati. Como os ganhadores estaduais se tornam aptos a disputar o concurso nacional, a ABS-RS também custeará as despesas de inscrição, deslocamento e hospedagem caso Rodrigues opte por concorrer ao título. O segundo e terceiro colocados também foram premiados com troféu, cursos temáticos pela ABS-RS e acessórios personalizados.

O Concurso de Melhor Sommelier do Rio Grande do Sul tem como principal objetivo valorizar a profissão identificando e premiando os melhores profissionais em atuação. “O sommelier é um profissional de grande importância no trade enogastronômico, pois é ele quem faz a ponte entre os produtos e o mercado, levando conhecimento sobre a bebida, auxiliando o cliente em suas escolhas e proporcionando uma melhor experiência no momento de consumo. O vinicultor, a loja, o restaurante, o hotel e, principalmente, o consumidor, são beneficiados com esse serviço que demanda dedicação, qualificação e sensibilidade”, pontua Caroline.

Concurso da ABS-RS tem como principal objetivo valorizar a profissão

Equidade ainda distante

Empresas de capital aberto no Brasil têm apenas 31% de mulheres na liderança

Empresas terão de se adequar a novas obrigações impostas pela B3 quanto à composição da administração, adotando critérios de diversidade ao elegerem os membros da sua alta gestão

Estatísticas recentes demonstram como a equidade ainda é algo distante das altas lideranças empresariais no Brasil. Segundo levantamento da Quantum Finance, apenas 31% dos cargos de liderança das empresas de capital aberto nacionais são ocupados por mulheres (confira o gráfico abaixo). O estudo levantou dados de diversidade de gênero e raça de cerca de 600 companhias de capital aberto, com origem nos formulários de referência encaminhados pelas próprias companhias à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Já o anuário ESG Disclosure Yearbook Brasil 2024, elaborado pela agência de classificação de risco Bells & Bayes Rating Analytics, revela que 50% das empresas do Novo Mercado da B3 não têm mulheres presentes na diretoria. No conselho de administração, o índice é de 27%. “A diversidade, entendida como a presença de pessoas tecnicamente habilitadas com diferentes origens, experiências, habilidades e perspectivas na alta administração, exerce papel fundamental na criação de valor econômico e no impulsionamento da inovação e do desempenho empresarial”, destaca o relatório. O estudo analisa, por meio de mais de 70 data points, o perfil de 191 companhias listadas, e também usou como base as informações das próprias empresas, declaradas nos formulários de referência enviado à CVM. Um destaque é que 82% das companhias analisadas informaram não possuir, ou não mencionaram, objetivos específicos voltados à diversidade de participantes na alta administração.

No entanto, ao longo dos próximos dois anos, as empresas terão de se adequar a novas obrigações impostas pela B3 quanto à composição da administração, adotando critérios de diversidade ao elegerem os membros da sua alta gestão, indicando ao menos uma mulher (considerada qualquer pessoa que se identifique com o gênero feminino) e/ou um membro de comunidade assumida como sub-representada (assim entendido como qualquer pessoa que seja preta, parda ou indígena, integrante da comunidade LGBTQIA+, ou que tenha alguma deficiência física), para cargos de titulares do conselho de administração ou da diretoria estatutária.

Esse conteúdo integra a edição 347 da revista AMANHÃ, publicação do Grupo AMANHÃ. Clique aqui para acessar a publicação online, mediante pequeno cadastro.

Empresas de capital aberto no Brasil têm apenas 31% de mulheres na liderança