Falta de insumos e custo de energia prejudicam indústria

Sondagem revela que terceiro trimestre foi marcado por uma forte pressão nos custos

Diante dos problemas com insumo e energia, a percepção sobre condições financeiras das empresas piorou no trimestre

A falta ou alto custo das matérias-primas completou cinco trimestres consecutivos no topo do ranking de principais problemas enfrentados pela Indústria. De acordo com a Sondagem Industrial, pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 62,4% das indústrias ainda enfrentam problemas com insumos. Além disso, o alto custo de energia apareceu como um importante problema enfrento pelas indústrias entre julho e setembro deste ano. Foram consultadas 1.954 empresas entre 1º e 15 de outubro.

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, o problema dos insumos tem sido bastante significativo. “A alta dos preços de uma série de insumos ainda é bastante severa e generalizada e ainda há situações de escassez, atraso ou mesmo falta de insumos. Tudo isso afeta a produção. Percebemos uma desorganização das cadeias de produção, com impacto negativo na situação financeira das empresas e no custo das indústrias, o que limita uma recuperação industrial que poderia ser melhor”, explica.

O indicador de evolução do preço de matérias-primas registrou 73,2 pontos, resultado bem acima da linha divisória de 50 pontos. Dados abaixo de 50 pontos indicam queda de preços e acima aumento de preços. Por estar bem longe da linha de corte, o índice revela aumentos significativos e bem acima da média histórica.

No caso da energia, o economista explica que a questão energética impacta diretamente a produção industrial e deve permanecer como ponto de atenção nos próximos meses. “O percentual de assinalações mais que dobrou entre o primeiro e o terceiro trimestres. E foi indicado por quase um quarto dos respondentes”, ressalta.

O índice de evolução do nível de estoques ficou em 50,1 pontos, praticamente sobre a linha divisória de 50 pontos, que separa a queda da alta dos estoques de produtos finais. Já o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 49,1 pontos em setembro, o que mostra que o nível de estoques segue aquém do planejado pelas empresas.

Diante dos problemas com insumo e energia, a percepção sobre condições financeiras das empresas piorou no trimestre. O indicador de satisfação com a situação financeira da empresa caiu de 52,1 pontos no segundo trimestre para 51,7 pontos no terceiro trimestre. O indicador que mede a satisfação com o lucro operacional caiu passou de 47,6 pontos para 47,3 pontos, com resultado abaixo da linha divisória de 50 pontos, o que indica insatisfação dos empresários com a margem de lucro.

A facilidade de acesso ao crédito apresentou pequeno recuo no trimestre, passando de 43,1 pontos para 42 pontos. Apesar da queda, o indicador está acima da média histórica de 39,7 pontos. O índice revela que as empresas ainda encontram dificuldade em obter crédito. O acesso ao crédito é uma questão relevante, principalmente em um contexto de reestruturação das empresas, que vem ocorrendo em decorrência da pandemia.

Otimismo dos empresários diminui
Em outubro, o otimismo dos empresários diminuiu. O índice de expectativa de demanda dos empresários industriais reduziu de 59,7 pontos em setembro para 57,1 em outubro. É o segundo mês consecutivo de queda. O índice de expectativa de exportações sofreu recuo de 1,1 ponto, na comparação dos meses de setembro e outubro, passando de 54,6 para 53,5 pontos. Esse é o menor valor do índice desde março de 2021.

Com a redução dos índices de expectativas de demanda e de exportações também houve redução na expectativa dos industriais em aumentar suas compras de matérias-primas e em aumentar o número de trabalhadores. O índice de expectativa de compras de matérias-primas registrou 54,8 pontos em outubro, valor 2,4 pontos menor do que em setembro, enquanto o índice de expectativa do número de empregados registrou 52,5 pontos, valor 1,7 ponto menor do que o mês anterior. “Apesar da piora das expectativas, todos os índices ficaram acima da linha divisória de 50 pontos, indicando que há otimismo dentre os empresários industriais”, contextualiza Azevedo.

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Sondagem revela que terceiro trimestre foi marcado por uma forte pressão nos custos

Duas em cada três prefeituras gaúchas apresentam gestão boa ou excelente

Índice Firjan de Gestão Fiscal coloca o Rio Grande do Sul à frente da média nacional

De acordo com a análise, o quadro é preocupante e a dificuldade de geração de receita pelos municípios brasileiros é o principal entrave para a melhora das contas públicas

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgado nesta quinta-feira (21), revela que mais de 65% dos municípios gaúchos têm situação fiscal boa ou excelente. No estudo, elaborado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), foram analisadas as contas de 492 cidades do Rio Grande do Sul, que, na média, atingiram 0,6584 ponto, superando a média nacional em mais de 20%. O índice varia de zero a um, sendo que quanto mais próximo de um, melhor a gestão fiscal.

O bom desempenho dos municípios do Rio Grande do Sul no IFGF em 2020 foi impulsionado pelo IFGF Gastos com Pessoal, cuja média gaúcha (0,7235 ponto) foi a segunda maior entre os estados brasileiros, ficando 33,1% acima da média nacional (0,5436 ponto). O cenário apresentado mostra que as prefeituras comprometem menos o orçamento público com despesas de pessoal do que a média brasileira. A maior parte delas (67,4%) apresenta situação boa ou excelente nesse indicador. Mais do que isso, o Rio Grande do Sul se sobressai como o estado com a maior parcela de prefeituras (26,2%) com nota máxima no IFGF Gastos com Pessoal, totalizando 129 municípios com essa distinção.

De acordo com o IFGF, os cinco municípios mais bem avaliados em termos de gestão fiscal no estado do Rio Grande do Sul em 2020 são, respectivamente, São Francisco de Paula, Gaurama, Alpestre, Presidente Lucena e Nova Roma do Sul. Todos apresentaram excelência em todos os indicadores analisados, ou seja, apresentaram elevada capacidade de geração de receitas locais para fazer frente a seus custos de existência, baixa rigidez do orçamento com a folha de salários do funcionalismo público, planejamento financeiro eficiente e patamar adequado de investimentos.

No lado oposto do ranking gaúcho, o problema de autonomia, um dos maiores desafios fiscais para as prefeituras do estado, fica estampado: quatro das cinco cidades receberam nota zero no indicador. O orçamento enrijecido e planejamento financeiro ineficiente também chamam atenção, pois duas cidades receberam nota zero nesses indicadores. O município de Arroio dos Ratos é o último colocado do estado, apresentando nota zero em três dos quatro indicadores do IFGF: autonomia, gastos com pessoal e liquidez. Além disso, ocupa a 5.215ª colocação entre os 5.239 municípios analisados.

No ranking estadual, a capital Porto Alegre ficou com a 166ª posição em 2020, entre as 492 prefeituras avaliadas. A ampla base econômica do município se reflete na elevada capacidade de geração de receitas para fazer frente a sua estrutura administrativa e permitir autonomia na gestão fiscal: desde o início da série histórica a capital apresenta nota máxima no IFGF Autonomia. A capital também se destaca positivamente pois seu orçamento municipal tem gradativamente ficado menos engessado pelas despesas obrigatórias com o funcionalismo público. Essa trajetória ascendente culminou em outra nota máxima em 2020, a primeira no IFGF Gastos com Pessoal desde o início da série histórica do IFGF. Nos últimos anos, Porto Alegre também apresentou avanços na gestão de restos a pagar e recuperou uma boa avaliação no IFGF Liquidez pela primeira vez desde 2015.

Excelência no quadro fiscal
Em todo o país, foram avaliados 5.239 municípios que, na média, atingiram 0,5456 ponto. De acordo com a análise, o quadro é preocupante e a dificuldade de geração de receita pelos municípios é o principal entrave para a melhora das contas públicas. De acordo com o presidente em exercício da Firjan, Luiz Césio Caetano, reformas do federalismo fiscal brasileiro são fundamentais. “O equilíbrio sustentável das contas públicas municipais é essencial para o bem-estar da população e a melhoria do ambiente de negócios. E isso só será possível com a concretização de reformas estruturais que incluam as cidades”, destaca Caetano. Acesse ao final desta reportagem a análise completa da Firjan.

O gerente de estudos econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, explica que, entre as cidades avaliadas, 1.704 (32,5%) não são capazes de gerar localmente, no mínimo, recursos suficientes para arcar com os custos da câmara de vereadores e da estrutura administrativa da Prefeitura. “Além disso, 1.818 municípios (34,7%) gastam mais de 54% da receita com despesa de pessoal, 2.181 (41,6%) têm planejamento financeiro ineficiente e 2.672 (51%) investem, em média, apenas 4,6% do orçamento”, ressalta Goulart.

Foram avaliadas no IFGF 2021 as cidades que declararam suas contas de 2020 de forma consistente até 10 de agosto de 2021, já que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) determina que até 30 de abril de cada ano as prefeituras devem encaminhar suas declarações referentes ao ano anterior à Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

O IFGF é composto pelos indicadores de autonomia, gastos com pessoal, liquidez e investimentos. Após a análise de cada um deles, cada município é classificado em um dos conceitos do estudo: gestão crítica (resultados inferiores a 0,4 ponto), gestão em dificuldade (resultados entre 0,4 e 0,6 ponto), boa gestão (resultados entre 0,6 e 0,8 ponto) e gestão de excelência (resultados superiores a 0,8 ponto).

Nesta edição do estudo, 30,6% dos municípios tiveram boa gestão fiscal e apenas 11,7% registraram gestão de excelência, entre elas 9 capitais: Salvador (0,9401 ponto), Manaus (0,9140 ponto), Vitória (0,8827 ponto), Boa Vista (0,8650 ponto), Rio Branco (0,8336 ponto), Goiânia (0,8293 ponto), São Paulo (0,8206 ponto), Curitiba (0,8176 ponto) e Fortaleza (0,8109 ponto). Entre as 25 capitais brasileiras analisadas em 2020, Porto Alegre ficou em posição intermediária, na 14ª colocação.

Baixa geração de receita
Na média, as 5.239 cidades brasileiras analisadas no estudo atingiram 0,3909 ponto no indicador de autonomia, que verifica se as receitas oriundas da atividade econômica do município suprem os custos da câmara de vereadores e da estrutura administrativa da Prefeitura. Esse indicador teve o pior desempenho entre os quatro analisados no IFGF. Quase 67% das cidades apresentaram situação difícil ou crítica. Para 1.704 que não geraram receita para arcar com esses custos mínimos de existência foram necessárias transferências que totalizaram R$ 4,5 bilhões – recurso que poderia ser alocado, por exemplo, em habitação e saneamento para a população.

O indicador de gastos com pessoal – que representa quanto os municípios gastam com o pagamento de pessoal em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) – atingiu 0,5436 ponto, sendo o segundo pior entrave à gestão municipal em 2020. Mais de 53% das cidades registraram situação fiscal difícil ou crítica e, das 1.818 cidades que gastaram mais de 54% da Receita Corrente Líquida (RCL) com a folha de salário do funcionalismo público, 624 comprometeram mais de 60% do orçamento com essa despesa e ultrapassaram o limite máximo determinado pela legislação.

Já o indicador de liquidez verifica a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no exercício seguinte. A média dos municípios foi de 0,6345 ponto, a maior entre os indicadores do IFGF. Quase 60% das cidades apresentaram nível de liquidez bom ou excelente. A distribuição de recursos públicos para os municípios por conta da pandemia foi um dos fatores que contribuiu para esse resultado. No entanto, apesar do cenário mais positivo devido ao contexto atípico, 563 prefeituras estão em situação crítica – terminaram o ano de 2020 sem recursos em caixa para cobrir as despesas postergadas para este ano.

O indicador de investimentos – que mede a parcela da receita total destinada aos investimentos – registrou 0,6134 ponto. Na média, foram destinados 7,1% do orçamento para esse fim. A Firjan destaca que a pandemia teve forte influência no percentual, já que os investimentos na área da saúde cresceram 34% de 2019 para 2020. No entanto, a federação chama a atenção para a grande disparidade entre os municípios nesse indicador: 49% foram classificados com gestão boa ou excelente por destinarem, em média, 10,9% da receita para investimentos, enquanto em 51% das cidades esse percentual foi de 4,6%.

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Índice Firjan de Gestão Fiscal coloca o Rio Grande do Sul à frente da média nacional

Armazém Cloud investe US$ 10 milhões em datacenter em SC

Companhia projeta construção de rede com dez unidades no país

A Armazém também cresce na oferta de serviços de colocation de equipamentos, agregando empresas parceiras que ofertam sistemas prontos

A Armazém Datacenter, que atua há 12 anos com segurança de dados, inicia uma nova fase em seu desenvolvimento com a inauguração da segunda unidade, no parque tecnológico Ágora Tech Park, em Joinville (SC), a expansão para novos mercados e uma nova marca: Armazém Cloud.

Com mais de 1 mil clientes no país, entre eles a Ambev e o Ministério Público de Santa Catarina, a Armazém inaugurou em 2021 um moderno datacenter. Ele também foi o primeiro a obter certificações TIER III em design e facilty, com investimentos em torno de US$ 10 milhões (cerca de R$ 57 milhões). O prédio foi construído especialmente para abrigar o datacenter, que conta com 72 hacks, infraestrutura de ponta e interligado com a unidade de Brusque por quatro links de fibra óptica de 10 gigabytes, por rotas distintas.

“Criamos um modelo único de datacenter com unidades interligadas, com padrão internacional e certificações e da forma como é mais segura: em um prédio próprio para as operações”, explica Marcos Stefano, CEO do Armazem Cloud.

O novo datacenter está localizado em um ambiente estratégico: um parque tecnológico dentro de uma mini cidade industrial, o Perini Business Park, onde estão mais de 250 empresas que faturam mais de R$ 5,2 bilhões por ano. E ao lado da nova unidade da Armazém está o campus Joinville da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). “Em termos de expansão e novos clientes, atingimos em poucos meses o dobro do que tínhamos planejado para este primeiro ano”, comenta Stefano.

A Armazém também cresce na oferta de serviços de colocation de equipamentos, agregando empresas parceiras que ofertam sistemas prontos, suporte técnico e até mesmo operadoras de telecomunicação. “Podemos levar tudo para o datacenter, com segurança e alta disponibilidade, pela capacidade que oferecemos hoje. Percebemos que somos uma alavanca para o crescimento dos clientes”, diz o CEO. Para 2022, a Armazém projeta um crescimento de 200% na receita.

Na esteira desse desenvolvimento, a empresa tem fortalecido a atuação em áreas como cibersegurança, uma demanda cada vez mais latente do mercado, de grandes a pequenas empresas – e dados públicos, atendendo prefeituras. Outra perspectiva é a atuação da Armazém por verticais – como agronegócios e saúde, recém criada – para atender demandas específicas de alguns setores econômicos, especialmente a partir do potencial das futuras redes 5G.

“Com o avanço dos serviços digitais à população e o potencial das cidades inteligentes, um desafio para os gestores públicos é a oferta de infraestrutura de qualidade e segurança. Estamos avançando em tecnologia e alta disponibilidade de serviços para que as smart cities sejam uma realidade”, ressalta o CEO.

O Armazém também prepara a expansão de suas unidades, com a criação de uma rede de datacenters espalhados pelo Brasil, projetada para dez unidades, para atender à crescente demanda do mercado e do modelo de verticais recém criadas. A terceira unidade já está em avançado estágio de negociações.

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Companhia projeta construção de rede com dez unidades no país

Biografia revela trajetória de Clovis Tramontina

Livro Paixão, Força e Coragem relata a história do empresário que coordenou a expansão da marca nascida na Serra Gaúcha para 120 países

“Desde pequeno queria ser presidente da Tramontina. Eu me preparei para isso. Não tive medo de assumir”, conta Clovis em um dos capítulos de sua biografia

Em 1980, a Tramontina era uma empresa modesta, que disputava fatias limitadas do mercado com competidores bem mais poderosos, contava com escritórios de vendas em apenas três Unidades da Federação e ostentava uma marca pouco conhecida, vista com alguma reticência pelo consumidor brasileiro.

Hoje, a indústria nascida em Carlos Barbosa (RS) transformou-se numa potência, com 10 unidades fabris, mais de 10 mil funcionários, dezenas de lojas, escritórios e centros de distribuição, presença em mais de 120 países e um portfólio de 22 mil itens diferentes. Pesquisas com o consumidor mostram que a marca está presente em praticamente todos os lares do Brasil e virou sinônimo de qualidade.

Clovis Tramontina, personagem de uma das trajetórias empresariais mais impressionantes do país, foi o grande protagonista dessa transformação. A história de como ele operou essa revolução, ascendendo à presidência da companhia e liderando-a por 30 anos, forma o eixo central da biografia Clovis Tramontina: Paixão, Força e Coragem, lançamento da Editora AGE. Toda a verba de vendas será destinada a instituições como Apae, Liga de Combate ao Câncer e Corpo de Bombeiros.

“Uma vez estive numa cidadezinha muito pequena, nos confins do Brasil. Naquele fim de mundo, entrei num barzinho e dei de cara com uma placa de 1950 da Coca-Cola. É isso que eu quero que a Tramontina seja. Se a Coca-Cola está em todos os lugares e virou quase sinônimo de refrigerante, nós também podemos”, recorda no livro.

A obra, resultado de dezenas de entrevistas com amigos, familiares, funcionários e empresários, além de depoimentos do próprio biografado, reconstitui em detalhes a vida de Clovis, marcante desde seu início — antecedido por quatro gestações que tiveram fim trágico, o nascimento dele, cercado de temores e cuidados especiais, foi por si só um grande acontecimento para a comunidade de Carlos Barbosa.

Clovis Tramontina: Paixão, Força e Coragem revela que, desde muito cedo, Clovis deu mostras de estar predestinado a ser empreendedor. Ainda na infância, no porão de sua casa, fabricava canivetes para concorrer com os da marca da família. Além disso, fundou um circo com espetáculos que mobilizavam a cidade nos finais de semana. Em 1980, aos 25 anos de idade, ele levou esse talento para a Tramontina, empresa fundada em 1911 por seu avô, Valentin, filho de imigrantes que vieram da Itália para fugir da pobreza.

“Desde pequeno queria ser presidente da Tramontina. Eu me preparei para isso. Não tive medo de assumir. Adoro ser o número 1. Todas as vezes em que me reuni com presidentes da República, por exemplo, eu me via no lugar deles. Sempre pensei grande e sempre fui líder”, relata em outro trecho.

Primeiro em funções subalternas, mais tarde liderando as vendas em São Paulo e no Brasil e, por fim, comandando a empresa na condição de presidente, Clovis imprimiu novo estilo à tradicional empresa familiar. Apostou em modelos de venda e de marketing arrojados, desbancou a concorrência e transformou o grupo em líder no setor de utilidades domésticas. Alcançou essa proeza a partir de um sistema gerencial que contraria os modernos manuais de gestão: na Tramontina de Clovis, dá-se preferência, por exemplo, à contratação de parentes de quem já é funcionário, o que leva à formação de verdadeiras dinastias dentro da empresa. “A prata da casa é um diferencial para a Tramontina, porque as pessoas têm o senso de pertencimento. Elas fazem o seu projeto de vida dentro da empresa”, diz em um dos capítulos.

A personalidade única e às vezes controversa do empresário também é esmiuçada na biografia, por meio de histórias saborosas, reveladoras das paixões extremadas que o movem. O amor pela Tramontina, por exemplo, fazia-o examinar a cozinha de amigos, ou mesmo de desconhecidos, para recolher e jogar no lixo todas as panelas e talheres que fossem de marcas rivais — no dia seguinte, ele providenciava a substituição por peças da sua empresa.

Clovis concluiu que sua história mereceria ser contada durante o confinamento provocado pela pandemia de coronavírus, quando passou a refletir sobre a própria carreira, a planejar sua sucessão no grupo (resolveu deixar a presidência da Tramontina em 2022) e a construir projetos para realizar no futuro. Durante meses, colaborou com a equipe montada para produzir o livro, sem receio de expor suas fraquezas.

Um dos capítulos narra a luta que ele trava há décadas contra a esclerose múltipla, doença degenerativa que se manifestou justamente quando começava a experiência profissional na Tramontina, aos 25 anos de idade. Raramente abordado na imprensa, o embate do empresário com a enfermidade, que o fez buscar os mais variados tratamentos ao longo das décadas, é abordado com franqueza na obra. Revela um Clovis que venceu limitações físicas severas para comandar uma das maiores empresas brasileiras.

“Alguns episódios começaram a demonstrar que algo não ia bem. De vez em quando eu ficava sem rumo, sem coordenação. Ia pegar alguma coisa, mas o braço escapava, não obedecia. Nunca senti raiva por causa da doença, nunca me vitimizei. Tem de aceitar. Sei aonde essa doença pode chegar. Todo paciente se assusta. Mas qual é a alternativa? Não concordo com a esclerose, mas convivo com ela. Como líder, acho que posso ajudar outras pessoas que têm o mesmo problema a enfrentá-lo de forma mais amena”, confidencia.

A biografia também examina outras grandes paixões de Clovis: a família (a grande influência da mãe, o exemplo do pai, o romance com a esposa, a relação com os filhos), os amigos, as pescarias e o esporte. Um capítulo inteiro é dedicado ao entusiasmo pelo futsal. Clovis é responsável por elevar esse esporte a um novo patamar no cenário nacional. Praticante da modalidade na infância e na adolescência, ele fundou e dirigiu a ACBF, clube multicampeão no Brasil e no mundo. “Eu mudei o futsal. Isso é uma conquista pessoal e intransferível”, comemora.

Primeiro livro a mergulhar na cultura singular forjada pela Tramontina e a contar a trajetória de seu líder nas últimas décadas, Clovis Tramontina: Paixão, Força e Coragem é leitura obrigatória para quem quer entender um dos maiores fenômenos empresariais brasileiros e conhecer o personagem que está por trás dessa história.

Livro Paixão, Força e Coragem relata a história do empresário que coordenou a expansão da marca nascida na Serra Gaúcha para 120 países

SuperBAC inaugura fábrica de R$ 100 milhões no Paraná

Empresa é especializada em soluções biotecnológicas para os segmentos de agricultura

O projeto da biofábrica iniciou em 2015 e contempla os laboratórios e a estrutura de P&D, onde atuam cerca de 60 pesquisadores

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (21) em Mandaguari, na região Noroeste do Paraná, da inauguração da nova planta da SuperBAC, empresa especializada em soluções biotecnológicas de alta performance para os segmentos de agricultura, saneamento, óleo e gás e bens de consumo. O investimento total é de R$ 100 milhões e contou com o apoio do governo por meio dos programas de incentivo fiscal, viabilizados pela Invest Paraná e pela Secretaria da Fazenda.

Na empresa, ele entregou ao presidente do grupo, Luiz Chacon Filho, a licença que permite o início da operação da fábrica. O projeto da biofábrica foi iniciado em 2015 e contempla os laboratórios e toda a estrutura de P&D, onde atuam cerca de 60 pesquisadores, formando o novo SuperBAC Innovation Center. A empresa é especializada na produção de componentes para outras empresas, como proteínas, enzimas, microrganismos e outros ingredientes.

A SuperBAC também está apta a realizar a prestação de serviços em biotecnologia, desenvolvimento e escalonamento de processos de clientes e de parceiros, entre outras atividades, inclusive na produção de ativos em mercados de alto valor agregado como em fármacos e saúde, com potencial, por exemplo, de elaboração de probióticos, biodefensivos, enzimas, metabólicos de origem microbiana e o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), matéria-prima para a produção de vacinas.

Produção que se estende ainda para as áreas de cosméticos, alimentação humana e animal e soluções ambientais, além da exportação de microrganismos. “É um momento muito importante para a nossa companhia. Passamos a não depender mais de tecnologia estrangeira. Essa planta é a mais moderna das Américas justamente para garantir o crescimento dos próximos 10 anos”, destacou Chacon Filho.

O grande diferencial da estrutura do SuperBAC Innovation Center, reforçou o presidente da companhia, é que ele fecha um ciclo completo, que vai da bioprospecção, ao processo de desenvolvimento, escalonamento em planta piloto e elaboração do produto final em escala industrial. “Representa uma mudança em nosso modelo de negócios e coloca o Brasil como uma das principais referências internacionais em biotecnologia”, afirmou.

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Empresa é especializada em soluções biotecnológicas para os segmentos de agricultura

A Ásia sob olhares acadêmicos

Um time de primeira debaterá virtualmente vários aspectos atuais dos países asiáticos

Convidado a contribuir no debate sobre as migrações, no dia 28 à tarde, apresentarei dados a respeito da alternativa que considero essencial para diminuir o drama populacional enfrentado principalmente pela China, Japão e Coreia: a “migração reversa”

Um time de primeira, com 28 pesquisadores e pesquisadoras de várias universidades brasileiras e estrangeiras (África do Sul, China, Dinamarca, Estados Unidos, Índia, Portugal, Rússia) debaterá virtualmente vários aspectos atuais dos países asiáticos, no 1º Seminário Internacional da Coordenadoria de Estudos da Ásia, da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, de 26 a 29 de outubro. A participação é gratuita e as inscrições se encerram dia 25. O evento será transmitido através do YouTube do Ceasia/UFPE.

Denominado “Nova ordem, velhos consensos: O sul global em perspectiva”, o evento terá oito mesas, nas quais serão abordados os temas “Crise e Conjuntura: dinâmicas internacionais contemporâneas”; “Reconfigurações hegemônicas e novos desafios” (geral e com foco no continente asiático); “Inovação e Revoluções Tecnológicas: o Sul Global em Perspectiva”; “Soberania Alimentar e Movimentos Sociais”; “Relações Sino-Africanas”; “Narrativas e Trajetórias Feministas do Sul Global”; e “O avanço das migrações sobre a ponte Ásia-América Latina”. No último dia, haverá apresentação de trabalhos selecionados.

A abertura dos trabalhos, nos três dias, ficará a cargo de conferencistas internacionais, cabendo a primeira ao professor Jason W. Moore, historiador ambiental e geógrafo histórico da Universidade de Binghamton, conhecido por contribuições sobre a crise ambiental. No dia 27 será o geógrafo Mick Dunford, economista e professor da Academia de Ciências Chinesa (CAS) e da Universidade de Sussex, especialista em planejamento urbano, desenvolvimento regional e economia política. E no dia 28 será a vez do historiador Vijay Prashad, jornalista e professor de relações internacionais.

Convidado a contribuir no debate sobre as migrações, no dia 28 à tarde, apresentarei dados a respeito da alternativa que considero essencial para diminuir o drama populacional enfrentado principalmente pela China, Japão e Coreia: a “migração reversa”, do Brasil para os três países citados. Esse fenômeno já ocorre naturalmente, por razões econômicas ou acadêmicas, mas deverá se intensificar bastante nos próximos anos, a partir de iniciativas legais estimulando a entrada de descendentes, graças a políticas públicas com oferta de recursos para quem se enquadrar nos critérios de cada país. Tudo indica que é só uma questão de tempo para o Japão, a Coreia e a China definirem políticas ativas de atração de brasileiras e brasileiros filhos, netos e bisnetos de quem migrou desses países para o Brasil no século passado.

Quando isso ocorrer em grande escala, será a famosa solução de “cobrir um santo descobrindo outro”, porque o Brasil se aproxima rapidamente de uma crise demográfica semelhante à desses países asiáticos, a mesma enfrentada também pelos países europeus (principalmente Portugal, Espanha, Itália e Polônia), que abasteceram o país durante décadas com milhares de famílias para a agricultura, comércio e indústria. Agora, assombrados com o envelhecimento acentuado e a perspectiva de redução drástica do tamanho de suas populações até 2100, não têm outra alternativa a não ser “importar” gente – de preferência, descendentes da sua própria gente.

Um time de primeira debaterá virtualmente vários aspectos atuais dos países asiáticos

Getnet inicia negociação de ações B3

O início da negociação se dá após a conclusão da cisão da empresa de meios de pagamento do Santander

Executivos da Getnet celebram o toque de campainha na B3

A Getnet iniciou nesta segunda-feira (18) a negociação de suas ações na B3. A empresa oferece portfólio de produtos e serviços de meios de pagamentos com tecnologia de ponta que permite a integração com todos os meios de captura. O início da negociação das ações da Getnet na bolsa se dá após a conclusão da cisão da empresa de meios de pagamento do Santander Brasil. Os investidores podem optar por ações ordinárias (GETT3), preferenciais (GETT4) e units (GETT11). Com o início da negociação, a Getnet passa a fazer parte do segmento de listagem tradicional da B3.

A cerimônia de toque de campainha foi realizada na sede da B3, no centro de São Paulo, e contou com a presença de Gilson Finkelsztain, CEO da B3, executivos da Getnet e do Santander Brasil. “Nascemos em 2003 e essa trajetória de quase duas décadas foi marcada pela superação de grandes desafios e sempre impulsionando negócios e pessoas. Hoje chegamos ao maior momento da nossa história. Este passo estratégico permitirá que exploremos todo o potencial dos nossos negócios, dentro da PagoNxt, uma nova plataforma global de pagamentos focada em tecnologia, que reúne os negócios de pagamento mais disruptivos do Santander. Alcançamos um novo patamar, agora não só entre as maiores empresas do Brasil, como do Mundo, aprimorando a nossa expertise, produtos, serviços de valor agregado, tecnologia e arquitetura”, explica Pedro Coutinho, CEO da Getnet no Brasil.

Coutinho também lembrou que a companhia ajudou a quebrar o duopólio que existia entre as maquininhas de cartão, foi a primeira a aceitar todas as bandeiras, a estimular a portabilidade e cobrar taxa única. Na cisão da Getnet, para cada 1 ação ou unit do Santander, o acionista recebeu 0,25 ação da credenciadora. Considerando essa proporção e que a credenciadora representa 3,1422% do patrimônio líquido da corporação, a cotação da Getnet no leilão de abertura corresponderá a 12,5688% da cotação de encerramento das ações do Santander na sexta-feira (15), ou cerca de R$ 4,72.

O início da negociação se dá após a conclusão da cisão da empresa de meios de pagamento do Santander

BC: bancos estão preparados para enfrentar novos choques na economia

Cenário exige cautela diante de crise hídrica e variantes da Covid-19

Segundo o BC, a rentabilidade dos bancos já está no nível pré-pandemia

O Sistema Financeiro Nacional (SFN) está preparado para enfrentar todos os choques macroeconômicos e não há riscos relevantes para a estabilidade financeira do país, nem mesmo em relação à pandemia de Covid-19. A avaliação é do Banco Central (BC), em seu Relatório de Estabilidade Financeira, referente ao primeiro semestre do ano, divulgado nesta segunda-feira (18).

“No primeiro semestre de 2021, o SFN manteve as provisões elevadas, as perdas esperadas com crédito se reduziram, a capitalização do sistema bancário melhorou, e a liquidez manteve-se confortável. Esse desempenho está em linha com a evolução positiva da economia doméstica, em um período de recuperação parcial da confiança dos agentes econômicos e de avanço da campanha de vacinação”, informou o BC.

Ainda assim, a autarquia alerta para a incerteza sobre o ritmo de crescimento da economia, diante do risco de disseminação de novas variantes do coronavírus, da dificuldade para algumas cadeias produtivas obterem insumos, além de eventuais implicações no fornecimento de energia em razão da crise hídrica que o país vive. Segundo o BC, a rentabilidade dos bancos já está no nível pré-pandemia. O sistema registrou lucro líquido de R$ 62 bilhões no primeiro semestre, 53% acima do registrado em igual período do ano passado e 3% acima do observado no primeiro semestre de 2019.

A principal causa para a recuperação da rentabilidade é o menor volume de despesas com provisões [reservas para pagar dívida]. “A inadimplência sob controle e a materialização de perdas aquém do esperado sugerem que não haverá alteração significativa nas despesas com provisões no curto prazo. Melhoras consistentes nas receitas com serviços e despesas administrativas crescendo abaixo da inflação também têm beneficiado a rentabilidade”, informa o relatório.

Mas a incerteza segue acima do usual, diante da elevação da taxa básica de juros, a Selic, que deve pressionar o custo de captação de crédito, à medida que novas operações forem sendo concedidas. Uma eventual recuperação da atividade mais lenta que o esperado também pode prejudicar o cenário para a rentabilidade do sistema à frente. “A reforma tributária, se aprovada pelo Congresso, impactará a rentabilidade de diferentes formas. No primeiro momento, haverá reavaliação do crédito tributário, sem efeito no caixa dos bancos. No médio prazo, a alíquota menor reduzirá o dispêndio com tributos”, completou o BC.

Crédito
O relatório revela ainda que a recuperação econômica permitiu que empresas de capital aberto melhorassem a situação econômico-financeira e que empresas de grande porte voltassem ao mercado de capitais. As empresas de menor porte, por sua vez, impulsionam o crédito bancário, com crescimento anual em torno de 35%. “O crescimento [do crédito bancário às micro, pequenas e médias empresas] foi expressivo, mesmo com o fim dos programas emergenciais. Espera-se nova expansão a partir do segundo semestre de 2021, com a retomada dos programas de incentivo”, destaca o relatório.

O mercado de crédito como um todo tem crescido na faixa de 18%. No caso do crédito às pessoas físicas, a expansão ocorre em praticamente todas as modalidades. De acordo com o BC, as contratações do financiamento imobiliário seguem estimuladas pelas taxas de juros baixas, mas a participação dessa modalidade de crédito no PIB continua baixa para padrões internacionais.

“O crédito consignado elevou-se devido ao aumento do limite de consignação, que foi prorrogado até dezembro de 2021. O forte aumento das modalidades voltadas ao consumo [como o não consignado e o cartão de crédito] indica mais apetite ao risco por parte das instituições financeiras, em um contexto de menos restrições à circulação da população”, informa o BC.

Riscos
Apesar do aumento das concessões de crédito, o endividamento e o comprometimento de renda, quando calculados somente para os indivíduos que regularmente possuem dívidas bancárias, apresentam, respectivamente, leve aumento e estabilidade. Segundo o BC, isso indica a manutenção da qualidade da carteira de crédito e mostra que, mesmo depois de uma crise como a ocorrida no ano passado, o comportamento da inadimplência tem se mantido de forma bastante satisfatória.

Há riscos, entretanto, no desempenho de algumas carteiras específicas, como o crédito imobiliário com recursos do FGTS, cuja inadimplência tem aumentado. De modo geral, as instituições pesquisadas reduziram a preocupação com inadimplência e atividade, mas há cautela em razão de riscos de cepas do coronavírus mais resistentes às vacinas, da retirada de estímulos econômicos e da persistência do desemprego.

Já os riscos fiscais e cenário internacional continuaram muito citados na pesquisa de estabilidade financeira. “O primeiro está mais associado a um aumento de preocupações com eventuais políticas favoráveis à expansão fiscal, que impactem a sustentabilidade das contas públicas. O segundo está associado a possíveis ajustes monetários nas economias avançadas, que podem alterar custos e fluxos dos recursos para economias emergentes”, revela o BC.

Para o diretor de fiscalização do BC, Paulo Souza, há ainda os riscos políticos, principalmente em período eleitoral, sempre citados pelas instituições. “Ao que tudo indica, teremos uma eleição bastante acirrada, polarizada. Acho que o complicador maior quando se fala em ano de eleição é que, nesse período, você tem uma maior aversão a risco por parte de famílias e empresas e isso prejudica um pouco a atividade econômica”, disse, durante evento virtual para comentar os dados do relatório.

Ainda assim, desde o início da pandemia de Covid-19, o mercado apresenta confiança na estabilidade financeira bem acima do que esteve durante a recessão de 2015/2016. No início de agosto de 2021, o nível de confiança aproximou-se do maior valor histórico observado, atingido em 2019.

Teste de estresse
No teste de estresse, o BC simula o quanto uma situação de severa inadimplência e de corrida aos bancos impacta o cumprimento dos limites regulatórios mínimos pelas instituições financeiras e quanto a autoridade monetária precisaria aportar ao sistema financeiro. Entre esses limites estão a manutenção de uma reserva em caixa para garantir que os bancos paguem todos os clientes que forem sacar dinheiro em momentos de crise. São testados também os riscos de crédito, juros, câmbio e desvalorização de imóveis.

O BC considerou dois cenários. O primeiro com uma queda conjunta na atividade econômica, na inflação e na taxa de juros. O segundo provocaria queda na atividade econômica, com aumento na inflação e na taxa de juros. Os resultados dos testes de estresse de capital seguem indicando resiliência do SFN para absorver os choques de todos os cenários simulados e os resultados indicam que não haveria “desenquadramentos relevantes”. Segundo o BC, os testes avaliaram também o efeito sobre o capital de uma eventual aprovação da reforma tributária em discussão no Congresso Nacional.

No início da crise no ano passado, o BC estimou em R$ 400 bilhões a necessidade de provisões adicionais por parte do sistema e um aporte de R$ 70 bilhões na simulação que considerou um choque severo da pandemia. Já no segundo semestre de 2020, houve redução bastante significativa na necessidade de provisão, para R$ 128 bilhões, e o impacto para um enquadramento de todo o sistema financeiro seria algo na faixa de R$ 1,5 bilhão.

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Com Agência Brasil

Cenário exige cautela diante de crise hídrica e variantes da Covid-19

Catarinense PagueVeloz é comprada pelo Serasa

O valor pago pela empresa de Blumenau não foi revelado

Empresa de Santa Catarina atua com pagamentos e recebimentos digitais

A Serasa Experian anunciou nesta segunda-feira que fechou um acordo para comprar a fintech catarinense PagueVeloz. O valor pago pela empresa de Blumenau não foi revelado. O foco é intensificar a atuação em mercados de alto valor e que alavanquem a combinação entre a expertise em dados e “analytics” da empresa com inovações específicas de cada setor.

Líder em renegociação de dívidas no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo de soluções digitais voltadas para a melhoria da saúde financeira do brasileiro, como a plataforma de renegociação digital Serasa Limpa Nome. Hoje, após o pagamento da dívida, a empresa credora tem até cinco dias úteis para retirar o nome do consumidor do banco de dados da Serasa.

Já com a aquisição, um dos principais objetivos é acelerar esse processo reduzindo o tempo na baixa da dívida e aumentar o Serasa Score de forma mais rápida, facilitando que os consumidores voltem a ter acesso ao crédito. Falando ao Valor Econômico, o vice-presidente da Serasa Consumidor, Silvio Frison destacou que “o grande diferencial da PagueVeloz é que ela desenvolveu um sistema, com integração via APIs, que realiza essa baixa da dívida [que estava no Serasa] imediatamente. Isso aumenta o score de crédito do cliente de forma mais rápida e facilita que ele volte a ter acesso ao crédito”.

A PagueVeloz tem grande experiência nos mercados de pequenas e médias empresas e consumidores, oferecendo serviços como a emissão de boleto bancário, cobrança via cartão de crédito e Pix, maquininhas, antecipação de recebíveis, carteira digital, entre outros. A companhia catarinense será uma unidade de negócio do Serasa, seguindo de forma independente, com marca e a estratégia mantida, mas com sinergia de produtos. Toda a equipe da PagueVeloz, de 380 pessoas, será integrada pela Serasa.

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O valor pago pela empresa de Blumenau não foi revelado

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Pesquisa de AMANHÃ em parceria com o IXL-Center termina em 3 de dezembro

O estudo dará origem a uma lista das 50 empresas mais inovadoras do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul

A 18ª edição da pesquisa Campeãs da Inovação está com as inscrições abertas. O prazo final se encerra no dia 3 de dezembro. Os questionários serão processados na Central do IXL-Center, nos Estados Unidos. Para participar, basta clicar aqui e ter acesso ao questionário em inglês (as respostas descritivas também devem seguir esse mesmo padrão, pois se as mesmas estiverem redigidas em português ou outra língua, o sistema automaticamente não valida).

O estudo dará origem a uma lista das 50 empresas mais inovadoras do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul. Multinacionais brasileiras que tenham filiais no Sul podem inscrever suas unidades regionais. O levantamento também vai apresentar as campeãs nas categorias Startups, Estatais e Filantrópicas (para empresas públicas e entidades filantrópicas), Ensino & Pesquisa (voltada para universidades e centros de pesquisa), Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e Entidades Empresariais.

Clique aqui para acessar o questionário e responder a pesquisa da 18ª edição de Campeãs da Inovação. O questionário leva um tempo aproximado de 45 minutos para ser respondido.

As companhias que participaram da pesquisa respondendo integralmente o questionário ganharão um código promocional que dá direito a um desconto de 10% nos programas EPIC publicados no site do IXL-Center e também nos cursos do Global Innovation Management Institute (Gimi). A iniciativa visa criar uma nova geração de líderes globais conectando-os ao principal centro de referência mundial nas áreas de inovação e educação, através de um programa personalizado e único que combina conhecimento, network, benchmarking e experiência cultural.

A pesquisa Campeãs da Inovação adota o Innovation Management Index, ferramenta da metodologia do Global Innovation Management Institute (Gimi) aplicada pelo IXL-Center, de Cambridge, região metropolitana de Boston (EUA). O Gimi é uma organização global sem fins lucrativos criada por um time de executivos, acadêmicos e consultores especializados em inovação. O grupo auxilia pessoas, empresas e regiões a desenvolver competências em gestão da inovação de nível mundial através de padrões, métricas, protocolos de teste e certificações globais.

Pesquisa de AMANHÃ em parceria com o IXL-Center termina em 3 de dezembro

Bolsa adquire Neoway por R$ 1,8 bilhão

Negócio está em linha com a estratégia da B3 de desenvolver produtos de dados e analytics para os mercados financeiro e de capitais

A B3 também tem entrado em negócios como energia, seguros, veículos, entre outros

A B3 anunciou nesta terça-feira (19) que adquiriu a catarinense Neoway, empresa de tecnologia especializada em big data analytics e inteligência artificial para negócios. O valor total da aquisição será de R$1,8 bilhão e os recursos serão provenientes do caixa livre da bolsa. O fechamento da operação está sujeito à implementação de determinadas condições precedentes usuais nesse tipo de transação, incluindo sua aprovação pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Fundada em 2002 pelo empresário Jaime de Paula, a Neoway é uma das maiores empresas de big data analytics e inteligência artificial para negócios da América Latina, oferecendo soluções que geram maior produtividade e precisão na tomada de decisão em vendas e marketing, crédito, prevenção à fraudes, compliance e inteligência jurídica, entre outros, em aproximadamente 20 grandes setores, incluindo financeiro, automotivo e transporte, bens de consumo, cobrança e recuperação, construção civil, óleo e gás, saúde e tecnologia. A Neoway possui mais de 450 funcionários em três escritórios, mais de 500 clientes, e tem receita líquida projetada de R$ 190 milhões para 2022.

A aquisição da Neoway está em linha com a estratégia da B3 de desenvolver produtos de dados e analytics para os mercados financeiro e de capitais, bem como de crédito e varejo, atendendo tanto clientes financeiros quanto clientes de outros mercados. A aquisição trará capabilities de ciência de dados e analíticas complementares às da B3, contribuindo para aumentar a capilaridade de produtos de dados existentes e time-to-market de lançamentos futuros, além do fortalecimento da engenharia e modelagem de dados via capital intelectual e uma plataforma bem estabelecida. A gestão da Neoway acontecerá com grande independência para preservar sua flexibilidade e forte cultura de inovação.

A bolsa tem investido em novos negócios. Recentemente a B3 anunciou uma sociedade com a Totvs. Ambas criaram a Dimensa, uma empresa que oferece soluções tecnológicas para o mercado financeiro. A B3 também tem entrado em negócios como energia, seguros, veículos, entre outros.

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Negócio está em linha com a estratégia da B3 de desenvolver produtos de dados e analytics para os mercados financeiro e de capitais

Maioria das indústrias buscou inovar na pandemia

Produzir com menos custos foi uma das metas

Dentre o total de empresas ouvidas, 80% registraram ganhos de produtividade, competitividade e lucratividade decorrentes de inovações

A pandemia de Covid-19 levou grandes e médias indústrias a investirem em processos de inovação para aumentar a competitividade. É o que aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o estudo, realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, oito em cada dez indústrias inovaram e viram crescer a produtividade e os resultados financeiros.

O levantamento teve por objetivo mapear a percepção de executivos de empresas no Brasil sobre o atual cenário de inovação dentro e fora das principais companhias em atividade no país. Foram entrevistados executivos de 500 indústrias durante o mês de setembro e a amostragem foi controlada por porte das empresas (médias e grandes) e setor de atividade. Do total de empresas industriais de médio e grande porte, 88% promoveram alguma inovação durante a pandemia, como forma de buscar soluções para a crise imposta pelo contexto sanitário.

“Dentre o total de empresas ouvidas, 80% registraram ganhos de produtividade, competitividade e lucratividade decorrentes de inovações. Outras 5% tiveram dois desses ganhos e 2%, um ganho. Apenas 1% das indústrias brasileiras inovou e não viu nenhum incremento em seus resultados. Os dados mostram que somente 13% dos executivos entrevistados disseram que suas empresas não inovaram durante a pandemia”, informou a CNI.

O levantamento revela, também, que 51% das indústrias não possuem setor específico voltado para a inovação. Os dados apontam, ainda, que 63% das empresas pesquisadas não têm orçamento reservado para inovação e 65% não dispõem de profissionais exclusivamente dedicados a mudanças.

Dificuldades
De acordo com a pesquisa, as principais causas para dificuldade em mudar durante a pandemia são acessar recursos financeiros de fontes externas (19%), a instabilidade do cenário externo (8%), a contratação de profissionais (7%), falta de mão de obra qualificada (8%) e o orçamento (6%).

Os dados coletados mostram ainda que a pandemia trouxe alterações na produção das empresas, com 67% dos entrevistados afirmando que a Covid-19 evidenciou alterações na relação com os trabalhadores; 60% disseram que tiveram alterações nas vendas; 59%, nas relações com clientes; 58%, na gestão; 53%, nas linhas de produção; 51%, na utilização de tecnologias digitais e 44%, na logística.

Segundo a CNI, entre os entrevistados, 79% responderam que foram prejudicadas com a pandemia, com destaque para a região Nordeste, que concentrou 93% das respostas positivas. E 58% das indústrias disseram que a cadeia de fornecedores foi a mais prejudicada, seguida de vendas (40%) e linhas de produção (23%). Ao mesmo tempo, 20% dos executivos disseram que foram pouco ou nada prejudicados pela pandemia. No total, 55% das empresas afirmaram que tiveram aumento no faturamento bruto.

A pesquisa revelou ainda que, para os próximos três anos, as empresas consideram como prioridades ampliar o volume de vendas (49%), produzir com menos custos (49%), produzir com mais eficiência (41%), ampliar a produção (34%) e fabricar novos produtos (27%). Para isso, entre os setores que as indústrias consideram mais importante inovar estão o de relação com o consumidor (36%), setor de processos (35%) e de produção (31%).

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Produzir com menos custos foi uma das metas

Sindilojas Porto Alegre inaugura hub de inovação para o varejo

Co.nectar Hub estimula a busca por novas soluções tecnológicas para o desenvolvimento do setor

O Co.nectar Hub contará com salas de coworking em ambiente compartilhado ou privado

O Sindilojas Porto Alegre inaugurou nesta semana o Co.nectar Hub. A iniciativa representa o primeiro ambiente de inovação com foco no varejo criado por um sindicato no Brasil, com o objetivo de estimular a busca por novas soluções tecnológicas para o desenvolvimento do setor. Entre as ações, tanto on-line como presenciais, que serão realizadas dentro do Co.nectar Hub estão eventos para compartilhamento de conteúdo e de cocriação de soluções, além de estimular a criação de uma comunidade colaborativa. 

“O projeto visa o fortalecimento do setor, além de desenvolver, ao mesmo tempo, uma nova mentalidade nos empresários do comércio varejista frente à nova economia. Desta forma, iremos aproximá-los da tecnologia, aplicada aos negócios, e propor a construção conjunta de novas alternativas para os desafios apresentados pelo mercado”, ressalta o presidente do Sindilojas Porto Alegre e membro do Comitê Gestor do Co.nectar Hub, Paulo Kruse.

O Co.nectar Hub possui uma área total de 650 metros quadrados e contará com salas de coworking em ambiente compartilhado ou privado, espaço para eventos, estúdio para criação de conteúdo e área “maker”, para prototipagem de produtos e soluções, além de ser um hub Phygital. 

“Com foco em incentivar os varejistas a inovarem, ofereceremos espaços e consultoria especializada para a realização das ações. Caso o lojista queira utilizar o estúdio para criação de conteúdo – seja realização de fotos ou live commerce – para efetivar digitalização do negócio, também estará disponível o acompanhamento de profissionais de marketing digital para acompanharem o processo, capacitando os empresários. Ou, no caso da Sala Maker, profissionais da área de design thinking. Mas também, iremos oferecer, além do espaço físico, uma plataforma digital, que permitirá o compartilhamento de informações e a realização de ações online”, detalha Kruse.

Co.nectar Hub estimula a busca por novas soluções tecnológicas para o desenvolvimento do setor

Vibra Agroindustrial anuncia novo diretor financeiro

Diogo Dockhorn assume a posição para apoiar expansão do grupo

Ele acumula passagens por grandes empresas como Gerdau, Unipar Carbocloro e startups de tecnologia

A Vibra Agroindustrial anunciou a contratação de Diogo Espellet Dockhorn para a posição de diretor financeiro. Ele será o responsável pela gestão das áreas financeira, controladoria, contábil/fiscal, TI, jurídico e projetos. Dockhorn tem mais de 20 anos de mercado e nesse período, passagens por grandes empresas como Gerdau, Unipar Carbocloro e startups de tecnologia.

Ele chega para apoiar a expansão e consolidação dos negócios da empresa. Nas últimas décadas, Dockhorn acumulou experiências em finanças, contabilidade/tributos, controladoria, planejamento estratégico, TI e inovação. Como expatriado, viveu em diversos países da América Latina e também nos Estados Unidos.

Dockhorn é graduado em administração de empresas pela PUCRS e tem cursos de extensão em finanças corporativas pela New York University e gestão pela University of Tampa, ambas nos Estados Unidos.

Diogo Dockhorn assume a posição para apoiar expansão do grupo

Paraná será maior destino da Azul no Brasil

Com retomada de quatro linhas e voos para outras 11 cidades, companhia atingirá 20 localidades

O plano da empresa é fortalecer sua malha em Curitiba, criando um hub regional com mais de 50 movimentos diários

O Paraná será o Estado brasileiro com maior número de destinos cobertos pela Azul a partir de 2022. Onze cidades terão novas linhas operadas pela companhia e outras quatro terão suas operações retomadas após terem sido paralisadas durante a pandemia. O anúncio foi realizado nesta terça-feira (19) em um encontro de representantes da companhia com o governador Carlos Massa Ratinho Junior em Campinas (SP), na universidade corporativa da empresa, a Uniazul.

As cidades que voltam a receber voos da companhia são Ponta Grossa, Toledo, Pato Branco e Guarapuava. As linhas serão reativadas em dezembro com voos nas segundas, quartas e sextas. As passagens serão comercializadas a partir desta terça em todos os canais oficiais da empresa.

Já as novas linhas serão inauguradas ao longo de 2022. As onze cidades que passam a integrar a malha da companhia aérea são Guaíra, Paranavaí, Francisco Beltrão, Cornélio Procópio, União da Vitória, Cianorte, Campo Mourão, Telêmaco Borba, Arapongas e Apucarana, todas com aviões Cessna da sub-regional Azul Conecta, além de Umuarama, com aviões ATR.

Marcelo Bento Ribeiro, diretor de relações institucionais da Azul, destacou que a empresa ansiava por retomar as operações interrompidas, bem como a expansão no Paraná. “Apresentamos ao Estado nossa intenção de ampliar os destinos, principalmente com a nossa empresa sub-regional Azul Conecta, ao longo de 2022. Se concretizado, este plano deixará o Estado extremamente conectado, reforçará a vocação regional da Azul e consolidará Curitiba como um importante centro de conexões”, afirmou.

Com o anúncio, os novos voos se somam a outros cinco municípios já realizados pela empresa: Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Londrina e Maringá – totalizando vinte cidades contempladas, um recorde da companhia. O plano da empresa é fortalecer sua malha em Curitiba, criando um hub regional com mais de 50 movimentos diários.

As rotas retomadas em dezembro contarão com aeronaves do modelo ATR 72-600, com capacidade para 70 passageiros. A expectativa da empresa é manter voos três vezes na semana até fevereiro, aumentando para uma frequência diária em março de 2022. Das quatro linhas, três são conectadas ao aeroporto de Viracopos (VCP), em Campinas: Ponta Grossa, Guarapuava e Toledo. Nesta última, foi realizada uma alteração da rota prévia, que conectava a cidade do Oeste paranaense a Curitiba. Já Pato Branco terá conexão com a capital.

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Com retomada de quatro linhas e voos para outras 11 cidades, companhia atingirá 20 localidades