Instituto Consulado da Mulher e Jasmine criam curso para pequenos negócios

Iniciativa vai capacitar 100 empreendedoras do ramo alimentício e ainda oferecer 10 vagas de mentoria

O projeto oferece mais de 70 aulas gravadas e oito aulas ao vivo, todas ministradas por educadores do instituto

A Jasmine Alimentos e o Instituto Consulado da Mulher, ação social da marca de eletrodomésticos Consul, abriram inscrições para o curso “Elas Empreendem – Gestão de Pequenos Negócios”. A iniciativa oferece qualificação profissional gratuita a distância para empreendedoras do ramo de alimentos, com o intuito de impulsionar pequenos negócios. Serão abertas 100 vagas e as inscrições podem ser feitas pelo link até dia 2 de novembro.

O projeto oferece mais de 70 aulas gravadas e oito aulas ao vivo, todas ministradas por educadores do instituto, com conteúdos de linguagem direta, acessível, dinâmica, motivacional e foco em empreendedorismo, plano de negócios, concepção de negócio, gestão e impactos na vida das pessoas.

Além disso, as dez empreendedoras com melhor desempenho receberão, durante três meses, kits com produtos da Jasmine, uma doação no valor de R$ 2 mil para investirem em seus estabelecimentos e seis semanas de mentoria com profissionais da indústria de alimentos saudáveis, para reforçarem os aprendizados de gestão na prática do dia a dia.

“Ao final da formação elas adquirem uma bagagem de aprendizado muito sólida, se sentem preparadas para impulsionar seu próprio negócio e conquistar independência financeira. Para nós, é gratificante fazer parte dessa transformação”, afirma Leda Böger, diretora do Consulado da Mulher. A ideia é que as empreendedoras possam também inspirar outras mulheres, destaca a diretora de Marketing da Jasmine Alimentos, Thelma Bayoud.

Iniciativa vai capacitar 100 empreendedoras do ramo alimentício e ainda oferecer 10 vagas de mentoria

RS emite aviso para região de Pelotas

Localidade apresentou piora em alguns indicadores

No indicador de ocupação de leitos clínicos, Pelotas apresenta aumento contínuo no número de internados

O Gabinete de Crise do governo gaúcho divulgou um aviso para a região Covid de Pelotas, que recebe a notificação pela segunda semana consecutiva. As outras 20 regiões não receberam avisos ou alertas.

O aviso é o primeiro passo do Sistema 3As de Monitoramento, com o qual o governo do Estado gerencia a pandemia no Rio Grande do Sul. Conforme os técnicos do GT Saúde, Pelotas apresentou piora em alguns indicadores em relação à semana anterior, por isso recebeu novamente a notificação, para que possa controlar a propagação do vírus na região.

Na região Covid de Pelotas, entre os dados que levaram à emissão da notificação, está a incidência de 160,1 novos casos confirmados por 100 mil habitantes na última semana, patamar acima do dobro da média estadual. A região ainda apresenta tendência de crescimento nesse indicador, que há duas semanas estava no nível de 87,4, impactando em um aumento de 83,2% em 13 dias.

No indicador de ocupação de leitos clínicos, Pelotas apresenta aumento contínuo no número de internados, atingindo 48 confirmados e 14 suspeitos (62 no total) nesta semana. Aumento de 48%, entre confirmados e suspeitos, em um mês. Quanto às UTIs, a região também apresenta crescimento e estava com 21 casos confirmados e 15 suspeitos na terça-feira (26) – elevação de 111,76% em menos de um mês.

Localidade apresentou piora em alguns indicadores

Mercado de TI catarinense garimpa desenvolvedores

Estimativa da Acate é que pelo menos 12 mil vagas sejam abertas no setor nos próximos dois anos – metade são para programadores

O índice crescente de vagas abertas é específico para os cargos de desenvolvedores, os responsáveis por escrever os códigos que fazem os softwares rodarem em computadores e celulares

Quarto maior mercado de tecnologia do país em faturamento – são R$ 17,7 bilhões anuais – Santa Catarina vive os dois lados da moeda com a expansão do setor nos últimos anos e o avanço da digitalização de serviços impulsionada pela pandemia. Enquanto empresas atraem compradores, como a RD Station e a Neoway, cada uma adquirida por R$ 1,8 bilhão por Totvs e B3, respectivamente, a falta de mão de obra especializada é considerada a principal trava para o crescimento do setor.

Pesquisa divulgada pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate) em julho revela que em 2021 foram abertas 4.561 vagas por empresas de tecnologia em território catarinense. E a demanda vai continuar alta nos próximos dois anos. Foram estimadas 5.364 vagas em 2022 e 6.687 vagas em 2023.

Dentro deste gargalo que ainda atrapalha o setor e atinge estado crítico no contexto de pós-pandemia, o índice crescente de vagas abertas também é específico para os cargos de desenvolvedores, os responsáveis por escrever os códigos que fazem os softwares rodarem em computadores e celulares.

Em 2021 foram 2.554 vagas abertas, enquanto no ano que vem serão pouco mais de 3 mil, e em 2023, serão 3.745. Os DEVs Full-Stack, Back-End e Front-End, segundo a pesquisa da Acate, são as funções mais demandadas pelas empresas catarinenses e representam mais da metade dos postos indicados como necessários para os negócios.

No nível básico um desenvolvedor pode receber a partir de R$ 2,5 mil. Mas esse rendimento pode crescer rápido ao longo do tempo caso o profissional se mantenha empregado. Um técnico mais experiente pode ganhar entre R$ 8 mil e R$ 15 mil, além da oportunidade de trabalhar para empresas de fora do país com salários em dólar.

E há oportunidades para iniciantes ou mesmo quem ainda mal conhece a linguagem de programação. Um exemplo é o administrador e músico Michael Nascimento, que ficou sem renda com a pandemia e decidiu usar o tempo em casa para estudar e buscar uma recolocação profissional.

Natural de São Paulo, mas vivendo em Joinville (SC) há anos, ele já tinha alguma fluência com o universo de TI: desde os 13, brincava com montagem e manutenção de redes e recentemente tinha desenvolvido um site de música por conta própria. Ao sair de uma empresa em 2019, decidiu que a programação seria um plano B. Mas veio a pandemia. “Fiquei completamente sem ter o que fazer e preenchi o tempo livre estudando até 14 horas por dia. Eu estava muito comprometido e, quanto mais estudava, mais me interessava por tecnologia”, conta ao Portal AMANHÃ.

Foi quando surgiu a oportunidade de participar do DEVinHouse, um programa de formação de desenvolvedores criado em parceria entre o SENAI/SC e a Acate. Antes mesmo do curso terminar, ele já estava efetivado como um dos novos “devs” da Softplan, uma das maiores empresas de TI do Sul e que patrocinou a turma que foi piloto do projeto.

O resultado do programa surpreendeu a empresa patrocinadora da primeira turma. “Nossa meta era contratar 10 alunos, em uma turma de 40 pessoas, que tivessem condições de iniciar a carreira como programadores e acabamos contratando 12 dos treinandos. E outros já foram contratados por outras empresas do mercado”, recorda Moacir Marafon, cofundador e hoje membro do conselho de administração da Softplan.

“Esse modelo em que a empresa participa desde a estruturação da grade curricular, disponibilizando mentores durante o curso para que os alunos tenham a oportunidade de exercitar na prática os conhecimentos adquiridos e resolvendo problemas reais, é a melhor forma de manter o engajamento dos alunos, reduzindo desistências e contribuindo para que já cheguem na empresa jogando”, conclui o empresário, que também é vice-presidente de talentos da Acate.

Até o momento, foram abertas cinco turmas do DEVinHouse, com participação de empresas do ecossistema de tecnologia local, como ContaZAP, Teltec Solutions, BRy, Involves, PariPassu, Pixeon, Way2, Paradigma, além da Softplan. E há mais empresas interessadas em patrocinar futuras turmas.

Neste ano, pelo menos 300 pessoas devem participar dos cursos, que terão turmas em Blumenau e Joinville – além de um forte interesse de outras regiões, do Sul ao Oeste de Santa Catarina. Neste programa, realizado em formato síncrono, a meta é formar 300 alunos. No ano que vem devem ser 800 e cerca de 2 mil em 2023.

Os empresários locais se reuniram com o governador Carlos Moisés em julho. O governo catarinense anunciou a criação de um grupo de trabalho envolvendo as secretarias de Educação, Administração, Desenvolvimento Econômico Sustentável, de Assuntos Internacionais e da Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesc) para auxiliar na criação de estratégias de médio e longo prazo.

“Esse modelo em que a empresa participa desde a estruturação da grade curricular é a melhor forma de manter o engajamento dos alunos, reduzindo desistências e contribuindo para que já cheguem na empresa jogando”, afirma Moacir Marafon, cofundador da Softplan e vice-presidente de talentos da Acate

Blumenau, cidade pioneira
Os cursos mais básicos para formação de um programador ou desenvolvedor variam entre três e seis meses. Em Santa Catarina, além de instituições como Senai e universidades, há também empresas especializadas na formação para o mercado como a Proway. A cidade de Blumenau, no Vale do Itajaí, já tem um histórico de 50 anos no desenvolvimento das primeiras empresas de base tecnológica do estado. Polo pioneiro no setor em Santa Catarina, também foi onde surgiram as primeiras iniciativas de formação especializada para o mercado.

“No início dos anos 2000, percebemos que as empresas de tecnologia de Blumenau estavam se digladiando em função da mão de obra escassa. Era um ciclo vicioso, que além de causar essa disputa tornavam os profissionais locais caros, prejudicava o equilíbrio financeiro e os produtos”, lembra Sergio Tomio, diretor da Proway, empresa de treinamento para o setor de TI.

Tomio foi um dos formuladores do Entra21, programa sem custos aos alunos que hoje é referência nacional em capacitação e já formou mais de 4,7 mil jovens (cerca de 300 por ano) e adultos entre 16 e 29 anos. A iniciativa é voltada a moradores de Blumenau e região, e atende também pessoas com deficiência, imigrantes e até mesmo quem está acima da faixa etária, mas que busca um reposicionamento no mercado de TI.

O programa, que atualmente custa em torno de R$ 1,7 milhão, é bancado pela prefeitura de Blumenau, governo de Santa Catarina e empresas privadas. A criação do Entra21 foi fundamental para o município fortalecer sua posição como polo formador de profissionais de tecnologia e também atraiu grandes empresas, nacionais e internacionais.

“Logo que decidiu instalar a unidade aqui, a alemã T Systems contratou 20 funcionários que passaram pelo Entra21. A Philips, que comprou uma empresa local, também ficou em Blumenau, onde tem mais de 1 mil funcionários, em função dos programas de empregabilidade. E a Ambev, em oito meses, formou 211 pessoas em sete especializações diferentes”, calcula Sergio, que também esteve à frente de entidades associativas locais, como a Blusoft (que gerencia o Entra21 e hoje é um polo regional da Acate) e o Instituto Gene.

Oportunidades para edtechs
O ecossistema de inovação em Santa Catarina transformou um dos seus principais entraves de crescimento em novas oportunidades de negócios para edtechs, empresas que usam tecnologia para criar soluções de educação e formação profissional. E algumas delas já foram adquiridas por companhias nacionais de maior porte. Neste mês a Rocketseat, escola de formação para programadores criada em 2017 em Rio do Sul, no Alto Vale catarinense, foi comprada pela Digital House, empresa argentina que também atua na área de educação para tecnologia e marketing digital. A aquisição pela empresa platina foi de R$ 150 milhões e envolve desembolsos em dinheiro e troca de ações.

Em julho passado, a startup/escola de programação paulista Trybe anunciou a aquisição da catarinense Codenation, formada há pouco mais de três anos. Ambas empresas atuam no mesmo mercado: a capacitação, por meio de cursos, de profissionais de programação. A Codenation tem um modelo voltado à demanda de grandes empresas (como Itaú, Stone e Quinto Andar, entre outras) que depois contrataram alguns dos formados.

E há uma nova geração de edtechs surgindo, como a StackX, empresa criada no final de 2020 em Joinville e que tem sede no Ágora Tech Park. A startup usa uma plataforma digital que forma desenvolvedores juniores num período de seis meses e encaminha os novos profissionais ao mercado.

Outro diferencial é que só depois que o aluno só paga pelo curso depois de estar empregado – o valor total é de aproximadamente R$ 5,4 mil, parcelados em 18 meses. Atualmente a empresa tem 230 alunos, a grande maioria deles de cidades do Norte de Santa Catarina. Os 30 primeiros alunos que chegaram ao final do programa já foram contratados.

No momento, a empresa estuda parcerias públicas com as prefeituras, na sua sede, Joinville, e outras do Planalto Norte como Rio Negrinho e São Bento do Sul. Também está em conversas com os governos de Santa Catarina e do Piauí. O objetivo é capacitar pessoas nessas cidades para aumentar a empregabilidade nos municípios e, consequentemente, elevar a renda local dos municípios.

A empresa participa do programa de capacitação Startup SC, além de ter sido uma das selecionadas pelo programa do Sebrae e Fapesc que concedeu R$ 50 mil para egressas do Startup Summit. “Lapidamos nosso modelo de negócio e gestão, desenvolvendo uma plataforma que possa ser escalável para atender à demanda de mercado. Nosso foco está no nível junior. Em seis meses de curso o aluno está apto a entrar numa empresa como desenvolvedor”, explica o fundador da StackX, Fabiano Dell Agnolo.

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Estimativa da Acate é que pelo menos 12 mil vagas sejam abertas no setor nos próximos dois anos – metade são para programadores

Adaptação climática pode custar US$ 300 bilhões por ano até 2030

Financiamento atual é apenas um quarto do previsto

Documento da ONU recomenda a reestruturação e o perdão da dívida dos países mais vulneráveis às alterações climáticas

A adaptação às alterações climáticas custará aos países em desenvolvimento US$ 300 bilhões por ano até 2030, informou a Organização das Nações Unidas (ONU). Se as metas de mitigação não forem atingidas, o valor aumentará para US$ 500 bilhões até 2050, advertiu.

O financiamento atual é apenas um quarto dos US$ 300 bilhões previstos para 2030, alerta o relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), divulgado antes da Conferência sobre Alterações Climáticas (COP 26) que começa nesta sexta-feira (29) em Glasgow, na Escócia.

“Cumprir as promessas de US$ 100 bilhões por ano para o Fundo Climático Verde é uma obrigação em Glasgow”, disse a secretária-geral da Unctad, Rebecca Grynspan, acrescentando que também são necessários outros compromissos. “São necessários esforços em nível multilateral para assegurar o financiamento de que os países em desenvolvimento precisam para se adaptar ao agravamento dos impactos das alterações climáticas”, acrescentou.

A organização pediu uma reforma do sistema financeiro, que incluiria aumento da ajuda estatal para o desenvolvimento. “Se os países do G7 tivessem atingido o objetivo de 0,7% da ajuda ao desenvolvimento até 2020, estariam disponíveis US$ 155 bilhões adicionais”, destaca o relatório da ONU.

O documento recomenda a reestruturação e o perdão da dívida dos países mais vulneráveis às alterações climáticas, mais empréstimos por parte dos bancos multilaterais de desenvolvimento e maior alcance dos mercados de obrigações verdes, que são atualmente severamente restringidos por várias políticas reguladoras.

A Unctad advertiu ainda que as pressões para liberalizar o mercado de produtos e serviços relacionados com a proteção ambiental beneficiariam principalmente os exportadores dos países desenvolvidos, reduzindo a capacidade fiscal das economias em desenvolvimento.

O relatório prevê que as economias em desenvolvimento poderão perder anualmente US$ 15 bilhões em receitas tarifárias se essa liberalização for alcançada. Ao mesmo tempo, a agência da ONU destacou que as tecnologias verdes devem ser classificadas como bens públicos e, portanto, deve ser acessível a todas as economias.

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Com Agência Brasil e RTP

Financiamento atual é apenas um quarto do previsto

No abundante mundo dos dados, ainda há escassez

Diante de tanto material bruto a se trabalhar, há pouquíssima correlação e análise

A gigante de entretenimento Netflix diz economizar US$ 1 bilhão por ano com ações de retenção de usuários utilizando big data

No universo das unidades de memória, um zettabyte equivale a aproximadamente um sextilhão de bytes. Parece bastante? Então multiplique por 40. Eis a quantidade de dados gerada ao longo do último ano em todo o planeta. A estimativa foi realizada pela IBM e pode ser mais facilmente compreendida a partir de outro cálculo: é como se cada um dos quase oito bilhões de seres humanos gerasse, em média, 1,7 megabytes por segundo — ininterruptamente, ao longo de 365 dias.

São os rastros que deixamos pelo caminho em um mundo cada vez mais digital: fotos, informações, mensagens, interações etc. Pediu comida pelo aplicativo? Agendou uma corrida? Pesquisou preços para trocar a geladeira? Tenha certeza: são raros os momentos da sua jornada diária em que você não está produzindo dados.

Nesse cenário de absoluta abundância, a palavra escassez parece não ter lugar. Mas ela se aplica: diante de tanto material bruto a se trabalhar, ainda há pouquíssima correlação e análise. O desafio está em saber usar — e aplicar na prática, de maneira inteligente e estratégica — os dados que coletamos.

Trata-se de uma pauta que não se limita à agenda dos executivos de tecnologia ou dos técnicos da área. É uma questão do negócio como um todo: 95% das empresas ouvidas em uma pesquisa realizada pela Forbes citaram a falta de gerenciamento dessas informações como um obstáculo para a empresa.

Para isso, não basta olhar apenas para os dados: é preciso ter em mente os problemas do negócio que podem ser solucionados. Como em um deserto com incontáveis grãos de areia e horizonte a perder de vista, tudo o que precisamos é de uma bússola para indicar o caminho — que é a satisfação do nosso consumidor ou a resolução de algo que possa melhorar essa relação.

Que o diga o Netflix. A gigante de entretenimento diz economizar US$ 1 bilhão por ano com ações de retenção de usuários utilizando big data. Entre as informações coletadas estão histórico de buscas, avaliações, programas assistidos, entre outros. Combinando tudo isso, ela customiza a experiência do consumidor mostrando aquilo que ele gostaria — ou o que poderia gostar.

A sua empresa pode não trabalhar no ramo de streaming, mas o Netflix é seu concorrente. Afinal, as pessoas passam a se acostumar a esse tipo de tratamento — onde a correlação de dados qualifica a entrega e fideliza clientes. E esperam que o mesmo tipo de eficiência e usabilidade esteja disponível em outros pontos de sua jornada de consumidor: no banco, no restaurante, na loja de roupas etc.

O historiador Jerry Z. Muller fala sobre o risco da “tirania das métricas” do mundo moderno: uma verdadeira compulsão por medir o tempo todo. O ponto não está em transformar tudo em números e gráficos. Pelo contrário: é saber traduzi-los e utilizá-los a favor das pessoas e de suas expectativas. Isso, sim, é escasso — e cada vez mais decisivo.

*Head de Data Intelligence da Brivia

Diante de tanto material bruto a se trabalhar, há pouquíssima correlação e análise

Receita de máquinas e equipamentos tem queda de 4,8%

Dados são da Abimaq e relacionam setembro a agosto

No acumulado do ano o desempenho em geral foi positivo, com o setor de máquinas para logística e construção civil liderando

A receita líquida do setor de máquinas e equipamentos registrou queda de 4,8% em setembro, na comparação com agosto, segundo balanço da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A receita líquida interna, ou seja, receita de vendas exclusivamente realizadas no mercado doméstico, também teve recuo, de 6,1% na comparação com agosto. Já os índices de receita líquida total e receita líquida interna cresceram em setembro deste ano na comparação com setembro do ano passado 9,1% e 8,5% respectivamente. No acumulado do ano, os percentuais elevaram 29,5% e 37%.

Segundo os dados, as exportações variaram negativamente em 0,2% ante agosto, mas aumentaram 46,9% com relação a setembro de 2020 e 31,1% no acumulado do ano. No mês, o melhor desempenho na exportação foi do setor de máquinas para logística e construção civil (26,9%). Houve redução do comércio no mercado externo nos setores de infraestrutura e indústria de base (-40,2%) e máquinas de petróleo e energia renovável (-39,4%).

No acumulado do ano o desempenho em geral foi positivo, com o setor de máquinas para logística e construção civil liderando (59,9%), seguido de máquinas para agricultura (35,9%) e máquinas para indústria de transformação (34,8%). O único segmento com queda no acumulado do ano foi o de máquinas de petróleo e energia renovável (-39,4%).

No ano, o recorte por destino das exportações mostrou continuidade da recuperação das vendas de máquinas para países da América Latina (alta de 53,7%) e China continuando a registrar expansão nas aquisições de máquinas e equipamentos brasileiros (alta de 501,2%). Os Estados Unidos, principal destino das exportações de máquinas e equipamentos, apresentaram incremento de 10,9% nas aquisições de máquinas nacionais. As vendas para os países da zona do euro cresceram 15,2%.

Importações
As importações tiveram aumento de 11,5% na comparação com agosto. No acumulado do ano, o crescimento foi de 54,7%. Segundo a Abimaq, neste crescimento verificado no mês de setembro os números interromperam três quedas consecutivas, elevando o resultado acumulado no ano para crescimento de 22% ante 18,5% em agosto de 2021.

Em setembro, as importações de máquinas para petróleo e energia renovável cresceram 32,3%, vindo, a seguir, componentes para a indústria de bens de capital (22,4%) e infraestrutura e indústria de base (19,8%). No acumulado do ano também houve aumento nas importações de máquinas para petróleo e energia renovável (81,8%), máquinas para logística e construção civil (58,6%) e componentes para a indústria de bens de capital (33,1%).

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Com Agência Brasil

Dados são da Abimaq e relacionam setembro a agosto

Copom eleva juros básicos da economia para 7,75% ao ano

Decisão surpreendeu mercado financeiro

Dessa forma, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada

Em meio ao aumento da inflação de alimentos, combustíveis e energia, o Banco Central (BC) apertou ainda mais os cintos na política monetária. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 6,25% para 7,75% ao ano. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que esperavam reajuste para 7,5% ao ano.

Dessa forma, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegou a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até chegar ao menor nível da história em agosto de 2020, em 2% ao ano. Começou a subir novamente em março deste ano, quando avançou para 2,75% ao ano e, no início de maio, foi elevada para 3,5% ao ano. Em junho, agosto e setembro, subiu para 4,25% ao ano, 5,25% ao ano e 6,25% ao ano, respectivamente.

Inflação em alta
Para 2021, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país, fecharia o ano em 8,5% no cenário base, com Selic em 8,25% ao ano e câmbio em R$ 5,25. O próximo relatório será divulgado em dezembro.

Puxada pelo aumento dos preços de energia elétrica e combustíveis, em setembro, a inflação chegou a 1,16%, a maior para o mês de setembro desde 1994, quando foi de 1,53%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o índice está em 10,25%, acima dos 9,68% registrados nos 12 meses anteriores. Este ano, a inflação já acumula alta de 6,9%. A projeção do mercado é de uma inflação fechando o ano em 8,96%, de acordo com o boletim Focus. É a 29ª alta consecutiva da previsão das instituições financeiras.

Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Com Agência Brasil 

Decisão surpreendeu mercado financeiro

Faculdade Descomplica abre mais de 70 vagas de tecnologia, produto e design

As principais oportunidades são para os cargos de desenvolvedor, gerente técnico e designer de produto

O Descomplica está disponibilizando vagas para profissionais das áreas de engenharia, produto e design. Com um ambiente inclusivo e muitas possibilidades de desenvolvimento, a empresa está buscando perfis variados, desde profissionais júnior, analistas, até colaboradores nível sênior. 

“Estamos em constante crescimento e buscando profissionais qualificados para nos ajudar a seguir se desenvolvendo como empresa” diz Roberto Grosman, COO (Chief Operating Officer) do Descomplica, empresa de educação e tecnologia.

“Temos um ambiente muito descontraído, acolhedor e diverso, que permite ao colaborador trabalhar com um time multidisciplinar e dinâmico “, completa.

Ao todo, serão 71 vagas, sendo 45 delas para engenheiros de software – 9 para júnior, 20 para pleno e 16 para sênior – 10 para gerente técnico, uma para desenvolvedor SRE sênior, duas para analista de “cybersecurity”, além de três oportunidades para os cargos de pleno e júnior e sete para gerente. As inscrições podem ser feias através do link  .

O Descomplica irá oferecer aos seus colaboradores diversos benefícios, tais como: posições 100% home office, day off no aniversário, quatro folgas disponíveis durante o ano, além de horário flexível.

A empresa também disponibiliza 50% de desconto em cursos de Graduação e Pós-Graduação da  Faculdade Descomplica , além de plano de saúde e odontológico, vale alimentação e refeição, auxílio creche e seguro de vida.

Investimento inicial para startups

O segundo episódio do podcast Pílulas de AMANHÃ aborda investimentos para iniciar uma startup.

Nesse segundo ep., Profº Gustavo Oliveira, doutor em políticas públicas, docente e coordenador na Faculdade Santa Marcelina explica quais caminhos, além do investimento próprio,  podem ser boas alternativas para adquirir capital para iniciar uma startup. Dê o play!

O segundo episódio do podcast Pílulas de AMANHÃ aborda investimentos para iniciar uma startup.

Cartão de crédito Will Bank promete trazer inovação e benefícios para usuários negativados

Banco digital libera crédito rápido, mesmo pra negativados. Vale a pena… Para quem esta precisando é uma oportunidade unica: Confira AQUI!

Will Bank chegou no Brasil em outubro do ano passado com o intuito de oferecer mais abrangência e democracia na oferta de serviços. Por meio desta fintech, os usuários podem contar com uma conta digital sem tarifas, memos para clientes negativados. Além disso, a fitench oferece o cartão de crédito Will Bank, que não possui anuidade.

O Will Bank é um novo banco digital, que pertence ao Grupo AVISTA, uma empresa que atual há mais de 15 anos no setor financeiro. Criado em 2017, o Will Bank teve o objetivo inicial de atingir pequenos comerciantes em cidades de até 100 mil habitantes.

O foco inicial foi na região Nordeste. Desde então, a fintech já teve mais de 11 milhões de pedidos de cartões de crédito e débito. No total, foram emitidos mais de 1,6 milhão.

Para este ano, a fintech espera crescer mais que o dobro do ano passado. Como forma de alcançar esta meta, haverá o investimento de R$ 60 milhões em pessoas e tecnologia. Desde o começo da pandemia, o Will Bank já contratou mais de 400 profissionais de diversos lugares do país.

No momento, a conta do banco digital está na etapa beta. Sendo assim, está à procura de pessoas para testar as funções. Os usuários poderão conferir as funções do Will Bank por meio do cadastro no aplicativo da empresa. Após o cadastro, basta esperar pela análise.

Cartão de crédito Will Bank

O Will Bank ainda oferece um cartão de crédito que pode ter abrangência internacional. Ele possui a tecnologia de pagamento por aproximação, conhecida como contactless.

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O cartão de crédito Will Bank é emitido na bandeira Mastercard. O cartão da fintech possibilita a participação no programa de pontos Mastercard Surpreenda. Ele é múltiplo, com a oferta da função débito e crédito. Além disso, não possui anuidade e ainda contam com a opção de um cartão virtual.

Com o cartão, os clientes da fintech poderão sacar valores na conta em caixas eletrônicos da rede Banco24horas. Ainda será possível realizar transferências para outros bancos, pagar boletos e investir na conta digital da empresa.

Banco Central puxará juro para cima outra vez

Expectativa é que taxa Selic suba de 6,25% para 7,5% ao ano

Puxada pelo aumento dos preços de energia elétrica e combustíveis, em setembro, a inflação chegou a 1,16%, a maior para o mês de setembro desde 1994, quando foi de 1,53%

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) finaliza nesta quarta-feira (27) a sétima reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic, e deve repetir os aumentos promovidos nos últimos cinco encontros.

Com a alta da inflação nos últimos meses, a previsão das instituições financeiras é de que a Selic deve subir de 6,25% para 7,5% ao ano nesta reunião. A expectativa de alta está no boletim Focus, pesquisa divulgada toda semana pelo BC. Para o final de 2021, o mercado prevê que a taxa fique em 8,75% ao ano.

Os membros do Copom sinalizaram, na ata da última reunião, que devem manter a elevação da Selic no mesmo patamar de 1 ponto percentual, com uma política monetária contracionista diante da piora dos índices de preços. Já o mercado agora espera por um aumento maior, de 1,25 ponto percentual, tanto no encontro desta quarta-feira quanto na última reunião do ano, dias 7 e 8 de dezembro.

Dessa forma, a Selic continua em um ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegou a 6,5% ao ano, em março de 2018.

Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida até chegar ao menor nível da história em agosto de 2020, em 2% ao ano. Começou a subir novamente em março deste ano, quando avançou para 2,75% ao ano e, no início de maio, foi elevada para 3,5% ao ano. Em junho, agosto e setembro, subiu para 4,25% ao ano, 5,25% ao ano e 6,25% ao ano, respectivamente.

Inflação em alta
Para 2021, a meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior é 5,25%.

No último Relatório de Inflação, divulgado no fim de setembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que, em 2021, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país, fecharia o ano em 8,5% no cenário base, com Selic em 8,25% ao ano e câmbio em R$ 5,25. O próximo relatório será divulgado em dezembro.

Puxada pelo aumento dos preços de energia elétrica e combustíveis, em setembro, a inflação chegou a 1,16%, a maior para o mês de setembro desde 1994, quando foi de 1,53%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 12 meses, o índice está em 10,25%, acima dos 9,68% registrados nos 12 meses anteriores. Este ano, a inflação já acumula alta de 6,9%. A projeção do mercado é de uma inflação fechando o ano em 8,96%, de acordo com o boletim Focus. É a 29ª alta consecutiva da previsão das instituições financeiras.

Taxa Selic
A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Ela é o principal instrumento do Banco Central para manter a inflação sob controle. O BC atua diariamente por meio de operações de mercado aberto – comprando e vendendo títulos públicos federais – para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica. Ao reduzir a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Entretanto, as taxas de juros do crédito não variam na mesma proporção da Selic, pois a Selic é apenas uma parte do custo do crédito. Os bancos também consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Com Agência Brasil 

Expectativa é que taxa Selic suba de 6,25% para 7,5% ao ano

Desemprego recua para 13,2% até agosto

Apesar do recuo, isso ainda corresponde a 13,7 milhões de pessoas em busca de um trabalho

Em um ano, o contingente de ocupados avançou em 8,5 milhões de pessoas

A taxa de desocupação recuou para 13,2% no trimestre encerrado em agosto, uma redução de 1,4 ponto percentual em relação ao trimestre até maio (14,6%). Apesar do recuo, isso ainda corresponde a 13,7 milhões de pessoas em busca de um trabalho no país. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE.

O número de pessoas ocupadas (90,2 milhões) avançou 4%, com mais 3,4 milhões no período. Com isso, o nível de ocupação subiu 2 pontos percentuais para 50,9%, o que indica que mais da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país. Em um ano, o contingente de ocupados avançou em 8,5 milhões de pessoas.

A ocupação foi impulsionada pelo aumento de 1,1 milhão de trabalhadores (4,2%) com carteira assinada no setor privado (31 milhões). Os postos de trabalho informais também avançaram, com a manutenção da expansão do trabalho por conta própria sem CNPJ e do emprego sem carteira no setor privado. Inclusive, isso fez com que a taxa de informalidade subisse de 40% no trimestre encerrado em maio para 41,1%, no trimestre encerrado em agosto, totalizando 37 milhões de pessoas.

O trabalho informal inclui trabalhadores sem carteira assinada (empregados do setor privado ou trabalhadores domésticos), sem CNPJ (empregadores ou empregados por conta própria) ou trabalhadores familiares auxiliares.

“Parte significativa da recuperação da ocupação deve-se ao avanço da informalidade. Em um ano a população ocupada total expandiu em 8,5 milhões de pessoas, sendo que desse contingente 6 milhões eram trabalhadores informais”, explica a coordenadora de trabalho e rendimento do IBGE, Adriana Beringuy. “Embora tenha havido um crescimento bastante acentuado no período, o número de trabalhadores informais ainda se encontra abaixo do nível pré-pandemia e do máximo registrado no trimestre fechado em outubro de 2019, quando tínhamos 38,8 milhões de pessoas na informalidade”, acrescenta.

Ocupação cresce, mas rendimento médio recua
Apesar do crescimento da população ocupada no trimestre até agosto, o rendimento médio real dos trabalhadores recuou 4,3% frente ao trimestre encerrado em maio e reduziu 10,2% em relação ao mesmo trimestre de 2020, ficando em R$ 2.489. Foram as maiores quedas percentuais da série histórica, em ambas as comparações. A massa de rendimento real, que é soma de todos os rendimentos dos trabalhadores, ficou estável, atingindo R$ 219,2 bilhões.

“A queda no rendimento está mostrando que, embora haja um maior número de pessoas ocupadas, nas diversas formas de inserção no mercado e em diversas atividades, essa população ocupada está sendo remunerada com rendimentos menores. A ocupação cresce, mas com rendimento do trabalho em queda”, explica Beringuy.

Trabalho por conta própria e trabalho doméstico atingem recordes
O trabalho por conta própria manteve a trajetória de crescimento e atingiu, novamente, o patamar recorde de 25,4 milhões de pessoas, um aumento de 4,3%, com mais 1 milhão de pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o contingente avançou 3,9 milhões, alta de 18,1%.

O trabalho doméstico aumentou 9,9%, somando 5,5 milhões pessoas. Frente ao mesmo período do ano anterior, cresceu 21,2%, um adicional de 965 mil pessoas. As expansões trimestral e anual foram as maiores em toda em toda a série histórica da ocupação dos trabalhadores domésticos.

O número de empregados no setor privado sem carteira (10,8 milhões) cresceu 10,1% na comparação com o trimestre móvel anterior. Em um ano, esse contingente subiu 23,3% ou 2 milhões de pessoas, as maiores variações da série histórica, em termos percentuais e absolutos. Já a categoria dos empregadores (3,8 milhões) ficou estável nas duas comparações. Os empregados do setor público (11,6 milhões) tiveram uma redução de 3,1% frente ao trimestre anterior. Na comparação anual, ficou estável.

O crescimento da ocupação no trimestre até agosto avançou na maioria dos agrupamentos de atividades econômicas, com destaque para o aumento de 1,2 milhão de trabalhadores no segmento de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (7,8%) e de 578 mil na indústria geral (5,3%). A única redução ocorreu na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,2%).

Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, esse crescimento foi ainda mais disseminado. Das 10 atividades, nove avançaram na ocupação, com destaque para comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (1,7 milhão), construção (1,3 milhão) e indústria (991 mil).

Subutilizados recuam, mas subocupados atingem recorde
O contingente de pessoas subutilizadas, aquelas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou na força de trabalho potencial, foi de 31,1 milhões, uma redução de 5,5% em relação ao trimestre anterior. A taxa composta de subutilização recuou 1,9 ponto percentual para 27,4%.

Já os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, aqueles que trabalham menos horas do que poderiam trabalhar, atingiu o número recorde de 7,7 milhões de pessoas, um aumento de 4,7%, com mais 343 mil pessoas. Em relação ao ano anterior, o indicador subiu 29,2%, quando havia no país 6 milhões de pessoas subocupadas.

Os desalentados (5,3 milhões), pessoas que desistiram de procurar trabalho devido às condições estruturais do mercado, tiveram uma redução de 6,4% no trimestre fechado em agosto, em relação ao trimestre encerrado em maio. Em relação ao mesmo período do ano passado, esse contingente teve uma redução de 8,7%, quando havia no país 5,9 milhões de pessoas desalentadas no Brasil.

PNAD Contínua
A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e no Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

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Apesar do recuo, isso ainda corresponde a 13,7 milhões de pessoas em busca de um trabalho

Custo de insumos faz Weg ter lucro menor no terceiro trimestre

As vendas, no entanto, avançaram R$ 7,8% no período

No terceiro trimestre a companhia investiu R$ 225 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva

A Weg anunciou nesta quarta-feira (27) que obteve receita operacional líquida de R$ 6,1 bilhões no terceiro trimestre, valor 7,8% superior ao alcançado no mesmo período de 2020. O lucro, porém, diminuiu 28,4% para R$ 812,9 milhões (veja os principais dados do trimestre e do acumulado anual na tabela ao final desta reportagem).

De acordo com a empresa, o aumento dos custos das matérias-primas resultou na redução das margens operacionais no trimestre. Por outro lado, os reajustes nos preços das commodities destravaram investimentos em indústria importantes como mineração e papel e celulose, por exemplo.

A empresa de Joinville destaca que o desempenho foi positivo em todas as áreas de negócios entre julho e setembro, apesar dos recentes aumentos dos custos operacionais. “O mercado brasileiro foi o principal destaque com a continuidade da boa demanda observada nos últimos trimestres. A receita dos equipamentos de ciclo curto continuou positiva, tanto para o segmento industrial quanto para o comercial”, detalha a companhia em seu relatório.

No mercado externo a Weg registrou outro período de crescimento, explicado principalmente pela continuação da recuperação da demanda dos produtos industriais, onde apresentamos crescimento de receita nos principais mercados de atuação, com destaque para os segmentos de mineração, saneamento e óleo e gás.

No terceiro trimestre a companhia investiu R$ 225 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva, máquinas e equipamentos e licenças de uso de softwares, sendo 59% destinados às unidades brasileiras.

As vendas, no entanto, avançaram R$ 7,8% no período

Grupo Dimed se torna Grupo Panvel a partir de 2022

Mudança traduz novo momento de expansão

Até 2025, o grupo deve dobrar de tamanho e chegar ao faturamento de R$ 6 bilhões, com 800 lojas

O Grupo Dimed passará a ser Grupo Panvel a partir de 2022. A mudança foi anunciada no Panvel Day, primeiro evento direcionado para investidores, nesta terça-feira (26), no qual os executivos do grupo falaram dos planos de expansão e do foco dos investimentos em inovação, tecnologia, ecossistemas de saúde e na consolidação da estratégia ESG.

“A rede Panvel cresceu e hoje responde por 91% do nosso faturamento. Somamos forças com a marca mais notória do grupo. Queremos dar simplicidade à comunicação com clientes, colaboradores, pessoas que desejam trabalhar conosco e mercado. A marca corporativa é nova, mas o que ela representa, todos conhecemos bem: consistência, ética, trabalho em equipe, desenvolvimento de pessoas, agilidade, comprometimento com resultado e uma entrega de excelência”, afirmou o CEO do Grupo, Julio Mottin Neto. Panvel Farmácias, Dimed Distribuidora e Laboratório Lifar se mantém sob a nova marca.

As perspectivas de crescimento e consolidação da marca foram destaque no evento. Até 2025, o grupo deve dobrar de tamanho e chegar ao faturamento de R$ 6 bilhões, com 800 lojas. Para Mottin, não se trata apenas de expandir – a rede abrirá 65 lojas em 2021 e outras 65 no próximo ano –, mas manter esse crescimento consistente e o diferencial competitivo.

“Oferecemos uma operação com foco no longo prazo, com objetivos e metas claras. Temos um track record de crescimento de 12% ao ano nos últimos 10 anos, com boas margens. A gente sabe onde quer crescer e como a gente quer crescer e o mercado vai reconhecer esse resultado.”

Com um market share significativo no Rio Grande do Sul, mais de 20% de mercado, o foco são os estados do Paraná e Santa Catarina. A expectativa é subir de 5% de participação para até 15% nesses estados. O novo centro de distribuição em São José dos Pinhais é estratégico nesse movimento.

“Vemos um cenário muito positivo, com uma boa escolha de pontos na parte física e com a estabilidade do digital. Estamos acompanhando esse novo consumidor, híbrido, que prefere transacionar com empresas que economizem tempo com o digital e que ao mesmo tempo tenha boas lojas, o que é o nosso caso”, sustentou o CEO. No digital, o share da Panvel é de 16% no varejo farma, o maior do Brasil – antes da pandemia, era 10%, e chegou a picos de 20% no ano passado.

O Panvel Day também deu lugar às ações ESG, desenvolvidas ao longo da história da Panvel. “Fomos pioneiros na implementação de energia renovável. Temos cinco plantas de energia fotovoltaica na Região Sul, que abastecem mais de 40% das nossas lojas de rua e deveremos ter abastecimento para 100% delas até o final de 2022”.

Com a consolidação plataforma de sustentabilidade (Todos Bem), foram definidos 14 compromissos e 30 metas até 2026. A diversidade é outro indicador relevante: mulheres ocupam 30% dos cargos de direção e uma indicação ao Conselho de Administração. Na Região Sul, 20% das lideranças são negras e pardas. “Isso já é um diferencial em comparação a outras empresas do nosso porte. Mas queremos avançar ainda mais.”

Clique aqui e acompanhe a entrevista do CEO do Grupo, Julio Mottin Neto, para o caderno Top of Mind RS. Na ocasião, ele antecipou os planos de expansão da companhia.

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Mudança traduz novo momento de expansão

Arrecadação federal cresce 12,9% e bate recorde em setembro

Melhora da economia e IOF mais alto impulsionaram receita

O valor é o maior da história para meses de setembro desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, em valores corrigidos pela inflação

Impulsionada pela recuperação da economia e pelo aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a arrecadação federal bateu recorde para o mês de setembro. Segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pela Receita Federal, o governo arrecadou R$ 149,1 bilhões no mês passado, com aumento de 12,9% acima da inflação em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O valor é o maior da história para meses de setembro desde o início da série histórica da Receita Federal, em 1995, em valores corrigidos pela inflação. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação federal soma R$ 1,3 trilhão, com alta de 22,3% acima da inflação pelo IPCA, também recorde para o período.

A arrecadação superou as previsões das instituições financeiras. No relatório Prisma Fiscal, pesquisa divulgada pelo Ministério da Economia, os analistas de mercado estimavam que o valor arrecadado ficaria em R$ 138,7 bilhões em setembro, pelo critério da mediana (valor central em torno dos quais um dado oscila).

A recuperação da economia, que neste ano deve fechar com crescimento próximo de 5%, está impulsionando a arrecadação, com reforço de R$ 14,5 bilhões em setembro na comparação com setembro do ano passado em valores corrigidos pelo IPCA. No entanto, fatores atípicos e mudanças na legislação também contribuíram para a alta.

O aumento do IOF, que entrou em vigor no fim de setembro para financiar o Auxílio Brasil, também ajudou a melhorar a arrecadação. De abril a dezembro do ano passado, o IOF sobre operações de crédito foi zerado para baratear as linhas de crédito emergenciais concedidas durante a pandemia. Juntos, os dois efeitos elevaram a arrecadação em R$ 3,3 bilhões no mês passado em relação a setembro de 2020.

Adiamentos
Os adiamentos de pagamento de tributos também ajudaram a impulsionar a arrecadação no mês passado. Isso porque diversas obrigações que tinham sido suspensas no início do ano, por causa da segunda onda da pandemia de Covid-19, voltaram a ser pagas no segundo semestre. O pagamento de tributos diferidos (adiados) aumentou de R$ 1,8 bilhão em setembro do ano passado, para R$ 2,6 bilhões em setembro deste ano.

Também influiu na alta da arrecadação o recolhimento atípico (que não se repetirá em outros anos) de cerca de R$ 2 bilhões em setembro em Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e em Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) por grandes empresas. Nos nove primeiros meses do ano, os recolhimentos atípicos somam R$ 31 bilhões, contra apenas R$ 5,3 bilhões no mesmo período de 2020.

Ao longo de 2021, esses recolhimentos fora de época têm impulsionado a arrecadação por causa de empresas que registraram lucros maiores que o previsto e tiveram de pagar a diferença. Por causa do sigilo fiscal, a Receita não pode informar o nome e a atividade dessas grandes companhias.

Na divisão por tributos, as maiores altas em setembro – em relação ao mesmo mês de 2020 – foram registradas na arrecadação do IRPJ e da CSLL, alta de R$ 3,5 bilhões (16,9%) acima da inflação pelo IPCA, impulsionados pelo recolhimento atípico de grandes empresas e pelo aumento do lucro das empresas. Em seguida vem o IOF, com crescimento de R$ 3,3 bilhões (352,2%) acima da inflação, por causa do fim da isenção que vigorou em 2020 e do aumento das alíquotas em 2021.

Em terceiro lugar, estão as receitas da Previdência Social, que aumentou 7,8% acima da inflação, motivada pela recuperação do emprego formal. A arrecadação do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), subiu 6,7% acima da inflação, influenciada pela recuperação das vendas e do setor de serviços, após a vacinação em massa contra a Covid-19. Por incidir sobre o faturamento, a arrecadação de PIS/Cofins está atrelada ao consumo.

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Com Agência Brasil 

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