PIB catarinense pode cair 0,3% nos próximos dois anos

A causa seria o efeito das tarifas norte-americanas

Fiesc prevê dificuldades para setores chave em Santa Catarina

O economista-chefe da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Pablo Felipe Bittencourt, alerta que os efeitos das novas tarifas de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos já estão sendo sentidos no estado. A expectativa é de uma queda no PIB de aproximadamente 0,3% nos próximos dois anos, impactando uma economia que cresce entre 3,5% e 4% ao ano. Bittencourt destaca que setores como o de móveis e madeira, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, enfrentam dificuldades, já que muitos deles atendem quase exclusivamente o mercado americano. A redução de pedidos tem levado empresas a demitir ou a colocar funcionários em férias coletivas.

Outros segmentos afetados incluem máquinas, motores e alimentos, como carnes e mel. O economista ressalta que a produção de mel, que tem uma qualidade diferenciada nas regiões mais altas, também sofrerá com a perda do mercado externo. Além disso, o tarifaço deve refletir em alterações de preços para os consumidores em Santa Catarina. Produtos que não consigam ser vendidos nos Estados Unidos devem ser direcionados ao mercado interno, provocando uma queda de preços no curto prazo, especialmente em bens como café e frutas.

A causa seria o efeito das tarifas norte-americanas

Google lança oficialmente Jules, seu assistente de programação com inteligência artificial

google julesGoogle lança oficialmente seu assistente de codificação Jules, um agente de IA que funciona de forma autônoma em nuvem e se integra ao GitHub. A nova fase traz planos pagos, mais estabilidade e recursos para desenvolvedores que querem automatizar tarefas de programação.

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Google lança oficialmente seu assistente de codificação Jules, um agente de IA que funciona de forma autônoma em nuvem e se integra ao GitHub. A nova fase traz planos pagos, mais estabilidade e recursos para desenvolvedores que querem automatizar tarefas de programação.Leia mais em GDiscovery

Google libera IA avançada de graça para estudantes brasileiros

O Google está oferecendo acesso gratuito ao seu plano de inteligência artificial mais avançado para estudantes brasileiros. Descubra como funcionam os novos recursos e quem pode participar.

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Marcopolo cresce 17,8% na receita líquida entre abril e junho

Companhia amplia participação no mercado de rodoviários no período

A produção total da Marcopolo no segundo trimestre foi de 3.800 unidades

A Marcopolo encerrou o segundo trimestre do ano com receita líquida consolidada de R$ 2,3 bilhões, crescimento de 17,8% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho reflete o avanço da participação de mercado no segmento de rodoviários no Brasil, que cresceu de 46,8% entre janeiro e março para 53,1% entre abril e junho, além do crescimento das exportações e das operações internacionais. No acumulado do primeiro semestre deste ano, a receita líquida operacional da companhia foi de R$ 3,9 bilhões, 10,2% acima do mesmo período de 2024, como resultado do aumento das vendas no Brasil e no exterior (veja os principais resultados na tabela ao final desta reportagem). Ao todo, foram 7.200 unidades faturadas no primeiro semestre, contra 6.831 unidades no mesmo intervalo do ano passado.

A produção total da Marcopolo no segundo trimestre foi de 3.800 unidades. Do total, 3.077 unidades foram produzidas no Brasil e 723 no exterior, crescimento de 12,4% nas unidades fabricadas fora do país. No período, foram registradas 3.904 unidades na receita líquida consolidada: 2.868 unidades foram faturadas no Brasil, 343 exportadas a partir do Brasil e 693 faturadas diretamente nas operações internacionais. “O mix de vendas no segundo trimestre foi mais robusto que no primeiro trimestre, com maior participação de rodoviários e expansão relevante das operações internacionais. Mantivemos margens consistentes mesmo com um cenário desafiador no mercado doméstico”, comenta Pablo Motta, CFO da Marcopolo.

As exportações a partir do Brasil tiveram desempenho positivo, com destaque para rodoviários e Volares, totalizando 343 unidades. A Marcopolo também realizou no segundo trimestre a entrega de conjuntos de vagões ferroviários para o transporte de passageiros no Chile, marcando o início de sua atuação internacional nesse novo segmento. De acordo com o comunicado dos resultados, em suas operações internacionais a Marcopolo manteve atuação sólida e foco em produtos de maior valor agregado, com destaque para os ônibus urbanos na Austrália (Volgren) e os bons volumes de rodoviários na Argentina (Metalsur). “Projetamos um segundo semestre com sinergias positivas associadas à sazonalidade em seus principais mercados. A tendência é de estabilização dos volumes em patamares levemente superiores ao do primeiro semestre, com concentração de vendas em produtos de maior valor agregado”, prevê Motta.

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PR e SC selam acordo que acaba com disputa judicial de mais de 30 anos

Royalties de petróleo foram pagos indevidamente pela Petrobras ao Paraná desde 1991

O valor de R$ 340 milhões a ser ressarcido vai ser pago em obras estruturantes na rodovia SC-417, da divisa entre os dois estados até o contorno de Garuva

Santa Catarina e Paraná assinaram nesta quarta-feira (6) em Florianópolis o acordo para a compensação dos royalties do petróleo devidos pelo estado paranaense aos catarinenses. Os governadores Jorginho Mello e Ratinho Jr. fecharam o entendimento de que o valor de R$ 340 milhões a ser ressarcido vai ser pago em obras estruturantes na rodovia SC-417, da divisa entre os dois estados até o contorno de Garuva. A negociação encerra a Ação Cível Originária (ACO) nº 444, na qual o Paraná foi condenado a ressarcir Santa Catarina por valores de royalties recebidos indevidamente em razão de um erro de demarcação dos campos de exploração de petróleo cometido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos 1980.

“Essa era uma discussão jurídica que durava mais de três décadas e agora chegamos em uma solução. Aquilo viraria um precatório, que poderia ser pago até 2030, 2035, e a população de Santa Catarina receberia esse dinheiro só daqui a 10 ou 15 anos, mas nós vamos pagar na forma de obras. Trabalhamos juntos para buscar uma solução que pudesse atender tanto Santa Catarina como o Paraná”, afirmou Ratinho Junior. “Foram 35 anos de luta para resolver uma pendência que não foi criada nem pelo Paraná e nem por Santa Catarina. Foi por órgãos que fizeram as demarcações. E chegamos a um entendimento de gente grande, civilizada, todo mundo interessado no desenvolvimento e no crescimento do Sul do Brasil. Paraná e Santa Catarina são dois estados amigos e irmãos e que têm divisas importantes”, ressaltou Mello.

O pacote de obras prevê a duplicação da rodovia SC-417 desde a divisa entre os dois estados até o entroncamento com a BR-101, em uma extensão de 19,18 quilômetros, incluindo o Contorno Sul de Garuva. O investimento do Governo do Paraná beneficiará as populações de ambos os estados, uma vez que muitos paranaenses utilizam a rodovia catarinense para chegar até Guaratuba e outros municípios do Litoral do Estado, conexão que será facilitada com a conclusão da Ponte de Guaratuba. O acordo prevê 5,3 quilômetros da SC-417 a serem duplicados a partir da divisa entre Paraná e Santa Catarina até o entroncamento com a SC-416, no acesso a Itapoá, onde também será construído um viaduto. Esse trecho será executado em pavimento flexível asfáltico e irá facilitar o escoamento da produção pelo Porto de Itapoá. Como contrapartida, Santa Catarina irá duplicar, em concreto, a SC-416, desde o acesso à Itapoá até o porto.

Outro trecho de 5,4 quilômetros é do acesso de Itapoá até o acesso de Garuva, com a duplicação utilizando pavimento rígido de concreto, por meio da técnica whitetopping, em que o asfalto existente passa por melhorias e recebe uma camada de concreto por cima. Nesse local também será construída uma passagem elevada para desafogar o trânsito na bifurcação com o contorno. Esses dois trechos já contam com os projetos executivos elaborados por Santa Catarina. Além disso, o Contorno de Garuva, que hoje conta com pista simples, terá seus 8,5 quilômetros duplicados, melhorando a infraestrutura local. Essa região vem passando por uma expansão no número de empresas, o que deve aumentar ainda mais as oportunidades para os paranaenses. A rodovia também serve como desvio para facilitar a saída por Guaratuba, separando o tráfego urbano do rodoviário em Garuva. O anteprojeto para essa obra também está no pacote.

As intervenções em solo catarinense finalizam com a duplicação do viaduto existente sobre a BR-101, que hoje conta com uma faixa em cada sentido de tráfego. O investimento estimado em todas as obras é de R$ 365 milhões, sendo R$ 273 milhões da obrigação reconhecida judicialmente e o restante de decisão do Governo do Paraná de implementar uma política pública voltada ao desenvolvimento econômico do Litoral e à integração regional com Santa Catarina, configurando aporte voluntário adicional em infraestrutura de interesse comum.

Ação se estende por mais de três décadas
A assinatura do acordo entre Santa Catarina e Paraná, sobre os royalties do petróleo, marca o encerramento de um dos processos judiciais mais antigos e importantes da história do Estado. A Ação Cível Originária (ACO) nº 444 começou em 1987, quando o Estado tentou administrativamente que o IBGE alterasse os critérios para fixar a divisa marítima entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Esses traços definem qual dos Estados tem direito ao recebimento dos royalties, que são recursos pagos aos entes para compensar os investimentos em infraestrutura e também eventuais impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo no litoral.

Santa Catarina sempre entendeu que os critérios utilizados pelo IBGE eram ilegais. A projeção marítima catarinense que resultou dessa definição do instituto nacional fazia com que o Estado do Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo e gás dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul, localizados a cerca de 150 quilômetros do litoral catarinense, entre os municípios de Itajaí e São Francisco do Sul. O Estado de Santa Catarina nunca recebeu royalties pela exploração desses campos. Como o IBGE não aceitou rever os critérios, a Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina ajuizou uma ação no STF em 1991 para ver reconhecido o direito dos catarinenses. Foram três décadas de intenso trabalho que resultou na decisão dos ministros do Supremo de que o Estado sempre esteve certo ao questionar os critérios usados pelo instituto.

Em junho de 2020 os ministros do STF foram favoráveis a Santa Catarina. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, fundamentou a decisão para determinar que o IBGE refizesse o traçado das linhas projetantes dos limites territoriais dos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo sobre o mar, para fins de percepção dos recursos financeiros, utilizando o método das linhas de base reta e tomando como pontos apropriados aqueles já fixados pela fundação, mas sem garantir a projeção dos limites do Paraná a 200 milhas. Além disso, condenou os Estados do Paraná e de São Paulo a ressarcir Santa Catarina pelos royalties recebidos por cada um pela exploração ocorrida desde o ajuizamento da ação.

Royalties de petróleo foram pagos indevidamente pela Petrobras ao Paraná desde 1991

Google libera Veo 3 e Veo 3 Fast para todos os clientes do Cloud

O Google Cloud tornou os modelos Veo 3 e Veo 3 Fast amplamente disponíveis na plataforma Vertex AI. Agora, qualquer cliente pode gerar vídeos realistas a partir de texto ou imagem com inteligência artificial de ponta.

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CS Infra vence concessão da ponte binacional São Borja-São Tomé

A empresa argentina Plusbyte SRL foi desclassificada do leilão realizado em julho

A CS Infra deve assumir oficialmente a operação da ponte internacional em setembro

A CS Infra, controlada pela Simpar, recebeu a concessão da ponte binacional São Borja-São Tomé, entre o Brasil e a Argentina depois de uma reviravolta envolvendo a Plusbyte SRL, até então vencedora do leilão realizado em 16 de julho. De acordo com o edital, a companhia argentina não cumpriu os requisitos mínimos de qualificação técnica e econômico-financeira exigidos, pois o patrimônio líquido da PlusByte em 2023 foi de US$ 721 mil, inferior ao valor mínimo para a empresa vencedora (US$ 6,5 milhões).

Segundo o comunicado divulgado nesta quarta-feira (6) pela Simpar, a CS Infra venceu a disputa por US$ 26,6 milhões, valor 0,3% acima da outorga mínima. O pagamento será parcelado, de forma que US$ 2,6 bilhões serão desembolsados na data de assinatura do contrato, previsto para 29 de agosto, e o restante em 24 parcelas anuais. A CS Infra deve assumir oficialmente a operação da ponte internacional em setembro. A concessão terá duração de 25 anos.

No lado brasileiro, o acesso rodoviário se inicia no município de São Borja, no Rio Grande do Sul, a partir do entroncamento com a BR-285 (Avenida dos Imigrantes), e se estende por 6,6 quilômetros até o início da ponte. A estrada se conecta a outras vias como a BR-392, BR-472 e BR-158, corredores estratégicos para a exportação, que contribuem para o escoamento da produção nacional e o fortalecimento da economia. Já na Argentina, a ligação parte do entroncamento com a Ruta Nacional n.º 14. Além das obras de modernização da estrutura da ponte, o contrato estabelece que a empresa vencedora do leilão deverá fornecer insumos, implementar sistemas e garantir conectividade para viabilizar as operações dos órgãos de controle fronteiriço dos dois países. O objetivo é reduzir o tempo de desembaraço alfandegário e melhorar as condições de trabalho na área, beneficiando especialmente os caminhoneiros, que costumam aguardar longos períodos no local. A expectativa é de que a agilidade no processo estimule o aumento do fluxo de veículos entre São Borja e Santo Tomé.

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