SC apresenta melhor saldo de empregos em setembro no Sul

Estado também lidera no acumulado anual

A região acumulou um saldo de mais de 46 mil vagas no mês passado

Santa Catarina obteve, no Sul, o melhor saldo de novos empregos na região em setembro, de acordo com os dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). O estado também lidera em novos postos criados no acumulado anual (veja a tabela ao final desta reportagem).

O Brasil gerou 313.902 postos de trabalho em setembro deste ano, resultado de 1.780.161 admissões e de 1.466.259 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2021, o saldo positivo é de 2.512.937 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, que divulgou nesta terça-feira (26) as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged. O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 41.875.905, em setembro, o que representa uma variação de 0,76% em relação ao mês anterior.

No mês passado, o saldo de empregos foi positivo nos cinco grupamentos de atividades econômicas: serviços, com a criação de 143.418 postos, distribuídos principalmente nas atividades de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas; indústria geral, que criou 76.169 novos empregos, concentrados na indústria da transformação; comércio, saldo positivo de 60.809 postos; construção, mais 24.513 postos de trabalho gerados; e agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura construção, que registrou 9.084 novos trabalhadores.

De onde vêm os dados do Caged?
O Caged deve ser preenchido por empregadores com informações sobre admissões e desligamentos de funcionários da empresa. O formulário deve ser enviado por meio de um sistema próprio na internet. Há penalização para as empresas que dispensarem ou contratarem empregados e não derem essa informação ao Ministério do Trabalho.

Com base nos cadastros, é possível saber quantas vagas foram abertas e fechadas no país durante um mês e calcular o número de aberturas de vagas líquido (contratações menos desligamentos). É possível saber a abertura e fechamento de vagas por região e setor.

Os dados só abrangem os contratos regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), diferentemente da Pnad, que abarca também o setor informal e autônomos. Sua série histórica começa em 1992, embora tenha sofrido mudanças metodológicas que impossibilitam a comparação com números anteriores ao ano de 2020.

Uma portaria de outubro de 2019, por exemplo, mudou o sistema de preenchimento de dados, que é feito hoje pelo pelo eSocial, e passou a reunir mais informações na mesma base de dados. O novo Caged tornou obrigatório informar a admissão e demissão de empregados temporários. Antes, essa comunicação era facultativa.

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Com Agência Brasil

Estado também lidera no acumulado anual

Receita da Klabin tem alta de 40% no terceiro trimestre

O aumento no volume de vendas combinado ao reajuste de preços em todos os negócios levou ao forte crescimento

A Klabin acabou de aumentar sua capacidade de produção de kraftliner com a entrada em operação da primeira máquina de papel do Projeto Puma II

O terceiro trimestre seguiu a forte demanda pelos produtos da Klabin observada nos trimestres anteriores no mercado doméstico e no mercado externo. O aumento no volume de vendas combinado ao reajuste de preços em todos os negócios levou ao forte crescimento da receita líquida no terceiro trimestre do ano, que totalizou R$ 4,3 bilhões, 40% acima do mesmo período do ano anterior. Entre julho e setembro a Klabin também conseguiu reverter o prejuízo (veja os principais dados econômicos da empresa ao final desta reportagem).

No mercado de celulose, o balanço de oferta e demanda manteve-se equilibrado durante o trimestre diante da forte diferença de consumo entre as diferentes regiões. A demanda sofreu retração na China e permaneceu forte na Europa, Estados Unidos e América Latina, enquanto a oferta seguiu impactada pelas dificuldades logísticas. No segmento de papéis para embalagens, a demanda por kraftliner seguiu aquecida. Nos Estados Unidos, maior produtor e exportador deste produto, o forte consumo interno permanece como direcionador para a redução do volume de exportações, 34% inferior no período entre janeiro a julho de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Klabin acabou de aumentar sua capacidade de produção de kraftliner com a entrada em operação da primeira máquina de papel (MP27) do Projeto Puma II, o maior investimento da história da companhia. Com capacidade produtiva de 450 mil toneladas por ano, a MP27 dá início à produção do Eukaliner®, o primeiro papel kraftliner do mundo feito 100% com fibras de eucalipto.

Ainda no segmento de papéis para embalagens, a aceleração da tendência de substituição do plástico de uso único por embalagens sustentáveis continua impulsionando a demanda por papel-cartão. Segundo a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), as vendas no mercado brasileiro cresceram cerca de 21% no acumulado de janeiro a agosto de 2021 em relação ao mesmo período do ano anterior. Nesta frente, em paralelo ao início da MP27, as obras para construção da segunda máquina de papel (MP28) do Projeto Puma II já foram iniciadas. Com capacidade produtiva de 460 mil toneladas de papel-cartão por ano, a MP28 tem o começo da operação previsto para o segundo trimestre de 2023.

No mercado de embalagens, a Empapel registrou queda de 2,5% na prévia do volume de expedição de caixas de papelão ondulado no terceiro trimestre de 2021 comparado ao mesmo período do ano anterior. Mesmo com a redução, o volume expedido ainda representa o segundo melhor resultado na série histórica para o período. No acumulado do ano até setembro o volume expedido aumentou 7,3% em relação ao mesmo período de 2020. Diante deste cenário e dos repasses de preços a receita de papelão ondulado apresentou forte crescimento na comparação anual e trimestral.

Ainda no negócio de embalagens, as vendas no segmento de sacos industriais têm sido impulsionadas pelo aumento no consumo de cimento no país, que acumula alta de 9,7% no período entre janeiro e setembro de 2021 comparado ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados preliminares do Sindicato Nacional da Indústria de Cimentos (SNIC). Além disso, o consumo de sacos para novos usos, com maior valor agregado, continua em ritmo acelerado.

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O aumento no volume de vendas combinado ao reajuste de preços em todos os negócios levou ao forte crescimento

Prévia da inflação foi de 1,2% em outubro

É o maior índice para o mês desde 1995

Passagens aéreas foram uma das maiores contribuições para o indicador do mês com alta de 34,35%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial, ficou em 1,2% em outubro, 0,06 ponto percentual acima da taxa de setembro (1,14%). Trata-se da maior variação para um mês de outubro desde 1995 (1,34%), e a maior variação mensal desde fevereiro de 2016 (1,42%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,3% e, em 12 meses, de 10,34%, acima dos 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,94%.

Com o maior impacto individual (0,19 ponto percentual) no mês de outubro, a energia elétrica (3,91%), foi destaque no grupo Habitação (1,87%). A alta decorre, em grande medida, da vigência da bandeira tarifária Escassez Hídrica, em todo o período de referência do índice, com acréscimo de R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, o mais alto entre todas as bandeiras.

Durante o período base do IPCA-15, vigorou tanto a bandeira Escassez Hídrica, na primeira quinzena de setembro, quanto a bandeira vermelha patamar 2, na segunda quinzena de agosto. Outra contribuição importante dentro do grupo veio do gás de botijão (3,8%), cujos preços subiram pelo 17º mês consecutivo e acumulam, em 2021, alta de 31,65%.

No grupo dos transportes, o destaque foram as passagens aéreas, que tiveram alta de 34,35%. Os combustíveis seguem em alta (2,03%) e continuam pressionando os preços. A gasolina, componente com o maior peso do IPCA-15, subiu 1,85% e acumula 40,44% nos últimos 12 meses. Os demais combustíveis também apresentaram altas: etanol (3,2%), óleo diesel (2,89%) e gás veicular (0,36%).

Em termos de grupos analisados, a maior variação foi no grupo de transportes (2,06%), que, além das altas nas passagens aéreas e nos combustíveis, registrou variação positiva em automóveis novos (1,64%), usados (1,56%) e nas motocicletas (1,27%). No caso dos automóveis usados, trata-se da 13ª alta consecutiva, acumulando 13,21% de variação nos últimos 12 meses.

Outros subitens, como pneu (1,71%) e óleo lubrificante (1,36%), apresentam altas de 31,03% e 19,19%, respectivamente, no acumulado em 12 meses. Já ônibus intermunicipal variou 0,16%, devido aos reajustes entre 11% e 13% no preço das passagens em Fortaleza (8,25%), aplicados desde 3 de setembro.

O grupo de alimentação e bebidas (1,38%) foi influenciado principalmente pela alimentação no domicílio, que passou de 1,51% em setembro para 1,54% em outubro. Houve queda nos preços da cebola (-2,72%) e, pelo nono mês consecutivo, do arroz (-1,06%). As carnes (-0,31%), após 16 meses seguidos de alta, tiveram queda. A alimentação fora do domicílio acelerou na passagem de setembro (0,69%) para outubro (0,97%), principalmente por conta do lanche (1,71%), cujos preços haviam recuado no mês anterior (-0,46%). A alta da refeição (0,52%), por sua vez, foi menor que a observada em setembro (1,31%).

Todas as áreas pesquisadas apresentaram alta em outubro. O menor resultado ocorreu em Belém (0,51%). A maior variação foi registrada em Curitiba (1,58%), com altas da energia elétrica (4,15%) e da gasolina (3,47%).

É o maior índice para o mês desde 1995

Paraná lança primeiro comitê público-privado de ESG do Brasil

Agenda de longo prazo promove soluções englobando questões ambientais, sociais e de governança

Comitê já conta com a adesão de empresas como Klabin, JBS, Sanepar, Renault, Itaipu e Volkswagen

O Paraná é o primeiro estado a unir a iniciativa privada e o poder público para promover, de forma concreta, a sustentabilidade. Nesta segunda-feira (25), o governo estadual lançou o primeiro comitê público-privado sobre ESG do país, juntando lideranças em prol de ações sobre questões ambientais, sociais e de governança. A iniciativa promove uma cooperação entre representantes de empresas públicas, privadas e secretarias estaduais, apresentando boas práticas existentes pelo mundo e criando novos projetos relacionados à sustentabilidade.

Na prática, o grupo passa a enfrentar de forma coordenada os desafios socioambientais do Estado. O comitê é liderado pelo Governo do Paraná e pelo Grupo Boticário, e já conta com a adesão de empresas como Klabin, JBS, Sanepar, Renault, Itaipu e Volkswagen.

“A atenção à sustentabilidade precisa promover equilíbrio entre geração de emprego, preocupação social e preocupação ambiental. Nosso objetivo será atingido quando cada cidadão paranaense tiver a consciência de que esses três pilares estão integrados e devem caminhar juntos”, ressaltou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

A proposta é que uma nova reunião seja realizada até dezembro para definir uma pauta de até dez objetivos estratégicos e escolher representantes de cada grupo de trabalho. Na sequência, as ações serão desenvolvidas de forma paralela. A cada seis meses, o comitê se encontrará para analisar os resultados alcançados.

Artur Grynbaum, vice-presidente do Conselho do Grupo Boticário e co-líder da iniciativa, pontua que a parceria é uma inovação, podendo ser replicada e virar exemplo para outras regiões. De acordo com ele, do ponto de vista socioambiental, há enormes desafios no Paraná e no mundo. Através de uma dinâmica compartilhada entre os setores público e privado, será possível encontrar as melhores soluções.

“Vamos procurar estabelecer prioridades, remover barreiras e colocar os recursos necessários para avançar nessa agenda composta por questões ambientais, sociais e de desenvolvimento econômico. Queremos não só um melhor ambiente de negócios, mas uma melhor qualidade de vida para toda a população. Vai ser um trabalho muito rico e produtivo”, afirmou Grynbaum.

A ponte com as empresas para a construção do comitê foi realizada pela Invest Paraná, autarquia responsável pela atração de investimentos no Estado. Eduardo Bekin, diretor-presidente da instituição, explica que a metodologia será construída de forma conjunta.

“O governo precisa se engajar na pauta ESG e, para isso, precisávamos ter a metodologia e a assertividade que empresas referência no tema possuem. Quem vai tocar o grupo é o setor privado, encabeçado pelo Grupo Boticário, criando reuniões periódicas e semestrais. O governo vai colaborar através das secretarias, engajado juntos aos presidentes das empresas”, detalhou.

Objetivos
Dentre os desafios possíveis de serem abarcados pelo comitê, estão soluções para a crise hídrica, energia renovável, emissão de gases poluentes, tratamento de resíduos sólidos, além de capacitação de grupos minoritários para empregabilidade pelo setor privado. A neutralidade na emissão de carbono é um dos tópicos que o diretor de Assuntos Governamentais da Volkswagen, Antônio Megale, aponta como uma medida que está sendo adotada pela empresa e que pode ser compartilhada.

“Essa iniciativa é excepcional porque colocamos juntos a iniciativa privada e pública para analisar as melhores práticas sendo realizadas no Estado. Temos a meta de zerar a emissão de carbono no nosso grupo até 2050, reduzindo em 50% até 2025. Vamos trazer essas iniciativas que temos internamente para o debate com outras empresas e com o Estado pensando em promover o bem para a sociedade”, afirmou o diretor.

Esse tópico é um possível ponto de acordo entre os atores. O Paraná já é signatário de dois acordos da Organização das Nações Unidas (ONU) que promovem ações para minimizar as mudanças climáticas: a Race to Zero, que tem como meta zerar as emissões líquidas de carbono até 2050, e a Race to Resilience, que almeja tornar 4 bilhões de pessoas de comunidades vulneráveis resilientes às mudanças climáticas até 2030. Do lado das empresas públicas, a cooperação pode acelerar a criação de novas ações de impacto socioambiental.

Agenda de longo prazo promove soluções englobando questões ambientais, sociais e de governança

Evino anuncia aquisição da Grand Cru

As duas marcas projetam atingir faturamento de mais de R$ 700 milhões no ano

Da esquerda para direita: Alexandre Bratt, CEO da Grand Cru, Ari Gorenstein e Marcos Leal, co-fundadores da Evino

A Evino anunciou a aquisição da Grand Cru, maior importadora, distribuidora e varejista de vinhos premium na América Latina. Juntas, as duas empresas formarão o maior grupo varejista de vinhos importados de todo o País, com amplo portfólio e alta rentabilidade: as empresas combinadas devem faturar aproximadamente R$ 700 milhões neste ano. O valor da negociação não foi revelado. A intenção de aquisição deverá passar por aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Isso significa que além de expandir a atuação nacional, a aquisição da Grand Cru pela Evino ampliará a capilaridade de atendimento aos clientes B2C e B2B, on e off-line. “Identificamos uma complementaridade enorme entre os negócios da Evino e da Grand Cru. Percebemos que a combinação das empresas poderá trazer aos consumidores uma proposta de valor e experiência omnichannel única”, diz Ari Gorenstein, co-CEO da Evino.

Mesmo com a aquisição de 100% da Grand Cru por parte da Evino, a intenção é manter ambas as marcas, pois constituem modelos de negócios complementares, tanto em termos de portfólio, como em canais de expertise e segmentação de clientes. A expectativa é que dessa forma seja possível gerar sinergias operacionais, logísticas, assim como novas oportunidades de negócios, alinhados ao plano estratégico de crescimento das marcas, que seguem olhando para o mercado. Além disso, poderão oferecer produtos e serviços cada vez mais amplos e direcionados ao consumidor de vinhos no Brasil, seja ele expert ou iniciante.

A combinação dos empreendimentos trará mais oportunidades de negócios e fará acelerar ainda mais o desenvolvimento B2C e B2B. Atualmente, a Grand Cru conta com 110 lojas no país e, até o fim do ano, serão mais 17 novos pontos. A união das marcas irá fortalecer ainda mais todos os canais, reforçando o crescimento e ampliação no mercado.

“A complementaridade não está apenas na ótica de mercado e de produtos, mas também de forma interna. Hoje ambas as empresas têm times robustos e extremamente necessários para explorar na integralidade esse potencial que estamos gerando. Não é com redução de equipe que a tese de aproximação se sustenta, muito pelo contrário”, afirma Alexandre Bratt, CEO da Grand Cru.

Com a transação, a Grand Cru também deixa de fazer parte do portfólio do Aqua Capital, empresa de ações com investimentos nas áreas de alimentação e agronegócio. Desde 2015, em que esteve sob o controle da investidora, a Grand Cru aumentou a oferta de vinhos de excelente qualidade em cada faixa de preço que atua, fortalecendo sua presença nos diversos canais de vendas.

Expandiu sua abrangência geográfica com as lojas físicas (tanto próprias, como franquias), e-commerce e a plataforma de live streaming, transformando digitalmente a companhia para oferecer uma excelente experiência de compra para o consumidor de vinho, por meio de um omnichannel bem equilibrado.

Somado ao lançamento em abril deste ano da Evino Empresas, braço B2B da marca liderado pelo co-fundador da Evino Marcos Leal, a integração com a Grand Cru reforça os canais off-line para empresas de todos os portes e praças e ainda torna o grupo líder na importação de vinhos italianos, franceses e de espumantes de todas as origens.

As duas marcas projetam atingir faturamento de mais de R$ 700 milhões no ano

Confiança do comerciante cai pela segunda vez

Apesar da queda, indicador permanece na zona de satisfação pela quarta vez seguida

A tendência de baixa iniciada em setembro ressalta a menor confiança em relação à conjuntura no país

Após um período de fortes altas, entre junho e agosto, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), apresentou a segunda queda seguida. Ainda assim, a retração de 3,1% fez com que o indicador batesse 119,3 pontos, permanecendo na zona de satisfação (acima dos 100 pontos).

Na comparação com outubro de 2020, o índice registrou aumento de 15,6% o que, para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, no geral, mostra que os resultados negativos recentes não anularam o otimismo gerado este ano. No entanto, Tadros observa que, depois de resultados positivos, a tendência de baixa iniciada em setembro ressalta a menor confiança em relação à conjuntura no país.

“Entre os fatores que provavelmente constituíram a taxa do Icec em outubro, é possível considerar a inflação gerada no processo de recuperação das economias desde o ano passado; o destravamento das medidas contra a Covid-19; os efeitos do câmbio, das commodities e da escassez de chuvas”, avalia o presidente da CNC.

Todos os componentes do Icec apresentaram retração – Condições Atuais (-4,5%), Expectativas (-3,1%) e Intenção de Investimentos (-2%) -, fenômeno que aconteceu pela última vez em abril deste ano quando o índice despencou 6,4%.

Com a maior variação entre os componentes, Condições Atuais da Economia apresentou queda de 9%, o que na percepção do economista da CNC Antonio Everton é reflexo das principais queixas e evidência das condições macroeconômicas desfavoráveis para os empresários.

“A possibilidade do encerramento da transferência do auxílio emergencial, o aumento do endividamento das famílias e a alta dos custos são apenas alguns dos fatores que podemos listar. O cenário atual é de aumento de preços, ocasionando desequilíbrios entre oferta e demanda e pressões para formação de preços maiores, complicando a decisão dos preços finais “, observa o economista da CNC.

Com a retração de 3,1%, o subíndice Condições Atuais acabou situando-se na zona neutra, exatamente com 100 pontos, apontando relativa indiferença. Já o subíndice Intenções de Investimento mostrou cenário semelhante, registrando 105,3 pontos, enquanto o de Expectativas do Empresário do Comércio se destacou com 152,4 pontos, sugerindo otimismo no fim do ano.

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Apesar da queda, indicador permanece na zona de satisfação pela quarta vez seguida

Mercado prevê que taxa básica de juros feche o ano em 8,75%

Expectativa é que o Copom eleve a Selic esta semana para 7,5%

A taxa de juros está no nível mais alto desde julho de 2019, quando estava em 6,5% ao ano

Diante do aumento da inflação, a expectativa do mercado financeiro é que a taxa básica de juros, a Selic, encerre 2021 em 8,75% ao ano. Na semana passada, a estimativa era de 8,25%, de acordo com o boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos. A Selic está estabelecida atualmente em 6,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Nesta semana, o colegiado se reúne novamente e deve repetir os aumentos promovidos nos últimos cinco encontros.

A taxa está no nível mais alto desde julho de 2019, quando estava em 6,5% ao ano. De março a junho, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Agora, o mercado espera uma elevação maior, de 1,25 ponto, para que a taxa suba a 7,5% ao ano nessa reunião.

A Selic é o principal instrumento utilizado pelo BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas podem dificultar a recuperação da economia.

Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

A previsão das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, subiu de 8,69% para 8,96%. É a 29ª elevação consecutiva na projeção.

A previsão para este ano está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é de 2,25% e o superior de 5,25%.

Puxada pelo aumento dos preços de energia elétrica e combustíveis, em setembro, a inflação chegou a 1,16%, o maior para o mês de setembro desde 1994, quando foi de 1,53%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o índice está em 10,25%, acima dos 9,68% registrados nos 12 meses anteriores. Este ano, a inflação já acumula uma alta de 6,9%.

A estimativa do mercado financeiro para o crescimento da economia caiu de 5,01% para 4,97% este ano. A expectativa para a cotação do dólar subiu para R$ 5,45 para o final deste ano. Para o fim de 2022, a previsão é que a moeda americana se mantenha nesse mesmo patamar.

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Com Agência Brasil

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Petrobras anuncia novo aumento da gasolina e do diesel

Reajuste nas refinarias passa a valer nesta terça-feira

A Petrobras justifica que os reajustes no preço garantem que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira (25) que vai reajustar os preços da gasolina e do diesel em suas refinarias a partir de terça-feira (26). O litro da gasolina vendido pela empresa às distribuidoras passará de R$ 2,98 para R$ 3,19, o que representa um aumento de R$ 0,21 ou de cerca de 7%.

A Petrobras afirma que a parcela da gasolina vendida nas refinarias no preço final do produto encontrado nos postos chegará a R$ 2,33, com um aumento de R$ 0,15. A variação é menor que os R$ 0,21 de reajuste nas refinarias porque a gasolina tem uma mistura obrigatória de 27% de etanol anidro.

Já o litro do diesel passará a ser vendido por R$ 3,34 nas refinarias da Petrobras, o que representa um aumento de cerca de 9% sobre o preço médio atual, de R$ 3,06. No caso do diesel, a Petrobras calcula que o impacto para o consumidor final seja um aumento de R$ 0,24, porque o diesel vendido nos postos tem uma mistura obrigatória de 12% de biodiesel. A Petrobras justifica que os reajustes no preço garantem que o mercado siga sendo suprido em bases econômicas e sem riscos de desabastecimento.

“O alinhamento de preços ao mercado internacional se mostra especialmente relevante no momento que vivenciamos, com a demanda atípica recebida pela Petrobras para o mês de novembro de 2021. Os ajustes refletem também parte da elevação nos patamares internacionais de preços de petróleo, impactados pela oferta limitada frente ao crescimento da demanda mundial, e da taxa de câmbio”, afirma a estatal em nota.

Com Agência Brasil

Reajuste nas refinarias passa a valer nesta terça-feira

CGT Eletrosul vai expandir complexo eólico no Rio Grande do Sul

Parque Eólico Coxilha Negra será implantado na região de Sant’Ana do Livramento

A CGT Eletrosul aplicou mais de R$ 1 bilhão na implantação de empreendimentos eólicos no Rio Grande do Sul

A CGT Eletrosul prossegue investindo na região de Sant’Ana do Livramento, na Campanha Gaúcha. Com seu programa de investimentos em geração eólica, a empresa foi uma das protagonistas na consolidação de uma matriz energética ainda mais diversificada no Brasil. Na produção de energia a partir dos ventos, a companhia está entre as principais investidoras no Sul do país. Somente no Rio Grande do Sul, a CGT Eletrosul aplicou mais de R$ 1 bilhão na implantação de empreendimentos eólicos.

O Complexo Cerro Chato é prova disso – foram anos de pesquisas, medições de vento e mapeamentos, investimentos em tecnologia e na formação de pessoas. Atualmente, de propriedade exclusiva da CGT Eletrosul, são seis parques eólicos, com 69 aerogeradores em plena operação e 138 MW de potência instalada, o suficiente para atender ao consumo de uma cidade com 780 mil habitantes.

Agora, a CGT Eletrosul promove a continuidade de sua política de investimentos no município de Sant’Ana do Livramento. E amplia a geração eólica da região, por meio da implantação do Parque Coxilha Negra, que será instalado em áreas limítrofes às unidades já existentes.

Em outubro foi aprovado pela governança da companhia o investimento para a implantação do Parque Eólico Coxilha Negra, com aproximadamente 302 MW de potência instalada. As obras devem começar até o final do primeiro semestre do próximo ano.

Estima-se a criação de 310 empregos diretos e cerca de 150 indiretos, movimentando de forma significativa a economia local. Já o início da operação do empreendimento está previsto para ocorrer até o final do ano de 2024.

O sistema de conexão do Parque Coxilha Negra será composto por duas subestações coletoras. Para a implementação, está prevista a construção de novos acessos internos, além da melhoria daqueles já existentes.

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Parque Eólico Coxilha Negra será implantado na região de Sant’Ana do Livramento

Até tu, precatório!

A quitação da dívida oriunda de decisão judicial em relação aos débitos públicos está prevista na Constituição

O montante total devido pela União em precatórios é atualmente de mais de R$ 180 bilhões

A sanha populista com a qual o atual governo, dilacerado pelo acúmulo de crises, fez com que se soltassem as amarras liberais defendidas durante a campanha eleitoral. Na onda oposicionista aos partidos de esquerda, igualmente esfacelados por acusações corrupção, o então candidato apresentou seu prócer de Chicago. O nome suficientemente capaz de trazer para o barco os envergonhados de se assumirem eleitores de um (des)conhecido e folclórico congressista.

A justificativa estava posta. A matemática “lógica e racional” que levou da candidatura à eleição o atual governo tinha então o seu oráculo, sua paragem, ou “posto de indagações” – local conhecido por esclarecer todas as dúvidas.

O caos instalado no Brasil da pandemia e de falta de políticas públicas eficientes revela a verdadeira face da política. Afinal, é política, não sabiam? E o chamado prestidigitador da economia se despe de sua tecnicalidade e assume a vertente do poder. A todo o custo.

A ajuda aos necessitados neste momento é, sem sombra de dúvida, o imperativo de qualquer governo. A questão duvidosa está na forma, na ausência de planejamento, ou como querem os especialistas, de um eixo político-econômico apto a dar conta das necessidades de um país em frangalhos.

Diante desse cenário, vislumbra-se, o oposto do prometido. A fuga de capital, o aumento de preços e a famigerada inflação. O pobre, no final das contas, é quem paga o pato. Como costuma acontecer.

A boia para os desvalidos são os programas de auxílio revigorados, ao preço de um drible fiscal que atinge na outra ponta aqueles que esperam receber os precatórios – créditos devidos pela União em decorrência de ações judiciais. O governo mira esse caixa, já depauperado e insuficiente, para subsidiar as suas contas mal geridas.

A quitação da dívida oriunda de decisão judicial em relação aos débitos públicos está prevista na Constituição Federal. O montante total devido pela União é atualmente de mais de R$ 180 bilhões. A proposta de emenda constitucional, a PEC dos Precatórios, de autoria do deputado Hugo Motta do Republicanos, pretende tirar cerca de R$ 40 bilhões do orçamento direcionado ao pagamento dessas dívidas previstas para 2022. É metade do valor dotado.

A manobra representa a quebra do regime fiscal imposto no governo anterior e que foi defendida com unhas e dentes até ontem pelo atual mandatário e seu ministro encarregado pela pasta fazendária.

Os desavisados já começam a pular dessa nau, sem proa nem popa.

Se a situação dos credores é precária, se anseiam pelo pagamento do que lhes é devido, após uma longa e demorada espera processual, se a Justiça é difícil, ex nihilo nihil fit, do nada é que não vira nada mesmo, como teria dito Parmênides.

A quitação da dívida oriunda de decisão judicial em relação aos débitos públicos está prevista na Constituição

Santa Catarina não apresenta nenhuma região no risco gravíssimo

Matriz aponta 13 regiões no nível alto e quatro no moderado

O aumento na cobertura vacinal permanece sendo um fator essencial na melhora dos indicadores da matriz de risco em todas as regiões

Pela terceira semana consecutiva, Santa Catarina não apresenta nenhuma região no risco gravíssimo (cor vermelha) ou grave (cor laranja) para a Covid-19. A matriz de risco potencial regionalizado divulgada no sábado (23) aponta 13 regiões como risco potencial alto (cor amarela) e quatro como risco potencial moderado (cor azul).

As regiões do Alto Vale do Itajaí e Oeste, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como nível moderado, juntamente com as regionais Alto Vale do Itajaí e Alto Vale do Rio do Peixe que se mantiveram no nível moderado (azul). Já a Região do Alto Uruguai Catarinense, que na semana anterior estava classificada como nível moderado (azul), passou a ser classificado como nível alto (amarelo).

As localidades em risco alto são Alto Uruguai Catarinense, Carbonífera, Extremo Oeste, Extremo Sul Catarinense, Grande Florianópolis, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste, Nordeste, Planalto Norte, Serra Catarinense, Vale do Itapocu e Xanxerê.

Matriz passa por adequações
Três parâmetros da matriz de avaliação de risco potencial regionalizado passaram por ajustes de forma a refletir melhor a situação do Estado: cálculo de casos infectantes, cobertura vacinal e capacidade de atenção. Em relação ao cálculo de casos infectantes, passou-se a utilizar um modelo auto regressivo integrado de médias móveis (Arima) amplamente utilizados na análise de séries temporais. Com esse modelo, foi possível obter um melhor ajuste para o cenário epidemiológico, sendo mais apropriado para o atual momento da pandemia de Covid-19 no estado.

Para o cálculo da cobertura vacinal, foi utilizado o total de doses (segunda dose e dose única) aplicadas em relação a população de 12 anos ou mais residente em cada uma das regionais, o que representa a cobertura vacinal completa desta população. Considerando o avanço na vacinação, os parâmetros que determinam o nível de gravidade foram revistos, sendo que cobertura abaixo de 60% é considerado gravíssimo, entre 60% e 70% é considerado grave, de 70% a 80% é considerado alto e acima de 80% é considerado moderado. Com isso, busca-se incentivar que os municípios promovam ações para ampliar a cobertura vacinal completa de sua população, contribuindo assim para um maior recrudescimento da pandemia.

Por fim, houve uma mudança no cálculo da capacidade de atenção. Considerando que várias regiões estão com um número de leitos de UTI Adulto cada vez menos ocupados com pessoas em tratamento de Covid-19, já é possível retomar a realização de cirurgias eletivas que demanda um período menor de utilização de leitos de UTI. Com isso, busca-se monitorar o total de leitos de UTI-Covid adulto ocupados em relação ao total de leitos de UTI disponíveis em todo o território catarinense.

Considera-se como gravíssimo uma ocupação acima de 60% dos leitos disponíveis, como grave uma ocupação entre 40% e 60%, alto uma ocupação de 20% a 40% e moderado uma ocupação abaixo de 20%. Com isso, nove regiões apresentam uma ocupação abaixo de 20% estando em nível moderado (Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Itajaí, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Sul Catarinense, Laguna, Médio Vale do Itajaí, Meio Oeste e Serra Catarinense), seis estão com ocupação de 20% a 40% permanecendo em nível alto (Extremo Oeste, Foz do Rio Itajaí, Grande Florianópolis, Oeste, Planalto Norte e Vale do Itapocu) e duas regiões apresentam ocupação de 40% a 60% estando em nível grave (Nordeste e Xanxerê). Nenhuma região se apresenta em nível gravíssimo.

O aumento na cobertura vacinal em Santa Catarina permanece sendo um fator essencial na melhora dos indicadores da matriz de risco em todas as regiões. Já foram aplicadas mais de 9,6 milhões de doses de vacina, das quais, 3,97 milhões já receberam a segunda dose ou dose única, estando completamente imunizados (54,8% da população total). Além disso, 172.821 idosos e trabalhadores de saúde já receberam a dose de reforço e 9.393 pessoas com imunossupressão grave receberam doses adicionais.

Esses resultados devem ser observados com muita cautela, pois o número de casos ativos, embora tenha sofrido uma leve redução em relação à semana anterior, passando para 6.026, ainda se apresenta elevado. Para reduzir ainda mais o risco de transmissão de Covid-19 em Santa Catarina é necessário o avanço da vacinação, principalmente com a aplicação da segunda dose para todas as pessoas acima de 12 anos, além da aplicação da dose de reforço para idosos e trabalhadores de saúde, mantendo-se as medidas de prevenção que envolvem uso de máscaras, distanciamento, buscar ambientes ao ar livre e com ventilação natural e evitar aglomerações.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Matriz aponta 13 regiões no nível alto e quatro no moderado

Colnago assumirá secretaria de Tesouro e Orçamento

Ele substituirá Bruno Funchal

Colnago já foi ministro do Planejamento entre abril e dezembro de 2018

O ex-ministro do Planejamento Esteves Colnago assumirá o comando da secretaria especial de Tesouro e Orçamento da pasta. A nomeação foi confirmada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Colnago substituirá Bruno Funchal, que pediu exoneração na quinta-feira (21) alegando motivos pessoais.

A secretária especial adjunta do Tesouro e Orçamento, Gildenora Dantas, e o secretário adjunto do Tesouro Nacional, Rafael Araujo, também pediram exoneração, assim como o secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt. Recentemente, Funchal e Bittencourt haviam se manifestado contrários a quaisquer medidas que flexibilizem o teto federal de gastos, seja para renovar o auxílio emergencial, seja para ampliar o Bolsa Família e criar o Auxílio Brasil.

Assessor especial de Relações Institucionais do Ministério da Economia, Colnago foi ministro do planejamento entre abril e dezembro de 2018, no final do governo Michel Temer. De maio de 2016 a abril de 2018, foi secretário-executivo do Planejamento, durante a gestão do ex-ministro Dyogo Oliveira.

Com Agência Brasil

Ele substituirá Bruno Funchal

Fiesc reconhece industriais com a Ordem do Mérito Industrial

Vicente Donini, do Grupo Marisol, recebeu a comenda nacional

Criada em 2000, a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina reconhece, anualmente, personalidades ou organizações que tenham contribuído para o desenvolvimento da indústria

A Federação das Indústrias (Fiesc) entregou a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina dos anos de 2020 e 2021, durante solenidade, na manhã desta sexta-feira (22), em Florianópolis. Foram homenageados os industriais: Fernando Cestari de Rizzo (Tupy, de Joinville), Gelson Dalla Costa (Apti Alimentos, de Chapecó), Júlio André Ruas Tedesco (in memoriam – Grupo Tedesco, de Balneário Camboriú), Sirivaldo José Barbieri (Pioneiro Baterias, de Treze Tílias), Salézio José Martins (Grupo Kyly, de Pomerode), Ricardo Minatto Brandão (Brametal, de Criciúma), além de Vicente Donini, do Grupo Marisol, de Jaraguá do Sul, que recebeu a comenda nacional, da CNI. O diretor da Fiação São Bento, Horst Maul, recebeu uma homenagem especial pelos 76 anos dedicados à indústria. A cerimônia contou com a presença de lideranças industriais e políticas do estado. Criada em 2000, a Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina reconhece, anualmente, personalidades ou organizações que tenham contribuído para o desenvolvimento da indústria.

Em seu discurso, o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, disse que os homenageados são exemplos incontestáveis do diferencial cultural do empresário catarinense. “Foi assim que Santa Catarina criou as bases que sustentam uma indústria pujante que, por sua vez, explica a nossa economia equilibrada, com tantos indicadores acima da média nacional, como emprego, crescimento, longevidade, entre outros”, afirmou.

Ele também chamou a atenção para os impactos do Custo Brasil na economia. “O excesso de burocracia e a complexidade de nossa legislação elevam o custo das empresas, que precisam manter grandes estruturas apenas para atender as obrigações normativas. São inúmeros funcionários dedicados a atividades que não geram valor, agregando custos e reduzindo a nossa competitividade”, declarou. Aguiar destacou a importância da criação de uma política industrial para o setor que permita um crescimento sustentado e contínuo. “Reforço o convite a todos os industriais que me ouvem neste momento: vamos, juntos, fortalecer este trabalho. Senhor governador e senhora coordenadora do Fórum Parlamentar Catarinense, contamos, como sempre, também com o empenho de vocês”, conclamou.

O empresário Vicente Donini disse que os industriais catarinenses não esmorecem. “Não tememos os desafios que os mercados nos impõe. Apenas clamamos por um ambiente de negócios menos hostil, formal e com total equidade de tratamento fiscal. O ambiente de negócios requer de nossos governantes mais assertividade em suas ações, maior harmonia entre os poderes constituídos, menos letargia e extremismos”, declarou, ressaltando que é preciso resiliência e determinação para enfrentar os grandes desafios que 2022 prenuncia.

Ao falar em nome dos homenageados com a comenda estadual, Fernando de Rizzo destacou a ousadia, o pioneirismo e a liderança dos fundadores da Tupy, e destacou o trabalho visionário de Hans Dieter Schmidt. “Determinação, dedicação à pesquisa e ao desenvolvimento, inovação, trabalho duro e preocupação com o desenvolvimento das pessoas fazem parte da nossa cultura. E a cultura da Tupy espelha também a cultura catarinense”, afirmou. Ele também ressaltou que não são poucos os desafios para se ter uma indústria forte no Brasil. “E não existe indústria forte sem energia barata e abundante, sem infraestrutura, sem acesso a equipamentos e sem impostos simplificados, justos e compatíveis. A forte indústria que temos em Santa Catarina exporta muita tecnologia, produtos de qualidade e conhecimento, mas exporta também impostos”, alertou.

Conheça história dos homenageados

Fernando Cestari de Rizzo: é CEO da Tupy, multinacional brasileira do segmento de metalurgia, sediada em Joinville. É formado em Engenharia Mecânica pela FAAP, com MBA na Indiana University e especializações na FVG e Stanford School of Business. O executivo iniciou sua carreira na Companhia como estagiário, liderou áreas como a Engenharia, Planejamento, Marketing, Vendas e Manufatura. Em 2004, tornou-se vice-presidente da área de Vendas e Marketing. Em 2012, passou a vice-presidente da Unidade de negócios automotivos, responsável pela maior parte do faturamento da Empresa. Com cerca de 30 anos de carreira, tem amplo conhecimento sobre o negócio e teve contato com toda a cadeia de valor da Tupy. Sob sua gestão, em 2021, foi concluído o acordo para a aquisição das operações de componentes estruturais em ferro fundido do Brasil e de Portugal da Teksid, subsidiária integral da Stellantis. Além de Joinville, a Companhia tem unidades no México e em Mauá (SP), além de escritórios nos Estados Unidos e Alemanha.

Gelson Dalla Costa: Natural de Quilombo, Gelson Dalla Costa é filho de agricultores e saiu de casa aos 15 anos para estudar. Formou-se técnico em agropecuária e iniciou sua carreira profissional na Aurora Alimentos, empresa na qual trabalhou até 1985 quando fundou a Apti Alimentos, em Chapecó, junto com os sócios Hugo Biehl, Crusvaldino Mezalira e Adair da Silva (in memorian). Hoje a companhia emprega 600 profissionais, tem faturamento anual superior a R$ 450 milhões e atua no Brasil e no Mercosul. A Apti, que também tem uma planta em Araras-SP, fabrica produtos como achocolatados, refrescos e sobremesas. Gelson também é vice-presidente do Sindialimentos, foi vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) e presidiu o conselho deliberativo da Associação Chapecoense de Futebol. Tem um reconhecido trabalho voluntário na comunidade. Desde 2005 ele integra a direção da Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, entidade filantrópica que administra os hospitais Regional do Oeste e da Criança, ambos em Chapecó, e o Nossa Senhora da Saúde, de Coronel Freitas. É presidente do conselho delegado de administração do hospital regional e presidente do conselho deliberativo da ACIC.

Júlio André Ruas Tedesco (in memoriam): nascido em Caçador em 1948, Júlio André Ruas Tedesco mudou-se para Porto Alegre em 1962, cidade em que cursou o segundo grau e, posteriormente, formou-se em administração de empresas na Unisinos, em São Leopoldo. Ele passou a atuar nas empresas da família em 1962, tornando-se administrador do grupo em 1975, assumindo a presidência três anos depois, com o falecimento do pai, Normando. A família Tedesco deu início aos negócios em Caçador na década de 1930. Atualmente, possui unidades de negócios nas cidades de Caçador (divisão de celulose e papel e divisão de sacos industriais, reflorestamento e fazendas) e em Canoas (divisão de embalagens de papelão ondulado). A empresa possui produção própria de energia elétrica em quatro usinas hidrelétricas situadas nos municípios de Caçador e de Irineópolis (SC). Em Balneário Camboriú, os negócios incluem a Tedesco Marina Garden Plaza, o Parque Unipraias Camboriú, o Barco Pirata, a Tedesco Marina e o Atracadouro Barra Sul, responsável pela recepção de navios de cruzeiro. No total, o grupo emprega mais de 2,6 mil colaboradores. Júlio também presidiu por dois mandatos SINPASUL e foi conselheiro do SINPESC. Júlio faleceu aos 73 anos, no dia 19 de fevereiro de 2021, em Porto Alegre.

Sirivaldo José Barbieri: nascido em 1960, Sirivaldo passou a infância no interior de Treze Tílias. Mudou-se para a cidade em 1978 quando começou a trabalhar num posto de combustível como frentista, lavador e borracheiro chegando à gerência. Mas sua história no empreendedorismo se iniciou em 1988 quando alugou três postos de combustíveis no Paraná. Em 1993, ele retornou para Treze Tílias e assumiu a direção da empresa da família, a Pioneiro Baterias, que começou de forma curiosa: um dos irmãos Barbieri trocou um carro Opala 1979 por uma oficina de reforma de acumuladores elétricos. Como a oficina fabricava 150 baterias por mês e não conseguia vender toda a produção na cidade, começou a expandir o negócio para Videira e Tangará. E assim foi crescendo e ganhando mercado. Hoje, a Pioneiro, nome que homenageia os pioneiros austríacos que colonizaram Treze Tílias, e vende para o Brasil e países da América Latina. Atualmente, o Grupo Pioneiro Industrial é composto pela Baterias Pioneiro (produz acumuladores elétricos), Pioneiro Ecometais (produz ligas de chumbo a partir da reciclagem de baterias), Pioneiro Escapamentos (produz sistemas de exaustão), Pioneiro Pirólise (planta de reciclagem de pneus) e Dos Alpes Alimentos (dona das marcas Incotril e Tempero do Sul). Sirivaldo e a família também têm forte atuação nas questões comunitárias da região, por meio do Rotary Club e do Consulado Austríaco de Treze Tílias.

Ricardo Minatto Brandão: O engenheiro civil Ricardo Minatto Brandão é presidente do conselho de administração da Brametal, indústria fundada por seu pai, Ayrton de Mattos Brandão. Hoje, a empresa é líder na América Latina na fabricação de estruturas metálicas para os segmentos de geração e transmissão de energia elétrica, solar e eólica, além de torres de telecomunicações. A companhia, sediada em Criciúma, tem unidades em Linhares (ES) e Sabará (MG) e emprega cerca de 2 mil profissionais. No início da carreira, Ricardo trabalhou na Eletrosul e, na sequência, atuou em obras ligadas à construção civil em empresas como a Cônsul (Joinville), Buddemeyer (São Bento do Sul), no Porto Pesqueiro de Guarujá, em São Paulo, entre tantas outras em diversas cidades catarinenses. Tornou-se diretor-presidente da Brametal em 1990, década em que a empresa implementou o sistema de gestão da qualidade para atender o sistema Eletrobras, ingressou no mercado de torres de telecomunicações e fez a primeira exportação para o Chile, ação que marcou a entrada da indústria no mercado internacional. Nos anos 2000, a empresa ampliou a presença para outros países, expandiu a capacidade produtiva das fábricas, montou operações no Espírito Santo e em Minas Gerais e investiu em pesquisa, desenvolvimento e em novos produtos. No campo social, a Brametal apoia iniciativas nas regiões onde têm unidades produtivas.

Salézio José Martins: é fundador do Grupo Kyly, de Pomerode, companhia do segmento têxtil que emprega mais de 2 mil profissionais. Salézio nasceu em 1949 numa comunidade que hoje pertence a Major Gercino. É o segundo filho de uma família de 13 irmãos. Passou parte da infância em Presidente Nereu, estudou em seminários em Rio dos Cedros e Ascurra. Em 1968 desistiu do seminário, começou a cursar direito em Rio do Sul e em paralelo dava aulas de língua portuguesa num colégio. Na década de 1970, ele mudou de curso e foi fazer letras, em Blumenau, cidade na qual trabalhou com o revisor no Jornal de Santa Catarina e redator das páginas de esportes do periódico. Depois editou programas esportivos na TV Coligadas, hoje NSC, e foi assessor de imprensa da coordenadoria regional de educação. Já na década de 1980, para complementar a renda, Salézio adquiriu dois teares usados da Cia Hering. Sua esposa, Claudete, tinha habilidades em costura e começou a produzir malha de algodão. A Kyly foi fundada em 1985, na garagem da casa da família, em Blumenau, e fornecia para pequenas confecções. Aos poucos cresceu, ganhou mercado e então Salézio mudou a empresa para Pomerode, em 1987, num galpão de 540 m². Já na década de 1990, a empresa chegou num momento em que precisava se reinventar. Como a filha mais velha, Taciane, gostava de criar coleções infantis, a empresa decidiu investir neste mercado. Além da marca Kyly, o grupo é dono das marcas Milon, Amora, Lemon e Nanai, que estão disponíveis em mais de 10 mil lojas multimarcas e são exportadas para mais de 30 países.

Vicente Donini: natural de Joinville, Vicente Donini fez da Marisol uma das maiores empresas do mercado de moda infantil com unidades industriais em Santa Catarina e no Ceará, nas quais emprega cerca de 2,4 mil colaboradores. Em 2008, Donini passou a fazer parte do Conselho de Administração da companhia e já recebeu mais de 30 premiações e reconhecimentos públicos e privados. Nas áreas de educação e cultura, tem prestado significativas contribuições. O industrial também se dedica à produção de vinhos de altitude, como proprietário da Casa Vivalti, em São Joaquim.

Vicente Donini, do Grupo Marisol, recebeu a comenda nacional

Compass arremata Sulgás por R$ 927,7 milhões

A estatal é um dos ativos do setor com maior potencial de crescimento

Sulgás administra uma rede de 1,3 mil quilômetros de gasodutos

O governo vendeu a fatia de 51% da Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás) nesta sexta-feira (22) pelo preço mínimo de R$ 927, 7 milhões. A Compass Gas e Energia arrematou o ativo e foi a única a apresentar proposta. Para Fábio Abrahão, diretor de concessões e privatizações do BNDES, o fato de ter uma única empresa interessada no leilão não é algo preocupante. “Esse é o primeiro movimento no setor depois de vinte anos. Dentro de dois a três anos veremos esse segmento alcançar a mesma maturidade daqueles de rodovias ou saneamento. Estamos testemunhando o nascimento de um setor muito dinâmico”, opinou.

“Buscamos com essa aquisição ter, de um lado, o aprendizado na gestão da Comgás [Companhia de Gás de São Paulo] e o aprendizado que a Sulgás tem, para que possamos fazer desta soma um vetor do crescimento de infraestrutura para o insumo no Rio Grande do Sul”, declarou Nelson Gomes, CEO da Compass, em seu discurso. A Sulgás é considerada um ativo interessante, por atuar em uma área de concessão industrializada. A estatal é um dos ativos do setor com maior potencial de crescimento.

A Sulgás administra uma rede de 1,3 mil quilômetros de gasodutos de distribuição e atende a mais de 64 mil clientes. A área de concessão da distribuidora possui atualmente uma demanda reprimida de 1,5 milhão de metros cúbicos diários no segmento não termelétrico. O Gasbol, gasoduto que abastece o Rio Grande do Sul, opera hoje com uma capacidade de entrega limitada ao estado, de 2,5 milhões de metros cúbicos diários.

Gomes ressaltou que a companhia lutará para que exista diversidade de oferta de gás não apenas no Rio Grande do Sul, assim como em todo o Brasil. Ele também adiantou que nos próximos meses a Compass concretizará um plano envolvendo aportes na Sulgás. Gomes citou como exemplo o investimento feito pela empresa no estado de São Paulo onde a companhia constrói cerca de 1 mil quilômetros de redes de distribuição conectando mais de 100 mil clientes todo ano.

O governo estadual leiloou outros ativos neste ano. A Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE-D) passou oficialmente a ser administrada pelo Grupo Equatorial em julho. Já a CPFL Energia venceu o leilão de privatização do controle da Companhia Estadual de Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-T) em julho. A proposta ofertada foi de R$ 2,6 bilhões. Os próximos leilões envolverão o braço de geração de energia da CEEE e da Vero, subsidiária de cartões do Banrisul, além do IPO da Corsan.

A estatal é um dos ativos do setor com maior potencial de crescimento

Paranaense Ademicon abre quarta loja no Rio Grande do Sul

Canoas foi escolhida pela forte atividade econômica industrial

A empresa paranaense comercializou mais de R$ 205 milhões em créditos no estado até setembro

A administradora independente de consórcio Ademicon acaba de abrir sua primeira unidade de negócios em Canoas, passando a contar com cinco pontos de venda no Rio Grande do Sul.A abertura da loja na cidade faz parte da estratégia da empresa paranaense de ampliar sua atuação nacional, e o Rio Grande do Sul é um dos estados-chave desse plano. De janeiro a setembro deste ano, a empresa comercializou mais de R$ 205 milhões em créditos no estado, 26,3% a mais que no mesmo período do ano passado.

“Acreditamos que o consórcio tem potencial em todas as regiões, pois é um produto para diferentes públicos e que pode ajudar a mudar a vida de muitas famílias e empresas, seja pelo planejamento financeiro, com a aquisição de imóveis, veículos (leves e pesados) e serviços, ou como uma forma de investimento”, afirma Alexandre Blasi, diretor de marketing, rede e expansão da Ademicon.

Um dos motivos que levaram a licenciada Lizandra Claus a escolher Canoas para abrir sua quinta unidade da Ademicon foi o PIB da cidade, o terceiro maior do estado de acordo com o IBGE.”Além disso, a cidade tem uma característica industrial marcante e o comércio vem crescendo de uma maneira forte nos últimos anos, o que nos traz perspectivas muito boas de atuação”, explica Lizandra, que também administra a loja Ademicon de Porto Alegre, inaugurada em 2020, e outras três unidades em Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, além de Canoas e Porto Alegre, a Ademicon possui unidades em Caxias do Sul e Pelotas.

Canoas foi escolhida pela forte atividade econômica industrial