Joiarte Curitiba terá edição de Natal presencial com marcas inéditas

Evento reúne designers renomados do Paraná e de outros estados

O movimento é o responsável por colocar em perspectiva o trabalho de ourives, artesãos e criadores de variadas formações

O Joiarte – Movimento de Joias Contemporâneas –, iniciativa que reúne e fomenta o segmento de acessórios em Curitiba, volta a promover feira presencial, com o afrouxamento do isolamento sanitário provocado pela pandemia da Covid-19. Nos dias 9 e 11 de dezembro, no Design Center, a edição de Natal reúne nomes renomados no mercado de design autoral de joias, com convidados do Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

O movimento é o responsável por colocar em perspectiva o trabalho de ourives, artesãos e criadores de variadas formações. Verdadeiros artistas que construíram suas marcas embasados na criatividade, na originalidade e na produção em pequena escala.

Outra característica dos participantes da feira é explorar os mais variados materiais, além do ouro e da prata, cerâmica plástica, porcelana, cerâmica, cobre, flores desidratadas, tecido, couro e madeira, incrementados com gemas brutas ou lapidadas, pérolas e cristais.

“Extrair a potência transformadora dos diversos materiais é uma das características do que chamamos de joias contemporâneas”, pontua Tatiana Gravina, idealizadora do Joiarte e designer da marca homônima.

Nesta edição, o Joiarte conta com novas coleções de joias das marcas que ajudaram a fundar o movimento como Tatiana Gravina, VLuxo, Rodrigo Alarcón, Luciá Consalter Joias e ainda Renata Romanó Joias, LiMerxi Art, Poesya e Marcelo Novaes Joias; além de receber pela primeira vez As Joias da Rainha, Claudia Fantinati Joias, Perri Joias, Fabiana Zerbinatto Joias, Levitá Joias e Atelier Alberta.

Evento reúne designers renomados do Paraná e de outros estados

Mercado financeiro projeta inflação em 10,1% para este ano

Previsão para o crescimento do PIB cai para 4,71%

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Copom

A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país, subiu de 10,15% para 10,18% neste ano. Essa foi a 35ª elevação consecutiva da projeção. A estimativa está no Boletim Focus, pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), em Brasília, com a expectativa das instituições para os principais indicadores econômicos.

A previsão para 2021 está acima da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3,75% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,25% e o superior de 5,25%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 7,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta terça (7) e quarta-feira (8) a última reunião do ano para definir a taxa básica de juros, a Selic.

Atualmente, a taxa está em 7,75% ao ano. Com a alta da inflação, a expectativa do mercado financeiro, consultado pelo BC, é que os juros básicos subam 1,5 ponto percentual para 9,25% ao ano. O atual ciclo de alta da Selic começou em março deste ano, quando a taxa subiu de 2% para 2,75% ao ano. Veja, a seguir, a evolução da taxa Selic entre fevereiro de 2020 até outubro de 2021.

O Copom reúne-se a cada 45 dias. No primeiro dia do encontro, são feitas apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas das economias brasileira e mundial e o comportamento do mercado financeiro. No segundo dia, os membros do Copom, formado pela diretoria do BC, analisam as possibilidades e definem a Selic.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Além disso, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a projeção para o crescimento da economia brasileira este ano de 4,78% para 4,71%. A expectativa para a cotação do dólar subiu de R$ 5,50 de R$ 5,56 para o final deste ano.

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Com Agência Brasil

Previsão para o crescimento do PIB cai para 4,71%

Vai a leilão maior terreno disponível na Cidade Industrial de Curitiba

Imóvel que abrigou a sede das Indústrias Químicas Carbomafra tem 240 mil metros quadrados

O imóvel pode ser destinado a diversos tipos de empreendimentos, como transportadoras, condomínios empresariais e centros de distribuição

Vai a leilão na quarta-feira (8) o terreno que abrigou a sede das Indústrias Químicas Carbomafra na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Em junho de 2018 a empresa já acumulava um passivo da ordem de R$ 160 milhões. Com 240 mil metros quadrados, essa é a maior área disponível para venda na CIC, o maior distrito industrial do Paraná. O imóvel tem lance inicial de R$ 50,4 milhões e caso não seja vendido será leiloado novamente no dia 15. O leilão é de responsabilidade da Nogari Leilões, organização leiloeira que acumula 50 anos de experiência na área.

Este será o último ativo a ser vendido de um patrimônio que envolvia grandes áreas urbanas e rurais localizadas na capital e em Rio Negro, no Sul do Paraná, e em Mafra, em Santa Catarina. Em leilão anterior, foi batido o martelo e consumada a venda de todo o maquinário da fábrica de Curitiba, deixando o imóvel livre para o ingresso de novo proprietário.

Por estar situado em um ponto estratégico, o imóvel pode ser destinado a diversos tipos de empreendimentos, como transportadoras, condomínios empresariais e centros de distribuição. Localizado na Rua Wiegando Olsen, número 2.540 – CIC, o terreno fica próximo à Refinaria da Petrobrás, com acesso facilitado às saídas rodoviárias para São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, bem como para o interior do Paraná, e a cerca de 1h20 de viagem do Porto de Paranaguá.

“É uma área plana, com acesso em três laterais, muito bem localizada em termos de logística, e de frente para a Rodovia do Xisto, o que faz do imóvel uma verdadeira ‘vitrine’. Na CIC, atualmente, não há área semelhante disponível para venda”, comenta o leiloeiro Jorge Nogari, que também destaca como diferenciais o preço e as possibilidades de pagamento.

Segundo Nogari, o metro quadrado tem sido comercializado na região por valor que varia de R$ 300 a R$ 350. No leilão, o preço ofertado está na casa dos R$ 200 por metro quadrado. Além disso, enquanto outros certames do gênero costumam exigir pagamento à vista, a Justiça autorizou o parcelamento para o procedimento organizado pela Nogari Leilões. Assim, o pagamento poderá ser realizado com entrada de 20% do valor e saldo em até 36 meses. Sobre as parcelas não incidirá juro bancário, apenas correção dos valores pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Função social

Por se tratar de um leilão de massa falida, o valor arrecadado será destinado ao pagamento de dívidas da Carbomafra junto a antigos funcionários e fornecedores, assim como referentes a impostos e financiamentos, entre outros credores. A venda do imóvel, portanto, tem como função a restituição a pessoas e empresas que aguardam o encerramento do processo falimentar para que possam receber seus créditos.

“Precisamos destacar também que nos casos de leilão de massa falida o imóvel é entregue ao novo proprietário livre e desembaraçado de quaisquer ônus pendentes, conforme determina a lei falimentar, como se tivesse sido registrado em matrícula pela primeira vez. É o que chamamos de aquisição originária”, reforça Nogari.

Tanto pessoas físicas quanto jurídicas podem participar do leilão. Para tanto, é preciso se cadastrar com ao menos 48 horas de antecedência na plataforma, onde também está disponibilizado o edital com todos os requisitos e regras referentes ao certame: www.nogarileiloes.com.br. O procedimento será realizado de forma totalmente eletrônica, de acordo com decreto do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJ-PR).

Imóvel que abrigou a sede das Indústrias Químicas Carbomafra tem 240 mil metros quadrados

Matriz catarinense mostra 13 regiões no nível moderado

Outras quatro regionais se encontram no nível alto

Até o momento, já foram aplicadas mais de 11,3 milhões de vacinas contra a Covid-19 em Santa Catarina

Pela nona semana consecutiva, nenhuma região de Santa Catarina foi classificada nos níveis de risco grave (laranja) ou gravíssimo (vermelho). A matriz de risco potencial regionalizado divulgada no dia 04 de dezembro aponta 13 regiões como risco potencial moderado (cor azul) e 4 regiões como risco potencial alto (cor amarela). A última vez que a matriz classificou uma região no nível grave foi no dia 1 de outubro e, no nível gravíssimo, no dia 11 de setembro. de lá para cá, houve avanço na vacinação que, alinhado a uma redução na taxa de ocupação de leitos de uti adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19 e na taxa de mortalidade, vem mantendo a tendência de redução da gravidade da pandemia em todas as regiões do estado. Veja o mapa da evolução das matrizes, por semana, a seguir.

Houve melhora nos indicadores das regiões Alto Vale do Itajaí, Nordeste e Oeste, a partir da redução no número de óbitos aliada à redução da taxa de hospitalizações (casos graves) de Covid-19, aumento da cobertura vacinal e menor variação do número de casos na semana, resultando na melhora das dimensões gravidade e monitoramento. Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como nível alto (amarelo), passaram a ser classificadas como nível moderado (azul), se juntando às regiões do Alto Uruguai Catarinense, Alto Vale do Rio do Peixe, Carbonífera, Extremo Oeste, Laguna, Meio Oeste, Planalto Norte, Serra Catarinense e Vale do Itapocu, que se mantiveram no nível moderado.

Por outro lado, houve uma piora nos indicadores das regiões Médio Vale do Itajaí e Xanxerê a partir da elevação na detecção de casos novos e a persistência de uma cobertura vacinal da população acima de 12 anos abaixo da média estadual, que provocaram uma piora na dimensão monitoramento. Com isso, estas regiões, que na semana anterior estavam classificadas como nível moderado (azul), passaram a ser classificadas como nível alto (amarelo), juntamente com as regiões Extremo Sul e Grande Florianópolis, que permaneceram no nível alto, apresentando alta taxa de casos infectantes (ativos) por 100 mil habitantes.

A taxa de ocupação de leitos de UTI adulto de pacientes com diagnóstico de Covid-19 em Santa Catarina é de 18% no total, com uma ocupação de 264 leitos num total de 1.449 disponíveis, o que classifica a capacidade de atenção do estado como nível moderado. Em relação às regiões, somente as regiões Nordeste e Oeste estão com uma ocupação acima de 40%, com 63 leitos ocupados dos 150 leitos disponíveis (42%) na região Nordeste e 42 leitos ocupados dos 100 disponíveis (40%) na região Oeste, sendo classificados como nível de risco grave. As regiões Grande Florianópolis, Extremo Oeste, Xanxerê e Laguna estão com taxas de ocupação de leitos de UTI adulto com pacientes diagnosticados com Covid-19 entre 20 a 40%, sendo classificados como risco alto, e as demais estão todas abaixo de 20%, sendo classificados no nível de risco moderado.

A análise desse indicador torna possível uma melhor gestão da ocupação de leitos de UTI no Estado, servindo tanto para monitorar a situação de gravidade da pandemia no estado de forma regionalizada, quanto servindo de parâmetro para a retomada das cirurgias eletivas que foram paralisadas durante o período mais crítico da pandemia.

Balanço da vacinação
Até o momento, já foram aplicadas 11.344.973 doses e vacinas contra a Covid-19 em todo o estado. Dessas, um total de 5.758.861 foram primeira dose, equivalente a 94% da população vacinável (acima de 12 anos) ou 79,4% da população geral, e 5.037.204 segunda dose ou dose única, equivalendo a 82,2% da população vacinável ou 69,4% da população total completamente imunizada. Outras 529.280 doses foram utilizadas como dose de reforço e 19.628 como dose adicional.

Considerando o número de doses aplicadas por faixa etária, o índice de cobertura vacinal ultrapassou 83% na população com 30 a 39 anos, superou 93% nas populações de 40 a 59 anos, e alcançou 100% na população de 60 anos ou mais. Para os adultos jovens, de 18 a 19 anos e 20 a 29 anos, a cobertura ainda é de 69,8% e 74,8% respectivamente, o que demonstra que muitos ainda não retornaram para completar o esquema vacinal com as duas doses. Já em relação aos adolescentes, 79,1% já receberam a primeira dose e 22,6% a segunda dose. Este foi o último grupo a ser inserido na campanha nacional de vacinação contra a Covid-19, e vem tendo uma boa adesão até o momento.

A homogeneidade vacinal é um importante indicador de desempenho do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e demonstra a proporção de municípios que alcançam a meta estabelecida de uma campanha de vacinação. A meta estabelecida para a campanha de vacinação contra a Covid-19 é de 85% de cobertura vacinal da população em geral. Nesse quesito, 56 municípios (19%) já alcançaram a meta. Outros 76 municípios (26%) estão entre 75 e 84%, 104 municípios (35%) estão entre 65 e 74%, 50 municípios (17%) estão entre 55 e 64% e apenas 9 municípios (3 %) estão com coberturas abaixo de 55%.

A vacinação contra a Covid-19 teve início no dia 18 de janeiro de 2021, e até fevereiro, pouco mais de 63.543 catarinenses estavam com o esquema vacinal completo. Na medida em que a vacinação foi avançando, o número de mortes por Covid-19 foi gradualmente reduzindo.Nos meses de março a maio foram registrados 7.914 óbitos, enquanto 762.904 pessoas estavam com o esquema vacinal completo. Nos meses de junho a agosto houve 3.290 mortes, quando 2.472.827 pessoas estavam vacinadas. Isso representa uma queda de 58,4% nos óbitos e um aumento de 224% no número de pessoas vacinadas, quando comparado os períodos de março-maio com junho-agosto. Já no período de setembro a novembro, foram registradas 1.188 mortes, com um total de 5.011.080 pessoas completamente vacinadas. Comparando-se com o período anterior, houve uma redução de 63,9% nos óbitos por Covid-19, paralelo a um aumento de 103% na vacinação.

O principal objetivo da matriz de risco é ser uma ferramenta de tomada de decisão. A nota final do mapa de risco considera um intervalo de variação mais adaptado para cada nível, sendo de 1 a 1,9 como moderado, 2 a 2,9 como alto, 3 a 3,9 como grave e igual a 4 como gravíssimo.

Outras quatro regionais se encontram no nível alto

Conta de luz pode subir 19% no ano que vem

Estimativas da TR Soluções mostram que crise hídrica é a principal razão do reajuste

As bandeiras tarifárias não estão sendo suficientes para cobrir os custos associados à geração térmica e ao risco hidrológico

As tarifas de energia poderão ter alta média de 19% em 2022. A estimativa da TR Soluções, empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia, vale para os consumidores de todo o país, considerando as 53 concessionárias de distribuição de energia elétrica.

As projeções foram calculadas por meio do Serviço para Estimativa de Tarifas de Energia (Sete), plataforma da empresa que, há uma década, reproduz os cálculos tarifários de acordo com os procedimentos definidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), incluindo parâmetros como condições do mercado da distribuidora, contratos de energia e variação do dólar, por exemplo.

“A maior parte do aumento – 12 pontos percentuais – se deve ao déficit da Conta Bandeiras a ser considerado em cada processo tarifário individual de 2022, o que representa a diferença entre as despesas de responsabilidade das bandeiras e as receitas decorrentes de seu acionamento e do prêmio de repactuação do risco hidrológico dos contratos regulados na modalidade quantidade”, explica Helder Sousa, diretor de Regulação da TR Soluções.

A variação se deve ao fato de que as bandeiras tarifárias não estão sendo suficientes para cobrir os custos associados à geração térmica e ao risco hidrológico. A projeção indica que o saldo da conta nos eventos tarifários no próximo ano deve representar um déficit de R$ 17,8 bilhões.

A variação das tarifas também deve ser pressionada por custos atrelados à geração térmica relativos aos contratos por disponibilidade. Além disso, a inflação deve afetar as contas de luz, principalmente no caso das empresas cujos processos tarifários se dão no primeiro semestre.

Estimativas da TR Soluções mostram que crise hídrica é a principal razão do reajuste

O que as empresas estão fazendo pelo futuro do planeta?

Grupo AMANHÃ debate o tema com líderes de grandes companhias brasileiras

O evento será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ na próxima sexta-feira, 11 horas

O Grupo AMANHÃ promove na próxima sexta-feira (10), às 11 horas, o fórum “Carbono Neutro – O compromisso das empresas”. Líderes de grandes empresas brasileiras, a Rede Brasil do Pacto Global da ONU, CEBDS e o Sistema B Brasil analisam os desafios que as metas de Carbono Neutro representam para o setor privado: as práticas para reduzir as emissões de CO2; as metas para alcançar o carbono neutro; e as expectativas sobre o futuro mercado de créditos de carbono. O evento será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Grupo AMANHÃ (clique aqui para acionar o lembrete).

Mediado por Jorge Polydoro, presidente do Grupo AMANHÃ, o debate contará com as participações de Carlo Pereira, diretor executivo da Rede Brasil – Pacto Global da ONU; Marcelo Thomé, presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Jorge Soto, diretor de desenvolvimento sustentável da Braskem; Júlio Nogueira, gerente de inovação e sustentabilidade da Klabin; Francine Lemos, diretora executiva do Sistema B Brasil; e Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS).

Serviço
Fórum “Carbono Neutro – O compromisso das empresas”
Sexta-feira, 10/12, 11 horas
Canal do YouTube do Grupo AMANHÃ (clique aqui para acionar o lembrete)

Grupo AMANHÃ debate o tema com líderes de grandes companhias brasileiras

A falsa promessa da “marketização” da tecnologia

Se o produto ou serviço não entrega o que promete, a frustração do usuário é garantida

Fazer um produto digital parece fácil. Já disponibilizar um produto digital bom é mais difícil

“Torna-te responsável por quem tu cativas.” Essa conhecida citação tirada da bela obra O Pequeno Príncipe, de Saint-Exupéry, tem sido utilizada há anos por muitas pessoas para discorrer sobre diversos assuntos, normalmente com alguma profundidade filosófica. Estou evocando-a neste artigo para uma situação bem mais prosaica, mas não menos representativa. Meu foco aqui é o crescente descompasso entre intenção e entrega na área de soluções digitais. Dada a urgente necessidade de virtualização das organizações, esse assunto diz respeito a praticamente todo tipo de negócio.

Trata-se de um fenômeno que tenho acompanhado com muita frequência: você é impactado pela divulgação de alguma ferramenta digital – pode ser através de uma postagem na internet, um e-mail, um painel luminoso, enfim, alguma peça promocional – que promete resolver uma situação que não está totalmente solucionada em sua vida pessoal e/ou profissional. Você é atraído por esse anúncio e vai atrás do tal produto.

Na esteira de tantas novas soluções que rapidamente se tornaram referência para o mercado – tais como Nubank, Airbnb ou Netflix, só para citar três exemplos bem conhecidos – você acessa a página web do produto, ou busca o aplicativo em seu smartphone, com alta expectativa. Na descrição aparecem os benefícios da solução, aderentes àquilo que você está precisando, e depoimentos de clientes, todos favoráveis à ferramenta. Então você resolve experimentá-la, e aí começam os problemas.

Você tenta criar uma conta na solução e precisa enfrentar um cadastro confuso, a ferramenta exige uma série de informações pessoais antes mesmo de você saber se irá adotá-la, a navegação parece desordenada, o produto trava, você tem dificuldade de encontrar aquela funcionalidade que mais lhe interessava. Enfim, a lista de problemas pode ser muito extensa. Aí você acessa o suporte e recebe uma resposta genérica do tipo “No momento essa funcionalidade não está prevista, mas vamos encaminhá-la ao departamento de desenvolvimento. Sua opinião é muito importante para nós!”, ou seja, lhe devolve o problema. É a área de marketing procurando fazer o seu melhor, mas sem o amparo adequado da equipe técnica. Há um total descompasso entre a intenção e a entrega.

Fazer um produto digital parece fácil, dada a grande quantidade de ferramentas disponíveis. Já disponibilizar um produto digital bom é mais difícil. A complexidade na geração de uma solução virtual, seja ela qual for, é alta. Um sistema envolve camadas de tecnologia que se relacionam de formas muito específicas e que precisam funcionar de maneira fluida para entregar uma experiência gratificante aos usuários. A interface é outro aspecto que costuma ser negligenciado. Um produto digital não se faz apenas com código. É necessário aprofundar-se na natureza humana para traduzir necessidades e integrá-las a funcionalidades técnicas através de uma interação simples e orientativa. Ou seja, para fazer um produto digital de qualidade é necessário tempo e uma equipe de pessoas com especialidades multidisciplinares.

Ilustro abaixo, de forma simplificada, duas abordagens adotadas na definição de prioridades na construção de produtos digitais. Uma delas é a forma a qual estou me referindo: um fluxo sequencial no qual se prioriza o lançamento do produto baseado no entendimento da empresa sobre o que seria uma necessidade de mercado. A eficácia real da solução só é colocada à prova no final do processo. Trata-se de um modelo arriscado que, com frequência, resulta em baixa adesão de usuários e no consequente baixo retorno para a empresa.

A outra abordagem é a que considero ideal e é a prática dos produtos de sucesso que mencionei anteriormente: um modelo circular que parte de uma real necessidade mapeada diretamente com o público-alvo. Após esse processo, o produto é construído e se mantém em constante evolução de acordo com as transformações de mercado.

A adoção do modelo de fluxo sequencial é um dos grandes geradores do descompasso entre a qualidade da abordagem de comunicação e do produto em si. Minha interpretação é que existe uma vontade legítima das empresas de entregar um produto de excelência. A área de marketing não está mentindo. Ela está reproduzindo um desejo, uma intenção. Contudo, a atual cultura de desenvolvimento de soluções digitais demanda uma velocidade incompatível com essa intenção. A urgência atropela etapas fundamentais para o sucesso do produto. Por mais que a equipe de marketing se esforce, existe um limite até onde se consegue manter um cliente satisfeito. A “marketização” dos produtos digitais apenas maquia o problema. Se o produto ou serviço não entrega o que promete, a frustração do usuário é garantida.

O paradoxo entre alta qualidade e curto prazo é muito difícil de equacionar. A solução é complexa, pois envolve pressão de mercado, necessidade de resultados e escassez de mão de obra. Mas o que posso afirmar é que essa pressa no lançamento acaba trazendo enormes prejuízos logo adiante, com alto custo de tempo e dinheiro em SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente), retrabalho, manutenção, suporte, esgotamento das equipes e, o que é pior, comprometimento da imagem da empresa. É necessário buscar um equilíbrio. É preciso alicerçar melhor as bases de um novo produto e dedicar um pouco mais de tempo na etapa de planejamento para um crescimento escalável e sustentável, integrando as áreas responsáveis. Compartimentar demais os times de negócio, tecnologia e marketing gera ruídos que acabam sendo repassados aos clientes. E, principalmente, é fundamental colocar o usuário no centro, envolvendo-o em todas as etapas do processo.

Um alto número de soluções digitais disponíveis no mercado nacional atual está tendo sucesso na conquista de clientes, o que é positivo. Mas estão falhando fortemente na entrega. O volume de produtos problemáticos e com uma ótima abordagem de comunicação é grande. É necessário elevar o nível do produto para um alinhamento do propósito organizacional.

No âmbito corporativo, quando lemos “torna-te responsável por quem tu cativas”, podemos entender que as empresas assumem um importante compromisso ao conquistar seus clientes. Ao gerar expectativas, precisam honrá-las para se manter no jogo. Pense nisso antes de iniciar uma nova empreitada, pois o mercado costuma ser impiedoso. Se a conquista de clientes parece ser um caminho fácil, a reconquista é uma trajetória bem mais árdua.

Se o produto ou serviço não entrega o que promete, a frustração do usuário é garantida

Produção industrial cai 0,6% em outubro

É a quinta queda consecutiva do índice

A produção industrial está 4,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, período pré-pandemia

A produção industrial apresentou queda de 0,6% na passagem de setembro para outubro, quinto resultado negativo consecutivo, acumulando, nesse período, perda de 3,7%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo IBGE. No ano, a indústria acumula alta de 5,7% e, em 12 meses, também de 5,7%. O recuo de outubro alcançou três das quatro das grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados.

“Mais do que o resultado do mês em si, chama atenção a própria sequência de resultados negativos, cinco meses de quedas consecutivas na produção, período em que acumula retração de 3,7%. A cada mês que a produção industrial vai recuando, se afasta mais do período pré-pandemia. Nesse momento, está 4,1% abaixo do patamar de fevereiro de 2020”, analisa André Macedo, gerente da pesquisa.

De acordo com Macedo, o resultado de outubro mantém uma característica que vem sendo observada ao longo do ano: predominância de taxas negativas e diretamente afetada pelos efeitos da pandemia da Covid-19. “Para além da perda na margem, há um espalhamento dos resultados negativos: são três das quatro categorias econômicas e 19 das 26 atividades no campo negativo. O ano de 2021 está bem marcado por esse comportamento de menor intensidade” observa.

Ele destaca ainda que os efeitos da pandemia sobre o processo produtivo ficam muito evidentes em função da desarticulação da cadeia produtiva, o que leva ao encarecimento dos custos de produção e ao desabastecimento de matérias primas e insumos produtivos para a fabricação de bens finais.

“Pelo lado da demanda doméstica, também permanece uma série de características que a gente já vem elencando mês a mês para justificar o comportamento negativo ao longo do ano: inflação elevada, que diminui a renda disponível das famílias, e um mercado de trabalho que está longe de mostrar uma recuperação consistente, uma vez que ainda existe um grande contingente de trabalhadores fora dele, com uma massa de rendimentos que não avança e marcado pela precarização do emprego”, detalha.

“São fatores que também ajudam a explicar porque a produção vem mantendo um comportamento de menor intensidade. Tirando os meses de janeiro, que teve um avanço de 0,2% e maio, com alta de 1,2%, os outros oito meses tiveram taxas negativas”, acrescenta o gerente da pesquisa.

As influências negativas mais importantes da produção industrial de outubro foram de indústrias extrativas (-8,6%) e produtos alimentícios (-4,2%). As indústrias extrativas voltaram a recuar após avançar 2,2% no mês anterior, quando interrompeu três resultados negativos consecutivos e que acumularam perda de 2,5%. Já produtos alimentícios intensificaram a redução de 3,2% em setembro.

“O fator mais importante é que as quedas foram disseminadas, mas as maiores influências vieram dos setores extrativo, que vinha de crescimento e foi impactado negativamente pelas quedas do minério de ferro e do petróleo, que representam aproximadamente 90% do setor; e de alimentos, influenciado especialmente pelo comportamento negativo do açúcar, em função de uma antecipação da safra da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país, devido a condições climáticas adversas. Além disso, o grupamento de carnes, sobretudo bovinas, que ainda sofre com as restrições das exportações para China, por conta do mal da vaca louca. A inflação em patamares mais elevados também afeta a produção no setor”, esclarece Macedo.

Em comparação com outubro de 2020, produção caiu 7,8%
Frente ao mesmo mês de 2020, a indústria recuou 7,8%, com resultados positivos em com resultados negativos em três das quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 56 dos 79 grupos e 60,7% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que outubro de 2021 teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (20 ante 21).

“Já é o terceiro resultado negativo neste indicador e o mais intenso dessa sequência. Explicam esse comportamento: o arrefecimento da produção da indústria ao longo de 2021; o efeito-calendário negativo, uma vez que outubro desse ano teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior; e uma base de comparação mais elevada”, relaciona Macedo. “No indicador acumulado do ano, observa-se crescimento de 5,7%, mas vale destacar a perda de intensidade nos últimos meses, por conta da redução observada no ritmo de produção. É importante lembrar que até setembro essa expansão era de 7,6% e em maio estava em 13,2%”, analisa.

Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de produtos alimentícios (-17,1%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,5%). Por outro lado, ainda frente a outubro de 2020, entre as sete atividades em alta, outros produtos químicos (4,2%) e máquinas e equipamentos (4,1%) exerceram as maiores influências sobre a indústria.

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É a quinta queda consecutiva do índice

Recuperação da economia em 2022 ainda deve ser lenta

Fecomércio-RS espera que a inflação arrefeça somente no último trimestre

Para o consultor econômico da Fecomércio-RS, Marcelo Portugal, há cinco pilares principais para serem observados: câmbio, atividade econômica, inflação, juros e contas públicas

É sabido que o setor terciário privado foi um dos mais impactados pelo isolamento. Embora tenha apresentado uma retomada nos últimos meses, ainda há muito o que fazer. Com a inflação acelerada, juros elevados e um difícil cenário eleitoral, 2022 se projeta como um ano de lento crescimento econômico e com possíveis melhorias, como a queda da inflação, somente no último trimestre.

Esse foi o cenário previsto pela Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul (Fecomércio-RS) em sua coletiva de balanço e perspectivas para 2022. Para o consultor econômico da entidade, Marcelo Portugal, há cinco pilares principais para serem observados: câmbio, atividade econômica, inflação, juros e contas públicas. Confira as principais previsões ao final desta reportagem.

Depois da crise sanitária gerada pela Covid-19, a taxa de câmbio apresentou um comportamento diferente do usual. “Em crises o câmbio normalmente desvaloriza, mas, passado algum tempo, geralmente volta. A primeira característica dessa crise é que, dessa vez, o câmbio não voltou. Tivemos uma desvalorização cambial e ela continuou até agora”, explica Portugal. A perspectiva da Fecomércio-RS é que ele continue relativamente desvalorizado até o final do ano que vem, um dos fatores que contribuem para que a inflação se mantenha elevada.

Apesar da elevação dos juros no Brasil, que normalmente ajuda a puxar o câmbio para baixo – “quando o juro fica mais alto, é mais rentável aplicar no Brasil, então vem um fluxo de capital do exterior para cá”, detalha Portugal –, a expectativa é que dessa vez isso não aconteça em decorrência da incerteza fiscal e eleitoral.

Atividade econômica
Segundo Portugal, a forte expansão fiscal e monetária aplicada pelo governo conseguiu fazer o PIB se recuperar em V, mas estagnar ao voltar ao patamar anterior. Além disso, a recuperação se deu com heterogeneidade, isto é, com segmentos superaquecidos enquanto outros seguem em recessão.

Outro ponto é que o consumo das famílias se recuperou mais lentamente que o PIB. “As pessoas estão com menos dinheiro no bolso, e isso significa um volume de gastos em consumo relativamente menor do que o que esperaríamos quando olhamos o PIB como um todo”, observa Portugal. Embora exista a recuperação dos empregos, o salário médio vem sendo menor do que o anterior.

Dada a incerteza eleitoral, o não crescimento da massa de salários e o juro subindo, a perspectiva de crescimento para o PIB é menor do que o ritmo do período anterior, entre 2016-2019, quando cresceu 1,4%. Para o ano que vem, a expectativa é de 0,9%. “Um dos motivos para o pessimismo é que ainda temos uma grande desorganização produtiva na economia”, avalia o consultor econômico.

Segundo a FGV, depois da pandemia, o número de empresas que relatam não ter o nível de estoque que gostariam para atender os clientes subiu para 20%, frente a apenas 5,1% em 2019. “Cerca de um quinto das lojas estão com dificuldade de crescer e produzir devido à desorganização e não encontrar produtos e peças para produzir e vender”, conclui.

Inflação
O mundo inteiro está com uma inflação elevada. A Alemanha, nos últimos meses, atingiu 6%, maior taxa de inflação do século 21 no país; nos EUA, chega a 6,2%, a maior dos últimos 31 anos; nos países da Zona do Euro, a inflação é de quase 5%, a maior dos últimos 25 anos. “No caso brasileiro, existem determinados fatores específicos, em especial a falta d’água que fez com que tivéssemos que aumentar barbaramente o preço da energia elétrica”, lista Portugal.

Mas, segundo ele, também há fenômenos gerais que contribuem para o cenário: a desorganização produtiva gerada pelo lockdown e quarentena, gargalos e mudanças bruscas nos padrões de consumos [menos busca por serviços e mais por bens, sendo que a indústria que produz bens não estava preparada], por exemplo.

“Se nossa previsão estiver correta, corremos o risco de estourar a meta de inflação no ano que vem, que é 3,5 com uma tolerância de 1.5. O teto é 5% e nossa projeção é 5,1%”, alerta. A redução da bandeira de crise hídrica pode fazer com que a energia barateie, mas a previsão é que isso aconteça apenas no segundo semestre.

Para a Fecomércio-RS, os juros continuarão a subir e a melhor estratégia seria acelerar novamente o ritmo de elevação. “A discussão é de ritmo, e não se vai ou não subir. Que vai subir já é certo”, garante Portugal. A expectativa é que, nos próximos meses, suba a um juro da ordem de 12%.

A dificuldade em manter o teto de gastos ainda atrapalha a expectativa fiscal para 2022 e 2023, com resultados negativos de elevação de câmbio e de Selic. “Se a gente olha no curto prazo, a arrecadação de impostos nos últimos meses teve um resultado excelente no Brasil. Meu chute é que vamos arrecadar R$ 5 bilhões a mais do que no ano passado, quase R$ 2 trilhões”, elogia. A má notícia é daqui para a frente: o que vai acontecer com a eleição e o arcabouço fiscal agora que é sabido que é possível mexer no teto de gastos. 

Fecomércio-RS espera que a inflação arrefeça somente no último trimestre

Lenoir Broch assume comando da ACIC de Chapecó

Ele substituirá Nelson Eiji Akimoto

Nelson Akimoto, que permanece no cargo até 31 de dezembro, passará o cargo para Lenoir Broch

A nova diretoria da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) será presidida pelo empresário Lenoir Broch (na foto, à direita), no período de janeiro de 2022 a dezembro de 2023. A eleição e posse da nova diretoria executiva ocorreram na quarta-feira (1º) em reunião ordinária do Conselho Deliberativo da entidade, conduzida pelo presidente Gelson Dalla Costa.

Lenoir Broch é natural de Quilombo. É graduado em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e possui MBA em Gestão Ambiental. Dirige a Broch Empreendimentos, que atua no setor da construção civil e silvicultura. Ele também foi presidente do Sindicato da Indústria da Construção e Artefatos de Concreto Armado do Oeste (Sinduscon) e é presidente do Conselho Comunitário da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS).

Broch agradeceu pela confiança e salientou a atuação dos Conselhos Deliberativo e Consultivo na fiscalização e apoio ao trabalho. “Durante a pandemia, a ACIC se transformou em uma entidade ainda mais colaborativa e envolveu a comunidade em diversos pleitos”, sublinhou, ao acrescentar que a nova gestão dará continuidade a importantes bandeiras, como a da infraestrutura, incluindo a construção de ferrovias, a duplicação da BR-282 e as melhorias do aeroporto Serafim Enoss Bertaso.

O presidente da gestão 2020/2021, Nelson Eiji Akimoto (na foto, à esquerda) – que permanece no cargo até o dia 31 de dezembro – frisou que foram dois anos intensos e que teve a participação e colaboração de muitas pessoas. “Cumprimos muitos dos objetivos que planejamos, outros mudaram em função da pandemia, mas conseguimos, com alegria e responsabilidade, evidenciar ainda mais o papel da ACIC perante a sociedade”, declarou, em nota.

Compõe a diretoria executiva, além do presidente, o diretor 1º vice-presidente Helon Rebelatto (Prismaq Equipamentos Industriais), a diretora 2ª vice-presidente Luiza Utzig Modesti (Difrisul Distribuidora de Frios Sergio Utzig), o diretor administrativo Daniel Bet (HRS Horus Construtora e Incorporadora), a diretora administrativa adjunta Leandra Merisio (Rotesma Artefatos Cimento), o diretor financeiro Carlos Martinelli (Açoperfil Indústria e Comércio de Aço) eo diretor financeiro adjunto Robert Otto (Upgrade Soluções Empresariais e Treinamentos). O mandato da nova diretoria executiva vigorará a partir de 1º de janeiro de 2022 até 31 de dezembro de 2023.

Ele substituirá Nelson Eiji Akimoto

Ser Educacional anuncia a aquisição da catarinense Delinea

A transação foi de R$ 20 milhões

A Delinea é uma edtech e uma das maiores produtoras independentes de conteúdos acadêmicos digitais para ensino superior do Brasil

O grupo Ser Educacional anunciou nesta quinta-feira (2) que adquiriu 100% da Delinea Tecnologia Educacional, de Florianópolis. A transação foi de R$ 20 milhões, de acordo com fato relevante publicado pela Ser. A Stonecapital, empresa gaúcha com atuação nacional, especializada em fusões e aquisições, atuou como assessor financeiro dos vendedores na negociação.

A Delinea é uma edtech e uma das maiores produtoras independentes de conteúdos acadêmicos digitais para ensino superior do Brasil. Sua plataforma Deduca é uma das maiores e melhores plataformas de gestão e produção de conteúdo em modelo SaaS (software as a service) do Brasil e possui um dos maiores acervos de cursos de ensino superior independente do Brasil, com mais de 13 mil conteudistas em seu banco de dados, 17 mil cursos livres, 1,8 mil disciplinas completas de ensino superior e 230 mil horas-aula produzidas utilizadas por instituições de ensino em todo o país. Em 2021, a receita líquida da Delinea deverá alcançar aproximadamente R$ 6 milhões.

De acordo com o fato relevante, a aquisição ajudará a Ser Educacional a consolidar seu ecossistema de educação continuada expandindo sua base de cursos dos atuais 8 mil para mais cerca de 17 mil cursos (excluindo sobreposições) e mais 2 mil cursos completos de graduação e pós-gradação, ampliando de forma significativa a capacidade de criação e atualização de sua base de cursos impulsionando o marketplace de cursos digitais GoKursos a ter uma oferta cada vez mais ampla de cursos livres, graduações e pós-graduações.

A transação foi de R$ 20 milhões

Zonta inaugura primeira unidade do Gigante Atacadista

Grupo investiu R$ 75 milhões na loja de Curitiba

“O nosso plano de expansão prevê, em um curto prazo, a implantação de outras lojas do mesmo perfil em diferentes regiões”, projeta Pedro Joanir Zonta

O Grupo Zonta vai inaugurar a primeira unidade do Gigante Atacadista na sexta-feira (3) em Curitiba. Todo o empreendimento foi projetado com o objetivo de ter baixos custos operacionais, aumentar a eficiência e possibilitar a oferta de preços baixos no atacado e no varejo. A bandeira tem a proposta de oferecer preços baixos e um mix voltado ao consumidor pessoa física e comerciantes. A loja recebeu um investimento de R$ 75 milhões e gerou mais de 350 empregos, sendo 215 diretos.

Segundo o presidente do grupo, Pedro Joanir Zonta, o Gigante Atacadista foi idealizado após pesquisas apontarem o anseio do consumidor pela presença do grupo neste nicho de mercado. “Para inaugurarmos a primeira unidade do Gigante, escolhemos um local estratégico que faz a ligação de vários pontos da cidade e que também serve de acesso para a Região Metropolitana de Curitiba e o interior do estado. O nosso plano de expansão prevê, em um curto prazo, a implantação de outras lojas do mesmo perfil em diferentes regiões”, projeta.

Para oferecer agilidade no atendimento, o Gigante Atacadista possui 27 checkouts e um estacionamento com capacidade para 3 mil vagas rotativas diárias. Já pensando em facilitar os negócios de empresários que trabalham com volume, a loja terá um televendas.

Para otimizar o consumo energético, foram instaladas lâmpadas LED em 100% do empreendimento e um sistema de iluminação dimerizável, que ajusta a intensidade luminosa de acordo com a luz natural, além dos tradicionais domus prismáticos na cobertura, que permitem a entrada de luz externa no ambiente e filtram os raios ultravioletas em até 98%.

Uma das bandeiras do Grupo Zonta é o Condor Super Center, que atua no segmento supermercadista e conta com 55 lojas, entre super e hipermercados, em 20 cidades do Paraná e Santa Catarina, além de um Condor Express, em Curitiba. O conglomerado também conta com 21 postos de combustíveis nas cidades de Araucária, Curitiba, São José dos Pinhais, Campo Mourão, Colombo, Castro e Ponta Grossa. O grupo ainda atua no setor imobiliário, logística, administração de crédito, processamento de carnes e frios e no setor publicitário. São mais de 14 mil funcionários no Paraná e em Santa Catarina.

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Grupo investiu R$ 75 milhões na loja de Curitiba

Balança comercial tem déficit de US$ 1,3 bi em novembro

O resultado representa o primeiro saldo negativo do ano

Importações somaram US$ 21,6 bi e exportações, US$ 20,2 bi

A balança comercial registrou déficit de US$ 1,3 bilhão em novembro deste ano, o que significa que as importações superaram as exportações. De acordo com o Ministério da Economia, as exportações foram de US$ 20,2 bilhões enquanto as importações somaram US$ 21,6 bilhões no mês. O resultado representa o primeiro saldo negativo do ano.

No acumulado de janeiro a novembro de 2021, em comparação ao mesmo período do ano passado, as exportações cresceram 34,9% e somaram US$ 256,1 bilhões. Já as importações cresceram 39,7% e totalizaram US$ 198,9 bilhões. No ano, a balança teve superávit de US$ 57,1 bilhões, com crescimento de 20,5%.

Exportações
Em novembro, a agropecuária teve crescimento de 16,5% e somou US$ 3 bilhões; a indústria extrativa teve alta de 14,8% e chegou a US$ 4,8 bilhões; e a indústria de transformação teve crescimento de 28,3% e alcançou US$ 12,3 bilhões. No acumulado do ano, na comparação com o ano anterior, os setores que apresentaram os maiores crescimentos na exportação foram agropecuária (20,7%), indústria extrativa (67,6%) e indústria de transformação (26,5%).

Importações
Nas importações do mês de novembro, o crescimento foi de 61,8% na agropecuária, que somou US$ 0,53 bilhões; de 248,3% na indústria extrativa, que registrou US$ 1,7 bilhão; e de 43,5% na indústria de transformação, que alcançou US$ 18,8 bilhões. No acumulado do ano, a agropecuária teve crescimento de 32,2% e somou US$ 4,8 bilhões; a indústria extrativa teve expansão de 91,1% e chegou a US$ 11,4 bilhões; e a indústria de transformação teve crescimento de 37% e alcançou US$ 179,4 bilhões.

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Com Agência Brasil

O resultado representa o primeiro saldo negativo do ano

A reforma da tributação sobre o consumo e a arte da conciliação

Aprovação teria o condão de produzir um crescimento adicional do PIB da ordem de 20% em 15 anos

Larissa Lacks explica que as divergências sobre o projeto começam pela esfera federativa

Por Larissa Laks*

A proposta de reforma tributária sobre o consumo em discussão no Congresso Nacional, agora em tramitação no Senado Federal, enfrenta o desafio de conciliar interesses múltiplos e díspares, com a promessa de que, se for implementada, proporcionará ganhos para a maioria das empresas e cidadãos e, por intermédio de regras de transição, atenuará os efeitos negativos para os potenciais perdedores.

As divergências sobre o projeto começam pela esfera federativa. Enquanto os governadores parecem finalmente ter chegado a um acordo sobre a necessidade de o Brasil avançar na adoção de um IVA moderno, ao estilo das economias mais avançadas do mundo, os prefeitos de capitais e grandes cidades resistem em aceitar a fusão do seu Imposto sobre Serviços (ISS) com o ICMS estadual.

Já o governo federal, que outrora defendeu uma reforma tributária mais ampla, desta vez tem sinalizado que prefere aprovar antes de mais nada o seu próprio IVA, unificando o PIS e a Cofins numa nova contribuição sobre bens e serviços, que esteja mais alinhada às melhores práticas internacionais, deixando para um segundo momento a fusão dos tributos estaduais e municipais.

Para enfrentar esse jogo intrincado de interesses, o relator da reforma no Senado, Roberto Rocha, anunciou a ideia de criar um IVA dual, constitucionalizando a criação da contribuição federal, que surgiria de imediato em substituição ao PIS e à Cofins, estabelecendo também um prazo de sete anos para a extinção do ISS e ICMS, assim como a sua completa substituição por um imposto sobre bens e serviços, gerido conjuntamente por estados e municípios.

O objetivo anunciado é o de que, diferentemente do modelo tributário atual, em que diferentes tributos se sobrepõem e as cargas tributárias são as mais variadas possíveis, o novo IVA seja parecido com aquele que vemos na Europa, com uma ou duas alíquotas e tratamento especial para alguns poucos setores, como o de educação, saúde e transporte público. Além disso, também haverá um prazo de transição de 20 anos para suavizar o impacto das mudanças distributivas sobre os cofres de estados e municípios.

De acordo com estudo da Fundação Getúlio Vargas citado pelo relator, a aprovação da reforma teria o condão de produzir um crescimento adicional do PIB da ordem de 20% em 15 anos, o que seria benéfico para todos, inclusive para os negócios e municípios, os quais frequentemente se dizem perdedores com a mudança proposta.

*Mestre e Doutora em Direito Tributário. Advogada no escritório Magadan e Maltz, em Porto Alegre

Aprovação teria o condão de produzir um crescimento adicional do PIB da ordem de 20% em 15 anos

Sete em cada 10 empresas têm dificuldades para comprar insumo

Empresários afirmam que a normalização só virá em 2022

Alguns países estão buscando alternativas para esse problema dos insumos, como desenvolver fornecedores locais, mas não é algo que se faça rapidamente

As dificuldades de abastecimento de insumos e de matérias-primas afetaram em média 68% das empresas das indústrias extrativa e de construção, em outubro de 2021, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta quinta-feira (2). O percentual é menor do que o de fevereiro deste ano, quando 73% das empresas relataram o problema. “Apesar da ligeira queda, a situação está bastante complicada e mais da metade das indústrias avalia que esse desajuste só terá fim a partir de abril de 2022”, informou a CNI.

Segundo a pesquisa, em 18 dos 25 setores da indústria de transformação consultados, mais de dois terços das empresas afirmaram que, mesmo em negociações com o valor acima do habitual, está mais difícil obter os insumos no mercado doméstico. Esse problema atinge 90% do setor de calçados; 88% das indústrias de couro, 85% dos fabricantes de móveis; 79% da indústria química; 78% do vestuário e 78% das madeireiras, além de 77% das indústrias de equipamentos de informática e produtos eletrônicos e 76% do setor de bebidas, por exemplo.

Insumos importados
Entre os setores que dependem de insumos importados, 18 deles também relataram o mesmo problema: a dificuldade de comprar a mercadoria, mesmo que se decida pagar a mais por ela. Os setores mais afetados foram: farmacêuticos (88%), máquinas e materiais elétricos (86%), vestuário (85%), material plástico (84%), limpeza e perfumaria (82%), têxteis (81%) e móveis (80%).

De acordo com o gerente de análise econômica da CNI, Marcelo Azevedo, há, pelo menos, três explicações para a falta de insumos gerada pela crise provocada pela pandemia de Covid-19. “Há um buraco na produção industrial que ainda não foi resolvido. A [pesquisa] Sondagem Industrial de outubro mostrou ajuste nos estoques, é uma condição importante, necessária para resolver o problema, mas é um primeiro passo. E esse ajuste ainda precisa se completar para uma série de setores”, explicou o economista, em nota.

“Além disso, temos a expansão da demanda global de uma série de produtos, com os países voltando da crise. Esses fatores seguem provocando estresse nas linhas produtivas e a escassez de diversos insumos”, completou. Segundo Azevedo, há ainda um outro agravante composto pelo elevado custo da logística, alto preço e baixa qualidade dos contêineres. “Alguns países estão buscando alternativas para esse problema dos insumos, como desenvolver fornecedores locais, mas não é algo que se faça rapidamente nem depende só da ação da vontade, e envolve custos”, afirmou.

Construção civil
De acordo com a CNI, na construção civil o problema se agravou entre fevereiro e outubro deste ano. O percentual de construtores que disse ter dificuldade para obter insumo e matéria-prima passou de 72% para 75%.

Diante disso, a expectativa de um cenário de normalização da oferta de insumos é um pouco mais pessimista, em comparação com a indústria geral: 88% acreditam que a normalização de insumos só ocorrerá em 2022 e 9% das empresas esperam que haja normalização apenas em 2023. Nesse segmento, dos 27% que importam insumos, 80% deles sinalizaram dificuldades de acessar matérias-primas importadas.

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Com Agência Brasil

Empresários afirmam que a normalização só virá em 2022